segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU


I – A inteligência espiritual continua viva e ativa desde quando Deus a criou até os nossos dias e até o final dos tempos. Em 1 Coríntios 2.10-16 a Bíblia nos dá alguns parâmetros sobre o que é a inteligência espiritual e de onde ela provém. Vejamos o que diz: “10. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. 11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. 
II - “A lógica da inteligência espiritual só se discerne pelo poder do Espírito Santo de Deus e quem tem a mente de Cristo sabe lidar com a inteligência espiritual”. Vamos ver em primeiro lugar qual a origem da inteligência natural do ser humano, partindo do princípio de que somos criaturas que fomos criados Por Deus e que nos dotou de capacidade de pensar e de decidir o que quisermos e o que queremos para nós e para os outros, através do livre arbítrio. A origem da inteligência natural do ser humano é um processo evolutivo complexo, impulsionado pela necessidade de adaptação, interação social e, fundamentalmente, pela evolução, crescimento do cérebro. Ela não surgiu de um único evento, mas sim como um mecanismo de sobrevivência que se desenvolveu ao longo de anos de interação entre genética e ambiente. 
III - Aqui estão os principais fatores sobre a origem da inteligência humana: Evolução Biológica e Cerebral: A inteligência é o resultado da evolução e do crescimento cerebral, surgindo como um otimizador para a sobrevivência em organismos com sistema nervoso, controle emocional, controle sensorial. Diferentemente de outras espécies, o gênero “Homo” desenvolveu um cérebro com maior capacidade de processamento, (dica muito importante: fala-se em evolução, mas foi Deus que tudo criou). Este processo de desenvolvimento se deu e se dá por e pelo contato com seus semelhantes e pelo conhecimento bem como com adaptação e sobrevivência no meio em vive: A inteligência natural surgiu como uma resposta a pressões ambientais, permitindo que os primeiros humanos resolvessem problemas, fossem criativos e adaptassem-se a diferentes contextos. É o caso dos índios, por exemplo, que são produtos do meio em que vivem. 
IV - A interação social e cultural trazem o ser humano para mais próximo dos seus semelhantes. O desenvolvimento da inteligência natural está ligado à vida em comunidade, ao surgimento da linguagem e à necessidade de empatia e cooperação, características que se consolidaram durante o período Paleolítico. A base genética e ambiental são mutáveis em parte e na maioria das vezes são imutáveis. A inteligência natural do ser humano é moldada no meio em que vivemos. É altamente herdável e influenciada por genes (incluindo genes do cromossomo X, muitas vezes ligados à herança materna), mas também é moldada pelo ambiente e experiências vividas por nossos genitores, que estimulam o desenvolvimento cognitivo do ser humano. O desenvolvimento contínuo traz a influência da inteligência, esta inteligência não é estática; ela se desenvolve ao longo da vida através de estágios, movendo-se do sensório-motor (0-2 anos) até o pensamento abstrato e formal. Em resumo, a inteligência humana é o produto de um "potencial biopsicológico", onde a genética fornece o "molde" e o ambiente e as experiências sociais refinam essa capacidade ao longo da vida. A pessoa se torna produto do meio em que nasceu, cresceu e se transformou em um ser adulto. 
