segunda-feira, 2 de março de 2026

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA 


I - Quando a Bíblia diz que somos mais que vencedores, isso significa que o amor de Deus em Cristo nos fortalece de tal forma que podemos suportar seja quais forem as circunstâncias do nosso dia a dia. Os redimidos enfrentam as hostilidades e a dor amparados pela certeza do amor de Deus que os resgatou da escravidão do pecado. Na Bíblia, o versículo que diz que somos mais que vencedores foi escrito pelo apóstolo Paulo. Ao falar sobre a segurança da salvação em Cristo, o apóstolo escreveu: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”, (Romanos 8:37). Mas também é verdade que muita gente aplica esse versículo com um sentido completamente estranho ao seu contexto. Não é difícil encontrar alguém que pensa que esse versículo é uma promessa de que os crentes podem conquistar tudo o que desejarem, afinal são mais que vencedores. Porém, esse versículo se refere a uma vitória que tem muito mais a ver com a idéia de “suportar”; de ser vitorioso na adversidade. O foco desse versículo está na segurança do crente em Cristo, e não na satisfação de desejos pessoais. O apóstolo Paulo deu esse exemplo ao dizer “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”, 1 Coríntios 10:32-33. 
II - Nosso desafio é diário e temos que profetizar para nós mesmos que em todas estas coisas somos mais que vencedores por intermédio de Jesus Cristo. Que coisas são estas? São o laborioso trabalho de nossas atividades diárias. O versículo não começa simplesmente com a afirmação: “Somos mais que vencedores”. Antes, o versículo começa dizendo: “Em todas estas coisas”. Isso indica, obviamente, que o próprio texto bíblico explica em quais coisas somos mais que vencedores. Isso fica mais do que claro nos versículos predecessores. (1) Em primeiro lugar Paulo escreve que não restam acusação ou condenação contra os eleitos de Deus, pois o próprio Deus é quem os justifica mediante os méritos de Cristo que morreu, ressuscitou e agora está numa posição exaltada agindo como intercessor do seu povo (Romanos 8:31-34). (2) Em segundo lugar e à luz dessa verdade, o apóstolo questiona: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8:35). Claro que esse questionamento é retórico, e significa que ninguém jamais será capaz de nos separar do amor de Cristo por nós. (3) Rm terceiro lugar nesta sequência, o apóstolo faz uma citação do Salmo 44: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8:36; Salmo 44:22). Nesse ponto, Paulo indica que o sofrimento por causa do Senhor é algo bem conhecido dos crentes de todas as épocas. 
III - Então ao dizer que somos mais que vencedores, o apóstolo Paulo tem em mente “todas estas coisas”, isto é, tribulação, dor, hostilidade, privação, angústia e perseguição. Esses sofrimentos, porém, não ameaçam as bênçãos que os crentes desfrutam em Cristo; ao contrário, esses sofrimentos acabam contribuindo para o crescimento espiritual do povo Deus que caminha em direção à glória futura. São bênçãos para o bem de todos os que amam e adoram ao Senhor Jesus em espírito e em verdade. Somos mais que vencedores. “mais que vencedores” indica basicamente uma “superinvencibilidade”. Ser mais que vencedor é o mesmo que ser “supervencedor”. Inclusive, essa expressão traduz uma palavra grega composta que significa algo como “sobrepujar completamente”, no sentido de alcançar uma vitória inigualável. Ao afirmar que somos mais que vencedores, Paulo ensina que o povo de Deus está conquistando uma vitória completa e definitiva que se completará no arrebatamento da igreja.
IV - A ideia aqui é que não há e não haverá nada que os crentes possam temer, pois por piores que sejam as circunstâncias, em todas elas os crentes são mais que vencedores. Isso, inclusive, deixa claro que muitas vezes Deus não nos livra dos problemas, mas nos livra nos problemas; vocês já leram a história do profeta Daniel que foi lançado na cova dos leões? Muitas vezes Deus não nos protege das dificuldades, mas nos protege nas dificuldades, de modo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu propósito, seu beneplácito, (Romanos 8:28). A segurança que desfrutamos em Cristo é tão grande que até mesmo as adversidades trabalham em nosso favor. 
V - Se quisermos vencer nossas batalhas do dia a dia, temos que estar olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Somos desafiados a vencer a nós mesmos todos os dias. A amargura de alma gera raiva e frustração dentro de nós, por isso temos que vencer a nós mesmos, este é um dos maiores desafios de nossas vidas todos os dias. Todo mundo tem o dever de aprender como lidar com a amargura de alma, com a raiva, com ressentimentos, com desejos de vingança e com a frustração. O maior desafio de nossas vidas é vencer a nós mesmos. 
A - Romanos 12:17-21 nos diz: 17. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. 18. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. 19. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 20. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 21. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 
B - Provérbios 17:22 diz que: "o espírito abatido faz secar os ossos". A Bíblia também fala sobre a amargura de alma e da inveja, que podem ser destrutivas e maléficas: Provérbios 15:13 diz que "o coração amargurado abate o espírito". Provérbios 14:30 nos diz que "a inveja apodrece os ossos". A amargura de alma é o resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma inapropriada a uma ofensa. Para algumas pessoas a raiva está reprimida debaixo de um exterior calmo. Ela fermenta aonde ninguém pode ver. Outros a jogam instantaneamente para fora quando ficam com raiva. Outros ficam vermelhos no rosto e tremem por dentro. Outros ficam carrancudos e calados. Outros se tornam mordazes e cortantes com sua língua. 
C - Mas todos temos que lidar com ela de uma maneira ou de outra, a raiva, que gera as amargura de alma é uma experiência universal, e a maior parte dela não é boa. Eu me baseio no que Tiago 1:19-20 diz: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Deveríamos aprender como sermos vigilantes e não ficarmos com raiva, porque o que vem rápido demais geralmente está contaminado com injustiça.
D - A Bíblia nos adverte dos perigos da ira. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus, Tiago 1:19-20. “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade...”, Colossenses 3:8. “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria... e bem assim toda malícia, Efésios 4:31. “Ora, as obras da carne são conhecidas: ...porfias, ciúmes, iras, discórdias...”, Gálatas 5:19-20, “Aquele que, sem motivo, se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...”, Mateus 5:22. 
1 - A ira é muito perigosa, não sejamos iracundos e desejosos de exercer vingança. Nesta última advertência você pode ver que a ira é muito perigosa. Se ela fincar raiz em seu coração e se tornar um ressentimento ou criar um espírito que não perdoa, ela pode lhe destruir. Este é o sentido na parábola de Jesus em Mateus 18 sobre o servo que não perdoa: tendo sua enorme dívida cancelada pelo rei, ele se recusa a cancelar a pequena dívida do seu amigo. E assim o rei o joga na prisão por sua crueldade. Jesus termina a parábola com esta advertência no versículo 35: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. A ira pode se transformar em uma raiva duradoura e destruidora. Ela pode tomar seu coração, se tornar um ressentimento duradouro, ou criar um espírito, no sentido de sentimento, que não perdoa, e o resultado será condenação. Jesus disse com muita clareza em Mateus 6:15: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas. 
2 - Na Bíblia, a amargura de alma é resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma negativa e inadequada a uma ofensa. A Bíblia diz que um coração amargurado abate o espírito. A Bíblia também fala sobre a "raiz de amargura", que é uma pessoa ou doutrina que incentiva as pessoas a agirem presunçosamente. A Bíblia nos mostra que a raiz de amargura também é uma causa da depressão. No texto de Paulo aos Hebreus vemos que a amargura tem uma raiz, ou seja, vai adentrando pelo nosso coração até atingir a alma, a psique, e nos algema, aprisionando-nos a um estado depressivo que, muitas vezes, pode não ter volta. 
3 - O que a Bíblia diz sobre amargura de alma, o que é uma raiz de amargura? A amargura de alma é um sentimento ruim, de sofrimento, tristeza e ressentimento. Assim como alguns alimentos deixam um sabor amargo na boca, algumas situações podem tornar a vida amarga. Guardar a amargura não é bom, porque tira a alegria da vida e causa ainda mais sofrimento. Todos nós passamos por tempo difíceis mas algumas coisas nos afetam mais que outras. A amargura pode surgir por causa de um acontecimento triste, como a morte de um ente querido, ou por causa de uma injustiça, como uma traição, ou outra coisa ruim. Quando essas coisas acontecem, é normal sentir amargura mas depois temos uma escolha: deixar a amargura de alma crescer e contaminar nossa vida, ou lidar com a situação de maneira positiva buscando estar firme no propósito de esperar a vitória no Senhor Jesus, (Efésios 4:31-32). 
4 - As consequências de uma vida de amargura. Quando deixamos a amargura de alma tomar conta de nossa vida, estraga muitas coisas e pode levar a todo tipo de pecado. Algumas atitudes negativas por parte do ser humano podem gerar, na maioria dos casos, a muitas consequências sofredoras como: Infelicidade, focando apenas nas coisas ruins da vida. Ingratidão, por não apreciar as bênçãos de Deus, pensando apenas na amargura. Ódio por quem o tratou ou causou o mal. Atos de vingança e maldade. Influenciar outros a terem pensamentos negativos a seu respeito. Perda de amizades que não lhe fizeram mal. Afastamento de Deus, por se sentir zangado com Ele e com tudo a sua volta. Por causa de tudo isso, é muito importante tratar da amargura de alma antes que fique incontrolável. Nossa vida não precisa ser definida pela amargura do passado. Em Jesus, podemos vencer, Ele venceu seus inimigos com a sua palavra de mansidão e poderosa. 
5 - Como posso me libertar da amargura de alma? Se você está lutando com sentimentos de amargura, Jesus pode lhe ajudar a ficar livre. Guardar amargura é pecado, é gerar mais amargura. Deus lhe ama e quer lhe perdoar e restaurar sua vida. Peça perdão a Ele e creia que Jesus é seu melhor amigo e seu salvador. Esse é o primeiro passo e o mais importante para se livrar dessa amargura de alma. Qual é a origem de sua amargura de alma? A amargura normalmente vem associada à falta de perdão. Há alguém que você precisa perdoar? O perdão liberta de toda e qualquer amargura. Escolha perdoar e largar o desejo de retribuição, deixando o passado nas mãos de Deus, (Romanos 12:17-19). 
6 - Por fim, olhe para as bênçãos de Deus. Mesmo com tudo que você tem passado, existem coisas boas na sua vida, que podem te alegrar. A maior bênção que Deus dá é Sua presença. Se você ama a Jesus, você nunca está sozinho. E mais: você tem a promessa da vitória e da vida eterna. Nos momentos de amargura, não se esqueça da alegria maior que a salvação nós proporciona. O que é uma raiz de amargura? Hebreus 12:14-17 fala sobre uma raiz de amargura, que é infeciosa e causa muitos problemas na alma. Essa raiz de amargura é uma atitude que resulta e gera amargura para a vida da pessoa. Nesse contexto, o problema não é a amargura mas o que causou a amargura. 
