segunda-feira, 18 de maio de 2026

NABUCODONOSOR E SUA LOUCURA PELO PODER

NABUCODONOSOR E SUA LOUCURA PELO PODER 


I - A Bíblia condena fortemente a soberba, a soberba pode ser comparada até com a loucura, mas a Bíblia já alertava que o orgulho cega o coração e leva à destruição. Ela, a Bíblia, nos ensina que a dependência de Deus e a mansidão são os caminhos para alcançar o favor divino. 
II – Existem versículos essenciais na Bíblia sobre o tema que incluem, (1) Provérbios 16:18 que diz: "A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda”. (2) Tiago 4:6 que diz: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. (3) Provérbios 11:2 que diz: "Vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”. (4) Provérbios 29:23 que diz: "A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra”. (5) Provérbios 13:10 que por fim também diz: "Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”. 
III - A expressão "a soberba precede a queda" significa que o orgulho excessivo e a arrogância inevitavelmente levam ao fracasso ou à destruição. Quem se sente superior ou invencível costuma ignorar erros e conselhos, criando as próprias armadilhas. Armadilhas essas que destroem tanto quem é soberbo quanto àqueles que os apoiam em suas loucuras. 
A – Essa máxima de que “a soberba precede a queda” tem origem na Bíblia, mais precisamente no livro de Provérbios (capítulo 16, versículo 18). Ela serve como um alerta atemporal de que a autoconfiança cega e o ego inflado afastam a pessoa da realidade e da humildade necessárias para lidar com os desafios da vida. Deus puniu Nabucodonosor por sua tamanha soberba; O livro do profeta Daniel capitulo 4 registra a história do rei Nabucodonosor e sua infâmia de querer ser maior do que Deus e mandou fazer uma estátua que todos os povos, tribos e nações do seu domínio tinham que se ajoelhar e adorar aquela imagem. 
B – Sabemos que o Profeta Daniel foi um israelita de linhagem nobre e real (Dn 1:3), levado cativo de Judá para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor, em aproximadamente 605 a.C., no terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, (Dn 1:1). Na Babilônia, juntamente com outros companheiros com qualidades semelhantes a ele, Daniel foi educado para o serviço no Império Babilônico, sendo instruído sobre a língua e a civilização dos caldeus, (Dn 1:4). Dentre os companheiros de Daniel na Babilônia, o relato bíblico destaca três nomes: Hananias, Misael e Azarias, também conhecidos por seus nomes babilônicos Sadraque, Mesaque e Abednego respectivamente. Conforme o costume babilônico que atribuía nomes que faziam referências as suas deidades, Daniel também recebeu outro nome, no caso Beltessazar. 
C - O rei da Babilônia determinou que fossem servidas aos jovens capturados as mesmas iguarias que eram servidas no banquete real da corte pagã. Porém, Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia, (Dn 1:8). Isso parece indicar que possivelmente o alimento real era conflitante as regras alimentícias estabelecida na Lei de Moisés. 
D - Daniel então conversou com o chefe dos eunucos, a qual Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia (Dn 1:8), para que ele não precisasse comer daquele banquete. Inicialmente, foi feito um acordo para que durante dez dias fosse servido a Daniel e seus três amigos apenas legumes e água. Ao final dos dez dias, eles seriam examinados e comparados com os demais jovens que estavam se banqueteando com as iguarias do palácio. Após dez dias, Daniel, Hananias, Mizael e Azarias estavam com aspecto mais saudável do que qualquer outro jovem. 
E - A Bíblia diz que Deus concedeu a estes quatro jovens, conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria, mas a Daniel, Deus também deu entendimento em toda a visão e sonhos, (Dn 1:17). Quando o período de treinamento determinado por Nabucodonosor terminou, os jovens foram conduzidos à presença do rei. Na ocasião, a Bíblia diz que não foram achados outros jovens tão capazes como Daniel, Hananias, Misael e Azarias, fazendo com eles ficassem assistindo diretamente diante do rei. O rei lhes fez várias perguntas sobre todos os assuntos nos quais se exigia conhecimento e sabedoria, e Daniel e seus três amigos se mostraram dez vezes mais sábios do que todos os magos e encantadores do Império Babilônico. 
F - Daniel foi uma pessoa integra e justa, temente a Deus acima de qualquer coisa. Ele nunca aceitou se corromper, por maior que fosse o tesouro que lhe oferecesse. Daniel era fiel a Deus mesmo que isso custasse sua vida. Ele também nos mostrou como é possível buscar a Deus mesmo em uma terra estranha e mergulhada no paganismo. Provavelmente o Profeta Daniel alcançou os 90 anos de idade, vivendo até aproximadamente 536 a.C., no terceiro ano do reinado de Ciro. Existe uma tradição rabínica que afirma que Daniel voltou para Jerusalém no final de sua vida, com a libertação dos exilados, e foi sepultado em Susa. Porém, não existe qualquer evidência maior para atestar tal tradição. 
1 – O profeta Daniel e seus companheiros vivenciaram os atos de soberba e arrogância de Nabucodonosor, tanto de sua loucura pelo poder fez o que muitas pessoas “poderosas” nunca deveriam fazer. O Livro do profeta Daniel capitulo 4 registra esta história verídica. Ele, Nabucodonosor precisou ficar louco pra reconhecer que Deus é Deus. Nabucodonosor rei da Babilônia (hoje região do Iraque) foi um rei muito poderoso. Construiu um império grandioso e edificou Babilônia, uma cidade portentosa com seus ricos palácios e seus jardins suspensos. O rei era maior do que as leis de seu reino. Esse homem envaideceu o seu coração e ficou arrogante. Edificou para si um monumento e queria que todos em seu reino se prostrassem diante da imagem construída em sua homenagem e a adorassem prostrados de joelhos. 
2 - Deus repreendeu sua soberba, mas Nabucodonosor continuou altivo e arrogante como se fosse um deus. Então o Deus verdadeiro, lançou-o fora do palácio e o fez habitar entre os animais irracionais no campo. Em seu corpo cresceram pelos. Em seu corpo cresceram pelos diferentes dos pelos dos humanos e suas unhas tornaram-se como cascos de animais. Esse homem orgulhoso teve seu corpo molhado pelo orvalho da noite e viveu como um irracional entre os animais do campo. Quando estava no fundo do poço Deus lhe permitiu recobrar um pouco de sua memória, então ele reconheceu sua loucura e confessou seu pecado. Deus o perdoou e lhe restaurou o trono. Precisou ficar louco para reconhecer que Deus é Deus. A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graças aos humildes. Deus exalta os humildes e abate os orgulhosos. A história de Nabucodonosor é um alerta para nós ainda hoje.
3 - A pergunta que todo mundo faz é a seguinte: Nabucodonosor virou mesmo um Animal? Como foi a loucura de Nabucodonosor Rei da Babilônia? Algumas pessoas tem dúvida se o Rei Nabucodonosor virou mesmo um animal feroz como os mais ferozes das matas. Muitos até se perguntam se ele tinha alguma consciência humana durante o período em que ficou nesse estado. Essa dúvida se dá, provavelmente, pelo fato de muitos pregadores em suas pregações, fazerem a seguinte afirmação: “Nabucodonosor virou um animal e ficou assim até que ele desse glória a Deus”. 
4 - Alguns enfatizam que, “Enquanto ele não aprendesse a dar glória a Deus, ele ficou como um animal irracional”. Mas será que foi isso mesmo? Será que isso aconteceu mesmo de verdade? Nabucodonosor virou animal realmente? Ele tinha consciência do que estava acontecendo com ele? Nesta breve postagem faremos o possível para entender o que a Bíblia de fato fala sobre isso. Também não vamos entrar em detalhes sobre a história de Nabucodonosor. Nós iremos apenas responder algumas dúvidas sobre o sonho de Nabucodonosor e sua sentença, tudo conforme o livro do profeta Daniel nos relata, (Daniel 4). 
5 - Nabucodonosor virou animal, a loucura de Nabucodonosor espantou todos os que o conheciam. Alguns acreditam que o rei Nabucodonosor precisava estar consciente durante o castigo para que esse castigo fosse justo da parte de Deus. Eles pensam que se o rei fosse castigado sem ter consciência, isso não serviria para nada. 
6 - Outros defendem que o fato de ele estar consciente em seu “estado animal”, tornaria o castigo ainda mais pesado. Mas na verdade é exatamente o contrário disso. Para aquele rei orgulhoso, agir como animal sem nenhum controle seria o pior castigo para seu ego. A resposta para nossa pergunta começa a ficar bem clara nos versículos 14 e 15 do capítulo 4. Esses versículos nos mostram um juízo, porém com esperança. Isso significa que Nabucodonosor seria sentenciado, mas aquele não seria o seu fim. O texto diz: “Mas o tronco, com as suas raízes deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze […]”. 
7 - Alguns pregadores ainda dizem que Nabucodonosor correu risco de morte. Outros, mais sensacionalistas, dizem que o rei poderia ter virado presa de algum animal. Mas o versículo 15 mostra que essa ideia não tem sentido algum. Durante o período de seu castigo, ele estaria com “cadeias de ferro e de bronze”. Em outras palavras, Deus o protegeria e conservaria o seu reino. O versículo 16 mostra o que aconteceria com Nabucodonosor. Seu coração seria mudado de coração de homem para coração de animal. É claro que isso não significa que aconteceu um transplante de órgãos. O texto está dizendo apenas que Nabucodonosor perderia a sua racionalidade humana e passaria a agir como um completo animal. Ele seria limitado à capacidade de raciocínio animal. 
8 - Basta lembrar que o coração é usado como símbolo ou séde das emoções e racionalidade. Mas isso não significa que necessariamente ele guarda emoções ou pensamentos. Ele apenas reage a estes como um órgão vital do nosso corpo. Nabucodonosor virou algum tipo de Lobisomem ou de algum outro bixo. Outra observação que também podemos fazer é que Nabucodonosor não se transformou em aparência de animal. Aquelas muitas diferenças e transformações cinematográficas de filmes sobre lobisomens não aconteceram com Nabucodonosor. Todos os seus comandantes e conselheiros o reconheciam e sabiam que de fato ele era o rei Nabucodonosor. 
9 - O que aconteceu com ele foi que cresceram pelos de em seu corpo juntamente com suas unhas, idêntico aos dos animais. O versículos 33 descreve de forma clara que isso aconteceu com o passar do tempo. Como Nabucodonosor perdeu o raciocínio humano, ele deixou de ter qualquer cuidado com o seu corpo. O que algumas pessoas acham é que ele virou realmente uma espécie de cachorro ou boi ou outro animal feroz e o pior, conservando uma mente humana que vacilava entre o certo e o errado. Mas esse tipo de interpretação ainda não está de acordo com o texto bíblico. 
10 – Será que Nabucodonosor tinha consciência do que estava acontecendo com ele durante seu “estado” de animal? Ele sabia que estava sendo castigado por Deus? Certamente que sim, mas depois de um tempo que a Bíblia afirma que ele reconheceu que Deus é Deus de verdade e aí ele tinha recobrado cem por cento da sua consciência. Mas esta é a pergunta principal do nosso texto. Os versículos 16, 23, 25 e 32 respondem de forma bem direta que ele não tinha consciência alguma, pelo menos em nível racional, durante esse período de castigo. A chave para entendermos isso é a expressão “até que se passem sete tempos”. Passaram cerca de sete anos e Nabucodonosor voltou a recobrar os sentidos e reconheceu que o que Deus tinha determinado que iria acontecer com ele, realmente aconteceu. 
11 - Essa expressão não deixa dúvida de que Nabucodonosor foi sentenciado a um período de castigo. Esse período já havia sido pré-determinado (sete tempos). Isso indica que o tempo que ele passou vivendo como animal não foi em função de um “tempo de arrependimento”, mas, sim, de um tempo determinado previamente de castigo de Deus sobre ele. Isso acaba com qualquer possibilidade de que ele poderia ter se arrependido antes e abreviado o castigo.
12 - O versículo 34 finalmente não deixa qualquer dúvida sobre isso: Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração. (Daniel 4:34).
13 - O texto estabelece uma ordem cronológica de fatos. Primeiro o período da sentença acaba, “ao fim daqueles dias”. Depois Nabucodonosor deixa de estar em posição de animal (como um quadrúpede olhando para o chão) e volta a ficar em pé como um homem. Então o entendimento racional dele volta, e é somente depois disto que ele exalta a Deus e compreende tudo o que aconteceu. 
14 - Perceba então que o rei Nabucodonosor não voltou a pensar como homem depois que exaltou a Deus, mas que ele exaltou a Deus depois que voltou a pensar como homem. O versículo 36 também nos mostra uma coisa interessante. Ele nos informa que em todo tempo, as pessoas sabiam onde Nabucodonosor estava. Quando ele foi curado, logo essas pessoas lhe buscaram. Então, quando algum dia você escutar que Nabucodonosor comeu capim pensando nos banquetes do palácio, você saberá que ele realmente comeu capim, até se fartar, mas em nenhum momento Nabucodonosor pensou na comida mais gostosa que ele teria direito como rei, até porque nem rei ele sabia que era. 
15 - Nabucodonosor voltou a reinar e fez daí por diante um reinado próspero e sem idolatria e de acordo com os relatos bíblicos (Livro de Daniel), após sete anos vivendo como um animal no campo devido ao seu orgulho, Nabucodonosor recuperou a razão e a saúde, retornando ao trono da Babilônia. Segundo alguns textos bíblicos e adaptações, após o período de exílio: (1) Houve restauração do seu reino. O rei reconheceu a soberania plena de Deus, sua sanidade foi restaurada, e seu reino e majestade foram devolvidos. (2) Houve o fim da maldição sobre ele. Numa dramatização recente abordando o assunto mostra sua família o encontrando na floresta e o trazendo de volta ao palácio, totalmente curado. (3) Houve, daí em diante, muita prosperidade no seu reinado. Ele voltou a governar de forma ainda mais majestosa e mais grandiosa, agora para a glória de Deus e até o fim de sua vida foi fiel a Deus, quando foi sucedido por seu filho, Evil-Merodaque. 
16 - Pela obediência de Nabucodonosor após passar o período do castigo de Deus sobre ele, seu reino prosperou muito. Após a morte do rei Nabucodonosor (II) em 562 a.C., o Império Neobabilônico entrou em um período de rápida instabilidade. O trono passou por uma série de sucessores de curta duração até a queda do império: (1) Evil-Merodaque (562–560 a.C.), Filho e sucessor imediato de Nabucodonosor, reinou em seu lugar. Ficou conhecido na Bíblia por libertar o rei Joaquim de Judá da prisão. Governou por apenas dois anos antes de ser assassinado. (2) Neriglissar (560–556 a.C.), cunhado de Evil-Merodaque, que assumiu o poder após o golpe, reinou por cerca de quatro anos. (3) Labasi-Marduque (556 a.C.), filho de Neriglissar, era apenas um menino e foi assassinado em uma conspiração após governar por apenas alguns meses. (4) Nabonido (556–539 a.C.), Um dos conspiradores que tomou o trono, governou até o império ser conquistado pelos persas. (5) Belsazar, filho de Nabonido, reinou como co-regente e ficou responsável pela administração da cidade da Babilônia nos últimos anos do império, enquanto seu pai estava em campanhas militares. (6) Em 539 a.C., o império caiu definitivamente nas mãos de Ciro, o Grande, do Império Persa. Você pode explorar mais detalhes sobre a cronologia desses governantes como Nabonido e Evil-Merodaque, nós livros da história mundial e também nas redes sociais. 
17 - Reino vai, reino vem, tudo tem seu tempo determinado, Deus é quem tem o controle de tudo. Eclesiastes capítulo 3 diz que tudo tem o seu tempo determinado para todo o propósito de Deus para nossas vidas. Eclesiastes 3 nos ensina que Deus é soberano sobre todas as coisas e que a vida é feita de ciclos, não de acasos. O famoso poema "há tempo para tudo" nos lembra que tanto as estações de alegria quanto as de dor possuem um propósito divino, exigindo confiança em meio às incertezas da vida e diante das intempéries do dia a dia. O capítulo citado do livro de Eclesiastes, pode ser dividido em três blocos principais, que trazem lições práticas para o nosso dia a dia. (1) Os Contrastes da Vida (v. 1-8), Salomão lista 14 pares de opostos, como tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de guerra e tempo de paz, etc. (2) Isso significa que a vida é dinâmica e cheia de transições. As dificuldades e as perdas e ganhos são apenas fases, assim como as alegrias e as tristezas. O ser humano é dotado de sabedoria e conhecimentos naturais que fazer ele aceitar o ciclo natural das coisas evitando as frustrações desnecessárias. (3) A Soberania e o Propósito de Deus (v. 9-15) são a garantia da nossa segurança daquilo que vamos ou não fazer. O pregador, o escritor (Salomão) questiona o proveito do trabalho humano, mas conclui que Deus colocou o "anseio pela vida e o pela eternidade" no coração do homem, embora este não compreenda toda a obra divina. (4) O sentido da vida não está em tentar controlar o tempo, mas em reconhecer que todas as coisas feitas por Deus durarão o tempo de Deus para nós. A resposta para a angústia é desfrutar do presente e ver o trabalho como um presente diário de Deus para desfrutarmos das benesses do Criador. (5) A Justiça Divina e o Julgamento (v. 16-22), virão para casa um individualmente. Salomão reflete sobre a injustiça e a maldade que existem no mundo, mas conclui que Deus julgará tanto o justo quanto o ímpio no tempo certo. Embora os humanos e os animais tenham o mesmo fim físico, o destino da alma é diferente. A melhor atitude perante a vida é alegrar-se no trabalho de suas mãos e fazer o bem enquanto se tem oportunidade. 
18 - A mensagem central do livro de Eclesiastes especialmente o capítulo 3 é que não podemos controlar o tempo, mas podemos controlar como reagimos a cada estação da vida. Quando entregamos o controle de nossas vidas nas mãos de Deus encontramos paz para desfrutar as bênçãos do presente, sem nos desesperarmos nas fases de crise do passado e olhando firme para o futuro, ou seja, olhando pra Jesus, que é o autor e consumador da nossa fé. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

