segunda-feira, 10 de agosto de 2026

OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES E NEM JUDEUS

OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES E NEM JUDEUS.

I – O Irã é um país de origem Persa. Os persas não são árabes. A população do Irã é estimada em cerca de 93 milhões de habitantes, com base em dados recentes. O país ocupa a 17ª posição entre os mais populosos do mundo e a segunda colocação no Oriente Médio. Os dados demográficos indicam um crescimento anual, com taxa estimada em 0,81% ao ano. Uma população urbana com cerca de 73,5% moradores que vivem em cidades, como a capital Teerã. A idade mediana da população indicam uma média de 34,5 anos. A nacionalidade atual deles é Iraniana e o grupo étnico é persa, e a religião é muçulmana. Existem diferenças entre Árabes e Persas. A Origem e a Etnia dos árabes vêm da Península Arábica e pertencem ao tronco linguístico semítico. Os persas são um povo de origem indo-europeia que se estabeleceu no planalto onde hoje fica o Irã. No Idioma, os árabes falam a língua árabe. Os persas falam o Farsi (ou persa), que tem mais parentesco histórico com línguas europeias do que com os árabes. (1) O país era conhecido no passado pelos europeus como Pérsia, porém hoje chama-se formalmente Irã desde 1935. (2) A Religião predominante do Irã, embora a maioria siga o islamismo, os iranianos são majoritariamente muçulmanos xiitas, enquanto a maioria dos povos árabes é predominantemente sunita.

II - O rei da Babilônia quando Ciro o Grande invadiu a cidade em 539 a.C. era Nabonido, que governava junto com seu filho Belsazar (ou Belsazar), citado no livro bíblico de Daniel. (1) Ciro o grande invadiu a Babilônia e conquistou a cidade da Babilônia em 539 a.C., marcando o fim do Império Babilônico. A entrada na cidade ocorreu de forma estratégica e sem grande resistência armada na capital. (2) Foi uma conquista de surpresa. O exército persa desviou as águas do rio Eufrates, o que baixou o nível da água que passava pelas muralhas da cidade. Isso abriu uma brecha e os soldados de Ciro aproveitaram o leito seco do rio para entrar na Babilônia durante a noite, pegando os babilônios de surpresa. (3) Houve um apoio interno em favor de Ciro que contou com a insatisfação da população e dos sacerdotes locais com o rei babilônico da época, Nabonido. (4) As consequências foram favoráveis aos dissidentes do rei Nabonido e o impacto disso foi o fim dos 70 anos de cativeiro de Israel. Após dominar o local, Ciro permitiu que os judeus e outros povos exilados voltassem para suas terras de origem. E Ele ficou conhecido por respeitar as crenças e os costumes dos povos conquistados, em vez de destruí-los.

III - O Império Persa foi fundado por Ciro, o Grande, que conquistou a Babilônia em 536 a.C. Ciro decretou que os judeus retornassem a Jerusalém e construíssem seus muros e principalmente o templo. (1) Sob o reinado de Dario, o segundo Templo de Zorobabel foi concluído. (2) Sob o reinado de Xerxes (Assuero), ocorreram os eventos registrados no Livro de Ester. (3) Sob o reinado de Artaxerxes, o Estado judeu foi reformado por Esdras, e os muros de Jerusalém foram reconstruídos por Neemias. (4) A capital do Império Persa era Susa. O Império durou pouco mais de 200 anos e chegou ao fim em 330 a.C.

A – A relação dos Reis da Pérsia com Israel nos Tempos Bíblicos. (1) Ciro II, o Grande (600-529 a.C.), fundou o primeiro Império Persa. Ciro, o Grande, respeitou os costumes das terras que conquistou e permitiu que os judeus retornassem a Jerusalém. (2). Cambises II (530-522 a.C.) conquistou o Egito durante seu reinado. (3) Dario I (também conhecido como Dario, o Grande) (522-486 a.C.) governou o Império Persa em seu auge. O Segundo Templo foi concluído durante seu reinado. (4) Xerxes I (Assuero), de 486 a 465 a.C., foi o rei que se casou com Ester. (5) Artaxerxes I (465-425 a.C.) encarrega Esdras e Neemias de retornarem e construírem Jerusalém. (6) Xerxes II (425-424 a.C.) foi assassinado por seu meio-irmão, que por sua vez foi assassinado por Dario II. (7) Dario II (423-404 a.C.) Pouco se sabe sobre seu reinado. (8) Reinado de Artaxerxes II (404-359 a.C.). (9)  Reinado de Artaxerxes III (359-338 a.C.). (10) Reinado de Artaxerxes IV (Arses) (338-336 a.C.) (11) Reinado de Dario III (336-330 a.C.) foi derrotado por Alexandre, o Grande.

