COMO SOAR O ALARME DE SOCORRO ESPIRITUAL
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
COMO SOAR O ALARME DE SOCORRO ESPIRITUAL
segunda-feira, 10 de agosto de 2026
OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES, NEM JUDEUS E NEM PALESTINOS
OS PERSAS NÃO SÃO ÁRABES, NEM JUDEUS E NEM PALESTINOS
I – O Irã é um país de origem Persa. Os persas não são árabes, nem Judeus e nem Palestinos. Os persas também não são palestinos. Os persas são um povo de origem indo-europeia que habita a região do atual Irã (antiga Pérsia) e falam a língua farsi. Os palestinos são um povo de origem árabe, grupo semita que vive na região do Oriente Médio conhecida como Palestina. Embora o antigo Império Persa tenha dominado a região da Palestina na Antiguidade, tratam-se de etnias, culturas, origens geográficas e idiomas totalmente diferentes. A população do Irã é estimada em cerca de 93 milhões de habitantes, com base em dados recentes. O país ocupa a 17ª posição entre os mais populosos do mundo e a segunda colocação no Oriente Médio. Os dados demográficos indicam um crescimento anual, com taxa estimada em 0,81% ao ano. Uma população urbana com cerca de 73,5% moradores que vivem em cidades, como a capital Teerã. A idade mediana da população indicam uma média de 34,5 anos. A nacionalidade atual deles é Iraniana e o grupo étnico é persa, e a religião é muçulmana. Existem diferenças entre Árabes e Persas. A Origem e a Etnia dos árabes vêm da Península Arábica e pertencem ao tronco linguístico semítico. Os persas são um povo de origem indo-europeia que se estabeleceu no planalto onde hoje fica o Irã. No Idioma, os árabes falam a língua árabe. Os persas falam o Farsi (ou persa), que tem mais parentesco histórico com línguas europeias do que com os árabes. (1) O país era conhecido no passado pelos europeus como Pérsia, porém hoje chama-se formalmente Irã desde 1935. (2) A Religião predominante do Irã, embora a maioria siga o islamismo, os iranianos são majoritariamente muçulmanos xiitas, enquanto a maioria dos povos árabes é predominantemente sunita.
II -
O rei da Babilônia quando Ciro o Grande invadiu a cidade em 539 a.C. era
Nabonido, que governava junto com seu filho Belsazar (ou Belsassar), citado no
livro bíblico de Daniel. (1) Ciro o grande invadiu a Babilônia e conquistou a
cidade da Babilônia em 539 a.C., marcando o fim do Império Babilônico. A
entrada na cidade ocorreu de forma estratégica e sem grande resistência armada
na capital. (2) Foi uma conquista de surpresa. O exército persa desviou as
águas do rio Eufrates, o que baixou o nível da água que passava pelas muralhas
da cidade. Isso abriu uma brecha e os soldados de Ciro aproveitaram o leito
seco do rio para entrar na Babilônia durante a noite, pegando os babilônios de
surpresa. (3) Houve um apoio interno em favor de Ciro que contou com a
insatisfação da população e dos sacerdotes locais com o rei babilônico da
época, Nabonido. (4) As consequências foram favoráveis aos dissidentes do rei Nabonido
e o impacto disso foi o fim dos 70 anos de cativeiro de Israel. Após dominar o
local, Ciro permitiu que os judeus e outros povos exilados voltassem para suas
terras de origem. E Ele ficou conhecido por respeitar as crenças e os costumes
dos povos conquistados, em vez de destruí-los.
III
- O Império Persa foi fundado por Ciro, o Grande, que conquistou a Babilônia em
536 a.C. Ciro decretou que os judeus retornassem a Jerusalém e construíssem
seus muros e principalmente o templo. (1) Sob o reinado de Dario, o segundo
Templo de Zorobabel foi concluído. (2) Sob o reinado de Xerxes (Assuero),
ocorreram os eventos registrados no Livro de Ester. (3) Sob o reinado de
Artaxerxes, o Estado judeu foi reformado por Esdras, e os muros de Jerusalém
foram reconstruídos por Neemias. (4) A capital do Império Persa era Susa. O
Império durou pouco mais de 200 anos e chegou ao fim em 330 a.C.
A –
A relação dos Reis da Pérsia com Israel nos Tempos Bíblicos. (1) Ciro II, o
Grande (600-529 a.C.), fundou o primeiro Império Persa. Ciro, o Grande,
respeitou os costumes das terras que conquistou e permitiu que os judeus
retornassem a Jerusalém. (2). Cambises II (530-522 a.C.) conquistou o
Egito durante seu reinado. (3) Dario I (também conhecido como Dario, o
Grande) (522-486 a.C.) governou o Império Persa em seu auge. O Segundo
Templo foi concluído durante seu reinado. (4) Xerxes I (Assuero), de 486 a
465 a.C., foi o rei que se casou com Ester. (5) Artaxerxes I (465-425
a.C.) encarrega Esdras e Neemias de retornarem e construírem Jerusalém. (6) Xerxes
II (425-424 a.C.) foi assassinado por seu meio-irmão, que por sua vez foi
assassinado por Dario II. (7) Dario II (423-404 a.C.) Pouco se sabe sobre
seu reinado. (8) Reinado de Artaxerxes II (404-359 a.C.). (9) Reinado de Artaxerxes III (359-338 a.C.).
(10) Reinado de Artaxerxes IV (Arses) (338-336 a.C.) (11) Reinado de Dario
III (336-330 a.C.) foi derrotado por Alexandre, o Grande.
B - Nas
Escrituras Sagradas a Pérsia é mencionada 29 vezes em 25 versículos das
Escrituras os quais são: (1) 2Cr 36:20; 2Cr 36:22; 2Cr 36:23; (2) Esdras 1:1;
Esdras 1:2; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3; Esdras 4:5; Esdras 4:7; Esd
4:24; Esdras 6:14; Esdras 7:1; Esdras 9:9; (3) Ester 1:3; Ester 1:14; Ester
1:18; Ester 10:2; (4) Ezequiel 27:10; Ezequiel 38:5; Daniel 8:20; (5) Daniel
10:1; Daniel 10:13; Daniel 10:20; Daniel 11:2. (6) Persa (2x) em Ne 12:22;
Dan 6:28. (7) Ciro é mencionado 23 vezes em 19 versículos (12 vezes em
Esdras) e 2Cr 36:22; 2Cr 36:23; e ainda
em Esdras 1:1; Esdras 1:2; Esdras 1:7; Esdras 1:8; Esdras 3:7; Esdras 4:3;
Esdras 4:5; Esdras 5:13; Esdras 5:14; Esdras 5:17; Esdras 6:3; Esdras 6:14; (8)
Em Isaías 44:28; Isaías 45:1; e em Daniel 1:21; Daniel 6:28; Daniel 10:1.
