segunda-feira, 23 de março de 2026

ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA

ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA 


I – Os gigantes da fé registrados na Bíblia também são chamados de heróis da fé em Hebreus capítulo 11. Mas vamos ver primeiro um pouco do que eram os gigantes, fisicamente, do Velho Testamento que tinham um corpo muito maior do que a maioria das pessoas daquela época, depois vamos ver sobre os verdadeiros heróis da fé do Velho Testamento e do Novo Testamento que também venceram pela fé todas as batalhas em nome do Deus de Israel. A Bíblia registra muitos gigantes no Velho Testamento. Historiadores dizem que os gigantes mais antigos existiram antes de Noé. Os gigantes bíblicos eram povos de grande estatura, frequentemente descritos como guerreiros formidáveis, incluindo os Nefilins (pré-dilúvio), Anaquins, Refains, Emitas e Zomzomins. Figuras notáveis citadas incluem Golias e seus quatro irmãos, além do rei Ogue de Basã. Eles viviam principalmente em Canaã e arredores antes e durante a conquista israelita. 
II - Aqui estão os principais gigantes e grupos de gigantes mencionados na Bíblia: (1) Nefilins (ou Nephilim), surgiram antes do Dilúvio, mencionados em Gênesis 6:4 como filhos da união entre "filhos de Deus" (não confundir com Anjos, Anjos não se casam e nem se dão em casamento) e "filhas dos homens". Também mencionados em Números 13:33. (2) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã. (3) Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). A cama (ou leito) de Ogue, rei de Basã, media aproximadamente 4 metros de comprimento por 1,80 metro de largura. Feita de ferro, ela é descrita em Deuteronômio 3:11 como uma prova do tamanho colossal de Ogue, o último dos gigantes refains. (4) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel que foram vistoriar a terra prometida a mando de Moisés, (Números 13:33; Josué 11:21-22). (5) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura, (1 Samuel 17). (6) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pé, (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (6) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins, (Deuteronômio 2:10-11). (7) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. 
III - Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas (Descendentes de Sete, filho de Adão e Eva), Sete, na Bíblia, foi o terceiro filho de Adão e Eva, nascido após a morte de Abel. Considerado uma "compensação" divina, ele continuou a linhagem fiel a Deus, sendo o ancestral direto de Noé e, consequentemente, da humanidade pós-diluviana. Nasceu quando Adão tinha 130 anos e viveu 912 anos, (3) e os mundanos cainitas, filhos de Caim); e (4) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias). 
A - O ponto de vista mais antigo e conhecido e apócrifo é aquele segundo o qual os filhos de deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro apócrifo pseudoepígrafo do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do poderoso”). 
B - “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Gênesis 6.2. Esse é um texto de difícil interpretação. Há basicamente três interpretações para os “filhos de Deus”: (1) anjos caídos, (2) filhos de Sete e (3) homens poderosos. Neste texto, Walter Kaiser Jr. resume as três posições, defendendo a última. 
C – Também existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente falando, (aristocratas despóticos e formosas plebéias). 
D - O ponto de vista mais antigo e conhecido nas religiões é aquele segundo o qual os filhos de deus ( ou dos deuses pagãos) eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, (o que está em desacordo com a própria palavra de Deus de que os anjos não se casam e nem se dão em casamento, (A frase "os anjos não se casam nem se dão em casamento" baseia-se diretamente nas palavras do próprio Senhor Jesus em Mateus 22:30-33, Marcos 12:25 e Lucas 20:34-36. Jesus explica que, na ressurreição, os seres humanos serão como os anjos no céu, onde não há casamento ou procriação, pois a vida é imortal e espiritual, não carnal), deixando de ser uma raça de “gigantes”, (hebr. Nephilim). O livro pseudoepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como sendo anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do Poderoso”). 
1 - Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus”, nessa perspectiva, os anjos, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1 Pedro 3.18-20; 2 Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais. 
2 - O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica Nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo. 
3 - O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos, (6.2). 
4 - As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias, assim como na Grécia antiga dos tempos do Apóstolo Paulo. 
5 - Em relação aos chamados gigantes, a palavra Nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam. 
6 - Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite. 
7 – (1) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã, como Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). (2) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel (Números 13:33; Josué 11:21-22). (3) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura (1 Samuel 17). (4) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pés (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (5) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins (Deuteronômio 2:10-11). (6) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). 
8 - Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. Os gigantes na Bíblia (frequentemente chamado de Nefilim ou Anaquins) representavam a corrupção humana, a rebelião contra Deus e obstáculos formidáveis à fé. Eles simbolizam a violência e o mal antes do Dilúvio e, posteriormente, testam a confiança de Israel na conquista de Canaã, destacando a necessidade da intervenção divina para a vitória. 
9 - Principais Aspectos da Importância dos Gigantes: (1) Símbolo de Perversidade (Pré-Dilúvio): Em Gênesis 6, os Nefilim resultam da união antinatural entre os chamados "filhos de Deus" (anjos) e as "filhas dos homens". Sua existência está associada ao aumento da violência na terra, o que justifica o Dilúvio como juízo divino. (2) Obstáculos à Fé (Conquista de Canaã): Os espias enviados por Moisés descreveram os habitantes de Canaã (Anaquins) como gigantes, fazendo com que o povo se sentisse como "gafanhotos". Eles representam o medo e a falta de fé, evidenciando que a força humana não é suficiente, mas sim a confiança em Deus. (3) Poder e Renome: Descritos como "heróis da antiguidade" e "homens de renome", representam o auge da força física e da soberba humana. (4) Inimigos Derrotados por Davi: A vitória de Davi sobre Golias simboliza o triunfo de Deus sobre os maiores inimigos físicos, mostrando que tamanho não determina a vitória. 
10 - Os gigantes, portanto, funcionaram no texto bíblico veterotestamentário para destacar a distinção entre a fragilidade humana e o poder de Deus, servindo como marcadores de períodos de grande crise espiritual e física. Portanto os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja são citados pelo escritor da Carta aos Hebreus. Antes, o autor bíblico já havia feito uma grande exposição acerca da superioridade de Cristo e seu ministério sacerdotal em relação aos anjos, a Moisés, a Josué e ao sacerdócio levítico (Hebreus 1-10). Ele também indicou a excelência da Nova Aliança mediada pelo Senhor Jesus em contraste com a primeira (Hebreus 9; 10). Agora, no capítulo 11, o mesmo escritor conduz a sua exposição a uma conclusão prática acerca da fé para seus leitores. 
11 - É justamente para cumprir esse objetivo que ele lança mão das histórias dos gigantes da fé do passado a fim de revelar o seu legado para a Igreja de Cristo. Sua lista de gigantes da fé, conhecidos e desconhecidos, ficou conhecida como a galeria dos heróis da fé. Essas pessoas viveram em períodos diferentes da História da humanidade. Elas enfrentaram problemas e circunstâncias diferentes, mas tinham em comum a fé inabalável em Deus. Antes de falar sobre os gigantes da fé e seu legado para a Igreja, o autor neotestamentário faz uma introdução sobre a fé apresentando uma breve definição sobre o que é a fé verdadeira. Ele fala de forma bastante objetiva sobre as características e qualidades da fé. Inclusive, ele ressalta que as respostas para as grandes questões da origem e existência do mundo só podem ser obtidas pela fé. (Hebreus 11:1-3). 
12 - Os gigantes da fé tiveram e viveram em plena comunhão com Deus. O escritor de Hebreus começa citando os exemplos práticos de fé na vida de homens que viveram no início da História humana. Abel, Enoque e Noé são os exemplos de gigantes da fé no período entre a criação e o Dilúvio. Pela fé, estes três homens puderam experimentar uma íntima comunhão com Deus. Abel aparece como o primeiro gigante da fé. Apesar de seus pais terem sido aqueles que abriram as portas do mundo para o pecado, e seu irmão ter sido um exemplo de impiedade, Abel foi um pioneiro na fé. Depois dele, Enoque e Noé aparecem como sendo pessoas que andaram com Deus. 
13 - Note que coisa interessante sobre os primeiros gigantes da fé: (1) Por sua fé Abel foi levado à morte. (2) Por sua fé Enoque nunca provou a morte. (3) Por sua fé, Noé salvou a vida de toda sua família da morte e ainda garantiu a continuidade da criação. Os gigantes da fé enxergaram o invisível Depois de citar os primeiros gigantes da fé, o escritor bíblico avança sua narrativa para o período patriarcal. Neste período ele seleciona a família de Abraão, o patriarca da nação de Israel, para destacar alguns outros gigantes da fé. O escritor fala sobre como Abraão foi obediente à ordem do Senhor ao partir para fora de sua terra, e a fé que demonstrou juntamente com sua esposa, acerca do nascimento de um filho. A grande prova desse gigante da fé foi quando ele não questionou o pedido do Senhor para sacrificar Isaque. 
14 - Na sequência do texto, o próprio Isaque, seguido de Jacó e José, são mencionados como gigantes da fé que olharam para o futuro através da plena convicção nas promessas do Senhor. Embora eles tenham morrido sem ver essas promessas cumpridas, através de sua fé eles esperavam uma pátria celestial. Os gigantes da fé avançaram porque creram nas promessas de Deus O escritor bíblico que escreveu o livro aos Hebreus continua sua exposição falando de alguns gigantes da fé que viveram desde o período do êxodo do Egito até o período dos juízes, dos reis e dos profetas de Israel. Moisés é o primeiro nome mencionado nesse período. Ele começa falando sobre seu nascimento e considera eventos de sua infância, educação, juventude e fuga do Egito. Ele também explica sobre como os pais de Moisés foram gigantes da fé ao desafiarem o decreto de Faraó para protegê-lo, apesar de não mencioná-los pelo nome. 
15 - Depois, lemos sobre como a fé esteve presente entre os israelitas que atravessaram o Mar Vermelho até chegarem a Canaã. Nesse período ele também destaca a queda das muralhas de Jerico e a história de Raabe como exemplos de fé verdadeira. Mesmo não tendo seu nome sido citado especificamente, Josué é uma figura notável em conexão com esses eventos. A partir do período dos juízes, o autor lista alguns nomes representativos e diz que não é possível citar todos os gigantes da fé. Além disso, ele ainda apresenta uma síntese dos sofrimentos e triunfos desses gigantes da fé, sejam eles conhecidos ou anônimos. Alguns nomes citados nessa seção são: Gideão, Sansão, Davi, Samuel, etc. 
16 - O legado dos gigantes da fé para a Igreja. Em Hebreus 11 realmente lemos uma maravilhosa exposição sobre os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Para ele, os gigantes da fé do passado e os crentes da Nova Aliança compartilham de uma mesma fé comum. Juntos eles recebem as bênçãos do cumprimento da promessa do Senhor. Em outras palavras, ele diz que as figuras notáveis do Antigo Testamento são irmãos e irmãs na fé de seus leitores. O legado dos gigantes da fé para a Igreja não está relacionado às suas próprias forças. Eles se tornaram exemplos para nós porque dependiam exclusivamente do auxílio divino em suas vidas. Eles buscaram a Deus e colocaram sua fé em prática. Evidentemente isto serve de exemplo para todos nós. 
