segunda-feira, 3 de agosto de 2026

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL

AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL 

I – Apresentamos nesta postagem um estudo simplificado de Escatologia baseado no tema das setenta semanas de Daniel, aquela visão foi bem clara para Daniel e sua interpretação ao longo dos anos foi se definindo para o seu cumprimento. A Soberania de Deus é insondável, é inconfundível, é imutável. A qualidade ou condição de Soberano é uma superioridade derivada de autoridade, domínio, poder, próprios de Deus. As guerras e pelejas entre a humanidade inclusive dos crentes são frutos dos desejos egoístas e carnais que carregamos em nosso interior, porém são infrutíferos infelizmente. Tudo nos leva a acreditar que só Deus em Sua infinita sabedoria e misericórdia pode mudar os rumos da história da humanidade, com setenta semanas ou com sete dias, Deus estando no controle, seremos vitoriosos. Na Bíblia, o número setenta ganhou sentido profético, pois a partir desta visão profética, Deus revelou o futuro do seu povo a Daniel. Deus mostrou os propósitos da septuagésima semana, (a semana de número 70 que viria futuramente), que são revelar ao povo de Deus o “homem do pecado”, “a Grande Tribulação” e o tempo da vitória gloriosa do Messias, e o tempo do fim. (1) Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e as 70 semanas? Sim, Jeremias profetizou sobre o cativeiro babilônico e a duração de 70 anos, mas a famosa profecia das setenta semanas foi revelada ao profeta Daniel, e não a Jeremias. (2) O Cativeiro Babilônico ( de 70 anos), foi também profetizado por Jeremias. O que dizia a profecia de Jeremias, dizia que Ele, Deus, avisou que o povo de Judá serviria ao rei da Babilônia por setenta anos antes de retornar à sua terra. Os textos bíblicos de Jeremias podem ser encontrados em: Jeremias 25:11-12 e Jeremias 29:10. (3) As Setenta Semanas profetizada pelo profeta Daniel diziam que Daniel leu o livro de Jeremias sobre os 70 anos de cativeiro e orou a Deus, momento em que o anjo Gabriel lhe deu a visão profética das "setenta semanas" focada na vinda do Messias e no fim do pecado na terra, (Daniel 9:24-27). (4) Na Bíblia, o número 70 simboliza plenitude, totalidade perfeita e o fim de uma era, sendo a união do número 7 (que representa a perfeição de Deus) com o 10 (ordem ou totalidade humana). (5) Os 70 Anciãos. Moisés escolheu 70 líderes de Israel para receberem o espírito de Deus e o ajudarem a governar o povo no deserto. (6) O Cativeiro na Babilônia durou 70 anos. O exílio do povo judeu durou exatamente 70 anos, marcando o tempo exato de disciplina e o cumprimento da profecia de Jeremias, (7) e a mais conhecida como as 70 semanas de Daniel. (8) Os 70 Discípulos que Jesus separou para sair e evangelizar os povos. No Novo Testamento, Jesus enviou 70 discípulos em missão para pregar nas cidades, indicando que o Evangelho era para todas as nações do mundo. (9) O perdão sem limites que Jesus ensinou. Quando Jesus diz para perdoar " até setenta vezes sete", Ele usa esse número para expressar um perdão infinito e completo. 

II - Então vamos mergulhar um pouco na Bíblia para conhecermos mais sobre o que são as “setenta semanas de Daniel”. A profecia das "setenta semanas" é uma das mais significativas e detalhadas profecias messiânicas do Antigo Testamento. Encontra-se no livro do profeta Daniel capítulo 9. O capítulo começa com Daniel orando por Israel, reconhecendo os pecados da nação contra Deus e pedindo a Deus por misericórdia. Enquanto Daniel orava, o anjo Gabriel apareceu a ele e lhe deu uma visão do futuro de Israel. 

III - As Divisões das 70 Semanas de anos começa no versículo 24 do Capítulo 6 de Daniel: Gabriel diz: "Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade”. Quase todos os comentaristas concordam que as setenta "semanas" devem ser entendidas como setenta "semanas" de anos, ou seja, um período de 490 anos. Estes versículos fornecem uma espécie de "relógio" que dá uma ideia de quando o Messias viria ou virá e alguns dos eventos que acompanhariam o Seu aparecimento na face da terra. 

IV - A profecia continua a dividir os 490 anos em três unidades menores: (1) uma unidade de 49 anos, (2) uma unidade de 434 anos e (3) a última, uma unidade de sete anos. (4) A "semana" final de sete anos é dividida pela metade. São 3 anos e meio de aparente paz e 3 anos e meio do desfecho final da grande tribulação. O versículo 25 diz: "Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas." Sete "semanas" são 49 anos, enquanto que sessenta e duas "semanas" são outros 434 anos: 49 anos + 434 anos = 483 anos. 

A - O Propósito das 70 Semanas de anos é a revelação dos acontecimentos relacionados a Israel. A profecia contém uma declaração sobre o propósito de Deus em causar esses eventos a acontecerem. Esse propósito pode ser dividido em seis pontos. Em Daniel 6 o versículo 24 explica: 1) "cessar a transgressão", 2) "dar fim aos pecados", 3) "expiar a iniquidade", 4) "trazer a justiça eterna", 5) “selar a visão e profecia”, e 6) "ungir o Santo dos Santos". 

B - Observemos que esses resultados dizem respeito à erradicação total do pecado e ao estabelecimento da plena justiça de Deus. A profecia das 70 semanas resume o que acontece antes que Jesus estabeleça o Seu reino milenial. O período de maior interesse é o terceiro na lista de resultados: "expiar completamente a iniquidade". Jesus realizou a expiação pelo pecado por Sua morte na cruz, (Isaías 53; Romanos 3:25 e Hebreus 2:17). 

C - O Cumprimento total das 70 Semanas, segundo anunciou Gabriel na revelação que fez a Daniel, diz que o relógio profético começaria no momento em que um decreto fosse emitido para reconstruir Jerusalém. Desde a data desse decreto até a época do Messias haveria 483 anos (sessenta e nove semanas de anos). A história nos diz que o mandamento de "restaurar e reconstruir Jerusalém" foi dado pelo rei Artaxerxes da Pérsia, (hoje Irã) em 445 a.C, (Neemias 2:1-8). 

1 - A primeira unidade de 49 anos (sete "semanas") cobre o tempo que levou para reconstruir Jerusalém, "praças e as redondezas da cidade, os arredores da cidade, (os muros da cidade que estavam destruídos e a cidade destituída de segurança), se reedificarão, mas em tempos angustiosos", (Daniel 9:25). Esta reconstrução é também narrada no livro de Neemias. (1) Usando o costume judaico de um ano de 360 dias, 483 anos depois de 445 a.C nos coloca no ano 30 d.C, o que coincidiria com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, (Mateus 21:1-9). A profecia em Daniel 9 especifica que após a conclusão dos 483 anos, "será morto o Ungido" (versículo 26). Isto foi cumprido quando Jesus foi crucificado. 

2 - Daniel 9:26 continua com uma previsão de que, depois que o Messias for morto, "o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário". Isto foi cumprido com a destruição de Jerusalém em 70 d.C. O "príncipe que há de vir" é uma referência ao Anticristo, o qual, ao que parece, terá alguma ligação com Roma, já que foram os romanos que destruíram Jerusalém, comandados pelo general Tito. (1) No ano 70 d.C., o general Tito foi o comandante militar romano responsável por liderar o cerco e a destruição de Jerusalém. Ele era filho do imperador Vespasiano e mais tarde se tornou o décimo imperador de Roma. (2) Como foi o cerco e a batalha em Jerusalém. A Batalha foi a mais cruel dentre tantas outras e Tito liderou cerca de 70 mil soldados romanos para esmagar a revolta judaica na Judeia. (2) A Queda de Jerusalém durou meses de cerco rigoroso e os romanos invadiram a cidade. (3) Chegaram aonde era o local mais sagrado para os Judeus por séculos, o templo. Este já era o segundo templo de Jerusalém, foi incendiado e quase que destruído totalmente durante o confronto. O que restou do templo ainda está lá até hoje e serve de local de adoração pelo Judeus e prosélitos da adoração a Deus. (4) O legado desse feito trouxe muitas consequências. A vitória em Jerusalém garantiu grande fama militar a Tito, comemoração registrada no famoso Arco de Tito em Roma. Com o prestígio da vitória, ele consolidou sua posição como herdeiro do trono, governando o Império Romano anos depois, (de 79 a 81 d.C.). 

3 – Daquele tempo até os nossos dias o tempo parou de ser contado na semana 69, faltando a última que é a de número 70. Faltando recomeçar esta contagem e ela recomeçará precisamente logo após o retorno de Cristo nos ares celestiais para arrebatar a sua igreja. Este retorno não será visível, mas acontecerá muitos fatos aqui na terra que denunciarão este acontecimentos como o sumiço de milhões de seres humanos que desaparecerão num abrir e fechar de olhos. Esses são os fiéis servos de Deus que serão arrebatados num momento, num abrir e fechar de olhos, conforme descrito na Bíblia. 

4 – Breve vai recomeçar a contagem final das 70 semanas de Daniel. Israel já tem tudo preparado para a reconstrução do templo, chamado de “terceiro templo de Salomão” e será idêntico ao original, inclusive a restauração do altar do sacrifício e tudo o que envolve o sacrifício. “Das 70 "semanas", 69 já foram historicamente cumpridas, falta apenas a septuagésima, que é a última. Isso deixa mais um "sete" ainda a ser cumprido. A maioria dos estudiosos acredita que agora estamos vivendo um enorme intervalo entre a semana 69 e a semana 70. O relógio profético foi pausado, por assim dizer. A última "semana" de Daniel é o que normalmente chamamos do período da grande tribulação. 

5 - A profecia de Daniel revela algumas das ações do Anticristo, o "príncipe que há de vir". O versículo 27 diz: "Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana.” No entanto, “na metade da semana romperá o acordo de paz. Daniel 9:27 diz: “E ele firmará aliança com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”. O Anticristo romperá o acordo no meio da semana de 7 anos. E, sobre a asa das abominações virá o assolador, até a “destruição” do templo. 

6 - Jesus advertiu sobre esse evento em Mateus 24:15. Depois que o Anticristo quebrar a aliança com Israel, um tempo de "grande tribulação" começará, (Mateus 24:21). Daniel também prevê que o Anticristo enfrentará julgamento. Ele só governa "até que a destruição, que está determinada, se derrame sobre ele" (Daniel 9:27). Deus só permitirá que o mal vá tão longe, porque o julgamento que o Anticristo enfrentará já foi planejado. (1) A profecia das 70 semanas é complexa e surpreendentemente detalhada, e muito tem sido escrito sobre isso. Claro que existem várias interpretações, mas o que apresentamos aqui é a visão dispensacional e pré-milenista. Uma coisa é certa, Deus tem um calendário e está mantendo as coisas dentro do cronograma, dentro do seu estrito controle. Ele conhece o fim desde o princípio (Isaías 46:10), e devemos estar sempre aguardando o retorno triunfante de nosso Senhor e Salvador a Jesus Cristo. (Apocalipse 22:7). 

7 - Diferentemente dos capítulos anteriores, o nono capítulo de Daniel não descreve o futuro dos impérios mundiais, mas o de Israel. A pesquisa de Daniel quanto à profecia de Jeremias sobre as setenta semanas, que compreende um período de 490 anos para o povo judeu. Este período compreende o fim do tempo da escravidão e do exílio dos israelitas em terras estranhas. A partir de uma circunstância histórica, Deus revelou a Daniel uma verdade futura acerca do seu povo. Pelo período de setenta anos, Israel veria a soberania de Deus intervindo em seu futuro. E após uma visão estarrecedora dos capítulos 7 e 8, referente ao tempo vindouro, em que “um rei feroz” prefigurava o futuro Anticristo, o profeta enfraqueceu-se física e emocionalmente, restando-lhe tão somente orar e buscar o socorro de Deus. 

8 - Daniel intercede a Deus pelo seu povo que estava no cativeiro na Babilônia, Dn.9.3-19. (1) O tempo da profecia de Jeremias (vv.1,2), estava se cumprindo fielmente, é o povo, se distanciava cada vez mais da comunhão com Deus. Daniel, agora um ancião, ainda exercia suas atividades políticas sob domínio de Dario. O profeta esquadrinhou a mensagem do livro de Jeremias. E descobriu que a profecia de Jeremias determinava um tempo de setenta anos de cativeiro para os judeus. Logo este tempo marcado pelo sofrimento chegaria ao fim. Ao compreender a mensagem, o profeta Daniel orou a Deus, pedindo-lhe o cumprimento da promessa ao seu povo e que, por fim, Ele restaurasse o reino a Israel. (2) A confissão dos pecados de um povo rebelde parecia que não havia condições de Deus falar alguma coisa sobre a libertação daquele povo do cativeiro da Babilônia, (vv.3-11,20). A oração de Daniel demonstrou uma atitude confessional e de reconhecimento da culpa. Ele não apenas informou a culpabilidade do seu povo, mas a sua própria também, dizendo a verdade diante de Deus; Daniel disse, “pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos”, (v.5). A despeito da sua integridade, Daniel não foi presunçoso diante da justiça de Deus, pois ele colocou-se debaixo da mesma culpa do povo e suplicou o perdão a Deus. (3) Daniel reconheceu a justiça de Deus, porque Deus é e sempre será justo e aplicará toda a Sua justiça, (vv.7,16). A princípio, como um ser humano imerso no sofrimento, Daniel não compreendeu a manifestação da justiça de Deus contra o seu povo, mas ao mesmo tempo ele estava convicto acerca da perfeição da justiça de Deus. Não podemos, entretanto, confundir o juízo de Deus com os acertos de contas humanos. A justiça de Deus não é justiça humana, a de Deus pode até tardar mas nunca falhará. 

