O ESPÍRITO SANTO É O BOM CONSOLADOR
I - Guarda o contato com Teu salvador: Queres, neste mundo, ser um vencedor Queres tu cantar nas lutas e na dor Queres ser alegre, qual bom lutador Guarda o contato com teu Salvador. Guarda o contato com teu Salvador, E a nuvem do mal não te cobrirá, Pela senda alegre, tu caminharás Indo em contato com teu Salvador. O Espírito Santo é o bom consolador. “O bom consolador, o bom consolador, que Deus nos prometeu, ao mundo já desceu, Ó, ide proclamar que Deus quer derramar O bom consolador. O Apostolo Paulo disse aos Filipenses: “não me aborreço de falar-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós”. Filipenses 3:1-3. Os versículos abaixo destacam o Espírito Santo como o nosso Conselheiro, Consolador, enviado por Deus para nos guiar, trazer paz e morar dentro de nós. A palavra original para Consolador é “Paráclito” ou “Paracleto”, que também significa Ajudador e Advogado. Por isso devemos valorizar e estudar a matéria de Teologia chamada “Paracletologia”. As principais passagens incluem: (1) João 14:16-18: Jesus promete não nos deixar órfãos e roga ao Pai que nos envie outro Conselheiro (o Espírito da verdade), que habitará em nós para sempre. (2) João 14:26: O Conselheiro, o Espírito Santo, nos ensinará todas as coisas e nos fará lembrar de tudo o que Jesus nos disse. (3) João 16:7 nos garante a presença do Conselheiro em nossas vidas. Isso é tão fundamental que Jesus afirmou ser necessário partir para que Ele pudesse enviar o Consolador para vir habitar conosco. (4) Salmo 94:19 tem uma bela promessa de que, quando as ansiedades nos esmagam, o consolo e o amparo de Deus trazem calma à nossa alma. (5) Em Isaías 51:12, próprio Deus se revela como Aquele que nos consola, removendo o medo diante das dificuldades da vida.
II - Em Mateus 24:4-13 o próprio Senhor Jesus disse: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo“.
III - Jesus faz uma analogia do tempo em que o bom Consolador agirá para proteger seu povo. Em Mateus 24:1-13, Jesus profetiza a destruição do Templo de Jerusalém e descreve o "princípio das dores" que antecede o fim dos tempos. Ele alerta os discípulos sobre falsos cristos, guerras, fomes e o esfriamento do amor, destacando que a perseverança na fé é essencial para a salvação. O texto divide-se em duas grandes direções proféticas: (1) Os eventos que antecederam a queda de Jerusalém (cumprida no ano 70 d.C.) e (2) os sinais da Sua Segunda Vinda. (3) Vs. 1-2: Ao saírem do Templo, os discípulos apontaram para a grandiosidade da construção. Jesus, contudo, profetizou que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada. Isso ocorreu literalmente no ano 70 d.C. quando os romanos invadiram e incendiaram Jerusalém. (4) Vs. 3: No Monte das Oliveiras, os discípulos fizeram três perguntas a Jesus: Quando o Templo seria destruído? Qual seria o sinal da Sua vinda? E qual seria o sinal do fim dos tempos?. (5) Vs. 4-5: O primeiro grande aviso é sobre o engano. Jesus alerta que muitos viriam usando o Seu nome, enganando a muitos. Isso adverte sobre a necessidade de conhecer a Palavra de Deus para não ser iludido por falsos mestres. (6) Vs. 6-8: Jesus fala sobre guerras, fomes, pestes e terremotos. Ele tranquiliza os discípulos dizendo que, embora essas coisas sejam assustadoras e causem aflição, são apenas o "princípio das dores" (como as contrações antes do parto) e não o fim em si. (7) Vs. 9-13: Ele detalha a perseguição e a apostasia. Os cristãos seriam odiados e mortos por causa do Evangelho. Esse clima de terror causaria escândalos (pessoas abandonando a fé), traições e, consequentemente, a iniquidade se multiplicaria, como já tem se multiplicado. O resultado direto do pecado generalizado seria o esfriamento do amor de muitos. (8) A esperança surge em meio ao Caos. O trecho pode parecer sombrio, mas a mensagem de Jesus é de encorajamento para a perseverança. Mesmo diante do ódio mundial e da frieza espiritual, a promessa de Jesus no versículo 13 é clara: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo".
