NÃO DEVEMOS COMER O SANGUE DE ANIMAIS
I – Nenhum sangue é comestível segundo a Bíblia. Não se deve comer e nem beber e não se deve utilizar do sangue para nenhum outro fim a não ser para salvar vidas que precisam de uma transfusão de sangue por orientação e receita médica. A orientação bíblica é que o sangue dos animais cujos animais servem de alimento para o ser humano, deve ser derramado na terra. A recomendação bíblica, (Seja Católica ou Evangélica) é que o sangue dos animais devem ser derramados na terra e nunca ingerido “in natura” e nem cozido ou processado industrialmente para alimentação.
II - Segundo a Bíblia, o sangue dos animais deve ser derramado na terra e não consumido. Isso é ordenado porque o sangue representa a vida. O princípio bíblico estabelece que: (1) A Proibição de consumo do sangue “in natura” ou processado não deve ser comido ou misturado com a carne ou com qualquer outro produto para consumo humano. (2) O sangue deve ser derramado na terra. Ao abater um animal para comer, o sangue deve ser derramado na terra "como se fosse água".
III - A primeira orientação de Deus sobre o consumo do sangue de animais é dada pela primeira vez em Gênesis 9:3-7, antes da Lei, não sendo atingida pela Lei Cerimonial após o Dilúvio, Ele, Deus, permitiu que a humanidade passasse a comer carne de animais, mas estabeleceu a proibição expressa de consumir o sangue, sob o princípio de que "a vida está no sangue". É tão importante a preservação do princípio bíblico sobre o sangue que Deus determinou que o sangue dos animais sacrificados ao Senhor na libertação do povo da escravidão do Egito, que Deus determinou que os Hebreus tirassem o sangue dos animais e passassem nas portas, portais e ombreiras das portas de suas casas, para que quando o anjo da morte passasse para executar a décima praga da matança dos primogênitos, o anjo visse que o sangue não entrasse naquele lugar para matar os primogênitos das casas dos Hebreus. Leia sobre isso no Livro de Êxodo na Bíblia. Deus honra a Sua palavra em toda a Bíblia. São princípios de obediência à santidade e à Palavra de Deus.
A - Esta diretriz divina carrega um profundo significado espiritual e moral de que: (1) A vida pertence a Deus. Ao proibir a ingestão do sangue, Deus determinou que a vida animal e humana não deve ser banalizada. O sangue simboliza o fôlego e a essência da vida, que pertencem exclusivamente ao Criador. (2) É considerado respeito à vida humana, imediatamente após a restrição alimentar, o texto bíblico estabelece limites contra o homicídio, contra o sangue, contra o consumo de qualquer tipo de sangue e de quaisquer pessoas ou animais. O derramamento de sangue humano seria punido severamente, pois o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus. (3) Há uma profecia e um simbolismo nessa determinação de Deus.