B - Nas Escrituras Sagradas a Pérsia é mencionada 29 vezes em 25 versículos das Escrituras os quais são: (1) 2Cr 36:20; 2Cr 36:22; 2Cr 36:23; (2) Esdras 1:1; Esdras 1:2; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3; Esdras 4:5; Esdras 4:7; Esd 4:24; Esdras 6:14; Esdras 7:1; Esdras 9:9; (3) Ester 1:3; Ester 1:14; Ester 1:18; Ester 10:2; (4) Ezequiel 27:10; Ezequiel 38:5; Daniel 8:20; (5) Daniel 10:1; Daniel 10:13; Daniel 10:20; Daniel 11:2. (6) Persa (2x) em Ne 12:22; Dan 6:28. (7) Ciro é mencionado 23 vezes em 19 versículos (12 vezes em Esdras) e  2Cr 36:22; 2Cr 36:23; e ainda em Esdras 1:1; Esdras 1:2; Esdras 1:7; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3; Esdras 4:5; Esdras 5:13; Esdras 5:14; Esdras 5:17; Esdras 6:3; Esdras 6:14; (8) Em Isaías 44:28; Isaías 45:1; e em Daniel 1:21; Daniel 6:28; Daniel 10:1.

C - Explicando a origem do povo Persa e qual a origem da Pérsia na Bíblia? O atual Irã já teve muitos nomes: Média, Pérsia e Elã. Todos eles aparecem no Antigo Testamento. Mas o personagem central dessa história na bíblia é Ciro I, rei persa do século VI a.C. O livro de Isaías 45:1 chama Ciro de "ungido de Deus", em hebraico, Mashiach, Messia. (1) O povo da Pérsia descende de tribos nômades indo-européias eram originárias da Ásia Central. Por volta de 1000 a.C., esses grupos migraram para o Planalto Iraniano, fixando-se especificamente na região sudoeste conhecida como Pars ou Persis (atual província de Fars, no Irã), que se tornou o berço da civilização persa. (2) A migração e fixação confirmou a origem nômade daqueles povos cujos pastores deixaram as estepes (cercanias) da Ásia Central em busca de novas terras. (3) Chegando no planalto Iraniano fizeram a ocupação da área entre os montes Zagros e o mar Cáspio, onde já viviam outras populações locais. (4) Sobre o nome do local foi escolhido o termo "Pérsia" que vem da denominação dada por gregos e estrangeiros à região de Pars; internamente, o país sempre foi chamado de Irã (que significa terra dos arianos).

1 - Formação do Império começou com o domínio dos medos que inicialmente já eram denominados persas, foi feita a junção com os dominados pelos medos, um povo irmão que habitava o norte da mesma região. (1) Daí dessa unificação no século VI a.C. (550 a.C.), o rei Ciro II (Ciro, o Grande) liderou uma revolta vitoriosa contra os medos, uniu as tribos e iniciou a expansão do império Aquemênida, o primeiro grande império persa. (2) Sob a religião antiga dos persas (zoroastrismo), o  sistema de administração por satrapias que foi criado por Dario I o império estava formado.

2 - O povo persa é árabe? Não, o povo persa não é árabe. Eles são dois grupos étnicos totalmente diferentes, com origens, histórias e idiomas próprios. Os persas vivem principalmente no Irã (antiga Pérsia) e possuem uma cultura milenar distinta.  (1) Seu idioma é o Persa (Farsi). Que é uma língua da família indo-europeia, tendo parentesco histórico com idiomas como o inglês, o espanhol e o grego. (2) O   idioma Árabe é uma língua de origem semítica, com raízes ligadas aos troncos linguísticos diferentes do persa. (3) Sobre o alfabeto usado no Irã é parecido com o árabe por causa da religião, mas as palavras e a gramática do “farsi” são totalmente separadas do árabe. 

