segunda-feira, 24 de agosto de 2026

ORAÇÃO COM GRATIDÃO GERA COMUNHÃO COM DEUS

ORAÇÃO COM GRATIDÃO GERA COMUNHÃO COM DEUS 


 I – Você tem lembrado de separar um tempo para a comunhão com Deus? Jesus se entregou completamente por nós e Seu desejo é que nós também nos entreguemos de maneira completa a Ele. Assim, nosso tempo também Lhe pertence. Isso não quer dizer, necessariamente, que devemos deixar nossa ocupações, mas significa que precisamos dar a prioridade a Ele e viver a todo momento em Sua presença. Porém, em meio à correria do dia a dia, podemos ter dificuldades em separar um tempo para oração e leitura da Palavra de Deus. Se você tem enfrentado esse tipo de problema, aqui vão alguns princípios que podem ajudar. Saiba que o Senhor mesmo é quem vai levá-lo a viver cada vez mais e mais perto dEle. 
II - A comunhão diária e constante com Deus nos renova, nos guarda e nos livra de cair em tentações e nos dá força e sabedoria para prosseguir com nossas atividades do dia a dia. O desejo de Deus é que estejamos em comunhão com Ele, e foi com esse objetivo que realizou toda Sua obra na Terra. Ele aguarda nossa presença firme e constante ao lado dEle para vencermos as adversidades diariamente. 
III - Entretanto, há muitos fatores que impedem que tenhamos um momento diário de comunhão íntima com o Senhor. O primeiro dentre eles é o tempo. Alguém poderia argumentar que os tempos mudaram e que hoje é difícil ter tempo livre. É verdade que, atualmente, o mundo está cheio de informações e ocupações, mas Deus não se curvou e nem se curva à nossa pressa nervosa, nem adotou os métodos de nossa era mecânica. O homem que deseja conhecer a Deus precisa dedicar-lhe tempo. (1) As coisas de Deus não se conformam com as coisas desta era. Somos nós que devemos nos conformar com as coisas de Deus. Temos na Bíblia um exemplo interessante que é um exemplo para os modernistas de plantão. Daniel ocupava um cargo importante no reino da Babilônia; ou seja, com certeza, era alguém muito ocupado. Mas três vezes ao dia ele separava tempo para orar, (Dn 6:10) e o rei disse certa vez que Ele servia a Deus continuamente, (Dn 6:16). Lembre-se que onde há interesse de estar em plena comunhão com Deus, há tempo para orar. 
A - Talvez, no fim do dia, você perceba que não deu tempo para ter um momento de comunhão com o Senhor, e a essa hora você já está muito cansado para isso. É por isso que é melhor não ficar deixando para depois. A melhor maneira é orar assim que se levantar, nunca deixe para depois o seu compromisso com Deus, Ele deve ser honrado com o melhor que pudermos Lhe dedicar. (1) A aurora é o portão do dia e deve ser guardada com orações. É a ponta do cordão que amarra as ações do dia, devendo ser atado com devoção. Se percebêssemos melhor a grandeza da vida, seríamos mais cuidadosos com suas manhãs. Quem sai correndo da cama para os negócios, e não espera para adorar, é tão tolo quanto quem não se veste ou não lava o rosto, ou tão insensato quanto o que se lança na batalha sem armas nem armadura. Que nos banhemos no rio refrescante da comunhão com Deus, antes que a solidão e o peso da estrada comecem a nos oprimir. 
B - Muitos podem testemunhar: se começamos o dia com um momento de comunhão com o Senhor, nossas atividades durante o resto do dia ficam mais fáceis de serem feitas. Isso também nos faz mais seguros contra as ciladas do inimigo durante o resto do dia. (1) O assunto mais importante e mais urgente com que tenho de me ocupar a cada dia é conservar a minha alma muito feliz no Senhor. (2) A comunhão com o Senhor é o que nos faz verdadeiramente felizes e deve ser a nossa ocupação mais urgente do dia a dia. 
C - Se acontecer alguma coisa e você não pôde ir até Ele pela manhã, vá o quanto antes possível, não fique enrolando o tempo, quanto mais você se dedicar em orar, mais Deus vai te honrar. (1) Uma importante prática é invocar o nome do Senhor, é orar ao se levantar e durante o dia todo. Mas, às vezes podemos ter tantas tarefas diariamente que não sobra tempo para orar. Mas uma coisa é certa, se você não tiver prioridade para com as coisas de Deus, nada vai dar certo para você. Invocai-O enquanto está perto. Isaías 55:6 diz: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Esse versículo significa um chamado urgente de Deus para que as pessoas se aproximem dEle e mudem de vida enquanto ainda há tempo e oportunidade para receber o seu perdão. (1) É Urgente o tempo da comunhão. O tempo mostra que a vida é passageira e que não devemos deixar para procurar a Deus apenas no fim ou em momentos de desespero. (2) Não haverá uma segunda chance quando terminar o tempo do convite “buscai ao Senhor enquanto se pode achar”. Daí o conselho do apóstolo Paulo é tão apropriado: “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação do Senhor”, (2 Coríntios 6:2). 
1 - O que implica o convite “buscai ao Senhor enquanto se pode achar”? Esse convite certamente envolve a fé e o arrependimento verdadeiro. No processo da salvação fé e arrependimento andam juntos. É impossível haver genuína fé sem vc o devido arrependimento, e o arrependimento deve ser sincero e com uma fé verdadeira. (1) Aquele que busca ao Senhor através da fé, necessariamente deverá reconhecer sua pecaminosidade diante do Deus que é santo. Isso porque não há como buscar um Deus Santo e justo sem um abandono dos pensamentos maus e dos caminhos pecaminosos. (2) É por isso que imediatamente após o convite “buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” segue a indispensável exortação com as seguintes palavra, “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar”, (Isaías 55:7). 
2 - Aquele que escuta verdadeiramente o convite “buscai ao Senhor enquanto se pode achar”, ao crer em Deus tão logo e imediatamente ele reconhece suas falhas e suas iniquidades. Ele entende que é incapaz de agradar ao Senhor por suas próprias forças, e que não pode resolver o problema dos seus próprios pecados. Então, com fé e arrependimento, ele suplica pelo perdão de Deus e repousa na promessa de sua misericórdia que o perdoa abundantemente. 
3 - Buscai ao Senhor enquanto se pode achar é a palavra de ordem de Deus ao pecador. Qual tem sido sua postura diante desse convite? Não demore em perceber como é incalculavelmente preciosa a disponibilidade da graça de Jesus no dia de hoje para quem quer servir a Deus de coração e com gratidão. (1) Buscar ao Senhor é urgente, é prioridade, não se pode deixar para depois. É uma oportunidade única de salvação pela graça. (2) É um convite especial do Espírito Santo de Deus dizendo: “buscai ao Senhor enquanto se pode achar”. Esta palavra profética ministrada pelo profeta Isaías ecos nos quatro cantos da terra. O convite especial foi feito através do ministério do profeta Isaías. (3) Esse convite faz parte de uma seção do livro de Isaías que fala do plano de Deus para restauração e salvação do seu povo. Além disso, é nessa seção que está registrada a referência mais clara do livro ao ministério do Messias. O capítulo 53, por exemplo, traz uma exposição profunda acerca da obra de Cristo como o Servo sofredor. 
4 - Por causa da misericórdia e da graça de Deus, através da obra redentora do Messias, todos são convidados a vir buscar a Deus. Esse convite é feito a todos que tem sede e fome das coisas espirituais, (Isaías 55:1). (1) Todas as pessoas são convidadas a virem às águas e a comprarem alimento sem dinheiro. A frase “vinde e comprai sem dinheiro e sem preço” é um paradoxo claro (Isaías 55:1). Isso significa que a possibilidade dessa busca não está na capacidade humana em buscar e encontrar a Deus, mas na graça onde Deus se permite ser encontrado por aqueles que o buscam. A salvação é um dom gratuito que não se fundamenta nos méritos humanos, (Mateus 11:28; Romanos 10:13; Tito 3:5). 
5 – Busque saber o que é a salvação pela graça. Busque conhecer esta graça salvadora enquanto se pode achar. O convite especial diz, “buscai ao Senhor” enquanto está perto, enquanto a porta da salvação está aberta. Analise definitivamente em não demorar a buscá-lo, porque não é uma opção prudente. Por isso há o consequente alerta: “enquanto se pode achar”. Isso significa que estamos diante de uma verdade que é ao mesmo tempo reconfortante, “buscai ao Senhor”, e também aterrorizante, “enquanto se pode achar”. (1) Chegará o momento em que esse convite será retirado; que a porta será fechada; que o Senhor não mais poderá ser encontrado. Durante seu ministério Jesus falou claramente sobre isso. Na Parábola das Dez Virgens a porta foi fechada para as virgens que não estavam prontas para a chegada do noivo, (Mateus 25:1-13). Na Parábola das Bodas o rei destruiu aqueles que rejeitaram o convite para sua festa, (Mateus 22:1-14). 
6 - Realmente não haverá uma segunda chance quando terminar o tempo do convite “buscai ao Senhor enquanto se pode achar”. Daí o conselho do apóstolo Paulo é tão apropriado: “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação”, (2 Coríntios 6:2). As dificuldades para invocar e buscar ao Senhor são muito grandes. A realidade do dia a dia aumenta a dificuldade para quem quer buscar ao Senhor com sinceridade. Mas a palavra de Deus diz: “Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em espírito e em verdade”, (Sl 145:18). 
7 - ”Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, (Rm 10:13). Além desses, há muitos versículos na Bíblia sobre a nobre vocação de invocar, invocar é orar. Invocar é buscar com muita vontade de encontrar ao Senhor. É também muita vontade de encontrar aquele que veio nos salvar e nos livrar das dificuldades do dia a dia, dos ataques do inimigo e nos salvar de nós mesmos. Você crê nessas palavras? Não tenha dúvidas, é a Palavra de Deus que diz que devemos confiar em Jesus. (1) Devemos acreditar muito mais na palavra de Deus do que em nossos sentimentos. Se você crê nessas palavras, o simples ato de clamar “Senhor Jesus atende a voz do meu clamor”, fará você experimentar a maravilhosa presença do Senhor Jesus em sua vida. Aliás, invocar é uma excelente forma de começar uma oração. Mesmo assim, alguém que estiver inseguro pode dizer “Eu não consigo orar, eu não sei orar”, mas você precisa tentar, você precisa começar este diálogo com Deus. Orar é falar com Deus, nunca perca a oportunidade de falar com Deus. 
8 - Há diversos fatores que nos atrapalham quando vamos orar. Antes de tudo, seja sincero. Davi era bem sincero em suas orações nos Salmos. Diga ao Senhor que você não consegue orar e que precisa de ajuda para ver e eliminar esses fatores. Peça para que Ele mostre se você cometeu algum pecado e, tendo mostrado, o confesse, pois os nossos pecados fazem separação entre nós e o nosso Deus, (Is 59:2). (1) Um princípio importante que o Senhor deixou para nos incentivar a orar foi o da oração no quarto secreto. Em Mateus está escrito: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”, (Mt 6:6). (2) Nesse versículo temos a certeza de que, se nos afastarmos das várias distrações do mundo e dos homens e buscarmos a intimidade de estar a sós com Deus, Ele Se revelará a nós. Mas, mesmo assim, pode ser que ao tentar orar você se sinta com a consciência pesada, sinta com o coração frio, e até mesmo indigno de ir a Ele por alguma coisa que você fez e não deveria ter feito. Então você se acha indigno de falar com Deus. Mas não deixe o acusador, o inimigo feroz te dominar, ou dominar a sua mente; comesse a orar e Deus te perdoará e te ouvirá. 
9 - Não pense no pouco que tem para oferecer a Deus, mas no quanto Ele quer te dar. Apenas se coloque diante d’Ele e contemple Sua face; medite no Seu amor, nas Suas maravilhas, na Sua ternura e amor compassivo. Apenas diga a Ele como tudo é pecaminoso, frio e pesado; é o coração amoroso do Pai que iluminará e aquecerá o seu. (1) A principal função da oração é ouvir de Deus o que Ele quer falar, não falar a Ele, mas falar com a gente. Antes de tudo, abra seu coração sem reservas para que Deus possa preenchê-lo. Deus tem sempre algo novo de Si mesmo para nos revelar. (2) E Ele também Se revela através de Sua Palavra e nos mostra o que devemos fazer quando a gente está indeciso e sem direção. Por isso, oração e leitura da Bíblia devem andar juntas. Ler um versículo ajuda a começar uma oração, assim como orar ajuda a começar uma leitura bíblica. 
10 - Além disso podemos fazer a leitura diária de um devocional, como o Alimento Diário, por exemplo. Isso nos ajuda a lidar com algumas situações, nas quais podemos dizer, “Eu não sei o que orar” mas Deus está no controle e no comando de minha vida. (1) Nunca diga que não tem assunto para a oração. O seu assunto deve envolver principalmente a pessoa do Espírito Santo e Ele te envolverá com Seu poder e você será cheio de consolo e de vitórias. (2) Então abra a Bíblia, ali você encontrará assunto para conversar com Deus. Experimente orar sobre alguns versículos das bíblia. Orar a Palavra é uma prática muito valiosa. 
