segunda-feira, 2 de março de 2026

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA

O DESAFIO NOSSO DO DIA A DIA 


I - Quando a Bíblia diz que somos mais que vencedores, isso significa que o amor de Deus em Cristo nos fortalece de tal forma que podemos suportar seja quais forem as circunstâncias do nosso dia a dia. Os redimidos enfrentam as hostilidades e a dor amparados pela certeza do amor de Deus que os resgatou da escravidão do pecado. Na Bíblia, o versículo que diz que somos mais que vencedores foi escrito pelo apóstolo Paulo. Ao falar sobre a segurança da salvação em Cristo, o apóstolo escreveu: “Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou”, (Romanos 8:37). Mas também é verdade que muita gente aplica esse versículo com um sentido completamente estranho ao seu contexto. Não é difícil encontrar alguém que pensa que esse versículo é uma promessa de que os crentes podem conquistar tudo o que desejarem, afinal são mais que vencedores. Porém, esse versículo se refere a uma vitória que tem muito mais a ver com a idéia de “suportar”; de ser vitorioso na adversidade. O foco desse versículo está na segurança do crente em Cristo, e não na satisfação de desejos pessoais. O apóstolo Paulo deu esse exemplo ao dizer “sede meus imitadores como eu sou de Cristo”, 1 Coríntios 10:32-33. 
II - Nosso desafio é diário e temos que profetizar para nós mesmos que em todas estas coisas somos mais que vencedores por intermédio de Jesus Cristo. Que coisas são estas? São o laborioso trabalho de nossas atividades diárias. O versículo não começa simplesmente com a afirmação: “Somos mais que vencedores”. Antes, o versículo começa dizendo: “Em todas estas coisas”. Isso indica, obviamente, que o próprio texto bíblico explica em quais coisas somos mais que vencedores. Isso fica mais do que claro nos versículos predecessores. (1) Em primeiro lugar Paulo escreve que não restam acusação ou condenação contra os eleitos de Deus, pois o próprio Deus é quem os justifica mediante os méritos de Cristo que morreu, ressuscitou e agora está numa posição exaltada agindo como intercessor do seu povo (Romanos 8:31-34). (2) Em segundo lugar e à luz dessa verdade, o apóstolo questiona: “Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?” (Romanos 8:35). Claro que esse questionamento é retórico, e significa que ninguém jamais será capaz de nos separar do amor de Cristo por nós. (3) Rm terceiro lugar nesta sequência, o apóstolo faz uma citação do Salmo 44: “Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro” (Romanos 8:36; Salmo 44:22). Nesse ponto, Paulo indica que o sofrimento por causa do Senhor é algo bem conhecido dos crentes de todas as épocas. 
III - Então ao dizer que somos mais que vencedores, o apóstolo Paulo tem em mente “todas estas coisas”, isto é, tribulação, dor, hostilidade, privação, angústia e perseguição. Esses sofrimentos, porém, não ameaçam as bênçãos que os crentes desfrutam em Cristo; ao contrário, esses sofrimentos acabam contribuindo para o crescimento espiritual do povo Deus que caminha em direção à glória futura. São bênçãos para o bem de todos os que amam e adoram ao Senhor Jesus em espírito e em verdade. Somos mais que vencedores. “mais que vencedores” indica basicamente uma “superinvencibilidade”. Ser mais que vencedor é o mesmo que ser “supervencedor”. Inclusive, essa expressão traduz uma palavra grega composta que significa algo como “sobrepujar completamente”, no sentido de alcançar uma vitória inigualável. Ao afirmar que somos mais que vencedores, Paulo ensina que o povo de Deus está conquistando uma vitória completa e definitiva que se completará no arrebatamento da igreja.
IV - A ideia aqui é que não há e não haverá nada que os crentes possam temer, pois por piores que sejam as circunstâncias, em todas elas os crentes são mais que vencedores. Isso, inclusive, deixa claro que muitas vezes Deus não nos livra dos problemas, mas nos livra nos problemas; vocês já leram a história do profeta Daniel que foi lançado na cova dos leões? Muitas vezes Deus não nos protege das dificuldades, mas nos protege nas dificuldades, de modo que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus; daqueles que são chamados segundo o seu propósito, seu beneplácito, (Romanos 8:28). A segurança que desfrutamos em Cristo é tão grande que até mesmo as adversidades trabalham em nosso favor. 