A - Gostaria de destacar, acima de tudo, os Dois últimos versículos que diz o seguinte: Mateus 24:12-13 diz: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”, e propor as seguintes perguntas: (1) Por que se tem multiplicado a iniquidade? (2) E Por que o amor de muitos ou quase todos já tem se esfriado? (3) Por que só aquele que perseverar até o fim será Salvo? Antes de pensarmos em responder estas perguntas, faço três considerações importante: (a) A primeira é a que brilhantemente diz: “Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”, individualmente e ou coletivamente. (b) A segunda é corrigir, biblicamente falando, a noção do que é o amor. O amor não é um sentimento, mas atitudes geradas no coração e inspiradas pelo Espírito Santo de Deus. (c) A terceira, igualmente, é uma correção do sentido da palavra perseverar no versículo 13, do capítulo 24 de Mateus. Então biblicamente falando, perseverar não significa apenas que eu tenho que aguentar o sofrimento; mas, sobretudo viver a verdade do evangelho, persistir em fazer o bem e praticar o amor mesmo no tempo das agruras da vida.
B - Muito bem, agora, para auxiliar nas respostas das perguntas anteriores, façamos outras perguntas, que nos servirão de comparação por analogia. (1) O que acontece quando uma pessoa perde a noção da realidade? (2) Qual é o efeito disto? (3) Alguém age como se nada tivesse acontecendo? (4) Não encara a realidade, e foge dela como o diabo foge da cruz? (5) Alguém vive criando um mundo de fantasias para si mesmo? (6) Isso é pura enganação de si mesmo, é problema quase que psiquiátrico e precisa de averiguações de suas decisões para não sofrer coisas piores no futuro.
C - Porém, fugir da dura realidade não muda a verdade dos fatos. Por mais que queiramos ou tentemos, não dá pra fugir da realidade e verdade. O que acontece quando nos relacionamos mais com as máquinas do que com os seres humanos? (1) Perdemos a habilidade de nos Relacionar uns com os outros. (2) Fechamo-nos no “nosso” mundo como se fosse dentro de um quarto escuro. (3) Tornamo-nos insensíveis e indiferentes, justamente como as máquinas
D - Sofreremos ou faremos outros sofrerem as consequências de nossos atos, decisões e escolhas, essa é a realidade de hoje. Não temos tanta dificuldade para responder estas últimas duas perguntas, no sentido físico e psicológico; mas, devemos aplicar o mesmo raciocínio nas coisas Espirituais. Afastar da comunhão e da graça de Deus é tudo que o inimigo quer e não podemos permitir isso. O mundo, os Cristãos e a Igreja perderam a noção da realidade e da verdade Espiritual e estão se envolvendo mais com as coisas deste mundo, com o sistema perverso, pervertido e pecaminoso, do que tendo contato com as pessoas de bem e com Deus. Há versículos na Bíblia sobre a continuidade familiar de sempre de envolver no pecado. (1) Há uma expressão da Bíblia Sagrada, especificamente no segundo mandamento registrado no livro de Êxodo 20:5-6, onde Deus se declara zeloso, “visitando a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem, mas também exercendo misericórdia por milhares de gerações”. (2) Quando se analisa esse texto, a tendência geral é destacar a afirmação de que Deus castiga os filhos, e até os netos e os bisnetos pelos pecados dos pais. Então surge a pergunta: Mas como Deus pode castigar filhos, netos e bisnetos que não têm culpa dos pecados cometidos pelos pais, avós e bisavós? É claro que esse texto está correto mas tem que ser explicado corretamente também. Temos que dar o destaque correto nesse texto. O que aqui se ensina verdadeiramente consiste nas seguintes três grandes verdades: (a) Deus castiga severamente o pecado; (b) Deus perdoa misericordiosamente o mal e o pecado; (c) Deus garante que a sua misericórdia dura milhares de gerações, enquanto que a sua ira, dura apenas três gerações. Entenda-se, portanto, isto: Se um filho, neto ou bisneto que continuam no pecado do pai e não se arrependem, eles sofrerão o castigo correspondente ao seu pecado.
