segunda-feira, 15 de junho de 2026

A ÂNSIA PELO PODER CAUSA TRANSTORNOS IRREVERSÍVEIS

A ÂNSIA PELO PODER CAUSA TRANSTORNOS IRREVERSÍVEIS

 

I – Nós vamos falar do que acontece no mundo hoje e em nosso país sobre o que as pessoas más fazem para tomar o poder para governar um povo, uma nação, e por aí vai. Vamos ver na bíblia alguns péssimos exemplos de pessoas que na ânsia pelo poder tornaram-se indesejáveis e inconsequentes. Também vamos ver exemplos de pessoas que sofreram tudo o que foi possível a um ser humano sofrer para que a humanidade pudesse ser liberta das garras de satanás e seus exércitos do mal.

II - O principal exemplo de alguém que tomou o trono à força na Bíblia é Absalão, filho do Rei Davi. Conduzindo um golpe de estado, ele conquistou o apoio do povo, forçou seu pai a fugir de Jerusalém e autoproclamou-se rei de Israel. Leia a história completa da usurpação de Absalão e suas consequências narradas diretamente em 2 Samuel 15. (1) Falsos líderes que tomam o poder geralmente usam táticas de manipulação, populismo e desinformação. Seja na política, no ambiente corporativo ou na religião, eles costumam se promover como salvadores da pátria, mas governam visando interesses próprios. A ascensão e atuação dessas figuras ocorrem por meio de padrões específicos em diversas áreas da sociedade. (2) Na Política esses líderes costumam chegar ao poder explorando insatisfações populares ou polarização. Eles enfraquecem instituições democráticas e concentram o poder em torno da sua própria imagem, frequentemente recorrendo a mentiras, a narrativas sem comprovação para demonizar adversários e criar uma base de seguidores fanáticos. (3) No Ambiente Corporativo, nas empresas, nas grandes companhias, esses líderes tóxicos geralmente chegam ao topo baseados em autopromoção e teatro corporativo, em vez de competência real. Eles usam o poder para praticar assédio moral, para menosprezar seus concorrentes e sufocar a inovação e focar exclusivamente no lucro de curto prazo, o que acaba gerando um clima de medo e alta rotatividade. (4) No meio religioso a farsa é nítida mas muitos conseguem enganar multidões. Muitos se infiltram disfarçados de ovelhas, mas atuam como lobos. Eles manipulam a fé dos seguidores para obter vantagens financeiras, poder e fama, frequentemente exigindo submissão cega e utilizando discursos que exploram a culpa ou o medo dos fiéis inculcando-lhes o dever de honra-los como “deuses ungidos” e milagreiros.

III - Outros usurpadores também terríveis na Bíblia incluem: (1) Zinri: Comandante do exército que assassinou o Rei Elá e tomou o trono de Israel à força, (1 Reis 16:9-10). Seu reinado, no entanto, durou apenas sete dias. (2)  Abimeleque: Filho do juiz Gideão, que assassinou seus 70 irmãos para se declarar rei de Siquém, (Juízes 9).

A - A ânsia pelo poder é um desejo incontrolável, obsessivo e excessivo por controle, por autoridade, por dominação sobre outras pessoas, por situações ou recursos. Ela representa a busca constante por validação de sua influência, transformando o poder em um fim de domínio em si mesmo e para si, não importante quais os critérios a serem adotados.

B - Compreender o conceito envolvente de ansiedade exagerada é examinar suas origens psicológicas, filosóficas e práticas. (1) As perspectiva psicológica são a raiz da fraqueza. Para a psicologia, a busca desenfreada por poder, por mandar ou controlar, raramente reflete força ou autoconfiança real. É uma mera ilusão descontrolada. (2) Procurar se envolver em compensações para reverter a ansiedade em algo real palpável é buscar algo quase impossível. (3) A ânsia de poder nasce da fraqueza, da insegurança ou do medo de ser vulnerável. A pessoa tenta dominar o ambiente externo para camuflar um vazio ou uma sensação de impotência interior.