V - Se quisermos vencer nossas batalhas do dia a dia, temos que estar olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Somos desafiados a vencer a nós mesmos todos os dias. A amargura de alma gera raiva e frustração dentro de nós, por isso temos que vencer a nós mesmos, este é um dos maiores desafios de nossas vidas todos os dias. Todo mundo tem o dever de aprender como lidar com a amargura de alma, com a raiva, com ressentimentos, com desejos de vingança e com a frustração. O maior desafio de nossas vidas é vencer a nós mesmos. 
A - Romanos 12:17-21 nos diz: 17. A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. 18. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. 19. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor. 20. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça. 21. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. 
B - Provérbios 17:22 diz que: "o espírito abatido faz secar os ossos". A Bíblia também fala sobre a amargura de alma e da inveja, que podem ser destrutivas e maléficas: Provérbios 15:13 diz que "o coração amargurado abate o espírito". Provérbios 14:30 nos diz que "a inveja apodrece os ossos". A amargura de alma é o resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma inapropriada a uma ofensa. Para algumas pessoas a raiva está reprimida debaixo de um exterior calmo. Ela fermenta aonde ninguém pode ver. Outros a jogam instantaneamente para fora quando ficam com raiva. Outros ficam vermelhos no rosto e tremem por dentro. Outros ficam carrancudos e calados. Outros se tornam mordazes e cortantes com sua língua. 
C - Mas todos temos que lidar com ela de uma maneira ou de outra, a raiva, que gera as amargura de alma é uma experiência universal, e a maior parte dela não é boa. Eu me baseio no que Tiago 1:19-20 diz: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus”. Deveríamos aprender como sermos vigilantes e não ficarmos com raiva, porque o que vem rápido demais geralmente está contaminado com injustiça.
D - A Bíblia nos adverte dos perigos da ira. “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus, Tiago 1:19-20. “Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade...”, Colossenses 3:8. “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria... e bem assim toda malícia, Efésios 4:31. “Ora, as obras da carne são conhecidas: ...porfias, ciúmes, iras, discórdias...”, Gálatas 5:19-20, “Aquele que, sem motivo, se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento...”, Mateus 5:22. 
1 - A ira é muito perigosa, não sejamos iracundos e desejosos de exercer vingança. Nesta última advertência você pode ver que a ira é muito perigosa. Se ela fincar raiz em seu coração e se tornar um ressentimento ou criar um espírito que não perdoa, ela pode lhe destruir. Este é o sentido na parábola de Jesus em Mateus 18 sobre o servo que não perdoa: tendo sua enorme dívida cancelada pelo rei, ele se recusa a cancelar a pequena dívida do seu amigo. E assim o rei o joga na prisão por sua crueldade. Jesus termina a parábola com esta advertência no versículo 35: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão”. A ira pode se transformar em uma raiva duradoura e destruidora. Ela pode tomar seu coração, se tornar um ressentimento duradouro, ou criar um espírito, no sentido de sentimento, que não perdoa, e o resultado será condenação. Jesus disse com muita clareza em Mateus 6:15: “Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso pai vos perdoará as vossas ofensas. 
2 - Na Bíblia, a amargura de alma é resultado de não perdoar alguém ou de reagir de forma negativa e inadequada a uma ofensa. A Bíblia diz que um coração amargurado abate o espírito. A Bíblia também fala sobre a "raiz de amargura", que é uma pessoa ou doutrina que incentiva as pessoas a agirem presunçosamente. A Bíblia nos mostra que a raiz de amargura também é uma causa da depressão. No texto de Paulo aos Hebreus vemos que a amargura tem uma raiz, ou seja, vai adentrando pelo nosso coração até atingir a alma, a psique, e nos algema, aprisionando-nos a um estado depressivo que, muitas vezes, pode não ter volta. 
