OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES E NEM JUDEUS.
I – O Irã é um país de origem Persa. Os persas não são árabes. A população do Irã é estimada em cerca de 93 milhões de habitantes, com base em dados recentes. O país ocupa a 17ª posição entre os mais populosos do mundo e a segunda colocação no Oriente Médio. Os dados demográficos indicam um crescimento anual, com taxa estimada em 0,81% ao ano. Uma população urbana com cerca de 73,5% moradores que vivem em cidades, como a capital Teerã. A idade mediana da população indicam uma média de 34,5 anos. A nacionalidade atual deles é Iraniana e o grupo étnico é persa, e a religião é muçulmana. Existem diferenças entre Árabes e Persas. A Origem e a Etnia dos árabes vêm da Península Arábica e pertencem ao tronco linguístico semítico. Os persas são um povo de origem indo-europeia que se estabeleceu no planalto onde hoje fica o Irã. No Idioma, os árabes falam a língua árabe. Os persas falam o Farsi (ou persa), que tem mais parentesco histórico com línguas europeias do que com os árabes. (1) O país era conhecido no passado pelos europeus como Pérsia, porém hoje chama-se formalmente Irã desde 1935. (2) A Religião predominante do Irã, embora a maioria siga o islamismo, os iranianos são majoritariamente muçulmanos xiitas, enquanto a maioria dos povos árabes é predominantemente sunita.
II -
O rei da Babilônia quando Ciro o Grande invadiu a cidade em 539 a.C. era
Nabonido, que governava junto com seu filho Belsazar (ou Belsazar), citado no
livro bíblico de Daniel. (1) Ciro o grande invadiu a Babilônia e conquistou a
cidade da Babilônia em 539 a.C., marcando o fim do Império Babilônico. A
entrada na cidade ocorreu de forma estratégica e sem grande resistência armada
na capital. (2) Foi uma conquista de surpresa. O exército persa desviou as
águas do rio Eufrates, o que baixou o nível da água que passava pelas muralhas
da cidade. Isso abriu uma brecha e os soldados de Ciro aproveitaram o leito
seco do rio para entrar na Babilônia durante a noite, pegando os babilônios de
surpresa. (3) Houve um apoio interno em favor de Ciro que contou com a
insatisfação da população e dos sacerdotes locais com o rei babilônico da
época, Nabonido. (4) As consequências foram favoráveis aos dissidentes do rei Nabonido
e o impacto disso foi o fim dos 70 anos de cativeiro de Israel. Após dominar o
local, Ciro permitiu que os judeus e outros povos exilados voltassem para suas
terras de origem. E Ele ficou conhecido por respeitar as crenças e os costumes
dos povos conquistados, em vez de destruí-los.
III
- O Império Persa foi fundado por Ciro, o Grande, que conquistou a Babilônia em
536 a.C. Ciro decretou que os judeus retornassem a Jerusalém e construíssem
seus muros e principalmente o templo. (1) Sob o reinado de Dario, o segundo
Templo de Zorobabel foi concluído. (2) Sob o reinado de Xerxes (Assuero),
ocorreram os eventos registrados no Livro de Ester. (3) Sob o reinado de
Artaxerxes, o Estado judeu foi reformado por Esdras, e os muros de Jerusalém
foram reconstruídos por Neemias. (4) A capital do Império Persa era Susa. O
Império durou pouco mais de 200 anos e chegou ao fim em 330 a.C.
A –
A relação dos Reis da Pérsia com Israel nos Tempos Bíblicos. (1) Ciro II, o
Grande (600-529 a.C.), fundou o primeiro Império Persa. Ciro, o Grande,
respeitou os costumes das terras que conquistou e permitiu que os judeus
retornassem a Jerusalém. (2). Cambises II (530-522 a.C.) conquistou o
Egito durante seu reinado. (3) Dario I (também conhecido como Dario, o
Grande) (522-486 a.C.) governou o Império Persa em seu auge. O Segundo
Templo foi concluído durante seu reinado. (4) Xerxes I (Assuero), de 486 a
465 a.C., foi o rei que se casou com Ester. (5) Artaxerxes I (465-425
a.C.) encarrega Esdras e Neemias de retornarem e construírem Jerusalém. (6) Xerxes
II (425-424 a.C.) foi assassinado por seu meio-irmão, que por sua vez foi
assassinado por Dario II. (7) Dario II (423-404 a.C.) Pouco se sabe sobre
seu reinado. (8) Reinado de Artaxerxes II (404-359 a.C.). (9) Reinado de Artaxerxes III (359-338 a.C.).