C - Explicando
a origem do povo Persa e qual a origem da Pérsia na Bíblia? O atual Irã já teve muitos nomes: Média, Pérsia e Elã. Todos
eles aparecem no Antigo Testamento. Mas o personagem central dessa
história na bíblia é Ciro I, rei persa do século VI a.C. O livro de Isaías
45:1 chama Ciro de "ungido de Deus", em hebraico, Mashiach, Messia. (1)
O povo da Pérsia descende de tribos nômades indo-européias eram originárias da
Ásia Central. Por volta de 1000 a.C., esses grupos migraram para o Planalto
Iraniano, fixando-se especificamente na região sudoeste conhecida como Pars ou
Persis (atual província de Fars, no Irã), que se tornou o berço da civilização
persa. (2) A migração e fixação confirmou a origem nômade daqueles povos cujos pastores
deixaram as estepes (cercanias) da Ásia Central em busca de novas terras. (3)
Chegando no planalto Iraniano fizeram a ocupação da área entre os montes Zagros
e o mar Cáspio, onde já viviam outras populações locais. (4) Sobre o nome do
local foi escolhido o termo "Pérsia" que vem da denominação dada por
gregos e estrangeiros à região de Pars; internamente, o país sempre foi chamado
de Irã (que significa terra dos arianos).
1 - Formação
do Império começou com o domínio dos medos que inicialmente já eram denominados
persas, foi feita a junção com os dominados pelos medos, um povo irmão que
habitava o norte da mesma região. (1) Daí dessa unificação no século VI a.C.
(550 a.C.), o rei Ciro II (Ciro, o Grande) liderou uma revolta vitoriosa contra
os medos, uniu as tribos e iniciou a expansão do império Aquemênida, o primeiro
grande império persa. (2) Sob a religião antiga dos persas (zoroastrismo),
o sistema de administração por satrapias
que foi criado por Dario I o império estava formado.
2 - O
povo persa é árabe? Não, o povo persa não é árabe. Eles são dois grupos étnicos
totalmente diferentes, com origens, histórias e idiomas próprios. Os persas
vivem principalmente no Irã (antiga Pérsia) e possuem uma cultura milenar
distinta. (1) Seu idioma é o Persa (Farsi). Que é uma língua da
família indo-europeia, tendo parentesco histórico com idiomas como o inglês, o
espanhol e o grego. (2) O idioma Árabe é
uma língua de origem semítica, com raízes ligadas aos troncos linguísticos
diferentes do persa. (3) Sobre o alfabeto usado no Irã é parecido com o árabe
por causa da religião, mas as palavras e a gramática do “farsi” são totalmente
separadas do árabe.
3 –
Existem diferenças de religião e de cultura entre os Iranianos e os Árabes. O Islã
é no Irã e a maioria dos iranianos é muçulmana, mas do ramo xiita. No mundo
Árabe, a maior parte dos países árabes do Oriente Médio seguem o
ramo sunita do islamismo. (1) Os árabes surgiram na Península
Arábica, enquanto os persas descendem de povos antigos fixados no Planalto
Iraniano. Os árabes conquistaram a Pérsia no século VII, o que levou à troca da
religião para o islamismo, mas o povo persa manteve viva a sua identidade e a
sua língua.
4 – Há
grande diferença religiosa entre sunitas e xiitas. A principal diferença entre
xiitas e sunitas está na sucessão de Maomé, na liderança religiosa e no tamanho
dos grupos. Os sunitas são a maioria global (cerca de 85% a 90% dos
muçulmanos), enquanto os xiitas formam uma minoria (10% a 15%). (1) Como é a sucessão
e a liderança entre os dois grupos? (a) Os Sunitas acreditam que o líder do
Islã deveria ser eleito por consenso da comunidade entre os fiéis mais aptos. O
primeiro foi Abu Bakr, amigo de Maomé. (b) Os Xiitas defendem que a liderança
deve pertencer apenas à família de Maomé, começando por seu primo e genro Ali.
(2) Como são as práticas e a visão religiosa de cada seguimento? (a) Os Sunitas
seguem estritamente a Sunna (tradição e costumes baseados na vida do profeta).
Fazem cinco orações diárias e obrigatórias. (b) Os Xiitas dão grande destaque
espiritual aos descendentes de Ali, chamados de Imãs. Em algumas datas, como a
festividade de Ashura, podem realizar rituais de luto públicos.
5 –
Como é a distribuição destes grupos no Mundo atualmente? (a) Os Sunitas são
predominantes na maior parte do mundo islâmico, com forte presença em países
como Arábia Saudita, Turquia e Indonésia. (b) Os Xiitas formam a maioria da
população em países como Irã e Iraque.
6 - O
povo persa ainda existe? Sim, a Pérsia ainda existe, mas hoje o país se chama
Irã. A mudança do nome oficial para o público de fora do país ocorreu em 1935,
quando o governo pediu que os outros países adotassem o nome nativo, que
significa "terra dos nobres" ou "terra dos arianos". O que
mudou e o que continua em vigor sobre a história do País é o reconhecimento do
novo nome oficial desde 1935. O Nome oficial do país hoje e hoje é reconhecido como
República Islâmica do Irã. (1) O povo e cultura é tradicionalmente Sunita. A
maioria da população ainda descende dos antigos persas e fala a língua persa
(farsi). (2) A localização do país ainda é próximo das mesmas de antigamente. O
território atual do Irã é o mesmo coração do antigo Império da Pérsia no
Oriente Médio.
7 - O
Irã e a Pérsia são a mesma coisa? O país
é e foi conhecido no Ocidente durante séculos como Pérsia, porém nunca deixou
de se chamar Irã para seus próprios habitantes. O nome “Irã” deriva da palavra
“ariano” e significa “terra dos arianos”, em referência à etnia ancestral de
parte de sua população. (1) Embora muitas vezes confundidos no
imaginário popular ocidental, iranianos e árabes pertencem a grupos étnicos,
linguísticos e culturais distintos. O Irã é habitado majoritariamente por
persas, um povo indo-europeu com raízes históricas milenares que remontam ao
antigo Império Persa. Os árabes, por sua vez, são um povo semita cuja origem
está na Península Arábica. No Irã, há apenas 2% de iranianos árabes.
8 - A
história dos iranianos começa muito antes do nome “Irã” existir nos mapas. Eles
descendem de povos que migraram para a Ásia Central há três mil anos, formando
as bases de um império que, em sua época de maior glória, se estendia por
regiões que hoje pertencem ao Uzbequistão, Turcomenistão, Afeganistão, Turquia,
Paquistão, Iraque e, claro, o próprio Irã. (1) Até o século XX, o mundo
ocidental conheceu o país como Pérsia, nome associado à antiga província de
Pars, berço do império. Mas, em 1935, o governo adotou oficialmente o nome Irã,
que em persa significa “terra dos arianos”, referência às origens étnicas de
seu povo. Na prática, esse sempre foi o nome usado internamente. “Pérsia” era
como os estrangeiros preferiam chamá-lo.
