segunda-feira, 3 de agosto de 2026

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 

I – Apresentamos nesta postagem um estudo simplificado de Escatologia baseado no tema das setenta semanas de Daniel, aquela visão foi bem clara para Daniel e sua interpretação ao longo dos anos foi se definindo para o seu cumprimento. A Soberania de Deus é insondável, é inconfundível, é imutável. A qualidade ou condição de Soberano é uma superioridade derivada de autoridade, domínio, poder, próprios de Deus. As guerras e pelejas entre a humanidade inclusive dos crentes são frutos dos desejos egoístas e carnais que carregamos em nosso interior, porém são infrutíferos infelizmente. Tudo nos leva a acreditar que só Deus em Sua infinita sabedoria e misericórdia pode mudar os rumos da história da humanidade, com setenta semanas ou com sete dias, Deus estando no controle, seremos vitoriosos. Na Bíblia, o número setenta ganhou sentido profético, pois a partir desta visão profética, Deus revelou o futuro do seu povo a Daniel. Deus mostrou os propósitos da septuagésima semana, (a semana de número 70 que viria futuramente), que são revelar ao povo de Deus o “homem do pecado”, “a Grande Tribulação” e o tempo da vitória gloriosa do Messias, e o tempo do fim. (1) Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e as 70 semanas? Sim, Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e a duração de 70 anos, mas a famosa profecia das setenta semanas foi revelada ao profeta Daniel, e não a Jeremias. (2) O Cativeiro Babilônico ( de 70 anos), foi também profetizado por Jeremias. O que dizia a profecia de Jeremias, dizia que Ele, Deus, avisou que o povo de Judá serviria ao rei da Babilônia por setenta anos antes de retornar à sua terra. Os textos bíblicos de Jeremias podem ser encontrados em: Jeremias 25:11-12 e Jeremias 29:10. (3) As Setenta Semanas profetizada pelo profeta Daniel diziam que Daniel leu o livro de Jeremias sobre os 70 anos de cativeiro e orou a Deus, momento em que o anjo Gabriel lhe deu a visão profética das "setenta semanas" focada na vinda do Messias e no fim do pecado na terra, (Daniel 9:24-27). (4) Na Bíblia, o número 70 simboliza plenitude, totalidade perfeita e o fim de uma era, sendo a união do número 7 (que representa a perfeição de Deus) com o 10 (ordem ou totalidade humana). (5) Os 70 Anciãos. Moisés escolheu 70 líderes de Israel para receberem o espírito de Deus e o ajudarem a governar o povo no deserto. (6) O Cativeiro na Babilônia durou 70 anos. O exílio do povo judeu durou exatamente 70 anos, marcando o tempo exato de disciplina e o cumprimento da profecia de Jeremias, (7) e a mais conhecida como as 70 semanas de Daniel. (8) Os 70 Discípulos que Jesus separou para sair e evangelizar os povos. No Novo Testamento, Jesus enviou 70 discípulos em missão para pregar nas cidades, indicando que o Evangelho era para todas as nações do mundo. (9) O perdão sem limites que Jesus ensinou. Quando Jesus diz para perdoar " até setenta vezes sete", Ele usa esse número para expressar um perdão infinito e completo. 

II - Então vamos mergulhar um pouco na Bíblia para conhecermos mais sobre o que são as “setenta semanas de Daniel”. A profecia das "setenta semanas" é uma das mais significativas e detalhadas profecias messiânicas do Antigo Testamento. Encontra-se no livro do profeta Daniel capítulo 9. O capítulo começa com Daniel orando por Israel, reconhecendo os pecados da nação contra Deus e pedindo a Deus por misericórdia. Enquanto Daniel orava, o anjo Gabriel apareceu a ele e lhe deu uma visão do futuro de Israel. 

III - As Divisões das 70 Semanas de anos começa no versículo 24 do Capítulo 6 de Daniel: Gabriel diz: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Quase todos os comentaristas concordam que as setenta "semanas" devem ser entendidas como setenta "semanas" de anos, ou seja, um período de 490 anos. Estes versículos fornecem uma espécie de "relógio" que dá uma ideia de quando o Messias viria ou virá e alguns dos eventos que acompanhariam o Seu aparecimento na face da terra. 