3 - O que a Bíblia diz sobre amargura de alma, o que é uma raiz de amargura? A amargura de alma é um sentimento ruim, de sofrimento, tristeza e ressentimento. Assim como alguns alimentos deixam um sabor amargo na boca, algumas situações podem tornar a vida amarga. Guardar a amargura não é bom, porque tira a alegria da vida e causa ainda mais sofrimento. Todos nós passamos por tempo difíceis mas algumas coisas nos afetam mais que outras. A amargura pode surgir por causa de um acontecimento triste, como a morte de um ente querido, ou por causa de uma injustiça, como uma traição, ou outra coisa ruim. Quando essas coisas acontecem, é normal sentir amargura mas depois temos uma escolha: deixar a amargura de alma crescer e contaminar nossa vida, ou lidar com a situação de maneira positiva buscando estar firme no propósito de esperar a vitória no Senhor Jesus, (Efésios 4:31-32). 
4 - As consequências de uma vida de amargura. Quando deixamos a amargura de alma tomar conta de nossa vida, estraga muitas coisas e pode levar a todo tipo de pecado. Algumas atitudes negativas por parte do ser humano podem gerar, na maioria dos casos, a muitas consequências sofredoras como: Infelicidade, focando apenas nas coisas ruins da vida. Ingratidão, por não apreciar as bênçãos de Deus, pensando apenas na amargura. Ódio por quem o tratou ou causou o mal. Atos de vingança e maldade. Influenciar outros a terem pensamentos negativos a seu respeito. Perda de amizades que não lhe fizeram mal. Afastamento de Deus, por se sentir zangado com Ele e com tudo a sua volta. Por causa de tudo isso, é muito importante tratar da amargura de alma antes que fique incontrolável. Nossa vida não precisa ser definida pela amargura do passado. Em Jesus, podemos vencer, Ele venceu seus inimigos com a sua palavra de mansidão e poderosa. 
5 - Como posso me libertar da amargura de alma? Se você está lutando com sentimentos de amargura, Jesus pode lhe ajudar a ficar livre. Guardar amargura é pecado, é gerar mais amargura. Deus lhe ama e quer lhe perdoar e restaurar sua vida. Peça perdão a Ele e creia que Jesus é seu melhor amigo e seu salvador. Esse é o primeiro passo e o mais importante para se livrar dessa amargura de alma. Qual é a origem de sua amargura de alma? A amargura normalmente vem associada à falta de perdão. Há alguém que você precisa perdoar? O perdão liberta de toda e qualquer amargura. Escolha perdoar e largar o desejo de retribuição, deixando o passado nas mãos de Deus, (Romanos 12:17-19). 
6 - Por fim, olhe para as bênçãos de Deus. Mesmo com tudo que você tem passado, existem coisas boas na sua vida, que podem te alegrar. A maior bênção que Deus dá é Sua presença. Se você ama a Jesus, você nunca está sozinho. E mais: você tem a promessa da vitória e da vida eterna. Nos momentos de amargura, não se esqueça da alegria maior que a salvação nós proporciona. O que é uma raiz de amargura? Hebreus 12:14-17 fala sobre uma raiz de amargura, que é infeciosa e causa muitos problemas na alma. Essa raiz de amargura é uma atitude que resulta e gera amargura para a vida da pessoa. Nesse contexto, o problema não é a amargura mas o que causou a amargura. 