9 - Os
persas empilham avanços notáveis ao longo da história. Uma curiosidade
fascinante sobre o antigo Império é que ele foi o primeiro a implementar um
sistema de estradas imperiais e correio estatal para integrar seu vasto
território. O mais famoso exemplo é a Estrada Real Persa, que ligava Susa (no
atual Irã) a Sardes (na atual Turquia), com cerca de 2.700 km de extensão. (1) Ao
longo dessa rota, havia postos de descanso com cavalos descansados e
mensageiros prontos para continuar a viagem. Um sistema de couriers tão
eficiente que, segundo o historiador grego Heródoto, “nenhum outro ser vivo
viaja mais rápido que esses mensageiros persas”. Essa rede permitia que
mensagens cruzassem o império em poucos dias, algo notável para a época. Era,
de certo modo, um antecessor do serviço postal moderno.
10 –
Sempre existiu rivalidade com os árabes. Como explica um historiador, em seu livro sobre “Os Iranianos”, ele diz, nós não só temos que
diferenciar bem árabes de iranianos, como entender também que esses povos
possuem hoje, uma grande richa. Os inimigos históricos dos persas são os
árabes, que os consideram como bárbaros. Muitos iranianos acreditam que sua
civilização entrou em decadência a partir da invasão islâmica no século VII,
que impôs uma religião revelada em árabe e disseminada por árabes, em
detrimento da cultura persa.
11 -
Segundo ainda um pesquisador brasileiro, que foi correspondente de um veículo
de comunicação no Irã, mesmo sob o atual sistema de governo teocrático xiita, a
herança ancestral do Irã pulsa no dia a dia do país. A ligação com o passado
pré-islâmico continua tão forte que o Irã funciona até hoje com a base no
calendário persa.
12- Há
alguns anos atrás um pesquisador contou uma história que ilustra bem essa
tensão entre os dois povos. Logo ao chegar a Teerã, ele, que não falava uma
palavra de "Farse", tentou se comunicar com um taxista, recorrendo a algumas
palavras em árabe, na esperança de facilitar o diálogo. A reação foi imediata,
o motorista se irritou profundamente, exigiu que ele descesse do carro e, mesmo
sem falar bem inglês, deixou claro que aquela língua não era bem-vinda ali. Ele
não chegou a sair do táxi, mas entendeu a mensagem com clareza. (1) A diferença
linguística é um dos principais marcadores entre os dois povos. A língua
oficial do Irã é o persa (também chamado de farsi), um idioma que pertence à
família indo-europeia e tem uma estrutura gramatical muito diferente do árabe,
que é uma língua semítica. Apesar de o persa ter incorporado muitos vocábulos
árabes ao longo dos séculos, especialmente após a islamização do Irã no século
VII, ele mantém características próprias e um alfabeto adaptado, que se escreve
da direita para a esquerda, como o árabe, mas com letras e sons distintos.
13 -
No plano religioso, há também distinções importantes. Embora a maioria dos
iranianos seja muçulmana, o Islã no Irã é majoritariamente xiita, enquanto a
maioria dos países árabes segue a vertente sunita. Essa diferença teve e ainda
tem impacto profundo nas dinâmicas políticas e culturais do Oriente Médio. (1) Culturalmente,
o Irã preserva tradições muito próprias, como o festival de Nowruz, o Ano Novo
persa, celebrado desde tempos pré-islâmicos. A poesia persa, a arquitetura, a
culinária e as artes também diferem significativamente das tradições árabes. Portanto,
embora compartilhem a religião islâmica e certos traços regionais, iranianos e
árabes são povos distintos, com histórias, línguas e identidades próprias.
Reconhecer essa diferença é fundamental para compreender melhor a complexidade
do Oriente Médio.
14 -
Por que, então, a confusão entre estes povos pelo mundo afora? (1) A confusão
comum no Brasil entre iranianos e árabes tem raízes em estereótipos
generalizantes e no desconhecimento geográfico e histórico da região do Oriente
Médio. (2) Muitos brasileiros associam erroneamente qualquer país de maioria
muçulmana ou que use o alfabeto árabe a uma identidade “árabe”, sem distinguir
entre os diversos povos, línguas e culturas que compõem a região. (3) A mídia e
o cinema ocidentais também contribuem para esse equívoco ao retratar o Oriente
Médio como um bloco homogêneo, frequentemente vinculado a conflitos e
radicalismo islâmico, apagando nuances étnicas e culturais. (4) Além disso, o
ensino de geografia e história internacional nas escolas brasileiras costuma
ser superficial, dificultando a formação de uma visão crítica e informada sobre
o tema. Essa simplificação leva à ideia equivocada de que todos os povos do
Oriente Médio compartilham uma mesma identidade, quando, na verdade, o Irã
(persa) e os países árabes possuem histórias, línguas e tradições profundamente
diferentes.
15 -
A Pérsia e Israel sempre foram inimigos?
Não, a Pérsia e Israel nem sempre foram inimigos; na verdade, eles tiveram
relações de muita cooperação no passado antigo e até no século XX. A inimizade
atual só começou após a Revolução Islâmica de 1979. Isso remonta a uma história
Antiga de busca da libertação. (1) No século VI a.C., o rei persa Ciro, o
Grande, conquistou a Babilônia e libertou os judeus que viviam lá como
prisioneiros. O apoio de Ciro permitiu que os judeus voltassem para Jerusalém e
ajudou a reconstruir o Templo sagrado. Esse bom relacionamento é elogiado em
textos bíblicos. (2) Já no Século XX (Antes de 1979) é que houve um
distanciamento dessa amizade entre aqueles povos, visto que houve uma mudança
radical da política do Irã.
16 –
Mas há um reconhecimento de Israel sobre esta amizade. O Irã (antiga Pérsia)
foi um dos primeiros países de maioria muçulmana a reconhecer o Estado de
Israel após sua criação em 1948. Foram feitos projetos de aproximação entre os
povos e nas décadas de 1950 a 1970, os dois países mantiveram laços secretos e
fortes de amizade na área de comércio, inteligência e segurança, pois
compartilhavam aliados e interesses comuns na região.
17 -
A Mudança brusca veio em 1979 com a nova liderança do Irã se distanciando
velozmente da sua amizade com Israel. A Nova liderança fez com que a Revolução
Islâmica mudasse seu direcionamento e o Irã virou uma teocracia religiosa (um
governo liderado por líderes religiosos xiitas). (1) Houve uma ruptura brusca entre
os dois países. O novo governo iraniano rompeu relações com Israel, passou a
ver o Estado judeu como um inimigo político e religioso, e começou a apoiar
grupos armados contrários a Israel (como, por exemplo, o Hezbollah, dentre
outros).
18 -
Israel já viveu tempos de paz com o Irã, quando? Sim, Israel e Irã já foram
aliados próximos e mantiveram relações pacíficas e de cooperação estratégica
entre as décadas de 1950 e 1979, período em que o Irã era governado pelo Xá
Mohammad Reza Pahlavi. (1) Houve aliança e cooperação no passado também. Houve
reconhecimento mútuo entre o Irã e Israel, o Irã foi um dos primeiros países de
maioria muçulmana a reconhecer oficialmente o Estado de Israel em 1948.