A - Considero de antemão que a inteligência natural do ser humano é algo parcialmente genético e ambiental. O genético se torna primordial, já que ele é o molde necessário para a introdução de mais inteligência. Quando o ser nasce inteligente, a inteligência é um impulsionador natural para o fator desenvolvimento , fazendo com que a pessoa fique ainda com mais capacidades. A pessoa mais inteligente, ao procriar, vai passar não só o seu gene intelectual, que já tinha desde o seu nascimento, como também vai passar uma parte da inteligência adquirida no seu desenvolvimento até o momento da procriação. O grau em percentual desta inteligência adquirida e passada geneticamente ainda não temos como medir, mas eu acredito que seja pequeno o suficiente para ser necessário milênios para que possamos notar grandes alterações. As alterações de natureza humana só são significativas quando o ser humano se interessa por adquirir conhecimento e aplicá-los para aproveitamento de outras pessoas. Se posicionássemos, por exemplo, cem gerações de pessoas inteligentes que buscassem mais conhecimento e desenvolvimento para ser passado geneticamente, resultariam em pessoas de uma inteligência em padrões bem mais altos do que o natural e sem influências. O cérebro é dividido em diferentes partes que determinam o tipo de memória, os sentidos e as emoções. O tipo de inteligência está relacionado à parte do cérebro mais desenvolvida. Uma inteligência plena poderia ter todas as partes bem desenvolvidas, o que promoveria um grande avanço intelectual se todas as partes trabalham em uma potência de conectividade que definem, por exemplo, por meio de uma cognição desenvolvida, melhores sentidos e suas interpretações com memórias de curto prazo e com interpretações rápidas e assertivas, assim como uma melhor memorização de longo prazo, com capacidade de manipular a emoção para um melhor mecanismo de armazenamento. 
B - Estou dizendo que um cérebro desenvolvido pode ter um melhor controle sobre seus sentidos e sentimentos. É como uma ginástica muscular que há quem tenha o incentivo padrão de fazê-lo e como fazê-lo. A ginástica cerebral pode ser trabalhada com a própria inteligência e a consciência de como desenvolver cada necessidade para que seja possível um aprimoramento. 
C - A força de vontade está relacionada à inteligência, assim como a preguiça é o descanso da inteligência de quem não quer pensar. Contudo, a permanência nela é a falta de determinação intelectual e desistência que promove um estacionamento no desenvolvimento da própria inteligência. É a racionalidade de como, quando e onde fazer para melhor se desenvolver. Somos organismos evolutivos, buscamos a evolução para a sobrevivência e isso é como um vício universal, evoluir, está impresso em nosso código genético. Até a própria Bíblia nos mostra que devemos crescer na graça e no conhecimento de Cristo, 2 Pedro 3.18. 
1 - O código genético evolutivo (o código genético é o conjunto de regras que traduz a informação contida no DNA (ou RNA) em proteínas desde a concepção/criação do ser humano por Deus) e é uma determinação inconsciente de que temos que progredir. O nosso cérebro sente essa necessidade quando determinamos por diversas gerações essa necessidade. Por exemplo: se uma pessoa desenvolve o seu cognitivo para o bem, durante a sua vida, seu filho vai ter um gene determinado a continuar esse caminho; por mais que ele não siga, pois o ambiente pode interferir nisso, ele sempre terá uma fagulha esperando ser acendida para seguir essa evolução, ele sempre sentirá a sensação de falta. A falta é uma sensação de algo interrompido que deveria ter sido prosseguido. Vou a mais um exemplo: hoje vivemos a sensação da solidão; isso se dá devido ao avanço tecnológico, que nos distanciou da interação social corpo a corpo. Temos em nosso traço genético a necessidade dessa interação; quando ela não ocorre, temos a sensação, mesmo que inconscientemente, de que nos falta algo que está impresso em nossa memória primitiva, então nos sentimos sós, mas às vezes não sabemos o motivo. 
2 - Quando interrompemos ou desviamos de algo que está impresso em nosso código genético, temos a sensação da falta. Ela não é consciente; é como se algo não fosse suprido, algo que fosse necessário para completar os vagões do comboio que precisa seguir sobre os trilhos; os trilhos são nossa linha genética evolutiva e os vagões somos nós e nossas nuances de personalidade, entre outras coisas que nos fazem ser humanos. 