17 - O autor bíblico também revela a vantagem que os crentes do Novo Testamento possuem em relação aos gigantes da fé do Antigo Testamento. Os gigantes da fé do passado tiveram acesso apenas a uma parte da revelação de Deus. Nós vivemos num estágio mais avançado da revelação de Deus sobre a aliança da graça. Por isto temos uma aliança superior, uma esperança superior e promessas e possessões superiores, (Hebreus 7-10). Os gigantes da fé do Velho Testamento viveram crendo no Messias que haveria de vir. Nós, no entanto, vivemos crendo no Messias que já veio. Através de pequenos fragmentos da revelação de Deus, os gigantes do passado perseveram na fé. Sem dúvida este é um grande legado para nós que hoje desfrutamos da completa revelação de Deus em Cristo. João Calvino resume muito bem a vida dos gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Ele diz que uma tênue faísca de luz os conduziu ao céu. Agora, porém, o Sol da Justiça resplandece sobre nós. Então que justificativa apresentaremos se ainda estivermos apegados à terra? Só Jesus Cristo salva, Ele é a nossa viva esperança. 
18 – curiosidades sobre pessoas gigantes que ainda existem e porque são tão grandes. (1) O homem mais alto da história registrada foi o americano Robert Wadlow (1918–1940), que media 2,72 m. Conhecido como o "Gigante de Alton", ele sofria de hiperplasia na glândula pituitária e não parou de crescer até sua morte prematura aos 22 anos. (2) O homem vivo mais alto conhecido até agora (2018) conforme o Guiness World Records é o turco Sultan Kösen, com 2,51 m. 
19 - Detalhes sobre os Gigantes: (1) Robert Wadlow (Histórico): Com 2,72m, ele superou todas as medições documentadas na história. Aos 13 anos, ele já era o escoteiro mais alto do mundo com 2,24m. Ele faleceu em 1940 devido a uma infecção provocada por uma bolha no pé, agravada pelo seu tamanho. (2) Sultan Kösen (Vivo em 2018): Medido em 2018 com 2,51m de altura, o turco Sultan Kösen é reconhecido pelo Guinness World Records. Ele também manteve o recorde de maiores mãos de uma pessoa viva (28,5cm). 
20 - Outros recordes relacionados ao assunto: (1) Quem teve as maiores mãos: Atualmente pertencem ao egípcio Mohamed Shehata. (31,3cm). (2) Maiores pés: O venezuelano Jeison Orlando Rodríguez Hernández detém o recorde com 41,1 cm de pé direito. (3) Quem fou considerado o homem mais alto do Brasil: O paraibano "Ninão" (Joelison Fernandes da Silva), que mediu mais de 2,30m. 
21 – A Bíblia registra um homem que era de grande estatura, portanto era um gigante, que em 1 Crônicas 20:6 relata uma batalha em Gate, onde um gigante filisteu de grande estatura, descendente de Rafa, desafiou Israel. Esse homem possuía características físicas anômalas, totalizando 24 dedos, sendo seis em cada mão e seis em cada pé. Ele foi morto por Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi. O contexto bíblico traz os detalhes de 1 Crônicas 20.6: (1) O Gigante: Era um guerreiro de grande porte e de uma linhagem de gigantes (descendentes de Rafa). (2) A Anomalia: A Bíblia destaca explicitamente a polidactilia: 6 dedos nas mãos e 6 nos pés. (3) O Conflito era pra ele vencer: A batalha ocorreu em Gate, um dos principais centros filisteus. (4) Mas o Vencedor foi Jônatas, sobrinho de Davi; foi ele quem derrotou o gigante, conforme registros bíblicos. (5) Este relato faz parte de um conjunto de batalhas travadas contra os gigantes filisteus, mencionando também Sibecai e Elanã, que derrotaram outros gigantes (Sipai e Lami, irmãos de Golias). 
22 – Deus quer te fazer mais que vencedor e pode, pela fé te abençoar além daquilo que você merece. Em Juízes 6:15-16 está escrito: “E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem”. Juízes 6:15 e 16. Deus não deixa duvidas, antes, Ele acredita em tudo o que pode fazer através de você. Creia você também e não temas, Deus é contigo para te livrar. Geralmente somos nós mesmo que não acreditamos em nosso potencial quando buscamos a direção de Deus. Sabemos de nossas limitações, ou pelo menos, pensamos que sabemos, ate enfrentarmos desafios que consideramos maiores do que podemos, segundo nossas forças. A Bíblia diz que Deus conhece os segredos do nosso coração. “Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração”. Salmos 44:21. 
23 - Os aflitos e necessitados buscam águas, e não há, e a sua língua se seca de sede; eu o Senhor os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei. Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água”. Isaías 41: 17 e 18. “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo”. Isaías 41:13 O Senhor te livrará de todas as circunstâncias desagradáveis em sua vida, mas não se prostre ante aos desafios, o Senhor irá contigo para lhe dar a vitória. Enfrente o medo com fé, fortalecido na Palavra de Deus pelo poder do Espírito Santo de Deus e vença pela fé os gigantes do dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 16 de março de 2026

NÃO PAREM DIANTE DAS DIFICULDADES

NÃO PAREM DIANTE DAS DIFICULDADES 


I - Por que Deus permite que passemos por dificuldades, provações e tribulações? Existe uma frase dita por Jesus que diz: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, porque eu venci o mundo", essa é uma citação bíblica de João 16:33, proferida por Jesus Cristo aos seus discípulos na Última Ceia, prometendo que, apesar das dificuldades, provações e tribulações inerentes à vida, Ele oferece paz e coragem, pois já triunfou sobre as forças do mal, do pecado e da morte na cruz do calvário. 
II - Uma das partes mais difíceis da vida cristã é o fato de que se tornar um discípulo de Cristo não nos torna imunes a provações e tribulações da vida. Por que um Deus bondoso e amoroso permite que passemos por coisas como a morte de uma criança, doenças e ferimentos a nós mesmos e nossos entes queridos, dificuldades financeiras, preocupação e medo? Alguém até questiona e diz, certamente, se Ele nos amasse, Ele tiraria todas essas coisas ruins de nossas vidas. Afinal, amar não significa que Ele quer que nossas vidas sejam fáceis e confortáveis? Na verdade, não, não significa, Deus quer que o glorifiquemos em tudo na vida, até nos momentos mais difíceis. A Bíblia ensina claramente que Deus ama aqueles que são Seus filhos, e que todas as coisas "cooperam para o bem daqueles que amam a Deus", (Romanos 8:28). Então, isso deve significar que as provações e tribulações que Ele permite em nossas vidas fazem parte de tudo que coopera para o nosso bem. Portanto, para o crente, todas as provações e tribulações devem ter um propósito divino, o propósito de nos aperfeiçoar para o dia do nosso arrebatamento individual ou coletivo. 
III - Como em todas as coisas, o propósito final de Deus para nós é crescermos mais e mais à imagem de Seu Filho, (Romanos 8:29). Este é o objetivo do cristão, e tudo na vida, incluindo as provações e tribulações, foi concebido para nos permitir alcançar esse objetivo. Ser separado para os propósitos de Deus e equipado para viver para a Sua glória faz parte do processo de santificação. A maneira em que tribulações alcançam este objetivo é explicado em 1 Pedro 1:6-7: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo". A verdadeira fé do crente será confirmada pelas provações que sofremos para que possamos descansar na certeza de que essa fé é real e vai durar para sempre. 
A - As provações desenvolvem em nós um caráter piedoso, e isso nos permite a gloriar "nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (Romanos 5:3-5). Jesus Cristo deu o exemplo perfeito. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores"(Romanos 5:8). Estes versículos revelam aspectos do Seu propósito divino tanto para as provações e tribulações de Jesus Cristo quanto as nossas. Perseverar prova a nossa fé. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). 
B - No entanto, devemos ter cuidado para não tentar usar desculpas para as nossas "provações e tribulações" e até fraquezas se forem o resultado de nossos erros. "Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem", (1 Pedro 4:15). Deus perdoa os nossos pecados porque a punição eterna para eles foi paga pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário. No entanto, ainda temos que sofrer as consequências naturais nesta vida por nossos pecados e más escolhas. No entanto, Deus usa até mesmo esses sofrimentos para nos moldar e conformar com os Seus propósitos e nosso bem supremo. 
C - As provações e tribulações vêm tanto com um propósito quanto com uma recompensa. "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam", (Tiago 1:2-4,12). 
1 - Através de todas as provações e tribulações da vida, temos a vitória. "Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo." Apesar de estarmos em uma batalha espiritual, Satanás não tem autoridade nenhuma sobre o crente em Cristo. Deus nos deu a Sua Palavra para nos guiar, o Seu Espírito Santo para nos capacitar e o privilégio de podermos nos aproximar dEle em qualquer lugar, a qualquer momento, para orar sobre qualquer coisa. Ele também nos assegurou que nenhuma tribulação nos testará além da nossa capacidade de suportá-la, e que "juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar", (1 Coríntios 10:13). 
2 - O segredo da vitória é não parar diante das lutas e dificuldades. Devemos continuar a nossa jornada mesmo diante das barreiras, perseguições e dificuldades. Muitas vezes na vida somos levados a pensar em desistir, especialmente quando fazemos algo que parece estar além da nossa capacidade e depois de muito esforço temos a sensação de que não podemos dar nem mais um passo. Talvez isso já tenha acontecido com você diante de um desafio físico como doenças, falta de emprego, dificuldades familiares, dentre outras coisas, certamente se você conseguiu superar seus limites, com Jesus você conseguirá vencer outros desafios também. Isso também pode acontecer diante de desafios intelectuais e em resoluções de problemas mais do trabalho, em que a cabeça parece que irá fritar e você diz não vou conseguir. Mas com fé em Deus você conseguirá. 
3 - O povo de Israel se viu em uma situação muito difícil, e certamente se não fosse pela ajuda de Deus eles jamais se salvariam. Em Êxodo 14, temos o registro de quando Faraó resolveu ir atrás do povo de Israel que tinha saído do Egito. Faraó reuniu toda sua força, seus capitães, seus guerreiros, seus carros de guerra e perseguiu a Israel. Quando o povo viu a fúria e a força de Faraó, eles desfaleceram e começaram a clamar ao Senhor e a murmurar contra Moisés porque tiveram muito medo de morrer. 
4 - Não é difícil nos desesperarmos diante de situações contrárias e, nessas horas, podemos desistir ou buscar a Deus e nos entregar completamente a Ele. Escolha a segunda opção, porque o nosso Deus é poderoso para realizar qualquer coisa e, lembre-se, o acesso a Ele se dá pela oração por meio dos méritos de Jesus Cristo e não nossos. 
5 - Moisés tentou acalmar o povo e afirmou: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis, (Êxodo 14.13-14). Lembre-se, a fé tem o poder de acalmar as nossas emoções e desespero, pois por meio dela apoiamos a nossa vida não no que os nossos sentidos percebem, mas no Senhor que prometeu cuidar da nossa vida. 
6 - E em resposta ao clamor de Moisés e do próprio povo, Deus diz: ...Diga ao povo que marche! (Ex 14.15c). Isso significava em o povo continuar andando, e a palavra de Deus continuava: se levantem e continuem caminhando para frente. Deus usa Moisés para abrir o Mar Vermelho e faz passar todo o povo de Israel em terra seca, e em seguida afogou todo o exército de faraó. 
7 - Deus houve as orações dos justos em qualquer época e em qualquer situação. A frase "a oração do justo pode muito em seus efeitos", baseada em Tiago 5:16 destaca o poder transformador da oração feita por quem busca a Deus com sinceridade e fé. Ela sublinha que intercessões sinceras têm alto impacto espiritual, restaurando corações, curando e mudando situações. (1) O poder da intercessão Eficaz: O versículo enfatiza a confissão de pecados e a oração de uns pelos outros para cura e restauração. (2) O exemplo de Elias: Tiago cita Elias como um homem sujeito às mesmas paixões, mas cuja oração foi poderosa, demonstrando que a eficácia não depende de perfeição, mas de fé no agir de Deus. (3) A intensidade e fé da oração eficaz é aquela feita com sinceridade e fé, confiando que Deus age no momento e na forma corretos, mesmo quando não vemos. (4) Há mudança de atmosfera quando a oração é capaz de mudar o ambiente espiritual, gerando uma situação de glória e de graça. (5) A expressão popularmente conhecida como “ A Oração de um justo pode muito em seus efeitos” de Tiago 5.16 reforça a ideia de que Deus ouve e atua em favor dos seus filhos quando clamam de todo o coração. 
