O
PROFETA AMÓS CHAMOU AS MULHERES DE ISRAEL DE VACAS DE BASÂ
I – Leia
a postagem toda e você vai entender o porquê começamos com a história verdadeira
do rei Davi. Davi foi um rei chamado de um “homem segundo o coração de Deus”,
mas era um simples mortal e não vigiou o tanto quanto deveria vigiar. Vamos
aqui no início desta postagem considerar o que aconteceu com o rei Davi quando,
sentindo cansado de lutar e vencer todas as guerras, tirou um tempo de férias
por conta própria para descansar, tempo este que foi como uma licença ou um
tempo de férias para pecar. O principal pecado de Davi
foi o adultério com Bate-Seba, esposa de Urias, um de seus soldados e
além disso planejou e mandou matar Urias. Para esconder a gravidez dela, Davi
tentou manipular Urias e, falhando, ordenou sua morte na batalha. Ele cometeu
os pecados de adultério e homicídio, o que desagradou a Deus e
trouxe graves consequências para sua família, seu reino e sua posteridade.
II -
Como isso aconteceu? Davi viu Bate-Seba tomando banho no terraço de sua
casa, ele estava também num lugar privilegiado no alto do seu palácio de onde
tinha uma visão panorâmica dos arredores e de onde poderia ver aquela mulher
totalmente despida, desejou-a, mandou buscá-la e deitou-se com ela, mesmo
sabendo que ela era casada. Ele deveria estar na guerra liderando seus
comandados e acompanhando os sacerdotes, os levitas e a arca do Senhor. O rei
em todas as guerras ia na frente dos seus soldados. Era o tempo dos reis saírem
à guerra. Como ele dizia que estava “cansado” quis tirar um tempo para
descansar, mas isso tornou-se “em um tempo para pecar”. Isso tudo aconteceu
porque o rei Davi tinha conseguido muitas riquezas e muita prosperidade e tudo
parecia que aquilo lhe dava o direito de fazer o que quisesse, inclusive o
desejar, possuir e pecar com a mulher de um de seus mais fiéis soldados,
chamado Urias. Quando vem a abundância e a prosperidade é a hora de ter mais
vigilância porque o tentador vem e às vezes consegue derrubar qualquer um que
não vigiar.
III
- Assim estava acontecendo no tempo do profeta Amós. O profeta Amós, que atuou
por volta de 760-750 a.C. no Reino do Norte (Israel) durante o reinado de
Jeroboão II, teve como principais contemporâneos os profetas Oséias, Jonas e Isaías.
Eles compartilharam o contexto de denúncia da corrupção moral, idolatria e
injustiça social antes da queda de Samaria. (1) Oséias: Profetizou
no Reino do Norte, focando na apostasia espiritual (idolatria) e no amor de
Deus, sendo contemporâneo próximo de Amós. (2) Jonas: Atuou pouco antes ou
durante o mesmo período, com sua mensagem voltada para Nínive, mas inserido no
mesmo cenário de expansão e de grandes vitórias de Israel. (3) Isaías: Iniciou
seu ministério no Reino do Sul (Judá) no final da vida de Uzias, coincidindo
com o final da atividade de Amós. (4) Miquéias: Também considerado
contemporâneo na denúncia das iniquidades e opressão dos pobres na
região.
A - Amós,
um pastor de Judá, cuja capital era Jerusalém, pregou contra a prosperidade
material injusta no Reino do Norte, focando fortemente na justiça social,
enquanto Oséias focava mais na aliança quebrada. O profeta Amós exerceu seu
ministério por volta de 760-750 a.C., durante um período de grande prosperidade
material e corrupção moral da nação. Seus reis contemporâneos principais
foram o rei Jeroboão II (filho de Joás), que governava o Reino
do Norte (Israel), cuja capital era Samaria, e o rei Uzias (também
chamado Azarias), que governava o Reino do Sul (Judá) cuja capital era
Jerusalém.