3 - A inteligência está no cruzamento entre dois espécimes com o gene da inteligência desenvolvido, podendo ser maior em um do que o outro, que moldam o terceiro espécime, resultado do seu cruzamento. Acredito que o gene da inteligência é determinante por meio do fator evolutivo, acompanhando o melhor padrão entre o casal. Por exemplo: uma mulher com um nível de inteligência maior que do homem; eles cruzam, então há duas tendências evolutivas no filho: uma delas é o fator determinante de percentual recebido da mulher e do homem, a ciência ainda não sabe qual percentual o filho leva da inteligência da mulher e do homem, mas é determinante que o homem ou a mulher passa um percentual maior de inteligência, dependendo do sexo. A segunda é o fator evolutivo, ou seja, vamos dizer que o maior percentual genético da inteligência seja da mulher, e não do homem; mesmo assim, se o homem for inteligente, será aproveitado também esse fator para impulsionar o processo evolutivo. 
4 - Seria uma lógica intuitiva, já que somos projetados evolutivamente, portanto, para uma evolução cerebral, como já sabemos que ocorreu na nossa espécie, tanto é que temos os lobos frontais desenvolvidos, mas os primatas não os tem. Essa necessidade de evolução está relacionada à evolução intelectual, então nossos descendentes tendem a ser mais inteligentes que nós, pois buscam o melhor de nós para seguir adiante. 
5 - Mas há um último fator decisivo na inteligência humana: o desenvolvimento do feto. O indivíduo pode ter fatores genéticos para o desenvolvimento de um cérebro inteligente, mas, na formação, de acordo de como ela ocorre, é possível desenvolver um potencial maior ou menor de inteligência. Há muitos casos de pai e mãe com o Q.I menor do que do filho, por exemplo. Assim como há casos de pais com alto Q.I e o filho também, um dos pais com alto Q.I e o filho com baixo Q.I, mas dificilmente há casos de pais com baixo Q.I e filhos com alto Q.I. Ou seja, a evolução do feto pode ser determinante para o Q.I do indivíduo, de acordo com a forma como ele evolui aproveitando não só o gene da inteligência dos pais, mas também ao ter uma evolução cerebral de acordo, para que o cérebro use toda capacidade para desenvolver um alto Q.I. 
6 - A inteligência espiritual na ótica bíblica do apóstolo Paulo diz o seguinte: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade (de Deus), em toda a sabedoria e inteligência espiritual”, (Colossenses 1:9). Quando se fala em inteligência, logo nos vêm à mente pessoas que possuem muita facilidade para aprender ou ensinar, expressar opiniões com clareza e profundidade sobre determinado assunto ou se sair bem em algum empreendimento. É comum ouvirmos comentários semelhantes a este: “Fulano é muito inteligente”. Se olharmos para o passado, veremos inúmeras pessoas que deram uma imensa contribuição para a humanidade. Isso se aplicada à Arte, Ciência, Religião, Educação, Política e em todas as demais áreas do conhecimento humano. 
7 - Caso voltemos nossos olhos para o presente, também encontraremos, em todas as áreas, pessoas que estão deixando sua marca na História. Portanto, são indivíduos inteligentes. Até poucas décadas atrás, só se falava sobre o Q.I. (Quociente de Inteligência). Entretanto, com o avanço das Ciências, foram descobertas ou identificadas inteligências específicas, tais como: lógicomatemática, linguística, musical, motora, artística, emocional, espiritual, moral, social e outras, além da mais sofisticada de todas, a Inteligência Artificial que é pura ciência tecnológica. 
8 - Para quem lê a Bíblia com humildade e sob a orientação do Espírito Santo (1 Co 2:9 ao 16), esse assunto não é nenhuma novidade, pois Deus, em sua infinita sabedoria, dotou os seres humanos com as mais diversas inteligências, a fim de que pudessem ter todas as suas necessidades satisfeitas, supridas e também permitir que o nome dEle fosse glorificado. 