8 - Deus ouve a oração do justo? Sim. A Bíblia afirma que a oração de um justo é poderosa e eficaz, Tiago 5:13-16 nos diz o seguinte: “13. Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 14. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 15. e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” indicando que Deus ouve e atende as súplicas daqueles que vivem em retidão e comunhão com Ele. Provérbios 15:29 reforça que, enquanto o Senhor se mantém distante dos perversos, seus ouvidos estão atentos à oração dos justos, valorizando a sinceridade e a vida alinhada à vontade divina. 
9 - Principais Aspectos sobre a Oração do Justo: (1) O poder e a eficácia da oração de um justo. A oração do justo produz grandes resultados e transforma situações, agindo através da fé e do agir de Deus, não da força e ou do querer do ser humano. (2) A intimidade com Deus é adquirida através da constante oração, adoração e gratidão a Deus. A oração é uma forma de desenvolver intimidade, e Deus atende aqueles que se aproximam com um coração sincero, puro e obediente. 
10 - O que é ser "Justo"? (1) No contexto bíblico, o justo não é alguém sem pecados, mas sim alguém que busca perdão, vive em arrependimento, retidão e confia em Deus e se aproxima do "trono da graça de Deus". (2) O justo sabe esperar o tempo de Deus. Deus atende no tempo certo, muitas vezes trabalhando em silêncio. (3) A Bíblia também cita o exemplo de Cornélio, um homem temente a Deus cuja vida de oração foi reconhecida e atendida, demonstrando que a fé sincera e ativa é o que move e apressa a resposta de Deus. 
11 - Deus ouviu as orações dos profetas? Sim, a Bíblia relata diversas ocasiões em que Deus ouviu e atendeu à oração dos profetas e de líderes fiéis. Exemplos marcantes incluem Daniel, cuja oração foi ouvida desde o início, Elias, que teve fogo enviado do céu após orar, e Ezequias, cuja vida foi prolongada após clamar. Deus também atendeu o clamor do povo. Aqui estão alguns dos casos mais notáveis de orações respondidas: (1) Daniel (Daniel 10:12): Um anjo diz a Daniel que sua oração foi ouvida desde o primeiro dia em que ele se humilhou diante de Deus. (2) Elias (1 Reis 18:36-38): No Monte Carmelo, Elias orou para que Deus se manifestasse, e Deus respondeu com fogo para provar Sua soberania. (3) Ezequias (Isaías 38:5): O profeta Isaías trouxe a mensagem de que Deus ouviu a oração de Ezequias e viu suas lágrimas, adicionando 15 anos à sua vida. (4) Samuel (1 Samuel 3): Embora tenha começado com Deus chamando Samuel, o contexto mostra a comunhão constante onde as orações eram ouvidas e atendidas. (4) Manassés (2 Crônicas 33:12-13): Embora tenha sido um rei perverso, o relato enfatiza que ao orar no sofrimento, Deus ouviu e o restaurou. A Bíblia destaca que Deus é atencioso às orações dos que são tementes e buscam a Sua vontade. 
12 - Deus ouviu as orações dos Apóstolos? Sim, a Bíblia relata diversas ocasiões em que Deus ouviu as orações dos apóstolos e da igreja primitiva, resultando em milagres, direção divina e coragem, conforme descrito em: (1) Atos 12:5 e 4:23-31. Exemplos notáveis incluem a visita a Cornélio após a oração de Pedro (Atos 10:9-33) e a cura de enfermos por Paulo, como o pai de Públio em Malta (Atos 28:7-9). (2) Libertação e Coragem para os apóstolos na prisão: Após a prisão de Pedro e João, a igreja orou intensamente, resultando em coragem para testemunhar e intervenção de Deus, (Atos 4:31). (3) Deus deu a direção missionária para a igreja. A oração e o jejum dos líderes em Antioquia levaram à separação de Barnabé e Saulo para a obra missionária (Atos 13:2). (4) Através da oração de Cornélio Deus de a orientação. Embora não fosse apóstolo, Deus respondeu à oração do centurião Cornélio enviando o apóstolo Pedro com a mensagem de salvação para aquela família, demonstrando a atenção de Deus às orações, (Atos 10:30-31). (5) Deus direcionou as ações de Pedro em favor da igreja. Pedro orou antes de superar preconceitos e ir aos pagãos, mostrando a oração como parte de sua comunhão sob a direção de Deus. (Atos 10:9). (6) A oração era uma característica central da igreja primitiva, descrita como uma arma poderosa que trazia milagres. (Atos 16). 
13 – Será que Deus houve as nossas orações em nossos dias? Sim, a Bíblia ensina que Deus ouve as orações nos dias de hoje, agindo como Pai amoroso que atende aos clamores sinceros de Seus filhos, desde que alinhados à Sua vontade. Através de Jesus, o mediador entre Deus e os homens, e pela graça, a oração é um diálogo contínuo que traz conforto, cura e discernimento em tempos de aflição. Portanto Deus ouvir orações hoje é a mesma coisa como no passado. (1) Temos acesso contínuo diante de Deus. A oração sincera, feita por um justo com fé e de coração, é sempre ouvida por Deus. (2) Temos um mediador que é Jesus Cristo o Filho de Deus. Ele é o mediador entre Deus e os homens, intercedendo continuamente pelas vidas e de todos aqueles que buscam ter intimidade com Deus. (3) A Vontade de Deus é que confiemos nEle e tenhamos plena comunhão com o Espírito Santo de Deus. A confiança baseia-se em pedir segundo a vontade de Deus, que pode responder com "sim", "não" ou "espere". 
14 - Exemplos bíblicos de quem confiou plenamente em Deus. (1) Jesus incentivou a persistência na oração (parábola da viúva), garantindo que as orações da madrugada, da angústia e da rotina são especiais para Ele. A oração da viúva pobre, baseada em Marcos 12:41-44, representa a entrega total e a confiança absoluta em Deus, indo além da oferta financeira para oferecer a própria vida. Ela simboliza a generosidade de dar "tudo o que tinha para viver", ensinando que Deus valoriza a intenção e o amor interior sobre a quantidade e a qualidade da dádiva. Diferente de uma oração decorada, esta atitude de entrega busca a providência divina e a justiça, inspirando perseverança sem desanimar. (2) Deus houve a oração com propósito. Além de responder, a oração aproxima o ser humano de Deus e alinha o coração com Seus propósitos. Os versículos como 1 João 5:14 e Salmo 34:18-20 reforçam a certeza de que Deus atende ao clamor dos justos e dos aflitos. A oração de um justo pode muito em seus efeitos. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 9 de março de 2026

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO 


I - Na Bíblia, a ambição, às vezes, é vista sob duas óticas distintas: (1) A ambição egoísta, focada no orgulho e na maldade da ganância, onde as pessoas fazem de tudo por dinheiro e bens não importando o mal que está fazendo aos outros, seus semelhantes. (2) A ambição piedosa, focada em servir a Deus e ao próximo como a si mesmo, mas eu considero esta situação de um outro ponto de vista mais forte ainda, porque o desejo de servir aos outros é totalmente diferente de ambição. Existem em todas as áreas da sociedade aquelas pessoas que realizam uma “diaconia plena” que é o ato de servir e servir sem olhar a quem, de fazer o bem sem olhar a quem. Quando a ambição se transforma em cobiça ou orgulho para autopromoção, as consequências bíblicas são severas, geralmente resultando em queda, destruição e separação da comunhão com Deus. 
II - A Bíblia descreve o que acontece com pessoas ambiciosas; vejamos as consequências da ambição egoísta: (1) Destruição e Queda: "O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda", (Provérbios 16:18). A ambição desenfreada frequentemente precede uma queda drástica na vida da pessoa. (2) Confusão e Males: Tiago 3:16 adverte que onde há inveja e ambição egoísta, "aí há confusão e toda espécie de males". (3) Cegueira espiritual e de racional. A ambição cega o coração e a razão, fazendo com que a pessoa ignore a vontade de Deus e o bem do próximo. (4) Rejeição por Deus. Deus se opõe aos orgulhosos e ambiciosos que priorizam a si mesmos. 
III - Exemplos Bíblicos de ambição mal sucedida: (1) Absalão (2 Samuel 13-18), Ambicionava o trono do seu pai Davi. Sua ambição egoísta levou-o a trair seu pai, e fez de tudo para matar seu pai o rei Davi. causou uma guerra civil e teve uma morte trágica, pendurado em um carvalho. (2) Nabucodonosor (Daniel 4): Cheio de orgulho por suas conquistas e riquezas, teve sua sanidade tirada por Deus, ficou louco e esquizofrênico e viveu como um animal no campo até reconhecer que o Altíssimo governa sobre os reinos humanos. (3) Belsazar, filho e sucessor no trono de Nabucodonosor (Daniel 5): Rei arrogante que profanou os utensílios sagrados do templo em Jerusalém e que foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia por ambição de poder, resultando na queda de Belsazar que perdeu o seu trono e reino na mesma noite. (4) Judas Iscariotes: Era um dos doze discípulos de Jesus, mas tinha outros propósitos e sua ambição por dinheiro e poder o levou a trair Jesus, resultando em remorso e suicídio. 
A - A ambição faz com que as pessoas maldosas desejem até o mal de outras pessoas, difamando, mentindo e caluniando pessoas honestas e honradas só porque elas não conseguem comprar ou tomar uma propriedade que é de direito daquela outra pessoa. A história da vinha de Nabote, narrada em 1 Reis 21, descreve a cobiça e a ambição do rei Acabe por uma propriedade vizinha de um de seus palácios, cuja propriedade não era dele, em cujo local morava sua esposa a perversa rainha Jezabel e a recusa de Nabote em vendê-la, por ser herança familiar, causou grande desgosto ao rei que ficou enclausurado e desgostoso com o ocorrido. Jezabel, esposa de Acabe, orquestrou uma falsa acusação, resultando no apedrejamento de Nabote e na apropriação indevida daquela propriedade, o que gerou severa condenação profética do profeta Elias. 
B - Nunca queira entrar em propriedade alheia de herança de alguém e ou propriedade de outras pessoas. Deseje sempre e somente o que é seu. Não faça como Jezabel, não invente fatos mentirosos contra terceiros para querer justificar sua ganância por possuir aquilo que não é seu. A profecia do profeta Elias ainda está em evidência de séculos em séculos, porque a vingança pertence a Deus e ai daqueles que praticam o mal contra seus familiares ou semelhantes para se apropriar daquilo que não é seu. Deus é justo e faz justiça. “Dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10.31. 
C - A diferença entre a bênção e a maldição está bem clara em Deuteronômio capítulo 28 e detalha as consequências da obediência e da desobediência a Deus. Os versículos 1-14 prometem abundância de bênçãos como prosperidade, vitória, frutos dignos de arrependimento, se o povo seguir os mandamentos. Entretanto os versículos 15 a 68 do capítulo 28 de Deuteronômio listam maldições severas como doenças, fome, derrota, exílio, por abandono da aliança com Deus. 