1 - Em Ezequiel 18:20, a Bíblia esclarece de forma direta: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele". O texto ensina que cada pessoa é responsável pelas próprias escolhas perante Deus. Se o filho, neto ou bisneto de um pecador que viveu sem se arrepender, se arrepende e confia em Deus, vale para este filho, neto ou bisneto a promessa de misericórdia e de perdão de Deus, pois estes não podem ser anulados. É, pois, a misericórdia eterna de Deus, e não o seu juízo, que está em destaque nesse texto. Se é verdade que Deus castiga o pecado de quem não se arrepende, é verdade também que a sua misericórdia interrompe o castigo, sempre que houver arrependimento. Por isso, é certo que o filho do pecador tem a promessa do perdão e da misericórdia de Deus, se ele viver na fé e no arrependimento, ainda que o pai tinha pecado, não cresse e não se arrependesse.
2 - Por isto, a iniquidade e o mal tem se aumentado, tem se multiplicado tão rapidamente, tão velozmente e à medida em que, inversamente proporcional, o amor de muitos tem se esfriado é o tamanho das consequências que temos que enfrentar. Muito desta realidade se deve à passividade e ao abandono da genuína Fé, do compromisso e relacionamento com Deus, o Criador.
3 - Vejamos alguns Alertas da Palavra de Deus: (1) Provérbios 4:23 nos ensina, “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. (2) Provérbios 7:1,2 nos ensina, “Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos”. (3) Deuteronômio 4:9 nos ensina, “tão somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”. (4) Deuteronômio 6:12 nos ensina, “Guarda-te, que não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão”. (5) Josué 1:7,8 nos ensina, “tão somente esforça-te e tem mui bom animo, para teres o cuidado de fazeres conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita e nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”. (6) João 17:14-18 nos ensina, “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”. (7) 2 Coríntios 5:7 nos ensina, “Porque não andamos pelo que vemos, mas pela Fé”. (8) 2 Timóteo 1:13,14 nos ensina, “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós”. (9) João 14:21 nos ensina, “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”.
4 - Não podemos perder a noção da realidade espiritual do mundo hoje, temos que viver diuturnamente vigilantes para não cairmos nas facilidades que o mundo é o diabo oferece. (1) Não podemos perder o contato, a comunhão com Deus em hipótese alguma. Temos que zelar da nossa vida espiritual com muito vigilância e com temor porque Jesus, o nosso Salvador nos libertou da lei do pecado e nos transportou para o Seu reino de luz. (2) Não podemos perder de vista, de modo algum, nossa identidade cristã, ou seja, onde estivermos as pessoas vão identificar quem somos, porque somos luz no meio das trevas. (3) Não podemos esquecer, um minuto sequer, de onde somos, vivemos num mundo tenebroso, e para onde vamos, vamos para a glória celestial que é o nosso objetivo a ser alcançado. (4) Não podemos deixar de pensar, um dia sequer, qual é o nosso alvo, que é ser salvo e por isso temos que ter o azeite em nossas lamparinas (vejam na parábola das dez virgens em Mateus 25), porque Jesus breve vem arrebatar a sua igreja querida, chamada de a noiva do Cordeiro.
5 - É urgente que os Cristão e a Igreja voltem a encarar de frente a realidade e a verdade dos fatos para que verdadeiramente voltemos a ter vida com Deus, sejamos curados e salvemos os pecadores do inferno. É isto que nos fará continuar, persistir, perseverar, enfrentar, resistir, lutar, e chegar, alcançar, vencer, combater, terminar a carreira e guardar a Fé.
