segunda-feira, 20 de outubro de 2025

O ENGANADOR OU HIPÓCRITA É RECONHECIDO EM QUALQUER LUGAR

O ENGANADOR OU HIPÓCRITA É RECONHECIDO EM QUALQUER LUGAR. 


O hipócrita é conhecido e reconhecido em qualquer lugar do mundo, tendo aparência e procedimentos de sábio e entendido em tudo, mas na verdade é chamado de louco pela Bíblia. 
I - Existem dois conceitos relacionados aos hipócritas que se declaram sábios mas não o são: a sabedoria do mundo que é loucura para Deus e a "loucura" da fé que confunde os sábios humanos. De acordo com 1 Coríntios 3:18-20, aqueles que se consideram sábios segundo os padrões mundanos devem se tornar "loucos" para alcançar a verdadeira sabedoria em Deus, pois a sabedoria terrena é considerada loucura para Ele. Por outro lado, a fé em Cristo crucificado é vista como loucura pelos que se perdem, mas é o poder de Deus para os salvos. A passagem de 1 Coríntios 3:18-20 enfatiza que a sabedoria humana, com suas lógicas e planos, é vista como loucura por Deus. Ele, por outro lado, usa o que é considerado "louco" e "fraco" pelo mundo para confundir os sábios, os fortes e entendidos. 
II - Definição do que é hipocrisia (moralidade distorcida): “O hipócrita nunca vai aceitar ser considerado como hipócrita mas todos os seus atos, ações, projetos e promessas vão ser recheados de hipocrisia”. A chamada hipocrisia, que é uma palavra derivada do latim hypocrisis e do grego hupokrisis, sendo que ambos os termos trazem a ideia da representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). 
A - Quem tem uma definição que acho mais perfeita para hipocrisia é um professor do conceituado MIT (Massachussets Institute of Technology), que afirma que a hipocrisia pode ser definida como “a recusa de aplicar a nós os mesmos valores que se aplicam aos outros”, conforme escreveu no texto “Distorted Morality”. Neste texto ele nos mostra a realidade do caráter de quem não honra sua existência se passando por uma pessoa conceituada não o sendo na verdade. O autor revela nesse texto dele que “Distorted Morality", ou seja, “moralidade distorcida”, é exatamente o espelho de todo hipócrita. 
B - Interessante notar que Jesus, enquanto esteve neste mundo, teceu diversas críticas aos fariseus e doutores da lei, como podemos ler em Lucas 11:37-54, Lucas 20:45-47, Mateus 23:1-39, Marcos 12:35-37. E se analisarmos com cuidado estas críticas trazidas por Jesus, o foco principal delas era exatamente a questão da hipocrisia. Por exemplo, Jesus criticou o fato deles pregarem sobre Deus, mas converterem pessoas para uma religião morta, fazendo assim dos prosélitos duas vezes mais filhos do geena (inferno) do que eles próprios (Mateus 23:15). 
C - Em outra crítica, Jesus mostra como eles se apresentavam como justos por serem escrupulosos seguidores da Lei, mas na verdade não eram justos: a máscara de justiça escondia um mundo obscuro de pensamentos e atos indignos, como vemos em Mateus 23:27-28, “eram semelhantes aos sepulcros caiados (branqueados com cal), que por fora parecem realmente vistosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundície”. 
1 - Quando leio essas passagens, a visão que me vem é a seguinte: Os fariseus e doutores da lei eram pessoas extremamente estudiosas das 613 mitzvot, ou seja, os mandamentos da Lei mosaica encontrados na Torá e na lei rabínica. Porém, usavam toda essa erudição e conhecimento teológico, não para a edificação do povo em geral, mas, muitas vezes apenas para jogar fardo e sentimento de culpa em um povo já bastante oprimido pela invasão romana, com seus altíssimos impostos e cerceamento de liberdades que chegou ao ápice com a destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C., e início da diáspora, a dispersão dos judeus pelo mundo. 
2 - Vejamos qual é o significado da hipocrisia à luz das Escrituras Sagradas. Hipocrisia é fingimento; é quando uma pessoa esconde sua verdadeira identidade atrás de uma máscara. A hipocrisia leva as pessoas a terem atitudes contraditórias, não praticando o que ensinam. Jesus condenou a hipocrisia. A pessoa hipócrita vive no engano. A vida do hipócrita está cheia de contradições entre aquilo que ensina, que valora e aquilo que faz. Suas ações exteriores e seu coração demonstram seu caráter de hipocrisia. 
3 – O julgamento de si mesmo e seu julgamento dos outros são conflitantes e intrigantes. Para si somente regras simples, para os outros a dureza de suas próprias regras e leis. Tudo em contraste com as leis de Deus. A "Hipocrisia", ou uma variante dessa palavra, é usada cerca de 40 vezes na Bíblia (KJV). Jesus tinha mais a dizer sobre esse pecado do que qualquer outra pessoa na Bíblia, e o alvo de Suas repreensões eram, na maioria das vezes, os Fariseus. No evangelho de Mateus capítulo 23 encontramos o Senhor Jesus repreendendo os tais de tal forma que o capítulo ficou conhecido como o capítulo dos “ais". Suas palavras a eles e a outros líderes religiosos nos dão Sua definição do que é ser hipócrita. a) Jesus os acusou de praticar atos de justiça (Mt 6:1-4), orar (Mt 6:5-6) e jejuar com o rosto triste (Mt 6:16-18) para, apenas, serem vistos pelos homens. b) Julgar os pecados dos outros quando eles eram culpados de cometer os mesmos pecados, (Mt 7:1-6). c) Honravam a Deus com os lábios, mas o coração estava longe dEle. (Mt 15:7-8). d) Não praticavam o que pregavam (Mt 23:3). d) Se mostravam parecendo bons por fora, mas eram impuros por dentro, (Mt 23:25-28). e) Eram praticantes da autojustiça, alegando que eram melhores do que seus ancestrais que mataram os profetas do Antigo Testamento, (Mt 23:29-36). f) Colocavam as necessidades de um animal antes das necessidades de um ser humano, (Lc 13:10-17). Por essas e outras coisas Jesus disse que aqueles que praticam esses pecados: "serão revelados e conhecidos", (Lc 12:1-3), "receberão maior condenação", (Mt 23:14) e serão enviados para o Inferno, (Mt 24:51). 
4 - As Leis de Deus tem suas próprias regras definidas pelo próprio Deus. Como Jesus tratou desse comportamento dos lideres religiosos de sua época: Jesus condenou os líderes religiosos de sua época, os fariseus e os mestres da lei, por serem hipócritas. Por fora, eles pareciam ser pessoas muito espirituais, porque seguiam todas as regras do judaísmo à risca mas, por dentro, eles não eram verdadeiramente dedicados a Deus (Mateus 23:27-28). Eles seguiam as regras mas não por amor a Deus. Por isso, sua religiosidade era oca. Os fariseus tinham criado várias regras desnecessárias ou que contradiziam a palavra de Deus. Ao seguirem essas regras, eles achavam que estavam obedecendo a Deus mas na verdade estavam ignorando Seus mandamentos. A religiosidade deles era apenas para aparecer diante da sociedade em que viviam, (Mateus 23:23-24). Eles enganavam a si mesmos. 
5 - Alguns fariseus se achavam superiores a outras pessoas, por seguirem todas as suas regras. Eles não reconheciam que eles também eram pecadores e que precisavam de perdão, tal como as pessoas que desprezavam. Eles exigiam que todos obedecessem a todas as regras do farisaísmo que julgavam ser humanas e divinas, quando eles próprios não conseguiam fazer isso ou só queriam se mostrar diante do povo, parecendo ser os mais religiosos de todos. Mateus 23:2-4. 
6 - Quem eram os Fariseus e quem eram os Saduceus? Ambos precisavam tirar as máscaras da hipocrisia do fundamentalismo religioso. 1. Os Fariseus já tinham demonstrado qual era a sua religião que era apenas de aparência. Os Fariseus eram um grupo de judeus devotos que surgiram no século II a.C., conhecidos por sua adesão rigorosa à Torá escrita e a uma lei oral, e por crerem na ressurreição dos mortos. Eles se consideravam "separados" por sua observância estrita da lei e suas purificações rituais, tornando-se precursores do judaísmo rabínico. Na Bíblia, são frequentemente retratados em conflito com Jesus, embora nem todos o tenham condenado, como Nicodemos. 2. Segundo a Bíblia, os Saduceus eram uma seita judaica aristocrática, composta principalmente por sacerdotes e a elite de Jerusalém. Eles eram politicamente dominantes no período do Segundo Templo, responsáveis por manter o Templo de Jerusalém e frequentar o Sinédrio. Sua teologia era conservadora, focada apenas na Torá (Lei de Moisés), e eles não acreditavam na ressurreição dos mortos, anjos ou vida após a morte, o que gerou oposição ao ministério de Jesus, que pregava a ressurreição. 
7 - É muito fácil cair na hipocrisia e no espírito de engano dos hipócritas. Quase todas as pessoas caem nesse erro de confiar, de acreditar em pessoas hipócritas e em alguma situação são até prejudicados pela malandragem desses psseudos líderes. Por isso, é importante reconhecer a hipocrisia e procurar mudar a sua situação espiritual para melhor e não ser enganado (a), pelos hipócritas. O primeiro passo para combater a hipocrisia é admitir suas próprias falhas, principalmente a de acreditar nesses enganadores. Estes hipócritas fazem as pessoas acreditarem neles como se eles fossem a solução de seus pontos fracos. Quando você tenta esconder seus erros, você entra na hipocrisia deles, e o que eles mais fazem é viver enganando a si mesmo e aos seus ouvintes ou seguidores com sua desonestidade, (1 João 1:8-9). A honestidade é o melhor remédio contra a soberba e a hipocrisia. 