B - Como
foi o reinado desses principais governantes contemporâneos do profeta Amós. (1)
Israel (Reino do Norte): Jeroboão II, teve um reinado de grande expansão
territorial e prosperidade, mas com grande apostasia religiosa dominante. (2) Judá
(Reino do Sul): Uzias/Azarias teve quase o mesmo comportamento de
apostasia, mas teve um reinado longo e estável.
C - Outros
Contextos da Época do profeta Amós. (1) Profetas
Contemporâneos: Amós foi contemporâneo dos profetas Oséias e,
possivelmente no final de sua vida, de Isaías. (3) Ameaças Externas: A
Assíria era a superpotência emergente da época, representando uma crescente
ameaça militar na região. (4) O ministério de Amós foi marcado pela
denúncia da injustiça social e da falsa adoração em Betel, sob o reinado de
Jeroboão II.
D –
O termo “vacas de Basã” é considerado um termo pejorativo, uma referência
negativa à sociedade elitizada dos tempos do profeta Amós. Quem foi Amós na
Bíblia? A história deste “pequeno”, profeta considerado
um dos menores dos profetas menores. Significado do Nome Amós: Amós significa
“nascido”, “nascido pela graça de Deus”. Tem origem na palavra do
hebraico “amos”, que quer dizer literalmente “nascido” e por extensão é
atribuído o significado de “nascido pela graça de Deus”. Uma variante inglesa
sem o acento agudo é utilizada desde a Reforma Protestante, principalmente
entre os Puritanos. Perdeu sua popularidade por estar associado a uma essência
rústica. Amós foi um profeta que denunciou a idolatria e a injustiça do povo de
Israel. Ele profetizou a destruição do reino de Israel por causa dos muitos
pecados do povo de Deus. Pouco se sabe sobre sua vida, mas ele escreveu um
livro sobre suas visões. Amós era um pastor de ovelhas que também colhia figos
silvestres. Ele era da cidade de Tecoa, que ficava a sul de Jerusalém. Amós não
recebeu educação para ser profeta nem se considerava um, mas Deus o chamou
para profetizar e lhe deu visões, (Amós 7:14-15).
1 - Israel
no tempo de Amós desfrutava de muitas
bênçãos de Deus. Os israelitas desfrutavam de várias bênçãos, mas também
enfrentavam grandes desafios. Algumas gerações antes de Amós, o reino de Israel
tinha se dividido em dois: Israel, ao norte, e Judá ao sul, ainda governado
pelos descendentes de Davi. Amós era de Judá, mas Deus o chamou para profetizar
em Israel. Suas palavras proféticas declaravam que a destruição de Israel era
iminente. Amós foi o profeta da retidão
e do juízo de Deus no Antigo Testamento.
2 - O
profeta Amós é uma das figuras mais impressionantes do Antigo Testamento. Ele
foi um homem simples, de origem humilde, mas com uma mensagem poderosa que ecoa
até hoje. Deus o levantou para denunciar a injustiça social, a corrupção moral
e a idolatria de Israel. Sua mensagem de juízo não se limitava apenas ao povo
de Israel, mas se estendia a todas as nações, mostrando que Deus exige que o
Seu povo seja justo uns com os outros e para com todos. O Contexto Histórico de
Amós do livro do profeta Amós é enfático ao afirmar que a justiça de Deus ia
acontecer com eles se não se arrependessem. A riqueza fez com que eles passassem
a erguer altares e a adorar outros deuses e a luxúria, a vaidade e os usos e
costumes fez com que eles perdessem o temor a Deus e já não achassem que o que
a Bíblia condena como pecado já não era mais pecado pra eles.
3 - Amós
profetizou durante o reinado de Jeroboão II, em uma época de prosperidade e paz
em Israel. O comércio estava florescendo, a riqueza era abundante, e as
fronteiras de Israel estavam restauradas, como havia sido profetizado (2 Rs
14:25). No entanto, essa prosperidade econômica estava construída sobre a
exploração dos pobres e a corrupção das elites. A desigualdade social era
enorme. Os ricos viviam em luxo exagerado, enquanto os pobres eram oprimidos e
explorados. Amós denunciou a venda de justos por prata e de pobres por um par
de sandálias (Am 2:6-7), revelando a desumanidade escravizante da sociedade
israelita. Essa crítica social tinha um forte caráter teológico: a injustiça
social era uma violação direta da aliança de Israel com Deus.
