segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

TRADIÇÃO CATÓLICA DA SEXTA FEIRA CHAMADA SANTA

TRADIÇÃO CATÓLICA DA SEXTA FEIRA CHAMADA SANTA. 


I - A definição de Jesus sobre adoração a Deus está bem clara no versículo de João 4.24. A expressão "adorar em espírito e em verdade" vem de um diálogo entre Jesus e a mulher samaritana no Evangelho de João, capítulo 4, versículo 24, onde Jesus disse: "Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". Jesus não menciona nenhum ser humano e nenhum objeto conhecido entre os homens que seja digno de ser adorado como santo ou com aparência de santo. 
A - A tradição católica da sexta feira chamada “santa” foi definida e inventada pelos homens. A tradição católica da cerimônia da sexta feira santa ou sexta feira da paixão, foi também e definida e inventada pelos homens. Se você é católico há pelo menos alguns anos e conhece um pouco da liturgia da tradição católica romana que celebrada na Sexta-feira Santa em igrejas católicas ao redor do mundo a adoração da Cruz na sexta-feira da paixão. Mas como essa tradição começou e o que ela significa para os católicos Romanos? 
B - Antes de mergulhar na história e na tradição desta importante parte da liturgia da igreja católica da Sexta-feira Santa ou da sexta-feira da paixão, é importante notar que em muitos lugares e em muitas literaturas do catolicismo Romano e sua tradição, existem termos exclusivos para serem usados referindo-se a este ritual como “veneração da Santa Cruz”, ao invés de utilizarem o termo “adoração da Santa Cruz”. Muitas pessoas ficam confusas com os nomes, mas tudo é a mesma coisa, em qualquer dicionário bíblico que você pesquisar você vai encontrar o significado das duas palavras, veneração e adoração da cruz, referindo-se ao termo “idolatria”. 
C - Este texto usa a terminologia tradicional do Missal Romano que é a adoração da Santa Cruz. Além disso, aqui, quando se faz referência à Cruz, está implícita também a ideia de crucifixo. Para entender melhor porque é prestado o culto de “latria” que é a Cruz de Cristo, e aos crucifixos que o representam, há uma grande defesa desta tese pela tradição Romana. Diz a referida tradição que houve uma busca de uma santa pela Vera Cruz. 
1 - Por volta do século VII, na Sexta-feira Santa, a adoração do madeiro da verdadeira Cruz tinha lugar em Roma. O Papa e outros caminhavam em procissão de São João de Latrão até a igreja da Santa Cruz e depois, com grande humildade, sem cobertura nem sapatos, adoravam o madeiro da Cruz. À medida que a Igreja crescia, e como só em algumas paróquias havia “fragmentos da Vera Cruz” usava-se uma cruz vazia sem a imagem de Jesus ou um crucifixo a ser adorado pelos fiéis na Sexta-feira Santa. “Hoje, uma cruz sem a imagem de Jesus crucificado não é mais comum em nossas igrejas, diz um bispo católico. 
2 - De fato, a Instrução Geral do Missal Romano diz: Deve haver também uma cruz, com a figura de Cristo crucificado sobre ela, onde seja claramente visível para a congregação reunida. Convém que tal cruz, que lembra aos fiéis a Paixão salvadora do Senhor, permaneça junto ao altar mesmo fora das celebrações litúrgicas. A sombria sacralidade de adorar a Santa Cruz na Sexta-feira Santa evoca até certo ponto a “Paixão salvadora do Senhor” segundo a mesma tradição. 
3 - Na Idade Média, tornou-se popular por algum tempo o costume de “rastejar” de joelhos até a Cruz. Diz-se que o venerando São Luís IX, Rei de França (1226–1270), foi de joelhos até a Cruz na Sexta-feira Santa, descalço, sem coroa, vestido de cilício, e seus filhos fizeram o mesmo. Na Inglaterra do século XVI, o Rei Henrique VIII (1509–1547) fez uma proclamação que incluía a veneração da Cruz: “Rastejando até a cruz e nos humilhando diante de Cristo na Sexta-feira Santa, ali nos oferecemos a Cristo, beijando-o em memória de nossa redenção, realizada por Ele na cruz”. A prática foi repetida várias vezes até o reinado de Elizabeth I (1558–1603), quando então foi suprimida. 
4 - O ato litúrgico da Sexta-feira Santa hoje consiste no seguinte: a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Igreja católica romana não celebra o santo sacrifício da Missa. Neste dia, os fiéis devem concentrar-se na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o dia mais triste conhecido pelo homem, dia em que o nosso Salvador morreu por nós na Cruz. Mais de dois mil anos depois, os cristãos católicos ainda se reúnem toda Sexta-feira da Paixão à tarde, por volta das 15h, para lembrar de maneira especial o que aconteceu no Calvário séculos atrás, relembrando o Cristo, sofredor e que foi executado pendurado num madeiro. 
5 - O símbolo pagão mais adorado e idolatrado por todo o mundo em todos os lugares e em todos os tempos pelos cristãos é a cruz. Muitos consideram a cruz como um símbolo do cristianismo, mas ela é originalmente um ídolo pagão. Muito antes da formação do cristianismo, a cruz havia sido usada como um símbolo da fé nas religiões pagãs. O Novo Testamento, escrito na época apostólica, não tem registro da cruz como um símbolo de igreja. Ao contrário, os apóstolos rejeitaram a adoração de ídolos e ensinaram que os idólatras não herdarão o reino de Deus por serem injustos (1 Co. 6:9-10). No entanto, como é que a cruz se estabeleceu firmemente no cristianismo? 
6 - A Origem da Cruz. A cruz originariamente não é um símbolo de fé que apareceu pela primeira vez após a crucificação de Jesus, mas se originou da antiga Babilônia. “A forma desta última (cruz) teve sua origem na antiga Caldéia, e foi usada como símbolo do deus Tamuz (estando na forma do místico Tau, a inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito”. A Caldeia era o território central da Babilônia. Na Babilônia, o “T”, a letra inicial do nome Tamuz, era usado como um símbolo religioso para adorá-lo. Isso foi propagado aos países vizinhos, e a cruz é encontrada nas relíquias de países antigos como o Egito e a Assíria. O costume de adorar a cruz continuou mesmo depois que o Império Romano foi estabelecido. 
7 - História da Introdução da adoração da Cruz no meio cristão. O uso da cruz na igreja começou nos dias de Constantino. Antes do Imperador Constantino legalizar o cristianismo, a igreja era perseguida pelo Império Romano e a cruz era usada como um instrumento para executar os cristãos. Em tais circunstâncias, era um absurdo que a igreja embelezasse a cruz, que era um instrumento terrível para a pena de morte, e a usasse como um símbolo do cristianismo. Na verdade, a igreja não ergueu a cruz durante cerca de 300 anos depois da ascensão de Jesus até o tempo de Constantino. 
8 - “O uso público da cruz foi adotado pelos cristãos como um símbolo na época de Constantino. Para os primeiros cristãos primitivos, cercados pela crucificação como um fato sombrio da experiência comum, não havia o perigo de embelezar a cruz pelo sentimento”. 
9 - Os cristãos devem usar a cruz como símbolo de adoração? Quando a expressão “a cruz” é usada, geralmente é empregada como uma metáfora, assim como a forca ou a guilhotina poderiam ser em tempos posteriores. A cruz representa o que Jesus realizou. Ao escrever aos Gálatas, Paulo usou a expressão “a cruz” para capturar em apenas duas palavras a imagem do sacrifício supremo de Cristo pelos pecados do mundo inteiro. “ Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. (Gálatas 6:14). 
10 - Também devemos considerar o procedimento romano de crucificação, tal como era usado para a pena capital. O termo “crucificação” tem origem na palavra latina “crux”, que significa cruz. Nas versões em inglês da Bíblia, lemos que Jesus foi crucificado numa cruz (stauros em grego). Stauros refere-se a um poste com ou sem travessa. Atos 5:30 e 10:39 dizem-nos que Jesus foi morto numa árvore ( xulon em grego). Esta palavra pode significar uma árvore, um porrete, um bastão ou outro objeto de madeira. 
11 - Embora as informações sejam limitadas, as evidências históricas e arqueológicas mostram que os romanos geralmente usavam uma trave transversal, e não apenas um poste vertical, ao crucificar indivíduos. Essa trave transversal ficava sobre o poste vertical ou o atravessava em algum ponto de seu quadrante superior. A viga que Jesus foi obrigado a carregar (João 19:17) e que Simão de Cirene ou Simão Cirineu carregou para ele depois que Jesus desmaiou de exaustão, (Lucas 23:26) era provavelmente a trave transversal que mais tarde foi fixada ao poste ou árvore vertical. Não há indicação nos Evangelhos de que a crucificação de Jesus tenha sido de alguma forma diferente da crucificação romana padrão. 
12 - Um Dicionário de Teologia bíblica afirma: “Parece que os relatos evangélicos da morte de Jesus descrevem um procedimento romano padrão para crucificação”. Podemos concluir que o instrumento usado na crucificação romana padrão tinha algum tipo de formato semelhante a uma cruz. A forma da cruz de Cristo não é o que importa. O que aconteceu ali, quando o Filho de Deus deu a sua vida para pagar pelos pecados de toda a humanidade, é de suma importância. Para todos os que creem em Cristo e o aceitam como Salvador e Senhor, o seu sacrifício nos reconcilia com Deus e nos salva da pena de morte que nossas vidas pecaminosas acarretaram. Por isso sempre digo que devemos adorar a Jesus e não a cruz. A cruz não tem mérito nenhum na morte vicária de Jesus; todo o mérito de adoração é do Senhor Jesus que Deus a Sua vida para morrer em nosso lugar. 
13 - Como o segundo dos Dez Mandamentos de Deus proíbe estritamente o uso de objetos na adoração, a Igreja Evangélica não deve usar a figura ou imagem de uma cruz em seus cultos nem ensinar a prática de "fazer o sinal da cruz" após a oração. Os membros das igrejas evangélicas pentecostais também não usam cruzes como símbolos de devoção. Referimo-nos à cruz da mesma forma que as Escrituras se referem a ela, ou seja, como uma referência direta ao instrumento usado para tirar a vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ou como uma figura de linguagem que simboliza a morte expiatória de Cristo por nós. 
14 - Desvendando o mistério da confusão das palavras que no fundo o dicionário define que são a mesma coisa. À acusação de adorar Maria e os santos, os católicos muitas vezes afirmam que “veneram”, e não adoram, a eles. Venerar é ter grande respeito ou reverenciar. A veneração pode ser definida como "respeito ou reverência dirigidos a alguém devido ao seu valor ou grandeza". 
15 - A definição mais simples de adoração é “atribuir valor”. A adoração pode ser mais completamente definida como “mostrar respeito, amor, reverência ou adoração”. Com base no dicionário, não há uma diferença clara entre veneração e adoração. Na verdade, veneração e adoração são frequentemente usadas como sinônimos uma para a outra. Mas as definições de dicionários não são o ponto principal. Não importa o que seja chamado. A Bíblia não instrui em lugar algum os seguidores de Jesus Cristo a oferecer adoração, veneração ou algo semelhante a ninguém além de Deus. 
16 - Em lugar nenhum do Novo Testamento os seguidores de Jesus Cristo adoram, veneram ou aceitam serem adorados em lugar de honra, sempre afirmaram: não adoram ninguém além de Deus. Eles também não aceitaram receber adoração. Pedro se recusou a receber adoração de Cornélio, (Atos 10:25–26), e Paulo e Barnabé foram igualmente categóricos de que as pessoas de Listra não os venerassem, (Atos 14:15). Duas vezes no livro do Apocalipse (Apocalipse 19:10; 22:8), o apóstolo João começa a adorar um anjo, e o anjo o instrui: “Adora a Deus!” Maria e os santos que foram para o céu antes de nós diriam a mesma coisa: “Adora a Deus!” 
17 - A Igreja Católica romana tem diferentes graus de adoração: Dulia, Hiperdulia e Latria. Dulia é a honra dada aos santos. Hiperdulia, segundo a tradição da igreja católica é a honra dada somente a Maria, como a “maioral dos santos”. Latria é a honra dada somente a Deus. Em contraste, a Bíblia sempre atribui honra, no contexto de adoração, somente a Deus, (1 Crônicas 29:11; 1 Timóteo 1:17; 6:16; Apocalipse 4:11; 5:13). Mesmo que houvesse apoio bíblico para diferentes níveis de adoração, ainda não haveria apoio bíblico para oferecer níveis mais baixos ou menores e muito menos de níveis maiores de adoração de qualquer ser humano além de Deus. 
18 - Somente Deus é digno de adoração, louvor, (Neemias 9:6; Apocalipse 4:11; 15:4) e ou veneração, não importa como seja definido. O valor de Maria, que foi honrada por Deus para ser a mãe de Jesus, vem do fato de que Deus a escolheu para um papel glorioso e a salvou de seus pecados através da morte de Jesus Cristo na cruz do calvário, (Lucas 1:47). O aparente valor dos santos ou honra especial que um ser humano possa ter vem do fato de que Deus os salvou, os transformou, e então os usou de maneiras poderosas e surpreendentes, mas não que eles fossem superiores ou melhores do que a qualquer um dos salvos, quem os salvou foi Jesus que continua a salvar a todos os que nEle crer. Que todos nós, como fez Maria, os profetas, os apóstolos e todos os que arrependeram de seus pecados, até e inclusive os que podem ser considerados santos pelos homens, caiamos de joelhos no chão e adoremos ao Único que é digno de ser adorado, Jesus Cristo o Filho de Deus, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que perdoa e salva o mais vil pecador que a Ele se converter. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