8 - Sem arrependimento e confissão de pecados não há perdão, mesmo porque reconhecimento sem arrependimento é inútil. Procure mudar aquilo que está errado em sua vida. Para isso, peça a ajuda de Deus. Cultive uma atitude humilde. A arrogância, a altivez e o sentimento de superioridade são sinais de hipocrisia. Mas quem tem humildade tem uma visão equilibrada de si mesmo e dos outros. Lembre-se sempre do que o sábio Salomão escreveu: “a soberba precede a ruína”. Provérbios 16:18 diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda". Este versículo é frequentemente citado para lembrar que o orgulho excessivo e a arrogância levam à destruição e ao fracasso. Esta frase indica também que, antes de uma pessoa ou grupo sofrer um grande desastre, uma grande derrota, geralmente há um período de grande arrogância e autoconfiança exagerada. Provérbios 11:2 diz: "Em vindo a arrogância, chega logo também a desonra, mas com os humildes está a sabedoria". Provérbios 18:12 diz: "Pouco antes da sua queda, o coração do homem se enche de arrogância; a humildade, contudo, antecede a honra!". E Provérbios 29:23 diz: "O orgulhoso sempre acabará sendo grandemente humilhado; em contraste, chegará o dia em que o humilde receberá honra e glória". 
9 - Com a necessária humildade se vence a hipocrisia. Acima de tudo, tenha amor e deixe o amor de Deus transformar estas vidas. Com o seu testemunho pessoal de vida com Deus você será exemplo dos fiéis no meio destas pessoas. Muita hipocrisia vem por medo do que outras pessoas vão pensar se virem quem você realmente é. O amor afasta o medo, (1 João 4:18). Quem ama seus irmãos não os quer enganar nem sente necessidade de se mostrar superior. O amor é a cura para muitos males, incluindo a hipocrisia. 
10 - Referências bíblicas que nos trazem muitas reflexões sobre a hipocrisia. 1. A falsa cordialidade dos hipócritas, Sl 28.3. 2. A falsa humildade do hipócrita, Cl 2.18. 3. A hipocrisia de Faraó, Ex 9.27. 4. A hipocrisia de Herodes, Mt 2.7,8,13. 5. A idolatria do hipócrita, Ez 14.4. 6. A jactância do hipócrita, Os 12.8. 7. A oração do hipócrita, Sl 80.4; 109.7; Pv 28.9. 8. A piedade do hipócrita é apenas aparente, 2 Tm 3.5. 9. A religiosidade do hipócrita, Pv 27.14; Sf 1.5. 10. A súplica do hipócrita, Mt 7.21-23. 11. A verdadeira sabedoria não aceita hipocrisia, Tg 3.17. 12. Homens hipócritas, Mt 11.16,17. 13. Jó foi acusado de ser hipócrita mesmo não sendo, Jó 4.1-5; 11.4-6. 14. Líderes, sacerdotes e fariseus hipócritas, Mq 3.11; Mt 15.7-9; 21.31,32; 23.1-3; Lc 11.45-54; Mc 12.15,16. 15. O arrependimento do hipócrita, Ml 2.13. 16. O beijo do hipócrita, Pv 27.6. 17. O castigo do hipócrita, Ez 16.56,57. 18. O clamor do hipócrita, Is 58.1,2. 19. O coração do hipócrita, Dt 11.6. 20. O hipócrita anda em trevas, I Jo 1.5-7. 21. O hipócrita é condenado por sua própria boca, Jó 15.6; Ez 33.31. 22. O hipócrita é limpo por fora e imundo por dentro, Mt 23.35-38. 23. O hipócrita é semelhante ao assassino, Mt 23.29-32. 24. O hipócrita fala uma coisa e faz outra, Sl 55.21; 62.4. 25. O hipócrita não escapará da condenação do inferno, Mt 23.33. 26. O hipócrita se sente mais santo que as demais pessoas, Is 65.4,5. 27. O hipócrita tem bondade nos lábios e maldade no coração, Pv 26.24-26; 2 Cr 25.2. 28. O jejum do hipócrita, Is 58.4,5; Zc 7.1-6. 29. O juramento do hipócrita, Is 48.1,2; Jr 5.1,2. 30. O rosto do hipócrita, Mt 6.16-18. 31. Os lábios do hipócrita, Pv 26.23; Tg 1.26; Mc 7.6. 32. A hipocrisia dos lideres religiosos de hoje representados nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. 
11 - A hipocrisia parece que é uma doença mental mas se não for é porque é um espírito de engano agindo na vida destas pessoas que têm um caráter deformado. Dá para entender o hipócrita? Claro que não. Só Jesus na causa e muito discernimento espiritual. O hipócrita sempre será hipócrita a não ser que aceite Jesus de verdade e mude suas atitudes, seus comportamentos, nasça de novo e viva em novidade de vida. Rm. 12.1-2. 
12 - A hipocrisia é perigosa porque é muito enganadora. Ela, frequentemente, usa boas coisas com propósitos maus e, assim, torna-se um dos instrumentos mais eficazes de Satanás para minar os alicerces do cristianismo. A ameaça da hipocrisia deveria nos levar a uma forte decisão por uma vida de plena integridade, de maneira que honre e glorifique a Deus. E como devemos vencer a hipocrisia? Filipenses 2:12-13 é uma refutação ao pensamento que sugere uma passividade do homem no crescimento e santificação e também ao pensamento que sugere o crescimento e santificação como resultado inteiramente dos nossos próprios esforços. 12. Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13. porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Paulo não traz nenhuma nova doutrina aqui. Em 1 Reis 8:56-61, na oração do rei Salomão na dedicação do templo, ele pede a Deus que não desampare Israel e que incline o coração do povo ao Senhor. E logo depois ele diz ao povo: “seja o vosso coração íntegro para com o Senhor nosso Deus”. 
13 – Há diversas maneiras de sabermos como proceder com honradez diante de Deus e da sociedade. Se queremos viver dignamente, sem hipocrisia e sem desvios de conduta diante de Deus e da sociedade, devemos atentar para o nosso testemunho para com os que são de fora da igreja. O descrente não lê a Bíblia, não conhece a Bíblia como deveria conhecer, ele lê a nossa vida o nosso testemunho diante de Deus e da sociedade. Quando Paulo fala sobre “desenvolver vossa salvação”, ele não está falando de salvação pelas obras mas salvação pela fé. A expressão grega fala a respeito de que os crentes devem cavar, explorar e extrair da sua vida as riquezas da salvação que Deus tão graciosamente depositou neles e mostrar para o incrédulo que há uma vida melhor, um caminho glorioso para trilhar nessa terra. Com esforço e diligência devemos desenvolver e aperfeiçoar, na conduta diária, as virtudes que Deus implantou em nós para moldar nosso caráter e que sirvamos a Deus de todo coração, sem hipocrisia, sem desvios e com firmeza para honrarmos o nome do Senhor Jesus. Se temos de ser obedientes ao Senhor devemos viver em santificação e Ele nos mostrará a direção certa para sermos testemunhas vivas da abundante graça do Senhor para conosco. Ao mesmo tempo, porém, devemos dispor o nosso coração e querer intensamente o que Deus quer para nós e não o que insistentemente queremos que Deus faça pra gente. Devemos buscar a piedade a cada dia com “temor e tremor”, tendo repúdio ao pecado para não pecar contra Deus. Devemos estar com o nosso coração com uma ansiedade para fazermos tudo o que agrada a Deus. Fazendo de tudo para não escandalizar a obra de Deus. Porque Deus procura e aprova aqueles que tremem e agitam-se diante da Sua Palavra, (Isaías 66:1-2). A possibilidade de falhamos em nossos propósitos diante de Deus nos acompanha todos os dias. Uma das formas de escapar dela é o temor a Deus, temer a Deus é respeitar a Deus como autor e consumador da nossa fé. 
14 - Não é um medo do inferno, um desespero diante das circunstâncias ou um pânico que nos torna paralisados. É uma reverência que nos motiva e nos coloca em vigilância para não tropeçarmos e perdermos nossa alegria da salvação. Para que não ofendamos ao Senhor e comprometamos nosso testemunho e integridade é necessário termos bom testemunho para com os que são de fora da família de Deus. O desenvolvimento de nossa salvação seria inútil se não fosse equilibrado pela verdade de que é Deus quem efetua em nós o querer e o realizar. Deus nos chama para obediência e efetua a obediência em nós. Nosso progresso na santificação requer tudo o que Deus é em nós. Jesus disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”, (João 15:5). Permanecer é ficar por perto de Cristo. É uma evidência de um redimido. O fruto ou evidência da salvação é a permanência em Cristo. A alegria de Jesus estava no fato dele obedecer em tudo ao Pai, essa também é a base de nossa alegria. 
15 - Quando produzimos qualquer fruto espiritual, temos a certeza de que é Deus quem está operando em nós. Não há glória humana nisto. É Ele quem opera tudo em todos, (1 Coríntios 12:6). O duplo trabalho de Deus em nós é ampliar nosso querer e nosso realizar. Ele quer que nossos desejos e ações sejam sem hipocrisia, sem farisaísmo, sem sodomia, sem idolatria, mas sim, tudo para Ele e para o bem dos que O amam de todo coração. 
16 - O poder de Deus age em nós para que queiramos ter uma vida piedosa, andemos em integridade com Deus e em novidade de vida. Ele nos dá uma aspiração santa, um desejo ardente pela glória celestial. Ansiamos mais pureza, santidade, justiça e autenticidade em nosso andar com Cristo, fugindo de toda hipocrisia e fingimento. Deus opera em nós a fim de nos habilitar para a produção de atos de justiça. E estamos certos de que “aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”. (Efésios 3:20). Um coração autêntico, sem hipocrisia, é tomado por um forte desejo de viver mais perto de Cristo. Uma chama ardente dentro de nós eleva nosso querer em direção à vontade do Espírito Santo de Deus. Deus pode e faz, por meio de nós, tudo muito mais além que nossas habilidades e sonhos. E, conforme Filipenses 2:13, Ele faz isto por causa de sua vontade, ou seja, para seu prazer. Deus tem prazer em nos abençoar. Em meio a essas gloriosas verdades, nossa diligência em buscar ao Senhor e Sua Palavra deve estar presente em nós de forma disciplinada. Devemos subordinar nossos interesses pessoais e egoístas aos interesses eternos de Deus. Devemos estar sob (debaixo) das asas do Altíssimo. Ninguém, senão o cristão disciplinado, pode verdadeiramente avaliar e desafiar a cultura do mundo moderno e seu sistema desvirtuado de princípios e valores à luz da Escritura Sagrada. Romanos 11:36: “Porque dEle e por Ele e para Ele são todas as coisas”. 