B - A restrição também prepara o caminho teológico para o conceito de expiação. Na Bíblia, o sangue é o elemento básico representativo utilizado para a remissão de pecados, apontando para o futuro sacrifício de Jesus Cristo, o Unigênito filho de Deus, o Pai. (1) O sacrifício substitutivo (ou vicário) de Jesus é o conceito bíblico de que Cristo morreu voluntariamente no lugar da humanidade, assumindo a culpa, a condenação e o castigo pelos pecados do mundo. Ele sofreu a morte que os pecadores mereciam, cumprindo assim a justiça divina e oferecendo perdão e reconciliação. (2) Esse princípio de substituição não surgiu no Novo Testamento, mas foi prefigurado ao longo de todo o Antigo Testamento. No sistema Levítico as leis sobre sacrifícios em Levítico 1-7 ordenavam que um animal sem defeito fosse sacrificado como substituto para cobrir os pecados do ofertante. (3) Para isso era utilizado o bode expiatório, em Levítico 16:21-22, o bode recebia simbolicamente as iniquidades do povo e era levado para o deserto, demonstrando a transferência da culpa. (4) Na profecia de Isaías escrita séculos antes, Isaías 53:6 declara que o Senhor faria cair sobre o Messias "a iniquidade de todos nós". (5) Nos Evangelhos e nas cartas apostólicas, essa profecia é cumprida em Jesus Cristo. Em 1 Pedro 2:24, está registrado que Jesus "levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro", substituindo a punição da humanidade. O apóstolo Pedro reforça em 1 Pedro 3:18 que Cristo sofreu "uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-vos a Deus". O sacrifício de Jesus na cruz foi a forma perfeita de expiação. Em vez de apenas nos representar como um modelo a ser seguido, Ele ocupou o lugar do réu, pagando o preço total pelos nossos pecados, conforme explicado sobre o Sacrifício substitutivo de Cristo. (6) O sangue da nova aliança é o sacrifício definitivo de Jesus Cristo na cruz, que substituiu o antigo sistema de sacrifícios de animais (Êxodo 24:8). Ele sela a Nova Aliança (Jeremias 31:31-34), garantindo o perdão dos pecados, a purificação espiritual e o acesso direto a Deus para todos os cristãos. (7) A remissão de pecados foi instituída na Última Ceia; a expressão refere-se ao sangue de Jesus derramado para o perdão da humanidade (Mateus 26:28, Lucas 22:20). O sangue representa a vida entregue em resgate por muitos. (8) Não podemos comer o sangue de animais porque Deus mesmo o proibiu pela representatividade e significado do sangue no sacrifício da velha aliança e também pela representatividade do sangue de Jesus na nova aliança e quem come está sujeito às penalidades e castigos previstos na Bíblia.
C - O texto canônico central sobre essa prática está registrado em Deuteronômio 12:15-16 e ratificado em Levítico 17:10-14, que detalha também o derramamento cerimonial do sangue de animais, no altar do sacrifício no Antigo Testamento. A Bíblia instrui que o sangue de animais abatidos para consumo não deve ser comido e deve ser derramado na terra. Isso ocorre porque o sangue representa a vida, e foi estabelecido como um mandamento sagrado no Antigo Testamento. Foi uma ordenança de Deus antes da Lei de Moisés.
1 - As principais orientações bíblicas sobre o derramamento do sangue incluem, (1) que para consumo (Deuteronômio 12), Deus ordenou aos israelitas que, ao abaterem animais para comer suas carnes em suas casas (fora do contexto do altar), deveriam derramar o sangue na terra como se fosse água. (2) Nos sacrifícios (Levítico 17), o sangue de animais sacrificados ao Senhor devia ser levado à porta da tenda do encontro para ser aspergido sobre o altar. O derramamento do sangue nessas ocasiões tinha um significado de expiação e representava a vida entregue a Deus. (3) Em 1 Pedro 1:18-20 diz: “… sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo, conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós”. Portanto o sangue de Jesus Cristo é o presente mais precioso que o Senhor deu à Sua igreja. Poucos cristãos nesta terra entendem sobre o valor e as virtudes do sangue de Cristo. Todas as igrejas falam sobre o sangue, cantam hinos sobre o poder do sangue de Jesus, mas poucos vivem debaixo do poder do sangue que foi derramado na cruz do Calvário. Por isso, precisamos respeitar o valor do sangue seja de animais ou do ser humano. Através do Espírito Santo, temos que ter este discernimento do valor do sangue e principalmente do sangue de Jesus. Também por este motivo devemos entender o significado do sangue de Jesus, da glória do seu derramamento e dos benefícios que esse sangue outorgou e outorga à Sua igreja.
2 – Na concepção espiritual da vida temos que valorizar o princípio bíblico fundamental que o sangue é a "vida da carne". Por isso, comer o sangue de qualquer criatura era estritamente proibido sob pena de exclusão do povo. O entendimento e a prática dessas leis evoluíram com o tempo. No Novo Testamento, os cristãos compreenderam que o derramamento do sangue dos animais era um símbolo, e que o sacrifício definitivo ocorreu com Jesus Cristo na cruz do calvário. Portanto a sacralidade é a qualidade ou o estado daquilo que é sagrado. Refere-se às características de algo ser digno de profunda adoração, veneração, respeito ou devoção espiritual, sendo frequentemente associada as divindades, lugares, objetos ou à própria vida humana e seus rituais.