11 – Ora que melhora, este é o remédio espiritual para sua vitória. Ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque na oração vem a libertação. Não diga que não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não pode, que não consegue, é e pode ser que realmente está fazendo as melhores orações. Às vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em suas súplicas e seu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo para alcançar o socorro de Deus. (1) Nós dependemos cem por cento do Senhor, confesse a Ele a sua incapacidade. Ele atende aos que reconhecem suas fraquezas e se humilham diante Dele, (2 Cr 7:14; 2 Co 12:10). (2) Ore até que consiga orar. No começo pode ser algo forçado, mas prossiga até que se torne espontâneo. É como um canal sujo pelo qual começa a passar água. À medida que a água passa, remove os obstáculos e flui cada vez mais livremente. (3) Por fim, precisamos sempre nos lembrar de que, em nossa vida cristã, precisamos ter perseverança. Em muitas passagens da Bíblia, Deus nos diz para perseverarmos. É Ele que nos dá a força e a sabedoria para perseverar. Não importam as dificuldades que surgirem, vamos prosseguir olhando firme para o autor e consumador da nossa fé, vamos Olhar de somente para Ele, Jesus. (4) “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus”. (Hb 12:1-2a). 
12 - Ser grato a Deus é mais do que um simples gesto ou sentimento momentâneo num momento de oração, mas um sinal de obediência que nos proporciona viver em conexão com a bondade de Deus, independentemente das circunstâncias. Em um mundo que nos incentiva a reclamar e a desejar sempre mais, optar pelo contentamento é uma decisão que pode transformar nossa vida. (1) O Salmo 103.1-5 expressa essa verdade de forma poderosa: “Bendiga ao Senhor a minha alma! Bendiga ao Senhor todo o meu ser! [...] É ele que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, que resgata a sua vida da sepultura e o coroa de bondade e compaixão”. (2) Essas palavras nos lembram que ser grato é um exercício espiritual, uma escolha de reconhecer tudo o que Deus fez, está fazendo e fará por nós. Quando decidimos ser gratos, estamos alinhando nossa visão à perspectiva divina, vendo o cuidado do Senhor mesmo em meio às dificuldades. 
13 - Por que ser grato é importante? Em 1 Tessalonicenses 5.18 temos o ensino do apóstolo Paulo sobre o assunto, ele diz: “Em tudo, deem graças, porque esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus”. (1) A gratidão nos coloca em harmonia com a vontade de Deus. Ela nos livra do peso da murmuração, renova nossa esperança e nos aproxima do coração do Pai. No entanto, ser grato não significa ignorar os desafios ou fingir que tudo está bem, mas sim reconhecer que Deus é soberano e está presente em cada detalhe da nossa história. (2) O apóstolo Paulo, que enfrentou perseguições, fome e prisões, nos dá um exemplo poderoso em Filipenses 4.12-13 dizendo: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação [...] Tudo posso naquele que me fortalece”. (3) Paulo nos mostra que a gratidão é uma habilidade que podemos desenvolver, mesmo nas circunstâncias mais difíceis. 
14 – Temos que estar atentos para cultivar a gratidão de coração. Há a necessidade de nos Libertarmos da murmuração porque a murmuração nos afasta de Deus e nos prende em um ciclo de insatisfação. (1) Filipenses 2.14-16 nos desafia: “Façam tudo sem queixas nem discussões […] filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada”. (2) Troquem as reclamações por louvor. Reconheça que cada dia é uma oportunidade de ver a bondade de Deus em ação em nossas vidas. A nossa alma deve reconhecer plenamente a bondade de Deus. O salmista nos dá um exemplo poderoso em Salmos 103.2 que diz: “Não esqueça de nenhuma de suas bênçãos”, ou de seus benefícios. 
15 - Quando escolhemos agradecer, estamos declarando nossa fé na soberania e no amor de Deus. Você está pronto para decidir ser grato hoje? Comece agora mesmo demonstrando sua gratidão a Deus, lembre-se de um motivo pelo qual pode agradecer a Deus e expresse sua gratidão. Transforme essa prática em um hábito diário e veja como sua vida será transformada, sua gratidão vai gerar comunhão com Deus e as coisas vão melhorar abundantemente pra você. Você vai sentir que sua alma, como a do salmista, estará declarando para você não se esquecer de nenhum benefício que Deus te deu no dia a dia, “Bendiga, minha alma, o Senhor , e não se esqueça de nem um só de seus benefícios, é Ele que perdoa todas as suas iniquidades e sara todas as suas enfermidades, (Salmos 103:2-3). (1) Diariamente, faça uma pausa para refletir sobre as bênçãos que você recebeu, como o perdão, a salvação e o cuidado do Senhor para com sua vida. Essa prática transforma a maneira como enxergamos a vida. 
16 - Expresse sua gratidão com muito louvor e oração. A gratidão não deve ser apenas sentida, mas também demonstrada. Agradeça a Deus em oração e reconheça as pessoas que o abençoaram. Colossenses 3.15 nos diz: “Que a paz de Cristo seja o árbitro no coração de vocês, pois foi para essa paz que vocês foram chamados em um só corpo. E sejam agradecidos”. (1) Aprenda a ser e a viver alegre e contente com aquilo que Deus te deu. O contentamento é uma escolha de confiar que Deus está no controle, mesmo quando enfrentamos adversidades. O Apóstolo Paulo nos ensina a declarar que: “Tudo posso naquele que me fortalece”, (Filipenses 4.13). 
17 - A gratidão não tem limites. A gratidão nas horas das dificuldades e das lutas inglórias são a causa de não sermos consumidos pela raiva, pelo medo, pela falta de amor e por outras coisas até piores. Ser grato a Deus por tudo faz com que as nossas lágrimas de sofrimento se tornem lágrimas de alegria, o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem ao amanhecer. (1) Ser grato em momentos de alegria é natural, mas o verdadeiro desafio é manter a gratidão durante as tempestades. Tiago 1.2-4 nos encoraja: “Meus irmãos, tenham por motivo de grande alegria o fato de passarem por várias provações, sabendo que a provação da fé que vocês têm produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que vocês sejam perfeitos e íntegros, sem que lhes falte nada”. 
18 - As provações não são sinais de abandono, mas oportunidades para crescermos em fé e maturidade espiritual. Ao escolher ser grato, mesmo em meio à dor, experimentamos a paz que só Deus pode dar. (1) Jesus nos deu o exemplo perfeito de gratidão, mesmo diante da cruz Ele amou um pecador crucificado ao seu lado e lhe prometeu a salvação dizendo: “ hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Ele agradeceu ao Pai antes de multiplicar os pães, antes de ressuscitar Lázaro e, até mesmo, antes de enfrentar o Calvário. Sua gratidão era uma expressão de confiança inabalável na bondade do Pai. (2) Viver de maneira grata é como exercitar um músculo. Quando decidimos ser gratos, nosso coração se alinha com a vontade de Deus, e nossa perspectiva muda. Passamos a ver não apenas os problemas, mas também as oportunidades de experimentar sua fidelidade. A verdadeira alegria não depende das circunstâncias, mas de quem Deus é. Quando escolhemos agradecer, estamos declarando nossa fé na soberania e no amor de Deus. 
19 – Alguém pode até dizer: “Você tem vivido com a expectativa de que todos os dias Deus tem mais para nós? Esse é o dia que o Senhor Deus fez para nós, seus filhos. Chegou o dia do Senhor. É hoje que Ele quer suprir sua falta de fé, é hoje que você vai ver a poderosa mão de Deus operando em sua vida, em sua família, em seus negócios, em sua saúde. É hoje que Ele quer manifestar sua bondade sobre você. Não deixe para amanhã, declare sua gratidão a Deus por tudo e receba agora o melhor de Deus que Ele preparou pra você. (Salmos 50:23). (1) A sua gratidão não pode ser apenas demonstrada com palavras, porque precisa envolver também o seu coração e tudo aquilo que você tem para oferecer, tudo aquilo que você é, Deus não quer só a metade da sua gratidão, Ele te quer por inteiro. Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre e eternamente. Na Antiga Aliança, Ele recebia sacrifícios de animais e o mesmo Deus que recebia esses sacrifícios, ainda recebe sacrifícios hoje. Em Romanos 12:1-2 está escrito: “[1] Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. [2] E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. 
20 - Não é porque somos da palavra da fé que isso foi anulado. Deus recebe, sim, os seus sacrifícios e existem sacrifícios que você vai expressar ao Senhor como forma de gratidão, como por exemplo, sacrifícios de gratidão, de louvor, de conter seu corpo, de jejum e de oração. Existem muitos sacrifícios que você pode oferecer ao Senhor e vale a pena. Nenhum sacrifício é tão grande quanto o que Jesus fez, então tenha em mente o que Ele fez e você vai perceber que aquilo que você faz não é assim tão grande, mas é necessário, é bom, é agradável ao Senhor. O seu sacrifício chega como um aroma suave diante de Deus. 
21 - Uma forma de você exaltar ao Senhor é sacrifício de gratidão, pois o seu sacrifício de gratidão é uma honra ao Senhor e fará com que a salvação da parte do Senhor se manifeste em todos os âmbitos da sua vida. Aquilo que você oferece a Deus como gratidão e manifesta a Ele como sacrifício quando tudo parece contrário é uma honra ao Senhor. (1) Lucas 17 diz que existe necessidade de você manter vigilância sobre sua vida, sobre suas atitudes, sobre suas ações. Jesus estava indo a caminho de Jerusalém e ao entrar num povoado, dez leprosos dirigiram-se a ele e ficaram a certa distância, porque naquela época eles eram considerados impuros. E gritaram: “Mestre, tem piedade de nós. E apenas ao olhar para eles, Jesus se apiedou e disse para eles irem e mostrarem-se aos sacerdotes e enquanto iam, foram sendo purificados”. O sacerdote é que atestava que eles haviam sido purificados. Mas Jesus, antecipadamente, disse: pode ir. Ele não orou e não fez nada. Mas antes de se manifestar, o passo de obediência foi necessário. Você ao ouvir a palavra de Deus deve obedecê-la, ela irá manifestar o poder de Deus em tudo na sua vida. Ele só quer a sua obediência, porque enquanto estamos em obediência, temos dado tudo a Ele. 
22 - Um dos leprosos, quando viu que estava curado, voltou com o coração agradecido e louvando a Deus, prostrou-se aos pés de Jesus. E a bíblia enfatiza que este era samaritano, porque este era um povo que não se dava com os judeus. Mas a gratidão anula qualquer obstáculo, qualquer tipo de sentimento de orgulho ou altivez, a gratidão rompe com essas coisas. A gratidão rompe as cadeias (correntes) da separação. (1) Deus como pai tem uma expectativa nos seus filhos, ele espera que realizemos algo que Ele confiou a nós, que façamos com intensidade, com gratidão. Você não precisa ficar esperando alguém falar que você pode ajudar a visitar hospitais, impor as mãos sobre os enfermos, libertar os cativos, pregar a salvação gratuitamente que Jesus nos deu morrendo por nós na Cruz do Calvário. Você pode realizar os feitos do Senhor, porque eles estão disponíveis. (Salmos 50:13-15). 
23 - É impossível receber bênçãos da parte do Senhor e não ser grato a Ele. É possível você está aqui, ouvindo, recebendo da parte do Senhor e ainda assim ter um coração ingrato, distante. Mas Deus quer transformar seu coração. Jesus não reforma mas Jesus transforma o coração de pedra em um coração de carne cheio de arrependimento e de amor a Cristo. (1) Deus não quer mais sacrifícios de animais, mas sacrifícios de louvor, sacrifícios de gratidão. Quando você esta chorando por alguma situação desagradável, ao mesmo tempo você está cantando, você está adorando, celebrando e agradecendo ao Senhor, porque em meio a essa situação Ele vai se mostrar forte no meio da angústia e trará salvação para sua vida. (2) Não são apenas os lábios que honram ao Senhor se você tem um coração distante. Onde está o seu coração? Você realmente tem sido grato a Ele? Ou você está reclamando? Ou você é aquela pessoa rixosa que só fala murmuração? Controle sua língua, porque se você consegue controlar sua língua, consegue controlar todo seu corpo. 
24 - A gratidão sai, primeiramente, do seu coração. Então abra o seu coração e seja grato a Deus. Crie expectativas no que Ele tem para realizar na sua vida. Tem tantas pessoas alheias dentro da igreja, mas existe um clamor, uma necessidade de você se manifestar no mundo como sendo um filho de Deus, seja uma luz que brilha nas trevas. Como Ele é, nós somos aqui na terra. Mas uma das coisas que nos impede de andar nesse nível é um coração ingrato. Talvez por isso não esteja se manifestando rapidamente aquilo que você está declarando, pois um coração ingrato impede muita coisa de se realizar. Não é somente o falar, é um falar alinhado com o coração, Deus vê tudo às claras. (1) A boca fala do que está cheio o coração. Se em seu coração há gratidão, não há tempo ruim mesmo que tudo esteja contrário, não há tempo difícil, porque você está sempre feliz. Paulo nos diz que aprendeu a viver em toda e qualquer situação. Se ele aprendeu, nós também podemos aprender, mesmo com tantas limitações. Podemos celebrar nos dias difíceis para ver dias melhores. Celebrando a Deus, honrando-o com gratidão no seu coração. (2) Apocalipse 4:8-11 nos ensina que: “Eles dão honra, glória e graças”. Esse é o ambiente em que Deus vive, esse é o ambiente dEle e você pode viver esse ambiente diuturnamente. Onde você manifestar honra, glória e graças ao Senhor, é o momento onde Ele vai realizar tudo o que almeja o seu coração. Onde há honra, glória e gratidão ao Senhor, Ele se manifesta poderosamente. Crie esse ambiente para que Ele se manifeste abundantemente, para que Ele realize seus sonhos, porque Ele é Deus e é todo-poderoso para fazer infinitamente mais daquilo que podemos ou pensamos em pedir ao Senhor. 

