segunda-feira, 9 de março de 2026

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO 


I - Na Bíblia, a ambição, às vezes, é vista sob duas óticas distintas: (1) A ambição egoísta, focada no orgulho e na maldade da ganância, onde as pessoas fazem de tudo por dinheiro e bens não importando o mal que está fazendo aos outros, seus semelhantes. (2) A ambição piedosa, focada em servir a Deus e ao próximo como a si mesmo, mas eu considero esta situação de um outro ponto de vista mais forte ainda, porque o desejo de servir aos outros é totalmente diferente de ambição. Existem em todas as áreas da sociedade aquelas pessoas que realizam uma “diaconia plena” que é o ato de servir e servir sem olhar a quem, de fazer o bem sem olhar a quem. Quando a ambição se transforma em cobiça ou orgulho para autopromoção, as consequências bíblicas são severas, geralmente resultando em queda, destruição e separação da comunhão com Deus. 
II - A Bíblia descreve o que acontece com pessoas ambiciosas; vejamos as consequências da ambição egoísta: (1) Destruição e Queda: "O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda", (Provérbios 16:18). A ambição desenfreada frequentemente precede uma queda drástica na vida da pessoa. (2) Confusão e Males: Tiago 3:16 adverte que onde há inveja e ambição egoísta, "aí há confusão e toda espécie de males". (3) Cegueira espiritual e de racional. A ambição cega o coração e a razão, fazendo com que a pessoa ignore a vontade de Deus e o bem do próximo. (4) Rejeição por Deus. Deus se opõe aos orgulhosos e ambiciosos que priorizam a si mesmos. 
III - Exemplos Bíblicos de ambição mal sucedida: (1) Absalão (2 Samuel 13-18), Ambicionava o trono do seu pai Davi. Sua ambição egoísta levou-o a trair seu pai, e fez de tudo para matar seu pai o rei Davi. causou uma guerra civil e teve uma morte trágica, pendurado em um carvalho. (2) Nabucodonosor (Daniel 4): Cheio de orgulho por suas conquistas e riquezas, teve sua sanidade tirada por Deus, ficou louco e esquizofrênico e viveu como um animal no campo até reconhecer que o Altíssimo governa sobre os reinos humanos. (3) Belsazar, filho e sucessor no trono de Nabucodonosor (Daniel 5): Rei arrogante que profanou os utensílios sagrados do templo em Jerusalém e que foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia por ambição de poder, resultando na queda de Belsazar que perdeu o seu trono e reino na mesma noite. (4) Judas Iscariotes: Era um dos doze discípulos de Jesus, mas tinha outros propósitos e sua ambição por dinheiro e poder o levou a trair Jesus, resultando em remorso e suicídio. 
A - A ambição faz com que as pessoas maldosas desejem até o mal de outras pessoas, difamando, mentindo e caluniando pessoas honestas e honradas só porque elas não conseguem comprar ou tomar uma propriedade que é de direito daquela outra pessoa. A história da vinha de Nabote, narrada em 1 Reis 21, descreve a cobiça e a ambição do rei Acabe por uma propriedade vizinha de um de seus palácios, cuja propriedade não era dele, em cujo local morava sua esposa a perversa rainha Jezabel e a recusa de Nabote em vendê-la, por ser herança familiar, causou grande desgosto ao rei que ficou enclausurado e desgostoso com o ocorrido. Jezabel, esposa de Acabe, orquestrou uma falsa acusação, resultando no apedrejamento de Nabote e na apropriação indevida daquela propriedade, o que gerou severa condenação profética do profeta Elias. 
B - Nunca queira entrar em propriedade alheia de herança de alguém e ou propriedade de outras pessoas. Deseje sempre e somente o que é seu. Não faça como Jezabel, não invente fatos mentirosos contra terceiros para querer justificar sua ganância por possuir aquilo que não é seu. A profecia do profeta Elias ainda está em evidência de séculos em séculos, porque a vingança pertence a Deus e ai daqueles que praticam o mal contra seus familiares ou semelhantes para se apropriar daquilo que não é seu. Deus é justo e faz justiça. “Dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10.31. 
