segunda-feira, 17 de agosto de 2026

COMO SOAR O ALARME DE SOCORRO ESPIRITUAL

COMO SOAR O ALARME DE SOCORRO ESPIRITUAL 


I - Ezequiel tem a difícil missão de ser o “ou a” sentinela de Israel, (Ez 33,7), de anunciar o perigo iminente ou desafio que se aproximava e ajudar o povo a se preparar para enfrentá-lo. Ele é feito sentinela não propriamente de todo o povo de Israel, mas do grupo que estava no Exílio da Babilônia. Muitos se sentiam sozinhos, abandonados, sem rumo, sem esperança, sem futuro. Era missão do profeta cuidar dessa parte do rebanho de Deus, ser capaz de encorajar a cada um e de lhes resgatar a fé e a esperança em Deus. Devia ainda sacudir os indiferentes e chamar a atenção dos que se mostravam presunçosos. Devia se dirigir tanto aos ímpios, quanto aos justos, que faziam parte do povo. Devia “puxar a orelha” dos que precisavam de conversão e animar os demais a perseverar na fidelidade a Deus, não desanimando diante das adversidades. 
II - Deus fez de Ezequiel um “sentinela da vida”. É nesse sentido que a missão de Ezequiel se torna mais árdua. O povo no Exílio estava dividido. Além disso, falsos profetas, bem como falsos pastores espalhavam mais confusão no meio do povo. Isso se torna claro no capítulo 34 do livro de Ezequiel. Como sentinela, o profeta levanta a voz contra os pastores de Israel que haviam se convertido em pastores de si mesmos e em exploradores do povo. Os pastores de Israel são (eram) os responsáveis políticos de Jerusalém que, ao invés de cuidar, proteger e guardar o povo, se tornaram seus exploradores. 
III - Levaram o rebanho do Senhor ao sofrimento e à morte. Ezequiel deixa claro que são as autoridades de Judá os responsáveis pelo Exílio na Babilônia. O povo foi abandonado por seus pastores e entregue à sua própria sorte. Mais ainda: os fortes oprimiam os mais fracos, os grandes exploravam os pequenos. Havia desordem em todos os níveis. E os sofrimentos do Exílio são o resultado da má gestão dos pastores e das autoridades de Israel. A ação de Deus através do profeta Ezequiel era de restabelecer as condições de vida do povo. Ezequiel foi um verdadeiro sentinela da vida com tamanho zelo que Deus deu a ele a visão do vale de ossos secos e a restauração completa da vida na visão do vale de ossos secos, Ezequiel 37. 
A - O que faz o sentinela segundo a Bíblia? A palavra sentinela segundo a Bíblia é frequentemente traduzido como atalaia; o sentinela é um vigia posicionado em lugares altos, lugares estratégicos, lugares seguros para os sentinelas que vigiavam os arredores da cidade, como os muros da cidade nos tempos antigos. Sua principal missão era observar a aproximação de perigos (como inimigos) e soar um alarme (tocar a trombeta) para alertar o povo, principalmente os militares. 
B - No sentido espiritual, essa figura é usada metaforicamente para descrever a responsabilidade de profetas e líderes religiosos para, (1) Avisar sobre o perigo rondando seus arredores, seus membros, suas ovelhas. O sentinela espiritual deve alertar as pessoas sobre as consequências do pecado e os juízos de Deus sobre os pecadores. (2) A isenção de culpa do sentinela só é aceita se o sentinela não soar a trombeta em tempo hábil para defesa, mas se tocar e o povo não se arrepender, não responder ao chamado a responsabilidade pela morte do povo é do próprio povo e não mais do sentinela. Porém, se ele for omisso e não avisar, o sangue daquelas pessoas será cobrado do sentinela. Esse conceito é detalhado no livro de Ezequiel 33:1-9. (3) Na vida espiritual também é assim, necessitamos de vigilância espiritual vinte e quatro horas por dia. Nos dias de hoje, a tarefa do sentinela é frequentemente aplicada a cristãos e intercessores, que devem permanecer atentos, orar, vigiar e proclamar a Palavra de Deus para salvar vidas. Alguém até tenta jogar a culpa de seus fracassos em seus líderes religiosos, mas a culpa principal é de quem não vigiar. Quem está vigilante com sua vida espiritual em dia diante de Deus consegue ter vitórias constantemente sobre as ações do inimigo. O Espírito Santo é quem está no controle e no comando de nossas vidas. 