9 – Deus revela o futuro do seu povo, Dn. 9.24-27. (1) As setenta semanas (v.24). Daniel confirmara que Jeremias profetizou os setenta anos do exílio de Israel (Jr 25.11-13; 2Cr 36.21). Por isso, na Bíblia, o número setenta ganhou um sentido profético. Assim, cada dia da semana pode significar um ano; cada semana, um período de sete anos. Então, as setenta semanas compreendem o período de 490 anos, setenta multiplicado por sete. Mas quando se deu o início do cumprimento das setenta semanas? Para respondermos a esta pergunta, temos de explicar primeiramente a expressão “setenta semanas”. (a) O versículo 24 afirma que Deus determinou as setenta semanas. O bloco que forma os versículos 24-27 é profeticamente dividido em três grupos: 1) sete semanas (49 anos); 2) sessenta e duas semanas (434 anos); 3) uma semana (7 anos). Estes somam as setenta semanas. (b) O primeiro grupo é o do início desta profecia e deu-se com o decreto da reconstrução de Jerusalém e do templo ,(v.25). Os principais estudiosos do assunto concordam que se trata do decreto de Artaxerxes Longímano, decreto baixado em 445 a.C. (cf. Ne 2). (c) O segundo grupo, é o período do advento do Messias, Jesus de Nazaré (vv.25,26). Neste tempo o Senhor foi morto e mais tarde Jerusalém foi novamente destruída através da liderança do general do exército romano, Tito, em 70 d.C. (d) O terceiro grupo, é a semana de anos que ainda não aconteceu, (v.27). Compare o versículo 27 de Daniel com Mateus 24.15 e veja como se trata de uma profecia que ainda não se cumpriu. Esta última semana refere-se, então, ao período que implicará o advento do Anticristo e o início do tempo de tribulação para Israel. Isso ocorrerá depois do Arrebatamento secreto da igreja. 

10 - Os três príncipes são mencionados na profecia (vv.25,26). O primeiro príncipe é o Messias (v.25). O segundo apareceu posteriormente e destruiu a cidade de Jerusalém, o santuário e o templo em 70 d.C., trata-se do general Tito (v.26). E o terceiro príncipe surgirá no futuro, na última semana profetizada por Daniel (v. 27). Este príncipe não é o Messias “tirado” (9.26), mas certamente um personagem mais poderoso que Antíoco Epifânio e o general Tito. Trata-se, portanto, do Anticristo (2Ts 2.3-9; 1Jo 2.18). 

11 - O intervalo que precede a septuagésima semana (v.27). O estudo das Escrituras demonstra um longo intervalo de tempo que precede a septuagésima semana. A Bíblia identifica este intervalo profético como “o tempo dos gentios”. A comunhão espiritual entre judeus e gentios, mediante a salvação em Cristo, formou um novo povo para Deus chamado de a Igreja do Senhor Jesus, (Ef 2.12-16; 1Pe 2.9,10). Atualmente, estamos no tempo da graça de Deus e temos de anunciar o ano aceitável do Senhor para o mundo inteiro (Lc 4.18,19). (1) Após o tempo gentílico virá a última semana que, identificada pelas profecias bíblicas, significa um tempo de Grande Tribulação. É neste tempo que o “assolador”, isto é, o “anticristo” ou “o homem do pecado” ou “o homem da perdição”, também chamado de “o homem da iniquidade” virá sobre as asas das abominações, (v.27). (2) Os sinais que precedem a revelação dessa figura abominável estão ocorrendo por toda parte. Todavia, a Igreja de Cristo não mais estará neste mundo, pois a noiva do Senhor, a noiva do Cordeiro, será arrebatada antes do tempo da grande tribulação, (1Co 15.51,52). 

12 – Os propósitos da septuagésima semana de Daniel 9.27. (1) Revelar o “homem do pecado”, o homem da iniquidade, (2Ts 2.3). De acordo com as profecias, nem Antíoco Epifânio nem o general Tito foram objetos das predições do versículo 27 de Daniel. A passagem bíblica começa com o pronome “ele”, também identificado como “o rei de cara feroz”; “o chifre pequeno”; “o animal terrível e espantoso”. Mas quem será este personagem do livro de Daniel? Em o Novo Testamento, ele é identificado como “o anticristo”, (1Jo 2.18; 4.3) e “a besta que saiu do mar” de Apocalipse 13, (Ap. 13.1). Apesar de apresentada numa linguagem simbólica, a personagem é literal. Trata-se de um líder mundial poderoso que chamará a atenção das nações pela sua diplomacia, astúcia e inteligência política. (2) A Grande Tribulação de Mateus 24, (Mt 24.15,21). O Anticristo “fará uma aliança com muitos por uma semana” (v.27). Note a expressão “com muitos”, revelando que serão muitos líderes mundiais. Esta quer dizer que o Anticristo fará uma aliança com Israel, mas de início esta aliança não será unânime entre os judeus. Contudo, o Anticristo terá influência suficiente para impor a sua liderança política e, por fim, alcançar o sucesso e sua completa aceitação entre os judeus. (3) A força política do Anticristo será reconhecida nos três primeiros anos e meio, isto é, na primeira metade da última semana, quando a marca desse tempo, que poderá ser a marca da besta, será um período de falsa paz e harmonia. Em seguida, surgirá um tempo de sofrimento e tamanha aflição em todo o mundo. Perseguição, humilhação e morte serão a tônica desse tempo, a segunda fase da Grande Tribulação. Entretanto, e antes de tudo isso ocorrer, a Igreja será arrebatada e estará para sempre com Cristo na glória. 

13 – Tudo vai revelar a vitória gloriosa do Messias. Jesus Cristo, o Messias prometido, será revelado quando da sua segunda vinda visível no final da grande tribulação e pisará sobre o Monte das Oliveiras, (Zc 9.9,10) que se renderá em duas partes. O Rei aniquilará por completo o poderio do Anticristo, do falso profeta e do próprio Diabo, chamados de “a trindade satânica”, (Ap 19.19-21) e estabelecerá um reino de paz e harmonia no mundo todo, chamado de “o Reino milenial de Cristo”. Esta é uma mensagem de esperança para o nosso coração. Não tenhamos medo, creiamos tão somente, breve Jesus voltará para arrebatar o Seu povo. 

14 - Vivemos em um tempo de tamanha incredulidade que até os crentes estão se perguntando se realmente Jesus voltará. Muitos se dizem teólogos, mas negam e desprestigiam as profecias bíblicas. São tantos que dizem conhecer profundamente as Escrituras Sagradas, mas negam e ou modificam a interpretação das mesmas. Eles preferem as alegorias ao invés de se debruçarem sobre as Escrituras e estudá-las com fé, graça e humildade. Entretanto, a Igreja não pode rejeitar as verdades futuras de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, corramos e prossigamos em conhecê-lo mais e mais, sabendo que um dia tudo será desvendado aos nossos olhos. Maranata, ora vem Senhor Jesus. 

15 - O que acontecerá no final da grande tribulação. Depois da grande tribulação, a escatologia cristã aponta para a volta visível de Jesus Cristo, onde todo olho o verá, a batalha do Armagedom estará se desenrolando e destruindo tudo e matando Judeus e seus aliados no vale chamado “megido” quando Jesus será reconhecido pelos Judeus como aquele que seus antepassados mataram crucificado em Jerusalém. 

16 - A volta de Cristo no fim da tribulação. Jesus aparecerá nos céus vindo em socorro dos que resistiram e não negaram a sua fé em Deus. A aparência nos céus de Jesus Cristo retornando de forma visível e com poder e grande glória, para encerrar o período de sofrimento na terra, causará grande espanto do Anticristo e de seus exércitos do mal. (1) A Batalha do Armagedom estará ocorrendo e o confronto final entre as forças celestiais e os sistemas políticos e exércitos contrários a Deus, serão totalmente aniquiladas. (2) Ocorrerá a prisão de Satanás, o mal e as forças opositoras são detidos e o líder espiritual rebelde é confinado. A trindade satânica ficará presa por mil anos. 

17 – Neste período da grande tribulação haverá nos ares celestiais a cerimônia das bodas do Cordeiro, onde Jesus estará distribuindo as coroas aos santos que perseveraram até o fim. Ali também haverá o julgamento das nações e o galardão dos fiéis que resistiram ao período difícil das grande tribulação. Estes fiéis são chamados de os que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro. (1) Começa o reinado de mil anos de Cristo na terra. Cristo estabelece um período de paz e governo direto sobre a terra, muitas vezes na bíblia é chamado de milênio. (2) Após o milênio Satanás será solto por um período curto de tempo e Deus, de Seu trono, o vencerá com o sopro de Sua boca. Então acontecerá o tempo do estado eterno dos salvos com Cristo reinando eternamente e os perdidos lançados no lago de fogo e enxofre para sofrer eternamente cujo período é chamado de a segunda morte em Apocalipse 21.8 e Apocalipse 22. Neste ciclo final todos os vencedores estarão vivendo em novos céus e nova terra. 

18 - As setenta semanas de Daniel era o prenúncio do fim e o Apocalipse de João é o anúncio de que o tempo do fim chegou. O Tempo do Fim no Livro de Apocalipse é o anúncio de que Deus deu todo o tempo possível para o ser humano se converter, quem assim procedeu será coroado de glória e de vitórias, quem não deu ouvidos para a palavra de Deus, não terá um final feliz. Nos relatos dos Evangelhos Jesus deu um breve resumo dos eventos e condições que levarão ao Seu retorno. Mas, depois deu mais detalhes. Havia passado sessenta anos quando Ele revelou mais detalhes sobre o fim dos tempos ao apóstolo João. Esta longa e detalhada profecia bíblica está no último livro da Bíblia, o Apocalipse. 

19 - Aqui novamente encontramos um esboço da profecia que Jesus deu no Monte das Oliveiras, mas representado com um abrangente simbolismo, Mateus capítulos 24 e 25. E também achamos os detalhes adicionais nos primeiros capítulos de Apocalipse, João escreve que, na visão, ele foi levado para o momento que chamou de “dia do Senhor”, ao mesmo período chamado de “o dia do Senhor” pelos profetas anteriores e outros apóstolos, (Isaías 13:6, 9; Joel 1:15; Amós 5:18-20; Obadias 1:15; Sofonias 1:14; Zacarias 14:1; Malaquias 4:5; 1 Tessalonicenses 5:2; 2 Pedro 3:10). 

20 – Na visão do fim dos tempos, o livro de Apocalipse foi escrito para revelar o futuro, e Jesus Cristo é quem faz a revelação dizendo: “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer. Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele”. (Apocalipse 1:1,7). Aqui está o tema de Apocalipse, o tempo do fim desta era e do retorno de Jesus Cristo para estabelecer o seu Reino Milenial na terra depois da grande tribulação. João explica de onde estava quando recebeu a visão do fim dos tempos: “Eu, João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Eu fui arrebatado no espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta”, (Apocalipse 1:9-10). 

21 - O dia do Senhor (também conhecido nas Escritura como “Dia de Cristo”) é o tempo da intervenção de Deus nos assuntos humanos, quando Ele estabelecerá Seu Reino Milenial. (É evidente que este contexto não se refere a um determinado dia da semana para adorar a Deus. Para entender melhor qual é o dia que Deus determinou para descanso e adoração, lembre-se do primeiro dia da semana, dia em que Jesus ressuscitou. (1) O apóstolo Paulo, referindo-se a este mesmo tempo, diz: “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão”, (1 Tessalonicenses 5:2-3). 

22 - Em outra epístola Paulo o chama de “o Dia de Cristo”, (2 Tessalonicenses 2:2). A razão é que Jesus Cristo, o Senhor, intervirá de uma forma poderosa neste tempo para vencer os dominnadores deste mundo. É por isso que este período do fim dos tempos é chamado o dia do Senhor. (1) A visão de João do dia do Senhor começa em Apocalipse 4: “E logo fui arrebatado no Espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono” (versículo 2). Depois de descrever a cena no céu, João se concentra em um pergaminho que Deus segura que lista os eventos do fim dos tempos. “E vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos”, (Apocalipse 5:1). (2) Somente Jesus Cristo, chamado o Cordeiro, é digno de abrir os selos e desencadear esses eventos do fim dos tempos. Quando Deus Pai, determina que chegou a hora, Jesus é autorizado a iniciar os eventos escritos no pergaminho. Então os terríveis eventos do fim dos tempos, profetizado nas Escrituras, acontecem durante três anos e meio. 

