segunda-feira, 9 de março de 2026

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO 


I - Na Bíblia, a ambição, às vezes, é vista sob duas óticas distintas: (1) A ambição egoísta, focada no orgulho e na maldade da ganância, onde as pessoas fazem de tudo por dinheiro e bens não importando o mal que está fazendo aos outros, seus semelhantes. (2) A ambição piedosa, focada em servir a Deus e ao próximo como a si mesmo, mas eu considero esta situação de um outro ponto de vista mais forte ainda, porque o desejo de servir aos outros é totalmente diferente de ambição. Existem em todas as áreas da sociedade aquelas pessoas que realizam uma “diaconia plena” que é o ato de servir e servir sem olhar a quem, de fazer o bem sem olhar a quem. Quando a ambição se transforma em cobiça ou orgulho para autopromoção, as consequências bíblicas são severas, geralmente resultando em queda, destruição e separação da comunhão com Deus. 
II - A Bíblia descreve o que acontece com pessoas ambiciosas; vejamos as consequências da ambição egoísta: (1) Destruição e Queda: "O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda", (Provérbios 16:18). A ambição desenfreada frequentemente precede uma queda drástica na vida da pessoa. (2) Confusão e Males: Tiago 3:16 adverte que onde há inveja e ambição egoísta, "aí há confusão e toda espécie de males". (3) Cegueira espiritual e de racional. A ambição cega o coração e a razão, fazendo com que a pessoa ignore a vontade de Deus e o bem do próximo. (4) Rejeição por Deus. Deus se opõe aos orgulhosos e ambiciosos que priorizam a si mesmos. 
III - Exemplos Bíblicos de ambição mal sucedida: (1) Absalão (2 Samuel 13-18), Ambicionava o trono do seu pai Davi. Sua ambição egoísta levou-o a trair seu pai, e fez de tudo para matar seu pai o rei Davi. causou uma guerra civil e teve uma morte trágica, pendurado em um carvalho. (2) Nabucodonosor (Daniel 4): Cheio de orgulho por suas conquistas e riquezas, teve sua sanidade tirada por Deus, ficou louco e esquizofrênico e viveu como um animal no campo até reconhecer que o Altíssimo governa sobre os reinos humanos. (3) Belsazar, filho e sucessor no trono de Nabucodonosor (Daniel 5): Rei arrogante que profanou os utensílios sagrados do templo em Jerusalém e que foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia por ambição de poder, resultando na queda de Belsazar que perdeu o seu trono e reino na mesma noite. (4) Judas Iscariotes: Era um dos doze discípulos de Jesus, mas tinha outros propósitos e sua ambição por dinheiro e poder o levou a trair Jesus, resultando em remorso e suicídio. 
A - A ambição faz com que as pessoas maldosas desejem até o mal de outras pessoas, difamando, mentindo e caluniando pessoas honestas e honradas só porque elas não conseguem comprar ou tomar uma propriedade que é de direito daquela outra pessoa. A história da vinha de Nabote, narrada em 1 Reis 21, descreve a cobiça e a ambição do rei Acabe por uma propriedade vizinha de um de seus palácios, cuja propriedade não era dele, em cujo local morava sua esposa a perversa rainha Jezabel e a recusa de Nabote em vendê-la, por ser herança familiar, causou grande desgosto ao rei que ficou enclausurado e desgostoso com o ocorrido. Jezabel, esposa de Acabe, orquestrou uma falsa acusação, resultando no apedrejamento de Nabote e na apropriação indevida daquela propriedade, o que gerou severa condenação profética do profeta Elias. 
B - Nunca queira entrar em propriedade alheia de herança de alguém e ou propriedade de outras pessoas. Deseje sempre e somente o que é seu. Não faça como Jezabel, não invente fatos mentirosos contra terceiros para querer justificar sua ganância por possuir aquilo que não é seu. A profecia do profeta Elias ainda está em evidência de séculos em séculos, porque a vingança pertence a Deus e ai daqueles que praticam o mal contra seus familiares ou semelhantes para se apropriar daquilo que não é seu. Deus é justo e faz justiça. “Dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10.31. 
C - A diferença entre a bênção e a maldição está bem clara em Deuteronômio capítulo 28 e detalha as consequências da obediência e da desobediência a Deus. Os versículos 1-14 prometem abundância de bênçãos como prosperidade, vitória, frutos dignos de arrependimento, se o povo seguir os mandamentos. Entretanto os versículos 15 a 68 do capítulo 28 de Deuteronômio listam maldições severas como doenças, fome, derrota, exílio, por abandono da aliança com Deus. 
 D - Principais Pontos de Deuteronômio 28: (1) Bênçãos provenientes da Obediência (v. 1-14): (2) Exaltação sobre todas as nações. Prosperidade na cidade e no campo. (3) Família e terras frutíferas. (4) Vitória contra inimigos dizendo que os tais sairão por um caminho e fugirão por sete. (5) Terão abundância: "emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado". (6) Terão posição de destaque: "o Senhor te porá por cabeça e não por cauda". (7) Porém quem não for obediente padecerão as maldições da desobediência (v. 15-68). (8) Perecerão maldições, confusão e ameaça em tudo que empreender. (9) Perecerão de doenças incuráveis como tísica, febre, inflamação e úlceras malignas. (10) Será fracassado, edificarás casa e não morarás, plantarás vinha e não colherás. (11) Os inimigos se aproveitarão do fruto do seu trabalho. (12) Haverá exílio e dispersão entre todos os povos. E – Quais são os motivos dessas maldições? (v. 47-48), as maldições virão porque "não servistes ao Senhor, teu Deus, com alegria e bondade de coração, não obstante a abundância de tudo que Ele vos proporcionou". Este capítulo 28 de Deuteronômio é um divisor de águas entre a vida e a bênção, entre e a morte e a maldição, e estes acontecimentos virão dependendo inteiramente da fidelidade em guardar os mandamentos do Senhor. 
1 - O que é o livro de Deuteronômio? Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia. Foi escrito por Moisés e reúne suas mensagens ao povo de Israel antes de entrarem na Terra Prometida. O livro resume as leis, relembra a caminhada do povo no deserto e reforça a importância de amar e obedecer a Deus. Mostra que seguir a vontade de Deus traz bênçãos, e desobedecer traz maldições como consequências. O livro de Deuteronômio é escrito no final da caminhada do povo no deserto, pouco antes da morte de Moisés, quando o povo de Israel estava prestes a entrar na Terra Prometida, após passar 40 anos no peregrinando. 
2 - O nome “Deuteronômio” significa “segunda lei”, porque Moisés repete e explica novamente muitas leis que Deus já havia dado ao povo. O livro é formado por três grandes discursos de Moisés, nos quais ele relembra a história da libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e as lições aprendidas nesse período. Ele fala à nova geração, já que a anterior havia morrido no deserto devido à desobediência. 
3 - Durante os discursos, Moisés reforça a importância de amar e obedecer a Deus, seguindo Seus mandamentos com o coração sincero. Ele explica que a obediência traria bênçãos, prosperidade e paz, enquanto a desobediência resultaria em sofrimento, perdas e exílio. Também destaca a importância de ensinar essas leis aos filhos e manter viva a fé nas próximas gerações. Entre os momentos marcantes do livro estão a recapitulação da jornada no deserto, a renovação da aliança com Deus, a escolha entre bênção e maldição, e a nomeação de Josué como novo líder, já que Moisés não entraria na Terra Prometida. 
4 - Deuteronômio é um livro que fala sobre memória, fidelidade e compromisso com Deus. Ele ensina que viver segundo a vontade de Deus é o caminho para uma vida abençoada, justa e cheia de propósito. Mesmo sendo um texto antigo, suas mensagens continuam atuais para todos que desejam viver com fé e responsabilidade. 
5 - Quem escreveu o livro de Deuteronômio? A autoria do livro de Deuteronômio é atribuída a Moisés, o grande líder escolhido por Deus para conduzir o povo de Israel na saída do Egito e durante os 40 anos de peregrinação pelo deserto. Nesse livro, Moisés registra seus últimos discursos, nos quais transmite as instruções e leis de Deus à nova geração de israelitas, prestes a entrar na Terra Prometida. Como Moisés não entraria na terra, suas palavras servem como uma despedida e uma renovação da aliança entre Deus e Seu povo. 
6 - O que o livro de Deuteronômio nos ensina? O livro de Deuteronômio nos ensina valiosas lições sobre fé, obediência e relacionamento com Deus. Ele mostra como Deus deseja que Seu povo viva de forma justa, amorosa e dedicada a Ele. Ao relembrar a jornada de Israel no deserto, Moisés alerta sobre os perigos do esquecimento, da desobediência e da idolatria. Ao mesmo tempo, o livro reforça que Deus é fiel, misericordioso e deseja abençoar aqueles que O seguem de coração. Uma das maiores lições é que amar a Deus deve ser a base de toda a vida. Esse amor se expressa por meio da obediência aos Seus mandamentos, cuidado com o próximo e fidelidade mesmo em tempos difíceis. Moisés também ensina que as escolhas têm consequências e que seguir a vontade de Deus é sempre o melhor caminho. 
7 - O livro também destaca a importância de ensinarmos os valores espirituais às novas gerações, mantendo viva a aliança com Deus ao longo do tempo. As principais lições do livro de Deuteronômio são: (1) Amar e obedecer a Deus de coração. (2) Ensinar a fé em Deus às futuras gerações. (3) Escolher o bem e a vida. (4) Confiar na fidelidade de Deus. (5) Viver com gratidão e responsabilidade. (6) Rejeitar a idolatria e praticar a justiça. (7) Moisés nos ensina que existem dois caminhos, o caminho da bênção e o caminho da maldição, e que cada um deve faz a sua escolha. 
8 – O que nos revela o livro de Deuteronômio para os nossos dias de final dos tempos? Vamos observar que existem hoje grandes ensinamentos e líderes evangélicos compromissados com a verdade bíblica assim como Moisés foi. E claro que estamos falando de cada um no seu tempo. Moisés já estava com cento e vinte anos quando dirigiu as mensagens do livro de Deuteronômio à nova geração de israelitas. O nome hebraico para o livro, “Haddebharim”, significa "As Palavras", derivado do primeiro versículo, que diz: "Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel...". Os judeus também se referiram a esse livro como “Mishneh Hattorah”, “traslado desta lei” ou “cópia da lei”, termo extraído de Deuteronômio 17:18. 
9 - O livro, no entanto, não estabelece uma "segunda" lei, mas meramente repete e expande a lei que havia sido entregue de forma codificada mais de quarenta anos antes no livro de Êxodo. Na verdade, grande parte da lei de Deus antecedeu até mesmo o livro de Êxodo, pois os Dez Mandamentos, por exemplo, já estavam em vigor desde a criação de Adão e Eva (comparar Romanos 5:12-13). Além disso, as Escrituras revelam que Abraão observou os mandamentos, os estatutos e as leis de Deus (Gênesis 26:5) muito antes do nascimento de Moisés. 
10 - Portanto, algumas Bíblias, como a maioria das Bíblias alemãs protestantes, identificam esse último livro escrito por Moisés simplesmente como "O Quinto Livro de Moisés". Deve-se notar, entretanto, que seu último capítulo, o obituário de Moisés, provavelmente foi escrito por outra pessoa, sendo Josué o candidato mais provável — especialmente quando vemos terceiros se referindo a Moisés nos próprios livros deste (por exemplo, Números 12:3 ). Embora Deus pudesse ter inspirado Moisés a escrever esse último capítulo antes de sua morte, isso parece improvável. O Tyndale Old Testament Commentary on Deuteronomy (Comentário Bíblico Tyndale do Antigo Testamento sobre Deuteronômio, em tradução livre) declara: “Deuteronômio é um dos maiores livros do Antigo Testamento. E sua influência na religião nacional e pessoal de todas as épocas não foi superada por nenhum outro livro da Bíblia. Ele é citado mais de oitenta vezes no Novo Testamento e, portanto, pertence a um pequeno grupo de quatro livros do Antigo Testamento aos quais se referiram os primeiros cristãos”. Os outros três livros são Gênesis, Salmos e Isaías. Esse comentário acrescenta: “O livro alcança até mesmo o leitor moderno como um sermão desafiador, pois tem o objetivo de direcionar a mente e a vontade dos ouvintes para uma tomada de decisão: Escolha a vida, para que você e seus descendentes possam viver (Deuteronômio 30:19)”. 
