A
ÂNSIA PELO PODER CAUSA TRANSTORNOS IRREVERSÍVEIS
I –
Nós vamos falar do que acontece no mundo hoje e em nosso país sobre o que as
pessoas más fazem para tomar o poder para governar um povo, uma nação, e por aí
vai. Vamos ver na bíblia alguns péssimos exemplos de pessoas que na ânsia pelo
poder tornaram-se indesejáveis e inconsequentes. Também vamos ver exemplos de
pessoas que sofreram tudo o que foi possível a um ser humano sofrer para que a
humanidade pudesse ser liberta das garras de satanás e seus exércitos do mal.
II -
O principal exemplo de alguém que tomou o trono à força na Bíblia é Absalão,
filho do Rei Davi. Conduzindo um golpe de estado, ele conquistou o apoio do
povo, forçou seu pai a fugir de Jerusalém e autoproclamou-se rei de Israel. Leia
a história completa da usurpação de Absalão e suas consequências narradas
diretamente em 2 Samuel 15. (1) Falsos
líderes que tomam o poder geralmente usam táticas de manipulação, populismo e
desinformação. Seja na política, no ambiente corporativo ou na religião, eles
costumam se promover como salvadores da pátria, mas governam visando interesses
próprios. A ascensão e
atuação dessas figuras ocorrem por meio de padrões específicos em diversas áreas
da sociedade. (2) Na
Política esses líderes
costumam chegar ao poder explorando insatisfações populares ou polarização.
Eles enfraquecem instituições democráticas e concentram o poder em torno da sua
própria imagem, frequentemente recorrendo a mentiras, a narrativas sem
comprovação para demonizar adversários e criar uma base de seguidores
fanáticos. (3) No
Ambiente Corporativo, nas
empresas, nas grandes companhias, esses líderes tóxicos geralmente chegam ao
topo baseados em autopromoção e teatro corporativo, em vez de competência real.
Eles usam o poder para praticar assédio moral, para menosprezar seus concorrentes
e sufocar a inovação e focar exclusivamente no lucro de curto prazo, o que
acaba gerando um clima de medo e alta rotatividade. (4) No meio religioso a farsa é nítida mas
muitos conseguem enganar multidões. Muitos se infiltram disfarçados de ovelhas, mas atuam como lobos. Eles
manipulam a fé dos seguidores para obter vantagens financeiras, poder e fama,
frequentemente exigindo submissão cega e utilizando discursos que exploram a
culpa ou o medo dos fiéis inculcando-lhes o dever de honra-los como “deuses ungidos”
e milagreiros.
III - Outros usurpadores também terríveis na Bíblia incluem: (1) Zinri: Comandante do exército que assassinou o Rei Elá e tomou o trono de Israel à força, (1 Reis 16:9-10). Seu reinado, no entanto, durou apenas sete dias. (2) Abimeleque: Filho do juiz Gideão, que assassinou seus 70 irmãos para se declarar rei de Siquém, (Juízes 9).
A - A ânsia pelo poder é um desejo incontrolável, obsessivo e excessivo por controle, por autoridade, por dominação sobre outras pessoas, por situações ou recursos. Ela representa a busca constante por validação de sua influência, transformando o poder em um fim de domínio em si mesmo e para si, não importante quais os critérios a serem adotados.
B - Compreender
o conceito envolvente de ansiedade exagerada é examinar suas origens
psicológicas, filosóficas e práticas. (1) As perspectiva psicológica são a raiz
da fraqueza. Para a psicologia, a busca desenfreada por poder, por mandar ou
controlar, raramente reflete força ou autoconfiança real. É uma mera ilusão
descontrolada. (2) Procurar se envolver em compensações para reverter a
ansiedade em algo real palpável é buscar algo quase impossível. (3) A
ânsia de poder nasce da fraqueza, da insegurança ou do medo de ser vulnerável.
A pessoa tenta dominar o ambiente externo para camuflar um vazio ou uma
sensação de impotência interior.
C –
Qual é a perspectiva filosófica para a vontade de solução e de potencializar os
impulsos incontroláveis. (1) Na filosofia, há o conceito de vontade
de poder (ou potencialização). Ela não encara isso apenas como algo
negativo, mas como a principal força motriz humana para o crescimento, a
superação, a realização e a autoafirmação mesmo com insucesso sobre o assunto.