4 - A
justiça e a retidão eram os pontos necessários e urgentes a serem obedecidos
bem como eram o coração das mensagem de Amós. Amós trouxe uma mensagem clara
dizendo, Deus não está interessado apenas em rituais e sacrifícios. Ele exige
justiça e retidão de seu povo. Para Amós, a verdadeira adoração a Deus não
poderia ser separada da prática da justiça e da retidão no servir a Deus. Ele
deixa isso claro em sua advertência dizendo: “Afaste de mim o barulho das suas
canções. Não quero ouvir a música de suas harpas. Em vez disso, corra à justiça
como um rio, à retidão como um ribeiro perene!”, (Am 5:23-24).
5 - Esse
é um dos pontos centrais de sua profecia: o culto a Deus não é verdadeiro se
não estiver acompanhado de um compromisso com a justiça social e com a retidão
diante de Deus e dos homens. Amós critica fortemente o povo de Israel, que
mantinha suas práticas religiosas enquanto explorava os pobres e se entregava à
imoralidade. (1) O Juízo de Deus e o “Dia do Senhor” virá, profetizava ele para
a nação de Israel no Velho Testamento. “Pois Deus trará a julgamento tudo o que
foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau”. Eclesiastes
12:14.
6 - "Uma
das passagens mais marcantes do livro de Amós é a do “Dia do Senhor”. Enquanto
muitos israelitas esperavam esse dia como um tempo de salvação e vitória sobre
seus inimigos, Amós inverte essa expectativa, dizendo que o “Dia do Senhor”
seria um dia de escuridão e juízo para Israel, (Am 5:18-20). O povo estava
confiante de que suas práticas religiosas os salvariam, mas Amós revelou que a
verdadeira fidelidade a Deus estava na justiça e na retidão.
7 - Quando
Amós começou seu ministério, o rei de Judá era Uzias (ou Azarias) e o rei de
Israel era Jeroboão II. O povo de Israel estava sofrendo, por isso, Deus
usou Jeroboão para libertar os israelitas dos povos opressores, (2 Reis
14:26-27). Jeroboão teve sucesso militar e Israel teve um tempo de paz. O
reinado de Uzias também foi bastante pacífico. Mas Jeroboão não era temente a
Deus. Ele e os israelitas eram idólatras; misturavam a adoração a Deus com
a adoração a outros deuses falsos e práticas pagãs repugnantes. Também havia
muita injustiça social. Os ricos oprimiam os pobres, valorizando mais seus
prazeres que as vidas que destruíam, e não havia justiça nos tribunais, (Amós
2:6-8).
8 - O
ministério de Amós foi muito difícil porque ele tinha que denunciar a fraqueza
e fragilidade de um rei e do seu povo. O trabalho que Deus deu a Amós foi
denunciar tudo de errado que estava acontecendo em Israel, cuja capital era
Samaria. Se os povos vizinhos, que eram pagãos, iriam ser castigados por
seus pecados, quanto mais os israelitas, que se gloriavam de ser o povo de Deus.
O profeta Amós avisou o povo de Israel sobre o perigo do pecado. Deus tinha
sido paciente, mas o povo agora se sentia seguro, sem medo das consequências de
seus pecados. Por isso, Deus iria trazer castigo sobre a nação, (Amós 6:3).
9 - Os
israelitas não quiseram ouvir a mensagem profética de Amós. Amazias, o
sacerdote do santuário idólatra em Betel, acusou Amós de conspirar contra o rei
e o mandou ir embora, (Amós 7:10-12). A Bíblia não conta o que aconteceu com
Amós mais tarde, mas todas as suas profecias se cumpriram. Algumas décadas
depois, Israel foi conquistado pelos assírios e o povo foi exilado. O povo não
se arrependeu com as palavras de Amós, por isso recebeu castigo. O têrmo
bíblico chamado de "Vacas de
Basã" é uma expressão metafórica usada pelo profeta Amós (Amós 4:1-3)
para descrever de forma dura e crítica as mulheres ricas e influentes da
Samaria. O termo simboliza mulheres egoístas, gananciosas e fúteis que viviam
no luxo, incitando seus maridos a oprimir os pobres e esmagar os necessitados
para manter seu alto padrão de vida.