11 – Houve por parte do povo Hebreu que compunha a geração dos que saíram do Egito, uma recusa para entrar na Terra Prometida, porém toda a geração velha pereceu no deserto, somente dois, Josué e Calebe, dos antigos Hebreus entraram na terra prometida. Os restantes eram milhares ou milhões de Hebreus que compunham a nova geração que dali em diante seriam liderados por Josué. 
12 - No segundo versículo vemos a menção a Horebe, que é outro nome para o Monte Sinai. Com exceção de Deuteronômio 33:2, esse livro usa o nome Horebe em vez de Sinai. A palavra Horebe significa literalmente "desolação", "deserto" ou "seca". A princípio, ressalta-se que ao longo do livro Moisés está “explicando” a lei (versículo 5). Essa explicação não é baseada em sua própria vontade e idéias, mas “conforme tudo o que o SENHOR lhe mandara”, (versículo 3), lembrando que Jesus Cristo falou apenas o que o Pai lhe disse para falar, (João 8:26; João 15:15). Contudo, antes de começar a reiterar a lei, Moisés analisa a oportunidade anterior que Israel teve de entrar na Terra Prometida, sua recusa e a penalidade resultante e, para reforçar sua fé, as recentes vitórias que Deus deu a eles. 
13 - Primeiro, Moisés lembra às pessoas como ele estabeleceu uma estrutura legal e administrativa dentro da nação (Deuteronômio 1:9-18) antes de Israel ser chamada a possuir a Terra Prometida (versículos 8, 19-21). Isso mostra que para uma organização ser bem-sucedida em suas relações com o mundo ela deve primeiro estar devidamente organizada e funcionando sem problemas internos. A seleção de "cabeças" (versículo 13) ou líderes tribais envolveu um processo semelhante à escolha dos primeiros diáconos da Igreja no sexto capítulo de Atos. O povo foi instruído a informar a Moisés os nomes dos candidatos dignos para ele fazer as nomeações formais (Deuteronômio 1:9-15). Em Atos, os apóstolos designaram os diáconos depois de pedir a opinião da congregação. 
14 - Antes de entrar na terra dos amorreus, o povo pediu que antes enviassem espias àquela terra (Deuteronômio 1:22). Moisés ficou satisfeito com essa ideia (versículo 23), e Deus concordou com ela (comparar Números 13:1-2). Entretanto, exceto Josué e Calebe, os espias que retornaram desencorajaram a nação de tentar conquistar a terra (Deuteronômio 1:28). Embora tenham confirmado a palavra de Deus de que a terra era boa (versículo 25), eles exageraram dizendo que os obstáculos físicos eram intransponíveis e que Deus devia odiá-los, pois não queria realmente dar aquela terra a eles (versículo 27). Como consequência dessa incredulidade (versículo 32), apesar de todas as provas visíveis de que Deus estava com eles (versículos 25, 33), o povo se rebelou contra Deus (versículo 26) e se recusou a entrar na terra. 
15 - No Novo Testamento, o livro de Hebreus explica que os israelitas (na verdade Hebreus) não foram, a princípio, autorizados a entrar na Terra Prometida e isso configura um simbolismo de nosso futuro descanso no Reino de Deus porque, embora tivessem ouvido a Palavra de Deus e visto Suas grandiosas maravilhas, eles endureceram o coração em rebelião e se recusaram a crer e obedecer a Ele, (Deuteronômio 3:7-19). Assim, Deus pronunciou Sua sentença. Mais tarde, até mesmo Moisés foi incluído nessa sentença (versículos 25-26; 4:21), pois não seguiu as instruções explícitas de Deus quando atingiu a rocha em Cades (Números 20:7-13). Como líder humano e educador de Israel, Moisés estava sob um julgamento mais rigoroso de Deus (comparar Tiago 3:1) para servir de exemplo para o povo (Deuteronômio 1:37). 
16 - Depois que perceberam seu pecado e o castigo que mereciam, uma parte do povo decidiu entrar na terra em uma tentativa de conquistá-la de acordo com as primeiras instruções de Deus, mas já era tarde demais. Também para nós chegará um momento em que será tarde demais para entrar na "Terra Prometida" do Reino de Deus (comparar Mateus 25:1-13). Moisés disse aos israelitas para não invadissem Canaã, pois Deus não estaria com eles dessa vez. Mas, novamente, eles não acreditaram e se rebelaram contra a Palavra de Deus (Deuteronômio 1:42-43) e sofreram as consequências de uma amarga derrota (Dt. 1:44-45). Então, eles voltaram e clamaram diante de Deus (versículo 45; comparar Mateus 25:30), mas Ele não quis ouvi-los. 
17 - E a multidão de pessoas que enfim entraram na Terra Prometida (aqueles que tinham cinquenta e nove anos ou menos) primeiro teve que suportar o "grande e terrível deserto", porque nasceram durante a jornada no deserto (Dt. 1.19, ARA). Podemos considerar isso como um tipo físico das experiências difíceis que, às vezes, os cristãos passam nesta vida antes de entrar no Reino de Deus, (Atos 14:22). 
18 - A ambição é definida como “um intenso impulso para o sucesso ou poder; um desejo de alcançar honra, riqueza ou fama e as glórias mundanas.” Ser ambicioso, no sentido mundano, é essencialmente estar determinado a ter mais do que o próximo. Seu lema é “aquele que morre com mais brinquedos vence”; a ambição se esforça para ser o número um. No entanto, na Bíblia, a palavra ambição assume uma dimensão totalmente nova: “..., e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos…”, (1Tessalonicenses,4:11; Filipenses,1:17; Efésios 5:8-10). 
19 - Onde o mundo nos ensina a fazer tudo para ser o melhor e ter o máximo, a Bíblia nos ensina o contrário: “...nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo” ( Filipenses 2:3). O apóstolo Paulo nos diz: “Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes” (2 Coríntios 5:9). A palavra grega para “ambição”, “philotim”, significa literalmente “estimar como uma honra”. Ser ambicioso, por si só, não é errado; é o que estimamos ou honramos que pode ser um problema. A Bíblia ensina que devemos ser ambiciosos, mas o objetivo é ser aceito por Cristo, não pelo mundo. Cristo nos ensinou que para sermos o primeiro no Reino devemos tornar-nos um servo (Mateus 20:26-28; Mateus 23:11-12). 
20 - Paulo fez uma pergunta perspicaz: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10). Mais tarde, Paulo reiterou: “... assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1 Tessalonicenses 2:4). Paulo está afirmando uma verdade proclamada pelo próprio Jesus: “Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?” (João 5:44). Devemos perguntar, qual é a nossa ambição: agradar a Deus ou agradar aos homens? 
21 - As Escrituras ensinam claramente que aqueles que buscam honra e estima dos homens não podem crer em Jesus, (Mateus 6:24; Romanos 8:7; Tiago 4:4). Aqueles cuja ambição é ser popular com o mundo não podem ser servos verdadeiros e fiéis de Jesus Cristo. Se nossa ambição é buscar as coisas do mundo (1 João 2:16; Romanos 13:14), na verdade, estamos buscando a nós mesmos e negando a Cristo e Seu sacrifício, (Mateus 10:33; Mateus 16:24). Entretanto, se é nossa ambição buscar e honrar a Cristo, temos a certeza de Sua profunda promessa: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33; 1 João 2:25). 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, pastor e escritor.

segunda-feira, 2 de março de 2026

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA 


I - Quando a Bíblia diz que somos mais que vencedores, isso significa que o amor de Deus em Cristo nos fortalece de tal forma que podemos suportar seja quais forem as circunstâncias do nosso dia a dia. Os redimidos enfrentam as hostilidades e a dor amparados pela certeza do amor de Deus que os resgatou da escravidão do pecado. Na Bíblia, o versículo que diz que somos mais que vencedores foi escrito pelo apóstolo Paulo. Ao falar sobre a segurança da salvação em Cristo, o apóstolo escreveu: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”, (Romanos 8:37). Mas também é verdade que muita gente aplica esse versículo com um sentido completamente estranho ao seu contexto. Não é difícil encontrar alguém que pensa que esse versículo é uma promessa de que os crentes podem conquistar tudo o que desejarem, afinal são mais que vencedores. Porém, esse versículo se refere a uma vitória que tem muito mais a ver com a idéia de “suportar”; de ser vitorioso na adversidade. O foco desse versículo está na segurança do crente em Cristo, e não na satisfação de desejos pessoais. O apóstolo Paulo deu esse exemplo ao dizer “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”, 1 Coríntios 10:32-33. 
II - Nosso desafio é diário e temos que profetizar para nós mesmos que em todas estas coisas somos mais que vencedores por intermédio de Jesus Cristo. Que coisas são estas? São o laborioso trabalho de nossas atividades diárias. O versículo não começa simplesmente com a afirmação: “Somos mais que vencedores”. Antes, o versículo começa dizendo: “Em todas estas coisas”. Isso indica, obviamente, que o próprio texto bíblico explica em quais coisas somos mais que vencedores. Isso fica mais do que claro nos versículos predecessores. (1) Em primeiro lugar Paulo escreve que não restam acusação ou condenação contra os eleitos de Deus, pois o próprio Deus é quem os justifica mediante os méritos de Cristo que morreu, ressuscitou e agora está numa posição exaltada agindo como intercessor do seu povo (Romanos 8:31-34). (2) Em segundo lugar e à luz dessa verdade, o apóstolo questiona: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8:35). Claro que esse questionamento é retórico, e significa que ninguém jamais será capaz de nos separar do amor de Cristo por nós. (3) Rm terceiro lugar nesta sequência, o apóstolo faz uma citação do Salmo 44: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8:36; Salmo 44:22). Nesse ponto, Paulo indica que o sofrimento por causa do Senhor é algo bem conhecido dos crentes de todas as épocas. 
III - Então ao dizer que somos mais que vencedores, o apóstolo Paulo tem em mente “todas estas coisas”, isto é, tribulação, dor, hostilidade, privação, angústia e perseguição. Esses sofrimentos, porém, não ameaçam as bênçãos que os crentes desfrutam em Cristo; ao contrário, esses sofrimentos acabam contribuindo para o crescimento espiritual do povo Deus que caminha em direção à glória futura. São bênçãos para o bem de todos os que amam e adoram ao Senhor Jesus em espírito e em verdade. Somos mais que vencedores. “mais que vencedores” indica basicamente uma “superinvencibilidade”. Ser mais que vencedor é o mesmo que ser “supervencedor”. Inclusive, essa expressão traduz uma palavra grega composta que significa algo como “sobrepujar completamente”, no sentido de alcançar uma vitória inigualável. Ao afirmar que somos mais que vencedores, Paulo ensina que o povo de Deus está conquistando uma vitória completa e definitiva que se completará no arrebatamento da igreja.
IV - A ideia aqui é que não há e não haverá nada que os crentes possam temer, pois por piores que sejam as circunstâncias, em todas elas os crentes são mais que vencedores. Isso, inclusive, deixa claro que muitas vezes Deus não nos livra dos problemas, mas nos livra nos problemas; vocês já leram a história do profeta Daniel que foi lançado na cova dos leões? Muitas vezes Deus não nos protege das dificuldades, mas nos protege nas dificuldades, de modo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu propósito, seu beneplácito, (Romanos 8:28). A segurança que desfrutamos em Cristo é tão grande que até mesmo as adversidades trabalham em nosso favor. 
