segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MILAGRES E CURAS REGISTRADOS NA BÍBLIA

MILAGRES E CURAS REGISTRADOS NA BÍBLIA. 


“Os milagres não cessaram, não diminuíram, não acabaram, o que diminuiu ou acabou foi a fé do povo”. By.waldirpsouza. 

I - Os capítulos de milagres e de curas divina na Bíblia são vários, mas vamos ver o capítulo 5 da epístola universal de Tiago irmão do Senhor. Tiago 5.1-20. 1. Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. 2. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça. 3. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. 4. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. 5. Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes, e cevastes o vosso coração, como num dia de matança. 6. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu. 7. Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. 8. Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a vinda do Senhor está próxima. 9. Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta. 10. Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. 11. Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso. 12. Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim e não, não, para que não caiais em condenação. 13. Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 14. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 15. e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. 17. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. 18. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. 19. Irmãos, se algum de entre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, 20. saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados. 

II - Porque orar para receber a cura? A Bíblia nos ensina que: "Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades”, (Sl 103. 3). Aqui existe uma grande verdade: O SENHOR sara quaisquer enfermidades. Mas não podemos desprezar outras verdades, como: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no Céu". (Mt 6. 10). 

III - Por que orar? Orar não é somente clamar por alguma coisa que deseja receber de Deus. Orar é falar com Deus, sentir a presença de Deus durante uma conversa com Ele, é pedir perdão e posicionar-se em consagração. A Bíblia mostra que Deus tem o poder e o desejo de curar pessoas em nossos dias assim como em outros tempos. A cura divina está baseada nas Escrituras e corroborada nas palavras de nosso Senhor Jesus, que declarou que seus discípulos imporiam as mãos sobre os enfermos e que estes seriam curados.  

A - O Pentecostes de Atos dos Apóstolos deu prosseguimento às curas divinas e à operação de milagres por Jesus Cristo nos evangelhos, comprovando, assim, a atuação do Espírito Santo de Deus na igreja. E hoje, podemos contar com a mão de Deus para operar curas e milagres em nome de Jesus? Como pentecostais que somos, cremos que sim porque Jesus veio para salvar e libertar o perdido pecador da escravidão do pecado e dar as bênçãos decorrentes da obediência. 

B - Desde que o mundo é conhecido existem doenças e enfermidades conhecidas e até desconhecidas. Temos exemplos no Velho Testamento e no Novo Testamento de que Deus ouve, cura e liberdade e liberta a todo o que clama pelo nome do Senhor. Descobrir a origem dos males que afetam o corpo humano não é uma tarefa simples. As doenças existem, e isso é fato. A luta do homem pela cura mostra o quanto somos frágeis e o quanto necessitamos de que nosso corpo seja tratado continuamente. Na perspectiva bíblica e teológica, surge um desafio: De onde procedem as doenças? Para que possamos compreender a cura divina, é preciso entender que ela existe para tratar males que afetam o corpo e a alma. A cura não tem sentido se não houver um mal que venha assolar um corpo, e esse mal, por sua vez, pode ter origens diversas. 

C - As doenças são consequências do pecado de Adão e Eva e às vezes até dos nossos pecados mesmo. A cura pode ser vista como uma consequência de libertação do pecado original. Há pessoas doentes desde que Adão e Eva pecaram. O homem não foi criado doente. Deus criou o mundo com a característica original de ser bom. Desde o primeiro dia da criação até o sexto dia, nenhuma referência há que delimite a existência de um mundo infestado de pragas e males que assolariam a raça humana. Adão e Eva foram criados com saúde, sem qualquer característica de que tinham em seus corpos os elementos necessários para o desenvolvimento do processo de deterioração. Vivendo no estado de inocência e de perfeição no Éden, eles tinham não apenas a comunhão plena com Deus, o criador, mas também a saúde perfeita e um ambiente favorável à longevidade, ninguém sabe quantos anos que Adão e Eva viveram antes de pecar; este período e chamado de dispensação da inocência. A única referência à morte foi dada pelo próprio Deus ao advertir que não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles não eram eternos, pois foram criados, mas gozavam da imortalidade, até que decidiram priorizar aquilo que a serpente disse ser mais importante, descartando o que o Senhor havia ordenado. O pecado agora afetou a constituição física do primeiro casal, que passou a estar sujeito aos efeitos da morte, com a deterioração do corpo, e seus descendentes passaram a herdar igualmente a possibilidade de contrair doenças. Estas, como fruto do pecado, passaram a coexistir com a humanidade como um vetor de envelhecimento e morte. 