6 - Lucas 24:49-53 nos diz: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus”. A frase "eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai" (registrada em Lucas 24:49) é a instrução de Jesus aos discípulos para que aguardassem em Jerusalém. A "promessa" refere-se ao derramamento do Espírito Santo, essencial para revesti-los de poder e capacitá-los a testemunhar o Evangelho. O texto carrega ensinamentos profundos sobre a vida cristã e o agir de Deus. O texto traz a identidade da promessa, uma promessa especial a "promessa do Pai" que enviaria o próprio Espírito Santo, que habita no crente e o sela para a salvação.
7 - A Necessidade de revestimento de poder descrita em Lucas 24:49, revela que o cristão não deve depender da própria força humana para realizar a obra de Deus. É preciso o revestimento de poder do alto. É preciso ser cheio do Espírito Santo; o principal objetivo desse revestimento é que sem poder o crente cai. Sem o poder do Espírito Santo em nossas vidas as coisas de tornam muito mais difíceis. Primeiro é a falta de coragem para realizar a obra de Deus, segundo são os obstáculos que normalmente aparecem, terceiro são as críticas que vem de todos os lugares dizendo que você não é capaz de realizar a obra missionária e em quarto lugar e o desânimo que toma conta da vida daqueles que não buscam ser revestido do poder de Deus.
8 – Outro ponto importante é a busca constante dos dons espirituais. O propósito dos dons espirituais estão descritos em Atos 1:8. A descida do Espírito Santo capacita os discípulos com dons espirituais e ousadia para pregar a mensagem de Cristo. Vejam na sequência da leitura bíblica que logo depois dos discípulos serem revestidos de poder, Pedro criou coragem para falar do que estava acontecendo e na primeira pregação de converteram a Cristo quase três mil almas e na segunda pregação de converteram quase cinco mil almas ao Senhor Jesus. Jesus ordenou que eles aguardassem em Jerusalém. Isso ensina sobre o tempo de Deus, a perseverança em meio às adversidades e a necessidade de buscar essa presença em oração. Tudo tem que ser no tempo de Deus. Essa promessa já havia sido anunciada no Antigo Testamento pelos profetas Isaías (Isaías 44:3) e Joel (Joel 2:28-29), cumprindo-se plenamente no dia de Pentecostes.
9 - Aconteceu um mergulho na efusão do Espírito Santo exatamente no dia de pentecostes, que completava cincoenta dias que Jesus havia ressuscitado. Os apóstolos e a multidão de pessoas que estavam no senáculo do templo ficaram vislumbrados ao ver tanto poder de Deus derramado através do Espírito Santo, e diz o texto bíblico que eram como “línguas repartidas entre eles línguas como que de fogo” e todos se maravilhavam com tantas maravilhas e com aqueles acontecimentos, e alguns incrédulos ainda diziam: “parece que estão cheios de mosto, que quer dizer: parece que estão embriagados”.
10 - A Efusão do Espírito Santo não aconteceu por acaso. Efusão é o mesmo que derramamento do Espírito Santo ou mergulho no Espírito Santo. A palavra Batismo significa mergulho e é o derramamento ou renovação da graça de Deus e dos dons espirituais na vida dos crentes convertidos e que buscam esse batismo. Não é um novo sacramento, não é um novo mandamento, não é uma nova lei, era o anúncio de que o tempo da graça de Deus chegou, e chegou para ficar com a igreja até a consumação dos tempos. Não era mandamento novo para a igreja, Jesus cumpriu com todos os itens da lei e não precisava mais do sacrifício de animais porque Ele mesmo seria sacrificado na cruz do calvário para morrer em nosso lugar. Notem que não última Páscoa Jesus não mandou sacrificar animais para oferecer a Deus o sangue daqueles animais a Deus Ele mesmo era o Cordeiro mudo que foi levado ao matadouro e não abriu a sua boca. Naquela última Páscoa Jesus utilizou o “vinho, suco de uva in natura“ que não tinha alcoolizado para oferecer aos apóstolos representando Seu sangue, o sangue da nova aliança. Isso era uma experiência espiritual de avivamento que reacende a fé, a alegria do poder de Deus derramado sobre uma pessoa que busca com fé, este derramamento especial do poder de Deus em uma vida que busca com sinceridade e com alegria.