V - Se quisermos vencer nossas batalhas do dia a dia, temos que estar olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Somos desafiados a vencer a nós mesmos todos os dias. A amargura de alma gera raiva e frustração dentro de nós, por isso temos que vencer a nós mesmos, este é um dos maiores desafios de nossas vidas todos os dias. Todo mundo tem o dever de aprender como lidar com a amargura de alma, com a raiva, com ressentimentos, com desejos de vingança e com a frustração. O maior desafio de nossas vidas é vencer a nós mesmos. 
A - Romanos 12:17-21 nos diz: 17. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. 18. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. 19. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 20. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 21. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 
B - Provérbios 17:22 diz que: "o espírito abatido faz secar os ossos". A Bíblia também fala sobre a amargura de alma e da inveja, que podem ser destrutivas e maléficas: Provérbios 15:13 diz que "o coração amargurado abate o espírito". Provérbios 14:30 nos diz que "a inveja apodrece os ossos". A amargura de alma é o resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma inapropriada a uma ofensa. Para algumas pessoas a raiva está reprimida debaixo de um exterior calmo. Ela fermenta aonde ninguém pode ver. Outros a jogam instantaneamente para fora quando ficam com raiva. Outros ficam vermelhos no rosto e tremem por dentro. Outros ficam carrancudos e calados. Outros se tornam mordazes e cortantes com sua língua. 
C - Mas todos temos que lidar com ela de uma maneira ou de outra, a raiva, que gera as amargura de alma é uma experiência universal, e a maior parte dela não é boa. Eu me baseio no que Tiago 1:19-20 diz: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Deveríamos aprender como sermos vigilantes e não ficarmos com raiva, porque o que vem rápido demais geralmente está contaminado com injustiça.
D - A Bíblia nos adverte dos perigos da ira. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus, Tiago 1:19-20. “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade...”, Colossenses 3:8. “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria... e bem assim toda malícia, Efésios 4:31. “Ora, as obras da carne são conhecidas: ...porfias, ciúmes, iras, discórdias...”, Gálatas 5:19-20, “Aquele que, sem motivo, se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...”, Mateus 5:22. 
1 - A ira é muito perigosa, não sejamos iracundos e desejosos de exercer vingança. Nesta última advertência você pode ver que a ira é muito perigosa. Se ela fincar raiz em seu coração e se tornar um ressentimento ou criar um espírito que não perdoa, ela pode lhe destruir. Este é o sentido na parábola de Jesus em Mateus 18 sobre o servo que não perdoa: tendo sua enorme dívida cancelada pelo rei, ele se recusa a cancelar a pequena dívida do seu amigo. E assim o rei o joga na prisão por sua crueldade. Jesus termina a parábola com esta advertência no versículo 35: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. A ira pode se transformar em uma raiva duradoura e destruidora. Ela pode tomar seu coração, se tornar um ressentimento duradouro, ou criar um espírito, no sentido de sentimento, que não perdoa, e o resultado será condenação. Jesus disse com muita clareza em Mateus 6:15: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas. 
2 - Na Bíblia, a amargura de alma é resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma negativa e inadequada a uma ofensa. A Bíblia diz que um coração amargurado abate o espírito. A Bíblia também fala sobre a "raiz de amargura", que é uma pessoa ou doutrina que incentiva as pessoas a agirem presunçosamente. A Bíblia nos mostra que a raiz de amargura também é uma causa da depressão. No texto de Paulo aos Hebreus vemos que a amargura tem uma raiz, ou seja, vai adentrando pelo nosso coração até atingir a alma, a psique, e nos algema, aprisionando-nos a um estado depressivo que, muitas vezes, pode não ter volta. 
3 - O que a Bíblia diz sobre amargura de alma, o que é uma raiz de amargura? A amargura de alma é um sentimento ruim, de sofrimento, tristeza e ressentimento. Assim como alguns alimentos deixam um sabor amargo na boca, algumas situações podem tornar a vida amarga. Guardar a amargura não é bom, porque tira a alegria da vida e causa ainda mais sofrimento. Todos nós passamos por tempo difíceis mas algumas coisas nos afetam mais que outras. A amargura pode surgir por causa de um acontecimento triste, como a morte de um ente querido, ou por causa de uma injustiça, como uma traição, ou outra coisa ruim. Quando essas coisas acontecem, é normal sentir amargura mas depois temos uma escolha: deixar a amargura de alma crescer e contaminar nossa vida, ou lidar com a situação de maneira positiva buscando estar firme no propósito de esperar a vitória no Senhor Jesus, (Efésios 4:31-32). 
4 - As consequências de uma vida de amargura. Quando deixamos a amargura de alma tomar conta de nossa vida, estraga muitas coisas e pode levar a todo tipo de pecado. Algumas atitudes negativas por parte do ser humano podem gerar, na maioria dos casos, a muitas consequências sofredoras como: Infelicidade, focando apenas nas coisas ruins da vida. Ingratidão, por não apreciar as bênçãos de Deus, pensando apenas na amargura. Ódio por quem o tratou ou causou o mal. Atos de vingança e maldade. Influenciar outros a terem pensamentos negativos a seu respeito. Perda de amizades que não lhe fizeram mal. Afastamento de Deus, por se sentir zangado com Ele e com tudo a sua volta. Por causa de tudo isso, é muito importante tratar da amargura de alma antes que fique incontrolável. Nossa vida não precisa ser definida pela amargura do passado. Em Jesus, podemos vencer, Ele venceu seus inimigos com a sua palavra de mansidão e poderosa. 
5 - Como posso me libertar da amargura de alma? Se você está lutando com sentimentos de amargura, Jesus pode lhe ajudar a ficar livre. Guardar amargura é pecado, é gerar mais amargura. Deus lhe ama e quer lhe perdoar e restaurar sua vida. Peça perdão a Ele e creia que Jesus é seu melhor amigo e seu salvador. Esse é o primeiro passo e o mais importante para se livrar dessa amargura de alma. Qual é a origem de sua amargura de alma? A amargura normalmente vem associada à falta de perdão. Há alguém que você precisa perdoar? O perdão liberta de toda e qualquer amargura. Escolha perdoar e largar o desejo de retribuição, deixando o passado nas mãos de Deus, (Romanos 12:17-19). 
6 - Por fim, olhe para as bênçãos de Deus. Mesmo com tudo que você tem passado, existem coisas boas na sua vida, que podem te alegrar. A maior bênção que Deus dá é Sua presença. Se você ama a Jesus, você nunca está sozinho. E mais: você tem a promessa da vitória e da vida eterna. Nos momentos de amargura, não se esqueça da alegria maior que a salvação nós proporciona. O que é uma raiz de amargura? Hebreus 12:14-17 fala sobre uma raiz de amargura, que é infeciosa e causa muitos problemas na alma. Essa raiz de amargura é uma atitude que resulta e gera amargura para a vida da pessoa. Nesse contexto, o problema não é a amargura mas o que causou a amargura. 
7 - Esaú era o filho mais velho de Isaque e, por tradição, ele deveria ser o próximo líder da família e receberia uma bênção especial do pai. Mas Esaú desprezou esse privilégio e um dia vendeu seu direito de filho mais velho a seu irmão gêmeo, mas que nasceu depois dele, Jacó por um prato de comida, a Bíblia diz que era um prato de lentilhas. Ele achava que esse ato não era importante mas, mais tarde, Jacó recebeu a bênção especial do pai e Esaú ficou sem nenhuma bênção, era costume da época o pai abençoar o filho mais velho antes de morrer para que este continuasse a tradição da família. (Gênesis 27:33-35). Ele tinha perdido sua oportunidade. Então Esaú ficou muito amargurado e quis matar Jacó. Esaú viveu grande parte da sua vida com amargura de alma, perseguindo seu irmão Jacó querendo matá-lo. Muitas pessoas, até dentro da igreja e dentro da família, desprezam o dom da salvação por causa da amargura de alma e continuam na imoralidade, na maldade, no desejo de vingança, em vez de viverem para Deus, procurando se santificar, o que seria bem melhor, mas continuam no pecado, sem remorsos e nem vergonha dos atos maldosos e malucos praticados contra alguém e achando que depois vai ficar tudo bem. Mas, no fim, eles perdem sua oportunidade de serem salvos, porque o mal que fizeram contra os outros vai voltar contra si mesmo. (Hebreus 10:26-27). A Bíblia diz o seguinte em Gálatas 6:7: “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”. 
8 - Não devemos desprezar o que Jesus fez por nós. A salvação implica uma mudança de atitude em relação ao pecado. Não podemos viver mais conformados com os males deste mundo, mas procurar viver de maneira que agradável a Deus. Nossos pecados e nossas fraquezas devem nos incomodar e nossa consciência nos desafia a mudar, devemos perdoar a quem nos ofendeu e devemos nos perdoar a nós mesmos pela maldade que às vezes involuntariamente causamos aos outros. Se continuarmos no pecado, achando que não tem problema, vamos colher fruto muito amargo em nossa vida, por nossas atitudes amargas contra outrem. 
9 - Como vencer a amargura de alma. Devemos ficar firmes, perseverando na busca da direção de Deus para superar está fase negativa. E, quando estiver novamente querendo desanimar, lembre-se da seguinte passagem bíblica: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Hebreus 12:15. Ore pela (s) pessoa (s) que o feriu e considere maneiras práticas de demonstrar um amor semelhante ao de Cristo para retribuir àquelas pessoas. Tais passos ousados só podem fluir das verdades da Palavra de Deus. Veja as verdades bíblicas descritas acima e com a ajuda do Espírito Santo você será vencedor em qualquer batalha. Na Bíblia temos todos os armamentos de guerras espirituais essenciais na batalha para resistir e vencer à amargura de alma. Amar nossos inimigos é um princípio central do ensinamento de Jesus, que ele modelou ao ser gracioso para com os críticos e crucificadores, ao lavar os pés de seu traidor Judas e em sua morte sacrificial por nós, enquanto éramos seus inimigos, (Rm 5.6-11).
10 - À luz dessas verdades, Paulo o apóstolo de Jesus nos chama a vencer o mal dos outros fazendo-lhes o bem, a ponto de alimentá-los, se necessário for, (Rm 12.1, 20-21). Aqui o apóstolo Paulo simplesmente reflete as palavras do Senhor Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam; Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai que está nos céus”. (Lc 6.27-28, 36). Como poderíamos aplicar as palavras de Jesus em Lucas 6, especialmente se aquele que nos feriu profundamente permanece sem arrependimento? Perceba os motivos que dão suporte à esta indagação: Jesus nos orientou que devemos usar de amor e misericórdia até mesmo para com os nossos maiores inimigos, insisto na orientação de Jesus dizendo de novo que é até mesmo para com os nossos maiores inimigos. Como destinatários do amor e da misericórdia salvíficos por parte de Deus em Jesus, e movidos por esse mesmo amor e por essa mesma misericórdia, é que devemos perdoar para ao deitar podermos dormir em paz com Deus e com a nossa consciência. 
11 - Quatro pontos que devemos aprender a lutar contra a incredulidade gerada pela amargura da alma: 1. Creia que o que o Grande Médico Jesus diz é um bom conselho. Se ele diz: “Despojai-vos de toda a ira”, não ignore o conselho. Coloque-o na sua mente e decida cumpri-lo. 2. Creia que você foi perdoado, e que ser perdoado por um Deus infinitamente santo é algo assombroso e maravilhoso, e por isso você deve perdoar também àqueles que te ofenderam ou que vierem te ofender. 3. Creia que a vingança pertence a Deus, que ele retribuirá a todos que fazem o mal. Deus retribuirá a cada um as suas obras, sejam elas boas ou más. 4. Creia que o propósito de Deus em todas as suas provações é de transformar a causa da sua ira, da sua provação em algo bom para você. É aquela velha história da frase que diz: “há males que vem pra bem”, mas com Jesus devemos ser mais que vencedores todos os dias de nossas vidas. Em Hebreus 12:2 diz que devemos “olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. 