 D - Principais Pontos de Deuteronômio 28: (1) Bênçãos provenientes da Obediência (v. 1-14): (2) Exaltação sobre todas as nações. Prosperidade na cidade e no campo. (3) Família e terras frutíferas. (4) Vitória contra inimigos dizendo que os tais sairão por um caminho e fugirão por sete. (5) Terão abundância: "emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado". (6) Terão posição de destaque: "o Senhor te porá por cabeça e não por cauda". (7) Porém quem não for obediente padecerão as maldições da desobediência (v. 15-68). (8) Perecerão maldições, confusão e ameaça em tudo que empreender. (9) Perecerão de doenças incuráveis como tísica, febre, inflamação e úlceras malignas. (10) Será fracassado, edificarás casa e não morarás, plantarás vinha e não colherás. (11) Os inimigos se aproveitarão do fruto do seu trabalho. (12) Haverá exílio e dispersão entre todos os povos. E – Quais são os motivos dessas maldições? (v. 47-48), as maldições virão porque "não servistes ao Senhor, teu Deus, com alegria e bondade de coração, não obstante a abundância de tudo que Ele vos proporcionou". Este capítulo 28 de Deuteronômio é um divisor de águas entre a vida e a bênção, entre e a morte e a maldição, e estes acontecimentos virão dependendo inteiramente da fidelidade em guardar os mandamentos do Senhor. 
1 - O que é o livro de Deuteronômio? Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia. Foi escrito por Moisés e reúne suas mensagens ao povo de Israel antes de entrarem na Terra Prometida. O livro resume as leis, relembra a caminhada do povo no deserto e reforça a importância de amar e obedecer a Deus. Mostra que seguir a vontade de Deus traz bênçãos, e desobedecer traz maldições como consequências. O livro de Deuteronômio é escrito no final da caminhada do povo no deserto, pouco antes da morte de Moisés, quando o povo de Israel estava prestes a entrar na Terra Prometida, após passar 40 anos no peregrinando. 
2 - O nome “Deuteronômio” significa “segunda lei”, porque Moisés repete e explica novamente muitas leis que Deus já havia dado ao povo. O livro é formado por três grandes discursos de Moisés, nos quais ele relembra a história da libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e as lições aprendidas nesse período. Ele fala à nova geração, já que a anterior havia morrido no deserto devido à desobediência. 
3 - Durante os discursos, Moisés reforça a importância de amar e obedecer a Deus, seguindo Seus mandamentos com o coração sincero. Ele explica que a obediência traria bênçãos, prosperidade e paz, enquanto a desobediência resultaria em sofrimento, perdas e exílio. Também destaca a importância de ensinar essas leis aos filhos e manter viva a fé nas próximas gerações. Entre os momentos marcantes do livro estão a recapitulação da jornada no deserto, a renovação da aliança com Deus, a escolha entre bênção e maldição, e a nomeação de Josué como novo líder, já que Moisés não entraria na Terra Prometida. 
4 - Deuteronômio é um livro que fala sobre memória, fidelidade e compromisso com Deus. Ele ensina que viver segundo a vontade de Deus é o caminho para uma vida abençoada, justa e cheia de propósito. Mesmo sendo um texto antigo, suas mensagens continuam atuais para todos que desejam viver com fé e responsabilidade. 
5 - Quem escreveu o livro de Deuteronômio? A autoria do livro de Deuteronômio é atribuída a Moisés, o grande líder escolhido por Deus para conduzir o povo de Israel na saída do Egito e durante os 40 anos de peregrinação pelo deserto. Nesse livro, Moisés registra seus últimos discursos, nos quais transmite as instruções e leis de Deus à nova geração de israelitas, prestes a entrar na Terra Prometida. Como Moisés não entraria na terra, suas palavras servem como uma despedida e uma renovação da aliança entre Deus e Seu povo. 
6 - O que o livro de Deuteronômio nos ensina? O livro de Deuteronômio nos ensina valiosas lições sobre fé, obediência e relacionamento com Deus. Ele mostra como Deus deseja que Seu povo viva de forma justa, amorosa e dedicada a Ele. Ao relembrar a jornada de Israel no deserto, Moisés alerta sobre os perigos do esquecimento, da desobediência e da idolatria. Ao mesmo tempo, o livro reforça que Deus é fiel, misericordioso e deseja abençoar aqueles que O seguem de coração. Uma das maiores lições é que amar a Deus deve ser a base de toda a vida. Esse amor se expressa por meio da obediência aos Seus mandamentos, cuidado com o próximo e fidelidade mesmo em tempos difíceis. Moisés também ensina que as escolhas têm consequências e que seguir a vontade de Deus é sempre o melhor caminho. 
7 - O livro também destaca a importância de ensinarmos os valores espirituais às novas gerações, mantendo viva a aliança com Deus ao longo do tempo. As principais lições do livro de Deuteronômio são: (1) Amar e obedecer a Deus de coração. (2) Ensinar a fé em Deus às futuras gerações. (3) Escolher o bem e a vida. (4) Confiar na fidelidade de Deus. (5) Viver com gratidão e responsabilidade. (6) Rejeitar a idolatria e praticar a justiça. (7) Moisés nos ensina que existem dois caminhos, o caminho da bênção e o caminho da maldição, e que cada um deve faz a sua escolha. 
8 – O que nos revela o livro de Deuteronômio para os nossos dias de final dos tempos? Vamos observar que existem hoje grandes ensinamentos e líderes evangélicos compromissados com a verdade bíblica assim como Moisés foi. E claro que estamos falando de cada um no seu tempo. Moisés já estava com cento e vinte anos quando dirigiu as mensagens do livro de Deuteronômio à nova geração de israelitas. O nome hebraico para o livro, “Haddebharim”, significa "As Palavras", derivado do primeiro versículo, que diz: "Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel...". Os judeus também se referiram a esse livro como “Mishneh Hattorah”, “traslado desta lei” ou “cópia da lei”, termo extraído de Deuteronômio 17:18. 
9 - O livro, no entanto, não estabelece uma "segunda" lei, mas meramente repete e expande a lei que havia sido entregue de forma codificada mais de quarenta anos antes no livro de Êxodo. Na verdade, grande parte da lei de Deus antecedeu até mesmo o livro de Êxodo, pois os Dez Mandamentos, por exemplo, já estavam em vigor desde a criação de Adão e Eva (comparar Romanos 5:12-13). Além disso, as Escrituras revelam que Abraão observou os mandamentos, os estatutos e as leis de Deus (Gênesis 26:5) muito antes do nascimento de Moisés. 
10 - Portanto, algumas Bíblias, como a maioria das Bíblias alemãs protestantes, identificam esse último livro escrito por Moisés simplesmente como "O Quinto Livro de Moisés". Deve-se notar, entretanto, que seu último capítulo, o obituário de Moisés, provavelmente foi escrito por outra pessoa, sendo Josué o candidato mais provável — especialmente quando vemos terceiros se referindo a Moisés nos próprios livros deste (por exemplo, Números 12:3 ). Embora Deus pudesse ter inspirado Moisés a escrever esse último capítulo antes de sua morte, isso parece improvável. O Tyndale Old Testament Commentary on Deuteronomy (Comentário Bíblico Tyndale do Antigo Testamento sobre Deuteronômio, em tradução livre) declara: “Deuteronômio é um dos maiores livros do Antigo Testamento. E sua influência na religião nacional e pessoal de todas as épocas não foi superada por nenhum outro livro da Bíblia. Ele é citado mais de oitenta vezes no Novo Testamento e, portanto, pertence a um pequeno grupo de quatro livros do Antigo Testamento aos quais se referiram os primeiros cristãos”. Os outros três livros são Gênesis, Salmos e Isaías. Esse comentário acrescenta: “O livro alcança até mesmo o leitor moderno como um sermão desafiador, pois tem o objetivo de direcionar a mente e a vontade dos ouvintes para uma tomada de decisão: Escolha a vida, para que você e seus descendentes possam viver (Deuteronômio 30:19)”. 
11 – Houve por parte do povo Hebreu que compunha a geração dos que saíram do Egito, uma recusa para entrar na Terra Prometida, porém toda a geração velha pereceu no deserto, somente dois, Josué e Calebe, dos antigos Hebreus entraram na terra prometida. Os restantes eram milhares ou milhões de Hebreus que compunham a nova geração que dali em diante seriam liderados por Josué. 
12 - No segundo versículo vemos a menção a Horebe, que é outro nome para o Monte Sinai. Com exceção de Deuteronômio 33:2, esse livro usa o nome Horebe em vez de Sinai. A palavra Horebe significa literalmente "desolação", "deserto" ou "seca". A princípio, ressalta-se que ao longo do livro Moisés está “explicando” a lei (versículo 5). Essa explicação não é baseada em sua própria vontade e idéias, mas “conforme tudo o que o SENHOR lhe mandara”, (versículo 3), lembrando que Jesus Cristo falou apenas o que o Pai lhe disse para falar, (João 8:26; João 15:15). Contudo, antes de começar a reiterar a lei, Moisés analisa a oportunidade anterior que Israel teve de entrar na Terra Prometida, sua recusa e a penalidade resultante e, para reforçar sua fé, as recentes vitórias que Deus deu a eles. 
13 - Primeiro, Moisés lembra às pessoas como ele estabeleceu uma estrutura legal e administrativa dentro da nação (Deuteronômio 1:9-18) antes de Israel ser chamada a possuir a Terra Prometida (versículos 8, 19-21). Isso mostra que para uma organização ser bem-sucedida em suas relações com o mundo ela deve primeiro estar devidamente organizada e funcionando sem problemas internos. A seleção de "cabeças" (versículo 13) ou líderes tribais envolveu um processo semelhante à escolha dos primeiros diáconos da Igreja no sexto capítulo de Atos. O povo foi instruído a informar a Moisés os nomes dos candidatos dignos para ele fazer as nomeações formais (Deuteronômio 1:9-15). Em Atos, os apóstolos designaram os diáconos depois de pedir a opinião da congregação. 
14 - Antes de entrar na terra dos amorreus, o povo pediu que antes enviassem espias àquela terra (Deuteronômio 1:22). Moisés ficou satisfeito com essa ideia (versículo 23), e Deus concordou com ela (comparar Números 13:1-2). Entretanto, exceto Josué e Calebe, os espias que retornaram desencorajaram a nação de tentar conquistar a terra (Deuteronômio 1:28). Embora tenham confirmado a palavra de Deus de que a terra era boa (versículo 25), eles exageraram dizendo que os obstáculos físicos eram intransponíveis e que Deus devia odiá-los, pois não queria realmente dar aquela terra a eles (versículo 27). Como consequência dessa incredulidade (versículo 32), apesar de todas as provas visíveis de que Deus estava com eles (versículos 25, 33), o povo se rebelou contra Deus (versículo 26) e se recusou a entrar na terra. 
15 - No Novo Testamento, o livro de Hebreus explica que os israelitas (na verdade Hebreus) não foram, a princípio, autorizados a entrar na Terra Prometida e isso configura um simbolismo de nosso futuro descanso no Reino de Deus porque, embora tivessem ouvido a Palavra de Deus e visto Suas grandiosas maravilhas, eles endureceram o coração em rebelião e se recusaram a crer e obedecer a Ele, (Deuteronômio 3:7-19). Assim, Deus pronunciou Sua sentença. Mais tarde, até mesmo Moisés foi incluído nessa sentença (versículos 25-26; 4:21), pois não seguiu as instruções explícitas de Deus quando atingiu a rocha em Cades (Números 20:7-13). Como líder humano e educador de Israel, Moisés estava sob um julgamento mais rigoroso de Deus (comparar Tiago 3:1) para servir de exemplo para o povo (Deuteronômio 1:37). 