C - A diferença entre a bênção e a maldição está bem clara em Deuteronômio capítulo 28 e detalha as consequências da obediência e da desobediência a Deus. Os versículos 1-14 prometem abundância de bênçãos como prosperidade, vitória, frutos dignos de arrependimento, se o povo seguir os mandamentos. Entretanto os versículos 15 a 68 do capítulo 28 de Deuteronômio listam maldições severas como doenças, fome, derrota, exílio, por abandono da aliança com Deus. 
 D - Principais Pontos de Deuteronômio 28: (1) Bênçãos provenientes da Obediência (v. 1-14): (2) Exaltação sobre todas as nações. Prosperidade na cidade e no campo. (3) Família e terras frutíferas. (4) Vitória contra inimigos dizendo que os tais sairão por um caminho e fugirão por sete. (5) Terão abundância: "emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado". (6) Terão posição de destaque: "o Senhor te porá por cabeça e não por cauda". (7) Porém quem não for obediente padecerão as maldições da desobediência (v. 15-68). (8) Perecerão maldições, confusão e ameaça em tudo que empreender. (9) Perecerão de doenças incuráveis como tísica, febre, inflamação e úlceras malignas. (10) Será fracassado, edificarás casa e não morarás, plantarás vinha e não colherás. (11) Os inimigos se aproveitarão do fruto do seu trabalho. (12) Haverá exílio e dispersão entre todos os povos. E – Quais são os motivos dessas maldições? (v. 47-48), as maldições virão porque "não servistes ao Senhor, teu Deus, com alegria e bondade de coração, não obstante a abundância de tudo que Ele vos proporcionou". Este capítulo 28 de Deuteronômio é um divisor de águas entre a vida e a bênção, entre e a morte e a maldição, e estes acontecimentos virão dependendo inteiramente da fidelidade em guardar os mandamentos do Senhor. 
1 - O que é o livro de Deuteronômio? Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia. Foi escrito por Moisés e reúne suas mensagens ao povo de Israel antes de entrarem na Terra Prometida. O livro resume as leis, relembra a caminhada do povo no deserto e reforça a importância de amar e obedecer a Deus. Mostra que seguir a vontade de Deus traz bênçãos, e desobedecer traz maldições como consequências. O livro de Deuteronômio é escrito no final da caminhada do povo no deserto, pouco antes da morte de Moisés, quando o povo de Israel estava prestes a entrar na Terra Prometida, após passar 40 anos no peregrinando. 
2 - O nome “Deuteronômio” significa “segunda lei”, porque Moisés repete e explica novamente muitas leis que Deus já havia dado ao povo. O livro é formado por três grandes discursos de Moisés, nos quais ele relembra a história da libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e as lições aprendidas nesse período. Ele fala à nova geração, já que a anterior havia morrido no deserto devido à desobediência. 
3 - Durante os discursos, Moisés reforça a importância de amar e obedecer a Deus, seguindo Seus mandamentos com o coração sincero. Ele explica que a obediência traria bênçãos, prosperidade e paz, enquanto a desobediência resultaria em sofrimento, perdas e exílio. Também destaca a importância de ensinar essas leis aos filhos e manter viva a fé nas próximas gerações. Entre os momentos marcantes do livro estão a recapitulação da jornada no deserto, a renovação da aliança com Deus, a escolha entre bênção e maldição, e a nomeação de Josué como novo líder, já que Moisés não entraria na Terra Prometida. 
4 - Deuteronômio é um livro que fala sobre memória, fidelidade e compromisso com Deus. Ele ensina que viver segundo a vontade de Deus é o caminho para uma vida abençoada, justa e cheia de propósito. Mesmo sendo um texto antigo, suas mensagens continuam atuais para todos que desejam viver com fé e responsabilidade. 