12 - Em Hebreus 11, o escritor faz uma longa lista de exemplos de fé que os leitores da carta devem seguir. O capítulo 12 começa assim: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”. Assim, os crentes são descritos como estando em uma corrida. Eles podem olhar para os exemplos que os precederam. As pessoas em Hebreus 11 são a "nuvem de testemunhas", mencionada em Hebreus 12:1. 
13 - A fim de efetivamente "correrem", os crentes precisam se livrar do pecado e de outras escravidões. As pessoas que levam as corridas a sério não carregam bagagem extra; um corredor olímpico nunca foi visto carregando uma mala ou falando ao celular durante a corrida. Tudo o que não é absolutamente essencial é deixado pra trás. Além disso, para vencer a corrida, o corredor deve terminar. O atleta não deve desistir antes de terminar. A perseverança é necessária para vencer todos os obstáculos. 
14 - O autor de Hebreus exorta os crentes a considerarem o exemplo máximo de perseverança de Jesus. Os corredores de uma competição atlética não podem ser distraídos por objetos periféricos. Como corredores na corrida da vida, devemos "olhar atentamente para Jesus", olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Enquanto corremos, devemos olhar para Ele com fé. Ele é mais do que o nosso exemplo; é o nosso destino final. Devemos correr em Sua direção com todas as nossas forças, na promessa de que seremos confirmados como sendo à Sua imagem e semelhança. 
15 - Hebreus 12:2 diz que Jesus é o “autor” da nossa fé. Foi Ele quem criou uma trilha. Foi Ele quem disponibilizou o caminho para o Santo dos Santos a fim de que o restante de nós pudéssemos seguir à presença de Deus como filhos amados, (Hebreus 10:19–20). Jesus também é o “consumador” da nossa fé, foi Ele quem a completou. Cristo não apenas deu início à nossa fé, mas também a concluiu. O versículo seguinte explica como Cristo fez isso. 
16 - Em primeiro lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus suportou a cruz. Lá, no Getsêmani, Ele estava decidido a fazer a vontade do Pai, (Mateus 26:39). Cristo fez isso pensando na alegria que estava por vir. Ele sabia que seria ressuscitado e que voltaria ao lugar de glória que tinha com o Pai desde o princípio, (João 17:5). Ele ansiava pelas pessoas que iria salvar e voluntariamente deu a Sua vida para resgatar as Suas ovelhas, (João 10:10-11). 
17 - Em segundo lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus desprezou a vergonha da cruz. A crucificação era uma morte horrível e torturante, e incluía humilhação pública e vergonha. Jesus foi ridicularizado enquanto carregava a cruz e principalmente quando já estava pendurado na cruz. A placa pendurada acima dele dizia "Rei dos Judeus", uma ironia cruel, pois era verdade, mas aqueles que o assassinaram não acreditavam nisso. Outros observadores zombavam dele, dizendo: “Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido" (Lucas 23:35). A cruel ironia é que só poderia salvar os outros se escolhesse não salvar a Si mesmo. Ele era verdadeiramente o Messias, e isso o impediu de descer da cruz. Ele era o Escolhido, e havia sido selecionado com o propósito de morrer como sacrifício de Deus pelo pecado. Também é uma ironia que Deus o libertaria, mas somente depois de sofrer o castigo daquela pesada cruz. 
18 - Em terceiro lugar, Hebreus 12:2 ainda diz que depois que Jesus morreu, Deus o ressuscitou dentre os mortos, e Jesus ascendeu ao céu, onde agora está assentado à direita de Deus Pai. Isso significa a autoridade de Jesus, (à direita) e o fato de que Sua obra terminou, Ele se sentou num lugar de destaque junto do Pai. Essa posição contrasta com a dos sacerdotes da época que se levantavam e ofereciam sacrifícios de animais diariamente, (Hebreus 10:11-13). 
19 - O público original do livro de Hebreus parece ter sido de judeus que haviam professado fé em Cristo, mas que agora enfrentavam a perseguição dos judeus incrédulos. Eles foram tentados a voltar atrás, renunciar a Cristo e voltar ao templo e ao sistema sacrificial de animais. Os crentes que leem o livro de Hebreus hoje se deparam com uma tentação semelhante, o mundo e o que deixamos para trás estão sempre nos chamando, querendo que voltemos, se não para um retorno permanente, pelo menos para visitas frequentes. No entanto, estamos em uma corrida. Não há tempo para voltar. 
20 - A corrida que estamos disputando provavelmente se parece mais com uma corrida de obstáculos do tipo militar do que com uma bela e organizada corrida olímpica. Existem perigos reais ao longo do caminho, mas devemos seguir em frente. Temos os exemplos dos santos do passado para seguir, mas o nosso exemplo supremo é o próprio Senhor Jesus, aquele que liderou o caminho, terminou a corrida, pagou por nossos pecados e agora está assentado no lugar de maior honra e autoridade junto ao trono do Pai. Nós olhamos para Ele, não apenas como o nosso exemplo, mas como a nossa fonte de força, como nosso redentor Onipotente, como nosso Único e suficiente Salvador. 
21 - Somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou primeiro, Jesus Cristo nosso Salvador. Definitivamente não é porque somos bons, habilidosos, valorosos ou corajosos. Somos mais que vencedores “por meio daquele que nos amou”. Nossa vitória, antes de tudo, é a vitória de Cristo. Não somos mais que vencedores por causa de algo que depende de nós, mas por causa do que Cristo fez e faz continuamente por nós. Então “por meio daquele que nos amou”, sabemos que agora Deus é por nós e, portanto, ninguém terá êxito em ser contra nós (Romanos 8:31). Sabemos também que Deus nos justificou, já que Cristo morreu em nosso favor (Romanos 8:32,33). Ainda sabemos que Cristo intercede por nós continuamente e nos ama com um amor irrevogável (Romanos 8:34-39). Sim, somos mais que vencedores porque Cristo morreu por nós; porque Cristo vive em nós; porque Cristo nos ama; e porque Cristo intercede por nós. 
22 - Somos mais que vencedores em meio lutas e perseguições da vida no nosso dia a dia. Tudo bem que a perseguição, a dor, a privação, a tribulação e a angústia não podem nos derrotar. Mas alguém ainda pode questionar se há algo mais intenso ou mais poderoso que, porventura, possa ameaçar nossa vitória em Cristo; se não agora, em algum momento futuro. No entanto, a resposta bíblica é mais do que clara. Nem a morte, nem a vida; nem coisas do presente ou do futuro; nem a altura, nem a profundidade; nenhuma criatura, nem mesmo os anjos, os principados e os poderes; absolutamente nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38,39). 
23 - É realmente incrível saber que em todas essas coisas somos mais que vencedores, porque isso não apenas significa que as coisas que se opõem contra nós são neutralizadas, mas que elas operam em nosso favor, mesmo quando nos causam dor e sofrimento. De fato, isso é muito mais do que derrotar os inimigos, mas é fazer com que os inimigos na insensatez de sua oposição e ou perseguição se movimentem a nosso favor contribuindo com a nossa vitória final. É isso que Deus nos concede por meio de Jesus Cristo. Por isso em Cristo Jesus não somos apenas vencedores, somos mais que vencedores. Graças a Deus que através do Espírito Santo nos ensina a vencermos os inimigos e a nós mesmos no nosso dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DEUS OUVIU A ORAÇÃO DE MUITOS REIS

DEUS OUVIU A ORAÇÃO DE MUITOS REIS 


I - Deus ouviu a oração de muitos reis de diversas nações, quando eles estavam em grande aflição e clamaram ao Deus de Israel. Reis de Israel e de Judá que oraram a Deus. A Bíblia relata diversos reis que tiveram suas orações ouvidas e atendidas por Deus em momentos de crise, destacando-se Ezequias, Salomão, Manassés e Roboão. Eles receberam livramento, sabedoria ou perdão após clamarem com humildade e fé, evidenciando a resposta divina à oração sincera.
II – (1) Ezequias (2 Reis 19): Deus ouviu sua oração contra a ameaça de Senaqueribe, rei da Assíria, e enviou o profeta Isaías para garantir livramento, resultando na derrota do exército assírio com a morte de cento e oitenta e cinco mil soldados Assírios naquela noite por um Anjo enviado por Deus. (2) Salomão, (1 Reis 8-9): Após orar na inauguração do templo, Deus declarou ter ouvido suas súplicas, santificando a casa que ele construiu e prometendo presença contínua. (3) Manassés (2 Crônicas 33): Após ser levado cativo e se arrepender de seus maus caminhos, sua oração fervorosa foi ouvida, e ele foi restaurado ao trono em Jerusalém. (4) Roboão (2 Crônicas 12): Deus ouviu sua oração e do povo quando, humilhados diante da ameaça de Sisaque, receberam a promessa de que não seriam totalmente destruídos.
III - Esses relatos mostram que Deus atendeu a clamores por proteção, perdão e direcionamento no governo de Judá. Vejamos também alguns casos em que Deus ouviu reis de outras nações. Reis de outras nações que Deus ouviu a oração. A Bíblia relata casos em que reis ou governantes de nações gentílicas (não israelitas) reconheceram o poder do Deus de Israel, oraram ou buscaram a sua intervenção, e foram atendidos em suas necessidades ou humilhações. Aqui estão alguns exemplos notáveis: (1) Nabucodonosor (Rei da Babilônia): Após um período de loucura em que foi humilhado e viveu como animal, Nabucodonosor levantou os olhos ao céu. Ele relata que seu entendimento foi restaurado, orou a Deus e o louvou, sendo devolvido ao seu trono com ainda mais glória (Daniel 4:34-36). (2) Ciro, o Grande (Rei da Pérsia): Embora fosse um rei pagão, Deus o chamou de "ungido" e "pastor" (Isaías 44:28; 45:1). Ciro orou ou reconheceu o Deus dos céus como quem lhe deu todos os reinos da terra e lhe ordenou edificar o templo em Jerusalém, o que Deus atendeu ao guiar seu coração (Esdras 1:1-3). (3) Artaxerxes (Rei da Pérsia): Atendeu ao pedido de Neemias, guiado pela "boa mão de Deus" (Neemias 2:8), que respondeu à oração de Neemias para reconstruir Jerusalém, agindo através do coração do rei gentio. (4) Rei de Nínive (Assíria): Após a pregação de Jonas, o rei de Nínive se arrependeu, cobriu-se de pano de saco e ordenou um jejum nacional. A Bíblia diz que Deus viu as obras deles e a sua conversão, e desistiu do mal que tinha dito que faria contra eles (Jonas 3:6-10). 
A - Reconhecimento do Deus de Israel: Além desses exemplos diretos de oração, vários reis gentios, como Dario (Daniel 6:25-27) e outros mencionados por Salomão (1 Reis 8:41-43), reconheceram a soberania de Deus e foram atendidos em suas petições voltadas ao Deus de Israel. Deus respondeu a oração dos reis, dos profetas, dos sacerdotes, do mais ricos, dos mais pobres. Deus ouviu e respondeu a oração de Abraão, de Isaque, de Jacó, de José do Egito, de Josafá, de Elias, de Josias, de Jonas, de Isaías, de Jeremias, etc, e Deus responde as nossas orações. Basta crer. 
