segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL NÃO COLAPSOU


I – Partindo do princípio da criação de tudo relatada em Gênesis, temos a informação principal de que tudo foi feito por Deus e toda a evolução, ou melhoramento da interatividade do ser humano, foi também por ação direta de Deus. A inteligência espiritual continua viva e ativa desde quando Deus a criou até os nossos dias e até o final dos tempos. Em 1 Coríntios 2.10-16 a Bíblia nos dá alguns parâmetros sobre o que é a inteligência espiritual e de onde ela provém. Vejamos o que diz: “10. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. 11. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. 16. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. 
II - “A lógica da inteligência espiritual só se discerne pelo poder do Espírito Santo de Deus e quem tem a mente de Cristo sabe lidar com a inteligência espiritual”. Vamos ver em primeiro lugar qual a origem da inteligência natural do ser humano, partindo do princípio de que somos criaturas que fomos criados Por Deus e que nos dotou de capacidade de pensar e de decidir o que quisermos e o que queremos para nós e para os outros, através do livre arbítrio. A origem da inteligência natural do ser humano é um processo evolutivo complexo, impulsionado pela necessidade de adaptação, interação social e, fundamentalmente, pela evolução, crescimento do cérebro. Ela não surgiu de um único evento, mas sim como um mecanismo de sobrevivência que se desenvolveu ao longo de anos de interação entre genética e ambiente. 
III - Aqui estão os principais fatores sobre a origem da inteligência humana: Evolução Biológica e Cerebral: A inteligência é o resultado da evolução e do crescimento cerebral, surgindo como um otimizador para a sobrevivência em organismos com sistema nervoso, controle emocional, controle sensorial. Diferentemente de outras espécies, o gênero “Homo” desenvolveu um cérebro com maior capacidade de processamento, (dica muito importante: fala-se em evolução, mas foi Deus que tudo criou). Este processo de desenvolvimento se deu e se dá por e pelo contato com seus semelhantes e pelo conhecimento bem como com adaptação e sobrevivência no meio em vive: A inteligência natural surgiu como uma resposta a pressões ambientais, permitindo que os primeiros humanos resolvessem problemas, fossem criativos e adaptassem-se a diferentes contextos. É o caso dos índios, por exemplo, que são produtos do meio em que vivem. 
IV - A interação social e cultural trazem o ser humano para mais próximo dos seus semelhantes. O desenvolvimento da inteligência natural está ligado à vida em comunidade, ao surgimento da linguagem e à necessidade de empatia e cooperação, características que se consolidaram durante o período Paleolítico. A base genética e ambiental são mutáveis em parte e na maioria das vezes são imutáveis. A inteligência natural do ser humano é moldada no meio em que vivemos. É altamente herdável e influenciada por genes (incluindo genes do cromossomo X, muitas vezes ligados à herança materna), mas também é moldada pelo ambiente e experiências vividas por nossos genitores, que estimulam o desenvolvimento cognitivo do ser humano. O desenvolvimento contínuo traz a influência da inteligência, esta inteligência não é estática; ela se desenvolve ao longo da vida através de estágios, movendo-se do sensório-motor (0-2 anos) até o pensamento abstrato e formal. Em resumo, a inteligência humana é o produto de um "potencial biopsicológico", onde a genética fornece o "molde" e o ambiente e as experiências sociais refinam essa capacidade ao longo da vida. A pessoa se torna produto do meio em que nasceu, cresceu e se transformou em um ser adulto. 
A - Considero de antemão que a inteligência natural do ser humano é algo parcialmente genético e ambiental. O genético se torna primordial, já que ele é o molde necessário para a introdução de mais inteligência. Quando o ser nasce inteligente, a inteligência é um impulsionador natural para o fator desenvolvimento , fazendo com que a pessoa fique ainda com mais capacidades. A pessoa mais inteligente, ao procriar, vai passar não só o seu gene intelectual, que já tinha desde o seu nascimento, como também vai passar uma parte da inteligência adquirida no seu desenvolvimento até o momento da procriação. O grau em percentual desta inteligência adquirida e passada geneticamente ainda não temos como medir, mas eu acredito que seja pequeno o suficiente para ser necessário milênios para que possamos notar grandes alterações. As alterações de natureza humana só são significativas quando o ser humano se interessa por adquirir conhecimento e aplicá-los para aproveitamento de outras pessoas. Se posicionássemos, por exemplo, cem gerações de pessoas inteligentes que buscassem mais conhecimento e desenvolvimento para ser passado geneticamente, resultariam em pessoas de uma inteligência em padrões bem mais altos do que o natural e sem influências. O cérebro é dividido em diferentes partes que determinam o tipo de memória, os sentidos e as emoções. O tipo de inteligência está relacionado à parte do cérebro mais desenvolvida. Uma inteligência plena poderia ter todas as partes bem desenvolvidas, o que promoveria um grande avanço intelectual se todas as partes trabalham em uma potência de conectividade que definem, por exemplo, por meio de uma cognição desenvolvida, melhores sentidos e suas interpretações com memórias de curto prazo e com interpretações rápidas e assertivas, assim como uma melhor memorização de longo prazo, com capacidade de manipular a emoção para um melhor mecanismo de armazenamento. 
B - Estou dizendo que um cérebro desenvolvido pode ter um melhor controle sobre seus sentidos e sentimentos. É como uma ginástica muscular que há quem tenha o incentivo padrão de fazê-lo e como fazê-lo. A ginástica cerebral pode ser trabalhada com a própria inteligência e a consciência de como desenvolver cada necessidade para que seja possível um aprimoramento. 
C - A força de vontade está relacionada à inteligência, assim como a preguiça é o descanso da inteligência de quem não quer pensar. Contudo, a permanência nela é a falta de determinação intelectual e desistência que promove um estacionamento no desenvolvimento da própria inteligência. É a racionalidade de como, quando e onde fazer para melhor se desenvolver. Somos organismos evolutivos, buscamos a evolução para a sobrevivência e isso é como um vício universal, evoluir, está impresso em nosso código genético. Até a própria Bíblia nos mostra que devemos crescer na graça e no conhecimento de Cristo, 2 Pedro 3.18. 
1 - O código genético evolutivo (o código genético é o conjunto de regras que traduz a informação contida no DNA (ou RNA) em proteínas desde a concepção/criação do ser humano por Deus) e é uma determinação inconsciente de que temos que progredir. O nosso cérebro sente essa necessidade quando determinamos por diversas gerações essa necessidade. Por exemplo: se uma pessoa desenvolve o seu cognitivo para o bem, durante a sua vida, seu filho vai ter um gene determinado a continuar esse caminho; por mais que ele não siga, pois o ambiente pode interferir nisso, ele sempre terá uma fagulha esperando ser acendida para seguir essa evolução, ele sempre sentirá a sensação de falta. A falta é uma sensação de algo interrompido que deveria ter sido prosseguido. Vou a mais um exemplo: hoje vivemos a sensação da solidão; isso se dá devido ao avanço tecnológico, que nos distanciou da interação social corpo a corpo. Temos em nosso traço genético a necessidade dessa interação; quando ela não ocorre, temos a sensação, mesmo que inconscientemente, de que nos falta algo que está impresso em nossa memória primitiva, então nos sentimos sós, mas às vezes não sabemos o motivo. 
2 - Quando interrompemos ou desviamos de algo que está impresso em nosso código genético, temos a sensação da falta. Ela não é consciente; é como se algo não fosse suprido, algo que fosse necessário para completar os vagões do comboio que precisa seguir sobre os trilhos; os trilhos são nossa linha genética evolutiva e os vagões somos nós e nossas nuances de personalidade, entre outras coisas que nos fazem ser humanos. 
3 - A inteligência está no cruzamento entre dois espécimes com o gene da inteligência desenvolvido, podendo ser maior em um do que o outro, que moldam o terceiro espécime, resultado do seu cruzamento. Acredito que o gene da inteligência é determinante por meio do fator evolutivo, acompanhando o melhor padrão entre o casal. Por exemplo: uma mulher com um nível de inteligência maior que do homem; eles cruzam, então há duas tendências evolutivas no filho: uma delas é o fator determinante de percentual recebido da mulher e do homem, a ciência ainda não sabe qual percentual o filho leva da inteligência da mulher e do homem, mas é determinante que o homem ou a mulher passa um percentual maior de inteligência, dependendo do sexo. A segunda é o fator evolutivo, ou seja, vamos dizer que o maior percentual genético da inteligência seja da mulher, e não do homem; mesmo assim, se o homem for inteligente, será aproveitado também esse fator para impulsionar o processo evolutivo. 
4 - Seria uma lógica intuitiva, já que somos projetados evolutivamente, portanto, para uma evolução cerebral, como já sabemos que ocorreu na nossa espécie, tanto é que temos os lobos frontais desenvolvidos, mas os primatas não os tem. Essa necessidade de evolução está relacionada à evolução intelectual, então nossos descendentes tendem a ser mais inteligentes que nós, pois buscam o melhor de nós para seguir adiante. 
5 - Mas há um último fator decisivo na inteligência humana: o desenvolvimento do feto. O indivíduo pode ter fatores genéticos para o desenvolvimento de um cérebro inteligente, mas, na formação, de acordo de como ela ocorre, é possível desenvolver um potencial maior ou menor de inteligência. Há muitos casos de pai e mãe com o Q.I menor do que do filho, por exemplo. Assim como há casos de pais com alto Q.I e o filho também, um dos pais com alto Q.I e o filho com baixo Q.I, mas dificilmente há casos de pais com baixo Q.I e filhos com alto Q.I. Ou seja, a evolução do feto pode ser determinante para o Q.I do indivíduo, de acordo com a forma como ele evolui aproveitando não só o gene da inteligência dos pais, mas também ao ter uma evolução cerebral de acordo, para que o cérebro use toda capacidade para desenvolver um alto Q.I. 
6 - A inteligência espiritual na ótica bíblica do apóstolo Paulo diz o seguinte: “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade (de Deus), em toda a sabedoria e inteligência espiritual”, (Colossenses 1:9). Quando se fala em inteligência, logo nos vêm à mente pessoas que possuem muita facilidade para aprender ou ensinar, expressar opiniões com clareza e profundidade sobre determinado assunto ou se sair bem em algum empreendimento. É comum ouvirmos comentários semelhantes a este: “Fulano é muito inteligente”. Se olharmos para o passado, veremos inúmeras pessoas que deram uma imensa contribuição para a humanidade. Isso se aplicada à Arte, Ciência, Religião, Educação, Política e em todas as demais áreas do conhecimento humano. 
7 - Caso voltemos nossos olhos para o presente, também encontraremos, em todas as áreas, pessoas que estão deixando sua marca na História. Portanto, são indivíduos inteligentes. Até poucas décadas atrás, só se falava sobre o Q.I. (Quociente de Inteligência). Entretanto, com o avanço das Ciências, foram descobertas ou identificadas inteligências específicas, tais como: lógicomatemática, linguística, musical, motora, artística, emocional, espiritual, moral, social e outras, além da mais sofisticada de todas, a Inteligência Artificial que é pura ciência tecnológica. 
8 - Para quem lê a Bíblia com humildade e sob a orientação do Espírito Santo (1 Co 2:9 ao 16), esse assunto não é nenhuma novidade, pois Deus, em sua infinita sabedoria, dotou os seres humanos com as mais diversas inteligências, a fim de que pudessem ter todas as suas necessidades satisfeitas, supridas e também permitir que o nome dEle fosse glorificado. 
9 - Afinal, fomos feitos à sua imagem, conforme a sua semelhança, (Gn 1:26). Logo, se Ele é um ser dotado de todas as inteligências, nós também recebemos uma porção de cada uma delas. Mas quero me ater aqui à espiritual, e à luz das Escrituras Sagradas. Então, como se pode identificar que alguém possui esse tipo de inteligência Há algumas características que norteiam a vida da pessoa que a tem. Na Bíblia, temos inúmeros exemplos, no entanto tomarei como referência o profeta Daniel. 
10 - Só para nos inteirarmos melhor do assunto, recordemos brevemente a história dele: Daniel havia sido levado cativo junto com o povo de Israel para a Babilônia. Lá, Nabucodonosor, o rei, ordenou que fossem escolhidos jovens de famílias nobres para serem ensinados em todas as ciências e na língua dos caldeus, a fim de que pudessem se assentar à mesa com ele. Dentre os escolhidos, estavam Daniel (que tinha entre 15 e 17 anos, nessa ocasião), Ananias, Misael e Azarias, (Daniel capítulo 1). 
11 - Então vamos a algumas dessas características. Primeira característica: Vê o que os outros não vêem. Os demais jovens, pelo que entendemos nessa história, não viram nenhum mal em comer da comida e beber da bebida do rei. Ao contrário, provavelmente, devem ter se sentido orgulhosos pelo privilégio de estar entre os selecionados. Enquanto o povo estava vivendo como escravo e, por certo, se alimentando muito mal, eles teriam do bom e do melhor na mesa do rei. Sem contar que não precisariam trabalhar no pesado. Só estudar. Oh, que vida boa. Deviam se sentir realmente muito orgulhosos, os “privilegiados”. Deviam se sentir melhores que os outros e, assim, com o direito de menosprezá-los. Daniel, porém, viu que a mesa de Nabucodonosor sem dúvida era farta, agradável aos olhos, olfato e paladar e, por conseguinte, assaz convidativa. Entretanto, era oferecida aos ídolos babilônicos e continha coisas proibidas por Deus. Logo, eram oferecidas aos demônios, como dizem as Escrituras (1 Co 10:20-21) e trariam prejuízos à sua fé e comunhão com o Senhor, como aprenderam com seus pais, profetas e sacerdotes. Sendo assim, decidiu permutar todas aquelas delícias, os manjares do rei, por apenas água e legumes. 
12 – Segunda característica. Entende o que os demais não entendem. Ele era um adolescente de aproximadamente 17 anos. Mesmo assim, compreendeu que, embora estivesse entre os escolhidos para estarem diante do rei e receber a melhor educação e tratamento, se não fosse selecionado para estar diante do Rei dos reis e Senhor dos senhores, de nada valeria. Entendeu que o “status quó”, as mulheres, os amigos e todos os privilégios e regalias resultantes da sua posição não se comparavam àquilo que era a presença de Deus em sua vida e todas as demais bênçãos advindas disso lhe traziam de significado, satisfação e comunhão. 
13 – Terceira característica. Compreendeu que mesmo distante de seus pais, líderes espirituais e de sua terra, ele deveria manter sua integridade espiritual, pois Deus estava ali com ele. E assim, quem pode dizer então que adolescentes ou jovens não conseguem ser responsáveis, íntegros, ou discernir e escolher entre o bem e o mal? 
14 – Quarta característica. Pensa o que os outros não pensam. Certamente, os demais jovens pensaram apenas nas vantagens imediatas que poderiam tirá-los daquela situação. Para entender melhor, basta imaginar como se sentiriam jovens que fossem escolhidos pelo Presidente de um país, de uma nação, para receber do bom e do melhor em todas as áreas e ainda sentar-se à mesa dele para comer e beber do que fosse servido ao “chefe”. E a fama? E as vantagens financeiras? E os “flashes”? E as mulheres a seus pés? Entretanto, para Daniel as vantagens do momento resultariam em prejuízos eternos. Portanto, pensou que não deveria se vender e se render à soberba dos olhos e à soberba da vida e às paixões carnais (1 Jo 2:16). Assim, legumes e água de Deus valiam mais que as iguarias do rei. 
15 – Quinta característica. Fala o que os demais não falam. Daniel não ficou apenas no campo do pensamento. Ele verbalizou o que havia pensado. Expôs sua decisão e seu plano aos outros jovens hebreus, seus companheiros, que aceitaram de imediato a proposta, porque entenderam que Deus estava naquele negócio. Obviamente, aquilo parecia uma loucura, já que não fazia muito sentido à razão humana e ainda poderia colocar a vida dele e a dos demais em risco. Ainda assim, externou seu pensamento. Tenho por certo que ele estava cônscio de que seu plano se alinhava à vontade do Senhor ou se originara nEle. 
16 – Sexta característica. Faz o que os outros não fazem. Mesmo diante dos olhares incrédulos e certamente sarcásticos dos outros jovens que passariam por aquela “dieta real”, Daniel decidiu colocar seu plano em prática. E assim o fez. Suponho que quando os demais souberam de seu “fantástico” plano riram à beça ou choraram. Quem sabe, rolaram pelo chão de tanto rir do plano de Daniel, que na verdade era plano de Deus. Debocharam e humilharam a Daniel. Chamaram-no de louco, de estúpido, dentre outras palavras de baixo calão, mas Daniel tinha sabedoria espiritual para discernir o plano de Deus para com eles ali naquele palácio. 
17 - Além disso, os outros jovens que não foram escolhidos, devem ter pensado que eles, os quatro jovens, haviam assinado sua própria sentença de morte, pois jamais atingiriam os objetivos traçados pelo rei e, portanto, em hipótese alguma estariam aptos a se sentarem à mesa juntos com Nabucodonosor. Devem ter suposto e convencidos de que eles, quando postos à prova, dariam de dez a zero nos hebreus idiotas. 
18 - No entanto, mal sabiam eles que estavam prestes a ver algo incrível; um verdadeiro milagre. Já no primeiro período de observação o eunuco viu a diferença para melhor entre eles e os outros. E essa diferença foi aumentando positivamente a cada vez que eram submetidos a uma avaliação. Estava, pois, ocorrendo exatamente o oposto do que os demais jovens supunham e esperavam que ia acontecer com eles. 
19 - Quando terminou o período estabelecido e foram postos perante o rei Nabucodonosor, os hebreus estavam mais fortes fisicamente e dez vezes mais sábios em tudo aquilo em que o rei os questionou. Dez vezes mais sábios, aleluia, porque Deus os honrara com uma capacitação sobrenatural que, indubitavelmente, deixou a todos boquiabertos. Quanto a Daniel, o Senhor, além de lhe dar uma sabedoria, uma inteligência espiritual dez vezes maior que a dos outros jovens de outros povos e nações, presenteou-o com um espírito excelente, (Dn 5:6;6:3), que o capacitou a tornar-se sobremodo influente no governo de Nabucodonosor e chefe dos governadores das províncias do Império babilônico. 
20 - Quando seus opositores invejosos quiseram acabar com sua vida, ele teve discernimento dado por Deus para saber que aqueles homens estavam sendo usados pelo maligno para humilhá-lo, destrui-lo e, consequentemente, atingir o povo de Israel, a menina dos olhos de Deus. Exatamente por esse motivo, manteve sua vida de comunhão com Deus. Como de costume, continuou a orar três vezes ao dia. Assim, como o resultado dessa postura, o Senhor usou o próprio rei para ser intercessor em favor dele e livrou Daniel de forma inexplicavelmente fantástica fechando a boca dos leões que, somente naquela noite, tornaram-se vegetarianos ou decidiram fazer um jejum e não atacaram o profeta Daniel ali naquela cova. 
21 - Então, aquilo que parecia ser seu fim, serviu para fortalecê-lo ainda mais diante de Nabucodonosor e do Senhor, pois o rei reconheceu que o “Deus de Daniel era o único e verdadeiro” e ordenou que todos em seu reino adorassem ao Senhor. Sem contar que como consequência disso o povo judeu também foi beneficiado. Se não passou a ser respeitado, passou a ser temido por ter a proteção do rei, (Dn 6). Vale lembrar também que Daniel manteve influência positiva durante o governo de dois sucessores de Nabucodonosor. 
22 - Para que fique mais fácil de entender a diferença entre quem tem inteligência espiritual e aquele que não a possui, basta pensar nas seguintes pessoas: (1) A mulher de Jó: disse para seu marido amaldiçoar Deus e morrer, (Jó 2:9), mas quem virou estátua de sal foi ela. (2) Esaú: trocou sua o direito de primogenitura, que lhe dava o direito a uma herança muito maior que os demais irmãos, por um prato de comida e ainda disse: De que me adianta ter a primogenitura, se estou morrendo de fome?, (Gn 25:31 ao 34). (3) Judas Iscariotes: não conseguiu ver ou entender que Jesus era de fato o Cristo; por isso o traiu por apenas trinta moedas de prata. E Mais: quando percebeu a bobagem que fizera, em vez de correr para os pés do Mestre e pedir-lhe perdão, fugiu de Jesus e se enforcou, (Mt 27:5). 
23 – Existem muitos outros que serviriam de exemplo para entendermos a diferença entre o que tem e quem não possui essa inteligência espiritual; entre o que busca de Deus o discernimento e que não busca de Deus sabedoria espiritual e inteligência espiritual para saber de fato o que significam estas coisas. Contudo, tenho por certo que esses são mais do que suficientes para que possamos entender e almejar esta realidade da inteligência espiritual que atua em conexão com a nossa inteligência natural do ser humano. Diante de tudo isso que, na realidade, é apenas uma partícula desse tão rico e delicioso tema, podemos concluir que como Paulo orou pelos cristãos de Colossos pedindo que Deus lhes concedesse inteligência espiritual, também podemos e precisamos orar por nós mesmos e por todos os nossos irmãos em Cristo rogando ao Pai que nos dê dessa inteligência, a fim de que possamos viver sábia e vitoriosamente neste mundo, sermos verdadeiros filhos amados em quem ele se compraz e agir como autênticos embaixadores dEle aqui na terra. 
24 – Ter e buscar a inteligência espiritual é ter a mente de Cristo, (1 Co 2:16b). Ter a mente de Cristo é ter uma mente guiada pelo Espírito Santo. É ter o Espírito Santo como Mestre, Mentor, Conselheiro. Logo, se queremos viver vitoriosamente, temos que almejar e buscar de todo o nosso coração isto: ter a mente de Cristo. Proceder desse modo é fundamental e urgente, pois, do contrário, corremos o risco de ser ou nos tornar homens e mulheres que são extremamente inteligentes para as coisas terrenas e seculares, como existem tantos, mas que demonstram não ter nenhum pouco de inteligência espiritual. 
25 - Muitos destes nem mesmo crêem que Deus existe. Como resultado disso, estão marchando a passos largos para o inferno. Que o Senhor em sua infinita misericórdia não permita que você e eu sejamos pessoas omissas naquilo e para aquilo que Deus nos chamou. A inteligência espiritual na Bíblia é descrita como a capacidade de compreender a vontade de Deus, agir com sabedoria divina e discernir as realidades espirituais, indo além do entendimento natural, (Colossenses 1:9, 1 Coríntios 2:14-16). Ela envolve ter a "mente de Cristo", guiada pelo Espírito Santo para frutificar em boas obras e aplicar princípios divinos à vida. 
26 – Quais são os principais aspectos da inteligência espiritual e como saber se Deus nos capacitou para algo diferente na Sua obra. (1) Procurando conhecimento da vontade de Deus para nós nestes tempos de modernidade. (2) Não é apenas uma sugestão intelectual que devemos ter sobre o assunto, mas buscar a compreensão profunda dos propósitos de Deus para estarmos frutificando em boas obras. (3) Vivendo o melhor da Mente de Cristo através da inteligência espiritual, buscando discernimento dos dons espirituais e permitindo que todas as coisas possam agir com a perspectiva de Jesus, não sendo guiado apenas por impulsos naturais ou carnais mas pela renovação da nossa mente diariamente. Rm.12.2-2. (4) Tendo uma conexão de intimidade com o Espírito Santo A inteligência espiritual vem de Deus, comunicada pelo Espírito que habita no crente. (5) Tendo plena sabedoria e discernimento da vontade de Deus. Isso diferencia o bem do mal e nos ajuda a viver de forma digna e agradável diante de Deus. (6) Enfrentando o combate espiritual. A inteligência espiritual é usada para identificar e vencer armadilhas espirituais através da oração e da dependência de Deus, em vez de focar apenas em lutas físicas. 
27 - Como Desenvolver a Inteligência Espiritual: (1) Buscando em Jejum, Oração e consagração. É um dom a ser pedido a Deus, buscado como um tesouro, (Provérbios 2:2-6). Você lembra que Salomão não pediu riquezas a Deus, mas sabedoria e Deus lhe deu sabedoria e riquezas inomináveis. 1Reis 3 e 1Crônicas 1. (2) Com a Leitura constante da Palavra, porque compreender as Escrituras é fundamental para o crescimento do discernimento espiritual. (3) Viver cheio do Espírito Santo. Manter uma postura espiritual e submissa a Deus no dia a dia. (4) Em suma, a inteligência espiritual é a capacitação divina que permite ao ser humano alinhar crenças, valores, costumes e comportamentos ao propósito de Deus. 
28 - Também a inteligência espiritual, vista na ótica da nossa fé Cristã é diferenciada. Através da Teologia cristã de defesa da fé percebemos que os dons e serviços espirituais são administrados em nossas vidas pela maravilhosa graça de Jesus pelo Espírito Santo de Deus, e, Deus tem a primazia de usar a quem ele quiser usar, independentemente e indiferentemente do querer e do saber dos seres humanos. Lá no cenáculo do templo em Jerusalém, depois do pentecostes, os discípulos e outros falaram em outras línguas na descida do Espírito Santo. 
29 - E por que é Inteligência Espiritual? Porque estamos tratando de algo que não se vê, algo não físico e material, mas sim, de algo que transcende a mente humana, a alma, a mente humana. Não se pode tentar quantificar a sabedoria, o amor, a bondade, o ato divino de perdoar. Não estamos falando do mundo da alma, da mente humana ou das emoções e sentimentos. Estamos falando de algo que vem de Deus e é dado por Deus. O rei Salomão pediu a Deus esta sabedoria e lhe foi dada. Ninguém pode ter a fé em Deus se Este não lhe der. Uma coisa é ter fé no ser humano, a outra não é somente ter fé em Deus, mas ter a fé que agrada a Deus, que vem dEle. Ele a dá a quem pede. 
30 - A engenharia espiritual deseja produzir no coração do homem, uma inteligência espiritual movida pela fé em um Deus Supremo, de quem podemos extrair projetos, propósitos e atributos que promovem o desenvolvimento para uma excelente qualidade de vida, potencializando a criatividade, o domínio próprio, o equilíbrio e ato de amar e ser amado. Uma vez perguntaram a um sábio: “como ele conseguiu criar e desenvolver tão sabiamente a teoria da relatividade? Ele respondeu que não havia criado nada e que nem era o autor de nada. Ele, simplesmente, conseguiu desvendar um pouquinho das leis que já existiam na natureza e que vieram de uma mente divina e criadora, vieram de Deus. 
31 - De fato ele tinha razão, pois o homem nunca criou nada, apenas é capaz de descobrir princípios e leis que já existiam e que aglutinados sabiamente passam a gerar algo físico que beneficia o homem. Existem alguns conceitos sobre a inteligência espiritual que nós precisamos buscar para conhecer melhor aquilo que Deus nos deu gratuitamente, que é a inteligência. Temos que ter consciência que temos dúvidas e perguntas acerca da nossa vida e do universo para as quais não encontramos ainda respostas. Alguns perguntam de onde venho? Outros perguntam o que eu estou fazendo aqui? Os mais incrédulos ainda perguntam para onde vou após a morte? E por aí vai. O quê é que falta para estas pessoas? Falta conhecer a Deus para adquirir inteligência espiritual para ter discernimento. 
32 - O ser humano natural não entende nada disso, só entende quem tem o senhor Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas e crê que Jesus cura, salva, perdoa e liberta o mais terrível dos pecadores. Faz com que estas pessoas comecem a descobrir o sentido da vida, entendendo o âmago de nosso ser e a semelhança existente com um Ser Criador de todas as coisas, Deus. Pela inteligência espiritual tem-se acesso à mente de Deus, extraindo dessa intimidade preciosa com Deus, princípios e virtudes, como a fé, a esperança, o amor, a alegria, a bondade, a paciência, a compaixão, o domínio próprio, a temperança, além de saber discernir entre o bem e o mal; 
33 - A inteligência espiritual investe massivamente na fé. Esta por sua vez gera esperança e força para vencer tribulações e dificuldades; (1) Pela inteligência espiritual compreendemos que o homem é espírito, alma e corpo. (2) Pela inteligência espiritual pode-se entender a amplitude da liberdade à medida que se conhece as leis de Deus que regem nossa vida e o universo; (3) Pela inteligência espiritual podemos extrair o lado bom das religiões, seus sábios princípios, sem se deixar ser dominado pelo radicalismo e fanatismo; (4) Pela inteligência espiritual pode-se libertar das paixões que escravizam e destroem a vida do homem, como o ciúme, a inveja, a soberba, o ódio, o rancor, os vícios, a mentira, etc. (5) Pela inteligência espiritual entende-se melhor sobre a morte, o sentido e propósito da vida terrena e também da futura vida eterna para aqueles que nela crêem; 
34 - A inteligência espiritual vale-se da intuição, ela nos faz entender os segredos da vida e do universo; (1) Pela inteligência espiritual nos tornamos mais inteligentes à medida que buscamos e nos aproximados da mente Criadora; (2) Pela inteligência espiritual continuamos a entender a ciência, pois esta muitas vezes se cala, quando a fé se inicia; a fé se sobrepõe à ciência em tudo (3) A inteligência espiritual nos leva a viver os grandes princípios morais revelados na Bíblia, investindo na meditação e oração, buscando respostas que tanto procuramos; Jesus, o Mestre dos mestres, nos ensinou muito de como é possível usar a inteligência espiritual. Jesus se interagia tanto com o pensamento de Deus Pai que Ele mesmo disse: “Eu e o Pai somos um e não faço nada sem Ele:. ( Jo10:30). 
35 - Enfim, a inteligência espiritual atua na esfera da fé, onde o dinheiro não compra e nem domina. Portanto, a inteligência espiritual seria a habilidade ou a capacidade de crer em uma mente criadora e universal e se interagir com ela, pelo conhecimento da Palavra de Deus revelada na Bíblia Sagrada. O conhecimento desta, leva a aumentarmos no amor ao próximo, e à medida da fé recebida podemos realizar obras maravilhosas. Ou seja, quanto mais conhecemos os princípios e valores espirituais de Deus através do Espírito Santo, mais experimentamos e interagimos com a vontade de Deus. Jesus nos ensinou e abriu esta “porta” do entendimento, nos despertando para mudanças interiores para o aperfeiçoamento e descoberta de novos valores e propósitos de vida. Por isso está escrito em Apocalípse 3.20 que Ele está à porta e bate... portanto abre a porta do teu coração e deixe Jesus fazer morada. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

TRADIÇÃO CATÓLICA DA SEXTA FEIRA CHAMADA SANTA

TRADIÇÃO CATÓLICA DA SEXTA FEIRA CHAMADA SANTA. 


I - A definição de Jesus sobre adoração a Deus está bem clara no versículo de João 4.24. A expressão "adorar em espírito e em verdade" vem de um diálogo entre Jesus e a mulher samaritana no Evangelho de João, capítulo 4, versículo 24, onde Jesus disse: "Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade". Jesus não menciona nenhum ser humano e nenhum objeto conhecido entre os homens que seja digno de ser adorado como santo ou com aparência de santo. 
A - A tradição católica da sexta feira chamada “santa” foi definida e inventada pelos homens. A tradição católica da cerimônia da sexta feira santa ou sexta feira da paixão, foi também e definida e inventada pelos homens. Se você é católico há pelo menos alguns anos e conhece um pouco da liturgia da tradição católica romana que celebrada na Sexta-feira Santa em igrejas católicas ao redor do mundo a adoração da Cruz na sexta-feira da paixão. Mas como essa tradição começou e o que ela significa para os católicos Romanos? 
B - Antes de mergulhar na história e na tradição desta importante parte da liturgia da igreja católica da Sexta-feira Santa ou da sexta-feira da paixão, é importante notar que em muitos lugares e em muitas literaturas do catolicismo Romano e sua tradição, existem termos exclusivos para serem usados referindo-se a este ritual como “veneração da Santa Cruz”, ao invés de utilizarem o termo “adoração da Santa Cruz”. Muitas pessoas ficam confusas com os nomes, mas tudo é a mesma coisa, em qualquer dicionário bíblico que você pesquisar você vai encontrar o significado das duas palavras, veneração e adoração da cruz, referindo-se ao termo “idolatria”. 
C - Este texto usa a terminologia tradicional do Missal Romano que é a adoração da Santa Cruz. Além disso, aqui, quando se faz referência à Cruz, está implícita também a ideia de crucifixo. Para entender melhor porque é prestado o culto de “latria” que é a Cruz de Cristo, e aos crucifixos que o representam, há uma grande defesa desta tese pela tradição Romana. Diz a referida tradição que houve uma busca de uma santa pela Vera Cruz. 
1 - Por volta do século VII, na Sexta-feira Santa, a adoração do madeiro da verdadeira Cruz tinha lugar em Roma. O Papa e outros caminhavam em procissão de São João de Latrão até a igreja da Santa Cruz e depois, com grande humildade, sem cobertura nem sapatos, adoravam o madeiro da Cruz. À medida que a Igreja crescia, e como só em algumas paróquias havia “fragmentos da Vera Cruz” usava-se uma cruz vazia sem a imagem de Jesus ou um crucifixo a ser adorado pelos fiéis na Sexta-feira Santa. “Hoje, uma cruz sem a imagem de Jesus crucificado não é mais comum em nossas igrejas, diz um bispo católico. 
2 - De fato, a Instrução Geral do Missal Romano diz: Deve haver também uma cruz, com a figura de Cristo crucificado sobre ela, onde seja claramente visível para a congregação reunida. Convém que tal cruz, que lembra aos fiéis a Paixão salvadora do Senhor, permaneça junto ao altar mesmo fora das celebrações litúrgicas. A sombria sacralidade de adorar a Santa Cruz na Sexta-feira Santa evoca até certo ponto a “Paixão salvadora do Senhor” segundo a mesma tradição. 
3 - Na Idade Média, tornou-se popular por algum tempo o costume de “rastejar” de joelhos até a Cruz. Diz-se que o venerando São Luís IX, Rei de França (1226–1270), foi de joelhos até a Cruz na Sexta-feira Santa, descalço, sem coroa, vestido de cilício, e seus filhos fizeram o mesmo. Na Inglaterra do século XVI, o Rei Henrique VIII (1509–1547) fez uma proclamação que incluía a veneração da Cruz: “Rastejando até a cruz e nos humilhando diante de Cristo na Sexta-feira Santa, ali nos oferecemos a Cristo, beijando-o em memória de nossa redenção, realizada por Ele na cruz”. A prática foi repetida várias vezes até o reinado de Elizabeth I (1558–1603), quando então foi suprimida. 
4 - O ato litúrgico da Sexta-feira Santa hoje consiste no seguinte: a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que a Igreja católica romana não celebra o santo sacrifício da Missa. Neste dia, os fiéis devem concentrar-se na Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. É o dia mais triste conhecido pelo homem, dia em que o nosso Salvador morreu por nós na Cruz. Mais de dois mil anos depois, os cristãos católicos ainda se reúnem toda Sexta-feira da Paixão à tarde, por volta das 15h, para lembrar de maneira especial o que aconteceu no Calvário séculos atrás, relembrando o Cristo, sofredor e que foi executado pendurado num madeiro. 
5 - O símbolo pagão mais adorado e idolatrado por todo o mundo em todos os lugares e em todos os tempos pelos cristãos é a cruz. Muitos consideram a cruz como um símbolo do cristianismo, mas ela é originalmente um ídolo pagão. Muito antes da formação do cristianismo, a cruz havia sido usada como um símbolo da fé nas religiões pagãs. O Novo Testamento, escrito na época apostólica, não tem registro da cruz como um símbolo de igreja. Ao contrário, os apóstolos rejeitaram a adoração de ídolos e ensinaram que os idólatras não herdarão o reino de Deus por serem injustos (1 Co. 6:9-10). No entanto, como é que a cruz se estabeleceu firmemente no cristianismo? 
6 - A Origem da Cruz. A cruz originariamente não é um símbolo de fé que apareceu pela primeira vez após a crucificação de Jesus, mas se originou da antiga Babilônia. “A forma desta última (cruz) teve sua origem na antiga Caldéia, e foi usada como símbolo do deus Tamuz (estando na forma do místico Tau, a inicial de seu nome) naquele país e em terras adjacentes, inclusive no Egito”. A Caldeia era o território central da Babilônia. Na Babilônia, o “T”, a letra inicial do nome Tamuz, era usado como um símbolo religioso para adorá-lo. Isso foi propagado aos países vizinhos, e a cruz é encontrada nas relíquias de países antigos como o Egito e a Assíria. O costume de adorar a cruz continuou mesmo depois que o Império Romano foi estabelecido. 
7 - História da Introdução da adoração da Cruz no meio cristão. O uso da cruz na igreja começou nos dias de Constantino. Antes do Imperador Constantino legalizar o cristianismo, a igreja era perseguida pelo Império Romano e a cruz era usada como um instrumento para executar os cristãos. Em tais circunstâncias, era um absurdo que a igreja embelezasse a cruz, que era um instrumento terrível para a pena de morte, e a usasse como um símbolo do cristianismo. Na verdade, a igreja não ergueu a cruz durante cerca de 300 anos depois da ascensão de Jesus até o tempo de Constantino. 
8 - “O uso público da cruz foi adotado pelos cristãos como um símbolo na época de Constantino. Para os primeiros cristãos primitivos, cercados pela crucificação como um fato sombrio da experiência comum, não havia o perigo de embelezar a cruz pelo sentimento”. 
9 - Os cristãos devem usar a cruz como símbolo de adoração? Quando a expressão “a cruz” é usada, geralmente é empregada como uma metáfora, assim como a forca ou a guilhotina poderiam ser em tempos posteriores. A cruz representa o que Jesus realizou. Ao escrever aos Gálatas, Paulo usou a expressão “a cruz” para capturar em apenas duas palavras a imagem do sacrifício supremo de Cristo pelos pecados do mundo inteiro. “ Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu para o mundo”. (Gálatas 6:14). 
10 - Também devemos considerar o procedimento romano de crucificação, tal como era usado para a pena capital. O termo “crucificação” tem origem na palavra latina “crux”, que significa cruz. Nas versões em inglês da Bíblia, lemos que Jesus foi crucificado numa cruz (stauros em grego). Stauros refere-se a um poste com ou sem travessa. Atos 5:30 e 10:39 dizem-nos que Jesus foi morto numa árvore ( xulon em grego). Esta palavra pode significar uma árvore, um porrete, um bastão ou outro objeto de madeira. 
11 - Embora as informações sejam limitadas, as evidências históricas e arqueológicas mostram que os romanos geralmente usavam uma trave transversal, e não apenas um poste vertical, ao crucificar indivíduos. Essa trave transversal ficava sobre o poste vertical ou o atravessava em algum ponto de seu quadrante superior. A viga que Jesus foi obrigado a carregar (João 19:17) e que Simão de Cirene ou Simão Cirineu carregou para ele depois que Jesus desmaiou de exaustão, (Lucas 23:26) era provavelmente a trave transversal que mais tarde foi fixada ao poste ou árvore vertical. Não há indicação nos Evangelhos de que a crucificação de Jesus tenha sido de alguma forma diferente da crucificação romana padrão. 
12 - Um Dicionário de Teologia bíblica afirma: “Parece que os relatos evangélicos da morte de Jesus descrevem um procedimento romano padrão para crucificação”. Podemos concluir que o instrumento usado na crucificação romana padrão tinha algum tipo de formato semelhante a uma cruz. A forma da cruz de Cristo não é o que importa. O que aconteceu ali, quando o Filho de Deus deu a sua vida para pagar pelos pecados de toda a humanidade, é de suma importância. Para todos os que creem em Cristo e o aceitam como Salvador e Senhor, o seu sacrifício nos reconcilia com Deus e nos salva da pena de morte que nossas vidas pecaminosas acarretaram. Por isso sempre digo que devemos adorar a Jesus e não a cruz. A cruz não tem mérito nenhum na morte vicária de Jesus; todo o mérito de adoração é do Senhor Jesus que Deus a Sua vida para morrer em nosso lugar. 
13 - Como o segundo dos Dez Mandamentos de Deus proíbe estritamente o uso de objetos na adoração, a Igreja Evangélica não deve usar a figura ou imagem de uma cruz em seus cultos nem ensinar a prática de "fazer o sinal da cruz" após a oração. Os membros das igrejas evangélicas pentecostais também não usam cruzes como símbolos de devoção. Referimo-nos à cruz da mesma forma que as Escrituras se referem a ela, ou seja, como uma referência direta ao instrumento usado para tirar a vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo ou como uma figura de linguagem que simboliza a morte expiatória de Cristo por nós. 
14 - Desvendando o mistério da confusão das palavras que no fundo o dicionário define que são a mesma coisa. À acusação de adorar Maria e os santos, os católicos muitas vezes afirmam que “veneram”, e não adoram, a eles. Venerar é ter grande respeito ou reverenciar. A veneração pode ser definida como "respeito ou reverência dirigidos a alguém devido ao seu valor ou grandeza". 
15 - A definição mais simples de adoração é “atribuir valor”. A adoração pode ser mais completamente definida como “mostrar respeito, amor, reverência ou adoração”. Com base no dicionário, não há uma diferença clara entre veneração e adoração. Na verdade, veneração e adoração são frequentemente usadas como sinônimos uma para a outra. Mas as definições de dicionários não são o ponto principal. Não importa o que seja chamado. A Bíblia não instrui em lugar algum os seguidores de Jesus Cristo a oferecer adoração, veneração ou algo semelhante a ninguém além de Deus. 
16 - Em lugar nenhum do Novo Testamento os seguidores de Jesus Cristo adoram, veneram ou aceitam serem adorados em lugar de honra, sempre afirmaram: não adoram ninguém além de Deus. Eles também não aceitaram receber adoração. Pedro se recusou a receber adoração de Cornélio, (Atos 10:25–26), e Paulo e Barnabé foram igualmente categóricos de que as pessoas de Listra não os venerassem, (Atos 14:15). Duas vezes no livro do Apocalipse (Apocalipse 19:10; 22:8), o apóstolo João começa a adorar um anjo, e o anjo o instrui: “Adora a Deus!” Maria e os santos que foram para o céu antes de nós diriam a mesma coisa: “Adora a Deus!” 
17 - A Igreja Católica romana tem diferentes graus de adoração: Dulia, Hiperdulia e Latria. Dulia é a honra dada aos santos. Hiperdulia, segundo a tradição da igreja católica é a honra dada somente a Maria, como a “maioral dos santos”. Latria é a honra dada somente a Deus. Em contraste, a Bíblia sempre atribui honra, no contexto de adoração, somente a Deus, (1 Crônicas 29:11; 1 Timóteo 1:17; 6:16; Apocalipse 4:11; 5:13). Mesmo que houvesse apoio bíblico para diferentes níveis de adoração, ainda não haveria apoio bíblico para oferecer níveis mais baixos ou menores e muito menos de níveis maiores de adoração de qualquer ser humano além de Deus. 
18 - Somente Deus é digno de adoração, louvor, (Neemias 9:6; Apocalipse 4:11; 15:4) e ou veneração, não importa como seja definido. O valor de Maria, que foi honrada por Deus para ser a mãe de Jesus, vem do fato de que Deus a escolheu para um papel glorioso e a salvou de seus pecados através da morte de Jesus Cristo na cruz do calvário, (Lucas 1:47). O aparente valor dos santos ou honra especial que um ser humano possa ter vem do fato de que Deus os salvou, os transformou, e então os usou de maneiras poderosas e surpreendentes, mas não que eles fossem superiores ou melhores do que a qualquer um dos salvos, quem os salvou foi Jesus que continua a salvar a todos os que nEle crer. Que todos nós, como fez Maria, os profetas, os apóstolos e todos os que arrependeram de seus pecados, até e inclusive os que podem ser considerados santos pelos homens, caiamos de joelhos no chão e adoremos ao Único que é digno de ser adorado, Jesus Cristo o Filho de Deus, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, que perdoa e salva o mais vil pecador que a Ele se converter. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

DEUS SE AGRADA DE NOSSAS BOAS OBRAS

DEUS SE AGRADA DE NOSSAS BOAS OBRAS. 


I - As boas obras são influenciadas pelo Espírito Santo. O apóstolo Paulo adverte ao jovem obreiro Tito líder, como deve ser o comportamento dos cristãos na sociedade em geral. O apóstolo em Tito capítulo 2 fala sobre procedimento do cristão no trabalho, nos relacionamentos e que todos deviam fugir do pecado da língua. Paulo ainda diz que os Cristãos devem ser influenciados pelo Espírito Santo, pois fomos lavados pelo precioso sangue de Jesus. 
II - Tito tem sobe a sua responsabilidade defender à fé evangélica ou dos cristãos e evitar a todo custo às discussões loucas das religiões e debates improdutivos que não edificam em nada a vida espiritual. Devemos ser influenciados pelo Espírito Santo em tudo nas nossas vidas. 
III - O apóstolo Paulo dá destaque para o bom relacionamento dos cristãos com a sociedade. E para Tito como devia ensinar os irmãos de Creta a viver a vida com equilíbrio e de boas obras. Fugir da calúnia, difamação, mentiras, ou seja, da língua maldosa do pecado. Antes da conversão em Cristo, vivíamos errantes pelo caminho e amantes do pecado. Mas com Cristo tudo isso ficou para trás. Vivemos agora uma nova vida em Cristo. Tito ensina o nosso dever de defender a fé e evitar as discussões improprias. 
A – O apóstolo Paulo ensina a Tito o dever de empenhar-se no ensino da sã doutrina das escrituras sagradas e defendê-la à todo custo e devoção. Por este motivo devemos evitar conversas tolas e intermináveis que não edificam o corpo de Cristo. As discussões improdutivas só trazem desgaste à fé em Jesus. Por isso Paulo ensina aos seus obreiros a ter cuidado com pessoas que procuram dividir a igreja. Paulo diz que exorta-las é o seu Papel. 
B - Paulo envia a Tito irmãos para ajuda-lo nessa nobre missão de edificação da igreja de Deus. Pois a obra de Deus não é feita por uma pessoa, mas com a colaboração dos membros do corpo de Cristo. Paulo fala sobre o quanto a improdutividade é prejudicial ao verdadeiro Cristão e à pregação do evangelho do Senhor Jesus. O Senhor nos chama para sermos produtivos no seu reino e para darmos muitos frutos dignos de arrependimento e verdadeiros frutos que agradam a Deus. 
C - Tito 3.1-15 nos dá uma visão panorâmica daquilo que o apóstolo Paulo queria expressar. 3.1, Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra; 3:2, Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens. 3:3, Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros. 3:4, Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens, 3:5, Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo, 3:6, Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador; 3:7, Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna. 3:8, Fiel é a palavra, e isto quero que deveras afirmes, para que os que crêem em Deus procurem aplicar-se às boas obras; estas coisas são boas e proveitosas aos homens. 3:9, Mas não entres em questões loucas, genealogias e contendas, e nos debates acerca da lei; porque são coisas inúteis e vãs. 3:10, Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o, 3:11, Sabendo que esse tal está pervertido, e peca, estando já em si mesmo condenado. 3:12, Quando te enviar Ártemas, ou Tíquico, procura vir ter comigo a Nicópolis; porque deliberei invernar ali. 3:13, Acompanha com muito cuidado Zenas, doutor da lei, e Apolo, para que nada lhes falte. 3:14, E os nossos aprendam também a aplicar-se às boas obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos. 3:15, Saúdam-te todos os que estão comigo. Saúda tu os que nos amam na fé. A graça seja com vós todos. Amém. 
D – Aprendendo a obediência às autoridades. A salvação pela graça nos leva a essas boas obras. A obediência às autoridades inclui nosso entendimento do que é a salvação pela graça. Cujo entendimento nos leva às praticas das boas obras. Tito 3:1-11, 1. Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, (aqui Paulo pede a Tito que lembre aos irmãos de Creta que respeitem as autoridades constituídas em sua localidade. Eles devem ser bons cidadãos para a sociedade e também na obra de Cristo, para contra prova do que muitos diziam deles), (Tito 1:12). 
1 – Tito 3:2. 2.”não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens”. Devemos manter boas relações de cordialidade e sinceridade para com todos. Respeito às autoridades civis e viver em paz com seu próximo. Tudo isso refletiria positivamente na fé cristã e, portanto glorificaria a Deus. 
2 – Tito 3.3, 3.”Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros”. A palavra outrora aplicada aqui tem significado de antes da conversão em Cristo. Quando eles viviam no pecado e suas praticas de desobediência e maldades uns com os outros. Mas agora em Cristo é uma nova vida e a vivência de um comportamento que glorifique a Deus. 
3 – Tito 3.4, 4.”Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos”, revela que Jesus é o ápice do amor de Deus por toda humanidade. Por ele conhecemos a graça de Deus que nos salva da escravidão do pecado. 
4 - Tito3.5, 5.”não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua misericórdia ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo”, sendo assim nossas obras não pode nos salvar. O processo da salvação é a misericórdia de Deus sobre a humanidade. Pelo Espírito Santo vivemos uma nova vida em Cristo Pois por ele fomos regenerados em Deus. 
5 - Tito3.6, 6 “que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador”. Jesus prometeu que o consolador viria, o Espírito da verdade e ele habitará em nós para sempre. (Lucas 24:49, Atos 1:4-5, Atos 2:33). 
6 – Tito 3.7, 7 “a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna”. A justificação do Cristão por meio da graça de Deus nos fez ter o direito de sermos co-herdeiros com Cristo em seu reino futuro, na sua segunda vinda. 
7 – Tito 3.8, 8 “Fiel é esta palavra, e quero que, no tocante a estas coisas, faças afirmação, confiadamente, para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras. Estas coisas são excelentes e proveitosas aos homens”. O apóstolo Paulo declara que o que escreveu é de crucial importância para vida cristã de fé da igreja. Uma vida de fé edificante vive para construir outras vidas para louvor e a adoração a Deus. 
8 – Tito 3.9, 9 “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis. Tito 3.10, Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, Tito 3.11, pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada”. O apóstolo Paulo alerta a Tito pra evitar qualquer tipo de perversidade que contaminasse a igreja. Evita aqueles que gostam de plantar discórdias e conversas inúteis que não te faz crescer espiritualmente e também como pessoa de bem. 
9 – O apóstolo Paulo trás recomendações particulares e as costumeiras saudações e as bênçãos finais, conforme está em todas as suas cartas. (Tito 3:12-15). Paulo sempre dizia Graças a Deus por seu precioso dom inefável, e pelo Seu dom gratuito indescritível e inexprimível 2 Coríntios 9:15. Assim como Jesus, Paulo agradecia a Deus por muitas coisas. Ele agradecia a Deus porque as pessoas o receberam como ministro, agradecia pelos seus parceiros, pelas igrejas que fundou. E Paulo agradecia a Deus pelas pessoas nas igrejas. Em 2 Coríntios 2:14, o coração grato de Paulo é demonstrado quando ele diz: “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo, como troféus da vitória de Cristo, e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento!”. Paulo sabia que é pela graça de Deus que recebemos cada coisa boa que Ele decide nos conceder. Podemos seguir o exemplo de Paulo e dedicar nossa vida a dar graças a Deus porque Ele fez de nós troféus da vitória de Cristo. 
10 – Tito 3.12, 12 “Quando te enviar Ártemas ou Tíquico, apressa-te a vir até Nicópolis ao meu encontro. Estou resolvido a passar o inverno ali”. Tito 3.13, 13 “Encaminha com diligência Zenas, o intérprete da lei, e Apolo, a fim de que não lhes falte coisa alguma”. O apóstolo Paulo na caminhada do evangelho teve muitos auxiliares dedicados ao reino de Deus e não gostava que lhes faltasse bem algum, principalmente os alimentos e os pergaminhos, que ele chamava de “os livros”. 
11 - Nessa carta a Tito ele fala sobre esses queridos irmãos, seus companheiros na jornada das missões: 1.Tíquico (Atos 20:4, Efésios 6:21, Colossenses 4:7, 2 Timóteo 4:12). 2.Apolo também era outro companheiro de Paulo na evangelização, (Atos 18:24 – 19:1, 1 Corintios 1:12). Havia também como auxiliar de Paulo um homem chamado de Zenas. Ele era um doutor da lei. Paulo pede a Tito que o encaminhe com cuidado. Não se sabe o motivo, mas com certeza foi convertido a Cristo e deixou o legalismo farisaico. 
12 – Tito 3.14, 14 “Agora, quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados, para não se tornarem infrutíferos”. O apóstolo Paulo no final da carta pede que os irmãos Cretenses pratiquem as boas obras em favor dos necessitados. Que eles vivam dando bons frutos de justiça para a glória de Deus. Um dia a recompensa chegará para aqueles se dedicaram em fazer o bem. Apocalipse 22:12. 
13 – Tito 3.15, 15 “Todos os que se acham comigo te saúdam; saúda quantos nos amam na fé. A graça seja com todos vós. O apóstolo Paulo manda saudações para Tito e para igreja em Creta. Os que estavam com Paulo também mandam saudação a Tito e aos irmãos. Ele termina transmitindo a bênção pastoral dizendo: Que a Graça de Deus esteja com cada dos irmão Cretenses. 
14 – O apóstolo Paulo nos recomenda, nos lembra em Efésios 2 10, “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. Muito se tem discutido ao longo dos séculos acerca do lugar das boas obras na nossa salvação. Alguns pensam que as boas obras são a causa da salvação; outros defendem que as boas obras cooperam para a salvação. O que a Bíblia diz? As boas obras são a evidência da salvação. A salvação é pela graça mediante a fé para as boas obras. Não somos salvos pelas boas obras, mas para realizarmos as boas obras. As boas obras não são a causa, mas a consequência da salvação, a consequência da nossa conversão, a conversão da nossa libertação do domínio do pecado. 
15 - No texto em tela de Efésios 2.10, o apóstolo Paulo nos ensina três verdades importantes: (1) Em primeiro lugar, aqueles que são salvos pela graça expressam o amor de Deus ao próximo pela prática das boas obras. O veterano apóstolo já havia afirmado, de forma categórica, que a salvação é pela graça mediante a fé e isto não vem de vós, é dom de Deus. (Ef 2:8a). Já havia declarado que a fé não é meritória, mas um dom de Deus (Ef 2:8b). Outrossim, já havia enfatizado que a salvação não é pelas obras da carne para que ninguém se glorie, (Ef 2:9). Agora, declara que somos feitura de Deus, ou seja, somos o poema de Deus, de onde emana a expressão eloquente do amor de Deus ao próximo. Deus assiste ao necessitado usando os braços dos que foram salvos. Ele visita ao enfermo, levando os salvos para acalentar os doentes. Somos a sonoridade do amor de Deus estendido a todos os homens. (2) Em segundo lugar, aqueles que são salvos pela graça são criados em Cristo Jesus para as boas obras. As boas obras expressadas pelas salvos não procedem deles mesmos, mas de Jesus. Ele é a fonte, e nós distribuímos o que emana dessa fonte. Ele, Jesus Cristo, é o manancial, e nós os canais que levamos essas águas restauradoras. Dele procede toda inspiração e poder para a realização das boas obras. Fomos criados em Cristo Jesus para esse propósito. Portanto, quando os salvos praticam boas obras não têm de que se vangloriar. Eles não são a origem das boas obras, apenas seus instrumentos. O que de bom fazemos não procede de nós mesmos, mas de Jesus. Ele é a Videira verdadeira, nós os ramos. Ele é a cabeça do corpo, nós os membros. Dele, por meio dele e para ele são todas as coisas. Romanos 11.36. (3) Em terceiro lugar, aqueles que são salvos pela graça foram preparados de antemão para a prática das boas obras. Deus não apenas nos preparou para as boas obras, mas, também, preparou as boas obras, de antemão, para que andássemos nelas. Deixar, portanto, de praticar boas obras é desviar-se do propósito eterno de Deus. Fomos criados para isso. Fomos destinados para isso. Essa é a nossa vocação. Essa é a nossa missão. Para isso existimos. Deus preparou as boas obras para nós e nos preparou para as praticarmos. Consequentemente, a salvação não procede das boas obras; as boas obras é que procedem da salvação. As boas obras não são a causa, mas a consequência da salvação. Não somos salvos pelo que fazemos, mas pelo que Cristo Jesus fez por nós. Ele é a fonte e a inspiração para praticarmos as boas obras, que glorificam a Deus e abençoam o próximo através de nós. 

Deus abençoe você e sua família. 

Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

AS PROVIDÊNCIAS DE DEUS PARA SERMOS SALVOS

AS PROVIDÊNCIAS DE DEUS PARA SERMOS SALVOS. 


I - “Deus já fez tudo da parte dEle para você ser salvo, falta você querer ser salvo, falta você levantar a sua mão e aceitar a Jesus como Seu único e suficiente Senhor e Salvador da sua alma para você ser salvo. Jesus te ama e quer te salvar”. Fomos libertos para sempre da escravidão do pecado mediante o sacrifício vicário (substitutivo) de Jesus Cristo o unigênito filho de Deus. Ele morreu por nós na cruz do calvário e nos libertou da lei do pecado e da morte. Colossenses 1.13. A libertação do pecado e suas consequências são visíveis na vida daqueles que foram libertos. Como uma semente plantada dentro do solo que procura a vida “buscando” o Sol, da mesma forma as nossas almas são atraídas para cima pelo desejo de Deus e em busca do “Sol da Justiça”, o Senhor, como afirma Malaquias 4:2. O SENHOR nos chama “das trevas para a Sua maravilhosa luz”, (1 Pedro 2:9); Ele nos chama para despertar, para crescer, e para chegar à plenitude de vida como está escrito: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”, João 10:10b. Ser chamado para “fora da escuridão” significa ser liberto dessas forças espirituais das trevas que nos mantiveram em cativeiro. Quando nos voltamos para a Luz Divina como sendo o nosso sustento, a nossa cura, somos libertados da dor, dos nossos medos e da loucura do mal, (como está escrito: “para lhes abrires os olhos e os converteres das trevas para a Sua maravilhosa luz e da potestade de Satanás para Deus”, Atos 26:18a). “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação”. (2 Timóteo 1:7).
II - A salvação é o livramento de uma situação muito ruim. Na Bíblia, a salvação se refere principalmente à libertação do pecado e todas as suas consequências. Somente Jesus pode nos salvar do pecado e da escravidão das trevas. A salvação implica que estamos em uma situação ruim e precisamos de uma mudança para melhor. Também implica uma ação propositada de alguém (o salvador) para trazer essa mudança. A salvação é completa quando a situação está mudada e o perigo ou o problema foi completamente eliminado. Por exemplo, uma pessoa que está se afogando está em uma situação ruim e precisa de salvação. O nadador salva-vidas que vem e o ajuda é o salvador. A salvação em si, é todo o processo a partir do momento em que o salva-vidas pega na pessoa que está se afogando até o momento em que saem da água. 
III - A salvação é somente em Jesus. Não existe outro Salvador, só Jesus Cristo salva. Todos nós estávamos ou estamos estamos em uma situação ruim, insustentável. Todos pecamos e o pecado tem muitas consequências negativas. Por causa do pecado, ficamos separados de Deus, que é a fonte de toda a vida, e por isso somos destinados a morrer, ficando eternamente separados de Deus (Romanos 6:23). O pecado também nos escraviza, nos compelindo a fazer muitas coisas erradas. Ninguém consegue se salvar sozinho do pecado e das suas consequências. O preço é demasiado alto e estamos presos. Toda a humanidade precisa de um salvador. Por isso, Deus enviou Jesus para nos salvar. Com sua morte e ressurreição, Jesus pagou o preço do pecado e nos deu a chance de sermos salvos, (João 3:16-17). Através de Jesus, podemos ficar novamente unidos a Deus. Jesus é o redentor que veio nos salvar, Ele é o nosso salvador. 
A - Jesus é o único caminho para a salvação. Jesus mesmo disse: “Eu sou o Caminho e a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim” Jo. 14.6. A Bíblia diz que a salvação vem somente de Jesus. Sem a ajuda de Jesus, ninguém consegue se salvar. Não há outra forma de ser salvo, (Atos dos Apóstolos 4:12). Para receber a salvação, basta crer em Jesus como seu salvador (Romanos 10:9-10). Isso significa reconhecer que o pecado é ruim e que você precisa ser salvo dele, acreditar que Jesus morreu por você e ressuscitou, e decidir mudar de vida, pelo poder de Jesus. A partir desse momento, você está salvo 
B - Quando você crê, Jesus lhe salva da condenação do pecado. Você agora não precisa ter medo do castigo eterno! Você também não é mais escravo do pecado. Ao longo de sua vida, Jesus vai lhe ajudar a lutar contra o pecado e a viver de maneira diferente. Isso também faz parte do processo de salvação. E, um dia no Céu, você será completamente livre de todas as consequências do pecado. A salvação se completa na vida eterna. A obra de redenção do salvador Jesus foi completa. 
C - Fomos libertos da escravidão do pecado, graças a Deus e hoje vivemos a liberdade com que Cristo nos libertou. A escravidão durou muitos anos no Brasil até que um dia a rainha Isabel aboliu a escravatura no Brasil em 13 de maio de 1888. Mas eu quero lhe dizer que existem escravos desde quando o Brasil foi descoberto até os nossos dias; e mesmo antes do Brasil ser descoberto já existia a escravidão. Estou falando de uma escravidão diferente, não é da escravidão comumente conhecida que estou falando. Quando se coloca as pessoas para fazer trabalho escravo nós ficamos revoltados de como pode um ser humano escravizar outro ser humano, simplesmente por causa de sua autoridade ou do seu poder aquisitivo. 
1 - Mas sabia que você pode estar sendo contado como escravo nesse mundo, mesmo tendo dinheiro, bens, mesmo vivendo regaladamente, não importando com sua raça, crença, cor, conhecimento... a Bíblia diz: Jo 8.34 "Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Todo o que comete pecado é escravo do pecado". Agora que você já sabe que existem outros tipos de escravidão, quero convidar você a sair dessa vida de pecado, para que você possa viver como uma pessoa livre neste mundo, não sendo mais escravo do pecado; milhões e milhões de pessoas sabem que são escravos dos vícios, das drogas, da idolatria, da feitiçaria, da pornografia, do adultério, da prostituição, etc, e etc, mas existe UM que morreu e ressuscitou para nos garantir a libertação e nos perdoar todos os pecados e nos livrar da lei da escravidão; 
2 - Jesus Cristo Salva, Jesus Cristo cura, Jesus Cristo Liberta, Jesus Cristo batiza com o Espírito Santo e em breve Jesus voltará para arrebatar a sua igreja. Em Romanos 7.22 e 23 diz: "Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna. Romanos 6.23 nós esclarece sobre a nossa necessidade de aceitarmos a Jesus urgentemente: “porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”. 
3 - Porque Jesus Cristo é o Salvador. Por que a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Tt.2.11. Nesta postagem desejo tratar algo maravilhoso, a respeito de algo sublime, incomparável, grandioso, algo maravilhoso aos nossos olhos. Isso mesmo, a respeito da grandiosa salvação que Cristo efetuou na cruz do calvário por toda a raça humana. Hoje em dia poucas pessoas param para meditar (refletir, pensar, ponderar, analisar) no que significa a morte de Cristo naquela cruz, a maioria pensa que Cristo morreu na cruz por eles e pronto, ou seja, só morreu para salvar a humanidade e automaticamente estão salvos. No entanto, não é bem assim. Nesta postagem afirmei que iria falar de algo sublime, maravilhoso aos nossos olhos, o que pode ser isso? Se você olhando no título percebeu o sentido da mensagem, irá compreender mais a fundo ao ler esta reflexão. Então, prossigamos.
4 - Ao falarmos sobre o sacrifício de Cristo, falamos sobre algo que mudou o destino da raça humana. Isso mesmo. Algo que mudou o destino da raça humana. Destino é o processo pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas caminham ou se direcionam e, você sabe para onde a humanidade caída e involuida em relação a Deus está indo? Já parou para pensar na situação dissoluta que a humanidade está vivendo? Sabe qual o propósito de Cristo ter vindo ao mundo? Antes de prosseguirmos leia estes versículos: Carta de Paulo aos Romanos. Cap. 3 e Vers. 23, diz assim, “Por que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus...”. Ainda na mesma carta. Cap. 6 e Vers. 23a nos diz: “Porque o salário do pecado é a morte...”, agora leia: Carta de Paulo ao Efésios. Cap. 2 e Vers.1-3 que diz: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da nossa carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também”. 
5 - Note que o apóstolo Paulo ao enviar as cartas para as igrejas daquelas regiões, enfatizava o estado pecaminoso da raça humana (vers. 23 do capítulo 3) e também mostrava o resultado desta mesma situação pecaminosa (vers. 23 do cap. 6). Não somente os apóstolos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo enfatizavam a pecaminosidade da raça humana, mas desde que o homem pecou no jardim do éden que a humanidade inteira vive desta maneira. Lembro-me de que estes dias, um irmão publicou um estudo bíblico com o seguinte tema ou com seguinte pergunta: Deus sabia que Adão iria pecar? Deus criou o ser humano em estado pleno de inocência, mas deu ao ser humano a capacidade de escolher o que fazer da sua vida, Deus mostra o que é pecado, mas só comete pecado e vive pecando quem decidiu, pelo seu livre arbítrio, que quer continuar pecando. Mas Deus na Sua infinita misericórdia no deu e nos mostrou o Caminho, que é Jesus para nos livrar da escravidão do pecado. 
6 – O apóstolo Paulo nos mostra em suas epístolas pastorais com muita profundidade que Deus, que é conhecedor de tudo, tem amado sua criação com Seu grande amor através de Jesus Cristo nosso eterno Salvador. Os versículos que citei a pouco, mostram o estado da raça humana em relação ao Deus todo poderoso, veja: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. A primeira expressão de Paulo em concordância com as escrituras sagradas é essa, que toda a raça humana, independente de cor, raça, língua, nação, pecaram, ou seja, transgrediram os mandamentos divinos, erraram o alvo e, como consequência estão destituídos, estão distanciados, estão afastados da glória de Deus. Isso mesmo, a palavra de Deus deixa claro que o homem no seu estado em que vive está distanciado do seu criador. A humanidade em geral da maneira que vive, não tem condições de estar em comunhão com o Deus criador, por quais razões? Em primeiro lugar, Deus é santo, ou seja, separado do pecado e, a humanidade vivendo em pecado não pode achegar-se a Deus da maneira que está sem que seja santificada pelo sangue de Jesus da mesma maneira que é Santo aquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz. Veja o que diz o profeta Isaias. Cap. 59.2, “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça...”. 
7 - O profeta Isaias, independente que o povo quisesse ouvir ou não, teve que falar a realidade da sua época, em que, Deus estava separado do povo por causa do pecado que os mesmos cometiam. É por isso que diz: As vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus. Agora, veja o que diz a palavra de Deus anteriormente citada: “porque todos pecaram..”. e “o salário do pecado é a morte...”, (Rm.3.23;6.23) então não há como o ser humano escapar do juízo Deus. 
8 - Talvez ao ler os versículos acima, o amado leitor pense: “quer dizer que se Cristo não houvesse vindo ao mundo a humanidade estaria perdida?” Exatamente, por isso disse que Cristo mudou o destino da raça humana. Se Cristo não houvesse vindo ao mundo, a humanidade estaria perdida para sempre, mas, Deus com o seu grande amor com que nos amou, enviou o seu filho Jesus Cristo, o Salvador por excelência, para mudar essa trajetória que antes estávamos seguindo, a trajetória da condenação eterna. É por isso que Paulo diz: “E vos vivificou, estando vós mortos em vossos delitos e pecados, ”essa era a nossa situação antes de conhecermos a Cristo, antes de andarmos nos seus preceitos, antes de sermos novas criaturas, ou seja, estávamos mortos, não fisicamente, mas espiritualmente, sem condições de termos um relacionamento com o Criador. Mas, Cristo abriu a porta para que toda a raça humana aceite este grande sacrifício e tenha vida e vida com abundancia. 
9 - No entanto, devo destacar caro leitor que você de livre e espontânea vontade deve escolher se deseja receber este sacrifício ou não, Cristo morreu por você, deseja salvá-lo, Ele ama você. Mas, você deve tomar a sua decisão, pois, o sacrifício de Cristo não te salvará automaticamente, você deve tomar a sua decisão e aceita-lo de todo coração. Não perca tempo, entregue sua vida a Jesus, você verá a grande transformação que Deus vai fazer na tua vida. Cristo pode e quer te salvar independente do que você já fez. Para isso ele veio, para buscar e salvar os perdidos (Lc. 19.10). Aceite Jesus hoje mesmo, Jesus é o nosso salvador, o Salvador e senhor de todos os homens, de todos os que nEle crer.
10 - Atos. 4.12 diz: “E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos”. 1Tm. 4.10 diz: “Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem”. Efésios 2.8-9 nos ensina teologia do conhecimento de Deus e é “a ciência ou estudo que se ocupa de Deus, sua natureza, seus atributos, e suas relações com o homem e o universo”. 
11 - A teologia se subdivide em diversas áreas tais como: bibliologia, cristologia, pneumatologia, antropologia, eclesiologia, escatologia, angelologia e soteriologia, dentre outras matérias. A soteriologia é a área da teologia que estuda a doutrina da salvação. Essa é uma das doutrinas mais importantes para os Cristãos. Afinal, como disse o próprio Senhor Jesus Cristo o Salvador, não adianta nada ganharmos o mundo inteiro e perdermos a nossa alma, (Lc 9.25). 
12 - Todos precisam de salvação, porque todos são pecadores. De acordo com a Escritura, o pecado entrou no mundo através de Adão, e por meio dele foi transmitido para todos os seus descendentes, (Rm 5.12). Não somos pecadores porque pecamos; pecamos porque somos pecadores. Todos pecamos (Rm 3.23), e o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Por isso, a salvação que Cristo veio nos oferecer é salvação do pecado: seu castigo, seu domínio e sua presença, (Mt 1.21). Na conversão, fomos salvos do castigo do pecado. Na santificação, estamos sendo salvos do domínio do pecado. E na glorificação, seremos salvos da presença do pecado. Estes são os três tempos da salvação. 
13 – A salvação só é possível pela graça, só é possível em o nome de Jesus. Não podemos salvar-nos a nós mesmos. Nada de certo que fizermos apagará aquilo que fizemos de errado. A salvação não é um prêmio a ser alcançado, e sim um presente a ser recebido. Para isso, Deus enviou-nos o seu filho amado Jesus Cristo, o Salvador por excelência, só Ele pode salvar o ser humano, não existe outro caminho, não existe outro Salvador, só Jesus Cristo salva. (Jo 3.16). 
14 – Jesus Cristo morreu para pagar o preço dos nossos pecados, (2 Co 5.21). Só ele pode oferecer-nos a salvação, e faz isso gratuitamente. Não precisamos pagar o preço, porque Cristo já pagou (At 4.12). Não há salvação por nenhum outro meio, só Jesus Cristo salva, só nEle alcançamos a Salvação. Jesus Cristo é o único e suficiente Salvador. Para algumas religiões ele não é o único, e, para outras, ele não suficiente. Mas nada disso está certo, Jesus mesmo disse em João 14.6, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. 
15 - Para sermos salvos temos que ter fé. Temos que receber Jesus Cristo como nosso Salvador e Senhor. Deus já fez a parte dele para que fôssemos salvos. A nossa parte é crer e aceitar a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de nossas almas. (At 16.31). Crer em Cristo como Salvador e Senhor não significa simplesmente acreditar nEle, ou confiar-lhe a solução de algum problema. Significa entregar-lhe a vida, a alma, o coração. Significa entregar a Ele, pertencer a Ele, porque fomos comprados pelo seu sangue. Foi isso o que fez o ladrão crucificado ao seu lado, o qual ouviu a promessa: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”, (Lc 23.42,43). Tudo o que ele precisou fazer foi arrepender-se de seus pecados e crer em Jesus. Arrependimento e fé em Cristo são os passos necessários e suficientes para sermos salvos dos nossos pecados. A mensagem pregada por Jesus sempre foi muito simples: “Arrependei-vos e crede no Evangelho”, (Mc 1.15). 
16 - O apóstolo Pedro disse em sua primeira pregação depois da descida do Espírito Santo no pentecostes, em Atos 3.19. "Arrependei-vos, pois, e convertei-vos", que significa uma mudança radical da mente (metanoia) e de vida, abandonando o pecado para receber o perdão e a restauração por meio de Jesus Cristo, vindo tempos de "refrigério" (paz, renovação) por Ele. O efeito disso envolve reconhecer os nossos erros, buscar a Deus, mudar de atitudes e pensamentos, e seguirmos os ensinamentos de Cristo para uma nova aliança com o Senhor. 
17 - O ensino da salvação pela graça, mediante a fé, é a própria essência do Evangelho. Nas palavras de Martinho Lutero: “A doutrina da justificação pela fé somente não é meramente uma doutrina entre as demais, mas o resumo de toda a doutrina cristã, o artigo pelo qual a igreja cai ou permanece de pé”. É a doutrina da Justificação. “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”, Romanos 5.1. 
18 - A doutrina da justificação é o coração da Bíblia. A justificação não é um processo; é um ato divino. É um ato legal realizado não em nós, mas no tribunal de Deus. Esse ato não possui graus. Não há uma pessoa mais justificada do que a outra. O versículo acima nos enseja três lições importantes. (1) Primeira, a justificação é um ato soberano de Deus, no qual ele declara justos todos aqueles que creem em Jesus. (2) Segunda, a justificação é por intermédio de Jesus. A Escritura diz que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Não há justo, nenhum sequer. Todos teremos de comparecer perante o justo tribunal de Deus para dar contas da nossa vida. Seremos julgados pelas nossas palavras, obras, omissões e pensamentos. O padrão requerido no tribunal é a perfeição. Por isso, em todos esses quesitos o homem é culpado. Então, Deus providenciou um substituto, o seu próprio Filho. Deus lançou sobre Ele, na cruz, as nossas transgressões. Ele foi feito pecado por nós. Ele morreu pelos nossos pecados e quitou a nossa dívida para com Deus. Quando cremos em Cristo somos declarados justos diante do tribunal de Deus. (3) Terceira, como resultado da justificação temos paz com Deus, ou seja, somos perdoados e reconciliados com Deus e podemos desfrutar de plena comunhão com Deus. 
19 - A doutrina da salvação passa pela doutrina da Justificação e se resume também em três afirmações feitas anteriormente: (1) a salvação é uma necessidade de todos, (2) a salvação só é possível pela graça, e (3) a salvação só é possível pela fé. Ainda assim, muitas pessoas têm dúvidas sobre a salvação. Deus quer que todos sejam salvos, Deus não quer que nenhum se perca. O Senhor não escolhe alguns para o céu e outros para o inferno. Deus não tem filhos preferidos, Deus quer salvar a todos. A sua vontade é que todos creiam e sejam salvos (1 Tm 2.4). Porém, Deus respeita o livre-arbítrio. Ele não impõe a ninguém a sua vontade. 
20 - Um crente pode perder a salvação? Somos salvos pela graça, por meio da fé, e não pelas obras. Portanto, podemos ter certeza da nossa salvação se entregamos nossas vidas a Jesus. Ele jamais nos lançará fora, e para isso temos que permanecer fiel à Ele,(Jo 6.37). A Bíblia não fala sobre a situação daqueles que viveram e morreram sem terem ouvido o Evangelho. Alguns teólogos se baseiam em certas passagens bíblicas, (1 Pe 3.19, 4.6) para afirmar que essas pessoas terão a oportunidade de ouvir e decidir após a morte, mas isso não tem consistência bíblica, parece mais uma heresia do que doutrina da salvação. Poucos versículos (de difícil entendimento) não são suficientes para que afirmemos algo categoricamente, lembrando que um texto sem um bom contexto sempre vai gerar um pretexto. Temos certeza de duas coisas: primeira, que Deus é bom e justo; segunda, que nossa tarefa é falar, é pregar o Evangelho por todo mundo, portanto diz assim o ide de Jesus: “ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado será salvo, porém quem não crer será condenado”, Marcos 16.15. 
21 - A doutrina da salvação ,ou soteriologia, não é apenas uma das mais importantes da teologia. É, também, uma das mais belas porque é essência da graça de Deus em nossas vidas através de Jesus Cristo o Seu amado filho. O que Deus quer dizer ao afirmar: "fora de mim não há salvador" (Isaías 43:11; Oséias 13:4)? Ao longo da história de Israel, a nação lutou contra o esquecimento teológico e a infidelidade espiritual tomou conta dos corações do povo de Deus. Repetidas vezes, o povo se afastou do Senhor para adorar deuses estrangeiros. Por meio do profeta Oséias, Deus lembrou ao Seu povo que o mesmo Deus que os havia libertado da terra do Egito ainda era o Único Deus verdadeiro Único Salvador de Israel. Diz assim o texto do profeta Oséias, "Mas eu sou o Senhor, seu Deus, desde a terra do Egito. Portanto, vocês não conhecerão outro deus além de mim, porque não há salvador, a não ser eu", (Oséias 13:4). 
22 - Esta passagem em Oséias equivale a uma breve lição de história sobre os Dez Mandamentos: "Eu sou o Senhor, seu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não tenhais outros deuses diante de mim", (Êxodo 20:2-3). O profeta Isaías fez também um lembrete semelhante: "Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador", (Isaías 43:11). A idolatria é o que mais abomina a Deus. Deus não aceita ser trocado por ídolos, isso é a manifestação máxima de deslealdade a Deus. Ao estar invocando o ciúme e o julgamento severo do Senhor, certamente virá o castigo da parte de Deus, (Êxodo 20:5; Deuteronômio 5:8-10; Levítico 26:27-33; Números 33:51-56). Porém o ciúme e o julgamento de Deus sempre se basearam em Seu amor pelo povo que Ele redimiu a um custo tão alto. 
23 - "Porque vocês não devem adorar outros deuses; pois o nome do Senhor é Zeloso; sim, ele é Deus zeloso", (Êxodo 34:14). Quando Deus libertou Israel da escravidão no Egito e instituiu a Sua aliança com eles, todo o Seu desejo era viver em constante e íntima comunhão com o Seu povo. Nenhum outro deus jamais ofereceu um relacionamento tão amoroso, próximo e individual. A vida nacional de Israel e a vida pessoal de cada cidadão dependiam de Deus porque somente Ele era o Salvador deles. Em Isaías 45:14-25, Deus chamou a nação ao tribunal e os acusou de servir a "ídolos de madeira" sem valor e de "orar a um deus que não pode salvar. Declarem e apresentem as suas razões. Que tomem conselho uns com os outros. Quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde aquele tempo o anunciou? Será que não fui eu, o Senhor? Pois não há outro Deus, além de mim, Deus justo e Salvador não há além de mim". 
24 - Sem Deus, Israel não existiria. O povo só precisava olhar para sua própria história para saber que isso era verdade. Se não fosse pelo fato de o Senhor ter libertado a nação repetidas vezes, eles não teriam história alguma. Mas, ainda assim, eles continuaram a abandonar seu Deus e Salvador para servir a deuses estrangeiros. Porém nada escapa aos olhos de Deus (Jó 34:21; Provérbios 15:3; Hebreus 4:13). Ele vê nossos corações e ações rebeldes (Jeremias 16:17; 17:10; 23:24; Salmo 44:21). O povo de Israel pensou que poderia viver como quisesse e escapar das consequências. Mas Deus viu a infidelidade deles, assim como vê a nossa deslealdade hoje. 
25 - Tudo o que desejamos mais do que Deus ou valorizamos mais do que nosso relacionamento com Ele é um ídolo. Deus deve estar em primeiro lugar em tudo em nossas vidas, (Mateus 6:24, 33; Provérbios 3:6; Colossenses 3:17). Empregos, sucesso, dinheiro, bens e pessoas podem se tornar ídolos. O orgulho, a ganância, a obsessão com a autoimagem e a busca de relacionamentos perfeitos aqui na terra não são tão saudáveis assim. A impiedade são todas as formas de idolatria, um pecado do coração que adora a criatura e não o criador, (Mateus 6:21; Colossenses 3:5). Deus deseja, e até insiste, que Ele seja o Único que buscamos para atender às necessidades profundas do nosso coração, (Mateus 22:37; 1 João 5:21; 1 Coríntios 10:14). 
26 - Deus ainda nos diz hoje: "Além de mim não há Salvador". Quando buscamos amor, identidade, significado, valor e segurança em algo ou alguém que não seja o próprio Deus, estamos dando as costas ao Seu amor por nós, (Jonas 2:8) e esquecendo, como Israel, que Deus, que Jesus Cristo é o Único que realmente salva. "Além de mim não há Salvador" significa que nunca houve e nunca haverá outro Deus e Salvador do mundo. O Deus de Israel, o Pai de nosso Redentor, o Senhor Jesus Cristo, é o Único. De todo o coração, devemos nos dedicar a Ele e a nada nem a ninguém. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