C – Qual é a perspectiva filosófica para a vontade de solução e de potencializar os impulsos incontroláveis. (1) Na filosofia, há o conceito de vontade de poder (ou potencialização). Ela não encara isso apenas como algo negativo, mas como a principal força motriz humana para o crescimento, a superação, a realização e a autoafirmação mesmo com insucesso sobre o assunto. A reversão para vencer a ansiedade sem remédios é dificílima mas não impossível. (2) Por outro lado, há na literatura pertinente, alguém que já alertava para o ciclo vicioso do desejo. (3) A ânsia por conquistar algo gera sofrimento pela falta e, logo após a conquista, pode surgir o tédio, fazendo com que a pessoa passe para a próxima ambição incessantemente.  (4) A narrativa bíblica do Rei Salomão ilustra o perigo da busca desmedida pelo poder e pelas riquezas. Embora tenha começado seu reinado com um pedido humilde por sabedoria, o acúmulo de poder, riquezas e alianças políticas gradativamente o afastou de Deus, culminando na divisão do reino de Israel. A trajetória de Salomão e sua relação com o poder na Bíblia desenvolve-se através de fases claras: 1. A Escolha Inicial: Sabedoria em vez de Poder. No início de seu reinado (narrado no livro de 2 Crônicas 1:11-12), quando Deus lhe ofereceu a oportunidade de pedir o que desejasse, Salomão não pediu a morte de inimigos, riquezas ou poder político. Ele pediu sabedoria e discernimento para governar seu povo. Isso agradou a Deus, que além da sabedoria, o abençoou com glória e fortuna. 2. A Centralização e o Desvio da verdade e do governo de Deus. À medida que o império de Israel se expandia, Salomão passou a adotar práticas que contrastavam com os princípios divinos para os reis. A ânsia pela consolidação e manutenção do poder o levou a viver e aceitar muitas coisas erradas. Ele aceitou casamentos Políticos, ele firmou alianças com nações vizinhas, acumulando 700 esposas e 300 concubinas. Essas mulheres gradualmente perverteram o seu coração e o introduziram à idolatria. A prática da idolatria em seu reinado era para satisfazer suas esposas estrangeiras, Salomão construiu altares para deuses pagãos (como Astarote e Moloque) nos arredores de Jerusalém e esta foi a principal causa da desobediência que resultou na ira de Deus e no fracasso do seu reinado, deixando uma lacuna que resultou na divisão das tribos de Israel depois de sua morte, sob o governo de seu filho Roboão. 3. Daí vem as vonsequências e a perda do controle. O texto de 1 Reis 11 detalha como esse distanciamento afetou a estabilidade de sua liderança. Deus avisou que o reino seria tirado de sua descendência por causa da idolatria. Na sua velhice, a tentativa de manter o controle absoluto sobre o poder o fez perseguir seus próprios opositores, como Jeroboão, tentando impedir que as profecias se cumpram. 4. O vazio da vaidade tomou conta de sua vida e de seu governo, a ponto de Salomão declarar que tudo é vaidade. 5. O livro de Eclesiastes, tradicionalmente atribuído a Salomão em sua velhice, é um reflexo profundo de quem experimentou todo o poder, luxo e conquistas humanas possíveis. O rei conclui que viver apenas para as conquistas materiais é "vaidade e correr atrás do vento", ressaltando que o verdadeiro sentido da vida está em temer a Deus e guardar os seus mandamentos.

D - A pergunta que não quer calar é: quem foi a pessoa mais ansiosa da bíblia? Não foi Jesus não, então vamos verificar quem foi. A Bíblia não elege uma única pessoa como a "mais ansiosa", mas destaca diversos personagens que enfrentaram profunda ansiedade, medo e angústia. Na ânsia para ser bem sucedido (a) algumas pessoas registradas na bíblia passaram momentos de angústia inigualável. As situações variam desde o esgotamento até a preocupação com o ativismo, demonstrando a humanidade de figuras históricas e espirituais. Os principais exemplos bíblicos incluem, (1) O apóstolo Paulo que confessou abertamente sentir o peso da "ansiedade por todas as igrejas" (conforme registrado em 2 Coríntios 11:28). Sua preocupação constante com o bem-estar das comunidades cristãs o motivava a agir. (2) O profeta Elias após grandes triunfos, experimentou um esgotamento extremo e um quadro de profunda angústia no deserto, desejando até a morte, (conforme 1 Reis 19:4). (3) Marta, irmã de Maria e de Lázaro a quem Jesus ressuscitou. Ela é considerada o retrato clássico da ansiedade gerada pelo excesso de tarefas, ativismo e pelas cobranças cotidianas, (conforme Lucas 10:41). (4) O Rei Davi que Relatou diversas vezes em seus salmos (como no Salmo 139:23) a sua alma perturbada e o coração ansioso devido às perseguições e fugas que enfrentava. (5) Ana esposa de Elcana e mãe do profeta Samuel, que sofria de intensa aflição e amargura de alma devido à pressão social e familiar associada à sua infertilidade, (conforme 1 Samuel 1:10). (6) Para orientar os leitores a lidarem com essas emoções, as escrituras frequentemente incentivam a entrega das aflições a Deus, como na passagem de Filipenses 4:6-7.