Deus abençoe você e sua família.
 
Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

NOUTROS TEMPOS ÉRAMOS DAS TREVAS

NOUTROS TEMPOS ÉRAMOS DAS TREVAS. 

A - A Bíblia nos afirma em Efésios 5:8-21 que noutros tempos éramos trevas, agora somos luz e devemos olhar firmemente para o Senhor Jesus autor e consumador da nossa fé. Devemos vigiar em tempo e fora de tempo para não cairmos em tentação orando insistentemente para não tropeçar na fé e nos laços de satanás. 8. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz 9. (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), 10. aprovando o que é agradável ao Senhor. 11. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. 12. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe. 13. Mas todas essas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. 14. Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. 15. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, 16. remindo o tempo, porquanto os dias são maus. 17. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. 18. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, 19. falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, 20. dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, 21. sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. 

B - A vigilância é necessária em todas as situações de nossas vidas. Quando achamos que o tempo fechou e não temos mais saída, dai oramos com fé e Jesus nos atende trazendo de volta a paz que esperamos. Existe uma frase muito conhecida que diz: “Chegará o tempo que não haverá mais tempo”. A expressão "chegará o tempo que não haverá mais tempo" refere-se à passagem bíblica de Mateus 25:31-46, que descreve o Juízo Final, um momento no fim dos tempos em que Deus separará os justos dos injustos, estes últimos destinados ao castigo eterno e os primeiros à vida eterna. O contexto bíblico enfatiza a urgência de o ser humano viver de acordo com a vontade de Deus, pois não haverá oportunidade para arrependimento após o julgamento e não se sabe quando ocorrerá o fim do tempo. O Juízo Final em Mateus 25:31-46 e a vinda do Filho do Homem ocorrerão sem tardar. 

