segunda-feira, 6 de abril de 2026

GOGUE E MAGOGUE OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS

GOGUE E MAGOGUE OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS


I - Na Bíblia, Gogue e Magogue representam os mais perversos e mais letais inimigos do povo de Deus. No fim dos tempos estes inimigos se reunirão, ou já estão em pleno vapor, para lutar contra o povo de Deus, principalmente quererão destruir a acabar com os Judeus em todo o mundo e seu país Israel, tentando destruí-lo de qualquer maneira. Mas, no fim, Deus trará vitória e destruirá todos os inimigos de Israel. Os nomes Gogue e Magogue ganharam destaque devido a uma profecia no livro de Ezequiel e uma referência no livro de Apocalipse. Nestas duas profecias, Gogue e Magogue lideram um exército que ataca Israel no fim dos tempos. 
II - Gênesis 10:1-2 identifica Magogue como um dos filhos de Jafé, filho mais velho de Noé. Os descendentes de Noé se espalharam pelo mundo e formaram vários povos, depois do Dilúvio. Assim, o homem Magogue provavelmente deu origem a um povo chamado Magogue. Ezequiel 38:2 explica que Gogue será um líder da terra de Magogue, que dominará sobre vários outros povos, (que também são descendentes de Jafé). Magogue fica em algum lugar ao norte de Israel e liderará o ataque final contra o povo de Deus: Ezequiel 38:15-16. 
III - Em algum tempo, quando Israel estiver vivendo em paz e segurança, Gogue juntará um grande exército formado por vários povos ao redor de Israel. Esse grande exército, vindo de todos os lados, mas com a frente de ataque principal vindo do norte, virá para destruir e saquear Israel, (Ezequiel 38:7-9). Nesse dia, Deus lutará por Seu povo, provocando um terremoto e enviando a peste e o fogo contra o exército inimigo. As tropas serão lançadas em confusão, matando uns aos outros e sua destruição será total (Ezequiel 38:21-23). O exército de Gogue será completamente exterminado e o povo de Deus viverá em segurança, sem o perigo de inimigos. A vitória final será dada por Deus. 
A - Gogue e Magogue é uma expressão que aparece no livro do Apocalipse como uma referência ao conflito final entre as forças satânicas e Cristo e Seu povo. Há muitas interpretações e teorias acerca desse evento, o que acaba gerando ainda mais curiosidade entre as pessoas acerca dessa expressão. Gogue e Magogue é citado na visão do Antigo Testamento e tem seu desdobramento em outras citações bíblicas, finalizando no Apocalípse. 
B - Gogue e Magogue são citados em passagens do Antigo Testamento. Começando no livro de Gênesis, Magogue é mencionado como um descendente de Jafé, (Gn 10:2; 1Cr 1:5). Já Gogue, é citado como um Rubenita, filho de Semaías, (1Cr 5:4). Apesar dessas referências iniciais, as passagem bíblicas mais importante sobre Gogue e Magogue encontram-se no livro do Profeta Ezequiel nos capítulos. 38 e 39. Gogue aparece como príncipe de Meseque e Tubal, e Magogue como sendo um povo, ou seja, da “Terra de Magogue”. Logo, a narrativa de Ezequiel apresenta Gogue da Terra de Magogue. 
C - Gogue e Magogue na visão do novo testamento, principalmente no contexto de Apocalipse. Como já dissemos, a expressão “Gogue e Magogue” aparece no livro do Apocalipse também e para descrever uma última batalha que precederá o Juízo Final, (Ap 20:7-10). O Apóstolo João, escritor do livro do Apocalípse, relata que acabado o Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, “e saíra para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar”, (Ap 20:8). 
1 - João continua a narrativa dizendo que as nações, persuadidas por Satanás, cercarão “o acampamento dos santos, a cidade amada“, porém um fogo descerá do céu e as devorará, resultando ainda na condenação eterna de Satanás no “lago de fogo que arde como enxofre“. Depois disso, João começa a descrever em detalhes a cena do Juízo Final. 
2 - Gogue e Magogue e as diferentes correntes escatológicas. Sabemos que existem “diferentes correntes escatológicas”, e cada uma delas possui uma visão específica acerca desse assunto, vamos discorrer sobre as principais. (1) Existe aqueles que defendem um futuro reinado milenar e literal de Cristo na terra após a Sua segunda vinda, afirmam que essa batalha de Gogue e Magogue ocorrerá ao término desse período, quando Satanás for literalmente solto novamente para enganar as nações. Vale dizer também que alguns pré-milenistas defendem que essa batalha ocorrerá antes do Milênio, porém creio que essa afirmação seja uma contradição com o próprio pensamento que eles defendem. (2) Portanto, seguindo esse raciocínio mencionado acima haverá então duas grandes batalhas finais: (a) a batalha do Armagedom antes do Milênio e descrita no capítulo 19 do Apocalipse, e (b) a batalha de Gogue e Magogue após o Milênio e descrita no capítulo 20 do Apocalipse. 
3 - Entre os defensores dessa posição há muitas divergências acerca desse evento, de modo que seria impossível citar cada uma delas. As mais comuns entendem que essa batalha de Gogue e Magogue se refere ao ajuntamento de várias nações para atacarem Israel no futuro. As teorias sobre isso são tão específicas que até mesmo nomes de nações já foram sugeridos, entre elas: Rússia, Irã, China, Japão e Índia. 4 - Já quem não defende um futuro reinado literal de Cristo na terra no milênio, entendendo que o Milênio precede a segunda vinda de Cristo, geralmente afirma que essa batalha é a mesma já descrita no capítulo 19, isto é, o Armagedom de fato. Mas, como interpretar Gogue e Magogue e ter a certeza e a clareza dos fatos? Como vimos, a interpretação acerca dessa batalha dependerá da maneira com que interpretamos e entendemos o livro do Apocalipse e alguns eventos escatológicos descritos nele, sobretudo o Milênio. O milênio é um período de mil anos sob o governo de Jesus Cristo na terra com a igreja que fora arrebatada. Este período será instalado por Jesus no final da grande tribulação quando Jesus vencer o anticristo na batalha do Armagedom. 
5 - Antes de falarmos mais sobre o Apocalipse, precisamos voltar ao livro do Profeta Ezequiel. É necessário compreender que o livro de Ezequiel possui um intenso uso de elementos simbólicos em suas profecias, num tipo de linguagem apocalíptica. Os capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel, que nitidamente são proféticos, realmente apresentam algumas dificuldades de interpretação. Os estudiosos se dividem em diferentes opiniões. Como já mencionamos, muitos especulam até mesmo sobre nomes de nações contemporâneas dentro destes capítulos. Talvez uma das teorias mais conhecidas seja aquela que identifica Meseque e Tubal como sendo as cidades Russas de Moscou e Tobolsk, e o “príncipe de Rôs” citado no versículo 2, como o “príncipe da Rússia”, ou seja, Gogue seria o comandante Russo que atacará Israel no futuro. 
6 - Não precisamos nem dizer que esse tipo de interpretação não encontra qualquer fundamentação bíblica. Outros identificam Gogue com sendo Guigues, um rei da Líbia, conhecido nos textos acadianos do século 7 a.C. como um vassalo dos assírios. Uma boa interpretação sobre o assunto sugere que a profecia de Ezequiel se refere ao poder dos selêucidas, especialmente com Antíoco Epifanes, inimigo terrível do povo judeu, cujo centro do seu reino ficava localizado no norte da Síria. Ao norte, o domínio dos selêucidas incluía Meseque e Tubal, distritos da Ásia Menor. De acordo com essa interpretação, a perseguição imposta por Gogue de Magogue, refere-se, em Ezequiel, à dura perseguição imposta pelo governador da Síria, Antíoco Epifanes, sob o povo de Deus. Como disse, considero essa uma boa interpretação, entretanto não creio que a profecia de Ezequiel se esgote nesse período da História. Penso que Ezequiel também se refere, de forma geral, a batalha final contra o povo de Deus, de maneira que o ocorrido com Antíoco Epifanes tipifica uma perseguição futura ainda maior. 
7 - É interessante o uso específico de “Meseque e Tubal”. Sempre que as ameaças a Israel são descritas no Antigo Testamento, tais ameaças vêm do norte, geralmente referindo-se a Assíria, Babilônia e Pérsia. Quando Ezequiel fez referência a “Meseque e Tubal” ele utilizou tribos que viviam nos limites dos reinos do norte, no sentido de mostrar que haveria uma oposição ainda mais difundida contra o povo de Deus. Portanto, creio que a profecia de Ezequiel se cumpriu em Antíoco Epifanes, mas também se cumpre em todos os poderes orquestrados contra o povo de Deus. 
8 - Voltando agora ao Apocalipse, podemos compreender que João tinha em mente esse terrível período de dor e aflição quando usou a expressão “Gogue e Magogue”. A grande opressão que o povo de Deus suportou na antiga dispensação, serve de símbolo para a maior opressão que o povo de Deus precisará suportar na nova dispensação. Logo, a expressão Gogue e Magogue se refere ao ataque final das forças anticristãs lideradas por Satanás contra a Igreja de Cristo. João identifica Gogue e Magogue como “as nações que há nos quatro cantos da terra“, ou seja, não se trata de uma nação específica, mas a totalidade do mundo, isto é, a perseguição do mundo iníquo contra a Igreja. João ressalta que o exército dessa batalha é muito numeroso, tanto como a areia do mar. Nos dias do governo de Antíoco Epifanes, o povo de Israel parecia indefeso diante do poder do exército sírio. Da mesma forma, nos últimos dias que precedem a volta de Cristo no final da grande tribulação, quando Israel estará esmagado pela fúria satânica do Anticristo. A opressão será tão grande que a Igreja parecerá indefesa diante do poder perseguidor que virá do mundo inteiro. 
9 - Outro fato interessante é que, apesar de intenso e severo, o domínio de Antíoco Epifanes teve breve duração, tal como será o curto período de tempo de grande tribulação sobre a terra que será de sete anos sendo três anos e meio de aparente e os últimos três anos e meio de guerra total contra e para destruição total de Israel, conforme Jesus alertou em seu sermão escatológico Mc 13:20; Ap 11:11, mas principalmente em Mateus nos capítulos 24 e 25. Também vale ressaltar que a derrota das forças da Síria foi surpreendentemente inesperada, ou seja, foi uma interferência direta de Deus. Da mesma forma ocorrerá nos momentos finais da presente era com o retorno de Cristo à terra, primeiro para derrotar o Anticristo livrando Israel destruição total, implantação do Reino Milenial de Cristo e depois do milênio Satanás será solto por um pouco de tempo e vai seduzir as nações novamente para guerrear contra o próprio Deus que o esmagará com o sopro de Sua boca quando Satanás e seu exército serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte. 
10 - Portanto, o capítulo 20 do Apocalipse não descreve um conflito entre nações, mas um conflito entre a Igreja e o mundo. Esse conflito de Gogue e Magogue é o mesmo já citado em outras partes do próprio Apocalipse, Ap 16:12ss; 19:19. Note que em Apocalipse 16:14 lemos a expressão “a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso“. Já em Apocalipse 19:19, a expressão é a seguinte: “para batalharem contra aquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército”. E finalmente em Apocalipse 20:8, somos informados de que Satanás sairá “a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha“. No original, lemos em todos estes casos a expressão “a peleja“. 
11 - A descrição que João faz no Apocalípse acerca da batalha do Armagedom (Ap 19:17-21) é uma clara evidencia de que se trata da mesma batalha do capítulo 20 do Apocalipse. Perceba que no capítulo 19, João também faz referência a mesma passagem do livro de Ezequiel (Ez 39:17-20). Em ambas as passagens as aves do céu se fartam da carne e do sangue dos poderosos da terra. Devemos nos lembrar de que o livro do Apocalipse está organizado em sete seções paralelas e progressivas, ou seja, a mesma história é contada e recontada com perspectivas diferentes, de modo que a narrativa vai se tornando mais intensa e detalhada conforme avançamos para o final do livro. 
12 - O detalhe particular do capítulo 20 acerca dessa mesma batalha já mencionada e que as outras referências ainda não haviam esclarecido, fica por conta da descrição do que acontece com Satanás, ou seja, nas outras referências João já havia descrito a queda dos ímpios e a queda dos aliados do dragão (a besta, o falso profeta e a grande Babilônia). Faltava apenas ele descrever a queda do dragão. Como Satanás é o maior oponente de Cristo, naturalmente sua queda é narrada por último. Isso é exatamente o que ocorre no capítulo 20. 
13 – Aqui no final da grande tribulação Gogue e Magogue é o Armagedom, a batalha final entre o bem o mal, é o pouco tempo de Satanás, é a grande tribulação, é o período mais terrível da História, onde o dragão, que é Satanás, e seus aliados perseguirão duramente o povo de Deus. Todavia, o livro do Apocalipse nos mostra que todos estes inimigos de Cristo e de Sua Igreja caem juntos, ao mesmo tempo, em um único evento, em uma única batalha. Todos são destruídos na segunda vinda de Cristo, onde o Cordeiro virá para livrar o Seu povo no final da grande tribulação, onde a cólera de Deus será derramada, onde o juízo de Deus estará completo. Esse dia será maravilhoso para uns e aterrorizante para outros. 
14 - Para concluir, quero dizer que embora existam diferentes opiniões sobre o assunto, o importante é que todas elas concordam que nessa batalha, Satanás será condenado e lançado eternamente no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte e de dia e de noite, juntamente com seus aliados, será atormentado eternamente. 
15 - O passo a passo do final dos tempos será assim: No final da grande tribulação o povo de Israel será liberto das mãos do Anticristo e Satanás será preso por mil anos. Satanás é preso, amarrado por mil anos, os fiéis reinam com Cristo no Milênio. Apocalípse 20:1-6. 1. E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. 4. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. 6. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos. 
16 - Um novo acontecimento semelhante de Gogue e Magogue do final da grande tribulação acontecerá, será a soltura de Satanás no final do Milênio. Satanás será solto por um pouco de tempo e sairá a ajuntar novamente as nações contra aquele que está assentado no trono, Apocalípse 20:7-10. 7. E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8. e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. 9. E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. 10. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. 
17 - O Juízo final, que também é conhecido como o Juízo do grande trono branco, será o julgamento final da besta, do falso profeta e do Anticristo que serão condenados a ser lançados no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte e serão atormentados eternamente, enquanto a igreja do Senhor Jesus lavada no sangue do Cordeiro irá para as mansões celestiais. Apocalípse 20:11-15. 11. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. 
18- Os novos céus e nova terra estão previstos nos capítulos 21 e 22 de Apocalípse. A nova terra será a morada eterna dos crentes em Jesus Cristo. A nova terra e os novos céus são por vezes referidos como o “estado eterno”. As Escrituras nos dão alguns detalhes dos novos céus e da nova terra. Os atuais céus e terra estão há muito tempo sujeitos à maldição de Deus por causa do pecado da humanidade. Toda a criação “geme e suporta angústias até agora” (Romanos 8:22), enquanto aguarda o cumprimento do plano de Deus e “a revelação dos filhos de Deus”, (versículo 19). 
19 - O céu e a terra passarão (Marcos 13:31), e serão substituídos pelos novos céus e pela nova terra. Naquele momento, o Senhor, assentado em Seu trono, diz: “Eis que faço novas todas as coisas”, (Apocalipse 21:5). Na nova criação, o pecado será totalmente erradicado e “nunca mais haverá qualquer maldição”, (Apocalipse 22:3). O novo céu e a nova terra também são mencionados em Isaías 65:17, Isaías 66:22 e 2 Pedro 3:13. Pedro nos diz que o novo céu e a nova terra serão “nos quais habita justiça”. Isaías diz que “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”. As coisas serão completamente novas e a velha ordem das coisas, com a tristeza e a tragédia que as acompanham, desaparecerá. 
20 - A nova terra estará livre do pecado, do mal, da doença, do sofrimento e da morte. Será semelhante à nossa terra atual, mas sem a maldição do pecado. Será a terra como Deus originalmente planejou que fosse. Será o Éden restaurado. Uma característica importante da nova terra será a Nova Jerusalém. João a chama de “a cidade santa, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo”, (Apocalipse 21:2). Essa gloriosa cidade, com suas ruas de ouro e portões perolados, ou de cristais, está situada numa nova e gloriosa terra. A árvore da vida estará lá, (Apocalipse 22:2). Essa cidade representa o estado final da humanidade redimida, para sempre em comunhão com Deus: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles, os seus servos o servirão, contemplarão a sua face”, (Apocalipse 21:3; 22:3–4). 
21 - Nos novos céus e na nova terra, dizem as Escrituras, há sete coisas notáveis pela sua ausência, sete coisas que “não existirão mais”: (1) não haverá mais mar, (Apocalipse 21:1). (2) não haverá mais morte, (Apocalipse 21:4). (3) não haverá mais luto, (Apocalipse 21:4). (4) não haverá mais pranto, (Apocalipse 21:4). (5) não haverá mais dor, (Apocalipse 21:4). (6) não haverá mais maldição, (Apocalipse 22:3). (7) não haverá mais noite, (Apocalipse 22:5). 
22 - A criação dos novos céus e da nova terra traz a promessa de que Deus “enxugará dos olhos, (daqueles martirizados que morreram mas não negaram a fé) toda lágrima”, (Apocalipse 21:4). Esse evento especial de adoração a Deus pelos mártires da fé ocorrerá com Jesus assentado no trono à direita de Deus o Pai, depois da grande tribulação, depois da segunda vinda do Senhor, depois do reino Milenial de Cristo, depois da rebelião final, depois do julgamento final de Satanás e depois do Julgamento do juízo do grande trono Branco. A breve descrição dos novos céus e da nova terra é o último vislumbre da eternidade que a Bíblia nos oferece. Compensa, portanto, viver uma vida cheia do Espírito Santo de Deus aqui na terra, e quando formos chamados para a eternidade, estaremos gozando da glória celestial. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 


Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 30 de março de 2026

UMA PEQUENA DEFINIÇÃO DO QUE É HUMILDADE

UMA PEQUENA DEFINIÇÃO DO QUE É HUMILDADE 


I - Uma pequena definição do que é humildade. A humildade não é um sentimento, é uma atitude de autocontrole e de tolerância diante da ofensa. O mundo nos ensina a buscar justiça e às vezes algumas pessoas buscam fazer justiça com as próprias mãos, mas o Evangelho nos chama a atenção para algo radicalmente diferente, para perdoarmos a quem nos ofende. 
II - A Bíblia não define humildade como "pensar menos de si mesmo", mas como "pensar menos em si mesmo" e mais no Reino de Deus, mesmo quando isso custar o nosso orgulho. Em João 13, Jesus se levanta, pega uma toalha e lava os pés dos discípulos, lembrando que o traidor Judas Iscariotes estava lá também. Jesus nos deixou o maior exemplo de humildade, muitas vezes esquecemos que Judas Iscariotes estava lá. Jesus sabia que Judas já havia negociado a traição, sabia que ele causaria a Sua morte dolorosa, mas mesmo assim lavou-lhe os pés. Ainda assim, o Rei dos Reis e Senhor dos senhores se abaixou e calmamente lavou os pés sujos do traidor. Mateus 5:45 diz o seguinte: "Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem...”. 
III – A Humildade e o significado da sua importância. A humildade tem um significado ímpar na vida do cristão. Seja ele de qualquer classe social, mas se for humilde terá as maiores bênçãos de Deus em sua vida. Há pessoas pobres que são arrogantes e há pessoas ricas que são humildes e vice-versa. Há muitas pessoas com um conceito errado sobre humildade. Humildade não significa ter um conceito negativo de si mesmo. Uma pessoa humilde não é aquela que se considera inferior aos outros, mas, também, não se considera superior aos outros. 
A - Humildade é o oposto de orgulho, soberba, arrogância, vaidade. O orgulhoso alimenta o seu coração com a soberba. A humildade tem a ver com uma visão modesta de si mesmo ou equilibrada. Reconhece suas limitações de espaço, de tempo, de saber. O humilde reconhece que tem mais coisas que ele não sabe do que as coisas que ele sabe. Por isso, o humilde está sempre pronto para aprender. Em termos gerais podemos dizer que uma pessoa humilde sabe de suas limitações em termos cognitivos, em termos de saber, reconhece que não é tão inteligente quanto os outros pensam. Esta consciência saudável de sua fragilidade é que o faz humilde. 
B - O orgulhoso, por outro lado, tem uma visão exagerada e errada de suas virtudes, riquezas, capacidades, possibilidades, potencialidades, força etc. Além disso, o orgulhoso ignora suas fraquezas, falhas, limitações etc. Assim sendo, o orgulhoso age como alguém que ele não é, trata-se de um fake self, um falso eu. Por causa disso, o orgulho pensa, sente, fala e ache de uma maneira errada. Não se nasce humilde. Humildade se aprende. Podemos e devemos aprender a sermos humildes e o melhor caminho é de dentro para fora. Aprender a ter pensamos humildes e sentimentos humildes; depois palavras humildes, ações humildes - nesta ordem. 
C - Quando a pessoa age humildemente, mas não tem humildade em sua mente e coração, ela, depois de agir com humildade, diz: vejam como eu sou humilde! Ação de humildade de alguém que não é humilde lhe custa muito caro; mas uma ação humilde de quem interiormente é humilde, é normal, natural, agradável. Na verdade, uma pessoa humilde de coração, quando não age com humildade, sofre. Mas, humildade não se aprende no mundo, nas universidades, nas escolas, infelizmente. Humildade não se compra na farmácia, nem no supermercado. 
1 - A Bíblia nos ensina sobre a humildade. Quando estudamos os textos bíblicos sobre esse tema podemos aprender sobre o seu significado e importância. A palavra humilde no texto do Novo Testamento grego é um adjetivo, masculino, singular e ocorre 8 vezes no Novo Testamento Grego (Mt. 11:29; Lc. 1:52; Rm. 12:16; II Co. 7:6; 10:1; Tg. 1:9; 4:6; I Pd. 5:5) e 46 vezes na LXX (Septuaginta). No hebraico é “ani”. 
2 - O substantivo humildade ocorre 8 vezes no testo Grego do Novo Testamento (At. 20:19; Ef. 4:2; Fp. 2:3; Cl. 2:18, 23; 3:12; I Pd. 3:8; 5:5) e não há ocorrência dessa palavra na forma substantiva no texto Grego da LXX, (Septuaginta). O verbo humilhar-se, ocorre 14 vezes no texto Grego do Novo Testamento, (Mt. 18:4; 23:12; Lc. 3:5; 14:11; 18:14 duas vezes; II Co, 11:7; 12:21; Fp.2:8; 4:12; Tg. 4:10; I Pd. 5:6) e 147 vezes no texto da LXX (Septuaginta). No hebraico é “anar”. 
3 - Vejamos, de forma breve, alguns textos bíblicos que apontam na direção dos temas: Deus e a humildade; Jesus e a humildade; nós e a humildade. Deus e humildade: Quando lemos a Palavra do Senhor, ficamos impressionados com o seu ensino a respeito daquilo que Deus faz na vida dos humildes. No Salmo 18:27, aprendemos que o Senhor salva os humildes. Em 2 Coríntios 7:6, aprendemos que o Senhor conforta os humildes. Em Lucas 1:52, no cântico de Maria, ela diz que o Senhor exalta os humildes. Em Tiago 4:6 e 1 Pedro 5:5, a Bíblia diz que Deus dá graças aos humildes ταπεινοῖς e rejeita aos soberbos ὑπερηφάνοις. Isto é, o Senhor acolhe os humildes com amor, perdão, salvação. 
4 - Os soberbos, oposto de humildes, são rejeitados porque eles querem ser o que não são. Deus rejeita a mentira, as sombras, as máscaras e as aparências. Os soberbos, oposto de humildes, são rejeitados porque eles não estão prontos para aprender e assim mudar, crescer, transformar. Os soberbos, oposto de humildes, são rejeitados porque eles desprezam a Deus e aos outros. Os humildes recebem a graça de Deus, isto é, as bênçãos do Senhor, a salvação, o conforto, a exaltação do Senhor, porque estão prontos para aprender, olham para baixo o bastante e lá encontram Deus na pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, que foi pobre, manso e humilde. 
5 - Jesus e a humildade em espírito e em verdade. Jesus é o Deus que se humilhou sem perder sua real identidade, divindade (Fp. 2:8). Jesus é o Mestre humilde que tem autoridade, (Mt. 11:29). Jesus não apenas falou sobre a humildade, ele a revelou quando na última ceia com os seus discípulos, ele tirou a capa, o manto - ἱμάτιον e pega a toalha, o avental, o pano λέντιον para limpar os pés sujos de seus discípulos, inclusive os pés de Judas Iscariotes que estava entre eles. (Jo. 13:4). Jesus é a fonte de toda humildade. Jesus é exemplo de humildade para todos. Para reis, profetas, professores, magistrados, e alunos também; toda e qualquer pessoa. Há muitas pessoas, autoridades, professores, etc. arrogantes, orgulhosos e isso é uma pena, é um desastre. Jesus nos ensina que uma autoridade, qualquer que seja ela, pode e deve ser humilde; um bom líder é humilde. 
6 - O professor humilde, o líder humilde, a autoridade humilde, valoriza o outro, dá dignidade ao outro, seja o outro quem for: seu aluno, servo, empregado, subordinado, colega, homem ou mulher, rico ou pobre, letrado ou iletrado. Jesus, como líder e mestre, humilde, sabia ensinar um aluno ou mil, com a mesma qualidade, a mesma dedicação, a mesma humildade, simplicidade. Em sua parábola sobre duas pessoas que foram ao templo para a adorar ao Senhor, Jesus ensina que aquela pessoa que se exaltou, foi embora para a casa sem a bênção da justiça de Deus, da salvação; mas aquela pessoa que se humilhou, foi embora para casa com a bênção da justiça, da salvação e tudo o que ela traz: alegria e paz (Lc. 18:9-14). 
7 - Nós e a humildade. A humildade é uma chave que abre inúmeras portas. O humilde tem infinitas possibilidades porque ele está sempre aberto para aprender, ele está sempre aprendendo, crescendo, mudando, se transformando. Esta atitude de humildade é fundamental na hora de abrir portas para o crescimento interior e exterior, espiritual e social. A Bíblia diz que o orgulho, que é o oposto da humildade, precede a queda (Pv. 16:18). Isso porque o orgulhoso não ouve, não reconhece que tem coisas para aprender com os outros, é incapaz de ver os seus erros, falhas, limitações, fraquezas. O apóstolo Pedro pede aos crentes que se vistam interiormente com um espírito de humildade. A humildade se constrói de dentro para fora, (1 Pd. 3:8). 
8 - O apóstolo Paulo diz que serviu ao Senhor em Éfeso com humildade (At. 20:19). Precisamos aprender a sermos humildes e a agirmos com humildade, uma coisa não deve existir sem a outra. E a humildade interior deve preceder a exterior. A humildade dever ser uma razão motivadora para o serviço e não a soberba, a vanglória (Fp. 2:3). Em sua Carta aos Romanos 12:16, o apóstolo Paulo pede aos crentes que não sejam orgulhosos, mas que sejam bons com os humildes e não sejam sábios aos seus próprios olhos. Em síntese, o apóstolo Paulo está ensinando que os orgulhosos se consideram sábios demais, inteligentes notáveis; bem diferente dos humildes. 
9 - O orgulho do humilde é viver para Deus, o seu amor, a sua graça, a sua força, a sua sabedoria, tudo para a glória de Deus. O crente sabe que o Senhor se agrada de um coração humilde, (Mq. 6:8). Por isso, sua motivação para fazer o bem é a humildade. E assim, o humilde se gloria no Senhor e não em si mesmo; ele não se exalta; ele exalta o Senhor. O orgulhoso não consegue ver Deus nem o outro, o próximo, porque ele não enxerga baixo, ele não olha para baixo o suficiente. Ele não tem os pés no chão. A humildade nos permite viver próximos de Deus e dos homens. 
10 - A pessoa humilde não é arrogante porque tem uma visão inteira de si e não apenas parcial, isto é, não apenas de suas virtudes, mas, também de suas fraquezas, falhas. Para consertar as coisas, os relacionamentos, as pessoas, a família, é preciso humildade que é produto desta visão integral, total, verdadeira de si mesmo e dos outros. Cremos que quanto mais humilde, mais condições de êxito uma pessoa terá ao ensinar, ao empreender a obra de restauração, de conserto, de cura do próximo e de si mesmo; pois ele procura ter uma visão introspectiva de si e do próximo e é capaz de perceber que o seu próximo não tem apenas falhas, mas virtudes; não tem apenas coisas negativas, mas positivas. 