10 -
Entendendo o contexto Bíblico. (1) O que era a região de Basã: Era uma
área a leste do rio Jordão conhecida por sua fertilidade, pastos ricos e,
consequentemente, pela criação de gado robusto e gordo. (2) A metáfora de Amós
era pertinente, Amós usa a imagem de vacas bem nutridas de Basã para
retratar as damas da elite samaritana como insensíveis, indolentes e focadas
apenas em seus próprios prazeres e no consumo de luxo que desfrutavam. (3) A opressão
e a injustiça das mulheres eram brutais: Essas mulheres eram acusadas de
pressionar seus maridos, que ocupavam posições de autoridade, a praticar
injustiças sociais para satisfazer seus desejos e seus caprichos. (4) O
Julgamento profetizado por Amós teria seus efeitos se o povo não se
arrependesse: A profecia anuncia que essas mulheres seriam levadas ao
cativeiro, lançadas "para fora, cada qual em frente de si", perdendo
toda a sua riqueza e privilégios e aquilo que elas achavam era a beleza. (5) O
termo também se referia à elite social (tanto os homens como mulheres e até a
juventude) como um todo, indicando uma sociedade corrompida pela ganância e
indiferente ao sofrimento alheio.
11 -
“Ouvi esta palavra, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis
os pobres e esmagais os necessitados…” (Amós 4:1). Essa não era uma expressão
somente sobre aparência física. É uma sentença contra a consciência endurecida.
Basã era terra fértil, símbolo de fartura e conforto. Deus está falando com
pessoas que viviam cercadas de privilégio enquanto outros eram esmagados. O
problema nunca foi ter abundância foi usar a posição para ignorar quem sofre. Eram
influentes, religiosas, respeitadas, mas sustentavam seu conforto numa
estrutura injusta de opressão aos menos favorecidos. E aqui está o que dói: é
possível ter fé e ainda assim viver insensível ao que acontece com seu
semelhante? É possível cantar, orar, prosperar e continuar fechando os olhos
para a dor alheia? “Vacas de Basã” é o retrato de quando o luxo silencia a
compaixão, quando a prosperidade substitui a justiça e quando a religião vira
cenário de que não existia transformação e mudança de viva daqueles que se
diziam ser o povo de Deus. Deus não confronta riqueza; Ele confronta
arrogância. Ele não ataca prosperidade; Ele expõe opressão. E essa palavra não
morreu em Samaria. Ela ainda ecoa onde o conforto vale mais que a consciência.
Onde a ganância vale mais do que a fé. Onde a mentira prospera mais que a
verdade, onde a luxúria vale mais do que a santificação. Onde as riquezas
materiais valem mais do que qualquer tesouro guardado nos céus.
12 - A frase vacas de Basã tem também um
significado profundo do materialismo e da decadência moral e espiritual da
época do profeta, e isso nos faz pensar no quanto tempo faz e o quanto este têrmo
tem a ver com a nossa realidade de hoje. Parece até que o profeta Amós está
passando em todos os púlpitos das igrejas que se transformaram em palco de
shows de todos os tipos e para todos os seus mentores e apresentadores que
deixaram para trás a simplicidade do Evangelho do Senhor Jesus e das glórias do
Espírito Santo de Deus.
13 –
Mas o texto bíblico alerta as igrejas e seus líderes dizendo: “Ouvi esta
palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os
pobres, que quebrantais os necessitados, que dizeis a seus senhores: dai cá, e
bebamos”, (Am 4.1). A nação de Israel
estava vivendo um período de grande prosperidade, de muita abundância de
alimentos e do ponto de vista material nada lhes faltava.