Deus abençoe você e sua família. 


 Pr. Waldir Pedro de Souza. 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

COMO SOAR O ALARME DE SOCORRO ESPIRITUAL

COMO SOAR O ALARME DE SOCORRO ESPIRITUAL 


I - Ezequiel tem a difícil missão de ser o “ou a” sentinela de Israel, (Ez 33,7), de anunciar o perigo iminente ou desafio que se aproximava e ajudar o povo a se preparar para enfrentá-lo. Ele é feito sentinela não propriamente de todo o povo de Israel, mas do grupo que estava no Exílio da Babilônia. Muitos se sentiam sozinhos, abandonados, sem rumo, sem esperança, sem futuro. Era missão do profeta cuidar dessa parte do rebanho de Deus, ser capaz de encorajar a cada um e de lhes resgatar a fé e a esperança em Deus. Devia ainda sacudir os indiferentes e chamar a atenção dos que se mostravam presunçosos. Devia se dirigir tanto aos ímpios, quanto aos justos, que faziam parte do povo. Devia “puxar a orelha” dos que precisavam de conversão e animar os demais a perseverar na fidelidade a Deus, não desanimando diante das adversidades. 
II - Deus fez de Ezequiel um “sentinela da vida”. É nesse sentido que a missão de Ezequiel se torna mais árdua. O povo no Exílio estava dividido. Além disso, falsos profetas, bem como falsos pastores espalhavam mais confusão no meio do povo. Isso se torna claro no capítulo 34 do livro de Ezequiel. Como sentinela, o profeta levanta a voz contra os pastores de Israel que haviam se convertido em pastores de si mesmos e em exploradores do povo. Os pastores de Israel são (eram) os responsáveis políticos de Jerusalém que, ao invés de cuidar, proteger e guardar o povo, se tornaram seus exploradores. 
III - Levaram o rebanho do Senhor ao sofrimento e à morte. Ezequiel deixa claro que são as autoridades de Judá os responsáveis pelo Exílio na Babilônia. O povo foi abandonado por seus pastores e entregue à sua própria sorte. Mais ainda: os fortes oprimiam os mais fracos, os grandes exploravam os pequenos. Havia desordem em todos os níveis. E os sofrimentos do Exílio são o resultado da má gestão dos pastores e das autoridades de Israel. A ação de Deus através do profeta Ezequiel era de restabelecer as condições de vida do povo. Ezequiel foi um verdadeiro sentinela da vida com tamanho zelo que Deus deu a ele a visão do vale de ossos secos e a restauração completa da vida na visão do vale de ossos secos, Ezequiel 37. 
A - O que faz o sentinela segundo a Bíblia? A palavra sentinela segundo a Bíblia é frequentemente traduzido como atalaia; o sentinela é um vigia posicionado em lugares altos, lugares estratégicos, lugares seguros para os sentinelas que vigiavam os arredores da cidade, como os muros da cidade nos tempos antigos. Sua principal missão era observar a aproximação de perigos (como inimigos) e soar um alarme (tocar a trombeta) para alertar o povo, principalmente os militares. 
B - No sentido espiritual, essa figura é usada metaforicamente para descrever a responsabilidade de profetas e líderes religiosos para, (1) Avisar sobre o perigo rondando seus arredores, seus membros, suas ovelhas. O sentinela espiritual deve alertar as pessoas sobre as consequências do pecado e os juízos de Deus sobre os pecadores. (2) A isenção de culpa do sentinela só é aceita se o sentinela não soar a trombeta em tempo hábil para defesa, mas se tocar e o povo não se arrepender, não responder ao chamado a responsabilidade pela morte do povo é do próprio povo e não mais do sentinela. Porém, se ele for omisso e não avisar, o sangue daquelas pessoas será cobrado do sentinela. Esse conceito é detalhado no livro de Ezequiel 33:1-9. (3) Na vida espiritual também é assim, necessitamos de vigilância espiritual vinte e quatro horas por dia. Nos dias de hoje, a tarefa do sentinela é frequentemente aplicada a cristãos e intercessores, que devem permanecer atentos, orar, vigiar e proclamar a Palavra de Deus para salvar vidas. Alguém até tenta jogar a culpa de seus fracassos em seus líderes religiosos, mas a culpa principal é de quem não vigiar. Quem está vigilante com sua vida espiritual em dia diante de Deus consegue ter vitórias constantemente sobre as ações do inimigo. O Espírito Santo é quem está no controle e no comando de nossas vidas. 
1 - Existe uma legislação do Brasil sobre o que é “a sentinela”. Vamos ver mesmo que seja somente por curiosidade. (1) O Artigo 266 do Decreto nº 42.018 de 09 de Agosto de 1957, Aprova o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (R/1) que regulamenta no Brasil a função da sentinela. Segundo o Art. 266, À sentinela é, por todos os títulos, respeitável e inviolável, sendo, por lei, punido com severidade quem atentar contra a sua autoridade; por isso e pela responsabilidade que lhe incumbe, o soldado investido de tão nobre função deve portar-se com zêlo, serenidade e energia, próprias à autoridade que lhe foi atribuída. (2) Parágrafo único. Em qualquer situação a sentinela deve ter sua arma carregada e travada, a fim de poder defender-se e agir pela fôrça da lei. 
2 - O Art. 257 define que incumbe particularmente à sentinela: (1) estar sempre alerta e vigilante, em condições de bem cumprir a sua missão; (2) não abandonar sua arma e manter-se pronta a empregá-la, de acôrdo com as ordens particulares que tenha recebido; (3) não conversar nem fumar durante o serviço; (4) evitar explicações e esclarecimentos a pessoas estranhas ao serviço, chamando, para isso, o cabo da guarda sempre que se tornar necessário; (5) não admitir ajuntamento nas proximidades de seu pôsto; (6) não consentir que praças ou civis saíam do quartel sobraçando embrulhos quaisquer, sem permissão do cabo ou do comandante da guarda; (7) só permitir a entrada de civis, mediante autorização superior; (8) guardar sigilo sôbre as ordens particulares recebidas; (9) só consentir a saída de praças que estejam corretamente uniformizadas e limpas, munidas dos documentos necessários; (10) fazer parar qualquer pessoa, fôrça ou viatura, que pretenda entrar no quartel à noite e chamar o cabo da guarda para a necessária identificação; (11) prestar as continências regulamentares; 12) fazer anotar, na ausência do cabo da guarda, e participar a este, todas as praças que se recolherem ao quartel após a revista, do recolher;(13) dar sinal de alarme: (a) toda vez que, na circunvizinhança de seu pôsto, notar qualquer ajuntamento suspeito; (b) quando qualquer indivíduo insistir em penetrar no quartel antes de ser identificado; (c) na tentativa de arrombamento e fuga de presos; (d) na ameaça de desrespeito à sua autoridade e às ordens relativas ao pôsto; (e) na verificação de qualquer anormalidade de caráter alarmante; (f) por ordem do cabo, do comandante da guarda ou do oficial de dia. 
3 - Art. 258 diz que em situação que exija maior segurança da sentinela para o cabal desempenho de sua missão, incumbe-lhe, especialmente à noite, e de conformidade com as instruções e ordens particulares recebidas, além das prescrições normais estabelecidas, as seguintes: (1) fazer passar ao largo do seu pôsto os transeuntes e veículos; (2) dar sinal de aproximação de qualquer fôrça, logo que a perceba; (3) fazer parar pessoas, viaturas ou forças que pretendam entrar no quartel, à distância que permita o reconhecimento respectivo. (§ 1º) - Para o cumprimento dessas disposições, a sentinela deverá: (a) comandar "passe de largo", no caso do item 1; se não for imediatamente obedecida repetirá o comando, dará o sinal de chamada ou de alarme e preparar-se-á para agir pela fôrça; se ainda o segundo comando não for cumprido, intimará terceira vez e, se se tratar de indivíduo isolado, avançará para ele com a arma carregada e a baioneta armada, efetuando a sua detenção; só atirará se o transeunte o agredir, tratando-se de grupos ou de viaturas fará um primeiro disparo para o ar e em seguida, caso não seja ainda obedecida, atirará no grupo ou viatura. No caso de ameaça clara de agressão a sentinela fica dispensada das precauções acima; (b) no caso do item 3, perguntará, à distância conveniente, "Quem vem lá"?; se a resposta for "amigo", "de paz", "oficial" ou "ronda", deixará prosseguir, se pessoalmente o reconhecer como tal; em caso contrário ou na falta de resposta, comandará: "Faça altos" e providenciará para o reconhecimento pelo cabo da guarda; não sendo obedecida ao comando "Faça alta", procederá como dispõe a última parte da letra anterior: (§ 2º) Em situações excepcionais, o Comandante do Corpo poderá dar ordens mais rigorosas às sentinelas; estas ordens serão transmitidas por escrito ao oficial de dia. (§ 3º) Nos quartéis situados em zonas urbana e de trânsito, o Comandante do Corpo determinará em esbôço permanentemente afixado no corpo da guarda, os limites em que devem ser tomadas as medidas acima.
4 - Art. 259. A sentinela do portão principal ou mais próxima ao sarilho ou do corpo da guarda denomina-se sentinela das armas"; as demais denominam-se" sentinelas cobertas ". Art. 260. A sentinela das armas manter-se-á, durante o dia, parada no seu pôsto e, normalmente, na posição regulamentar de "descansar' devendo tomar a posição de "sentido", no caso de interpelação por qualquer pessoa, militar ou civil, e nos demais casos, como os previstos no R-2. (§ 1º) Depois de fechado o portão do quartel, a sentinela poderá movimentar-se, no exterior, num raio de, cinco metros do seu pôsto fixo, fazendo-o neste caso, em "Ombro Armas" e sempre em atitude marcial. (§ 2º) As sentinelas cobertas obedecerão, em linhas gerais às prescrições do presente artigo e parágrafo anterior, que poderão variar de conformidade com instruções particulares ao pôsto. (§ 3º) Nos postos em que haja guarita, as sentinelas poderão na mesma abrigar-se do sol ou da chuva, ficando sempre, porém, em condições de bem cumprir as suas atribuições. 
5 - Art. 261. As sentinelas se comunicam com o corpo da guarda por meio de sinais, de campainha ou a viva voz. (§ 1º) Os sinais referidos neste artigo podem ser "de chamada" ou "de alarme". (§ 2º) No caso de sinal a viva voz, o de alarme será o brado de "às armas". Art. 262. O serviço em cada pôsto de sentinela deverá ser dado por três ou mais homens, durante as vinte e quatro horas, dividido em quartos, de modo que um mesmo homem não permaneça de sentinela por mais de duas horas consecutivas. 
6 - Parágrafo único. Quando o pôsto das armas ficar muito afastado do alojamento da guarda, a sentinela será dupla e, neste caso, um dos homens se manterá no pôsto e o outro assegurará permanente ligação entre êle e o corpo da guarda, podendo o último ser dispensado do uso do fuzil (mosquetão) ou espada durante dia em situação normal; à noite, a sentinela fixa permanecerá ao lado exterior do portão.
7 – Do reforço, Art. 263. Sempre que a situação o exigir, as guardas serão aumentadas, geralmente para o serviço à noite, com o estabelecimento de novos postos de sentinela e intensificação do serviço de ronda; esse aumento é feito por meio de um "refôrço" em praças, correspondente às necessidades. Art. 264. As praças de reforço são escaladas de modo semelhante às da guarda, formarão na parada e serão apresentadas ao oficial de dia, às 18 horas para o serviço; durante o dia participarão dos trabalhos normais de suas subunidades. 
8 - Da guarda de subunidade Art. 265. A guarda da subunidade é constituída pelo cabo de dia (comandante da guarda) e pelos soldados plantões, restringindo-se o serviço às dependências da subunidade acessíveis às praças. Art. 266. O serviço de guarda à subunidade tem por fim: (1) manter a ordem, a disciplina e o asseio no alojamento e demais dependências acessíveis às praças; (2) vigiar as praças detidas no alojamento; (3) não consentir jogos de azar, disputa ou algazarra; (4) não permitir a saída de objetos sem autorização dos respectivos donos ou responsáveis; (5) cumprir e fazer cumprir todas as determinações das autoridades competentes. (§ 1º) As praças da guarda permanecerão no quartel durante todo o serviço; o cabo de dia e o plantão da hora conservar-se-ão com equipamento de guarnição, desarmados. (§ 2º) Quando a subunidade ocupar mais de um alojamento, o número de plantões poderá ser aumentado, na razão de três homens por alojamento, a juízo do comandante da subunidade. 
9 - O atalaia precisava estar atento no seu turno de trabalho, porque a segurança da cidade dependia dela. Se não visse o inimigo a tempo, a cidade não teria chance de se defender e seria destruída. Não avisar do perigo era traição e podia custar muitas vidas (Ezequiel 33:6). Ezequiel diz que o atalaia de Deus não dorme. Deus disse que Ezequiel era um atalaia, porque ele tinha a missão de avisar o povo de Deus do perigo do pecado. Eles precisavam se arrepender para serem salvos do castigo de Deus. Ezequiel, como profeta de Deus, tinha o dever de entregar essa mensagem (Ezequiel 33:7). Se ele não fizesse, ele também seria culpado pelo castigo dos pecadores, porque não lhes deu a chance de se arrependerem. 
10 - O cristão também precisa ficar de vigia, (um ditado popular diz que devemos ficar de olhos bem abertos), Jesus deu a todos os discípulos a missão de anunciar a salvação a todos os povos, (Mateus 28:18-20). Podemos ser atalaias, chamando as pessoas ao arrependimento dos pecados e à fé em Jesus. A salvação de Jesus não é algo que podemos guardar só para nós, outras pessoas precisam ouvir para serem salvas também. Ser atalaia é uma grande responsabilidade. Para fazer o trabalho bem feito, precisamos ficar atentos ao que Deus nos ordenou a respeito, orando e lendo a Bíblia. 
11 - A visão de Ezequiel sobre o Atalaia tem todos os alertas possíveis para soldado ficar alerta e conhecer sua responsabilidade. A época de Ezequiel foi um período difícil e de sofrimento para o povo. As instituições tinham desaparecido com a queda da cidade de Jerusalém, (ano 587) e a destruição do Templo, (ano 586). O povo havia perdido tudo. Estavam numa terra estrangeira, não havia reino, não havia culto, não havia sacrifício de animais, não tinham terra, não tinham razão para viver: “Junto aos rios da Babilônia nos sentamos e choramos [...] penduramos nossas harpas, [...] Como cantar um canto de Deus em terras estrangeiras? (Sl 137, 1-4). 
12 - Surgiu assim a grande pergunta: de quem é a culpa? Por que tudo isso aconteceu? Será que Deus abandonou seu povo? Ou teria passado para o lado dos inimigos? Ezequiel teve de se debruçar sobre essa questão e ajudar o povo diante desse momento de crise de fé e crise de esperança em Deus. O poderio de Marduk, deus dos babilônios parecia indicar que o Deus de Israel havia sido derrotado. (1) Somos individualmente responsáveis por nosso destino. O povo sentiu desabar a certeza que depositavam no Deus da Aliança: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E começaram a pensar que estavam sendo castigados pelo erro dos reis e outras autoridades. Como se Deus descontasse a culpa dos pais nos filhos, como já aparecera em Jeremias: “Os pais comeram uvas verdes e a boca dos filhos ficou amarrada”, (Jr 31,29), aparece em Ezequiel (18,2) e revela a situação do povo neste momento de cativeiro. 
13 – Reverberando essa situação, nos capítulos 18 e 33, Ezequiel não se restringe a dar instruções a respeito do culto, ele apela para as questões morais e éticas, numa atitude verdadeiramente profética. A pregação profética sustenta que a derrota não é de Deus, mas do povo, por seus pecados e sua rebeldia. Somente o Deus de Israel é o Deus criador e Senhor da história. Essa audácia da fé é que possibilitou manter viva a esperança num momento de crise tão grande. (1) É possível que alguns pensassem que essa crise seria algo passageiro, mas o longo exílio ia enfraquecendo essa falsa esperança. Na mente do povo conviviam duas possibilidades, alguns acreditavam que Jeconias, o rei exilado na Babilônia, era o legítimo rei e por meio dele seria restabelecida a monarquia descendente de Davi. Outros aceitavam Zedequias como rei e pensavam que a salvação estaria com aqueles que não vieram para o Exílio e permaneciam em Judá, (Jr 42,10). Ao que parece, o profeta Jeremias teria se aliado a esse grupo, (Jr 22,24-30). (2) já Ezequiel ficou, provavelmente, com o primeiro grupo, um indício disso é que seus oráculos datam da época do rei Jeconias e ele não chama a Zedequias de rei (Ez.17,11-15). 
14 - O problema do mal, da dor, do sofrimento, sempre foi um problema para Israel (e depois para a fé cristã). Esse problema se agrava com a experiência do Exílio na Babilônia, quer pela dureza da situação, quer pelo modo errado de pensar. Quando Deus castiga todo o povo, é justo que o inocente pague junto com os pecadores? O Exílio faz ver que a culpa vai cair no pecado do povo. Ou seja, o que colhemos agora é fruto dos erros, desvios e pecados acontecidos no decorrer de nossa história. O que estamos sofrendo é fruto de nossas infidelidades a Deus e à Sua Palavra, independentemente do tempo ou da era que estamos passando. 
15 – A ação de Deus é continuada na história. Assim como caminhou com seu povo no deserto, Deus está presente no Exílio da Babilônia. Livre dos maus pastores e guias falsos, o povo reencontrará a paz e a prosperidade sob a proteção do Único e bom pastor, o Senhor Deus , criador dos céus e da terra. Ele reconduzirá seu povo à sua terra e lhe devolverá a alegria de viver. 
16 - O Atalaia avisa que há uma viva esperança para o povo. Pois, o Senhor não permitirá que seu Nome seja profanado, desprezado, (Ez 36, 22.32). Isso acontecerá em três etapas: (1) o Senhor vai libertar o povo do Exílio (Ez 36,24.37); (2) Ele vai purificar o seu povo com uma água pura (Ez 36,25); (3) o Senhor vai mudar o coração de pedra num coração de carne. Para os anciãos, o coração é a sede da inteligência e das emoções. Um coração de pedra é aquela pessoa incapaz de compreender, que não escuta, que se fecha e não enxerga nada de novo. A pessoa, dotada de um coração novo e de um espírito novo, torna-se uma nova criatura (Ez 37,1.14). Com isso as nações conhecerão que o Deus de Israel é mais forte que o deus dos babilônios, que Deus é o verdadeiro Deus. 
17 - Mas isso exigirá que o povo coloque em prática as leis e os costumes do Senhor. Trata-se de dar ouvidos a Deus. Ouvir Sua palavra e colocá-la em prática. Assim será restabelecida a Aliança e o povo poderá ver novamente a fertilidade de seu país, reconstruirão as cidades, recuperarão a terra, a amizade de seu Deus e será possível viver em paz. A Palavra de Deus é a primeira e principal fonte de vida e comunhão com Deus. Fazer da Biblia “a fonte da missão evangelizadora da Igreja” torna a igreja uma peça chave de bençãos de salvação. 
18 – É muito importante que toda a Igreja encontre na Palavra de Deus “a alma, a fonte, a seiva que nutre a sua vida, a sua espiritualidade e a sua missão” . A exemplo de Ezequiel devemos fazer da Palavra de Deus nosso alimento, “coma esse rolo, e depois vá levar a mensagem à casa de Israel, diz o Senhor “. Eu comi e pareceu doce como mel para o meu paladar”, (Ez 3,2-3). Só pode ser verdadeiro mensageiro de Deus quem se alimenta da Palavra e é capaz de ouvir o Espírito Santo e se deixar guiar por Ele. Sem isso não há profecia na Igreja. 
19 - A exemplo de Ezequiel, precisamos ser “sentinelas da vida” e para isso, é necessário acordar a profecia na Igreja, despertar o espírito profético em nossas comunidades. Profetas e profetisas são homens e mulheres que que não se calam diante da injustiça, da violência, da opressão. Pessoas que, guiadas pelo Espírito de Deus, ajudam o povo a voltar para Deus e perseverar no projeto do Reino de vida, paz e esperança para todos. Sentinelas da vida e da esperança que, sensíveis à dor e ao sofrimento do povo, captam a vontade de Deus, tornam-se porta-vozes da Palavra de Deus e, com ousadia, denunciam as injustiças e anunciam a boa nova do Reino. O Atalaia Tem a missão de ser a voz profética no seio da Igreja. Muitos ministros de Deus têm defendido a causa dos menos favorecidos, sobretudo dos pobres testemunhou que o projeto de Deus no mundo é a Comunhão, a Justiça e a Paz. E dias antes de morrer, ele disse a Marcelo de Barros, monge beneditino: “Não deixe cair a profecia!”. Eis a nossa missão como “sentinelas da vida”. 
20 - Segundo a Bíblia, a profecia serve principalmente para edificar, exortar e consolar as pessoas individualmente e a igreja coletivamente. Mais do que apenas adivinhar o futuro, mesmo porque a profecia não é adivinhação, ela funciona como uma mensagem direta de Deus para orientar, corrigir e fortalecer a fé das pessoas e da igreja. Existem finalidades principais para serem observadas para se comprovar se a profecia é mesmo de Deus. (1) A primeira coisa é se a palavra profética é para edificar (Edificar) a igreja. Então edificar e uma parte da palavra profética. (2) A segunda coisa é verificar se a profecia é de consolo (Consolar) para os fracos na fé. O fortalecimento ajuda o fraco na fé a se levantar e ser firme nos fundamentos da palavra de Deus. (3) Exortar é ajudar no crescimento espiritual. (Exortar) é animar, encorajar e chamar ao arrependimento ou à mudança de atitude. (4) A profecia bíblica serve primordialmente para edificar, exortar e consolar a comunidade, além de revelar a vontade de Deus e alertar a humanidade. Um dos versículos mais diretos sobre o tema está em 1 Coríntios 14:3, que diz: "Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação". 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES, NEM JUDEUS E NEM PALESTINOS

OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES, NEM JUDEUS E NEM PALESTINOS 

I – O Irã é um país de origem Persa. Os persas não são árabes, nem Judeus e nem Palestinos. Os persas também não são palestinos. Os persas são um povo de origem indo-europeia que habita a região do atual Irã (antiga Pérsia) e falam a língua farsi. Os palestinos são um povo de origem árabe, grupo semita que vive na região do Oriente Médio conhecida como Palestina. Embora o antigo Império Persa tenha dominado a região da Palestina na Antiguidade, tratam-se de etnias, culturas, origens geográficas e idiomas totalmente diferentes. A população do Irã é estimada em cerca de 93 milhões de habitantes, com base em dados recentes. O país ocupa a 17ª posição entre os mais populosos do mundo e a segunda colocação no Oriente Médio. Os dados demográficos indicam um crescimento anual, com taxa estimada em 0,81% ao ano. Uma população urbana com cerca de 73,5% moradores que vivem em cidades, como a capital Teerã. A idade mediana da população indicam uma média de 34,5 anos. A nacionalidade atual deles é Iraniana e o grupo étnico é persa, e a religião é muçulmana. Existem diferenças entre Árabes e Persas. A Origem e a Etnia dos árabes vêm da Península Arábica e pertencem ao tronco linguístico semítico. Os persas são um povo de origem indo-europeia que se estabeleceu no planalto onde hoje fica o Irã. No Idioma, os árabes falam a língua árabe. Os persas falam o Farsi (ou persa), que tem mais parentesco histórico com línguas europeias do que com os árabes. (1) O país era conhecido no passado pelos europeus como Pérsia, porém hoje chama-se formalmente Irã desde 1935. (2) A Religião predominante do Irã, embora a maioria siga o islamismo, os iranianos são majoritariamente muçulmanos xiitas, enquanto a maioria dos povos árabes é predominantemente sunita.

II - O rei da Babilônia quando Ciro o Grande invadiu a cidade em 539 a.C. era Nabonido, que governava junto com seu filho Belsazar (ou Belsassar), citado no livro bíblico de Daniel. (1) Ciro o grande invadiu a Babilônia e conquistou a cidade da Babilônia em 539 a.C., marcando o fim do Império Babilônico. A entrada na cidade ocorreu de forma estratégica e sem grande resistência armada na capital. (2) Foi uma conquista de surpresa. O exército persa desviou as águas do rio Eufrates, o que baixou o nível da água que passava pelas muralhas da cidade. Isso abriu uma brecha e os soldados de Ciro aproveitaram o leito seco do rio para entrar na Babilônia durante a noite, pegando os babilônios de surpresa. (3) Houve um apoio interno em favor de Ciro que contou com a insatisfação da população e dos sacerdotes locais com o rei babilônico da época, Nabonido. (4) As consequências foram favoráveis aos dissidentes do rei Nabonido e o impacto disso foi o fim dos 70 anos de cativeiro de Israel. Após dominar o local, Ciro permitiu que os judeus e outros povos exilados voltassem para suas terras de origem. E Ele ficou conhecido por respeitar as crenças e os costumes dos povos conquistados, em vez de destruí-los.