3 - O conceito abrange diferentes dimensões que ajudam a compreender seu significado na prática. A dimensão religiosa e seus ritos referem-se às práticas, lugares ou objetos dedicados a uma divindade e separados para o serviço religioso ou adoração. (1) Na dimensão da vida e da pessoa na filosofia e nos direitos humanos, a sacralidade é entendida como a inviolabilidade e o valor supremo atribuído a cada indivíduo. Ela exige o respeito absoluto pela dignidade, pelo corpo e pela história de cada pessoa. (2) Visão Histórica e Antropológica corrente entre os estudiosos do assunto. Obras como as de autores respeitados exploram como essa ideia foi construída socialmente, enquanto teólogos debatem como a sacralidade se manifesta no cotidiano e na espiritualidade.
4 - Para aprofundar o conhecimento sobre as passagens e regras do Antigo Testamento sobre o consumo de sangue de animais você pode conferir: (1) Deuteronômio 12:15-32 na versão comparativa de estudos. (2) Levíticos 17-26 para entender os detalhes dos ritos e exigências antigas. (3) A Bíblia apresenta diferentes visões sobre o consumo do sangue de animais, variando do Antigo para o Novo Testamento, mas preservando a essência do ensinamento sobre o assunto. As linhas divergentes nunca vão se convergir se não forem para a bíblia.
5 - Será que na bíblia tem algum exemplo de alguém que ingeriu ou comeu sangue de animais? Na Bíblia, o principal exemplo de pessoas que comeram carne com sangue ocorre no Antigo Testamento, quando os soldados do Rei Saul ingeriram carne sem drenar o sangue adequadamente, pecando contra a ordem divina. O relato é encontrado em 1 Samuel 14:32,34-35. [32] Então, o povo se lançou ao despojo, e tomaram ovelhas, e vacas, e bezerros e os degolaram no chão; e o povo os comeu com sangue. [34] Disse mais Saul: Derramai-vos entre o povo e dizei-lhes: Trazei-me cada um o seu boi, e cada um a sua ovelha, e degolai-os aqui, e comei, e não pequeis contra o Senhor, comendo com sangue. Então, todo o povo trouxe de noite, cada um com a sua mão, o seu boi, e os degolaram ali.(35) Então, edificou Saul um altar ao Senhor; este foi o primeiro altar que edificou ao Senhor.
6 - O contexto diz que o exército de Israel estava exausto e faminto após uma longa batalha contra os filisteus. (1) A ação natural por estarem extremamente cansados e por estarem desesperados por comida fez com que os soldados abatessem ovelhas, bois e bezerros ali mesmo e comessem a carne com sangue. (2) Houve consequências e o Rei Saul viu isso como um grande pecado contra Deus e ordenou que fosse construída uma grande pedra para que o sangue pudesse escorrer corretamente antes do consumo da carne. (3) O texto bíblico proíbe o consumo de sangue sob o princípio de que "a vida de toda carne é o seu sangue". Essa é uma orientação que aparece desde o livro de Gênesis, é detalhada na Lei de Moisés e também é reforçada aos cristãos no Novo Testamento (como no Concílio de Jerusalém, relatado em Atos 15).
7 – O plano original de Deus no livro de Gênesis, a dieta ideal e original estabelecida por Deus para a humanidade era baseada em plantas, sementes e frutas. (1) Permissão após o Dilúvio. Após o dilúvio, Deus permitiu a Noé e seus descendentes o consumo de carne, mas com a proibição de não comer o sangue dos animais. (2) O Antigo Testamento No livro de Levítico, o texto restringe o consumo, permitindo apenas animais considerados "limpos" (como ruminantes de casco fendido e peixes com escamas). (3) Novo Testamento a visão muda significativamente. Em Marcos 7:19, é declarado que Jesus purificou todos os alimentos, e o apóstolo Paulo orienta que cada cristão é livre para escolher sua dieta conforme a própria consciência. Mas não esclarece sobre assunto de comer sangue, permanecendo o conceito geral da Bíblia sobre o assunto desde o livro de Genesis. Vejam o exemplo de Jesus que nunca comeu sangue, pelo menos não tem nenhuma referência bíblica sobre o assunto.