14 -
Temporariamente as guerras haviam cessado. Neste período o Crescente Fértil
gozava de uma relativa paz. A historicidade do crescente fértil fora dos
padrões normais da bíblia nos informa que “o Crescente Fértil foi a expressão
criada por um arqueólogo norte-americano que chamou aquela terra de terra muito
fértil que se estende dos atuais estados do Iraque, Irã, Kuwait, Síria,
Turquia, Líbano, Chipre, Israel, Palestina, Jordânia e Egito. Região irrigada
pelos rios Tigre, Eufrates, Jordão e Nilo, ela cobre uma superfície de cerca de
450 mil km2 onde surgiram as civilizações antigas do Oriente Próximo como a
suméria, babilônica, assíria, fenícia, egípcia, hitita e hebreia e no Crescente
Fértil, a agricultura em larga escala havia surgido pela primeira vez no mundo
entre a milhares de anos atrás . Há indícios de que o cultivo de plantas tenha
iniciado antes mesmo da domesticação de animais no Oriente Médio. A pecuária só
generalizou na região depois de muitos anos a.C, também. Os vestígios de
cultivo de plantas mais antigos conhecidos foram encontrados em Abu Hureya
(vale do rio Eufrates, na Síria) e em Jericó (Israel). Nesses locais mais de
100 espécies de plantas alimentícias e medicinais foram cultivadas, tanto
cereais como trigo, centeio, cevada e aveia que ainda representam cerca de 70%
do cultivo de alimentos do mundo até hoje. Foram cultivados, também linho (para
obter óleo e fibra para tecidos e cordas), cebola, cenoura, grão-de-bico,
ervilha, lentilha, azeitona, tâmara, figo, pera, maçã, ameixa, cereja, etc”.
15 -
O Crescente Fértil foi, também, o habitat favorável para quatro das cinco
espécies de animais domesticados mais importantes: o boi, a cabra, a ovelha e
o porco. Provavelmente foi o centro de sua domesticação. A quinta
espécie, o cavalo, vivia nas proximidades, mas foi domesticada posteriormente
nas estepes da Eurásia. O Egito mostrava-se um tanto fraco e a Assíria
procrastinava o seu ataque e preparava um projeto de conquista. Enquanto isto,
o reino do Norte achava-se em seu apogeu no que tange a expansão territorial.
Um surto de riqueza havia chegado e se instalado nas terras de Israel, o que,
consequentemente trouxe certo conforto aos seus cidadãos. Foi um período
conhecido como a “idade de ouro”. A sociedade daquela época esbanjava luxo e
ostentava pompa. Os homens naquela época saturavam-se na busca do prazer pelo
prazer. O hedonismo havia conquistado aquele povo. Tornou-se um império.
Procuravam satisfazer todas as suas vontades sem temer as consequências. É
neste cenário decadente e sorumbático que aparecem as vacas de Basã.
16
-"Tudo parecia normal até que um profeta oriundo de Tecoa surge para
perturbar a paz aparente de Israel. Seu semblante rústico chamava a atenção.
Não havia estudado em uma escola de profeta. Não era formado. Era vocacionado.
Não tinha graduação, mas estava forjado com brio, revestido de convicção e
permanecia compenetrado no propósito de transmitir a mensagem de Deus para uma
sociedade apóstata. Sua mensagem colide com o senso comum. Eles possuíam
prosperidade, mas não tinham espiritualidade. Construíram templos que jamais
testemunharam à presença de Deus. A liturgia, embora animada e dinâmica, era
vazia e indigente. Os santuários estavam cheios de pessoas vazias de Deus e
desprovidas de santidade e glória. Em Betel (Casa de Deus) o sistema de
adoração ao bezerro de ouro já durava 170 anos. A casa de Deus tornou-se
habitação do bezerro de ouro. A idolatria edificou suas tendas nas terras de
Israel. O povo precisava urgentemente ouvir a voz de Deus. Em breve,
experimentariam um colapso nacional. A paz, assim como a religião era aparente.