B - Deus ouve as nossas orações. Os dias atuais estão ficando cada vez mais difíceis de serem vividos. Somos engolidos pela nossa rotina acelerada e isso resultou em um cenário trágico no meio do povo de Deus: somos um povo que não ora. Muitos dizem que não têm tempo para orar. Quantas pessoas você já ouviu dizer que têm vergonha de orar, porque só procuram a Deus para pedir? Quanto tempo do seu dia hoje é dedicado à oração? No período da pandemia, uma pesquisa apontou que o povo brasileiro começou a orar mais por conta do isolamento, da solidão e do medo de ficar doente. Mas você já se perguntou se Deus ouve todas as suas orações? Será que Deus responde todas as orações dos que clamam à Ele?
C - Bem, sabemos que ouvir e responder são palavras distintas, cada uma com seu significado. Ouvir é se atentar ao que está sendo dito. Já responder, é dizer algo a partir do que se escutou. São palavras que usam até mesmo partes diferentes do corpo. Uma utiliza o ouvido, a outra a boca. Mas será que realmente precisamos da resposta de Deus ou apenas que Ele nos ouça? Como seres ansiosos que somos, sei que você deve ter pensado o mesmo que eu: “Quero os dois. Preciso que Ele ouça o que eu falar e ainda responda rapidamente ao que eu pedir”. Bom, isso só nos mostra quão pequenos e dependentes somos da graça, da misericórdia e do amor de Deus. Não podemos garantir a resposta de Deus, mas o Senhor nos permite através da Sua Palavra termos a certeza de que Ele está nos ouvindo. Você consegue imaginar a grandeza do seu momento de oração? 
D - Na existência do ser humano, há um Senhor Poderosíssimo que não apenas criou todas as coisas, mas também sustenta todas elas. O nosso Deus não é apenas um grande Criador, mas Ele permanece trabalhando. Ele providencia o sustento das aves dos céus. Ele faz chover sobre a terra no momento certo. Ele observa com atenção as árvores e sabe exatamente quantas folhas cairão dela hoje. Ele controla cada partícula de poeira que sobrevoa de um lugar para o outro. Ele está atento a cada rotação feita pela terra. Ele governa sobre as regiões celestiais. Ele dá ordens aos anjos. Há muito trabalho a ser feito pelo nosso Senhor, mas quando um eleito para e ora, Deus para, a fim de ouvi-lo. 
1 - Obviamente, as coisas não saem do controle quando Deus nos ouve, afinal, tudo é sustentado apenas pela palavra do Seu poder. Porém, ao abrirmos as nossas bocas e nos colocarmos em Sua santíssima presença, este Senhor Todo Poderoso olha para nós, atento às nossas palavras. Deus ouve a todos os seus filhos, seus servos. João 9.31 diz: “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve”. Precisamos ter em mente que o Senhor Deus não se relaciona com ímpios e pecadores. A oração é um benefício dado à Igreja de Jesus. A oração é um privilégio que custou o sangue precioso do Filho de Deus. A oração é um presente dado apenas àqueles que hoje estão em paz com Deus e isso só é possível aos que são tementes a Ele; os que fazem a vontade de Deus, quando clamam ao Senhor Jesus, Ele os ouve. 
2 - Basta apenas sermos crentes para sermos ouvidos e atendidos por Deus? Não é assim não. Tiago 4.3 nos garante que Ele nos ouve quando pedimos com bons propósitos: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”. Tiago 4:3. Ainda neste mesmo capítulo 4 de Tiago ele nos apresenta um cenário tenebroso que nenhum cristão deveria viver. Os crentes estavam brigando entre si, invejando uns aos outros e ele cita até mesmo o assassinato de reputações devido à cobiça. Não podemos jamais nos esquecer que a Bíblia foi escrita para o povo de Deus. Tiago está escrevendo para o povo de Deus! Chega a ser um escândalo ver que essa era a realidade dessas pessoas. 
3 - Eles estavam lutando com todas as suas forças para alcançarem algo na vida, mas recebem uma repressão terrível: “Vocês não têm nada porque vocês não pedem a Deus e quando pedem não recebem porque nem pedir vocês sabem”. Os crentes em Jesus que receberam a carta de Tiago foram repreendidos por dois motivos: (1) Eles não oravam a Deus. (2) Quando oravam, oravam mal. Se não oramos, como o Senhor nos ouvirá? Se quando oramos, oramos mal, como Deus nos atenderá? Nos versos seguintes, Tiago fala que Deus resiste aos soberbos. Por isso, precisamos entender melhor como podemos nos achegar a Deus em oração de tal forma que Ele nos ouça e nos atenda. A resposta de Deus ao que queremos nem sempre será garantida, mas os ouvidos atentos nós já temos, porém, o braço do Senhor não está encolhido. Ele pode nos responder, basta sabermos o que e como pedir. 
4 – Quais são as orações que Deus ouve: (1) Primeiro, precisamos deixar claro que a questão em si não está na forma de falar, na forma de orarmos. Então, não basta ser uma pessoa eloquente e usar palavras bonitas e rebuscadas. Já conversei com muitos irmãos que diziam ter vergonha de orar, porque não tinham muito jeito com as palavras. Em suma diziam que não sabiam como orar. O interessante é que a Bíblia nos dá algumas instruções sobre as orações que Deus ouve e posso te garantir que o fato dEle ouvir não está assegurado nas palavras ditas, mas no coração de quem as diz. (2) Segundo, Deus ouve a oração do coração quebrantado e contrito. O Salmo 51 verso 17 diz o seguinte: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus”. 
5 - Você já passou pela situação de estar conversando com alguém e essa pessoa começar a fazer outra coisa não dando a atenção devida ao que você está Se referindo? Ela despreza o que você está dizendo, não se importa talvez com o desabafo que está fazendo naquele momento. Ela não olha nos seus olhos enquanto está falando. Esse desprezo é terrível. O homem, o ser humano, é plenamente capaz de fazer isso com o próximo. Quantas vezes damos mais valor à nossa dor do que a dor dos outros. É como se o nosso problema fosse muito maior e de muito mais importância do que o do outro. Não podemos ser soberbos ao nos achegarmos a Deus em oração, afinal, Ele resiste aos soberbos, mas dá graças ao humilde, Tiago 4:6. Não precisamos apresentar nossas obras diante do Senhor, não precisamos provar quem somos para que Ele nos ouça. 
6 - Diferente de uma alta autoridade que só recebe pessoas importantes para uma conversa particular, Deus não está preocupado com o seu status ou com a sua eloquência. Ele sabe que todo o bem que fazemos vem dEle. O Senhor deseja apenas que nos apresentemos em Sua presença com um coração quebrantado e contrito. A pessoa de espírito quebrantado é aquela que se esvazia de toda vangloriosa confiança e chega ao ponto de reconhecer que nada é. O coração contrito despreza a ideia de mérito, e não trata com Deus com base no princípio de permuta, da barganha com Deus. Deus ouve as orações daqueles que estão em seus devidos lugares e que O colocam em seu devido lugar. Deus é o centro e somos apenas servos. Não haverá desprezo para aqueles que se esvaziam de si mesmos. Para os corações que se prostram diante do Oleiro e se reconhecem apenas como barro, a estes Deus ouve. 
7 - Deus ouve a oração do justo, é o que está escrito em Provérbios 15.29. “O Senhor está longe dos ímpios, mas a oração dos justos Ele escutará”. Não nos restam dúvidas de que Deus não tem parte com o ímpio. Salomão fala que Deus está longe destes. Mas dos eleitos, o Senhor está próximo e não apenas isso, mas Ele permite que nos aproximemos dEle. O verso acima fala que Deus escutará a oração dos justos. Se olharmos para dentro de nós, encontraremos pecados obscuros que nos assustam, como então podemos nos apresentar diante de Deus como justos? É como se um rei condenado por provas irrefutáveis, quisesse se apresentar diante de um juiz dizendo ser inocente de tudo.
8 - De fato, se olharmos para nós mesmos, não encontraremos nem sequer uma centelha de justiça. Porém, o Deus a quem servimos enviou o Seu Filho Unigênito Jesus Cristo para pagar a penalidade que deveríamos ter sofrido. Foi Jesus quem viveu uma vida justa para que pudéssemos ter paz com Deus, (Romanos 5:18). Essa paz nos permite entrar com ousadia na presença do Grande Juiz sem sermos condenados e expulsos da Sua presença. (Hebreus 4:16). 
9 - A justiça de Jesus é evidenciada em nós quando vivemos uma vida santa e de temor a Deus. Somos justos por meio de Cristo quando nascemos de novo e não vivemos mais praticando as obras pecaminosas da carne, do nosso passado, pelo contrário, buscamos andar nos mesmos passos que o nosso Mestre andou. Amamos como Ele ama e nos ensinou a amar o próximo. Perdoamos como Ele nos perdoa. Vivemos como Ele viveu. Somos de fato como espelhos que não refletem uma imagem própria, mas sim a do Criador. Somos discípulos que seguem com afinco os ensinamentos de seu Senhor. E é unicamente por causa dessa justiça de Cristo aplicada em nós que Deus ouve as nossas orações. 
10 - Orações que Deus responde. Eu disse no começo deste texto que não podemos garantir a resposta de Deus para todas as nossas orações. Porém, seria desonesto apenas dizer isso sem informar que sim, existem orações que o Senhor não apenas ouve, mas responde! Há alguns pedidos que podemos fazer ao nosso Deus que Ele mesmo nos garante em Sua Palavra que nos atenderá. Mas não se engane, esses pedidos não são soberbos ou gananciosos. Pelo contrário, eles esmagarão qualquer orgulho próprio ou vanglória. São pedidos que nos levarão para uma vida mais próxima de Deus e quanto mais íntimos somos do Senhor, mais conhecemos a Sua vontade. Quanto mais conhecemos a Sua vontade, mais sabemos orar e pedir da maneira correta. 
11 - Deus atende àqueles que pedem por sabedoria, Tiago 1.5 diz: “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente, e o não lança em rosto, e ser-lhe-á dada”. Ser sábio é viver uma vida de reverência ao Senhor de tal forma que todas as nossas ações são baseadas no conhecimento que temos de Deus. Essa sabedoria nos coloca no caminho correto, nos mostra como devemos viver, como fugir do pecado, como tratar nosso próximo, como administrar nossas divergências. É uma sabedoria que faz toda a nossa vida estar pautada nas Escrituras. Devemos ter a consciência de que tudo o que fazemos tem que estar no centro da vontade de Deus. 1
12 - Se você sente que não tem sabedoria, ou que não tem o suficiente, peça ao Senhor. Tiago fala que Deus dá isso a todos liberalmente, ou seja, a sabedoria não é como um dom ministerial onde o Senhor determina quem o terá ou não. Todos os crentes em Jesus estão liberados para pedirem por sabedoria. Ele também nos dá sabedoria em abundância, ou seja, não há limites. É como se Deus nos dissesse “Se você me pedir por sabedoria, eu lhe darei com muita generosidade”. Assim aconteceu com Salomão que pediu a Deus por sabedoria e Deus lhe deu também muitas riquezas. 2 Crônicas 1. 
13 - O problema é que pouco pedimos por sabedoria. Pedimos mais riquezas do que sabedoria. Se esse pedido ainda não faz parte das suas orações, comece hoje mesmo. Peça ao Senhor por sabedoria. Deus não rejeitará esse pedido, pelo contrário, ele te dará generosamente e abundantemente, segundo o derramar do seu coração ao Senhor. Preciso apenas acrescentar que a sabedoria que vem do alto só é aprendida em um único lugar: nas Escrituras Sagradas. Logo, peça sabedoria, sim, mas leia a Palavra de Deus onde temos a revelação para aqueles que o temem, Salmos 25:11. 