7 - Esaú era o filho mais velho de Isaque e, por tradição, ele deveria ser o próximo líder da família e receberia uma bênção especial do pai. Mas Esaú desprezou esse privilégio e um dia vendeu seu direito de filho mais velho a seu irmão gêmeo, mas que nasceu depois dele, Jacó por um prato de comida, a Bíblia diz que era um prato de lentilhas. Ele achava que esse ato não era importante mas, mais tarde, Jacó recebeu a bênção especial do pai e Esaú ficou sem nenhuma bênção, era costume da época o pai abençoar o filho mais velho antes de morrer para que este continuasse a tradição da família. (Gênesis 27:33-35). Ele tinha perdido sua oportunidade. Então Esaú ficou muito amargurado e quis matar Jacó. Esaú viveu grande parte da sua vida com amargura de alma, perseguindo seu irmão Jacó querendo matá-lo. Muitas pessoas, até dentro da igreja e dentro da família, desprezam o dom da salvação por causa da amargura de alma e continuam na imoralidade, na maldade, no desejo de vingança, em vez de viverem para Deus, procurando se santificar, o que seria bem melhor, mas continuam no pecado, sem remorsos e nem vergonha dos atos maldosos e malucos praticados contra alguém e achando que depois vai ficar tudo bem. Mas, no fim, eles perdem sua oportunidade de serem salvos, porque o mal que fizeram contra os outros vai voltar contra si mesmo. (Hebreus 10:26-27). A Bíblia diz o seguinte em Gálatas 6:7: “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”. 
8 - Não devemos desprezar o que Jesus fez por nós. A salvação implica uma mudança de atitude em relação ao pecado. Não podemos viver mais conformados com os males deste mundo, mas procurar viver de maneira que agradável a Deus. Nossos pecados e nossas fraquezas devem nos incomodar e nossa consciência nos desafia a mudar, devemos perdoar a quem nos ofendeu e devemos nos perdoar a nós mesmos pela maldade que às vezes involuntariamente causamos aos outros. Se continuarmos no pecado, achando que não tem problema, vamos colher fruto muito amargo em nossa vida, por nossas atitudes amargas contra outrem. 
9 - Como vencer a amargura de alma. Devemos ficar firmes, perseverando na busca da direção de Deus para superar está fase negativa. E, quando estiver novamente querendo desanimar, lembre-se da seguinte passagem bíblica: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Hebreus 12:15. Ore pela (s) pessoa (s) que o feriu e considere maneiras práticas de demonstrar um amor semelhante ao de Cristo para retribuir àquelas pessoas. Tais passos ousados só podem fluir das verdades da Palavra de Deus. Veja as verdades bíblicas descritas acima e com a ajuda do Espírito Santo você será vencedor em qualquer batalha. Na Bíblia temos todos os armamentos de guerras espirituais essenciais na batalha para resistir e vencer à amargura de alma. Amar nossos inimigos é um princípio central do ensinamento de Jesus, que ele modelou ao ser gracioso para com os críticos e crucificadores, ao lavar os pés de seu traidor Judas e em sua morte sacrificial por nós, enquanto éramos seus inimigos, (Rm 5.6-11).
10 - À luz dessas verdades, Paulo o apóstolo de Jesus nos chama a vencer o mal dos outros fazendo-lhes o bem, a ponto de alimentá-los, se necessário for, (Rm 12.1, 20-21). Aqui o apóstolo Paulo simplesmente reflete as palavras do Senhor Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam; Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai que está nos céus”. (Lc 6.27-28, 36). Como poderíamos aplicar as palavras de Jesus em Lucas 6, especialmente se aquele que nos feriu profundamente permanece sem arrependimento? Perceba os motivos que dão suporte à esta indagação: Jesus nos orientou que devemos usar de amor e misericórdia até mesmo para com os nossos maiores inimigos, insisto na orientação de Jesus dizendo de novo que é até mesmo para com os nossos maiores inimigos. Como destinatários do amor e da misericórdia salvíficos por parte de Deus em Jesus, e movidos por esse mesmo amor e por essa mesma misericórdia, é que devemos perdoar para ao deitar podermos dormir em paz com Deus e com a nossa consciência. 
11 - Quatro pontos que devemos aprender a lutar contra a incredulidade gerada pela amargura da alma: 1. Creia que o que o Grande Médico Jesus diz é um bom conselho. Se ele diz: “Despojai-vos de toda a ira”, não ignore o conselho. Coloque-o na sua mente e decida cumpri-lo. 2. Creia que você foi perdoado, e que ser perdoado por um Deus infinitamente santo é algo assombroso e maravilhoso, e por isso você deve perdoar também àqueles que te ofenderam ou que vierem te ofender. 3. Creia que a vingança pertence a Deus, que ele retribuirá a todos que fazem o mal. Deus retribuirá a cada um as suas obras, sejam elas boas ou más. 4. Creia que o propósito de Deus em todas as suas provações é de transformar a causa da sua ira, da sua provação em algo bom para você. É aquela velha história da frase que diz: “há males que vem pra bem”, mas com Jesus devemos ser mais que vencedores todos os dias de nossas vidas. Em Hebreus 12:2 diz que devemos “olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. 
12 - Em Hebreus 11, o escritor faz uma longa lista de exemplos de fé que os leitores da carta devem seguir. O capítulo 12 começa assim: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”. Assim, os crentes são descritos como estando em uma corrida. Eles podem olhar para os exemplos que os precederam. As pessoas em Hebreus 11 são a "nuvem de testemunhas", mencionada em Hebreus 12:1. 
13 - A fim de efetivamente "correrem", os crentes precisam se livrar do pecado e de outras escravidões. As pessoas que levam as corridas a sério não carregam bagagem extra; um corredor olímpico nunca foi visto carregando uma mala ou falando ao celular durante a corrida. Tudo o que não é absolutamente essencial é deixado pra trás. Além disso, para vencer a corrida, o corredor deve terminar. O atleta não deve desistir antes de terminar. A perseverança é necessária para vencer todos os obstáculos. 
14 - O autor de Hebreus exorta os crentes a considerarem o exemplo máximo de perseverança de Jesus. Os corredores de uma competição atlética não podem ser distraídos por objetos periféricos. Como corredores na corrida da vida, devemos "olhar atentamente para Jesus", olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Enquanto corremos, devemos olhar para Ele com fé. Ele é mais do que o nosso exemplo; é o nosso destino final. Devemos correr em Sua direção com todas as nossas forças, na promessa de que seremos confirmados como sendo à Sua imagem e semelhança. 
15 - Hebreus 12:2 diz que Jesus é o “autor” da nossa fé. Foi Ele quem criou uma trilha. Foi Ele quem disponibilizou o caminho para o Santo dos Santos a fim de que o restante de nós pudéssemos seguir à presença de Deus como filhos amados, (Hebreus 10:19–20). Jesus também é o “consumador” da nossa fé, foi Ele quem a completou. Cristo não apenas deu início à nossa fé, mas também a concluiu. O versículo seguinte explica como Cristo fez isso. 
16 - Em primeiro lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus suportou a cruz. Lá, no Getsêmani, Ele estava decidido a fazer a vontade do Pai, (Mateus 26:39). Cristo fez isso pensando na alegria que estava por vir. Ele sabia que seria ressuscitado e que voltaria ao lugar de glória que tinha com o Pai desde o princípio, (João 17:5). Ele ansiava pelas pessoas que iria salvar e voluntariamente deu a Sua vida para resgatar as Suas ovelhas, (João 10:10-11). 
17 - Em segundo lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus desprezou a vergonha da cruz. A crucificação era uma morte horrível e torturante, e incluía humilhação pública e vergonha. Jesus foi ridicularizado enquanto carregava a cruz e principalmente quando já estava pendurado na cruz. A placa pendurada acima dele dizia "Rei dos Judeus", uma ironia cruel, pois era verdade, mas aqueles que o assassinaram não acreditavam nisso. Outros observadores zombavam dele, dizendo: “Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido" (Lucas 23:35). A cruel ironia é que só poderia salvar os outros se escolhesse não salvar a Si mesmo. Ele era verdadeiramente o Messias, e isso o impediu de descer da cruz. Ele era o Escolhido, e havia sido selecionado com o propósito de morrer como sacrifício de Deus pelo pecado. Também é uma ironia que Deus o libertaria, mas somente depois de sofrer o castigo daquela pesada cruz. 
18 - Em terceiro lugar, Hebreus 12:2 ainda diz que depois que Jesus morreu, Deus o ressuscitou dentre os mortos, e Jesus ascendeu ao céu, onde agora está assentado à direita de Deus Pai. Isso significa a autoridade de Jesus, (à direita) e o fato de que Sua obra terminou, Ele se sentou num lugar de destaque junto do Pai. Essa posição contrasta com a dos sacerdotes da época que se levantavam e ofereciam sacrifícios de animais diariamente, (Hebreus 10:11-13). 
19 - O público original do livro de Hebreus parece ter sido de judeus que haviam professado fé em Cristo, mas que agora enfrentavam a perseguição dos judeus incrédulos. Eles foram tentados a voltar atrás, renunciar a Cristo e voltar ao templo e ao sistema sacrificial de animais. Os crentes que leem o livro de Hebreus hoje se deparam com uma tentação semelhante, o mundo e o que deixamos para trás estão sempre nos chamando, querendo que voltemos, se não para um retorno permanente, pelo menos para visitas frequentes. No entanto, estamos em uma corrida. Não há tempo para voltar. 
20 - A corrida que estamos disputando provavelmente se parece mais com uma corrida de obstáculos do tipo militar do que com uma bela e organizada corrida olímpica. Existem perigos reais ao longo do caminho, mas devemos seguir em frente. Temos os exemplos dos santos do passado para seguir, mas o nosso exemplo supremo é o próprio Senhor Jesus, aquele que liderou o caminho, terminou a corrida, pagou por nossos pecados e agora está assentado no lugar de maior honra e autoridade junto ao trono do Pai. Nós olhamos para Ele, não apenas como o nosso exemplo, mas como a nossa fonte de força, como nosso redentor Onipotente, como nosso Único e suficiente Salvador. 
21 - Somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou primeiro, Jesus Cristo nosso Salvador. Definitivamente não é porque somos bons, habilidosos, valorosos ou corajosos. Somos mais que vencedores “por meio daquele que nos amou”. Nossa vitória, antes de tudo, é a vitória de Cristo. Não somos mais que vencedores por causa de algo que depende de nós, mas por causa do que Cristo fez e faz continuamente por nós. Então “por meio daquele que nos amou”, sabemos que agora Deus é por nós e, portanto, ninguém terá êxito em ser contra nós (Romanos 8:31). Sabemos também que Deus nos justificou, já que Cristo morreu em nosso favor (Romanos 8:32,33). Ainda sabemos que Cristo intercede por nós continuamente e nos ama com um amor irrevogável (Romanos 8:34-39). Sim, somos mais que vencedores porque Cristo morreu por nós; porque Cristo vive em nós; porque Cristo nos ama; e porque Cristo intercede por nós. 