3 – Existem diferenças de religião e de cultura entre os Iranianos e os Árabes. O Islã é no Irã e a maioria dos iranianos é muçulmana, mas do ramo xiita. No mundo Árabe, a maior parte dos países árabes do Oriente Médio seguem o ramo sunita do islamismo. (1) Os árabes surgiram na Península Arábica, enquanto os persas descendem de povos antigos fixados no Planalto Iraniano. Os árabes conquistaram a Pérsia no século VII, o que levou à troca da religião para o islamismo, mas o povo persa manteve viva a sua identidade e a sua língua.

4 – Há grande diferença religiosa entre sunitas e xiitas. A principal diferença entre xiitas e sunitas está na sucessão de Maomé, na liderança religiosa e no tamanho dos grupos. Os sunitas são a maioria global (cerca de 85% a 90% dos muçulmanos), enquanto os xiitas formam uma minoria (10% a 15%). (1) Como é a sucessão e a liderança entre os dois grupos? (a) Os Sunitas acreditam que o líder do Islã deveria ser eleito por consenso da comunidade entre os fiéis mais aptos. O primeiro foi Abu Bakr, amigo de Maomé. (b) Os Xiitas defendem que a liderança deve pertencer apenas à família de Maomé, começando por seu primo e genro Ali. (2) Como são as práticas e a visão religiosa de cada seguimento? (a) Os Sunitas seguem estritamente a Sunna (tradição e costumes baseados na vida do profeta). Fazem cinco orações diárias e obrigatórias. (b) Os Xiitas dão grande destaque espiritual aos descendentes de Ali, chamados de Imãs. Em algumas datas, como a festividade de Ashura, podem realizar rituais de luto públicos.

5 – Como é a distribuição destes grupos no Mundo atualmente? (a) Os Sunitas são predominantes na maior parte do mundo islâmico, com forte presença em países como Arábia Saudita, Turquia e Indonésia. (b) Os Xiitas formam a maioria da população em países como Irã e Iraque.

6 - O povo persa ainda existe? Sim, a Pérsia ainda existe, mas hoje o país se chama Irã. A mudança do nome oficial para o público de fora do país ocorreu em 1935, quando o governo pediu que os outros países adotassem o nome nativo, que significa "terra dos nobres" ou "terra dos arianos". O que mudou e o que continua em vigor sobre a história do País é o reconhecimento do novo nome oficial desde 1935. O Nome oficial do país hoje e hoje é reconhecido como República Islâmica do Irã. (1) O povo e cultura é tradicionalmente Sunita. A maioria da população ainda descende dos antigos persas e fala a língua persa (farsi). (2) A localização do país ainda é próximo das mesmas de antigamente. O território atual do Irã é o mesmo coração do antigo Império da Pérsia no Oriente Médio.

7 - O Irã e a Pérsia são a mesma coisa? O país é e foi conhecido no Ocidente durante séculos como Pérsia, porém nunca deixou de se chamar Irã para seus próprios habitantes. O nome “Irã” deriva da palavra “ariano” e significa “terra dos arianos”, em referência à etnia ancestral de parte de sua população. (1) Embora muitas vezes confundidos no imaginário popular ocidental, iranianos e árabes pertencem a grupos étnicos, linguísticos e culturais distintos. O Irã é habitado majoritariamente por persas, um povo indo-europeu com raízes históricas milenares que remontam ao antigo Império Persa. Os árabes, por sua vez, são um povo semita cuja origem está na Península Arábica. No Irã, há apenas 2% de iranianos árabes.

8 - A história dos iranianos começa muito antes do nome “Irã” existir nos mapas. Eles descendem de povos que migraram para a Ásia Central há três mil anos, formando as bases de um império que, em sua época de maior glória, se estendia por regiões que hoje pertencem ao Uzbequistão, Turcomenistão, Afeganistão, Turquia, Paquistão, Iraque e, claro, o próprio Irã. (1) Até o século XX, o mundo ocidental conheceu o país como Pérsia, nome associado à antiga província de Pars, berço do império. Mas, em 1935, o governo adotou oficialmente o nome Irã, que em persa significa “terra dos arianos”, referência às origens étnicas de seu povo. Na prática, esse sempre foi o nome usado internamente. “Pérsia” era como os estrangeiros preferiam chamá-lo.