14 - Deus atende aqueles que pedem também para serem cheios do Espírito Santo. Em Lucas 11.13 temos essa confirmação que diz: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” É certo que recebemos o Espírito Santo quando nascemos de novo em nossa conversão. Porém, a vida cristã se desenvolve de fato como um nascimento. Ao nascermos, não saberemos uma série de coisas e conforme o tempo passa, vamos aprendendo e alcançando novos desafios, até nos tornarmos pessoas maduras que trabalham e têm as suas responsabilidades, inclusive as busca constante de comunhão e intimidade com Deus. 
15 - A vida cristã acontece da mesma forma. Conforme nos aproximamos mais de Deus e nos alimentamos mais da Sua Palavra, ficamos cada vez mais maduros espiritualmente, mas isso só é possível através da presença do Espírito Santo de Deus em nossas vidas. Afinal, é Ele quem nos faz lembrar de tudo o que aprendemos, é Ele quem nos leva a orar, é Ele quem dirige os nossos passos no dia a dia. Por isso, devemos começar essa busca constante de pedir a Deus em nossas orações para que possamos ser cheios do Espírito Santo de Deus. A Palavra de Deus nos mostra homens e mulheres de Deus que tinham uma vida de oração exemplar. Daniel, por exemplo, orava três vezes ao dia. Além disso, O Senhor diz que devemos orar sem cessar, ou seja, precisamos viver uma vida de oração. Isso não significa que passaremos o dia todo orando, mas sim, que a todo momento, elevamos o nosso pensamento a Deus e clamamos por Ele. 
16 – podemos e devemos orar em muitos momentos do dia. O dia tem vinte e quatro horas e precisamos estar em constante oração. (1) Ao acordar: ore a Deus pelo seu dia, peça sabedoria para tomar as melhores decisões e graça para viver o dia em santidade. (2) Ao tomar café: ore a Deus agradecendo pelo privilégio de poder se alimentar logo pela manhã. Se possível faça o culto doméstico com sua família pela manhã ou em qualquer outro horário. (3) No caminho do trabalho: ore a Deus para que você possa ser abençoado em sua carreira profissional, para que tudo o que fizer vá bem assim como foi com Josué. Ore pelo seu patrão, pelo seu chefe, pelas pessoas que trabalham com você e peça a Deus que elas possam ver Cristo em sua vida. Seja exemplo dos fiéis em tudo. (4) No almoço: ore a Deus agradecendo pelo alimento que Ele providenciou neste dia. (5) Na volta para casa: ore a Deus para que você possa chegar em paz e em segurança. (6) Antes de dormir: ore a Deus com gratidão pelo dia, peça perdão dos seus pecados e que o Espírito Santo possa te ajudar a andar cada dia mais em santidade e em novidade de vida. 
17 - Se você possui uma rotina muito difícil, ore a Deus em momentos mais individuais. Você pode falar com Ele quando estiver tomando banho, lavando a louça, se arrumando para sair, no ônibus ou, no caminho do trabalho. Não importa o lugar, mas ore, falar com Deus é necessário para que Ele te abençoe. Mas também tenha os seus momentos exclusivos com o Senhor. Reserve um lugar para dobrar os seus joelhos e se derramar na presença de Deus. Conte para Ele os seus anseios e as suas preocupações. Deus quer te ouvir e quando você falar, Ele te dará toda atenção. 
18 - É preciso persistir em oração. É preciso adorar a Deus espirito e em verdade. Em Efésios 6.18 o apóstolo Paulo afirma que devemos estar “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos”. A oração precisa ser feita com perseverança. Não adianta orarmos cinco horas em um dia e passarmos um mês sem orar. Também não adianta pedirmos algo uma única vez e nunca mais orarmos naquele sentido. Tem pessoas que travaram verdadeiras batalhas de oração. Sim, orar é uma verdadeira guerra, não é à toa essa passagem acima foi extraída de Efésios 6, que é o texto mais importante sobre batalha espiritual da Bíblia. Como estava dizendo, algumas pessoas oraram anos até conseguir algo do Senhor como (1) a conversão de um ente querido, (2) a cura de um problema de saúde, (3) a busca por uma oportunidade de trabalho. É claro que você precisa saber que tipos de guerras você está enfrentando. Não devemos insistir com coisas que sabemos que não é a vontade de Deus para nós. Mas, se temos certeza que é de Deus, devemos insistir, devemos gastar mais tempo em oração. Entenda que insistir com Deus na oração não é colocá-lo contra a parede e exigir que Deus realize os seus desejos. Mas é se mostrar confiante em Deus e no Seu tempo perfeito para nós. Creia que Deus vai fazer grandes coisas em sua vida, mesmo que demore um tempo. Ele faz tudo no tempo certo, tudo na vida do crente acontece no tempo de Deus. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU


I – Partindo do princípio da criação de tudo relatada em Gênesis, temos a informação principal de que tudo foi feito por Deus e toda a evolução, ou melhoramento da interatividade do ser humano, foi também por ação direta de Deus. A inteligência espiritual continua viva e ativa desde quando Deus a criou até os nossos dias e até o final dos tempos. Em 1 Coríntios 2.10-16 a Bíblia nos dá alguns parâmetros sobre o que é a inteligência espiritual e de onde ela provém. Vejamos o que diz: “10. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. 11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. 
II - “A lógica da inteligência espiritual só se discerne pelo poder do Espírito Santo de Deus e quem tem a mente de Cristo sabe lidar com a inteligência espiritual”. Vamos ver em primeiro lugar qual a origem da inteligência natural do ser humano, partindo do princípio de que somos criaturas que fomos criados Por Deus e que nos dotou de capacidade de pensar e de decidir o que quisermos e o que queremos para nós e para os outros, através do livre arbítrio. A origem da inteligência natural do ser humano é um processo evolutivo complexo, impulsionado pela necessidade de adaptação, interação social e, fundamentalmente, pela evolução, crescimento do cérebro. Ela não surgiu de um único evento, mas sim como um mecanismo de sobrevivência que se desenvolveu ao longo de anos de interação entre genética e ambiente. 
III - Aqui estão os principais fatores sobre a origem da inteligência humana: Evolução Biológica e Cerebral: A inteligência é o resultado da evolução e do crescimento cerebral, surgindo como um otimizador para a sobrevivência em organismos com sistema nervoso, controle emocional, controle sensorial. Diferentemente de outras espécies, o gênero “Homo” desenvolveu um cérebro com maior capacidade de processamento, (dica muito importante: fala-se em evolução, mas foi Deus que tudo criou). Este processo de desenvolvimento se deu e se dá por e pelo contato com seus semelhantes e pelo conhecimento bem como com adaptação e sobrevivência no meio em vive: A inteligência natural surgiu como uma resposta a pressões ambientais, permitindo que os primeiros humanos resolvessem problemas, fossem criativos e adaptassem-se a diferentes contextos. É o caso dos índios, por exemplo, que são produtos do meio em que vivem. 
IV - A interação social e cultural trazem o ser humano para mais próximo dos seus semelhantes. O desenvolvimento da inteligência natural está ligado à vida em comunidade, ao surgimento da linguagem e à necessidade de empatia e cooperação, características que se consolidaram durante o período Paleolítico. A base genética e ambiental são mutáveis em parte e na maioria das vezes são imutáveis. A inteligência natural do ser humano é moldada no meio em que vivemos. É altamente herdável e influenciada por genes (incluindo genes do cromossomo X, muitas vezes ligados à herança materna), mas também é moldada pelo ambiente e experiências vividas por nossos genitores, que estimulam o desenvolvimento cognitivo do ser humano. O desenvolvimento contínuo traz a influência da inteligência, esta inteligência não é estática; ela se desenvolve ao longo da vida através de estágios, movendo-se do sensório-motor (0-2 anos) até o pensamento abstrato e formal. Em resumo, a inteligência humana é o produto de um "potencial biopsicológico", onde a genética fornece o "molde" e o ambiente e as experiências sociais refinam essa capacidade ao longo da vida. A pessoa se torna produto do meio em que nasceu, cresceu e se transformou em um ser adulto. 
A - Considero de antemão que a inteligência natural do ser humano é algo parcialmente genético e ambiental. O genético se torna primordial, já que ele é o molde necessário para a introdução de mais inteligência. Quando o ser nasce inteligente, a inteligência é um impulsionador natural para o fator desenvolvimento , fazendo com que a pessoa fique ainda com mais capacidades. A pessoa mais inteligente, ao procriar, vai passar não só o seu gene intelectual, que já tinha desde o seu nascimento, como também vai passar uma parte da inteligência adquirida no seu desenvolvimento até o momento da procriação. O grau em percentual desta inteligência adquirida e passada geneticamente ainda não temos como medir, mas eu acredito que seja pequeno o suficiente para ser necessário milênios para que possamos notar grandes alterações. As alterações de natureza humana só são significativas quando o ser humano se interessa por adquirir conhecimento e aplicá-los para aproveitamento de outras pessoas. Se posicionássemos, por exemplo, cem gerações de pessoas inteligentes que buscassem mais conhecimento e desenvolvimento para ser passado geneticamente, resultariam em pessoas de uma inteligência em padrões bem mais altos do que o natural e sem influências. O cérebro é dividido em diferentes partes que determinam o tipo de memória, os sentidos e as emoções. O tipo de inteligência está relacionado à parte do cérebro mais desenvolvida. Uma inteligência plena poderia ter todas as partes bem desenvolvidas, o que promoveria um grande avanço intelectual se todas as partes trabalham em uma potência de conectividade que definem, por exemplo, por meio de uma cognição desenvolvida, melhores sentidos e suas interpretações com memórias de curto prazo e com interpretações rápidas e assertivas, assim como uma melhor memorização de longo prazo, com capacidade de manipular a emoção para um melhor mecanismo de armazenamento. 
B - Estou dizendo que um cérebro desenvolvido pode ter um melhor controle sobre seus sentidos e sentimentos. É como uma ginástica muscular que há quem tenha o incentivo padrão de fazê-lo e como fazê-lo. A ginástica cerebral pode ser trabalhada com a própria inteligência e a consciência de como desenvolver cada necessidade para que seja possível um aprimoramento. 
C - A força de vontade está relacionada à inteligência, assim como a preguiça é o descanso da inteligência de quem não quer pensar. Contudo, a permanência nela é a falta de determinação intelectual e desistência que promove um estacionamento no desenvolvimento da própria inteligência. É a racionalidade de como, quando e onde fazer para melhor se desenvolver. Somos organismos evolutivos, buscamos a evolução para a sobrevivência e isso é como um vício universal, evoluir, está impresso em nosso código genético. Até a própria Bíblia nos mostra que devemos crescer na graça e no conhecimento de Cristo, 2 Pedro 3.18. 
1 - O código genético evolutivo (o código genético é o conjunto de regras que traduz a informação contida no DNA (ou RNA) em proteínas desde a concepção/criação do ser humano por Deus) e é uma determinação inconsciente de que temos que progredir. O nosso cérebro sente essa necessidade quando determinamos por diversas gerações essa necessidade. Por exemplo: se uma pessoa desenvolve o seu cognitivo para o bem, durante a sua vida, seu filho vai ter um gene determinado a continuar esse caminho; por mais que ele não siga, pois o ambiente pode interferir nisso, ele sempre terá uma fagulha esperando ser acendida para seguir essa evolução, ele sempre sentirá a sensação de falta. A falta é uma sensação de algo interrompido que deveria ter sido prosseguido. Vou a mais um exemplo: hoje vivemos a sensação da solidão; isso se dá devido ao avanço tecnológico, que nos distanciou da interação social corpo a corpo. Temos em nosso traço genético a necessidade dessa interação; quando ela não ocorre, temos a sensação, mesmo que inconscientemente, de que nos falta algo que está impresso em nossa memória primitiva, então nos sentimos sós, mas às vezes não sabemos o motivo. 