1 - A enfermidade pode ser entendida como uma consequência do pecado? Sim, pode perfeitamente, não que a pessoa seja condenado por algo que fez no passado ou no presente e que não se lembre, mas por causa da natureza do pecado desde nossos primeiros pais Adão e Eva. Quando Jesus curou um coxo no dia de sábado, recomendou a ele: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior”, (Jo 5.14). Considera-se que aquele homem certamente cometera um mal que o impedia de ter a saúde normalizada, e a recomendação de Jesus seria um alerta para ele andar com Deus e ficar livre de males mais complexos. Se esse caso é, de fato, fruto de um pecado cometido, veremos que as doenças possuem outras causas também. 

2 - Ação de Satanás é muito forte nesta área porque ele faz de tudo para a pessoa não receber a cura e a libertação da escravidão do pecado. Uma fonte de doenças apresentada na Bíblia é a ação de Satanás. Em algumas ocasiões, o inimigo é responsável pela existência de algumas doenças. A Bíblia fala que Jesus libertou uma mulher numa sinagoga, no sábado, que era prisioneira de Satanás. Lucas descreve que esta mulher “tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se”, (Lc 13.11). Este texto não parece ser uma referência a uma possessão maligna, mas, sim, a uma doença colocada naquela mulher por Satanás. Ele pode influenciar e atacar uma pessoa sem apossar-se integralmente de seu corpo e mente. Nessa passagem, a mulher curada glorificou a Deus pela sua cura, mas havia um líder naquela sinagoga que, apesar de ver a cura e a mulher glorificando a Deus, repreendeu a audiência por ser um dia de sábado. Tão ruim quanto ser oprimido por Satanás é não glorificar a Deus quando Ele traz a cura de uma pessoa na congregação, seja de qualquer dia e em qualquer hora. 

3 - Há casos, entretanto, em que o Diabo toma posse da mente e do corpo de uma pessoa, é o caso de possessão demoníaca, causando doenças também, sejam doenças físicas e ou espirituais. Marcos 9 fala de um jovem lunático, que foi atacado desde a infância por um espírito maligno, do qual Jesus libertou. Ao expulsar aquele demônio, Jesus restaurou a saúde física e mental daquele moço, sendo este um caso real de possessão demoníaca cujo efeito causava uma doença na pessoa. 

4 - Outro caso a ser analisado é o do gadareno que estava possesso por uma legião de demônios. Ele é descrito como um homem que tinha sua morada nos sepulcros, preso com grilhões e cadeias e que andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras, (Mc 5.1-5). Essa é uma descrição assustadora para um ser humano dominado por Satanás. Quando liberto por Jesus, causou surpresa na cidade, pois, além de os demônios entrarem em uma manada de porcos, que se precipitou no mar, o homem foi achado “vestido e em seu (pleno) juízo, assentado aos pés de Jesus”, (Lc 8.35). O gadareno, agora liberto, quis seguir o Mestre, mas foi orientado por Ele: “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti”, (Mc 5.19). A cura desse homem causou uma impressão tão forte nos habitantes daquela região que eles pediram a Jesus que saísse daquela localidade. Ao invés de aproveitarem a ocasião para serem curados também, preferiram que Jesus ficasse afastado deles. 

5 - Outro exemplo a ser analisado, mesmo que de forma breve, é o caso do espinho na carne do apóstolo Paulo. O servo de Deus recebera revelações das quais não poderia contar. A experiência que ele teve foi tão sublime que era possível tornar-se uma pessoa soberba ante a tudo o que ele havia contemplado. Para que não ficasse soberbo com a experiência que teve, o Senhor permitiu que ele fosse atingido por um mensageiro de Satanás para esbofeteá-lo. O próprio Paulo relata essa declaração, e tal “espinho” é descrito como sendo um enviado de Satanás. Não é dito o que era especificamente; muitos estudiosos da Bíblia, porém, creem que se tratava de uma doença, possivelmente um problema nos olhos ou nas costas por causa dos vários acoites que recebeu. De forma alguma, vemos a possibilidade de uma possessão maligna nessa passagem, pois Paulo foi um homem cheio do Espírito de Deus. Pelo visto, em seus escritos, o Senhor não determinou a cura para o apóstolo, mas deu a ele a sua graça para suportar aquela situação. Deus sabia como lidar com seu servo, limitando-lhe uma possível arrogância. 