III - O Império Persa foi fundado por Ciro, o Grande, que conquistou a Babilônia em 536 a.C. Ciro decretou que os judeus retornassem a Jerusalém e construíssem seus muros e principalmente o templo. (1) Sob o reinado de Dario, o segundo Templo de Zorobabel foi concluído. (2) Sob o reinado de Xerxes (Assuero), ocorreram os eventos registrados no Livro de Ester. (3) Sob o reinado de Artaxerxes, o Estado judeu foi reformado por Esdras, e os muros de Jerusalém foram reconstruídos por Neemias. (4) A capital do Império Persa era Susa. O Império durou pouco mais de 200 anos e chegou ao fim em 330 a.C.

A – A relação dos Reis da Pérsia com Israel nos Tempos Bíblicos. (1) Ciro II, o Grande (600-529 a.C.), fundou o primeiro Império Persa. Ciro, o Grande, respeitou os costumes das terras que conquistou e permitiu que os judeus retornassem a Jerusalém. (2). Cambises II (530-522 a.C.) conquistou o Egito durante seu reinado. (3) Dario I (também conhecido como Dario, o Grande) (522-486 a.C.) governou o Império Persa em seu auge. O Segundo Templo foi concluído durante seu reinado. (4) Xerxes I (Assuero), de 486 a 465 a.C., foi o rei que se casou com Ester. (5) Artaxerxes I (465-425 a.C.) encarrega Esdras e Neemias de retornarem e construírem Jerusalém. (6) Xerxes II (425-424 a.C.) foi assassinado por seu meio-irmão, que por sua vez foi assassinado por Dario II. (7) Dario II (423-404 a.C.) Pouco se sabe sobre seu reinado. (8) Reinado de Artaxerxes II (404-359 a.C.). (9)  Reinado de Artaxerxes III (359-338 a.C.). (10) Reinado de Artaxerxes IV (Arses) (338-336 a.C.) (11) Reinado de Dario III (336-330 a.C.) foi derrotado por Alexandre, o Grande.

B - Nas Escrituras Sagradas a Pérsia é mencionada 29 vezes em 25 versículos das Escrituras os quais são: (1) 2Cr 36:20; 2Cr 36:22; 2Cr 36:23; (2) Esdras 1:1; Esdras 1:2; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3; Esdras 4:5; Esdras 4:7; Esd 4:24; Esdras 6:14; Esdras 7:1; Esdras 9:9; (3) Ester 1:3; Ester 1:14; Ester 1:18; Ester 10:2; (4) Ezequiel 27:10; Ezequiel 38:5; Daniel 8:20; (5) Daniel 10:1; Daniel 10:13; Daniel 10:20; Daniel 11:2. (6) Persa (2x) em Ne 12:22; Dan 6:28. (7) Ciro é mencionado 23 vezes em 19 versículos (12 vezes em Esdras) e  2Cr 36:22; 2Cr 36:23; e ainda em Esdras 1:1; Esdras 1:2; Esdras 1:7; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3; Esdras 4:5; Esdras 5:13; Esdras 5:14; Esdras 5:17; Esdras 6:3; Esdras 6:14; (8) Em Isaías 44:28; Isaías 45:1; e em Daniel 1:21; Daniel 6:28; Daniel 10:1.

C - Explicando a origem do povo Persa e qual a origem da Pérsia na Bíblia? O atual Irã já teve muitos nomes: Média, Pérsia e Elã. Todos eles aparecem no Antigo Testamento. Mas o personagem central dessa história na bíblia é Ciro I, rei persa do século VI a.C. O livro de Isaías 45:1 chama Ciro de "ungido de Deus", em hebraico, Mashiach, Messia. (1) O povo da Pérsia descende de tribos nômades indo-européias eram originárias da Ásia Central. Por volta de 1000 a.C., esses grupos migraram para o Planalto Iraniano, fixando-se especificamente na região sudoeste conhecida como Pars ou Persis (atual província de Fars, no Irã), que se tornou o berço da civilização persa. (2) A migração e fixação confirmou a origem nômade daqueles povos cujos pastores deixaram as estepes (cercanias) da Ásia Central em busca de novas terras. (3) Chegando no planalto Iraniano fizeram a ocupação da área entre os montes Zagros e o mar Cáspio, onde já viviam outras populações locais. (4) Sobre o nome do local foi escolhido o termo "Pérsia" que vem da denominação dada por gregos e estrangeiros à região de Pars; internamente, o país sempre foi chamado de Irã (que significa terra dos arianos).

1 - Formação do Império começou com o domínio dos medos que inicialmente já eram denominados persas, foi feita a junção com os dominados pelos medos, um povo irmão que habitava o norte da mesma região. (1) Daí dessa unificação no século VI a.C. (550 a.C.), o rei Ciro II (Ciro, o Grande) liderou uma revolta vitoriosa contra os medos, uniu as tribos e iniciou a expansão do império Aquemênida, o primeiro grande império persa. (2) Sob a religião antiga dos persas (zoroastrismo), o  sistema de administração por satrapias que foi criado por Dario I o império estava formado.

2 - O povo persa é árabe? Não, o povo persa não é árabe. Eles são dois grupos étnicos totalmente diferentes, com origens, histórias e idiomas próprios. Os persas vivem principalmente no Irã (antiga Pérsia) e possuem uma cultura milenar distinta.  (1) Seu idioma é o Persa (Farsi). Que é uma língua da família indo-europeia, tendo parentesco histórico com idiomas como o inglês, o espanhol e o grego. (2) O   idioma Árabe é uma língua de origem semítica, com raízes ligadas aos troncos linguísticos diferentes do persa. (3) Sobre o alfabeto usado no Irã é parecido com o árabe por causa da religião, mas as palavras e a gramática do “farsi” são totalmente separadas do árabe. 

3 – Existem diferenças de religião e de cultura entre os Iranianos e os Árabes. O Islã é no Irã e a maioria dos iranianos é muçulmana, mas do ramo xiita. No mundo Árabe, a maior parte dos países árabes do Oriente Médio seguem o ramo sunita do islamismo. (1) Os árabes surgiram na Península Arábica, enquanto os persas descendem de povos antigos fixados no Planalto Iraniano. Os árabes conquistaram a Pérsia no século VII, o que levou à troca da religião para o islamismo, mas o povo persa manteve viva a sua identidade e a sua língua.

4 – Há grande diferença religiosa entre sunitas e xiitas. A principal diferença entre xiitas e sunitas está na sucessão de Maomé, na liderança religiosa e no tamanho dos grupos. Os sunitas são a maioria global (cerca de 85% a 90% dos muçulmanos), enquanto os xiitas formam uma minoria (10% a 15%). (1) Como é a sucessão e a liderança entre os dois grupos? (a) Os Sunitas acreditam que o líder do Islã deveria ser eleito por consenso da comunidade entre os fiéis mais aptos. O primeiro foi Abu Bakr, amigo de Maomé. (b) Os Xiitas defendem que a liderança deve pertencer apenas à família de Maomé, começando por seu primo e genro Ali. (2) Como são as práticas e a visão religiosa de cada seguimento? (a) Os Sunitas seguem estritamente a Sunna (tradição e costumes baseados na vida do profeta). Fazem cinco orações diárias e obrigatórias. (b) Os Xiitas dão grande destaque espiritual aos descendentes de Ali, chamados de Imãs. Em algumas datas, como a festividade de Ashura, podem realizar rituais de luto públicos.

5 – Como é a distribuição destes grupos no Mundo atualmente? (a) Os Sunitas são predominantes na maior parte do mundo islâmico, com forte presença em países como Arábia Saudita, Turquia e Indonésia. (b) Os Xiitas formam a maioria da população em países como Irã e Iraque.

6 - O povo persa ainda existe? Sim, a Pérsia ainda existe, mas hoje o país se chama Irã. A mudança do nome oficial para o público de fora do país ocorreu em 1935, quando o governo pediu que os outros países adotassem o nome nativo, que significa "terra dos nobres" ou "terra dos arianos". O que mudou e o que continua em vigor sobre a história do País é o reconhecimento do novo nome oficial desde 1935. O Nome oficial do país hoje e hoje é reconhecido como República Islâmica do Irã. (1) O povo e cultura é tradicionalmente Sunita. A maioria da população ainda descende dos antigos persas e fala a língua persa (farsi). (2) A localização do país ainda é próximo das mesmas de antigamente. O território atual do Irã é o mesmo coração do antigo Império da Pérsia no Oriente Médio.

7 - O Irã e a Pérsia são a mesma coisa? O país é e foi conhecido no Ocidente durante séculos como Pérsia, porém nunca deixou de se chamar Irã para seus próprios habitantes. O nome “Irã” deriva da palavra “ariano” e significa “terra dos arianos”, em referência à etnia ancestral de parte de sua população. (1) Embora muitas vezes confundidos no imaginário popular ocidental, iranianos e árabes pertencem a grupos étnicos, linguísticos e culturais distintos. O Irã é habitado majoritariamente por persas, um povo indo-europeu com raízes históricas milenares que remontam ao antigo Império Persa. Os árabes, por sua vez, são um povo semita cuja origem está na Península Arábica. No Irã, há apenas 2% de iranianos árabes.

8 - A história dos iranianos começa muito antes do nome “Irã” existir nos mapas. Eles descendem de povos que migraram para a Ásia Central há três mil anos, formando as bases de um império que, em sua época de maior glória, se estendia por regiões que hoje pertencem ao Uzbequistão, Turcomenistão, Afeganistão, Turquia, Paquistão, Iraque e, claro, o próprio Irã. (1) Até o século XX, o mundo ocidental conheceu o país como Pérsia, nome associado à antiga província de Pars, berço do império. Mas, em 1935, o governo adotou oficialmente o nome Irã, que em persa significa “terra dos arianos”, referência às origens étnicas de seu povo. Na prática, esse sempre foi o nome usado internamente. “Pérsia” era como os estrangeiros preferiam chamá-lo.

9 - Os persas empilham avanços notáveis ao longo da história. Uma curiosidade fascinante sobre o antigo Império é que ele foi o primeiro a implementar um sistema de estradas imperiais e correio estatal para integrar seu vasto território. O mais famoso exemplo é a Estrada Real Persa, que ligava Susa (no atual Irã) a Sardes (na atual Turquia), com cerca de 2.700 km de extensão. (1) Ao longo dessa rota, havia postos de descanso com cavalos descansados e mensageiros prontos para continuar a viagem. Um sistema de couriers tão eficiente que, segundo o historiador grego Heródoto, “nenhum outro ser vivo viaja mais rápido que esses mensageiros persas”. Essa rede permitia que mensagens cruzassem o império em poucos dias, algo notável para a época. Era, de certo modo, um antecessor do serviço postal moderno.

10 – Sempre existiu rivalidade com os árabes. Como explica um  historiador, em seu livro sobre  “Os Iranianos”, ele diz, nós não só temos que diferenciar bem árabes de iranianos, como entender também que esses povos possuem hoje, uma grande richa. Os inimigos históricos dos persas são os árabes, que os consideram como bárbaros. Muitos iranianos acreditam que sua civilização entrou em decadência a partir da invasão islâmica no século VII, que impôs uma religião revelada em árabe e disseminada por árabes, em detrimento da cultura persa.

11 - Segundo ainda um pesquisador brasileiro, que foi correspondente de um veículo de comunicação no Irã, mesmo sob o atual sistema de governo teocrático xiita, a herança ancestral do Irã pulsa no dia a dia do país. A ligação com o passado pré-islâmico continua tão forte que o Irã funciona até hoje com a base no calendário persa.

12- Há alguns anos atrás um pesquisador contou uma história que ilustra bem essa tensão entre os dois povos. Logo ao chegar a Teerã, ele, que não falava uma palavra de "Farse", tentou se comunicar com um taxista, recorrendo a algumas palavras em árabe, na esperança de facilitar o diálogo. A reação foi imediata, o motorista se irritou profundamente, exigiu que ele descesse do carro e, mesmo sem falar bem inglês, deixou claro que aquela língua não era bem-vinda ali. Ele não chegou a sair do táxi, mas entendeu a mensagem com clareza. (1) A diferença linguística é um dos principais marcadores entre os dois povos. A língua oficial do Irã é o persa (também chamado de farsi), um idioma que pertence à família indo-europeia e tem uma estrutura gramatical muito diferente do árabe, que é uma língua semítica. Apesar de o persa ter incorporado muitos vocábulos árabes ao longo dos séculos, especialmente após a islamização do Irã no século VII, ele mantém características próprias e um alfabeto adaptado, que se escreve da direita para a esquerda, como o árabe, mas com letras e sons distintos.