1 - Principais Características da Ânsia pelo Poder. (1) A falta de limites  é insaciável. Quanto mais a pessoa conquista, mais deseja conquistar pois a sensação de poder nunca é suficiente para preencher o vazio inicial. (2) Para isso se utilizam do uso de pessoas e com esse traço tendem a enxergar os outros não como indivíduos, mas como ferramentas, degraus ou obstáculos para alcançar seus objetivos. (3) Têm a tendência resistente à perda. A ideia de perder a autoridade ou algo de muita estima causa um pânico profundo, levando a comportamentos defensivos ou agressivos de acordo com a situação.

2 – Enquanto isso a ambição “saudável” se é que existe, busca a realização pessoal normalmente pelo desenvolvimento de habilidades e a construção de ideias factíveis; já que a ânsia pelo poder foca na imposição de submissão dos outros e na manipulação do ambiente para proteger o próprio egocentrismo, chegando ao absurdo do egolatrismo.

3 - A ansiedade em si é uma emoção natural. No entanto, quando é excessiva, persistente e passa a prejudicar a rotina e o bem-estar, ela se classifica como um transtorno mental. Essas condições psiquiátricas exigem diagnóstico e tratamento profissional. (1) O transtorno de ansiedade é uma condição real, tratável e que se manifesta de várias formas, incluindo o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG). (2) A Preocupação crônica e desproporcional com o dia a dia geralmente é acompanhada da síndrome do pânico com crises repentinas de medo agudo acompanhadas de sintomas físicos intensos.

4 – As fobias específicas e ou sociais se intensificam como: (1) Medo irracional de situações, objetos ou interações sociais. (2) Os sinais não são apenas psicológicos (como "e se" constante); o corpo reage com sintomas físicos, como insônia, taquicardia, tensão muscular e até problemas digestivos. (3) O acompanhamento com psicólogos e psiquiatras é fundamental, pois existem intervenções eficazes, como a TCC Terapia Cognitivo-Comportamental e medicamentos específicos para este tipo de tratamento.

5 - Diferenças entre ânsia e ansiedade. A palavra ânsia é um substantivo feminino que possui três significados principais na língua portuguesa do Brasil, é um desejo intenso, é uma aflição profunda, ou uma sensação de mal-estar físico. (1) Aflição e Angústia refere-se a um estado de inquietação, agonia ou nervosismo, geralmente causado pela incerteza, medo ou por uma espera angustiante. São sinônimos de aflição, angústia, ansiedade e desassossego. Como por exemplo “passou a noite em ânsia à espera de notícias do filho”. (2) Desejo ardente, desejo incontrolável que indica uma vontade muito forte, um anseio ou uma ambição insaciável por algo, ou seja uma ânsia, sofreguidão, avidez, vontade descontrolada. Como por exemplo, "Tinha uma ânsia enorme de conhecer o mundo inteiro”. (3)  Mal-estar físico, (como enjôo do estômago, vomitos), que popularmente, o termo é muito usado para descrever náuseas ou a sensação de que a pessoa vai vomitar. Essas náuseas, enjoo ou engulho são reflexos e muitas pessoas até dizem "O cheiro forte da comida me causou uma ânsia terrível”.

6 - O estado de "ansiedade" é um transtorno psicológico e pode ser até considerado psiquiátrico quando se torna crônico e patológico. No entanto, sentimentos de ansiedade são reações naturais do corpo diante do medo ou de desafios difíceis de serem alcançados. Se uma pessoa estiver se referindo à ânsia (como enjoo ou ânsia de vômito), ela também possui uma forte ligação com a sua mente. Entenda melhor: (1) A ânsia e a ansiedade estão intimamente coligadas. A "ansiedade" ou o estresse elevado acionam o sistema de alerta do cérebro, liberando substâncias que afetam o estômago e podem gerar náuseas físicas, o chamado enjôo psicogênico. (2) O impacto disso no dia a dia é que a ansiedade patológica exige atenção médica ou terapêutica quando os sintomas emocionais e físicos (como tensão, palpitações e náuseas) começam a atrapalhar a sua rotina diária.

7 - Exemplos bíblicos de ânsia associada a ansiedade e ou vice-versa. A Bíblia relata diversos exemplos de homens e mulheres de fé que enfrentaram momentos de extrema ansiedade, angústia ou esgotamento. Longe de ignorar as emoções humanas, as escrituras mostram como lidar com essas crises através da oração e da confiança em Deus.