5 - Quem escreveu o livro de Deuteronômio? A autoria do livro de Deuteronômio é atribuída a Moisés, o grande líder escolhido por Deus para conduzir o povo de Israel na saída do Egito e durante os 40 anos de peregrinação pelo deserto. Nesse livro, Moisés registra seus últimos discursos, nos quais transmite as instruções e leis de Deus à nova geração de israelitas, prestes a entrar na Terra Prometida. Como Moisés não entraria na terra, suas palavras servem como uma despedida e uma renovação da aliança entre Deus e Seu povo. 
6 - O que o livro de Deuteronômio nos ensina? O livro de Deuteronômio nos ensina valiosas lições sobre fé, obediência e relacionamento com Deus. Ele mostra como Deus deseja que Seu povo viva de forma justa, amorosa e dedicada a Ele. Ao relembrar a jornada de Israel no deserto, Moisés alerta sobre os perigos do esquecimento, da desobediência e da idolatria. Ao mesmo tempo, o livro reforça que Deus é fiel, misericordioso e deseja abençoar aqueles que O seguem de coração. Uma das maiores lições é que amar a Deus deve ser a base de toda a vida. Esse amor se expressa por meio da obediência aos Seus mandamentos, cuidado com o próximo e fidelidade mesmo em tempos difíceis. Moisés também ensina que as escolhas têm consequências e que seguir a vontade de Deus é sempre o melhor caminho. 
7 - O livro também destaca a importância de ensinarmos os valores espirituais às novas gerações, mantendo viva a aliança com Deus ao longo do tempo. As principais lições do livro de Deuteronômio são: (1) Amar e obedecer a Deus de coração. (2) Ensinar a fé em Deus às futuras gerações. (3) Escolher o bem e a vida. (4) Confiar na fidelidade de Deus. (5) Viver com gratidão e responsabilidade. (6) Rejeitar a idolatria e praticar a justiça. (7) Moisés nos ensina que existem dois caminhos, o caminho da bênção e o caminho da maldição, e que cada um deve faz a sua escolha. 
8 – O que nos revela o livro de Deuteronômio para os nossos dias de final dos tempos? Vamos observar que existem hoje grandes ensinamentos e líderes evangélicos compromissados com a verdade bíblica assim como Moisés foi. E claro que estamos falando de cada um no seu tempo. Moisés já estava com cento e vinte anos quando dirigiu as mensagens do livro de Deuteronômio à nova geração de israelitas. O nome hebraico para o livro, “Haddebharim”, significa "As Palavras", derivado do primeiro versículo, que diz: "Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel...". Os judeus também se referiram a esse livro como “Mishneh Hattorah”, “traslado desta lei” ou “cópia da lei”, termo extraído de Deuteronômio 17:18. 
9 - O livro, no entanto, não estabelece uma "segunda" lei, mas meramente repete e expande a lei que havia sido entregue de forma codificada mais de quarenta anos antes no livro de Êxodo. Na verdade, grande parte da lei de Deus antecedeu até mesmo o livro de Êxodo, pois os Dez Mandamentos, por exemplo, já estavam em vigor desde a criação de Adão e Eva (comparar Romanos 5:12-13). Além disso, as Escrituras revelam que Abraão observou os mandamentos, os estatutos e as leis de Deus (Gênesis 26:5) muito antes do nascimento de Moisés. 
10 - Portanto, algumas Bíblias, como a maioria das Bíblias alemãs protestantes, identificam esse último livro escrito por Moisés simplesmente como "O Quinto Livro de Moisés". Deve-se notar, entretanto, que seu último capítulo, o obituário de Moisés, provavelmente foi escrito por outra pessoa, sendo Josué o candidato mais provável — especialmente quando vemos terceiros se referindo a Moisés nos próprios livros deste (por exemplo, Números 12:3 ). Embora Deus pudesse ter inspirado Moisés a escrever esse último capítulo antes de sua morte, isso parece improvável. O Tyndale Old Testament Commentary on Deuteronomy (Comentário Bíblico Tyndale do Antigo Testamento sobre Deuteronômio, em tradução livre) declara: “Deuteronômio é um dos maiores livros do Antigo Testamento. E sua influência na religião nacional e pessoal de todas as épocas não foi superada por nenhum outro livro da Bíblia. Ele é citado mais de oitenta vezes no Novo Testamento e, portanto, pertence a um pequeno grupo de quatro livros do Antigo Testamento aos quais se referiram os primeiros cristãos”. Os outros três livros são Gênesis, Salmos e Isaías. Esse comentário acrescenta: “O livro alcança até mesmo o leitor moderno como um sermão desafiador, pois tem o objetivo de direcionar a mente e a vontade dos ouvintes para uma tomada de decisão: Escolha a vida, para que você e seus descendentes possam viver (Deuteronômio 30:19)”. 