11 - As catástrofes bíblicas do dilúvio e da torre de Babel têm como pano de fundo a falta de humildade que gera cegueira para suas próprias fraquezas, falhas, limitações, vulnerabilidades. A Bíblia ensina que o orgulho, a soberba, precede a queda, a ruina (Pv. 16:18). Jesus é o maior exemplo de humildade. Ele reconhece que tem coisas que ele não sabe e que perfeito só existe um, (Mt. 19:17; Mc. 10:18; Lc. 18:19), o Eterno Deus e Pai criador de tudo e de todos, diante de quem ele busca viver humildemente, ele se humilha diante do Pai sem perder sua identidade, sua essência. Ele se engrandece ao se humilhar. É assim que o Senhor, o Eterno, exalta o humilde. Aquele que com o Senhor anda humildemente, também vive humildemente entre os homens. Este testemunho, este exemplo de humildade do servo do Senhor, faz com que as pessoas glorifiquem ao Senhor Jesus. 
12 - Exemplos de servos humildes e de humildade segundo a bíblia. A humildade é uma característica fundamental do servo de Deus. Em Mateus 20:26-28, Jesus ensina: “Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” A verdadeira grandeza no Reino de Deus é encontrada na disposição de servir aos outros com humildade. 
13 – Devemos sempre estar aprendendo sobre o significado bíblico de humildade. A Bíblia fala que humildade é ser manso, simples e não pensar só em si mesmo. A palavra usada em Colossenses 3:12 quer dizer “humildade de mente, de coração”, ou seja, é algo que vem do coração, não só de aparência. Alguém pode até parecer humilde por fora, mas ainda ser orgulhoso por dentro. Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). Isso quer dizer que só quem reconhece que não tem valor espiritual por si mesmo pode ter a vida eterna. Por isso, a humildade é essencial para quem segue a fé cristã. Ao se aproximar de Cristo, deve-se reconhecer com humildade que é pecador sem nada para oferecer além da necessidade de salvação. Não há mérito nem poder para a raça humana se salvar sozinha. Por isso, quando se recebe a graça e a misericórdia de Deus, aceita-se com gratidão e se entrega a Ele, então Jesus Cristo passa a ser a nossa razão de viver. 
14 - Quando alguém mata seu egocentrismo e seu egolatrismo, a pessoa se torna uma nova criatura em Cristo. Ele trocou nosso pecado pela Sua justiça, nossa fraqueza por Seu valor. Agora deve se viver pela fé no Filho de Deus, que morreu pelos humanos. Isso é ser humilde segundo a Bíblia. A humildade, segundo a Bíblia, não é só importante para entrar no reino de Deus, mas também para servir ao próximo, e amar ao próximo como a si mesmo. “Mas entre vocês não será assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros”, (Mateus 20:26-27). 
15 - Jesus é o nosso maior exemplo: Ele veio para servir, não para ser servido, e nos ensina a colocar os outros acima de nós mesmos. Essa postura evita o egoísmo, a vaidade e a necessidade de se justificar. Jesus se humilhou como servo e foi obediente até a morte na cruz. Da mesma forma, o cristão humilde deve deixar o egoísmo de lado e obedecer a Deus. A humildade verdadeira traz vida piedosa, contentamento e segurança. “Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo”. (Filipenses 2:3). Deus dá graça aos humildes, mas resiste aos soberbos e orgulhosos, (Provérbios 3:34; 1 Pedro 5:5). Por isso, devemos reconhecer nosso orgulho e deixá-lo de lado. Se nos exaltarmos, Deus nos humilhará; mas se nos humilharmos, Ele nos dará mais graça e nos exaltará, (Lucas 14:11). 
16 - Além de Jesus, Paulo também é exemplo de humildade: mesmo com tantos dons, ele se via como “o principal dos pecadores” e “o menor dos apóstolos”. “Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”, (1 Timóteo 1:15). “Porque eu sou o menor dos apóstolos, e nem mesmo sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus”. (1 Coríntios 15:9). Quem é realmente humilde confia na graça de Deus e não em si mesmo. 
17 - Quais são as características de alguém humilde? Segundo a Bíblia, as pessoas com a virtude da humildade compartilham características em comum. Conheça os principais aspectos de uma pessoa humilde. (1) Valoriza as pessoas e trata todos com respeito. Quem é humilde entende que ninguém é superior a ninguém diante de Deus. Por isso, trata todos com amor, inclusive aqueles de origem ou posição social diferentes da sua. Reconhece o valor de cada pessoa, pois Deus ama a todos igualmente (Romanos 12:16). (2) Reconhece suas falhas e limitações. A pessoa humilde sabe que não é perfeita. Ela não se compara aos outros nem finge ter tudo sob controle, mas admite seus erros com sinceridade e busca a ajuda de Deus para melhorar. (3) Não busca reconhecimento, nem elogios ou aplausos. O humilde faz o que é certo sem querer holofotes ou elogios. Ele serve em silêncio, com o coração voltado para Deus, e não para agradar os outros ou parecer mais espiritual. “Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará, (Mateus 6:2-4). (4) Serve a Deus com sinceridade. Em vez de usar os outros para alcançar seus objetivos, o humilde coloca os interesses alheios à frente dos seus. Ele está disposto a obedecer a Deus e ajudar os outros, mesmo em tarefas simples, desprezadas ou desprezíveis. (5) Pede perdão quando erra, e quem nunca errou? Ao perceber que machucou alguém ou falhou, o humilde tem coragem de pedir desculpas, pedir perdão, tanto a Deus quanto às pessoas envolvidas. Ele coloca a restauração dos relacionamentos acima do próprio orgulho. “Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará”. (Tiago 4:8-10). (6) É grato a Deus por tudo que tem. O verdadeiro humilde reconhece que todos os dons, oportunidades e conquistas vêm de Deus. Mesmo se esforçando e trabalhando, ele não se esquece de que é Deus quem lhe dá a vida e tudo de bom. (7) Depende de Deus em todas as situações. A humildade leva a pessoa a confiar em Deus em cada passo da vida, e não só nos momentos de dificuldade. Ela entende que sem Deus nada pode fazer e que Ele é a fonte de todo sustento e direção. 
18 - Alguns dos maiores exemplos de humildade da Bíblia nos livros sagrados trazem nomes e histórias de homens e mulheres simples que se tornaram exemplos dos fiéis. Vejamos alguns dos maiores exemplos de humildade presentes na Bíblia. (1) A passagem do Publicano diz que "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: 'Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”. (2) "Mas o publicano ficou a distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: 'Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”. (3) disse Jesus: "Eu digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lucas 18:10-14). 
19 - Essa passagem mostra dois homens: um fariseu orgulhoso que acredita ser superior a seus irmãos e um publicano envergonhado que se recusa a olhar para o céu por não acreditar ser merecedor de piedade. A lição está em compreender que no fim aqueles que reconhecem a necessidade do perdão divino são justificados por Jesus, os outros não são justificados porque não reconheceram a soberania de Deus e se apresentam sempre exaltados por si mesmos. 
20 - O sacrifício de Ester nos dá um exemplo de humildade e de fé em Deus. Ela fez o que lhe foi ensinado em casa e com o coração cheio de temor a Deus não se exaltou mas declarou a sua fé mesmo que isso lhe custasse a sua vida. (1) Ester era uma jovem judia que se tornou rainha da Pérsia (hoje Iram), casada com o rei Assuero (ou Xerxes), num tempo em que o povo judeu vivia espalhado pelo império persa. Mesmo sendo rainha, Ester manteve sua origem em segredo, pois os judeus eram vistos com desconfiança. (2) Um dia, um oficial do rei chamado Hamã elaborou um plano para exterminar todos os judeus do império. Mardoqueu, primo e tutor de Ester, pediu que ela usasse sua posição para interceder diante do rei e impedir esse massacre. Mas havia um problema: entrar na presença do rei sem ser chamada era proibido e poderia custar sua vida. Apesar do medo, Ester respondeu com fé e humildade: “Entrarei à presença do rei... e, se perecer, pereci”, (Ester 4:16). Ela jejuou, orou e se apresentou ao rei. Com sabedoria e coragem, conseguiu desmascarar Hamã e salvar seu povo. (3) Ester nos ensina que humildade não é fraqueza, mas coragem aliada à fé. Ela não buscou poder ou reconhecimento, mas colocou o bem dos outros acima de si mesma. Sua história mostra que, mesmo em silêncio e escondidos, Deus usa pessoas comuns para realizar grandes livramentos. A humildade de Ester salvou uma nação. 
21 - Rute e a lealdade invisível. Rute era uma mulher de um povo estrangeiro e muitas vezes desprezado pelos israelitas e pelos Moabitas. Ela se casou com um homem judeu, mas ficou viúva ainda jovem. Sua sogra, Noemi, também viúva e sem filhos, decidiu voltar para Israel, sua terra natal. Rute, mesmo sem ter nenhuma obrigação, escolheu ir com ela e cuidar dela, dizendo: “O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus”, (Rute 1:16). De volta a Belém, Rute humildemente passou a recolher sobras de trigo nos campos para sustentar a si mesma e a sogra, uma tarefa simples e cansativa. Foi nesse contexto que conheceu Boaz, um homem justo e respeitado, que notou sua fidelidade e generosidade. Com o tempo, Boaz se casou com Rute e eles tiveram um filho chamado Obede, avô do rei Davi e ancestral de Jesus Cristo. Rute nos ensina que a verdadeira humildade está em servir com amor e fidelidade, mesmo quando ninguém está vendo. Ela não buscou destaque, mas foi fiel nas pequenas coisas. Deus a exaltou grandemente. Rute, uma estrangeira simples, entrou para a história da salvação por causa de sua lealdade, obediência e humildade silenciosa. 