8 – Será que o cristão pode comer o sangue de animais? Segundo a Bíblia, o abate de animais para consumo humano não exige o ritual dos antigos sacrifícios do Antigo Testamento. Apenas é exigido que a morte não seja cruel, que o animal esteja saudável e que todo o sangue seja drenado, entenda, derramado na terra, antes do preparo da carne do animal. (1) Os principais princípios bíblicos para o abate de animais e o consumo incluem várias recomendações. (2) O abate deve ser feito sem crueldade e rápido. O abate deve ser feito de forma rápida e com o mínimo de sofrimento possível para o animal. (3) A Proibição bíblica de não se consumir o sangue. A Bíblia ensina que a vida do animal está no sangue (Gênesis 9:4). Portanto, o sangue deve ser totalmente drenado, tirado da carne antes do consumo.
9 – Deus chamou os animais do sacrifício de animais limpos. O que são animais limpos? Apenas animais considerados "limpos" (como bois, ovelhas, cabras e aves específicas) devem ser consumidos, conforme detalhado no livro de Levíticos 11. Restrição a animais mortos por outras causas. A carne de animais que já estavam mortos por causas naturais, doenças ou ataque de predadores não deve ser comida.
10 – Então Pode-se comer o sangue de animais sufocados aos ídolos segundo o novo testamento? Há uma linha de pensamento que acredita que o consumo de sangue é permitido no Novo Testamento, mesmo o sangue não sendo considerado alimento. A Bíblia ensina que Jesus Cristo declarou puros todos os alimentos. Restrições alimentares são tratadas como questões de consciência e liberdade cristã, e não como regras de salvação ou pecado, porém se há restrições no Velho Testamento, assim como era pecado adorar imagens de escultura, quanto mais se configura pecado quando se trata de alimentação saudável para o corpo humano e o sangue nunca foi considerado como parte do grupo de alimentos saudáveis para o ser humano.
11 - O que diz o Novo Testamento sobre a ingestão de sangue: (2) A libertação de leis a antigas foi para nós garantir a salvação pela graça não tendo nenhuma relação com o consumo ou não de sangue. Em Marcos 7:15-19, Jesus declarou limpos todos os alimentos, ensinando que o que contamina o ser humano enquanto alma vivente é o que vem do coração, mas aquilo que entra no corpo pela boca e não faz parte racional da dieta alimentar do ser humano, como por exemplo o sangue, esse sim contamina o corpo e é pecado. (2) A nova aliança pela graça registra em Colossenses 2:16, a orientação do apóstolo Paulo que ninguém deve julgar os cristãos por questões de comida ou bebida, visto que as antigas ordenanças rituais da Lei foram cumpridas em Cristo, mas o sangue não foi declarado como bebida e nem como comida e sim como a vida corrente no corpo humano e dos animais enquanto estes viverem na face da terra.
12 - O Concílio de Jerusalém registrado em Atos 15:20 onde os apóstolos pediram aos cristãos gentios que se abstivessem do sangue e da carne sacrificada aos ídolos e dos animais mortos por enforcamento ou por destroncamento do pescoço e por estrangula mento e isso não era uma regra de salvação, mas sim uma medida prática de harmonia e respeito cultural para evitar conflitos na convivência com judeus convertidos na igreja primitiva, mas também para resguardar os princípios e valores cristãos da Bíblia Sagrada como um todo.
13 – Muitas perguntas sobre o assunto de se poder comer ou não a carne de animais mortos sufocados por sufocamento. Não se deve comer a carne de animais mortos por sufocamento, tanto por motivos de segurança alimentar e saúde pública quanto por restrições religiosas tradicionais, vejam que nos frigoríficos todo o sangue dos animais e derramado; os animais são pendurados do pescoço desses animais que estão de cabeça para baixo, então a cabeça estando virada para baixo são cortadas as veias do pescoço dos animais e o sangue desce todo enquanto os animais estão ali até sair a última gota de sangue. Este é mais ou menos o critério da maioria dos frigoríficos.
