A GRANDEZA DE DEUS É INCOMENSURÁVEL
I - A palavra incomensurável significa algo tão grande, tão vasto, tão intenso e tão profundo que não pode ser medido. É um adjetivo que costuma ser usado para descrever grandezas infinitas, sem limites físicos, sentimentos extremos ou importâncias que vão muito além de qualquer cálculo ou avaliação. Como diz o apóstolo Paulo “é muito além daquilo que pedimos ou pensamos”; A frase "fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" refere-se à famosa passagem bíblica de Efésios 3:20. Ela destaca que a capacidade criativa de Deus vai muito além da nossa imaginação e compreensão.
II - No sentido literal refere-se a duas grandezas que não possuem uma unidade ou valor de medida em comum. E no sentido figurado, ela é utilizada para enfatizar algo imenso, infinito, ilimitado, incomensurável ou incomparável. É sinônimo de palavras como descomunal, desmedido e enorme, de tão grande que é não existe nada que possa medir. Um exemplo claro de algo incomensurável é a frase que diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, e outra frase do primeiro capítulo de Genesis capítulo 1 que diz: “a terra era sem forma e vazia” esta é a primeira declaração da Bíblia, e seu significado apresenta Deus como o Criador do universo e de tudo que nele há. Essa frase reprova qualquer tipo de teoria que diz que a matéria é eterna ou que o universo é fruto do acaso ou de algum evento aleatório e desordenado. Deus é o criador de tudo e de todos.
III - Se alguém abre as Escrituras Sagradas buscando saber quem é Deus e qual a origem da vida, a declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra” é uma resposta muito apropriada. Deus é o Criador de todas as coisas. O restante das Escrituras ecoa essa verdade fundamental em todo o seu conteúdo, (Salmos 33:6; 148). Se o primeiro livro da Bíblia diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, o último livro da Bíblia diz: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criastes todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”, (Apocalipse 4:11).
A - Também é muito significativo que o primeiro versículo, do primeiro capítulo, do primeiro livro da Bíblia Sagrada, traga essa informação. Todas as religiões antigas contavam suas próprias versões de como o universo foi criado. Em comum, todas elas falavam sobre algum tipo de tensão no panteão de suas divindades, onde deuses rivais combatiam uns aos outros.
B - Mas a Bíblia simplesmente inicia dizendo que “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Não houve tensão; não houve qualquer disputa. Não há deuses rivais para contender com o verdadeiro Deus. Ele simplesmente criou o céu e a terra através de Sua Palavra. A expressão “no princípio” traduz o hebraico bere’sit, que inclusive é o título hebraico do livro de Gênesis. Essa expressão localiza a ocasião em que Deus criou o universo. Alguém pode perguntar: “Quando Deus criou o mundo?” A Bíblia responde esta pergunta dizendo que foi “no princípio”.
C - Deus é eterno e antes de ter iniciado a criação Ele sempre existiu satisfeito em si mesmo. Mas para o louvor da Sua glória, no princípio Ele criou os céus e a terra. Nós não sabemos exatamente quando foi esse “princípio”. Na verdade essa é a primeira menção do tempo nas Escrituras. Isso também implica na verdade de que Deus é o criador do tempo.
1 - Então o espaço e o tempo são dimensões da ordem criada, e Deus não está sujeito a eles. diz que a frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra” se refere a um passado indeterminado, no qual Deus fez com que o universo viesse a existir a partir do nada.
2 - Essa informação também nos leva ao profundo significado da palavra hebraica “bara”, traduzida como “criou”. Essa palavra hebraica é reservada nas Escrituras somente para a atividade criadora de Deus. Ela indica que Deus criou o universo do nada; o que na teologia é chamado de ex nihilo. A Bíblia não usa uma palavra específica para classificar coisas irreais. Em vez disso, o texto destaca a soberania divina ao afirmar que Deus "chama à existência as coisas que não existem". Isso significa que Ele tem o poder de materializar o que não se vê. Esse conceito é mais famoso em Romanos 4:17, onde se lê sobre "o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem".
3 - Só Deus pode "chamar à existência as coisas que não existem", (Romanos 4:17). O contexto de Romanos 4 é a salvação pela fé. Paulo usa o exemplo do patriarca Abraão para mostrar como nosso relacionamento com Deus é baseado na fé e não nas obras da Lei. Romanos 4:17 afirma: "Como está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações, perante aquele no qual ele creu, a saber, no Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se já existissem”.