IV - A profecia continua a dividir os 490 anos em três unidades menores: (1) uma unidade de 49 anos, (2) uma unidade de 434 anos e (3) a última, uma unidade de sete anos. (4) A "semana" final de sete anos é dividida pela metade. São 3 anos e meio de aparente paz e 3 anos e meio do desfecho final da grande tribulação. O versículo 25 diz: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas." Sete "semanas" são 49 anos, enquanto que sessenta e duas "semanas" são outros 434 anos: 49 anos + 434 anos = 483 anos. 

A - O Propósito das 70 Semanas de anos é a revelação dos acontecimentos relacionados a Israel. A profecia contém uma declaração sobre o propósito de Deus em causar esses eventos a acontecerem. Esse propósito pode ser dividido em seis pontos. Em Daniel 6 o versículo 24 explica: 1) "cessar a transgressão", 2) "dar fim aos pecados", 3) "expiar a iniquidade", 4) "trazer a justiça eterna", 5) “selar a visão e profecia”, e 6) "ungir o Santo dos Santos". 

B - Observemos que esses resultados dizem respeito à erradicação total do pecado e ao estabelecimento da plena justiça de Deus. A profecia das 70 semanas resume o que acontece antes que Jesus estabeleça o Seu reino milenial. O período de maior interesse é o terceiro na lista de resultados: "expiar completamente a iniquidade". Jesus realizou a expiação pelo pecado por Sua morte na cruz, (Isaías 53; Romanos 3:25 e Hebreus 2:17). 

C - O Cumprimento total das 70 Semanas, segundo anunciou Gabriel na revelação que fez a Daniel, diz que o relógio profético começaria no momento em que um decreto fosse emitido para reconstruir Jerusalém. Desde a data desse decreto até a época do Messias haveria 483 anos (sessenta e nove semanas de anos). A história nos diz que o mandamento de "restaurar e reconstruir Jerusalém" foi dado pelo rei Artaxerxes da Pérsia, (hoje Irã) em 445 a.C, (Neemias 2:1-8). 

1 - A primeira unidade de 49 anos (sete "semanas") cobre o tempo que levou para reconstruir Jerusalém, "praças e as redondezas da cidade, os arredores da cidade, (os muros da cidade que estavam destruídos e a cidade destituída de segurança), se reedificarão, mas em tempos angustiosos", (Daniel 9:25). Esta reconstrução é também narrada no livro de Neemias. (1) Usando o costume judaico de um ano de 360 dias, 483 anos depois de 445 a.C nos coloca no ano 30 d.C, o que coincidiria com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, (Mateus 21:1-9). A profecia em Daniel 9 especifica que após a conclusão dos 483 anos, "será morto o Ungido" (versículo 26). Isto foi cumprido quando Jesus foi crucificado. 

2 - Daniel 9:26 continua com uma previsão de que, depois que o Messias for morto, "o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Isto foi cumprido com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. O "príncipe que há de vir" é uma referência ao Anticristo, o qual, ao que parece, terá alguma ligação com Roma, já que foram os romanos que destruíram Jerusalém, comandados pelo general Tito. (1) No ano 70 d.C., o general Tito foi o comandante militar romano responsável por liderar o cerco e a destruição de Jerusalém. Ele era filho do imperador Vespasiano e mais tarde se tornou o décimo imperador de Roma. (2) Como foi o cerco e a batalha em Jerusalém. A Batalha foi a mais cruel dentre tantas outras e Tito liderou cerca de 70 mil soldados romanos para esmagar a revolta judaica na Judeia. (2) A Queda de Jerusalém durou meses de cerco rigoroso e os romanos invadiram a cidade. (3) Chegaram aonde era o local mais sagrado para os Judeus por séculos, o templo. Este já era o segundo templo de Jerusalém, foi incendiado e quase que destruído totalmente durante o confronto. O que restou do templo ainda está lá até hoje e serve de local de adoração pelo Judeus e prosélitos da adoração a Deus. (4) O legado desse feito trouxe muitas consequências. A vitória em Jerusalém garantiu grande fama militar a Tito, comemoração registrada no famoso Arco de Tito em Roma. Com o prestígio da vitória, ele consolidou sua posição como herdeiro do trono, governando o Império Romano anos depois, (de 79 a 81 d.C.). 