Deus levanta Amós. O ex-capataz de gado e condutor de boi agora é profeta do
Altíssimo. Embora fosse leigo e não possuía o status de profeta, Amós estava
disposto a exercer o ministério sem temer as represálias. Profetizou com
vivacidade. Desmascarou uma pseudo-espiritualidade alimentada pelo frenesi de
um culto que funcionava como entretenimento. Profetizou para o Rei, para as
nações vizinhas, para o sumo sacerdote Amazias. Profetizou para os homens e
mulheres de Israel. Chamou as mulheres de vacas de Basã. Um apelido exótico,
que traz no seu corolário um tom de reprovação e uma gama de reflexões.
17 -
Basã no hebraico significa fértil. Esta era a região que ficava a leste do mar
da Galiléia, conhecida por suas ricas pastagens destituídas de pedras. As
alusões às riquezas e á fertilidade dessa região são frequentes nas páginas do
Antigo Testamento (Dt 32.14; Ez 39. 18; Is 2.13; Zc 11.2). As vacas que ficavam
em Basã viviam muito bem, assim como as mulheres do reino do Norte. O profeta
denuncia a vida fútil daquelas mulheres. O materialismo havia dominado-as. A
nação de Israel estava experimentando uma apostasia e elas permaneciam
indiferentes, porque estavam ocupadas demais satisfazendo os seus apetites e
caprichos. Eram mulheres sem personalidades. Foram levadas pela correnteza,
infeccionadas pelos pecados dos varões. A religião estava decadente, o
sacerdócio corrompido, a sociedade dividida, mas elas não se atentavam para
estas coisas. Voltavam a sua atenção exclusivamente para a cor do vestido e o
trançado dos cabelos que usariam na próxima festa. Estavam ocupadas demais com
os seus próprios interesses. Abriam o sorriso quando na verdade deveriam
esconder a face no intuito de se quebrantarem diante de Deus. Pisavam em
qualquer pessoa no intuito de manter o padrão de vida faustosa. Eram damas nem
um pouco gentis. Mulheres fúteis. Jamais tinham trabalhado um único dia, mas
tinham tempo de sobra para gastar em seus luxos e festas intermináveis. Eram
destituídas de educação, embora se esforçassem no intuito de seguir as regras
de etiqueta. Oprimiam os pobres. Ostentavam grandeza. Eram individualistas. A nação
estava prestes a experimentar um colapso, mas elas só estavam interessadas em
satisfazer os seus apetites. Mulher fútil não é novidade. Já vem desde os
tempos de Amós. O profeta declara que Jeová atacaria aquelas mulheres como um
pescador que apanha os peixes com os anzóis. Seriam abruptamente arrancadas do
seu habitat. Elas seriam vistas como lixo. Seriam arrebatadas da zona de
conforto. Trocariam o luxo pelo lixo. Experimentariam o juízo de Deus.
18 -
As mulheres no estilo de vacas de Basã existem até hoje, não perderam suas
características, permanecem materialistas, egoístas, vaidosas, perfeccionista, amando
mais os prazeres carnais e das riquezas do que a santificação para honrar o
Espírito Santo de Deus. Estão mais preocupadas com a beleza artificial e
artística da carne e exclusivamente com
a aparência mundana e nada mais,
qualquer coisa, eu disse qualquer coisa que elas acham que vai fazer elas
ficarem “mais bonitas” elas correm o risco de serem produtos vencidos que já
perderam a validade nos mercados, são
fabricadas aos montes quase que por atacado, enriquecendo a indústria da
beleza, que de beleza interior e brilho do Espírito Santo não têm nada.
Algumas, apesar de viverem em um ambiente cristão, continuam com uma falsa
beleza por fora e vazias e ocas por dentro. Fazem todos os tipos de cirurgias
modernas para modificar a aparência em nome da beleza, mas viram verdadeiros
(as) andróides manipulados por ditadores da beleza por uma beleza artificial
quando todos são moldados para serem iguais e não o são. Ficam diferentes e
horríveis perdendo a identidade única que Deus deu a cada ser humano. Essas
pessoas assistem cultos e permanecem vazias, ouvem pregações e continuam vazias
e ignorantes, sem entender o que o Espírito Santo está transmitindo para o
coração quebrantado do verdadeiros servos e servas de Deus. A verdade lhes foi
obscurecida pelo excesso de materialismo e vaidade exagerada.