11 – Houve por parte do povo Hebreu que compunha a geração dos que saíram do Egito, uma recusa para entrar na Terra Prometida, porém toda a geração velha pereceu no deserto, somente dois, Josué e Calebe, dos antigos Hebreus entraram na terra prometida. Os restantes eram milhares ou milhões de Hebreus que compunham a nova geração que dali em diante seriam liderados por Josué. 
12 - No segundo versículo vemos a menção a Horebe, que é outro nome para o Monte Sinai. Com exceção de Deuteronômio 33:2, esse livro usa o nome Horebe em vez de Sinai. A palavra Horebe significa literalmente "desolação", "deserto" ou "seca". A princípio, ressalta-se que ao longo do livro Moisés está “explicando” a lei (versículo 5). Essa explicação não é baseada em sua própria vontade e idéias, mas “conforme tudo o que o SENHOR lhe mandara”, (versículo 3), lembrando que Jesus Cristo falou apenas o que o Pai lhe disse para falar, (João 8:26; João 15:15). Contudo, antes de começar a reiterar a lei, Moisés analisa a oportunidade anterior que Israel teve de entrar na Terra Prometida, sua recusa e a penalidade resultante e, para reforçar sua fé, as recentes vitórias que Deus deu a eles. 
13 - Primeiro, Moisés lembra às pessoas como ele estabeleceu uma estrutura legal e administrativa dentro da nação (Deuteronômio 1:9-18) antes de Israel ser chamada a possuir a Terra Prometida (versículos 8, 19-21). Isso mostra que para uma organização ser bem-sucedida em suas relações com o mundo ela deve primeiro estar devidamente organizada e funcionando sem problemas internos. A seleção de "cabeças" (versículo 13) ou líderes tribais envolveu um processo semelhante à escolha dos primeiros diáconos da Igreja no sexto capítulo de Atos. O povo foi instruído a informar a Moisés os nomes dos candidatos dignos para ele fazer as nomeações formais (Deuteronômio 1:9-15). Em Atos, os apóstolos designaram os diáconos depois de pedir a opinião da congregação. 
14 - Antes de entrar na terra dos amorreus, o povo pediu que antes enviassem espias àquela terra (Deuteronômio 1:22). Moisés ficou satisfeito com essa ideia (versículo 23), e Deus concordou com ela (comparar Números 13:1-2). Entretanto, exceto Josué e Calebe, os espias que retornaram desencorajaram a nação de tentar conquistar a terra (Deuteronômio 1:28). Embora tenham confirmado a palavra de Deus de que a terra era boa (versículo 25), eles exageraram dizendo que os obstáculos físicos eram intransponíveis e que Deus devia odiá-los, pois não queria realmente dar aquela terra a eles (versículo 27). Como consequência dessa incredulidade (versículo 32), apesar de todas as provas visíveis de que Deus estava com eles (versículos 25, 33), o povo se rebelou contra Deus (versículo 26) e se recusou a entrar na terra. 
15 - No Novo Testamento, o livro de Hebreus explica que os israelitas (na verdade Hebreus) não foram, a princípio, autorizados a entrar na Terra Prometida e isso configura um simbolismo de nosso futuro descanso no Reino de Deus porque, embora tivessem ouvido a Palavra de Deus e visto Suas grandiosas maravilhas, eles endureceram o coração em rebelião e se recusaram a crer e obedecer a Ele, (Deuteronômio 3:7-19). Assim, Deus pronunciou Sua sentença. Mais tarde, até mesmo Moisés foi incluído nessa sentença (versículos 25-26; 4:21), pois não seguiu as instruções explícitas de Deus quando atingiu a rocha em Cades (Números 20:7-13). Como líder humano e educador de Israel, Moisés estava sob um julgamento mais rigoroso de Deus (comparar Tiago 3:1) para servir de exemplo para o povo (Deuteronômio 1:37). 