14 - Abaixo estão os principais motivos que explicam essa proibição não se comer ou ingerir o sangue de animais, sob as óticas médica e religiosa, mesmo com divergência, mas com segurança, eles não recomendam comer ou ingerir o sangue. (1) Riscos para a saúde, é uma visão preliminar e científica sobre o assunto. (2) Há uma flagrante retenção de sangue quando um animal morre sufocado ou estrangulado, o coração para de bater antes que o sangue possa ser drenado. (3) Há um alto risco de proliferação bacteriana, o sangue retido nos tecidos funciona como um meio de cultura perfeito para a multiplicação rápida de bactérias perigosas. (4) Há um aumento de toxinas por estresse, o processo de sufocamento causa agonia extrema ao animal, liberando altas doses de hormônios do estresse (como cortisol e adrenalina) na musculatura, o que estraga a qualidade da carne e acelera a sua putrefação. (5) Há o perigo de a causa da morte ser desconhecida. Animais encontrados mortos por asfixia na natureza ou em fazendas podem ter sido vítimas de doenças graves ou contaminações que podem passar para o ser humano.
15 – As restrições religiosas na visão Bíblica devem ser preservadas. (1) Há muitas religiões com proibição expressa. A Bíblia proíbe o consumo de animais sufocados, estrangulados, como por exemplo o enforcamento, em diversas passagens está situação é considerada pecado. (2) O sangue é a vida. No Antigo Testamento, Deus determinou que o sangue representa a vida da criatura e, por isso, deve ser derramado na terra e nunca ingerido, como descrito em Gênesis 9:4 e Levítico 17:12-16). Como o animal sufocado retém o sangue no corpo, sua carne se torna imprópria, imunda para o consumo humano. (3) O que decidiu o Concílio de Jerusalém sobre o assunto é o seguinte, no Novo Testamento, os apóstolos reforçaram esta regra para os cristãos de origem gentílica, porque os Judeus já conheciam as regras em Atos 15:29, orientando expressamente a abstinência da "carne de animais estrangulados (como enforcamento do animal, como sufocamento do animal até morrer) e do sangue". Então eles tinham que ser obedientes às regras bíblicas e evitar de contaminar com estes tipos de pecados.
16 – Havia a abstinência de carnes imundas, do sangue e de animais sufocados dentre outras recomendações dos apóstolos neo testamentários e da Bíblia como um todo. (1) Cremos que Deus instituiu o mandamento da abstinência de certos tipos de carne na alimentação do homem, visando sua saúde física. Algumas carnes de animais, aves, répteis, peixes, crustáceos apontadas no livro de Levítico, segundo as suas espécies, são chamados de imundas (impuras) se usadas para alimento do ser humano. Portanto, proibidas por Deus por não serem saudáveis para o templo do Espírito Santo, que é o nosso corpo, onde Deus habita (Gênesis 7:2-3,8:20; Levítico 11:1-47; Deuteronômio 14:4-20; Isaías 65:2-5, 66:15-17; Romanos14:14,20-23; II Coríntios 6:16-18). (2) Cremos na proibição de comer carne de animais que tenham sido sufocados, encontrados mortos ou dilacerados (Gênesis 9:4-5; Levítico 7:22-24, 17:12-16; Deuteronômio 12:23-24, 14:21; Atos 15:28-30). O sangue de qualquer espécie de animais não podem servir de alimento, pois a vida da carne é o sangue, e todo aquele que o comer será eliminado da presença de Deus, (Levítico 7:26-27, 19:26). (3) Também cremos que não podemos comer alimentos que tenham sido sacrificados a ídolos, incluindo-se aqui todo e qualquer alimentos servidos em festas de origem pagã. Até mesmo participar de tais festas é proibido, uma vez que são uma grande abominação ao Senhor (Levítico 19:4; Atos 15:20-31; I Coríntios 10:18-21; Apocalipse 2:14,20,21).