(10) Reinado de Artaxerxes IV (Arses) (338-336 a.C.) (11) Reinado de Dario
III (336-330 a.C.) foi derrotado por Alexandre, o Grande.
B - Nas
Escrituras Sagradas a Pérsia é mencionada 29 vezes em 25 versículos das
Escrituras os quais são: (1) 2Cr 36:20; 2Cr 36:22; 2Cr 36:23; (2) Esdras 1:1;
Esdras 1:2; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3; Esdras 4:5; Esdras 4:7; Esd
4:24; Esdras 6:14; Esdras 7:1; Esdras 9:9; (3) Ester 1:3; Ester 1:14; Ester
1:18; Ester 10:2; (4) Ezequiel 27:10; Ezequiel 38:5; Daniel 8:20; (5) Daniel
10:1; Daniel 10:13; Daniel 10:20; Daniel 11:2. (6) Persa (2x) em Ne 12:22;
Dan 6:28. (7) Ciro é mencionado 23 vezes em 19 versículos (12 vezes em
Esdras) e 2Cr 36:22; 2Cr 36:23; e ainda
em Esdras 1:1; Esdras 1:2; Esdras 1:7; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3;
Esdras 4:5; Esdras 5:13; Esdras 5:14; Esdras 5:17; Esdras 6:3; Esdras 6:14; (8)
Em Isaías 44:28; Isaías 45:1; e em Daniel 1:21; Daniel 6:28; Daniel 10:1.
C - Explicando
a origem do povo Persa e qual a origem da Pérsia na Bíblia? O atual Irã já teve muitos nomes: Média, Pérsia e Elã. Todos
eles aparecem no Antigo Testamento. Mas o personagem central dessa
história na bíblia é Ciro I, rei persa do século VI a.C. O livro de Isaías
45:1 chama Ciro de "ungido de Deus", em hebraico, Mashiach, Messia. (1)
O povo da Pérsia descende de tribos nômades indo-européias eram originárias da
Ásia Central. Por volta de 1000 a.C., esses grupos migraram para o Planalto
Iraniano, fixando-se especificamente na região sudoeste conhecida como Pars ou
Persis (atual província de Fars, no Irã), que se tornou o berço da civilização
persa. (2) A migração e fixação confirmou a origem nômade daqueles povos cujos pastores
deixaram as estepes (cercanias) da Ásia Central em busca de novas terras. (3)
Chegando no planalto Iraniano fizeram a ocupação da área entre os montes Zagros
e o mar Cáspio, onde já viviam outras populações locais. (4) Sobre o nome do
local foi escolhido o termo "Pérsia" que vem da denominação dada por
gregos e estrangeiros à região de Pars; internamente, o país sempre foi chamado
de Irã (que significa terra dos arianos).
1 - Formação
do Império começou com o domínio dos medos que inicialmente já eram denominados
persas, foi feita a junção com os dominados pelos medos, um povo irmão que
habitava o norte da mesma região. (1) Daí dessa unificação no século VI a.C.
(550 a.C.), o rei Ciro II (Ciro, o Grande) liderou uma revolta vitoriosa contra
os medos, uniu as tribos e iniciou a expansão do império Aquemênida, o primeiro
grande império persa. (2) Sob a religião antiga dos persas (zoroastrismo),
o sistema de administração por satrapias
que foi criado por Dario I o império estava formado.
2 - O
povo persa é árabe? Não, o povo persa não é árabe. Eles são dois grupos étnicos
totalmente diferentes, com origens, histórias e idiomas próprios. Os persas
vivem principalmente no Irã (antiga Pérsia) e possuem uma cultura milenar
distinta. (1) Seu idioma é o Persa (Farsi). Que é uma língua da
família indo-europeia, tendo parentesco histórico com idiomas como o inglês, o
espanhol e o grego. (2) O idioma Árabe é
uma língua de origem semítica, com raízes ligadas aos troncos linguísticos
diferentes do persa. (3) Sobre o alfabeto usado no Irã é parecido com o árabe
por causa da religião, mas as palavras e a gramática do “farsi” são totalmente
separadas do árabe.