DEUS SE AGRADA DE NOSSAS BOAS OBRAS

DEUS SE AGRADA DE NOSSAS BOAS OBRAS. 


I - As boas obras são influenciadas pelo Espírito Santo. O apóstolo Paulo adverte ao jovem obreiro Tito líder, como deve ser o comportamento dos cristãos na sociedade em geral. O apóstolo em Tito capítulo 2 fala sobre procedimento do cristão no trabalho, nos relacionamentos e que todos deviam fugir do pecado da língua. Paulo ainda diz que os Cristãos devem ser influenciados pelo Espírito Santo, pois fomos lavados pelo precioso sangue de Jesus. 
II - Tito tem sobe a sua responsabilidade defender à fé evangélica ou dos cristãos e evitar a todo custo às discussões loucas das religiões e debates improdutivos que não edificam em nada a vida espiritual. Devemos ser influenciados pelo Espírito Santo em tudo nas nossas vidas. 
III - O apóstolo Paulo dá destaque para o bom relacionamento dos cristãos com a sociedade. E para Tito como devia ensinar os irmãos de Creta a viver a vida com equilíbrio e de boas obras. Fugir da calúnia, difamação, mentiras, ou seja, da língua maldosa do pecado. Antes da conversão em Cristo, vivíamos errantes pelo caminho e amantes do pecado. Mas com Cristo tudo isso ficou para trás. Vivemos agora uma nova vida em Cristo. Tito ensina o nosso dever de defender a fé e evitar as discussões improprias. 
A – O apóstolo Paulo ensina a Tito o dever de empenhar-se no ensino da sã doutrina das escrituras sagradas e defendê-la à todo custo e devoção. Por este motivo devemos evitar conversas tolas e intermináveis que não edificam o corpo de Cristo. As discussões improdutivas só trazem desgaste à fé em Jesus. Por isso Paulo ensina aos seus obreiros a ter cuidado com pessoas que procuram dividir a igreja. Paulo diz que exorta-las é o seu Papel. 
B - Paulo envia a Tito irmãos para ajuda-lo nessa nobre missão de edificação da igreja de Deus. Pois a obra de Deus não é feita por uma pessoa, mas com a colaboração dos membros do corpo de Cristo. Paulo fala sobre o quanto a improdutividade é prejudicial ao verdadeiro Cristão e à pregação do evangelho do Senhor Jesus. O Senhor nos chama para sermos produtivos no seu reino e para darmos muitos frutos dignos de arrependimento e verdadeiros frutos que agradam a Deus. 
C - Tito 3.1-15 nos dá uma visão panorâmica daquilo que o apóstolo Paulo queria expressar. 3.1, Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra; 3:2, Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens. 3:3, Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. 3:4, Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, 3:5, Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, 3:6, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; 3:7, Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. 3:8, Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens. 3:9, Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs. 3:10, Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, 3:11, Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado. 3:12, Quando te enviar Ártemas, ou Tíquico, procura vir ter comigo a Nicópolis; porque deliberei invernar ali. 3:13, Acompanha com muito cuidado Zenas, doutor da lei, e Apolo, para que nada lhes falte. 3:14, E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos. 3:15, Saúdam-te todos os que estão comigo. Saúda tu os que nos amam na fé. A graça seja com vós todos. Amém. 
D – Aprendendo a obediência às autoridades. A salvação pela graça nos leva a essas boas obras. A obediência às autoridades inclui nosso entendimento do que é a salvação pela graça. Cujo entendimento nos leva às praticas das boas obras. Tito 3:1-11, 1. Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, (aqui Paulo pede a Tito que lembre aos irmãos de Creta que respeitem as autoridades constituídas em sua localidade. Eles devem ser bons cidadãos para a sociedade e também na obra de Cristo, para contra prova do que muitos diziam deles), (Tito 1:12). 
1 – Tito 3:2. 2.”não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens”. Devemos manter boas relações de cordialidade e sinceridade para com todos. Respeito às autoridades civis e viver em paz com seu próximo. Tudo isso refletiria positivamente na fé cristã e, portanto glorificaria a Deus. 
2 – Tito 3.3, 3.”Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”. A palavra outrora aplicada aqui tem significado de antes da conversão em Cristo. Quando eles viviam no pecado e suas praticas de desobediência e maldades uns com os outros. Mas agora em Cristo é uma nova vida e a vivência de um comportamento que glorifique a Deus. 
3 – Tito 3.4, 4.”Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos”, revela que Jesus é o ápice do amor de Deus por toda humanidade. Por ele conhecemos a graça de Deus que nos salva da escravidão do pecado. 
4 - Tito3.5, 5.”não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, sendo assim nossas obras não pode nos salvar. O processo da salvação é a misericórdia de Deus sobre a humanidade. Pelo Espírito Santo vivemos uma nova vida em Cristo Pois por ele fomos regenerados em Deus. 
5 - Tito3.6, 6 “que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”. Jesus prometeu que o consolador viria, o Espírito da verdade e ele habitará em nós para sempre. (Lucas 24:49, Atos 1:4-5, Atos 2:33). 
6 – Tito 3.7, 7 “a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. A justificação do Cristão por meio da graça de Deus nos fez ter o direito de sermos co-herdeiros com Cristo em seu reino futuro, na sua segunda vinda. 
7 – Tito 3.8, 8 “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens”. O apóstolo Paulo declara que o que escreveu é de crucial importância para vida cristã de fé da igreja. Uma vida de fé edificante vive para construir outras vidas para louvor e a adoração a Deus. 
8 – Tito 3.9, 9 “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis. Tito 3.10, Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, Tito 3.11, pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada”. O apóstolo Paulo alerta a Tito pra evitar qualquer tipo de perversidade que contaminasse a igreja. Evita aqueles que gostam de plantar discórdias e conversas inúteis que não te faz crescer espiritualmente e também como pessoa de bem. 
9 – O apóstolo Paulo trás recomendações particulares e as costumeiras saudações e as bênçãos finais, conforme está em todas as suas cartas. (Tito 3:12-15). Paulo sempre dizia Graças a Deus por seu precioso dom inefável, e pelo Seu dom gratuito indescritível e inexprimível 2 Coríntios 9:15. Assim como Jesus, Paulo agradecia a Deus por muitas coisas. Ele agradecia a Deus porque as pessoas o receberam como ministro, agradecia pelos seus parceiros, pelas igrejas que fundou. E Paulo agradecia a Deus pelas pessoas nas igrejas. Em 2 Coríntios 2:14, o coração grato de Paulo é demonstrado quando ele diz: “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo, como troféus da vitória de Cristo, e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento!”. Paulo sabia que é pela graça de Deus que recebemos cada coisa boa que Ele decide nos conceder. Podemos seguir o exemplo de Paulo e dedicar nossa vida a dar graças a Deus porque Ele fez de nós troféus da vitória de Cristo. 
10 – Tito 3.12, 12 “Quando te enviar Ártemas ou Tíquico, apressa-te a vir até Nicópolis ao meu encontro. Estou resolvido a passar o inverno ali”. Tito 3.13, 13 “Encaminha com diligência Zenas, o intérprete da lei, e Apolo, a fim de que não lhes falte coisa alguma”. O apóstolo Paulo na caminhada do evangelho teve muitos auxiliares dedicados ao reino de Deus e não gostava que lhes faltasse bem algum, principalmente os alimentos e os pergaminhos, que ele chamava de “os livros”. 
11 - Nessa carta a Tito ele fala sobre esses queridos irmãos, seus companheiros na jornada das missões: 1.Tíquico (Atos 20:4, Efésios 6:21, Colossenses 4:7, 2 Timóteo 4:12). 2.Apolo também era outro companheiro de Paulo na evangelização, (Atos 18:24 – 19:1, 1 Corintios 1:12). Havia também como auxiliar de Paulo um homem chamado de Zenas. Ele era um doutor da lei. Paulo pede a Tito que o encaminhe com cuidado. Não se sabe o motivo, mas com certeza foi convertido a Cristo e deixou o legalismo farisaico. 
12 – Tito 3.14, 14 “Agora, quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos”. O apóstolo Paulo no final da carta pede que os irmãos Cretenses pratiquem as boas obras em favor dos necessitados. Que eles vivam dando bons frutos de justiça para a glória de Deus. Um dia a recompensa chegará para aqueles se dedicaram em fazer o bem. Apocalipse 22:12. 
13 – Tito 3.15, 15 “Todos os que se acham comigo te saúdam; saúda quantos nos amam na fé. A graça seja com todos vós. O apóstolo Paulo manda saudações para Tito e para igreja em Creta. Os que estavam com Paulo também mandam saudação a Tito e aos irmãos. Ele termina transmitindo a bênção pastoral dizendo: Que a Graça de Deus esteja com cada dos irmão Cretenses. 
14 – O apóstolo Paulo nos recomenda, nos lembra em Efésios 2 10, “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Muito se tem discutido ao longo dos séculos acerca do lugar das boas obras na nossa salvação. Alguns pensam que as boas obras são a causa da salvação; outros defendem que as boas obras cooperam para a salvação. O que a Bíblia diz? As boas obras são a evidência da salvação. A salvação é pela graça mediante a fé para as boas obras. Não somos salvos pelas boas obras, mas para realizarmos as boas obras. As boas obras não são a causa, mas a consequência da salvação, a consequência da nossa conversão, a conversão da nossa libertação do domínio do pecado. 
15 - No texto em tela de Efésios 2.10, o apóstolo Paulo nos ensina três verdades importantes: (1) Em primeiro lugar, aqueles que são salvos pela graça expressam o amor de Deus ao próximo pela prática das boas obras. O veterano apóstolo já havia afirmado, de forma categórica, que a salvação é pela graça mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus. (Ef 2:8a). Já havia declarado que a fé não é meritória, mas um dom de Deus (Ef 2:8b). Outrossim, já havia enfatizado que a salvação não é pelas obras da carne para que ninguém se glorie, (Ef 2:9). Agora, declara que somos feitura de Deus, ou seja, somos o poema de Deus, de onde emana a expressão eloquente do amor de Deus ao próximo. Deus assiste ao necessitado usando os braços dos que foram salvos. Ele visita ao enfermo, levando os salvos para acalentar os doentes. Somos a sonoridade do amor de Deus estendido a todos os homens. (2) Em segundo lugar, aqueles que são salvos pela graça são criados em Cristo Jesus para as boas obras. As boas obras expressadas pelas salvos não procedem deles mesmos, mas de Jesus. Ele é a fonte, e nós distribuímos o que emana dessa fonte. Ele, Jesus Cristo, é o manancial, e nós os canais que levamos essas águas restauradoras. Dele procede toda inspiração e poder para a realização das boas obras. Fomos criados em Cristo Jesus para esse propósito. Portanto, quando os salvos praticam boas obras não têm de que se vangloriar. Eles não são a origem das boas obras, apenas seus instrumentos. O que de bom fazemos não procede de nós mesmos, mas de Jesus. Ele é a Videira verdadeira, nós os ramos. Ele é a cabeça do corpo, nós os membros. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. Romanos 11.36. (3) Em terceiro lugar, aqueles que são salvos pela graça foram preparados de antemão para a prática das boas obras. Deus não apenas nos preparou para as boas obras, mas, também, preparou as boas obras, de antemão, para que andássemos nelas. Deixar, portanto, de praticar boas obras é desviar-se do propósito eterno de Deus. Fomos criados para isso. Fomos destinados para isso. Essa é a nossa vocação. Essa é a nossa missão. Para isso existimos. Deus preparou as boas obras para nós e nos preparou para as praticarmos. Consequentemente, a salvação não procede das boas obras; as boas obras é que procedem da salvação. As boas obras não são a causa, mas a consequência da salvação. Não somos salvos pelo que fazemos, mas pelo que Cristo Jesus fez por nós. Ele é a fonte e a inspiração para praticarmos as boas obras, que glorificam a Deus e abençoam o próximo através de nós. 