Fizeram, inclusive parceria estratégica e compartilhavam inteligência e
mantinham forte alinhamento político para contrabalançar a influência dos
países árabes vizinhos e da União. Houve também um comércio intenso e trocas de
mercadorias O Irã fornecia petróleo
essencial para a economia israelense, enquanto Israel exportava tecnologia
agrícola, apoio técnico e treinamento militar para o Irã.
19
- Mas o fim da paz chegou. A revolução
Islâmica de 1979 causou a queda do Xá e a tomada do poder pelo Aiatolá Ruhollah
Khomeini e transformaram o Irã em uma república teocrática hostil a Israel.
(1) Causou um rompimento total entre os
dois países. O novo regime cortou todos os laços diplomáticos, adotou uma
retórica de negação do Estado israelense e passou a apoiar grupos militantes
contrários a Israel. Isso perdura até os nossos dias.
20 -
Existem cristãos no Irã? Quais igrejas e
doutrinas Cristãs estão lá? Sim, existem cristãos no Irã, com estimativas
variando entre 300 mil e 1 milhão de fiéis, divididos entre comunidades
históricas protegidas e convertidos secretos que sofrem forte repressão
estatal. (1) Existem Cristãos tradicionais e históricos. As Comunidades
armênias e assírias são os grupos mais antigos, reconhecidos oficialmente pela
Constituição iraniana. Os direitos são limitados. Podem realizar cultos e
manter edifícios, mas são proibidos de pregar em língua persa ou evangelizar
muçulmanos. (1) Os grupos de cristãos convertidos e igrejas domésticas, pregam
a Bíblia e há conversão de muçulmanos ao cristianismo (para o regime isso é apostasia)
não é tolerada na prática pelo regime islâmico xiita. (2) Há uma perseguição
severa contra os convertidos ao cristianismo que formam redes clandestinas de
oração e enfrentam prisões, interrogatórios e acusações de "propaganda
contra o Estado".
21 -
Como é a perseguição aos cristãos
no Irã? Os Cristãos no Irã são fortemente reprimidos pelo governo, que vê
a fé cristã como uma ameaça ocidental ao regime islâmico. Os Cristãos de origem
muçulmana são os mais visados. Igrejas domésticas são frequentemente
invadidas, o que resulta muitas vezes em prisões,
interrogatórios, pressão para delatar outros cristãos e longas sentenças de
prisão sob acusações de “ameaça à segurança nacional”. As condições nas
prisões são precárias, e o valor das
fianças é altíssimo, causando o endividamento brutal de famílias cristãs.
Mesmo após a libertação, os cristãos enfrentam restrições severas, como
exílio em outras partes do Irã e censura. Todos os anos,
muitos cristãos de origem muçulmana fogem do país. (1) O Parlamento
iraniano aprovou às pressas uma nova lei de espionagem que prevê pena
de morte com conceitos abrangentes, dando ao governo amplos poderes para
punir qualquer forma de dissidência considerada suspeita.
22 -
Após a guerra entre Israel e Irã, o governo passou a
rotular publicamente os homens Cristãos como espiões e colaboradores
do Ocidente, principalmente os cristãos de origem
muçulmana. Após o cessar-fogo, pelo menos 54 cristãos foram presos em 21
cidades, acusados de espionagem. A mídia estatal reforçou a narrativa de que
cristãos evangélicos são agentes estrangeiros, aumentando sua vulnerabilidade
no Irã. Apesar de reconhecidas pelo Estado, as comunidades cristãs
históricas armênias e assírias são tratadas como cidadãos de segunda classe,
enfrentando discriminação no mercado de trabalho, nas leis de casamento e de
herança. Elas também são proibidas de usar a língua persa em atividades
e materiais religiosos, além de não poderem interagir com pessoas que
falam persa nos cultos. Cristãos estrangeiros enfrentam fiscalização, e algumas
igrejas foram fechadas após cristãos de origem muçulmana participarem de
suas atividades
23 -
Como as mulheres são perseguidas no Irã? No Irã, as mulheres já vivem sob
leis rígidas, como o uso obrigatório do hijab (véu islâmico), com
punições severas em caso de desobediência, incluindo açoites e prisão.
Para cristãs de origem muçulmana, os riscos são ainda
maiores. Muitas participam de igrejas
domésticas e, se são descobertas, podem ser presas e sofrer
abusos verbais e sexuais durante a detenção. Elas também
enfrentam hostilidades dos próprios familiares, casamento forçado,
violência doméstica e perda da guarda dos filhos. Fugir do país é
extremamente difícil para as mulheres cristãs devido às restrições de
viagem no Irã.
24 -
Como os homens Cristãos são perseguidos no Irã? Homens cristãos são os
principais alvos de vigilância, ameaças, assédio, tortura e prisão.
Mesmo quando escapam das autoridades, podem enfrentar perda de
emprego, negação de licenças comerciais e expulsão de instituições de ensino.
(1) Como os homens são os provedores das suas famílias, quando
são presos, suas famílias enfrentam grande pressão, o que pode
resultar em divórcio ou trauma dos filhos. Muitos homens
cristãos fogem do Irã por causa da enorme pressão, deixando famílias
divididas e vulneráveis.
Deus
abençoe você e sua família.
Pastor
Waldir Pedro de Souza.
Bacharel
em Teologia, Pastor e Escritor.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL
I – Apresentamos nesta postagem um estudo simplificado de Escatologia baseado no tema das setenta semanas de Daniel, aquela visão foi bem clara para Daniel e sua interpretação ao longo dos anos foi se definindo para o seu cumprimento. A Soberania de Deus é insondável, é inconfundível, é imutável. A qualidade ou condição de Soberano é uma superioridade derivada de autoridade, domínio, poder, próprios de Deus. As guerras e pelejas entre a humanidade inclusive dos crentes são frutos dos desejos egoístas e carnais que carregamos em nosso interior, porém são infrutíferos infelizmente. Tudo nos leva a acreditar que só Deus em Sua infinita sabedoria e misericórdia pode mudar os rumos da história da humanidade, com setenta semanas ou com sete dias, Deus estando no controle, seremos vitoriosos. Na Bíblia, o número setenta ganhou sentido profético, pois a partir desta visão profética, Deus revelou o futuro do seu povo a Daniel. Deus mostrou os propósitos da septuagésima semana, (a semana de número 70 que viria futuramente), que são revelar ao povo de Deus o “homem do pecado”, “a Grande Tribulação” e o tempo da vitória gloriosa do Messias, e o tempo do fim. (1) Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e as 70 semanas? Sim, Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e a duração de 70 anos, mas a famosa profecia das setenta semanas foi revelada ao profeta Daniel, e não a Jeremias. (2) O Cativeiro Babilônico ( de 70 anos), foi também profetizado por Jeremias. O que dizia a profecia de Jeremias, dizia que Ele, Deus, avisou que o povo de Judá serviria ao rei da Babilônia por setenta anos antes de retornar à sua terra. Os textos bíblicos de Jeremias podem ser encontrados em: Jeremias 25:11-12 e Jeremias 29:10. (3) As Setenta Semanas profetizada pelo profeta Daniel diziam que Daniel leu o livro de Jeremias sobre os 70 anos de cativeiro e orou a Deus, momento em que o anjo Gabriel lhe deu a visão profética das "setenta semanas" focada na vinda do Messias e no fim do pecado na terra, (Daniel 9:24-27). (4) Na Bíblia, o número 70 simboliza plenitude, totalidade perfeita e o fim de uma era, sendo a união do número 7 (que representa a perfeição de Deus) com o 10 (ordem ou totalidade humana). (5) Os 70 Anciãos. Moisés escolheu 70 líderes de Israel para receberem o espírito de Deus e o ajudarem a governar o povo no deserto. (6) O Cativeiro na Babilônia durou 70 anos. O exílio do povo judeu durou exatamente 70 anos, marcando o tempo exato de disciplina e o cumprimento da profecia de Jeremias, (7) e a mais conhecida como as 70 semanas de Daniel. (8) Os 70 Discípulos que Jesus separou para sair e evangelizar os povos. No Novo Testamento, Jesus enviou 70 discípulos em missão para pregar nas cidades, indicando que o Evangelho era para todas as nações do mundo. (9) O perdão sem limites que Jesus ensinou. Quando Jesus diz para perdoar " até setenta vezes sete", Ele usa esse número para expressar um perdão infinito e completo.