VARIEDADE DE DONS NA IGREJA

VARIEDADE DE DONS NA IGREJA 


A - Onde foi parar os dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo para a igreja? Na Bíblia, a variedade de dons é mencionada em 1 Coríntios 12:4-11, que diz: "Há diferentes tipos de dons, mas um mesmo Espírito”. “Há diferentes tipos de serviço, mas o Senhor é o mesmo”. “Há diferentes tipos de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos". 
B - Alguns exemplos de dons espirituais mencionados na Bíblia são: 1. Dom da sabedoria; 2. Dom do conhecimento; 3. Dom do discernimento dos espíritos; 4. Dom da fé; 5. Dom da cura; 6. Dom de operação de milagres; 7. Dom de profecias; 8. Dom da variedade de línguas; 9. Dom de interpretação de línguas; 
C - A Bíblia diz que os dons espirituais são dados a cada pessoa pelo Espírito Santo, de acordo com o que Ele quer. O objetivo dos dons é que Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo. Os dons não são de propriedade de nenhum ser humano, mas são dados aos homens para a glória de Deus. Além disso podemos dividir os 9 dons espirituais em 3 grupos: 1. Dons da fala; 2. Dons de revelação e 3. Dons de poder. 
D - São 3 dons para cada um desses grupos: Primeiro grupo é o grupo de dons da fala: a. Dons de fala ou de elocução. b. Dom de Profecias. c. Dom de Variedade de línguas. Segundo grupo é o grupo dos dons de interpretação de línguas. Terceiro grupo é o grupo dos dons de revelação. a. Dom da Palavra de sabedoria, b. Dom da Palavra de conhecimento, c. Dom de discernir os espíritos. 
E - Os Dons de poder também são três: a. O Dom da Fé. b. O Dom de cura, c. O Dom de operação de maravilhas. 
F - Porém, é importante lembrar que essa divisão não é algo que encontramos na Bíblia. Isso é apenas uma forma de organizar os dons espirituais. Para assim podermos estudar e compreendermos melhor para o que eles servem. Vamos ver agora um pouco sobre cada dom e suas funções. Eu coloquei em uma ordem que seja mais fácil para entender como eles funcionam: 
1 - Palavra de conhecimento: É quando você tem uma revelação de alguma coisa que já aconteceu ou está acontecendo. Geralmente, é algo em que você precisa refletir sobre o significado do que foi revelado para você. Isso pode acontecer através de um testemunho interior, aquilo que você simplesmente sabe sem ninguém precisar ter falado para você, visões, sonhos, revelações, dentre outras coisas. Um bom exemplo disso é em Atos 11:1-18, quando Deus revela a Pedro por meio de uma visão que a salvação e o batismo nas águas e também no Espírito Santo não eram somente para o povo judeu, mas também para os gentios. 
2 - Palavra de sabedoria: Este dom é bem parecido com a palavra de conhecimento, mas está mais ligado ao futuro. Ele é a revelação de algo, seguido de um conselho. Muitas pessoas o confundem com o dom de profecia, pois eram os profetas do antigo testamento que exercitavam este dom. Porém, na verdade, é a palavra de sabedoria o dom que mais se aproxima daquilo que chamamos de “profecia” hoje em dia. Vemos muito ele na Bíblia, em qualquer situação que Deus revela algo para alguém para que esta pessoa possa aconselhar ou dar um aviso para outra pessoa. Vale ressaltar que esse dom não tem a ver com o conhecimento humano ou sobre ciência. O nome “sabedoria” se deve ao fato do conselho gerado após a revelação. 
3 - Discernimento de espíritos. É o terceiro dom de revelação que temos acesso. Ele nos dá a capacidade de perceber o mundo espiritual a nossa volta. Se você já ouviu a voz de Deus audivelmente, se já viu anjos ou demônios ou conseguiu identificar espíritos malignos em meio a batalhas espirituais, isso foi uma manifestação do dom de discernimento de espíritos. 
4 - Dom de cura. Ele é o dom de poder mais simples de explicar. Resumidamente é a manifestação de qualquer milagre que envolva cura. 
5 - Dom da Fé. A fé também é um dom de poder. Mas este dom não é igual a fé que temos normalmente. Podemos dizer que é uma fé “especial”. Este dom é quando ocorrem milagres cujo único propósito é exaltar o Reino de Deus e o nome de Jesus. Mas é algo que ocorre de forma passiva. Ou seja, o milagre acontece com a pessoa que recebe o dom. Talvez fique mais fácil de entender com um exemplo: Quando Daniel foi lançado na cova dos leões, ou quando seus amigos foram lançados na fornalha, nenhum deles sofreu dano algum. Isso foi uma manifestação do dom espiritual da fé. A diferença dele para os outros dons de poder é que ele coloca a pessoa em uma vitrine para que todos vejam o milagre e o Reino de Deus seja exaltado por conta disso. É exatamente o que aconteceu com os reis da Síria e da Babilônia quando viram Deus protegendo Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles publicaram decretos que exaltavam ao nosso Deus. 
6 - Dom de operação de milagres e maravilhas. Este dom é demonstrado quando se manifestam milagres e maravilhas que não sejam nem de cura e nem de fé. Ou seja, o dom é visto de forma ativa e quem o recebe nem percebe que recebeu algo extraordinário de Deus. O melhor exemplo disso são os milagres que Jesus realizava, como transformar a água em vinho ou andar sobre as águas, ou quando a cura chega e você só percebe que foi curado muitos dias depois. No caso dos dez leprosos, Jesus mandou que eles fossem se apresentar ao sacerdote, enquanto iam andando o milagre estava acontecendo.
7 - Dom de variedade de línguas. Este dom de fala é muito conhecido pelos pentecostais. Porém, ele não se resume somente a falar em línguas estranhas. O dom de variedade de línguas é, como o nome diz, para falar outras línguas. O fato de você não saber o que está sendo dito, não impede que este seja um idioma falado em outro local. Vemos isso claramente em Atos 2, no dia de Pentecostes, quando os discípulos foram batizados com o Espírito Santo e falaram em outras línguas. Embora a língua fosse estranha para eles que estavam dizendo, os outros judeus ali presentes que eram de países diferentes entenderam tudo o que eles falaram mesmo sem possuir o dom de interpretação. Ou seja, o dom de variedade de línguas serve para falar qualquer língua, qualquer idioma, seja ela o que muitos chamam de “língua estranha” ou “língua dos anjos”, ou uma outra língua de um outro idioma. 
8 - Dom de interpretação de línguas. Este dom, como o próprio nome já diz, é quando ocorre a interpretação daquilo que está sendo dito por outra pessoa que se manifesta no dom de variedade de línguas. O importante é que a Bíblia diz que, somados, os dons de variedade de línguas e o de interpretação de línguas são iguais ao dom de profecia como podemos ver em 1 Coríntios 14:5. 
9 - Dom de Profecias. E por último, a melhor forma de explicar este dom é: uma fala por meio de uma inspiração de Deus. Este dom geralmente funciona como confirmação ou como um alerta de Deus para algo que a gente já sabe ou que espera em Deus a confirmação. Deus usa profetas ainda hoje como no passado para avisar a igreja ou para alguém individualmente sobre qualquer assunto que seja da vontade dEle de falar. O dom de profecias também serve para três propósitos específicos: exortação, edificação, e consolação da igreja e às vezes das pessoas em grupos ou individualmente. O dom de profecias é um dos dons mais comuns, embora as pessoas não o valorizem tanto, já que ele não é tão chamativo quanto operar milagres ou falar outras línguas. O apóstolo Paulo dá o devido reconhecimento para esse dom quando fala aos coríntios em 1Coríntios 14. 
10 - Para que servem os dons espirituais? Os dons espirituais nos são dados visando o bem comum. Ou seja, os dons espirituais são para a edificação da igreja, seu crescimento e multiplicação com amadurecimento. Além disso, serve também como sinal para aqueles que ainda não acreditam em Deus, afinal quando vemos alguma manifestação dos dons de poder é bem difícil ignorar. 
11 - Quem distribui os dons espirituais? É Deus quem nos dá os dons através do Espírito Santo, os dons Espirituais são de Deus e não dos homens. Ele que separa os dons para as pessoas e nos ajuda a exercê-los, como podemos ver neste texto: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas (ou seja os Dons Espirituais) repartindo particularmente a cada um como Ele quer”. 1 Coríntios 12:11. 
12 - Então, fica claro que é o Espírito Santo quem reparte os dons entre os crentes. Por isso, muitas pessoas são usadas por Deus com algum dom e outros não. Porém, todos nós temos acesso a estes nove dons espirituais, só precisamos buscá-los. 
13 - Como receber os dons espirituais? A melhor forma de receber um dom espiritual é orando com fé para agradar a Deus e buscar como fé e amor os dons espirituais. Além disso, vemos claramente na Bíblia que ninguém nasce sabendo. Deus usa tanto uma criança, como um jovem, como também um idoso, os dons são de propriedade espiritual exclusiva de Deus e Ele usa a quem Ele quer e quando for necessário. “Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja”. 1 Coríntios 14:12; neste caso o apóstolo Paulo fala claramente que quem quer ministrar a palavra de Deus tem que estudar para ter conhecimento e unção de Deus na sua ministração. Se é possível crescer nos dons espirituais, temos que buscar com confiança um progresso, uma melhora que precisa ser buscada, e com oração, jejum e consagração. Só servindo ao Senhor com todo o empenho da parte de quem quer ser cheio da graça dos dons espirituais é que se poderá alcançar o objetivo de glorificar a Deus sendo usado (a) com os dons espirituais. Os dons existem e já temos acesso a eles, só falta a nossa dedicação em buscá-los e praticá-los. 
14 - Será que os dons espirituais cessaram? Os cessacionistas dizem que sim, mas o Espírito Santo diz que não. Os milagres continuam sendo operados por Deus na vida daqueles que creem. Diferentemente de algumas linhas de pensamento cristão, eu acredito que os dons espirituais existem e ainda são acessíveis para a igreja de hoje. Não há nenhuma menção na Bíblia de que os dons espirituais eram só para a igreja primitiva dos tempos dos apóstolos ou que eles acabaram ou acabariam em um determinado momento. Pelo contrário, vemos Paulo ensinando para toda a igreja de Corinto sobre os dons espirituais, falando no final para que toda a igreja busque por eles: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente”. 1 Coríntios 12:1;31. Além disso, olha o que ele fala no primeiro capítulo deste livro para toda a igreja: “de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado”. 1 Coríntios 1:7. A palavra que ele usa no original deste versículo é a mesma palavra usada para falar sobre os dons no capítulo 12: “charisma”. Ou seja, mesmo naquela época, os dons já eram acessíveis para toda a igreja, não só para os apóstolos como alguns defendem. Então, não há desculpas para não buscarmos os dons espirituais e ministrarmos na unção de Deus para o bem do nosso próximo e da igreja. Porque assim como os cinco dons ministeriais, estes dons espirituais nos são dados para que a igreja de Jesus cresça cada dia mais. 
15 - Como podemos perceber, os dons espirituais existem e estão à disposição da igreja do Senhor Jesus para serem usados. O Espírito Santo é o responsável por distribuir cada um deles conforme a Sua vontade, porque Ele sabe do que a Sua própria igreja precisa. Mas é nossa a responsabilidade de buscarmos os melhores dons e desenvolve-los, além de ficarmos cada dia mais sensíveis ao agir do Espírito Santo em nossas vidas e assim fazendo ficaremos mais sensíveis também ao fluir dos dons. Isso com certeza não é uma tarefa fácil, requer de nós um papel de renúncia e busca com jejuns e orações. Mas tudo valerá a pena quando pudermos ajudar com o crescimento e o fortalecimento da igreja até a volta de Jesus para arrebatar a Sua noiva querida, que é a igreja. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

QUEM ANDA CERTO ALCANÇARÁ A GLÓRIA DE DEUS

QUEM ANDA CERTO ALCANÇARÁ A GLÓRIA DE DEUS.