Deus abençoe você e sua família. 

Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

AS PROVIDÊNCIAS DE DEUS PARA SERMOS SALVOS

AS PROVIDÊNCIAS DE DEUS PARA SERMOS SALVOS. 


I - “Deus já fez tudo da parte dEle para você ser salvo, falta você querer ser salvo, falta você levantar a sua mão e aceitar a Jesus como Seu único e suficiente Senhor e Salvador da sua alma para você ser salvo. Jesus te ama e quer te salvar”. Fomos libertos para sempre da escravidão do pecado mediante o sacrifício vicário (substitutivo) de Jesus Cristo o unigênito filho de Deus. Ele morreu por nós na cruz do calvário e nos libertou da lei do pecado e da morte. Colossenses 1.13. A libertação do pecado e suas consequências são visíveis na vida daqueles que foram libertos. Como uma semente plantada dentro do solo que procura a vida “buscando” o Sol, da mesma forma as nossas almas são atraídas para cima pelo desejo de Deus e em busca do “Sol da Justiça”, o Senhor, como afirma Malaquias 4:2. O SENHOR nos chama “das trevas para a Sua maravilhosa luz”, (1 Pedro 2:9); Ele nos chama para despertar, para crescer, e para chegar à plenitude de vida como está escrito: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”, João 10:10b. Ser chamado para “fora da escuridão” significa ser liberto dessas forças espirituais das trevas que nos mantiveram em cativeiro. Quando nos voltamos para a Luz Divina como sendo o nosso sustento, a nossa cura, somos libertados da dor, dos nossos medos e da loucura do mal, (como está escrito: “para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a Sua maravilhosa luz e da potestade de Satanás para Deus”, Atos 26:18a). “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. (2 Timóteo 1:7).
II - A salvação é o livramento de uma situação muito ruim. Na Bíblia, a salvação se refere principalmente à libertação do pecado e todas as suas consequências. Somente Jesus pode nos salvar do pecado e da escravidão das trevas. A salvação implica que estamos em uma situação ruim e precisamos de uma mudança para melhor. Também implica uma ação propositada de alguém (o salvador) para trazer essa mudança. A salvação é completa quando a situação está mudada e o perigo ou o problema foi completamente eliminado. Por exemplo, uma pessoa que está se afogando está em uma situação ruim e precisa de salvação. O nadador salva-vidas que vem e o ajuda é o salvador. A salvação em si, é todo o processo a partir do momento em que o salva-vidas pega na pessoa que está se afogando até o momento em que saem da água. 
III - A salvação é somente em Jesus. Não existe outro Salvador, só Jesus Cristo salva. Todos nós estávamos ou estamos estamos em uma situação ruim, insustentável. Todos pecamos e o pecado tem muitas consequências negativas. Por causa do pecado, ficamos separados de Deus, que é a fonte de toda a vida, e por isso somos destinados a morrer, ficando eternamente separados de Deus (Romanos 6:23). O pecado também nos escraviza, nos compelindo a fazer muitas coisas erradas. Ninguém consegue se salvar sozinho do pecado e das suas consequências. O preço é demasiado alto e estamos presos. Toda a humanidade precisa de um salvador. Por isso, Deus enviou Jesus para nos salvar. Com sua morte e ressurreição, Jesus pagou o preço do pecado e nos deu a chance de sermos salvos, (João 3:16-17). Através de Jesus, podemos ficar novamente unidos a Deus. Jesus é o redentor que veio nos salvar, Ele é o nosso salvador. 
A - Jesus é o único caminho para a salvação. Jesus mesmo disse: “Eu sou o Caminho e a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim” Jo. 14.6. A Bíblia diz que a salvação vem somente de Jesus. Sem a ajuda de Jesus, ninguém consegue se salvar. Não há outra forma de ser salvo, (Atos dos Apóstolos 4:12). Para receber a salvação, basta crer em Jesus como seu salvador (Romanos 10:9-10). Isso significa reconhecer que o pecado é ruim e que você precisa ser salvo dele, acreditar que Jesus morreu por você e ressuscitou, e decidir mudar de vida, pelo poder de Jesus. A partir desse momento, você está salvo 
B - Quando você crê, Jesus lhe salva da condenação do pecado. Você agora não precisa ter medo do castigo eterno! Você também não é mais escravo do pecado. Ao longo de sua vida, Jesus vai lhe ajudar a lutar contra o pecado e a viver de maneira diferente. Isso também faz parte do processo de salvação. E, um dia no Céu, você será completamente livre de todas as consequências do pecado. A salvação se completa na vida eterna. A obra de redenção do salvador Jesus foi completa. 
C - Fomos libertos da escravidão do pecado, graças a Deus e hoje vivemos a liberdade com que Cristo nos libertou. A escravidão durou muitos anos no Brasil até que um dia a rainha Isabel aboliu a escravatura no Brasil em 13 de maio de 1888. Mas eu quero lhe dizer que existem escravos desde quando o Brasil foi descoberto até os nossos dias; e mesmo antes do Brasil ser descoberto já existia a escravidão. Estou falando de uma escravidão diferente, não é da escravidão comumente conhecida que estou falando. Quando se coloca as pessoas para fazer trabalho escravo nós ficamos revoltados de como pode um ser humano escravizar outro ser humano, simplesmente por causa de sua autoridade ou do seu poder aquisitivo. 
1 - Mas sabia que você pode estar sendo contado como escravo nesse mundo, mesmo tendo dinheiro, bens, mesmo vivendo regaladamente, não importando com sua raça, crença, cor, conhecimento... a Bíblia diz: Jo 8.34 "Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado". Agora que você já sabe que existem outros tipos de escravidão, quero convidar você a sair dessa vida de pecado, para que você possa viver como uma pessoa livre neste mundo, não sendo mais escravo do pecado; milhões e milhões de pessoas sabem que são escravos dos vícios, das drogas, da idolatria, da feitiçaria, da pornografia, do adultério, da prostituição, etc, e etc, mas existe UM que morreu e ressuscitou para nos garantir a libertação e nos perdoar todos os pecados e nos livrar da lei da escravidão; 
2 - Jesus Cristo Salva, Jesus Cristo cura, Jesus Cristo Liberta, Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo e em breve Jesus voltará para arrebatar a sua igreja. Em Romanos 7.22 e 23 diz: "Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna. Romanos 6.23 nós esclarece sobre a nossa necessidade de aceitarmos a Jesus urgentemente: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. 
3 - Porque Jesus Cristo é o Salvador. Por que a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Tt.2.11. Nesta postagem desejo tratar algo maravilhoso, a respeito de algo sublime, incomparável, grandioso, algo maravilhoso aos nossos olhos. Isso mesmo, a respeito da grandiosa salvação que Cristo efetuou na cruz do calvário por toda a raça humana. Hoje em dia poucas pessoas param para meditar (refletir, pensar, ponderar, analisar) no que significa a morte de Cristo naquela cruz, a maioria pensa que Cristo morreu na cruz por eles e pronto, ou seja, só morreu para salvar a humanidade e automaticamente estão salvos. No entanto, não é bem assim. Nesta postagem afirmei que iria falar de algo sublime, maravilhoso aos nossos olhos, o que pode ser isso? Se você olhando no título percebeu o sentido da mensagem, irá compreender mais a fundo ao ler esta reflexão. Então, prossigamos.
4 - Ao falarmos sobre o sacrifício de Cristo, falamos sobre algo que mudou o destino da raça humana. Isso mesmo. Algo que mudou o destino da raça humana. Destino é o processo pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas caminham ou se direcionam e, você sabe para onde a humanidade caída e involuida em relação a Deus está indo? Já parou para pensar na situação dissoluta que a humanidade está vivendo? Sabe qual o propósito de Cristo ter vindo ao mundo? Antes de prosseguirmos leia estes versículos: Carta de Paulo aos Romanos. Cap. 3 e Vers. 23, diz assim, “Por que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus...”. Ainda na mesma carta. Cap. 6 e Vers. 23a nos diz: “Porque o salário do pecado é a morte...”, agora leia: Carta de Paulo ao Efésios. Cap. 2 e Vers.1-3 que diz: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da nossa carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”. 
5 - Note que o apóstolo Paulo ao enviar as cartas para as igrejas daquelas regiões, enfatizava o estado pecaminoso da raça humana (vers. 23 do capítulo 3) e também mostrava o resultado desta mesma situação pecaminosa (vers. 23 do cap. 6). Não somente os apóstolos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo enfatizavam a pecaminosidade da raça humana, mas desde que o homem pecou no jardim do éden que a humanidade inteira vive desta maneira. Lembro-me de que estes dias, um irmão publicou um estudo bíblico com o seguinte tema ou com seguinte pergunta: Deus sabia que Adão iria pecar? Deus criou o ser humano em estado pleno de inocência, mas deu ao ser humano a capacidade de escolher o que fazer da sua vida, Deus mostra o que é pecado, mas só comete pecado e vive pecando quem decidiu, pelo seu livre arbítrio, que quer continuar pecando. Mas Deus na Sua infinita misericórdia no deu e nos mostrou o Caminho, que é Jesus para nos livrar da escravidão do pecado. 
6 – O apóstolo Paulo nos mostra em suas epístolas pastorais com muita profundidade que Deus, que é conhecedor de tudo, tem amado sua criação com Seu grande amor através de Jesus Cristo nosso eterno Salvador. Os versículos que citei a pouco, mostram o estado da raça humana em relação ao Deus todo poderoso, veja: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. A primeira expressão de Paulo em concordância com as escrituras sagradas é essa, que toda a raça humana, independente de cor, raça, língua, nação, pecaram, ou seja, transgrediram os mandamentos divinos, erraram o alvo e, como consequência estão destituídos, estão distanciados, estão afastados da glória de Deus. Isso mesmo, a palavra de Deus deixa claro que o homem no seu estado em que vive está distanciado do seu criador. A humanidade em geral da maneira que vive, não tem condições de estar em comunhão com o Deus criador, por quais razões? Em primeiro lugar, Deus é santo, ou seja, separado do pecado e, a humanidade vivendo em pecado não pode achegar-se a Deus da maneira que está sem que seja santificada pelo sangue de Jesus da mesma maneira que é Santo aquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Veja o que diz o profeta Isaias. Cap. 59.2, “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça...”. 
7 - O profeta Isaias, independente que o povo quisesse ouvir ou não, teve que falar a realidade da sua época, em que, Deus estava separado do povo por causa do pecado que os mesmos cometiam. É por isso que diz: As vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus. Agora, veja o que diz a palavra de Deus anteriormente citada: “porque todos pecaram..”. e “o salário do pecado é a morte...”, (Rm.3.23;6.23) então não há como o ser humano escapar do juízo Deus. 
8 - Talvez ao ler os versículos acima, o amado leitor pense: “quer dizer que se Cristo não houvesse vindo ao mundo a humanidade estaria perdida?” Exatamente, por isso disse que Cristo mudou o destino da raça humana. Se Cristo não houvesse vindo ao mundo, a humanidade estaria perdida para sempre, mas, Deus com o seu grande amor com que nos amou, enviou o seu filho Jesus Cristo, o Salvador por excelência, para mudar essa trajetória que antes estávamos seguindo, a trajetória da condenação eterna. É por isso que Paulo diz: “E vos vivificou, estando vós mortos em vossos delitos e pecados, ”essa era a nossa situação antes de conhecermos a Cristo, antes de andarmos nos seus preceitos, antes de sermos novas criaturas, ou seja, estávamos mortos, não fisicamente, mas espiritualmente, sem condições de termos um relacionamento com o Criador. Mas, Cristo abriu a porta para que toda a raça humana aceite este grande sacrifício e tenha vida e vida com abundancia. 
9 - No entanto, devo destacar caro leitor que você de livre e espontânea vontade deve escolher se deseja receber este sacrifício ou não, Cristo morreu por você, deseja salvá-lo, Ele ama você. Mas, você deve tomar a sua decisão, pois, o sacrifício de Cristo não te salvará automaticamente, você deve tomar a sua decisão e aceita-lo de todo coração. Não perca tempo, entregue sua vida a Jesus, você verá a grande transformação que Deus vai fazer na tua vida. Cristo pode e quer te salvar independente do que você já fez. Para isso ele veio, para buscar e salvar os perdidos (Lc. 19.10). Aceite Jesus hoje mesmo, Jesus é o nosso salvador, o Salvador e senhor de todos os homens, de todos os que nEle crer.