7 - Esaú era o filho mais velho de Isaque e, por tradição, ele deveria ser o próximo líder da família e receberia uma bênção especial do pai. Mas Esaú desprezou esse privilégio e um dia vendeu seu direito de filho mais velho a seu irmão gêmeo, mas que nasceu depois dele, Jacó por um prato de comida, a Bíblia diz que era um prato de lentilhas. Ele achava que esse ato não era importante mas, mais tarde, Jacó recebeu a bênção especial do pai e Esaú ficou sem nenhuma bênção, era costume da época o pai abençoar o filho mais velho antes de morrer para que este continuasse a tradição da família. (Gênesis 27:33-35). Ele tinha perdido sua oportunidade. Então Esaú ficou muito amargurado e quis matar Jacó. Esaú viveu grande parte da sua vida com amargura de alma, perseguindo seu irmão Jacó querendo matá-lo. Muitas pessoas, até dentro da igreja e dentro da família, desprezam o dom da salvação por causa da amargura de alma e continuam na imoralidade, na maldade, no desejo de vingança, em vez de viverem para Deus, procurando se santificar, o que seria bem melhor, mas continuam no pecado, sem remorsos e nem vergonha dos atos maldosos e malucos praticados contra alguém e achando que depois vai ficar tudo bem. Mas, no fim, eles perdem sua oportunidade de serem salvos, porque o mal que fizeram contra os outros vai voltar contra si mesmo. (Hebreus 10:26-27). A Bíblia diz o seguinte em Gálatas 6:7: “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”. 
8 - Não devemos desprezar o que Jesus fez por nós. A salvação implica uma mudança de atitude em relação ao pecado. Não podemos viver mais conformados com os males deste mundo, mas procurar viver de maneira que agradável a Deus. Nossos pecados e nossas fraquezas devem nos incomodar e nossa consciência nos desafia a mudar, devemos perdoar a quem nos ofendeu e devemos nos perdoar a nós mesmos pela maldade que às vezes involuntariamente causamos aos outros. Se continuarmos no pecado, achando que não tem problema, vamos colher fruto muito amargo em nossa vida, por nossas atitudes amargas contra outrem. 
9 - Como vencer a amargura de alma. Devemos ficar firmes, perseverando na busca da direção de Deus para superar está fase negativa. E, quando estiver novamente querendo desanimar, lembre-se da seguinte passagem bíblica: “Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem”. Hebreus 12:15. Ore pela (s) pessoa (s) que o feriu e considere maneiras práticas de demonstrar um amor semelhante ao de Cristo para retribuir àquelas pessoas. Tais passos ousados só podem fluir das verdades da Palavra de Deus. Veja as verdades bíblicas descritas acima e com a ajuda do Espírito Santo você será vencedor em qualquer batalha. Na Bíblia temos todos os armamentos de guerras espirituais essenciais na batalha para resistir e vencer à amargura de alma. Amar nossos inimigos é um princípio central do ensinamento de Jesus, que ele modelou ao ser gracioso para com os críticos e crucificadores, ao lavar os pés de seu traidor Judas e em sua morte sacrificial por nós, enquanto éramos seus inimigos, (Rm 5.6-11).
10 - À luz dessas verdades, Paulo o apóstolo de Jesus nos chama a vencer o mal dos outros fazendo-lhes o bem, a ponto de alimentá-los, se necessário for, (Rm 12.1, 20-21). Aqui o apóstolo Paulo simplesmente reflete as palavras do Senhor Jesus: “Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam; Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai que está nos céus”. (Lc 6.27-28, 36). Como poderíamos aplicar as palavras de Jesus em Lucas 6, especialmente se aquele que nos feriu profundamente permanece sem arrependimento? Perceba os motivos que dão suporte à esta indagação: Jesus nos orientou que devemos usar de amor e misericórdia até mesmo para com os nossos maiores inimigos, insisto na orientação de Jesus dizendo de novo que é até mesmo para com os nossos maiores inimigos. Como destinatários do amor e da misericórdia salvíficos por parte de Deus em Jesus, e movidos por esse mesmo amor e por essa mesma misericórdia, é que devemos perdoar para ao deitar podermos dormir em paz com Deus e com a nossa consciência. 