A reversão para vencer a ansiedade sem remédios é dificílima mas não
impossível. (2) Por outro lado, há na literatura pertinente, alguém que já
alertava para o ciclo vicioso do desejo. (3) A ânsia por conquistar algo gera
sofrimento pela falta e, logo após a conquista, pode surgir o tédio, fazendo
com que a pessoa passe para a próxima ambição incessantemente. (4) A
narrativa bíblica do Rei Salomão ilustra o perigo da busca desmedida pelo poder
e pelas riquezas. Embora tenha começado seu reinado com um pedido humilde por
sabedoria, o acúmulo de poder, riquezas e alianças políticas gradativamente o
afastou de Deus, culminando na divisão do reino de Israel. A trajetória de
Salomão e sua relação com o poder na Bíblia desenvolve-se através de fases
claras: 1. A Escolha Inicial: Sabedoria em vez de Poder. No início de seu
reinado (narrado no livro de 2 Crônicas 1:11-12), quando Deus lhe ofereceu a
oportunidade de pedir o que desejasse, Salomão não pediu a morte de inimigos,
riquezas ou poder político. Ele pediu sabedoria e discernimento para governar
seu povo. Isso agradou a Deus, que além da sabedoria, o abençoou com glória e
fortuna. 2. A Centralização e o Desvio da verdade e do governo de Deus. À
medida que o império de Israel se expandia, Salomão passou a adotar práticas
que contrastavam com os princípios divinos para os reis. A ânsia pela
consolidação e manutenção do poder o levou a viver e aceitar muitas coisas
erradas. Ele aceitou casamentos Políticos, ele firmou alianças com nações
vizinhas, acumulando 700 esposas e 300 concubinas. Essas mulheres gradualmente
perverteram o seu coração e o introduziram à idolatria. A prática da idolatria
em seu reinado era para satisfazer suas esposas estrangeiras, Salomão construiu
altares para deuses pagãos (como Astarote e Moloque) nos arredores de Jerusalém
e esta foi a principal causa da desobediência que resultou na ira de Deus e no
fracasso do seu reinado, deixando uma lacuna que resultou na divisão das tribos
de Israel depois de sua morte, sob o governo de seu filho Roboão. 3. Daí vem as
vonsequências e a perda do controle. O texto de 1 Reis 11 detalha como esse
distanciamento afetou a estabilidade de sua liderança. Deus avisou que o reino
seria tirado de sua descendência por causa da idolatria. Na sua velhice, a
tentativa de manter o controle absoluto sobre o poder o fez perseguir seus
próprios opositores, como Jeroboão, tentando impedir que as profecias se
cumpram. 4. O vazio da vaidade tomou conta de sua vida e de seu governo, a ponto
de Salomão declarar que tudo é vaidade. 5. O livro de Eclesiastes,
tradicionalmente atribuído a Salomão em sua velhice, é um reflexo profundo de
quem experimentou todo o poder, luxo e conquistas humanas possíveis. O rei
conclui que viver apenas para as conquistas materiais é "vaidade e correr
atrás do vento", ressaltando que o verdadeiro sentido da vida está em
temer a Deus e guardar os seus mandamentos.
D - A
pergunta que não quer calar é: quem foi a pessoa mais ansiosa da bíblia? Não
foi Jesus não, então vamos verificar quem foi. A Bíblia não elege uma única
pessoa como a "mais ansiosa", mas destaca diversos personagens que
enfrentaram profunda ansiedade, medo e angústia. Na ânsia para ser bem sucedido
(a) algumas pessoas registradas na bíblia passaram momentos de angústia
inigualável. As situações variam desde o esgotamento até a preocupação com o
ativismo, demonstrando a humanidade de figuras históricas e espirituais. Os
principais exemplos bíblicos incluem, (1) O apóstolo Paulo que confessou
abertamente sentir o peso da "ansiedade por todas as igrejas"
(conforme registrado em 2 Coríntios 11:28). Sua preocupação constante com o
bem-estar das comunidades cristãs o motivava a agir. (2) O profeta Elias após
grandes triunfos, experimentou um esgotamento extremo e um quadro de profunda
angústia no deserto, desejando até a morte, (conforme 1 Reis 19:4). (3) Marta,
irmã de Maria e de Lázaro a quem Jesus ressuscitou. Ela é considerada o retrato
clássico da ansiedade gerada pelo excesso de tarefas, ativismo e pelas
cobranças cotidianas, (conforme Lucas 10:41). (4) O Rei Davi que Relatou
diversas vezes em seus salmos (como no Salmo 139:23) a sua alma perturbada e o
coração ansioso devido às perseguições e fugas que enfrentava. (5) Ana esposa
de Elcana e mãe do profeta Samuel, que sofria de intensa aflição e amargura de
alma devido à pressão social e familiar associada à sua infertilidade,
(conforme 1 Samuel 1:10). (6) Para orientar os leitores a lidarem com essas
emoções, as escrituras frequentemente incentivam a entrega das aflições a Deus,
como na passagem de Filipenses 4:6-7.
1 - Principais
Características da Ânsia pelo Poder. (1) A falta de limites é insaciável.