I - Muitas pessoas, inclusive crentes, não estão mais se importando em ser ou não ser honesto em tudo aqui na terra. Mas Deus galardoará àqueles que andarem corretamente e procederem honestamente aqui na terra, porque o certo continua sendo certo e o errado continua sendo errado. Apocalipse 22:10-11 nos ensina: 10. E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. 11. Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. 
II - A Bíblia nos ensina a importância de Discernirmos corretamente o que é certo e o que é errado. A Bíblia alerta sobre a inversão de valores, onde o mal é chamado de bem e vice-versa, alertando que os justos devem manter sua fé e integridade inabaláveis, guiados pelo Espírito Santo. O objetivo do "certo" bíblico é a vida, enquanto o "errado" leva à morte espiritual e a dificuldades incalculáveis. A Bíblia define o certo e o errado baseando-se na vontade, caráter e nas leis de Deus, e não em opiniões humanas ou sentimentos, que são descritos como "traiçoeiros". O certo envolve obediência, justiça, amor e integridade, enquanto o errado é a desobediência (pecado), injustiça, orgulho e desonestidade. 
III - O Certo (Segundo a Bíblia) é inconfundível. (1) O certo é seguir a vontade de Deus e agir de acordo com o que Deus estabeleceu, buscando ser guiado por Sua sabedoria e não pelo próprio entendimento, (Provérbios 3:5). (2) O certo é praticar a justiça e a misericórdia. Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, praticando a justiça e andando humildemente. (Miqueias 6:8). (3) O certo é ter integridade e honradêz e viver com sinceridade, honestidade, fidelidade e pureza de coração, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. (4) O certo é confiar plenamente no Senhor Jesus e acreditar que Deus direciona a vida e recompensa os fiéis, mesmo em tempos difíceis. 
IV - O Errado (Segundo a Bíblia) é desastroso. (1) A desobediência a Deus é o seu foco. O errado não se importa de rejeitar as leis de Deus e se recusa a servi-lo, o que é definido como pecado. (2) O errado, na maioria das vezes, é orgulho e Arrogante. O SENHOR detesta os orgulhosos e os que agem com soberba (Provérbios 16:5). (3) Deus abomina a mentira e a injustiça. Mentir, ser desonesto, egoísta e amar o mal, leva a pessoa a perdição. (4) O errado geralmente gosta de seguir o próprio coração e confiar apenas nos próprios desejos carnais e preferenciais em vez de seguir os mandamentos de Deus. (Jeremias 17:9). 
1 – As Consequências do erro são fatais. (1) Davi cometeu um erro (pecado) gravíssimo e quis consertar um erro e cometeu um crime grave que gerou sérias consequências para sua posteridade. Esse erro gravíssimo de Davi envolveu Urias e sua esposa Bate-Seba. (2) Quem era Urias na Bíblia? Urias entra na narrativa bíblica sem voz ativa e sai dela sem direito de defesa. Ele está onde deveria estar quando o rei decide não estar. “Na primavera do ano, quando os reis saem para guerrear, Davi ficou em Jerusalém”, (2Sm 11:1). Essa frase define todo o cenário. Enquanto o governo se acomoda, a fidelidade permanece exposta no campo. 
2 - Quando Urias é chamado ao palácio, a tentativa de Davi é simples: normalizar o erro por meio do conforto. Mas Urias recusa. Disse Urias: “A arca, Israel e Judá ficam em tendas, como iria eu à minha casa para comer, beber e me deitar?” (2Sm 11:11). Essa não é uma fala emocional, é uma consciência alinhada com suas responsabilidades diante de Deus, do rei e de seus companheiros no front da guerra. Urias não viveu pelo que era permitido, viveu pelo que era coerente, pelo que era correto, o correto era ele estar na guerra lutando ao lado dos valentes soldados do rei Davi. 
3 - É nesse ponto que a integridade se torna incômoda. A fidelidade que não se ajusta precisa ser removida. Então Davi escreve uma carta para seu general de guerra comandante do exército do rei que dizia: “Ponde Urias na frente da maior força da peleja e retirai-vos dele”, ou seja, deixa ele lutar sozinho até ser morto pelos inimigos de Israel. (2Sm 11:15). O detalhe mais duro do texto é que Urias carregou a própria sentença. Ele confiava na autoridade que deveria protegê-lo. Deus não intervém. Não há profeta, não há livramento, não há sinal. Urias morre “pelejando contra a cidade” com os olhares frios de seus colegas, (2Sm 11:17), enquanto o erro tenta se esconder no silêncio. E aqui o texto confronta qualquer teologia rasa: fazer o certo não impediu a morte, e obedecer não garantiu proteção. 
4 - Mas o céu não ignorou o ocorrido, Deus viu tudo. “Porém isto que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor”, (2 Sm 11:27). O nome de Urias permanece registrado. O erro do rei é exposto. A justiça não vem no tempo do soldado, mas vem no tempo da história vem no tempo de Deus. Urias não viveu para ver reparação, mas não perdeu sua identidade de honestidade de homem fiel e temente a Deus. Ele morre íntegro em um ambiente que já havia negociado valores. O texto não glorifica sua morte, revela o custo de permanecer inteiro quando outros escolhem preservar aparências. 
5 - Nem toda fidelidade é recompensada com livramento imediato. Algumas são preservadas como testemunho da verdade. Urias não perdeu honra. Quem perdeu foram os que precisaram silenciar um homem justo para sustentar um erro, um governo e um rei. O texto mostra que o reino permanecia em pé, forte e organizado. A crise não era do governo era do governo do rei Davi, a crise era moral e pessoal do rei. O erro nasce de uma paixão desgovernada, não de um colapso institucional. Davi se apaixonou tresloucadamente por Bate Seba e essa foi a causa de muitas derrotas no seu reinado dali pra frente e na sua família. 
6 - Sempre vemos pessoas começarem certo e terminarem errado. Segundo a Bíblia, quando alguém faz tudo errado (peca ou desobedece a palavra de Deus), a principal consequência é colher o que semeou, o que plantou, (Gálatas 6.7), enfrentando consequências naturais e espirituais, como separação de Deus, sofrimento e, por vezes, aflição. No entanto, há esperança através do arrependimento, confissão e busca por ajuda divina. 
7 – Existem consequências e ensinamentos Bíblicos sobre o que o ser humano planta. (1) A lei da semeadura existe e diz: "De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear, isso também ceifará", (Gálatas 6:7), indicando que ações erradas trazem os resultados negativos correspondentes. (2) O castigo é a aflição vem como correção. A aflição pode surgir para redirecionar a pessoa ao caminho correto, como no Salmo 119:67 que diz, "Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a tua palavra". (3) As consequências de erros graves como adultério, mentira, desobediências conscientes e orgulho podem atrair, segundo a Bíblia, separação, perda de paz e afastamento de Deus. (4) As influências espirituais malignas causam práticas erradas contínuas e podem atrair influências negativas malignas em duplicidade, sendo essencial abandonar tais hábitos para não cair na tentação de acumular pecados diante de Deus. 
8 - As influências malignas no contexto teológico e espiritual cristão, são descritas como forças imateriais, frequentemente chamadas de demônios ou possessões de espíritos malignos que buscam causar sofrimento, infelicidade e distanciamento de Deus. Eles agem de maneira dissimulada, atacando através de tentações e manipulações mentais no dia a dia. Aqui estão algumas das principais formas de ação dessas influências: (1) Perturbação mental e emocional. Ação na mente semeando dúvidas, inseguranças, medo e tentações. (2) Raiva e disputas inglórias que é o uso negativo de emoções intensas, como a raiva, para causar conflitos, agressividade e destruição de relacionamentos. (3) Dissimulação e mentiras que incentivam os comportamentos enganosos, onde ações más são mascaradas para que a verdade seja ocultada. (4) Desespero e negatividade ou disseminação de informações e notícias malignas que trazem desesperança e infelicidade, manipulando situações para causar perturbação. (5) Rebelião e desobediência que influenciam em comportamentos rebeldes e ante sociais, especialmente em crianças ou em ambientes familiares, causando desunião, brigas e revanche, até vinganças. 
9 - Portas de entrada e atuação espiritual malignas que atuam na contramão daquilo que é certo. (1) O ocultismo e a adivinhação são práticas muito comuns como o horóscopo, leitura de cartas, leitura da sorte nas mãos e busca por adivinhação são consideradas iscas para atrair essas influências. (2) Falta de Vigilância e pecados que a maioria das pessoas acham que Deus não está vendo. A negligência espiritual, raiva acumulada e falta de perdão (mágoa) abrem brechas para opressão. (3) A incredulidade é a causa de muitas derrotas. A descrença ou o afastamento da fé genuína facilita a atuação maligna na vida de uma pessoa, principalmente dos desviados da fé. 
10 – Em Jesus encontramos proteção e resistência para perseverarmos naquilo que é certo. Segundo a nossa tradição Cristã e para resistir a essas influências a Bíblia nos ensina e recomenda que devemos estar em: (1) Constante vigilância espiritual. Devemos manter a sobriedade e estarmos bem alerta, reconhecendo que os conflitos reais são de ordem espiritual. A frase "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" é um versículo bíblico encontrado em Tiago 4:7, que incentiva a submissão a Deus como base para enfrentarmos as tentações e influências malignas, resultando na fuga do diabo. (2) A oração e a Palavra de Deus nos dão a direção certa para o uso da fé e do conhecimento bíblico como escudo. (3) A renúncia ao Oculto e ao ocultismo nós capacitam a evitar qualquer envolvimento com práticas ocultistas ou esotéricas, nossa vida tem e deve ter mesmo a transparência na nossa intimidade com o Espírito Santo de Deus. (4) "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Efésios 6:10) é um chamado à dependência total de Deus para batalhas espirituais, reconhecendo a fraqueza humana. Significa também buscar coragem e força na fé, revestindo-se da "armadura de Deus" para resistir às "ciladas do diabo". Essa força vem da oração, comunhão e ação de Deus no nosso dia a dia. 
11 – Os pontos chave do estudo de Efésios 6:10-16 são: (1) A nossa fonte de poder não é interna e nem externa, mas do alto, vem de Deus. A força cristã advém de estarmos em comunhão plena com o Senhor, admitindo que sozinhos somos fracos. (2) O contexto da batalha não é do corpo humano. A nossa luta não é física ("carne e sangue"), mas espiritual, contra "principados e potestades". (3) A Armadura de Deus (Efésios 6:11, 14-16) nós capacita para suportarmos a batalha com coragem. (4) (a.) É necessário vestirmos o Cinto da Verdade com integridade e conhecimento da Palavra. (b.) É necessário vestirmos a couraça da justiça que é a proteção moral e santidade. (c.) É necessário estarmos calçados com a preparação do Evangelho da paz e termos prontidão para levarmos a mensagem da palavra de Deus até aos Confins da terra. (e.) É necessário estarmos cobertos com o escudo da fé e com confiança para extinguirmos os dardos inflamados de Satanás. (5) Nossa ação de Revestir-nos com a couraça da justiça, que é uma responsabilidade pessoal buscar esse poder e colocar a armadura de Deus diariamente, deve ser incessante. 
12 – Nossa prioridade deve ser a de sempre "estar na obra do Senhor”, como nos ensina o Apóstolo Paulo em Coríntios 15:57-58 que diz: “57. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. 58. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. A palavra de Deus exige de nós que sejamos” firmes e constantes e sempre abundantes" na obra do Senhor. No dia mau temos que resistir às ciladas do diabo e ser mais que vencedor em nome de Jesus. Fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder é um ato de entrega e confiança total no poder do Espírito Santo de Deus. 
Deus abençoe você e sua família 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