11 – A fundamentação Bíblica do derramamento do Espírito Santo se cumpre a partir das profecia de Joel, em Joel 2:28-29 Deus promete derramar o Seu Espírito sobre toda a humanidade, sobre toda carne, jovens, velhos, servos e servas, trazendo sonhos, visões e profecias. O cumprimento desta profecia começou no dia de pentecostes registrado em Atos 2:1-4. O Espírito Santo é derramado de forma visível sobre os apóstolos, capacitando-os com intrepidez e com dons espirituais como falar em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. É o cumprimento da promessa do batismo com o Espírito Santo, Atos 1:5 e Atos 11:15-16. A experiência de ser "revestido de poder" para ser testemunha de Cristo, como Jesus orientou aos discípulos.
12 - O objetivo principal da efusão, derramamento do Espírito Santo é fortalecer a alma e impulsionar a missão do Ide de Jesus de Marcos, Marcos 16:15-18 ARC que diz: [15] E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. [16] Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. [17] E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; [18] pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
13 - Os principais resultados na vida do cristão incluem: (1) Cura de feridas e transformação do coração. (2) Vida de oração e maior intimidade com Deus, chamando-O de Pai com mais convicção e vontade de ler a Bíblia. (3) Maior proximidade com os dons espirituais e um despertamento dons como profecia, cura divina, discernimento e línguas para um serviço eclesiástico mais cheio da unção de Deus.(1 Coríntios 12).
14 - Como se recebe esse derramamento do Espírito Santo de Deus. Geralmente, essa graça é ministrada em retiros ou Seminários de busca de poder, reuniões de orações para receber o batismo com o Espírito Santo, essa intercessão é acompanhada pela imposição de mãos e por uma oração de fé, onde o crente se abre e pede conscientemente para ser "banhado", “mergulhado” no Espírito Santo. É bom lembrar que tudo isso acontece com as pessoas em estado consciente sabendo tudo o que está acontecendo e buscando uma alegria sobrenatural em sua vida, nunca vista antes, que faz com que ela transborde em línguas.
15 - Assim nos relacionamos cada vez mais de forma estreita com o Santo Espírito, nos congressos de busca de poder sempre são ministradas palavras bíblicas pertinentes sobre o assunto para as pessoas viveram o momento de efusão do Espírito Santo, se colocando como dependente dos dons e se enchendo dos milagres de poder que o próprio Deus inspira. Em Atos dos Apóstolos, vemos o cumprimento de uma promessa feita por Jesus do envio do Espírito Santo. Foi a partir dessa experiência que, cheios de alegria e fervor, os apóstolos partiram para anunciar o evangelho. Essa é também a promessa do Pai para nós, Deus promete enviar o seu Espírito para recriar toda a nossa vida, nossa história, e nos dar a liberdade de filhos de Deus. “Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”, (Atos 2,2-3).
16 - Esse mesmo Espírito Santo que transformou os primeiros discípulos, continua sendo derramado sobre nós ainda hoje, e por meio dessa efusão do Espírito Santo a igreja do Senhor Jesus continua sua marcha vitoriosa na terra. Trata-se de uma experiência viva e concreta com Deus. É o cumprimento da promessa do Pai que diz: “Derramarei o meu Espírito sobre toda carne”, (Joel 3,1). (1) A efusão ou derramamento do Espírito Santo não é um novo sacramento, não é um novo mandamento, mas é um reavivamento dos dons espirituais recebidos no batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar outras línguas (também chamada de línguas estranhas) e na comunhão dos santos, que muitas vezes se encontram adormecidos. (2) A efusão do Espírito Santo é uma experiência pessoal e transformadora de encontro pessoal com Deus, no qual o Espírito Santo é “derramado” sobre nós e renova os dons recebidos de uma maneira tão alegre e tão especial que você chega a chorar de alegria.