Quanto mais a pessoa conquista, mais deseja conquistar pois a sensação de poder
nunca é suficiente para preencher o vazio inicial. (2) Para isso se utilizam do
uso de pessoas e com esse traço tendem a enxergar os outros não como
indivíduos, mas como ferramentas, degraus ou obstáculos para alcançar seus
objetivos. (3) Têm a tendência resistente à perda. A ideia de perder a
autoridade ou algo de muita estima causa um pânico profundo, levando a
comportamentos defensivos ou agressivos de acordo com a situação.
2 – Enquanto
isso a ambição “saudável” se é que existe, busca a realização pessoal
normalmente pelo desenvolvimento de habilidades e a construção de ideias
factíveis; já que a ânsia pelo poder foca na imposição de submissão
dos outros e na manipulação do ambiente para proteger o próprio egocentrismo,
chegando ao absurdo do egolatrismo.
3 - A
ansiedade em si é uma emoção natural. No entanto, quando é excessiva,
persistente e passa a prejudicar a rotina e o bem-estar, ela se classifica como
um transtorno mental. Essas condições psiquiátricas exigem diagnóstico e
tratamento profissional. (1) O transtorno de ansiedade é uma condição real,
tratável e que se manifesta de várias formas, incluindo o Transtorno de
Ansiedade Generalizada (TAG). (2) A Preocupação crônica e desproporcional com o
dia a dia geralmente é acompanhada da síndrome do pânico com crises repentinas
de medo agudo acompanhadas de sintomas físicos intensos.
4 –
As fobias específicas e ou sociais se intensificam como: (1) Medo irracional de
situações, objetos ou interações sociais. (2) Os sinais não são apenas
psicológicos (como "e se" constante); o corpo reage com sintomas
físicos, como insônia, taquicardia, tensão muscular e até problemas digestivos.
(3) O acompanhamento com psicólogos e psiquiatras é fundamental, pois existem
intervenções eficazes, como a TCC Terapia Cognitivo-Comportamental e
medicamentos específicos para este tipo de tratamento.
5 - Diferenças
entre ânsia e ansiedade. A palavra ânsia é um substantivo feminino que possui
três significados principais na língua portuguesa do Brasil, é um desejo
intenso, é uma aflição profunda, ou uma sensação de mal-estar físico. (1)
Aflição e Angústia refere-se a um estado de inquietação, agonia ou nervosismo,
geralmente causado pela incerteza, medo ou por uma espera angustiante. São
sinônimos de aflição, angústia, ansiedade e desassossego. Como por exemplo
“passou a noite em ânsia à espera de notícias do filho”. (2) Desejo ardente,
desejo incontrolável que indica uma vontade muito forte, um anseio ou uma
ambição insaciável por algo, ou seja uma ânsia, sofreguidão, avidez, vontade
descontrolada. Como por exemplo, "Tinha uma ânsia enorme de conhecer o
mundo inteiro”. (3) Mal-estar físico, (como
enjôo do estômago, vomitos), que popularmente, o termo é muito usado para
descrever náuseas ou a sensação de que a pessoa vai vomitar. Essas náuseas,
enjoo ou engulho são reflexos e muitas pessoas até dizem "O cheiro forte
da comida me causou uma ânsia terrível”.
6 -
O estado de "ansiedade" é um transtorno psicológico e pode ser até
considerado psiquiátrico quando se torna crônico e patológico. No entanto,
sentimentos de ansiedade são reações naturais do corpo diante do medo ou de
desafios difíceis de serem alcançados. Se uma pessoa estiver se referindo à
ânsia (como enjoo ou ânsia de vômito), ela também possui uma forte ligação com
a sua mente. Entenda melhor: (1) A ânsia e a ansiedade estão intimamente
coligadas. A "ansiedade" ou o estresse elevado acionam o sistema de
alerta do cérebro, liberando substâncias que afetam o estômago e podem gerar
náuseas físicas, o chamado enjôo psicogênico. (2) O impacto disso no dia a dia
é que a ansiedade patológica exige atenção médica ou terapêutica quando os
sintomas emocionais e físicos (como tensão, palpitações e náuseas) começam a
atrapalhar a sua rotina diária.
7 - Exemplos
bíblicos de ânsia associada a ansiedade e ou vice-versa. A Bíblia relata
diversos exemplos de homens e mulheres de fé que enfrentaram momentos de
extrema ansiedade, angústia ou esgotamento. Longe de ignorar as emoções
humanas, as escrituras mostram como lidar com essas crises através da oração e
da confiança em Deus.