4 - É possível entender a última parte de Romanos 4:17 como significando que Deus tem a capacidade de criar “ ex nihilo” . Essa ideia é evidenciada em traduções que dizem que Deus "chama as coisas que não são como se já fossem", (ACF) ou simplesmente "chama à existência as coisas que não existem" (ARA) ou "Deus que traz os mortos de volta à vida e cria coisas novas do nada". O "nada", nesse contexto, seria a morte do ventre de Sara (versículo 19), e as "coisas novas" que Deus cria seriam os descendentes de Abraão mencionados no versículo 18. Deus dá vida aos mortos e cria algo a partir do nada.
5 - As outras traduções enfatizam o decreto de Deus, pelo fato de que Ele "chama" ou "convoca" à existência aquilo que não existe. Quando Deus fala, é como se estivesse feito. Ele mudou o nome de Abrão para Abraão ("pai de uma multidão ou pai de muitas nações"), enquanto Sara ainda não tinha filhos. Deus falou sobre os descendentes de Abraão quando ainda não havia nenhum. Deus realmente tem a capacidade de falar de coisas impossíveis e, ao falar, torná-las possíveis.
6 - Abraão ouviu a promessa de Deus e creu nela. Essa fé foi creditada a Abraão como justiça (Gênesis 15:6) e é o exemplo de todos os que mais tarde exerceriam fé em Deus (Romanos 4:11). Olhando para o futuro, Deus pode falar de coisas que não existem como se existissem. Deus tem poder sobre a morte e a capacidade de criar vida. Abraão acreditou nisso, e nós também, se somos descendentes espirituais de Abraão (Gálatas 3:29).
7 - Alguns grupos religiosos usam erroneamente Romanos 4:17 para ensinar heresias. Romanos 4:17 (ARA) diz: "como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não são, como se já fossem”. O versículo destaca a fé inabalável de Abraão nas promessas de Deus, exaltando a onipotência divina sobre a morte e o impossível.
8 - De acordo os hereges dessas falsas doutrinas, podemos falar a Palavra de Deus sobre nossas finanças, nossos corpos, nossos automóveis, etc., e ver resultados milagrosos em nosso benefício, ou seja usam erroneamente um texto bíblico para enganar muitas pessoas. Tudo o que precisamos é de uma "confissão" e fé suficiente, e Deus transformará o reino físico em um ambiente de bênção para nós. Podemos "falar das coisas que não são como se fossem", podemos sentar e apreciar o fruto de nossas palavras, daquilo que acreditamos que possa acontecer pela vontade de Deus. É claro que Romanos 4:17 não se refere remotamente ao poder de nossas palavras; trata-se do poder das promessas de Deus e de Sua fidelidade em cumprir essas promessas. Isaque, o filho da promessa, não nasceu porque Abraão "confessou" ou "declarou" certas palavras, mas porque Deus prometeu que ele nasceria do ventre de Sara que era uma mulher estéril e já estava com cerca de noventa anos, Abrahão já estava com quase cem anos, mas para Deus cumprir Suas promessas Ele as cumpre em qualquer tempo, no tempo de Deus as coisas acontecem segundo a vontade dele.
9 - Isso significa que Deus não usou matéria pré-existente. No princípio Deus criou os céus e a terra quando nada mais havia além dele. Logo, somente Deus é eterno e transcendente. Definitivamente a matéria não é eterna. Na frase: “No princípio criou Deus” o substantivo “Deus” traduz o hebraico Elohim. Essa palavra hebraica está na forma plural para denotar a majestade e o poder divino. Muitos estudiosos também defendem que seu uso na declaração: “No princípio criou Deus” não se resume apenas a um “plural de majestade” comum no hebraico, mas talvez também seja a primeira referência bíblica à existência do único Deus em três Pessoas. Seja como for, a Bíblia claramente afirma que Pai, Filho e Espírito Santo atuaram juntos na obra da criação (Salmos 104:30; João 1:1-3; Atos 4:24; Colossenses 1:15,16).
10 - Os céus e a terra declaram a glória de Deus e isso é tudo para provar a existência de Deus. Alguns teólogos acreditam que a declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra” diz respeito a uma base inicial da criação muito mais ampla, isto é, o primeiro ato criativo de Deus que antecede os seis dias da criação. Segundo essa interpretação, Deus teria criado inicialmente o céu e a terra; então somente depois de uma lacuna de tempo Ele teria dado sequência à criação; se Deus criou as coisas declarando o que criou em casa dia dos seis dias declarados, então podemos admitir que este espaço de tempo de um dia para o outro foi o tempo do dia de Deus e não o tempo dos seres humanos do dia de vinte e quatro horas por dia.