VENCENDO OS MALES DA ALMA

VENCENDO OS MALES DA ALMA 


I - A amargura de alma gera raiva e frustração dentro de nós, por isso temos que vencermos a nós mesmos, este é um dos maiores desafios de nossas vidas todos os dias. Todo mundo tem o dever de aprender como lidar com a amargura de alma, com a raiva e com a frustração. O maior desafio de nossas vidas é vencermos a nós mesmo. 
II - Romanos 12:17-21 nos diz: 17 A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. 18 Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. 19 Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 20 Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 
III - Provérbios 17:22 diz que: "o espírito abatido faz secar os ossos". A Bíblia também fala sobre a amargura de alma e da inveja, que podem ser destrutivas e maléficas: Provérbios 15:13 diz que "o coração amargurado abate o espírito". E ainda Provérbios 14:30 diz que "a inveja apodrece os ossos". A amargura de alma é o resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma inapropriada a uma ofensa. Para algumas pessoas a raiva está reprimida debaixo de um exterior calmo. Ela fermenta aonde ninguém pode ver. Outros a jogam instantaneamente para fora quando ficam com raiva. Outros ficam vermelhos no rosto e tremem por dentro. Outros ficam carrancudos e calados. Outros se tornam mordazes e cortantes com sua língua. A - Mas todos têm que lidar com ela de uma maneira ou de outra, a raiva, que gera a amargura de alma é uma experiência negativa universal, e a maior parte dela não é boa. Eu me baseio no que Tiago 1:19-20 diz: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Deveríamos aprender como sermos vigilantes e não ficarmos com raiva, porque o que vem rápido demais geralmente está contaminado com injustiça. 
B - A Bíblia nos adverte dos perigos da ira. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus, Tiago 1:19-20 de diz: “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade...”, Colossenses 3:8 diz: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria... e bem assim toda malícia, Efésios 4:31 diz: “Ora, as obras da carne são conhecidas: ...porfias, ciúmes, iras, discórdias...”, Gálatas 5:19-20 está escrito: “Aquele que, sem motivo, se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...”, leia também Mateus 5:22. 
C - A ira é muito perigosa. Nesta última advertência você pode ver que a ira é muito perigosa. Se ela fincar raiz em seu coração e se tornar um ressentimento ou criar um espírito que não perdoa, ela pode lhe destruir. Este é o sentido na parábola de Jesus em Mateus 18 sobre o servo que não perdoa: tendo sua enorme dívida cancelada pelo rei, ele se recusa a cancelar a pequena dívida do seu amigo. E assim o rei o joga na prisão por sua crueldade. Jesus termina a parábola com esta advertência no versículo 35: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. 
1 - A ira pode se transformar em uma raiva duradoura. Ela pode tomar seu coração, se tornar um ressentimento duradouro, ou criar um espírito, no sentido de sentimento, que não perdoa, e o resultado será condenação. Jesus disse com muita clareza em Mateus 6:15: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas. Na Bíblia, a amargura de alma é resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma negativa e inadequada a uma ofensa. A Bíblia diz que um coração amargurado abate o espírito. A Bíblia também fala sobre a "raiz de amargura", que é uma pessoa ou doutrina que incentiva as pessoas a agirem presunçosamente. 
2 - A Bíblia nos mostra que a raiz de amargura também é uma causa da depressão. No texto de Paulo aos Hebreus vemos que a amargura tem uma raiz, ou seja, vai adentrando pelo nosso coração até atingir a alma, a psiquê, e nos algema, aprisionando-nos a um estado depressivo que, muitas vezes, pode não ter volta. O que a Bíblia diz sobre amargura de alma é muito sério. Ela é a causa principal de uma raiz de amargura. A amargura de alma é um sentimento ruim, de sofrimento, tristeza e ressentimento. Assim como alguns alimentos deixam um sabor amargo na boca, algumas situações podem tornar a vida amarga. Guardar a amargura não é bom, porque tira a alegria da vida e causa ainda mais sofrimento e isso transtorna até o semblante das pessoas. 
3 - Todos passamos por tempo difíceis mas algumas coisas nos afetam mais que outras. A amargura pode surgir por causa de um acontecimento triste, como a morte de um ente querido, ou por causa de uma injustiça, como uma traição, ou outra coisa ruim. Quando essas coisas ruins acontecem, é normal sentir amargura mas depois temos uma escolha: deixar a amargura de alma crescer e contaminar nossa vida, ou lidar com a situação de maneira positiva buscando estar firme no propósito de esperar a vitória no Senhor Jesus. (Efésios 4:31-32). 
4 - As consequências de uma vida de amargura são muito sérias. Quando deixamos a amargura de alma tomar conta de nossa vida, estraga muitas coisas e pode levar a todo tipo de pecado e até de doenças. Algumas consequências podem gerar infelicidade, focando apenas nas coisas ruins da vida. Outras geram ingratidão, por não apreciar as bênçãos de Deus, pensando apenas na amargura. Daí surge o ódio por quem o tratou ou causou o mal. Geram também atos de vingança e de maldade. Além de influenciar outros pessoas a terem pensamentos negativos a seu respeito.
5 – Também é a causa da perda de amizades de pessoas que não lhe fizeram mal. Causam afastamento da presença de Deus por se sentir zangado com Ele e com tudo a sua volta. Por causa de tudo isso, é muito importante tratar da amargura antes que fique incontrolável. Nossa vida não precisa ser definida pela amargura do passado. Em Jesus, podemos vencer, Ele venceu seus inimigos com a sua palavra poderosa de mansidão e de temperança. 
6 - Como posso me libertar dessa situação de amargura de alma? Se você está lutando com sentimentos de amargura, Jesus pode lhe ajudar a ficar livre. Guardar amargura é pecado, é gerar mais amargura. Jesus te ama e quer te perdoar e restaurar sua vida. Peça perdão a Ele e creia que Jesus é seu melhor amigo e seu salvador. Esse é o primeiro passo e o mais importante para se livrar dessa amargura de alma. 
7 - Qual é a origem de sua amargura? A amargura normalmente vem associada à falta de perdão. Há alguém que você precisa perdoar? O perdão liberta de toda e qualquer amargura. Escolha perdoar e largar o desejo de retribuição, deixando o passado nas mãos de Deus, (Romanos 12:17-19). Por fim, olhe para as bênçãos de Deus. Mesmo com tudo que você tem passado, existem coisas boas na sua vida que podem te alegrar. A maior bênção que Deus dá é Sua presença em nossas vidas. Se você ama a Jesus, você nunca está sozinho. E mais: você tem a promessa da vitória e da vida eterna. Nos momentos de amargura, não se esqueça da alegria maior que a salvação nós proporciona. 
8 – Então o que é uma raiz de amargura? Hebreus 12:14-17 nos fala sobre uma raiz de amargura, que é infecciosa e causa muitos problemas na alma. Essa raiz de amargura é uma atitude que resulta e gera amargura para a vida da pessoa. Nesse contexto, o problema não é a amargura em si mas o que causou a amargura. Esaú era o filho mais velho de Isaque e, por tradição, ele deveria ser o próximo líder da família e receberia uma bênção especial do pai. Mas Esaú desprezou esse privilégio e um dia de raiva vendeu seu direito de filho mais velho a seu irmão gêmeo Jacó por um prato de comida, a Bíblia diz que era um prato de lentilhas. Eles eram gêmeos mas o fato de Esaú ter nascido primeiro deu-lhe o direito de ser herdeiro principal da benção de Isaque. Ele achava que esse ato não era importante mas, mais tarde, Jacó recebeu a bênção especial do pai e Esaú ficou sem nenhuma bênção, (Gênesis 27:33-35). Ele tinha perdido sua oportunidade. Então Esaú ficou muito amargurado e quis até matar Jacó. Esaú viveu grande parte da sua vida com amargura de alma, perseguindo seu irmão Jacó querendo matá-lo. 
9 - Muitas pessoas, até dentro da igreja e dentro da família, desprezam o dom da salvação por causa da amargura de alma e continuam na imoralidade, na maldade, no desejo de vingança, em vez de viverem para Deus, procurando se santificar, o que seria bem melhor, mas continuam no pecado do desejo ardente de vingança, sem remorsos nem vergonha dos atos maldosos e malucos praticados contra alguém e achando que depois vai ficar tudo bem. Mas, no fim, eles perdem sua oportunidade de serem perdoados e salvos, porque o mal que fizeram contra os outros vai voltar contra si mesmo. (Hebreus 10:26-27). A Bíblia diz o seguinte em Gálatas 6:7: “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”. 
10 - Não devemos desprezar o que Jesus fez por nós. A salvação implica uma mudança de atitude em relação ao pecado. Não podemos viver mais conformados com os males deste mundo, mas procurar viver de maneira que agrade a Deus. Nossos pecados e nossas fraquezas devem nos incomodar e nossa consciência nos desafia a mudar, devemos perdoar a quem nos ofendeu e devemos nos perdoar a nós mesmos pela maldade que às vezes involuntariamente causamos aos outros. Se continuarmos no pecado, achando que não tem problema, vamos colher fruto muito amargo em nossa vida, por nossas atitudes amargas contra outrem. 
11 – Como devemos proceder para vencer a amargura da nossa alma. Devemos ficar firme, perseverando na busca da direção de Deus para superar está fase negativa da vida. E, quando estiver novamente querendo desanimar, lembre-se da seguinte passagem bíblica: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Hebreus 12:15. Ore pela (s) pessoa (s) que o feriu e considere maneiras práticas de demonstrar um amor semelhante ao de Cristo para retribuir àquelas pessoas. Tais passos ousados só podem fluir das verdades da Palavra de Deus. Veja as verdades bíblicas descritas acima e com a ajuda do Espírito Santo você será vencedor em qualquer batalha. 
12 - Na Bíblia temos todos os armamentos de guerras espirituais essenciais na batalha para resistir e vencer à amargura de alma. Amar nossos inimigos é um princípio central do ensinamento de Jesus, que Ele modelou ao ser gracioso para com os críticos e crucificadores, ao lavar os pés de seu traidor Judas e em sua morte sacrificial por nós, enquanto éramos seus inimigos, (Rm 5.6-11). À luz dessa graciosa misericórdia de Deus, o apóstolo Paulo nos chama a vencer o mal dos outros fazendo-lhes o bem, a ponto de alimentá-los, se necessário for, (Rm 12.1, 20-21). Aqui é o ponto central da queda, o apóstolo Paulo simplesmente reflete as palavras do Senhor Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam; Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai”. (Lc 6.27-28, 36). 
13 - Como poderíamos aplicar as palavras de Jesus registradas em Lucas 6, especialmente se aquele que nos feriu profundamente permanece sem arrependimento? Perceba os motivos que dão suporte à esta indagação: Jesus nos orientou que devemos usar de amor e misericórdia até mesmo para com os nossos maiores inimigos, insisto na orientação de Jesus dizendo de novo que é até mesmo para com os nossos maiores inimigos. Neste caso a gente perdoa mas não é obrigado a conviver com a pessoa como era antes. Como destinatários do amor e da misericórdia salvíficos por parte de Deus em Jesus, e movidos por esse mesmo amor e por essa mesma misericórdia, é que devemos perdoar para ao deitar, podermos dormir em paz com Deus e com a nossa consciência. 
14 – Cinco pontos importantes de como lutar contra a incredulidade gerada pela amargura da alma: 1. Creia que o que o Grande Médico Jesus diz é um bom conselho. Se ele diz: “Despojai-vos de toda a ira”, não ignore o conselho. Coloque-o na sua mente e decida cumpri-lo. 2. Creia que você foi perdoado, e que ser perdoado por um Deus infinitamente santo é algo assombroso e maravilhoso, e por isso você deve perdoar também àqueles que te ofenderam ou que vierem te ofender. 3. Creia que a vingança pertence a Deus, que ele retribuirá a todos que fazem o mal. Deus retribuirá a cada um as suas obras, sejam elas boas ou más. 4. Creia que o propósito de Deus em todas as suas provações é de transformar a causa da sua ira em algo bom para você. 5. É aquela velha história da frase que diz: “há males que vem pra bem”, mas com Jesus devemos ser mais que vencedores todos os dias de nossas vidas. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O EVANGÉLICO POLÍTICO E O POLÍTICO EVANGÉLICO