II - Então vamos mergulhar um pouco na Bíblia para conhecermos mais sobre o que são as “setenta semanas de Daniel”. A profecia das "setenta semanas" é uma das mais significativas e detalhadas profecias messiânicas do Antigo Testamento. Encontra-se no livro do profeta Daniel capítulo 9. O capítulo começa com Daniel orando por Israel, reconhecendo os pecados da nação contra Deus e pedindo a Deus por misericórdia. Enquanto Daniel orava, o anjo Gabriel apareceu a ele e lhe deu uma visão do futuro de Israel.
III - As Divisões das 70 Semanas de anos começa no versículo 24 do Capítulo 6 de Daniel: Gabriel diz: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Quase todos os comentaristas concordam que as setenta "semanas" devem ser entendidas como setenta "semanas" de anos, ou seja, um período de 490 anos. Estes versículos fornecem uma espécie de "relógio" que dá uma ideia de quando o Messias viria ou virá e alguns dos eventos que acompanhariam o Seu aparecimento na face da terra.
IV - A profecia continua a dividir os 490 anos em três unidades menores: (1) uma unidade de 49 anos, (2) uma unidade de 434 anos e (3) a última, uma unidade de sete anos. (4) A "semana" final de sete anos é dividida pela metade. São 3 anos e meio de aparente paz e 3 anos e meio do desfecho final da grande tribulação. O versículo 25 diz: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas." Sete "semanas" são 49 anos, enquanto que sessenta e duas "semanas" são outros 434 anos: 49 anos + 434 anos = 483 anos.
A - O Propósito das 70 Semanas de anos é a revelação dos acontecimentos relacionados a Israel. A profecia contém uma declaração sobre o propósito de Deus em causar esses eventos a acontecerem. Esse propósito pode ser dividido em seis pontos. Em Daniel 6 o versículo 24 explica: 1) "cessar a transgressão", 2) "dar fim aos pecados", 3) "expiar a iniquidade", 4) "trazer a justiça eterna", 5) “selar a visão e profecia”, e 6) "ungir o Santo dos Santos".
B - Observemos que esses resultados dizem respeito à erradicação total do pecado e ao estabelecimento da plena justiça de Deus. A profecia das 70 semanas resume o que acontece antes que Jesus estabeleça o Seu reino milenial. O período de maior interesse é o terceiro na lista de resultados: "expiar completamente a iniquidade". Jesus realizou a expiação pelo pecado por Sua morte na cruz, (Isaías 53; Romanos 3:25 e Hebreus 2:17).
C - O Cumprimento total das 70 Semanas, segundo anunciou Gabriel na revelação que fez a Daniel, diz que o relógio profético começaria no momento em que um decreto fosse emitido para reconstruir Jerusalém. Desde a data desse decreto até a época do Messias haveria 483 anos (sessenta e nove semanas de anos). A história nos diz que o mandamento de "restaurar e reconstruir Jerusalém" foi dado pelo rei Artaxerxes da Pérsia, (hoje Irã) em 445 a.C, (Neemias 2:1-8).
1 - A primeira unidade de 49 anos (sete "semanas") cobre o tempo que levou para reconstruir Jerusalém, "praças e as redondezas da cidade, os arredores da cidade, (os muros da cidade que estavam destruídos e a cidade destituída de segurança), se reedificarão, mas em tempos angustiosos", (Daniel 9:25). Esta reconstrução é também narrada no livro de Neemias. (1) Usando o costume judaico de um ano de 360 dias, 483 anos depois de 445 a.C nos coloca no ano 30 d.C, o que coincidiria com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, (Mateus 21:1-9). A profecia em Daniel 9 especifica que após a conclusão dos 483 anos, "será morto o Ungido" (versículo 26). Isto foi cumprido quando Jesus foi crucificado.
2 - Daniel 9:26 continua com uma previsão de que, depois que o Messias for morto, "o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Isto foi cumprido com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. O "príncipe que há de vir" é uma referência ao Anticristo, o qual, ao que parece, terá alguma ligação com Roma, já que foram os romanos que destruíram Jerusalém, comandados pelo general Tito. (1) No ano 70 d.C., o general Tito foi o comandante militar romano responsável por liderar o cerco e a destruição de Jerusalém. Ele era filho do imperador Vespasiano e mais tarde se tornou o décimo imperador de Roma. (2) Como foi o cerco e a batalha em Jerusalém. A Batalha foi a mais cruel dentre tantas outras e Tito liderou cerca de 70 mil soldados romanos para esmagar a revolta judaica na Judeia. (2) A Queda de Jerusalém durou meses de cerco rigoroso e os romanos invadiram a cidade. (3) Chegaram aonde era o local mais sagrado para os Judeus por séculos, o templo. Este já era o segundo templo de Jerusalém, foi incendiado e quase que destruído totalmente durante o confronto. O que restou do templo ainda está lá até hoje e serve de local de adoração pelo Judeus e prosélitos da adoração a Deus. (4) O legado desse feito trouxe muitas consequências. A vitória em Jerusalém garantiu grande fama militar a Tito, comemoração registrada no famoso Arco de Tito em Roma. Com o prestígio da vitória, ele consolidou sua posição como herdeiro do trono, governando o Império Romano anos depois, (de 79 a 81 d.C.).
3 – Daquele tempo até os nossos dias o tempo parou de ser contado na semana 69, faltando a última que é a de número 70. Faltando recomeçar esta contagem e ela recomeçará precisamente logo após o retorno de Cristo nos ares celestiais para arrebatar a sua igreja. Este retorno não será visível, mas acontecerá muitos fatos aqui na terra que denunciarão este acontecimentos como o sumiço de milhões de seres humanos que desaparecerão num abrir e fechar de olhos. Esses são os fiéis servos de Deus que serão arrebatados num momento, num abrir e fechar de olhos, conforme descrito na Bíblia.