8 - Alguns
dos exemplos mais marcantes incluem de ânsia associada à ansiedade são: (1) Jesus
no Getsêmani, antes de sua crucificação, Jesus sentiu uma angústia profunda. O
relato do evangelista Lucas descreve seu sofrimento físico e emocional a ponto
de seu suor se tornar como gotas de sangue caindo no chão, (Lucas 22:44). (2) O
profeta Elias no deserto é outro exemplo bíblico. Após uma grande vitória
espiritual, o profeta Elias foi tomado por um esgotamento físico, espiritual e
emocional extremo e medo das ameaças da rainha Jezabel. Ele até desejou a
morte, mas foi acolhido e restaurado por Deus, (1 Reis 19:4). (3) Davi fugindo
principalmente do rei Saul que várias vezes tentou matá-lo. O rei Davi, em seus
salmos, expressa com frequência o peso da ansiedade gerada pelas perseguições e
perigos que enfrentava, (Salmo 94:19). (4) Ana, mãe do profeta Samuel que era
estéril, na aflição clamava a Deus. Ana sofria uma intensa pressão social e
familiar por causa da sua esterilidade. Ela derramou sua alma em oração e
chorou amargamente diante do Senhor, (1 Samuel 1:10).
9 - Para
lidar com a ânsia, as escrituras aconselham entregar as preocupações do dia a
dia e confiar no cuidado de Deus. Passagens como 1 Pedro 5:7 que diz: "Lancem
sobre ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós", e
Filipenses 4:6-7 destacam a oração e a súplica como caminhos para alcançar a
paz no coração e a libertação destas preocupações.
10 -
Qual o estado psicológico do profeta Elias quando desejou a morte? (1) A Bíblia
não diz exatamente que Elias teve depressão, mas mostra que num determinado
momento de sua vida ele foi atingido por uma profunda aflição. O profeta ficou
tão deprimido que chegou a desejar a morte, (1 Reis 19:4). (2) Alguns
estudiosos defendem que não há elementos suficientes no texto bíblico que
indiquem de forma incontestável um quadro clínico de depressão. Outros, porém,
sugerem que alguns sintomas apresentados pelo profeta Elias, como seu profundo
descontentamento e o desprazer pela vida, são indícios muito fortes de que o
profeta teve depressão.
11 -
A questão é que a depressão é um mal que ainda hoje é cercado de tabus e
mistérios, desde suas causas até a extensão de seu impacto no doente. Sabe-se
que todos os seres humanos, em algum momento de suas vidas, passam por momentos
de grande tristeza que os deixam deprimidos. Mas esse tipo de tristeza
transitória é acertadamente distinguido pelos especialistas daquele tipo
patológico, crônico e recorrente. As pessoas que não possuem depressão acabam
superando a tristeza e a aflição. Já aquelas que sofrem de depressão permanecem
constantemente afligidas, não sabem e nem aceitam que podem ser curadas mas
precisam da ajuda delas próprias para isso acontecer.
12 -
Diante disso, muitos intérpretes bíblicos sugerem que provavelmente Elias
sofreu de uma tristeza transitória; já que nas demais referências bíblicas ele
não parece sofrer de tristeza crônica. A questão aqui é por que Elias ficou
deprimido? (1) O profeta Elias ficou deprimido por causa de uma
combinação de fatores. Ele havia sido o profeta levantado por Deus para
profetizar em Israel. Mas em seu tempo o povo israelita estava vivendo o auge
da idolatria. A nação estava corrompida politicamente, moralmente e
espiritualmente. (2) O rei Acabe tinha se casado com a princesa
Jezabel dos sidônios. Jezabel era uma devota de Baal-Mercarte e
Aserá. Então ela trouxe para dentro de Israel o culto a essas divindades pagãs.
Naquele ambiente de prostituição espiritual, o profeta Elias desafiou
os profetas de Baal e os matou no Monte Carmelo, (1 Reis 18:40).
13 -
Sabendo disso, Jezabel prometeu vingar seus profetas e matar Elias. O profeta
temeu por sua vida e fugiu para o deserto. Foi nesse contexto que ocorreu o
episódio popularmente chamado de “a depressão de Elias”. A ameaça de Jezabel e
a situação desanimadora de Israel para alguém que tinha um enorme zelo pelo
nome do Senhor, fizeram com que Elias ficasse desanimado e deprimido. (1) Curiosamente
o homem que naquele tempo era o porta-voz de Deus na terra, acabou fixando seus
olhos nas circunstâncias terrenas ao invés de olhar para a soberania do Senhor. (2) Quais foram os sintomas de Elias? Na
ocasião em que esteve muito aflito no deserto, Elias demonstrou certos sintomas
que são comuns a quem sofre de depressão. (3) Elias apresentou alterações
comportamentais, como por exemplo, a tentativa de se isolar. Inclusive, ele
entrou numa caverna de onde aparentemente não tinha vontade de sair, (1 Reis
19:9).