16 - Depois que perceberam seu pecado e o castigo que mereciam, uma parte do povo decidiu entrar na terra em uma tentativa de conquistá-la de acordo com as primeiras instruções de Deus, mas já era tarde demais. Também para nós chegará um momento em que será tarde demais para entrar na "Terra Prometida" do Reino de Deus (comparar Mateus 25:1-13). Moisés disse aos israelitas para não invadissem Canaã, pois Deus não estaria com eles dessa vez. Mas, novamente, eles não acreditaram e se rebelaram contra a Palavra de Deus (Deuteronômio 1:42-43) e sofreram as consequências de uma amarga derrota (Dt. 1:44-45). Então, eles voltaram e clamaram diante de Deus (versículo 45; comparar Mateus 25:30), mas Ele não quis ouvi-los. 
17 - E a multidão de pessoas que enfim entraram na Terra Prometida (aqueles que tinham cinquenta e nove anos ou menos) primeiro teve que suportar o "grande e terrível deserto", porque nasceram durante a jornada no deserto (Dt. 1.19, ARA). Podemos considerar isso como um tipo físico das experiências difíceis que, às vezes, os cristãos passam nesta vida antes de entrar no Reino de Deus, (Atos 14:22). 
18 - A ambição é definida como “um intenso impulso para o sucesso ou poder; um desejo de alcançar honra, riqueza ou fama e as glórias mundanas.” Ser ambicioso, no sentido mundano, é essencialmente estar determinado a ter mais do que o próximo. Seu lema é “aquele que morre com mais brinquedos vence”; a ambição se esforça para ser o número um. No entanto, na Bíblia, a palavra ambição assume uma dimensão totalmente nova: “..., e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos…”, (1Tessalonicenses,4:11; Filipenses,1:17; Efésios 5:8-10). 
19 - Onde o mundo nos ensina a fazer tudo para ser o melhor e ter o máximo, a Bíblia nos ensina o contrário: “...nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo” ( Filipenses 2:3). O apóstolo Paulo nos diz: “Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes” (2 Coríntios 5:9). A palavra grega para “ambição”, “philotim”, significa literalmente “estimar como uma honra”. Ser ambicioso, por si só, não é errado; é o que estimamos ou honramos que pode ser um problema. A Bíblia ensina que devemos ser ambiciosos, mas o objetivo é ser aceito por Cristo, não pelo mundo. Cristo nos ensinou que para sermos o primeiro no Reino devemos tornar-nos um servo (Mateus 20:26-28; Mateus 23:11-12). 
20 - Paulo fez uma pergunta perspicaz: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10). Mais tarde, Paulo reiterou: “... assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1 Tessalonicenses 2:4). Paulo está afirmando uma verdade proclamada pelo próprio Jesus: “Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?” (João 5:44). Devemos perguntar, qual é a nossa ambição: agradar a Deus ou agradar aos homens? 
21 - As Escrituras ensinam claramente que aqueles que buscam honra e estima dos homens não podem crer em Jesus, (Mateus 6:24; Romanos 8:7; Tiago 4:4). Aqueles cuja ambição é ser popular com o mundo não podem ser servos verdadeiros e fiéis de Jesus Cristo. Se nossa ambição é buscar as coisas do mundo (1 João 2:16; Romanos 13:14), na verdade, estamos buscando a nós mesmos e negando a Cristo e Seu sacrifício, (Mateus 10:33; Mateus 16:24). Entretanto, se é nossa ambição buscar e honrar a Cristo, temos a certeza de Sua profunda promessa: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33; 1 João 2:25). 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, pastor e escritor.

segunda-feira, 2 de março de 2026

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA 


I - Quando a Bíblia diz que somos mais que vencedores, isso significa que o amor de Deus em Cristo nos fortalece de tal forma que podemos suportar seja quais forem as circunstâncias do nosso dia a dia. Os redimidos enfrentam as hostilidades e a dor amparados pela certeza do amor de Deus que os resgatou da escravidão do pecado. Na Bíblia, o versículo que diz que somos mais que vencedores foi escrito pelo apóstolo Paulo. Ao falar sobre a segurança da salvação em Cristo, o apóstolo escreveu: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”, (Romanos 8:37). Mas também é verdade que muita gente aplica esse versículo com um sentido completamente estranho ao seu contexto. Não é difícil encontrar alguém que pensa que esse versículo é uma promessa de que os crentes podem conquistar tudo o que desejarem, afinal são mais que vencedores. Porém, esse versículo se refere a uma vitória que tem muito mais a ver com a idéia de “suportar”; de ser vitorioso na adversidade. O foco desse versículo está na segurança do crente em Cristo, e não na satisfação de desejos pessoais. O apóstolo Paulo deu esse exemplo ao dizer “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”, 1 Coríntios 10:32-33. 
II - Nosso desafio é diário e temos que profetizar para nós mesmos que em todas estas coisas somos mais que vencedores por intermédio de Jesus Cristo. Que coisas são estas? São o laborioso trabalho de nossas atividades diárias. O versículo não começa simplesmente com a afirmação: “Somos mais que vencedores”. Antes, o versículo começa dizendo: “Em todas estas coisas”. Isso indica, obviamente, que o próprio texto bíblico explica em quais coisas somos mais que vencedores. Isso fica mais do que claro nos versículos predecessores. (1) Em primeiro lugar Paulo escreve que não restam acusação ou condenação contra os eleitos de Deus, pois o próprio Deus é quem os justifica mediante os méritos de Cristo que morreu, ressuscitou e agora está numa posição exaltada agindo como intercessor do seu povo (Romanos 8:31-34). (2) Em segundo lugar e à luz dessa verdade, o apóstolo questiona: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8:35). Claro que esse questionamento é retórico, e significa que ninguém jamais será capaz de nos separar do amor de Cristo por nós. (3) Rm terceiro lugar nesta sequência, o apóstolo faz uma citação do Salmo 44: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8:36; Salmo 44:22). Nesse ponto, Paulo indica que o sofrimento por causa do Senhor é algo bem conhecido dos crentes de todas as épocas. 
III - Então ao dizer que somos mais que vencedores, o apóstolo Paulo tem em mente “todas estas coisas”, isto é, tribulação, dor, hostilidade, privação, angústia e perseguição. Esses sofrimentos, porém, não ameaçam as bênçãos que os crentes desfrutam em Cristo; ao contrário, esses sofrimentos acabam contribuindo para o crescimento espiritual do povo Deus que caminha em direção à glória futura. São bênçãos para o bem de todos os que amam e adoram ao Senhor Jesus em espírito e em verdade. Somos mais que vencedores. “mais que vencedores” indica basicamente uma “superinvencibilidade”. Ser mais que vencedor é o mesmo que ser “supervencedor”. Inclusive, essa expressão traduz uma palavra grega composta que significa algo como “sobrepujar completamente”, no sentido de alcançar uma vitória inigualável. Ao afirmar que somos mais que vencedores, Paulo ensina que o povo de Deus está conquistando uma vitória completa e definitiva que se completará no arrebatamento da igreja.
IV - A ideia aqui é que não há e não haverá nada que os crentes possam temer, pois por piores que sejam as circunstâncias, em todas elas os crentes são mais que vencedores. Isso, inclusive, deixa claro que muitas vezes Deus não nos livra dos problemas, mas nos livra nos problemas; vocês já leram a história do profeta Daniel que foi lançado na cova dos leões? Muitas vezes Deus não nos protege das dificuldades, mas nos protege nas dificuldades, de modo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu propósito, seu beneplácito, (Romanos 8:28). A segurança que desfrutamos em Cristo é tão grande que até mesmo as adversidades trabalham em nosso favor. 
V - Se quisermos vencer nossas batalhas do dia a dia, temos que estar olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Somos desafiados a vencer a nós mesmos todos os dias. A amargura de alma gera raiva e frustração dentro de nós, por isso temos que vencer a nós mesmos, este é um dos maiores desafios de nossas vidas todos os dias. Todo mundo tem o dever de aprender como lidar com a amargura de alma, com a raiva, com ressentimentos, com desejos de vingança e com a frustração. O maior desafio de nossas vidas é vencer a nós mesmos. 
A - Romanos 12:17-21 nos diz: 17. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. 18. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. 19. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 20. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 21. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 
B - Provérbios 17:22 diz que: "o espírito abatido faz secar os ossos". A Bíblia também fala sobre a amargura de alma e da inveja, que podem ser destrutivas e maléficas: Provérbios 15:13 diz que "o coração amargurado abate o espírito". Provérbios 14:30 nos diz que "a inveja apodrece os ossos". A amargura de alma é o resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma inapropriada a uma ofensa. Para algumas pessoas a raiva está reprimida debaixo de um exterior calmo. Ela fermenta aonde ninguém pode ver. Outros a jogam instantaneamente para fora quando ficam com raiva. Outros ficam vermelhos no rosto e tremem por dentro. Outros ficam carrancudos e calados. Outros se tornam mordazes e cortantes com sua língua. 
C - Mas todos temos que lidar com ela de uma maneira ou de outra, a raiva, que gera as amargura de alma é uma experiência universal, e a maior parte dela não é boa. Eu me baseio no que Tiago 1:19-20 diz: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Deveríamos aprender como sermos vigilantes e não ficarmos com raiva, porque o que vem rápido demais geralmente está contaminado com injustiça.
D - A Bíblia nos adverte dos perigos da ira. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus, Tiago 1:19-20. “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade...”, Colossenses 3:8. “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria... e bem assim toda malícia, Efésios 4:31. “Ora, as obras da carne são conhecidas: ...porfias, ciúmes, iras, discórdias...”, Gálatas 5:19-20, “Aquele que, sem motivo, se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...”, Mateus 5:22. 
1 - A ira é muito perigosa, não sejamos iracundos e desejosos de exercer vingança. Nesta última advertência você pode ver que a ira é muito perigosa. Se ela fincar raiz em seu coração e se tornar um ressentimento ou criar um espírito que não perdoa, ela pode lhe destruir. Este é o sentido na parábola de Jesus em Mateus 18 sobre o servo que não perdoa: tendo sua enorme dívida cancelada pelo rei, ele se recusa a cancelar a pequena dívida do seu amigo. E assim o rei o joga na prisão por sua crueldade. Jesus termina a parábola com esta advertência no versículo 35: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. A ira pode se transformar em uma raiva duradoura e destruidora. Ela pode tomar seu coração, se tornar um ressentimento duradouro, ou criar um espírito, no sentido de sentimento, que não perdoa, e o resultado será condenação. Jesus disse com muita clareza em Mateus 6:15: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas. 
2 - Na Bíblia, a amargura de alma é resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma negativa e inadequada a uma ofensa. A Bíblia diz que um coração amargurado abate o espírito. A Bíblia também fala sobre a "raiz de amargura", que é uma pessoa ou doutrina que incentiva as pessoas a agirem presunçosamente. A Bíblia nos mostra que a raiz de amargura também é uma causa da depressão. No texto de Paulo aos Hebreus vemos que a amargura tem uma raiz, ou seja, vai adentrando pelo nosso coração até atingir a alma, a psique, e nos algema, aprisionando-nos a um estado depressivo que, muitas vezes, pode não ter volta. 
3 - O que a Bíblia diz sobre amargura de alma, o que é uma raiz de amargura? A amargura de alma é um sentimento ruim, de sofrimento, tristeza e ressentimento. Assim como alguns alimentos deixam um sabor amargo na boca, algumas situações podem tornar a vida amarga. Guardar a amargura não é bom, porque tira a alegria da vida e causa ainda mais sofrimento. Todos nós passamos por tempo difíceis mas algumas coisas nos afetam mais que outras. A amargura pode surgir por causa de um acontecimento triste, como a morte de um ente querido, ou por causa de uma injustiça, como uma traição, ou outra coisa ruim. Quando essas coisas acontecem, é normal sentir amargura mas depois temos uma escolha: deixar a amargura de alma crescer e contaminar nossa vida, ou lidar com a situação de maneira positiva buscando estar firme no propósito de esperar a vitória no Senhor Jesus, (Efésios 4:31-32). 