3 – Daquele tempo até os nossos dias o tempo parou de ser contado na semana 69, faltando a última que é a de número 70. Faltando recomeçar esta contagem e ela recomeçará precisamente logo após o retorno de Cristo nos ares celestiais para arrebatar a sua igreja. Este retorno não será visível, mas acontecerá muitos fatos aqui na terra que denunciarão este acontecimentos como o sumiço de milhões de seres humanos que desaparecerão num abrir e fechar de olhos. Esses são os fiéis servos de Deus que serão arrebatados num momento, num abrir e fechar de olhos, conforme descrito na Bíblia. 

4 – Breve vai recomeçar a contagem final das 70 semanas de Daniel. Israel já tem tudo preparado para a reconstrução do templo, chamado de “terceiro templo de Salomão” e será idêntico ao original, inclusive a restauração do altar do sacrifício e tudo o que envolve o sacrifício. “Das 70 "semanas", 69 já foram historicamente cumpridas, falta apenas a septuagésima, que é a última. Isso deixa mais um "sete" ainda a ser cumprido. A maioria dos estudiosos acredita que agora estamos vivendo um enorme intervalo entre a semana 69 e a semana 70. O relógio profético foi pausado, por assim dizer. A última "semana" de Daniel é o que normalmente chamamos do período da grande tribulação. 

5 - A profecia de Daniel revela algumas das ações do Anticristo, o "príncipe que há de vir". O versículo 27 diz: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana.” No entanto, “na metade da semana romperá o acordo de paz. Daniel 9:27 diz: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. O Anticristo romperá o acordo no meio da semana de 7 anos. E, sobre a asa das abominações virá o assolador, até a “destruição” do templo. 

6 - Jesus advertiu sobre esse evento em Mateus 24:15. Depois que o Anticristo quebrar a aliança com Israel, um tempo de "grande tribulação" começará, (Mateus 24:21). Daniel também prevê que o Anticristo enfrentará julgamento. Ele só governa "até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele" (Daniel 9:27). Deus só permitirá que o mal vá tão longe, porque o julgamento que o Anticristo enfrentará já foi planejado. (1) A profecia das 70 semanas é complexa e surpreendentemente detalhada, e muito tem sido escrito sobre isso. Claro que existem várias interpretações, mas o que apresentamos aqui é a visão dispensacional e pré-milenista. Uma coisa é certa, Deus tem um calendário e está mantendo as coisas dentro do cronograma, dentro do seu estrito controle. Ele conhece o fim desde o princípio (Isaías 46:10), e devemos estar sempre aguardando o retorno triunfante de nosso Senhor e Salvador a Jesus Cristo. (Apocalipse 22:7). 

7 - Diferentemente dos capítulos anteriores, o nono capítulo de Daniel não descreve o futuro dos impérios mundiais, mas o de Israel. A pesquisa de Daniel quanto à profecia de Jeremias sobre as setenta semanas, que compreende um período de 490 anos para o povo judeu. Este período compreende o fim do tempo da escravidão e do exílio dos israelitas em terras estranhas. A partir de uma circunstância histórica, Deus revelou a Daniel uma verdade futura acerca do seu povo. Pelo período de setenta anos, Israel veria a soberania de Deus intervindo em seu futuro. E após uma visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, referente ao tempo vindouro, em que “um rei feroz” prefigurava o futuro Anticristo, o profeta enfraqueceu-se física e emocionalmente, restando-lhe tão somente orar e buscar o socorro de Deus. 

8 - Daniel intercede a Deus pelo seu povo que estava no cativeiro na Babilônia, Dn.9.3-19. (1) O tempo da profecia de Jeremias (vv.1,2), estava se cumprindo fielmente, é o povo, se distanciava cada vez mais da comunhão com Deus. Daniel, agora um ancião, ainda exercia suas atividades políticas sob domínio de Dario. O profeta esquadrinhou a mensagem do livro de Jeremias. E descobriu que a profecia de Jeremias determinava um tempo de setenta anos de cativeiro para os judeus. Logo este tempo marcado pelo sofrimento chegaria ao fim. Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel. (2) A confissão dos pecados de um povo rebelde parecia que não havia condições de Deus falar alguma coisa sobre a libertação daquele povo do cativeiro da Babilônia, (vv.3-11,20). A oração de Daniel demonstrou uma atitude confessional e de reconhecimento da culpa. Ele não apenas informou a culpabilidade do seu povo, mas a sua própria também, dizendo a verdade diante de Deus; Daniel disse, “pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos”, (v.5). A despeito da sua integridade, Daniel não foi presunçoso diante da justiça de Deus, pois ele colocou-se debaixo da mesma culpa do povo e suplicou o perdão a Deus. (3) Daniel reconheceu a justiça de Deus, porque Deus é e sempre será justo e aplicará toda a Sua justiça, (vv.7,16). A princípio, como um ser humano imerso no sofrimento, Daniel não compreendeu a manifestação da justiça de Deus contra o seu povo, mas ao mesmo tempo ele estava convicto acerca da perfeição da justiça de Deus. Não podemos, entretanto, confundir o juízo de Deus com os acertos de contas humanos. A justiça de Deus não é justiça humana, a de Deus pode até tardar mas nunca falhará. 