16 - Depois que perceberam seu pecado e o castigo que mereciam, uma parte do povo decidiu entrar na terra em uma tentativa de conquistá-la de acordo com as primeiras instruções de Deus, mas já era tarde demais. Também para nós chegará um momento em que será tarde demais para entrar na "Terra Prometida" do Reino de Deus (comparar Mateus 25:1-13). Moisés disse aos israelitas para não invadissem Canaã, pois Deus não estaria com eles dessa vez. Mas, novamente, eles não acreditaram e se rebelaram contra a Palavra de Deus (Deuteronômio 1:42-43) e sofreram as consequências de uma amarga derrota (Dt. 1:44-45). Então, eles voltaram e clamaram diante de Deus (versículo 45; comparar Mateus 25:30), mas Ele não quis ouvi-los. 
17 - E a multidão de pessoas que enfim entraram na Terra Prometida (aqueles que tinham cinquenta e nove anos ou menos) primeiro teve que suportar o "grande e terrível deserto", porque nasceram durante a jornada no deserto (Dt. 1.19, ARA). Podemos considerar isso como um tipo físico das experiências difíceis que, às vezes, os cristãos passam nesta vida antes de entrar no Reino de Deus, (Atos 14:22). 
18 - A ambição é definida como “um intenso impulso para o sucesso ou poder; um desejo de alcançar honra, riqueza ou fama e as glórias mundanas.” Ser ambicioso, no sentido mundano, é essencialmente estar determinado a ter mais do que o próximo. Seu lema é “aquele que morre com mais brinquedos vence”; a ambição se esforça para ser o número um. No entanto, na Bíblia, a palavra ambição assume uma dimensão totalmente nova: “..., e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos…”, (1Tessalonicenses,4:11; Filipenses,1:17; Efésios 5:8-10). 
19 - Onde o mundo nos ensina a fazer tudo para ser o melhor e ter o máximo, a Bíblia nos ensina o contrário: “...nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo” ( Filipenses 2:3). O apóstolo Paulo nos diz: “Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes” (2 Coríntios 5:9). A palavra grega para “ambição”, “philotim”, significa literalmente “estimar como uma honra”. Ser ambicioso, por si só, não é errado; é o que estimamos ou honramos que pode ser um problema. A Bíblia ensina que devemos ser ambiciosos, mas o objetivo é ser aceito por Cristo, não pelo mundo. Cristo nos ensinou que para sermos o primeiro no Reino devemos tornar-nos um servo (Mateus 20:26-28; Mateus 23:11-12). 
20 - Paulo fez uma pergunta perspicaz: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10). Mais tarde, Paulo reiterou: “... assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1 Tessalonicenses 2:4). Paulo está afirmando uma verdade proclamada pelo próprio Jesus: “Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?” (João 5:44). Devemos perguntar, qual é a nossa ambição: agradar a Deus ou agradar aos homens? 
21 - As Escrituras ensinam claramente que aqueles que buscam honra e estima dos homens não podem crer em Jesus, (Mateus 6:24; Romanos 8:7; Tiago 4:4). Aqueles cuja ambição é ser popular com o mundo não podem ser servos verdadeiros e fiéis de Jesus Cristo. Se nossa ambição é buscar as coisas do mundo (1 João 2:16; Romanos 13:14), na verdade, estamos buscando a nós mesmos e negando a Cristo e Seu sacrifício, (Mateus 10:33; Mateus 16:24). Entretanto, se é nossa ambição buscar e honrar a Cristo, temos a certeza de Sua profunda promessa: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33; 1 João 2:25). 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, pastor e escritor.