6 - A Fé é essencial para a Cura Divina acontecer. Sem fé é impossível agradar a Deus. A Palavra de Deus dá ênfase a uma palavra chamada fé, que pode ser traduzida como uma confiança, uma certeza atribuída ao que o Senhor falou sobre si mesmo e sobre o que Ele faria. A fé é tão importante que Deus, ao longo das Escrituras, mostra homens e mulheres de fé, que demonstraram o quanto confiavam em Deus e que foram recompensados por Ele. A fé foi importante na vida de Abraão, de Isaque e de Jacó. Foi a fé em Deus que manteve José íntegro quando escravo e prisioneiro e que o ajudou a manter-se como homem de Deus quando governador do Egito. Foi a fé que sustentou Moisés, Samuel, Davi, Elias e tantos outros personagens. 

7 - A Bíblia mostra que a fé também é importante para a cura divina. João Marcos narra que Jesus vinha de uma série de manifestações miraculosas, como, por exemplo, a libertação de um homem de Gadara, a cura de uma mulher que tinha um sangramento que não estancava, sem falar que, nesse mesmo dia, Ele ainda ressuscitou a filha de Jairo, um homem que era líder na sinagoga local (Mc 5). Jesus segue em direção à Nazaré, terra na qual foi criado, e foi ensinar na sinagoga. As pessoas daquela localidade ouviram Jesus falando e perguntaram sobre a procedência da sabedoria com que Jesus falava. Ao invés de valorizarem a sua presença ali, cientes dos milagres que Ele havia operado, eles desdenharam e desprezaram o Senhor. A incredulidade deles e a desonra com que trataram o Senhor foram tão grandes que Jesus, de acordo com Marcos, “não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos”, (Mc 6.5). 

8 - É interessante notar que a falta de fé parece ter um poder neutralizador de milagres e curas. A Bíblia não diz que Jesus não quis fazer obras maravilhosas, mas diz que Ele não podia fazer mais por causa da falta de fé. A incredulidade parece realmente ter um efeito impeditivo de milagres e curas em certas ocasiões. Se recorrermos ao mesmo evangelista (Marcos), no capítulo 2, vemos que um paralítico foi trazido por quatro amigos para ser curado por Jesus. Como o local em que Jesus estava foi cercado por uma multidão, aqueles homens fizeram um buraco no teto e baixaram por ele o paralítico. “E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados”, (Mc 2.5). Nesses dois casos, há clara associação entre ter fé para ser curado e não ter. 

9 - Um centurião romano (Lc 7) pede a Jesus que cure o seu servo, e Jesus, mesmo a distância, curou aquele enfermo, acrescentando acerca daquele centurião: “Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé”, (Lc 7.9). Ainda analisando exemplos em que a fé foi importante para a operação da cura divina, vemos no livro de Atos que Lucas (o escritor de Atos dos apóstolos) registra que na cidade de Listra, um homem que jamais tinha andado: “Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou”, (At 14.9,10). Nesses casos, vemos que a Bíblia mostra que a fé é um elemento indispensável para a cura divina. 

10 - De forma direta temos que acreditar também que a cura divina é para os nossos dias. Ela não ficou limitada aos dias da Igreja Primitiva e não há um texto sequer na Bíblia que diga que o tempo de o Senhor operar curando enfermos e salvando pessoas acabou, ou que a cura divina foi necessária somente até a Igreja do Senhor Jesus ser estabelecida. A cura divina faz parte do projeto de Deus da mesma forma que a salvação, e Jesus não apenas curou enfermos, como também disse que os que cressem nEle também curariam enfermos em seu nome. 