O EVANGÉLICO POLÍTICO E O POLÍTICO EVANGÉLICO


I – Em Mateus 16.26, Jesus pergunta: “De que adiantará uma pessoa ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará uma pessoa em troca de sua alma?” O que significa “ganhar o mundo inteiro”? Essa expressão significa valorizar os ganhos temporários e terrenos, recebendo tudo o que o mundo oferece, tal como dinheiro, fama, prazer, glória, poder, prestígio etc, ou seja: valorizar mais o mundo do que a Deus. O que significa “perder a alma”? Essa frase significa morrer sem um relacionamento correto com o Senhor Jesus Cristo nessa vida e ser condenado a passar a eternidade no “lago de fogo”, no inferno. Decidir em viver de forma comprometida com Jesus, significa que você entendeu Sua ordem em Mateus 16.24: “…Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Na verdade, “tomar a cruz” implica em ser condenado à morte. A declaração de Jesus simboliza um compromisso total e final com Ele. Em outras palavras, é preciso que você esteja disposto a desistir de tudo para ser um seguidor de Jesus Cristo. Isso também não quer dizer que você não possa fazer mais nada; isso significa que tudo o que te vier a mão para fazer, você deve fazer lembrando que esse “tudo" significa que você tem o dever de fazer tudo aquilo que agrada a Deus. Se desagradar a Deus então não faça. 
II - Como deve ser a postura de um evangélico político e de um político evangélico? Há ainda uma reminiscência na memória de cada evangélico que há tempos idos as discriminações para com os mesmos eram as mais diversas, éramos tratados com todo aviltamento, porém, com o trabalho e crescimento sério que passaram a ter, algumas opiniões positivas foram sendo dadas por especialistas no campo da sociologia, antropologia, política e em revistas nacionais. Destacaremos alguns para efeito de recordação, já que hoje não somos mais tratados como escória da sociedade em que os crentes eram discriminados de tal forma que apedrejavam as casas dos mesmos como se eles não fizessem parte de uma sociedade em que todos têm os direitos iguais. 
III - Para alguns antropólogos a suposta “alienação pentecostal” seria justamente fonte de mudanças efetivas porque cria comunidades de descontinuidades e transformações. Nas Palavras de outros os evangélicos representam um movimento de mudança radical, pois enfrentam de modo mais convincente assuntos envolvendo dinheiro, saúde, doenças, crise moral e familiar. Outros acham que os evangélicos representam uma emergência de uma nova sociedade igualitária. Mas uma tônica altissonante vem da imprensa escrita, na qual um diretor de uma organização não governamental afirma que hoje os evangélicos são a alternativa ao narcotráfico, a principal resistência em termos de produção de identidade, de conjunto de valores, de respeito pela força comunitária, exatamente pela valorização dos seus princípios imutáveis que são crenças e valores no que concerne à tudo o que Deus determinou para o ser humano, desde a criação, desde o Gênesis ou começos. 
IV - Com tais assertivas sendo propagadas, os evangélicos deixaram de serem vistos apenas como homens da pregação, trabalhando apenas entre as quatro paredes dos templos, salões, como pessoas sem muita capacidade, isso se deve a ação dessa comunidade presente no aspecto espiritual, social e moral que valoriza mais o ser do que o ter. Os louvores pela atuação e postura dos evangélicos nas ações comunitárias, na igualdade social, na inclusão dos desprezados têm gerado aplausos, porém, pelo lado político, muitos evangélicos eleitos não provocaram grandes repercussões.
A - A tentação de serem corrompidos fez com que muitos pastores e líderes evangélicos se comprometessem com ilícitos que os tornaram iguais aos mundanos insanos que a lei deles não são mais os valores e princípios morais bíblicos, mas aceitam e defendem a mentira como se verdade fosse, esquecendo do princípio básico da fé que é a defesa da verdade e do verdadeiro Deus. A causa para isso tem sido a questão corporativista e triunfalista, que tem tido grande influência no meio evangélico. É bem verdade que com o crescimento dos evangélicos no Brasil algumas autoridades, e até a mídia têm se voltado para os mesmos. O aspecto numérico tem seu peso positivo, pois pode fazer com que alguns olhem para nós com mais respeito, todavia, quando prevalece o corporativismo evangélico na política, visando especificamente o interesse de uma determinada classe, isso se torna por demais perigoso. 
B - Já há grande interesse nos partidos não evangélicos em colocar no seu partido pessoas que fazem parte dessa grande massa, é claro, não estão interessados nos seus valores cristãos, mas simplesmente em aumentarem a legenda dos seus partidos. Assim, todos acabam se tornando massa do mesmo pão, em que o fermento da hipocrisia e do dinheiro fala mais alto. Cada evangélico deve ter em mente que o sonho messiânico não se realiza por alguém ser da direita ou da esquerda, isso porque, pelo processo transitório da alternância do poder, qualquer um pode ser um bom ou péssimo presidente ou político de carreira, isso tem se configurado no cenário político do nosso país já de longa data. Existem candidatos evangélicos que estão concorrendo às eleições por partidos políticos esquerdistas. É o cúmulo do absurdo, mas já vi “evangélico” candidato por partido comunista querendo os votos dos evangélicos. Isso é uma afronta à inteligência de quem é evangélico de verdade, mas essas aberrações acontecem nos tempos de pedir votos nos templos evangélicos. 
C - Pode um comunista dizer que é crente e subir nos púlpitos das igrejas evangélicas para pedir votos? Nem os verdadeiros Cristãos evangélicos devem fazer isso. O púlpito não é palanque de comícios, o púlpito deve ser respeitado como local sagrado de ministração da palavra de Deus. Comícios e shows políticos devem ser feitos fora dos templos. Então quando chegar um político que está imbuído de algum cargo e vier como uma autoridade, como deve ser o procedimento das igrejas? O político ou autoridades de qualquer órgão público deve ser recebido como autoridade e com as honras de autoridade. Pode até ser convidado para dar uma saudação aos presentes num culto o festividades da igreja sem se referir a pedidos de votos para quaisquer candidatos; mas se chegar qualquer pessoa candidato aos milhares de cargos eletivos, não se deve dar oportunidades para dirigir a palavra ao povo, deve ser feita a apresentação de tais candidatos de diversos partidos, pelo ministrante da reunião e mencionar o nome, o cargo que o político está concorrendo e o partido que o político está ligado, somente isso, campanha política não deve ser feita nos púlpitos das igrejas, devem serem feitas do lado de fora da igreja em qualquer outro lugar. O alerta de Deus está bem explicado nos Salmos 50:16-20 que diz: 16. Mas ao ímpio diz Deus: Que tens tu que recitar os meus estatutos e que tomar o meu concerto na tua boca, 17. pois aborreces a correção e lanças as minhas palavras para detrás de ti? 18. Quando vês o ladrão, consentes com ele; e tens a tua parte com adúlteros. 19. Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano. 20. Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe. 
1 - Os candidatos evangélicos postulantes à alguma vaga na política, não podem agir nem pensar corporativamente no aspecto político, ou seja, não podem e nem devem ser candidatos denominados de “candidato oficial da igreja”, antes devem ter uma postura que priorize a realidade de sua comunidade, sem serem apenas sonhadores, vão concorrer como servos de Deus e para representar bem as suas comunidades que os eleger. Os evangélicos, precisamente os candidatos, precisam de discursos não apenas teóricos, mas que sejam realmente mobilizadores, que reflitam os valores familiares como defesa da vida, segurança, honestidade, justiça, igualdade. Devem ser exemplo de suas qualidades antes, durante e depois das eleições.
2 - Para que os candidatos evangélicos tenham aceitação do seu público é necessário que as vidas dos mesmos sejam marcadas por procedimentos morais irretocáveis, têm que ser ficha limpa. Precisam defender de fato os bons usos e costumes e valores, inclusive da família, não tendo esse assunto como um chavão, mas que busque fazer isso com fundamentos legais e verdadeiros, com bases bíblicas históricas, ressaltando a importância da família no seu processo social existencial e histórico. Sem a família sendo valorizada não tem motivos para um candidato evangélico ser candidato e pedir votos nas igrejas evangélicas, porque a família é “a célula máter da sociedade”, principalmente da igreja. 
3 - Tanto os candidatos evangélicos como os outros, precisam entender aquilo que faz parte de uma ação eclesiológica, religiosa e aquilo que não faz, daí a necessidade de se fazer distinção entre o valor moral de um povo e a legislação pertinente; saber isso é importante porque existem ações que vão depender do pastor, do seu ensino, de sua prática pastoral, mas outras são questões atinentes propriamente às leis do país, por exemplo, no tocante à pobreza, o que se deve fazer é lutar por reformas estruturais que diminua a má distribuição de renda, que dê maior qualidade de vida para os menos favorecidos e estas ações estão no caráter social das igrejas evangélicas como um todo. Um político evangélico pode lutar por ideias justas, claro, não por sua autoridade religiosa, mas pelos princípios bíblicos que lhe movem, não por causa da sua religião mas visando boas práticas sociais dentro e fora dos templos evangélicos e em todo tempo não só na época das eleições ou próximo à estes períodos eleitorais, essas mudanças no aspecto econômico e social devem nortear a vida dos políticos mas principalmente a coletividade evangélica. 
4 - Na verdade, o que se pode propor é que haja uma conscientização política no meio evangélico para que se faça distinção entre pessoas e questões políticas, a fim de que não se faça discursos de ataques e menosprezos a qualquer pessoa por causa do seu partido. Precisamos entender que política é mais do que eleição, ela envolve diversos processos, o que requer da comunidade evangélica uma ação conscientizadora, pensante, reflexiva, daí a necessidade de palestras, encontros, seminários sobre o assunto, visando um crescimento coerente e bem ajustado, para que se ele estiver no meio deles, saiba proceder como Paulo, (1 Co 9.22). 
5 - Não se pode votar em evangélico apenas por ser evangélico e nem em quem não é evangélico só por causa dos discursos bonitos que encantam qualquer um. Muito mais que isso, é necessário que ele seja modelo de vida, que tenha boas propostas, ideias que possam influenciar a sociedade para o bem. Que seja alguém capaz de trabalhar para que haja mudança de vida e gere no povo a esperança e a confiança necessárias para ser considerado um bom político. Jamais o candidato evangélico deve procurar impor sua crença ao povo, sua moral, antes por sua postura, por seu exemplo, deve evidenciar a todos que os valores cristãos estão também interessados no bem-estar da sociedade. É claro também que isso não invalida a sua obrigação de pregar a palavra de Deus, obedecendo o Ide de Jesus. 
6 - As Igrejas e Convenções Evangélicas, no quesito de apresentar um candidato que vai concorrer a qualquer cargo eletivo, devem ater-se à vida, postura, conhecimento, ética e bom testemunho do candidato, não somente em sua comunidade, mas nas de fora também (1 Tm 3.7). Quando os evangélicos, por meio de seus representantes, desenvolverem políticas sociais sérias, que beneficiem a todos, expressando uma vida exemplar, os louvores dos de fora continuarão a crescer, mas isso só irá acontecer quando cada cristão, conscientemente votar em homens que desejam realmente fazer a justiça, que não pensam em si mesmos, mas que ajam baseados nos pilares da humildade e da verdade, não em compra de votos. 
7 - A honestidade deve ser o referencial do crente político. A honestidade na Bíblia é apresentada como um mandamento fundamental e reflexo do caráter de Deus, que é a verdade, na vida do cristão. Envolve integridade, sinceridade e justiça, proibindo mentiras, roubos e falsos testemunhos. A Bíblia ensina que ser honesto é mais valioso que riquezas e agrada a Deus, mesmo que traga desafios temporários. (1) Os princípios de honestidade na Bíblia são vários. (2) Deus se agrada da integridade em tudo. (3) Deus se agrada da honestidade, pois Ele é o Deus da verdade e a Bíblia nos ensina que Jesus é o Caminho, a Verdade e a Vida. (4 O cristão deve abandonar a mentira e falar a verdade ao próximo. (5) A "Balança Justa" de Deus valoriza tudo o que fazemos e o honesto e detesta pesos e medidas falsos ou desonestidade nos negócios são condenados por Deus. (6) A Justiça e ser justo é um sacrifício constante. Fazer justiça e agir com retidão é mais aceitável ao Senhor do que oferecer sacrifícios de forma hipócrita. (7) A mentira é Abominação e traz condenação. Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, enquanto palavras verdadeiras permanecem para sempre. (8) A verdade é o mínimo que se espera do verdadeiro cristão sendo político ou não. (9) Com amor e com honestidade deve ser guiada a vida daqueles que amam a Deus. É pelo amor incondicional não sendo apenas uma forma de evitar o mal, mas um reflexo de amor a Deus e ao próximo que revelamos nossa fé em Deus no meio da sociedade. 
8 – O que a Bíblia diz sobre honestidade. (1) Provérbios 11:1: "A balança enganosa é abominação para o Senhor, mas o peso justo é o seu prazer”. (2) Efésios 4:25: "Portanto, abandonem a mentira e digam a verdade a seu próximo, pois somos todos parte do mesmo corpo”. (3) Provérbios 19:1: "Melhor é o pobre que anda na sua integridade do que o de lábios perversos e tolo”. (3) Hebreus 13:18: "...queremos ( e devemos) nos comportar honestamente em todas as coisas”. (4) Lucas 16:10: "Quem é fiel no pouco também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco também é desonesto no muito”. 
9 - A Bíblia também alerta que a desonestidade, embora possa parecer vantajosa inicialmente, leva à ruína e atrapalha a comunhão com Deus, enquanto a honestidade atrai a bênção divina e protege o homem íntegro. Já vi muitos irmãos em Cristo que eram uma benção na igreja e na comunhão dos santos nunca faltavam mas depois que ingressaram na política, a política passou a ser religião deles. Uns deram mal exemplo e nunca mais deram conta de levantar, mas uns poucos foram lá no meio dos políticos, deram bons exemplos e voltaram em paz para suas igrejas e suas famílias. 
10 - Crentes podem se envolver com política, crentes podem ser políticos? Não há proibição bíblica e a participação é vista como forma de exercer cidadania e influenciar a sociedade com valores éticos e morais decentes. A atuação deve ser focada no serviço público, integridade e vocação, sem usar a igreja como curral eleitoral ou filiar-se a ideologias que contrariem a fé. Existem pontos importantes sobre o tema que devem ser observados. (1) Exemplos Bíblicos, tais como de José, Daniel, Neemias e Ester que ocuparam altos cargos públicos, demonstrando a possibilidade de atuar na política sem se contaminar com coisas ilícitas. (2) O papel do Cristão sempre deve ser exemplo dos fiéis em qualquer cargo eletivo ou não que ocupe na política. O envolvimento é visto por muitos como um chamado para atuar na sociedade, apresentando respostas baseadas na Bíblia para questões sociais, dentre tantas outras. (3) A diferença que existe entre igreja e estado é muito grande. A igreja, como instituição religiosa, não deve se envolver em política partidária, mas os crentes, como indivíduos, podem e devem participar para ser o diferencial de honradez no meio de uma sociedade corrompida. 
11 – A ética e a vocação do cidadão crente para a política sempre demonstra a qualidade do serviço social que ele presta à sociedade. A política deve ser vista como uma vocação de serviço, exigindo preparo intelectual e compromisso com ética, evitando a corrupção e a busca por poder pessoal. (1) Os riscos que um crente político corre é de se contaminar com o meio sujo da política A polarização política pode gerar divisões dentro da igreja, sendo necessário cautela para que o Evangelho não seja confundido como interesses pessoais e partidários. A participação é encorajada para a promoção da justiça, desde que o político cristão mantenha seus valores e não se corrompa. 
