segunda-feira, 4 de maio de 2026

QUEM ANDA CERTO ALCANÇARÁ A GLÓRIA DE DEUS

QUEM ANDA CERTO ALCANÇARÁ A GLÓRIA DE DEUS.


I - Muitas pessoas, inclusive crentes, não estão mais se importando em ser ou não ser honesto em tudo aqui na terra. Mas Deus galardoará àqueles que andarem corretamente e procederem honestamente aqui na terra, porque o certo continua sendo certo e o errado continua sendo errado. Apocalipse 22:10-11 nos ensina: 10. E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. 11. Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. 
II - A Bíblia nos ensina a importância de Discernirmos corretamente o que é certo e o que é errado. A Bíblia alerta sobre a inversão de valores, onde o mal é chamado de bem e vice-versa, alertando que os justos devem manter sua fé e integridade inabaláveis, guiados pelo Espírito Santo. O objetivo do "certo" bíblico é a vida, enquanto o "errado" leva à morte espiritual e a dificuldades incalculáveis. A Bíblia define o certo e o errado baseando-se na vontade, caráter e nas leis de Deus, e não em opiniões humanas ou sentimentos, que são descritos como "traiçoeiros". O certo envolve obediência, justiça, amor e integridade, enquanto o errado é a desobediência (pecado), injustiça, orgulho e desonestidade. 
III - O Certo (Segundo a Bíblia) é inconfundível. (1) O certo é seguir a vontade de Deus e agir de acordo com o que Deus estabeleceu, buscando ser guiado por Sua sabedoria e não pelo próprio entendimento, (Provérbios 3:5). (2) O certo é praticar a justiça e a misericórdia. Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, praticando a justiça e andando humildemente. (Miqueias 6:8). (3) O certo é ter integridade e honradêz e viver com sinceridade, honestidade, fidelidade e pureza de coração, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. (4) O certo é confiar plenamente no Senhor Jesus e acreditar que Deus direciona a vida e recompensa os fiéis, mesmo em tempos difíceis. 
IV - O Errado (Segundo a Bíblia) é desastroso. (1) A desobediência a Deus é o seu foco. O errado não se importa de rejeitar as leis de Deus e se recusa a servi-lo, o que é definido como pecado. (2) O errado, na maioria das vezes, é orgulho e Arrogante. O SENHOR detesta os orgulhosos e os que agem com soberba (Provérbios 16:5). (3) Deus abomina a mentira e a injustiça. Mentir, ser desonesto, egoísta e amar o mal, leva a pessoa a perdição. (4) O errado geralmente gosta de seguir o próprio coração e confiar apenas nos próprios desejos carnais e preferenciais em vez de seguir os mandamentos de Deus. (Jeremias 17:9). 
1 – As Consequências do erro são fatais. (1) Davi cometeu um erro (pecado) gravíssimo e quis consertar um erro e cometeu um crime grave que gerou sérias consequências para sua posteridade. Esse erro gravíssimo de Davi envolveu Urias e sua esposa Bate-Seba. (2) Quem era Urias na Bíblia? Urias entra na narrativa bíblica sem voz ativa e sai dela sem direito de defesa. Ele está onde deveria estar quando o rei decide não estar. “Na primavera do ano, quando os reis saem para guerrear, Davi ficou em Jerusalém”, (2Sm 11:1). Essa frase define todo o cenário. Enquanto o governo se acomoda, a fidelidade permanece exposta no campo. 
2 - Quando Urias é chamado ao palácio, a tentativa de Davi é simples: normalizar o erro por meio do conforto. Mas Urias recusa. Disse Urias: “A arca, Israel e Judá ficam em tendas, como iria eu à minha casa para comer, beber e me deitar?” (2Sm 11:11). Essa não é uma fala emocional, é uma consciência alinhada com suas responsabilidades diante de Deus, do rei e de seus companheiros no front da guerra. Urias não viveu pelo que era permitido, viveu pelo que era coerente, pelo que era correto, o correto era ele estar na guerra lutando ao lado dos valentes soldados do rei Davi. 