14 -
Elias apresentou alterações de humor. Claramente ele demonstrou sentir grande
descontentamento, desesperança e desinteresse pela vida. Nesse ponto ele
pediu: “Toma agora, ó Senhor, a minha alma”, (1 Reis 19:4). (1) Elias
também apresentou a fraqueza emocional da baixa autoestima, expressando um
sentimento de culpa e inutilidade. Isso explica sua declaração ao
dizer: “[…] não sou melhor do que os meus pais”, (1 Reis 19:4). (2) O
fato de Elias aparecer um tanto quanto sonolento nesse episódio tem levado
algumas pessoas a pensarem que talvez ele tenha experimentado alterações no
sono, apresentando sonolência excessiva, que poderia ser a indicação do início
de uma forte depressão, (1 Reis 19:5,6). (3) Aparentemente ele também esteve
inquieto, com certos pensamentos que repetiam-se incessantemente, (1 Reis
19:10,14). (4) Parece que Elias também sentiu um tipo de solidão. Ele
considerava que estava sozinho, (1 Reis 19:10).
15 -
Como Elias se recuperou desses sinais mais fortes do momento depressivo e dos
fortes sinais de negatividade (porque aparentemente nada dava certo) e ficou desgostoso
na sua jornada. (1) Elias, um profeta bíblico, enfrentou desafios extremos que
resultaram em sintomas de ansiedade e depressão. Sua história,
registrada no primeiro livro dos Reis, oferece uma visão profunda sobre como
essas condições podem afetar indivíduos, mesmo aqueles com uma forte fé e
conexão espiritual com Deus. (2) Quais foram os principais sintomas físicos manifestados
pelo profeta. Elias apresentou vários sintomas físicos que são comuns em
pessoas que sofrem de ansiedade e depressão. Entre esses sintomas, podemos
destacar a fadiga extrema, que o levou a dormir sob uma árvore de junípero
após sua fuga de Jezabel. O junípero (frequentemente associado ao zimbro) é uma
árvore ou arbusto conífero do deserto. Na Bíblia, é mencionado tanto como
símbolo de beleza e restauração quanto como metáfora de resistência e
isolamento, servindo de abrigo ao profeta Elias durante seu momento de exaustão.
16 –
No contexto bíblico o simbolismo do refúgio de Elias representava, (1) Abrigo quando
fugia da rainha Jezabel, Elias sentou-se exausto à sombra de um pé de Zimbro no
deserto. O arbusto ofereceu proteção sob o sol causticante, ilustrando o
cuidado e o refrigério de Deus em momentos de profunda depressão do profeta,
mostrando também que Deus nunca abandona os seus fiéis, (1 Reis 19:4). (2) Além
disso, o profeta Elias experimentou fome e sede sofrendo intensamente durante
sua jornada de 40 dias até o monte Horebe. Sentiu sintomas emocionais e espirituais
de seu Esgotamento físico. Mas não desistiu de sua jornada de fé. (3) Além dos
sintomas físicos, Elias também manifestou sinais emocionais e espirituais de
esgotamento. Ele sentiu uma profunda sensação de solidão, acreditando ser
o único fiel restante a Deus. Essa percepção distorcida da realidade o levou a
um estado de desespero, onde ele pediu para morrer, dizendo: “Já basta,
Senhor; toma agora a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais”. (1
Reis 19:4).
17 -
Elias foi tratado pelo próprio Deus e providencialmente o Senhor lhe forneceu
alimento, descanso e renovação do seu vigor físico. Apesar de sua
transcendência, frequentemente as Escrituras mostram Deus se relacionando
pessoalmente com seus filhos. (1) Assim, o Senhor escutou o desabafo do
desanimado e deprimido Elias, e amorosamente lhe mostrou o quanto ele estava
errado. Nesse sentido Deus se encontrou com o profeta e lhe fez perceber que
ele não era um inútil, que seu ministério não tinha sido um fracasso e muito
menos que ele estava sozinho na terra. Ainda havia sete mil em Israel que não
tinham se dobrado em devoção e idolatria a Baal. (1 Reis 19:18). (2) O
Senhor lhe avisou que ainda havia uma importante missão que ele deveria
realizar. Desmembrada em três tarefas, essa missão seria fundamental para a
ruína da casa de Acabe (incluindo a morte de Jezabel) e o fim do culto a
Baal em Israel. Entre essas tarefas estava a unção de Eliseu como
sucessor de Elias.
18 -
Como foi dito, algumas pessoas preferem dizem que Elias teve depressão. Outras
apenas se concentram em dizer que Elias experimentou um quadro pontual de
profundo desânimo e tristeza. Seja como for, Elias foi plenamente restaurado; e
tão logo aquele homem que pensou que a morte era o melhor fim para sua vida,
foi levado milagrosamente ao Céu sem provar a morte, (2 Reis 2:11).