23 - Os sete selos descrevem os acontecimentos antes e durante o retorno de Cristo para governar a terra. “E olhei e ouvi a voz de muitos anjos, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças”, (Apocalipse 5:11-12). Aqui, Jesus Cristo está sendo autorizado a desencadear os eventos finais e, em seguida, estabelecer o Seu Reino Milenial na terra. (1) Na visão de João, Cristo abre os sete selos. João, então, descreve os acontecimentos que se realizarão no período antes dos três anos e meio. Jesus abre, em Apocalipse 6, os sete selos do pergaminho da profecia. Os primeiros quatro dos sete representam eventos iniciados nos dias dos apóstolos e dos líderes até o momento do fim. Jesus deu o significado dos selos sobre o tempo do fim na profecia do Montes das Oliveiras, (Mateus 24, Marcos 13, Lucas 21). 

24 – A abertura do primeiro selo, (Apocalipse 6:1-2), representa o engano generalizado de um falso cristianismo que começou nos dias dos apóstolos, (Mateus 24:4-5). A abertura do segundo selo, (Apocalipse 6:3-4) refere-se ao aumento da devastação causada pela guerra ao se aproximar o fim, (Mateus 24:6-7). A abertura do terceiro selo, (Apocalipse 6:5-6) representa a escassez de alimento e a fome, (Mateus 24:7). A abertura do quarto selo; outras consequências da guerra e da fome são representadas pela abertura do quarto selo, (Apocalipse 6:7-8), tais como doenças, pragas e revoltas civis que matarão muita gente, (Mateus 24:7). (1) Todos os eventos dos primeiros quatro selos vêm ocorrendo, com frequência e intensidade variável, desde a época de Cristo até nossos dias. Mas, têm se intensificado consideravelmente ao longo do século passado e vai aumentar mais e mais ainda o sofrimento que a humanidade terá que suportar ao se aproximar os últimos tempos. 

25 – A abertura do quinto selo, (Apocalipse 6:9-11), nos leva diretamente ao tempo do fim. Ele atesta o passado de perseguição e o martírio dos Servos de Deus e anuncia que eles terão que esperar “ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram”, antes que Deus vingue suas mortes. (1) Em Mateus 24:9 (ACF) Jesus diz a seus seguidores que este será o momento em que “vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome”. Ele também descreve-o como um momento de “grande aflição” diferente de tudo que o mundo já experimentou, (versículo 21). 

26 – A abertura do sexto selo, o sexto selo é aberto já trazendo as consequências do próximo selo, o selo seguinte descreve como “as potências dos céus serão abaladas”, (Mateus 24:29), após o fim da tribulação e martírio dos santos já em andamento, mas antes da ira de Deus ser desatada no “dia do Senhor”, (Joel 2:31). Estes sinais celestes anunciam o início do Dia do Senhor. (1) Sinais celestiais apavorantes anunciam a intervenção direta de Jesus Cristo nos eventos mundiais para salvar a humanidade de si mesma. Isso mostra que Deus permitia os desastres anteriores ao fim dos tempos e Satanás foi a sua força motriz. Agora Deus começa a destruir o reino de Satanás, derramando Sua ira sobre um mundo rebelde e insolente. (2) “E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue. E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. 

27 - “E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Apocalipse 6:12-17). (1) Jesus descreveu esse sexto selo em sua profecia do Monte das Oliveiras: “E haverá sinais no sol, e na lua, e nas estrelas, e, na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo, porquanto os poderes do céu serão abalados. E, então, verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção (resgate) está próxima”, (Lucas 21:25-28). (2) Por conseguinte, na última parte do três anos e meio da ira de Satanás, Deus vai intervir, primeiro com sinais e prodígios no céu, então orquestrará Suas punições finais antes do retorno visível de Jesus Cristo no final da grande tribulação, para vencer o Anticristo, a Besta e o falso profeta; Jesus Cristo os prende e lança-os no inferno que arde com fogo e enxofre, lá eles ficarão presos por mil anos. 

28 – A abertura do sétimo e último selo, finalmente o último selo é aberto; o sétimo selo é aberto revelando as consequências de sua abertura para o fim, fim este mais doloroso do que todos os outros. (Apocalipse 8). Ele descreve sete outros aspectos dos eventos do fim dos tempos, cada um anunciado com um toque de trombeta. Nas primeiras quatro destas pragas, Deus atinge a terra e seu ecossistema. A praga da quinta trombeta infringem grande sofrimento aos que se recusaram servir a Deus. Na praga da sexta trombeta, Deus permite que se inicie uma guerra incrivelmente destrutiva envolvendo o mundo inteiro, (Apocalipse 8-9). (1) Com o soar da sétima trombeta, a Bíblia revela que “se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos”, (Apocalipse 10:7). (2) Este mistério do tempo do fim foi brevemente mencionado no Jardim do Éden e seu significado vislumbrado pelos patriarcas e profetas. João escreve: “E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”, (Apocalipse 11:15). 

29 - Deus está no controle de tudo e cada detalhe profético será realizado de acordo com seu tempo. Cristo concluiu sua profecia do Monte das Oliveiras, em Lucas 21:34-36, advertindo a seus discípulos que viveriam durante o tempo do fim: “E olhai por vós, para que não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia. Porque virá como um laço sobre todos os que habitam na face de toda a terra. Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que sejais havidos por dignos de evitar todas estas coisas que hão de acontecer. Os terríveis acontecimentos do fim dos tempos sugerem que é tempo de estar em pé diante do Filho do Homem”. Aquele que há de vir, virá! Virá e não tardará! Maranata! 

Deus abençoe você e sua família. 