12 - Um cristão deve se envolver em política Sim, o cristão informado deve se envolver em política. Política no sentido geral é trabalhar para o bem comum da sociedade. Política pode envolver ajudar as pessoas em necessidade, alertar as autoridades e ajudar a resolver problemas ou até trabalhar no governo. A Bíblia nos chama a cuidar dos outros e a ser uma bênção em tudo o que fazemos, (Tiago 1:27). (1) Todo crente pertence ao Reino de Deus, mas isso não significa que não pode se envolver na política do seu país, do seu estado, do seu município. O cristão, enquanto vive aqui na terra, tem dupla nacionalidade. Isso significa que tem direitos e deveres para com o seu país terrestre e com o seu país eterno. (2) Ignorar a política numa sociedade democrática é irresponsável. Como cidadãos temos o poder para escolher quem vai governar. Se não fizermos isso também não temos direito de queixar quando um governador, prefeito ou até mesmo um presidente ruim é eleito, porque o nosso voto podia ter colocado uma pessoa mais honesta no seu lugar. É também o dever de todo o cidadão crente exigir que seus governantes sejam íntegros e cooperar com eles para melhorar a sociedade, (1 Pedro 2:13-14). 
13 - O cristão deve votar em quem acredita que vai fazer o melhor para a sua sociedade. Antes de votar é muito importante analisar com cuidado as opções e o que cada candidato pretende fazer, não só a sua propaganda, (1 Tessalonicenses 5:21). (1) Por exemplo, um candidato pode ser muito carismático mas seus planos podem estar completamente desajustados com as necessidades do povo. Também é muito importante orar e pedir orientação a Deus na sua escolha. E mesmo que seu candidato não ganhe, ore pelo governo, para que seja sábio e traga paz, (1 Timóteo 2:1-2). Foi Deus que deu autoridade ao governo mas se deixarmos Deus de fora, quem fica com a autoridade é o diabo. 
14 - O Cristão pode ser político ativo ou participar ativamente da política. Um cristão, qualquer Cristão pode ser político sim se esse for o seu chamado. Tal como qualquer outra profissão, a política tem muita corrupção. O cristão que entra nesse meio precisa ser um exemplo de integridade, de honestidade, de fidelidade, pedindo sempre forças a Deus para sempre fazer o que é correto. Como crente, você também pode fazer campanha de maneira honesta, sem mentir nem fazer luta suja contra outros candidatos. Não podemos esperar que ímpios sigam a vontade de Deus, por isso é muito importante formar crentes fortes e prontos para fazer a diferença no meio da política. 
15 - Temos vários casos na Bíblia de homens e mulheres de Deus envolvidos na política, até mesmo em países ímpios como o Egito (José) e a Babilônia (Daniel, Neemias). Esses homens tinham um dom para governar e foram usados de maneira poderosa por Deus. Também na História secular temos casos de bons políticos cristãos. Dois exemplos foram Abraham Lincoln dos Estados Unidos e William Wilberforce na Inglaterra, que aboliram a escravatura em seus países. Se você tem um dom para economia e seu país está em crise, porquê não servir como Ministro da Economia? O mesmo se aplica a qualquer outro cargo político. Deus recompensa os íntegros, que fazem um bom trabalho (Salmos 37:37). 
16 - Ser cristão não qualifica ou desqualifica ninguém para ser político, tal como não qualifica para ser arquiteto ou qualquer outra profissão. É preciso formação adequada. Também não é bom um líder de igreja ocupar cargos políticos, daí a coisa já é diferente. Qualquer crente, pastor ou que tenha algum cargo na igreja, deve se desincompatibilizar ou seja, deve deixar o seu cargo na igreja, mesmo que seja o de pastor principal da igreja, se você for eleito então você vai para sua repartição assumir o seu cargo, se não for eleito você volta para a igreja e fica aguardando para ser reintegrado no seu cargo. Esses são dois trabalhos muito exigentes e um ficará prejudicado. É melhor ter um ministério de cada vez. A Igreja pode ensinar sobre a importância da política mas não deve tomar partidos e nem ser curral fechado de votos para nenhum candidato. A escolha é individual, o voto é secreto, e cada um deve orar e pedir a direção de Deus para votar certo, e assim de acordo com a consciência de cada um, será eleito o melhor. 
17 – (1) José não caiu de paraquedas lá no trono do governo do Egito. Ele pagou um preço muito alto de fidelidade a Deus. (2) Davi não caiu de paraquedas lá no trono do trono de Israel, ele também pagou um preço muito alto. (3) Não há nada na Bíblia que proíba que um cristão se candidate e exerça uma função política. A verdade de que a Igreja, como organização, não deve se envolver com política, e isso não significa que os cristãos são proibidos de ocuparem cargos públicos. (4) A Bíblia registra as histórias de muitos homens e mulheres de Deus que passaram boa parte de suas vidas inseridos num ambiente político. Essas pessoas ocuparam cargos públicos ou exerceram, de alguma forma, uma posição política muito influente. Inclusive, muitos foram levantados por Deus num contexto de crise. 
18 - Podemos falar aqui de José, governador do Egito, de Daniel, de Neemias, de Ester e tantos outros. Todos eles tiveram em comum a condição de que jamais se corromperam e sempre honraram os princípios morais determinados por Deus. Portanto, os cristãos podem e devem ser políticos, mas devem fazer isto na qualidade de cidadãos e não como representantes da Igreja, lá eles vão demonstrar a diferença de quem serve a um Deus vivo de verdade. 
19 - Como deve ser a atuação do cristão na política? Ao mesmo tempo em que o cristão não abre mão de sua fé e de seus princípios para ser político, ele também não deve distorcer seu cargo público para exercer funções eclesiásticas. Isso significa que num plenário político o cristão não age como pastor, presbítero ou diácono, mas como cidadão que presa pela moral, pela ordem e pelos bons costumes. Infelizmente nos últimos tempos essa associação tem trazido prejuízo à imagem do povo de Deus. Muitas pessoas mal intencionadas tem usado a comunidade cristã para impulsionar sua vida política e envergonhar o Evangelho. Aliás, se um pastor local permite campanha eleitoral em sua congregação, além de ele estar traindo o seu chamado ministerial, também está cometendo crime contra a lei eleitoral. 
20 - A Igreja não deve fazer campanha política, mas ela deve instruir e conscientizar os seus fieis acerca de como entender a política à luz da Bíblia Sagrada. Se um cristão quer seguir carreira na política, ele deve ter vocação para isto e se preparar para exercer seu cargo. Nesse sentido a Igreja pode auxiliá-lo fornecendo preparo no que diz respeito à cosmovisão cristã, para que ele exerça sua função com excelência. (1) Quer dizer então que pastor pode ser político? Esta é uma questão muito debatida e existem diferentes posicionamentos a respeito. De qualquer forma parece ser inadmissível a condição de pastores que querem combinar o exercício do pastorado e suas funções políticas. Ao fazerem isto, essas pessoas erram contra a sociedade em geral e contra a própria comunidade cristã. (2) Se um pastor quiser se candidatar e exercer um cargo político, o correto então é que ele decline de seu ministério pastoral e dedique-se a sua nova função. Quando o apóstolo Paulo aconselhou a Timóteo acerca do pastorado, ele deixou claro o quanto esse ministério exige do obreiro, (2 Timóteo 2:3,4). (3) Não há como conciliar pastorado e política, pelo menos não corretamente. O pastor deve ter ciência da tamanha honra que lhe fora confiada na ministração da Palavra de Deus e na administração das ordenanças de Cristo à Igreja e definitivamente nada deve competir com essa função. 
21 - Embora o contexto seja outro, aqui podemos lembrar de um episódio registrado no livro de Atos. Os apóstolos se viram envolvidos na questão do assistencialismo às viúvas na Igreja Primitiva. Então os doze convocaram à comunidade cristã e deram o seguinte parecer: “Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas”, (Atos 6:2). Cremos que esse seja um bom conselho àqueles que pensam poder exercer simultaneamente o pastorado e o cargo político. 
22 – Escândalo de crentes na política têm causado muitos prejuízos ao Reino de Deus. A atuação de pastores e líderes evangélicos na política têm sido um desastre, com raras exceções, pois não são poucos os escândalos. A atuação de líderes religiosos e políticos ligados a igrejas (especialmente evangélicas neopentecostais) na política brasileira tem sido marcada por diversos escândalos, envolvendo acusações de corrupção, manipulação e desvios de conduta, o que gera debates sobre a mistura entre fé e poder. Aqui estão alguns dos principais casos e contextos recentes sobre o assunto. (1) Escândalo do "Gabinete Paralelo": Investigações dão conta de que pastores atuavam como lobistas. Eles controlavam a agenda e a liberação de verbas até de ministérios durante a gestão de líderes evangélicos. Atuavam também pedindo propina em dinheiro e até em ouro a políticos investidos de cargo público em troca de recursos. O escândalo ficou conhecido pela denúncia de compra de literaturas superfaturadas e pedidos de propina que incluíam até ouro. (2) Fraudes e Envolvimento de Igrejas com investigações que apontaram o envolvimento de grandes denominações religiosas e pastores em esquemas de fraudes. Envolvendo desvios que chegaram à cifra dos milhões. Nomes de pastores e igrejas foram citados na lista divulgada após pressões. (3); As Investigações abriram apuração sobre supostos desvios de dinheiro por parte de ex-diretora da liderança de uma grande igreja. (4) Rachadinhas e uso político da religião quando parlamentares da chamada "bancada da Bíblia" são frequentemente investigados por "rachadinhas”, que é a apropriação de parte do salário de seus assessores, lavagem de dinheiro e uso da fé como escudo político. (5) Pressão por votos e perseguição interna em eleições que segundo relatos indicaram que pastores e líderes religiosos ameaçaram com castigos divinos ou punições internas a fiéis que não apoiassem a reeleição de seus candidatos preferenciais gerando um ambiente de perseguição dentro de templos. (6) Líderes foram investigados e muitas controvérsias macularam figuras influentes em seus pleitos na defesa dos seus candidatos preferenciais, eles enfrentaram diversas denúncias ao longo dos anos, desde importação fraudulenta de equipamentos até envolvimento em polêmicas sobre posicionamentos morais. (7) Esses casos têm gerado um "desencanto" de parte dos fiéis e debates sobre a ética no uso da religião para obtenção de poder e dinheiro. Da política para os púlpitos aconteceu o contrário porque líderes evangélicos que agiam como se fossem donos das suas denominações, causaram grandes prejuízos ao Reino de Deus e às suas denominações, causaram derrotas e divisões porque agiram para tirar proveito próprio. Aqueles que lutaram, e graças a Deus foi a maioria, pela verdade do Evangelho puro e verdadeiro, saíram desses embates muito mais fortalecidos diante de Deus e da sociedade, porque foram para os debates com a verdade da palavra de Deus. Esses valores obreiros, assim como o Apóstolo Paulo e cada um a seu tempo, defenderam a fé em Jesus Cristo como nosso Único e suficiente Salvador de nossas almas. João 3.16. João 10.10. Lembre-se que o crente, o pastor, o servo de Deus deve ser fiel e nunca se mancomunar com os mentirosos. Jesus pagou um alto preço pela sua salvação, não se venda de forma nenhuma, você foi chamado para ser luz no meio das trevas. 
23 - No contexto da apologética do apóstolo Paulo diante de um iminente conflito espiritual vivido em sua trajetória ministerial, o Apóstolo Paulo, que antes da sua conversão era conhecido no meio político e social como Saulo de Tarso, era respeitadíssimo com relação à sua formação diante dos pés de Gamaliel e tinha todos os documentos e referenciais de um cidadão Romano e aparentemente era um cidadão rico e possuidor de muitos bens de família. Foi político, foi Apóstolo sem se desviar do propósito do seu chamado para o ministério. 
24 - A Segunda Epístola de Paulo aos Coríntios é, possivelmente, a mais pessoal e emocional de todas as cartas do apóstolo Paulo. Nela, ele abre o seu coração, revelando as profundas angústias, as alegrias sinceras e a paixão zelosa que sentia pela igreja que fundou em Corinto. Os capítulos 10 a 13, em particular, formam uma seção intensamente apologética, onde Paulo é compelido a defender a sua autoridade apostólica contra os ataques de falsos mestres que haviam se infiltrado na comunidade evangélica. 
25 - Esses opositores, a quem Paulo ironicamente chama de "superapóstolos" (2 Co 11:5), utilizavam critérios mundanos para avaliar o ministério. Eles se promoviam com base em sua eloquência, sua aparência imponente e suas credenciais humanas. Em contraste, eles diminuíam Paulo, acusando-o de ser fraco e desprezível em sua presença física, embora ousado e severo apenas à distância, por meio de suas cartas. É nesse cenário de conflito que o capítulo 10 se inicia. Paulo não está travando uma batalha por seu ego, mas pela pureza do Evangelho e pela saúde espiritual da igreja de Corinto. Ao defender seu ministério, ele estabelece princípios atemporais sobre a natureza da guerra espiritual, o perigo do julgamento superficial e a verdadeira medida do sucesso aos olhos de Deus. 
26 - A natureza da guerra espiritual que Paulo enfrentou, (v. 1-6).v Paulo inicia sua defesa com um apelo pessoal, mencionando a “mansidão e benignidade de Cristo” (v. 1). Ele se apresenta de forma humilde, ecoando o caráter do Mestre. Contudo, essa humildade não deve ser confundida com fraqueza. Ele aborda diretamente a acusação de que ele agia “segundo a carne”, ou seja, com motivações e métodos humanos. O cerne de sua argumentação se encontra nos versículos 3 a 5, que contêm um dos mais importantes ensinamentos sobre o combate espiritual em todo o Novo Testamento: “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo”. (v. 3-5). 
27 - Lute as batalhas certas com as armas certas: A igreja não avança por meio de estratégias de marketing, poder político ou debates raivosos nas redes sociais. Essas são armas carnais. A verdadeira batalha é espiritual, travada contra fortalezas ideológicas e espirituais. Nossas armas são a verdade do Evangelho, a oração perseverante, a santidade pessoal e a proclamação fiel da Palavra de Deus. Devemos nos concentrar em levar cativo o nosso próprio pensamento e o de outros à obediência de Cristo. Valorize a substância em vez da aparência: Em uma cultura obcecada pela imagem, somos constantemente tentados a julgar líderes e ministérios por sua aparência, carisma, número de seguidores ou qualidade de produção. Paulo nos chama a olhar para além do superficial. Devemos valorizar a fidelidade doutrinária, a humildade de caráter, o amor sacrificial pelo rebanho e a paixão pela edificação dos santos. 
28 - Encontre contentamento em seu chamado: O veneno da comparação ministerial é tão mortal hoje quanto era em Corinto. Medir nosso valor ou sucesso comparando-nos com outros é, como diz Paulo, "sem entendimento". Cada crente, no exercício do sacerdócio universal, recebeu do Senhor uma esfera de influência, um chamado. Seja ele grande ou pequeno aos olhos do mundo, nossa responsabilidade é ser fiel dentro dos limites que Deus nos designou, servindo com integridade e diligência. Busque a aprovação de Deus, não a dos homens: A motivação final de todo serviço cristão deve ser a glória de Deus. A pergunta que deve guiar nossas ações não é "O que as pessoas pensarão?", mas "Isto agrada ao Senhor?". Quando nossa identidade está firmada em Cristo e nossa satisfação está em Sua aprovação, somos libertos da tirania da opinião pública e da ansiedade paralisante de ter que nos autopromover. Nosso maior testemunho é uma vida que aponta para Ele, para que, em tudo, o Senhor seja glorificado. 
29 - Em 2 Coríntios 10, o apóstolo Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, transforma uma defesa pessoal diante das autoridades como Festo e Agripa, em Atos 25 e 26 em um manifesto atemporal sobre a natureza do verdadeiro ministério cristão. Ele nos ensina que a autoridade espiritual não se manifesta com arrogância, mas com a mansidão de Cristo; que a guerra espiritual é vencida com o poder de Deus, não com a sabedoria humana; e que a verdadeira glória não é encontrada na “autoexaltação”, mas em se gloriar unicamente e exclusivamente no Senhor Jesus e na glória do Seu poder. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