8 - Alguns dos exemplos mais marcantes incluem de ânsia associada à ansiedade são: (1) Jesus no Getsêmani, antes de sua crucificação, Jesus sentiu uma angústia profunda. O relato do evangelista Lucas descreve seu sofrimento físico e emocional a ponto de seu suor se tornar como gotas de sangue caindo no chão, (Lucas 22:44). (2) O profeta Elias no deserto é outro exemplo bíblico. Após uma grande vitória espiritual, o profeta Elias foi tomado por um esgotamento físico, espiritual e emocional extremo e medo das ameaças da rainha Jezabel. Ele até desejou a morte, mas foi acolhido e restaurado por Deus, (1 Reis 19:4). (3) Davi fugindo principalmente do rei Saul que várias vezes tentou matá-lo. O rei Davi, em seus salmos, expressa com frequência o peso da ansiedade gerada pelas perseguições e perigos que enfrentava, (Salmo 94:19). (4) Ana, mãe do profeta Samuel que era estéril, na aflição clamava a Deus. Ana sofria uma intensa pressão social e familiar por causa da sua esterilidade. Ela derramou sua alma em oração e chorou amargamente diante do Senhor, (1 Samuel 1:10).

9 - Para lidar com a ânsia, as escrituras aconselham entregar as preocupações do dia a dia e confiar no cuidado de Deus. Passagens como 1 Pedro 5:7 que diz: "Lancem sobre ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós", e Filipenses 4:6-7 destacam a oração e a súplica como caminhos para alcançar a paz no coração e a libertação destas preocupações.

10 - Qual o estado psicológico do profeta Elias quando desejou a morte? (1) A Bíblia não diz exatamente que Elias teve depressão, mas mostra que num determinado momento de sua vida ele foi atingido por uma profunda aflição. O profeta ficou tão deprimido que chegou a desejar a morte, (1 Reis 19:4). (2) Alguns estudiosos defendem que não há elementos suficientes no texto bíblico que indiquem de forma incontestável um quadro clínico de depressão. Outros, porém, sugerem que alguns sintomas apresentados pelo profeta Elias, como seu profundo descontentamento e o desprazer pela vida, são indícios muito fortes de que o profeta teve depressão.

11 - A questão é que a depressão é um mal que ainda hoje é cercado de tabus e mistérios, desde suas causas até a extensão de seu impacto no doente. Sabe-se que todos os seres humanos, em algum momento de suas vidas, passam por momentos de grande tristeza que os deixam deprimidos. Mas esse tipo de tristeza transitória é acertadamente distinguido pelos especialistas daquele tipo patológico, crônico e recorrente. As pessoas que não possuem depressão acabam superando a tristeza e a aflição. Já aquelas que sofrem de depressão permanecem constantemente afligidas, não sabem e nem aceitam que podem ser curadas mas precisam da ajuda delas próprias para isso acontecer.

12 - Diante disso, muitos intérpretes bíblicos sugerem que provavelmente Elias sofreu de uma tristeza transitória; já que nas demais referências bíblicas ele não parece sofrer de tristeza crônica. A questão aqui é por que Elias ficou deprimido? (1) O profeta Elias ficou deprimido por causa de uma combinação de fatores. Ele havia sido o profeta levantado por Deus para profetizar em Israel. Mas em seu tempo o povo israelita estava vivendo o auge da idolatria. A nação estava corrompida politicamente, moralmente e espiritualmente. (2) O rei Acabe tinha se casado com a princesa Jezabel dos sidônios. Jezabel era uma devota de Baal-Mercarte e Aserá. Então ela trouxe para dentro de Israel o culto a essas divindades pagãs. Naquele ambiente de prostituição espiritual, o profeta Elias desafiou os profetas de Baal e os matou no Monte Carmelo, (1 Reis 18:40).

13 - Sabendo disso, Jezabel prometeu vingar seus profetas e matar Elias. O profeta temeu por sua vida e fugiu para o deserto. Foi nesse contexto que ocorreu o episódio popularmente chamado de “a depressão de Elias”. A ameaça de Jezabel e a situação desanimadora de Israel para alguém que tinha um enorme zelo pelo nome do Senhor, fizeram com que Elias ficasse desanimado e deprimido. (1) Curiosamente o homem que naquele tempo era o porta-voz de Deus na terra, acabou fixando seus olhos nas circunstâncias terrenas ao invés de olhar para a soberania do Senhor.  (2) Quais foram os sintomas de Elias? Na ocasião em que esteve muito aflito no deserto, Elias demonstrou certos sintomas que são comuns a quem sofre de depressão. (3) Elias apresentou alterações comportamentais, como por exemplo, a tentativa de se isolar. Inclusive, ele entrou numa caverna de onde aparentemente não tinha vontade de sair, (1 Reis 19:9).