11 - Quatro pontos que devemos aprender a lutar contra a incredulidade gerada pela amargura da alma: 1. Creia que o que o Grande Médico Jesus diz é um bom conselho. Se ele diz: “Despojai-vos de toda a ira”, não ignore o conselho. Coloque-o na sua mente e decida cumpri-lo. 2. Creia que você foi perdoado, e que ser perdoado por um Deus infinitamente santo é algo assombroso e maravilhoso, e por isso você deve perdoar também àqueles que te ofenderam ou que vierem te ofender. 3. Creia que a vingança pertence a Deus, que ele retribuirá a todos que fazem o mal. Deus retribuirá a cada um as suas obras, sejam elas boas ou más. 4. Creia que o propósito de Deus em todas as suas provações é de transformar a causa da sua ira, da sua provação em algo bom para você. É aquela velha história da frase que diz: “há males que vem pra bem”, mas com Jesus devemos ser mais que vencedores todos os dias de nossas vidas. Em Hebreus 12:2 diz que devemos “olhar firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. 
12 - Em Hebreus 11, o escritor faz uma longa lista de exemplos de fé que os leitores da carta devem seguir. O capítulo 12 começa assim: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta”. Assim, os crentes são descritos como estando em uma corrida. Eles podem olhar para os exemplos que os precederam. As pessoas em Hebreus 11 são a "nuvem de testemunhas", mencionada em Hebreus 12:1. 
13 - A fim de efetivamente "correrem", os crentes precisam se livrar do pecado e de outras escravidões. As pessoas que levam as corridas a sério não carregam bagagem extra; um corredor olímpico nunca foi visto carregando uma mala ou falando ao celular durante a corrida. Tudo o que não é absolutamente essencial é deixado pra trás. Além disso, para vencer a corrida, o corredor deve terminar. O atleta não deve desistir antes de terminar. A perseverança é necessária para vencer todos os obstáculos. 
14 - O autor de Hebreus exorta os crentes a considerarem o exemplo máximo de perseverança de Jesus. Os corredores de uma competição atlética não podem ser distraídos por objetos periféricos. Como corredores na corrida da vida, devemos "olhar atentamente para Jesus", olhando firme para o autor e consumador da nossa fé. Enquanto corremos, devemos olhar para Ele com fé. Ele é mais do que o nosso exemplo; é o nosso destino final. Devemos correr em Sua direção com todas as nossas forças, na promessa de que seremos confirmados como sendo à Sua imagem e semelhança. 
15 - Hebreus 12:2 diz que Jesus é o “autor” da nossa fé. Foi Ele quem criou uma trilha. Foi Ele quem disponibilizou o caminho para o Santo dos Santos a fim de que o restante de nós pudéssemos seguir à presença de Deus como filhos amados, (Hebreus 10:19–20). Jesus também é o “consumador” da nossa fé, foi Ele quem a completou. Cristo não apenas deu início à nossa fé, mas também a concluiu. O versículo seguinte explica como Cristo fez isso. 
16 - Em primeiro lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus suportou a cruz. Lá, no Getsêmani, Ele estava decidido a fazer a vontade do Pai, (Mateus 26:39). Cristo fez isso pensando na alegria que estava por vir. Ele sabia que seria ressuscitado e que voltaria ao lugar de glória que tinha com o Pai desde o princípio, (João 17:5). Ele ansiava pelas pessoas que iria salvar e voluntariamente deu a Sua vida para resgatar as Suas ovelhas, (João 10:10-11). 
17 - Em segundo lugar, Hebreus 12:2 diz que Jesus desprezou a vergonha da cruz. A crucificação era uma morte horrível e torturante, e incluía humilhação pública e vergonha. Jesus foi ridicularizado enquanto carregava a cruz e principalmente quando já estava pendurado na cruz. A placa pendurada acima dele dizia "Rei dos Judeus", uma ironia cruel, pois era verdade, mas aqueles que o assassinaram não acreditavam nisso. Outros observadores zombavam dele, dizendo: “Salvou os outros; a si mesmo se salve, se é, de fato, o Cristo de Deus, o escolhido" (Lucas 23:35). A cruel ironia é que só poderia salvar os outros se escolhesse não salvar a Si mesmo. Ele era verdadeiramente o Messias, e isso o impediu de descer da cruz. Ele era o Escolhido, e havia sido selecionado com o propósito de morrer como sacrifício de Deus pelo pecado. Também é uma ironia que Deus o libertaria, mas somente depois de sofrer o castigo daquela pesada cruz. 