3 - É nesse ponto que a integridade se torna incômoda. A fidelidade que não se ajusta precisa ser removida. Então Davi escreve uma carta para seu general de guerra comandante do exército do rei que dizia: “Ponde Urias na frente da maior força da peleja e retirai-vos dele”, ou seja, deixa ele lutar sozinho até ser morto pelos inimigos de Israel. (2Sm 11:15). O detalhe mais duro do texto é que Urias carregou a própria sentença. Ele confiava na autoridade que deveria protegê-lo. Deus não intervém. Não há profeta, não há livramento, não há sinal. Urias morre “pelejando contra a cidade” com os olhares frios de seus colegas, (2Sm 11:17), enquanto o erro tenta se esconder no silêncio. E aqui o texto confronta qualquer teologia rasa: fazer o certo não impediu a morte, e obedecer não garantiu proteção. 
4 - Mas o céu não ignorou o ocorrido, Deus viu tudo. “Porém isto que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor”, (2 Sm 11:27). O nome de Urias permanece registrado. O erro do rei é exposto. A justiça não vem no tempo do soldado, mas vem no tempo da história vem no tempo de Deus. Urias não viveu para ver reparação, mas não perdeu sua identidade de honestidade de homem fiel e temente a Deus. Ele morre íntegro em um ambiente que já havia negociado valores. O texto não glorifica sua morte, revela o custo de permanecer inteiro quando outros escolhem preservar aparências. 
5 - Nem toda fidelidade é recompensada com livramento imediato. Algumas são preservadas como testemunho da verdade. Urias não perdeu honra. Quem perdeu foram os que precisaram silenciar um homem justo para sustentar um erro, um governo e um rei. O texto mostra que o reino permanecia em pé, forte e organizado. A crise não era do governo era do governo do rei Davi, a crise era moral e pessoal do rei. O erro nasce de uma paixão desgovernada, não de um colapso institucional. Davi se apaixonou tresloucadamente por Bate Seba e essa foi a causa de muitas derrotas no seu reinado dali pra frente e na sua família. 
6 - Sempre vemos pessoas começarem certo e terminarem errado. Segundo a Bíblia, quando alguém faz tudo errado (peca ou desobedece a palavra de Deus), a principal consequência é colher o que semeou, o que plantou, (Gálatas 6.7), enfrentando consequências naturais e espirituais, como separação de Deus, sofrimento e, por vezes, aflição. No entanto, há esperança através do arrependimento, confissão e busca por ajuda divina. 
7 – Existem consequências e ensinamentos Bíblicos sobre o que o ser humano planta. (1) A lei da semeadura existe e diz: "De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear, isso também ceifará", (Gálatas 6:7), indicando que ações erradas trazem os resultados negativos correspondentes. (2) O castigo é a aflição vem como correção. A aflição pode surgir para redirecionar a pessoa ao caminho correto, como no Salmo 119:67 que diz, "Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a tua palavra". (3) As consequências de erros graves como adultério, mentira, desobediências conscientes e orgulho podem atrair, segundo a Bíblia, separação, perda de paz e afastamento de Deus. (4) As influências espirituais malignas causam práticas erradas contínuas e podem atrair influências negativas malignas em duplicidade, sendo essencial abandonar tais hábitos para não cair na tentação de acumular pecados diante de Deus. 
8 - As influências malignas no contexto teológico e espiritual cristão, são descritas como forças imateriais, frequentemente chamadas de demônios ou possessões de espíritos malignos que buscam causar sofrimento, infelicidade e distanciamento de Deus. Eles agem de maneira dissimulada, atacando através de tentações e manipulações mentais no dia a dia. Aqui estão algumas das principais formas de ação dessas influências: (1) Perturbação mental e emocional. Ação na mente semeando dúvidas, inseguranças, medo e tentações. (2) Raiva e disputas inglórias que é o uso negativo de emoções intensas, como a raiva, para causar conflitos, agressividade e destruição de relacionamentos. (3) Dissimulação e mentiras que incentivam os comportamentos enganosos, onde ações más são mascaradas para que a verdade seja ocultada. (4) Desespero e negatividade ou disseminação de informações e notícias malignas que trazem desesperança e infelicidade, manipulando situações para causar perturbação. (5) Rebelião e desobediência que influenciam em comportamentos rebeldes e ante sociais, especialmente em crianças ou em ambientes familiares, causando desunião, brigas e revanche, até vinganças. 