14 - Elias apresentou alterações de humor. Claramente ele demonstrou sentir grande descontentamento, desesperança e desinteresse pela vida. Nesse ponto ele pediu: “Toma agora, ó Senhor, a minha alma”, (1 Reis 19:4). (1) Elias também apresentou a fraqueza emocional da baixa autoestima, expressando um sentimento de culpa e inutilidade. Isso explica sua declaração ao dizer: “[…] não sou melhor do que os meus pais”, (1 Reis 19:4). (2) O fato de Elias aparecer um tanto quanto sonolento nesse episódio tem levado algumas pessoas a pensarem que talvez ele tenha experimentado alterações no sono, apresentando sonolência excessiva, que poderia ser a indicação do início de uma forte depressão, (1 Reis 19:5,6). (3) Aparentemente ele também esteve inquieto, com certos pensamentos que repetiam-se incessantemente, (1 Reis 19:10,14). (4) Parece que Elias também sentiu um tipo de solidão. Ele considerava que estava sozinho, (1 Reis 19:10).

15 - Como Elias se recuperou desses sinais mais fortes do momento depressivo e dos fortes sinais de negatividade (porque aparentemente nada dava certo) e ficou desgostoso na sua jornada. (1) Elias, um profeta bíblico, enfrentou desafios extremos que resultaram em sintomas de ansiedade e depressão. Sua história, registrada no primeiro livro dos Reis, oferece uma visão profunda sobre como essas condições podem afetar indivíduos, mesmo aqueles com uma forte fé e conexão espiritual com Deus. (2) Quais foram os principais sintomas físicos manifestados pelo profeta. Elias apresentou vários sintomas físicos que são comuns em pessoas que sofrem de ansiedade e depressão. Entre esses sintomas, podemos destacar a fadiga extrema, que o levou a dormir sob uma árvore de junípero após sua fuga de Jezabel. O junípero (frequentemente associado ao zimbro) é uma árvore ou arbusto conífero do deserto. Na Bíblia, é mencionado tanto como símbolo de beleza e restauração quanto como metáfora de resistência e isolamento, servindo de abrigo ao profeta Elias durante seu momento de exaustão.

16 – No contexto bíblico o simbolismo do refúgio de Elias representava, (1) Abrigo quando fugia da rainha Jezabel, Elias sentou-se exausto à sombra de um pé de Zimbro no deserto. O arbusto ofereceu proteção sob o sol causticante, ilustrando o cuidado e o refrigério de Deus em momentos de profunda depressão do profeta, mostrando também que Deus nunca abandona os seus fiéis, (1 Reis 19:4). (2) Além disso, o profeta Elias experimentou fome e sede sofrendo intensamente durante sua jornada de 40 dias até o monte Horebe. Sentiu sintomas emocionais e espirituais de seu Esgotamento físico. Mas não desistiu de sua jornada de fé. (3) Além dos sintomas físicos, Elias também manifestou sinais emocionais e espirituais de esgotamento. Ele sentiu uma profunda sensação de solidão, acreditando ser o único fiel restante a Deus. Essa percepção distorcida da realidade o levou a um estado de desespero, onde ele pediu para morrer, dizendo: “Já basta, Senhor; toma agora a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais”. (1 Reis 19:4).

17 - Elias foi tratado pelo próprio Deus e providencialmente o Senhor lhe forneceu alimento, descanso e renovação do seu vigor físico. Apesar de sua transcendência, frequentemente as Escrituras mostram Deus se relacionando pessoalmente com seus filhos. (1) Assim, o Senhor escutou o desabafo do desanimado e deprimido Elias, e amorosamente lhe mostrou o quanto ele estava errado. Nesse sentido Deus se encontrou com o profeta e lhe fez perceber que ele não era um inútil, que seu ministério não tinha sido um fracasso e muito menos que ele estava sozinho na terra. Ainda havia sete mil em Israel que não tinham se dobrado em devoção e idolatria a Baal. (1 Reis 19:18). (2) O Senhor lhe avisou que ainda havia uma importante missão que ele deveria realizar. Desmembrada em três tarefas, essa missão seria fundamental para a ruína da casa de Acabe (incluindo a morte de Jezabel) e o fim do culto a Baal em Israel. Entre essas tarefas estava a unção de Eliseu como sucessor de Elias.