11 - Apesar de teologicamente não representar um grande problema, gramaticalmente essa interpretação parece ser pouco provável. Por isso outros comentaristas bíblicos defendem que a frase que esta frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra” serve como um sumário de todo o relato da criação. Assim, a expressão “os céus e a terra” se referem ao universo organizado, enfatizando que no princípio Deus criou o cosmos; o que passa a ser explicado com mais detalhes na sequência de Gênesis, capítulo 1.
12 - Mas de qualquer forma, o mais importante é jamais negar a doutrina claramente expressa na frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Isso testifica que Deus é o Criador do universo tornando-se em algo fundamental à fé Cristã. Inclusive, Ele não apenas é o Criador de todas as coisas, mas também é o Sustentador de todas as coisas. Isso significa que o universo não é autossustentado, (Atos 17:25-28; Colossenses 1:17). Apesar de toda criação depender do Criador para sua existência, o Criador não depende de nada além dele para existir. Isso significa que Deus tem uma relação voluntária com tudo o que criou, mas não tem uma relação necessária com coisa alguma além dele próprio.
13 - “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a Sua grandeza é insondável”, (Salmos 145.3), portanto servimos à um Deus grandioso, muitas vezes falamos e cantamos essa verdade, no entanto nem sempre entendemos a dimensão disso. De fato, com nossa mente limitada é impossível compreender a Sua imensidade, Ele é infinito e nós finitos. No entanto, a criação nos dá um vislumbre da grandeza que somente vamos compreender plenamente quando conhecermos Ele como também somos conhecidos, (1 Coríntios 13.12).
14 - É possível ver a grandeza de Deus através da sua maravilhosa criação. Paulo diz em Romanos 1.20 que “os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”. Deus deixou suas “digitais” por todos os cantos do universo. O universo nos revela desde o princípio algo incomensurável da grandeza de Deus. Em Salmos 19.1, diz que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos”. É impossível contemplar o céu noturno estrelado sem glorificar o Seu nome. A grandeza de Deus é manifesta nos céus.
15 - Nos grandes centros urbanos não temos uma visão tão clara das estrelas, mas eu incentivo você a ir para um lugar onde as luzes da cidade não ofusquem o brilho delas, de lá você vai contemplar as belezas da natureza que Deus criou. Assim, você verá algo parecido como o que Davi viu quando escreveu o salmo 19 que diz no seu primeiro versículo: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anunciam as obras de suas mãos”. (1) Em condições ideais, é possível ver milhares de estrelas no céu noturno, perto de 3 mil ou até mais. No entanto, nossa galáxia, Via Láctea, possui aproximadamente 100 bilhões de estrelas, isso significa que quando muito conseguiremos ver insignificantes 0,000003% do total de estrelas da nossa galáxia. (2) Isso porque estamos falando apenas de nossa galáxia, no universo observável existem cerca de 170 bilhões de galáxias, cada uma com cerca de 100 bilhões de estrelas. Isso dá quantas estrelas no universo observável? Bem, com certeza é um número enorme, com vários zeros e casas decimais. De fato, cientistas afirmam que existem mais estrelas no universo do que grãos de areia nas praias da terra.
16 – Levantai os vossos olhos para cima e vocês verão as belezas de Deus no firmamento. “Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”, (Isaías 40.26). “Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes”, (Salmos 147.4). (1) Deus organizou as estrelas nos céus. Quando pensamos além da quantidade de estrelas existentes no universo, e ponderamos acerca do tamanho do universo, fica manifesto como nossa mente é limitada para compreender a grandeza de Deus.
17 - Para termos uma ideia das distâncias no universo, vamos primeiramente analisar o que está mais perto da terra, partindo posteriormente para lugares cada vez mais distantes. (1) A estrela mais próxima da terra é o Sol, essa estrela está a uma distância de 149,6 milhões de quilômetros da terra. Dessa forma, se fosse possível ir de avião para o Sol, numa velocidade chamada na aviação de velocidade de cruzeiro de 800 km/h, demoraríamos aproximadamente 21 anos para chegar lá. (2) Depois do Sol, a estrela mais próxima é a Alpha Centauri, ela está 40,69 trilhões de quilômetros. Uma viagem de avião para a Alpha Centauri demoraria cerca de 5,8 milhões de anos. As distâncias no universo são tão grandes que não faz sentido utilizar quilômetros, mas anos-luz. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano. A luz viaja a cerca de 300 mil km/s, assim, em um ano a luz viaja 9,46 trilhões de quilômetros. (3) A distância entre a Terra e o Sol, que um avião percorre em 21 anos, a luz percorre em 8 minutos. Nada no universo viaja mais rápido que a luz. A Alpha Centauri está a 4,3 anos-luz da Terra, em outras palavras a luz dessa estrela demora 4,3 anos-luz para chegar até nós. E essa é apenas a estrela mais próxima. (4) A galáxia mais próxima, chamada Andrômeda, está a 2,54 milhões de anos-luz. Se viajássemos para Andrômeda a 300 mil km/s demoraríamos 2,54 milhões de anos-luz para chegar lá. E essa é apenas a galáxia mais próxima. A galáxia mais distante captada pelos telescópios até hoje, a fronteira do universo observável, está a aproximadamente 13 bilhões de anos-luz.