9 - Portas de entrada e atuação espiritual malignas que atuam na contramão daquilo que é certo. (1) O ocultismo e a adivinhação são práticas muito comuns como o horóscopo, leitura de cartas, leitura da sorte nas mãos e busca por adivinhação são consideradas iscas para atrair essas influências. (2) Falta de Vigilância e pecados que a maioria das pessoas acham que Deus não está vendo. A negligência espiritual, raiva acumulada e falta de perdão (mágoa) abrem brechas para opressão. (3) A incredulidade é a causa de muitas derrotas. A descrença ou o afastamento da fé genuína facilita a atuação maligna na vida de uma pessoa, principalmente dos desviados da fé. 
10 – Em Jesus encontramos proteção e resistência para perseverarmos naquilo que é certo. Segundo a nossa tradição Cristã e para resistir a essas influências a Bíblia nos ensina e recomenda que devemos estar em: (1) Constante vigilância espiritual. Devemos manter a sobriedade e estarmos bem alerta, reconhecendo que os conflitos reais são de ordem espiritual. A frase "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" é um versículo bíblico encontrado em Tiago 4:7, que incentiva a submissão a Deus como base para enfrentarmos as tentações e influências malignas, resultando na fuga do diabo. (2) A oração e a Palavra de Deus nos dão a direção certa para o uso da fé e do conhecimento bíblico como escudo. (3) A renúncia ao Oculto e ao ocultismo nós capacitam a evitar qualquer envolvimento com práticas ocultistas ou esotéricas, nossa vida tem e deve ter mesmo a transparência na nossa intimidade com o Espírito Santo de Deus. (4) "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Efésios 6:10) é um chamado à dependência total de Deus para batalhas espirituais, reconhecendo a fraqueza humana. Significa também buscar coragem e força na fé, revestindo-se da "armadura de Deus" para resistir às "ciladas do diabo". Essa força vem da oração, comunhão e ação de Deus no nosso dia a dia. 
11 – Os pontos chave do estudo de Efésios 6:10-16 são: (1) A nossa fonte de poder não é interna e nem externa, mas do alto, vem de Deus. A força cristã advém de estarmos em comunhão plena com o Senhor, admitindo que sozinhos somos fracos. (2) O contexto da batalha não é do corpo humano. A nossa luta não é física ("carne e sangue"), mas espiritual, contra "principados e potestades". (3) A Armadura de Deus (Efésios 6:11, 14-16) nós capacita para suportarmos a batalha com coragem. (4) (a.) É necessário vestirmos o Cinto da Verdade com integridade e conhecimento da Palavra. (b.) É necessário vestirmos a couraça da justiça que é a proteção moral e santidade. (c.) É necessário estarmos calçados com a preparação do Evangelho da paz e termos prontidão para levarmos a mensagem da palavra de Deus até aos Confins da terra. (e.) É necessário estarmos cobertos com o escudo da fé e com confiança para extinguirmos os dardos inflamados de Satanás. (5) Nossa ação de Revestir-nos com a couraça da justiça, que é uma responsabilidade pessoal buscar esse poder e colocar a armadura de Deus diariamente, deve ser incessante. 
12 – Nossa prioridade deve ser a de sempre "estar na obra do Senhor”, como nos ensina o Apóstolo Paulo em Coríntios 15:57-58 que diz: “57. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. 58. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. A palavra de Deus exige de nós que sejamos” firmes e constantes e sempre abundantes" na obra do Senhor. No dia mau temos que resistir às ciladas do diabo e ser mais que vencedor em nome de Jesus. Fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder é um ato de entrega e confiança total no poder do Espírito Santo de Deus. 
Deus abençoe você e sua família 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.