19 –
Sobre a síndrome do pânico a Bíblia não usa o termo médico "síndrome do
pânico", mas descreve profundamente as reações humanas ao medo extremo, à
ansiedade e à angústia. A condição não é um "pecado" ou falta de fé,
mas um transtorno real em que o medo paralisa o corpo e a mente. (1) Como o
pânico é retratado nas Escrituras? Personagens bíblicos importantes viveram
momentos de forte pânico, com sintomas semelhantes aos das crises modernas
(palpitações, falta de ar e sensação de desespero). (2) O pânico como um transtorno.
Será Falta de Fé? A teologia cristã moderna e os líderes espirituais concordam
que a síndrome do pânico afeta o lado físico e emocional do ser humano, não
sendo um sinal de fraqueza espiritual ou falta de fé. O medo que a Bíblia
condena é a desconfiança em Deus, enquanto o pânico é uma condição mental que
exige acolhimento fraterno e pessoal. (3) O alento é que tem tratamento. As
Escrituras oferecem palavras de consolo e encorajamento para os momentos de
crise e ansiedade, mas a teologia e a medicina caminham juntas, sempre orientando
que o acompanhamento de profissionais da área como a psiquiatria e a terapia
são fundamentais para o restabelecimento da saúde mental da pessoa. (4) Buscar
o fortalecimento da saúde mente é necessário. A Bíblia instrui a substituir o
medo pela confiança na proteção divina, como em Isaías 41:10 que diz: "Não
temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te
fortaleço, e te ajudo...". (5) Deus é o amor que acalma e em 1 João 4:18 lemos
que "no amor não há medo; antes, o perfeito amor lança fora o
medo...". (6) Porém exige-se ação e cuidado. Orientação pastoral e médica
recomendam unir a oração e a meditação a tratamentos adequados, buscando
médicos especialistas para a cura e a restauração da saúde.
20 -
No caso do profeta Elias era ansiedade para fazer a vontade de Deus, para que
os perseguidores e matadores dos profetas de Deus, (rei Acabe e sua esposa a
rainha Jezabel), conhecessem o Deus de Israel. A ânsia pelo poder é tratada na
Bíblia como uma armadilha espiritual que leva ao egoísmo e à corrupção e isso
era o estava acontecendo com Jezabel e Acabe e por isso Deus enviou o profeta
Elias para desafia-los. Em contraste, o verdadeiro poder divino é focado no
amor, no serviço ao próximo e na humildade.
21 -
A raiz do problema é o orgulho, a queda
de Lúcifer também demonstra isso, (Isaías 14:12-14). (1) O desejo de ser igual
ao Altíssimo foi o que corrompeu o querubim ungido, transformando-o em Satanás.
A soberba é a base da ambição destrutiva. (2) A tentação no Éden, (Gênesis 3:5)
fez com a serpente tentasse Adão e Eva com a promessa de que seriam "como
Deus". (3) A busca desmedida por poder frequentemente coloca os desejos
humanos acima dos mandamentos de Deus e o ser criado quer ser maior do que Deus
o Criador de tudo e de todos.
22 - A distorção do poder no mundo é grande e
enganosa. (1) A Bíblia reconhece que a humanidade corrompeu o exercício da
autoridade, querem ser adorados como deuses na terra. (3) querem impressionar
os outros seus semelhantes. Jesus alertou que os governantes deste mundo usam o
poder para dominar e oprimir, impondo sua autoridade sobre os súditos, (Mateus
20:25).
23 -
O modelo de autoridade de Jesus é o poder
pelo serviço ou pelo servir com amor. (1) Nos Evangelhos o conceito de
liderança e poder é completamente subvertido. (2) O Servo é Sofredor (Marcos
10:43-45), Jesus ensina que "quem quiser tornar-se importante entre vocês,
deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro, deverá ser escravo de
todos". O próprio Cristo não veio para ser servido, mas para servir e dar
a vida. (3) A humildade (Filipenses 2:5-8) de Jesus que mesmo sendo Deus, Jesus
esvaziou-se a si mesmo, assumindo a forma de servo e sendo obediente até a
morte e morte de cruz mostrando que a verdadeira grandeza está na obediência e
na entrega total à vontade de Deus.
24 –
Jesus é o exemplo no ministério cristão para o serviço da obra de Deus. (1) A
característica principal é a rejeição de vantagens pessoais. O apóstolo Pedro
adverte os líderes a não pastorearem o rebanho por ganância ou por amor ao
domínio, mas de boa vontade e servindo de exemplo, (1 Pedro 5:2-3).