22 - Somos mais que vencedores em meio lutas e perseguições da vida no nosso dia a dia. Tudo bem que a perseguição, a dor, a privação, a tribulação e a angústia não podem nos derrotar. Mas alguém ainda pode questionar se há algo mais intenso ou mais poderoso que, porventura, possa ameaçar nossa vitória em Cristo; se não agora, em algum momento futuro. No entanto, a resposta bíblica é mais do que clara. Nem a morte, nem a vida; nem coisas do presente ou do futuro; nem a altura, nem a profundidade; nenhuma criatura, nem mesmo os anjos, os principados e os poderes; absolutamente nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38,39). 
23 - É realmente incrível saber que em todas essas coisas somos mais que vencedores, porque isso não apenas significa que as coisas que se opõem contra nós são neutralizadas, mas que elas operam em nosso favor, mesmo quando nos causam dor e sofrimento. De fato, isso é muito mais do que derrotar os inimigos, mas é fazer com que os inimigos na insensatez de sua oposição e ou perseguição se movimentem a nosso favor contribuindo com a nossa vitória final. É isso que Deus nos concede por meio de Jesus Cristo. Por isso em Cristo Jesus não somos apenas vencedores, somos mais que vencedores. Graças a Deus que através do Espírito Santo nos ensina a vencermos os inimigos e a nós mesmos no nosso dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DEUS OUVIU A ORAÇÃO DE MUITOS REIS

DEUS OUVIU A ORAÇÃO DE MUITOS REIS 


I - Deus ouviu a oração de muitos reis de diversas nações, quando eles estavam em grande aflição e clamaram ao Deus de Israel. Reis de Israel e de Judá que oraram a Deus. A Bíblia relata diversos reis que tiveram suas orações ouvidas e atendidas por Deus em momentos de crise, destacando-se Ezequias, Salomão, Manassés e Roboão. Eles receberam livramento, sabedoria ou perdão após clamarem com humildade e fé, evidenciando a resposta divina à oração sincera.
II – (1) Ezequias (2 Reis 19): Deus ouviu sua oração contra a ameaça de Senaqueribe, rei da Assíria, e enviou o profeta Isaías para garantir livramento, resultando na derrota do exército assírio com a morte de cento e oitenta e cinco mil soldados Assírios naquela noite por um Anjo enviado por Deus. (2) Salomão, (1 Reis 8-9): Após orar na inauguração do templo, Deus declarou ter ouvido suas súplicas, santificando a casa que ele construiu e prometendo presença contínua. (3) Manassés (2 Crônicas 33): Após ser levado cativo e se arrepender de seus maus caminhos, sua oração fervorosa foi ouvida, e ele foi restaurado ao trono em Jerusalém. (4) Roboão (2 Crônicas 12): Deus ouviu sua oração e do povo quando, humilhados diante da ameaça de Sisaque, receberam a promessa de que não seriam totalmente destruídos.
III - Esses relatos mostram que Deus atendeu a clamores por proteção, perdão e direcionamento no governo de Judá. Vejamos também alguns casos em que Deus ouviu reis de outras nações. Reis de outras nações que Deus ouviu a oração. A Bíblia relata casos em que reis ou governantes de nações gentílicas (não israelitas) reconheceram o poder do Deus de Israel, oraram ou buscaram a sua intervenção, e foram atendidos em suas necessidades ou humilhações. Aqui estão alguns exemplos notáveis: (1) Nabucodonosor (Rei da Babilônia): Após um período de loucura em que foi humilhado e viveu como animal, Nabucodonosor levantou os olhos ao céu. Ele relata que seu entendimento foi restaurado, orou a Deus e o louvou, sendo devolvido ao seu trono com ainda mais glória (Daniel 4:34-36). (2) Ciro, o Grande (Rei da Pérsia): Embora fosse um rei pagão, Deus o chamou de "ungido" e "pastor" (Isaías 44:28; 45:1). Ciro orou ou reconheceu o Deus dos céus como quem lhe deu todos os reinos da terra e lhe ordenou edificar o templo em Jerusalém, o que Deus atendeu ao guiar seu coração (Esdras 1:1-3). (3) Artaxerxes (Rei da Pérsia): Atendeu ao pedido de Neemias, guiado pela "boa mão de Deus" (Neemias 2:8), que respondeu à oração de Neemias para reconstruir Jerusalém, agindo através do coração do rei gentio. (4) Rei de Nínive (Assíria): Após a pregação de Jonas, o rei de Nínive se arrependeu, cobriu-se de pano de saco e ordenou um jejum nacional. A Bíblia diz que Deus viu as obras deles e a sua conversão, e desistiu do mal que tinha dito que faria contra eles (Jonas 3:6-10). 
A - Reconhecimento do Deus de Israel: Além desses exemplos diretos de oração, vários reis gentios, como Dario (Daniel 6:25-27) e outros mencionados por Salomão (1 Reis 8:41-43), reconheceram a soberania de Deus e foram atendidos em suas petições voltadas ao Deus de Israel. Deus respondeu a oração dos reis, dos profetas, dos sacerdotes, do mais ricos, dos mais pobres. Deus ouviu e respondeu a oração de Abraão, de Isaque, de Jacó, de José do Egito, de Josafá, de Elias, de Josias, de Jonas, de Isaías, de Jeremias, etc, e Deus responde as nossas orações. Basta crer. 
B - Deus ouve as nossas orações. Os dias atuais estão ficando cada vez mais difíceis de serem vividos. Somos engolidos pela nossa rotina acelerada e isso resultou em um cenário trágico no meio do povo de Deus: somos um povo que não ora. Muitos dizem que não têm tempo para orar. Quantas pessoas você já ouviu dizer que têm vergonha de orar, porque só procuram a Deus para pedir? Quanto tempo do seu dia hoje é dedicado à oração? No período da pandemia, uma pesquisa apontou que o povo brasileiro começou a orar mais por conta do isolamento, da solidão e do medo de ficar doente. Mas você já se perguntou se Deus ouve todas as suas orações? Será que Deus responde todas as orações dos que clamam à Ele?
C - Bem, sabemos que ouvir e responder são palavras distintas, cada uma com seu significado. Ouvir é se atentar ao que está sendo dito. Já responder, é dizer algo a partir do que se escutou. São palavras que usam até mesmo partes diferentes do corpo. Uma utiliza o ouvido, a outra a boca. Mas será que realmente precisamos da resposta de Deus ou apenas que Ele nos ouça? Como seres ansiosos que somos, sei que você deve ter pensado o mesmo que eu: “Quero os dois. Preciso que Ele ouça o que eu falar e ainda responda rapidamente ao que eu pedir”. Bom, isso só nos mostra quão pequenos e dependentes somos da graça, da misericórdia e do amor de Deus. Não podemos garantir a resposta de Deus, mas o Senhor nos permite através da Sua Palavra termos a certeza de que Ele está nos ouvindo. Você consegue imaginar a grandeza do seu momento de oração? 
D - Na existência do ser humano, há um Senhor Poderosíssimo que não apenas criou todas as coisas, mas também sustenta todas elas. O nosso Deus não é apenas um grande Criador, mas Ele permanece trabalhando. Ele providencia o sustento das aves dos céus. Ele faz chover sobre a terra no momento certo. Ele observa com atenção as árvores e sabe exatamente quantas folhas cairão dela hoje. Ele controla cada partícula de poeira que sobrevoa de um lugar para o outro. Ele está atento a cada rotação feita pela terra. Ele governa sobre as regiões celestiais. Ele dá ordens aos anjos. Há muito trabalho a ser feito pelo nosso Senhor, mas quando um eleito para e ora, Deus para, a fim de ouvi-lo. 
1 - Obviamente, as coisas não saem do controle quando Deus nos ouve, afinal, tudo é sustentado apenas pela palavra do Seu poder. Porém, ao abrirmos as nossas bocas e nos colocarmos em Sua santíssima presença, este Senhor Todo Poderoso olha para nós, atento às nossas palavras. Deus ouve a todos os seus filhos, seus servos. João 9.31 diz: “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve”. Precisamos ter em mente que o Senhor Deus não se relaciona com ímpios e pecadores. A oração é um benefício dado à Igreja de Jesus. A oração é um privilégio que custou o sangue precioso do Filho de Deus. A oração é um presente dado apenas àqueles que hoje estão em paz com Deus e isso só é possível aos que são tementes a Ele; os que fazem a vontade de Deus, quando clamam ao Senhor Jesus, Ele os ouve. 
2 - Basta apenas sermos crentes para sermos ouvidos e atendidos por Deus? Não é assim não. Tiago 4.3 nos garante que Ele nos ouve quando pedimos com bons propósitos: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. Tiago 4:3. Ainda neste mesmo capítulo 4 de Tiago ele nos apresenta um cenário tenebroso que nenhum cristão deveria viver. Os crentes estavam brigando entre si, invejando uns aos outros e ele cita até mesmo o assassinato de reputações devido à cobiça. Não podemos jamais nos esquecer que a Bíblia foi escrita para o povo de Deus. Tiago está escrevendo para o povo de Deus! Chega a ser um escândalo ver que essa era a realidade dessas pessoas. 
3 - Eles estavam lutando com todas as suas forças para alcançarem algo na vida, mas recebem uma repressão terrível: “Vocês não têm nada porque vocês não pedem a Deus e quando pedem não recebem porque nem pedir vocês sabem”. Os crentes em Jesus que receberam a carta de Tiago foram repreendidos por dois motivos: (1) Eles não oravam a Deus. (2) Quando oravam, oravam mal. Se não oramos, como o Senhor nos ouvirá? Se quando oramos, oramos mal, como Deus nos atenderá? Nos versos seguintes, Tiago fala que Deus resiste aos soberbos. Por isso, precisamos entender melhor como podemos nos achegar a Deus em oração de tal forma que Ele nos ouça e nos atenda. A resposta de Deus ao que queremos nem sempre será garantida, mas os ouvidos atentos nós já temos, porém, o braço do Senhor não está encolhido. Ele pode nos responder, basta sabermos o que e como pedir. 
4 – Quais são as orações que Deus ouve: (1) Primeiro, precisamos deixar claro que a questão em si não está na forma de falar, na forma de orarmos. Então, não basta ser uma pessoa eloquente e usar palavras bonitas e rebuscadas. Já conversei com muitos irmãos que diziam ter vergonha de orar, porque não tinham muito jeito com as palavras. Em suma diziam que não sabiam como orar. O interessante é que a Bíblia nos dá algumas instruções sobre as orações que Deus ouve e posso te garantir que o fato dEle ouvir não está assegurado nas palavras ditas, mas no coração de quem as diz. (2) Segundo, Deus ouve a oração do coração quebrantado e contrito. O Salmo 51 verso 17 diz o seguinte: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. 
