ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA
I – Os gigantes da fé registrados na Bíblia também são chamados de heróis da fé em Hebreus capítulo 11. Mas vamos ver primeiro um pouco do que eram os gigantes, fisicamente, do Velho Testamento que tinham um corpo muito maior do que a maioria das pessoas daquela época, depois vamos ver sobre os verdadeiros heróis da fé do Velho Testamento e do Novo Testamento que também venceram pela fé todas as batalhas em nome do Deus de Israel. A Bíblia registra muitos gigantes no Velho Testamento. Historiadores dizem que os gigantes mais antigos existiram antes de Noé. Os gigantes bíblicos eram povos de grande estatura, frequentemente descritos como guerreiros formidáveis, incluindo os Nefilins (pré-dilúvio), Anaquins, Refains, Emitas e Zomzomins. Figuras notáveis citadas incluem Golias e seus quatro irmãos, além do rei Ogue de Basã. Eles viviam principalmente em Canaã e arredores antes e durante a conquista israelita.
II - Aqui estão os principais gigantes e grupos de gigantes mencionados na Bíblia: (1) Nefilins (ou Nephilim), surgiram antes do Dilúvio, mencionados em Gênesis 6:4 como filhos da união entre "filhos de Deus" (não confundir com Anjos, Anjos não se casam e nem se dão em casamento) e "filhas dos homens". Também mencionados em Números 13:33. (2) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã. (3) Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). A cama (ou leito) de Ogue, rei de Basã, media aproximadamente 4 metros de comprimento por 1,80 metro de largura. Feita de ferro, ela é descrita em Deuteronômio 3:11 como uma prova do tamanho colossal de Ogue, o último dos gigantes refains. (4) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel que foram vistoriar a terra prometida a mando de Moisés, (Números 13:33; Josué 11:21-22). (5) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura, (1 Samuel 17). (6) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pé, (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (6) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins, (Deuteronômio 2:10-11). (7) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi.
III - Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas (Descendentes de Sete, filho de Adão e Eva), Sete, na Bíblia, foi o terceiro filho de Adão e Eva, nascido após a morte de Abel. Considerado uma "compensação" divina, ele continuou a linhagem fiel a Deus, sendo o ancestral direto de Noé e, consequentemente, da humanidade pós-diluviana. Nasceu quando Adão tinha 130 anos e viveu 912 anos, (3) e os mundanos cainitas, filhos de Caim); e (4) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias).
A - O ponto de vista mais antigo e conhecido e apócrifo é aquele segundo o qual os filhos de deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro apócrifo pseudoepígrafo do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do poderoso”).
B - “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Gênesis 6.2. Esse é um texto de difícil interpretação. Há basicamente três interpretações para os “filhos de Deus”: (1) anjos caídos, (2) filhos de Sete e (3) homens poderosos. Neste texto, Walter Kaiser Jr. resume as três posições, defendendo a última.
C – Também existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente falando, (aristocratas despóticos e formosas plebéias).
D - O ponto de vista mais antigo e conhecido nas religiões é aquele segundo o qual os filhos de deus ( ou dos deuses pagãos) eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, (o que está em desacordo com a própria palavra de Deus de que os anjos não se casam e nem se dão em casamento, (A frase "os anjos não se casam nem se dão em casamento" baseia-se diretamente nas palavras do próprio Senhor Jesus em Mateus 22:30-33, Marcos 12:25 e Lucas 20:34-36. Jesus explica que, na ressurreição, os seres humanos serão como os anjos no céu, onde não há casamento ou procriação, pois a vida é imortal e espiritual, não carnal), deixando de ser uma raça de “gigantes”, (hebr. Nephilim). O livro pseudoepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como sendo anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do Poderoso”).
1 - Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus”, nessa perspectiva, os anjos, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1 Pedro 3.18-20; 2 Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais.
2 - O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica Nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo.
3 - O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos, (6.2).
4 - As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias, assim como na Grécia antiga dos tempos do Apóstolo Paulo.
5 - Em relação aos chamados gigantes, a palavra Nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam.
6 - Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite.