2 - Quando interrompemos ou desviamos de algo que está impresso em nosso código genético, temos a sensação da falta. Ela não é consciente; é como se algo não fosse suprido, algo que fosse necessário para completar os vagões do comboio que precisa seguir sobre os trilhos; os trilhos são nossa linha genética evolutiva e os vagões somos nós e nossas nuances de personalidade, entre outras coisas que nos fazem ser humanos. 
3 - A inteligência está no cruzamento entre dois espécimes com o gene da inteligência desenvolvido, podendo ser maior em um do que o outro, que moldam o terceiro espécime, resultado do seu cruzamento. Acredito que o gene da inteligência é determinante por meio do fator evolutivo, acompanhando o melhor padrão entre o casal. Por exemplo: uma mulher com um nível de inteligência maior que do homem; eles cruzam, então há duas tendências evolutivas no filho: uma delas é o fator determinante de percentual recebido da mulher e do homem, a ciência ainda não sabe qual percentual o filho leva da inteligência da mulher e do homem, mas é determinante que o homem ou a mulher passa um percentual maior de inteligência, dependendo do sexo. A segunda é o fator evolutivo, ou seja, vamos dizer que o maior percentual genético da inteligência seja da mulher, e não do homem; mesmo assim, se o homem for inteligente, será aproveitado também esse fator para impulsionar o processo evolutivo. 
4 - Seria uma lógica intuitiva, já que somos projetados evolutivamente, portanto, para uma evolução cerebral, como já sabemos que ocorreu na nossa espécie, tanto é que temos os lobos frontais desenvolvidos, mas os primatas não os tem. Essa necessidade de evolução está relacionada à evolução intelectual, então nossos descendentes tendem a ser mais inteligentes que nós, pois buscam o melhor de nós para seguir adiante. 
5 - Mas há um último fator decisivo na inteligência humana: o desenvolvimento do feto. O indivíduo pode ter fatores genéticos para o desenvolvimento de um cérebro inteligente, mas, na formação, de acordo de como ela ocorre, é possível desenvolver um potencial maior ou menor de inteligência. Há muitos casos de pai e mãe com o Q.I menor do que do filho, por exemplo. Assim como há casos de pais com alto Q.I e o filho também, um dos pais com alto Q.I e o filho com baixo Q.I, mas dificilmente há casos de pais com baixo Q.I e filhos com alto Q.I. Ou seja, a evolução do feto pode ser determinante para o Q.I do indivíduo, de acordo com a forma como ele evolui aproveitando não só o gene da inteligência dos pais, mas também ao ter uma evolução cerebral de acordo, para que o cérebro use toda capacidade para desenvolver um alto Q.I. 
6 - A inteligência espiritual na ótica bíblica do apóstolo Paulo diz o seguinte: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade (de Deus), em toda a sabedoria e inteligência espiritual”, (Colossenses 1:9). Quando se fala em inteligência, logo nos vêm à mente pessoas que possuem muita facilidade para aprender ou ensinar, expressar opiniões com clareza e profundidade sobre determinado assunto ou se sair bem em algum empreendimento. É comum ouvirmos comentários semelhantes a este: “Fulano é muito inteligente”. Se olharmos para o passado, veremos inúmeras pessoas que deram uma imensa contribuição para a humanidade. Isso se aplicada à Arte, Ciência, Religião, Educação, Política e em todas as demais áreas do conhecimento humano. 
7 - Caso voltemos nossos olhos para o presente, também encontraremos, em todas as áreas, pessoas que estão deixando sua marca na História. Portanto, são indivíduos inteligentes. Até poucas décadas atrás, só se falava sobre o Q.I. (Quociente de Inteligência). Entretanto, com o avanço das Ciências, foram descobertas ou identificadas inteligências específicas, tais como: lógicomatemática, linguística, musical, motora, artística, emocional, espiritual, moral, social e outras, além da mais sofisticada de todas, a Inteligência Artificial que é pura ciência tecnológica. 
8 - Para quem lê a Bíblia com humildade e sob a orientação do Espírito Santo (1 Co 2:9 ao 16), esse assunto não é nenhuma novidade, pois Deus, em sua infinita sabedoria, dotou os seres humanos com as mais diversas inteligências, a fim de que pudessem ter todas as suas necessidades satisfeitas, supridas e também permitir que o nome dEle fosse glorificado. 
9 - Afinal, fomos feitos à sua imagem, conforme a sua semelhança, (Gn 1:26). Logo, se Ele é um ser dotado de todas as inteligências, nós também recebemos uma porção de cada uma delas. Mas quero me ater aqui à espiritual, e à luz das Escrituras Sagradas. Então, como se pode identificar que alguém possui esse tipo de inteligência Há algumas características que norteiam a vida da pessoa que a tem. Na Bíblia, temos inúmeros exemplos, no entanto tomarei como referência o profeta Daniel. 
10 - Só para nos inteirarmos melhor do assunto, recordemos brevemente a história dele: Daniel havia sido levado cativo junto com o povo de Israel para a Babilônia. Lá, Nabucodonosor, o rei, ordenou que fossem escolhidos jovens de famílias nobres para serem ensinados em todas as ciências e na língua dos caldeus, a fim de que pudessem se assentar à mesa com ele. Dentre os escolhidos, estavam Daniel (que tinha entre 15 e 17 anos, nessa ocasião), Ananias, Misael e Azarias, (Daniel capítulo 1). 
11 - Então vamos a algumas dessas características. Primeira característica: Vê o que os outros não vêem. Os demais jovens, pelo que entendemos nessa história, não viram nenhum mal em comer da comida e beber da bebida do rei. Ao contrário, provavelmente, devem ter se sentido orgulhosos pelo privilégio de estar entre os selecionados. Enquanto o povo estava vivendo como escravo e, por certo, se alimentando muito mal, eles teriam do bom e do melhor na mesa do rei. Sem contar que não precisariam trabalhar no pesado. Só estudar. Oh, que vida boa. Deviam se sentir realmente muito orgulhosos, os “privilegiados”. Deviam se sentir melhores que os outros e, assim, com o direito de menosprezá-los. Daniel, porém, viu que a mesa de Nabucodonosor sem dúvida era farta, agradável aos olhos, olfato e paladar e, por conseguinte, assaz convidativa. Entretanto, era oferecida aos ídolos babilônicos e continha coisas proibidas por Deus. Logo, eram oferecidas aos demônios, como dizem as Escrituras (1 Co 10:20-21) e trariam prejuízos à sua fé e comunhão com o Senhor, como aprenderam com seus pais, profetas e sacerdotes. Sendo assim, decidiu permutar todas aquelas delícias, os manjares do rei, por apenas água e legumes. 
12 – Segunda característica. Entende o que os demais não entendem. Ele era um adolescente de aproximadamente 17 anos. Mesmo assim, compreendeu que, embora estivesse entre os escolhidos para estarem diante do rei e receber a melhor educação e tratamento, se não fosse selecionado para estar diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, de nada valeria. Entendeu que o “status quó”, as mulheres, os amigos e todos os privilégios e regalias resultantes da sua posição não se comparavam àquilo que era a presença de Deus em sua vida e todas as demais bênçãos advindas disso lhe traziam de significado, satisfação e comunhão. 
13 – Terceira característica. Compreendeu que mesmo distante de seus pais, líderes espirituais e de sua terra, ele deveria manter sua integridade espiritual, pois Deus estava ali com ele. E assim, quem pode dizer então que adolescentes ou jovens não conseguem ser responsáveis, íntegros, ou discernir e escolher entre o bem e o mal? 
14 – Quarta característica. Pensa o que os outros não pensam. Certamente, os demais jovens pensaram apenas nas vantagens imediatas que poderiam tirá-los daquela situação. Para entender melhor, basta imaginar como se sentiriam jovens que fossem escolhidos pelo Presidente de um país, de uma nação, para receber do bom e do melhor em todas as áreas e ainda sentar-se à mesa dele para comer e beber do que fosse servido ao “chefe”. E a fama? E as vantagens financeiras? E os “flashes”? E as mulheres a seus pés? Entretanto, para Daniel as vantagens do momento resultariam em prejuízos eternos. Portanto, pensou que não deveria se vender e se render à soberba dos olhos e à soberba da vida e às paixões carnais (1 Jo 2:16). Assim, legumes e água de Deus valiam mais que as iguarias do rei. 
15 – Quinta característica. Fala o que os demais não falam. Daniel não ficou apenas no campo do pensamento. Ele verbalizou o que havia pensado. Expôs sua decisão e seu plano aos outros jovens hebreus, seus companheiros, que aceitaram de imediato a proposta, porque entenderam que Deus estava naquele negócio. Obviamente, aquilo parecia uma loucura, já que não fazia muito sentido à razão humana e ainda poderia colocar a vida dele e a dos demais em risco. Ainda assim, externou seu pensamento. Tenho por certo que ele estava cônscio de que seu plano se alinhava à vontade do Senhor ou se originara nEle. 
16 – Sexta característica. Faz o que os outros não fazem. Mesmo diante dos olhares incrédulos e certamente sarcásticos dos outros jovens que passariam por aquela “dieta real”, Daniel decidiu colocar seu plano em prática. E assim o fez. Suponho que quando os demais souberam de seu “fantástico” plano riram à beça ou choraram. Quem sabe, rolaram pelo chão de tanto rir do plano de Daniel, que na verdade era plano de Deus. Debocharam e humilharam a Daniel. Chamaram-no de louco, de estúpido, dentre outras palavras de baixo calão, mas Daniel tinha sabedoria espiritual para discernir o plano de Deus para com eles ali naquele palácio. 
17 - Além disso, os outros jovens que não foram escolhidos, devem ter pensado que eles, os quatro jovens, haviam assinado sua própria sentença de morte, pois jamais atingiriam os objetivos traçados pelo rei e, portanto, em hipótese alguma estariam aptos a se sentarem à mesa juntos com Nabucodonosor. Devem ter suposto e convencidos de que eles, quando postos à prova, dariam de dez a zero nos hebreus idiotas. 
18 - No entanto, mal sabiam eles que estavam prestes a ver algo incrível; um verdadeiro milagre. Já no primeiro período de observação o eunuco viu a diferença para melhor entre eles e os outros. E essa diferença foi aumentando positivamente a cada vez que eram submetidos a uma avaliação. Estava, pois, ocorrendo exatamente o oposto do que os demais jovens supunham e esperavam que ia acontecer com eles. 
19 - Quando terminou o período estabelecido e foram postos perante o rei Nabucodonosor, os hebreus estavam mais fortes fisicamente e dez vezes mais sábios em tudo aquilo em que o rei os questionou. Dez vezes mais sábios, aleluia, porque Deus os honrara com uma capacitação sobrenatural que, indubitavelmente, deixou a todos boquiabertos. Quanto a Daniel, o Senhor, além de lhe dar uma sabedoria, uma inteligência espiritual dez vezes maior que a dos outros jovens de outros povos e nações, presenteou-o com um espírito excelente, (Dn 5:6;6:3), que o capacitou a tornar-se sobremodo influente no governo de Nabucodonosor e chefe dos governadores das províncias do Império babilônico. 
20 - Quando seus opositores invejosos quiseram acabar com sua vida, ele teve discernimento dado por Deus para saber que aqueles homens estavam sendo usados pelo maligno para humilhá-lo, destrui-lo e, consequentemente, atingir o povo de Israel, a menina dos olhos de Deus. Exatamente por esse motivo, manteve sua vida de comunhão com Deus. Como de costume, continuou a orar três vezes ao dia. Assim, como o resultado dessa postura, o Senhor usou o próprio rei para ser intercessor em favor dele e livrou Daniel de forma inexplicavelmente fantástica fechando a boca dos leões que, somente naquela noite, tornaram-se vegetarianos ou decidiram fazer um jejum e não atacaram o profeta Daniel ali naquela cova. 