9 - Afinal, fomos feitos à sua imagem, conforme a sua semelhança, (Gn 1:26). Logo, se Ele é um ser dotado de todas as inteligências, nós também recebemos uma porção de cada uma delas. Mas quero me ater aqui à espiritual, e à luz das Escrituras Sagradas. Então, como se pode identificar que alguém possui esse tipo de inteligência Há algumas características que norteiam a vida da pessoa que a tem. Na Bíblia, temos inúmeros exemplos, no entanto tomarei como referência o profeta Daniel. 
10 - Só para nos inteirarmos melhor do assunto, recordemos brevemente a história dele: Daniel havia sido levado cativo junto com o povo de Israel para a Babilônia. Lá, Nabucodonosor, o rei, ordenou que fossem escolhidos jovens de famílias nobres para serem ensinados em todas as ciências e na língua dos caldeus, a fim de que pudessem se assentar à mesa com ele. Dentre os escolhidos, estavam Daniel (que tinha entre 15 e 17 anos, nessa ocasião), Ananias, Misael e Azarias, (Daniel capítulo 1). 
11 - Então vamos a algumas dessas características. Primeira característica: Vê o que os outros não vêem. Os demais jovens, pelo que entendemos nessa história, não viram nenhum mal em comer da comida e beber da bebida do rei. Ao contrário, provavelmente, devem ter se sentido orgulhosos pelo privilégio de estar entre os selecionados. Enquanto o povo estava vivendo como escravo e, por certo, se alimentando muito mal, eles teriam do bom e do melhor na mesa do rei. Sem contar que não precisariam trabalhar no pesado. Só estudar. Oh, que vida boa. Deviam se sentir realmente muito orgulhosos, os “privilegiados”. Deviam se sentir melhores que os outros e, assim, com o direito de menosprezá-los. Daniel, porém, viu que a mesa de Nabucodonosor sem dúvida era farta, agradável aos olhos, olfato e paladar e, por conseguinte, assaz convidativa. Entretanto, era oferecida aos ídolos babilônicos e continha coisas proibidas por Deus. Logo, eram oferecidas aos demônios, como dizem as Escrituras (1 Co 10:20-21) e trariam prejuízos à sua fé e comunhão com o Senhor, como aprenderam com seus pais, profetas e sacerdotes. Sendo assim, decidiu permutar todas aquelas delícias, os manjares do rei, por apenas água e legumes. 
12 – Segunda característica. Entende o que os demais não entendem. Ele era um adolescente de aproximadamente 17 anos. Mesmo assim, compreendeu que, embora estivesse entre os escolhidos para estarem diante do rei e receber a melhor educação e tratamento, se não fosse selecionado para estar diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, de nada valeria. Entendeu que o “status quó”, as mulheres, os amigos e todos os privilégios e regalias resultantes da sua posição não se comparavam àquilo que era a presença de Deus em sua vida e todas as demais bênçãos advindas disso lhe traziam de significado, satisfação e comunhão. 
13 – Terceira característica. Compreendeu que mesmo distante de seus pais, líderes espirituais e de sua terra, ele deveria manter sua integridade espiritual, pois Deus estava ali com ele. E assim, quem pode dizer então que adolescentes ou jovens não conseguem ser responsáveis, íntegros, ou discernir e escolher entre o bem e o mal? 
14 – Quarta característica. Pensa o que os outros não pensam. Certamente, os demais jovens pensaram apenas nas vantagens imediatas que poderiam tirá-los daquela situação. Para entender melhor, basta imaginar como se sentiriam jovens que fossem escolhidos pelo Presidente de um país, de uma nação, para receber do bom e do melhor em todas as áreas e ainda sentar-se à mesa dele para comer e beber do que fosse servido ao “chefe”. E a fama? E as vantagens financeiras? E os “flashes”? E as mulheres a seus pés? Entretanto, para Daniel as vantagens do momento resultariam em prejuízos eternos. Portanto, pensou que não deveria se vender e se render à soberba dos olhos e à soberba da vida e às paixões carnais (1 Jo 2:16). Assim, legumes e água de Deus valiam mais que as iguarias do rei. 