1 - Existe uma legislação do Brasil sobre o que é “a sentinela”. Vamos ver mesmo que seja somente por curiosidade. (1) O Artigo 266 do Decreto nº 42.018 de 09 de Agosto de 1957, Aprova o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais (R/1) que regulamenta no Brasil a função da sentinela. Segundo o Art. 266, À sentinela é, por todos os títulos, respeitável e inviolável, sendo, por lei, punido com severidade quem atentar contra a sua autoridade; por isso e pela responsabilidade que lhe incumbe, o soldado investido de tão nobre função deve portar-se com zêlo, serenidade e energia, próprias à autoridade que lhe foi atribuída. (2) Parágrafo único. Em qualquer situação a sentinela deve ter sua arma carregada e travada, a fim de poder defender-se e agir pela fôrça da lei. 
2 - O Art. 257 define que incumbe particularmente à sentinela: (1) estar sempre alerta e vigilante, em condições de bem cumprir a sua missão; (2) não abandonar sua arma e manter-se pronta a empregá-la, de acôrdo com as ordens particulares que tenha recebido; (3) não conversar nem fumar durante o serviço; (4) evitar explicações e esclarecimentos a pessoas estranhas ao serviço, chamando, para isso, o cabo da guarda sempre que se tornar necessário; (5) não admitir ajuntamento nas proximidades de seu pôsto; (6) não consentir que praças ou civis saíam do quartel sobraçando embrulhos quaisquer, sem permissão do cabo ou do comandante da guarda; (7) só permitir a entrada de civis, mediante autorização superior; (8) guardar sigilo sôbre as ordens particulares recebidas; (9) só consentir a saída de praças que estejam corretamente uniformizadas e limpas, munidas dos documentos necessários; (10) fazer parar qualquer pessoa, fôrça ou viatura, que pretenda entrar no quartel à noite e chamar o cabo da guarda para a necessária identificação; (11) prestar as continências regulamentares; 12) fazer anotar, na ausência do cabo da guarda, e participar a este, todas as praças que se recolherem ao quartel após a revista, do recolher;(13) dar sinal de alarme: (a) toda vez que, na circunvizinhança de seu pôsto, notar qualquer ajuntamento suspeito; (b) quando qualquer indivíduo insistir em penetrar no quartel antes de ser identificado; (c) na tentativa de arrombamento e fuga de presos; (d) na ameaça de desrespeito à sua autoridade e às ordens relativas ao pôsto; (e) na verificação de qualquer anormalidade de caráter alarmante; (f) por ordem do cabo, do comandante da guarda ou do oficial de dia. 
3 - Art. 258 diz que em situação que exija maior segurança da sentinela para o cabal desempenho de sua missão, incumbe-lhe, especialmente à noite, e de conformidade com as instruções e ordens particulares recebidas, além das prescrições normais estabelecidas, as seguintes: (1) fazer passar ao largo do seu pôsto os transeuntes e veículos; (2) dar sinal de aproximação de qualquer fôrça, logo que a perceba; (3) fazer parar pessoas, viaturas ou forças que pretendam entrar no quartel, à distância que permita o reconhecimento respectivo. (§ 1º) - Para o cumprimento dessas disposições, a sentinela deverá: (a) comandar "passe de largo", no caso do item 1; se não for imediatamente obedecida repetirá o comando, dará o sinal de chamada ou de alarme e preparar-se-á para agir pela fôrça; se ainda o segundo comando não for cumprido, intimará terceira vez e, se se tratar de indivíduo isolado, avançará para ele com a arma carregada e a baioneta armada, efetuando a sua detenção; só atirará se o transeunte o agredir, tratando-se de grupos ou de viaturas fará um primeiro disparo para o ar e em seguida, caso não seja ainda obedecida, atirará no grupo ou viatura. No caso de ameaça clara de agressão a sentinela fica dispensada das precauções acima; (b) no caso do item 3, perguntará, à distância conveniente, "Quem vem lá"?; se a resposta for "amigo", "de paz", "oficial" ou "ronda", deixará prosseguir, se pessoalmente o reconhecer como tal; em caso contrário ou na falta de resposta, comandará: "Faça altos" e providenciará para o reconhecimento pelo cabo da guarda; não sendo obedecida ao comando "Faça alta", procederá como dispõe a última parte da letra anterior: (§ 2º) Em situações excepcionais, o Comandante do Corpo poderá dar ordens mais rigorosas às sentinelas; estas ordens serão transmitidas por escrito ao oficial de dia. (§ 3º) Nos quartéis situados em zonas urbana e de trânsito, o Comandante do Corpo determinará em esbôço permanentemente afixado no corpo da guarda, os limites em que devem ser tomadas as medidas acima.