4 – Breve vai recomeçar a contagem final das 70 semanas de Daniel. Israel já tem tudo preparado para a reconstrução do templo, chamado de “terceiro templo de Salomão” e será idêntico ao original, inclusive a restauração do altar do sacrifício e tudo o que envolve o sacrifício. “Das 70 "semanas", 69 já foram historicamente cumpridas, falta apenas a septuagésima, que é a última. Isso deixa mais um "sete" ainda a ser cumprido. A maioria dos estudiosos acredita que agora estamos vivendo um enorme intervalo entre a semana 69 e a semana 70. O relógio profético foi pausado, por assim dizer. A última "semana" de Daniel é o que normalmente chamamos do período da grande tribulação.
5 - A profecia de Daniel revela algumas das ações do Anticristo, o "príncipe que há de vir". O versículo 27 diz: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana.” No entanto, “na metade da semana romperá o acordo de paz. Daniel 9:27 diz: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. O Anticristo romperá o acordo no meio da semana de 7 anos. E, sobre a asa das abominações virá o assolador, até a “destruição” do templo.
6 - Jesus advertiu sobre esse evento em Mateus 24:15. Depois que o Anticristo quebrar a aliança com Israel, um tempo de "grande tribulação" começará, (Mateus 24:21). Daniel também prevê que o Anticristo enfrentará julgamento. Ele só governa "até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele" (Daniel 9:27). Deus só permitirá que o mal vá tão longe, porque o julgamento que o Anticristo enfrentará já foi planejado. (1) A profecia das 70 semanas é complexa e surpreendentemente detalhada, e muito tem sido escrito sobre isso. Claro que existem várias interpretações, mas o que apresentamos aqui é a visão dispensacional e pré-milenista. Uma coisa é certa, Deus tem um calendário e está mantendo as coisas dentro do cronograma, dentro do seu estrito controle. Ele conhece o fim desde o princípio (Isaías 46:10), e devemos estar sempre aguardando o retorno triunfante de nosso Senhor e Salvador a Jesus Cristo. (Apocalipse 22:7).
7 - Diferentemente dos capítulos anteriores, o nono capítulo de Daniel não descreve o futuro dos impérios mundiais, mas o de Israel. A pesquisa de Daniel quanto à profecia de Jeremias sobre as setenta semanas, que compreende um período de 490 anos para o povo judeu. Este período compreende o fim do tempo da escravidão e do exílio dos israelitas em terras estranhas. A partir de uma circunstância histórica, Deus revelou a Daniel uma verdade futura acerca do seu povo. Pelo período de setenta anos, Israel veria a soberania de Deus intervindo em seu futuro. E após uma visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, referente ao tempo vindouro, em que “um rei feroz” prefigurava o futuro Anticristo, o profeta enfraqueceu-se física e emocionalmente, restando-lhe tão somente orar e buscar o socorro de Deus.
8 - Daniel intercede a Deus pelo seu povo que estava no cativeiro na Babilônia, Dn.9.3-19. (1) O tempo da profecia de Jeremias (vv.1,2), estava se cumprindo fielmente, é o povo, se distanciava cada vez mais da comunhão com Deus. Daniel, agora um ancião, ainda exercia suas atividades políticas sob domínio de Dario. O profeta esquadrinhou a mensagem do livro de Jeremias. E descobriu que a profecia de Jeremias determinava um tempo de setenta anos de cativeiro para os judeus. Logo este tempo marcado pelo sofrimento chegaria ao fim. Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel. (2) A confissão dos pecados de um povo rebelde parecia que não havia condições de Deus falar alguma coisa sobre a libertação daquele povo do cativeiro da Babilônia, (vv.3-11,20). A oração de Daniel demonstrou uma atitude confessional e de reconhecimento da culpa. Ele não apenas informou a culpabilidade do seu povo, mas a sua própria também, dizendo a verdade diante de Deus; Daniel disse, “pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos”, (v.5). A despeito da sua integridade, Daniel não foi presunçoso diante da justiça de Deus, pois ele colocou-se debaixo da mesma culpa do povo e suplicou o perdão a Deus. (3) Daniel reconheceu a justiça de Deus, porque Deus é e sempre será justo e aplicará toda a Sua justiça, (vv.7,16). A princípio, como um ser humano imerso no sofrimento, Daniel não compreendeu a manifestação da justiça de Deus contra o seu povo, mas ao mesmo tempo ele estava convicto acerca da perfeição da justiça de Deus. Não podemos, entretanto, confundir o juízo de Deus com os acertos de contas humanos. A justiça de Deus não é justiça humana, a de Deus pode até tardar mas nunca falhará.
9 – Deus revela o futuro do seu povo, Dn. 9.24-27. (1) As setenta semanas (v.24). Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2Cr 36.21). Por isso, na Bíblia, o número setenta ganhou um sentido profético. Assim, cada dia da semana pode significar um ano; cada semana, um período de sete anos. Então, as setenta semanas compreendem o período de 490 anos, setenta multiplicado por sete. Mas quando se deu o início do cumprimento das setenta semanas? Para respondermos a esta pergunta, temos de explicar primeiramente a expressão “setenta semanas”. (a) O versículo 24 afirma que Deus determinou as setenta semanas. O bloco que forma os versículos 24-27 é profeticamente dividido em três grupos: 1) sete semanas (49 anos); 2) sessenta e duas semanas (434 anos); 3) uma semana (7 anos). Estes somam as setenta semanas. (b) O primeiro grupo é o do início desta profecia e deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém e do templo ,(v.25). Os principais estudiosos do assunto concordam que se trata do decreto de Artaxerxes Longímano, decreto baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2). (c) O segundo grupo, é o período do advento do Messias, Jesus de Nazaré (vv.25,26). Neste tempo o Senhor foi morto e mais tarde Jerusalém foi novamente destruída através da liderança do general do exército romano, Tito, em 70 d.C. (d) O terceiro grupo, é a semana de anos que ainda não aconteceu, (v.27). Compare o versículo 27 de Daniel com Mateus 24.15 e veja como se trata de uma profecia que ainda não se cumpriu. Esta última semana refere-se, então, ao período que implicará o advento do Anticristo e o início do tempo de tribulação para Israel. Isso ocorrerá depois do Arrebatamento secreto da igreja.
10 - Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26). O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém, o santuário e o templo em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). E o terceiro príncipe surgirá no futuro, na última semana profetizada por Daniel (v. 27). Este príncipe não é o Messias “tirado” (9.26), mas certamente um personagem mais poderoso que Antíoco Epifânio e o general Tito. Trata-se, portanto, do Anticristo (2Ts 2.3-9; 1Jo 2.18).
11 - O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27). O estudo das Escrituras demonstra um longo intervalo de tempo que precede a septuagésima semana. A Bíblia identifica este intervalo profético como “o tempo dos gentios”. A comunhão espiritual entre judeus e gentios, mediante a salvação em Cristo, formou um novo povo para Deus chamado de a Igreja do Senhor Jesus, (Ef 2.12-16; 1Pe 2.9,10). Atualmente, estamos no tempo da graça de Deus e temos de anunciar o ano aceitável do Senhor para o mundo inteiro (Lc 4.18,19). (1) Após o tempo gentílico virá a última semana que, identificada pelas profecias bíblicas, significa um tempo de Grande Tribulação. É neste tempo que o “assolador”, isto é, o “anticristo” ou “o homem do pecado” ou “o homem da perdição”, também chamado de “o homem da iniquidade” virá sobre as asas das abominações, (v.27). (2) Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor, a noiva do Cordeiro, será arrebatada antes do tempo da grande tribulação, (1Co 15.51,52).