18 - Como foi dito, algumas pessoas preferem dizem que Elias teve depressão. Outras apenas se concentram em dizer que Elias experimentou um quadro pontual de profundo desânimo e tristeza. Seja como for, Elias foi plenamente restaurado; e tão logo aquele homem que pensou que a morte era o melhor fim para sua vida, foi levado milagrosamente ao Céu sem provar a morte, (2 Reis 2:11).

19 – Sobre a síndrome do pânico a Bíblia não usa o termo médico "síndrome do pânico", mas descreve profundamente as reações humanas ao medo extremo, à ansiedade e à angústia. A condição não é um "pecado" ou falta de fé, mas um transtorno real em que o medo paralisa o corpo e a mente. (1) Como o pânico é retratado nas Escrituras? Personagens bíblicos importantes viveram momentos de forte pânico, com sintomas semelhantes aos das crises modernas (palpitações, falta de ar e sensação de desespero). (2) O pânico como um transtorno. Será Falta de Fé? A teologia cristã moderna e os líderes espirituais concordam que a síndrome do pânico afeta o lado físico e emocional do ser humano, não sendo um sinal de fraqueza espiritual ou falta de fé. O medo que a Bíblia condena é a desconfiança em Deus, enquanto o pânico é uma condição mental que exige acolhimento fraterno e pessoal. (3) O alento é que tem tratamento. As Escrituras oferecem palavras de consolo e encorajamento para os momentos de crise e ansiedade, mas a teologia e a medicina caminham juntas, sempre orientando que o acompanhamento de profissionais da área como a psiquiatria e a terapia são fundamentais para o restabelecimento da saúde mental da pessoa. (4) Buscar o fortalecimento da saúde mente é necessário. A Bíblia instrui a substituir o medo pela confiança na proteção divina, como em Isaías 41:10 que diz: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo...". (5) Deus é o amor que acalma e em 1 João 4:18 lemos que "no amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo...". (6) Porém exige-se ação e cuidado. Orientação pastoral e médica recomendam unir a oração e a meditação a tratamentos adequados, buscando médicos especialistas para a cura e a restauração da saúde.

20 - No caso do profeta Elias era ansiedade para fazer a vontade de Deus, para que os perseguidores e matadores dos profetas de Deus, (rei Acabe e sua esposa a rainha Jezabel), conhecessem o Deus de Israel. A ânsia pelo poder é tratada na Bíblia como uma armadilha espiritual que leva ao egoísmo e à corrupção e isso era o estava acontecendo com Jezabel e Acabe e por isso Deus enviou o profeta Elias para desafia-los. Em contraste, o verdadeiro poder divino é focado no amor, no serviço ao próximo e na humildade.

21 - A raiz do problema é o orgulho, a  queda de Lúcifer também demonstra isso, (Isaías 14:12-14). (1) O desejo de ser igual ao Altíssimo foi o que corrompeu o querubim ungido, transformando-o em Satanás. A soberba é a base da ambição destrutiva. (2) A tentação no Éden, (Gênesis 3:5) fez com a serpente tentasse Adão e Eva com a promessa de que seriam "como Deus". (3) A busca desmedida por poder frequentemente coloca os desejos humanos acima dos mandamentos de Deus e o ser criado quer ser maior do que Deus o Criador de tudo e de todos.

22  - A distorção do poder no mundo é grande e enganosa. (1) A Bíblia reconhece que a humanidade corrompeu o exercício da autoridade, querem ser adorados como deuses na terra. (3) querem impressionar os outros seus semelhantes. Jesus alertou que os governantes deste mundo usam o poder para dominar e oprimir, impondo sua autoridade sobre os súditos, (Mateus 20:25).

23 -  O modelo de autoridade de Jesus é o poder pelo serviço ou pelo servir com amor. (1) Nos Evangelhos o conceito de liderança e poder é completamente subvertido. (2) O Servo é Sofredor (Marcos 10:43-45), Jesus ensina que "quem quiser tornar-se importante entre vocês, deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro, deverá ser escravo de todos". O próprio Cristo não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida. (3) A humildade (Filipenses 2:5-8) de Jesus que mesmo sendo Deus, Jesus esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo e sendo obediente até a morte e morte de cruz mostrando que a verdadeira grandeza está na obediência e na entrega total à vontade de Deus.

24 – Jesus é o exemplo no ministério cristão para o serviço da obra de Deus. (1) A característica principal é a rejeição de vantagens pessoais. O apóstolo Pedro adverte os líderes a não pastorearem o rebanho por ganância ou por amor ao domínio, mas de boa vontade e servindo de exemplo, (1 Pedro 5:2-3).