11 - Em Cristo, há cura para as doenças do corpo e da alma, e Ele quer usar crentes cheios do Espírito Santo para que, em seu nome, orem por enfermos e vejam as curas sendo manifestadas. Por isso, creiamos em Deus, cuidemos de nossa saúde e oremos pelos doentes até que o Senhor retorne para buscar a sua Igreja. Qualquer que seja a doença, temos uma certeza: Jesus é maior. Quando Ele exerceu o seu ministério na terra, doenças como a lepra e tantas outras assolavam a sociedade. O salário do pecado é a morte, e as doenças são uma das consequências do pecado no mundo. Jesus combateu a morte e o pecado, curando os enfermos e nos dando a Salvação eterna 

12 - Quando aceitamos a Cristo, a doença e a morte já não são capazes de nos deter. Todo aquele que crê em Jesus e confessa que Ele é o Salvador, é liberto do pecado e da morte. Jesus ressuscitou, venceu a morte e continua curando nos dias de hoje. Quem ora em Seu Nome é capaz de realizar grandes coisas, (João 14:13-14). Na Bíblia, podemos ver quantos milagres Cristo realizou e aprender com os Seus ensinamentos. Aquele que crê em Jesus Cristo tem autoridade para levar a Palavra que liberta e cura. Disse Jesus: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum”, (Lucas 10.19). 

13 - Vale destacar que essa promessa de Cristo refere-se à sua igreja, e que inclui todos os cristãos e todo tempo em que a igreja permanecer no mundo. A promessa de Jesus: “estarei convosco até a consumação dos séculos”, (Mt 28:20), se estende a todos os membros da sua igreja na face da terra, assim como a ordem: “Ide por todo mundo”, (Mc 16:15). Considerando que a promessa e a ordem de Jesus referem-se a todos os cristãos em todos os tempos, obrigatoriamente devemos concordar que a promessa: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”, (Mc 16:17 -18), não se restringe aos apóstolos e aos primeiros discípulos. 

14 - Quando Jesus pediu ao Pai que não tirasse os que eram d’Ele do mundo, seu pedido tinha por alvo os discípulos naquela época e todos quantos cressem em Cristo em todos os tempos vindouros, (Jo 17:16), portanto, as promessas e a ordem que foi testemunhada pelos apóstolos e alguns discípulos, abrange todos os cristãos em todos os tempos, (Mt 28:20). A oração que Jesus fez: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela Sua palavra hão de crer em mim”, (Jo 17:20), demonstra que as promessas de Deus não se restringiam apenas aos apóstolos e aos discípulos “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”, (At 2:39). 

15 - Devemos abrir a nossa mente e o nosso coração acerca desta promessa de Cristo: “Eis que vos dou poder”. Não é porque muitos fazem mau uso do texto sobre sinais que negaremos as promessas de Cristo para evitar que façam mau uso, pois seria o mesmo que tolher a verdade. Deveriam sim se encher do Espírito Santo, ou seja, do evangelho, pois deste modo jamais beberiam do vinho da contenda, ou, da doutrina dos judaizantes “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”, (Ef.5:18); “Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?” (Mt 16:11). 

16 - É em função do alerta anterior que se chega à interpretação que acabamos de fazer. Quando o apostolo Paulo diz: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios”, está recomendando que os cristãos não andem como os judeus, os loucos, os néscios, que sempre erraram o caminho. Que não sejam insensatos, ( Gl 3:1 ), voltando a se aplicarem a elementos da lei, antes, que entendam qual é a vontade de Deus, ( Ef 5:15-17). Esta análise nos mostra que, algumas vezes, quando a Bíblia faz referência à serpente, não faz referência a Satanás, mas aos homens que, por anunciar uma doutrina de mentira, destilam veneno mortal como as víboras. Por destilarem peçonha, a figura da serpente é própria para descrevê-los. Daí o rótulo: raça de víboras! São pessoas que infelizmente vivem enganando a muitos com falsos milagres, falsas profecias, falso testemunho, etc, tudo para enganar os neófitos e neoconversos na fé. 