9 - Os persas empilham avanços notáveis ao longo da história. Uma curiosidade fascinante sobre o antigo Império é que ele foi o primeiro a implementar um sistema de estradas imperiais e correio estatal para integrar seu vasto território. O mais famoso exemplo é a Estrada Real Persa, que ligava Susa (no atual Irã) a Sardes (na atual Turquia), com cerca de 2.700 km de extensão. (1) Ao longo dessa rota, havia postos de descanso com cavalos descansados e mensageiros prontos para continuar a viagem. Um sistema de couriers tão eficiente que, segundo o historiador grego Heródoto, “nenhum outro ser vivo viaja mais rápido que esses mensageiros persas”. Essa rede permitia que mensagens cruzassem o império em poucos dias, algo notável para a época. Era, de certo modo, um antecessor do serviço postal moderno.

10 – Sempre existiu rivalidade com os árabes. Como explica um  historiador, em seu livro sobre  “Os Iranianos”, ele diz, nós não só temos que diferenciar bem árabes de iranianos, como entender também que esses povos possuem hoje, uma grande richa. Os inimigos históricos dos persas são os árabes, que os consideram como bárbaros. Muitos iranianos acreditam que sua civilização entrou em decadência a partir da invasão islâmica no século VII, que impôs uma religião revelada em árabe e disseminada por árabes, em detrimento da cultura persa.

11 - Segundo ainda um pesquisador brasileiro, que foi correspondente de um veículo de comunicação no Irã, mesmo sob o atual sistema de governo teocrático xiita, a herança ancestral do Irã pulsa no dia a dia do país. A ligação com o passado pré-islâmico continua tão forte que o Irã funciona até hoje com a base no calendário persa.

12- Há alguns anos atrás um pesquisador contou uma história que ilustra bem essa tensão entre os dois povos. Logo ao chegar a Teerã, ele, que não falava uma palavra de "Farse", tentou se comunicar com um taxista, recorrendo a algumas palavras em árabe, na esperança de facilitar o diálogo. A reação foi imediata, o motorista se irritou profundamente, exigiu que ele descesse do carro e, mesmo sem falar bem inglês, deixou claro que aquela língua não era bem-vinda ali. Ele não chegou a sair do táxi, mas entendeu a mensagem com clareza. (1) A diferença linguística é um dos principais marcadores entre os dois povos. A língua oficial do Irã é o persa (também chamado de farsi), um idioma que pertence à família indo-europeia e tem uma estrutura gramatical muito diferente do árabe, que é uma língua semítica. Apesar de o persa ter incorporado muitos vocábulos árabes ao longo dos séculos, especialmente após a islamização do Irã no século VII, ele mantém características próprias e um alfabeto adaptado, que se escreve da direita para a esquerda, como o árabe, mas com letras e sons distintos.

13 - No plano religioso, há também distinções importantes. Embora a maioria dos iranianos seja muçulmana, o Islã no Irã é majoritariamente xiita, enquanto a maioria dos países árabes segue a vertente sunita. Essa diferença teve e ainda tem impacto profundo nas dinâmicas políticas e culturais do Oriente Médio. (1) Culturalmente, o Irã preserva tradições muito próprias, como o festival de Nowruz, o Ano Novo persa, celebrado desde tempos pré-islâmicos. A poesia persa, a arquitetura, a culinária e as artes também diferem significativamente das tradições árabes. Portanto, embora compartilhem a religião islâmica e certos traços regionais, iranianos e árabes são povos distintos, com histórias, línguas e identidades próprias. Reconhecer essa diferença é fundamental para compreender melhor a complexidade do Oriente Médio.