4 - As consequências de uma vida de amargura. Quando deixamos a amargura de alma tomar conta de nossa vida, estraga muitas coisas e pode levar a todo tipo de pecado. Algumas atitudes negativas por parte do ser humano podem gerar, na maioria dos casos, a muitas consequências sofredoras como: Infelicidade, focando apenas nas coisas ruins da vida. Ingratidão, por não apreciar as bênçãos de Deus, pensando apenas na amargura. Ódio por quem o tratou ou causou o mal. Atos de vingança e maldade. Influenciar outros a terem pensamentos negativos a seu respeito. Perda de amizades que não lhe fizeram mal. Afastamento de Deus, por se sentir zangado com Ele e com tudo a sua volta. Por causa de tudo isso, é muito importante tratar da amargura de alma antes que fique incontrolável. Nossa vida não precisa ser definida pela amargura do passado. Em Jesus, podemos vencer, Ele venceu seus inimigos com a sua palavra de mansidão e poderosa. 
5 - Como posso me libertar da amargura de alma? Se você está lutando com sentimentos de amargura, Jesus pode lhe ajudar a ficar livre. Guardar amargura é pecado, é gerar mais amargura. Deus lhe ama e quer lhe perdoar e restaurar sua vida. Peça perdão a Ele e creia que Jesus é seu melhor amigo e seu salvador. Esse é o primeiro passo e o mais importante para se livrar dessa amargura de alma. Qual é a origem de sua amargura de alma? A amargura normalmente vem associada à falta de perdão. Há alguém que você precisa perdoar? O perdão liberta de toda e qualquer amargura. Escolha perdoar e largar o desejo de retribuição, deixando o passado nas mãos de Deus, (Romanos 12:17-19). 
6 - Por fim, olhe para as bênçãos de Deus. Mesmo com tudo que você tem passado, existem coisas boas na sua vida, que podem te alegrar. A maior bênção que Deus dá é Sua presença. Se você ama a Jesus, você nunca está sozinho. E mais: você tem a promessa da vitória e da vida eterna. Nos momentos de amargura, não se esqueça da alegria maior que a salvação nós proporciona. O que é uma raiz de amargura? Hebreus 12:14-17 fala sobre uma raiz de amargura, que é infeciosa e causa muitos problemas na alma. Essa raiz de amargura é uma atitude que resulta e gera amargura para a vida da pessoa. Nesse contexto, o problema não é a amargura mas o que causou a amargura. 
7 - Esaú era o filho mais velho de Isaque e, por tradição, ele deveria ser o próximo líder da família e receberia uma bênção especial do pai. Mas Esaú desprezou esse privilégio e um dia vendeu seu direito de filho mais velho a seu irmão gêmeo, mas que nasceu depois dele, Jacó por um prato de comida, a Bíblia diz que era um prato de lentilhas. Ele achava que esse ato não era importante mas, mais tarde, Jacó recebeu a bênção especial do pai e Esaú ficou sem nenhuma bênção, era costume da época o pai abençoar o filho mais velho antes de morrer para que este continuasse a tradição da família. (Gênesis 27:33-35). Ele tinha perdido sua oportunidade. Então Esaú ficou muito amargurado e quis matar Jacó. Esaú viveu grande parte da sua vida com amargura de alma, perseguindo seu irmão Jacó querendo matá-lo. Muitas pessoas, até dentro da igreja e dentro da família, desprezam o dom da salvação por causa da amargura de alma e continuam na imoralidade, na maldade, no desejo de vingança, em vez de viverem para Deus, procurando se santificar, o que seria bem melhor, mas continuam no pecado, sem remorsos e nem vergonha dos atos maldosos e malucos praticados contra alguém e achando que depois vai ficar tudo bem. Mas, no fim, eles perdem sua oportunidade de serem salvos, porque o mal que fizeram contra os outros vai voltar contra si mesmo. (Hebreus 10:26-27). A Bíblia diz o seguinte em Gálatas 6:7: “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”. 
8 - Não devemos desprezar o que Jesus fez por nós. A salvação implica uma mudança de atitude em relação ao pecado. Não podemos viver mais conformados com os males deste mundo, mas procurar viver de maneira que agradável a Deus. Nossos pecados e nossas fraquezas devem nos incomodar e nossa consciência nos desafia a mudar, devemos perdoar a quem nos ofendeu e devemos nos perdoar a nós mesmos pela maldade que às vezes involuntariamente causamos aos outros. Se continuarmos no pecado, achando que não tem problema, vamos colher fruto muito amargo em nossa vida, por nossas atitudes amargas contra outrem. 
9 - Como vencer a amargura de alma. Devemos ficar firmes, perseverando na busca da direção de Deus para superar está fase negativa. E, quando estiver novamente querendo desanimar, lembre-se da seguinte passagem bíblica: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Hebreus 12:15. Ore pela (s) pessoa (s) que o feriu e considere maneiras práticas de demonstrar um amor semelhante ao de Cristo para retribuir àquelas pessoas. Tais passos ousados só podem fluir das verdades da Palavra de Deus. Veja as verdades bíblicas descritas acima e com a ajuda do Espírito Santo você será vencedor em qualquer batalha. Na Bíblia temos todos os armamentos de guerras espirituais essenciais na batalha para resistir e vencer à amargura de alma. Amar nossos inimigos é um princípio central do ensinamento de Jesus, que ele modelou ao ser gracioso para com os críticos e crucificadores, ao lavar os pés de seu traidor Judas e em sua morte sacrificial por nós, enquanto éramos seus inimigos, (Rm 5.6-11).
10 - À luz dessas verdades, Paulo o apóstolo de Jesus nos chama a vencer o mal dos outros fazendo-lhes o bem, a ponto de alimentá-los, se necessário for, (Rm 12.1, 20-21). Aqui o apóstolo Paulo simplesmente reflete as palavras do Senhor Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam; Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai que está nos céus”. (Lc 6.27-28, 36). Como poderíamos aplicar as palavras de Jesus em Lucas 6, especialmente se aquele que nos feriu profundamente permanece sem arrependimento? Perceba os motivos que dão suporte à esta indagação: Jesus nos orientou que devemos usar de amor e misericórdia até mesmo para com os nossos maiores inimigos, insisto na orientação de Jesus dizendo de novo que é até mesmo para com os nossos maiores inimigos. Como destinatários do amor e da misericórdia salvíficos por parte de Deus em Jesus, e movidos por esse mesmo amor e por essa mesma misericórdia, é que devemos perdoar para ao deitar podermos dormir em paz com Deus e com a nossa consciência. 
11 - Quatro pontos que devemos aprender a lutar contra a incredulidade gerada pela amargura da alma: 1. Creia que o que o Grande Médico Jesus diz é um bom conselho. Se ele diz: “Despojai-vos de toda a ira”, não ignore o conselho. Coloque-o na sua mente e decida cumpri-lo. 2. Creia que você foi perdoado, e que ser perdoado por um Deus infinitamente santo é algo assombroso e maravilhoso, e por isso você deve perdoar também àqueles que te ofenderam ou que vierem te ofender. 3. Creia que a vingança pertence a Deus, que ele retribuirá a todos que fazem o mal. Deus retribuirá a cada um as suas obras, sejam elas boas ou más. 4. Creia que o propósito de Deus em todas as suas provações é de transformar a causa da sua ira, da sua provação em algo bom para você. É aquela velha história da frase que diz: “há males que vem pra bem”, mas com Jesus devemos ser mais que vencedores todos os dias de nossas vidas. Em Hebreus 12:2 diz que devemos “olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. 
12 - Em Hebreus 11, o escritor faz uma longa lista de exemplos de fé que os leitores da carta devem seguir. O capítulo 12 começa assim: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”. Assim, os crentes são descritos como estando em uma corrida. Eles podem olhar para os exemplos que os precederam. As pessoas em Hebreus 11 são a "nuvem de testemunhas", mencionada em Hebreus 12:1. 
13 - A fim de efetivamente "correrem", os crentes precisam se livrar do pecado e de outras escravidões. As pessoas que levam as corridas a sério não carregam bagagem extra; um corredor olímpico nunca foi visto carregando uma mala ou falando ao celular durante a corrida. Tudo o que não é absolutamente essencial é deixado pra trás. Além disso, para vencer a corrida, o corredor deve terminar. O atleta não deve desistir antes de terminar. A perseverança é necessária para vencer todos os obstáculos. 
14 - O autor de Hebreus exorta os crentes a considerarem o exemplo máximo de perseverança de Jesus. Os corredores de uma competição atlética não podem ser distraídos por objetos periféricos. Como corredores na corrida da vida, devemos "olhar atentamente para Jesus", olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Enquanto corremos, devemos olhar para Ele com fé. Ele é mais do que o nosso exemplo; é o nosso destino final. Devemos correr em Sua direção com todas as nossas forças, na promessa de que seremos confirmados como sendo à Sua imagem e semelhança. 
15 - Hebreus 12:2 diz que Jesus é o “autor” da nossa fé. Foi Ele quem criou uma trilha. Foi Ele quem disponibilizou o caminho para o Santo dos Santos a fim de que o restante de nós pudéssemos seguir à presença de Deus como filhos amados, (Hebreus 10:19–20). Jesus também é o “consumador” da nossa fé, foi Ele quem a completou. Cristo não apenas deu início à nossa fé, mas também a concluiu. O versículo seguinte explica como Cristo fez isso. 
16 - Em primeiro lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus suportou a cruz. Lá, no Getsêmani, Ele estava decidido a fazer a vontade do Pai, (Mateus 26:39). Cristo fez isso pensando na alegria que estava por vir. Ele sabia que seria ressuscitado e que voltaria ao lugar de glória que tinha com o Pai desde o princípio, (João 17:5). Ele ansiava pelas pessoas que iria salvar e voluntariamente deu a Sua vida para resgatar as Suas ovelhas, (João 10:10-11). 
17 - Em segundo lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus desprezou a vergonha da cruz. A crucificação era uma morte horrível e torturante, e incluía humilhação pública e vergonha. Jesus foi ridicularizado enquanto carregava a cruz e principalmente quando já estava pendurado na cruz. A placa pendurada acima dele dizia "Rei dos Judeus", uma ironia cruel, pois era verdade, mas aqueles que o assassinaram não acreditavam nisso. Outros observadores zombavam dele, dizendo: “Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido" (Lucas 23:35). A cruel ironia é que só poderia salvar os outros se escolhesse não salvar a Si mesmo. Ele era verdadeiramente o Messias, e isso o impediu de descer da cruz. Ele era o Escolhido, e havia sido selecionado com o propósito de morrer como sacrifício de Deus pelo pecado. Também é uma ironia que Deus o libertaria, mas somente depois de sofrer o castigo daquela pesada cruz. 
18 - Em terceiro lugar, Hebreus 12:2 ainda diz que depois que Jesus morreu, Deus o ressuscitou dentre os mortos, e Jesus ascendeu ao céu, onde agora está assentado à direita de Deus Pai. Isso significa a autoridade de Jesus, (à direita) e o fato de que Sua obra terminou, Ele se sentou num lugar de destaque junto do Pai. Essa posição contrasta com a dos sacerdotes da época que se levantavam e ofereciam sacrifícios de animais diariamente, (Hebreus 10:11-13). 
19 - O público original do livro de Hebreus parece ter sido de judeus que haviam professado fé em Cristo, mas que agora enfrentavam a perseguição dos judeus incrédulos. Eles foram tentados a voltar atrás, renunciar a Cristo e voltar ao templo e ao sistema sacrificial de animais. Os crentes que leem o livro de Hebreus hoje se deparam com uma tentação semelhante, o mundo e o que deixamos para trás estão sempre nos chamando, querendo que voltemos, se não para um retorno permanente, pelo menos para visitas frequentes. No entanto, estamos em uma corrida. Não há tempo para voltar. 