Pr. Waldir Pedro de Souza 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

DEVEMOS APROVEITAR O TEMPO EM TODO TEMPO

DEVEMOS APROVEITAR O TEMPO EM TODO TEMPO 


I - É necessário viver aproveitando o tempo em todo tempo. Eclesiastes capítulo 3 é o capítulo do tempo. Vamos meditar um pouco no livro de Eclesiastes capítulo 3. Dentre os livros de sabedoria da Bíblia Eclesiastes é um dos mais complexos e completo que podemos elencar para entendermos sobre o que ele nos ensina sobre o tempo. Uma vez que é um livro sobre questões da vida humana a partir de uma perspectiva realista, olhando os problemas reais e fazendo reflexões reais que a vida nos oferece sobre eles. O capítulo 31 de Provérbios é a expressão máxima de aproveitamento e conselhos práticos para se aproveitar o tempo.
II - Então no capítulo 3 que tem 8 versículos e neles temos o Sábio Salomão pensando sobre a questão do tempo e expondo que para tudo há um tempo determinado debaixo dos sol, tanto para as coisas boas, quanto para as coisas ruins. E esse é o texto que estaremos refletindo no artigo de hoje. Eclesiastes 3 nos ensina que: 1. Para tudo há uma ocasião, e um tempo para cada propósito debaixo do céu, 2. tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou, 3. tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir, 4. tempo de chorar e tempo de rir, tempo de prantear e tempo de dançar, 5. tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las, tempo de abraçar e tempo de se conter, 6. tempo de procurar e tempo de desistir, tempo de guardar e tempo de lançar fora, 7. tempo de rasgar e tempo de costurar, tempo de calar e tempo de falar, 8. tempo de amar e tempo de odiar, tempo de lutar e tempo de viver em paz. 
III - A primeira coisa que podemos pensar sobre esse texto, é a maneira com a qual ele diz que há tempo até mesmo para coisas ruins da vida, como desistir, morrer e chorar. O sábio não poupa recursos para nos mostrar que na vida coisas ruins acontecem. Vivemos um tempo em que somos levados a acreditar que em nossas vidas nada de mal vai nos acontecer. Tal mentalidade, nos guia a um estilo de vida que não se prepara para os maus momentos e nem consegue achar prazer nos bons momentos. Como podemos ver, a vida também não é constituída apenas por coisas ruins como muitos pensam, mas ela possui momentos bons assim como o sábio diz, momentos de rir, de se alegrar e de viver em paz. 
A - Não podemos cair no risco de acharmos que a vida é 8 ou 80, mas precisamos entender claramente que há um tempo determinado para cada coisa, pois entendendo isso mudamos a nossa forma de enxergar a vida porque existem tempos difíceis que nos Deus nos permite passar para aprendermos que diante dessa montanha-russa da vida, há uma intensidade negativa diante das questões ruins que nos aparecem todos os dias da vida. 
B - Erramos muito diante dos problemas, pois quando estamos passando por eles colocamos em nossas cabeças que ele será para sempre e que é o nosso fim, mas nos esquecemos que a maior parte dele é apenas uma fase que estamos enfrentando. A nossa postura correta deve ser de enfrentamento aos problemas, com fé em Deus e coragem, não de lástima e choro. Nós podemos até nos entristecer diante de algo, pois há tempo para isso. Contudo, esse não pode ser o nosso fim e precisamos nos apegar em Jesus para nos reerguemos novamente. Nossa esperança de vitória nunca deve sucumbir diante das dificuldades. 
C - Há uma viva esperança dentro de nós que nos ajuda a viver tempos bons mesmo os dias sendo maus, é o Espírito Santo que nos garante vitórias diuturnamente. E assim como há tempo para tragédias, lástimas e problemas nessa vida terrena, há momentos também de alegria e felicidade, que muita das vezes não é por nós aproveitada por falta de intensidade no viver na comunhão e na direção do Espírito Santo de Deus. Às vezes focamos tanto nas grandes coisas e nas grandes conquistas, que acabamos por ignorar as pequenas bençãos diárias da vida. Tal qual o despertar, ouvir os pássaros cantando, passar um tempo com a família, observar a natureza, comer e celebrar. Ter prazer nas pequenas coisas reflete também em nossa vida espiritual, visto que a bíblia nos incentiva para fazermos tudo para a glória de Deus. Devemos fazer tudo com intensidade e alegria no Senhor, porque “a alegria do Senhor a nossa força é”. 
1 - O Salmo 124:1-8 nos assegura proteção e alegria em servir a Deus. Salmo de Davi. [1] E se o Senhor não estivesse ao nosso lado? Que todo o Israel diga: [2] E se o Senhor não estivesse ao nosso lado quando os inimigos nos atacaram? [3] Eles nos teriam engolido vivos com sua ira ardente contra nós. [4] As águas nos teriam encoberto, a correnteza nos teria afogado.[5] Sim, as águas violentas de sua fúria nos teriam afogado. [6] Louvado seja o Senhor, que não permitiu que nos despedaçassem com seus dentes! [7] Escapamos como um pássaro que foge da armadilha do caçador; a armadilha se quebrou, e estamos livres! [8] Nosso socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. 
2 - Sabemos que novos problemas sempre haverão de surgir em nossas vidas. Por isso, é necessário que em momentos de paz aproveitemos ao máximo, glorificando o nome do Senhor porque queiramos ou não o Senhor é bom em todo tempo. Diante da vida e suas incertezas, precisamos ter fé e nos lembrarmos da mensagem que aprendemos no livro de Salmos, de que o Senhor é bom em todo o tempo, não importando o que passemos, precisamos nos lembrar que Deus não muda e nem perde o controle de nossas vidas quando entregamos à ele. E mais do que isso, ele continua sendo bom em todo o tempo. Nas fases ruins da vida precisamos nos lembrar de quem Deus é pois Ele permanece conosco, e assim passaremos os problemas e as dificuldades com êxito e glorificando ao Senhor. 
3 - Nos bons momentos, precisamos nos alegrar no Senhor e ter um coração grato, pois foi por causa Dele que conseguimos superar os maus momentos. Que o Senhor seja o centro de nossas vidas e o que nos motiva a vivermos de maneira intensa e em espírito de adoração, adorando ao Senhor em todo o tempo, por que ele é bom em todo o tempo. A Bíblia nos ensina a aproveitar o tempo ou "remir o tempo" focando em prioridades eternas e não nas coisas terrenas. O apóstolo Paulo orienta a vivermos com sabedoria, aproveitando bem cada oportunidade pois os dias são maus, (Efésios 5:15-16). Isso significa alinhar a sua rotina com o propósito de Deus, evitando distrações fúteis e valorizando o momento presente, valorizando a plena comunhão com Deus. A Palavra de Deus oferece direções claras para uma administração sábia do tempo, e temos que seguir na direção que Deus nos colocar e não na direção que queremos, pois o que importa é onde vamos chegar no final. O alerta vem do sábio Salomão que diz: Tudo tem o seu tempo determinado. Eclesiastes 3:1 nos lembra que há um momento determinado para cada propósito debaixo do céu. É preciso discernir e aceitar as diferentes estações da vida. Se procurarmos viver segundo o propósito de Deus, Ele mesmo vai direcionar nossas vidas para o sucesso e não para a derrota. A Bíblia nos adverte contra o desperdício de tempo com conversas inúteis e convida a focar no que edifica. 
4 - É melhor vivermos na dependência de Deus do que nas incertezas dos impulsos pessoais. Tiago 4:13-15 ensina que não sabemos o que acontecerá amanhã. Por isso, nossos planos devem sempre depender da vontade divina. Buscando com sabedoria no presente para que o nosso futuro seja de prosperidade e de vitórias na presença de Deus. O Salmo 90:12 diz que devemos observar e valorizar o tempo para que “Deus nos ensine a contar os nossos dias, alcançando um coração sábio”. “Portanto, tenham cuidado com a maneira como vivemos para não sermos como os tolos, mas como sábios, aproveitando bem o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão, não sejamos insensatos, mas procuremos compreender qual é a vontade do Senhor”, qual é o caminho melhor de Deus para chegarmos vitoriosos no final de nossas carreiras, (Efésios 5:15-17). 
5 - As Escrituras nos incentivam a termos decisões sábias. Orientações como essas se encontram do primeiro ao último livro da Bíblia, e foram deixadas para nos ajudar nesta vida e nos encaminhar para a vida eterna. Vamos observar o que Paulo diz em Filipenses 1:27-30 (ARA), [27] Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; [28] e que em nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus. [29] Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele, [30] pois tendes o mesmo combate que vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu. 
6 - Portanto esta palavra é classificada como uma conjunção conclusiva, pois introduz a conclusão de um argumento de fé e confiança diante de Deus o nosso criador. Para entender a importância do trecho citado, podemos olhar para outros versículos das cartas de Paulo, onde ele falou da certeza do julgamento de Deus para nossas decisões. Haverá uma separação definitiva de duas categorias de pessoas, as que têm herança no reino de Cristo, e as desobedientes e desistentes que recebem a ira de Deus. Tenhamos muito cuidado com a maneira como vivemos o nosso dia a dia. Não podemos controlar tudo em nossas circunstâncias, e muito menos controlar o que outras pessoas fazem, mas podemos escolher nossos próprios atos e ações de maneira agradável a Deus que é o nosso culto racional descrito em Romanos 12:1-2. 
7 - Não podemos viver no presente século como tolos, mas como sábios. O trecho anterior falou de grupos com destinos diferentes, e este fala das atitudes distintas que levam aos destinos do presente século e só do futuro desconhecido. O tolo age sem pensar, ou cogita somente os prazeres imediatos, enquanto o sábio considera o futuro e seu destino eterno com Deus. Aproveitar bem o tempo é ou deve ser a lógica de cada ser humano. O tolo facilmente desperdiça o tempo e por consequência disso se prejudica em toda a sua vida, procurando apenas algum proveito momentâneo e terrestre, enquanto o sábio entende a importância de cada passo no seu progresso para a eternidade e procura fazer o máximo de benefícios pessoais para dignificar o nome de Jesus em sua vida e com a alegria do Espírito Santo movendo sua fé em cada dia. Os dias em que vivemos podem ser maus em dois sentidos: (1) Porque a maldade domina e governa a conduta da maioria. Outro apóstolo afirmou: “...o mundo inteiro jaz no Maligno”, (1 João 5:19). (2) A vida do servo do Senhor traz aflições e perseguições, motivos importantes para manter o foco no destino eterno. Por esta razão novamente Paulo aponta para a conclusão dos seus argumentos. Devemos prestar atenção e chegar ao destino proposto sem olhar para trás, neste caminho para os céus temos que lembrar que é um caminho estreito porém chegaremos no destino final com a vitória nas mãos. 
8 - Não sejamos insensatos, mas procuremos compreender qual seja a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor Jesus em nossas vidas. O apóstolo não desvia da sua insistência em apenas dois possíveis caminhos. Os insensatos ignoram e desobedecem, enquanto os sábios procuram entender e obedecer à vontade de Deus andando com fé e pela fé no Caminho que é Jesus. Jesus disse em João 14.6 “Eu sou o Caminho, e a Verdade e a Vida, e ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. Sejamos sábios, aproveitando o tempo e nos preparando para que nossos dias sejam repletos da glória de Deus. 
9 - Vivemos num mundo em que as coisas que as vezes não priorizamos são as que mais necessitam de nossa prioridade, como por exemplo as coisas de Deus. Essas sim devem ser a maior de todas as nossas prioridades. Você tem tempo para deus? Tem tempo para se dedicar a leitura da palavra de Deus? Tem tempo para orar, jejuar e se consagrar mais para ter mais comunhão com Deus? Você pode até dizer: ah isso é coisa pra pastor eu sou só um simples membro de banco, pois é, aí está o segredo de quem valoriza seu tempo, você deve fazer estas coisas também porque a comunhão com Deus não depende do quanto as pessoas estão lutando por cargos ou elogios humanos, depende do quanto de tempo você dedica de sua vida para as coisas de Deus. Separar um tempo para Deus é uma questão de prioridade e reflexão diária sobre como usamos nosso tempo. A Bíblia nos lembra que "tudo tem o seu tempo determinado", (Eclesiastes 3:1), não adianta correr demais até cansar e não chegar a lugar nenhum, como também não adianta ficar no mesmo lugar esperando as coisas acontecerem. Tem um ditado popular que diz: não adianta atravessar o mar inteiro a nado ou nadando e morrer na praia. Essa inércia é prejudicial para sua vida espiritual de comunhão com Deus. Quando dizemos que amamos a Deus, o natural é priorizarmos a comunhão com Ele, olhando firme para Jesus Cristo que é o autor e consumador da nossa fé. 
10 - O versículo base que costumamos citar e trazer para reflexão está em Eclesiastes. "Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”, Eclesiastes 3:1. Aliás o capítulo todo de Eclesiastes 3 é dedicado ao valor que damos ao tempo. A vida é cheia de ocupações, mas buscar momentos de oração, leitura e reflexão da Palavra de Deus renovam as nossas forças diariamente. Outras passagens reforçam essa necessidade de dedicação: (1) Salmos 27:8: "O meu coração diz a tua face: Buscai a minha face. A tua face, Senhor, eu buscarei”. (2) Mateus 6:33: "Mas buscai primeiro o seu reino (o Reino de Deus) e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (3) Efésios 5:15-16: "Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo; porquanto os dias são maus”. (4) Dedicar parte do seu dia para Deus, mesmo nas pequenas pausas, transforma nossa rotina e fortalece a nossa fé em Deus. (5) Mas como está a sua rotina atual, você está dedicando a Deus apenas o tempo que sobre ou está em buscando a Deus em primeiríssimo lugar? 
11 - Temos que aplicar a lógica do objetivo de cada coisa nas nossas vidas. Qual é o seu objetivo no dia a dia? Vivemos nos dias em que o mundo globalizado é regido pela urgência. É comum e corriqueiro as pessoas falarem que suas vidas estão um caos e em uma grande correria. A urgência é vista como um dos males da era do conhecimento. Nesse contexto, diz um jovem estudante: “estava me vendo cada vez mais sufocado pelas urgências do dia a dia”. Apesar de toda dedicação, o tempo não era suficiente para cumprir as tarefas e suprir toda a demanda. Surgiu então a necessidade de buscar ferramentas e conhecimento sobre como organizar e planejar o tempo. Existem muitas ferramentas de organização do tempo, mas só vão prosperar na sua jornada aqueles que que colocam Deus em primeiro lugar. 