10 - Atos. 4.12 diz: “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos”. 1Tm. 4.10 diz: “Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Efésios 2.8-9 nos ensina teologia do conhecimento de Deus e é “a ciência ou estudo que se ocupa de Deus, sua natureza, seus atributos, e suas relações com o homem e o universo”. 
11 - A teologia se subdivide em diversas áreas tais como: bibliologia, cristologia, pneumatologia, antropologia, eclesiologia, escatologia, angelologia e soteriologia, dentre outras matérias. A soteriologia é a área da teologia que estuda a doutrina da salvação. Essa é uma das doutrinas mais importantes para os Cristãos. Afinal, como disse o próprio Senhor Jesus Cristo o Salvador, não adianta nada ganharmos o mundo inteiro e perdermos a nossa alma, (Lc 9.25). 
12 - Todos precisam de salvação, porque todos são pecadores. De acordo com a Escritura, o pecado entrou no mundo através de Adão, e por meio dele foi transmitido para todos os seus descendentes, (Rm 5.12). Não somos pecadores porque pecamos; pecamos porque somos pecadores. Todos pecamos (Rm 3.23), e o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Por isso, a salvação que Cristo veio nos oferecer é salvação do pecado: seu castigo, seu domínio e sua presença, (Mt 1.21). Na conversão, fomos salvos do castigo do pecado. Na santificação, estamos sendo salvos do domínio do pecado. E na glorificação, seremos salvos da presença do pecado. Estes são os três tempos da salvação. 
13 – A salvação só é possível pela graça, só é possível em o nome de Jesus. Não podemos salvar-nos a nós mesmos. Nada de certo que fizermos apagará aquilo que fizemos de errado. A salvação não é um prêmio a ser alcançado, e sim um presente a ser recebido. Para isso, Deus enviou-nos o seu filho amado Jesus Cristo, o Salvador por excelência, só Ele pode salvar o ser humano, não existe outro caminho, não existe outro Salvador, só Jesus Cristo salva. (Jo 3.16). 
14 – Jesus Cristo morreu para pagar o preço dos nossos pecados, (2 Co 5.21). Só ele pode oferecer-nos a salvação, e faz isso gratuitamente. Não precisamos pagar o preço, porque Cristo já pagou (At 4.12). Não há salvação por nenhum outro meio, só Jesus Cristo salva, só nEle alcançamos a Salvação. Jesus Cristo é o único e suficiente Salvador. Para algumas religiões ele não é o único, e, para outras, ele não suficiente. Mas nada disso está certo, Jesus mesmo disse em João 14.6, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. 
15 - Para sermos salvos temos que ter fé. Temos que receber Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor. Deus já fez a parte dele para que fôssemos salvos. A nossa parte é crer e aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas almas. (At 16.31). Crer em Cristo como Salvador e Senhor não significa simplesmente acreditar nEle, ou confiar-lhe a solução de algum problema. Significa entregar-lhe a vida, a alma, o coração. Significa entregar a Ele, pertencer a Ele, porque fomos comprados pelo seu sangue. Foi isso o que fez o ladrão crucificado ao seu lado, o qual ouviu a promessa: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”, (Lc 23.42,43). Tudo o que ele precisou fazer foi arrepender-se de seus pecados e crer em Jesus. Arrependimento e fé em Cristo são os passos necessários e suficientes para sermos salvos dos nossos pecados. A mensagem pregada por Jesus sempre foi muito simples: “Arrependei-vos e crede no Evangelho”, (Mc 1.15). 
16 - O apóstolo Pedro disse em sua primeira pregação depois da descida do Espírito Santo no pentecostes, em Atos 3.19. "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos", que significa uma mudança radical da mente (metanoia) e de vida, abandonando o pecado para receber o perdão e a restauração por meio de Jesus Cristo, vindo tempos de "refrigério" (paz, renovação) por Ele. O efeito disso envolve reconhecer os nossos erros, buscar a Deus, mudar de atitudes e pensamentos, e seguirmos os ensinamentos de Cristo para uma nova aliança com o Senhor. 
17 - O ensino da salvação pela graça, mediante a fé, é a própria essência do Evangelho. Nas palavras de Martinho Lutero: “A doutrina da justificação pela fé somente não é meramente uma doutrina entre as demais, mas o resumo de toda a doutrina cristã, o artigo pelo qual a igreja cai ou permanece de pé”. É a doutrina da Justificação. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”, Romanos 5.1. 
18 - A doutrina da justificação é o coração da Bíblia. A justificação não é um processo; é um ato divino. É um ato legal realizado não em nós, mas no tribunal de Deus. Esse ato não possui graus. Não há uma pessoa mais justificada do que a outra. O versículo acima nos enseja três lições importantes. (1) Primeira, a justificação é um ato soberano de Deus, no qual ele declara justos todos aqueles que creem em Jesus. (2) Segunda, a justificação é por intermédio de Jesus. A Escritura diz que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Não há justo, nenhum sequer. Todos teremos de comparecer perante o justo tribunal de Deus para dar contas da nossa vida. Seremos julgados pelas nossas palavras, obras, omissões e pensamentos. O padrão requerido no tribunal é a perfeição. Por isso, em todos esses quesitos o homem é culpado. Então, Deus providenciou um substituto, o seu próprio Filho. Deus lançou sobre Ele, na cruz, as nossas transgressões. Ele foi feito pecado por nós. Ele morreu pelos nossos pecados e quitou a nossa dívida para com Deus. Quando cremos em Cristo somos declarados justos diante do tribunal de Deus. (3) Terceira, como resultado da justificação temos paz com Deus, ou seja, somos perdoados e reconciliados com Deus e podemos desfrutar de plena comunhão com Deus. 
19 - A doutrina da salvação passa pela doutrina da Justificação e se resume também em três afirmações feitas anteriormente: (1) a salvação é uma necessidade de todos, (2) a salvação só é possível pela graça, e (3) a salvação só é possível pela fé. Ainda assim, muitas pessoas têm dúvidas sobre a salvação. Deus quer que todos sejam salvos, Deus não quer que nenhum se perca. O Senhor não escolhe alguns para o céu e outros para o inferno. Deus não tem filhos preferidos, Deus quer salvar a todos. A sua vontade é que todos creiam e sejam salvos (1 Tm 2.4). Porém, Deus respeita o livre-arbítrio. Ele não impõe a ninguém a sua vontade. 
20 - Um crente pode perder a salvação? Somos salvos pela graça, por meio da fé, e não pelas obras. Portanto, podemos ter certeza da nossa salvação se entregamos nossas vidas a Jesus. Ele jamais nos lançará fora, e para isso temos que permanecer fiel à Ele,(Jo 6.37). A Bíblia não fala sobre a situação daqueles que viveram e morreram sem terem ouvido o Evangelho. Alguns teólogos se baseiam em certas passagens bíblicas, (1 Pe 3.19, 4.6) para afirmar que essas pessoas terão a oportunidade de ouvir e decidir após a morte, mas isso não tem consistência bíblica, parece mais uma heresia do que doutrina da salvação. Poucos versículos (de difícil entendimento) não são suficientes para que afirmemos algo categoricamente, lembrando que um texto sem um bom contexto sempre vai gerar um pretexto. Temos certeza de duas coisas: primeira, que Deus é bom e justo; segunda, que nossa tarefa é falar, é pregar o Evangelho por todo mundo, portanto diz assim o ide de Jesus: “ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo, porém quem não crer será condenado”, Marcos 16.15. 
21 - A doutrina da salvação ,ou soteriologia, não é apenas uma das mais importantes da teologia. É, também, uma das mais belas porque é essência da graça de Deus em nossas vidas através de Jesus Cristo o Seu amado filho. O que Deus quer dizer ao afirmar: "fora de mim não há salvador" (Isaías 43:11; Oséias 13:4)? Ao longo da história de Israel, a nação lutou contra o esquecimento teológico e a infidelidade espiritual tomou conta dos corações do povo de Deus. Repetidas vezes, o povo se afastou do Senhor para adorar deuses estrangeiros. Por meio do profeta Oséias, Deus lembrou ao Seu povo que o mesmo Deus que os havia libertado da terra do Egito ainda era o Único Deus verdadeiro Único Salvador de Israel. Diz assim o texto do profeta Oséias, "Mas eu sou o Senhor, seu Deus, desde a terra do Egito. Portanto, vocês não conhecerão outro deus além de mim, porque não há salvador, a não ser eu", (Oséias 13:4). 
22 - Esta passagem em Oséias equivale a uma breve lição de história sobre os Dez Mandamentos: "Eu sou o Senhor, seu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não tenhais outros deuses diante de mim", (Êxodo 20:2-3). O profeta Isaías fez também um lembrete semelhante: "Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador", (Isaías 43:11). A idolatria é o que mais abomina a Deus. Deus não aceita ser trocado por ídolos, isso é a manifestação máxima de deslealdade a Deus. Ao estar invocando o ciúme e o julgamento severo do Senhor, certamente virá o castigo da parte de Deus, (Êxodo 20:5; Deuteronômio 5:8-10; Levítico 26:27-33; Números 33:51-56). Porém o ciúme e o julgamento de Deus sempre se basearam em Seu amor pelo povo que Ele redimiu a um custo tão alto. 
23 - "Porque vocês não devem adorar outros deuses; pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, ele é Deus zeloso", (Êxodo 34:14). Quando Deus libertou Israel da escravidão no Egito e instituiu a Sua aliança com eles, todo o Seu desejo era viver em constante e íntima comunhão com o Seu povo. Nenhum outro deus jamais ofereceu um relacionamento tão amoroso, próximo e individual. A vida nacional de Israel e a vida pessoal de cada cidadão dependiam de Deus porque somente Ele era o Salvador deles. Em Isaías 45:14-25, Deus chamou a nação ao tribunal e os acusou de servir a "ídolos de madeira" sem valor e de "orar a um deus que não pode salvar. Declarem e apresentem as suas razões. Que tomem conselho uns com os outros. Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Será que não fui eu, o Senhor? Pois não há outro Deus, além de mim, Deus justo e Salvador não há além de mim". 
24 - Sem Deus, Israel não existiria. O povo só precisava olhar para sua própria história para saber que isso era verdade. Se não fosse pelo fato de o Senhor ter libertado a nação repetidas vezes, eles não teriam história alguma. Mas, ainda assim, eles continuaram a abandonar seu Deus e Salvador para servir a deuses estrangeiros. Porém nada escapa aos olhos de Deus (Jó 34:21; Provérbios 15:3; Hebreus 4:13). Ele vê nossos corações e ações rebeldes (Jeremias 16:17; 17:10; 23:24; Salmo 44:21). O povo de Israel pensou que poderia viver como quisesse e escapar das consequências. Mas Deus viu a infidelidade deles, assim como vê a nossa deslealdade hoje. 
25 - Tudo o que desejamos mais do que Deus ou valorizamos mais do que nosso relacionamento com Ele é um ídolo. Deus deve estar em primeiro lugar em tudo em nossas vidas, (Mateus 6:24, 33; Provérbios 3:6; Colossenses 3:17). Empregos, sucesso, dinheiro, bens e pessoas podem se tornar ídolos. O orgulho, a ganância, a obsessão com a autoimagem e a busca de relacionamentos perfeitos aqui na terra não são tão saudáveis assim. A impiedade são todas as formas de idolatria, um pecado do coração que adora a criatura e não o criador, (Mateus 6:21; Colossenses 3:5). Deus deseja, e até insiste, que Ele seja o Único que buscamos para atender às necessidades profundas do nosso coração, (Mateus 22:37; 1 João 5:21; 1 Coríntios 10:14). 
26 - Deus ainda nos diz hoje: "Além de mim não há Salvador". Quando buscamos amor, identidade, significado, valor e segurança em algo ou alguém que não seja o próprio Deus, estamos dando as costas ao Seu amor por nós, (Jonas 2:8) e esquecendo, como Israel, que Deus, que Jesus Cristo é o Único que realmente salva. "Além de mim não há Salvador" significa que nunca houve e nunca haverá outro Deus e Salvador do mundo. O Deus de Israel, o Pai de nosso Redentor, o Senhor Jesus Cristo, é o Único. De todo o coração, devemos nos dedicar a Ele e a nada nem a ninguém. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