15 – Quinta característica. Fala o que os demais não falam. Daniel não ficou apenas no campo do pensamento. Ele verbalizou o que havia pensado. Expôs sua decisão e seu plano aos outros jovens hebreus, seus companheiros, que aceitaram de imediato a proposta, porque entenderam que Deus estava naquele negócio. Obviamente, aquilo parecia uma loucura, já que não fazia muito sentido à razão humana e ainda poderia colocar a vida dele e a dos demais em risco. Ainda assim, externou seu pensamento. Tenho por certo que ele estava cônscio de que seu plano se alinhava à vontade do Senhor ou se originara nEle. 
16 – Sexta característica. Faz o que os outros não fazem. Mesmo diante dos olhares incrédulos e certamente sarcásticos dos outros jovens que passariam por aquela “dieta real”, Daniel decidiu colocar seu plano em prática. E assim o fez. Suponho que quando os demais souberam de seu “fantástico” plano riram à beça ou choraram. Quem sabe, rolaram pelo chão de tanto rir do plano de Daniel, que na verdade era plano de Deus. Debocharam e humilharam a Daniel. Chamaram-no de louco, de estúpido, dentre outras palavras de baixo calão, mas Daniel tinha sabedoria espiritual para discernir o plano de Deus para com eles ali naquele palácio. 
17 - Além disso, os outros jovens que não foram escolhidos, devem ter pensado que eles, os quatro jovens, haviam assinado sua própria sentença de morte, pois jamais atingiriam os objetivos traçados pelo rei e, portanto, em hipótese alguma estariam aptos a se sentarem à mesa juntos com Nabucodonosor. Devem ter suposto e convencidos de que eles, quando postos à prova, dariam de dez a zero nos hebreus idiotas. 
18 - No entanto, mal sabiam eles que estavam prestes a ver algo incrível; um verdadeiro milagre. Já no primeiro período de observação o eunuco viu a diferença para melhor entre eles e os outros. E essa diferença foi aumentando positivamente a cada vez que eram submetidos a uma avaliação. Estava, pois, ocorrendo exatamente o oposto do que os demais jovens supunham e esperavam que ia acontecer com eles. 
19 - Quando terminou o período estabelecido e foram postos perante o rei Nabucodonosor, os hebreus estavam mais fortes fisicamente e dez vezes mais sábios em tudo aquilo em que o rei os questionou. Dez vezes mais sábios, aleluia, porque Deus os honrara com uma capacitação sobrenatural que, indubitavelmente, deixou a todos boquiabertos. Quanto a Daniel, o Senhor, além de lhe dar uma sabedoria, uma inteligência espiritual dez vezes maior que a dos outros jovens de outros povos e nações, presenteou-o com um espírito excelente, (Dn 5:6;6:3), que o capacitou a tornar-se sobremodo influente no governo de Nabucodonosor e chefe dos governadores das províncias do Império babilônico. 
20 - Quando seus opositores invejosos quiseram acabar com sua vida, ele teve discernimento dado por Deus para saber que aqueles homens estavam sendo usados pelo maligno para humilhá-lo, destrui-lo e, consequentemente, atingir o povo de Israel, a menina dos olhos de Deus. Exatamente por esse motivo, manteve sua vida de comunhão com Deus. Como de costume, continuou a orar três vezes ao dia. Assim, como o resultado dessa postura, o Senhor usou o próprio rei para ser intercessor em favor dele e livrou Daniel de forma inexplicavelmente fantástica fechando a boca dos leões que, somente naquela noite, tornaram-se vegetarianos ou decidiram fazer um jejum e não atacaram o profeta Daniel ali naquela cova. 