18 - Em terceiro lugar, Hebreus 12:2 ainda diz que depois que Jesus morreu, Deus o ressuscitou dentre os mortos, e Jesus ascendeu ao céu, onde agora está assentado à direita de Deus Pai. Isso significa a autoridade de Jesus, (à direita) e o fato de que Sua obra terminou, Ele se sentou num lugar de destaque junto do Pai. Essa posição contrasta com a dos sacerdotes da época que se levantavam e ofereciam sacrifícios de animais diariamente, (Hebreus 10:11-13). 
19 - O público original do livro de Hebreus parece ter sido de judeus que haviam professado fé em Cristo, mas que agora enfrentavam a perseguição dos judeus incrédulos. Eles foram tentados a voltar atrás, renunciar a Cristo e voltar ao templo e ao sistema sacrificial de animais. Os crentes que leem o livro de Hebreus hoje se deparam com uma tentação semelhante, o mundo e o que deixamos para trás estão sempre nos chamando, querendo que voltemos, se não para um retorno permanente, pelo menos para visitas frequentes. No entanto, estamos em uma corrida. Não há tempo para voltar. 
20 - A corrida que estamos disputando provavelmente se parece mais com uma corrida de obstáculos do tipo militar do que com uma bela e organizada corrida olímpica. Existem perigos reais ao longo do caminho, mas devemos seguir em frente. Temos os exemplos dos santos do passado para seguir, mas o nosso exemplo supremo é o próprio Senhor Jesus, aquele que liderou o caminho, terminou a corrida, pagou por nossos pecados e agora está assentado no lugar de maior honra e autoridade junto ao trono do Pai. Nós olhamos para Ele, não apenas como o nosso exemplo, mas como a nossa fonte de força, como nosso redentor Onipotente, como nosso Único e suficiente Salvador. 
21 - Somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou primeiro, Jesus Cristo nosso Salvador. Definitivamente não é porque somos bons, habilidosos, valorosos ou corajosos. Somos mais que vencedores “por meio daquele que nos amou”. Nossa vitória, antes de tudo, é a vitória de Cristo. Não somos mais que vencedores por causa de algo que depende de nós, mas por causa do que Cristo fez e faz continuamente por nós. Então “por meio daquele que nos amou”, sabemos que agora Deus é por nós e, portanto, ninguém terá êxito em ser contra nós (Romanos 8:31). Sabemos também que Deus nos justificou, já que Cristo morreu em nosso favor (Romanos 8:32,33). Ainda sabemos que Cristo intercede por nós continuamente e nos ama com um amor irrevogável (Romanos 8:34-39). Sim, somos mais que vencedores porque Cristo morreu por nós; porque Cristo vive em nós; porque Cristo nos ama; e porque Cristo intercede por nós. 
22 - Somos mais que vencedores em meio lutas e perseguições da vida no nosso dia a dia. Tudo bem que a perseguição, a dor, a privação, a tribulação e a angústia não podem nos derrotar. Mas alguém ainda pode questionar se há algo mais intenso ou mais poderoso que, porventura, possa ameaçar nossa vitória em Cristo; se não agora, em algum momento futuro. No entanto, a resposta bíblica é mais do que clara. Nem a morte, nem a vida; nem coisas do presente ou do futuro; nem a altura, nem a profundidade; nenhuma criatura, nem mesmo os anjos, os principados e os poderes; absolutamente nada “poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:38,39). 
23 - É realmente incrível saber que em todas essas coisas somos mais que vencedores, porque isso não apenas significa que as coisas que se opõem contra nós são neutralizadas, mas que elas operam em nosso favor, mesmo quando nos causam dor e sofrimento. De fato, isso é muito mais do que derrotar os inimigos, mas é fazer com que os inimigos na insensatez de sua oposição e ou perseguição se movimentem a nosso favor contribuindo com a nossa vitória final. É isso que Deus nos concede por meio de Jesus Cristo. Por isso em Cristo Jesus não somos apenas vencedores, somos mais que vencedores. Graças a Deus que através do Espírito Santo nos ensina a vencermos os inimigos e a nós mesmos no nosso dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.