20 - A corrida que estamos disputando provavelmente se parece mais com uma corrida de obstáculos do tipo militar do que com uma bela e organizada corrida olímpica. Existem perigos reais ao longo do caminho, mas devemos seguir em frente. Temos os exemplos dos santos do passado para seguir, mas o nosso exemplo supremo é o próprio Senhor Jesus, aquele que liderou o caminho, terminou a corrida, pagou por nossos pecados e agora está assentado no lugar de maior honra e autoridade junto ao trono do Pai. Nós olhamos para Ele, não apenas como o nosso exemplo, mas como a nossa fonte de força, como nosso redentor Onipotente, como nosso Único e suficiente Salvador. 
21 - Somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou primeiro, Jesus Cristo nosso Salvador. Definitivamente não é porque somos bons, habilidosos, valorosos ou corajosos. Somos mais que vencedores “por meio daquele que nos amou”. Nossa vitória, antes de tudo, é a vitória de Cristo. Não somos mais que vencedores por causa de algo que depende de nós, mas por causa do que Cristo fez e faz continuamente por nós. Então “por meio daquele que nos amou”, sabemos que agora Deus é por nós e, portanto, ninguém terá êxito em ser contra nós (Romanos 8:31). Sabemos também que Deus nos justificou, já que Cristo morreu em nosso favor (Romanos 8:32,33). Ainda sabemos que Cristo intercede por nós continuamente e nos ama com um amor irrevogável (Romanos 8:34-39). Sim, somos mais que vencedores porque Cristo morreu por nós; porque Cristo vive em nós; porque Cristo nos ama; e porque Cristo intercede por nós. 
22 - Somos mais que vencedores em meio lutas e perseguições da vida no nosso dia a dia. Tudo bem que a perseguição, a dor, a privação, a tribulação e a angústia não podem nos derrotar. Mas alguém ainda pode questionar se há algo mais intenso ou mais poderoso que, porventura, possa ameaçar nossa vitória em Cristo; se não agora, em algum momento futuro. No entanto, a resposta bíblica é mais do que clara. Nem a morte, nem a vida; nem coisas do presente ou do futuro; nem a altura, nem a profundidade; nenhuma criatura, nem mesmo os anjos, os principados e os poderes; absolutamente nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38,39). 
23 - É realmente incrível saber que em todas essas coisas somos mais que vencedores, porque isso não apenas significa que as coisas que se opõem contra nós são neutralizadas, mas que elas operam em nosso favor, mesmo quando nos causam dor e sofrimento. De fato, isso é muito mais do que derrotar os inimigos, mas é fazer com que os inimigos na insensatez de sua oposição e ou perseguição se movimentem a nosso favor contribuindo com a nossa vitória final. É isso que Deus nos concede por meio de Jesus Cristo. Por isso em Cristo Jesus não somos apenas vencedores, somos mais que vencedores. Graças a Deus que através do Espírito Santo nos ensina a vencermos os inimigos e a nós mesmos no nosso dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DEUS OUVIU A ORAÇÃO DE MUITOS REIS

DEUS OUVIU A ORAÇÃO DE MUITOS REIS 


I - Deus ouviu a oração de muitos reis de diversas nações, quando eles estavam em grande aflição e clamaram ao Deus de Israel. Reis de Israel e de Judá que oraram a Deus. A Bíblia relata diversos reis que tiveram suas orações ouvidas e atendidas por Deus em momentos de crise, destacando-se Ezequias, Salomão, Manassés e Roboão. Eles receberam livramento, sabedoria ou perdão após clamarem com humildade e fé, evidenciando a resposta divina à oração sincera.
II – (1) Ezequias (2 Reis 19): Deus ouviu sua oração contra a ameaça de Senaqueribe, rei da Assíria, e enviou o profeta Isaías para garantir livramento, resultando na derrota do exército assírio com a morte de cento e oitenta e cinco mil soldados Assírios naquela noite por um Anjo enviado por Deus. (2) Salomão, (1 Reis 8-9): Após orar na inauguração do templo, Deus declarou ter ouvido suas súplicas, santificando a casa que ele construiu e prometendo presença contínua. (3) Manassés (2 Crônicas 33): Após ser levado cativo e se arrepender de seus maus caminhos, sua oração fervorosa foi ouvida, e ele foi restaurado ao trono em Jerusalém. (4) Roboão (2 Crônicas 12): Deus ouviu sua oração e do povo quando, humilhados diante da ameaça de Sisaque, receberam a promessa de que não seriam totalmente destruídos.
III - Esses relatos mostram que Deus atendeu a clamores por proteção, perdão e direcionamento no governo de Judá. Vejamos também alguns casos em que Deus ouviu reis de outras nações. Reis de outras nações que Deus ouviu a oração. A Bíblia relata casos em que reis ou governantes de nações gentílicas (não israelitas) reconheceram o poder do Deus de Israel, oraram ou buscaram a sua intervenção, e foram atendidos em suas necessidades ou humilhações. Aqui estão alguns exemplos notáveis: (1) Nabucodonosor (Rei da Babilônia): Após um período de loucura em que foi humilhado e viveu como animal, Nabucodonosor levantou os olhos ao céu. Ele relata que seu entendimento foi restaurado, orou a Deus e o louvou, sendo devolvido ao seu trono com ainda mais glória (Daniel 4:34-36). (2) Ciro, o Grande (Rei da Pérsia): Embora fosse um rei pagão, Deus o chamou de "ungido" e "pastor" (Isaías 44:28; 45:1). Ciro orou ou reconheceu o Deus dos céus como quem lhe deu todos os reinos da terra e lhe ordenou edificar o templo em Jerusalém, o que Deus atendeu ao guiar seu coração (Esdras 1:1-3). (3) Artaxerxes (Rei da Pérsia): Atendeu ao pedido de Neemias, guiado pela "boa mão de Deus" (Neemias 2:8), que respondeu à oração de Neemias para reconstruir Jerusalém, agindo através do coração do rei gentio. (4) Rei de Nínive (Assíria): Após a pregação de Jonas, o rei de Nínive se arrependeu, cobriu-se de pano de saco e ordenou um jejum nacional. A Bíblia diz que Deus viu as obras deles e a sua conversão, e desistiu do mal que tinha dito que faria contra eles (Jonas 3:6-10). 
A - Reconhecimento do Deus de Israel: Além desses exemplos diretos de oração, vários reis gentios, como Dario (Daniel 6:25-27) e outros mencionados por Salomão (1 Reis 8:41-43), reconheceram a soberania de Deus e foram atendidos em suas petições voltadas ao Deus de Israel. Deus respondeu a oração dos reis, dos profetas, dos sacerdotes, do mais ricos, dos mais pobres. Deus ouviu e respondeu a oração de Abraão, de Isaque, de Jacó, de José do Egito, de Josafá, de Elias, de Josias, de Jonas, de Isaías, de Jeremias, etc, e Deus responde as nossas orações. Basta crer. 
B - Deus ouve as nossas orações. Os dias atuais estão ficando cada vez mais difíceis de serem vividos. Somos engolidos pela nossa rotina acelerada e isso resultou em um cenário trágico no meio do povo de Deus: somos um povo que não ora. Muitos dizem que não têm tempo para orar. Quantas pessoas você já ouviu dizer que têm vergonha de orar, porque só procuram a Deus para pedir? Quanto tempo do seu dia hoje é dedicado à oração? No período da pandemia, uma pesquisa apontou que o povo brasileiro começou a orar mais por conta do isolamento, da solidão e do medo de ficar doente. Mas você já se perguntou se Deus ouve todas as suas orações? Será que Deus responde todas as orações dos que clamam à Ele?
C - Bem, sabemos que ouvir e responder são palavras distintas, cada uma com seu significado. Ouvir é se atentar ao que está sendo dito. Já responder, é dizer algo a partir do que se escutou. São palavras que usam até mesmo partes diferentes do corpo. Uma utiliza o ouvido, a outra a boca. Mas será que realmente precisamos da resposta de Deus ou apenas que Ele nos ouça? Como seres ansiosos que somos, sei que você deve ter pensado o mesmo que eu: “Quero os dois. Preciso que Ele ouça o que eu falar e ainda responda rapidamente ao que eu pedir”. Bom, isso só nos mostra quão pequenos e dependentes somos da graça, da misericórdia e do amor de Deus. Não podemos garantir a resposta de Deus, mas o Senhor nos permite através da Sua Palavra termos a certeza de que Ele está nos ouvindo. Você consegue imaginar a grandeza do seu momento de oração? 
D - Na existência do ser humano, há um Senhor Poderosíssimo que não apenas criou todas as coisas, mas também sustenta todas elas. O nosso Deus não é apenas um grande Criador, mas Ele permanece trabalhando. Ele providencia o sustento das aves dos céus. Ele faz chover sobre a terra no momento certo. Ele observa com atenção as árvores e sabe exatamente quantas folhas cairão dela hoje. Ele controla cada partícula de poeira que sobrevoa de um lugar para o outro. Ele está atento a cada rotação feita pela terra. Ele governa sobre as regiões celestiais. Ele dá ordens aos anjos. Há muito trabalho a ser feito pelo nosso Senhor, mas quando um eleito para e ora, Deus para, a fim de ouvi-lo. 
1 - Obviamente, as coisas não saem do controle quando Deus nos ouve, afinal, tudo é sustentado apenas pela palavra do Seu poder. Porém, ao abrirmos as nossas bocas e nos colocarmos em Sua santíssima presença, este Senhor Todo Poderoso olha para nós, atento às nossas palavras. Deus ouve a todos os seus filhos, seus servos. João 9.31 diz: “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve”. Precisamos ter em mente que o Senhor Deus não se relaciona com ímpios e pecadores. A oração é um benefício dado à Igreja de Jesus. A oração é um privilégio que custou o sangue precioso do Filho de Deus. A oração é um presente dado apenas àqueles que hoje estão em paz com Deus e isso só é possível aos que são tementes a Ele; os que fazem a vontade de Deus, quando clamam ao Senhor Jesus, Ele os ouve. 
2 - Basta apenas sermos crentes para sermos ouvidos e atendidos por Deus? Não é assim não. Tiago 4.3 nos garante que Ele nos ouve quando pedimos com bons propósitos: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. Tiago 4:3. Ainda neste mesmo capítulo 4 de Tiago ele nos apresenta um cenário tenebroso que nenhum cristão deveria viver. Os crentes estavam brigando entre si, invejando uns aos outros e ele cita até mesmo o assassinato de reputações devido à cobiça. Não podemos jamais nos esquecer que a Bíblia foi escrita para o povo de Deus. Tiago está escrevendo para o povo de Deus! Chega a ser um escândalo ver que essa era a realidade dessas pessoas. 
3 - Eles estavam lutando com todas as suas forças para alcançarem algo na vida, mas recebem uma repressão terrível: “Vocês não têm nada porque vocês não pedem a Deus e quando pedem não recebem porque nem pedir vocês sabem”. Os crentes em Jesus que receberam a carta de Tiago foram repreendidos por dois motivos: (1) Eles não oravam a Deus. (2) Quando oravam, oravam mal. Se não oramos, como o Senhor nos ouvirá? Se quando oramos, oramos mal, como Deus nos atenderá? Nos versos seguintes, Tiago fala que Deus resiste aos soberbos. Por isso, precisamos entender melhor como podemos nos achegar a Deus em oração de tal forma que Ele nos ouça e nos atenda. A resposta de Deus ao que queremos nem sempre será garantida, mas os ouvidos atentos nós já temos, porém, o braço do Senhor não está encolhido. Ele pode nos responder, basta sabermos o que e como pedir. 