18 - Definitivamente o universo é muito grande, mas Deus é maior ainda. Um dos atributos de Deus é a infinitude, ou seja, Deus é infinito tanto em relação ao tempo como em relação ao espaço. A infinitude de Deus em relação ao tempo é chamada de eternidade e em relação ao espaço é chamada de imensidade, ou seja Deus é incomensurável. (1) A imensidade, que é a qualidade ou característica do que é imenso, significa que Deus transcende o espaço, preenchendo-o e não sendo limitado por ele. Nenhuma parte do universo pode escapar da presença e influência de Deus, nem mesmo a galáxia mais longínqua. Que Deus grande, Deus é infinitamente grande. Quando Salomão construiu o templo ele reconheceu que nada poderia conter a presença de Deus, nem mesmo Sua “casa”. “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei”, (1 Reis 8.27).
19 - A grandeza de Deus é um atributo insondável. A Bíblia revela que Ele é o Criador e sustentador de tudo, transcendendo a lógica humana do tempo e do espaço. Sua magnitude exige nossa adoração, respeito e total confiança em Sua soberania sobre nossas vidas. (1) A Grandeza de Deus na Criação. A imensidão do universo e a complexidade da natureza são reflexos do poder de Deus. Ele tem o controle absoluto sobre a criação e a sustenta com Sua palavra. O versículo chave sobre este tema é: "Levantai os olhos ao alto e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas todas bem contadas, as quais ele as chama por nomes; por ser ele grande em força e forte em poder, nenhuma delas vem a faltar”. (Isaías 40:26). (2) A Grandeza de Deus está muito além do nosso entendimento. A mente humana é limitada, mas a sabedoria e o poder de Deus não têm limites. A grandeza de Deus é tão profunda que é considerada insondável, infinita. "Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável”. (Salmos 145:3). (3) A Grandeza de Deus no controle da História. Deus é soberano sobre e sobre todos. Deus é soberano sobre os todos os reinos, nações, povos e sobre a história da humanidade. Ele cumpre Seus propósitos e tem o controle de todas as coisas. "Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade; porque tudo o que há nos céus e na terra é teu; teu, ó Senhor, é o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos”. (1 Crônicas 29:11).
20 - Reconhecer a grandeza de Deus muda a nossa perspectiva sobre os problemas da humanidade e sobre os problemas particulares. Quando entendemos o quão grande e poderoso Ele é, nossas preocupações diminuem, pois confiamos que servimos a um Deus capaz de intervir em qualquer situação. A grandeza de Deus não deve causar medo, mas sim nos levar a uma postura de humildade, louvor e obediência diária a Deus. É muito importante saber que no princípio de tudo Deus criou os céus e a terra, Deus criou tudo com perfeição e Deus criou o homem como obra prima da criação.
21 - A Bíblia declara no primeiro capítulo da história da humanidade no livro de Genesis, e declara que “a terra era sem forma e vazia”. (1) “No princípio criou Deus os céus e a terra” é importante porque, como foi dito, ela apresenta Deus como o Criador eterno e transcendente. Logo, é dever do homem reconhecer e louvar a Deus como o Seu Criador, ( Salmo 104). Devemos declarar junto a Moisés: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”. (Salmo 90:2). Quem negligência essa verdade se torna indesculpável e sofrerá todas as consequências de sua decisão, (Romanos 1:20,21). (2) Também é maravilhoso saber que mesmo antes do “princípio”, quando os céus e a terra foram criados, Deus planejou a redenção de um povo para si. O apóstolo Paulo escreve que “Deus nos escolheu nEle antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença”. (Efésios 1:4; Apocalipse 13:8; 17:8). (3) Por último, devemos reconhecer que somos incapazes de entender plenamente o significado da frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Como seres limitados, não podemos explicar como o Deus eterno, transcendente e infinito, imutável, insondável e incomensurável criou todas as coisas do nada, simplesmente como um ato de sua vontade. Por isso nesse ponto nós dependemos da fé. O escritor de Hebreus diz que “pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são, aparecerem”, (Hebreus 11:3).
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.