21 - Então, aquilo que parecia ser seu fim, serviu para fortalecê-lo ainda mais diante de Nabucodonosor e do Senhor, pois o rei reconheceu que o “Deus de Daniel era o único e verdadeiro” e ordenou que todos em seu reino adorassem ao Senhor. Sem contar que como consequência disso o povo judeu também foi beneficiado. Se não passou a ser respeitado, passou a ser temido por ter a proteção do rei, (Dn 6). Vale lembrar também que Daniel manteve influência positiva durante o governo de dois sucessores de Nabucodonosor. 
22 - Para que fique mais fácil de entender a diferença entre quem tem inteligência espiritual e aquele que não a possui, basta pensar nas seguintes pessoas: (1) A mulher de Jó: disse para seu marido amaldiçoar Deus e morrer, (Jó 2:9), mas quem virou estátua de sal foi ela. (2) Esaú: trocou sua o direito de primogenitura, que lhe dava o direito a uma herança muito maior que os demais irmãos, por um prato de comida e ainda disse: De que me adianta ter a primogenitura, se estou morrendo de fome?, (Gn 25:31 ao 34). (3) Judas Iscariotes: não conseguiu ver ou entender que Jesus era de fato o Cristo; por isso o traiu por apenas trinta moedas de prata. E Mais: quando percebeu a bobagem que fizera, em vez de correr para os pés do Mestre e pedir-lhe perdão, fugiu de Jesus e se enforcou, (Mt 27:5). 
23 – Existem muitos outros que serviriam de exemplo para entendermos a diferença entre o que tem e quem não possui essa inteligência espiritual; entre o que busca de Deus o discernimento e que não busca de Deus sabedoria espiritual e inteligência espiritual para saber de fato o que significam estas coisas. Contudo, tenho por certo que esses são mais do que suficientes para que possamos entender e almejar esta realidade da inteligência espiritual que atua em conexão com a nossa inteligência natural do ser humano. Diante de tudo isso que, na realidade, é apenas uma partícula desse tão rico e delicioso tema, podemos concluir que como Paulo orou pelos cristãos de Colossos pedindo que Deus lhes concedesse inteligência espiritual, também podemos e precisamos orar por nós mesmos e por todos os nossos irmãos em Cristo rogando ao Pai que nos dê dessa inteligência, a fim de que possamos viver sábia e vitoriosamente neste mundo, sermos verdadeiros filhos amados em quem ele se compraz e agir como autênticos embaixadores dEle aqui na terra. 
24 – Ter e buscar a inteligência espiritual é ter a mente de Cristo, (1 Co 2:16b). Ter a mente de Cristo é ter uma mente guiada pelo Espírito Santo. É ter o Espírito Santo como Mestre, Mentor, Conselheiro. Logo, se queremos viver vitoriosamente, temos que almejar e buscar de todo o nosso coração isto: ter a mente de Cristo. Proceder desse modo é fundamental e urgente, pois, do contrário, corremos o risco de ser ou nos tornar homens e mulheres que são extremamente inteligentes para as coisas terrenas e seculares, como existem tantos, mas que demonstram não ter nenhum pouco de inteligência espiritual. 
25 - Muitos destes nem mesmo crêem que Deus existe. Como resultado disso, estão marchando a passos largos para o inferno. Que o Senhor em sua infinita misericórdia não permita que você e eu sejamos pessoas omissas naquilo e para aquilo que Deus nos chamou. A inteligência espiritual na Bíblia é descrita como a capacidade de compreender a vontade de Deus, agir com sabedoria divina e discernir as realidades espirituais, indo além do entendimento natural, (Colossenses 1:9, 1 Coríntios 2:14-16). Ela envolve ter a "mente de Cristo", guiada pelo Espírito Santo para frutificar em boas obras e aplicar princípios divinos à vida. 