EVENTOS CRISTÃOS QUE NÃO AGRADAM A DEUS

EVENTOS CRISTÃOS QUE NÃO AGRADAM A DEUS


Hoje em dia os eventos evangélicos não são voltados mais para evangelismo ou para evangelizar os povos, línguas e nações e muito menos para evangelizar os pobres. São voltados mais para mostrar quem e qual ministro ou ministério é mais forte do que os outros e quanto vai render financeiramente aqueles eventos. Desculpem, mas infelizmente esta é a realidade. 
I - O Salmo 100 nos ensina que devemos servir a Deus com alegria e apresentarmos a Ele com cânticos. E, nós temos visto a grande transformação que temos nos nossos dias sobre servir a Deus com alegria e apresentarmos a Ele com cânticos. Tá tudo errado ou os crentes de hoje estão tudo às avessas e perderam o senso do que é louvor e adoração verdadeira e aquilo que chamamos de gospel que parece mais louvor, adoração e exaltação do ser humano que eleva os cantores e pregadores modernos ao delírio de se comparar aos príncipes dos palácios reais revestidos de ouro e muitas riquezas terrenas. Ou seja o céu pra eles é aqui mesmo na terra. 
II - Há muita concorrência da música, de pregadores, de preletores, de refletores entre seus criadores de conteúdo para consumo que satisfaçam o ego do ser humano em detrimento do que se vive realmente nas igrejas evangélicas conservadoras, pentecostais e ou tradicionais; o movimento gospel não tem um padrão para todas as religiões, mas cada uma cria o seu padrão para atrair as multidões de público que é o que mais lhes interessa. Há uma grande diferença entre as músicas sacras dos hinários das igrejas e das religiões tradicionalmente conhecidas. Mas para as músicas gospel que se apresentam como músicas evangélicas geralmente em grandes eventos religiosos ou não para multidões que ficam alucinadas ao delírio com suas apresentações, quanto mais extravagante for o show gospel, mais o cachê é convidativo. 
III - O que significa o termo gospel e onde se originou? Gospel é uma palavra inglesa que significa “evangelho”. É utilizada para designar o estilo de música de alguns cultos religiosos; a palavra gospel teve origem na comunidade negra norte-americana. Com o passar do tempo, o gospel passou a ser um estilo de vida apreciado por pessoas do mundo todo. O estilo gospel se caracteriza por uma harmonia simples, pelo gênero folclórico e pela intensa influência do blues. 
A - Em inglês, a palavra gospel também é usada para fazer referência aos quatro primeiros livros do Novo Testamento da Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João). Conhecidos em português como "Evangelhos", esses livros contam a história de vida de Jesus Cristo. A identificação da música gospel é feita pela sonoridade extravagante dos instrumentos e dos cantores que se trajam ou se vestem com roupas típicas de festas mundanas regionais. A música gospel é conhecida como um ritmo e um estilo musical religioso de grupos cristãos que extravasam aquilo que consideramos como normal. Assim como no Brasil é conhecido os movimentos de músicas nordestinas, sulinas, de festas juninas, dentre outras especificações. 
B - O termo “gospel” também é utilizado para fazer referência a músicas evangélicas criadas por e com uma aparente “unção” ou uma unção diferente de tudo o que é normal no meio evangélico conservador. O chamamento gospel está presente principalmente em cerimônias religiosas que costuma ter como tema principal a adoração a Deus, a Cristo ou ao Espírito Santo, mas de uma maneira diferente, de uma maneira criada para cada tipo de apresentação e aplicação. O modelo ou movimento gospel é um tipo de música bastante aceito pela maioria das pessoas e, por esse motivo, conquistou um grande mercado mundialmente. Mas a pergunta que não quer calar é: será que está agradando a Deus? A responsabilidade de seus autores e criadores é muito grande. Estão fazendo isso para agradar a Deus ou aos homens? Estão fazendo isso para tirar proveito próprio ou para, realmente, fazer crescer o Reino de Deus? 
C - A origem do gospel no Brasil é recente e já causa grandes diferenças nas igrejas evangélicas. A palavra gospel costuma ser mais utilizada no Brasil como sinônimo do adjetivo evangélico. Como por exemplo: Música gospel, Cantor gospel, Programas de TV's gospel. 
1 - Existem muitas curiosidades sobre a musicalidade gospel. Inicialmente era restrita aos negros, o estilo de música gospel agora já é popular entre pessoas de diferentes raças, credos religiosos, cor da pele, línguas estrangeiras e nações do mundo todo, independentemente de qualquer etnia ou classe social. A música gospel tem sua própria parada na conceituada revista Billboard, especializada em divulgar informações a respeito da indústria musical. Assim como em outros ritmos e estilos musicais existem classificações das músicas e álbuns em diferentes categorias e estilos, no movimento gospel também existem. 
2 - Como consequência da grande popularidade do estilo gospel, ele passou a ser incluído como uma das categorias que concorrem a premiações, inclusive da maior premiação da música mundial. A categoria gospel para concorrer a premiações é subdividida em: (1) Melhor Performance Gospel Contemporânea. (2) Melhor Canção Gospel. (3) Melhor Canção Cristã Contemporânea. (4) Melhor Álbum Gospel. (5) Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea. 
3 – Existem eventos gospel que não agradam a Deus, são aqueles focados em egoísmo, vaidade exagerada cujos objetivos são os lucros de um espetáculo e comportamentos mundanos, em vez de adoração genuína e centralizada na Palavra de Deus, com ênfase na santidade, no amor ao próximo e na humildade, desviando do foco principal que é Cristo e a glorificação do nome de Jesus. Há grandes possibilidades de em eventos semelhantes serem realizados com práticas como idolatria de artistas, cultos disfarçados de shows ou festas que promovem até o descontrole emocional das pessoas, beirando o irracional com uso de drogativos, bebidas alcoólicas e roupas sensuais e muita prática de traições, adultério, assim como pecados sexuais livremente como se tivessem a autorização de Deus para esse tipo de pecados serem cometidos abertamente, e à vontade. O verdadeiro culto racional, a verdadeira adoração a Deus são descritas em Romanos 12.1-2. 
4 - Existem várias características modernas de eventos cristãos que não agradam a Deus. (1) Com vaidade e egoísmo, que Buscam por holofotes, fama, dinheiro, seguidores e reconhecimento pessoal em vez de glorificar a Deus sobre todas as coisas. (2) Foco no Espetáculo e não na unção do Espírito Santo de Deus. Transformação de cultos em shows musicais, com ritmos frenéticos e euforia que desviam da adoração genuína, priorizando a emoção sobre a verdadeira adoração. (3) Praticas de idolatria abominável como adoração de artistas e ou líderes religiosos, tratando Deus em segundo plano como um "servo" para agradar a audiência. A coisa está tão feia que querem exigir que Deus assine embaixo de tudo o que fazem e que falam. (4) Trabalham com motivações erradas e mal direcionadas. Trabalham e participam apenas por interesses pessoais, por status, ou apenas por obrigação de cumprir agenda, sem um coração contrito e arrependido diante de Deus. (5) Infelizmente demonstram visivelmente um comportamento desvirtuado da realidade a que se propõe seus fins a serem alcançados. Em determinadas festas e confraternizações que promovem o descontrole, a embriaguez, e os comportamentos pecaminosos, como os associados ao carnaval, que é visto como pagão e mundano, como festividades de políticas e políticos. (6) A grande hipocrisia de falar que aquilo é para agradar a Deus é um ledo engano, a verdade é que o valor do patrocínio fala mais alto. Fazem uma adoração com a boca, mas com o coração longe de Deus, sem vida de santidade, sem uma vida de plena comunhão com Deus. (7) As vezes não buscam se consertar pedindo perdão a Deus e à igreja que são membros e muito menos se lembram do amor ao próximo, é só para satisfazer seu egocentrismo e egolatrismo. (Mateus 15:8-9). 
5 - O que é que Deus busca em um evento a ser realizado para adoração ao Seu santo nome? (1) Adoração sincera e com o coração puro. (Mateus 15:8-9). (2) Foco na Palavra de Deus e em Cristo Jesus. (3) Humildade, santidade e amor, (Provérbios 6:16-35). (4) Deus se agrada quando o louvor sirva para glorificar Suas obras e não o artista ou a multidão à sua volta. (5) Em um evento gospel ou evangélico o que mais desagrada a Deus é o propósito de engrandecer o homem e não a Deus. (6) O coração dos participantes e organizadores se desviam do verdadeiro sentido da adoração a Jesus Cristo, tornando-se algo centrado no "eu" e no "mundanismo", enquanto deveria ser única e exclusivamente para adorar ao Senhor Jesus num louvor e adoração cheio do Espírito Santo de Deus.