9 – Deus revela o futuro do seu povo, Dn. 9.24-27. (1) As setenta semanas (v.24). Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2Cr 36.21). Por isso, na Bíblia, o número setenta ganhou um sentido profético. Assim, cada dia da semana pode significar um ano; cada semana, um período de sete anos. Então, as setenta semanas compreendem o período de 490 anos, setenta multiplicado por sete. Mas quando se deu o início do cumprimento das setenta semanas? Para respondermos a esta pergunta, temos de explicar primeiramente a expressão “setenta semanas”. (a) O versículo 24 afirma que Deus determinou as setenta semanas. O bloco que forma os versículos 24-27 é profeticamente dividido em três grupos: 1) sete semanas (49 anos); 2) sessenta e duas semanas (434 anos); 3) uma semana (7 anos). Estes somam as setenta semanas. (b) O primeiro grupo é o do início desta profecia e deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém e do templo ,(v.25). Os principais estudiosos do assunto concordam que se trata do decreto de Artaxerxes Longímano, decreto baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2). (c) O segundo grupo, é o período do advento do Messias, Jesus de Nazaré (vv.25,26). Neste tempo o Senhor foi morto e mais tarde Jerusalém foi novamente destruída através da liderança do general do exército romano, Tito, em 70 d.C. (d) O terceiro grupo, é a semana de anos que ainda não aconteceu, (v.27). Compare o versículo 27 de Daniel com Mateus 24.15 e veja como se trata de uma profecia que ainda não se cumpriu. Esta última semana refere-se, então, ao período que implicará o advento do Anticristo e o início do tempo de tribulação para Israel. Isso ocorrerá depois do Arrebatamento secreto da igreja. 

10 - Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26). O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém, o santuário e o templo em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). E o terceiro príncipe surgirá no futuro, na última semana profetizada por Daniel (v. 27). Este príncipe não é o Messias “tirado” (9.26), mas certamente um personagem mais poderoso que Antíoco Epifânio e o general Tito. Trata-se, portanto, do Anticristo (2Ts 2.3-9; 1Jo 2.18). 

11 - O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27). O estudo das Escrituras demonstra um longo intervalo de tempo que precede a septuagésima semana. A Bíblia identifica este intervalo profético como “o tempo dos gentios”. A comunhão espiritual entre judeus e gentios, mediante a salvação em Cristo, formou um novo povo para Deus chamado de a Igreja do Senhor Jesus, (Ef 2.12-16; 1Pe 2.9,10). Atualmente, estamos no tempo da graça de Deus e temos de anunciar o ano aceitável do Senhor para o mundo inteiro (Lc 4.18,19). (1) Após o tempo gentílico virá a última semana que, identificada pelas profecias bíblicas, significa um tempo de Grande Tribulação. É neste tempo que o “assolador”, isto é, o “anticristo” ou “o homem do pecado” ou “o homem da perdição”, também chamado de “o homem da iniquidade” virá sobre as asas das abominações, (v.27). (2) Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor, a noiva do Cordeiro, será arrebatada antes do tempo da grande tribulação, (1Co 15.51,52). 