14 - Por que, então, a confusão entre estes povos pelo mundo afora? (1) A confusão comum no Brasil entre iranianos e árabes tem raízes em estereótipos generalizantes e no desconhecimento geográfico e histórico da região do Oriente Médio. (2) Muitos brasileiros associam erroneamente qualquer país de maioria muçulmana ou que use o alfabeto árabe a uma identidade “árabe”, sem distinguir entre os diversos povos, línguas e culturas que compõem a região. (3) A mídia e o cinema ocidentais também contribuem para esse equívoco ao retratar o Oriente Médio como um bloco homogêneo, frequentemente vinculado a conflitos e radicalismo islâmico, apagando nuances étnicas e culturais. (4) Além disso, o ensino de geografia e história internacional nas escolas brasileiras costuma ser superficial, dificultando a formação de uma visão crítica e informada sobre o tema. Essa simplificação leva à ideia equivocada de que todos os povos do Oriente Médio compartilham uma mesma identidade, quando, na verdade, o Irã (persa) e os países árabes possuem histórias, línguas e tradições profundamente diferentes.

15 - A Pérsia e  Israel sempre foram inimigos? Não, a Pérsia e Israel nem sempre foram inimigos; na verdade, eles tiveram relações de muita cooperação no passado antigo e até no século XX. A inimizade atual só começou após a Revolução Islâmica de 1979. Isso remonta a uma história Antiga de busca da libertação. (1) No século VI a.C., o rei persa Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia e libertou os judeus que viviam lá como prisioneiros. O apoio de Ciro permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e ajudou a reconstruir o Templo sagrado. Esse bom relacionamento é elogiado em textos bíblicos. (2) Já no Século XX (Antes de 1979) é que houve um distanciamento dessa amizade entre aqueles povos, visto que houve uma mudança radical da política do Irã.

16 – Mas há um reconhecimento de Israel sobre esta amizade. O Irã (antiga Pérsia) foi um dos primeiros países de maioria muçulmana a reconhecer o Estado de Israel após sua criação em 1948. Foram feitos projetos de aproximação entre os povos e nas décadas de 1950 a 1970, os dois países mantiveram laços secretos e fortes de amizade na área de comércio, inteligência e segurança, pois compartilhavam aliados e interesses comuns na região.

17 - A Mudança brusca veio em 1979 com a nova liderança do Irã se distanciando velozmente da sua amizade com Israel. A Nova liderança fez com que a Revolução Islâmica mudasse seu direcionamento e o Irã virou uma teocracia religiosa (um governo liderado por líderes religiosos xiitas). (1) Houve uma ruptura brusca entre os dois países. O novo governo iraniano rompeu relações com Israel, passou a ver o Estado judeu como um inimigo político e religioso, e começou a apoiar grupos armados contrários a Israel (como, por exemplo, o Hezbollah, dentre outros).

18 - Israel já viveu tempos de paz com o Irã, quando? Sim, Israel e Irã já foram aliados próximos e mantiveram relações pacíficas e de cooperação estratégica entre as décadas de 1950 e 1979, período em que o Irã era governado pelo Xá Mohammad Reza Pahlavi. (1) Houve aliança e cooperação no passado também. Houve reconhecimento mútuo entre o Irã e Israel, o Irã foi um dos primeiros países de maioria muçulmana a reconhecer oficialmente o Estado de Israel em 1948. Fizeram, inclusive parceria estratégica e compartilhavam inteligência e mantinham forte alinhamento político para contrabalançar a influência dos países árabes vizinhos e da União. Houve também um comércio intenso e trocas de mercadorias  O Irã fornecia petróleo essencial para a economia israelense, enquanto Israel exportava tecnologia agrícola, apoio técnico e treinamento militar para o Irã.

19 -  Mas o fim da paz chegou. A revolução Islâmica de 1979 causou a queda do Xá e a tomada do poder pelo Aiatolá Ruhollah Khomeini e transformaram o Irã em uma república teocrática hostil a Israel. (1)  Causou um rompimento total entre os dois países. O novo regime cortou todos os laços diplomáticos, adotou uma retórica de negação do Estado israelense e passou a apoiar grupos militantes contrários a Israel. Isso perdura até os nossos dias.