6 - Hoje em dia existem muitas maneiras de se “fabricar”, construir, elaborar um evento de conotação gospel cristão ou de outras ideologias. Estas empresas modernistas fabricam um verdadeiro show mundano como qualquer outro empreendimento secular e até pagam cachês para seus músicos famosos e o estrelato de pregadores mais famosos ainda oriundos do meio evangélico. Fabricam todo material físico eletrônico de slogans gospel que são muito chamativos, principalmente pela facilidade de aplicação da eletrônica informatizada e direcionada. São verdadeiras propagandas mundanas de elevação do egolatrismo e do egocentrismo. Em todas as datas comemorativas de feriados ou de festas das igrejas como festas de natal, de fim de ano, de carnaval, festas juninas, dia das mães, dos pais, das crianças, etc, é a mesma ladainha, sempre arrumam um nome chamativo bem conhecido para ser a estrela principal do evento de tal maneira que Jesus não pode nem chegar perto porque se não Ele atrapalha a festa. Usam de muita criatividade maligna e com muita soberba ainda colocam nomes bem sugestivos tais como: “O Ano da Conquista”, “O Ano da Aceleração”, “O Ano do Rompimento”, O ano da Dupla Honra”, “O ano das maiores vitórias”, etc. Perceberam? Os nomes são excelentes, são bonitos, mas são apenas para convencer o publico pagante para comparecerem em massa. Eles criam uma palavra profética para se manterem na esteira da performance espiritual, correndo até a exaustão sem sair do lugar, até mandam passar dentro da porta que te conduzirá à alcançar as maiores riquezas nunca alcançada por alguém. O preço é dar tudo para aquele movimento ou igreja ou para aqueles “profetas da prosperidade”. Cuidado não se deixe enganar. Deus não exige nada disso pra você ser salvo e a porta da salvação é de graça. Hoje no advento da IA (Inteligência Artificial), as coisas estão quase sem controle, por isso não acredite em facilidades que a Bíblia não lhe garante, a única facilidade que a Bíblia te garante é o perdão de seus pecados se você arrepender e pedir perdão a Deus. Você sabia que até para entrar no céu é difícil, você tem que ter força de vontade, tem que renunciar o seu eu e seguir em frente olhando firme para o autor e consumador da nossa fé que é Jesus Cristo o Filho do Deus vivo. 
7 - O resultado é muito negativo e está aí nos gabinetes pastorais: gente dopada de promessas vazias e sem esperança de solução de seus problemas. Nem os psicólogos, nem os psiquiatras e nem os teólogos dão conta de resolver os seus problemas. Muitos crentes não acreditam mais em milagres e chegam a dizer “eu não acredito mais”, tomaram tudo o que eu tinha e não resolveram os meus problemas. Outros dizem “eu anotei cada profecia dos últimos anos e a minha vida foi o oposto de tudo o que prometeram no púlpito". Isso não é crise de fé dessas pessoas, isso é o resultado de um estelionato espiritual continuado de pessoas que utilizam o nome de Jesus, utilizam a Bíblia para enganar, como diz a própria palavra de Deus, que o espírito do Anticristo engana até os escolhidos. E mais ainda o Anticristo já está operando no meio da igreja para enganar a todos. Qual é o melhor lugar para o enganador enganar os escolhidos 2 Tessalonicenses 2.1-12 nos alerta: 1. Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, 2. que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto. 3. Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, 4. o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. 5. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? 6. E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. 7. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; 8. e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; 9. a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, 10. e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. 11. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, 12. para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade. 
8 – Muitos pastores, cantores e pregadores venderam para nós que o Reino de Deus é um como se fosse um balcão de negócios, um balcão de empregos, um balcão de venda de prosperidade, um balcão de compra e venda de milagres de “recebe a bênção quem paga mais” e para estes quem paga mais recebe mais. Se você jejuar “certo”, se ofertar a quantia “certa” na fogueira “certa”, “com o pregador certo", na “igreja certa", daí Deus é “obrigado a te dar a vitória financeira, a vitória amorosa", a “vitória maior do que a de todos os outros”. Transformaram o Todo-Poderoso Deus em um gênio da lâmpada que assina metas de fim de ano para enriquecer os “fiéis” daquele ministério tal ou do pregador tal. Vamos falar a verdade nua e crua, temos que aprender a descansar e esperar é em Deus e não nas promessas falhas dos homens. Temos que abominar essa cultura consumista, que lucra com a ansiedade do povo humilde que acredita em tudo e em todos, menos nas verdadeiras promessas de Deus. Isso é infinitamente mais difícil do que aprender a “conquistar” as coisas, confiar em Deus para ficar rico não vai te fazer dono das riquezas terrenas, mas se você confiar em Deus pode ter certeza que Deus te fará herdeiro das coisas celestiais, tais como a “coroa da vida, coroa da vitória” e te fará herdeiro das coisas celestiais. 
9 - O mundo e infelizmente muitas igrejas te adestraram para ser um burro de carga que só vale o quanto pesa, só vale o quanto produz. “Conquistar” segundo eles, é fácil; basta seguir qualquer coach ou mentoria de internet que ensina a correr atrás do vento para você ficar rico e milionário, neste mundo ilusionistas de venda de prosperidade. O verdadeiro desafio, a verdadeira maturidade espiritual, é ter a ousadia de parar e confiar que Deus continua sendo Deus mesmo quando você não está em movimento mesmo quando você decide confiar plenamente em Deus e descansar dessa busca por coisas que Deus não prometeu para ninguém. Descanse no Senhor e confie nEle. Eclesiastes 3 diz que há tempo para todo propósito que Deus tem guardado para você. Eclesiastes 9.2 diz que “tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; Assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento”. A maior rebeldia contra esse sistema que te adoece será o descaso bíblico. Não a preguiça, mas a certeza violenta de que a obra já está consumada na cruz e você não precisa adicionar mais nada. 
10 - Nossa fé precisa amadurecer. Precisamos de menos correria atrás de bens que a traça corrói e mais dependência daquEle que sustenta o universo. Precisamos de menos profetadas de palco. Precisamos de mais do Evangelho puro no altar de Deus. Precisamos de menos exaltação do ser humano; Precisamos de mais honra e glória ao Senhor Jesus que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. 
11 - A verdadeira adoração a Deus na Bíblia é uma entrega sincera do coração, mente e ações, centrada em Jesus Cristo (o Caminho, a Verdade e a Vida), expressa em espírito e verdade (João 4:24) através de obediência, amor, gratidão, serviço e reverência, reconhecendo-o como Criador e Salvador, e não apenas rituais vazios ou hipocrisia. Envolve conhecer a Palavra de Deus, viver uma vida coerente com o Evangelho, e adorar a Ele por quem Ele é e pelo que Ele faz. 
12 - Quais são os princípios de uma verdadeira Adoração a Deus? (1) Adorar em Espírito e em Verdade. (2) Adorar com sinceridade interior e em conformidade com a Palavra de Deus e Jesus Cristo, rejeitando a hipocrisia, (João 4:24). (3) Adorar em obediência e amor. Isso é um estilo de vida de amor incondicional e obediência à vontade de Deus, como Jesus demonstrou, (João 4:34). (4) Adorar com reconhecimento de Deus. Reconhecer a grandeza de Deus como Criador e Salvador, adorando-O por quem Ele é, (Salmos 18:1). (5) Adorar com entrega total a Ele. Com uma devoção ímpar e que abrange toda a vida, mente e corpo, não apenas momentos do culto, (Romanos 12:1). (6) Adorar com gratidão e louvor, com louvar a Deus pelo que Ele faz e pelo que Ele é. (7) Adorar como um serviço especial pra Deus. A obediência e o serviço a Deus e ao próximo refletem a fé, (Romanos 12:1). 
13 - Exemplos Bíblicos de adoração com sacrifícios a Deus. (1) Abel: Ofereceu o melhor de seu rebanho por fé, submissão e admiração, agradando a Deus, (Gênesis 4). (2) Paulo e Silas: Cantaram hinos na prisão, quebrando cadeias e glorificando a Deus em meio à tortura, tormenta e sofrimento. (Atos 16). 
14 – A adoração segundo a Bíblia produz em nós uma alegria imensurável e inigualável. (1) João 4:23-24: Jesus ensina sobre adorar em espírito e em verdade. (2) Mateus 4:10: Jesus cita Deuteronômio, afirmando que só a Deus se deve adorar e servir. (3) Romanos 12:1: Um "culto racional" é um culto de sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. (4) Salmos 150: Um exemplo de louvor e adoração com instrumentos e júbilo. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

TITO UM DOS MAIS FIÉIS COMPANHEIROS DO APÓSTOLO PAULO

TITO UM DOS MAIS FIÉIS COMPANHEIROS DO APÓSTOLO PAULO. 