26 – Quais são os principais aspectos da inteligência espiritual e como saber se Deus nos capacitou para algo diferente na Sua obra. (1) Procurando conhecimento da vontade de Deus para nós nestes tempos de modernidade. (2) Não é apenas uma sugestão intelectual que devemos ter sobre o assunto, mas buscar a compreensão profunda dos propósitos de Deus para estarmos frutificando em boas obras. (3) Vivendo o melhor da Mente de Cristo através da inteligência espiritual, buscando discernimento dos dons espirituais e permitindo que todas as coisas possam agir com a perspectiva de Jesus, não sendo guiado apenas por impulsos naturais ou carnais mas pela renovação da nossa mente diariamente. Rm.12.2-2. (4) Tendo uma conexão de intimidade com o Espírito Santo A inteligência espiritual vem de Deus, comunicada pelo Espírito que habita no crente. (5) Tendo plena sabedoria e discernimento da vontade de Deus. Isso diferencia o bem do mal e nos ajuda a viver de forma digna e agradável diante de Deus. (6) Enfrentando o combate espiritual. A inteligência espiritual é usada para identificar e vencer armadilhas espirituais através da oração e da dependência de Deus, em vez de focar apenas em lutas físicas. 
27 - Como Desenvolver a Inteligência Espiritual: (1) Buscando em Jejum, Oração e consagração. É um dom a ser pedido a Deus, buscado como um tesouro, (Provérbios 2:2-6). Você lembra que Salomão não pediu riquezas a Deus, mas sabedoria e Deus lhe deu sabedoria e riquezas inomináveis. 1Reis 3 e 1Crônicas 1. (2) Com a Leitura constante da Palavra, porque compreender as Escrituras é fundamental para o crescimento do discernimento espiritual. (3) Viver cheio do Espírito Santo. Manter uma postura espiritual e submissa a Deus no dia a dia. (4) Em suma, a inteligência espiritual é a capacitação divina que permite ao ser humano alinhar crenças, valores, costumes e comportamentos ao propósito de Deus. 
28 - Também a inteligência espiritual, vista na ótica da nossa fé Cristã é diferenciada. Através da Teologia cristã de defesa da fé percebemos que os dons e serviços espirituais são administrados em nossas vidas pela maravilhosa graça de Jesus pelo Espírito Santo de Deus, e, Deus tem a primazia de usar a quem ele quiser usar, independentemente e indiferentemente do querer e do saber dos seres humanos. Lá no cenáculo do templo em Jerusalém, depois do pentecostes, os discípulos e outros falaram em outras línguas na descida do Espírito Santo. 
29 - E por que é Inteligência Espiritual? Porque estamos tratando de algo que não se vê, algo não físico e material, mas sim, de algo que transcende a mente humana, a alma, a mente humana. Não se pode tentar quantificar a sabedoria, o amor, a bondade, o ato divino de perdoar. Não estamos falando do mundo da alma, da mente humana ou das emoções e sentimentos. Estamos falando de algo que vem de Deus e é dado por Deus. O rei Salomão pediu a Deus esta sabedoria e lhe foi dada. Ninguém pode ter a fé em Deus se Este não lhe der. Uma coisa é ter fé no ser humano, a outra não é somente ter fé em Deus, mas ter a fé que agrada a Deus, que vem dEle. Ele a dá a quem pede. 
30 - A engenharia espiritual deseja produzir no coração do homem, uma inteligência espiritual movida pela fé em um Deus Supremo, de quem podemos extrair projetos, propósitos e atributos que promovem o desenvolvimento para uma excelente qualidade de vida, potencializando a criatividade, o domínio próprio, o equilíbrio e ato de amar e ser amado. Uma vez perguntaram a um sábio: “como ele conseguiu criar e desenvolver tão sabiamente a teoria da relatividade? Ele respondeu que não havia criado nada e que nem era o autor de nada. Ele, simplesmente, conseguiu desvendar um pouquinho das leis que já existiam na natureza e que vieram de uma mente divina e criadora, vieram de Deus. 