20 -  Existem cristãos no Irã? Quais igrejas e doutrinas Cristãs estão lá? Sim, existem cristãos no Irã, com estimativas variando entre 300 mil e 1 milhão de fiéis, divididos entre comunidades históricas protegidas e convertidos secretos que sofrem forte repressão estatal. (1) Existem Cristãos tradicionais e históricos. As Comunidades armênias e assírias são os grupos mais antigos, reconhecidos oficialmente pela Constituição iraniana. Os direitos são limitados. Podem realizar cultos e manter edifícios, mas são proibidos de pregar em língua persa ou evangelizar muçulmanos. (1) Os grupos de cristãos convertidos e igrejas domésticas, pregam a Bíblia e há conversão de muçulmanos ao cristianismo (para o regime isso é apostasia) não é tolerada na prática pelo regime islâmico xiita. (2) Há uma perseguição severa contra os convertidos ao cristianismo que formam redes clandestinas de oração e enfrentam prisões, interrogatórios e acusações de "propaganda contra o Estado".

21 -        Como é a perseguição aos cristãos no Irã? Os Cristãos no Irã são fortemente reprimidos pelo governo, que vê a fé cristã como uma ameaça ocidental ao regime islâmico. Os Cristãos de origem muçulmana são os mais visados. Igrejas domésticas são frequentemente invadidas, o que resulta muitas vezes em prisões, interrogatórios, pressão para delatar outros cristãos e longas sentenças de prisão sob acusações de “ameaça à segurança nacional”. As condições nas prisões são precárias, e o valor das fianças é altíssimo, causando o endividamento brutal de famílias cristãs. Mesmo após a libertação, os cristãos enfrentam restrições severas, como exílio em outras partes do Irã e censura. Todos os anos, muitos cristãos de origem muçulmana fogem do país. (1) O Parlamento iraniano aprovou às pressas uma nova lei de espionagem que prevê pena de morte com conceitos abrangentes, dando ao governo amplos poderes para punir qualquer forma de dissidência considerada suspeita. 

22 - Após a guerra entre Israel e Irã, o governo passou a rotular publicamente os homens Cristãos como espiões e colaboradores do Ocidente, principalmente os cristãos de origem muçulmana. Após o cessar-fogo, pelo menos 54 cristãos foram presos em 21 cidades, acusados de espionagem. A mídia estatal reforçou a narrativa de que cristãos evangélicos são agentes estrangeiros, aumentando sua vulnerabilidade no Irã. Apesar de reconhecidas pelo Estado, as comunidades cristãs históricas armênias e assírias são tratadas como cidadãos de segunda classe, enfrentando discriminação no mercado de trabalho, nas leis de casamento e de herança. Elas também são proibidas de usar a língua persa em atividades e materiais religiosos, além de não poderem interagir com pessoas que falam persa nos cultos. Cristãos estrangeiros enfrentam fiscalização, e algumas igrejas foram fechadas após cristãos de origem muçulmana participarem de suas atividades

23 - Como as mulheres são perseguidas no Irã? No Irã, as mulheres já vivem sob leis rígidas, como o uso obrigatório do hijab (véu islâmico), com punições severas em caso de desobediência, incluindo açoites e prisão. Para cristãs de origem muçulmana, os riscos são ainda maiores. Muitas participam de igrejas domésticas e, se são descobertas, podem ser presas e sofrer abusos verbais e sexuais durante a detenção. Elas também enfrentam hostilidades dos próprios familiares, casamento forçado, violência doméstica e perda da guarda dos filhos. Fugir do país é extremamente difícil para as mulheres cristãs devido às restrições de viagem no Irã.  

24 - Como os homens Cristãos são perseguidos no Irã? Homens cristãos são os principais alvos de vigilância, ameaças, assédio, tortura e prisão. Mesmo quando escapam das autoridades, podem enfrentar perda de emprego, negação de licenças comerciais e expulsão de instituições de ensino. (1) Como os homens são os provedores das suas famílias, quando são presos, suas famílias enfrentam grande pressão, o que pode resultar em divórcio ou trauma dos filhos. Muitos homens cristãos fogem do Irã por causa da enorme pressão, deixando famílias divididas e vulneráveis. 

Deus abençoe você e sua família.

 

Pastor Waldir Pedro de Souza.

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

 

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