17 – A verdadeira igreja do Senhor Jesus é revestida de poder, de autoridade para realizar, sem segundas intenções, curas, milagres e maravilhas no nome de Jesus e para Sua glória. A igreja de Jesus Cristo possui autoridade para curar e realizar milagres, ( Mc 16:15-20), mas este não é o mote do evangelho. A proposta do evangelho é mais abrangente, pois por Cristo é possível o crente vencer reinos, praticar a justiça, alcançar as promessas, fechar as bocas dos leões, apagar a força do fogo, escapar do fio da espada, da fraqueza tirar forças, na batalha se esforçar, por em fuga os exércitos dos estranhos e receber pela ressurreição os seus mortos, porém, o mesmo Cristo torna possível ser torturado, não aceitar o seu livramento para alcançar uma melhor ressurreição, experimentar escárnios e açoites, e até cadeias e prisões, ser apedrejado, serrado ao meio, tentado, mortos ao fio da espada, andar vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparado, aflito e maltratado, (Hb 11:33–40), viver como se nada tendo, mas tendo a certeza de subir no Arrebatamento da igreja e morar nas moradas celestiais eternamente com Cristo. 

18 - É dado aos que creem poder de serem livres da peçonha, do veneno de uma serpente, mas também é dado poder para suportar afrontas e açoites, e passar uma vida na prisão por causa da verdade do evangelho, como foi o caso do apóstolo Paulo. Certamente Cristo estabeleceu que os seus servos realizarão maiores obras, trabalhos, ações, atos, pois a seara é muito grande, e há poucos ceifeiros. Quem opera sinais e maravilhas está inclusos nesta obra, porém, não é este o objetivo principal do evangelho. Não é esta a bem-aventurança que aguardamos. (Jo 20:29). Qualquer que ouve uma mensagem ou vê um milagre, deve ter o cuidado de primeiro provar o ‘espírito’, pois fenômenos “extraordinários”, muitas vezes, não são passíveis de análise, mas a mensagem sempre é passível de análise àqueles que tem o Espírito de Deus, (Dt 13:1-4 ; 2Ts 2:9 ; Mt 7:21 -23). 

19 - Um cristão verdadeiro deve estar consciente de que os falsos profetas operarão sinais e prodígios da mentira “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”, (2Ts 2:9). Um cristão jamais deve esquecer que os falsos profetas tem aparência de ovelha, e que só os seus frutos possibilita identificá-los, (Mt 7:20). É dado aos que creem, poder de serem livres do espírito de engano e da peçonha, do veneno, de uma serpente, mas também é dado poder para suportar afrontas e açoites, e passar uma vida na prisão por causa da verdade do evangelho, como foi o caso do apóstolo Paulo. Cristo estabeleceu que os seus servos realizarão maiores obras, trabalhos, ações, atos, pois a ceara é grande, e há poucos ceifeiros. Quem opera sinais e maravilhas está inclusos nesta obra, porém, não é este o objetivo do evangelho. Não é esta a bem-aventurança. (Jo 20:29). 

20 - Qualquer que ouve uma mensagem ou vê um milagre, deve ter o cuidado de primeiro provar o “espírito”, pois fenômenos “extraordinários”, muitas vezes, não são passíveis de análise, mas a mensagem sempre é passível de análise àqueles que tem o Espírito de Deus, (Dt 13:1-4 ; 2Ts 2:9; Mt 7:21-23). Um cristão deve estar cônscio de que os falsos profetas operarão sinais e prodígios da mentira “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”, ( 2Ts 2:9 ). Um cristão jamais deve esquecer que os falsos profetas tem aparência de ovelha, e que só os seus frutos possibilita identificá-los, (Mt 7:20). E quais são os frutos? O espírito e a mensagem que professam. 

21 - O cristão não deve ficar maravilhado, extasiado, perplexo frente a um milagre. Um cristão deve ter o discernimento que sinais são para os incrédulos, enquanto que a palavra, a profecia, o Espírito, o poder de Deus é para os fiéis “De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis”, (1 Co 14:22). Quem não se maravilhava diante de um sinal são os infiéis, e isso ao longo dos tempos não muda. Mas, os que creem, tem o mesmo discernimento que o apóstolo Pedro ao dizer que sempre apresentará ao povo o Cristo crucificado, e não os milagres “E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto”, (At 3:12-13). 

Deus abençoe você e sua família. 


 Pr. Waldir Pedro de Souza 

Bacharelem Teologia, Pastor e Escritor.