25 -
O antídoto contra a ansiedade pelo controle sentimental é através de muita
intimidade com o Espírito Santo de Deus. (1) Muitas vezes, a ânsia pelo poder
está ligada à ansiedade e ao desejo de controlar o futuro e as circunstâncias.
A Bíblia orienta que, em vez de tentar resolver tudo com a força do próprio
braço, o cristão deve buscar a paz através da dependência de Deus. (2) Para
encontrar tranquilidade e foco no servir, lançar as preocupações sobre o Senhor
é a resposta recomendada pelas escrituras que diz: "Lancem sobre ele toda
a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vocês", (1 Pedro 5:7). "Não
andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, com ações
de graças, apresentem seus pedidos a Deus", (Filipenses 4:6). Veja uma
base bíblica sólida para enfrentar os desafios da ansiedade do dia a dia em 1
Pedro 5:6, 7 e Filipenses 4:6-7.
26 -
A ânsia pelo poder na Bíblia é retratada como uma tentação humana fundamental e
perigosa. Ela surge quando o homem tenta usurpar a soberania e a independência
que pertencem exclusivamente a Deus. A Palavra de Deus alerta que esse desejo
destrutivo cega a pessoa e gera egoísmo, corrupção e sofrimento. (1) Um estudo
das Escrituras Sagradas sobre a busca desenfreada pelo poder revela importantes
ensinamentos de queda pela ânsia do poder. (1) A Tentação no Éden de Gênesis 3,
onde Adão e Eva foram iludidos pela serpente a comerem do fruto proibido porque
desejaram ser como Deus, autônomos e detentores do próprio destino, o resultado
foi a queda do homem e a expulsão do Jardim do Éden. (2) A Arrogância de
Herodes em Mateus 2, o rei Herodes, obcecado por seu trono e temendo a chegada
do Messias, mandou matar crianças inocentes em Belém para eliminar qualquer
ameaça à sua autoridade e do seu trono. (3) A Ilusão de Simão, o Mago,
registrado em Atos 8:9-24, diz que Simão ofereceu dinheiro aos apóstolos na
tentativa de comprar o poder do Espírito Santo, buscando prestígio e
autopromoção, resultado: derrota total do mago enganador.
27 -
A ânsia pelo poder na Bíblia é retratada como uma tentação humana fundamental e
perigosa. Ela surge quando o homem tenta usurpar a soberania e a independência
que pertencem exclusivamente a Deus. A Palavra de Deus nos alerta que esse
desejo destrutivo cega e gera egoísmo, corrupção e sofrimento. O estudo das
Escrituras sobre a busca desenfreada pelo poder revela importantes
ensinamentos. Vejamos alguns exemplos Bíblicos já registrados acima de queda
pelo poder. (1) A Tentação no Éden: Em Gênesis 3, Adão e Eva foram iludidos
pela serpente a comerem do fruto proibido porque desejaram ser como Deus,
autônomos e detentores do próprio destino. (2) A arrogância de Herodes em
Mateus 2 diz que o rei Herodes, obcecado por seu trono e temendo a chegada do
Messias, mandou matar crianças inocentes em Belém para eliminar qualquer ameaça
à sua autoridade. (3) A Ilusão de Simão, o Mago em Atos 8:9-24, ele ofereceu
dinheiro aos apóstolos na tentativa de comprar o poder do Espírito Santo,
buscando prestígio e autopromoção.
28 -
A ânsia de Jesus convertida em ansiedade fez com que Jesus pedisse ao Pai “passa
de mim esse cálice”. No Jardim do Getsêmani, ao orar "Pai, se possível,
afasta (ou passa) de mim este cálice", Jesus expressou a angústia humana
diante da dor iminente. O "cálice" é uma metáfora bíblica para o
sofrimento. A expressão carrega um significado profundo que une humanidade e
obediência: (1) O peso do sofrimento não era apenas o medo da dor física da
crucificação, mas o peso espiritual de carregar os pecados da humanidade e
experimentar a separação de Deus. (2) A dimensão humana de Cristo no pedido
feito a Deus prova que Jesus, sendo plenamente humano, sentiu pavor real do que
iria enfrentar. Ele não era insensível ou indiferente à dor. (3) A rendição e
obediência de Jesus gerou a frase que tudo não terminaria ali. Jesus completa
dizendo: "contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua". Isso
demonstra a submissão total ao propósito divino, mesmo diante do sacrifício
extremo.
29 -
Essa passagem é um dos momentos em que a Bíblia destaca a humanidade de Jesus,
mostrando que ele sentiu o mesmo que qualquer ser humano sentiria diante de uma
provação terrível, mas escolheu o caminho da obediência a Deus o Pai, por amor.