C - A passagem descreve a vinda de Jesus em glória, quando Ele se assentará no trono de sua glória para julgar todas as nações. Haverá a separação dos povos, tribos e nações Jesus separará os justos (denominados de as ovelhas), dos ímpios (denominados de os cabritos). a) Os justos são aqueles que praticaram atos de misericórdia, como alimentar quem tem fome, dar de beber a quem tem sede e visitar doentes e presos, os órfãos e as viúvas. Estes terão recompensas. Os justos receberão a vida eterna. b) Por outro lado os injustos denominados de cabritos serão condenados ao fogo eterno

D - O que significa o termo "não haverá mais tempo"? A frase sublinha a ideia de um ponto final para as oportunidades e a condição da vida humana, que será marcada pelo julgamento. A parábola serve como um alerta para que as pessoas se entreguem a Jesus e vivam uma vida de fé, amor e caridade, pois não se deve adiar a decisão de seguir a Jesus, já que "ninguém sabe o dia de sua morte". O trecho bíblico também é um convite à reflexão sobre a importância de viver o presente com um propósito divino, demonstrando amor ao próximo através de atos de compaixão e justiça social. 

1 – Portanto Jesus nos ensina que devemos olhar para o Seu sacrifício vicário na cruz do calvário se quisermos vencer na vida. A vigilância constante nos dá segurança de que estamos no caminho certo e em oração incessante para que tudo vá bem no nosso dia a dia, sob a orientação e direção do Espírito Santo. Um dos ensinamentos de Jesus no Novo Testamento (Marcos 13:33, Mateus 26:41), nos revela os cuidados e a atenção de Jesus para conosco. Este é alerta espiritual contra as tentações e a vinda inesperada do fim dos tempos ou de Jesus no arrebatamento. A oração, a observação atenta aos acontecimentos e vigilância constante são recomendadas para mantermos a fé, a esperança e a força para resistir às adversidades e os desvios espirituais que satanás põe na nossa frente todos os dias. 

2 - O significado dos termos é muito amplo e seu entendimento deve conter a observância da essência de cada palavra. a) Olhar é prestar atenção, é observar atentamente o mundo e os acontecimentos. b) Vigiando para não cair em tentação. Isso significa que devemos manter acordado, alerta, estar de prontidão e ser sóbrio, como quem guarda um lugar ou uma pessoa. c) Sem oração não alcançaremos o nosso objetivo, por isso devemos orar e elevar os nossos pensamentos a Deus para nos conectar com Ele e fortalecer o nosso ânimo espiritual. 

3 - Jesus, na passagem de Marcos, usa a parábola do homem que sai de casa e deixa seus servos para vigiar a sua casa até a sua volta. Ele enfatiza que não se sabe a hora, e por isso a vigilância é necessária para que ninguém seja pego desprevenido, dormindo. Em Mateus 26:41, o chamado é para "vigiar e orar, para que não entreis em tentação", pois, apesar do espírito estar pronto, a carne é fraca. A vigilância e a oração são ferramentas para fortalecer a capacidade de resistir às tentações. 

4 - Oração constante e vigilância mantêm a esperança ativa na volta de Cristo. São ferramentas essenciais na vida do cristão que aguarda ansiosamente a volta de Jesus. Esses hábitos fortalecem o espírito e preparam o indivíduo para enfrentar as dificuldades da vida e os desafios do mundo. A oração e a vigilância são formas de se conectar com Deus e de receber força e orientação. 

5 - Você tem perdido algo, você tem sido roubado por satanás, (pois essa é a função dele, roubar, matar e destruir), é porque você não tem vigiado, e quem não vigia se torna presa fácil diante do inimigo. Se você já está cansado de tantas derrotas e fracassos, dê um basta nisso nesta hora e se levante em vigilância, com autoridade e não permita mais que satanás roube os teus planos e sonhos. 

6 - Gideão usou uma estratégia fantástica para vencer o medo do fracasso e vencer a si mesmo para obedecer à ordem de Deus. Ele foi malhar o trigo no lagar, onde jamais os inimigos iam achar, pois o lagar era o lugar de pisar uvas, e não trigo. Jamais os midianitas achariam que o trigo estivesse no lagar. Se você guardar a Palavra de Deus em seu espírito, jamais o inimigo a roubará de você. Observe que vigiemos e guardemos o que tem valor para nós. Gideão estava guardando o trigo (símbolo da Palavra), seu alimento diário, pois se os inimigos o roubassem ele iria passar fome. Se para você a Palavra de Deus tem importância, você vai vigiar para que a ave de rapina (satanás) não a roube de você. 

7 - Use a Palavra de Deus, a oração e a vigilância como os únicos pontos de estratégia que te fará vencer, e fará com que o inimigo fuja derrotado e envergonhado. Pois Deus quer te levantar como fez com Gideão, para dar vitória ao Seu povo, mas é necessário que você esteja na posição de vigilância, como Gideão estava. Se Gideão tivesse malhando o trigo no lugar de sempre, com certeza os inimigos o roubaria. Isso nos mostra que se tivermos cometendo os mesmos erros, com certeza satanás virá e nos arrasará. 

8 - Mude de atitude agora. Crie estratégias de defesa e veja qual é o lugar em que você está dando espaço para satanás agir e mude isso agora em nome de Jesus. Tente abrir o teu entendimento de uma maneira tal, que você possa a partir de hoje, dar mais valor, não somente a oração, mais também à vigilância. Pois o céu nos espera e somente se tivermos olhando, vigiando, e orando chegaremos lá.

9 - Quem olha, vigia, ora, lê a Palavra de Deus e a pratica, o seu rumo é o céu, o seu rumo é a vitória em nome de Jesus. Pois quem cumpre esses mandamentos está de pé, e alcança a vitória. “Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”, (Ap 16.15). 

10 - A Bíblia nos ensina em Apocalipse 3.11 da seguinte forma: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Estamos vivendo num mundo de transformações constantes e preocupantes em que muitos Cristãos estão deixando o habito de vigiar conforme a recomendação do versículo citado e estão partindo para todo e qualquer tipo de situações com a seguinte desculpa: bateu, levou. Guardar ou conservar o que temos é muito importante. Se pudermos guardar uma grande quantia em dinheiro, vamos ter o cuidado de guardá-lo. Se pudermos ter bens e riquezas ou patrimônio seja ele pequeno ou grande porte, vamos lutar para guardá-lo, para protegê-lo com todas as nossas forças. Assim também devemos proceder com nossa vida espiritual. O Senhor Jesus está nos alertando que a vinda d'Ele é sem demora. Ele está dizendo que virá para buscar seu povo, sua igreja amada, a noiva do Cordeiro, e por isso Ele disse: Venho sem demora. Ele está dando a garantia de que virá, Ele não tardará, Ele virá no tempo de Deus, no tempo que Deus o Pai determinou para esta dispensação, a dispensação da graça. Somente Deus o Pai sabe o dia e a hora em que Jesus há de voltar para arrebatar a sua igreja. A Bíblia, especialmente no capítulo 24 de Mateus, afirma que somente Deus o Pai sabe o dia e a hora da volta de Jesus. O texto sagrado ressalta que nem mesmo os anjos ou o próprio Filho conhecem esse momento, o que serve de alerta para que os fiéis vivam em vigilância constante e preparados, e não se acomodem à espera de um prazo. 