4 - Art. 259. A sentinela do portão principal ou mais próxima ao sarilho ou do corpo da guarda denomina-se sentinela das armas"; as demais denominam-se" sentinelas cobertas ". Art. 260. A sentinela das armas manter-se-á, durante o dia, parada no seu pôsto e, normalmente, na posição regulamentar de "descansar' devendo tomar a posição de "sentido", no caso de interpelação por qualquer pessoa, militar ou civil, e nos demais casos, como os previstos no R-2. (§ 1º) Depois de fechado o portão do quartel, a sentinela poderá movimentar-se, no exterior, num raio de, cinco metros do seu pôsto fixo, fazendo-o neste caso, em "Ombro Armas" e sempre em atitude marcial. (§ 2º) As sentinelas cobertas obedecerão, em linhas gerais às prescrições do presente artigo e parágrafo anterior, que poderão variar de conformidade com instruções particulares ao pôsto. (§ 3º) Nos postos em que haja guarita, as sentinelas poderão na mesma abrigar-se do sol ou da chuva, ficando sempre, porém, em condições de bem cumprir as suas atribuições. 
5 - Art. 261. As sentinelas se comunicam com o corpo da guarda por meio de sinais, de campainha ou a viva voz. (§ 1º) Os sinais referidos neste artigo podem ser "de chamada" ou "de alarme". (§ 2º) No caso de sinal a viva voz, o de alarme será o brado de "às armas". Art. 262. O serviço em cada pôsto de sentinela deverá ser dado por três ou mais homens, durante as vinte e quatro horas, dividido em quartos, de modo que um mesmo homem não permaneça de sentinela por mais de duas horas consecutivas. 
6 - Parágrafo único. Quando o pôsto das armas ficar muito afastado do alojamento da guarda, a sentinela será dupla e, neste caso, um dos homens se manterá no pôsto e o outro assegurará permanente ligação entre êle e o corpo da guarda, podendo o último ser dispensado do uso do fuzil (mosquetão) ou espada durante dia em situação normal; à noite, a sentinela fixa permanecerá ao lado exterior do portão.
7 – Do reforço, Art. 263. Sempre que a situação o exigir, as guardas serão aumentadas, geralmente para o serviço à noite, com o estabelecimento de novos postos de sentinela e intensificação do serviço de ronda; esse aumento é feito por meio de um "refôrço" em praças, correspondente às necessidades. Art. 264. As praças de reforço são escaladas de modo semelhante às da guarda, formarão na parada e serão apresentadas ao oficial de dia, às 18 horas para o serviço; durante o dia participarão dos trabalhos normais de suas subunidades. 
8 - Da guarda de subunidade Art. 265. A guarda da subunidade é constituída pelo cabo de dia (comandante da guarda) e pelos soldados plantões, restringindo-se o serviço às dependências da subunidade acessíveis às praças. Art. 266. O serviço de guarda à subunidade tem por fim: (1) manter a ordem, a disciplina e o asseio no alojamento e demais dependências acessíveis às praças; (2) vigiar as praças detidas no alojamento; (3) não consentir jogos de azar, disputa ou algazarra; (4) não permitir a saída de objetos sem autorização dos respectivos donos ou responsáveis; (5) cumprir e fazer cumprir todas as determinações das autoridades competentes. (§ 1º) As praças da guarda permanecerão no quartel durante todo o serviço; o cabo de dia e o plantão da hora conservar-se-ão com equipamento de guarnição, desarmados. (§ 2º) Quando a subunidade ocupar mais de um alojamento, o número de plantões poderá ser aumentado, na razão de três homens por alojamento, a juízo do comandante da subunidade. 
9 - O atalaia precisava estar atento no seu turno de trabalho, porque a segurança da cidade dependia dela. Se não visse o inimigo a tempo, a cidade não teria chance de se defender e seria destruída. Não avisar do perigo era traição e podia custar muitas vidas (Ezequiel 33:6). Ezequiel diz que o atalaia de Deus não dorme. Deus disse que Ezequiel era um atalaia, porque ele tinha a missão de avisar o povo de Deus do perigo do pecado. Eles precisavam se arrepender para serem salvos do castigo de Deus. Ezequiel, como profeta de Deus, tinha o dever de entregar essa mensagem (Ezequiel 33:7). Se ele não fizesse, ele também seria culpado pelo castigo dos pecadores, porque não lhes deu a chance de se arrependerem. 