13 - No plano religioso, há também distinções importantes. Embora a maioria dos iranianos seja muçulmana, o Islã no Irã é majoritariamente xiita, enquanto a maioria dos países árabes segue a vertente sunita. Essa diferença teve e ainda tem impacto profundo nas dinâmicas políticas e culturais do Oriente Médio. (1) Culturalmente, o Irã preserva tradições muito próprias, como o festival de Nowruz, o Ano Novo persa, celebrado desde tempos pré-islâmicos. A poesia persa, a arquitetura, a culinária e as artes também diferem significativamente das tradições árabes. Portanto, embora compartilhem a religião islâmica e certos traços regionais, iranianos e árabes são povos distintos, com histórias, línguas e identidades próprias. Reconhecer essa diferença é fundamental para compreender melhor a complexidade do Oriente Médio.

14 - Por que, então, a confusão entre estes povos pelo mundo afora? (1) A confusão comum no Brasil entre iranianos e árabes tem raízes em estereótipos generalizantes e no desconhecimento geográfico e histórico da região do Oriente Médio. (2) Muitos brasileiros associam erroneamente qualquer país de maioria muçulmana ou que use o alfabeto árabe a uma identidade “árabe”, sem distinguir entre os diversos povos, línguas e culturas que compõem a região. (3) A mídia e o cinema ocidentais também contribuem para esse equívoco ao retratar o Oriente Médio como um bloco homogêneo, frequentemente vinculado a conflitos e radicalismo islâmico, apagando nuances étnicas e culturais. (4) Além disso, o ensino de geografia e história internacional nas escolas brasileiras costuma ser superficial, dificultando a formação de uma visão crítica e informada sobre o tema. Essa simplificação leva à ideia equivocada de que todos os povos do Oriente Médio compartilham uma mesma identidade, quando, na verdade, o Irã (persa) e os países árabes possuem histórias, línguas e tradições profundamente diferentes.

15 - A Pérsia e  Israel sempre foram inimigos? Não, a Pérsia e Israel nem sempre foram inimigos; na verdade, eles tiveram relações de muita cooperação no passado antigo e até no século XX. A inimizade atual só começou após a Revolução Islâmica de 1979. Isso remonta a uma história Antiga de busca da libertação. (1) No século VI a.C., o rei persa Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia e libertou os judeus que viviam lá como prisioneiros. O apoio de Ciro permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e ajudou a reconstruir o Templo sagrado. Esse bom relacionamento é elogiado em textos bíblicos. (2) Já no Século XX (Antes de 1979) é que houve um distanciamento dessa amizade entre aqueles povos, visto que houve uma mudança radical da política do Irã.

16 – Mas há um reconhecimento de Israel sobre esta amizade. O Irã (antiga Pérsia) foi um dos primeiros países de maioria muçulmana a reconhecer o Estado de Israel após sua criação em 1948. Foram feitos projetos de aproximação entre os povos e nas décadas de 1950 a 1970, os dois países mantiveram laços secretos e fortes de amizade na área de comércio, inteligência e segurança, pois compartilhavam aliados e interesses comuns na região.

17 - A Mudança brusca veio em 1979 com a nova liderança do Irã se distanciando velozmente da sua amizade com Israel. A Nova liderança fez com que a Revolução Islâmica mudasse seu direcionamento e o Irã virou uma teocracia religiosa (um governo liderado por líderes religiosos xiitas). (1) Houve uma ruptura brusca entre os dois países. O novo governo iraniano rompeu relações com Israel, passou a ver o Estado judeu como um inimigo político e religioso, e começou a apoiar grupos armados contrários a Israel (como, por exemplo, o Hezbollah, dentre outros).

18 - Israel já viveu tempos de paz com o Irã, quando? Sim, Israel e Irã já foram aliados próximos e mantiveram relações pacíficas e de cooperação estratégica entre as décadas de 1950 e 1979, período em que o Irã era governado pelo Xá Mohammad Reza Pahlavi. (1) Houve aliança e cooperação no passado também. Houve reconhecimento mútuo entre o Irã e Israel, o Irã foi um dos primeiros países de maioria muçulmana a reconhecer oficialmente o Estado de Israel em 1948. Fizeram, inclusive parceria estratégica e compartilhavam inteligência e mantinham forte alinhamento político para contrabalançar a influência dos países árabes vizinhos e da União. Houve também um comércio intenso e trocas de mercadorias  O Irã fornecia petróleo essencial para a economia israelense, enquanto Israel exportava tecnologia agrícola, apoio técnico e treinamento militar para o Irã.

19 -  Mas o fim da paz chegou. A revolução Islâmica de 1979 causou a queda do Xá e a tomada do poder pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini e transformaram o Irã em uma república teocrática hostil a Israel. (1)  Causou um rompimento total entre os dois países. O novo regime cortou todos os laços diplomáticos, adotou uma retórica de negação do Estado israelense e passou a apoiar grupos militantes contrários a Israel. Isso perdura até os nossos dias.

20 -  Existem cristãos no Irã? Quais igrejas e doutrinas Cristãs estão lá? Sim, existem cristãos no Irã, com estimativas variando entre 300 mil e 1 milhão de fiéis, divididos entre comunidades históricas protegidas e convertidos secretos que sofrem forte repressão estatal. (1) Existem Cristãos tradicionais e históricos. As Comunidades armênias e assírias são os grupos mais antigos, reconhecidos oficialmente pela Constituição iraniana. Os direitos são limitados. Podem realizar cultos e manter edifícios, mas são proibidos de pregar em língua persa ou evangelizar muçulmanos. (1) Os grupos de cristãos convertidos e igrejas domésticas, pregam a Bíblia e há conversão de muçulmanos ao cristianismo (para o regime isso é apostasia) não é tolerada na prática pelo regime islâmico xiita. (2) Há uma perseguição severa contra os convertidos ao cristianismo que formam redes clandestinas de oração e enfrentam prisões, interrogatórios e acusações de "propaganda contra o Estado".

21 -        Como é a perseguição aos cristãos no Irã? Os Cristãos no Irã são fortemente reprimidos pelo governo, que vê a fé cristã como uma ameaça ocidental ao regime islâmico. Os Cristãos de origem muçulmana são os mais visados. Igrejas domésticas são frequentemente invadidas, o que resulta muitas vezes em prisões, interrogatórios, pressão para delatar outros cristãos e longas sentenças de prisão sob acusações de “ameaça à segurança nacional”. As condições nas prisões são precárias, e o valor das fianças é altíssimo, causando o endividamento brutal de famílias cristãs. Mesmo após a libertação, os cristãos enfrentam restrições severas, como exílio em outras partes do Irã e censura. Todos os anos, muitos cristãos de origem muçulmana fogem do país. (1) O Parlamento iraniano aprovou às pressas uma nova lei de espionagem que prevê pena de morte com conceitos abrangentes, dando ao governo amplos poderes para punir qualquer forma de dissidência considerada suspeita. 

22 - Após a guerra entre Israel e Irã, o governo passou a rotular publicamente os homens Cristãos como espiões e colaboradores do Ocidente, principalmente os cristãos de origem muçulmana. Após o cessar-fogo, pelo menos 54 cristãos foram presos em 21 cidades, acusados de espionagem. A mídia estatal reforçou a narrativa de que cristãos evangélicos são agentes estrangeiros, aumentando sua vulnerabilidade no Irã. Apesar de reconhecidas pelo Estado, as comunidades cristãs históricas armênias e assírias são tratadas como cidadãos de segunda classe, enfrentando discriminação no mercado de trabalho, nas leis de casamento e de herança. Elas também são proibidas de usar a língua persa em atividades e materiais religiosos, além de não poderem interagir com pessoas que falam persa nos cultos. Cristãos estrangeiros enfrentam fiscalização, e algumas igrejas foram fechadas após cristãos de origem muçulmana participarem de suas atividades

23 - Como as mulheres são perseguidas no Irã? No Irã, as mulheres já vivem sob leis rígidas, como o uso obrigatório do hijab (véu islâmico), com punições severas em caso de desobediência, incluindo açoites e prisão. Para cristãs de origem muçulmana, os riscos são ainda maiores. Muitas participam de igrejas domésticas e, se são descobertas, podem ser presas e sofrer abusos verbais e sexuais durante a detenção. Elas também enfrentam hostilidades dos próprios familiares, casamento forçado, violência doméstica e perda da guarda dos filhos. Fugir do país é extremamente difícil para as mulheres cristãs devido às restrições de viagem no Irã.  

24 - Como os homens Cristãos são perseguidos no Irã? Homens cristãos são os principais alvos de vigilância, ameaças, assédio, tortura e prisão. Mesmo quando escapam das autoridades, podem enfrentar perda de emprego, negação de licenças comerciais e expulsão de instituições de ensino. (1) Como os homens são os provedores das suas famílias, quando são presos, suas famílias enfrentam grande pressão, o que pode resultar em divórcio ou trauma dos filhos. Muitos homens cristãos fogem do Irã por causa da enorme pressão, deixando famílias divididas e vulneráveis. 

Deus abençoe você e sua família.

 

Pastor Waldir Pedro de Souza.

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

 

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 

I – Apresentamos nesta postagem um estudo simplificado de Escatologia baseado no tema das setenta semanas de Daniel, aquela visão foi bem clara para Daniel e sua interpretação ao longo dos anos foi se definindo para o seu cumprimento. A Soberania de Deus é insondável, é inconfundível, é imutável. A qualidade ou condição de Soberano é uma superioridade derivada de autoridade, domínio, poder, próprios de Deus. As guerras e pelejas entre a humanidade inclusive dos crentes são frutos dos desejos egoístas e carnais que carregamos em nosso interior, porém são infrutíferos infelizmente. Tudo nos leva a acreditar que só Deus em Sua infinita sabedoria e misericórdia pode mudar os rumos da história da humanidade, com setenta semanas ou com sete dias, Deus estando no controle, seremos vitoriosos. Na Bíblia, o número setenta ganhou sentido profético, pois a partir desta visão profética, Deus revelou o futuro do seu povo a Daniel. Deus mostrou os propósitos da septuagésima semana, (a semana de número 70 que viria futuramente), que são revelar ao povo de Deus o “homem do pecado”, “a Grande Tribulação” e o tempo da vitória gloriosa do Messias, e o tempo do fim. (1) Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e as 70 semanas? Sim, Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e a duração de 70 anos, mas a famosa profecia das setenta semanas foi revelada ao profeta Daniel, e não a Jeremias. (2) O Cativeiro Babilônico ( de 70 anos), foi também profetizado por Jeremias. O que dizia a profecia de Jeremias, dizia que Ele, Deus, avisou que o povo de Judá serviria ao rei da Babilônia por setenta anos antes de retornar à sua terra. Os textos bíblicos de Jeremias podem ser encontrados em: Jeremias 25:11-12 e Jeremias 29:10. (3) As Setenta Semanas profetizada pelo profeta Daniel diziam que Daniel leu o livro de Jeremias sobre os 70 anos de cativeiro e orou a Deus, momento em que o anjo Gabriel lhe deu a visão profética das "setenta semanas" focada na vinda do Messias e no fim do pecado na terra, (Daniel 9:24-27). (4) Na Bíblia, o número 70 simboliza plenitude, totalidade perfeita e o fim de uma era, sendo a união do número 7 (que representa a perfeição de Deus) com o 10 (ordem ou totalidade humana). (5) Os 70 Anciãos. Moisés escolheu 70 líderes de Israel para receberem o espírito de Deus e o ajudarem a governar o povo no deserto. (6) O Cativeiro na Babilônia durou 70 anos. O exílio do povo judeu durou exatamente 70 anos, marcando o tempo exato de disciplina e o cumprimento da profecia de Jeremias, (7) e a mais conhecida como as 70 semanas de Daniel. (8) Os 70 Discípulos que Jesus separou para sair e evangelizar os povos. No Novo Testamento, Jesus enviou 70 discípulos em missão para pregar nas cidades, indicando que o Evangelho era para todas as nações do mundo. (9) O perdão sem limites que Jesus ensinou. Quando Jesus diz para perdoar " até setenta vezes sete", Ele usa esse número para expressar um perdão infinito e completo. 

II - Então vamos mergulhar um pouco na Bíblia para conhecermos mais sobre o que são as “setenta semanas de Daniel”. A profecia das "setenta semanas" é uma das mais significativas e detalhadas profecias messiânicas do Antigo Testamento. Encontra-se no livro do profeta Daniel capítulo 9. O capítulo começa com Daniel orando por Israel, reconhecendo os pecados da nação contra Deus e pedindo a Deus por misericórdia. Enquanto Daniel orava, o anjo Gabriel apareceu a ele e lhe deu uma visão do futuro de Israel. 

III - As Divisões das 70 Semanas de anos começa no versículo 24 do Capítulo 6 de Daniel: Gabriel diz: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Quase todos os comentaristas concordam que as setenta "semanas" devem ser entendidas como setenta "semanas" de anos, ou seja, um período de 490 anos. Estes versículos fornecem uma espécie de "relógio" que dá uma ideia de quando o Messias viria ou virá e alguns dos eventos que acompanhariam o Seu aparecimento na face da terra. 