3 –
Existem diferenças de religião e de cultura entre os Iranianos e os Árabes. O Islã
é no Irã e a maioria dos iranianos é muçulmana, mas do ramo xiita. No mundo
Árabe, a maior parte dos países árabes do Oriente Médio seguem o
ramo sunita do islamismo. (1) Os árabes surgiram na Península
Arábica, enquanto os persas descendem de povos antigos fixados no Planalto
Iraniano. Os árabes conquistaram a Pérsia no século VII, o que levou à troca da
religião para o islamismo, mas o povo persa manteve viva a sua identidade e a
sua língua.
4 – Há
grande diferença religiosa entre sunitas e xiitas. A principal diferença entre
xiitas e sunitas está na sucessão de Maomé, na liderança religiosa e no tamanho
dos grupos. Os sunitas são a maioria global (cerca de 85% a 90% dos
muçulmanos), enquanto os xiitas formam uma minoria (10% a 15%). (1) Como é a sucessão
e a liderança entre os dois grupos? (a) Os Sunitas acreditam que o líder do
Islã deveria ser eleito por consenso da comunidade entre os fiéis mais aptos. O
primeiro foi Abu Bakr, amigo de Maomé. (b) Os Xiitas defendem que a liderança
deve pertencer apenas à família de Maomé, começando por seu primo e genro Ali.
(2) Como são as práticas e a visão religiosa de cada seguimento? (a) Os Sunitas
seguem estritamente a Sunna (tradição e costumes baseados na vida do profeta).
Fazem cinco orações diárias e obrigatórias. (b) Os Xiitas dão grande destaque
espiritual aos descendentes de Ali, chamados de Imãs. Em algumas datas, como a
festividade de Ashura, podem realizar rituais de luto públicos.
5 –
Como é a distribuição destes grupos no Mundo atualmente? (a) Os Sunitas são
predominantes na maior parte do mundo islâmico, com forte presença em países
como Arábia Saudita, Turquia e Indonésia. (b) Os Xiitas formam a maioria da
população em países como Irã e Iraque.
6 - O
povo persa ainda existe? Sim, a Pérsia ainda existe, mas hoje o país se chama
Irã. A mudança do nome oficial para o público de fora do país ocorreu em 1935,
quando o governo pediu que os outros países adotassem o nome nativo, que
significa "terra dos nobres" ou "terra dos arianos". O que
mudou e o que continua em vigor sobre a história do País é o reconhecimento do
novo nome oficial desde 1935. O Nome oficial do país hoje e hoje é reconhecido como
República Islâmica do Irã. (1) O povo e cultura é tradicionalmente Sunita. A
maioria da população ainda descende dos antigos persas e fala a língua persa
(farsi). (2) A localização do país ainda é próximo das mesmas de antigamente. O
território atual do Irã é o mesmo coração do antigo Império da Pérsia no
Oriente Médio.
7 - O
Irã e a Pérsia são a mesma coisa? O país
é e foi conhecido no Ocidente durante séculos como Pérsia, porém nunca deixou
de se chamar Irã para seus próprios habitantes. O nome “Irã” deriva da palavra
“ariano” e significa “terra dos arianos”, em referência à etnia ancestral de
parte de sua população. (1) Embora muitas vezes confundidos no
imaginário popular ocidental, iranianos e árabes pertencem a grupos étnicos,
linguísticos e culturais distintos. O Irã é habitado majoritariamente por
persas, um povo indo-europeu com raízes históricas milenares que remontam ao
antigo Império Persa. Os árabes, por sua vez, são um povo semita cuja origem
está na Península Arábica. No Irã, há apenas 2% de iranianos árabes.
8 - A
história dos iranianos começa muito antes do nome “Irã” existir nos mapas. Eles
descendem de povos que migraram para a Ásia Central há três mil anos, formando
as bases de um império que, em sua época de maior glória, se estendia por
regiões que hoje pertencem ao Uzbequistão, Turcomenistão, Afeganistão, Turquia,
Paquistão, Iraque e, claro, o próprio Irã. (1) Até o século XX, o mundo
ocidental conheceu o país como Pérsia, nome associado à antiga província de
Pars, berço do império. Mas, em 1935, o governo adotou oficialmente o nome Irã,
que em persa significa “terra dos arianos”, referência às origens étnicas de
seu povo. Na prática, esse sempre foi o nome usado internamente. “Pérsia” era
como os estrangeiros preferiam chamá-lo.
9 - Os
persas empilham avanços notáveis ao longo da história. Uma curiosidade
fascinante sobre o antigo Império é que ele foi o primeiro a implementar um
sistema de estradas imperiais e correio estatal para integrar seu vasto
território. O mais famoso exemplo é a Estrada Real Persa, que ligava Susa (no
atual Irã) a Sardes (na atual Turquia), com cerca de 2.700 km de extensão. (1) Ao
longo dessa rota, havia postos de descanso com cavalos descansados e
mensageiros prontos para continuar a viagem. Um sistema de couriers tão
eficiente que, segundo o historiador grego Heródoto, “nenhum outro ser vivo
viaja mais rápido que esses mensageiros persas”. Essa rede permitia que
mensagens cruzassem o império em poucos dias, algo notável para a época. Era,
de certo modo, um antecessor do serviço postal moderno.
10 –
Sempre existiu rivalidade com os árabes. Como explica um historiador, em seu livro sobre “Os Iranianos”, ele diz, nós não só temos que
diferenciar bem árabes de iranianos, como entender também que esses povos
possuem hoje, uma grande richa. Os inimigos históricos dos persas são os
árabes, que os consideram como bárbaros. Muitos iranianos acreditam que sua
civilização entrou em decadência a partir da invasão islâmica no século VII,
que impôs uma religião revelada em árabe e disseminada por árabes, em
detrimento da cultura persa.
11 -
Segundo ainda um pesquisador brasileiro, que foi correspondente de um veículo
de comunicação no Irã, mesmo sob o atual sistema de governo teocrático xiita, a
herança ancestral do Irã pulsa no dia a dia do país. A ligação com o passado
pré-islâmico continua tão forte que o Irã funciona até hoje com a base no
calendário persa.
12- Há
alguns anos atrás um pesquisador contou uma história que ilustra bem essa
tensão entre os dois povos. Logo ao chegar a Teerã, ele, que não falava uma
palavra de "Farse", tentou se comunicar com um taxista, recorrendo a algumas
palavras em árabe, na esperança de facilitar o diálogo. A reação foi imediata,
o motorista se irritou profundamente, exigiu que ele descesse do carro e, mesmo
sem falar bem inglês, deixou claro que aquela língua não era bem-vinda ali. Ele
não chegou a sair do táxi, mas entendeu a mensagem com clareza. (1) A diferença
linguística é um dos principais marcadores entre os dois povos. A língua
oficial do Irã é o persa (também chamado de farsi), um idioma que pertence à
família indo-europeia e tem uma estrutura gramatical muito diferente do árabe,
que é uma língua semítica. Apesar de o persa ter incorporado muitos vocábulos
árabes ao longo dos séculos, especialmente após a islamização do Irã no século
VII, ele mantém características próprias e um alfabeto adaptado, que se escreve
da direita para a esquerda, como o árabe, mas com letras e sons distintos.
13 -
No plano religioso, há também distinções importantes. Embora a maioria dos
iranianos seja muçulmana, o Islã no Irã é majoritariamente xiita, enquanto a
maioria dos países árabes segue a vertente sunita. Essa diferença teve e ainda
tem impacto profundo nas dinâmicas políticas e culturais do Oriente Médio. (1) Culturalmente,
o Irã preserva tradições muito próprias, como o festival de Nowruz, o Ano Novo
persa, celebrado desde tempos pré-islâmicos. A poesia persa, a arquitetura, a
culinária e as artes também diferem significativamente das tradições árabes. Portanto,
embora compartilhem a religião islâmica e certos traços regionais, iranianos e
árabes são povos distintos, com histórias, línguas e identidades próprias.
Reconhecer essa diferença é fundamental para compreender melhor a complexidade
do Oriente Médio.
14 -
Por que, então, a confusão entre estes povos pelo mundo afora? (1) A confusão
comum no Brasil entre iranianos e árabes tem raízes em estereótipos
generalizantes e no desconhecimento geográfico e histórico da região do Oriente
Médio. (2) Muitos brasileiros associam erroneamente qualquer país de maioria
muçulmana ou que use o alfabeto árabe a uma identidade “árabe”, sem distinguir
entre os diversos povos, línguas e culturas que compõem a região. (3) A mídia e
o cinema ocidentais também contribuem para esse equívoco ao retratar o Oriente
Médio como um bloco homogêneo, frequentemente vinculado a conflitos e
radicalismo islâmico, apagando nuances étnicas e culturais. (4) Além disso, o
ensino de geografia e história internacional nas escolas brasileiras costuma
ser superficial, dificultando a formação de uma visão crítica e informada sobre
o tema. Essa simplificação leva à ideia equivocada de que todos os povos do
Oriente Médio compartilham uma mesma identidade, quando, na verdade, o Irã
(persa) e os países árabes possuem histórias, línguas e tradições profundamente
diferentes.
15 -
A Pérsia e Israel sempre foram inimigos?
Não, a Pérsia e Israel nem sempre foram inimigos; na verdade, eles tiveram
relações de muita cooperação no passado antigo e até no século XX. A inimizade
atual só começou após a Revolução Islâmica de 1979. Isso remonta a uma história
Antiga de busca da libertação. (1) No século VI a.C., o rei persa Ciro, o
Grande, conquistou a Babilônia e libertou os judeus que viviam lá como
prisioneiros. O apoio de Ciro permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e
ajudou a reconstruir o Templo sagrado. Esse bom relacionamento é elogiado em
textos bíblicos. (2) Já no Século XX (Antes de 1979) é que houve um
distanciamento dessa amizade entre aqueles povos, visto que houve uma mudança
radical da política do Irã.
16 –
Mas há um reconhecimento de Israel sobre esta amizade. O Irã (antiga Pérsia)
foi um dos primeiros países de maioria muçulmana a reconhecer o Estado de
Israel após sua criação em 1948. Foram feitos projetos de aproximação entre os
povos e nas décadas de 1950 a 1970, os dois países mantiveram laços secretos e
fortes de amizade na área de comércio, inteligência e segurança, pois
compartilhavam aliados e interesses comuns na região.
17 -
A Mudança brusca veio em 1979 com a nova liderança do Irã se distanciando
velozmente da sua amizade com Israel. A Nova liderança fez com que a Revolução
Islâmica mudasse seu direcionamento e o Irã virou uma teocracia religiosa (um
governo liderado por líderes religiosos xiitas). (1) Houve uma ruptura brusca entre
os dois países. O novo governo iraniano rompeu relações com Israel, passou a
ver o Estado judeu como um inimigo político e religioso, e começou a apoiar
grupos armados contrários a Israel (como, por exemplo, o Hezbollah, dentre
outros).
18 -
Israel já viveu tempos de paz com o Irã, quando? Sim, Israel e Irã já foram
aliados próximos e mantiveram relações pacíficas e de cooperação estratégica
entre as décadas de 1950 e 1979, período em que o Irã era governado pelo Xá
Mohammad Reza Pahlavi. (1) Houve aliança e cooperação no passado também. Houve
reconhecimento mútuo entre o Irã e Israel, o Irã foi um dos primeiros países de
maioria muçulmana a reconhecer oficialmente o Estado de Israel em 1948.
Fizeram, inclusive parceria estratégica e compartilhavam inteligência e
mantinham forte alinhamento político para contrabalançar a influência dos
países árabes vizinhos e da União. Houve também um comércio intenso e trocas de
mercadorias O Irã fornecia petróleo
essencial para a economia israelense, enquanto Israel exportava tecnologia
agrícola, apoio técnico e treinamento militar para o Irã.
19
- Mas o fim da paz chegou. A revolução
Islâmica de 1979 causou a queda do Xá e a tomada do poder pelo Aiatolá Ruhollah
Khomeini e transformaram o Irã em uma república teocrática hostil a Israel.
(1) Causou um rompimento total entre os
dois países. O novo regime cortou todos os laços diplomáticos, adotou uma
retórica de negação do Estado israelense e passou a apoiar grupos militantes
contrários a Israel. Isso perdura até os nossos dias.
20 -
Existem cristãos no Irã? Quais igrejas e
doutrinas Cristãs estão lá? Sim, existem cristãos no Irã, com estimativas
variando entre 300 mil e 1 milhão de fiéis, divididos entre comunidades
históricas protegidas e convertidos secretos que sofrem forte repressão
estatal. (1) Existem Cristãos tradicionais e históricos. As Comunidades
armênias e assírias são os grupos mais antigos, reconhecidos oficialmente pela
Constituição iraniana. Os direitos são limitados. Podem realizar cultos e
manter edifícios, mas são proibidos de pregar em língua persa ou evangelizar
muçulmanos. (1) Os grupos de cristãos convertidos e igrejas domésticas, pregam
a Bíblia e há conversão de muçulmanos ao cristianismo (para o regime isso é apostasia)
não é tolerada na prática pelo regime islâmico xiita. (2) Há uma perseguição
severa contra os convertidos ao cristianismo que formam redes clandestinas de
oração e enfrentam prisões, interrogatórios e acusações de "propaganda
contra o Estado".
21 -
Como é a perseguição aos cristãos
no Irã? Os Cristãos no Irã são fortemente reprimidos pelo governo, que vê
a fé cristã como uma ameaça ocidental ao regime islâmico. Os Cristãos de origem
muçulmana são os mais visados. Igrejas domésticas são frequentemente
invadidas, o que resulta muitas vezes em prisões,
interrogatórios, pressão para delatar outros cristãos e longas sentenças de
prisão sob acusações de “ameaça à segurança nacional”. As condições nas
prisões são precárias, e o valor das
fianças é altíssimo, causando o endividamento brutal de famílias cristãs.
Mesmo após a libertação, os cristãos enfrentam restrições severas, como
exílio em outras partes do Irã e censura. Todos os anos,
muitos cristãos de origem muçulmana fogem do país. (1) O Parlamento
iraniano aprovou às pressas uma nova lei de espionagem que prevê pena
de morte com conceitos abrangentes, dando ao governo amplos poderes para
punir qualquer forma de dissidência considerada suspeita.
22 -
Após a guerra entre Israel e Irã, o governo passou a
rotular publicamente os homens Cristãos como espiões e colaboradores
do Ocidente, principalmente os cristãos de origem
muçulmana. Após o cessar-fogo, pelo menos 54 cristãos foram presos em 21
cidades, acusados de espionagem. A mídia estatal reforçou a narrativa de que
cristãos evangélicos são agentes estrangeiros, aumentando sua vulnerabilidade
no Irã. Apesar de reconhecidas pelo Estado, as comunidades cristãs
históricas armênias e assírias são tratadas como cidadãos de segunda classe,
enfrentando discriminação no mercado de trabalho, nas leis de casamento e de
herança. Elas também são proibidas de usar a língua persa em atividades
e materiais religiosos, além de não poderem interagir com pessoas que
falam persa nos cultos. Cristãos estrangeiros enfrentam fiscalização, e algumas
igrejas foram fechadas após cristãos de origem muçulmana participarem de
suas atividades
23 -
Como as mulheres são perseguidas no Irã? No Irã, as mulheres já vivem sob
leis rígidas, como o uso obrigatório do hijab (véu islâmico), com
punições severas em caso de desobediência, incluindo açoites e prisão.
Para cristãs de origem muçulmana, os riscos são ainda
maiores. Muitas participam de igrejas
domésticas e, se são descobertas, podem ser presas e sofrer
abusos verbais e sexuais durante a detenção. Elas também
enfrentam hostilidades dos próprios familiares, casamento forçado,
violência doméstica e perda da guarda dos filhos. Fugir do país é
extremamente difícil para as mulheres cristãs devido às restrições de
viagem no Irã.
24 -
Como os homens Cristãos são perseguidos no Irã? Homens cristãos são os
principais alvos de vigilância, ameaças, assédio, tortura e prisão.
Mesmo quando escapam das autoridades, podem enfrentar perda de
emprego, negação de licenças comerciais e expulsão de instituições de ensino.
(1) Como os homens são os provedores das suas famílias, quando
são presos, suas famílias enfrentam grande pressão, o que pode
resultar em divórcio ou trauma dos filhos. Muitos homens
cristãos fogem do Irã por causa da enorme pressão, deixando famílias
divididas e vulneráveis.
Deus
abençoe você e sua família.
Pastor
Waldir Pedro de Souza.
Bacharel
em Teologia, Pastor e Escritor.
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