12 – Os propósitos da septuagésima semana de Daniel 9.27. (1) Revelar o “homem do pecado”, o homem da iniquidade, (2Ts 2.3). De acordo com as profecias, nem Antíoco Epifânio nem o general Tito foram objetos das predições do versículo 27 de Daniel. A passagem bíblica começa com o pronome “ele”, também identificado como “o rei de cara feroz”; “o chifre pequeno”; “o animal terrível e espantoso”. Mas quem será este personagem do livro de Daniel? Em o Novo Testamento, ele é identificado como “o anticristo”, (1Jo 2.18; 4.3) e “a besta que saiu do mar” de Apocalipse 13, (Ap. 13.1). Apesar de apresentada numa linguagem simbólica, a personagem é literal. Trata-se de um líder mundial poderoso que chamará a atenção das nações pela sua diplomacia, astúcia e inteligência política. (2) A Grande Tribulação de Mateus 24, (Mt 24.15,21). O Anticristo “fará uma aliança com muitos por uma semana” (v.27). Note a expressão “com muitos”, revelando que serão muitos líderes mundiais. Esta quer dizer que o Anticristo fará uma aliança com Israel, mas de início esta aliança não será unânime entre os judeus. Contudo, o Anticristo terá influência suficiente para impor a sua liderança política e, por fim, alcançar o sucesso e sua completa aceitação entre os judeus. (3) A força política do Anticristo será reconhecida nos três primeiros anos e meio, isto é, na primeira metade da última semana, quando a marca desse tempo, que poderá ser a marca da besta, será um período de falsa paz e harmonia. Em seguida, surgirá um tempo de sofrimento e tamanha aflição em todo o mundo. Perseguição, humilhação e morte serão a tônica desse tempo, a segunda fase da Grande Tribulação. Entretanto, e antes de tudo isso ocorrer, a Igreja será arrebatada e estará para sempre com Cristo na glória. 

13 – Tudo vai revelar a vitória gloriosa do Messias. Jesus Cristo, o Messias prometido, será revelado quando da sua segunda vinda visível no final da grande tribulação e pisará sobre o Monte das Oliveiras, (Zc 9.9,10) que se renderá em duas partes. O Rei aniquilará por completo o poderio do Anticristo, do falso profeta e do próprio Diabo, chamados de “a trindade satânica”, (Ap 19.19-21) e estabelecerá um reino de paz e harmonia no mundo todo, chamado de “o Reino milenial de Cristo”. Esta é uma mensagem de esperança para o nosso coração. Não tenhamos medo, creiamos tão somente, breve Jesus voltará para arrebatar o Seu povo. 

14 - Vivemos em um tempo de tamanha incredulidade que até os crentes estão se perguntando se realmente Jesus voltará. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. São tantos que dizem conhecer profundamente as Escrituras Sagradas, mas negam e ou modificam a interpretação das mesmas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais e mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos. Maranata, ora vem Senhor Jesus. 

15 - O que acontecerá no final da grande tribulação. Depois da grande tribulação, a escatologia cristã aponta para a volta visível de Jesus Cristo, onde todo olho o verá, a batalha do Armagedom estará se desenrolando e destruindo tudo e matando Judeus e seus aliados no vale chamado “megido” quando Jesus será reconhecido pelos Judeus como aquele que seus antepassados mataram crucificado em Jerusalém. 

16 - A volta de Cristo no fim da tribulação. Jesus aparecerá nos céus vindo em socorro dos que resistiram e não negaram a sua fé em Deus. A aparência nos céus de Jesus Cristo retornando de forma visível e com poder e grande glória, para encerrar o período de sofrimento na terra, causará grande espanto do Anticristo e de seus exércitos do mal. (1) A Batalha do Armagedom estará ocorrendo e o confronto final entre as forças celestiais e os sistemas políticos e exércitos contrários a Deus, serão totalmente aniquiladas. (2) Ocorrerá a prisão de Satanás, o mal e as forças opositoras são detidos e o líder espiritual rebelde é confinado. A trindade satânica ficará presa por mil anos. 

17 – Neste período da grande tribulação haverá nos ares celestiais a cerimônia das bodas do Cordeiro, onde Jesus estará distribuindo as coroas aos santos que perseveraram até o fim. Ali também haverá o julgamento das nações e o galardão dos fiéis que resistiram ao período difícil das grande tribulação. Estes fiéis são chamados de os que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro. (1) Começa o reinado de mil anos de Cristo na terra. Cristo estabelece um período de paz e governo direto sobre a terra, muitas vezes na bíblia é chamado de milênio. (2) Após o milênio Satanás será solto por um período curto de tempo e Deus, de Seu trono, o vencerá com o sopro de Sua boca. Então acontecerá o tempo do estado eterno dos salvos com Cristo reinando eternamente e os perdidos lançados no lago de fogo e enxofre para sofrer eternamente cujo período é chamado de a segunda morte em Apocalipse 21.8 e Apocalipse 22. Neste ciclo final todos os vencedores estarão vivendo em novos céus e nova terra. 