22 – Outro exemplo de humildade é Abigail que se curva diante de Davi, diante da ameaça de Davi de destruir toda a sua casa por causa de Nabal. Abigail era uma mulher sábia, sensata e humilde, casada com Nabal, um homem rico, porém tolo e grosseiro. Quando Davi, que ainda fugia de Saul, pediu provisões a Nabal em troca da proteção que havia dado aos seus pastores, Nabal respondeu com desprezo. Isso deixou Davi furioso, e ele decidiu atacar a casa de Nabal. Ao saber disso, Abigail agiu com rapidez e humildade. Sem contar ao marido, preparou comida e foi ao encontro de Davi. Quando o encontrou, curvou-se diante dele, pediu perdão pelo erro do marido e falou com sabedoria para evitar o derramamento de sangue (1 Samuel 25:23-31). Davi reconheceu a sabedoria dela, agradeceu e desistiu de atacar. Pouco tempo depois, Nabal morreu, e Abigail se tornou esposa de Davi. Abigail nos mostra que a humildade verdadeira sabe agir com sabedoria, coragem e paz, mesmo em situações tensas. Ela poderia ter ficado parada, mas preferiu interceder com humildade e salvar sua casa. Com respeito e discernimento, ela evitou um massacre e conquistou o respeito de um futuro rei. Sua história nos ensina que palavras humildes podem desarmar a ira e mudar o curso de grandes decisões. 
23 – Pedro chorou de arrependimento por haver negado a Jesus. Pedro, originalmente chamado Simão, era um pescador comum quando foi chamado por Jesus para ser Seu discípulo. Impulsivo, sincero e cheio de paixão, Pedro se destacou entre os doze. Foi ele quem declarou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, (Mateus 16:16), e Jesus respondeu que ele seria um dos exemplos de servo da futura igreja. Mas Pedro também teve quedas. Durante a prisão de Jesus, ele negou conhecê-lo três vezes, mesmo tendo prometido que nunca faria isso. “Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: "Antes que o galo cante, você me negará três vezes". E, saindo dali, chorou amargamente”. (Mateus 26:75) Foi um momento de dor e humilhação, mas também o começo de uma profunda transformação. 
24 - Depois da ressurreição, Jesus restaurou Pedro, perguntando três vezes se ele O amava e encarregando-o de apascentar Suas ovelhas (João 21:15-17). Pedro se tornou um líder firme e corajoso da igreja primitiva, pregando com ousadia e servindo com humildade. Pedro nos ensina que a verdadeira humildade está em reconhecer os próprios erros, se arrepender de coração e deixar Deus transformar sua vida. Ele falhou, mas não ficou preso à culpa. Voltou para Jesus com humildade e foi usado poderosamente. A história de Pedro mostra que Deus não exige perfeição, mas um coração sincero, disposto a aprender, mudar e seguir com fé. 
25 – Moisés, o legislador do deserto e libertador dos Hebreus. Moisés foi escolhido por Deus para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito e conduzi-lo até a terra prometida. No entanto, sua história de humildade começa bem antes disso. Criado no palácio do faraó, Moisés teve acesso à riqueza e educação, mas escolheu abrir mão de tudo para se identificar com seu povo. Após cometer um erro e matar um egípcio, fugiu para o deserto e passou 40 anos como simples pastor de ovelhas. Foi nesse lugar de anonimato que Deus o chamou, falando com ele através de uma sarça ardente (Êxodo 3). Mesmo diante do chamado divino, Moisés hesitou, dizendo que não era eloquente nem capaz. Ele disse: “Quem sou eu para ir ao faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11). Deus respondeu: "Eu estarei com você”. Apesar das inseguranças, Moisés obedeceu. Confrontou o faraó, liderou o povo nas pragas do Egito, atravessou o Mar Vermelho e recebeu a Lei no Monte Sinai. Ainda assim, ele sempre deu glórias a Deus, intercedeu pelo povo mesmo quando eles murmuravam, e suportou críticas sem buscar exaltação. A própria Bíblia diz que: “Era o homem Moisés muito humilde, mais do que todos os homens que havia sobre a terra”, (Números 12:3). Moisés nos ensina que humildade não é ausência de força, mas consciência da dependência total de Deus. Ele foi um grande líder, mas nunca agiu com arrogância. Reconhecia suas limitações e confiava no poder de Deus. Sua vida mostra que os mais usados por Deus são os que sabem que não podem nada sem Ele. 
26 – José o exemplo de escravo que tornou-se o governador do Egito. José, filho de Jacó e Raquel, era o penúltimo de doze irmãos e o preferido do pai, o que causava inveja em seus irmãos. Quando tinha 17 anos, José contou dois sonhos proféticos em que sua família se curvava diante dele, algo que aumentou ainda mais o ódio dos irmãos. Eles o venderam como escravo e fingiram que ele havia morrido, (Gênesis 37). No Egito, José passou por muitas provações: foi vendido como escravo, acusado injustamente pela esposa de Potifar e jogado na prisão. Mesmo assim, permaneceu fiel e humilde diante de Deus. Por interpretar corretamente os sonhos de outros presos e, depois, os do próprio faraó, José foi tirado da prisão e elevado ao cargo de governador do Egito (Gênesis 41). Anos depois, durante um tempo de fome, seus irmãos vieram ao Egito buscar alimento. José, agora poderoso, poderia se vingar, mas escolheu perdoar. Chorou diante deles, revelou sua identidade e disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem”, (Gênesis 50:20). José nos ensina que a humildade verdadeira é confiar em Deus mesmo quando tudo parece injusto. Ele não se deixou levar pelo orgulho nem pelo desejo de vingança. Com fé, paciência e perdão, José foi usado por Deus para salvar muitas vidas. Sua história mostra que Deus exalta quem permanece fiel e humilde, mesmo nas maiores dificuldades. 
27 – José, o carpinteiro de Nazaré e a fé cega em Deus. José, o carpinteiro, foi o homem escolhido por Deus para ser o pai terreno de Jesus. Ele era um judeu justo, descendente do rei Davi, e estava noivo de Maria quando soube que ela estava grávida. Sabendo que não era o pai da criança, José pensou em deixá-la em segredo, para não envergonhá-la publicamente. Mas Deus interveio: “um anjo apareceu a José em sonho e disse que o filho de Maria tinha sido gerado pelo Espírito Santo, e que ele deveria dar ao menino o nome de Jesus”. (Mateus 1:20-21). José, com fé e humildade, obedeceu. Assumiu a responsabilidade de proteger e cuidar de Maria e do menino Jesus, mesmo sem entender tudo completamente. Ele guiou a família até o Egito para fugir de Herodes, voltou com eles depois e ensinou a Jesus seu ofício de carpinteiro. José não aparece muito nas Escrituras, mas sua fidelidade silenciosa teve um papel crucial no plano de Deus. José nos ensina que humildade é confiar e obedecer mesmo sem ter todas as respostas. Ele não buscou fama nem explicações, apenas confiou em Deus e fez o que era certo. Com coragem e simplicidade, José cuidou da maior missão que alguém poderia receber: ser o pai adotivo do Filho de Deus. Sua vida mostra que Deus valoriza os que servem com discrição, fidelidade e fé. 
28 - Maria, a mãe de Jesus, mulher exemplar que foi agraciada por Deus para ser mãe de Jesus. Maria era uma jovem simples de Nazaré quando recebeu uma visita inesperada: o anjo Gabriel apareceu a ela anunciando que ela seria a mãe do Messias, o Filho de Deus. Mesmo assustada e sem entender como aquilo seria possível, Maria respondeu com humildade e fé: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. (Lucas 1:38). Ela sabia que poderia enfrentar julgamento, vergonha pública e até rejeição por estar grávida sem estar casada, mas confiou em Deus. Maria foi escolhida não por status ou riqueza, mas por seu coração obediente e humilde. Ela louvou a Deus dizendo: “O Senhor atentou para a humildade da sua serva”, (Lucas 1:48). Ao longo da vida de Jesus, Maria esteve ao seu lado: desde o nascimento em Belém até a crucificação. Em silêncio e fidelidade, ela suportou dores profundas, mas nunca deixou de confiar no plano de Deus. Maria nos ensina que a verdadeira humildade é se entregar totalmente à vontade de Deus, mesmo quando não se entende tudo ou quando o caminho parecer difícil. Ela não buscou destaque, mas foi exaltada por Deus por sua fé e obediência. Sua história mostra que Deus usa pessoas simples, de coração aberto, para realizar grandes propósitos. 
29 – O maior exemplo de humildade foi de Jesus o salvador. Jesus Cristo o Filho de Deus viveu e morreu como uma ovelha muda indo para o matadouro. Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o maior exemplo de humildade na história. Embora fosse divino, Ele deixou Sua glória para nascer como um ser humano simples, em uma manjedoura em Belém. Viveu como carpinteiro, entre os pobres, e não buscou fama ou poder terrenos. A Bíblia diz que Ele “esvaziou-se de si mesmo, assumindo a forma de servo”, (Filipenses 2:7) e “foi obediente até à morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2:8). Mesmo sendo Senhor de tudo, Jesus lavou os pés de seus discípulos, (João 13:5), perdoou pecadores, andou com os rejeitados e entregou Sua vida para salvar a humanidade. Vocês me chamam 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. (João 13:13-15). Jesus ensinou: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”, (Mateus 20:26). “Aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração”, (Mateus 11:29). 
30 - Nossas atitudes de humildade demonstram a nossa intimidade com o Espírito Santo de Deus. O fruto do Espírito contém todas as características necessárias para termos atitudes de humildade, Gl.5:22-23. O fruto do Espírito, descritos pelo apóstolo Paulo em Gálatas 5:22-23, representam nove virtudes que demonstram o caráter de Deus na vida de um cristão: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança e domínio próprio. Eles são o resultado de uma vida guiada pelo Espírito Santo de Deus e demonstra em nós o caráter que temos de humildade que são, paz interior, libertação do orgulho, união com Deus e maior capacidade de amar os outros. Quem se humilha será exaltado, não vive preso à opiniões alheias, não se ensoberbece, não se desgasta tentando provar o seu valor, mas vive buscando ser cheio do Espírito Santo. E encontra descanso para sua alma, porque confia totalmente em Deus. A promessa de Jesus para quem quer ser humilde de verdade é esta: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas”. (Mt 11,29). 