4 – Quais são as orações que Deus ouve: (1) Primeiro, precisamos deixar claro que a questão em si não está na forma de falar, na forma de orarmos. Então, não basta ser uma pessoa eloquente e usar palavras bonitas e rebuscadas. Já conversei com muitos irmãos que diziam ter vergonha de orar, porque não tinham muito jeito com as palavras. Em suma diziam que não sabiam como orar. O interessante é que a Bíblia nos dá algumas instruções sobre as orações que Deus ouve e posso te garantir que o fato dEle ouvir não está assegurado nas palavras ditas, mas no coração de quem as diz. (2) Segundo, Deus ouve a oração do coração quebrantado e contrito. O Salmo 51 verso 17 diz o seguinte: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. 
5 - Você já passou pela situação de estar conversando com alguém e essa pessoa começar a fazer outra coisa não dando a atenção devida ao que você está Se referindo? Ela despreza o que você está dizendo, não se importa talvez com o desabafo que está fazendo naquele momento. Ela não olha nos seus olhos enquanto está falando. Esse desprezo é terrível. O homem, o ser humano, é plenamente capaz de fazer isso com o próximo. Quantas vezes damos mais valor à nossa dor do que a dor dos outros. É como se o nosso problema fosse muito maior e de muito mais importância do que o do outro. Não podemos ser soberbos ao nos achegarmos a Deus em oração, afinal, Ele resiste aos soberbos, mas dá graças ao humilde, Tiago 4:6. Não precisamos apresentar nossas obras diante do Senhor, não precisamos provar quem somos para que Ele nos ouça. 
6 - Diferente de uma alta autoridade que só recebe pessoas importantes para uma conversa particular, Deus não está preocupado com o seu status ou com a sua eloquência. Ele sabe que todo o bem que fazemos vem dEle. O Senhor deseja apenas que nos apresentemos em Sua presença com um coração quebrantado e contrito. A pessoa de espírito quebrantado é aquela que se esvazia de toda vangloriosa confiança e chega ao ponto de reconhecer que nada é. O coração contrito despreza a ideia de mérito, e não trata com Deus com base no princípio de permuta, da barganha com Deus. Deus ouve as orações daqueles que estão em seus devidos lugares e que O colocam em seu devido lugar. Deus é o centro e somos apenas servos. Não haverá desprezo para aqueles que se esvaziam de si mesmos. Para os corações que se prostram diante do Oleiro e se reconhecem apenas como barro, a estes Deus ouve. 
7 - Deus ouve a oração do justo, é o que está escrito em Provérbios 15.29. “O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos Ele escutará”. Não nos restam dúvidas de que Deus não tem parte com o ímpio. Salomão fala que Deus está longe destes. Mas dos eleitos, o Senhor está próximo e não apenas isso, mas Ele permite que nos aproximemos dEle. O verso acima fala que Deus escutará a oração dos justos. Se olharmos para dentro de nós, encontraremos pecados obscuros que nos assustam, como então podemos nos apresentar diante de Deus como justos? É como se um rei condenado por provas irrefutáveis, quisesse se apresentar diante de um juiz dizendo ser inocente de tudo.
8 - De fato, se olharmos para nós mesmos, não encontraremos nem sequer uma centelha de justiça. Porém, o Deus a quem servimos enviou o Seu Filho Unigênito Jesus Cristo para pagar a penalidade que deveríamos ter sofrido. Foi Jesus quem viveu uma vida justa para que pudéssemos ter paz com Deus, (Romanos 5:18). Essa paz nos permite entrar com ousadia na presença do Grande Juiz sem sermos condenados e expulsos da Sua presença. (Hebreus 4:16). 
9 - A justiça de Jesus é evidenciada em nós quando vivemos uma vida santa e de temor a Deus. Somos justos por meio de Cristo quando nascemos de novo e não vivemos mais praticando as obras pecaminosas da carne, do nosso passado, pelo contrário, buscamos andar nos mesmos passos que o nosso Mestre andou. Amamos como Ele ama e nos ensinou a amar o próximo. Perdoamos como Ele nos perdoa. Vivemos como Ele viveu. Somos de fato como espelhos que não refletem uma imagem própria, mas sim a do Criador. Somos discípulos que seguem com afinco os ensinamentos de seu Senhor. E é unicamente por causa dessa justiça de Cristo aplicada em nós que Deus ouve as nossas orações. 
10 - Orações que Deus responde. Eu disse no começo deste texto que não podemos garantir a resposta de Deus para todas as nossas orações. Porém, seria desonesto apenas dizer isso sem informar que sim, existem orações que o Senhor não apenas ouve, mas responde! Há alguns pedidos que podemos fazer ao nosso Deus que Ele mesmo nos garante em Sua Palavra que nos atenderá. Mas não se engane, esses pedidos não são soberbos ou gananciosos. Pelo contrário, eles esmagarão qualquer orgulho próprio ou vanglória. São pedidos que nos levarão para uma vida mais próxima de Deus e quanto mais íntimos somos do Senhor, mais conhecemos a Sua vontade. Quanto mais conhecemos a Sua vontade, mais sabemos orar e pedir da maneira correta. 
11 - Deus atende àqueles que pedem por sabedoria, Tiago 1.5 diz: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Ser sábio é viver uma vida de reverência ao Senhor de tal forma que todas as nossas ações são baseadas no conhecimento que temos de Deus. Essa sabedoria nos coloca no caminho correto, nos mostra como devemos viver, como fugir do pecado, como tratar nosso próximo, como administrar nossas divergências. É uma sabedoria que faz toda a nossa vida estar pautada nas Escrituras. Devemos ter a consciência de que tudo o que fazemos tem que estar no centro da vontade de Deus. 1
12 - Se você sente que não tem sabedoria, ou que não tem o suficiente, peça ao Senhor. Tiago fala que Deus dá isso a todos liberalmente, ou seja, a sabedoria não é como um dom ministerial onde o Senhor determina quem o terá ou não. Todos os crentes em Jesus estão liberados para pedirem por sabedoria. Ele também nos dá sabedoria em abundância, ou seja, não há limites. É como se Deus nos dissesse “Se você me pedir por sabedoria, eu lhe darei com muita generosidade”. Assim aconteceu com Salomão que pediu a Deus por sabedoria e Deus lhe deu também muitas riquezas. 2 Crônicas 1. 
13 - O problema é que pouco pedimos por sabedoria. Pedimos mais riquezas do que sabedoria. Se esse pedido ainda não faz parte das suas orações, comece hoje mesmo. Peça ao Senhor por sabedoria. Deus não rejeitará esse pedido, pelo contrário, ele te dará generosamente e abundantemente, segundo o derramar do seu coração ao Senhor. Preciso apenas acrescentar que a sabedoria que vem do alto só é aprendida em um único lugar: nas Escrituras Sagradas. Logo, peça sabedoria, sim, mas leia a Palavra de Deus onde temos a revelação para aqueles que o temem, Salmos 25:11. 
14 - Deus atende aqueles que pedem também para serem cheios do Espírito Santo. Em Lucas 11.13 temos essa confirmação que diz: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” É certo que recebemos o Espírito Santo quando nascemos de novo em nossa conversão. Porém, a vida cristã se desenvolve de fato como um nascimento. Ao nascermos, não saberemos uma série de coisas e conforme o tempo passa, vamos aprendendo e alcançando novos desafios, até nos tornarmos pessoas maduras que trabalham e têm as suas responsabilidades, inclusive as busca constante de comunhão e intimidade com Deus. 
15 - A vida cristã acontece da mesma forma. Conforme nos aproximamos mais de Deus e nos alimentamos mais da Sua Palavra, ficamos cada vez mais maduros espiritualmente, mas isso só é possível através da presença do Espírito Santo de Deus em nossas vidas. Afinal, é Ele quem nos faz lembrar de tudo o que aprendemos, é Ele quem nos leva a orar, é Ele quem dirige os nossos passos no dia a dia. Por isso, devemos começar essa busca constante de pedir a Deus em nossas orações para que possamos ser cheios do Espírito Santo de Deus. A Palavra de Deus nos mostra homens e mulheres de Deus que tinham uma vida de oração exemplar. Daniel, por exemplo, orava três vezes ao dia. Além disso, O Senhor diz que devemos orar sem cessar, ou seja, precisamos viver uma vida de oração. Isso não significa que passaremos o dia todo orando, mas sim, que a todo momento, elevamos o nosso pensamento a Deus e clamamos por Ele. 
16 – podemos e devemos orar em muitos momentos do dia. O dia tem vinte e quatro horas e precisamos estar em constante oração. (1) Ao acordar: ore a Deus pelo seu dia, peça sabedoria para tomar as melhores decisões e graça para viver o dia em santidade. (2) Ao tomar café: ore a Deus agradecendo pelo privilégio de poder se alimentar logo pela manhã. Se possível faça o culto doméstico com sua família pela manhã ou em qualquer outro horário. (3) No caminho do trabalho: ore a Deus para que você possa ser abençoado em sua carreira profissional, para que tudo o que fizer vá bem assim como foi com Josué. Ore pelo seu patrão, pelo seu chefe, pelas pessoas que trabalham com você e peça a Deus que elas possam ver Cristo em sua vida. Seja exemplo dos fiéis em tudo. (4) No almoço: ore a Deus agradecendo pelo alimento que Ele providenciou neste dia. (5) Na volta para casa: ore a Deus para que você possa chegar em paz e em segurança. (6) Antes de dormir: ore a Deus com gratidão pelo dia, peça perdão dos seus pecados e que o Espírito Santo possa te ajudar a andar cada dia mais em santidade e em novidade de vida. 
17 - Se você possui uma rotina muito difícil, ore a Deus em momentos mais individuais. Você pode falar com Ele quando estiver tomando banho, lavando a louça, se arrumando para sair, no ônibus ou, no caminho do trabalho. Não importa o lugar, mas ore, falar com Deus é necessário para que Ele te abençoe. Mas também tenha os seus momentos exclusivos com o Senhor. Reserve um lugar para dobrar os seus joelhos e se derramar na presença de Deus. Conte para Ele os seus anseios e as suas preocupações. Deus quer te ouvir e quando você falar, Ele te dará toda atenção. 
18 - É preciso persistir em oração. É preciso adorar a Deus espirito e em verdade. Em Efésios 6.18 o apóstolo Paulo afirma que devemos estar “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos”. A oração precisa ser feita com perseverança. Não adianta orarmos cinco horas em um dia e passarmos um mês sem orar. Também não adianta pedirmos algo uma única vez e nunca mais orarmos naquele sentido. Tem pessoas que travaram verdadeiras batalhas de oração. Sim, orar é uma verdadeira guerra, não é à toa essa passagem acima foi extraída de Efésios 6, que é o texto mais importante sobre batalha espiritual da Bíblia. Como estava dizendo, algumas pessoas oraram anos até conseguir algo do Senhor como (1) a conversão de um ente querido, (2) a cura de um problema de saúde, (3) a busca por uma oportunidade de trabalho. É claro que você precisa saber que tipos de guerras você está enfrentando. Não devemos insistir com coisas que sabemos que não é a vontade de Deus para nós. Mas, se temos certeza que é de Deus, devemos insistir, devemos gastar mais tempo em oração. Entenda que insistir com Deus na oração não é colocá-lo contra a parede e exigir que Deus realize os seus desejos. Mas é se mostrar confiante em Deus e no Seu tempo perfeito para nós. Creia que Deus vai fazer grandes coisas em sua vida, mesmo que demore um tempo. Ele faz tudo no tempo certo, tudo na vida do crente acontece no tempo de Deus. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.