IV - A profecia continua a dividir os 490 anos em três unidades menores: (1) uma unidade de 49 anos, (2) uma unidade de 434 anos e (3) a última, uma unidade de sete anos. (4) A "semana" final de sete anos é dividida pela metade. São 3 anos e meio de aparente paz e 3 anos e meio do desfecho final da grande tribulação. O versículo 25 diz: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas." Sete "semanas" são 49 anos, enquanto que sessenta e duas "semanas" são outros 434 anos: 49 anos + 434 anos = 483 anos. 

A - O Propósito das 70 Semanas de anos é a revelação dos acontecimentos relacionados a Israel. A profecia contém uma declaração sobre o propósito de Deus em causar esses eventos a acontecerem. Esse propósito pode ser dividido em seis pontos. Em Daniel 6 o versículo 24 explica: 1) "cessar a transgressão", 2) "dar fim aos pecados", 3) "expiar a iniquidade", 4) "trazer a justiça eterna", 5) “selar a visão e profecia”, e 6) "ungir o Santo dos Santos". 

B - Observemos que esses resultados dizem respeito à erradicação total do pecado e ao estabelecimento da plena justiça de Deus. A profecia das 70 semanas resume o que acontece antes que Jesus estabeleça o Seu reino milenial. O período de maior interesse é o terceiro na lista de resultados: "expiar completamente a iniquidade". Jesus realizou a expiação pelo pecado por Sua morte na cruz, (Isaías 53; Romanos 3:25 e Hebreus 2:17). 

C - O Cumprimento total das 70 Semanas, segundo anunciou Gabriel na revelação que fez a Daniel, diz que o relógio profético começaria no momento em que um decreto fosse emitido para reconstruir Jerusalém. Desde a data desse decreto até a época do Messias haveria 483 anos (sessenta e nove semanas de anos). A história nos diz que o mandamento de "restaurar e reconstruir Jerusalém" foi dado pelo rei Artaxerxes da Pérsia, (hoje Irã) em 445 a.C, (Neemias 2:1-8). 

1 - A primeira unidade de 49 anos (sete "semanas") cobre o tempo que levou para reconstruir Jerusalém, "praças e as redondezas da cidade, os arredores da cidade, (os muros da cidade que estavam destruídos e a cidade destituída de segurança), se reedificarão, mas em tempos angustiosos", (Daniel 9:25). Esta reconstrução é também narrada no livro de Neemias. (1) Usando o costume judaico de um ano de 360 dias, 483 anos depois de 445 a.C nos coloca no ano 30 d.C, o que coincidiria com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, (Mateus 21:1-9). A profecia em Daniel 9 especifica que após a conclusão dos 483 anos, "será morto o Ungido" (versículo 26). Isto foi cumprido quando Jesus foi crucificado. 

2 - Daniel 9:26 continua com uma previsão de que, depois que o Messias for morto, "o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Isto foi cumprido com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. O "príncipe que há de vir" é uma referência ao Anticristo, o qual, ao que parece, terá alguma ligação com Roma, já que foram os romanos que destruíram Jerusalém, comandados pelo general Tito. (1) No ano 70 d.C., o general Tito foi o comandante militar romano responsável por liderar o cerco e a destruição de Jerusalém. Ele era filho do imperador Vespasiano e mais tarde se tornou o décimo imperador de Roma. (2) Como foi o cerco e a batalha em Jerusalém. A Batalha foi a mais cruel dentre tantas outras e Tito liderou cerca de 70 mil soldados romanos para esmagar a revolta judaica na Judeia. (2) A Queda de Jerusalém durou meses de cerco rigoroso e os romanos invadiram a cidade. (3) Chegaram aonde era o local mais sagrado para os Judeus por séculos, o templo. Este já era o segundo templo de Jerusalém, foi incendiado e quase que destruído totalmente durante o confronto. O que restou do templo ainda está lá até hoje e serve de local de adoração pelo Judeus e prosélitos da adoração a Deus. (4) O legado desse feito trouxe muitas consequências. A vitória em Jerusalém garantiu grande fama militar a Tito, comemoração registrada no famoso Arco de Tito em Roma. Com o prestígio da vitória, ele consolidou sua posição como herdeiro do trono, governando o Império Romano anos depois, (de 79 a 81 d.C.). 

3 – Daquele tempo até os nossos dias o tempo parou de ser contado na semana 69, faltando a última que é a de número 70. Faltando recomeçar esta contagem e ela recomeçará precisamente logo após o retorno de Cristo nos ares celestiais para arrebatar a sua igreja. Este retorno não será visível, mas acontecerá muitos fatos aqui na terra que denunciarão este acontecimentos como o sumiço de milhões de seres humanos que desaparecerão num abrir e fechar de olhos. Esses são os fiéis servos de Deus que serão arrebatados num momento, num abrir e fechar de olhos, conforme descrito na Bíblia. 

4 – Breve vai recomeçar a contagem final das 70 semanas de Daniel. Israel já tem tudo preparado para a reconstrução do templo, chamado de “terceiro templo de Salomão” e será idêntico ao original, inclusive a restauração do altar do sacrifício e tudo o que envolve o sacrifício. “Das 70 "semanas", 69 já foram historicamente cumpridas, falta apenas a septuagésima, que é a última. Isso deixa mais um "sete" ainda a ser cumprido. A maioria dos estudiosos acredita que agora estamos vivendo um enorme intervalo entre a semana 69 e a semana 70. O relógio profético foi pausado, por assim dizer. A última "semana" de Daniel é o que normalmente chamamos do período da grande tribulação. 

5 - A profecia de Daniel revela algumas das ações do Anticristo, o "príncipe que há de vir". O versículo 27 diz: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana.” No entanto, “na metade da semana romperá o acordo de paz. Daniel 9:27 diz: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. O Anticristo romperá o acordo no meio da semana de 7 anos. E, sobre a asa das abominações virá o assolador, até a “destruição” do templo. 

6 - Jesus advertiu sobre esse evento em Mateus 24:15. Depois que o Anticristo quebrar a aliança com Israel, um tempo de "grande tribulação" começará, (Mateus 24:21). Daniel também prevê que o Anticristo enfrentará julgamento. Ele só governa "até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele" (Daniel 9:27). Deus só permitirá que o mal vá tão longe, porque o julgamento que o Anticristo enfrentará já foi planejado. (1) A profecia das 70 semanas é complexa e surpreendentemente detalhada, e muito tem sido escrito sobre isso. Claro que existem várias interpretações, mas o que apresentamos aqui é a visão dispensacional e pré-milenista. Uma coisa é certa, Deus tem um calendário e está mantendo as coisas dentro do cronograma, dentro do seu estrito controle. Ele conhece o fim desde o princípio (Isaías 46:10), e devemos estar sempre aguardando o retorno triunfante de nosso Senhor e Salvador a Jesus Cristo. (Apocalipse 22:7). 

7 - Diferentemente dos capítulos anteriores, o nono capítulo de Daniel não descreve o futuro dos impérios mundiais, mas o de Israel. A pesquisa de Daniel quanto à profecia de Jeremias sobre as setenta semanas, que compreende um período de 490 anos para o povo judeu. Este período compreende o fim do tempo da escravidão e do exílio dos israelitas em terras estranhas. A partir de uma circunstância histórica, Deus revelou a Daniel uma verdade futura acerca do seu povo. Pelo período de setenta anos, Israel veria a soberania de Deus intervindo em seu futuro. E após uma visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, referente ao tempo vindouro, em que “um rei feroz” prefigurava o futuro Anticristo, o profeta enfraqueceu-se física e emocionalmente, restando-lhe tão somente orar e buscar o socorro de Deus. 

8 - Daniel intercede a Deus pelo seu povo que estava no cativeiro na Babilônia, Dn.9.3-19. (1) O tempo da profecia de Jeremias (vv.1,2), estava se cumprindo fielmente, é o povo, se distanciava cada vez mais da comunhão com Deus. Daniel, agora um ancião, ainda exercia suas atividades políticas sob domínio de Dario. O profeta esquadrinhou a mensagem do livro de Jeremias. E descobriu que a profecia de Jeremias determinava um tempo de setenta anos de cativeiro para os judeus. Logo este tempo marcado pelo sofrimento chegaria ao fim. Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel. (2) A confissão dos pecados de um povo rebelde parecia que não havia condições de Deus falar alguma coisa sobre a libertação daquele povo do cativeiro da Babilônia, (vv.3-11,20). A oração de Daniel demonstrou uma atitude confessional e de reconhecimento da culpa. Ele não apenas informou a culpabilidade do seu povo, mas a sua própria também, dizendo a verdade diante de Deus; Daniel disse, “pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos”, (v.5). A despeito da sua integridade, Daniel não foi presunçoso diante da justiça de Deus, pois ele colocou-se debaixo da mesma culpa do povo e suplicou o perdão a Deus. (3) Daniel reconheceu a justiça de Deus, porque Deus é e sempre será justo e aplicará toda a Sua justiça, (vv.7,16). A princípio, como um ser humano imerso no sofrimento, Daniel não compreendeu a manifestação da justiça de Deus contra o seu povo, mas ao mesmo tempo ele estava convicto acerca da perfeição da justiça de Deus. Não podemos, entretanto, confundir o juízo de Deus com os acertos de contas humanos. A justiça de Deus não é justiça humana, a de Deus pode até tardar mas nunca falhará. 

9 – Deus revela o futuro do seu povo, Dn. 9.24-27. (1) As setenta semanas (v.24). Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2Cr 36.21). Por isso, na Bíblia, o número setenta ganhou um sentido profético. Assim, cada dia da semana pode significar um ano; cada semana, um período de sete anos. Então, as setenta semanas compreendem o período de 490 anos, setenta multiplicado por sete. Mas quando se deu o início do cumprimento das setenta semanas? Para respondermos a esta pergunta, temos de explicar primeiramente a expressão “setenta semanas”. (a) O versículo 24 afirma que Deus determinou as setenta semanas. O bloco que forma os versículos 24-27 é profeticamente dividido em três grupos: 1) sete semanas (49 anos); 2) sessenta e duas semanas (434 anos); 3) uma semana (7 anos). Estes somam as setenta semanas. (b) O primeiro grupo é o do início desta profecia e deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém e do templo ,(v.25). Os principais estudiosos do assunto concordam que se trata do decreto de Artaxerxes Longímano, decreto baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2). (c) O segundo grupo, é o período do advento do Messias, Jesus de Nazaré (vv.25,26). Neste tempo o Senhor foi morto e mais tarde Jerusalém foi novamente destruída através da liderança do general do exército romano, Tito, em 70 d.C. (d) O terceiro grupo, é a semana de anos que ainda não aconteceu, (v.27). Compare o versículo 27 de Daniel com Mateus 24.15 e veja como se trata de uma profecia que ainda não se cumpriu. Esta última semana refere-se, então, ao período que implicará o advento do Anticristo e o início do tempo de tribulação para Israel. Isso ocorrerá depois do Arrebatamento secreto da igreja. 

10 - Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26). O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém, o santuário e o templo em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). E o terceiro príncipe surgirá no futuro, na última semana profetizada por Daniel (v. 27). Este príncipe não é o Messias “tirado” (9.26), mas certamente um personagem mais poderoso que Antíoco Epifânio e o general Tito. Trata-se, portanto, do Anticristo (2Ts 2.3-9; 1Jo 2.18). 

11 - O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27). O estudo das Escrituras demonstra um longo intervalo de tempo que precede a septuagésima semana. A Bíblia identifica este intervalo profético como “o tempo dos gentios”. A comunhão espiritual entre judeus e gentios, mediante a salvação em Cristo, formou um novo povo para Deus chamado de a Igreja do Senhor Jesus, (Ef 2.12-16; 1Pe 2.9,10). Atualmente, estamos no tempo da graça de Deus e temos de anunciar o ano aceitável do Senhor para o mundo inteiro (Lc 4.18,19). (1) Após o tempo gentílico virá a última semana que, identificada pelas profecias bíblicas, significa um tempo de Grande Tribulação. É neste tempo que o “assolador”, isto é, o “anticristo” ou “o homem do pecado” ou “o homem da perdição”, também chamado de “o homem da iniquidade” virá sobre as asas das abominações, (v.27). (2) Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor, a noiva do Cordeiro, será arrebatada antes do tempo da grande tribulação, (1Co 15.51,52). 