Deus abençoe você e sua família. 

 Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 23 de março de 2026

ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA

ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA 


I – Os gigantes da fé registrados na Bíblia também são chamados de heróis da fé em Hebreus capítulo 11. Mas vamos ver primeiro um pouco do que eram os gigantes, fisicamente, do Velho Testamento que tinham um corpo muito maior do que a maioria das pessoas daquela época, depois vamos ver sobre os verdadeiros heróis da fé do Velho Testamento e do Novo Testamento que também venceram pela fé todas as batalhas em nome do Deus de Israel. A Bíblia registra muitos gigantes no Velho Testamento. Historiadores dizem que os gigantes mais antigos existiram antes de Noé. Os gigantes bíblicos eram povos de grande estatura, frequentemente descritos como guerreiros formidáveis, incluindo os Nefilins (pré-dilúvio), Anaquins, Refains, Emitas e Zomzomins. Figuras notáveis citadas incluem Golias e seus quatro irmãos, além do rei Ogue de Basã. Eles viviam principalmente em Canaã e arredores antes e durante a conquista israelita. 
II - Aqui estão os principais gigantes e grupos de gigantes mencionados na Bíblia: (1) Nefilins (ou Nephilim), surgiram antes do Dilúvio, mencionados em Gênesis 6:4 como filhos da união entre "filhos de Deus" (não confundir com Anjos, Anjos não se casam e nem se dão em casamento) e "filhas dos homens". Também mencionados em Números 13:33. (2) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã. (3) Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). A cama (ou leito) de Ogue, rei de Basã, media aproximadamente 4 metros de comprimento por 1,80 metro de largura. Feita de ferro, ela é descrita em Deuteronômio 3:11 como uma prova do tamanho colossal de Ogue, o último dos gigantes refains. (4) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel que foram vistoriar a terra prometida a mando de Moisés, (Números 13:33; Josué 11:21-22). (5) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura, (1 Samuel 17). (6) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pé, (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (6) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins, (Deuteronômio 2:10-11). (7) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. 
III - Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas (Descendentes de Sete, filho de Adão e Eva), Sete, na Bíblia, foi o terceiro filho de Adão e Eva, nascido após a morte de Abel. Considerado uma "compensação" divina, ele continuou a linhagem fiel a Deus, sendo o ancestral direto de Noé e, consequentemente, da humanidade pós-diluviana. Nasceu quando Adão tinha 130 anos e viveu 912 anos, (3) e os mundanos cainitas, filhos de Caim); e (4) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias). 
A - O ponto de vista mais antigo e conhecido e apócrifo é aquele segundo o qual os filhos de deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro apócrifo pseudoepígrafo do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do poderoso”). 
B - “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Gênesis 6.2. Esse é um texto de difícil interpretação. Há basicamente três interpretações para os “filhos de Deus”: (1) anjos caídos, (2) filhos de Sete e (3) homens poderosos. Neste texto, Walter Kaiser Jr. resume as três posições, defendendo a última. 
C – Também existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente falando, (aristocratas despóticos e formosas plebéias). 
D - O ponto de vista mais antigo e conhecido nas religiões é aquele segundo o qual os filhos de deus ( ou dos deuses pagãos) eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, (o que está em desacordo com a própria palavra de Deus de que os anjos não se casam e nem se dão em casamento, (A frase "os anjos não se casam nem se dão em casamento" baseia-se diretamente nas palavras do próprio Senhor Jesus em Mateus 22:30-33, Marcos 12:25 e Lucas 20:34-36. Jesus explica que, na ressurreição, os seres humanos serão como os anjos no céu, onde não há casamento ou procriação, pois a vida é imortal e espiritual, não carnal), deixando de ser uma raça de “gigantes”, (hebr. Nephilim). O livro pseudoepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como sendo anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do Poderoso”). 
1 - Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus”, nessa perspectiva, os anjos, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1 Pedro 3.18-20; 2 Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais. 
2 - O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica Nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo. 
3 - O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos, (6.2). 
4 - As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias, assim como na Grécia antiga dos tempos do Apóstolo Paulo. 
5 - Em relação aos chamados gigantes, a palavra Nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam. 
6 - Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite. 
7 – (1) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã, como Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). (2) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel (Números 13:33; Josué 11:21-22). (3) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura (1 Samuel 17). (4) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pés (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (5) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins (Deuteronômio 2:10-11). (6) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). 
8 - Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. Os gigantes na Bíblia (frequentemente chamado de Nefilim ou Anaquins) representavam a corrupção humana, a rebelião contra Deus e obstáculos formidáveis à fé. Eles simbolizam a violência e o mal antes do Dilúvio e, posteriormente, testam a confiança de Israel na conquista de Canaã, destacando a necessidade da intervenção divina para a vitória. 
9 - Principais Aspectos da Importância dos Gigantes: (1) Símbolo de Perversidade (Pré-Dilúvio): Em Gênesis 6, os Nefilim resultam da união antinatural entre os chamados "filhos de Deus" (anjos) e as "filhas dos homens". Sua existência está associada ao aumento da violência na terra, o que justifica o Dilúvio como juízo divino. (2) Obstáculos à Fé (Conquista de Canaã): Os espias enviados por Moisés descreveram os habitantes de Canaã (Anaquins) como gigantes, fazendo com que o povo se sentisse como "gafanhotos". Eles representam o medo e a falta de fé, evidenciando que a força humana não é suficiente, mas sim a confiança em Deus. (3) Poder e Renome: Descritos como "heróis da antiguidade" e "homens de renome", representam o auge da força física e da soberba humana. (4) Inimigos Derrotados por Davi: A vitória de Davi sobre Golias simboliza o triunfo de Deus sobre os maiores inimigos físicos, mostrando que tamanho não determina a vitória. 
10 - Os gigantes, portanto, funcionaram no texto bíblico veterotestamentário para destacar a distinção entre a fragilidade humana e o poder de Deus, servindo como marcadores de períodos de grande crise espiritual e física. Portanto os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja são citados pelo escritor da Carta aos Hebreus. Antes, o autor bíblico já havia feito uma grande exposição acerca da superioridade de Cristo e seu ministério sacerdotal em relação aos anjos, a Moisés, a Josué e ao sacerdócio levítico (Hebreus 1-10). Ele também indicou a excelência da Nova Aliança mediada pelo Senhor Jesus em contraste com a primeira (Hebreus 9; 10). Agora, no capítulo 11, o mesmo escritor conduz a sua exposição a uma conclusão prática acerca da fé para seus leitores. 
11 - É justamente para cumprir esse objetivo que ele lança mão das histórias dos gigantes da fé do passado a fim de revelar o seu legado para a Igreja de Cristo. Sua lista de gigantes da fé, conhecidos e desconhecidos, ficou conhecida como a galeria dos heróis da fé. Essas pessoas viveram em períodos diferentes da História da humanidade. Elas enfrentaram problemas e circunstâncias diferentes, mas tinham em comum a fé inabalável em Deus. Antes de falar sobre os gigantes da fé e seu legado para a Igreja, o autor neotestamentário faz uma introdução sobre a fé apresentando uma breve definição sobre o que é a fé verdadeira. Ele fala de forma bastante objetiva sobre as características e qualidades da fé. Inclusive, ele ressalta que as respostas para as grandes questões da origem e existência do mundo só podem ser obtidas pela fé. (Hebreus 11:1-3). 
12 - Os gigantes da fé tiveram e viveram em plena comunhão com Deus. O escritor de Hebreus começa citando os exemplos práticos de fé na vida de homens que viveram no início da História humana. Abel, Enoque e Noé são os exemplos de gigantes da fé no período entre a criação e o Dilúvio. Pela fé, estes três homens puderam experimentar uma íntima comunhão com Deus. Abel aparece como o primeiro gigante da fé. Apesar de seus pais terem sido aqueles que abriram as portas do mundo para o pecado, e seu irmão ter sido um exemplo de impiedade, Abel foi um pioneiro na fé. Depois dele, Enoque e Noé aparecem como sendo pessoas que andaram com Deus. 
13 - Note que coisa interessante sobre os primeiros gigantes da fé: (1) Por sua fé Abel foi levado à morte. (2) Por sua fé Enoque nunca provou a morte. (3) Por sua fé, Noé salvou a vida de toda sua família da morte e ainda garantiu a continuidade da criação. Os gigantes da fé enxergaram o invisível Depois de citar os primeiros gigantes da fé, o escritor bíblico avança sua narrativa para o período patriarcal. Neste período ele seleciona a família de Abraão, o patriarca da nação de Israel, para destacar alguns outros gigantes da fé. O escritor fala sobre como Abraão foi obediente à ordem do Senhor ao partir para fora de sua terra, e a fé que demonstrou juntamente com sua esposa, acerca do nascimento de um filho. A grande prova desse gigante da fé foi quando ele não questionou o pedido do Senhor para sacrificar Isaque. 
14 - Na sequência do texto, o próprio Isaque, seguido de Jacó e José, são mencionados como gigantes da fé que olharam para o futuro através da plena convicção nas promessas do Senhor. Embora eles tenham morrido sem ver essas promessas cumpridas, através de sua fé eles esperavam uma pátria celestial. Os gigantes da fé avançaram porque creram nas promessas de Deus O escritor bíblico que escreveu o livro aos Hebreus continua sua exposição falando de alguns gigantes da fé que viveram desde o período do êxodo do Egito até o período dos juízes, dos reis e dos profetas de Israel. Moisés é o primeiro nome mencionado nesse período. Ele começa falando sobre seu nascimento e considera eventos de sua infância, educação, juventude e fuga do Egito. Ele também explica sobre como os pais de Moisés foram gigantes da fé ao desafiarem o decreto de Faraó para protegê-lo, apesar de não mencioná-los pelo nome. 
15 - Depois, lemos sobre como a fé esteve presente entre os israelitas que atravessaram o Mar Vermelho até chegarem a Canaã. Nesse período ele também destaca a queda das muralhas de Jerico e a história de Raabe como exemplos de fé verdadeira. Mesmo não tendo seu nome sido citado especificamente, Josué é uma figura notável em conexão com esses eventos. A partir do período dos juízes, o autor lista alguns nomes representativos e diz que não é possível citar todos os gigantes da fé. Além disso, ele ainda apresenta uma síntese dos sofrimentos e triunfos desses gigantes da fé, sejam eles conhecidos ou anônimos. Alguns nomes citados nessa seção são: Gideão, Sansão, Davi, Samuel, etc. 
16 - O legado dos gigantes da fé para a Igreja. Em Hebreus 11 realmente lemos uma maravilhosa exposição sobre os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Para ele, os gigantes da fé do passado e os crentes da Nova Aliança compartilham de uma mesma fé comum. Juntos eles recebem as bênçãos do cumprimento da promessa do Senhor. Em outras palavras, ele diz que as figuras notáveis do Antigo Testamento são irmãos e irmãs na fé de seus leitores. O legado dos gigantes da fé para a Igreja não está relacionado às suas próprias forças. Eles se tornaram exemplos para nós porque dependiam exclusivamente do auxílio divino em suas vidas. Eles buscaram a Deus e colocaram sua fé em prática. Evidentemente isto serve de exemplo para todos nós. 
17 - O autor bíblico também revela a vantagem que os crentes do Novo Testamento possuem em relação aos gigantes da fé do Antigo Testamento. Os gigantes da fé do passado tiveram acesso apenas a uma parte da revelação de Deus. Nós vivemos num estágio mais avançado da revelação de Deus sobre a aliança da graça. Por isto temos uma aliança superior, uma esperança superior e promessas e possessões superiores, (Hebreus 7-10). Os gigantes da fé do Velho Testamento viveram crendo no Messias que haveria de vir. Nós, no entanto, vivemos crendo no Messias que já veio. Através de pequenos fragmentos da revelação de Deus, os gigantes do passado perseveram na fé. Sem dúvida este é um grande legado para nós que hoje desfrutamos da completa revelação de Deus em Cristo. João Calvino resume muito bem a vida dos gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Ele diz que uma tênue faísca de luz os conduziu ao céu. Agora, porém, o Sol da Justiça resplandece sobre nós. Então que justificativa apresentaremos se ainda estivermos apegados à terra? Só Jesus Cristo salva, Ele é a nossa viva esperança. 
18 – curiosidades sobre pessoas gigantes que ainda existem e porque são tão grandes. (1) O homem mais alto da história registrada foi o americano Robert Wadlow (1918–1940), que media 2,72 m. Conhecido como o "Gigante de Alton", ele sofria de hiperplasia na glândula pituitária e não parou de crescer até sua morte prematura aos 22 anos. (2) O homem vivo mais alto conhecido até agora (2018) conforme o Guiness World Records é o turco Sultan Kösen, com 2,51 m. 
19 - Detalhes sobre os Gigantes: (1) Robert Wadlow (Histórico): Com 2,72m, ele superou todas as medições documentadas na história. Aos 13 anos, ele já era o escoteiro mais alto do mundo com 2,24m. Ele faleceu em 1940 devido a uma infecção provocada por uma bolha no pé, agravada pelo seu tamanho. (2) Sultan Kösen (Vivo em 2018): Medido em 2018 com 2,51m de altura, o turco Sultan Kösen é reconhecido pelo Guinness World Records. Ele também manteve o recorde de maiores mãos de uma pessoa viva (28,5cm). 
20 - Outros recordes relacionados ao assunto: (1) Quem teve as maiores mãos: Atualmente pertencem ao egípcio Mohamed Shehata. (31,3cm). (2) Maiores pés: O venezuelano Jeison Orlando Rodríguez Hernández detém o recorde com 41,1 cm de pé direito. (3) Quem fou considerado o homem mais alto do Brasil: O paraibano "Ninão" (Joelison Fernandes da Silva), que mediu mais de 2,30m. 
21 – A Bíblia registra um homem que era de grande estatura, portanto era um gigante, que em 1 Crônicas 20:6 relata uma batalha em Gate, onde um gigante filisteu de grande estatura, descendente de Rafa, desafiou Israel. Esse homem possuía características físicas anômalas, totalizando 24 dedos, sendo seis em cada mão e seis em cada pé. Ele foi morto por Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi. O contexto bíblico traz os detalhes de 1 Crônicas 20.6: (1) O Gigante: Era um guerreiro de grande porte e de uma linhagem de gigantes (descendentes de Rafa). (2) A Anomalia: A Bíblia destaca explicitamente a polidactilia: 6 dedos nas mãos e 6 nos pés. (3) O Conflito era pra ele vencer: A batalha ocorreu em Gate, um dos principais centros filisteus. (4) Mas o Vencedor foi Jônatas, sobrinho de Davi; foi ele quem derrotou o gigante, conforme registros bíblicos. (5) Este relato faz parte de um conjunto de batalhas travadas contra os gigantes filisteus, mencionando também Sibecai e Elanã, que derrotaram outros gigantes (Sipai e Lami, irmãos de Golias). 
22 – Deus quer te fazer mais que vencedor e pode, pela fé te abençoar além daquilo que você merece. Em Juízes 6:15-16 está escrito: “E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem”. Juízes 6:15 e 16. Deus não deixa duvidas, antes, Ele acredita em tudo o que pode fazer através de você. Creia você também e não temas, Deus é contigo para te livrar. Geralmente somos nós mesmo que não acreditamos em nosso potencial quando buscamos a direção de Deus. Sabemos de nossas limitações, ou pelo menos, pensamos que sabemos, ate enfrentarmos desafios que consideramos maiores do que podemos, segundo nossas forças. A Bíblia diz que Deus conhece os segredos do nosso coração. “Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração”. Salmos 44:21. 
23 - Os aflitos e necessitados buscam águas, e não há, e a sua língua se seca de sede; eu o Senhor os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei. Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água”. Isaías 41: 17 e 18. “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo”. Isaías 41:13 O Senhor te livrará de todas as circunstâncias desagradáveis em sua vida, mas não se prostre ante aos desafios, o Senhor irá contigo para lhe dar a vitória. Enfrente o medo com fé, fortalecido na Palavra de Deus pelo poder do Espírito Santo de Deus e vença pela fé os gigantes do dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 16 de março de 2026