17 - O que as autoridades sanitárias do Brasil dizem a respeito do assunto? o que as autoridades sanitárias dizem sobre comer o sangue dos animais? (1) As Autoridades sanitárias do Brasil como a ANVISA e o Ministério da Agricultura e Pecuária liberam o consumo de sangue animal apenas em pratos processados sob rigorosa inspeção (ex: chouriço ou morcela). Fora disso, o consumo direto é fortemente desaconselhado devido ao altíssimo risco de contaminação microbiológica, deterioração rápida desses produtos e alta transmissão de zoonoses. (2) Embora o consumo de pratos à base de sangue seja “seguro” quando processado em frigoríficos devidamente autorizados (sob o selo do MAPA que é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), a ingestão de sangue cru ou de procedência clandestina apresenta riscos graves à saúde humana. (3) Aumento de proliferação bacteriana, pois o sangue é um meio de cultura ideal para bactérias e patógenos. (4) Aumento da transmissão de zoonoses pois o risco de contrair doenças infecciosas presentes no animal sempre é considerado como alto também. (5) Faltando a inspeção rigorosa e fiscalização, o abate clandestino não garante o estado de saúde do animal antes do abate.
18 - Para garantir a segurança alimentar, as recomendações das autoridades governamentais incluem: (1) Se for utilizar da ingestão desses alimentos a orientação para principalmente o consumo de sangue, evitar o consumo de sangue cru ou de procedência desconhecida. (2) Adquirir apenas produtos cárneos e embutidos processados com selo de inspeção federal que é o SIF, Serviço de Inspeção Federal. (3) Manter a cadeia de frios restrita em locais apropriados. Caso vá consumir produtos devidamente processados que contenham sangue na receita tome todos os cuidados com a sua saúde.
19 - Como era usado o sangue dos inocentes nos sacrifícios idólatras? O "sangue dos inocentes" em cultos idólatras da Antiguidade, como os rituais dedicados à divindade fenício/amonita Moloque, era considerado o sacrifício supremo de energia vital. Geralmente extraído de crianças ou recém-nascidos, ele era usado de formas específicas pelos sacerdotes para, segundo a crença deles, apaziguar os deuses, obter favores divinos ou garantir a prosperidade da comunidade. As principais utilizações desse sangue e das vítimas incluíam: (1) Libações e aspersões em que o sangue era derramado diretamente sobre a base do altar ou aspergido sobre as imagens e estátuas dos ídolos. Isso representava a transferência da força vital da vítima para o deus adorado. (2) Consagração pelo fogo em rituais como os do Tofete (no Vale de Ben-Hinom), os relatos indicam que as crianças eram queimadas. Acredita-se que o sangue derramado e o vapor da imolação serviam como oferendas de purificação e pedidos de proteção. (3) Selo de pactos e ritos de magia em algumas culturas, parte desse sangue era recolhida para ser utilizada em rituais comunitários, selamento de alianças e feitiços de proteção ou maldição contra inimigos. (4) Muitos textos bíblicos e registros históricos apontam que essas práticas eram frequentemente acompanhadas pelo som de tambores e flautas nos templos para abafar o clamor das vítimas, geralmente crianças inocentes, mascarando a natureza trágica do sacrifício. Pesquisem e vejam o que aconteceu na abertura da Copa do Mundo 2026 dos EUA. O Brasil é considerado e visto pelo mundo como o país da diversidade cultural onde as religiões e credos religiosos abusam das liberdades, e é bom que tenhamos esta liberdade, inclusive liberdade de crenças e valores onde podemos mostrar a verdade sobre o tema da postagem. Não caiam na falsa “ingenuidade” de quem te convidar para fazer o mal com quem quer que seja e muito menos com as crianças que são inocentes e não sabem discernir o que é bom e o que não é. Lembrem-se que a vida é preciosa e é dom de Deus.
Deus abençoe você e sua família.
Pastor Waldir Pedro de Souza
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.