10 - O cristão também precisa ficar de vigia, (um ditado popular diz que devemos ficar de olhos bem abertos), Jesus deu a todos os discípulos a missão de anunciar a salvação a todos os povos, (Mateus 28:18-20). Podemos ser atalaias, chamando as pessoas ao arrependimento dos pecados e à fé em Jesus. A salvação de Jesus não é algo que podemos guardar só para nós, outras pessoas precisam ouvir para serem salvas também. Ser atalaia é uma grande responsabilidade. Para fazer o trabalho bem feito, precisamos ficar atentos ao que Deus nos ordenou a respeito, orando e lendo a Bíblia. 
11 - A visão de Ezequiel sobre o Atalaia tem todos os alertas possíveis para soldado ficar alerta e conhecer sua responsabilidade. A época de Ezequiel foi um período difícil e de sofrimento para o povo. As instituições tinham desaparecido com a queda da cidade de Jerusalém, (ano 587) e a destruição do Templo, (ano 586). O povo havia perdido tudo. Estavam numa terra estrangeira, não havia reino, não havia culto, não havia sacrifício de animais, não tinham terra, não tinham razão para viver: “Junto aos rios da Babilônia nos sentamos e choramos [...] penduramos nossas harpas, [...] Como cantar um canto de Deus em terras estrangeiras? (Sl 137, 1-4). 
12 - Surgiu assim a grande pergunta: de quem é a culpa? Por que tudo isso aconteceu? Será que Deus abandonou seu povo? Ou teria passado para o lado dos inimigos? Ezequiel teve de se debruçar sobre essa questão e ajudar o povo diante desse momento de crise de fé e crise de esperança em Deus. O poderio de Marduk, deus dos babilônios parecia indicar que o Deus de Israel havia sido derrotado. (1) Somos individualmente responsáveis por nosso destino. O povo sentiu desabar a certeza que depositavam no Deus da Aliança: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. E começaram a pensar que estavam sendo castigados pelo erro dos reis e outras autoridades. Como se Deus descontasse a culpa dos pais nos filhos, como já aparecera em Jeremias: “Os pais comeram uvas verdes e a boca dos filhos ficou amarrada”, (Jr 31,29), aparece em Ezequiel (18,2) e revela a situação do povo neste momento de cativeiro. 
13 – Reverberando essa situação, nos capítulos 18 e 33, Ezequiel não se restringe a dar instruções a respeito do culto, ele apela para as questões morais e éticas, numa atitude verdadeiramente profética. A pregação profética sustenta que a derrota não é de Deus, mas do povo, por seus pecados e sua rebeldia. Somente o Deus de Israel é o Deus criador e Senhor da história. Essa audácia da fé é que possibilitou manter viva a esperança num momento de crise tão grande. (1) É possível que alguns pensassem que essa crise seria algo passageiro, mas o longo exílio ia enfraquecendo essa falsa esperança. Na mente do povo conviviam duas possibilidades, alguns acreditavam que Jeconias, o rei exilado na Babilônia, era o legítimo rei e por meio dele seria restabelecida a monarquia descendente de Davi. Outros aceitavam Zedequias como rei e pensavam que a salvação estaria com aqueles que não vieram para o Exílio e permaneciam em Judá, (Jr 42,10). Ao que parece, o profeta Jeremias teria se aliado a esse grupo, (Jr 22,24-30). (2) já Ezequiel ficou, provavelmente, com o primeiro grupo, um indício disso é que seus oráculos datam da época do rei Jeconias e ele não chama a Zedequias de rei (Ez.17,11-15). 
14 - O problema do mal, da dor, do sofrimento, sempre foi um problema para Israel (e depois para a fé cristã). Esse problema se agrava com a experiência do Exílio na Babilônia, quer pela dureza da situação, quer pelo modo errado de pensar. Quando Deus castiga todo o povo, é justo que o inocente pague junto com os pecadores? O Exílio faz ver que a culpa vai cair no pecado do povo. Ou seja, o que colhemos agora é fruto dos erros, desvios e pecados acontecidos no decorrer de nossa história. O que estamos sofrendo é fruto de nossas infidelidades a Deus e à Sua Palavra, independentemente do tempo ou da era que estamos passando. 
15 – A ação de Deus é continuada na história. Assim como caminhou com seu povo no deserto, Deus está presente no Exílio da Babilônia. Livre dos maus pastores e guias falsos, o povo reencontrará a paz e a prosperidade sob a proteção do Único e bom pastor, o Senhor Deus , criador dos céus e da terra. Ele reconduzirá seu povo à sua terra e lhe devolverá a alegria de viver. 