NÃO PAREM DIANTE DAS DIFICULDADES

NÃO PAREM DIANTE DAS DIFICULDADES 


I - Por que Deus permite que passemos por dificuldades, provações e tribulações? Existe uma frase dita por Jesus que diz: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, porque eu venci o mundo", essa é uma citação bíblica de João 16:33, proferida por Jesus Cristo aos seus discípulos na Última Ceia, prometendo que, apesar das dificuldades, provações e tribulações inerentes à vida, Ele oferece paz e coragem, pois já triunfou sobre as forças do mal, do pecado e da morte na cruz do calvário. 
II - Uma das partes mais difíceis da vida cristã é o fato de que se tornar um discípulo de Cristo não nos torna imunes a provações e tribulações da vida. Por que um Deus bondoso e amoroso permite que passemos por coisas como a morte de uma criança, doenças e ferimentos a nós mesmos e nossos entes queridos, dificuldades financeiras, preocupação e medo? Alguém até questiona e diz, certamente, se Ele nos amasse, Ele tiraria todas essas coisas ruins de nossas vidas. Afinal, amar não significa que Ele quer que nossas vidas sejam fáceis e confortáveis? Na verdade, não, não significa, Deus quer que o glorifiquemos em tudo na vida, até nos momentos mais difíceis. A Bíblia ensina claramente que Deus ama aqueles que são Seus filhos, e que todas as coisas "cooperam para o bem daqueles que amam a Deus", (Romanos 8:28). Então, isso deve significar que as provações e tribulações que Ele permite em nossas vidas fazem parte de tudo que coopera para o nosso bem. Portanto, para o crente, todas as provações e tribulações devem ter um propósito divino, o propósito de nos aperfeiçoar para o dia do nosso arrebatamento individual ou coletivo. 
III - Como em todas as coisas, o propósito final de Deus para nós é crescermos mais e mais à imagem de Seu Filho, (Romanos 8:29). Este é o objetivo do cristão, e tudo na vida, incluindo as provações e tribulações, foi concebido para nos permitir alcançar esse objetivo. Ser separado para os propósitos de Deus e equipado para viver para a Sua glória faz parte do processo de santificação. A maneira em que tribulações alcançam este objetivo é explicado em 1 Pedro 1:6-7: "Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo". A verdadeira fé do crente será confirmada pelas provações que sofremos para que possamos descansar na certeza de que essa fé é real e vai durar para sempre. 
A - As provações desenvolvem em nós um caráter piedoso, e isso nos permite a gloriar "nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado" (Romanos 5:3-5). Jesus Cristo deu o exemplo perfeito. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores"(Romanos 5:8). Estes versículos revelam aspectos do Seu propósito divino tanto para as provações e tribulações de Jesus Cristo quanto as nossas. Perseverar prova a nossa fé. "Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4:13). 
B - No entanto, devemos ter cuidado para não tentar usar desculpas para as nossas "provações e tribulações" e até fraquezas se forem o resultado de nossos erros. "Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem", (1 Pedro 4:15). Deus perdoa os nossos pecados porque a punição eterna para eles foi paga pelo sacrifício de Jesus Cristo na cruz do calvário. No entanto, ainda temos que sofrer as consequências naturais nesta vida por nossos pecados e más escolhas. No entanto, Deus usa até mesmo esses sofrimentos para nos moldar e conformar com os Seus propósitos e nosso bem supremo. 
C - As provações e tribulações vêm tanto com um propósito quanto com uma recompensa. "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam", (Tiago 1:2-4,12). 
1 - Através de todas as provações e tribulações da vida, temos a vitória. "Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo." Apesar de estarmos em uma batalha espiritual, Satanás não tem autoridade nenhuma sobre o crente em Cristo. Deus nos deu a Sua Palavra para nos guiar, o Seu Espírito Santo para nos capacitar e o privilégio de podermos nos aproximar dEle em qualquer lugar, a qualquer momento, para orar sobre qualquer coisa. Ele também nos assegurou que nenhuma tribulação nos testará além da nossa capacidade de suportá-la, e que "juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar", (1 Coríntios 10:13). 
2 - O segredo da vitória é não parar diante das lutas e dificuldades. Devemos continuar a nossa jornada mesmo diante das barreiras, perseguições e dificuldades. Muitas vezes na vida somos levados a pensar em desistir, especialmente quando fazemos algo que parece estar além da nossa capacidade e depois de muito esforço temos a sensação de que não podemos dar nem mais um passo. Talvez isso já tenha acontecido com você diante de um desafio físico como doenças, falta de emprego, dificuldades familiares, dentre outras coisas, certamente se você conseguiu superar seus limites, com Jesus você conseguirá vencer outros desafios também. Isso também pode acontecer diante de desafios intelectuais e em resoluções de problemas mais do trabalho, em que a cabeça parece que irá fritar e você diz não vou conseguir. Mas com fé em Deus você conseguirá. 
3 - O povo de Israel se viu em uma situação muito difícil, e certamente se não fosse pela ajuda de Deus eles jamais se salvariam. Em Êxodo 14, temos o registro de quando Faraó resolveu ir atrás do povo de Israel que tinha saído do Egito. Faraó reuniu toda sua força, seus capitães, seus guerreiros, seus carros de guerra e perseguiu a Israel. Quando o povo viu a fúria e a força de Faraó, eles desfaleceram e começaram a clamar ao Senhor e a murmurar contra Moisés porque tiveram muito medo de morrer. 
4 - Não é difícil nos desesperarmos diante de situações contrárias e, nessas horas, podemos desistir ou buscar a Deus e nos entregar completamente a Ele. Escolha a segunda opção, porque o nosso Deus é poderoso para realizar qualquer coisa e, lembre-se, o acesso a Ele se dá pela oração por meio dos méritos de Jesus Cristo e não nossos. 
5 - Moisés tentou acalmar o povo e afirmou: Não temais; aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que, hoje, vos fará; porque os egípcios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver. O SENHOR pelejará por vós, e vós vos calareis, (Êxodo 14.13-14). Lembre-se, a fé tem o poder de acalmar as nossas emoções e desespero, pois por meio dela apoiamos a nossa vida não no que os nossos sentidos percebem, mas no Senhor que prometeu cuidar da nossa vida. 
6 - E em resposta ao clamor de Moisés e do próprio povo, Deus diz: ...Diga ao povo que marche! (Ex 14.15c). Isso significava em o povo continuar andando, e a palavra de Deus continuava: se levantem e continuem caminhando para frente. Deus usa Moisés para abrir o Mar Vermelho e faz passar todo o povo de Israel em terra seca, e em seguida afogou todo o exército de faraó. 
7 - Deus houve as orações dos justos em qualquer época e em qualquer situação. A frase "a oração do justo pode muito em seus efeitos", baseada em Tiago 5:16 destaca o poder transformador da oração feita por quem busca a Deus com sinceridade e fé. Ela sublinha que intercessões sinceras têm alto impacto espiritual, restaurando corações, curando e mudando situações. (1) O poder da intercessão Eficaz: O versículo enfatiza a confissão de pecados e a oração de uns pelos outros para cura e restauração. (2) O exemplo de Elias: Tiago cita Elias como um homem sujeito às mesmas paixões, mas cuja oração foi poderosa, demonstrando que a eficácia não depende de perfeição, mas de fé no agir de Deus. (3) A intensidade e fé da oração eficaz é aquela feita com sinceridade e fé, confiando que Deus age no momento e na forma corretos, mesmo quando não vemos. (4) Há mudança de atmosfera quando a oração é capaz de mudar o ambiente espiritual, gerando uma situação de glória e de graça. (5) A expressão popularmente conhecida como “ A Oração de um justo pode muito em seus efeitos” de Tiago 5.16 reforça a ideia de que Deus ouve e atua em favor dos seus filhos quando clamam de todo o coração. 
8 - Deus ouve a oração do justo? Sim. A Bíblia afirma que a oração de um justo é poderosa e eficaz, Tiago 5:13-16 nos diz o seguinte: “13. Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 14. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 15. e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” indicando que Deus ouve e atende as súplicas daqueles que vivem em retidão e comunhão com Ele. Provérbios 15:29 reforça que, enquanto o Senhor se mantém distante dos perversos, seus ouvidos estão atentos à oração dos justos, valorizando a sinceridade e a vida alinhada à vontade divina. 
9 - Principais Aspectos sobre a Oração do Justo: (1) O poder e a eficácia da oração de um justo. A oração do justo produz grandes resultados e transforma situações, agindo através da fé e do agir de Deus, não da força e ou do querer do ser humano. (2) A intimidade com Deus é adquirida através da constante oração, adoração e gratidão a Deus. A oração é uma forma de desenvolver intimidade, e Deus atende aqueles que se aproximam com um coração sincero, puro e obediente. 
10 - O que é ser "Justo"? (1) No contexto bíblico, o justo não é alguém sem pecados, mas sim alguém que busca perdão, vive em arrependimento, retidão e confia em Deus e se aproxima do "trono da graça de Deus". (2) O justo sabe esperar o tempo de Deus. Deus atende no tempo certo, muitas vezes trabalhando em silêncio. (3) A Bíblia também cita o exemplo de Cornélio, um homem temente a Deus cuja vida de oração foi reconhecida e atendida, demonstrando que a fé sincera e ativa é o que move e apressa a resposta de Deus. 
11 - Deus ouviu as orações dos profetas? Sim, a Bíblia relata diversas ocasiões em que Deus ouviu e atendeu à oração dos profetas e de líderes fiéis. Exemplos marcantes incluem Daniel, cuja oração foi ouvida desde o início, Elias, que teve fogo enviado do céu após orar, e Ezequias, cuja vida foi prolongada após clamar. Deus também atendeu o clamor do povo. Aqui estão alguns dos casos mais notáveis de orações respondidas: (1) Daniel (Daniel 10:12): Um anjo diz a Daniel que sua oração foi ouvida desde o primeiro dia em que ele se humilhou diante de Deus. (2) Elias (1 Reis 18:36-38): No Monte Carmelo, Elias orou para que Deus se manifestasse, e Deus respondeu com fogo para provar Sua soberania. (3) Ezequias (Isaías 38:5): O profeta Isaías trouxe a mensagem de que Deus ouviu a oração de Ezequias e viu suas lágrimas, adicionando 15 anos à sua vida. (4) Samuel (1 Samuel 3): Embora tenha começado com Deus chamando Samuel, o contexto mostra a comunhão constante onde as orações eram ouvidas e atendidas. (4) Manassés (2 Crônicas 33:12-13): Embora tenha sido um rei perverso, o relato enfatiza que ao orar no sofrimento, Deus ouviu e o restaurou. A Bíblia destaca que Deus é atencioso às orações dos que são tementes e buscam a Sua vontade. 
12 - Deus ouviu as orações dos Apóstolos? Sim, a Bíblia relata diversas ocasiões em que Deus ouviu as orações dos apóstolos e da igreja primitiva, resultando em milagres, direção divina e coragem, conforme descrito em: (1) Atos 12:5 e 4:23-31. Exemplos notáveis incluem a visita a Cornélio após a oração de Pedro (Atos 10:9-33) e a cura de enfermos por Paulo, como o pai de Públio em Malta (Atos 28:7-9). (2) Libertação e Coragem para os apóstolos na prisão: Após a prisão de Pedro e João, a igreja orou intensamente, resultando em coragem para testemunhar e intervenção de Deus, (Atos 4:31). (3) Deus deu a direção missionária para a igreja. A oração e o jejum dos líderes em Antioquia levaram à separação de Barnabé e Saulo para a obra missionária (Atos 13:2). (4) Através da oração de Cornélio Deus de a orientação. Embora não fosse apóstolo, Deus respondeu à oração do centurião Cornélio enviando o apóstolo Pedro com a mensagem de salvação para aquela família, demonstrando a atenção de Deus às orações, (Atos 10:30-31). (5) Deus direcionou as ações de Pedro em favor da igreja. Pedro orou antes de superar preconceitos e ir aos pagãos, mostrando a oração como parte de sua comunhão sob a direção de Deus. (Atos 10:9). (6) A oração era uma característica central da igreja primitiva, descrita como uma arma poderosa que trazia milagres. (Atos 16). 
13 – Será que Deus houve as nossas orações em nossos dias? Sim, a Bíblia ensina que Deus ouve as orações nos dias de hoje, agindo como Pai amoroso que atende aos clamores sinceros de Seus filhos, desde que alinhados à Sua vontade. Através de Jesus, o mediador entre Deus e os homens, e pela graça, a oração é um diálogo contínuo que traz conforto, cura e discernimento em tempos de aflição. Portanto Deus ouvir orações hoje é a mesma coisa como no passado. (1) Temos acesso contínuo diante de Deus. A oração sincera, feita por um justo com fé e de coração, é sempre ouvida por Deus. (2) Temos um mediador que é Jesus Cristo o Filho de Deus. Ele é o mediador entre Deus e os homens, intercedendo continuamente pelas vidas e de todos aqueles que buscam ter intimidade com Deus. (3) A Vontade de Deus é que confiemos nEle e tenhamos plena comunhão com o Espírito Santo de Deus. A confiança baseia-se em pedir segundo a vontade de Deus, que pode responder com "sim", "não" ou "espere". 
14 - Exemplos bíblicos de quem confiou plenamente em Deus. (1) Jesus incentivou a persistência na oração (parábola da viúva), garantindo que as orações da madrugada, da angústia e da rotina são especiais para Ele. A oração da viúva pobre, baseada em Marcos 12:41-44, representa a entrega total e a confiança absoluta em Deus, indo além da oferta financeira para oferecer a própria vida. Ela simboliza a generosidade de dar "tudo o que tinha para viver", ensinando que Deus valoriza a intenção e o amor interior sobre a quantidade e a qualidade da dádiva. Diferente de uma oração decorada, esta atitude de entrega busca a providência divina e a justiça, inspirando perseverança sem desanimar. (2) Deus houve a oração com propósito. Além de responder, a oração aproxima o ser humano de Deus e alinha o coração com Seus propósitos. Os versículos como 1 João 5:14 e Salmo 34:18-20 reforçam a certeza de que Deus atende ao clamor dos justos e dos aflitos. A oração de um justo pode muito em seus efeitos. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 9 de março de 2026

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO

A AMBIÇÃO É UMA MALDIÇÃO 


I - Na Bíblia, a ambição, às vezes, é vista sob duas óticas distintas: (1) A ambição egoísta, focada no orgulho e na maldade da ganância, onde as pessoas fazem de tudo por dinheiro e bens não importando o mal que está fazendo aos outros, seus semelhantes. (2) A ambição piedosa, focada em servir a Deus e ao próximo como a si mesmo, mas eu considero esta situação de um outro ponto de vista mais forte ainda, porque o desejo de servir aos outros é totalmente diferente de ambição. Existem em todas as áreas da sociedade aquelas pessoas que realizam uma “diaconia plena” que é o ato de servir e servir sem olhar a quem, de fazer o bem sem olhar a quem. Quando a ambição se transforma em cobiça ou orgulho para autopromoção, as consequências bíblicas são severas, geralmente resultando em queda, destruição e separação da comunhão com Deus. 
II - A Bíblia descreve o que acontece com pessoas ambiciosas; vejamos as consequências da ambição egoísta: (1) Destruição e Queda: "O orgulho vem antes da destruição; o espírito altivo, antes da queda", (Provérbios 16:18). A ambição desenfreada frequentemente precede uma queda drástica na vida da pessoa. (2) Confusão e Males: Tiago 3:16 adverte que onde há inveja e ambição egoísta, "aí há confusão e toda espécie de males". (3) Cegueira espiritual e de racional. A ambição cega o coração e a razão, fazendo com que a pessoa ignore a vontade de Deus e o bem do próximo. (4) Rejeição por Deus. Deus se opõe aos orgulhosos e ambiciosos que priorizam a si mesmos. 
III - Exemplos Bíblicos de ambição mal sucedida: (1) Absalão (2 Samuel 13-18), Ambicionava o trono do seu pai Davi. Sua ambição egoísta levou-o a trair seu pai, e fez de tudo para matar seu pai o rei Davi. causou uma guerra civil e teve uma morte trágica, pendurado em um carvalho. (2) Nabucodonosor (Daniel 4): Cheio de orgulho por suas conquistas e riquezas, teve sua sanidade tirada por Deus, ficou louco e esquizofrênico e viveu como um animal no campo até reconhecer que o Altíssimo governa sobre os reinos humanos. (3) Belsazar, filho e sucessor no trono de Nabucodonosor (Daniel 5): Rei arrogante que profanou os utensílios sagrados do templo em Jerusalém e que foram levados por Nabucodonosor para a Babilônia por ambição de poder, resultando na queda de Belsazar que perdeu o seu trono e reino na mesma noite. (4) Judas Iscariotes: Era um dos doze discípulos de Jesus, mas tinha outros propósitos e sua ambição por dinheiro e poder o levou a trair Jesus, resultando em remorso e suicídio. 
A - A ambição faz com que as pessoas maldosas desejem até o mal de outras pessoas, difamando, mentindo e caluniando pessoas honestas e honradas só porque elas não conseguem comprar ou tomar uma propriedade que é de direito daquela outra pessoa. A história da vinha de Nabote, narrada em 1 Reis 21, descreve a cobiça e a ambição do rei Acabe por uma propriedade vizinha de um de seus palácios, cuja propriedade não era dele, em cujo local morava sua esposa a perversa rainha Jezabel e a recusa de Nabote em vendê-la, por ser herança familiar, causou grande desgosto ao rei que ficou enclausurado e desgostoso com o ocorrido. Jezabel, esposa de Acabe, orquestrou uma falsa acusação, resultando no apedrejamento de Nabote e na apropriação indevida daquela propriedade, o que gerou severa condenação profética do profeta Elias. 
B - Nunca queira entrar em propriedade alheia de herança de alguém e ou propriedade de outras pessoas. Deseje sempre e somente o que é seu. Não faça como Jezabel, não invente fatos mentirosos contra terceiros para querer justificar sua ganância por possuir aquilo que não é seu. A profecia do profeta Elias ainda está em evidência de séculos em séculos, porque a vingança pertence a Deus e ai daqueles que praticam o mal contra seus familiares ou semelhantes para se apropriar daquilo que não é seu. Deus é justo e faz justiça. “Dura coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10.31. 
C - A diferença entre a bênção e a maldição está bem clara em Deuteronômio capítulo 28 e detalha as consequências da obediência e da desobediência a Deus. Os versículos 1-14 prometem abundância de bênçãos como prosperidade, vitória, frutos dignos de arrependimento, se o povo seguir os mandamentos. Entretanto os versículos 15 a 68 do capítulo 28 de Deuteronômio listam maldições severas como doenças, fome, derrota, exílio, por abandono da aliança com Deus. 
 D - Principais Pontos de Deuteronômio 28: (1) Bênçãos provenientes da Obediência (v. 1-14): (2) Exaltação sobre todas as nações. Prosperidade na cidade e no campo. (3) Família e terras frutíferas. (4) Vitória contra inimigos dizendo que os tais sairão por um caminho e fugirão por sete. (5) Terão abundância: "emprestarás a muitas gentes, porém tu não tomarás emprestado". (6) Terão posição de destaque: "o Senhor te porá por cabeça e não por cauda". (7) Porém quem não for obediente padecerão as maldições da desobediência (v. 15-68). (8) Perecerão maldições, confusão e ameaça em tudo que empreender. (9) Perecerão de doenças incuráveis como tísica, febre, inflamação e úlceras malignas. (10) Será fracassado, edificarás casa e não morarás, plantarás vinha e não colherás. (11) Os inimigos se aproveitarão do fruto do seu trabalho. (12) Haverá exílio e dispersão entre todos os povos. E – Quais são os motivos dessas maldições? (v. 47-48), as maldições virão porque "não servistes ao Senhor, teu Deus, com alegria e bondade de coração, não obstante a abundância de tudo que Ele vos proporcionou". Este capítulo 28 de Deuteronômio é um divisor de águas entre a vida e a bênção, entre e a morte e a maldição, e estes acontecimentos virão dependendo inteiramente da fidelidade em guardar os mandamentos do Senhor. 
1 - O que é o livro de Deuteronômio? Deuteronômio é o quinto livro da Bíblia. Foi escrito por Moisés e reúne suas mensagens ao povo de Israel antes de entrarem na Terra Prometida. O livro resume as leis, relembra a caminhada do povo no deserto e reforça a importância de amar e obedecer a Deus. Mostra que seguir a vontade de Deus traz bênçãos, e desobedecer traz maldições como consequências. O livro de Deuteronômio é escrito no final da caminhada do povo no deserto, pouco antes da morte de Moisés, quando o povo de Israel estava prestes a entrar na Terra Prometida, após passar 40 anos no peregrinando. 
2 - O nome “Deuteronômio” significa “segunda lei”, porque Moisés repete e explica novamente muitas leis que Deus já havia dado ao povo. O livro é formado por três grandes discursos de Moisés, nos quais ele relembra a história da libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e as lições aprendidas nesse período. Ele fala à nova geração, já que a anterior havia morrido no deserto devido à desobediência. 
3 - Durante os discursos, Moisés reforça a importância de amar e obedecer a Deus, seguindo Seus mandamentos com o coração sincero. Ele explica que a obediência traria bênçãos, prosperidade e paz, enquanto a desobediência resultaria em sofrimento, perdas e exílio. Também destaca a importância de ensinar essas leis aos filhos e manter viva a fé nas próximas gerações. Entre os momentos marcantes do livro estão a recapitulação da jornada no deserto, a renovação da aliança com Deus, a escolha entre bênção e maldição, e a nomeação de Josué como novo líder, já que Moisés não entraria na Terra Prometida. 
4 - Deuteronômio é um livro que fala sobre memória, fidelidade e compromisso com Deus. Ele ensina que viver segundo a vontade de Deus é o caminho para uma vida abençoada, justa e cheia de propósito. Mesmo sendo um texto antigo, suas mensagens continuam atuais para todos que desejam viver com fé e responsabilidade. 
5 - Quem escreveu o livro de Deuteronômio? A autoria do livro de Deuteronômio é atribuída a Moisés, o grande líder escolhido por Deus para conduzir o povo de Israel na saída do Egito e durante os 40 anos de peregrinação pelo deserto. Nesse livro, Moisés registra seus últimos discursos, nos quais transmite as instruções e leis de Deus à nova geração de israelitas, prestes a entrar na Terra Prometida. Como Moisés não entraria na terra, suas palavras servem como uma despedida e uma renovação da aliança entre Deus e Seu povo. 
6 - O que o livro de Deuteronômio nos ensina? O livro de Deuteronômio nos ensina valiosas lições sobre fé, obediência e relacionamento com Deus. Ele mostra como Deus deseja que Seu povo viva de forma justa, amorosa e dedicada a Ele. Ao relembrar a jornada de Israel no deserto, Moisés alerta sobre os perigos do esquecimento, da desobediência e da idolatria. Ao mesmo tempo, o livro reforça que Deus é fiel, misericordioso e deseja abençoar aqueles que O seguem de coração. Uma das maiores lições é que amar a Deus deve ser a base de toda a vida. Esse amor se expressa por meio da obediência aos Seus mandamentos, cuidado com o próximo e fidelidade mesmo em tempos difíceis. Moisés também ensina que as escolhas têm consequências e que seguir a vontade de Deus é sempre o melhor caminho. 
7 - O livro também destaca a importância de ensinarmos os valores espirituais às novas gerações, mantendo viva a aliança com Deus ao longo do tempo. As principais lições do livro de Deuteronômio são: (1) Amar e obedecer a Deus de coração. (2) Ensinar a fé em Deus às futuras gerações. (3) Escolher o bem e a vida. (4) Confiar na fidelidade de Deus. (5) Viver com gratidão e responsabilidade. (6) Rejeitar a idolatria e praticar a justiça. (7) Moisés nos ensina que existem dois caminhos, o caminho da bênção e o caminho da maldição, e que cada um deve faz a sua escolha. 