11 - Em Mateus 24:36-39, Jesus diz: "Contudo, ninguém sabe o dia nem a hora em que essas coisas acontecerão, nem mesmo os anjos no céu, nem o Filho. Somente o Pai sabe". O desconhecimento do dia e da hora visa a manter as pessoas em um estado de prontidão espiritual, para que não sejam pegas de surpresa, como nos dias de Noé. Então a verdadeira preparação não está em tentar prever datas, mas em viver com fé, amor e propósito, refletindo a esperança de Jesus e cumprindo a missão do “ide" de Jesus em Mateus 28 que enviou seus discípulos e apóstolos para pregar o Evangelho por todo o mundo até que Ele volte. A segunda epístola de Pedro (3:8-10) menciona também que o Senhor Jesus tem paciência, desejando que todos se arrependam, mas alerta que o dia do Senhor virá inesperadamente. 

12 - Muitas pessoas já não esperam mais a volta de Jesus. O mundo hoje gira em torno do conhecimento, em torno da busca pela performance perfeita do corpo, em busca de sucesso não importando em como consegui-lo, em busca de atrações físicas e carnais que satisfaçam a egolatria e o egocentrismo, em busca de enriquecimento financeiro a qualquer custo vendendo sua consciência, seu corpo, seu caráter, sua fidelidade a Deus trocando por qualquer migalha deste mundo. 

13 – Devemos é estar firme e constante e sempre abundante na obra do Senhor como recomendou o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15.58,58. Deus tem prazer em abençoar aqueles que suportam todas as adversidades da vida e permanecem fiéis. A coroa é um objeto de grande valor colocado na cabeça daqueles que merecem estar ou se assentar no trono; ela é de muitíssimo valor, não deve ser trocada por nada, quem alcança este status de ter uma coroa em sua cabeça deverá ser capaz de cuidar dela muito bem para que ninguém a tome. Deverá ser muito bem cuidada, limpa e estar brilhando em sua cabeça como sinal de autoridade. 

14 - A vigilância é isso, é você estar pronto para vencer os embates da vida, de cabeça erguida e sem perder o foco daquilo que é mais valioso que o Senhor Jesus colocou em sua (nossas) cabeça, a coroa da vitória. Nunca deixe que alguém te tome a sua coroa. Nunca troque a sua coroa por nada deste mundo. Sua coroa é mais valiosa do que todas as joias e as riquezas deste mundo. Foi o Senhor Jesus quem te deu, vigie e continue com ela em sua cabeça, não deixe satanás roubá-la de você porque sua salvação custou o alto preço do sangue precioso de Jesus Cristo derramado na cruz do calvário para salvar a todos os que nEle crer.

15 - A nossa perseverança na fé dá testemunho daquilo que mais desejamos que é a nossa salvação. Para isso temos que estar firmes na fé e compromissados com tudo o que o Espírito Santo de Deus exige de nós no nosso cotidiano. Existem inúmeras referências na Bíblia que abordam sobre o compromisso do cristão em vários aspectos da vida como nossas famílias, vizinhos, igreja, nossa saúde e em todas as coisas que fazemos e dizemos (Efésios 6:5; Hebreus 10:25; 1 Coríntios 6:19, 31). Mas a Bíblia também ensina que o principal compromisso de nossas vidas é com o próprio Deus. Jesus disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento”, (Mateus 22:37-38). 

16 - Jesus está nos dizendo que cada partícula, cada célula de nosso ser, cada faceta de nossa vida deve estar comprometida em amar e servir a Deus. Isso significa que não devemos reter nada dEle porque Deus não retém nada de nós, (João 3:16). Tudo o que recebemos de Deus é de graça e de graça devemos repartir com os outros, a Bíblia diz “De graça recebestes, de graça dai". Além disso, Jesus nos diz que o nosso compromisso com Ele deve ultrapassar o nosso compromisso até com as nossas obrigações, famílias e particularidades: “Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”, (Lucas 14:26-27). Tal compromisso significa que nossos relacionamentos familiares podem ser rompidos. Isso significa que nosso compromisso com Cristo exige que, se for dada uma situação em que tenhamos que fazer uma escolha, devemos nos afastar deles e continuamos com Jesus, (Lucas 12:51-53). O ponto principal é que aqueles que não podem fazer esse tipo de compromisso não podem ser Seus discípulos.

17 - A razão para termos uma vigilância severa é porque nosso principal compromisso de lealdade é com Jesus. As provações que talvez tenhamos de suportar serão bastante exigentes, mas nunca devemos ceder às tentações de nos afastar da nossa fidelidade a Ele. Às vezes nossas atitudes nos causam complicações para nós mesmos, (João 15:18). Jesus alertou Seus discípulos: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa”, (João 15:20). O apóstolo Paulo repetiu Sua advertência: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”, (2 Timóteo 3:12). 

18 - Jesus deixou claro o custo do discipulado: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará” (Lucas 9:23-24). Em essência, o verdadeiro custo do compromisso com Cristo é a total abnegação, carregar a cruz e segui-lo continuamente. Esses imperativos retratam para nós sacrifício, abnegação e serviço. Uma cruz simbolizava o castigo e a humilhação supremos (Gálatas 3:13). Mais do que isso, demonstrou plenamente o amor de Deus, (Romanos 5:8), altruísta e sacrificial ao dar a Sua vida pelo mundo, (Mateus 20:28).

19 - Paulo seguiu o exemplo do Senhor Jesus de compromisso em sacrifício e serviço. Paulo disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”, (Gálatas 2:20). 

20 - O compromisso total com Deus significa que Jesus é nossa única autoridade, nossa única esperança, nossa luz orientadora e nossa bússola infalível. Estar comprometido com Cristo significa ser frutífero; significa ser um servo. Nosso axioma é simples e sucinto: “Porque para mim o viver é Cristo”, (Filipenses 1:21). 


Deus abençoe você e sua família. 

 Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

CONHECENDO JESUS O MÉDICO POR EXCELÊNCIA

CONHECENDO JESUS O MÉDICO POR EXCELÊNCIA.


I - Em Lucas, 5:12-25 Jesus realizou milagres, muitos milagres. 12. E aconteceu que, quando estava em uma daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. 13. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele. 14. E ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho. 15. Porém a sua fama se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. 16. Porém ele retirava-se para os desertos e ali orava. 17. E aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galileia, e da Judeia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18. E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19. E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. 20. E, vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são perdoados. 21. E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 22. Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23. Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? 24. Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. 25. E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. 26. E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje, vimos prodígios. As curas e milagres que Jesus realizou em Seu ministério terreno comoveram muitos para se converterem ao evangelho do Senhor Jesus, o evangelho que liberta qualquer ser humano da escravidão do pecado. 