16 - O Atalaia avisa que há uma viva esperança para o povo. Pois, o Senhor não permitirá que seu Nome seja profanado, desprezado, (Ez 36, 22.32). Isso acontecerá em três etapas: (1) o Senhor vai libertar o povo do Exílio (Ez 36,24.37); (2) Ele vai purificar o seu povo com uma água pura (Ez 36,25); (3) o Senhor vai mudar o coração de pedra num coração de carne. Para os anciãos, o coração é a sede da inteligência e das emoções. Um coração de pedra é aquela pessoa incapaz de compreender, que não escuta, que se fecha e não enxerga nada de novo. A pessoa, dotada de um coração novo e de um espírito novo, torna-se uma nova criatura (Ez 37,1.14). Com isso as nações conhecerão que o Deus de Israel é mais forte que o deus dos babilônios, que Deus é o verdadeiro Deus. 
17 - Mas isso exigirá que o povo coloque em prática as leis e os costumes do Senhor. Trata-se de dar ouvidos a Deus. Ouvir Sua palavra e colocá-la em prática. Assim será restabelecida a Aliança e o povo poderá ver novamente a fertilidade de seu país, reconstruirão as cidades, recuperarão a terra, a amizade de seu Deus e será possível viver em paz. A Palavra de Deus é a primeira e principal fonte de vida e comunhão com Deus. Fazer da Biblia “a fonte da missão evangelizadora da Igreja” torna a igreja uma peça chave de bençãos de salvação. 
18 – É muito importante que toda a Igreja encontre na Palavra de Deus “a alma, a fonte, a seiva que nutre a sua vida, a sua espiritualidade e a sua missão” . A exemplo de Ezequiel devemos fazer da Palavra de Deus nosso alimento, “coma esse rolo, e depois vá levar a mensagem à casa de Israel, diz o Senhor “. Eu comi e pareceu doce como mel para o meu paladar”, (Ez 3,2-3). Só pode ser verdadeiro mensageiro de Deus quem se alimenta da Palavra e é capaz de ouvir o Espírito Santo e se deixar guiar por Ele. Sem isso não há profecia na Igreja. 
19 - A exemplo de Ezequiel, precisamos ser “sentinelas da vida” e para isso, é necessário acordar a profecia na Igreja, despertar o espírito profético em nossas comunidades. Profetas e profetisas são homens e mulheres que que não se calam diante da injustiça, da violência, da opressão. Pessoas que, guiadas pelo Espírito de Deus, ajudam o povo a voltar para Deus e perseverar no projeto do Reino de vida, paz e esperança para todos. Sentinelas da vida e da esperança que, sensíveis à dor e ao sofrimento do povo, captam a vontade de Deus, tornam-se porta-vozes da Palavra de Deus e, com ousadia, denunciam as injustiças e anunciam a boa nova do Reino. O Atalaia Tem a missão de ser a voz profética no seio da Igreja. Muitos ministros de Deus têm defendido a causa dos menos favorecidos, sobretudo dos pobres testemunhou que o projeto de Deus no mundo é a Comunhão, a Justiça e a Paz. E dias antes de morrer, ele disse a Marcelo de Barros, monge beneditino: “Não deixe cair a profecia!”. Eis a nossa missão como “sentinelas da vida”. 
20 - Segundo a Bíblia, a profecia serve principalmente para edificar, exortar e consolar as pessoas individualmente e a igreja coletivamente. Mais do que apenas adivinhar o futuro, mesmo porque a profecia não é adivinhação, ela funciona como uma mensagem direta de Deus para orientar, corrigir e fortalecer a fé das pessoas e da igreja. Existem finalidades principais para serem observadas para se comprovar se a profecia é mesmo de Deus. (1) A primeira coisa é se a palavra profética é para edificar (Edificar) a igreja. Então edificar e uma parte da palavra profética. (2) A segunda coisa é verificar se a profecia é de consolo (Consolar) para os fracos na fé. O fortalecimento ajuda o fraco na fé a se levantar e ser firme nos fundamentos da palavra de Deus. (3) Exortar é ajudar no crescimento espiritual. (Exortar) é animar, encorajar e chamar ao arrependimento ou à mudança de atitude. (4) A profecia bíblica serve primordialmente para edificar, exortar e consolar a comunidade, além de revelar a vontade de Deus e alertar a humanidade. Um dos versículos mais diretos sobre o tema está em 1 Coríntios 14:3, que diz: "Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação". 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário