segunda-feira, 6 de abril de 2026

GOGUE E MAGOGUE OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS

GOGUE E MAGOGUE OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS


I - Na Bíblia, Gogue e Magogue representam os mais perversos e mais letais inimigos do povo de Deus. No fim dos tempos estes inimigos se reunirão, ou já estão em pleno vapor, para lutar contra o povo de Deus, principalmente quererão destruir a acabar com os Judeus em todo o mundo e seu país Israel, tentando destruí-lo de qualquer maneira. Mas, no fim, Deus trará vitória e destruirá todos os inimigos de Israel. Os nomes Gogue e Magogue ganharam destaque devido a uma profecia no livro de Ezequiel e uma referência no livro de Apocalipse. Nestas duas profecias, Gogue e Magogue lideram um exército que ataca Israel no fim dos tempos. 
II - Gênesis 10:1-2 identifica Magogue como um dos filhos de Jafé, filho mais velho de Noé. Os descendentes de Noé se espalharam pelo mundo e formaram vários povos, depois do Dilúvio. Assim, o homem Magogue provavelmente deu origem a um povo chamado Magogue. Ezequiel 38:2 explica que Gogue será um líder da terra de Magogue, que dominará sobre vários outros povos, (que também são descendentes de Jafé). Magogue fica em algum lugar ao norte de Israel e liderará o ataque final contra o povo de Deus: Ezequiel 38:15-16. 
III - Em algum tempo, quando Israel estiver vivendo em paz e segurança, Gogue juntará um grande exército formado por vários povos ao redor de Israel. Esse grande exército, vindo de todos os lados, mas com a frente de ataque principal vindo do norte, virá para destruir e saquear Israel, (Ezequiel 38:7-9). Nesse dia, Deus lutará por Seu povo, provocando um terremoto e enviando a peste e o fogo contra o exército inimigo. As tropas serão lançadas em confusão, matando uns aos outros e sua destruição será total (Ezequiel 38:21-23). O exército de Gogue será completamente exterminado e o povo de Deus viverá em segurança, sem o perigo de inimigos. A vitória final será dada por Deus. 
A - Gogue e Magogue é uma expressão que aparece no livro do Apocalipse como uma referência ao conflito final entre as forças satânicas e Cristo e Seu povo. Há muitas interpretações e teorias acerca desse evento, o que acaba gerando ainda mais curiosidade entre as pessoas acerca dessa expressão. Gogue e Magogue é citado na visão do Antigo Testamento e tem seu desdobramento em outras citações bíblicas, finalizando no Apocalípse. 
B - Gogue e Magogue são citados em passagens do Antigo Testamento. Começando no livro de Gênesis, Magogue é mencionado como um descendente de Jafé, (Gn 10:2; 1Cr 1:5). Já Gogue, é citado como um Rubenita, filho de Semaías, (1Cr 5:4). Apesar dessas referências iniciais, as passagem bíblicas mais importante sobre Gogue e Magogue encontram-se no livro do Profeta Ezequiel nos capítulos. 38 e 39. Gogue aparece como príncipe de Meseque e Tubal, e Magogue como sendo um povo, ou seja, da “Terra de Magogue”. Logo, a narrativa de Ezequiel apresenta Gogue da Terra de Magogue. 
C - Gogue e Magogue na visão do novo testamento, principalmente no contexto de Apocalipse. Como já dissemos, a expressão “Gogue e Magogue” aparece no livro do Apocalipse também e para descrever uma última batalha que precederá o Juízo Final, (Ap 20:7-10). O Apóstolo João, escritor do livro do Apocalípse, relata que acabado o Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, “e saíra para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar”, (Ap 20:8). 
1 - João continua a narrativa dizendo que as nações, persuadidas por Satanás, cercarão “o acampamento dos santos, a cidade amada“, porém um fogo descerá do céu e as devorará, resultando ainda na condenação eterna de Satanás no “lago de fogo que arde como enxofre“. Depois disso, João começa a descrever em detalhes a cena do Juízo Final. 
2 - Gogue e Magogue e as diferentes correntes escatológicas. Sabemos que existem “diferentes correntes escatológicas”, e cada uma delas possui uma visão específica acerca desse assunto, vamos discorrer sobre as principais. (1) Existe aqueles que defendem um futuro reinado milenar e literal de Cristo na terra após a Sua segunda vinda, afirmam que essa batalha de Gogue e Magogue ocorrerá ao término desse período, quando Satanás for literalmente solto novamente para enganar as nações. Vale dizer também que alguns pré-milenistas defendem que essa batalha ocorrerá antes do Milênio, porém creio que essa afirmação seja uma contradição com o próprio pensamento que eles defendem. (2) Portanto, seguindo esse raciocínio mencionado acima haverá então duas grandes batalhas finais: (a) a batalha do Armagedom antes do Milênio e descrita no capítulo 19 do Apocalipse, e (b) a batalha de Gogue e Magogue após o Milênio e descrita no capítulo 20 do Apocalipse. 
3 - Entre os defensores dessa posição há muitas divergências acerca desse evento, de modo que seria impossível citar cada uma delas. As mais comuns entendem que essa batalha de Gogue e Magogue se refere ao ajuntamento de várias nações para atacarem Israel no futuro. As teorias sobre isso são tão específicas que até mesmo nomes de nações já foram sugeridos, entre elas: Rússia, Irã, China, Japão e Índia. 4 - Já quem não defende um futuro reinado literal de Cristo na terra no milênio, entendendo que o Milênio precede a segunda vinda de Cristo, geralmente afirma que essa batalha é a mesma já descrita no capítulo 19, isto é, o Armagedom de fato. Mas, como interpretar Gogue e Magogue e ter a certeza e a clareza dos fatos? Como vimos, a interpretação acerca dessa batalha dependerá da maneira com que interpretamos e entendemos o livro do Apocalipse e alguns eventos escatológicos descritos nele, sobretudo o Milênio. O milênio é um período de mil anos sob o governo de Jesus Cristo na terra com a igreja que fora arrebatada. Este período será instalado por Jesus no final da grande tribulação quando Jesus vencer o anticristo na batalha do Armagedom. 
5 - Antes de falarmos mais sobre o Apocalipse, precisamos voltar ao livro do Profeta Ezequiel. É necessário compreender que o livro de Ezequiel possui um intenso uso de elementos simbólicos em suas profecias, num tipo de linguagem apocalíptica. Os capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel, que nitidamente são proféticos, realmente apresentam algumas dificuldades de interpretação. Os estudiosos se dividem em diferentes opiniões. Como já mencionamos, muitos especulam até mesmo sobre nomes de nações contemporâneas dentro destes capítulos. Talvez uma das teorias mais conhecidas seja aquela que identifica Meseque e Tubal como sendo as cidades Russas de Moscou e Tobolsk, e o “príncipe de Rôs” citado no versículo 2, como o “príncipe da Rússia”, ou seja, Gogue seria o comandante Russo que atacará Israel no futuro. 
6 - Não precisamos nem dizer que esse tipo de interpretação não encontra qualquer fundamentação bíblica. Outros identificam Gogue com sendo Guigues, um rei da Líbia, conhecido nos textos acadianos do século 7 a.C. como um vassalo dos assírios. Uma boa interpretação sobre o assunto sugere que a profecia de Ezequiel se refere ao poder dos selêucidas, especialmente com Antíoco Epifanes, inimigo terrível do povo judeu, cujo centro do seu reino ficava localizado no norte da Síria. Ao norte, o domínio dos selêucidas incluía Meseque e Tubal, distritos da Ásia Menor. De acordo com essa interpretação, a perseguição imposta por Gogue de Magogue, refere-se, em Ezequiel, à dura perseguição imposta pelo governador da Síria, Antíoco Epifanes, sob o povo de Deus. Como disse, considero essa uma boa interpretação, entretanto não creio que a profecia de Ezequiel se esgote nesse período da História. Penso que Ezequiel também se refere, de forma geral, a batalha final contra o povo de Deus, de maneira que o ocorrido com Antíoco Epifanes tipifica uma perseguição futura ainda maior. 
7 - É interessante o uso específico de “Meseque e Tubal”. Sempre que as ameaças a Israel são descritas no Antigo Testamento, tais ameaças vêm do norte, geralmente referindo-se a Assíria, Babilônia e Pérsia. Quando Ezequiel fez referência a “Meseque e Tubal” ele utilizou tribos que viviam nos limites dos reinos do norte, no sentido de mostrar que haveria uma oposição ainda mais difundida contra o povo de Deus. Portanto, creio que a profecia de Ezequiel se cumpriu em Antíoco Epifanes, mas também se cumpre em todos os poderes orquestrados contra o povo de Deus. 
8 - Voltando agora ao Apocalipse, podemos compreender que João tinha em mente esse terrível período de dor e aflição quando usou a expressão “Gogue e Magogue”. A grande opressão que o povo de Deus suportou na antiga dispensação, serve de símbolo para a maior opressão que o povo de Deus precisará suportar na nova dispensação. Logo, a expressão Gogue e Magogue se refere ao ataque final das forças anticristãs lideradas por Satanás contra a Igreja de Cristo. João identifica Gogue e Magogue como “as nações que há nos quatro cantos da terra“, ou seja, não se trata de uma nação específica, mas a totalidade do mundo, isto é, a perseguição do mundo iníquo contra a Igreja. João ressalta que o exército dessa batalha é muito numeroso, tanto como a areia do mar. Nos dias do governo de Antíoco Epifanes, o povo de Israel parecia indefeso diante do poder do exército sírio. Da mesma forma, nos últimos dias que precedem a volta de Cristo no final da grande tribulação, quando Israel estará esmagado pela fúria satânica do Anticristo. A opressão será tão grande que a Igreja parecerá indefesa diante do poder perseguidor que virá do mundo inteiro. 
9 - Outro fato interessante é que, apesar de intenso e severo, o domínio de Antíoco Epifanes teve breve duração, tal como será o curto período de tempo de grande tribulação sobre a terra que será de sete anos sendo três anos e meio de aparente e os últimos três anos e meio de guerra total contra e para destruição total de Israel, conforme Jesus alertou em seu sermão escatológico Mc 13:20; Ap 11:11, mas principalmente em Mateus nos capítulos 24 e 25. Também vale ressaltar que a derrota das forças da Síria foi surpreendentemente inesperada, ou seja, foi uma interferência direta de Deus. Da mesma forma ocorrerá nos momentos finais da presente era com o retorno de Cristo à terra, primeiro para derrotar o Anticristo livrando Israel destruição total, implantação do Reino Milenial de Cristo e depois do milênio Satanás será solto por um pouco de tempo e vai seduzir as nações novamente para guerrear contra o próprio Deus que o esmagará com o sopro de Sua boca quando Satanás e seu exército serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte. 
10 - Portanto, o capítulo 20 do Apocalipse não descreve um conflito entre nações, mas um conflito entre a Igreja e o mundo. Esse conflito de Gogue e Magogue é o mesmo já citado em outras partes do próprio Apocalipse, Ap 16:12ss; 19:19. Note que em Apocalipse 16:14 lemos a expressão “a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso“. Já em Apocalipse 19:19, a expressão é a seguinte: “para batalharem contra aquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército”. E finalmente em Apocalipse 20:8, somos informados de que Satanás sairá “a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha“. No original, lemos em todos estes casos a expressão “a peleja“. 
11 - A descrição que João faz no Apocalípse acerca da batalha do Armagedom (Ap 19:17-21) é uma clara evidencia de que se trata da mesma batalha do capítulo 20 do Apocalipse. Perceba que no capítulo 19, João também faz referência a mesma passagem do livro de Ezequiel (Ez 39:17-20). Em ambas as passagens as aves do céu se fartam da carne e do sangue dos poderosos da terra. Devemos nos lembrar de que o livro do Apocalipse está organizado em sete seções paralelas e progressivas, ou seja, a mesma história é contada e recontada com perspectivas diferentes, de modo que a narrativa vai se tornando mais intensa e detalhada conforme avançamos para o final do livro. 
12 - O detalhe particular do capítulo 20 acerca dessa mesma batalha já mencionada e que as outras referências ainda não haviam esclarecido, fica por conta da descrição do que acontece com Satanás, ou seja, nas outras referências João já havia descrito a queda dos ímpios e a queda dos aliados do dragão (a besta, o falso profeta e a grande Babilônia). Faltava apenas ele descrever a queda do dragão. Como Satanás é o maior oponente de Cristo, naturalmente sua queda é narrada por último. Isso é exatamente o que ocorre no capítulo 20. 
13 – Aqui no final da grande tribulação Gogue e Magogue é o Armagedom, a batalha final entre o bem o mal, é o pouco tempo de Satanás, é a grande tribulação, é o período mais terrível da História, onde o dragão, que é Satanás, e seus aliados perseguirão duramente o povo de Deus. Todavia, o livro do Apocalipse nos mostra que todos estes inimigos de Cristo e de Sua Igreja caem juntos, ao mesmo tempo, em um único evento, em uma única batalha. Todos são destruídos na segunda vinda de Cristo, onde o Cordeiro virá para livrar o Seu povo no final da grande tribulação, onde a cólera de Deus será derramada, onde o juízo de Deus estará completo. Esse dia será maravilhoso para uns e aterrorizante para outros. 
14 - Para concluir, quero dizer que embora existam diferentes opiniões sobre o assunto, o importante é que todas elas concordam que nessa batalha, Satanás será condenado e lançado eternamente no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte e de dia e de noite, juntamente com seus aliados, será atormentado eternamente. 
15 - O passo a passo do final dos tempos será assim: No final da grande tribulação o povo de Israel será liberto das mãos do Anticristo e Satanás será preso por mil anos. Satanás é preso, amarrado por mil anos, os fiéis reinam com Cristo no Milênio. Apocalípse 20:1-6. 1. E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. 4. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. 6. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos. 
16 - Um novo acontecimento semelhante de Gogue e Magogue do final da grande tribulação acontecerá, será a soltura de Satanás no final do Milênio. Satanás será solto por um pouco de tempo e sairá a ajuntar novamente as nações contra aquele que está assentado no trono, Apocalípse 20:7-10. 7. E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8. e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. 9. E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. 10. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. 
17 - O Juízo final, que também é conhecido como o Juízo do grande trono branco, será o julgamento final da besta, do falso profeta e do Anticristo que serão condenados a ser lançados no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte e serão atormentados eternamente, enquanto a igreja do Senhor Jesus lavada no sangue do Cordeiro irá para as mansões celestiais. Apocalípse 20:11-15. 11. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. 
18- Os novos céus e nova terra estão previstos nos capítulos 21 e 22 de Apocalípse. A nova terra será a morada eterna dos crentes em Jesus Cristo. A nova terra e os novos céus são por vezes referidos como o “estado eterno”. As Escrituras nos dão alguns detalhes dos novos céus e da nova terra. Os atuais céus e terra estão há muito tempo sujeitos à maldição de Deus por causa do pecado da humanidade. Toda a criação “geme e suporta angústias até agora” (Romanos 8:22), enquanto aguarda o cumprimento do plano de Deus e “a revelação dos filhos de Deus”, (versículo 19). 
19 - O céu e a terra passarão (Marcos 13:31), e serão substituídos pelos novos céus e pela nova terra. Naquele momento, o Senhor, assentado em Seu trono, diz: “Eis que faço novas todas as coisas”, (Apocalipse 21:5). Na nova criação, o pecado será totalmente erradicado e “nunca mais haverá qualquer maldição”, (Apocalipse 22:3). O novo céu e a nova terra também são mencionados em Isaías 65:17, Isaías 66:22 e 2 Pedro 3:13. Pedro nos diz que o novo céu e a nova terra serão “nos quais habita justiça”. Isaías diz que “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”. As coisas serão completamente novas e a velha ordem das coisas, com a tristeza e a tragédia que as acompanham, desaparecerá. 
20 - A nova terra estará livre do pecado, do mal, da doença, do sofrimento e da morte. Será semelhante à nossa terra atual, mas sem a maldição do pecado. Será a terra como Deus originalmente planejou que fosse. Será o Éden restaurado. Uma característica importante da nova terra será a Nova Jerusalém. João a chama de “a cidade santa, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo”, (Apocalipse 21:2). Essa gloriosa cidade, com suas ruas de ouro e portões perolados, ou de cristais, está situada numa nova e gloriosa terra. A árvore da vida estará lá, (Apocalipse 22:2). Essa cidade representa o estado final da humanidade redimida, para sempre em comunhão com Deus: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles, os seus servos o servirão, contemplarão a sua face”, (Apocalipse 21:3; 22:3–4). 
21 - Nos novos céus e na nova terra, dizem as Escrituras, há sete coisas notáveis pela sua ausência, sete coisas que “não existirão mais”: (1) não haverá mais mar, (Apocalipse 21:1). (2) não haverá mais morte, (Apocalipse 21:4). (3) não haverá mais luto, (Apocalipse 21:4). (4) não haverá mais pranto, (Apocalipse 21:4). (5) não haverá mais dor, (Apocalipse 21:4). (6) não haverá mais maldição, (Apocalipse 22:3). (7) não haverá mais noite, (Apocalipse 22:5). 
22 - A criação dos novos céus e da nova terra traz a promessa de que Deus “enxugará dos olhos, (daqueles martirizados que morreram mas não negaram a fé) toda lágrima”, (Apocalipse 21:4). Esse evento especial de adoração a Deus pelos mártires da fé ocorrerá com Jesus assentado no trono à direita de Deus o Pai, depois da grande tribulação, depois da segunda vinda do Senhor, depois do reino Milenial de Cristo, depois da rebelião final, depois do julgamento final de Satanás e depois do Julgamento do juízo do grande trono Branco. A breve descrição dos novos céus e da nova terra é o último vislumbre da eternidade que a Bíblia nos oferece. Compensa, portanto, viver uma vida cheia do Espírito Santo de Deus aqui na terra, e quando formos chamados para a eternidade, estaremos gozando da glória celestial. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 


Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

Nenhum comentário:

Postar um comentário