7 – (1) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã, como Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). (2) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel (Números 13:33; Josué 11:21-22). (3) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura (1 Samuel 17). (4) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pés (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (5) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins (Deuteronômio 2:10-11). (6) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20).
8 - Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. Os gigantes na Bíblia (frequentemente chamado de Nefilim ou Anaquins) representavam a corrupção humana, a rebelião contra Deus e obstáculos formidáveis à fé. Eles simbolizam a violência e o mal antes do Dilúvio e, posteriormente, testam a confiança de Israel na conquista de Canaã, destacando a necessidade da intervenção divina para a vitória.
9 - Principais Aspectos da Importância dos Gigantes: (1) Símbolo de Perversidade (Pré-Dilúvio): Em Gênesis 6, os Nefilim resultam da união antinatural entre os chamados "filhos de Deus" (anjos) e as "filhas dos homens". Sua existência está associada ao aumento da violência na terra, o que justifica o Dilúvio como juízo divino. (2) Obstáculos à Fé (Conquista de Canaã): Os espias enviados por Moisés descreveram os habitantes de Canaã (Anaquins) como gigantes, fazendo com que o povo se sentisse como "gafanhotos". Eles representam o medo e a falta de fé, evidenciando que a força humana não é suficiente, mas sim a confiança em Deus. (3) Poder e Renome: Descritos como "heróis da antiguidade" e "homens de renome", representam o auge da força física e da soberba humana. (4) Inimigos Derrotados por Davi: A vitória de Davi sobre Golias simboliza o triunfo de Deus sobre os maiores inimigos físicos, mostrando que tamanho não determina a vitória.
10 - Os gigantes, portanto, funcionaram no texto bíblico veterotestamentário para destacar a distinção entre a fragilidade humana e o poder de Deus, servindo como marcadores de períodos de grande crise espiritual e física. Portanto os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja são citados pelo escritor da Carta aos Hebreus. Antes, o autor bíblico já havia feito uma grande exposição acerca da superioridade de Cristo e seu ministério sacerdotal em relação aos anjos, a Moisés, a Josué e ao sacerdócio levítico (Hebreus 1-10). Ele também indicou a excelência da Nova Aliança mediada pelo Senhor Jesus em contraste com a primeira (Hebreus 9; 10). Agora, no capítulo 11, o mesmo escritor conduz a sua exposição a uma conclusão prática acerca da fé para seus leitores.
11 - É justamente para cumprir esse objetivo que ele lança mão das histórias dos gigantes da fé do passado a fim de revelar o seu legado para a Igreja de Cristo. Sua lista de gigantes da fé, conhecidos e desconhecidos, ficou conhecida como a galeria dos heróis da fé. Essas pessoas viveram em períodos diferentes da História da humanidade. Elas enfrentaram problemas e circunstâncias diferentes, mas tinham em comum a fé inabalável em Deus. Antes de falar sobre os gigantes da fé e seu legado para a Igreja, o autor neotestamentário faz uma introdução sobre a fé apresentando uma breve definição sobre o que é a fé verdadeira. Ele fala de forma bastante objetiva sobre as características e qualidades da fé. Inclusive, ele ressalta que as respostas para as grandes questões da origem e existência do mundo só podem ser obtidas pela fé. (Hebreus 11:1-3).
12 - Os gigantes da fé tiveram e viveram em plena comunhão com Deus. O escritor de Hebreus começa citando os exemplos práticos de fé na vida de homens que viveram no início da História humana. Abel, Enoque e Noé são os exemplos de gigantes da fé no período entre a criação e o Dilúvio. Pela fé, estes três homens puderam experimentar uma íntima comunhão com Deus. Abel aparece como o primeiro gigante da fé. Apesar de seus pais terem sido aqueles que abriram as portas do mundo para o pecado, e seu irmão ter sido um exemplo de impiedade, Abel foi um pioneiro na fé. Depois dele, Enoque e Noé aparecem como sendo pessoas que andaram com Deus.
13 - Note que coisa interessante sobre os primeiros gigantes da fé: (1) Por sua fé Abel foi levado à morte. (2) Por sua fé Enoque nunca provou a morte. (3) Por sua fé, Noé salvou a vida de toda sua família da morte e ainda garantiu a continuidade da criação. Os gigantes da fé enxergaram o invisível Depois de citar os primeiros gigantes da fé, o escritor bíblico avança sua narrativa para o período patriarcal. Neste período ele seleciona a família de Abraão, o patriarca da nação de Israel, para destacar alguns outros gigantes da fé. O escritor fala sobre como Abraão foi obediente à ordem do Senhor ao partir para fora de sua terra, e a fé que demonstrou juntamente com sua esposa, acerca do nascimento de um filho. A grande prova desse gigante da fé foi quando ele não questionou o pedido do Senhor para sacrificar Isaque.
14 - Na sequência do texto, o próprio Isaque, seguido de Jacó e José, são mencionados como gigantes da fé que olharam para o futuro através da plena convicção nas promessas do Senhor. Embora eles tenham morrido sem ver essas promessas cumpridas, através de sua fé eles esperavam uma pátria celestial. Os gigantes da fé avançaram porque creram nas promessas de Deus O escritor bíblico que escreveu o livro aos Hebreus continua sua exposição falando de alguns gigantes da fé que viveram desde o período do êxodo do Egito até o período dos juízes, dos reis e dos profetas de Israel. Moisés é o primeiro nome mencionado nesse período. Ele começa falando sobre seu nascimento e considera eventos de sua infância, educação, juventude e fuga do Egito. Ele também explica sobre como os pais de Moisés foram gigantes da fé ao desafiarem o decreto de Faraó para protegê-lo, apesar de não mencioná-los pelo nome.
15 - Depois, lemos sobre como a fé esteve presente entre os israelitas que atravessaram o Mar Vermelho até chegarem a Canaã. Nesse período ele também destaca a queda das muralhas de Jerico e a história de Raabe como exemplos de fé verdadeira. Mesmo não tendo seu nome sido citado especificamente, Josué é uma figura notável em conexão com esses eventos. A partir do período dos juízes, o autor lista alguns nomes representativos e diz que não é possível citar todos os gigantes da fé. Além disso, ele ainda apresenta uma síntese dos sofrimentos e triunfos desses gigantes da fé, sejam eles conhecidos ou anônimos. Alguns nomes citados nessa seção são: Gideão, Sansão, Davi, Samuel, etc.
16 - O legado dos gigantes da fé para a Igreja. Em Hebreus 11 realmente lemos uma maravilhosa exposição sobre os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Para ele, os gigantes da fé do passado e os crentes da Nova Aliança compartilham de uma mesma fé comum. Juntos eles recebem as bênçãos do cumprimento da promessa do Senhor. Em outras palavras, ele diz que as figuras notáveis do Antigo Testamento são irmãos e irmãs na fé de seus leitores. O legado dos gigantes da fé para a Igreja não está relacionado às suas próprias forças. Eles se tornaram exemplos para nós porque dependiam exclusivamente do auxílio divino em suas vidas. Eles buscaram a Deus e colocaram sua fé em prática. Evidentemente isto serve de exemplo para todos nós.
17 - O autor bíblico também revela a vantagem que os crentes do Novo Testamento possuem em relação aos gigantes da fé do Antigo Testamento. Os gigantes da fé do passado tiveram acesso apenas a uma parte da revelação de Deus. Nós vivemos num estágio mais avançado da revelação de Deus sobre a aliança da graça. Por isto temos uma aliança superior, uma esperança superior e promessas e possessões superiores, (Hebreus 7-10). Os gigantes da fé do Velho Testamento viveram crendo no Messias que haveria de vir. Nós, no entanto, vivemos crendo no Messias que já veio. Através de pequenos fragmentos da revelação de Deus, os gigantes do passado perseveram na fé. Sem dúvida este é um grande legado para nós que hoje desfrutamos da completa revelação de Deus em Cristo. João Calvino resume muito bem a vida dos gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Ele diz que uma tênue faísca de luz os conduziu ao céu. Agora, porém, o Sol da Justiça resplandece sobre nós. Então que justificativa apresentaremos se ainda estivermos apegados à terra? Só Jesus Cristo salva, Ele é a nossa viva esperança.