21 - Então, aquilo que parecia ser seu fim, serviu para fortalecê-lo ainda mais diante de Nabucodonosor e do Senhor, pois o rei reconheceu que o “Deus de Daniel era o único e verdadeiro” e ordenou que todos em seu reino adorassem ao Senhor. Sem contar que como consequência disso o povo judeu também foi beneficiado. Se não passou a ser respeitado, passou a ser temido por ter a proteção do rei, (Dn 6). Vale lembrar também que Daniel manteve influência positiva durante o governo de dois sucessores de Nabucodonosor. 
22 - Para que fique mais fácil de entender a diferença entre quem tem inteligência espiritual e aquele que não a possui, basta pensar nas seguintes pessoas: (1) A mulher de Jó: disse para seu marido amaldiçoar Deus e morrer, (Jó 2:9), mas quem virou estátua de sal foi ela. (2) Esaú: trocou sua o direito de primogenitura, que lhe dava o direito a uma herança muito maior que os demais irmãos, por um prato de comida e ainda disse: De que me adianta ter a primogenitura, se estou morrendo de fome?, (Gn 25:31 ao 34). (3) Judas Iscariotes: não conseguiu ver ou entender que Jesus era de fato o Cristo; por isso o traiu por apenas trinta moedas de prata. E Mais: quando percebeu a bobagem que fizera, em vez de correr para os pés do Mestre e pedir-lhe perdão, fugiu de Jesus e se enforcou, (Mt 27:5). 
23 – Existem muitos outros que serviriam de exemplo para entendermos a diferença entre o que tem e quem não possui essa inteligência espiritual; entre o que busca de Deus o discernimento e que não busca de Deus sabedoria espiritual e inteligência espiritual para saber de fato o que significam estas coisas. Contudo, tenho por certo que esses são mais do que suficientes para que possamos entender e almejar esta realidade da inteligência espiritual que atua em conexão com a nossa inteligência natural do ser humano. Diante de tudo isso que, na realidade, é apenas uma partícula desse tão rico e delicioso tema, podemos concluir que como Paulo orou pelos cristãos de Colossos pedindo que Deus lhes concedesse inteligência espiritual, também podemos e precisamos orar por nós mesmos e por todos os nossos irmãos em Cristo rogando ao Pai que nos dê dessa inteligência, a fim de que possamos viver sábia e vitoriosamente neste mundo, sermos verdadeiros filhos amados em quem ele se compraz e agir como autênticos embaixadores dEle aqui na terra. 
24 – Ter e buscar a inteligência espiritual é ter a mente de Cristo, (1 Co 2:16b). Ter a mente de Cristo é ter uma mente guiada pelo Espírito Santo. É ter o Espírito Santo como Mestre, Mentor, Conselheiro. Logo, se queremos viver vitoriosamente, temos que almejar e buscar de todo o nosso coração isto: ter a mente de Cristo. Proceder desse modo é fundamental e urgente, pois, do contrário, corremos o risco de ser ou nos tornar homens e mulheres que são extremamente inteligentes para as coisas terrenas e seculares, como existem tantos, mas que demonstram não ter nenhum pouco de inteligência espiritual. 
25 - Muitos destes nem mesmo crêem que Deus existe. Como resultado disso, estão marchando a passos largos para o inferno. Que o Senhor em sua infinita misericórdia não permita que você e eu sejamos pessoas omissas naquilo e para aquilo que Deus nos chamou. A inteligência espiritual na Bíblia é descrita como a capacidade de compreender a vontade de Deus, agir com sabedoria divina e discernir as realidades espirituais, indo além do entendimento natural, (Colossenses 1:9, 1 Coríntios 2:14-16). Ela envolve ter a "mente de Cristo", guiada pelo Espírito Santo para frutificar em boas obras e aplicar princípios divinos à vida. 
26 – Quais são os principais aspectos da inteligência espiritual e como saber se Deus nos capacitou para algo diferente na Sua obra. (1) Procurando conhecimento da vontade de Deus para nós nestes tempos de modernidade. (2) Não é apenas uma sugestão intelectual que devemos ter sobre o assunto, mas buscar a compreensão profunda dos propósitos de Deus para estarmos frutificando em boas obras. (3) Vivendo o melhor da Mente de Cristo através da inteligência espiritual, buscando discernimento dos dons espirituais e permitindo que todas as coisas possam agir com a perspectiva de Jesus, não sendo guiado apenas por impulsos naturais ou carnais mas pela renovação da nossa mente diariamente. Rm.12.2-2. (4) Tendo uma conexão de intimidade com o Espírito Santo A inteligência espiritual vem de Deus, comunicada pelo Espírito que habita no crente. (5) Tendo plena sabedoria e discernimento da vontade de Deus. Isso diferencia o bem do mal e nos ajuda a viver de forma digna e agradável diante de Deus. (6) Enfrentando o combate espiritual. A inteligência espiritual é usada para identificar e vencer armadilhas espirituais através da oração e da dependência de Deus, em vez de focar apenas em lutas físicas. 
27 - Como Desenvolver a Inteligência Espiritual: (1) Buscando em Jejum, Oração e consagração. É um dom a ser pedido a Deus, buscado como um tesouro, (Provérbios 2:2-6). Você lembra que Salomão não pediu riquezas a Deus, mas sabedoria e Deus lhe deu sabedoria e riquezas inomináveis. 1Reis 3 e 1Crônicas 1. (2) Com a Leitura constante da Palavra, porque compreender as Escrituras é fundamental para o crescimento do discernimento espiritual. (3) Viver cheio do Espírito Santo. Manter uma postura espiritual e submissa a Deus no dia a dia. (4) Em suma, a inteligência espiritual é a capacitação divina que permite ao ser humano alinhar crenças, valores, costumes e comportamentos ao propósito de Deus. 
28 - Também a inteligência espiritual, vista na ótica da nossa fé Cristã é diferenciada. Através da Teologia cristã de defesa da fé percebemos que os dons e serviços espirituais são administrados em nossas vidas pela maravilhosa graça de Jesus pelo Espírito Santo de Deus, e, Deus tem a primazia de usar a quem ele quiser usar, independentemente e indiferentemente do querer e do saber dos seres humanos. Lá no cenáculo do templo em Jerusalém, depois do pentecostes, os discípulos e outros falaram em outras línguas na descida do Espírito Santo. 
29 - E por que é Inteligência Espiritual? Porque estamos tratando de algo que não se vê, algo não físico e material, mas sim, de algo que transcende a mente humana, a alma, a mente humana. Não se pode tentar quantificar a sabedoria, o amor, a bondade, o ato divino de perdoar. Não estamos falando do mundo da alma, da mente humana ou das emoções e sentimentos. Estamos falando de algo que vem de Deus e é dado por Deus. O rei Salomão pediu a Deus esta sabedoria e lhe foi dada. Ninguém pode ter a fé em Deus se Este não lhe der. Uma coisa é ter fé no ser humano, a outra não é somente ter fé em Deus, mas ter a fé que agrada a Deus, que vem dEle. Ele a dá a quem pede. 
30 - A engenharia espiritual deseja produzir no coração do homem, uma inteligência espiritual movida pela fé em um Deus Supremo, de quem podemos extrair projetos, propósitos e atributos que promovem o desenvolvimento para uma excelente qualidade de vida, potencializando a criatividade, o domínio próprio, o equilíbrio e ato de amar e ser amado. Uma vez perguntaram a um sábio: “como ele conseguiu criar e desenvolver tão sabiamente a teoria da relatividade? Ele respondeu que não havia criado nada e que nem era o autor de nada. Ele, simplesmente, conseguiu desvendar um pouquinho das leis que já existiam na natureza e que vieram de uma mente divina e criadora, vieram de Deus. 
31 - De fato ele tinha razão, pois o homem nunca criou nada, apenas é capaz de descobrir princípios e leis que já existiam e que aglutinados sabiamente passam a gerar algo físico que beneficia o homem. Existem alguns conceitos sobre a inteligência espiritual que nós precisamos buscar para conhecer melhor aquilo que Deus nos deu gratuitamente, que é a inteligência. Temos que ter consciência que temos dúvidas e perguntas acerca da nossa vida e do universo para as quais não encontramos ainda respostas. Alguns perguntam de onde venho? Outros perguntam o que eu estou fazendo aqui? Os mais incrédulos ainda perguntam para onde vou após a morte? E por aí vai. O quê é que falta para estas pessoas? Falta conhecer a Deus para adquirir inteligência espiritual para ter discernimento. 
32 - O ser humano natural não entende nada disso, só entende quem tem o senhor Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas e crê que Jesus cura, salva, perdoa e liberta o mais terrível dos pecadores. Faz com que estas pessoas comecem a descobrir o sentido da vida, entendendo o âmago de nosso ser e a semelhança existente com um Ser Criador de todas as coisas, Deus. Pela inteligência espiritual tem-se acesso à mente de Deus, extraindo dessa intimidade preciosa com Deus, princípios e virtudes, como a fé, a esperança, o amor, a alegria, a bondade, a paciência, a compaixão, o domínio próprio, a temperança, além de saber discernir entre o bem e o mal; 
33 - A inteligência espiritual investe massivamente na fé. Esta por sua vez gera esperança e força para vencer tribulações e dificuldades; (1) Pela inteligência espiritual compreendemos que o homem é espírito, alma e corpo. (2) Pela inteligência espiritual pode-se entender a amplitude da liberdade à medida que se conhece as leis de Deus que regem nossa vida e o universo; (3) Pela inteligência espiritual podemos extrair o lado bom das religiões, seus sábios princípios, sem se deixar ser dominado pelo radicalismo e fanatismo; (4) Pela inteligência espiritual pode-se libertar das paixões que escravizam e destroem a vida do homem, como o ciúme, a inveja, a soberba, o ódio, o rancor, os vícios, a mentira, etc. (5) Pela inteligência espiritual entende-se melhor sobre a morte, o sentido e propósito da vida terrena e também da futura vida eterna para aqueles que nela crêem; 
34 - A inteligência espiritual vale-se da intuição, ela nos faz entender os segredos da vida e do universo; (1) Pela inteligência espiritual nos tornamos mais inteligentes à medida que buscamos e nos aproximados da mente Criadora; (2) Pela inteligência espiritual continuamos a entender a ciência, pois esta muitas vezes se cala, quando a fé se inicia; a fé se sobrepõe à ciência em tudo (3) A inteligência espiritual nos leva a viver os grandes princípios morais revelados na Bíblia, investindo na meditação e oração, buscando respostas que tanto procuramos; Jesus, o Mestre dos mestres, nos ensinou muito de como é possível usar a inteligência espiritual. Jesus se interagia tanto com o pensamento de Deus Pai que Ele mesmo disse: “Eu e o Pai somos um e não faço nada sem Ele:. ( Jo10:30). 
35 - Enfim, a inteligência espiritual atua na esfera da fé, onde o dinheiro não compra e nem domina. Portanto, a inteligência espiritual seria a habilidade ou a capacidade de crer em uma mente criadora e universal e se interagir com ela, pelo conhecimento da Palavra de Deus revelada na Bíblia Sagrada. O conhecimento desta, leva a aumentarmos no amor ao próximo, e à medida da fé recebida podemos realizar obras maravilhosas. Ou seja, quanto mais conhecemos os princípios e valores espirituais de Deus através do Espírito Santo, mais experimentamos e interagimos com a vontade de Deus. Jesus nos ensinou e abriu esta “porta” do entendimento, nos despertando para mudanças interiores para o aperfeiçoamento e descoberta de novos valores e propósitos de vida. Por isso está escrito em Apocalípse 3.20 que Ele está à porta e bate... portanto abre a porta do teu coração e deixe Jesus fazer morada. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.