12 – Os propósitos da septuagésima semana de Daniel 9.27. (1) Revelar o “homem do pecado”, o homem da iniquidade, (2Ts 2.3). De acordo com as profecias, nem Antíoco Epifânio nem o general Tito foram objetos das predições do versículo 27 de Daniel. A passagem bíblica começa com o pronome “ele”, também identificado como “o rei de cara feroz”; “o chifre pequeno”; “o animal terrível e espantoso”. Mas quem será este personagem do livro de Daniel? Em o Novo Testamento, ele é identificado como “o anticristo”, (1Jo 2.18; 4.3) e “a besta que saiu do mar” de Apocalipse 13, (Ap. 13.1). Apesar de apresentada numa linguagem simbólica, a personagem é literal. Trata-se de um líder mundial poderoso que chamará a atenção das nações pela sua diplomacia, astúcia e inteligência política. (2) A Grande Tribulação de Mateus 24, (Mt 24.15,21). O Anticristo “fará uma aliança com muitos por uma semana” (v.27). Note a expressão “com muitos”, revelando que serão muitos líderes mundiais. Esta quer dizer que o Anticristo fará uma aliança com Israel, mas de início esta aliança não será unânime entre os judeus. Contudo, o Anticristo terá influência suficiente para impor a sua liderança política e, por fim, alcançar o sucesso e sua completa aceitação entre os judeus. (3) A força política do Anticristo será reconhecida nos três primeiros anos e meio, isto é, na primeira metade da última semana, quando a marca desse tempo, que poderá ser a marca da besta, será um período de falsa paz e harmonia. Em seguida, surgirá um tempo de sofrimento e tamanha aflição em todo o mundo. Perseguição, humilhação e morte serão a tônica desse tempo, a segunda fase da Grande Tribulação. Entretanto, e antes de tudo isso ocorrer, a Igreja será arrebatada e estará para sempre com Cristo na glória.
13 – Tudo vai revelar a vitória gloriosa do Messias. Jesus Cristo, o Messias prometido, será revelado quando da sua segunda vinda visível no final da grande tribulação e pisará sobre o Monte das Oliveiras, (Zc 9.9,10) que se renderá em duas partes. O Rei aniquilará por completo o poderio do Anticristo, do falso profeta e do próprio Diabo, chamados de “a trindade satânica”, (Ap 19.19-21) e estabelecerá um reino de paz e harmonia no mundo todo, chamado de “o Reino milenial de Cristo”. Esta é uma mensagem de esperança para o nosso coração. Não tenhamos medo, creiamos tão somente, breve Jesus voltará para arrebatar o Seu povo.
14 - Vivemos em um tempo de tamanha incredulidade que até os crentes estão se perguntando se realmente Jesus voltará. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. São tantos que dizem conhecer profundamente as Escrituras Sagradas, mas negam e ou modificam a interpretação das mesmas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais e mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos. Maranata, ora vem Senhor Jesus.
15 - O que acontecerá no final da grande tribulação. Depois da grande tribulação, a escatologia cristã aponta para a volta visível de Jesus Cristo, onde todo olho o verá, a batalha do Armagedom estará se desenrolando e destruindo tudo e matando Judeus e seus aliados no vale chamado “megido” quando Jesus será reconhecido pelos Judeus como aquele que seus antepassados mataram crucificado em Jerusalém.
16 - A volta de Cristo no fim da tribulação. Jesus aparecerá nos céus vindo em socorro dos que resistiram e não negaram a sua fé em Deus. A aparência nos céus de Jesus Cristo retornando de forma visível e com poder e grande glória, para encerrar o período de sofrimento na terra, causará grande espanto do Anticristo e de seus exércitos do mal. (1) A Batalha do Armagedom estará ocorrendo e o confronto final entre as forças celestiais e os sistemas políticos e exércitos contrários a Deus, serão totalmente aniquiladas. (2) Ocorrerá a prisão de Satanás, o mal e as forças opositoras são detidos e o líder espiritual rebelde é confinado. A trindade satânica ficará presa por mil anos.
17 – Neste período da grande tribulação haverá nos ares celestiais a cerimônia das bodas do Cordeiro, onde Jesus estará distribuindo as coroas aos santos que perseveraram até o fim. Ali também haverá o julgamento das nações e o galardão dos fiéis que resistiram ao período difícil das grande tribulação. Estes fiéis são chamados de os que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro. (1) Começa o reinado de mil anos de Cristo na terra. Cristo estabelece um período de paz e governo direto sobre a terra, muitas vezes na bíblia é chamado de milênio. (2) Após o milênio Satanás será solto por um período curto de tempo e Deus, de Seu trono, o vencerá com o sopro de Sua boca. Então acontecerá o tempo do estado eterno dos salvos com Cristo reinando eternamente e os perdidos lançados no lago de fogo e enxofre para sofrer eternamente cujo período é chamado de a segunda morte em Apocalipse 21.8 e Apocalipse 22. Neste ciclo final todos os vencedores estarão vivendo em novos céus e nova terra.
18 - As setenta semanas de Daniel era o prenúncio do fim e o Apocalipse de João é o anúncio de que o tempo do fim chegou. O Tempo do Fim no Livro de Apocalipse é o anúncio de que Deus deu todo o tempo possível para o ser humano se converter, quem assim procedeu será coroado de glória e de vitórias, quem não deu ouvidos para a palavra de Deus, não terá um final feliz. Nos relatos dos Evangelhos Jesus deu um breve resumo dos eventos e condições que levarão ao Seu retorno. Mas, depois deu mais detalhes. Havia passado sessenta anos quando Ele revelou mais detalhes sobre o fim dos tempos ao apóstolo João. Esta longa e detalhada profecia bíblica está no último livro da Bíblia, o Apocalipse.
19 - Aqui novamente encontramos um esboço da profecia que Jesus deu no Monte das Oliveiras, mas representado com um abrangente simbolismo, Mateus capítulos 24 e 25. E também achamos os detalhes adicionais nos primeiros capítulos de Apocalipse, João escreve que, na visão, ele foi levado para o momento que chamou de “dia do Senhor”, ao mesmo período chamado de “o dia do Senhor” pelos profetas anteriores e outros apóstolos, (Isaías 13:6, 9; Joel 1:15; Amós 5:18-20; Obadias 1:15; Sofonias 1:14; Zacarias 14:1; Malaquias 4:5; 1 Tessalonicenses 5:2; 2 Pedro 3:10).