19 -
Preocupam-se demasiadamente com o cabelo, com a aparência do corpo e etc e tal,
mas não examinam o coração. Algumas parecem manequins robóticos desprovidos de
sentimentos, nada ou tudo que é espiritual lhes toca na alma. Desejam
bajulações. Buscam elogios. Querem ouvir palavras que massageiam o seu ego.
Vivem para si e em torno de si. São essencialmente egoístas. O materialismo
destrói tanto a nação quanto o ser humano. Já diziam alguns crentes
antepassados: Deus tenha misericórdia das mulheres que cobrem o juízo para
descobrir as vestes. Caminham errantes. Cegas, porém com saltos altos, (não referindo-se
ao calçado propriamente, mas a vaidade e a falta de pudor) mostrando quase que
o corpo inteiro despido imitando as “Bate-Sebas” do mundo moderno. Insensíveis
no reino espiritual, detalhistas no que diz respeito às coisas materiais. Deus
tenha piedade das mulheres cuja beleza se resume ao exterior, deixando a beleza
espiritual em segundo plano. Deus tenha piedade das mulheres que fazem dos
corredores da Igreja passarelas de desfiles. Basã, não é apenas a terra da
fertilidade, especificamente nesta profecia, é o ambiente da futilidade. As
mulheres virtuosas de Deus sempre se apresentam com a beleza da humildade, da
simplicidade, e é claro, cuidando sem excessos e sem exageros da sua beleza
natural dada por Deus.
20 - O Que Podemos Aprender com o livro do
profeta Amós Hoje? A mensagem de Amós é um desafio direto para nossa sociedade
moderna e que tem um enorme desafio de não se contaminar com o mundanismo dentro
das igrejas e dos lares dos crentes. Vivemos em um mundo onde a desigualdade
social, a injustiça e a exploração sexual e social continuam presentes. Amós
nos lembra que a verdadeira adoração a Deus está intimamente ligada à forma
como tratamos o próximo. Deus exige justiça, retidão e cuidado com os
vulneráveis. Sua mensagem de juízo e restauração ecoa ainda hoje, nos chamando
a viver uma fé viva que se manifesta em ações concretas de justiça que agrade a
Deus.
21 -
Ao olhar para o mundo atual, somos convidados a refletir sobre como nossas
práticas, tanto individuais quanto comunitárias ou coletivas do povo de Deus
estão alinhadas com os valores do Reino de Deus. O profeta Amós nos lembra que
a verdadeira fé não pode ser separada da justiça porque Deus é justo, e que
Deus nos chama e na verdade nos chamou para vivermos de maneira que nos leve a refletir
como um espelho o caráter e o amor de Jesus Cristo para toda a humanidade.
22 –
2 Timóteo 3:1-9, já no tempo do Apóstolo Paulo, ele afirmava que o que estava
acontecendo não agradava a Deus. “1. Sabe, porém, isto: que nos últimos
dias sobrevirão tempos trabalhosos; 2. porque haverá homens (homens aqui está
se referindo às mulheres também), amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos,
soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 3. sem
afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor
para com os bons, 4. traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos
deleites do que amigos de Deus, 5. tendo aparência de piedade, mas negando a
eficácia dela. Destes afasta-te. 6. Porque deste número são os que se
introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados,
levadas de várias concupiscências, 7. que aprendem sempre e nunca podem chegar
ao conhecimento da verdade. 8. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés,
assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e
réprobos (reprovados) quanto à fé. 9. Não irão, porém, avante; porque a todos
será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles”. Deixe a sua vida
ser administrada pelo Espírito Santo e você será muito feliz da maneira que
Deus te fez.
Deus
abençoe você e sua família.
Pastor
Waldir Pedro de Souza.
Bacharel
em Teologia, Pastor e Escritor.
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