18 - As setenta semanas de Daniel era o prenúncio do fim e o Apocalipse de João é o anúncio de que o tempo do fim chegou. O Tempo do Fim no Livro de Apocalipse é o anúncio de que Deus deu todo o tempo possível para o ser humano se converter, quem assim procedeu será coroado de glória e de vitórias, quem não deu ouvidos para a palavra de Deus, não terá um final feliz. Nos relatos dos Evangelhos Jesus deu um breve resumo dos eventos e condições que levarão ao Seu retorno. Mas, depois deu mais detalhes. Havia passado sessenta anos quando Ele revelou mais detalhes sobre o fim dos tempos ao apóstolo João. Esta longa e detalhada profecia bíblica está no último livro da Bíblia, o Apocalipse. 

19 - Aqui novamente encontramos um esboço da profecia que Jesus deu no Monte das Oliveiras, mas representado com um abrangente simbolismo, Mateus capítulos 24 e 25. E também achamos os detalhes adicionais nos primeiros capítulos de Apocalipse, João escreve que, na visão, ele foi levado para o momento que chamou de “dia do Senhor”, ao mesmo período chamado de “o dia do Senhor” pelos profetas anteriores e outros apóstolos, (Isaías 13:6, 9; Joel 1:15; Amós 5:18-20; Obadias 1:15; Sofonias 1:14; Zacarias 14:1; Malaquias 4:5; 1 Tessalonicenses 5:2; 2 Pedro 3:10). 

20 – Na visão do fim dos tempos, o livro de Apocalipse foi escrito para revelar o futuro, e Jesus Cristo é quem faz a revelação dizendo: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. (Apocalipse 1:1,7). Aqui está o tema de Apocalipse, o tempo do fim desta era e do retorno de Jesus Cristo para estabelecer o seu Reino Milenial na terra depois da grande tribulação. João explica de onde estava quando recebeu a visão do fim dos tempos: “Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Eu fui arrebatado no espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”, (Apocalipse 1:9-10). 

21 - O dia do Senhor (também conhecido nas Escritura como “Dia de Cristo”) é o tempo da intervenção de Deus nos assuntos humanos, quando Ele estabelecerá Seu Reino Milenial. (É evidente que este contexto não se refere a um determinado dia da semana para adorar a Deus. Para entender melhor qual é o dia que Deus determinou para descanso e adoração, lembre-se do primeiro dia da semana, dia em que Jesus ressuscitou. (1) O apóstolo Paulo, referindo-se a este mesmo tempo, diz: “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”, (1 Tessalonicenses 5:2-3). 

22 - Em outra epístola Paulo o chama de “o Dia de Cristo”, (2 Tessalonicenses 2:2). A razão é que Jesus Cristo, o Senhor, intervirá de uma forma poderosa neste tempo para vencer os dominnadores deste mundo. É por isso que este período do fim dos tempos é chamado o dia do Senhor. (1) A visão de João do dia do Senhor começa em Apocalipse 4: “E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono” (versículo 2). Depois de descrever a cena no céu, João se concentra em um pergaminho que Deus segura que lista os eventos do fim dos tempos. “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos”, (Apocalipse 5:1). (2) Somente Jesus Cristo, chamado o Cordeiro, é digno de abrir os selos e desencadear esses eventos do fim dos tempos. Quando Deus Pai, determina que chegou a hora, Jesus é autorizado a iniciar os eventos escritos no pergaminho. Então os terríveis eventos do fim dos tempos, profetizado nas Escrituras, acontecem durante três anos e meio. 

23 - Os sete selos descrevem os acontecimentos antes e durante o retorno de Cristo para governar a terra. “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”, (Apocalipse 5:11-12). Aqui, Jesus Cristo está sendo autorizado a desencadear os eventos finais e, em seguida, estabelecer o Seu Reino Milenial na terra. (1) Na visão de João, Cristo abre os sete selos. João, então, descreve os acontecimentos que se realizarão no período antes dos três anos e meio. Jesus abre, em Apocalipse 6, os sete selos do pergaminho da profecia. Os primeiros quatro dos sete representam eventos iniciados nos dias dos apóstolos e dos líderes até o momento do fim. Jesus deu o significado dos selos sobre o tempo do fim na profecia do Montes das Oliveiras, (Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21). 