20 – Na visão do fim dos tempos, o livro de Apocalipse foi escrito para revelar o futuro, e Jesus Cristo é quem faz a revelação dizendo: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. (Apocalipse 1:1,7). Aqui está o tema de Apocalipse, o tempo do fim desta era e do retorno de Jesus Cristo para estabelecer o seu Reino Milenial na terra depois da grande tribulação. João explica de onde estava quando recebeu a visão do fim dos tempos: “Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Eu fui arrebatado no espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”, (Apocalipse 1:9-10).
21 - O dia do Senhor (também conhecido nas Escritura como “Dia de Cristo”) é o tempo da intervenção de Deus nos assuntos humanos, quando Ele estabelecerá Seu Reino Milenial. (É evidente que este contexto não se refere a um determinado dia da semana para adorar a Deus. Para entender melhor qual é o dia que Deus determinou para descanso e adoração, lembre-se do primeiro dia da semana, dia em que Jesus ressuscitou. (1) O apóstolo Paulo, referindo-se a este mesmo tempo, diz: “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”, (1 Tessalonicenses 5:2-3).
22 - Em outra epístola Paulo o chama de “o Dia de Cristo”, (2 Tessalonicenses 2:2). A razão é que Jesus Cristo, o Senhor, intervirá de uma forma poderosa neste tempo para vencer os dominnadores deste mundo. É por isso que este período do fim dos tempos é chamado o dia do Senhor. (1) A visão de João do dia do Senhor começa em Apocalipse 4: “E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono” (versículo 2). Depois de descrever a cena no céu, João se concentra em um pergaminho que Deus segura que lista os eventos do fim dos tempos. “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos”, (Apocalipse 5:1). (2) Somente Jesus Cristo, chamado o Cordeiro, é digno de abrir os selos e desencadear esses eventos do fim dos tempos. Quando Deus Pai, determina que chegou a hora, Jesus é autorizado a iniciar os eventos escritos no pergaminho. Então os terríveis eventos do fim dos tempos, profetizado nas Escrituras, acontecem durante três anos e meio.
23 - Os sete selos descrevem os acontecimentos antes e durante o retorno de Cristo para governar a terra. “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”, (Apocalipse 5:11-12). Aqui, Jesus Cristo está sendo autorizado a desencadear os eventos finais e, em seguida, estabelecer o Seu Reino Milenial na terra. (1) Na visão de João, Cristo abre os sete selos. João, então, descreve os acontecimentos que se realizarão no período antes dos três anos e meio. Jesus abre, em Apocalipse 6, os sete selos do pergaminho da profecia. Os primeiros quatro dos sete representam eventos iniciados nos dias dos apóstolos e dos líderes até o momento do fim. Jesus deu o significado dos selos sobre o tempo do fim na profecia do Montes das Oliveiras, (Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21).
24 – A abertura do primeiro selo, (Apocalipse 6:1-2), representa o engano generalizado de um falso cristianismo que começou nos dias dos apóstolos, (Mateus 24:4-5). A abertura do segundo selo, (Apocalipse 6:3-4) refere-se ao aumento da devastação causada pela guerra ao se aproximar o fim, (Mateus 24:6-7). A abertura do terceiro selo, (Apocalipse 6:5-6) representa a escassez de alimento e a fome, (Mateus 24:7). A abertura do quarto selo; outras consequências da guerra e da fome são representadas pela abertura do quarto selo, (Apocalipse 6:7-8), tais como doenças, pragas e revoltas civis que matarão muita gente, (Mateus 24:7). (1) Todos os eventos dos primeiros quatro selos vêm ocorrendo, com frequência e intensidade variável, desde a época de Cristo até nossos dias. Mas, têm se intensificado consideravelmente ao longo do século passado e vai aumentar mais e mais ainda o sofrimento que a humanidade terá que suportar ao se aproximar os últimos tempos.
25 – A abertura do quinto selo, (Apocalipse 6:9-11), nos leva diretamente ao tempo do fim. Ele atesta o passado de perseguição e o martírio dos Servos de Deus e anuncia que eles terão que esperar “ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”, antes que Deus vingue suas mortes. (1) Em Mateus 24:9 (ACF) Jesus diz a seus seguidores que este será o momento em que “vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome”. Ele também descreve-o como um momento de “grande aflição” diferente de tudo que o mundo já experimentou, (versículo 21).
26 – A abertura do sexto selo, o sexto selo é aberto já trazendo as consequências do próximo selo, o selo seguinte descreve como “as potências dos céus serão abaladas”, (Mateus 24:29), após o fim da tribulação e martírio dos santos já em andamento, mas antes da ira de Deus ser desatada no “dia do Senhor”, (Joel 2:31). Estes sinais celestes anunciam o início do Dia do Senhor. (1) Sinais celestiais apavorantes anunciam a intervenção direta de Jesus Cristo nos eventos mundiais para salvar a humanidade de si mesma. Isso mostra que Deus permitia os desastres anteriores ao fim dos tempos e Satanás foi a sua força motriz. Agora Deus começa a destruir o reino de Satanás, derramando Sua ira sobre um mundo rebelde e insolente. (2) “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
27 - “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:12-17). (1) Jesus descreveu esse sexto selo em sua profecia do Monte das Oliveiras: “E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados. E, então, verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção (resgate) está próxima”, (Lucas 21:25-28). (2) Por conseguinte, na última parte do três anos e meio da ira de Satanás, Deus vai intervir, primeiro com sinais e prodígios no céu, então orquestrará Suas punições finais antes do retorno visível de Jesus Cristo no final da grande tribulação, para vencer o Anticristo, a Besta e o falso profeta; Jesus Cristo os prende e lança-os no inferno que arde com fogo e enxofre, lá eles ficarão presos por mil anos.
28 – A abertura do sétimo e último selo, finalmente o último selo é aberto; o sétimo selo é aberto revelando as consequências de sua abertura para o fim, fim este mais doloroso do que todos os outros. (Apocalipse 8). Ele descreve sete outros aspectos dos eventos do fim dos tempos, cada um anunciado com um toque de trombeta. Nas primeiras quatro destas pragas, Deus atinge a terra e seu ecossistema. A praga da quinta trombeta infringem grande sofrimento aos que se recusaram servir a Deus. Na praga da sexta trombeta, Deus permite que se inicie uma guerra incrivelmente destrutiva envolvendo o mundo inteiro, (Apocalipse 8-9). (1) Com o soar da sétima trombeta, a Bíblia revela que “se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos”, (Apocalipse 10:7). (2) Este mistério do tempo do fim foi brevemente mencionado no Jardim do Éden e seu significado vislumbrado pelos patriarcas e profetas. João escreve: “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”, (Apocalipse 11:15).
29 - Deus está no controle de tudo e cada detalhe profético será realizado de acordo com seu tempo. Cristo concluiu sua profecia do Monte das Oliveiras, em Lucas 21:34-36, advertindo a seus discípulos que viveriam durante o tempo do fim: “E olhai por vós, para que não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer. Os terríveis acontecimentos do fim dos tempos sugerem que é tempo de estar em pé diante do Filho do Homem”. Aquele que há de vir, virá! Virá e não tardará! Maranata!
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
DEVEMOS APROVEITAR O TEMPO EM TODO TEMPO
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