5 - Você já passou pela situação de estar conversando com alguém e essa pessoa começar a fazer outra coisa não dando a atenção devida ao que você está Se referindo? Ela despreza o que você está dizendo, não se importa talvez com o desabafo que está fazendo naquele momento. Ela não olha nos seus olhos enquanto está falando. Esse desprezo é terrível. O homem, o ser humano, é plenamente capaz de fazer isso com o próximo. Quantas vezes damos mais valor à nossa dor do que a dor dos outros. É como se o nosso problema fosse muito maior e de muito mais importância do que o do outro. Não podemos ser soberbos ao nos achegarmos a Deus em oração, afinal, Ele resiste aos soberbos, mas dá graças ao humilde, Tiago 4:6. Não precisamos apresentar nossas obras diante do Senhor, não precisamos provar quem somos para que Ele nos ouça. 
6 - Diferente de uma alta autoridade que só recebe pessoas importantes para uma conversa particular, Deus não está preocupado com o seu status ou com a sua eloquência. Ele sabe que todo o bem que fazemos vem dEle. O Senhor deseja apenas que nos apresentemos em Sua presença com um coração quebrantado e contrito. A pessoa de espírito quebrantado é aquela que se esvazia de toda vangloriosa confiança e chega ao ponto de reconhecer que nada é. O coração contrito despreza a ideia de mérito, e não trata com Deus com base no princípio de permuta, da barganha com Deus. Deus ouve as orações daqueles que estão em seus devidos lugares e que O colocam em seu devido lugar. Deus é o centro e somos apenas servos. Não haverá desprezo para aqueles que se esvaziam de si mesmos. Para os corações que se prostram diante do Oleiro e se reconhecem apenas como barro, a estes Deus ouve. 
7 - Deus ouve a oração do justo, é o que está escrito em Provérbios 15.29. “O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos Ele escutará”. Não nos restam dúvidas de que Deus não tem parte com o ímpio. Salomão fala que Deus está longe destes. Mas dos eleitos, o Senhor está próximo e não apenas isso, mas Ele permite que nos aproximemos dEle. O verso acima fala que Deus escutará a oração dos justos. Se olharmos para dentro de nós, encontraremos pecados obscuros que nos assustam, como então podemos nos apresentar diante de Deus como justos? É como se um rei condenado por provas irrefutáveis, quisesse se apresentar diante de um juiz dizendo ser inocente de tudo.
8 - De fato, se olharmos para nós mesmos, não encontraremos nem sequer uma centelha de justiça. Porém, o Deus a quem servimos enviou o Seu Filho Unigênito Jesus Cristo para pagar a penalidade que deveríamos ter sofrido. Foi Jesus quem viveu uma vida justa para que pudéssemos ter paz com Deus, (Romanos 5:18). Essa paz nos permite entrar com ousadia na presença do Grande Juiz sem sermos condenados e expulsos da Sua presença. (Hebreus 4:16). 
9 - A justiça de Jesus é evidenciada em nós quando vivemos uma vida santa e de temor a Deus. Somos justos por meio de Cristo quando nascemos de novo e não vivemos mais praticando as obras pecaminosas da carne, do nosso passado, pelo contrário, buscamos andar nos mesmos passos que o nosso Mestre andou. Amamos como Ele ama e nos ensinou a amar o próximo. Perdoamos como Ele nos perdoa. Vivemos como Ele viveu. Somos de fato como espelhos que não refletem uma imagem própria, mas sim a do Criador. Somos discípulos que seguem com afinco os ensinamentos de seu Senhor. E é unicamente por causa dessa justiça de Cristo aplicada em nós que Deus ouve as nossas orações. 
10 - Orações que Deus responde. Eu disse no começo deste texto que não podemos garantir a resposta de Deus para todas as nossas orações. Porém, seria desonesto apenas dizer isso sem informar que sim, existem orações que o Senhor não apenas ouve, mas responde! Há alguns pedidos que podemos fazer ao nosso Deus que Ele mesmo nos garante em Sua Palavra que nos atenderá. Mas não se engane, esses pedidos não são soberbos ou gananciosos. Pelo contrário, eles esmagarão qualquer orgulho próprio ou vanglória. São pedidos que nos levarão para uma vida mais próxima de Deus e quanto mais íntimos somos do Senhor, mais conhecemos a Sua vontade. Quanto mais conhecemos a Sua vontade, mais sabemos orar e pedir da maneira correta. 
11 - Deus atende àqueles que pedem por sabedoria, Tiago 1.5 diz: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Ser sábio é viver uma vida de reverência ao Senhor de tal forma que todas as nossas ações são baseadas no conhecimento que temos de Deus. Essa sabedoria nos coloca no caminho correto, nos mostra como devemos viver, como fugir do pecado, como tratar nosso próximo, como administrar nossas divergências. É uma sabedoria que faz toda a nossa vida estar pautada nas Escrituras. Devemos ter a consciência de que tudo o que fazemos tem que estar no centro da vontade de Deus. 1
12 - Se você sente que não tem sabedoria, ou que não tem o suficiente, peça ao Senhor. Tiago fala que Deus dá isso a todos liberalmente, ou seja, a sabedoria não é como um dom ministerial onde o Senhor determina quem o terá ou não. Todos os crentes em Jesus estão liberados para pedirem por sabedoria. Ele também nos dá sabedoria em abundância, ou seja, não há limites. É como se Deus nos dissesse “Se você me pedir por sabedoria, eu lhe darei com muita generosidade”. Assim aconteceu com Salomão que pediu a Deus por sabedoria e Deus lhe deu também muitas riquezas. 2 Crônicas 1. 
13 - O problema é que pouco pedimos por sabedoria. Pedimos mais riquezas do que sabedoria. Se esse pedido ainda não faz parte das suas orações, comece hoje mesmo. Peça ao Senhor por sabedoria. Deus não rejeitará esse pedido, pelo contrário, ele te dará generosamente e abundantemente, segundo o derramar do seu coração ao Senhor. Preciso apenas acrescentar que a sabedoria que vem do alto só é aprendida em um único lugar: nas Escrituras Sagradas. Logo, peça sabedoria, sim, mas leia a Palavra de Deus onde temos a revelação para aqueles que o temem, Salmos 25:11. 
14 - Deus atende aqueles que pedem também para serem cheios do Espírito Santo. Em Lucas 11.13 temos essa confirmação que diz: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” É certo que recebemos o Espírito Santo quando nascemos de novo em nossa conversão. Porém, a vida cristã se desenvolve de fato como um nascimento. Ao nascermos, não saberemos uma série de coisas e conforme o tempo passa, vamos aprendendo e alcançando novos desafios, até nos tornarmos pessoas maduras que trabalham e têm as suas responsabilidades, inclusive as busca constante de comunhão e intimidade com Deus. 
15 - A vida cristã acontece da mesma forma. Conforme nos aproximamos mais de Deus e nos alimentamos mais da Sua Palavra, ficamos cada vez mais maduros espiritualmente, mas isso só é possível através da presença do Espírito Santo de Deus em nossas vidas. Afinal, é Ele quem nos faz lembrar de tudo o que aprendemos, é Ele quem nos leva a orar, é Ele quem dirige os nossos passos no dia a dia. Por isso, devemos começar essa busca constante de pedir a Deus em nossas orações para que possamos ser cheios do Espírito Santo de Deus. A Palavra de Deus nos mostra homens e mulheres de Deus que tinham uma vida de oração exemplar. Daniel, por exemplo, orava três vezes ao dia. Além disso, O Senhor diz que devemos orar sem cessar, ou seja, precisamos viver uma vida de oração. Isso não significa que passaremos o dia todo orando, mas sim, que a todo momento, elevamos o nosso pensamento a Deus e clamamos por Ele. 
16 – podemos e devemos orar em muitos momentos do dia. O dia tem vinte e quatro horas e precisamos estar em constante oração. (1) Ao acordar: ore a Deus pelo seu dia, peça sabedoria para tomar as melhores decisões e graça para viver o dia em santidade. (2) Ao tomar café: ore a Deus agradecendo pelo privilégio de poder se alimentar logo pela manhã. Se possível faça o culto doméstico com sua família pela manhã ou em qualquer outro horário. (3) No caminho do trabalho: ore a Deus para que você possa ser abençoado em sua carreira profissional, para que tudo o que fizer vá bem assim como foi com Josué. Ore pelo seu patrão, pelo seu chefe, pelas pessoas que trabalham com você e peça a Deus que elas possam ver Cristo em sua vida. Seja exemplo dos fiéis em tudo. (4) No almoço: ore a Deus agradecendo pelo alimento que Ele providenciou neste dia. (5) Na volta para casa: ore a Deus para que você possa chegar em paz e em segurança. (6) Antes de dormir: ore a Deus com gratidão pelo dia, peça perdão dos seus pecados e que o Espírito Santo possa te ajudar a andar cada dia mais em santidade e em novidade de vida. 
17 - Se você possui uma rotina muito difícil, ore a Deus em momentos mais individuais. Você pode falar com Ele quando estiver tomando banho, lavando a louça, se arrumando para sair, no ônibus ou, no caminho do trabalho. Não importa o lugar, mas ore, falar com Deus é necessário para que Ele te abençoe. Mas também tenha os seus momentos exclusivos com o Senhor. Reserve um lugar para dobrar os seus joelhos e se derramar na presença de Deus. Conte para Ele os seus anseios e as suas preocupações. Deus quer te ouvir e quando você falar, Ele te dará toda atenção. 
18 - É preciso persistir em oração. É preciso adorar a Deus espirito e em verdade. Em Efésios 6.18 o apóstolo Paulo afirma que devemos estar “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos”. A oração precisa ser feita com perseverança. Não adianta orarmos cinco horas em um dia e passarmos um mês sem orar. Também não adianta pedirmos algo uma única vez e nunca mais orarmos naquele sentido. Tem pessoas que travaram verdadeiras batalhas de oração. Sim, orar é uma verdadeira guerra, não é à toa essa passagem acima foi extraída de Efésios 6, que é o texto mais importante sobre batalha espiritual da Bíblia. Como estava dizendo, algumas pessoas oraram anos até conseguir algo do Senhor como (1) a conversão de um ente querido, (2) a cura de um problema de saúde, (3) a busca por uma oportunidade de trabalho. É claro que você precisa saber que tipos de guerras você está enfrentando. Não devemos insistir com coisas que sabemos que não é a vontade de Deus para nós. Mas, se temos certeza que é de Deus, devemos insistir, devemos gastar mais tempo em oração. Entenda que insistir com Deus na oração não é colocá-lo contra a parede e exigir que Deus realize os seus desejos. Mas é se mostrar confiante em Deus e no Seu tempo perfeito para nós. Creia que Deus vai fazer grandes coisas em sua vida, mesmo que demore um tempo. Ele faz tudo no tempo certo, tudo na vida do crente acontece no tempo de Deus. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU


I – Partindo do princípio da criação de tudo relatada em Gênesis, temos a informação principal de que tudo foi feito por Deus e toda a evolução, ou melhoramento da interatividade do ser humano, foi também por ação direta de Deus. A inteligência espiritual continua viva e ativa desde quando Deus a criou até os nossos dias e até o final dos tempos. Em 1 Coríntios 2.10-16 a Bíblia nos dá alguns parâmetros sobre o que é a inteligência espiritual e de onde ela provém. Vejamos o que diz: “10. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. 11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. 