I - A pergunta que não quer calar é: porquê ser fiel? Por que ser fiel se pra isso devo pagar um alto preço? Qual é a “vantagem”? O que eu ganho com isso? (1) Por que é nosso dever ser fiel como filhos de Deus. “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo, Hb 3.12. (2) Deus não se associa com o infiel. 2 Co 6.15, “E que comunhão tem a luz com as trevas? 15 E que concórdia há entre Cristo e Belial?” (3) “O fiel” Será grandemente abençoado. Pv 28.20 “O homem fiel abundará em bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará sem castigo”. (4) A fidelidade nos respalda com autoridade, Lc 19:17 “E ele lhe disse: Bem está, servo bom, porque no mínimo foste fiel, sobre dez cidades terás a autoridade”. (5) Há uma grande recompensa para aquele que se faz fiel, Tg 1.12 diz: “Bem-aventurado o varão que sofre a tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor tem prometido aos que o amam”. 
II – Vamos fazer uma reflexão sobre o apóstolo Paulo e alguns de seus fiéis cooperadores na obra de Deus que estão registrados na Bíblia. A Bíblia afirma que a principal missão de apóstolo Paulo era levar o Evangelho para fora do mundo judaico (para os gentios, os povos não judeus). A sua conversão aconteceu no livro de Atos dos Apóstolos, capítulo 9, versículo 1-31. Ele aparece muitas outras vezes na Bíblia, inclusive é responsável por muitas doutrinas cristãs que foram desenvolvidas nos mais de 13 livros ou o que chamamos de “epístolas pastorais” de Paulo no Novo Testamento. Na Bíblia, há afirmação de que o apóstolo Paulo conversou com Jesus depois da ressurreição, foi ao céu, escreveu cartas para igrejas da época com conselhos de como seguir a vida cristã. Entre outras histórias Paulo afirma que foi até ao terceiro céu. O "terceiro céu" na Bíblia, mencionado por Paulo em 2 Coríntios 12:2-4, refere-se ao Céu espiritual, o Paraíso, a morada de Deus e dos anjos, e o lugar para onde os salvos vão após a morte, distinto da atmosfera terrestre (primeiro céu) e do espaço sideral (segundo céu). É um local de revelações divinas profundas, onde Paulo foi arrebatado e ouviu "palavras inefáveis", simbolizando uma realidade superior e celestial, do Reino de Deus. 
III - Tito era um líder da igreja primitiva, um companheiro de confiança do apóstolo Paulo e um fiel servo do Senhor Jesus. Tito era um gentio, (Gálatas 2:3), que foi levado à fé em Cristo por Paulo (Tito 1:4). Ele foi atraído para o ministério e tornou-se cooperador de Paulo, acompanhando Paulo e Barnabé de Antioquia a Jerusalém. Tito também está incluído nos “outros crentes” de Atos 15:2. No Concílio de Jerusalém, Tito teria sido um excelente exemplo de cristão gentio nascido de novo. Tito era a prova viva de que o rito da circuncisão era desnecessário para a salvação, (Gálatas 2:3). 
A - Mais tarde, Tito foi para Corinto para servir a igreja ali, (2 Coríntios 8:6, 16-17). Na terceira viagem missionária de Paulo, que ocorreu de 53 a 57 d.C., Paulo chegou a Trôade e esperava encontrar Tito lá, (2 Coríntios 2:12-13). Não encontrando o seu amigo, Paulo partiu para a Macedônia. Tito juntou-se a Paulo em Filipos e deu-lhe um bom relatório do ministério em visita pastoral em Corinto, (2 Coríntios 7:6-7, 13-14). Quando Tito voltou a Corinto, ele entregou em mãos a Epístola de 2 Coríntios e organizou uma coleta para os santos necessitados em Jerusalém, (2 Coríntios 8:10, 17, 24). 
B - Vários anos depois, Tito e Paulo viajaram para a ilha de Creta, onde Tito foi deixado para trás para continuar e fortalecer o trabalho. A tarefa de Tito era principalmente administrativa; ele deveria manter a sã doutrina e pôr “em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros” (Tito 1:5). Quando Ártemas e Tíquico chegaram a Creta para dirigir o ministério, Paulo convocou Tito para se juntar a ele em Nicópolis, uma cidade na província da Acaia, no oeste da Grécia, (Tito 3:12). 
C - A última menção de Tito na Bíblia indica que ele estava com Paulo durante a prisão romana final de Paulo. De Roma, Tito foi enviado para evangelizar a Dalmácia, (2 Timóteo 4:10), uma área que mais tarde ficou conhecida como Iugoslávia e agora é chamada de Sérvia e Montenegro. Como cristão gentio, Tito teria sido particularmente eficaz no combate às heresias dos judaizantes. Os judaizantes insistiam que todos os cristãos estavam sujeitos à Lei mosaica. Normalmente, os judaizantes se concentravam na circuncisão, os gentios devem ser circuncidados, diziam eles, para serem verdadeiramente salvos (veja a refutação de Paulo a esse ensino em Gálatas 5:1-6). Tito conhecia bem esse ensinamento, pois o assunto havia surgido na Antioquia da Síria, e levado ao Concílio de Jerusalém, do qual fizera parte. 
D - Tito era um fiel servo do Senhor e um dedicado ajudante de Paulo. Ele deve ter sido digno de confiança, visto que Paulo o designou para liderar obras em Corinto, Creta e Dalmácia. Na verdade, Paulo o chama de “meu companheiro e cooperador”, (2 Coríntios 8:23). Conhecendo as situações difíceis tanto em Corinto quanto em Creta, podemos inferir que Tito era um homem perspicaz que lidava com os problemas de forma graciosa. 
1 - As Escrituras Sagradas diz que Tito tinha um amor dado por Deus pelos crentes coríntios; de fato, ao retornar a Corinto, Tito “partiu voluntariamente para vós outros” diz (2 Coríntios 8:16-17). Que possamos ter o mesmo zelo pelo Senhor que Tito demonstrou. Todo crente faria bem em modelar o compromisso de Tito com a verdade, o fervor em espalhar o evangelho e o amor entusiástico pela igreja. 
2 - O apóstolo Paulo teve muitos outros companheiros em sua carreira ministerial. O Apóstolo Paulo teve muitos companheiros fiéis, incluindo Timóteo, seu filho na fé, discípulo e pastor; Tito, que liderou a igreja em Creta; Silas, um profeta e cooperador de viagem; o casal missionário Áquila e Priscila; o médico e historiador Lucas; e outros como Barnabé, Febe, Aristarco, Tíquico, e também Onésimo e Demas, mencionados nas suas cartas e em Atos dos Apóstolos, que o ajudaram na evangelização e no estabelecimento das igrejas. 
3 - Principais Companheiros do Apóstolo Paulo e Suas Funções: (1)Timóteo: Jovem discípulo, pastor em Éfeso, a quem Paulo escreveu duas cartas (1 e 2 Timóteo). (2) Tito: Não-judeu, pastor em Creta, a quem Paulo escreveu uma carta, instruindo-o a estabelecer presbíteros. (3) Silas (Silvano): Judeu, profeta, companheiro de Paulo na segunda viagem missionária, preso com ele em Filipos. (4) Áquila e Priscila: Casal judeu, fabricantes de tendas, cooperadores e anfitriões de igrejas em suas casas. (5) Lucas: Médico e gentio, autor do Evangelho de Lucas e Atos, companheiro de viagens de Paulo. (6) Barnabé: Companheiro de Paulo no início do ministério e na primeira viagem missionária, que o introduziu em Jerusalém.(7) Febe: Diaconisa de Cencréia, portadora e recomendada por Paulo na Epístola aos Romanos. (8) Aristarco: Macedônio, companheiro de prisão e de viagens de Paulo, que esteve com ele em Éfeso e Roma. (9) Tíquico: Cooperador fiel, viajava com Paulo e entregava suas cartas. (10) Onésimo: Escravo de Filemom, que se converteu e foi enviado de volta por Paulo com a carta a Filemom. (11) Demas: Companheiro que, mais tarde, o abandonou, preferindo o mundo. (12) Estes e outros colaboradores anônimos do ministério pastoral de Paulo foram fundamentais para a expansão do Cristianismo, atuando em diferentes frentes: evangelização, liderança de igrejas, apoio logístico e financeiro, e encorajamento mútuo, mas principalmente nas orações. 
4 - Os cooperadores do ministério pastoral de Paulo e suas ações e conquistas. Os companheiros de Paulo nas lides ministeriais foram muitos. (1) A cidade de Colossos ficava há 160 km de Éfeso. A igreja ali foi fundada por Epáfras. Colossenses 1.7 nos diz: 7 Vocês o aprenderam de Epafras, nosso amado cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco. Epáfras foi alcançado pelo evangelho através de uma visita à cidade de Éfeso através da pregação de Paulo, (At 19.1-10), visto que, o apóstolo esteve durante três anos em Éfeso. Na igreja estava surgindo falsos ensinos, (Cl 2.8-15) e talvez Epáfras preocupado com essas questões foi até Roma ao encontro de Paulo que estava preso, (Cl 4.12-14). Paulo escreveu essa carta por volta de 60-62 d.C. 
5 – O cuidado de Paulo contra os falsos ensinos esses hereges diziam: (1) Negavam a divindade de Jesus, a carta apresenta Jesus como único Deus. (Cl 1.16-18). (2) Negavam a humanidade de Cristo, o apóstolo afirma que Cristo se encarnou e viveu entre nós, (Cl 1.22). (3) Acrescentavam normas e crenças, que não estavam escritas na Palavra de Deus (Cl 2.20-23). (4) Ensinavam a adoração a anjos, (Cl 2.18-19). (5) Ensinavam que a salvação e o perdão de pecados é por meio de regras, por exemplo, a circuncisão, às vezes confundiam as pessoas dizendo que elas poderiam ser salvas por obras. (Cl 2.11-13). (6) No capítulo quatro o apóstolo Paulo exorta a igreja em relação a oração, apresenta alguns de seus companheiros e traz as suas considerações finais. 
6 – A idéia central das mensagens do apóstolo Paulo eram sempre apresentar Jesus Cristo como Senhor e Salvador. Paulo tinha amigos em seu ministério, isso mostra que ele não caminhava sozinho, sempre tinha alguém da sua confiança ao seu lado. Apresentamos três características dos companheiros de Paulo. (1) Primeira eram dedicados no serviço cristão, faziam tudo para o crescimento da obra de Deus. (v. 7-9). (2) Os seus cooperadores estavam com ele para auxiliá-lo no ministério, eles eram dedicados para servir ao Senhor, as igrejas, e ajudar o apóstolo no avanço do evangelho, enquanto ele estava preso na cidade de Roma. 
7 – Tíquico era um eficiente cooperador e conhecido como um ministro fiel. Tíquico, o ministro fiel, (v. 7-8). “7 Tíquico lhes informará todas as coisas a meu respeito. Ele é um irmão amado, ministro fiel e cooperador no serviço do Senhor”. “8 Eu o envio a vocês precisamente com o propósito de que saibam de tudo o que se passa conosco, e para que ele lhes fortaleça o coração”. Tíquico era um gentio convertido ao Senhor, que trabalhou na equipe do apóstolo Paulo. Ele foi um companheiro confiável de Paulo, porque enquanto o apóstolo estava preso, Tíquico o fiel ministro de Cristo levava a carta de Paulo para as igrejas. Ele levou, foi portador da carta aos efésios e Filemon. Em Efésios 6.21, também diz: “21 Tíquico, o irmão amado e fiel servo do Senhor, lhes informará tudo, para que vocês também saibam qual é a minha situação e o que estou fazendo”. 
8 - Tíquico era enviado por Paulo as igrejas para levar as cartas, para relatar as igrejas sobre a prisão de Paulo e para fortalecer os irmãos na fé. Paulo apresenta as qualidades de Tíquico da seguinte maneira: (1) Afirmando que Tíquico Era um homem amável (v. 7). O apóstolo o chama de “irmão amado”, ele abençoava e se relacionava com os irmãos. (2) Era um homem fiel, (v. 7). Ele era um “ministro fiel”, ele servia aos outros, o prazer dele era servir. (3) Tíquico era um homem que trabalhava em equipe (v. 7). (3) Ele trabalhava para avanço do evangelho, não era aquele que trabalhava sozinho, ele era um “conservo” ou seja, um “escravo” de Cristo. (4) Era um homem que confortava (v. 8). Ele dava força para os irmãos prosseguirem na fé. 