NÃO EXISTE IGREJAS EVANGÉLICAS SEM DEFEITOS

NÃO EXISTE IGREJAS EVANGÉLICAS SEM DEFEITOS


I - Não existe igrejas evangélicas sem defeitos e nem santas demais. Cada uma a seu tempo demonstra o caráter do seu povo, mas principalmente das suas lideranças. A prova desta afirmação está no texto bíblico que registra as sete igrejas da Ásia, no livro de Apocalípse. As sete igrejas da Ásia registradas em Apocalípse capítulos 2 e 3 eram igrejas normais como todas as outras, umas com mais defeitos e outras com menos, mas todas tinham algum ou alguns defeitos. Igualmente as igrejas evangélicas conservadoras e até as pentecostais e neopentecostais dos nossos dias têm defeitos cujos defeitos podem ser considerados até alarmantes ou não pelo envolvimento mais ou menos com o pecado, lembrando que pecado é tudo aquilo que desagrada a Deus. 
II - Assim como as sete igrejas da Ásia tinham defeitos, as de hoje também os teem e dependendo da liderança e ou da administração, são, às vezes, igrejas que envergonham o evangelho. A igreja de hoje é definida não pelo edifício e construções ou pelo status social, mas como a comunidade dos fiéis ("ekklesia"), são consideradas como povo de Deus em plena comunhão com o Espírito Santo de Deus. Servindo como coluna da verdade em uma sociedade secularizada. Enfrentam desafios de relativismo e oposição cultural, precisando manter sua identidade Cristã, influência como sal e luz, e foco na adoração genuína à Deus, voltando à essência bíblica e à comunhão, em vez de focar literalmente e apenas no antropocentrismo. 
III – Os principais aspectos da igreja contemporânea são: (1) A igreja é formada pelas pessoas, o corpo de Cristo, não pela estrutura física. Ela é chamada a ser "coluna e baluarte da verdade" em um mundo de valores relativizados. (2) Enfrentando o secularismo e um ambiente social de hostilidades velada e inversão de valores, com o homem secular sendo valorizado no lugar de Deus, querendo ser Deus. (3) É incentivada pelo mundanismo à perda da Essência do Evangelho. Há um risco de focar no "Deus das bênçãos" em vez do próprio Deus, e em glorificar o homem em vez de exaltar única e exclusivamente a Deus. (4) Perderam a essência do Espírito Santo e as raízes do Cristianismo. A falha diante da falta do conhecimento de preceitos bíblicos sólidos gera cristãos frágeis diante das provações. Muitos estão mais propensos a cair do que preparados para permanecer de pé e se porventura, acidentalmente, cair, tem força para levantar. 
A – Há um esquecimento deliberado do papel e da identidade da igreja e do que a igreja deve ser. (1) Já não há tanta influência da simplicidade do Evangelho. Esquecem de agir como sal da terra e luz do mundo, influenciando a sociedade através da conduta ilibada e de uma conversão de fato, fazendo de seus membros luzeiros para brilhar nas densas trevas de um mundo totalmente perdido. (2) A igreja deve ser uma comunidade do perfume de Cristo e do Evangelho do Senhor Jesus que salva o mais vil pecador. A igreja moderna esqueceu de viver o amor de Deus em primeiro lugar. Viver uma verdadeira comunhão (koinonia), exemplificada na igreja primitiva, com estudo da palavra, nas orações e no "partir do pão".
B - Existe uma tal de identidade alternativa que é só enganação para desvirtualizar a verdadeira característica da verdadeira igreja. Na verdade é mais provocativa do que o ser uma comunidade que reflete a verdade do Senhor Jesus. Este movimento é um "novo mundo", pregam o reino de Deus, agindo até com aparente ética social e amor ao próximo, mas são liberais demais no quesito das doutrinas principais do que é uma igreja em que o Espírito Santo de Deus teria liberdade de operar porque os olhos altivos dos líderes desses movimentos são voltados somente para a ganância pessoal de enriquecimento ilícito. 
C – Há uma necessidades urgente de mudança de procedimentos de auto avaliação. A igreja precisa passar por um teste de rever seus conceitos do que é uma igreja de verdade, já que muitas estão mais para clubes sociais para não se perder na cultura contemporânea. Deveriam retomar os preceitos, princípios e valores bíblicos para serem uma comunidade que realmente faz a diferença como casa de oração. 
1 - Em suma, a igreja de hoje é chamada a ser uma comunidade fiel e relevante, que resiste à secularização através da vivência autêntica do evangelho e da oração. As Igrejas evangélicas conservadoras e pentecostais também teem muitos defeitos como todas as outras, porém teem também tantas virtudes as quais superam seus defeitos. Estas igrejas procuram corrigir suas falhas e seus líderes e membros exercem uma vigilância de uns para com os outros e quando se acumulam os problemas, geralmente há convenções e reuniões de ministérios e ministros para a solução de tais problemas. As igrejas evangélicas conservadoras e pentecostais no Brasil, apesar de possuírem distinções teológicas e litúrgicas, compartilham uma série de virtudes e características que contribuíram para o seu rápido crescimento e impacto social. 
2 – As virtudes das Igrejas Evangélicas conservadoras e pentecostais são muito forte e possuem uma identidade Bíblica e Doutrinária inconfundível. Ambas as vertentes enfatizam a autoridade suprema da Bíblia, a salvação pela graça através da fé, e o sacerdócio universal dos fiéis. Existe uma experiência comunitária de acolhimento para os menos favorecidos. As igrejas pentecostais, em particular, criam fortes laços comunitários através da adoração com conotação espiritual, orações fervorosas e um ambiente acolhedor que busca atender às necessidades espirituais e emocionais dos fiéis. 
3 – Há uma forte valorização da experiência espiritual pentecostal, e valorizam a busca pela vida cheia do Espírito Santo, os dons espirituais, como curas, profecias e dom de línguas, como algo presente e operante no dia a dia da igreja. Estão muito focadas na família e nos valores morais geralmente conservadoras. As igrejas conservadoras enfatizam a manutenção de tradições bíblicas ortodoxas, crenças sólidas e a defesa da família tradicional. 
4 – Trabalham muito a questão da ação social e assistencial também voltados ao evangelho pentecostal. Muitas igrejas pentecostais desempenham um papel relevante na prestação de assistência social, preenchendo lacunas sociais, especialmente em comunidades mais carentes. São igrejas acolhedoras e visam a mudança de vida das pessoas. A "mudança espiritual" é apontada como um dos principais impactos positivos, trazendo nova perspectiva de vida, disciplina e esperança para muitos fiéis. 
5 – No quesito do protagonismo político e social, o crescimento dessas igrejas trouxe maior representação política, com foco na defesa dos valores costumes cristãos e influência no cenário público. Muito embora haja comunhão espiritual entre estas igrejas, existem diferentes objetos a serem alcançados. (1) Os pentecostais enfatizam mais o batismo com o Espírito Santo, a batalha espiritual, a cura divina e dons espirituais. (2) Os conservadores focam mais na doutrina bíblica tradicional, estudo aprofundado e, muitas vezes, têm uma liturgia mais formal. (3) O pentecostalismo, em especial, tem uma capacidade notável de encantar o mundo, oferecendo uma experiência religiosa viva e tangível em face de tamanha secularização e distanciamento dos princípios e valores da igreja primitiva de Atos dos apóstolos.
6 – Há muitos exemplos de diferentes igrejas de acordo com a época e seus líderes e membros; cada época, cada tempo, cada momento da igreja elas foram molhadas para viver o mais próximo da realidade das doutrinas principais do Evangelho. (1) Éfeso (Apocalipse 2:1-7) tinha muitos defeitos. Mas o principal defeito daquela igreja era que havia abandonado o seu primeiro amor. (2:4). (2) Mas o que é abandonar o primeiro amor? A queixa que o Senhor faz é o fato de que esses crentes haviam abandonado o primeiro amor. A palavra grega “aphiemi”, é traduzida como “abandonar” neste texto bíblico, tem um significado bem abrangente. A Concordância de historiadores define esta palavra da seguinte maneira: “enviar para outro lugar; mandar ir embora ou partir; de um marido que divorcia sua esposa; enviar, deixar, expelir; deixar ir, abandonar, não interferir; negligenciar; deixar ir, deixar de lado uma dívida; desistir; não guardar mais; partir; deixar alguém a fim de ir para outro lugar; desertar sem razão; partir deixando algo para trás; deixar destituído”. Essas expressões refletem, não uma perda que possa ser denominada como sendo meramente acidental, mas um ato voluntário de abandono, de descaso. (3) O Senhor Jesus tampouco está exortando esta igreja por não O amarem mais! Não se tratava de uma ausência completa de amor, pois ainda havia amor. No entanto, o amor deles havia perdido a sua essência, a sua intensidade e não era mais o amor que Ele esperava encontrar neles. 
7 - Esmirna (Apocalipse 2:8-11) – Muito embora fosse uma igreja agradável, era a igreja que sofreria perseguição por haver se juntado ao estado, e quando isso acontece em qualquer época, a igreja fica subserviente ao estado e à política. O resultado era e é que quem manda ou quem mandava na igreja eram os líderes políticos travestidos de religiosos. (2:10). (1) O Cristianismo surgiu no contexto de uma relação tensa entre os Judeus e o Império Romano. Jesus ensinou claramente o princípio da separação entre os dois reinos com a célebre declaração de Mt 22:21: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. No seu nascimento e na sua morte, Jesus experimentou a ira dos poderes constituídos de (Mt 2:3,13; 27:2,11,37; Lc. 23:2,8-12), porém o seu maior conflito foi com o sistema religioso, não com o sistema político, mesmo que a liderança politizada era muito forte. Outras referências aos governantes nos evangelhos são encontradas em: Mt 20:25-26; Lc 2:1-2; 3:1-2,19; 13:32; Jo 18:36; 19:11. (2) A atitude predominante de Atos é simpática às autoridades romanas. Procura-se eximi-las da responsabilidade pela morte de Jesus (2:23; 3:13,17); quando as autoridades perseguem os cristãos, é por instigação dos judeus, segundo eles (13:50; 14:5; 17:5-9);porém os cristãos são pacíficos e cumpridores da lei: eles são perseguidos injustamente, (16:19-22, 35-39; 18:12-16); em várias ocasiões, as autoridades os defendem, (19:35-40; 21:31-36; 22:25-29; 23:21-24); Mas Paulo reconhece a autoridade de César para julgá-lo (25:10-12). (3) As epístolas recomendam uma atitude de obediência às autoridades e intercessão por elas: Rm 13:1-7; 1 Tm 2:1-2; Tt 3:1; 1 Pe 2:13-14. Porém, em Apocalipse 13 o Império Romano é identificado com a besta que persegue os cristãos. O compromisso maior dos cristãos é com Cristo, o Senhor (Fp 2:11); a sua verdadeira pátria está nos céus (3:20). Isso relativiza a importância do estado e de todas as instituições humanas. 
8 - Pérgamo (Apocalipse 2:12-17). A igreja que precisava se arrepender por vários motivos. (Ap.2:16). (1) Como nós somos capazes de professar uma coisa e praticar outra? Isso é um escândalo aos olhos dos incrédulos. O escândalo da igreja de Pérgamo ecoou pelos séculos e chegou forte até em nossos dias e estes péssimos exemplos estão destruindo vidas quando não, lançando-as no inferno. (2) Podemos dizer que Pérgamo era uma igreja que pregava uma coisa e, na maior parte do tempo, praticava outra bem diferente. O pecado da igreja de Éfeso era a intolerância sem amor e o de Pérgamo era a tolerância sem arrependimento e sem ressentimento de ver as pessoas caminhando com passos largos para a perdição. O desafio para a igreja de Pérgamo continua sendo o mesmo desafio para as igrejas de nosso tempo em como professar a verdade e não praticar ou tentar esconder o erro? (3) Como enfrentar o martírio e permanecer fiel diante do mundanismo? Como confessar a verdade e se comportar segundo a verdade? Como ser puro na doutrina e no dia-a-dia? Como ser fieis sem fraquejar? Continuamos em busca de respostas, mas Jesus Cristo é a resposta e através do Espírito Santo nos guiará no bom Caminho. (4) A postura recomendada por Deus para os seus fiéis é que Ele, Jesus é a Verdade que liberta o mais vil pecador. De uma coisa o povo de Deus precisa estar certo, Deus conhece todas as coisas. Deus conhece todas as nossas obras, (Éfeso Ap 2.2), Ele conhece o nosso sofrimento (Esmirna Ap 2.9) e conhece também toda a nossa trajetória de vida Cristã e o nosso contexto, (Pérgamo Ap 2.13). Ele conhece as nossas motivações, sabe das nossas aflições e reconhece as pressões que sofremos. Por isso que quando ele olha para a igreja de Pérgamo ele diz: Ap 2.13, “Sei onde você vive… Contudo, você permanece fiel". (5) Onde eles viviam? Pérgamo era uma cidade com um passado glorioso. Historicamente, era a mais importante cidade da Ásia. Segundo um conhecido historiador “era a mais famosa cidade da Ásia”. Começou a destacar-se depois da morte de Alexandre, o grande, em 333 a.C. Foi capital da Ásia por quase 400 anos. Antes, foi capital do reino Selêucida até 133 a.C. Átalo III, rei selêucida, o último de Pérgamo, passou o reino para Roma em seu testamento e Pérgamo tornou-se a capital da província romana da Ásia. (6) Outros destaques de Pérgamo é que era um destacado centro do paganismo religioso, Ap 2.13 diz: “Sei onde você vive, onde está o trono de Satanás”. Ou seja o trono de Satanás não estava num edifício nem em algum lugar, fisicamente falando como hoje sugerem os defensores do movimento de Batalha Espiritual. Satanás não habita em lugares, mas em pessoas que ditam sistemas e promovem “culturas satânicas” em nome do aprendizado secular. (7) O trono de Satanás é caracterizado pela pressão e pela sedução. Onde Satanás reina, predomina a cegueira espiritual, floresce o misticismo, propaga-se o paganismo, a mentira religiosa, bem como a perseguição e a sedução ao povo de Deus. Em Pérgamo existia um grande panteão que era um templo arredondado, onde eram colocadas um conjunto de “divindades”. Havia altares para vários deuses em Pérgamo. No topo da Acrópole, ficava o famoso templo dedicado a Zeus, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Todos os dias se levantava a fumaça dos sacrifícios prestados a Zeus. Ainda em Pérgamo havia o culto a Esculápio, o Esculápio ou Asclépio era o “deus salvador”, o deus da medicina e o deus da cura da mitologia greco-romana, a serpente das curas. Seu colégio de sacerdotes médicos era famoso. Naquela época mantinha-se 200 santuários no mundo inteiro. A sede era em Pérgamo. Lá estava a sede de uma famosa escola de medicina. Para lá peregrinavam e convergiam pessoas doentes do mundo inteiro em busca de saúde. A crendice misturava-se com a ciência para muitos. (8) Galeno, médico superado apenas por Hipócrates, era de Pérgamo, as curas, muitas vezes, eram atribuídas ao poder do deus serpente Esculápio. Esse deus serpente tinha o título famoso de salvador. A antiga serpente assassina, apresenta-se agora como sedutora. O enfermo era levado para o templo. Deitavam-no no chão e aguardavam, se durante a noite alguma das centenas de serpentes soltas pelo recinto passasse sobre ele, o indivíduo era tido como curado. Ainda em Pérgamo estava o centro asiático do culto ao Imperador, e esse culto ao imperador era o elemento unificador para a diversidade cultural e política do império. No ano 29 a.C., foi construído em Pérgamo um templo ao imperador Augusto. O anticristo era mais evidente em Pérgamo do que o próprio Cristo. Desde 195 a.C, havia templos à deusa Roma em Esmirna. O imperador encarnava o espírito da deusa Roma. Por isso, divinizou-se a pessoa do imperador e começou-se a levantar templos ao imperador. Uma vez por ano, os súditos deviam ir ao templo de César e queimar incenso dizendo: “César é o senhor”. Depois, podiam ter qualquer outra religião. Havia até um panteão para todos os deuses. Isso era símbolo de lealdade a Roma, uma cidade eclética, de espírito aberto, onde a liberdade religiosa reinava desde que observassem esse detalhe do culto ao imperador. 