A - O nosso Deus é “o Deus que Cura”, (Êxodo 15:26). Não há limites para Seu poder. Ele criou o mundo e tudo o que Ele fez foi para Sua glória. Ele, Deus, também pode curar doenças e realizar milagres e maravilhas. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, temos vários casos de pessoas que foram curadas milagrosamente por Deus, como, 1. A cura de vários israelitas no deserto. Em Êxodo 15:26, Deus declara: "Se atentamente deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, e fizeres o que é reto diante dos seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma doença enviarei sobre ti, a qual enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor, que te sara". Os cuidados de Deus com os hebreus no deserto: a) Êxodo 15:22-26: Após a travessia do Mar Vermelho, os israelitas chegaram a Mara, onde a água era amarga. Moisés clamou a Deus, e o Senhor o instruiu a jogar um pedaço de madeira na água, tornando-a potável. Foi nesse momento que Deus estabeleceu o decreto de que, se o povo obedecesse, Ele não enviaria as doenças do Egito, pois Ele é o Senhor que cura. b) Deuteronômio 32:9-11: Este texto descreve como Deus encontrou o povo no deserto, cuidou deles como a menina dos seus olhos, e os protegeu, usando uma analogia com a águia que cuida de seus filhotes para demonstrar o cuidado divino. c) Êxodo 13:17-22: Neste trecho, a orientação de Deus é muito clara: Deus não guiou o povo pela rota mais curta, mas por outro caminho, para evitar a guerra e o desânimo. Deus os guiou com uma coluna de nuvem durante o dia e fogo durante a noite, permanecendo com eles constantemente. 2. A cura de pessoas com picadas de cobras, Números 21:8-9. 3. A cura da infertilidade de Ana, que depois de curada gerou o profeta Samuel. 1 Samuel 1:19-20. 4. A cura de Naamã que foi curado de lepra,2 Reis 5:14. 5. A cura do rei Ezequias que foi curado de uma úlcera mortal,2 Reis 20:5-7. 6. A cura do mendigo na porta do templo chamada Formosa. O mendigo foi curado de paralisia, Atos dos Apóstolos 3:6-8. 7. A cura do pai de Públio, curado de febre e disenteria. Atos dos Apóstolos 28:7-8. 

B - Durante seu ministério Jesus curou muitos doentes, com todo tipo de problemas. Dezenas de pessoas foram curadas por ele. Assim ele cumpriu a profecia de Isaías 53:4, sobre o salvador que iria curar as enfermidades. Jesus também deu aos seus discípulos o poder para curar. As curas e os milagres serviam para confirmar a mensagem do evangelho, mostrando que Jesus tem mesmo poder para salvar. Assim como Jesus pode curar uma doença, ele também tem poder para nos salvar do pecado e dar a vida eterna. Deus ainda cura hoje em dia. Deus tem todo poder e Ele não muda. Ele pode fazer milagres e curar até doenças incuráveis, mesmo nos dias atuais. Mas Deus também sabe o que está fazendo quando não cura. A maior cura que Deus oferece é a cura da morte. 

C – Deus ainda cura nos dias de hoje como nos tempos dos apóstolos. Deus ainda cura milagrosamente nos dias atuais assim como nos dias dos apóstolos. A cura divina não cessou como querem os cessacionistas. Não há nada na Bíblia que sugere que a cura era algo só para o tempo dos apóstolos. Deus gosta de nos abençoar de muitas maneiras e, às vezes, Ele abençoa com cura. Algumas pessoas até recebem o dom de cura, para a edificação da igreja (1 Coríntios 12:7-9). A Bíblia diz que devemos orar para que Deus dê força e esperança aos enfermos. Também podemos orar pelos enfermos para serem curados. O poder para curar não vem de nós nem de nossas palavras, mas vem de Deus. 

1 - Enquanto esteve na terra, Jesus curou muitas pessoas e ensinou seus discípulos a fazer o mesmo. Jesus disse que parte do ministério da Igreja é curar os doentes (Marcos 16:17-18). A oração é parte essencial do trabalho de cura. A oração pelos enfermos e a cura divina continuam em evidência nos dias atuais. A oração em favor dos enfermos é uma prática presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. A primeira oração de cura registrada no Antigo Testamento foi feita por Abraão: “E orou Abraão a Deus, e sarou Deus a Abimeleque, e a sua mulher, e as suas servas, de maneira que tiveram filhos”. (Gn 20.17). 

2 - Moisés orou pela cura de Miriã, sua irmã: "E eis que Miriã era leprosa como a neve: e olhou Arão para Miriã, e eis que era leprosa” e Clamou, pois, Moisés ao Senhor, dizendo: Ó Deus, rogo-te que a cures”, (Nm 12.10,13). Miriã foi curada milagrosamente e instantaneamente. 

3 - Naamã, o siro, foi curado de sua lepra pelo ministério do profeta Eliseu.19. O Novo Testamento registra que a oração em favor dos enfermos era uma prática constante na Igreja Primitiva. 20 Visando o bem-estar espiritual e físico do seu povo, Deus equipou a Igreja com os dons de curar: "e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar", (1 Co 12.9); "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele; ungindo-o com azeite em nome do Senhor, e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará" (Tg 5.14,15). 

4 - A oração pelos enfermos não entra em conflito com o tratamento médico secular. O rei Ezequias foi curado de uma úlcera após ter uma pasta de figos posta sobre a sua enfermidade: "E dissera Isaías: Tomem uma pasta de figos e a ponham como emplasto sobre a chaga; e sarará" (Is 38.21). O Senhor Jesus reconheceu o valor dos médicos: "Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim, os doentes" (Mt 9.12). Paulo, o apóstolo, aconselhou Timóteo a beber vinho com fins terapêuticos 21 e tinha entre seus colaboradores um médico: "Saúda-vos Lucas, o médico amado". (Cl 4.14). 

5 - A unção com óleo geralmente é feita para ajudar o doente na sua busca pela cura divina. A ministração da unção com óleo sobre os enfermos é uma doutrina do Novo Testamento ensinada e incentivada como prática de fé para os crentes: “Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor" (Tg 5.14). 

6 - A unção sobre os enfermos era um ritual comum nos tempos bíblicos do Novo Testamento. Os discípulos usavam a unção com óleo desde os dias do ministério terreno de Jesus: "e ungiam muitos enfermos com óleo, e os curavam" (Mc 6.13). A ênfase, entretanto, não está no azeite, mas, sim, na oração da fé, que salva o doente.22 A única unção estabelecida como prática na igreja foi a unção com óleo, ministrada· somente sobre os enfermos. Essa é uma prática exercida nos moldes do Novo Testamento, sendo, portanto, efetuada somente pelos que exercem a liderança da igreja. Entre nós, é praticada por presbíteros, evangelistas e pastores. 

7 - Princípios simples relacionados à cura divina. Princípios simples, cada um deles ligado a uma exortação vão nos ajudar a manter o foco na verdadeira fonte de cura, ao mesmo tempo que ignoramos os enganadores que promovem uma falsa esperança. A vontade de Deus é soberana, Ele faz o que lhe apraz. Às vezes é difícil entender a vontade de Deus a partir de nossa perspectiva limitada e terrena. É ainda mais difícil aceitá-la quando há um grande sofrimento envolvido. Mesmo quando oramos, devemos lembrar que Deus está certo em todos os seus caminhos, até mesmo no que se refere às nossas aflições. Contudo, nosso sofrimento é profundamente sentido por Ele. E, para aqueles que são seus, todo sofrimento se torna um meio pelo qual Deus traz, posteriormente, bênçãos ainda maiores (Romanos 8:26-28). 