25 - O antídoto contra a ansiedade pelo controle sentimental é através de muita intimidade com o Espírito Santo de Deus. (1) Muitas vezes, a ânsia pelo poder está ligada à ansiedade e ao desejo de controlar o futuro e as circunstâncias. A Bíblia orienta que, em vez de tentar resolver tudo com a força do próprio braço, o cristão deve buscar a paz através da dependência de Deus. (2) Para encontrar tranquilidade e foco no servir, lançar as preocupações sobre o Senhor é a resposta recomendada pelas escrituras que diz: "Lancem sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês", (1 Pedro 5:7). "Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ações de graças, apresentem seus pedidos a Deus", (Filipenses 4:6). Veja uma base bíblica sólida para enfrentar os desafios da ansiedade do dia a dia em 1 Pedro 5:6, 7 e Filipenses 4:6-7.

26 - A ânsia pelo poder na Bíblia é retratada como uma tentação humana fundamental e perigosa. Ela surge quando o homem tenta usurpar a soberania e a independência que pertencem exclusivamente a Deus. A Palavra de Deus alerta que esse desejo destrutivo cega a pessoa e gera egoísmo, corrupção e sofrimento. (1) Um estudo das Escrituras Sagradas sobre a busca desenfreada pelo poder revela importantes ensinamentos de queda pela ânsia do poder. (1) A Tentação no Éden de Gênesis 3, onde Adão e Eva foram iludidos pela serpente a comerem do fruto proibido porque desejaram ser como Deus, autônomos e detentores do próprio destino, o resultado foi a queda do homem e a expulsão do Jardim do Éden. (2) A Arrogância de Herodes em Mateus 2, o rei Herodes, obcecado por seu trono e temendo a chegada do Messias, mandou matar crianças inocentes em Belém para eliminar qualquer ameaça à sua autoridade e do seu trono. (3) A Ilusão de Simão, o Mago, registrado em Atos 8:9-24, diz que Simão ofereceu dinheiro aos apóstolos na tentativa de comprar o poder do Espírito Santo, buscando prestígio e autopromoção, resultado: derrota total do mago enganador.

27 - A ânsia pelo poder na Bíblia é retratada como uma tentação humana fundamental e perigosa. Ela surge quando o homem tenta usurpar a soberania e a independência que pertencem exclusivamente a Deus. A Palavra de Deus nos alerta que esse desejo destrutivo cega e gera egoísmo, corrupção e sofrimento. O estudo das Escrituras sobre a busca desenfreada pelo poder revela importantes ensinamentos. Vejamos alguns exemplos Bíblicos já registrados acima de queda pelo poder. (1) A Tentação no Éden: Em Gênesis 3, Adão e Eva foram iludidos pela serpente a comerem do fruto proibido porque desejaram ser como Deus, autônomos e detentores do próprio destino. (2) A arrogância de Herodes em Mateus 2 diz que o rei Herodes, obcecado por seu trono e temendo a chegada do Messias, mandou matar crianças inocentes em Belém para eliminar qualquer ameaça à sua autoridade. (3) A Ilusão de Simão, o Mago em Atos 8:9-24, ele ofereceu dinheiro aos apóstolos na tentativa de comprar o poder do Espírito Santo, buscando prestígio e autopromoção.

28 - A ânsia de Jesus convertida em ansiedade fez com que Jesus pedisse ao Pai “passa de mim esse cálice”. No Jardim do Getsêmani, ao orar "Pai, se possível, afasta (ou passa) de mim este cálice", Jesus expressou a angústia humana diante da dor iminente. O "cálice" é uma metáfora bíblica para o sofrimento. A expressão carrega um significado profundo que une humanidade e obediência: (1) O peso do sofrimento não era apenas o medo da dor física da crucificação, mas o peso espiritual de carregar os pecados da humanidade e experimentar a separação de Deus. (2) A dimensão humana de Cristo no pedido feito a Deus prova que Jesus, sendo plenamente humano, sentiu pavor real do que iria enfrentar. Ele não era insensível ou indiferente à dor. (3) A rendição e obediência de Jesus gerou a frase que tudo não terminaria ali. Jesus completa dizendo: "contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua". Isso demonstra a submissão total ao propósito divino, mesmo diante do sacrifício extremo.