II - “A lógica da inteligência espiritual só se discerne pelo poder do Espírito Santo de Deus e quem tem a mente de Cristo sabe lidar com a inteligência espiritual”. Vamos ver em primeiro lugar qual a origem da inteligência natural do ser humano, partindo do princípio de que somos criaturas que fomos criados Por Deus e que nos dotou de capacidade de pensar e de decidir o que quisermos e o que queremos para nós e para os outros, através do livre arbítrio. A origem da inteligência natural do ser humano é um processo evolutivo complexo, impulsionado pela necessidade de adaptação, interação social e, fundamentalmente, pela evolução, crescimento do cérebro. Ela não surgiu de um único evento, mas sim como um mecanismo de sobrevivência que se desenvolveu ao longo de anos de interação entre genética e ambiente. 
III - Aqui estão os principais fatores sobre a origem da inteligência humana: Evolução Biológica e Cerebral: A inteligência é o resultado da evolução e do crescimento cerebral, surgindo como um otimizador para a sobrevivência em organismos com sistema nervoso, controle emocional, controle sensorial. Diferentemente de outras espécies, o gênero “Homo” desenvolveu um cérebro com maior capacidade de processamento, (dica muito importante: fala-se em evolução, mas foi Deus que tudo criou). Este processo de desenvolvimento se deu e se dá por e pelo contato com seus semelhantes e pelo conhecimento bem como com adaptação e sobrevivência no meio em vive: A inteligência natural surgiu como uma resposta a pressões ambientais, permitindo que os primeiros humanos resolvessem problemas, fossem criativos e adaptassem-se a diferentes contextos. É o caso dos índios, por exemplo, que são produtos do meio em que vivem. 
IV - A interação social e cultural trazem o ser humano para mais próximo dos seus semelhantes. O desenvolvimento da inteligência natural está ligado à vida em comunidade, ao surgimento da linguagem e à necessidade de empatia e cooperação, características que se consolidaram durante o período Paleolítico. A base genética e ambiental são mutáveis em parte e na maioria das vezes são imutáveis. A inteligência natural do ser humano é moldada no meio em que vivemos. É altamente herdável e influenciada por genes (incluindo genes do cromossomo X, muitas vezes ligados à herança materna), mas também é moldada pelo ambiente e experiências vividas por nossos genitores, que estimulam o desenvolvimento cognitivo do ser humano. O desenvolvimento contínuo traz a influência da inteligência, esta inteligência não é estática; ela se desenvolve ao longo da vida através de estágios, movendo-se do sensório-motor (0-2 anos) até o pensamento abstrato e formal. Em resumo, a inteligência humana é o produto de um "potencial biopsicológico", onde a genética fornece o "molde" e o ambiente e as experiências sociais refinam essa capacidade ao longo da vida. A pessoa se torna produto do meio em que nasceu, cresceu e se transformou em um ser adulto. 
A - Considero de antemão que a inteligência natural do ser humano é algo parcialmente genético e ambiental. O genético se torna primordial, já que ele é o molde necessário para a introdução de mais inteligência. Quando o ser nasce inteligente, a inteligência é um impulsionador natural para o fator desenvolvimento , fazendo com que a pessoa fique ainda com mais capacidades. A pessoa mais inteligente, ao procriar, vai passar não só o seu gene intelectual, que já tinha desde o seu nascimento, como também vai passar uma parte da inteligência adquirida no seu desenvolvimento até o momento da procriação. O grau em percentual desta inteligência adquirida e passada geneticamente ainda não temos como medir, mas eu acredito que seja pequeno o suficiente para ser necessário milênios para que possamos notar grandes alterações. As alterações de natureza humana só são significativas quando o ser humano se interessa por adquirir conhecimento e aplicá-los para aproveitamento de outras pessoas. Se posicionássemos, por exemplo, cem gerações de pessoas inteligentes que buscassem mais conhecimento e desenvolvimento para ser passado geneticamente, resultariam em pessoas de uma inteligência em padrões bem mais altos do que o natural e sem influências. O cérebro é dividido em diferentes partes que determinam o tipo de memória, os sentidos e as emoções. O tipo de inteligência está relacionado à parte do cérebro mais desenvolvida. Uma inteligência plena poderia ter todas as partes bem desenvolvidas, o que promoveria um grande avanço intelectual se todas as partes trabalham em uma potência de conectividade que definem, por exemplo, por meio de uma cognição desenvolvida, melhores sentidos e suas interpretações com memórias de curto prazo e com interpretações rápidas e assertivas, assim como uma melhor memorização de longo prazo, com capacidade de manipular a emoção para um melhor mecanismo de armazenamento. 
B - Estou dizendo que um cérebro desenvolvido pode ter um melhor controle sobre seus sentidos e sentimentos. É como uma ginástica muscular que há quem tenha o incentivo padrão de fazê-lo e como fazê-lo. A ginástica cerebral pode ser trabalhada com a própria inteligência e a consciência de como desenvolver cada necessidade para que seja possível um aprimoramento. 
C - A força de vontade está relacionada à inteligência, assim como a preguiça é o descanso da inteligência de quem não quer pensar. Contudo, a permanência nela é a falta de determinação intelectual e desistência que promove um estacionamento no desenvolvimento da própria inteligência. É a racionalidade de como, quando e onde fazer para melhor se desenvolver. Somos organismos evolutivos, buscamos a evolução para a sobrevivência e isso é como um vício universal, evoluir, está impresso em nosso código genético. Até a própria Bíblia nos mostra que devemos crescer na graça e no conhecimento de Cristo, 2 Pedro 3.18. 
1 - O código genético evolutivo (o código genético é o conjunto de regras que traduz a informação contida no DNA (ou RNA) em proteínas desde a concepção/criação do ser humano por Deus) e é uma determinação inconsciente de que temos que progredir. O nosso cérebro sente essa necessidade quando determinamos por diversas gerações essa necessidade. Por exemplo: se uma pessoa desenvolve o seu cognitivo para o bem, durante a sua vida, seu filho vai ter um gene determinado a continuar esse caminho; por mais que ele não siga, pois o ambiente pode interferir nisso, ele sempre terá uma fagulha esperando ser acendida para seguir essa evolução, ele sempre sentirá a sensação de falta. A falta é uma sensação de algo interrompido que deveria ter sido prosseguido. Vou a mais um exemplo: hoje vivemos a sensação da solidão; isso se dá devido ao avanço tecnológico, que nos distanciou da interação social corpo a corpo. Temos em nosso traço genético a necessidade dessa interação; quando ela não ocorre, temos a sensação, mesmo que inconscientemente, de que nos falta algo que está impresso em nossa memória primitiva, então nos sentimos sós, mas às vezes não sabemos o motivo. 
2 - Quando interrompemos ou desviamos de algo que está impresso em nosso código genético, temos a sensação da falta. Ela não é consciente; é como se algo não fosse suprido, algo que fosse necessário para completar os vagões do comboio que precisa seguir sobre os trilhos; os trilhos são nossa linha genética evolutiva e os vagões somos nós e nossas nuances de personalidade, entre outras coisas que nos fazem ser humanos. 
3 - A inteligência está no cruzamento entre dois espécimes com o gene da inteligência desenvolvido, podendo ser maior em um do que o outro, que moldam o terceiro espécime, resultado do seu cruzamento. Acredito que o gene da inteligência é determinante por meio do fator evolutivo, acompanhando o melhor padrão entre o casal. Por exemplo: uma mulher com um nível de inteligência maior que do homem; eles cruzam, então há duas tendências evolutivas no filho: uma delas é o fator determinante de percentual recebido da mulher e do homem, a ciência ainda não sabe qual percentual o filho leva da inteligência da mulher e do homem, mas é determinante que o homem ou a mulher passa um percentual maior de inteligência, dependendo do sexo. A segunda é o fator evolutivo, ou seja, vamos dizer que o maior percentual genético da inteligência seja da mulher, e não do homem; mesmo assim, se o homem for inteligente, será aproveitado também esse fator para impulsionar o processo evolutivo. 
4 - Seria uma lógica intuitiva, já que somos projetados evolutivamente, portanto, para uma evolução cerebral, como já sabemos que ocorreu na nossa espécie, tanto é que temos os lobos frontais desenvolvidos, mas os primatas não os tem. Essa necessidade de evolução está relacionada à evolução intelectual, então nossos descendentes tendem a ser mais inteligentes que nós, pois buscam o melhor de nós para seguir adiante. 
5 - Mas há um último fator decisivo na inteligência humana: o desenvolvimento do feto. O indivíduo pode ter fatores genéticos para o desenvolvimento de um cérebro inteligente, mas, na formação, de acordo de como ela ocorre, é possível desenvolver um potencial maior ou menor de inteligência. Há muitos casos de pai e mãe com o Q.I menor do que do filho, por exemplo. Assim como há casos de pais com alto Q.I e o filho também, um dos pais com alto Q.I e o filho com baixo Q.I, mas dificilmente há casos de pais com baixo Q.I e filhos com alto Q.I. Ou seja, a evolução do feto pode ser determinante para o Q.I do indivíduo, de acordo com a forma como ele evolui aproveitando não só o gene da inteligência dos pais, mas também ao ter uma evolução cerebral de acordo, para que o cérebro use toda capacidade para desenvolver um alto Q.I. 
6 - A inteligência espiritual na ótica bíblica do apóstolo Paulo diz o seguinte: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade (de Deus), em toda a sabedoria e inteligência espiritual”, (Colossenses 1:9). Quando se fala em inteligência, logo nos vêm à mente pessoas que possuem muita facilidade para aprender ou ensinar, expressar opiniões com clareza e profundidade sobre determinado assunto ou se sair bem em algum empreendimento. É comum ouvirmos comentários semelhantes a este: “Fulano é muito inteligente”. Se olharmos para o passado, veremos inúmeras pessoas que deram uma imensa contribuição para a humanidade. Isso se aplicada à Arte, Ciência, Religião, Educação, Política e em todas as demais áreas do conhecimento humano. 
7 - Caso voltemos nossos olhos para o presente, também encontraremos, em todas as áreas, pessoas que estão deixando sua marca na História. Portanto, são indivíduos inteligentes. Até poucas décadas atrás, só se falava sobre o Q.I. (Quociente de Inteligência). Entretanto, com o avanço das Ciências, foram descobertas ou identificadas inteligências específicas, tais como: lógicomatemática, linguística, musical, motora, artística, emocional, espiritual, moral, social e outras, além da mais sofisticada de todas, a Inteligência Artificial que é pura ciência tecnológica. 
8 - Para quem lê a Bíblia com humildade e sob a orientação do Espírito Santo (1 Co 2:9 ao 16), esse assunto não é nenhuma novidade, pois Deus, em sua infinita sabedoria, dotou os seres humanos com as mais diversas inteligências, a fim de que pudessem ter todas as suas necessidades satisfeitas, supridas e também permitir que o nome dEle fosse glorificado. 