(1) Efeitos psicológicos da frase dita por Jesus no jardim do Getsêmani. A
frase "Pai, afasta de mim esse cálice" representa um dos momentos
mais profundamente humanos e vulneráveis de Jesus Cristo, registrado nos
evangelhos, (Mateus 26:39). (2) A Bíblia ensina que Jesus é
plenamente Deus e plenamente humano. Ele assumiu um corpo físico, experimentou
emoções, cansaço e dores, tornando-se o mediador perfeito entre a humanidade e
Deus. O único aspecto que o diferencia da experiência humana é a ausência de
pecado. (3) A Bíblia destaca a humanidade de Jesus de diversas formas: (3a) Nascimento
e limitações físicas. (3b) Nascimento e crescimento. (3c) Ele passou pelo
processo de gestação, nasceu de uma mulher e cresceu como qualquer outra criança,
(Lucas 2:52). (3d) Jesus teve necessidades humanas como, Jesus sentiu fome,
(Mateus 4:2), Jesus sentiu sede (João 4:7), Jesus sentiu cansaço após viagens, (João
4:6) e Jesus precisou dormir porque teve sono, (Marcos 4:38). (4) Jesus sentiu
emoções e afetos como qualquer outro ser humano. Ele demonstrou uma ampla gama
de sentimentos, como compaixão pelas multidões, (Mateus 9:36), tristeza e choro
(João 11:33-35, Lucas 19:41), indignação (Marcos 3:5) e profunda angústia no
Getsêmani, (Mateus 26:37-39). (5) Jesus sofreu tentações e sofrimentos
inigualáveis, seus sofrimentos eram semelhantes aos que nós sentimos, porém
eram muito maiores pelo peso da responsabilidade de salvar a humanidade. (6) A
Bíblia afirma que Jesus foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas
não pecou, (Hebreus 4:15). Ele sofreu a dor física, Ele sofreu a traição, Ele
sofreu a rejeição, Ele passou e sofreu dores físicas severas e até a morte na
cruz, porém não abriu a sua boca,(Lucas 22:44, Filipenses 2:8). (7) Qual foi o
propósito teológico desses acontecimentos, já que a humanidade de Jesus foi
essencial para o plano de salvação. (7a) A identificação de Jesus como homem,
parecendo de todas dificuldades do ser humano, mas Ele pode se compadecer das
fraquezas humanas e agir como um sumo sacerdote misericordioso, (Hebreus 2:17).
(7b) Ele tornou-se o único mediador entre Deus e os homens porque é o
"homem Cristo Jesus" quem passou por todas as atrocidades mas venceu até
a morte na ressurreição, (7c) Jesus tornou-se nosso substituto, o castigo que
nos traz a paz estava sobre Ele,(1 Timóteo 2:5). (Isaías 53). Por ser um homem
sem pecado, Ele pôde tomar o lugar da humanidade caída, para abrir o caminho da
salvação. A encarnação do Verbo é o ponto central que revela o esvaziamento
voluntário de Cristo por nossa causa.
30 -
Psicologicamente, essa passagem de Isaías 53, revela a dinâmica do sofrimento,
a aceitação da realidade e a resolução de conflitos internos de Jesus que ali
era um ser humano como qualquer um de nós. (1) Aqui estão os principais efeitos
e reflexões psicológicas desse momento da crucificação de Jesus, (2) Validação
da angústia de Jesus como ser humano ao expressar medo, Jesus legitima o
estresse, a ansiedade e a dor emocional como reações naturais a traumas
iminentes. Ele demonstra que sentir medo não é uma falha de caráter ou de fé,
mas uma resposta biológica e psicológica à adversidade. (3) Tensão entre o desejo
e o propósito em fazer a vontade do Pai. O conflito reflete o choque entre o
instinto de autopreservação (a vontade de viver e evitar a dor) e um propósito
superior em favor da salvação da humanidade da condenação eterna.
Psicologicamente, é a ilustração máxima de como o ser humano lida com escolhas
difíceis, onde o caminho certo muitas vezes exige sacrifício pessoal. (4) Mecanismo
de enfrentamento saudável da dor que seria incalculável. Jesus não guarda o
sentimento para si; ele expressa sua dor através da oração. Em termos
psicológicos, verbalizar a angústia e buscar apoio (neste caso, na figura do
Pai) é uma forma madura de autorregulação emocional, evitando o isolamento e o
colapso psíquico. (5) O processo de aceitação da Sua missão. A frase se
completa com a submissão ao dizer :"Contudo, não seja como eu quero, mas
como Tu queres". Isso demonstra a conclusão de um processo de aceitação.
Ele reconhece a realidade da situação, processa o luto antecipatório e ajusta
sua mente para enfrentar o inevitável, o que reduz o pânico e promove foco e
resiliência. Jesus venceu tudo por amor.
Deus
abençoe você e sua família.
Pastor
Waldir Pedro de Souza
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
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