18 – curiosidades sobre pessoas gigantes que ainda existem e porque são tão grandes. (1) O homem mais alto da história registrada foi o americano Robert Wadlow (1918–1940), que media 2,72 m. Conhecido como o "Gigante de Alton", ele sofria de hiperplasia na glândula pituitária e não parou de crescer até sua morte prematura aos 22 anos. (2) O homem vivo mais alto conhecido até agora (2018) conforme o Guiness World Records é o turco Sultan Kösen, com 2,51 m.
19 - Detalhes sobre os Gigantes: (1) Robert Wadlow (Histórico): Com 2,72m, ele superou todas as medições documentadas na história. Aos 13 anos, ele já era o escoteiro mais alto do mundo com 2,24m. Ele faleceu em 1940 devido a uma infecção provocada por uma bolha no pé, agravada pelo seu tamanho. (2) Sultan Kösen (Vivo em 2018): Medido em 2018 com 2,51m de altura, o turco Sultan Kösen é reconhecido pelo Guinness World Records. Ele também manteve o recorde de maiores mãos de uma pessoa viva (28,5cm).
20 - Outros recordes relacionados ao assunto: (1) Quem teve as maiores mãos: Atualmente pertencem ao egípcio Mohamed Shehata. (31,3cm). (2) Maiores pés: O venezuelano Jeison Orlando Rodríguez Hernández detém o recorde com 41,1 cm de pé direito. (3) Quem fou considerado o homem mais alto do Brasil: O paraibano "Ninão" (Joelison Fernandes da Silva), que mediu mais de 2,30m.
21 – A Bíblia registra um homem que era de grande estatura, portanto era um gigante, que em 1 Crônicas 20:6 relata uma batalha em Gate, onde um gigante filisteu de grande estatura, descendente de Rafa, desafiou Israel. Esse homem possuía características físicas anômalas, totalizando 24 dedos, sendo seis em cada mão e seis em cada pé. Ele foi morto por Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi. O contexto bíblico traz os detalhes de 1 Crônicas 20.6: (1) O Gigante: Era um guerreiro de grande porte e de uma linhagem de gigantes (descendentes de Rafa). (2) A Anomalia: A Bíblia destaca explicitamente a polidactilia: 6 dedos nas mãos e 6 nos pés. (3) O Conflito era pra ele vencer: A batalha ocorreu em Gate, um dos principais centros filisteus. (4) Mas o Vencedor foi Jônatas, sobrinho de Davi; foi ele quem derrotou o gigante, conforme registros bíblicos. (5) Este relato faz parte de um conjunto de batalhas travadas contra os gigantes filisteus, mencionando também Sibecai e Elanã, que derrotaram outros gigantes (Sipai e Lami, irmãos de Golias).
22 – Deus quer te fazer mais que vencedor e pode, pela fé te abençoar além daquilo que você merece. Em Juízes 6:15-16 está escrito: “E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem”. Juízes 6:15 e 16. Deus não deixa duvidas, antes, Ele acredita em tudo o que pode fazer através de você. Creia você também e não temas, Deus é contigo para te livrar. Geralmente somos nós mesmo que não acreditamos em nosso potencial quando buscamos a direção de Deus. Sabemos de nossas limitações, ou pelo menos, pensamos que sabemos, ate enfrentarmos desafios que consideramos maiores do que podemos, segundo nossas forças. A Bíblia diz que Deus conhece os segredos do nosso coração. “Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração”. Salmos 44:21.
23 - Os aflitos e necessitados buscam águas, e não há, e a sua língua se seca de sede; eu o Senhor os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei. Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água”. Isaías 41: 17 e 18. “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo”. Isaías 41:13 O Senhor te livrará de todas as circunstâncias desagradáveis em sua vida, mas não se prostre ante aos desafios, o Senhor irá contigo para lhe dar a vitória. Enfrente o medo com fé, fortalecido na Palavra de Deus pelo poder do Espírito Santo de Deus e vença pela fé os gigantes do dia a dia.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza.
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.