9 - Afinal, fomos feitos à sua imagem, conforme a sua semelhança, (Gn 1:26). Logo, se Ele é um ser dotado de todas as inteligências, nós também recebemos uma porção de cada uma delas. Mas quero me ater aqui à espiritual, e à luz das Escrituras Sagradas. Então, como se pode identificar que alguém possui esse tipo de inteligência Há algumas características que norteiam a vida da pessoa que a tem. Na Bíblia, temos inúmeros exemplos, no entanto tomarei como referência o profeta Daniel. 
10 - Só para nos inteirarmos melhor do assunto, recordemos brevemente a história dele: Daniel havia sido levado cativo junto com o povo de Israel para a Babilônia. Lá, Nabucodonosor, o rei, ordenou que fossem escolhidos jovens de famílias nobres para serem ensinados em todas as ciências e na língua dos caldeus, a fim de que pudessem se assentar à mesa com ele. Dentre os escolhidos, estavam Daniel (que tinha entre 15 e 17 anos, nessa ocasião), Ananias, Misael e Azarias, (Daniel capítulo 1). 
11 - Então vamos a algumas dessas características. Primeira característica: Vê o que os outros não vêem. Os demais jovens, pelo que entendemos nessa história, não viram nenhum mal em comer da comida e beber da bebida do rei. Ao contrário, provavelmente, devem ter se sentido orgulhosos pelo privilégio de estar entre os selecionados. Enquanto o povo estava vivendo como escravo e, por certo, se alimentando muito mal, eles teriam do bom e do melhor na mesa do rei. Sem contar que não precisariam trabalhar no pesado. Só estudar. Oh, que vida boa. Deviam se sentir realmente muito orgulhosos, os “privilegiados”. Deviam se sentir melhores que os outros e, assim, com o direito de menosprezá-los. Daniel, porém, viu que a mesa de Nabucodonosor sem dúvida era farta, agradável aos olhos, olfato e paladar e, por conseguinte, assaz convidativa. Entretanto, era oferecida aos ídolos babilônicos e continha coisas proibidas por Deus. Logo, eram oferecidas aos demônios, como dizem as Escrituras (1 Co 10:20-21) e trariam prejuízos à sua fé e comunhão com o Senhor, como aprenderam com seus pais, profetas e sacerdotes. Sendo assim, decidiu permutar todas aquelas delícias, os manjares do rei, por apenas água e legumes. 
12 – Segunda característica. Entende o que os demais não entendem. Ele era um adolescente de aproximadamente 17 anos. Mesmo assim, compreendeu que, embora estivesse entre os escolhidos para estarem diante do rei e receber a melhor educação e tratamento, se não fosse selecionado para estar diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, de nada valeria. Entendeu que o “status quó”, as mulheres, os amigos e todos os privilégios e regalias resultantes da sua posição não se comparavam àquilo que era a presença de Deus em sua vida e todas as demais bênçãos advindas disso lhe traziam de significado, satisfação e comunhão. 
13 – Terceira característica. Compreendeu que mesmo distante de seus pais, líderes espirituais e de sua terra, ele deveria manter sua integridade espiritual, pois Deus estava ali com ele. E assim, quem pode dizer então que adolescentes ou jovens não conseguem ser responsáveis, íntegros, ou discernir e escolher entre o bem e o mal? 
14 – Quarta característica. Pensa o que os outros não pensam. Certamente, os demais jovens pensaram apenas nas vantagens imediatas que poderiam tirá-los daquela situação. Para entender melhor, basta imaginar como se sentiriam jovens que fossem escolhidos pelo Presidente de um país, de uma nação, para receber do bom e do melhor em todas as áreas e ainda sentar-se à mesa dele para comer e beber do que fosse servido ao “chefe”. E a fama? E as vantagens financeiras? E os “flashes”? E as mulheres a seus pés? Entretanto, para Daniel as vantagens do momento resultariam em prejuízos eternos. Portanto, pensou que não deveria se vender e se render à soberba dos olhos e à soberba da vida e às paixões carnais (1 Jo 2:16). Assim, legumes e água de Deus valiam mais que as iguarias do rei. 
15 – Quinta característica. Fala o que os demais não falam. Daniel não ficou apenas no campo do pensamento. Ele verbalizou o que havia pensado. Expôs sua decisão e seu plano aos outros jovens hebreus, seus companheiros, que aceitaram de imediato a proposta, porque entenderam que Deus estava naquele negócio. Obviamente, aquilo parecia uma loucura, já que não fazia muito sentido à razão humana e ainda poderia colocar a vida dele e a dos demais em risco. Ainda assim, externou seu pensamento. Tenho por certo que ele estava cônscio de que seu plano se alinhava à vontade do Senhor ou se originara nEle. 
16 – Sexta característica. Faz o que os outros não fazem. Mesmo diante dos olhares incrédulos e certamente sarcásticos dos outros jovens que passariam por aquela “dieta real”, Daniel decidiu colocar seu plano em prática. E assim o fez. Suponho que quando os demais souberam de seu “fantástico” plano riram à beça ou choraram. Quem sabe, rolaram pelo chão de tanto rir do plano de Daniel, que na verdade era plano de Deus. Debocharam e humilharam a Daniel. Chamaram-no de louco, de estúpido, dentre outras palavras de baixo calão, mas Daniel tinha sabedoria espiritual para discernir o plano de Deus para com eles ali naquele palácio. 
17 - Além disso, os outros jovens que não foram escolhidos, devem ter pensado que eles, os quatro jovens, haviam assinado sua própria sentença de morte, pois jamais atingiriam os objetivos traçados pelo rei e, portanto, em hipótese alguma estariam aptos a se sentarem à mesa juntos com Nabucodonosor. Devem ter suposto e convencidos de que eles, quando postos à prova, dariam de dez a zero nos hebreus idiotas. 
18 - No entanto, mal sabiam eles que estavam prestes a ver algo incrível; um verdadeiro milagre. Já no primeiro período de observação o eunuco viu a diferença para melhor entre eles e os outros. E essa diferença foi aumentando positivamente a cada vez que eram submetidos a uma avaliação. Estava, pois, ocorrendo exatamente o oposto do que os demais jovens supunham e esperavam que ia acontecer com eles. 
19 - Quando terminou o período estabelecido e foram postos perante o rei Nabucodonosor, os hebreus estavam mais fortes fisicamente e dez vezes mais sábios em tudo aquilo em que o rei os questionou. Dez vezes mais sábios, aleluia, porque Deus os honrara com uma capacitação sobrenatural que, indubitavelmente, deixou a todos boquiabertos. Quanto a Daniel, o Senhor, além de lhe dar uma sabedoria, uma inteligência espiritual dez vezes maior que a dos outros jovens de outros povos e nações, presenteou-o com um espírito excelente, (Dn 5:6;6:3), que o capacitou a tornar-se sobremodo influente no governo de Nabucodonosor e chefe dos governadores das províncias do Império babilônico. 
20 - Quando seus opositores invejosos quiseram acabar com sua vida, ele teve discernimento dado por Deus para saber que aqueles homens estavam sendo usados pelo maligno para humilhá-lo, destrui-lo e, consequentemente, atingir o povo de Israel, a menina dos olhos de Deus. Exatamente por esse motivo, manteve sua vida de comunhão com Deus. Como de costume, continuou a orar três vezes ao dia. Assim, como o resultado dessa postura, o Senhor usou o próprio rei para ser intercessor em favor dele e livrou Daniel de forma inexplicavelmente fantástica fechando a boca dos leões que, somente naquela noite, tornaram-se vegetarianos ou decidiram fazer um jejum e não atacaram o profeta Daniel ali naquela cova. 
21 - Então, aquilo que parecia ser seu fim, serviu para fortalecê-lo ainda mais diante de Nabucodonosor e do Senhor, pois o rei reconheceu que o “Deus de Daniel era o único e verdadeiro” e ordenou que todos em seu reino adorassem ao Senhor. Sem contar que como consequência disso o povo judeu também foi beneficiado. Se não passou a ser respeitado, passou a ser temido por ter a proteção do rei, (Dn 6). Vale lembrar também que Daniel manteve influência positiva durante o governo de dois sucessores de Nabucodonosor. 
22 - Para que fique mais fácil de entender a diferença entre quem tem inteligência espiritual e aquele que não a possui, basta pensar nas seguintes pessoas: (1) A mulher de Jó: disse para seu marido amaldiçoar Deus e morrer, (Jó 2:9), mas quem virou estátua de sal foi ela. (2) Esaú: trocou sua o direito de primogenitura, que lhe dava o direito a uma herança muito maior que os demais irmãos, por um prato de comida e ainda disse: De que me adianta ter a primogenitura, se estou morrendo de fome?, (Gn 25:31 ao 34). (3) Judas Iscariotes: não conseguiu ver ou entender que Jesus era de fato o Cristo; por isso o traiu por apenas trinta moedas de prata. E Mais: quando percebeu a bobagem que fizera, em vez de correr para os pés do Mestre e pedir-lhe perdão, fugiu de Jesus e se enforcou, (Mt 27:5). 
23 – Existem muitos outros que serviriam de exemplo para entendermos a diferença entre o que tem e quem não possui essa inteligência espiritual; entre o que busca de Deus o discernimento e que não busca de Deus sabedoria espiritual e inteligência espiritual para saber de fato o que significam estas coisas. Contudo, tenho por certo que esses são mais do que suficientes para que possamos entender e almejar esta realidade da inteligência espiritual que atua em conexão com a nossa inteligência natural do ser humano. Diante de tudo isso que, na realidade, é apenas uma partícula desse tão rico e delicioso tema, podemos concluir que como Paulo orou pelos cristãos de Colossos pedindo que Deus lhes concedesse inteligência espiritual, também podemos e precisamos orar por nós mesmos e por todos os nossos irmãos em Cristo rogando ao Pai que nos dê dessa inteligência, a fim de que possamos viver sábia e vitoriosamente neste mundo, sermos verdadeiros filhos amados em quem ele se compraz e agir como autênticos embaixadores dEle aqui na terra. 
24 – Ter e buscar a inteligência espiritual é ter a mente de Cristo, (1 Co 2:16b). Ter a mente de Cristo é ter uma mente guiada pelo Espírito Santo. É ter o Espírito Santo como Mestre, Mentor, Conselheiro. Logo, se queremos viver vitoriosamente, temos que almejar e buscar de todo o nosso coração isto: ter a mente de Cristo. Proceder desse modo é fundamental e urgente, pois, do contrário, corremos o risco de ser ou nos tornar homens e mulheres que são extremamente inteligentes para as coisas terrenas e seculares, como existem tantos, mas que demonstram não ter nenhum pouco de inteligência espiritual. 