17 - A mesma experiência que aconteceu com os apóstolos no dia de Pentecostes se renova na efusão, no derramamento especial do Espírito Santo quando a igreja busca de coração e com quebrantamento. As línguas repartidas como que de fogo descem sobre cada um de nós, santificando e purificando o nosso ser. O fogo, na Bíblia, indica a presença de Deus. “E pousou sobre cada um deles, e ficaram todos cheios do Espírito Santo. E começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”. (Atos 2,3-4). (2) Essa é a experiência que Deus quer nos dar. A promessa do Pai é para todos os que creem em seu Filho Jesus. É, portanto, para todos nós. Todos os que desejarem, que buscarem e que pedirem ao Pai, em nome de Jesus, receberão essa plenitude da graça do Espírito Santo.
18 - Como funciona essa efusão? Como funciona a efusão do espírito Santo segundo os evangélicos? Entre os evangélicos a efusão (frequentemente chamada de batismo no Espírito Santo ou com o Espírito Santo) é compreendida como um revestimento especial de poder de Deus para o serviço cristão, e não como a conversão em si. Segundo a teologia evangélica pentecostal trata-se de uma experiência de capacitação, de determinação, de encorajamento para o serviço cristão. O processo e o entendimento dessa experiência variam de acordo com a vertente teológica. (1) A visão pentecostal e neopentecostal têm uma bem aproximada, mas a pentecostal é mais moderada. (2) Para as igrejas pentecostais como as Assembléias de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular e outras, a efusão é vista como uma segunda experiência distinta da conversão. (3) Segundo os pentecostais, o próprio Senhor Jesus Cristo é quem batiza o crente no Espírito Santo. E acredita-se que essa efusão é acompanhada por um sinal físico visível e audível que é o falar em outras línguas (glossolalia). (4) O foco principal não é a salvação porque esta já está confirmada na vida do crente convertido, mas sim ganhar ousadia para evangelizar, autoridade espiritual e poder para realizar a obra de Deus.
19 – A visão tradicional reformada e dos batistas se resume no seguinte pensamento: (1) Nas denominações evangélicas tradicionais (como Presbiteriana, Metodista e Batista), a interpretação é diferente. Dizem eles que no novo nascimento ao aceitar Jesus, acontece o selo do Espírito Santo na vida do neoconverso; ainda defendem, esses teólogos reformados e tradicionais, que entendem que o batismo no Espírito Santo ocorre no exato momento em que a pessoa se converte e aceita a Jesus. Para eles é o Espírito Santo que habita no cristão significando o selo da salvação.
20 - Em vez de uma segunda experiência com falar em línguas, eles creem que os cristãos podem experimentar múltiplos "enchimentos" do Espírito Santo ao longo da vida, que trazem renovação, alegria, paz e poder para testemunhar, mas não necessariamente uma nova etapa de batismo. A recomendação de Jesus é “ficai em Jerusalém até que do alto sejam revestidos de poder”. Então o crente pode buscar essa experiência para receber o batismo com o Espírito Santo quando quiser, e independentemente da denominação, os evangélicos que buscam o derramamento ou a plenitude do Espírito Santo geralmente o fazem através de cultos de oração intensa e busca coletiva em vigílias ou momentos especiais e exclusivos de busca de poder. São momentos de consagração e clamor, frequentemente em vigílias ou campanhas de oração.
21 – Pela Fé e rendição total ao Senhor, as pessoas buscam com muita humildade serem cheios do Espírito Santo. Acredita-se, e é verdade, que é uma dádiva gratuita de Deus, que deve ser recebida pela fé, por um coração sedento, obediente e contrito ao Senhor. Estudando a Palavra de Deus, fazendo a leitura e meditação da Bíblia, as pessoas que estão sedentas por receber o batismo com o Espírito Santo logo são cheias da graça de Deus para serem batizadas com o Espírito Santo. A leitura dos textos bíblicos especialmente no livro de Atos dos Apóstolos, para compreender as promessas de Deus, são essenciais e necessárias para alcançar a vitória.
22 – Daí vem a necessidade da intervenção das lideranças evangélicas para explicar com muita responsabilidade e temor a Deus, aos crentes que estão sedentos por receber o batismo com o Espírito Santo, como proceder para não cometer erros corriqueiros e meninices frequentes nessas reuniões. Nossa sugestão é que você ouça o hino 100 da harpa cristã com o título: “O bom Consolador”.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.