9 - Tiatira (Apocalipse 2:18-29), a igreja que se gabava de que sua maior virtude era que tinha uma profetisa, mas na verdade era uma falsa profetiza. (Ap. 2:20). (1) Na carta à igreja de Tiatira o Senhor Jesus elogia a igreja por suas boas obras, porém Ele também repreende a igreja por sua negligência em combater certas práticas e costumes pagãos que estavam sendo introduzidos na comunidade cristã enquanto a importância da disciplina aos membros faltosos era negligenciada. (2) O principal problema da igreja de Tiatira era que tinha um nome bem definido, “Jezabel”. Não é possível afirmar com exatidão se Jezabel era o nome real da mulher que pertencia àquela comunidade ou era o seu pseudônimo, já que o nome Jezabel ,mulher do rei Acabe. Jezabel e Acabe, relatados em 1 Reis 16-22 e 2 Reis 9, formaram um casal real mais idólatra e cruel de Israel, na Bíblia o nome Jezabel é sinônimo de sedução à idolatria e à imoralidade. (3) Seja como for, tal como a personagem do Antigo Testamento que foi mulher do rei Acabe, a mulher de Tiatira denominada Jezabel também se ocupava de influenciar e seduzir as pessoas à idolatria e à imoralidade. E a verdade é que em Tiatira Jezabel encontrava um ambiente muito propício para propagar o seu engano. (4) O grande erro da igreja de Tiatira como foi dito foi o engano das luxurias, da vaidade mundana e da idolatria; toda a vida econômica da cidade era organizada em associações religiosas comerciais. Cada associação possuía o seu deus patrono. Então era praticamente impossível pertencer à vida social e comercial da cidade sem ter de abraçar o culto ao deus de determinada associação. E uma vez introduzido em uma dessas associações, era esperado que o indivíduo participasse das festas pagãs que traziam grandes banquetes oferecidos à deidade patronal, e ainda muita imoralidade através dos rituais de prostituição religiosa. (5) Portanto, o cristão da igreja de Tiatira não tinha vida fácil. Se não participasse de uma associação, o crente era basicamente excluído da sociedade e passava por necessidade, fome, repressão e perseguição. Mas se ele resolvesse participar de uma dessas associações, então ele teria demandas que inevitavelmente o colocariam numa posição de infidelidade ao Senhor. Ou o crente de Tiatira negava o mundo e enfrentava as privações decorrentes disso, ou negava ao Senhor. (6) Nesse contexto foi que surgiu a autodeclarada profetiza Jezabel. Ela estava seduzindo os crentes de Tiatira a comerem dos banquetes sacrificados aos ídolos e a praticarem a prostituição. Ela pregava que os crentes tinham que conhecer “as coisas profundas de Satanás”, através da abominação do hedonismo e da sodomia. (Apocalipse 2:24). (7) Talvez ela apoiasse seu ensino em alguma vertente do dualismo grego que enxergava a matéria (corpo) como algo ruim e o espírito como algo puro e bom. Então ela ensinava que o crente podia explorar as coisas profundas de Satanás em seu corpo, sem que com isso prejudicasse o seu espírito. Na prática, Jezabel induzia os crentes de Tiatira a participarem de todo o paganismo da cidade, com a desculpa de que com isso eles estavam sendo introduzidos ao conhecimento das coisas profundas de Satanás. Parece que a ideia dela era que para vencer Satanás, os crentes tinham de conhecê-lo profundamente, e para se tornarem um cristão melhor, os crentes de Tiatira tinham que experimentar o pecado. 
10 - Sardes (Apocalipse 3:1-6) – O defeito daquela igreja é que tinha adormecido espiritualmente. (3:2). Após sua saudação inicial, o Senhor Jesus identificou o grande problema da igreja de Sardes: “Conheço as tuas obras, que tens nome que vives e estás morto”, (Apocalipse 3:1). (1) A igreja de Sardes tinha uma boa reputação diante dos homens, e uma péssima reputação diante de Deus. Sardes era uma igreja que vivia de aparências. Enquanto as pessoas visualizavam na igreja de Sardes uma aparência externa de espiritualidade, Deus enxergava a apatia espiritual que era a verdadeira condição intima daquela igreja. (2) A igreja de Sardes tinha falhado em ser o candeeiro através do qual o Evangelho brilha para o mundo. Sardes era uma igreja que não incomodava o mundo. Ao invés de influenciar a cultura de sua época para o bem, a igreja de Sardes é que era influenciada pela cultura mundana. A verdade é que a igreja de Sardes tinha falhado em ser Igreja, parecia mais um clube social, uma empresa religiosa, uma Organização Não Governamental, somente para encher os bolsos de seus líderes de polpudas verbas governamentais, fortalecendo os seus objetivos que eram somente materiais. (3) A instrução à igreja de Sardes foi de uma dura repreensão. Graciosamente o Senhor deu mais uma oportunidade à igreja de Sardes, Cristo chamou os crentes de Sardes ao arrependimento. Aquela igreja tinha de mudar radicalmente; era preciso despertar e fortalecer o pouco que estava prestes a morrer. (4) A urgência disso ficou claro quando Cristo afirmou que não tinha achado íntegras as obras da igreja de Sardes na presença de Deus, (Apocalipse 3:2). Exteriormente, a igreja de Sardes contava com todos os costumes religiosos, as tradições e as formalidades temporárias e atemporais. Mas seu culto era vazio; sua adoração era superficial; seu comprometimento com a obra do Senhor Jesus não era real. Sardes era uma igreja de obras incompletas diante de Deus. 
11 - Filadélfia (Apocalipse 3:7-13, (1) O aparente defeito, se é que se pode dizer que era defeito, é que a igreja tinha sofrido pacientemente porque era uma igreja amorosa e resolvia as questões mais difíceis em oração. (3:10). Fez tudo certo e foi grandemente perseguida. Deveria ter reagido e não aceitar certas acusações, mesmo porque tem um ditado popular que diz que “quem cala, consente", mas preferiram confiar cem por cento em Jesus, porque Jesus daria vitória aos seus fiéis. Então não vamos considerar como defeito, mas sim uma omissão proposital para preservar os neófitos e mais fracos na fé. (2) Filadélfia quer dizer amor aos irmãos , ou amor de irmão. Só que a igreja de Filadélfia não tinha amor só no nome, ela amava a Deus, os irmãos e as pessoas perdidas. Eles tinham amor pelas almas perdidas. Tanto é que lá no versículo 8 Jesus diz que “colocou uma porta aberta, que ninguém pode fechar.” Esta porta aberta era a porta do evangelismo. Era a porta da palavra. E pra provar que esta porta em Filadélfia era a porta da palavra, deixo para nossa meditação Colossenses 4.3 onde Paulo pede a igreja dizendo assim: “Orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo…” (Cl 4:3-4). (3) Em Filadélfia, Deus abriu a porta porque a igreja tinha amor pelas almas perdidas. E quando há amor, também há portas abertas. Quando amamos o que Deus ama, ele envia meios e condições, ELE abre portas. Se você ama a Deus, o próximo e a obra, Deus enviará portas na sua direção. Deus não abre portas se o amor não vier na frente. E quando ele abre ninguém fecha. 
12 - Laodicéia (Apocalipse 3:14-22). (1) A igreja com a fé morna. (3:16). Era uma igreja fria e morna, estava morta espiritualmente. É muito fácil ser crente dentro de uma igreja que aceita tudo. Assim era a igreja de Laodicéia. Na carta à igreja de Laodiceia, é dito que aquela era uma igreja morna. Essa era uma descrição simbólica para falar do estado de apatia espiritual daquela igreja. Laodiceia era uma igreja espiritualmente indiferente. Em termos práticos, aquela igreja estava confortável e acomodada ao mundo. O Senhor Jesus apontou de forma direta o erro daquela igreja. Os crentes de Laodiceia tinham um espírito de autossuficiência. Eles diziam: “Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma” (Apocalipse 3:17). Os crentes de Laodiceia eram orgulhosos e tinham sido influenciados pelo modo de vida daquela cidade. Os crentes de Laodiceia eram daquele tipo de pessoa que pensa não merecer nada menos que a bem-aventurança eterna. Em outras palavras, parece que os crentes de Laodiceia acreditavam que o Senhor não ousaria deixá-los fora do Paraíso. Eles não conseguiam enxergar o próprio pecado. Estavam acomodados em sua prepotência espiritual. Então, enquanto que aos olhos humanos aquela congregação se enxergava rica, abastada e tão realizada ao ponto de não precisar de nada, aos olhos do Senhor aquela igreja era vista como infeliz, miserável, cega e nu, despida, (Apocalipse 3:17). (2) A igreja de Laodiceia precisava comprar de Cristo algo que eles tinham desprezado á tempos. Há algo extraordinário na forma como o Senhor Jesus chamou aqueles crentes a comprarem dEle todas as coisas que precisavam. Se tudo isso realmente tinha a ver com a salvação, num primeiro momento parece até estranho que Cristo estivesse aconselhando alguém a “comprar a salvação”. Mas uma leitura um pouco mais atenta do texto bíblico revela o caráter desse conselho. A igreja de Laodiceia pensava ser rica, mas na realidade era miserável e pobre. Então, como alguém sendo pobre e miserável seria capaz de comprar ouro, vestes novas e remédio? A verdade é que por mais que alguém seja rico e abastado, ninguém é capaz de comprar as bençãos da salvação. Por isso, Deus convida os homens a comprar dele sem dinheiro, sem custo (Isaías 55:1). O nome disso é graça. (3) Na sequência, o Senhor Jesus falou àquela igreja que somente é disciplinado e corrigido aquele a quem Ele ama. Aquela igreja estava sendo suavemente convidada a se arrepender e a ser zelosa. Apesar de tudo, Cristo amava aquela igreja. Inclusive, o Senhor Jesus disse à igreja de Laodiceia que estava às portas, batendo repetidamente, e se alguém ouvisse a sua voz e abrisse a porta, Ele entraria na casa para juntos cearem (Apocalipse 3:19). Esse era um doce convite para a renovação de um relacionamento. (4) A igreja de Laodiceia recebeu a carta mais severa da parte de Cristo. Diferentemente das outras igrejas, em Laodiceia não havia nada elogiável. Porém, o Senhor Jesus Cristo buscava restaurar aquela igreja, e tinha um plano maravilhoso para ela. Tal como nas cartas direcionadas às outras igrejas, Cristo terminou a carta à igreja de Laodiceia com uma promessa, (Apocalipse 3:21). Aos vencedores, Ele prometeu uma eternidade de comunhão com Deus. Assim como Cristo participa do trono do Pai, Ele prometeu que os vencedores participarão do seu trono. Aquele que ouve a voz de Cristo e o recebe em sua casa, também será recebido por Ele na glória eterna. 
13 - As igrejas de hoje estão atualizando suas teologias e algumas até estão criando teologias próprias, com conceitos fascinantes e até encantadores, que são facilmente assimilados para endeusar seus líderes e fiéis religiosos daquela seita ou imitações de igrejas, porém estão concordando com todas as coisas que antigamente Deus já condenava como pecado dentro das 7 igrejas da Ásia tais como: (1) Prostituição, traição, incesto, pedofilia, poligamia, zoofilia, lesbianismo, homossexualismo; a Bíblia fala de efeminados em Apocalípse 21.8; adultério, fornicação, emburrecimento que é o ato ou efeito de emburrecer, tornar ou ficar burro ou estúpido, demente, praticando escárnio com Deus, zombarias, bebedices, glutonarias, vícios, falsidade intelectual e todo tipo de baixaria. Pessoas sem afeto natural, sem amor, sem compreensão, sem complacência, entenebrecidos por vontade própria; o ato de se tornar uma pessoa assim significa estar coberto de trevas, escurecido, obscurecido ou turvado. Isso revela um termo que descreve algo ou alguém que perdeu a clareza, a luz ou a transparência, tornando-se sombrio ou perdido na escuridão do pecado. Romanos 1:26-32. 
14 - O apóstolo Paulo já alertava na sua segunda carta a Timóteo 2 Tm. 3.1-13 da seguinte maneira: (1) Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfactuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, a eficácia dela. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles. Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, que variadas perseguições tenho suportado. De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 2 Timóteo 3: 1-13. 
15 - Podemos dizer que nos nossos dias de pós modernidade as igrejas não estão mais se importando com seus defeitos e não fazem nada para melhorar sua comunhão com Deus. O Deus deste século cegou grande parte das lideranças evangélicas, se não a maioria, para dar mais valor ao dinheiro e às propriedades que ele lhes garante, do que o valor de uma alma. Defeitos todas as igrejas teem. Defeitos todos os líderes evangélicos teem. Mas ainda tem poucos que mesmo tendo defeitos procuram adorar a Deus em espírito e em verdade. 
16 - Viver no primeiro século na região das sete igrejas da Ásia não seria nada fácil para os discípulos de Jesus e para os crentes em geral daquela época. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma ameaça mais organizada e mais poderosa que era o fracasso espiritual das lideranças das igrejas, com raríssimas exceções. A idolatria até parece que era oficial tanto quanto hoje. Estão juntando a religião à força do governo, ou seja das polpudas benesses governamentais, que prometiam e continuam fazendo uma perseguição perigosa aos verdadeiros cristãos daquelas cidades, tentando-os a “abandonarem” a sua fé deixando de valorizar em primeiro lugar o reino de Deus, Mateus 6.33 para melhorar as suas circunstâncias financeiras, patrimoniais e ou até para evitar a morte violenta dos distonantes das lideranças. Para vencer esta tentação, teriam que acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Tinham e teem que proceder como os Jovens amigos do profeta Daniel capítulo 3, que mesmo sendo lançados na fornalha de fogo ardente, aquecida sete vezes mais, não negaram sua fé em Deus, o Deus de Israel que os livrou da morte. Mesmo se morressem, as suas vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno Senhor como estavam firmados no Senhor. Jesus foi o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver, ressuscitou, para nos dar vida e vida com abundância. A religião não salva ninguém, mas Jesus salva, Jesus cura, Jesus liberta da escravidão do pecado, Jesus batiza com o Espírito Santo de Deus e em breve voltará para arrebatar a sua igreja. Fique sempre firmado no Senhor e lembre-se que igreja perfeita é só no céu. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.