12 - Vivemos numa nova era da administração do tempo em que ninguém tem tempo para Deus, a divisão das atividades pode ser executada seguindo a três critérios: (a) Coisas mais importantes, (b) Coisas mais urgentes e (c) Coisas circunstancialmente emergênciais. (1) As atividades importantes referem-se a todas aquelas que você faz e que são significativas em sua vida, às quais devemos dedicar a maior parte de nosso tempo. (2) As urgentes compreendem todas as atividades para as quais o tempo é curto ou se esgotou. É toda tarefa que deve ser feita imediatamente, que gera algum tipo de problema se não for executada com presteza. (3) As circunstanciais e emergenciais são as que cobrem as tarefas desnecessárias e ou urgentes demais. São aqueles tempos gastos de forma inútil, transformados em perca de tempo. Gadta-se muito tempo e é uma perca de tempo. 
13 - Depois de buscar esse conhecimento e colocá-lo em prática, notaremos uma melhoria na nossa gestão de tempo. Os resultados começam a aparecer e isso é muito bom, porém nos deparamos com um problema que nos leva à reflexão, que é lutar por aquilo que pretendíamos alcançar. Como foi dito anteriormente, a maior parte de nosso tempo deve ser investida nas coisas tidas como as mais “importantes”, as mais prioritárias. Em Gênesis 1:26, vemos que Deus nos criou conforme à Sua imagem e semelhança. E não apenas isso, fomos criados com o propósito de sermos a semelhança do nosso criador, que é Deus, (Jr 18:1-17; Rm 9:21 e 23-24; 2 Co 4:7). Deus não fez o homem para apenas existir e ficar vegetando nesta terra, Deus fez o homem para representá-lo e ser a Sua imagem e semelhança. Diante disso, se meus estudos, trabalho, afazeres fossem as coisas mais importantes para mim, eu não estaria cumprindo o propósito de ter sido criado com o livre arbítrio, de escolher o que fazer, mesmo não sendo da vontade de Deus, mas é importante saber que quem obedece a Deus é super abençoado. 
14 - Ao analisar a forma como empregamos nosso tempo, percebemos que não devemos deixar de estudar, de trabalhar e de honrar com nossos compromissos seculares, mas devemos ter clareza de que a coisa mais importante para nós é o nosso Deus. Devemos estar atentos sobre como gastamos o nosso tempo e investi-lo com sabedoria, porque o mundo quer de todas as formas usurpá-lo, (Ef 5:16). Além disso, no Salmo 90, vemos que nossos anos passam como breve pensamento e que, por isso, nós nos tornamos sábios ao aprendermos a contar os nossos dias e, consequentemente, a sabermos com sabedoria a administrar nosso tempo. 
15 - Deus fez tudo formoso no seu devido tempo, (Ec 3:11). Estudos, trabalho e compromissos seculares devem ser considerados com atenção, no entanto, temos de nos lembrar que em Mateus 6:33, lemos: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”. Portanto, a nossa escolha deve ser a de buscar primeiramente o Senhor, afinal Ele é o mais importante e, depois disso, o tempo para as demais coisas nos serão acrescentadas. Vale ressaltar que nosso tempo para estarmos com o Senhor na glória celestial pode ser em qualquer momento. Enquanto isso em qualquer tempo de nossas tarefas ou atividades diárias aqui neste mundo, devemos lembrar que o mais importante e necessário é que também tenhamos um tempo exclusivamente dedicado ao Senhor Deus. Quando temos tempo para Deus, temos tempo para tudo. Logo, o que devemos fazer é investir nosso tempo em buscar o Senhor enquanto é tempo. De forma prática e simples, podemos fazer isso por meio da oração invocando o nome do Senhor Jesus, por meio da consagração e da leitura da Bíblia. Quanto mais lermos a Bíblia, mais conheceremos o nosso Deus, e Ele nos dará discernimento para cuidarmos, de forma apropriada, dos nossos deveres seculares. 
16 – Efeitos negativos que surgem quando não se aproveita o tempo e que geram consequências como frustração emocional, estresse acumulado e a sensação de vazio. O tempo passa e percebe-se que os objetivos não foram alcançados. (1) Os efeitos emocionais e mentais são diversos. (2) O primeiro efeito colateral e negativo é o arrependimento, é a situação de você olhar para trás e sentir que faltou vivência plena ou coragem para realizar o que importava. (3) Outro efeito negativo é a snsiedade, o medo constante de estar ficando para trás em relação aos outros ou aos próprios sonhos, é aquela situação em que você lutou para vencer e está só se perdendo no meio do nada. (4) Daí surge o cansaço mental, porque a procrastinação traz um alívio rápido, mas depois gera mais peso e desânimo na rotina. Você vai de culpar porque o que poderia ter feito em tempo hábil, você deixou para depois e não conseguiu realizar sua tarefa do dia. 
17 - Isso tudo traz muitos desgastes emocionais e frustrações, esses efeitos práticos da rotina sem planejamentos trazem muitos prejuízos psicossomáticos como: (1) Estagnação e falta de qualidade e qualificações para os seus projetos pessoais e profissionais que param de evoluir. Você acha que não tem mais aquelas habilidades necessárias para continuar lutando por seus objetivos. Às vezes perde até muito tempo por alguma coisa sem proveito. (2) O acúmulo de tarefas é cansativo e se você deixar tudo para a última hora gera correria e queda na qualidade do que é feito. Tudo o que você tinha planejado pode até ficar para segundo plano e sem você perceber você pode perder de vista até os melhores projetos. (3) Tudo gera desgastes emocionais se você não tiver focado cem por cento nos seus objetivos. Há um desperdício até de relações afetivas se você dedicar menos atenção aos amigos e familiares, gerando distanciamento. Por isso a recomendação é de que você volte ao início de tudo, encontrar-se de novo com Deus e seguir a orientação bíblica fundamental nesses momentos de aflição. Quando lemos a Bíblia e permanecemos em constante oração, que é chamada de “oração em espírito”, a Bíblia nos ensina a estarmos sempre em oração e as respostas de nossos questionamentos aparecerão. (4) Portanto, devemos aproveitar nosso tempo e ter Deus como nossa prioridade referencial. Se encontrarmos tempo para Deus, encontraremos tempo para as outras coisas e cumpriremos o nosso propósito. Que o Senhor permita que você tenha essa experiência. Jesus Cristo é o Senhor. 
18 - Um princípio importante que o Senhor deixou foi o da oração no quarto secreto: Ele disse: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”. (Mt 6:6). Nesse versículo, temos a certeza de que, se nos afastarmos das várias distrações do mundo e dos homens e buscarmos a intimidade de estar a sós com Deus, Ele Se revelará a nós de uma maneira sobrenatural. Mas, mesmo assim, pode ser que ao tentar orar você se sinta pesado, com um coração frio, e até mesmo indigno de ir a Ele. Porém não pense no pouco que tem para oferecer a Deus, mas no quanto Ele quer te dar. Apenas se coloque diante d’Ele e contemple Sua face; medite no Seu amor, nas Suas maravilhas, na Sua ternura e amor compassivo. Apenas diga a Ele como tudo é pecaminoso, frio e pesado: é o coração amoroso do Pai que iluminará e aquecerá o seu. 
19 – Jesus Cristo é o nosso refúgio e fortaleza bem presente em todos os momentos difíceis que passamos. O Espírito Santo de Deus, que é o Consolador que Jesus enviou para estar com a igreja até que Ele volte, é o nosso Sumo Professor nessa escola de Oração. (1) Quando estamos, e sempre devemos estar 24 horas por dia, nessa escola de oração e permanecemos vigilantes com Cristo na escola de Oração, sentimos a segurança ao tomarmos as decisões, por mais difíceis que sejam, para quaisquer questões de nossas vidas. (2) A principal função da oração é a de falarmos com Deus, é derramamos diante de Deus com contrição e temor e ouvir a Deus Antes de tudo, abra seu coração, Deus tem sempre algo novo de Si mesmo para nos revelar e para falar conosco. (2) Ele também Se revela através de Sua Palavra. Por isso, oração e leitura da Bíblia devem andar juntas, ler um versículo ajuda a começar uma oração, assim como orar ajuda a começar uma leitura bíblica. Quando você precisar de uma palavra profética de Deus pra você, é só você seguir os procedimentos acima, daí você abre sua Bíblia, aleatoriamente, e pode ter certeza que Deus está falando com você, mesmo que você não entenda nada no momento, mas um dia vai ser cumprir e você vai lembrar que Deus falou com você. 
20 - A Bíblia mostra que Davi tinha o hábito de consultar a Deus antes de tomar decisões importantes e entrar em batalhas. Ele não agia por impulso ou apenas com base em suas próprias forças e estratégias passadas. (1) Contra os filisteus em Queila, quando os filisteus atacaram a cidade, Davi perguntou a Deus se deveria ir combatê-los e recebeu a confirmação e a promessa de vitória, 1 Samuel 23:2-4. (2) Contra os Amalequitas Davi novamente se dirige ao Senhor. Em outra ocasião de crise, Davi consultou ao Senhor se devia perseguir os invasores que haviam saqueado Ziclague, obtendo orientação clara de que alcançaria o êxito em uma jornada que ninguém teria coragem de enfrentar aqueles ferozes inimigos. 1 Samuel 30:8. (3) Às vezes Davi usava estratégias diferentes para o mesmo inimigo, quando os Filisteus retornaram em outra batalha, Davi não repetiu a tática anterior por achar que seria igual; ele consultou a Deus novamente e recebeu uma nova instrução de direção e o sinal específico que deveria aguardar. 2 Samuel 5:19-25. 
21 - O princípio da espera e da direção de Deus em nossas vidas é que fazem a diferença entre vitórias e derrotas. (1) Temos que ter dependência total de Deus. Davi reconhecia que o sucesso em qualquer conflito vinha do Senhor, e não apenas da capacidade do seu exército e da sua espada. (2) Quando decidimos ouvir a instrução de Deus, tudo muda para melhor, mesmo que demore, Deus nem sempre dava a mesma ordem para Davi; às vezes mandava seguir em frente, outras vezes mandava rodear por trás dos montes ou esperar um sinal na natureza, e quando os inimigos armavam emboscadas para derrotar Davi, Deus mostrava para Davi e assim Davi venceu todas as guerras e batalhas, menos uma que ele perdeu para si mesmo quando desejou Bate-Seba, mulher de um de seus valentes soldados chamado Urias, Davi cometeu adultério com ela e armou uma cilada para matar Urias, mas Deus mandou um profeta e falou tudo a Davi sobre essa abominação que lhe custou muito caro a condenação que Deus lhe deu. 
22 – Em momentos de aflição temos a orientação bíblica de Deus para enfrentarmos os sofrimentos. (1) Temos alguns salmos de clamor que em momentos de angústia e perseguição por inimigos, Davi também registrou em orações e cânticos o seu pedido para que o próprio Deus lutasse por ele e fosse o seu escudo, Salmos 35; Salmos 46. (2) Para vencermos as batalhas, os desafios, aquilo que está nos corroendo, nos destruindo e nos levando a inconstância, a oração é a arma mais eficaz e poderosa, Salmos 124. (3) É preciso entender que a oração particular é a única coisa, acima das demais, que Satanás tenta impedir. Ele se aproveita das nossas desculpas, como o cansaço e a rotina, para usá-las como estratégias que bloqueiam a nossa vida de oração. Aos poucos, faz com que essa prática deixe de ser uma prioridade para nós. Se Satanás conseguir ser bem-sucedido nesse ponto, impedindo o cristão de orar, ele terá vencido em todas as outras áreas. Salmos 91. (4) Portanto, é tempo de lembrarmos do poder e da força que a oração carrega. A Bíblia revela um grande exemplo de vida de um homem de oração e um homem de fé: Davi, um homem segundo o coração de Deus que sujeitava a sua vida inteiramente a Ele. Davi escreveu 73 salmos da Bíblia e todos eles possuem um fundo de oração, adoração e louvor, é como um arsenal de guerra para os filhos de Deus. 
23 - No Salmos 142:1, vemos que Davi não apenas orava em pensamento, mas levantava a sua voz ao Senhor, expressando, assim, toda a angústia de sua alma. Esse é um exemplo de que não há problema em clamar a Deus em voz alta, pois Satanás pode ouvir o que falamos, mas não conhece o que pensamos. (1) Quando Davi escreveu o salmo 142 ele estava completamente angustiado, mas entendeu que a melhor arma para lidar com a sua dor era a oração. Ele enfrentou rejeições, traições e medos, e ainda assim foi poeta, adorador, um homem cheio do Espírito Santo e de fé. Num momento de fraqueza ele pegou, mas se arrependeu de tal forma que foi chamado de “um homem segundo o coração de Deus”. (2) A fé não é uma batalha, nem um peso, mas um dom de Deus. Ele dá fé a quem se entrega rendido aos seusb Pés. A fé sobrenatural de Davi foi a decisão definitiva em entregar tudo nas mãos de Deus e viver em dependência total d’Ele antes, durante e depois. A única explicação não está no âmbito natural, mas em uma decisão de vida. A expressão maior do temor do Senhor é a fé. Se não tivermos temor do Senhor, não teremos fé. 
24 – No Salmos 142:2, vemos que Davi não se queixava diante dos homens, mas diante de Deus. Contudo, não expomos a nossa tribulação ao Senhor para que Ele a conheça, pois Ele é onisciente e onipotente, mas para que nós mesmos a vejamos. Essa é a vontade de Deus, que reconheçamos a nossa pequenez e tribulação, para que possamos enxergá-la sob uma nova perspectiva. (1) Quando confessamos a Deus a nossa ira e a nossa amargura, Ele nos revela a verdadeira dimensão desses sentimentos. Muitas vezes, temos o hábito de ampliar a nossa tribulação, mas Deus conhece aquilo que nós mesmos não conseguimos enxergar. Ele nunca fecha os olhos, está sempre atento, constantemente em alerta para socorrer os seus fiéis. (2) Porém, às vezes, Deus precisa nos fazer sentir sozinhos para que a gente se lembre d'Ele. Há sempre um propósito nas ações de Deus. Em toda situação difícil há um ganho, toda situação ruim tem um lado bom, tem um propósito de Deus. Qualquer coisa que nos leve a clamar a Deus é e sempre será uma bênção para nós. “É melhor ser hostilizado por inimigos do que ser abandonado por amigos”. (3) Quando estamos aflitos e angustiados, o ambiente ao nosso redor é afetado, mas quando Deus cura a nossa alma, mudanças acontecem. Quando saímos do cárcere, como diz Salmos 142:7, passamos a viver a vida livremente no temor do Senhor. Aquele que é liberto do calabouço das aflições, jamais pode se esquecer de glorificar o nome do Senhor. Davi reconhece no Salmo 142 que a verdadeira liberdade e gratidão só podem vir de Deus. (4) A nossa fé é saber que o nosso Deus é maior do que os nossos problemas. Que possamos compartilhar com Deus as nossas dores, pois Ele é o nosso refúgio e fortaleza conforme o Salmos 46. Se, de fato, aprendermos a orar, teremos em nossas mãos o poder sobrenatural de Deus em nosso favor. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