EVENTOS CRISTÃOS QUE NÃO AGRADAM A DEUS

EVENTOS CRISTÃOS QUE NÃO AGRADAM A DEUS


Hoje em dia os eventos evangélicos não são voltados mais para evangelismo ou para evangelizar os povos, línguas e nações e muito menos para evangelizar os pobres. São voltados mais para mostrar quem e qual ministro ou ministério é mais forte do que os outros e quanto vai render financeiramente aqueles eventos. Desculpem, mas infelizmente esta é a realidade. 
I - O Salmo 100 nos ensina que devemos servir a Deus com alegria e apresentarmos a Ele com cânticos. E, nós temos visto a grande transformação que temos nos nossos dias sobre servir a Deus com alegria e apresentarmos a Ele com cânticos. Tá tudo errado ou os crentes de hoje estão tudo às avessas e perderam o senso do que é louvor e adoração verdadeira e aquilo que chamamos de gospel que parece mais louvor, adoração e exaltação do ser humano que eleva os cantores e pregadores modernos ao delírio de se comparar aos príncipes dos palácios reais revestidos de ouro e muitas riquezas terrenas. Ou seja o céu pra eles é aqui mesmo na terra. 
II - Há muita concorrência da música, de pregadores, de preletores, de refletores entre seus criadores de conteúdo para consumo que satisfaçam o ego do ser humano em detrimento do que se vive realmente nas igrejas evangélicas conservadoras, pentecostais e ou tradicionais; o movimento gospel não tem um padrão para todas as religiões, mas cada uma cria o seu padrão para atrair as multidões de público que é o que mais lhes interessa. Há uma grande diferença entre as músicas sacras dos hinários das igrejas e das religiões tradicionalmente conhecidas. Mas para as músicas gospel que se apresentam como músicas evangélicas geralmente em grandes eventos religiosos ou não para multidões que ficam alucinadas ao delírio com suas apresentações, quanto mais extravagante for o show gospel, mais o cachê é convidativo. 
III - O que significa o termo gospel e onde se originou? Gospel é uma palavra inglesa que significa “evangelho”. É utilizada para designar o estilo de música de alguns cultos religiosos; a palavra gospel teve origem na comunidade negra norte-americana. Com o passar do tempo, o gospel passou a ser um estilo de vida apreciado por pessoas do mundo todo. O estilo gospel se caracteriza por uma harmonia simples, pelo gênero folclórico e pela intensa influência do blues. 
A - Em inglês, a palavra gospel também é usada para fazer referência aos quatro primeiros livros do Novo Testamento da Bíblia (Mateus, Marcos, Lucas e João). Conhecidos em português como "Evangelhos", esses livros contam a história de vida de Jesus Cristo. A identificação da música gospel é feita pela sonoridade extravagante dos instrumentos e dos cantores que se trajam ou se vestem com roupas típicas de festas mundanas regionais. A música gospel é conhecida como um ritmo e um estilo musical religioso de grupos cristãos que extravasam aquilo que consideramos como normal. Assim como no Brasil é conhecido os movimentos de músicas nordestinas, sulinas, de festas juninas, dentre outras especificações. 
B - O termo “gospel” também é utilizado para fazer referência a músicas evangélicas criadas por e com uma aparente “unção” ou uma unção diferente de tudo o que é normal no meio evangélico conservador. O chamamento gospel está presente principalmente em cerimônias religiosas que costuma ter como tema principal a adoração a Deus, a Cristo ou ao Espírito Santo, mas de uma maneira diferente, de uma maneira criada para cada tipo de apresentação e aplicação. O modelo ou movimento gospel é um tipo de música bastante aceito pela maioria das pessoas e, por esse motivo, conquistou um grande mercado mundialmente. Mas a pergunta que não quer calar é: será que está agradando a Deus? A responsabilidade de seus autores e criadores é muito grande. Estão fazendo isso para agradar a Deus ou aos homens? Estão fazendo isso para tirar proveito próprio ou para, realmente, fazer crescer o Reino de Deus? 
C - A origem do gospel no Brasil é recente e já causa grandes diferenças nas igrejas evangélicas. A palavra gospel costuma ser mais utilizada no Brasil como sinônimo do adjetivo evangélico. Como por exemplo: Música gospel, Cantor gospel, Programas de TV's gospel. 
1 - Existem muitas curiosidades sobre a musicalidade gospel. Inicialmente era restrita aos negros, o estilo de música gospel agora já é popular entre pessoas de diferentes raças, credos religiosos, cor da pele, línguas estrangeiras e nações do mundo todo, independentemente de qualquer etnia ou classe social. A música gospel tem sua própria parada na conceituada revista Billboard, especializada em divulgar informações a respeito da indústria musical. Assim como em outros ritmos e estilos musicais existem classificações das músicas e álbuns em diferentes categorias e estilos, no movimento gospel também existem. 
2 - Como consequência da grande popularidade do estilo gospel, ele passou a ser incluído como uma das categorias que concorrem a premiações, inclusive da maior premiação da música mundial. A categoria gospel para concorrer a premiações é subdividida em: (1) Melhor Performance Gospel Contemporânea. (2) Melhor Canção Gospel. (3) Melhor Canção Cristã Contemporânea. (4) Melhor Álbum Gospel. (5) Melhor Álbum de Música Cristã Contemporânea. 
3 – Existem eventos gospel que não agradam a Deus, são aqueles focados em egoísmo, vaidade exagerada cujos objetivos são os lucros de um espetáculo e comportamentos mundanos, em vez de adoração genuína e centralizada na Palavra de Deus, com ênfase na santidade, no amor ao próximo e na humildade, desviando do foco principal que é Cristo e a glorificação do nome de Jesus. Há grandes possibilidades de em eventos semelhantes serem realizados com práticas como idolatria de artistas, cultos disfarçados de shows ou festas que promovem até o descontrole emocional das pessoas, beirando o irracional com uso de drogativos, bebidas alcoólicas e roupas sensuais e muita prática de traições, adultério, assim como pecados sexuais livremente como se tivessem a autorização de Deus para esse tipo de pecados serem cometidos abertamente, e à vontade. O verdadeiro culto racional, a verdadeira adoração a Deus são descritas em Romanos 12.1-2. 
4 - Existem várias características modernas de eventos cristãos que não agradam a Deus. (1) Com vaidade e egoísmo, que Buscam por holofotes, fama, dinheiro, seguidores e reconhecimento pessoal em vez de glorificar a Deus sobre todas as coisas. (2) Foco no Espetáculo e não na unção do Espírito Santo de Deus. Transformação de cultos em shows musicais, com ritmos frenéticos e euforia que desviam da adoração genuína, priorizando a emoção sobre a verdadeira adoração. (3) Praticas de idolatria abominável como adoração de artistas e ou líderes religiosos, tratando Deus em segundo plano como um "servo" para agradar a audiência. A coisa está tão feia que querem exigir que Deus assine embaixo de tudo o que fazem e que falam. (4) Trabalham com motivações erradas e mal direcionadas. Trabalham e participam apenas por interesses pessoais, por status, ou apenas por obrigação de cumprir agenda, sem um coração contrito e arrependido diante de Deus. (5) Infelizmente demonstram visivelmente um comportamento desvirtuado da realidade a que se propõe seus fins a serem alcançados. Em determinadas festas e confraternizações que promovem o descontrole, a embriaguez, e os comportamentos pecaminosos, como os associados ao carnaval, que é visto como pagão e mundano, como festividades de políticas e políticos. (6) A grande hipocrisia de falar que aquilo é para agradar a Deus é um ledo engano, a verdade é que o valor do patrocínio fala mais alto. Fazem uma adoração com a boca, mas com o coração longe de Deus, sem vida de santidade, sem uma vida de plena comunhão com Deus. (7) As vezes não buscam se consertar pedindo perdão a Deus e à igreja que são membros e muito menos se lembram do amor ao próximo, é só para satisfazer seu egocentrismo e egolatrismo. (Mateus 15:8-9). 
5 - O que é que Deus busca em um evento a ser realizado para adoração ao Seu santo nome? (1) Adoração sincera e com o coração puro. (Mateus 15:8-9). (2) Foco na Palavra de Deus e em Cristo Jesus. (3) Humildade, santidade e amor, (Provérbios 6:16-35). (4) Deus se agrada quando o louvor sirva para glorificar Suas obras e não o artista ou a multidão à sua volta. (5) Em um evento gospel ou evangélico o que mais desagrada a Deus é o propósito de engrandecer o homem e não a Deus. (6) O coração dos participantes e organizadores se desviam do verdadeiro sentido da adoração a Jesus Cristo, tornando-se algo centrado no "eu" e no "mundanismo", enquanto deveria ser única e exclusivamente para adorar ao Senhor Jesus num louvor e adoração cheio do Espírito Santo de Deus.
6 - Hoje em dia existem muitas maneiras de se “fabricar”, construir, elaborar um evento de conotação gospel cristão ou de outras ideologias. Estas empresas modernistas fabricam um verdadeiro show mundano como qualquer outro empreendimento secular e até pagam cachês para seus músicos famosos e o estrelato de pregadores mais famosos ainda oriundos do meio evangélico. Fabricam todo material físico eletrônico de slogans gospel que são muito chamativos, principalmente pela facilidade de aplicação da eletrônica informatizada e direcionada. São verdadeiras propagandas mundanas de elevação do egolatrismo e do egocentrismo. Em todas as datas comemorativas de feriados ou de festas das igrejas como festas de natal, de fim de ano, de carnaval, festas juninas, dia das mães, dos pais, das crianças, etc, é a mesma ladainha, sempre arrumam um nome chamativo bem conhecido para ser a estrela principal do evento de tal maneira que Jesus não pode nem chegar perto porque se não Ele atrapalha a festa. Usam de muita criatividade maligna e com muita soberba ainda colocam nomes bem sugestivos tais como: “O Ano da Conquista”, “O Ano da Aceleração”, “O Ano do Rompimento”, O ano da Dupla Honra”, “O ano das maiores vitórias”, etc. Perceberam? Os nomes são excelentes, são bonitos, mas são apenas para convencer o publico pagante para comparecerem em massa. Eles criam uma palavra profética para se manterem na esteira da performance espiritual, correndo até a exaustão sem sair do lugar, até mandam passar dentro da porta que te conduzirá à alcançar as maiores riquezas nunca alcançada por alguém. O preço é dar tudo para aquele movimento ou igreja ou para aqueles “profetas da prosperidade”. Cuidado não se deixe enganar. Deus não exige nada disso pra você ser salvo e a porta da salvação é de graça. Hoje no advento da IA (Inteligência Artificial), as coisas estão quase sem controle, por isso não acredite em facilidades que a Bíblia não lhe garante, a única facilidade que a Bíblia te garante é o perdão de seus pecados se você arrepender e pedir perdão a Deus. Você sabia que até para entrar no céu é difícil, você tem que ter força de vontade, tem que renunciar o seu eu e seguir em frente olhando firme para o autor e consumador da nossa fé que é Jesus Cristo o Filho do Deus vivo. 
7 - O resultado é muito negativo e está aí nos gabinetes pastorais: gente dopada de promessas vazias e sem esperança de solução de seus problemas. Nem os psicólogos, nem os psiquiatras e nem os teólogos dão conta de resolver os seus problemas. Muitos crentes não acreditam mais em milagres e chegam a dizer “eu não acredito mais”, tomaram tudo o que eu tinha e não resolveram os meus problemas. Outros dizem “eu anotei cada profecia dos últimos anos e a minha vida foi o oposto de tudo o que prometeram no púlpito". Isso não é crise de fé dessas pessoas, isso é o resultado de um estelionato espiritual continuado de pessoas que utilizam o nome de Jesus, utilizam a Bíblia para enganar, como diz a própria palavra de Deus, que o espírito do Anticristo engana até os escolhidos. E mais ainda o Anticristo já está operando no meio da igreja para enganar a todos. Qual é o melhor lugar para o enganador enganar os escolhidos 2 Tessalonicenses 2.1-12 nos alerta: 1. Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, 2. que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto. 3. Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, 4. o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. 5. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? 6. E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. 7. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; 8. e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; 9. a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, 10. e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. 11. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, 12. para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade. 
8 – Muitos pastores, cantores e pregadores venderam para nós que o Reino de Deus é um como se fosse um balcão de negócios, um balcão de empregos, um balcão de venda de prosperidade, um balcão de compra e venda de milagres de “recebe a bênção quem paga mais” e para estes quem paga mais recebe mais. Se você jejuar “certo”, se ofertar a quantia “certa” na fogueira “certa”, “com o pregador certo", na “igreja certa", daí Deus é “obrigado a te dar a vitória financeira, a vitória amorosa", a “vitória maior do que a de todos os outros”. Transformaram o Todo-Poderoso Deus em um gênio da lâmpada que assina metas de fim de ano para enriquecer os “fiéis” daquele ministério tal ou do pregador tal. Vamos falar a verdade nua e crua, temos que aprender a descansar e esperar é em Deus e não nas promessas falhas dos homens. Temos que abominar essa cultura consumista, que lucra com a ansiedade do povo humilde que acredita em tudo e em todos, menos nas verdadeiras promessas de Deus. Isso é infinitamente mais difícil do que aprender a “conquistar” as coisas, confiar em Deus para ficar rico não vai te fazer dono das riquezas terrenas, mas se você confiar em Deus pode ter certeza que Deus te fará herdeiro das coisas celestiais, tais como a “coroa da vida, coroa da vitória” e te fará herdeiro das coisas celestiais. 
9 - O mundo e infelizmente muitas igrejas te adestraram para ser um burro de carga que só vale o quanto pesa, só vale o quanto produz. “Conquistar” segundo eles, é fácil; basta seguir qualquer coach ou mentoria de internet que ensina a correr atrás do vento para você ficar rico e milionário, neste mundo ilusionistas de venda de prosperidade. O verdadeiro desafio, a verdadeira maturidade espiritual, é ter a ousadia de parar e confiar que Deus continua sendo Deus mesmo quando você não está em movimento mesmo quando você decide confiar plenamente em Deus e descansar dessa busca por coisas que Deus não prometeu para ninguém. Descanse no Senhor e confie nEle. Eclesiastes 3 diz que há tempo para todo propósito que Deus tem guardado para você. Eclesiastes 9.2 diz que “tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; Assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento”. A maior rebeldia contra esse sistema que te adoece será o descaso bíblico. Não a preguiça, mas a certeza violenta de que a obra já está consumada na cruz e você não precisa adicionar mais nada. 
10 - Nossa fé precisa amadurecer. Precisamos de menos correria atrás de bens que a traça corrói e mais dependência daquEle que sustenta o universo. Precisamos de menos profetadas de palco. Precisamos de mais do Evangelho puro no altar de Deus. Precisamos de menos exaltação do ser humano; Precisamos de mais honra e glória ao Senhor Jesus que é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. 
11 - A verdadeira adoração a Deus na Bíblia é uma entrega sincera do coração, mente e ações, centrada em Jesus Cristo (o Caminho, a Verdade e a Vida), expressa em espírito e verdade (João 4:24) através de obediência, amor, gratidão, serviço e reverência, reconhecendo-o como Criador e Salvador, e não apenas rituais vazios ou hipocrisia. Envolve conhecer a Palavra de Deus, viver uma vida coerente com o Evangelho, e adorar a Ele por quem Ele é e pelo que Ele faz. 
12 - Quais são os princípios de uma verdadeira Adoração a Deus? (1) Adorar em Espírito e em Verdade. (2) Adorar com sinceridade interior e em conformidade com a Palavra de Deus e Jesus Cristo, rejeitando a hipocrisia, (João 4:24). (3) Adorar em obediência e amor. Isso é um estilo de vida de amor incondicional e obediência à vontade de Deus, como Jesus demonstrou, (João 4:34). (4) Adorar com reconhecimento de Deus. Reconhecer a grandeza de Deus como Criador e Salvador, adorando-O por quem Ele é, (Salmos 18:1). (5) Adorar com entrega total a Ele. Com uma devoção ímpar e que abrange toda a vida, mente e corpo, não apenas momentos do culto, (Romanos 12:1). (6) Adorar com gratidão e louvor, com louvar a Deus pelo que Ele faz e pelo que Ele é. (7) Adorar como um serviço especial pra Deus. A obediência e o serviço a Deus e ao próximo refletem a fé, (Romanos 12:1). 
13 - Exemplos Bíblicos de adoração com sacrifícios a Deus. (1) Abel: Ofereceu o melhor de seu rebanho por fé, submissão e admiração, agradando a Deus, (Gênesis 4). (2) Paulo e Silas: Cantaram hinos na prisão, quebrando cadeias e glorificando a Deus em meio à tortura, tormenta e sofrimento. (Atos 16). 
14 – A adoração segundo a Bíblia produz em nós uma alegria imensurável e inigualável. (1) João 4:23-24: Jesus ensina sobre adorar em espírito e em verdade. (2) Mateus 4:10: Jesus cita Deuteronômio, afirmando que só a Deus se deve adorar e servir. (3) Romanos 12:1: Um "culto racional" é um culto de sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. (4) Salmos 150: Um exemplo de louvor e adoração com instrumentos e júbilo. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.