25 - Muitos destes nem mesmo crêem que Deus existe. Como resultado disso, estão marchando a passos largos para o inferno. Que o Senhor em sua infinita misericórdia não permita que você e eu sejamos pessoas omissas naquilo e para aquilo que Deus nos chamou. A inteligência espiritual na Bíblia é descrita como a capacidade de compreender a vontade de Deus, agir com sabedoria divina e discernir as realidades espirituais, indo além do entendimento natural, (Colossenses 1:9, 1 Coríntios 2:14-16). Ela envolve ter a "mente de Cristo", guiada pelo Espírito Santo para frutificar em boas obras e aplicar princípios divinos à vida. 
26 – Quais são os principais aspectos da inteligência espiritual e como saber se Deus nos capacitou para algo diferente na Sua obra. (1) Procurando conhecimento da vontade de Deus para nós nestes tempos de modernidade. (2) Não é apenas uma sugestão intelectual que devemos ter sobre o assunto, mas buscar a compreensão profunda dos propósitos de Deus para estarmos frutificando em boas obras. (3) Vivendo o melhor da Mente de Cristo através da inteligência espiritual, buscando discernimento dos dons espirituais e permitindo que todas as coisas possam agir com a perspectiva de Jesus, não sendo guiado apenas por impulsos naturais ou carnais mas pela renovação da nossa mente diariamente. Rm.12.2-2. (4) Tendo uma conexão de intimidade com o Espírito Santo A inteligência espiritual vem de Deus, comunicada pelo Espírito que habita no crente. (5) Tendo plena sabedoria e discernimento da vontade de Deus. Isso diferencia o bem do mal e nos ajuda a viver de forma digna e agradável diante de Deus. (6) Enfrentando o combate espiritual. A inteligência espiritual é usada para identificar e vencer armadilhas espirituais através da oração e da dependência de Deus, em vez de focar apenas em lutas físicas. 
27 - Como Desenvolver a Inteligência Espiritual: (1) Buscando em Jejum, Oração e consagração. É um dom a ser pedido a Deus, buscado como um tesouro, (Provérbios 2:2-6). Você lembra que Salomão não pediu riquezas a Deus, mas sabedoria e Deus lhe deu sabedoria e riquezas inomináveis. 1Reis 3 e 1Crônicas 1. (2) Com a Leitura constante da Palavra, porque compreender as Escrituras é fundamental para o crescimento do discernimento espiritual. (3) Viver cheio do Espírito Santo. Manter uma postura espiritual e submissa a Deus no dia a dia. (4) Em suma, a inteligência espiritual é a capacitação divina que permite ao ser humano alinhar crenças, valores, costumes e comportamentos ao propósito de Deus. 
28 - Também a inteligência espiritual, vista na ótica da nossa fé Cristã é diferenciada. Através da Teologia cristã de defesa da fé percebemos que os dons e serviços espirituais são administrados em nossas vidas pela maravilhosa graça de Jesus pelo Espírito Santo de Deus, e, Deus tem a primazia de usar a quem ele quiser usar, independentemente e indiferentemente do querer e do saber dos seres humanos. Lá no cenáculo do templo em Jerusalém, depois do pentecostes, os discípulos e outros falaram em outras línguas na descida do Espírito Santo. 
29 - E por que é Inteligência Espiritual? Porque estamos tratando de algo que não se vê, algo não físico e material, mas sim, de algo que transcende a mente humana, a alma, a mente humana. Não se pode tentar quantificar a sabedoria, o amor, a bondade, o ato divino de perdoar. Não estamos falando do mundo da alma, da mente humana ou das emoções e sentimentos. Estamos falando de algo que vem de Deus e é dado por Deus. O rei Salomão pediu a Deus esta sabedoria e lhe foi dada. Ninguém pode ter a fé em Deus se Este não lhe der. Uma coisa é ter fé no ser humano, a outra não é somente ter fé em Deus, mas ter a fé que agrada a Deus, que vem dEle. Ele a dá a quem pede. 
30 - A engenharia espiritual deseja produzir no coração do homem, uma inteligência espiritual movida pela fé em um Deus Supremo, de quem podemos extrair projetos, propósitos e atributos que promovem o desenvolvimento para uma excelente qualidade de vida, potencializando a criatividade, o domínio próprio, o equilíbrio e ato de amar e ser amado. Uma vez perguntaram a um sábio: “como ele conseguiu criar e desenvolver tão sabiamente a teoria da relatividade? Ele respondeu que não havia criado nada e que nem era o autor de nada. Ele, simplesmente, conseguiu desvendar um pouquinho das leis que já existiam na natureza e que vieram de uma mente divina e criadora, vieram de Deus. 
31 - De fato ele tinha razão, pois o homem nunca criou nada, apenas é capaz de descobrir princípios e leis que já existiam e que aglutinados sabiamente passam a gerar algo físico que beneficia o homem. Existem alguns conceitos sobre a inteligência espiritual que nós precisamos buscar para conhecer melhor aquilo que Deus nos deu gratuitamente, que é a inteligência. Temos que ter consciência que temos dúvidas e perguntas acerca da nossa vida e do universo para as quais não encontramos ainda respostas. Alguns perguntam de onde venho? Outros perguntam o que eu estou fazendo aqui? Os mais incrédulos ainda perguntam para onde vou após a morte? E por aí vai. O quê é que falta para estas pessoas? Falta conhecer a Deus para adquirir inteligência espiritual para ter discernimento. 
32 - O ser humano natural não entende nada disso, só entende quem tem o senhor Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas e crê que Jesus cura, salva, perdoa e liberta o mais terrível dos pecadores. Faz com que estas pessoas comecem a descobrir o sentido da vida, entendendo o âmago de nosso ser e a semelhança existente com um Ser Criador de todas as coisas, Deus. Pela inteligência espiritual tem-se acesso à mente de Deus, extraindo dessa intimidade preciosa com Deus, princípios e virtudes, como a fé, a esperança, o amor, a alegria, a bondade, a paciência, a compaixão, o domínio próprio, a temperança, além de saber discernir entre o bem e o mal; 
33 - A inteligência espiritual investe massivamente na fé. Esta por sua vez gera esperança e força para vencer tribulações e dificuldades; (1) Pela inteligência espiritual compreendemos que o homem é espírito, alma e corpo. (2) Pela inteligência espiritual pode-se entender a amplitude da liberdade à medida que se conhece as leis de Deus que regem nossa vida e o universo; (3) Pela inteligência espiritual podemos extrair o lado bom das religiões, seus sábios princípios, sem se deixar ser dominado pelo radicalismo e fanatismo; (4) Pela inteligência espiritual pode-se libertar das paixões que escravizam e destroem a vida do homem, como o ciúme, a inveja, a soberba, o ódio, o rancor, os vícios, a mentira, etc. (5) Pela inteligência espiritual entende-se melhor sobre a morte, o sentido e propósito da vida terrena e também da futura vida eterna para aqueles que nela crêem; 
34 - A inteligência espiritual vale-se da intuição, ela nos faz entender os segredos da vida e do universo; (1) Pela inteligência espiritual nos tornamos mais inteligentes à medida que buscamos e nos aproximados da mente Criadora; (2) Pela inteligência espiritual continuamos a entender a ciência, pois esta muitas vezes se cala, quando a fé se inicia; a fé se sobrepõe à ciência em tudo (3) A inteligência espiritual nos leva a viver os grandes princípios morais revelados na Bíblia, investindo na meditação e oração, buscando respostas que tanto procuramos; Jesus, o Mestre dos mestres, nos ensinou muito de como é possível usar a inteligência espiritual. Jesus se interagia tanto com o pensamento de Deus Pai que Ele mesmo disse: “Eu e o Pai somos um e não faço nada sem Ele:. ( Jo10:30). 
35 - Enfim, a inteligência espiritual atua na esfera da fé, onde o dinheiro não compra e nem domina. Portanto, a inteligência espiritual seria a habilidade ou a capacidade de crer em uma mente criadora e universal e se interagir com ela, pelo conhecimento da Palavra de Deus revelada na Bíblia Sagrada. O conhecimento desta, leva a aumentarmos no amor ao próximo, e à medida da fé recebida podemos realizar obras maravilhosas. Ou seja, quanto mais conhecemos os princípios e valores espirituais de Deus através do Espírito Santo, mais experimentamos e interagimos com a vontade de Deus. Jesus nos ensinou e abriu esta “porta” do entendimento, nos despertando para mudanças interiores para o aperfeiçoamento e descoberta de novos valores e propósitos de vida. Por isso está escrito em Apocalípse 3.20 que Ele está à porta e bate... portanto abre a porta do teu coração e deixe Jesus fazer morada. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

TRADIÇÃO CATÓLICA DA SEXTA FEIRA CHAMADA SANTA

TRADIÇÃO CATÓLICA DA SEXTA FEIRA CHAMADA SANTA. 


I - A definição de Jesus sobre adoração a Deus está bem clara no versículo de João 4.24. A expressão "adorar em espírito e em verdade" vem de um diálogo entre Jesus e a mulher samaritana no Evangelho de João, capítulo 4, versículo 24, onde Jesus disse: "Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". Jesus não menciona nenhum ser humano e nenhum objeto conhecido entre os homens que seja digno de ser adorado como santo ou com aparência de santo. 
A - A tradição católica da sexta feira chamada “santa” foi definida e inventada pelos homens. A tradição católica da cerimônia da sexta feira santa ou sexta feira da paixão, foi também e definida e inventada pelos homens. Se você é católico há pelo menos alguns anos e conhece um pouco da liturgia da tradição católica romana que celebrada na Sexta-feira Santa em igrejas católicas ao redor do mundo a adoração da Cruz na sexta-feira da paixão. Mas como essa tradição começou e o que ela significa para os católicos Romanos? 
B - Antes de mergulhar na história e na tradição desta importante parte da liturgia da igreja católica da Sexta-feira Santa ou da sexta-feira da paixão, é importante notar que em muitos lugares e em muitas literaturas do catolicismo Romano e sua tradição, existem termos exclusivos para serem usados referindo-se a este ritual como “veneração da Santa Cruz”, ao invés de utilizarem o termo “adoração da Santa Cruz”. Muitas pessoas ficam confusas com os nomes, mas tudo é a mesma coisa, em qualquer dicionário bíblico que você pesquisar você vai encontrar o significado das duas palavras, veneração e adoração da cruz, referindo-se ao termo “idolatria”. 
C - Este texto usa a terminologia tradicional do Missal Romano que é a adoração da Santa Cruz. Além disso, aqui, quando se faz referência à Cruz, está implícita também a ideia de crucifixo. Para entender melhor porque é prestado o culto de “latria” que é a Cruz de Cristo, e aos crucifixos que o representam, há uma grande defesa desta tese pela tradição Romana. Diz a referida tradição que houve uma busca de uma santa pela Vera Cruz. 
1 - Por volta do século VII, na Sexta-feira Santa, a adoração do madeiro da verdadeira Cruz tinha lugar em Roma. O Papa e outros caminhavam em procissão de São João de Latrão até a igreja da Santa Cruz e depois, com grande humildade, sem cobertura nem sapatos, adoravam o madeiro da Cruz. À medida que a Igreja crescia, e como só em algumas paróquias havia “fragmentos da Vera Cruz” usava-se uma cruz vazia sem a imagem de Jesus ou um crucifixo a ser adorado pelos fiéis na Sexta-feira Santa. “Hoje, uma cruz sem a imagem de Jesus crucificado não é mais comum em nossas igrejas, diz um bispo católico. 