9 - Outro cooperador do ministério pastoral de Paulo foi Onésimo, o irmão amado. (v. 9). “9 Ele irá com Onésimo, fiel e amado irmão, que é um de vocês. Eles irão contar-lhes tudo o que está acontecendo aqui”. Onésimo era escravo de Filemon e que havia fugido do seu senhor, e foi parar na prisão e ali encontrou o apóstolo Paulo e ao ouvir o evangelho de Jesus Cristo se rendeu aos pés de Cristo, tornando-se filho de Deus. Paulo afirma que ele era inútil, mas agora é útil por causa do evangelho. Filemom 10–13, 10 apelo em favor de meu filho Onésimo, que gerei enquanto estava preso. 11 Ele antes lhe era inútil, mas agora é útil, tanto para você quanto para mim. 12 Mando-o de volta a você, como se fosse o meu próprio coração. 13 Gostaria de mantê-lo comigo para que me ajudasse em seu lugar enquanto estou preso por causa do evangelho. Onésimo corrigiu o seu passado, deixando de ser um escravo rebelde e se tornou um cooperador do evangelho, agora é enviado pelo apóstolo Paulo para a cidade de Colossos junto com Tíquico. Eram cooperadores no serviço cristão, (v. 10-14). 
10 - Paulo estava preso e nesse momento ele pôde contar com alguns cooperadores que ficaram com ele em Roma, para dar ânimo e encorajá-lo nesse momento. O texto apresenta os seis cooperadores que estavam em Roma com Paulo: Aristarco, o cristão preso verso. 10, Aristarco, meu companheiro de prisão, envia-lhes saudações, bem como Marcos, primo de Barnabé. Aristarco era natural da cidade de Tessalônica. Seguindo a menção dos seis da seguinte forma: Os seis cooperadores que estavam com Paulo durante seu primeiro aprisionamento em Roma, mencionados em suas epístolas da prisão (Colossenses, Filemom e Filipenses), eram: Timóteo, Aristarchus (ou Aristarco), Marcos (também conhecido como João Marcos), Epaphras (ou Epafras), Lucas, Jesus, chamado Justo. (1) Paulo destacou que, destes, apenas Aristarco, Marcos e Jesus, chamado Justo, eram seus "únicos cooperadores para o reino de Deus que são da circuncisão", (ou seja eram judeus), e que eles haviam sido um conforto para ele, (Colossenses 4:10-11). Lucas e Epafras eram gentios. Mais tarde, em sua última carta (2 Timóteo), durante um segundo e mais severo aprisionamento, Paulo lamentou que a maioria o havia abandonado, restando apenas Lucas ao seu lado (2 Timóteo 4:10-11). 
11 - Atos dos Apóstolos 20.4 nos apresenta novos cooperadores de Paulo. “4 sendo acompanhado por Sópatro, filho de Pirro, de Beréia; Aristarco e Secundo, de Tessalônica; Gaio, de Derbe; e Timóteo, além de Tíquico e Trófimo, da província da Ásia. Ele foi um companheiro de Paulo, o qual acompanhou o apóstolo na viagem de Jerusalém e Roma. Atos dos Apóstolos 27.2, diz “2 Embarcamos num navio de Adramítio, que estava de partida para alguns lugares da província da Ásia, e saímos ao mar, estando conosco Aristarco, um macedônio de Tessalônica”. Aqui ele arriscou sua vida na cidade de Éfeso, na conspiração do povo contra Paulo. Atos dos Apóstolos 19.29, aqui diz que: 29 Em pouco tempo a cidade toda estava em tumulto. O povo foi às pressas para o teatro, arrastando os companheiros de viagem de Paulo, os macedônios Gaio e Aristarco. 
12 - Aristarco era aquele amigo que estava com Paulo em todos os momentos, ele não fugia das dificuldades, ele era um amigo para todas as horas, sejam boas os ruins. O texto mostra que ele era um companheiro de prisão, agora ele estava preso com Paulo. Outro companheiro era João Marcos, o cristão que superou o erro, (v. 10 b), 10 diz: vocês receberam instruções a respeito de Marcos, e se ele for visitá-los, recebam-no. João Marcos é o autor do evangelho de Marcos, era um judeu da cidade de Jerusalém. Era primo de Barnabé e filho na fé do apóstolo Pedro. Em 1 Pedro 5.13, diz: 13 Aquela que está em Babilônia, também eleita, envia-lhes saudações, e também Marcos, meu filho. Ele estava auxiliando Barnabé e Paulo na segunda viagem missionária, mas quando surgiu as dificuldades ele desistiu e voltou para casa. Atos dos Apóstolos 13.5 diz: 5 Chegando em Salamina, proclamaram a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. João estava com eles como auxiliar. Atos dos Apóstolos 13.13 diz: 13 De Pafos, Paulo e seus companheiros navegaram para Perge, na Panfília. João os deixou ali e voltou para Jerusalém. E por causa de João Marcos, Paulo e Barnabé seguiram caminhos diferentes. Atos dos Apóstolos 15.37–40, continuando na viagem diz: 37 Barnabé queria levar João, também chamado Marcos. 38 Mas Paulo não achava prudente levá-lo, pois ele, abandonando-os na Panfília, não permanecera com eles no trabalho. 39 Tiveram um desentendimento tão sério que se separaram. Barnabé, levando consigo Marcos, navegou para Chipre, 40 mas Paulo escolheu Silas e partiu, encomendado pelos irmãos à graça do Senhor. Então Barnabé investiu na vida de João Marcos, ele superou o seu passado e se tornou um cooperador do apóstolo Paulo. 
13 – Em 2 Timóteo 4.11 Paulo reclama a Timóteo seu filho na fé: 11 Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério. Paulo pede para a igreja receber João Marcos, se caso ele for visitá-los. Outro companheiro era Jesus Justo, o cristão animador, (v. 11), 11 Jesus, chamado Justo, também envia saudações. Esses são os únicos da circuncisão que são meus cooperadores em favor do Reino de Deus. Eles têm sido uma fonte de ânimo para mim. Nada se sabe sobre este companheiro de Paulo chamado Jesus o justo além do texto bíblico. Mas possivelmente era um judeu que deixou a crença do judaísmo e se abraçou à fé cristã. Ele era um homem que cooperava com o Reino de Deus e dava ânimo para o apóstolo Paulo enquanto estava preso. 
14 - Epáfras era o cristão que gostava de orar, (v. 12-13), 12 Epáfras, que é um de vocês e servo de Cristo Jesus, envia saudações. Ele está sempre batalhando por vocês em oração, para que, como pessoas maduras e plenamente convictas, continuem firmes em toda a vontade de Deus. 13 Dele dou testemunho de que se esforça muito por vocês e pelos que estão em Laodicéia e em Hierápolis. Epáfras foi um ministro do evangelho que plantou as igrejas de Colossos, de Laodicéia e de Hierápolis. Ele viajou para a cidade de Roma, mas orava pelos irmãos, para que os cristãos continuassem firmes e cumprindo a vontade do Senhor em suas vidas. Epáfras mesmo estando longe, orava pela igreja que estava em Colossos, em Laodicéia e Hierápolis. Paulo não só ouviu falar que Epáfras orava, mas ele era testemunha disso. 
15 - Lucas, o cristão que era médico, (v. 14 a) diz que: 14 Lucas, era o médico amado; Lucas é o autor do evangelho de Lucas e do livro de Atos. Ele era gentio e médico. Ele era amigo íntimo de Paulo e viajava com o apóstolo nas viagens missionárias. Lucas permaneceu com Paulo na segunda prisão de Paulo, onde ele enfrentaria a morte. 2 Timóteo 4.11 confirma: 11 Só Lucas está comigo. Traga Marcos com você, porque ele me é útil para o ministério. 
16 - Demas, o desviado, o que saiu do propósito de Deus, (v. 14 b); 14 e Demas enviam saudações. Demas era um cooperador de Paulo, mas tristemente ele abandonou Paulo na sua segunda prisão em Roma. Alguns acreditam que ele abandonou a fé cristã e outros acreditam que ele voltou para Tessalônica e não deixou a fé. 2 Timóteo 4.10; 10 pois Demas, amando este mundo, abandonou-me e foi para Tessalônica. Crescente foi para a Galácia, e Tito, para a Dalmácia. 
17 – Outros amigos de Paulo que eram excelentes no serviço cristão, (v. 15-18); Paulo estava preso e alguns de seus amigos estavam em outros lugares, servindo ao Senhor com excelência, para que o evangelho fosse proclamado. Paulo se comunicava com esses irmãos através de suas cartas, para se relacionar com eles e ensiná-los a palavra de Deus. Diante disso, veremos três aspectos do serviço cristão que os amigos de Paulo realizavam: (1) O povo se reunia como igreja, (v. 15), 15 Saúdem os irmãos de Laodicéia, bem como Ninfa e a igreja que se reúne em sua casa. Paulo saúda a irmã Ninfa e a igreja que estava em sua casa. Isso mostra que o povo de Laodicéia se reunia como igreja, mesmo Paulo estando preso a obra do Senhor continuava; os cristãos de Laodicéia estavam servindo a Jesus para que o evangelho fosse proclamado. A irmã Ninfa cooperava com o evangelho, abrindo a porta do seu lar para que o evangelho fosse pregado. (2) O zelo pela leitura bíblica,(v. 16); 16 Depois que esta carta for lida entre vocês, façam que também seja lida na igreja dos Laodicenses, e que vocês igualmente leiam a carta de Laodicéia. Paulo era um homem de Deus que prezava pelo ensino da palavra de Deus, ele envia a carta aos Colossenses, mas essa mesma carta era para ser lida na igreja de Laodicéia, para que esses irmãos fossem edificados com a palavra de Deus. (3) A dedicação ministerial era com excelência, (v. 17); 17 Digam a Arquipo: “Cuide em cumprir o ministério que você recebeu no Senhor”. Arquipo possivelmente era filho de Filemon e da irmã Áfia. Filemom 1–2 afirma: 1 Paulo, prisioneiro de Cristo Jesus, e o irmão Timóteo, a você, Filemom, nosso amado cooperador, 2 à irmã Áfia, a Arquipo, nosso companheiro de lutas, e à igreja que se reúne com você em sua casa: Ele era o pastor da igreja em Colossos. Paulo diz para a igreja de Colossos exortá-lo e a encorajá-lo a continuar firme servindo ao Senhor com excelência na caminhada ministerial. Paulo afirma que ele mesmo escreveu a carta (v. 18), 18 Eu, Paulo, escrevo esta saudação de próprio punho. Lembrem-se das minhas algemas. A graça seja com vocês. 
18 - Paulo sempre se identificava em suas cartas e assinava de próprio punho. Também relembra a igreja de sua prisão em Roma, porque ele estava preso por causa do evangelho. Além da identificação e do lembrete, Paulo saudava os irmãos com a graça, porque ela é o favor imerecido do Senhor Jesus em favor dos cristãos e sem ela o cristão não consegue viver. 
19 - Conclui-se que Paulo era um servo de Cristo, rodeado de amigos, ele não seguiu a carreira ministerial sozinho. Paulo preparou uma equipe para auxiliá-lo no ministério e essa equipe trabalhava com dedicação e com excelência. Eles estavam juntos com o apóstolo Paulo nos momentos difíceis e nos momentos alegres. O cristianismo mostra que os cristãos precisam uns dos outros. A igreja de Cristo precisa servir ao Senhor com alegria, dedicação e excelência, trabalhando, cooperando para que o evangelho possa alcançar as pessoas que estão perdidas. A obra de Deus não pode parar, é preciso avançar até Cristo voltar. 
20 - O quê você tem feito para o avanço do evangelho do Senhor Jesus em nosso tempo? Você tem cooperado com a obra de Deus, na expansão do Evangelho? Busque servir ao Senhor com dedicação, seja um servo que irá cooperar para que o evangelho alcance os perdidos. Este é o ide de Jesus para a igreja em todos os tempos. Hoje você tem a oportunidade de servir ao Senhor, faça isso com excelência, como se estivesse fazendo aquilo que os Cristãos de Atos dos apóstolos fizeram e aquilo que os cooperadores de Paulo também fizeram parte levar a mensagem de Salvação à todos os pobres, perdidos e miseráveis pecadores. 
Deus abençoe você e sua família. 
 
Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.