12 – Os propósitos da septuagésima semana de Daniel 9.27. (1) Revelar o “homem do pecado”, o homem da iniquidade, (2Ts 2.3). De acordo com as profecias, nem Antíoco Epifânio nem o general Tito foram objetos das predições do versículo 27 de Daniel. A passagem bíblica começa com o pronome “ele”, também identificado como “o rei de cara feroz”; “o chifre pequeno”; “o animal terrível e espantoso”. Mas quem será este personagem do livro de Daniel? Em o Novo Testamento, ele é identificado como “o anticristo”, (1Jo 2.18; 4.3) e “a besta que saiu do mar” de Apocalipse 13, (Ap. 13.1). Apesar de apresentada numa linguagem simbólica, a personagem é literal. Trata-se de um líder mundial poderoso que chamará a atenção das nações pela sua diplomacia, astúcia e inteligência política. (2) A Grande Tribulação de Mateus 24, (Mt 24.15,21). O Anticristo “fará uma aliança com muitos por uma semana” (v.27). Note a expressão “com muitos”, revelando que serão muitos líderes mundiais. Esta quer dizer que o Anticristo fará uma aliança com Israel, mas de início esta aliança não será unânime entre os judeus. Contudo, o Anticristo terá influência suficiente para impor a sua liderança política e, por fim, alcançar o sucesso e sua completa aceitação entre os judeus. (3) A força política do Anticristo será reconhecida nos três primeiros anos e meio, isto é, na primeira metade da última semana, quando a marca desse tempo, que poderá ser a marca da besta, será um período de falsa paz e harmonia. Em seguida, surgirá um tempo de sofrimento e tamanha aflição em todo o mundo. Perseguição, humilhação e morte serão a tônica desse tempo, a segunda fase da Grande Tribulação. Entretanto, e antes de tudo isso ocorrer, a Igreja será arrebatada e estará para sempre com Cristo na glória. 

13 – Tudo vai revelar a vitória gloriosa do Messias. Jesus Cristo, o Messias prometido, será revelado quando da sua segunda vinda visível no final da grande tribulação e pisará sobre o Monte das Oliveiras, (Zc 9.9,10) que se renderá em duas partes. O Rei aniquilará por completo o poderio do Anticristo, do falso profeta e do próprio Diabo, chamados de “a trindade satânica”, (Ap 19.19-21) e estabelecerá um reino de paz e harmonia no mundo todo, chamado de “o Reino milenial de Cristo”. Esta é uma mensagem de esperança para o nosso coração. Não tenhamos medo, creiamos tão somente, breve Jesus voltará para arrebatar o Seu povo. 

14 - Vivemos em um tempo de tamanha incredulidade que até os crentes estão se perguntando se realmente Jesus voltará. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. São tantos que dizem conhecer profundamente as Escrituras Sagradas, mas negam e ou modificam a interpretação das mesmas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais e mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos. Maranata, ora vem Senhor Jesus. 

15 - O que acontecerá no final da grande tribulação. Depois da grande tribulação, a escatologia cristã aponta para a volta visível de Jesus Cristo, onde todo olho o verá, a batalha do Armagedom estará se desenrolando e destruindo tudo e matando Judeus e seus aliados no vale chamado “megido” quando Jesus será reconhecido pelos Judeus como aquele que seus antepassados mataram crucificado em Jerusalém. 

16 - A volta de Cristo no fim da tribulação. Jesus aparecerá nos céus vindo em socorro dos que resistiram e não negaram a sua fé em Deus. A aparência nos céus de Jesus Cristo retornando de forma visível e com poder e grande glória, para encerrar o período de sofrimento na terra, causará grande espanto do Anticristo e de seus exércitos do mal. (1) A Batalha do Armagedom estará ocorrendo e o confronto final entre as forças celestiais e os sistemas políticos e exércitos contrários a Deus, serão totalmente aniquiladas. (2) Ocorrerá a prisão de Satanás, o mal e as forças opositoras são detidos e o líder espiritual rebelde é confinado. A trindade satânica ficará presa por mil anos. 

17 – Neste período da grande tribulação haverá nos ares celestiais a cerimônia das bodas do Cordeiro, onde Jesus estará distribuindo as coroas aos santos que perseveraram até o fim. Ali também haverá o julgamento das nações e o galardão dos fiéis que resistiram ao período difícil das grande tribulação. Estes fiéis são chamados de os que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro. (1) Começa o reinado de mil anos de Cristo na terra. Cristo estabelece um período de paz e governo direto sobre a terra, muitas vezes na bíblia é chamado de milênio. (2) Após o milênio Satanás será solto por um período curto de tempo e Deus, de Seu trono, o vencerá com o sopro de Sua boca. Então acontecerá o tempo do estado eterno dos salvos com Cristo reinando eternamente e os perdidos lançados no lago de fogo e enxofre para sofrer eternamente cujo período é chamado de a segunda morte em Apocalipse 21.8 e Apocalipse 22. Neste ciclo final todos os vencedores estarão vivendo em novos céus e nova terra. 

18 - As setenta semanas de Daniel era o prenúncio do fim e o Apocalipse de João é o anúncio de que o tempo do fim chegou. O Tempo do Fim no Livro de Apocalipse é o anúncio de que Deus deu todo o tempo possível para o ser humano se converter, quem assim procedeu será coroado de glória e de vitórias, quem não deu ouvidos para a palavra de Deus, não terá um final feliz. Nos relatos dos Evangelhos Jesus deu um breve resumo dos eventos e condições que levarão ao Seu retorno. Mas, depois deu mais detalhes. Havia passado sessenta anos quando Ele revelou mais detalhes sobre o fim dos tempos ao apóstolo João. Esta longa e detalhada profecia bíblica está no último livro da Bíblia, o Apocalipse. 

19 - Aqui novamente encontramos um esboço da profecia que Jesus deu no Monte das Oliveiras, mas representado com um abrangente simbolismo, Mateus capítulos 24 e 25. E também achamos os detalhes adicionais nos primeiros capítulos de Apocalipse, João escreve que, na visão, ele foi levado para o momento que chamou de “dia do Senhor”, ao mesmo período chamado de “o dia do Senhor” pelos profetas anteriores e outros apóstolos, (Isaías 13:6, 9; Joel 1:15; Amós 5:18-20; Obadias 1:15; Sofonias 1:14; Zacarias 14:1; Malaquias 4:5; 1 Tessalonicenses 5:2; 2 Pedro 3:10). 

20 – Na visão do fim dos tempos, o livro de Apocalipse foi escrito para revelar o futuro, e Jesus Cristo é quem faz a revelação dizendo: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. (Apocalipse 1:1,7). Aqui está o tema de Apocalipse, o tempo do fim desta era e do retorno de Jesus Cristo para estabelecer o seu Reino Milenial na terra depois da grande tribulação. João explica de onde estava quando recebeu a visão do fim dos tempos: “Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Eu fui arrebatado no espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”, (Apocalipse 1:9-10). 

21 - O dia do Senhor (também conhecido nas Escritura como “Dia de Cristo”) é o tempo da intervenção de Deus nos assuntos humanos, quando Ele estabelecerá Seu Reino Milenial. (É evidente que este contexto não se refere a um determinado dia da semana para adorar a Deus. Para entender melhor qual é o dia que Deus determinou para descanso e adoração, lembre-se do primeiro dia da semana, dia em que Jesus ressuscitou. (1) O apóstolo Paulo, referindo-se a este mesmo tempo, diz: “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”, (1 Tessalonicenses 5:2-3). 

22 - Em outra epístola Paulo o chama de “o Dia de Cristo”, (2 Tessalonicenses 2:2). A razão é que Jesus Cristo, o Senhor, intervirá de uma forma poderosa neste tempo para vencer os dominnadores deste mundo. É por isso que este período do fim dos tempos é chamado o dia do Senhor. (1) A visão de João do dia do Senhor começa em Apocalipse 4: “E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono” (versículo 2). Depois de descrever a cena no céu, João se concentra em um pergaminho que Deus segura que lista os eventos do fim dos tempos. “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos”, (Apocalipse 5:1). (2) Somente Jesus Cristo, chamado o Cordeiro, é digno de abrir os selos e desencadear esses eventos do fim dos tempos. Quando Deus Pai, determina que chegou a hora, Jesus é autorizado a iniciar os eventos escritos no pergaminho. Então os terríveis eventos do fim dos tempos, profetizado nas Escrituras, acontecem durante três anos e meio. 

23 - Os sete selos descrevem os acontecimentos antes e durante o retorno de Cristo para governar a terra. “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”, (Apocalipse 5:11-12). Aqui, Jesus Cristo está sendo autorizado a desencadear os eventos finais e, em seguida, estabelecer o Seu Reino Milenial na terra. (1) Na visão de João, Cristo abre os sete selos. João, então, descreve os acontecimentos que se realizarão no período antes dos três anos e meio. Jesus abre, em Apocalipse 6, os sete selos do pergaminho da profecia. Os primeiros quatro dos sete representam eventos iniciados nos dias dos apóstolos e dos líderes até o momento do fim. Jesus deu o significado dos selos sobre o tempo do fim na profecia do Montes das Oliveiras, (Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21). 

24 – A abertura do primeiro selo, (Apocalipse 6:1-2), representa o engano generalizado de um falso cristianismo que começou nos dias dos apóstolos, (Mateus 24:4-5). A abertura do segundo selo, (Apocalipse 6:3-4) refere-se ao aumento da devastação causada pela guerra ao se aproximar o fim, (Mateus 24:6-7). A abertura do terceiro selo, (Apocalipse 6:5-6) representa a escassez de alimento e a fome, (Mateus 24:7). A abertura do quarto selo; outras consequências da guerra e da fome são representadas pela abertura do quarto selo, (Apocalipse 6:7-8), tais como doenças, pragas e revoltas civis que matarão muita gente, (Mateus 24:7). (1) Todos os eventos dos primeiros quatro selos vêm ocorrendo, com frequência e intensidade variável, desde a época de Cristo até nossos dias. Mas, têm se intensificado consideravelmente ao longo do século passado e vai aumentar mais e mais ainda o sofrimento que a humanidade terá que suportar ao se aproximar os últimos tempos. 

25 – A abertura do quinto selo, (Apocalipse 6:9-11), nos leva diretamente ao tempo do fim. Ele atesta o passado de perseguição e o martírio dos Servos de Deus e anuncia que eles terão que esperar “ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”, antes que Deus vingue suas mortes. (1) Em Mateus 24:9 (ACF) Jesus diz a seus seguidores que este será o momento em que “vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome”. Ele também descreve-o como um momento de “grande aflição” diferente de tudo que o mundo já experimentou, (versículo 21). 

26 – A abertura do sexto selo, o sexto selo é aberto já trazendo as consequências do próximo selo, o selo seguinte descreve como “as potências dos céus serão abaladas”, (Mateus 24:29), após o fim da tribulação e martírio dos santos já em andamento, mas antes da ira de Deus ser desatada no “dia do Senhor”, (Joel 2:31). Estes sinais celestes anunciam o início do Dia do Senhor. (1) Sinais celestiais apavorantes anunciam a intervenção direta de Jesus Cristo nos eventos mundiais para salvar a humanidade de si mesma. Isso mostra que Deus permitia os desastres anteriores ao fim dos tempos e Satanás foi a sua força motriz. Agora Deus começa a destruir o reino de Satanás, derramando Sua ira sobre um mundo rebelde e insolente. (2) “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. 

27 - “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:12-17). (1) Jesus descreveu esse sexto selo em sua profecia do Monte das Oliveiras: “E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados. E, então, verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção (resgate) está próxima”, (Lucas 21:25-28). (2) Por conseguinte, na última parte do três anos e meio da ira de Satanás, Deus vai intervir, primeiro com sinais e prodígios no céu, então orquestrará Suas punições finais antes do retorno visível de Jesus Cristo no final da grande tribulação, para vencer o Anticristo, a Besta e o falso profeta; Jesus Cristo os prende e lança-os no inferno que arde com fogo e enxofre, lá eles ficarão presos por mil anos. 

28 – A abertura do sétimo e último selo, finalmente o último selo é aberto; o sétimo selo é aberto revelando as consequências de sua abertura para o fim, fim este mais doloroso do que todos os outros. (Apocalipse 8). Ele descreve sete outros aspectos dos eventos do fim dos tempos, cada um anunciado com um toque de trombeta. Nas primeiras quatro destas pragas, Deus atinge a terra e seu ecossistema. A praga da quinta trombeta infringem grande sofrimento aos que se recusaram servir a Deus. Na praga da sexta trombeta, Deus permite que se inicie uma guerra incrivelmente destrutiva envolvendo o mundo inteiro, (Apocalipse 8-9). (1) Com o soar da sétima trombeta, a Bíblia revela que “se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos”, (Apocalipse 10:7). (2) Este mistério do tempo do fim foi brevemente mencionado no Jardim do Éden e seu significado vislumbrado pelos patriarcas e profetas. João escreve: “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”, (Apocalipse 11:15). 

29 - Deus está no controle de tudo e cada detalhe profético será realizado de acordo com seu tempo. Cristo concluiu sua profecia do Monte das Oliveiras, em Lucas 21:34-36, advertindo a seus discípulos que viveriam durante o tempo do fim: “E olhai por vós, para que não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer. Os terríveis acontecimentos do fim dos tempos sugerem que é tempo de estar em pé diante do Filho do Homem”. Aquele que há de vir, virá! Virá e não tardará! Maranata! 

Deus abençoe você e sua família. 


Pr. Waldir Pedro de Souza 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.