2 - De fato, a Instrução Geral do Missal Romano diz: Deve haver também uma cruz, com a figura de Cristo crucificado sobre ela, onde seja claramente visível para a congregação reunida. Convém que tal cruz, que lembra aos fiéis a Paixão salvadora do Senhor, permaneça junto ao altar mesmo fora das celebrações litúrgicas. A sombria sacralidade de adorar a Santa Cruz na Sexta-feira Santa evoca até certo ponto a “Paixão salvadora do Senhor” segundo a mesma tradição. 
3 - Na Idade Média, tornou-se popular por algum tempo o costume de “rastejar” de joelhos até a Cruz. Diz-se que o venerando São Luís IX, Rei de França (1226–1270), foi de joelhos até a Cruz na Sexta-feira Santa, descalço, sem coroa, vestido de cilício, e seus filhos fizeram o mesmo. Na Inglaterra do século XVI, o Rei Henrique VIII (1509–1547) fez uma proclamação que incluía a veneração da Cruz: “Rastejando até a cruz e nos humilhando diante de Cristo na Sexta-feira Santa, ali nos oferecemos a Cristo, beijando-o em memória de nossa redenção, realizada por Ele na cruz”. A prática foi repetida várias vezes até o reinado de Elizabeth I (1558–1603), quando então foi suprimida. 
4 - O ato litúrgico da Sexta-feira Santa hoje consiste no seguinte: a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Igreja católica romana não celebra o santo sacrifício da Missa. Neste dia, os fiéis devem concentrar-se na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o dia mais triste conhecido pelo homem, dia em que o nosso Salvador morreu por nós na Cruz. Mais de dois mil anos depois, os cristãos católicos ainda se reúnem toda Sexta-feira da Paixão à tarde, por volta das 15h, para lembrar de maneira especial o que aconteceu no Calvário séculos atrás, relembrando o Cristo, sofredor e que foi executado pendurado num madeiro. 
5 - O símbolo pagão mais adorado e idolatrado por todo o mundo em todos os lugares e em todos os tempos pelos cristãos é a cruz. Muitos consideram a cruz como um símbolo do cristianismo, mas ela é originalmente um ídolo pagão. Muito antes da formação do cristianismo, a cruz havia sido usada como um símbolo da fé nas religiões pagãs. O Novo Testamento, escrito na época apostólica, não tem registro da cruz como um símbolo de igreja. Ao contrário, os apóstolos rejeitaram a adoração de ídolos e ensinaram que os idólatras não herdarão o reino de Deus por serem injustos (1 Co. 6:9-10). No entanto, como é que a cruz se estabeleceu firmemente no cristianismo? 
6 - A Origem da Cruz. A cruz originariamente não é um símbolo de fé que apareceu pela primeira vez após a crucificação de Jesus, mas se originou da antiga Babilônia. “A forma desta última (cruz) teve sua origem na antiga Caldéia, e foi usada como símbolo do deus Tamuz (estando na forma do místico Tau, a inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito”. A Caldeia era o território central da Babilônia. Na Babilônia, o “T”, a letra inicial do nome Tamuz, era usado como um símbolo religioso para adorá-lo. Isso foi propagado aos países vizinhos, e a cruz é encontrada nas relíquias de países antigos como o Egito e a Assíria. O costume de adorar a cruz continuou mesmo depois que o Império Romano foi estabelecido. 
7 - História da Introdução da adoração da Cruz no meio cristão. O uso da cruz na igreja começou nos dias de Constantino. Antes do Imperador Constantino legalizar o cristianismo, a igreja era perseguida pelo Império Romano e a cruz era usada como um instrumento para executar os cristãos. Em tais circunstâncias, era um absurdo que a igreja embelezasse a cruz, que era um instrumento terrível para a pena de morte, e a usasse como um símbolo do cristianismo. Na verdade, a igreja não ergueu a cruz durante cerca de 300 anos depois da ascensão de Jesus até o tempo de Constantino. 
8 - “O uso público da cruz foi adotado pelos cristãos como um símbolo na época de Constantino. Para os primeiros cristãos primitivos, cercados pela crucificação como um fato sombrio da experiência comum, não havia o perigo de embelezar a cruz pelo sentimento”. 
9 - Os cristãos devem usar a cruz como símbolo de adoração? Quando a expressão “a cruz” é usada, geralmente é empregada como uma metáfora, assim como a forca ou a guilhotina poderiam ser em tempos posteriores. A cruz representa o que Jesus realizou. Ao escrever aos Gálatas, Paulo usou a expressão “a cruz” para capturar em apenas duas palavras a imagem do sacrifício supremo de Cristo pelos pecados do mundo inteiro. “ Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. (Gálatas 6:14). 
10 - Também devemos considerar o procedimento romano de crucificação, tal como era usado para a pena capital. O termo “crucificação” tem origem na palavra latina “crux”, que significa cruz. Nas versões em inglês da Bíblia, lemos que Jesus foi crucificado numa cruz (stauros em grego). Stauros refere-se a um poste com ou sem travessa. Atos 5:30 e 10:39 dizem-nos que Jesus foi morto numa árvore ( xulon em grego). Esta palavra pode significar uma árvore, um porrete, um bastão ou outro objeto de madeira. 
11 - Embora as informações sejam limitadas, as evidências históricas e arqueológicas mostram que os romanos geralmente usavam uma trave transversal, e não apenas um poste vertical, ao crucificar indivíduos. Essa trave transversal ficava sobre o poste vertical ou o atravessava em algum ponto de seu quadrante superior. A viga que Jesus foi obrigado a carregar (João 19:17) e que Simão de Cirene ou Simão Cirineu carregou para ele depois que Jesus desmaiou de exaustão, (Lucas 23:26) era provavelmente a trave transversal que mais tarde foi fixada ao poste ou árvore vertical. Não há indicação nos Evangelhos de que a crucificação de Jesus tenha sido de alguma forma diferente da crucificação romana padrão. 
12 - Um Dicionário de Teologia bíblica afirma: “Parece que os relatos evangélicos da morte de Jesus descrevem um procedimento romano padrão para crucificação”. Podemos concluir que o instrumento usado na crucificação romana padrão tinha algum tipo de formato semelhante a uma cruz. A forma da cruz de Cristo não é o que importa. O que aconteceu ali, quando o Filho de Deus deu a sua vida para pagar pelos pecados de toda a humanidade, é de suma importância. Para todos os que creem em Cristo e o aceitam como Salvador e Senhor, o seu sacrifício nos reconcilia com Deus e nos salva da pena de morte que nossas vidas pecaminosas acarretaram. Por isso sempre digo que devemos adorar a Jesus e não a cruz. A cruz não tem mérito nenhum na morte vicária de Jesus; todo o mérito de adoração é do Senhor Jesus que Deus a Sua vida para morrer em nosso lugar. 
13 - Como o segundo dos Dez Mandamentos de Deus proíbe estritamente o uso de objetos na adoração, a Igreja Evangélica não deve usar a figura ou imagem de uma cruz em seus cultos nem ensinar a prática de "fazer o sinal da cruz" após a oração. Os membros das igrejas evangélicas pentecostais também não usam cruzes como símbolos de devoção. Referimo-nos à cruz da mesma forma que as Escrituras se referem a ela, ou seja, como uma referência direta ao instrumento usado para tirar a vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ou como uma figura de linguagem que simboliza a morte expiatória de Cristo por nós. 
14 - Desvendando o mistério da confusão das palavras que no fundo o dicionário define que são a mesma coisa. À acusação de adorar Maria e os santos, os católicos muitas vezes afirmam que “veneram”, e não adoram, a eles. Venerar é ter grande respeito ou reverenciar. A veneração pode ser definida como "respeito ou reverência dirigidos a alguém devido ao seu valor ou grandeza". 
15 - A definição mais simples de adoração é “atribuir valor”. A adoração pode ser mais completamente definida como “mostrar respeito, amor, reverência ou adoração”. Com base no dicionário, não há uma diferença clara entre veneração e adoração. Na verdade, veneração e adoração são frequentemente usadas como sinônimos uma para a outra. Mas as definições de dicionários não são o ponto principal. Não importa o que seja chamado. A Bíblia não instrui em lugar algum os seguidores de Jesus Cristo a oferecer adoração, veneração ou algo semelhante a ninguém além de Deus. 
16 - Em lugar nenhum do Novo Testamento os seguidores de Jesus Cristo adoram, veneram ou aceitam serem adorados em lugar de honra, sempre afirmaram: não adoram ninguém além de Deus. Eles também não aceitaram receber adoração. Pedro se recusou a receber adoração de Cornélio, (Atos 10:25–26), e Paulo e Barnabé foram igualmente categóricos de que as pessoas de Listra não os venerassem, (Atos 14:15). Duas vezes no livro do Apocalipse (Apocalipse 19:10; 22:8), o apóstolo João começa a adorar um anjo, e o anjo o instrui: “Adora a Deus!” Maria e os santos que foram para o céu antes de nós diriam a mesma coisa: “Adora a Deus!” 
17 - A Igreja Católica romana tem diferentes graus de adoração: Dulia, Hiperdulia e Latria. Dulia é a honra dada aos santos. Hiperdulia, segundo a tradição da igreja católica é a honra dada somente a Maria, como a “maioral dos santos”. Latria é a honra dada somente a Deus. Em contraste, a Bíblia sempre atribui honra, no contexto de adoração, somente a Deus, (1 Crônicas 29:11; 1 Timóteo 1:17; 6:16; Apocalipse 4:11; 5:13). Mesmo que houvesse apoio bíblico para diferentes níveis de adoração, ainda não haveria apoio bíblico para oferecer níveis mais baixos ou menores e muito menos de níveis maiores de adoração de qualquer ser humano além de Deus. 
18 - Somente Deus é digno de adoração, louvor, (Neemias 9:6; Apocalipse 4:11; 15:4) e ou veneração, não importa como seja definido. O valor de Maria, que foi honrada por Deus para ser a mãe de Jesus, vem do fato de que Deus a escolheu para um papel glorioso e a salvou de seus pecados através da morte de Jesus Cristo na cruz do calvário, (Lucas 1:47). O aparente valor dos santos ou honra especial que um ser humano possa ter vem do fato de que Deus os salvou, os transformou, e então os usou de maneiras poderosas e surpreendentes, mas não que eles fossem superiores ou melhores do que a qualquer um dos salvos, quem os salvou foi Jesus que continua a salvar a todos os que nEle crer. Que todos nós, como fez Maria, os profetas, os apóstolos e todos os que arrependeram de seus pecados, até e inclusive os que podem ser considerados santos pelos homens, caiamos de joelhos no chão e adoremos ao Único que é digno de ser adorado, Jesus Cristo o Filho de Deus, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que perdoa e salva o mais vil pecador que a Ele se converter. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.