O ESPÍRITO SANTO É O BOM CONSOLADOR

O ESPÍRITO SANTO É O BOM CONSOLADOR 


I - Guarda o contato com Teu salvador: Queres, neste mundo, ser um vencedor Queres tu cantar nas lutas e na dor Queres ser alegre, qual bom lutador Guarda o contato com teu Salvador. Guarda o contato com teu Salvador, E a nuvem do mal não te cobrirá, Pela senda alegre, tu caminharás Indo em contato com teu Salvador. O Espírito Santo é o bom consolador. “O bom consolador, o bom consolador, que Deus nos prometeu, ao mundo já desceu, Ó, ide proclamar que Deus quer derramar O bom consolador. O Apostolo Paulo disse aos Filipenses: “não me aborreço de falar-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós”. Filipenses 3:1-3. Os versículos abaixo destacam o Espírito Santo como o nosso Conselheiro, Consolador, enviado por Deus para nos guiar, trazer paz e morar dentro de nós. A palavra original para Consolador é “Paráclito” ou “Paracleto”, que também significa Ajudador e Advogado. Por isso devemos valorizar e estudar a matéria de Teologia chamada “Paracletologia”. As principais passagens incluem: (1) João 14:16-18: Jesus promete não nos deixar órfãos e roga ao Pai que nos envie outro Conselheiro (o Espírito da verdade), que habitará em nós para sempre. (2) João 14:26: O Conselheiro, o Espírito Santo, nos ensinará todas as coisas e nos fará lembrar de tudo o que Jesus nos disse. (3) João 16:7 nos garante a presença do Conselheiro em nossas vidas. Isso é tão fundamental que Jesus afirmou ser necessário partir para que Ele pudesse enviar o Consolador para vir habitar conosco. (4) Salmo 94:19 tem uma bela promessa de que, quando as ansiedades nos esmagam, o consolo e o amparo de Deus trazem calma à nossa alma. (5) Em Isaías 51:12, próprio Deus se revela como Aquele que nos consola, removendo o medo diante das dificuldades da vida. 
II - Em Mateus 24:4-13 o próprio Senhor Jesus disse: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo“. 
III - Jesus faz uma analogia do tempo em que o bom Consolador agirá para proteger seu povo. Em Mateus 24:1-13, Jesus profetiza a destruição do Templo de Jerusalém e descreve o "princípio das dores" que antecede o fim dos tempos. Ele alerta os discípulos sobre falsos cristos, guerras, fomes e o esfriamento do amor, destacando que a perseverança na fé é essencial para a salvação. O texto divide-se em duas grandes direções proféticas: (1) Os eventos que antecederam a queda de Jerusalém (cumprida no ano 70 d.C.) e (2) os sinais da Sua Segunda Vinda. (3) Vs. 1-2: Ao saírem do Templo, os discípulos apontaram para a grandiosidade da construção. Jesus, contudo, profetizou que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada. Isso ocorreu literalmente no ano 70 d.C. quando os romanos invadiram e incendiaram Jerusalém. (4) Vs. 3: No Monte das Oliveiras, os discípulos fizeram três perguntas a Jesus: Quando o Templo seria destruído? Qual seria o sinal da Sua vinda? E qual seria o sinal do fim dos tempos?. (5) Vs. 4-5: O primeiro grande aviso é sobre o engano. Jesus alerta que muitos viriam usando o Seu nome, enganando a muitos. Isso adverte sobre a necessidade de conhecer a Palavra de Deus para não ser iludido por falsos mestres. (6) Vs. 6-8: Jesus fala sobre guerras, fomes, pestes e terremotos. Ele tranquiliza os discípulos dizendo que, embora essas coisas sejam assustadoras e causem aflição, são apenas o "princípio das dores" (como as contrações antes do parto) e não o fim em si. (7) Vs. 9-13: Ele detalha a perseguição e a apostasia. Os cristãos seriam odiados e mortos por causa do Evangelho. Esse clima de terror causaria escândalos (pessoas abandonando a fé), traições e, consequentemente, a iniquidade se multiplicaria, como já tem se multiplicado. O resultado direto do pecado generalizado seria o esfriamento do amor de muitos. (8) A esperança surge em meio ao Caos. O trecho pode parecer sombrio, mas a mensagem de Jesus é de encorajamento para a perseverança. Mesmo diante do ódio mundial e da frieza espiritual, a promessa de Jesus no versículo 13 é clara: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo". 
A - Gostaria de destacar, acima de tudo, os Dois últimos versículos que diz o seguinte: Mateus 24:12-13 diz: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”, e propor as seguintes perguntas: (1) Por que se tem multiplicado a iniquidade? (2) E Por que o amor de muitos ou quase todos já tem se esfriado? (3) Por que só aquele que perseverar até o fim será Salvo? Antes de pensarmos em responder estas perguntas, faço três considerações importante: (a) A primeira é a que brilhantemente diz: “Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”, individualmente e ou coletivamente. (b) A segunda é corrigir, biblicamente falando, a noção do que é o amor. O amor não é um sentimento, mas atitudes geradas no coração e inspiradas pelo Espírito Santo de Deus. (c) A terceira, igualmente, é uma correção do sentido da palavra perseverar no versículo 13, do capítulo 24 de Mateus. Então biblicamente falando, perseverar não significa apenas que eu tenho que aguentar o sofrimento; mas, sobretudo viver a verdade do evangelho, persistir em fazer o bem e praticar o amor mesmo no tempo das agruras da vida. 
B - Muito bem, agora, para auxiliar nas respostas das perguntas anteriores, façamos outras perguntas, que nos servirão de comparação por analogia. (1) O que acontece quando uma pessoa perde a noção da realidade? (2) Qual é o efeito disto? (3) Alguém age como se nada tivesse acontecendo? (4) Não encara a realidade, e foge dela como o diabo foge da cruz? (5) Alguém vive criando um mundo de fantasias para si mesmo? (6) Isso é pura enganação de si mesmo, é problema quase que psiquiátrico e precisa de averiguações de suas decisões para não sofrer coisas piores no futuro. 
C - Porém, fugir da dura realidade não muda a verdade dos fatos. Por mais que queiramos ou tentemos, não dá pra fugir da realidade e verdade. O que acontece quando nos relacionamos mais com as máquinas do que com os seres humanos? (1) Perdemos a habilidade de nos Relacionar uns com os outros. (2) Fechamo-nos no “nosso” mundo como se fosse dentro de um quarto escuro. (3) Tornamo-nos insensíveis e indiferentes, justamente como as máquinas 
D - Sofreremos ou faremos outros sofrerem as consequências de nossos atos, decisões e escolhas, essa é a realidade de hoje. Não temos tanta dificuldade para responder estas últimas duas perguntas, no sentido físico e psicológico; mas, devemos aplicar o mesmo raciocínio nas coisas Espirituais. Afastar da comunhão e da graça de Deus é tudo que o inimigo quer e não podemos permitir isso. O mundo, os Cristãos e a Igreja perderam a noção da realidade e da verdade Espiritual e estão se envolvendo mais com as coisas deste mundo, com o sistema perverso, pervertido e pecaminoso, do que tendo contato com as pessoas de bem e com Deus. Há versículos na Bíblia sobre a continuidade familiar de sempre de envolver no pecado. (1) Há uma expressão da Bíblia Sagrada, especificamente no segundo mandamento registrado no livro de Êxodo 20:5-6, onde Deus se declara zeloso, “visitando a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem, mas também exercendo misericórdia por milhares de gerações”. (2) Quando se analisa esse texto, a tendência geral é destacar a afirmação de que Deus castiga os filhos, e até os netos e os bisnetos pelos pecados dos pais. Então surge a pergunta: Mas como Deus pode castigar filhos, netos e bisnetos que não têm culpa dos pecados cometidos pelos pais, avós e bisavós? É claro que esse texto está correto mas tem que ser explicado corretamente também. Temos que dar o destaque correto nesse texto. O que aqui se ensina verdadeiramente consiste nas seguintes três grandes verdades: (a) Deus castiga severamente o pecado; (b) Deus perdoa misericordiosamente o mal e o pecado; (c) Deus garante que a sua misericórdia dura milhares de gerações, enquanto que a sua ira, dura apenas três gerações. Entenda-se, portanto, isto: Se um filho, neto ou bisneto que continuam no pecado do pai e não se arrependem, eles sofrerão o castigo correspondente ao seu pecado. 
1 - Em Ezequiel 18:20, a Bíblia esclarece de forma direta: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele". O texto ensina que cada pessoa é responsável pelas próprias escolhas perante Deus. Se o filho, neto ou bisneto de um pecador que viveu sem se arrepender, se arrepende e confia em Deus, vale para este filho, neto ou bisneto a promessa de misericórdia e de perdão de Deus, pois estes não podem ser anulados. É, pois, a misericórdia eterna de Deus, e não o seu juízo, que está em destaque nesse texto. Se é verdade que Deus castiga o pecado de quem não se arrepende, é verdade também que a sua misericórdia interrompe o castigo, sempre que houver arrependimento. Por isso, é certo que o filho do pecador tem a promessa do perdão e da misericórdia de Deus, se ele viver na fé e no arrependimento, ainda que o pai tinha pecado, não cresse e não se arrependesse. 
2 - Por isto, a iniquidade e o mal tem se aumentado, tem se multiplicado tão rapidamente, tão velozmente e à medida em que, inversamente proporcional, o amor de muitos tem se esfriado é o tamanho das consequências que temos que enfrentar. Muito desta realidade se deve à passividade e ao abandono da genuína Fé, do compromisso e relacionamento com Deus, o Criador. 
3 - Vejamos alguns Alertas da Palavra de Deus: (1) Provérbios 4:23 nos ensina, “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. (2) Provérbios 7:1,2 nos ensina, “Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos”. (3) Deuteronômio 4:9 nos ensina, “tão somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”. (4) Deuteronômio 6:12 nos ensina, “Guarda-te, que não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão”. (5) Josué 1:7,8 nos ensina, “tão somente esforça-te e tem mui bom animo, para teres o cuidado de fazeres conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita e nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”. (6) João 17:14-18 nos ensina, “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”. (7) 2 Coríntios 5:7 nos ensina, “Porque não andamos pelo que vemos, mas pela Fé”. (8) 2 Timóteo 1:13,14 nos ensina, “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós”. (9) João 14:21 nos ensina, “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. 
4 - Não podemos perder a noção da realidade espiritual do mundo hoje, temos que viver diuturnamente vigilantes para não cairmos nas facilidades que o mundo é o diabo oferece. (1) Não podemos perder o contato, a comunhão com Deus em hipótese alguma. Temos que zelar da nossa vida espiritual com muito vigilância e com temor porque Jesus, o nosso Salvador nos libertou da lei do pecado e nos transportou para o Seu reino de luz. (2) Não podemos perder de vista, de modo algum, nossa identidade cristã, ou seja, onde estivermos as pessoas vão identificar quem somos, porque somos luz no meio das trevas. (3) Não podemos esquecer, um minuto sequer, de onde somos, vivemos num mundo tenebroso, e para onde vamos, vamos para a glória celestial que é o nosso objetivo a ser alcançado. (4) Não podemos deixar de pensar, um dia sequer, qual é o nosso alvo, que é ser salvo e por isso temos que ter o azeite em nossas lamparinas (vejam na parábola das dez virgens em Mateus 25), porque Jesus breve vem arrebatar a sua igreja querida, chamada de a noiva do Cordeiro. 
5 - É urgente que os Cristão e a Igreja voltem a encarar de frente a realidade e a verdade dos fatos para que verdadeiramente voltemos a ter vida com Deus, sejamos curados e salvemos os pecadores do inferno. É isto que nos fará continuar, persistir, perseverar, enfrentar, resistir, lutar, e chegar, alcançar, vencer, combater, terminar a carreira e guardar a Fé. 
6 - Lucas 24:49-53 nos diz: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus”. A frase "eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai" (registrada em Lucas 24:49) é a instrução de Jesus aos discípulos para que aguardassem em Jerusalém. A "promessa" refere-se ao derramamento do Espírito Santo, essencial para revesti-los de poder e capacitá-los a testemunhar o Evangelho. O texto carrega ensinamentos profundos sobre a vida cristã e o agir de Deus. O texto traz a identidade da promessa, uma promessa especial a "promessa do Pai" que enviaria o próprio Espírito Santo, que habita no crente e o sela para a salvação. 