8 - Assistência médica é fundamental até para o doente comprovar sua cura. A oração nunca teve o propósito de substituir os cuidados médicos tradicionais de médicos competentes. A graça de Deus é distribuída gratuitamente à todas as pessoas, não apenas àquelas que responderam ao seu chamado, inclui o dom da ciência médica. De fato, Deus pode optar por responder ao seu pedido de cura usando as mãos de um médico não crente. (Lucas 10:33-35). 

9 - A oração intercessória é um mandamento de Deus. Ao mesmo tempo que fazemos tudo o que está ao nosso alcance para trazer cura, esperança e incentivo aos outros, devemos fazer isso sob a providência de Deus. Eles nos convida a entregar-lhe todos os assuntos, pois se importa profundamente com aqueles que estão feridos (Filipenses 4:6). Podemos confiar que Ele fará tudo o que é certo (Mateus 7:7-11). 

10 - A confissão de pecado gera cura divina. Nem todas as doenças estão relacionadas aos pecados pessoais daquele (a) que passa por aflição, contudo, nem sempre podemos excluir essa possibilidade. A confissão e o arrependimento de pecados, mesmo daqueles que consideramos insignificantes, nunca é inadequada. Mesmo se o pecado não tiver nada a ver com a doença, a confissão e o arrependimento mantêm nosso relacionamento com o Senhor livre de questões que possam atrapalhar a cura (Tiago 5:16; 1 João 1:8-9). 

11 - Toda a cura vem de Deus. Sempre que a saúde de alguém é restaurada, seja pela especialidade de um profissional médico ou por meio de intervenção direta e sobrenatural, é Deus quem merece o crédito. Nunca será um engano louvar a Deus e agradecer–lhe por curar e sustentar a saúde (Tiago 1:17; 1 João 5:14-15). 

12 – Cremos que Jesus Cristo é o nosso Médico por excelência, em Lucas 5.12-16 o texto bíblico nos diz o seguinte: 12. E aconteceu que, quando estava em uma daquelas cidades, eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me. 13. E ele, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero; sê limpo. E logo a lepra desapareceu dele. 14. E ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. Mas disse-lhe: Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés determinou, para que lhes sirva de testemunho. 15. Porém a sua fama se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. 16. Porém ele retirava-se para os desertos e ali orava. 

13 – A nossa postagem desta semana está entre os mais debatidos no cristianismo. A questão da cura costuma provocar mal entendidos e até confusão. Será que Deus cura mesmo as enfermidades hoje em dia? Existem os sensacionalistas, que às vezes abusam da fé das pessoas, iludem e magoam muita gente. Existem os que acreditam e até ensinam que basta confessar várias vezes a cura para recebê-la, pois tudo depende da fé do enfermo. Existem os que acreditam que Jesus curou enquanto esteve na terra, mas que creem e defendem que o tempo dos milagres já passou, e que hoje em dia não existem mais curas sobrenaturais. Pergunto: E você, em que você acredita? Você sabe o que a Bíblia afirma sobre esse tema da cura divina? Você acredita que Jesus continua curando até nos nossos dias? Você já recebeu algum milagre de cura na sua vida? 

14 - Se pretendermos encontrar uma perspectiva bíblica para a cura, precisamos observar Jesus, o médico dos médicos em seu ministério terreno. Curou enfermos e exerceu um intenso e poderoso ministério de libertação. Como o pecado do qual ele veio salvar-nos não só separou o homem de Deus, mas também separou o homem de si mesmo e afetou seu corpo, o homem tornou-se um ser em conflito, um ser doente, vivendo numa natureza que também está doente e gemendo. Por isso Jesus veio ao mundo para salvar, curar e restaurar. Ele preocupava-se com a situação dos enfermos, sempre usava de muita ternura e tratava pessoalmente com os necessitados. Jesus curava movido por compaixão e misericórdia. No texto lido, apenas uma de muitas referências bíblicas sobre curas no ministério de Jesus, vemos um homem sofrendo uma doença mortal, a lepra. No tempo de Jesus era uma enfermidade que causava pavor e era carregada de imenso estigma social. Por ser uma doença contagiosa, os enfermos eram marginalizados e obrigados a viver separados. Então imagine aquele homem correndo em direção a Jesus, prostrando-se e exclamando: “Senhor, não tenho a menor dúvida quanto ao seu poder. O Senhor é a minha única esperança. Se estiver disposto a isso, sei que pode me curar”. No mesmo instante, Jesus estendeu a mão para ele, escolheu tocar nele e o curou instantaneamente. 

15 - Essas eram algumas das marcas do ministério de curas de Jesus: 1. Parecia ter o mesmo valor de seu ministério de ensino. Ele ensinava, curava e libertava. Jesus dedicava um cuidado idêntico ao corpo e à alma. 2. Mais do que qualquer outro, o ministério de cura evidenciava a sua imensa compaixão. 3. Jesus curava pensando no aflito, e não para ser aplaudido pelos espectadores. Ele até pedia para que a cura fosse mantida em segredo. 4. Jesus sempre dava crédito aos céus. Ele costumava dizer: “Agora vá e glorifique a meu Pai, que está nos céus. Conte às pessoas que Deus teve misericórdia de você”. 

16 - Ele não abusava e nem usava o sensacionalismo, não expunha as pessoas, nem queria ganhar nada com isso. Suas curas revelavam propósitos bem claros, a saber: 1. Ele curava porque era movido por amor e compaixão pelas almas, (Mt 14.14, Mc 1.41, Lc 7.13,14). 2. Ele curava para glorificar ao Pai e a si mesmo como Filho de Deus, (Mt 15.31, Jo 11.4). 3. Ele curava em resposta à fé das pessoas, (Mt 15.28, Mt 9.2). 4. Ele curava para levar pessoas à salvação, (Mc 5.20, Jo 6.2, Jo 12.9-11). 5. Ele curava para manifestar o Reino de Deus, Em Mt 4.23,24 e 9.35 vemos que Jesus não se contentava em pregar somente sobre o Reino de Deus, mas fazia questão de demonstrá-lo por obras e poder. O fato era que Jesus curava e libertava as pessoas por onde Ele passava. Mas e hoje, Ele ainda cura os enfermos? Claro que sim. 

17 - Alguém poderia compartilhar um testemunho de cura? Acredito que sim. Você pode contar para alguém o que Jesus fez por você. Quando alguém diz que Deus não está mais curando, ou que cura apenas muito raramente, devemos perguntar: “E para onde foi a compaixão de Jesus Cristo? Será que o Senhor Jesus não nota mais a nossa dor, o nosso sofrimento? Será que Jesus não se importa mais com os que sofrem? Será que Jesus não deseja mais levar pessoas à salvação ou manifestar o seu Reino glorioso aqui na terra? A resposta é: Pelo contrário, Ele continua tão disposto hoje como no primeiro século a tocar nosso corpo, nossa alma e nosso coração. Ele é e sempre será rico para com todos os que o invocam, (Rm 10.12). Se alguma coisa mudou, foi a igreja, Deus não muda, o caráter de Deus é imutável, (Hb 13.8). Ele veio ao mundo demonstrando ser o grande Jeova-Rafá, o Deus que cura, e isso nunca mudará. A verdade é que Deus cura hoje em dia. Ele cura naturalmente, porque criou os nossos corpos com a maravilhosa capacidade de resistir às doenças e de se recuperar depois de ferido. Assim, se recebermos a cura por meios naturais, devemos ser gratos a Deus pelo seu poder. 