8 – O que nos revela o livro de Deuteronômio para os nossos dias de final dos tempos? Vamos observar que existem hoje grandes ensinamentos e líderes evangélicos compromissados com a verdade bíblica assim como Moisés foi. E claro que estamos falando de cada um no seu tempo. Moisés já estava com cento e vinte anos quando dirigiu as mensagens do livro de Deuteronômio à nova geração de israelitas. O nome hebraico para o livro, “Haddebharim”, significa "As Palavras", derivado do primeiro versículo, que diz: "Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel...". Os judeus também se referiram a esse livro como “Mishneh Hattorah”, “traslado desta lei” ou “cópia da lei”, termo extraído de Deuteronômio 17:18. 
9 - O livro, no entanto, não estabelece uma "segunda" lei, mas meramente repete e expande a lei que havia sido entregue de forma codificada mais de quarenta anos antes no livro de Êxodo. Na verdade, grande parte da lei de Deus antecedeu até mesmo o livro de Êxodo, pois os Dez Mandamentos, por exemplo, já estavam em vigor desde a criação de Adão e Eva (comparar Romanos 5:12-13). Além disso, as Escrituras revelam que Abraão observou os mandamentos, os estatutos e as leis de Deus (Gênesis 26:5) muito antes do nascimento de Moisés. 
10 - Portanto, algumas Bíblias, como a maioria das Bíblias alemãs protestantes, identificam esse último livro escrito por Moisés simplesmente como "O Quinto Livro de Moisés". Deve-se notar, entretanto, que seu último capítulo, o obituário de Moisés, provavelmente foi escrito por outra pessoa, sendo Josué o candidato mais provável — especialmente quando vemos terceiros se referindo a Moisés nos próprios livros deste (por exemplo, Números 12:3 ). Embora Deus pudesse ter inspirado Moisés a escrever esse último capítulo antes de sua morte, isso parece improvável. O Tyndale Old Testament Commentary on Deuteronomy (Comentário Bíblico Tyndale do Antigo Testamento sobre Deuteronômio, em tradução livre) declara: “Deuteronômio é um dos maiores livros do Antigo Testamento. E sua influência na religião nacional e pessoal de todas as épocas não foi superada por nenhum outro livro da Bíblia. Ele é citado mais de oitenta vezes no Novo Testamento e, portanto, pertence a um pequeno grupo de quatro livros do Antigo Testamento aos quais se referiram os primeiros cristãos”. Os outros três livros são Gênesis, Salmos e Isaías. Esse comentário acrescenta: “O livro alcança até mesmo o leitor moderno como um sermão desafiador, pois tem o objetivo de direcionar a mente e a vontade dos ouvintes para uma tomada de decisão: Escolha a vida, para que você e seus descendentes possam viver (Deuteronômio 30:19)”. 
11 – Houve por parte do povo Hebreu que compunha a geração dos que saíram do Egito, uma recusa para entrar na Terra Prometida, porém toda a geração velha pereceu no deserto, somente dois, Josué e Calebe, dos antigos Hebreus entraram na terra prometida. Os restantes eram milhares ou milhões de Hebreus que compunham a nova geração que dali em diante seriam liderados por Josué. 
12 - No segundo versículo vemos a menção a Horebe, que é outro nome para o Monte Sinai. Com exceção de Deuteronômio 33:2, esse livro usa o nome Horebe em vez de Sinai. A palavra Horebe significa literalmente "desolação", "deserto" ou "seca". A princípio, ressalta-se que ao longo do livro Moisés está “explicando” a lei (versículo 5). Essa explicação não é baseada em sua própria vontade e idéias, mas “conforme tudo o que o SENHOR lhe mandara”, (versículo 3), lembrando que Jesus Cristo falou apenas o que o Pai lhe disse para falar, (João 8:26; João 15:15). Contudo, antes de começar a reiterar a lei, Moisés analisa a oportunidade anterior que Israel teve de entrar na Terra Prometida, sua recusa e a penalidade resultante e, para reforçar sua fé, as recentes vitórias que Deus deu a eles. 
13 - Primeiro, Moisés lembra às pessoas como ele estabeleceu uma estrutura legal e administrativa dentro da nação (Deuteronômio 1:9-18) antes de Israel ser chamada a possuir a Terra Prometida (versículos 8, 19-21). Isso mostra que para uma organização ser bem-sucedida em suas relações com o mundo ela deve primeiro estar devidamente organizada e funcionando sem problemas internos. A seleção de "cabeças" (versículo 13) ou líderes tribais envolveu um processo semelhante à escolha dos primeiros diáconos da Igreja no sexto capítulo de Atos. O povo foi instruído a informar a Moisés os nomes dos candidatos dignos para ele fazer as nomeações formais (Deuteronômio 1:9-15). Em Atos, os apóstolos designaram os diáconos depois de pedir a opinião da congregação. 
14 - Antes de entrar na terra dos amorreus, o povo pediu que antes enviassem espias àquela terra (Deuteronômio 1:22). Moisés ficou satisfeito com essa ideia (versículo 23), e Deus concordou com ela (comparar Números 13:1-2). Entretanto, exceto Josué e Calebe, os espias que retornaram desencorajaram a nação de tentar conquistar a terra (Deuteronômio 1:28). Embora tenham confirmado a palavra de Deus de que a terra era boa (versículo 25), eles exageraram dizendo que os obstáculos físicos eram intransponíveis e que Deus devia odiá-los, pois não queria realmente dar aquela terra a eles (versículo 27). Como consequência dessa incredulidade (versículo 32), apesar de todas as provas visíveis de que Deus estava com eles (versículos 25, 33), o povo se rebelou contra Deus (versículo 26) e se recusou a entrar na terra. 
15 - No Novo Testamento, o livro de Hebreus explica que os israelitas (na verdade Hebreus) não foram, a princípio, autorizados a entrar na Terra Prometida e isso configura um simbolismo de nosso futuro descanso no Reino de Deus porque, embora tivessem ouvido a Palavra de Deus e visto Suas grandiosas maravilhas, eles endureceram o coração em rebelião e se recusaram a crer e obedecer a Ele, (Deuteronômio 3:7-19). Assim, Deus pronunciou Sua sentença. Mais tarde, até mesmo Moisés foi incluído nessa sentença (versículos 25-26; 4:21), pois não seguiu as instruções explícitas de Deus quando atingiu a rocha em Cades (Números 20:7-13). Como líder humano e educador de Israel, Moisés estava sob um julgamento mais rigoroso de Deus (comparar Tiago 3:1) para servir de exemplo para o povo (Deuteronômio 1:37). 
16 - Depois que perceberam seu pecado e o castigo que mereciam, uma parte do povo decidiu entrar na terra em uma tentativa de conquistá-la de acordo com as primeiras instruções de Deus, mas já era tarde demais. Também para nós chegará um momento em que será tarde demais para entrar na "Terra Prometida" do Reino de Deus (comparar Mateus 25:1-13). Moisés disse aos israelitas para não invadissem Canaã, pois Deus não estaria com eles dessa vez. Mas, novamente, eles não acreditaram e se rebelaram contra a Palavra de Deus (Deuteronômio 1:42-43) e sofreram as consequências de uma amarga derrota (Dt. 1:44-45). Então, eles voltaram e clamaram diante de Deus (versículo 45; comparar Mateus 25:30), mas Ele não quis ouvi-los. 
17 - E a multidão de pessoas que enfim entraram na Terra Prometida (aqueles que tinham cinquenta e nove anos ou menos) primeiro teve que suportar o "grande e terrível deserto", porque nasceram durante a jornada no deserto (Dt. 1.19, ARA). Podemos considerar isso como um tipo físico das experiências difíceis que, às vezes, os cristãos passam nesta vida antes de entrar no Reino de Deus, (Atos 14:22). 
18 - A ambição é definida como “um intenso impulso para o sucesso ou poder; um desejo de alcançar honra, riqueza ou fama e as glórias mundanas.” Ser ambicioso, no sentido mundano, é essencialmente estar determinado a ter mais do que o próximo. Seu lema é “aquele que morre com mais brinquedos vence”; a ambição se esforça para ser o número um. No entanto, na Bíblia, a palavra ambição assume uma dimensão totalmente nova: “..., e procureis viver quietos, tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos…”, (1Tessalonicenses,4:11; Filipenses,1:17; Efésios 5:8-10). 
19 - Onde o mundo nos ensina a fazer tudo para ser o melhor e ter o máximo, a Bíblia nos ensina o contrário: “...nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo” ( Filipenses 2:3). O apóstolo Paulo nos diz: “Pelo que também nos esforçamos para ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes” (2 Coríntios 5:9). A palavra grega para “ambição”, “philotim”, significa literalmente “estimar como uma honra”. Ser ambicioso, por si só, não é errado; é o que estimamos ou honramos que pode ser um problema. A Bíblia ensina que devemos ser ambiciosos, mas o objetivo é ser aceito por Cristo, não pelo mundo. Cristo nos ensinou que para sermos o primeiro no Reino devemos tornar-nos um servo (Mateus 20:26-28; Mateus 23:11-12). 
20 - Paulo fez uma pergunta perspicaz: “Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gálatas 1:10). Mais tarde, Paulo reiterou: “... assim como fomos aprovados por Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações” (1 Tessalonicenses 2:4). Paulo está afirmando uma verdade proclamada pelo próprio Jesus: “Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?” (João 5:44). Devemos perguntar, qual é a nossa ambição: agradar a Deus ou agradar aos homens? 
21 - As Escrituras ensinam claramente que aqueles que buscam honra e estima dos homens não podem crer em Jesus, (Mateus 6:24; Romanos 8:7; Tiago 4:4). Aqueles cuja ambição é ser popular com o mundo não podem ser servos verdadeiros e fiéis de Jesus Cristo. Se nossa ambição é buscar as coisas do mundo (1 João 2:16; Romanos 13:14), na verdade, estamos buscando a nós mesmos e negando a Cristo e Seu sacrifício, (Mateus 10:33; Mateus 16:24). Entretanto, se é nossa ambição buscar e honrar a Cristo, temos a certeza de Sua profunda promessa: “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas”. (Mateus 6:33; 1 João 2:25). 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, pastor e escritor.