31 - De fato ele tinha razão, pois o homem nunca criou nada, apenas é capaz de descobrir princípios e leis que já existiam e que aglutinados sabiamente passam a gerar algo físico que beneficia o homem. Existem alguns conceitos sobre a inteligência espiritual que nós precisamos buscar para conhecer melhor aquilo que Deus nos deu gratuitamente, que é a inteligência. Temos que ter consciência que temos dúvidas e perguntas acerca da nossa vida e do universo para as quais não encontramos ainda respostas. Alguns perguntam de onde venho? Outros perguntam o que eu estou fazendo aqui? Os mais incrédulos ainda perguntam para onde vou após a morte? E por aí vai. O quê é que falta para estas pessoas? Falta conhecer a Deus para adquirir inteligência espiritual para ter discernimento. 
32 - O ser humano natural não entende nada disso, só entende quem tem o senhor Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas e crê que Jesus cura, salva, perdoa e liberta o mais terrível dos pecadores. Faz com que estas pessoas comecem a descobrir o sentido da vida, entendendo o âmago de nosso ser e a semelhança existente com um Ser Criador de todas as coisas, Deus. Pela inteligência espiritual tem-se acesso à mente de Deus, extraindo dessa intimidade preciosa com Deus, princípios e virtudes, como a fé, a esperança, o amor, a alegria, a bondade, a paciência, a compaixão, o domínio próprio, a temperança, além de saber discernir entre o bem e o mal; 
33 - A inteligência espiritual investe massivamente na fé. Esta por sua vez gera esperança e força para vencer tribulações e dificuldades; (1) Pela inteligência espiritual compreendemos que o homem é espírito, alma e corpo. (2) Pela inteligência espiritual pode-se entender a amplitude da liberdade à medida que se conhece as leis de Deus que regem nossa vida e o universo; (3) Pela inteligência espiritual podemos extrair o lado bom das religiões, seus sábios princípios, sem se deixar ser dominado pelo radicalismo e fanatismo; (4) Pela inteligência espiritual pode-se libertar das paixões que escravizam e destroem a vida do homem, como o ciúme, a inveja, a soberba, o ódio, o rancor, os vícios, a mentira, etc. (5) Pela inteligência espiritual entende-se melhor sobre a morte, o sentido e propósito da vida terrena e também da futura vida eterna para aqueles que nela crêem; 
34 - A inteligência espiritual vale-se da intuição, ela nos faz entender os segredos da vida e do universo; (1) Pela inteligência espiritual nos tornamos mais inteligentes à medida que buscamos e nos aproximados da mente Criadora; (2) Pela inteligência espiritual continuamos a entender a ciência, pois esta muitas vezes se cala, quando a fé se inicia; a fé se sobrepõe à ciência em tudo (3) A inteligência espiritual nos leva a viver os grandes princípios morais revelados na Bíblia, investindo na meditação e oração, buscando respostas que tanto procuramos; Jesus, o Mestre dos mestres, nos ensinou muito de como é possível usar a inteligência espiritual. Jesus se interagia tanto com o pensamento de Deus Pai que Ele mesmo disse: “Eu e o Pai somos um e não faço nada sem Ele:. ( Jo10:30). 
35 - Enfim, a inteligência espiritual atua na esfera da fé, onde o dinheiro não compra e nem domina. Portanto, a inteligência espiritual seria a habilidade ou a capacidade de crer em uma mente criadora e universal e se interagir com ela, pelo conhecimento da Palavra de Deus revelada na Bíblia Sagrada. O conhecimento desta, leva a aumentarmos no amor ao próximo, e à medida da fé recebida podemos realizar obras maravilhosas. Ou seja, quanto mais conhecemos os princípios e valores espirituais de Deus através do Espírito Santo, mais experimentamos e interagimos com a vontade de Deus. Jesus nos ensinou e abriu esta “porta” do entendimento, nos despertando para mudanças interiores para o aperfeiçoamento e descoberta de novos valores e propósitos de vida. Por isso está escrito em Apocalípse 3.20 que Ele está à porta e bate... portanto abre a porta do teu coração e deixe Jesus fazer morada. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.