29 - Essa passagem é um dos momentos em que a Bíblia destaca a humanidade de Jesus, mostrando que ele sentiu o mesmo que qualquer ser humano sentiria diante de uma provação terrível, mas escolheu o caminho da obediência a Deus o Pai, por amor. (1) Efeitos psicológicos da frase dita por Jesus no jardim do Getsêmani. A frase "Pai, afasta de mim esse cálice" representa um dos momentos mais profundamente humanos e vulneráveis de Jesus Cristo, registrado nos evangelhos, (Mateus 26:39). (2) A Bíblia ensina que Jesus é plenamente Deus e plenamente humano. Ele assumiu um corpo físico, experimentou emoções, cansaço e dores, tornando-se o mediador perfeito entre a humanidade e Deus. O único aspecto que o diferencia da experiência humana é a ausência de pecado. (3) A Bíblia destaca a humanidade de Jesus de diversas formas: (3a) Nascimento e limitações físicas. (3b) Nascimento e crescimento. (3c) Ele passou pelo processo de gestação, nasceu de uma mulher e cresceu como qualquer outra criança, (Lucas 2:52). (3d) Jesus teve necessidades humanas como, Jesus sentiu fome, (Mateus 4:2), Jesus sentiu sede (João 4:7), Jesus sentiu cansaço após viagens, (João 4:6) e Jesus precisou dormir porque teve sono, (Marcos 4:38). (4) Jesus sentiu emoções e afetos como qualquer outro ser humano. Ele demonstrou uma ampla gama de sentimentos, como compaixão pelas multidões, (Mateus 9:36), tristeza e choro (João 11:33-35, Lucas 19:41), indignação (Marcos 3:5) e profunda angústia no Getsêmani, (Mateus 26:37-39). (5) Jesus sofreu tentações e sofrimentos inigualáveis, seus sofrimentos eram semelhantes aos que nós sentimos, porém eram muito maiores pelo peso da responsabilidade de salvar a humanidade. (6) A Bíblia afirma que Jesus foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas não pecou, (Hebreus 4:15). Ele sofreu a dor física, Ele sofreu a traição, Ele sofreu a rejeição, Ele passou e sofreu dores físicas severas e até a morte na cruz, porém não abriu a sua boca,(Lucas 22:44, Filipenses 2:8). (7) Qual foi o propósito teológico desses acontecimentos, já que a humanidade de Jesus foi essencial para o plano de salvação. (7a) A identificação de Jesus como homem, parecendo de todas dificuldades do ser humano, mas Ele pode se compadecer das fraquezas humanas e agir como um sumo sacerdote misericordioso, (Hebreus 2:17). (7b) Ele tornou-se o único mediador entre Deus e os homens porque é o "homem Cristo Jesus" quem passou por todas as atrocidades mas venceu até a morte na ressurreição, (7c) Jesus tornou-se nosso substituto, o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele,(1 Timóteo 2:5). (Isaías 53). Por ser um homem sem pecado, Ele pôde tomar o lugar da humanidade caída, para abrir o caminho da salvação. A encarnação do Verbo é o ponto central que revela o esvaziamento voluntário de Cristo por nossa causa.

30 - Psicologicamente, essa passagem de Isaías 53, revela a dinâmica do sofrimento, a aceitação da realidade e a resolução de conflitos internos de Jesus que ali era um ser humano como qualquer um de nós. (1) Aqui estão os principais efeitos e reflexões psicológicas desse momento da crucificação de Jesus, (2) Validação da angústia de Jesus como ser humano ao expressar medo, Jesus legitima o estresse, a ansiedade e a dor emocional como reações naturais a traumas iminentes. Ele demonstra que sentir medo não é uma falha de caráter ou de fé, mas uma resposta biológica e psicológica à adversidade. (3) Tensão entre o desejo e o propósito em fazer a vontade do Pai. O conflito reflete o choque entre o instinto de autopreservação (a vontade de viver e evitar a dor) e um propósito superior em favor da salvação da humanidade da condenação eterna. Psicologicamente, é a ilustração máxima de como o ser humano lida com escolhas difíceis, onde o caminho certo muitas vezes exige sacrifício pessoal. (4) Mecanismo de enfrentamento saudável da dor que seria incalculável. Jesus não guarda o sentimento para si; ele expressa sua dor através da oração. Em termos psicológicos, verbalizar a angústia e buscar apoio (neste caso, na figura do Pai) é uma forma madura de autorregulação emocional, evitando o isolamento e o colapso psíquico. (5) O processo de aceitação da Sua missão. A frase se completa com a submissão ao dizer :"Contudo, não seja como eu quero, mas como Tu queres". Isso demonstra a conclusão de um processo de aceitação. Ele reconhece a realidade da situação, processa o luto antecipatório e ajusta sua mente para enfrentar o inevitável, o que reduz o pânico e promove foco e resiliência. Jesus venceu tudo por amor.

Deus abençoe você e sua família.

 

Pastor Waldir Pedro de Souza

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

 

 

 

 

 

 

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