24 – A abertura do primeiro selo, (Apocalipse 6:1-2), representa o engano generalizado de um falso cristianismo que começou nos dias dos apóstolos, (Mateus 24:4-5). A abertura do segundo selo, (Apocalipse 6:3-4) refere-se ao aumento da devastação causada pela guerra ao se aproximar o fim, (Mateus 24:6-7). A abertura do terceiro selo, (Apocalipse 6:5-6) representa a escassez de alimento e a fome, (Mateus 24:7). A abertura do quarto selo; outras consequências da guerra e da fome são representadas pela abertura do quarto selo, (Apocalipse 6:7-8), tais como doenças, pragas e revoltas civis que matarão muita gente, (Mateus 24:7). (1) Todos os eventos dos primeiros quatro selos vêm ocorrendo, com frequência e intensidade variável, desde a época de Cristo até nossos dias. Mas, têm se intensificado consideravelmente ao longo do século passado e vai aumentar mais e mais ainda o sofrimento que a humanidade terá que suportar ao se aproximar os últimos tempos. 

25 – A abertura do quinto selo, (Apocalipse 6:9-11), nos leva diretamente ao tempo do fim. Ele atesta o passado de perseguição e o martírio dos Servos de Deus e anuncia que eles terão que esperar “ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”, antes que Deus vingue suas mortes. (1) Em Mateus 24:9 (ACF) Jesus diz a seus seguidores que este será o momento em que “vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome”. Ele também descreve-o como um momento de “grande aflição” diferente de tudo que o mundo já experimentou, (versículo 21). 

26 – A abertura do sexto selo, o sexto selo é aberto já trazendo as consequências do próximo selo, o selo seguinte descreve como “as potências dos céus serão abaladas”, (Mateus 24:29), após o fim da tribulação e martírio dos santos já em andamento, mas antes da ira de Deus ser desatada no “dia do Senhor”, (Joel 2:31). Estes sinais celestes anunciam o início do Dia do Senhor. (1) Sinais celestiais apavorantes anunciam a intervenção direta de Jesus Cristo nos eventos mundiais para salvar a humanidade de si mesma. Isso mostra que Deus permitia os desastres anteriores ao fim dos tempos e Satanás foi a sua força motriz. Agora Deus começa a destruir o reino de Satanás, derramando Sua ira sobre um mundo rebelde e insolente. (2) “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. 

27 - “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:12-17). (1) Jesus descreveu esse sexto selo em sua profecia do Monte das Oliveiras: “E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados. E, então, verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção (resgate) está próxima”, (Lucas 21:25-28). (2) Por conseguinte, na última parte do três anos e meio da ira de Satanás, Deus vai intervir, primeiro com sinais e prodígios no céu, então orquestrará Suas punições finais antes do retorno visível de Jesus Cristo no final da grande tribulação, para vencer o Anticristo, a Besta e o falso profeta; Jesus Cristo os prende e lança-os no inferno que arde com fogo e enxofre, lá eles ficarão presos por mil anos. 

28 – A abertura do sétimo e último selo, finalmente o último selo é aberto; o sétimo selo é aberto revelando as consequências de sua abertura para o fim, fim este mais doloroso do que todos os outros. (Apocalipse 8). Ele descreve sete outros aspectos dos eventos do fim dos tempos, cada um anunciado com um toque de trombeta. Nas primeiras quatro destas pragas, Deus atinge a terra e seu ecossistema. A praga da quinta trombeta infringem grande sofrimento aos que se recusaram servir a Deus. Na praga da sexta trombeta, Deus permite que se inicie uma guerra incrivelmente destrutiva envolvendo o mundo inteiro, (Apocalipse 8-9). (1) Com o soar da sétima trombeta, a Bíblia revela que “se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos”, (Apocalipse 10:7). (2) Este mistério do tempo do fim foi brevemente mencionado no Jardim do Éden e seu significado vislumbrado pelos patriarcas e profetas. João escreve: “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”, (Apocalipse 11:15). 

29 - Deus está no controle de tudo e cada detalhe profético será realizado de acordo com seu tempo. Cristo concluiu sua profecia do Monte das Oliveiras, em Lucas 21:34-36, advertindo a seus discípulos que viveriam durante o tempo do fim: “E olhai por vós, para que não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer. Os terríveis acontecimentos do fim dos tempos sugerem que é tempo de estar em pé diante do Filho do Homem”. Aquele que há de vir, virá! Virá e não tardará! Maranata! 

Deus abençoe você e sua família. 


Pr. Waldir Pedro de Souza 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.