7 - A Necessidade de revestimento de poder descrita em Lucas 24:49, revela que o cristão não deve depender da própria força humana para realizar a obra de Deus. É preciso o revestimento de poder do alto. É preciso ser cheio do Espírito Santo; o principal objetivo desse revestimento é que sem poder o crente cai. Sem o poder do Espírito Santo em nossas vidas as coisas de tornam muito mais difíceis. Primeiro é a falta de coragem para realizar a obra de Deus, segundo são os obstáculos que normalmente aparecem, terceiro são as críticas que vem de todos os lugares dizendo que você não é capaz de realizar a obra missionária e em quarto lugar e o desânimo que toma conta da vida daqueles que não buscam ser revestido do poder de Deus. 
8 – Outro ponto importante é a busca constante dos dons espirituais. O propósito dos dons espirituais estão descritos em Atos 1:8. A descida do Espírito Santo capacita os discípulos com dons espirituais e ousadia para pregar a mensagem de Cristo. Vejam na sequência da leitura bíblica que logo depois dos discípulos serem revestidos de poder, Pedro criou coragem para falar do que estava acontecendo e na primeira pregação de converteram a Cristo quase três mil almas e na segunda pregação de converteram quase cinco mil almas ao Senhor Jesus. Jesus ordenou que eles aguardassem em Jerusalém. Isso ensina sobre o tempo de Deus, a perseverança em meio às adversidades e a necessidade de buscar essa presença em oração. Tudo tem que ser no tempo de Deus. Essa promessa já havia sido anunciada no Antigo Testamento pelos profetas Isaías (Isaías 44:3) e Joel (Joel 2:28-29), cumprindo-se plenamente no dia de Pentecostes. 
9 - Aconteceu um mergulho na efusão do Espírito Santo exatamente no dia de pentecostes, que completava cincoenta dias que Jesus havia ressuscitado. Os apóstolos e a multidão de pessoas que estavam no senáculo do templo ficaram vislumbrados ao ver tanto poder de Deus derramado através do Espírito Santo, e diz o texto bíblico que eram como “línguas repartidas entre eles línguas como que de fogo” e todos se maravilhavam com tantas maravilhas e com aqueles acontecimentos, e alguns incrédulos ainda diziam: “parece que estão cheios de mosto, que quer dizer: parece que estão embriagados”. 
10 - A Efusão do Espírito Santo não aconteceu por acaso. Efusão é o mesmo que derramamento do Espírito Santo ou mergulho no Espírito Santo. A palavra Batismo significa mergulho e é o derramamento ou renovação da graça de Deus e dos dons espirituais na vida dos crentes convertidos e que buscam esse batismo. Não é um novo sacramento, não é um novo mandamento, não é uma nova lei, era o anúncio de que o tempo da graça de Deus chegou, e chegou para ficar com a igreja até a consumação dos tempos. Não era mandamento novo para a igreja, Jesus cumpriu com todos os itens da lei e não precisava mais do sacrifício de animais porque Ele mesmo seria sacrificado na cruz do calvário para morrer em nosso lugar. Notem que não última Páscoa Jesus não mandou sacrificar animais para oferecer a Deus o sangue daqueles animais a Deus Ele mesmo era o Cordeiro mudo que foi levado ao matadouro e não abriu a sua boca. Naquela última Páscoa Jesus utilizou o “vinho, suco de uva in natura“ que não tinha alcoolizado para oferecer aos apóstolos representando Seu sangue, o sangue da nova aliança. Isso era uma experiência espiritual de avivamento que reacende a fé, a alegria do poder de Deus derramado sobre uma pessoa que busca com fé, este derramamento especial do poder de Deus em uma vida que busca com sinceridade e com alegria. 
11 – A fundamentação Bíblica do derramamento do Espírito Santo se cumpre a partir das profecia de Joel, em Joel 2:28-29 Deus promete derramar o Seu Espírito sobre toda a humanidade, sobre toda carne, jovens, velhos, servos e servas, trazendo sonhos, visões e profecias. O cumprimento desta profecia começou no dia de pentecostes registrado em Atos 2:1-4. O Espírito Santo é derramado de forma visível sobre os apóstolos, capacitando-os com intrepidez e com dons espirituais como falar em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. É o cumprimento da promessa do batismo com o Espírito Santo, Atos 1:5 e Atos 11:15-16. A experiência de ser "revestido de poder" para ser testemunha de Cristo, como Jesus orientou aos discípulos. 
12 - O objetivo principal da efusão, derramamento do Espírito Santo é fortalecer a alma e impulsionar a missão do Ide de Jesus de Marcos, Marcos 16:15-18 ARC que diz: [15] E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. [16] Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. [17] E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; [18] pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão. 
13 - Os principais resultados na vida do cristão incluem: (1) Cura de feridas e transformação do coração. (2) Vida de oração e maior intimidade com Deus, chamando-O de Pai com mais convicção e vontade de ler a Bíblia. (3) Maior proximidade com os dons espirituais e um despertamento dons como profecia, cura divina, discernimento e línguas para um serviço eclesiástico mais cheio da unção de Deus.(1 Coríntios 12). 
14 - Como se recebe esse derramamento do Espírito Santo de Deus. Geralmente, essa graça é ministrada em retiros ou Seminários de busca de poder, reuniões de orações para receber o batismo com o Espírito Santo, essa intercessão é acompanhada pela imposição de mãos e por uma oração de fé, onde o crente se abre e pede conscientemente para ser "banhado", “mergulhado” no Espírito Santo. É bom lembrar que tudo isso acontece com as pessoas em estado consciente sabendo tudo o que está acontecendo e buscando uma alegria sobrenatural em sua vida, nunca vista antes, que faz com que ela transborde em línguas. 
15 - Assim nos relacionamos cada vez mais de forma estreita com o Santo Espírito, nos congressos de busca de poder sempre são ministradas palavras bíblicas pertinentes sobre o assunto para as pessoas viveram o momento de efusão do Espírito Santo, se colocando como dependente dos dons e se enchendo dos milagres de poder que o próprio Deus inspira. Em Atos dos Apóstolos, vemos o cumprimento de uma promessa feita por Jesus do envio do Espírito Santo. Foi a partir dessa experiência que, cheios de alegria e fervor, os apóstolos partiram para anunciar o evangelho. Essa é também a promessa do Pai para nós, Deus promete enviar o seu Espírito para recriar toda a nossa vida, nossa história, e nos dar a liberdade de filhos de Deus. “Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”, (Atos 2,2-3). 
16 - Esse mesmo Espírito Santo que transformou os primeiros discípulos, continua sendo derramado sobre nós ainda hoje, e por meio dessa efusão do Espírito Santo a igreja do Senhor Jesus continua sua marcha vitoriosa na terra. Trata-se de uma experiência viva e concreta com Deus. É o cumprimento da promessa do Pai que diz: “Derramarei o meu Espírito sobre toda carne”, (Joel 3,1). (1) A efusão ou derramamento do Espírito Santo não é um novo sacramento, não é um novo mandamento, mas é um reavivamento dos dons espirituais recebidos no batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar outras línguas (também chamada de línguas estranhas) e na comunhão dos santos, que muitas vezes se encontram adormecidos. (2) A efusão do Espírito Santo é uma experiência pessoal e transformadora de encontro pessoal com Deus, no qual o Espírito Santo é “derramado” sobre nós e renova os dons recebidos de uma maneira tão alegre e tão especial que você chega a chorar de alegria. 
17 - A mesma experiência que aconteceu com os apóstolos no dia de Pentecostes se renova na efusão, no derramamento especial do Espírito Santo quando a igreja busca de coração e com quebrantamento. As línguas repartidas como que de fogo descem sobre cada um de nós, santificando e purificando o nosso ser. O fogo, na Bíblia, indica a presença de Deus. “E pousou sobre cada um deles, e ficaram todos cheios do Espírito Santo. E começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”. (Atos 2,3-4). (2) Essa é a experiência que Deus quer nos dar. A promessa do Pai é para todos os que creem em seu Filho Jesus. É, portanto, para todos nós. Todos os que desejarem, que buscarem e que pedirem ao Pai, em nome de Jesus, receberão essa plenitude da graça do Espírito Santo. 
18 - Como funciona essa efusão? Como funciona a efusão do espírito Santo segundo os evangélicos? Entre os evangélicos a efusão (frequentemente chamada de batismo no Espírito Santo ou com o Espírito Santo) é compreendida como um revestimento especial de poder de Deus para o serviço cristão, e não como a conversão em si. Segundo a teologia evangélica pentecostal trata-se de uma experiência de capacitação, de determinação, de encorajamento para o serviço cristão. O processo e o entendimento dessa experiência variam de acordo com a vertente teológica. (1) A visão pentecostal e neopentecostal têm uma bem aproximada, mas a pentecostal é mais moderada. (2) Para as igrejas pentecostais como as Assembléias de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular e outras, a efusão é vista como uma segunda experiência distinta da conversão. (3) Segundo os pentecostais, o próprio Senhor Jesus Cristo é quem batiza o crente no Espírito Santo. E acredita-se que essa efusão é acompanhada por um sinal físico visível e audível que é o falar em outras línguas (glossolalia). (4) O foco principal não é a salvação porque esta já está confirmada na vida do crente convertido, mas sim ganhar ousadia para evangelizar, autoridade espiritual e poder para realizar a obra de Deus. 
19 – A visão tradicional reformada e dos batistas se resume no seguinte pensamento: (1) Nas denominações evangélicas tradicionais (como Presbiteriana, Metodista e Batista), a interpretação é diferente. Dizem eles que no novo nascimento ao aceitar Jesus, acontece o selo do Espírito Santo na vida do neoconverso; ainda defendem, esses teólogos reformados e tradicionais, que entendem que o batismo no Espírito Santo ocorre no exato momento em que a pessoa se converte e aceita a Jesus. Para eles é o Espírito Santo que habita no cristão significando o selo da salvação. 
20 - Em vez de uma segunda experiência com falar em línguas, eles creem que os cristãos podem experimentar múltiplos "enchimentos" do Espírito Santo ao longo da vida, que trazem renovação, alegria, paz e poder para testemunhar, mas não necessariamente uma nova etapa de batismo. A recomendação de Jesus é “ficai em Jerusalém até que do alto sejam revestidos de poder”. Então o crente pode buscar essa experiência para receber o batismo com o Espírito Santo quando quiser, e independentemente da denominação, os evangélicos que buscam o derramamento ou a plenitude do Espírito Santo geralmente o fazem através de cultos de oração intensa e busca coletiva em vigílias ou momentos especiais e exclusivos de busca de poder. São momentos de consagração e clamor, frequentemente em vigílias ou campanhas de oração. 
21 – Pela Fé e rendição total ao Senhor, as pessoas buscam com muita humildade serem cheios do Espírito Santo. Acredita-se, e é verdade, que é uma dádiva gratuita de Deus, que deve ser recebida pela fé, por um coração sedento, obediente e contrito ao Senhor. Estudando a Palavra de Deus, fazendo a leitura e meditação da Bíblia, as pessoas que estão sedentas por receber o batismo com o Espírito Santo logo são cheias da graça de Deus para serem batizadas com o Espírito Santo. A leitura dos textos bíblicos especialmente no livro de Atos dos Apóstolos, para compreender as promessas de Deus, são essenciais e necessárias para alcançar a vitória. 
22 – Daí vem a necessidade da intervenção das lideranças evangélicas para explicar com muita responsabilidade e temor a Deus, aos crentes que estão sedentos por receber o batismo com o Espírito Santo, como proceder para não cometer erros corriqueiros e meninices frequentes nessas reuniões. Nossa sugestão é que você ouça o hino 100 da harpa cristã com o título: “O bom Consolador”. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A GRANDEZA DE DEUS É INCOMENSURÁVEL

A GRANDEZA DE DEUS É INCOMENSURÁVEL 


I - A palavra incomensurável significa algo tão grande, tão vasto, tão intenso e tão profundo que não pode ser medido. É um adjetivo que costuma ser usado para descrever grandezas infinitas, sem limites físicos, sentimentos extremos ou importâncias que vão muito além de qualquer cálculo ou avaliação. Como diz o apóstolo Paulo “é muito além daquilo que pedimos ou pensamos”; A frase "fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" refere-se à famosa passagem bíblica de Efésios 3:20. Ela destaca que a capacidade criativa de Deus vai muito além da nossa imaginação e compreensão.
II - No sentido literal refere-se a duas grandezas que não possuem uma unidade ou valor de medida em comum. E no sentido figurado, ela é utilizada para enfatizar algo imenso, infinito, ilimitado, incomensurável ou incomparável. É sinônimo de palavras como descomunal, desmedido e enorme, de tão grande que é não existe nada que possa medir. Um exemplo claro de algo incomensurável é a frase que diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, e outra frase do primeiro capítulo de Genesis capítulo 1 que diz: “a terra era sem forma e vazia” esta é a primeira declaração da Bíblia, e seu significado apresenta Deus como o Criador do universo e de tudo que nele há. Essa frase reprova qualquer tipo de teoria que diz que a matéria é eterna ou que o universo é fruto do acaso ou de algum evento aleatório e desordenado. Deus é o criador de tudo e de todos. 
III - Se alguém abre as Escrituras Sagradas buscando saber quem é Deus e qual a origem da vida, a declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra” é uma resposta muito apropriada. Deus é o Criador de todas as coisas. O restante das Escrituras ecoa essa verdade fundamental em todo o seu conteúdo, (Salmos 33:6; 148). Se o primeiro livro da Bíblia diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, o último livro da Bíblia diz: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criastes todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”, (Apocalipse 4:11). 
A - Também é muito significativo que o primeiro versículo, do primeiro capítulo, do primeiro livro da Bíblia Sagrada, traga essa informação. Todas as religiões antigas contavam suas próprias versões de como o universo foi criado. Em comum, todas elas falavam sobre algum tipo de tensão no panteão de suas divindades, onde deuses rivais combatiam uns aos outros. 
B - Mas a Bíblia simplesmente inicia dizendo que “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Não houve tensão; não houve qualquer disputa. Não há deuses rivais para contender com o verdadeiro Deus. Ele simplesmente criou o céu e a terra através de Sua Palavra. A expressão “no princípio” traduz o hebraico bere’sit, que inclusive é o título hebraico do livro de Gênesis. Essa expressão localiza a ocasião em que Deus criou o universo. Alguém pode perguntar: “Quando Deus criou o mundo?” A Bíblia responde esta pergunta dizendo que foi “no princípio”. 
C - Deus é eterno e antes de ter iniciado a criação Ele sempre existiu satisfeito em si mesmo. Mas para o louvor da Sua glória, no princípio Ele criou os céus e a terra. Nós não sabemos exatamente quando foi esse “princípio”. Na verdade essa é a primeira menção do tempo nas Escrituras. Isso também implica na verdade de que Deus é o criador do tempo. 
1 - Então o espaço e o tempo são dimensões da ordem criada, e Deus não está sujeito a eles. diz que a frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra” se refere a um passado indeterminado, no qual Deus fez com que o universo viesse a existir a partir do nada. 
2 - Essa informação também nos leva ao profundo significado da palavra hebraica “bara”, traduzida como “criou”. Essa palavra hebraica é reservada nas Escrituras somente para a atividade criadora de Deus. Ela indica que Deus criou o universo do nada; o que na teologia é chamado de ex nihilo. A Bíblia não usa uma palavra específica para classificar coisas irreais. Em vez disso, o texto destaca a soberania divina ao afirmar que Deus "chama à existência as coisas que não existem". Isso significa que Ele tem o poder de materializar o que não se vê. Esse conceito é mais famoso em Romanos 4:17, onde se lê sobre "o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem". 
3 - Só Deus pode "chamar à existência as coisas que não existem", (Romanos 4:17). O contexto de Romanos 4 é a salvação pela fé. Paulo usa o exemplo do patriarca Abraão para mostrar como nosso relacionamento com Deus é baseado na fé e não nas obras da Lei. Romanos 4:17 afirma: "Como está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações, perante aquele no qual ele creu, a saber, no Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se já existissem”. 
4 - É possível entender a última parte de Romanos 4:17 como significando que Deus tem a capacidade de criar “ ex nihilo” . Essa ideia é evidenciada em traduções que dizem que Deus "chama as coisas que não são como se já fossem", (ACF) ou simplesmente "chama à existência as coisas que não existem" (ARA) ou "Deus que traz os mortos de volta à vida e cria coisas novas do nada". O "nada", nesse contexto, seria a morte do ventre de Sara (versículo 19), e as "coisas novas" que Deus cria seriam os descendentes de Abraão mencionados no versículo 18. Deus dá vida aos mortos e cria algo a partir do nada. 
5 - As outras traduções enfatizam o decreto de Deus, pelo fato de que Ele "chama" ou "convoca" à existência aquilo que não existe. Quando Deus fala, é como se estivesse feito. Ele mudou o nome de Abrão para Abraão ("pai de uma multidão ou pai de muitas nações"), enquanto Sara ainda não tinha filhos. Deus falou sobre os descendentes de Abraão quando ainda não havia nenhum. Deus realmente tem a capacidade de falar de coisas impossíveis e, ao falar, torná-las possíveis. 
6 - Abraão ouviu a promessa de Deus e creu nela. Essa fé foi creditada a Abraão como justiça (Gênesis 15:6) e é o exemplo de todos os que mais tarde exerceriam fé em Deus (Romanos 4:11). Olhando para o futuro, Deus pode falar de coisas que não existem como se existissem. Deus tem poder sobre a morte e a capacidade de criar vida. Abraão acreditou nisso, e nós também, se somos descendentes espirituais de Abraão (Gálatas 3:29). 
7 - Alguns grupos religiosos usam erroneamente Romanos 4:17 para ensinar heresias. Romanos 4:17 (ARA) diz: "como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não são, como se já fossem”. O versículo destaca a fé inabalável de Abraão nas promessas de Deus, exaltando a onipotência divina sobre a morte e o impossível. 
8 - De acordo os hereges dessas falsas doutrinas, podemos falar a Palavra de Deus sobre nossas finanças, nossos corpos, nossos automóveis, etc., e ver resultados milagrosos em nosso benefício, ou seja usam erroneamente um texto bíblico para enganar muitas pessoas. Tudo o que precisamos é de uma "confissão" e fé suficiente, e Deus transformará o reino físico em um ambiente de bênção para nós. Podemos "falar das coisas que não são como se fossem", podemos sentar e apreciar o fruto de nossas palavras, daquilo que acreditamos que possa acontecer pela vontade de Deus. É claro que Romanos 4:17 não se refere remotamente ao poder de nossas palavras; trata-se do poder das promessas de Deus e de Sua fidelidade em cumprir essas promessas. Isaque, o filho da promessa, não nasceu porque Abraão "confessou" ou "declarou" certas palavras, mas porque Deus prometeu que ele nasceria do ventre de Sara que era uma mulher estéril e já estava com cerca de noventa anos, Abrahão já estava com quase cem anos, mas para Deus cumprir Suas promessas Ele as cumpre em qualquer tempo, no tempo de Deus as coisas acontecem segundo a vontade dele. 
9 - Isso significa que Deus não usou matéria pré-existente. No princípio Deus criou os céus e a terra quando nada mais havia além dele. Logo, somente Deus é eterno e transcendente. Definitivamente a matéria não é eterna. Na frase: “No princípio criou Deus” o substantivo “Deus” traduz o hebraico Elohim. Essa palavra hebraica está na forma plural para denotar a majestade e o poder divino. Muitos estudiosos também defendem que seu uso na declaração: “No princípio criou Deus” não se resume apenas a um “plural de majestade” comum no hebraico, mas talvez também seja a primeira referência bíblica à existência do único Deus em três Pessoas. Seja como for, a Bíblia claramente afirma que Pai, Filho e Espírito Santo atuaram juntos na obra da criação (Salmos 104:30; João 1:1-3; Atos 4:24; Colossenses 1:15,16). 
10 - Os céus e a terra declaram a glória de Deus e isso é tudo para provar a existência de Deus. Alguns teólogos acreditam que a declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra” diz respeito a uma base inicial da criação muito mais ampla, isto é, o primeiro ato criativo de Deus que antecede os seis dias da criação. Segundo essa interpretação, Deus teria criado inicialmente o céu e a terra; então somente depois de uma lacuna de tempo Ele teria dado sequência à criação; se Deus criou as coisas declarando o que criou em casa dia dos seis dias declarados, então podemos admitir que este espaço de tempo de um dia para o outro foi o tempo do dia de Deus e não o tempo dos seres humanos do dia de vinte e quatro horas por dia. 
11 - Apesar de teologicamente não representar um grande problema, gramaticalmente essa interpretação parece ser pouco provável. Por isso outros comentaristas bíblicos defendem que a frase que esta frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra” serve como um sumário de todo o relato da criação. Assim, a expressão “os céus e a terra” se referem ao universo organizado, enfatizando que no princípio Deus criou o cosmos; o que passa a ser explicado com mais detalhes na sequência de Gênesis, capítulo 1. 
12 - Mas de qualquer forma, o mais importante é jamais negar a doutrina claramente expressa na frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Isso testifica que Deus é o Criador do universo tornando-se em algo fundamental à fé Cristã. Inclusive, Ele não apenas é o Criador de todas as coisas, mas também é o Sustentador de todas as coisas. Isso significa que o universo não é autossustentado, (Atos 17:25-28; Colossenses 1:17). Apesar de toda criação depender do Criador para sua existência, o Criador não depende de nada além dele para existir. Isso significa que Deus tem uma relação voluntária com tudo o que criou, mas não tem uma relação necessária com coisa alguma além dele próprio. 
13 - “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a Sua grandeza é insondável”, (Salmos 145.3), portanto servimos à um Deus grandioso, muitas vezes falamos e cantamos essa verdade, no entanto nem sempre entendemos a dimensão disso. De fato, com nossa mente limitada é impossível compreender a Sua imensidade, Ele é infinito e nós finitos. No entanto, a criação nos dá um vislumbre da grandeza que somente vamos compreender plenamente quando conhecermos Ele como também somos conhecidos, (1 Coríntios 13.12). 
14 - É possível ver a grandeza de Deus através da sua maravilhosa criação. Paulo diz em Romanos 1.20 que “os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”. Deus deixou suas “digitais” por todos os cantos do universo. O universo nos revela desde o princípio algo incomensurável da grandeza de Deus. Em Salmos 19.1, diz que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos”. É impossível contemplar o céu noturno estrelado sem glorificar o Seu nome. A grandeza de Deus é manifesta nos céus. 
15 - Nos grandes centros urbanos não temos uma visão tão clara das estrelas, mas eu incentivo você a ir para um lugar onde as luzes da cidade não ofusquem o brilho delas, de lá você vai contemplar as belezas da natureza que Deus criou. Assim, você verá algo parecido como o que Davi viu quando escreveu o salmo 19 que diz no seu primeiro versículo: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anunciam as obras de suas mãos”. (1) Em condições ideais, é possível ver milhares de estrelas no céu noturno, perto de 3 mil ou até mais. No entanto, nossa galáxia, Via Láctea, possui aproximadamente 100 bilhões de estrelas, isso significa que quando muito conseguiremos ver insignificantes 0,000003% do total de estrelas da nossa galáxia. (2) Isso porque estamos falando apenas de nossa galáxia, no universo observável existem cerca de 170 bilhões de galáxias, cada uma com cerca de 100 bilhões de estrelas. Isso dá quantas estrelas no universo observável? Bem, com certeza é um número enorme, com vários zeros e casas decimais. De fato, cientistas afirmam que existem mais estrelas no universo do que grãos de areia nas praias da terra. 
16 – Levantai os vossos olhos para cima e vocês verão as belezas de Deus no firmamento. “Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”, (Isaías 40.26). “Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes”, (Salmos 147.4). (1) Deus organizou as estrelas nos céus. Quando pensamos além da quantidade de estrelas existentes no universo, e ponderamos acerca do tamanho do universo, fica manifesto como nossa mente é limitada para compreender a grandeza de Deus. 
17 - Para termos uma ideia das distâncias no universo, vamos primeiramente analisar o que está mais perto da terra, partindo posteriormente para lugares cada vez mais distantes. (1) A estrela mais próxima da terra é o Sol, essa estrela está a uma distância de 149,6 milhões de quilômetros da terra. Dessa forma, se fosse possível ir de avião para o Sol, numa velocidade chamada na aviação de velocidade de cruzeiro de 800 km/h, demoraríamos aproximadamente 21 anos para chegar lá. (2) Depois do Sol, a estrela mais próxima é a Alpha Centauri, ela está 40,69 trilhões de quilômetros. Uma viagem de avião para a Alpha Centauri demoraria cerca de 5,8 milhões de anos. As distâncias no universo são tão grandes que não faz sentido utilizar quilômetros, mas anos-luz. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano. A luz viaja a cerca de 300 mil km/s, assim, em um ano a luz viaja 9,46 trilhões de quilômetros. (3) A distância entre a Terra e o Sol, que um avião percorre em 21 anos, a luz percorre em 8 minutos. Nada no universo viaja mais rápido que a luz. A Alpha Centauri está a 4,3 anos-luz da Terra, em outras palavras a luz dessa estrela demora 4,3 anos-luz para chegar até nós. E essa é apenas a estrela mais próxima. (4) A galáxia mais próxima, chamada Andrômeda, está a 2,54 milhões de anos-luz. Se viajássemos para Andrômeda a 300 mil km/s demoraríamos 2,54 milhões de anos-luz para chegar lá. E essa é apenas a galáxia mais próxima. A galáxia mais distante captada pelos telescópios até hoje, a fronteira do universo observável, está a aproximadamente 13 bilhões de anos-luz. 
18 - Definitivamente o universo é muito grande, mas Deus é maior ainda. Um dos atributos de Deus é a infinitude, ou seja, Deus é infinito tanto em relação ao tempo como em relação ao espaço. A infinitude de Deus em relação ao tempo é chamada de eternidade e em relação ao espaço é chamada de imensidade, ou seja Deus é incomensurável. (1) A imensidade, que é a qualidade ou característica do que é imenso, significa que Deus transcende o espaço, preenchendo-o e não sendo limitado por ele. Nenhuma parte do universo pode escapar da presença e influência de Deus, nem mesmo a galáxia mais longínqua. Que Deus grande, Deus é infinitamente grande. Quando Salomão construiu o templo ele reconheceu que nada poderia conter a presença de Deus, nem mesmo Sua “casa”. “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei”, (1 Reis 8.27). 
19 - A grandeza de Deus é um atributo insondável. A Bíblia revela que Ele é o Criador e sustentador de tudo, transcendendo a lógica humana do tempo e do espaço. Sua magnitude exige nossa adoração, respeito e total confiança em Sua soberania sobre nossas vidas. (1) A Grandeza de Deus na Criação. A imensidão do universo e a complexidade da natureza são reflexos do poder de Deus. Ele tem o controle absoluto sobre a criação e a sustenta com Sua palavra. O versículo chave sobre este tema é: "Levantai os olhos ao alto e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas todas bem contadas, as quais ele as chama por nomes; por ser ele grande em força e forte em poder, nenhuma delas vem a faltar”. (Isaías 40:26). (2) A Grandeza de Deus está muito além do nosso entendimento. A mente humana é limitada, mas a sabedoria e o poder de Deus não têm limites. A grandeza de Deus é tão profunda que é considerada insondável, infinita. "Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável”. (Salmos 145:3). (3) A Grandeza de Deus no controle da História. Deus é soberano sobre e sobre todos. Deus é soberano sobre os todos os reinos, nações, povos e sobre a história da humanidade. Ele cumpre Seus propósitos e tem o controle de todas as coisas. "Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade; porque tudo o que há nos céus e na terra é teu; teu, ó Senhor, é o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos”. (1 Crônicas 29:11). 
20 - Reconhecer a grandeza de Deus muda a nossa perspectiva sobre os problemas da humanidade e sobre os problemas particulares. Quando entendemos o quão grande e poderoso Ele é, nossas preocupações diminuem, pois confiamos que servimos a um Deus capaz de intervir em qualquer situação. A grandeza de Deus não deve causar medo, mas sim nos levar a uma postura de humildade, louvor e obediência diária a Deus. É muito importante saber que no princípio de tudo Deus criou os céus e a terra, Deus criou tudo com perfeição e Deus criou o homem como obra prima da criação. 
21 - A Bíblia declara no primeiro capítulo da história da humanidade no livro de Genesis, e declara que “a terra era sem forma e vazia”. (1) “No princípio criou Deus os céus e a terra” é importante porque, como foi dito, ela apresenta Deus como o Criador eterno e transcendente. Logo, é dever do homem reconhecer e louvar a Deus como o Seu Criador, ( Salmo 104). Devemos declarar junto a Moisés: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”. (Salmo 90:2). Quem negligência essa verdade se torna indesculpável e sofrerá todas as consequências de sua decisão, (Romanos 1:20,21). (2) Também é maravilhoso saber que mesmo antes do “princípio”, quando os céus e a terra foram criados, Deus planejou a redenção de um povo para si. O apóstolo Paulo escreve que “Deus nos escolheu nEle antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença”. (Efésios 1:4; Apocalipse 13:8; 17:8). (3) Por último, devemos reconhecer que somos incapazes de entender plenamente o significado da frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Como seres limitados, não podemos explicar como o Deus eterno, transcendente e infinito, imutável, insondável e incomensurável criou todas as coisas do nada, simplesmente como um ato de sua vontade. Por isso nesse ponto nós dependemos da fé. O escritor de Hebreus diz que “pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são, aparecerem”, (Hebreus 11:3). 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.