18 - Também devemos agradecer-lhe porque Ele cura através da medicina e da habilidade dos médicos. Mas além dessa cura natural e pela medicina, Deus tem pleno poder de afastar qualquer enfermidade e produzir curas por meios milagrosos. O mundo está cheio de testemunhos de milagres em todo o tempo e em todo lugar. Somos curados somente por causa da bondade do Filho de Deus, expressa em seu sacrifício por nós na cruz do calvário. Segundo Mt 8.7, Jesus curou tantos enfermos para que se cumprisse o que fora dito em Is 53, que Ele levaria as nossas enfermidades em seu sacrifício na cruz. Sua disposição para uma bênção completa na vida do ser humano é revelada pelo fato de que a cura está incluída na mensagem do Evangelho que Jesus ordenou em João 3.16, que fosse pregado em todo o mundo após a sua partida. Vejam as principais ordenanças deixadas aos seus discípulos: a) Chamando seus doze discípulos, deu-lhes autoridade para expulsar espíritos imundos e curar todas as doenças e enfermidades. b) Por onde forem, preguem esta mensagem: Mt 10.1,7,8; Lc 10.1,9. Então, Jesus aproximou-se deles e disse-lhes em Mt 28.18-20: 18. E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. 19. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20. ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém! E em Tiago 5.13-16: 13. Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 14. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 15. e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. 

19 - Jesus Cristo veio ao mundo como homem, ensinou como um grande mestre e curou como o médico dos médicos. Ele revelou em suas curas toda a misericórdia, graça e amor de Deus pelos homens. Por isso João disse: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade”, (Jo 1.14). Ele continua sempre cheio de misericórdia, graça e amor. Ele pode curar por meios naturais, pela medicina e sobrenaturalmente através de seu poder e autoridade sobre todas as enfermidades. Devemos sempre orar e esperar a cura como sinal de sua misericórdia e testemunho de seu poder. Ele pode também não curar e devemos ter em mente que Ele mesmo disse que “os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, (Is 55.8). Ele é soberano, tem os seus propósitos e assim como confiamos no seu amor, poder e sabedoria para curar, devemos confiar plenamente quando não recebemos a sua cura. Jesus Cristo salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará para arrebatar a sua igreja. 

Deus abençoe você e sua família. 


Pr. Waldir Pedro de Souza. 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

ISAÍAS O PROFETA MESSIÂNICO

ISAÍAS O PROFETA MESSIÂNICO. 


Ele trouxe a mensagem de esperança da vinda do Messias, o Salvador prometido por Deus. Isaías ficou conhecido como o "profeta messiânico", por causa das muitas profecias que ele escreveu sobre Cristo, o Messias, mais de 700 anos antes do nascimento de Jesus. O tema central de toda a sua obra profética foi a vinda do Messias como o Cordeiro de Deus, ao mostrar o Messias traspassado pela rejeição dos homens e curvado sob o peso dos pecados do mundo por ordem de Deus. Entre muitos, o profeta Isaías foi o que mais anunciou a vinda de Jesus Cristo, o Messias. Isaías declarou no Capítulo 9 versículo 6 de seu livro a maior revelação do Velho Testamento sobre o nascimento e a vinda do Messias que diz: Isaías 9.6: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz". Esta passagem é uma profecia messiânica no Antigo Testamento, que se refere ao nascimento de Jesus Cristo e seus atributos divinos, tais como: 1. "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu": Esta parte anuncia o nascimento de um menino, que é identificado como o Messias, um presente de Deus para a humanidade. 2. "o principado está sobre os seus ombros": Esta frase indica que o governo, a autoridade e o poder estão sobre os ombros do menino, simbolizando seu reinado e domínio eterno. 3. "e o seu nome será": Segue uma lista de nomes e títulos que descrevem a natureza e o caráter do Messias. 4. "Maravilhoso Conselheiro": nome que sugere a sabedoria e o discernimento divinos de Jesus, que guiará seu povo com conselhos maravilhosos. 5. "Deus Forte": Revelando a natureza divina de Jesus, sua força e poder para cumprir seu propósito. 6. "Pai da Eternidade": Apresentando Jesus como aquele que existia antes de todas as coisas e que reinará para sempre, sendo eterno. 7. "Príncipe da Paz": Destacando o papel de Jesus em trazer paz a e reconciliação entre Deus e a humanidade, e também entre as pessoas. 8. Esta passagem é muito importante para os cristãos, pois revela que Jesus, o Messias, é divino, poderoso, eterno e traz paz e salvação para toda a humanidade.
A - O profeta Isaías foi um dos escritores do Antigo Testamento que profetizou em Judá entre os séculos 8 e 7 a.C. Isaías escreveu o livro profético sobre o Messias, que havia de vir, mais extenso da Bíblia. O nome Isaías significa “o Senhor é salvação”, do hebraico “Yesha’yahu”. Apesar de ele ser um dos profetas mais conhecidos da Bíblia, nem todos já leram a história de Isaías. Quem foi Isaías? Isaías foi filho de Amós, mas que não deve ser confundido com o profeta de mesmo nome. Na verdade o nome de seu pai em hebraico é ‘amots’, enquanto o do profeta Amós é ‘amos’. Isaías era casado, e sua esposa é chamada em seu livro de “a profetiza” (Isaías 8:3), talvez indicando que ela também profetizava. A Bíblia menciona que Isaías era pai de pelo menos dois filhos, Sear-Jasube e Maer-Salal-Hás-Baz (Isaías 7:3; 8:1-4). Esses nomes eram simbólicos, e tinham um significado que se referia a própria mensagem do profeta. O primeiro, Sear-Jasube, significa “um remanescente voltará”, apontando para o juízo iminente que o povo seria submetido devido ao ataque Assírio, mas também apontava para a promessa de restauração . Já o segundo, Maer-Salal-Hás-Baz, significa algo como “rápido até os despojos, veloz é a presa”, fazendo referência a devastação que Deus traria sobre a Síria, Israel e Judá. Provavelmente Isaías morava na cidade de Jerusalém, apesar do texto não esclarecer esse ponto de forma explicita, (Isaías 7:3). A tradição judaica afirma que Isaías era de linhagem real. Por pelo menos treze vezes, o profeta Isaías é designado como “o filho de Amoz”, o que talvez possa indicar que seu pai era um homem importante naquela época. 
B - No primeiro capítulo de seu livro, temos a informação de que o profeta Isaías teve visões da parte de Deus durante os reinados dos reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias. O profeta Isaías foi contemporâneo do profeta Miqueias (Isaías 1:1; Miqueias 1:1). É bem possível que ambos estivessem familiarizados com a mensagem um do outro, já que o texto de Isaías 2:2-4 e Miquéias 4:1-3 são muito semelhantes. O ministério do profeta Isaías foi precedido pelo ministério do profeta Amós e pelo ministério do profeta Oséias; apesar de que Oséias também foi seu contemporâneo durante algum tempo. Amós e Oséias profetizaram, principalmente sobre o Reino do Norte. Já Isaías e Miquéias se concentraram mais no Reino do Sul. Com base em seus escritos, é possível perceber que o profeta Isaías foi um homem culto e muito capacitado. Ele tinha uma habilidade analítica notável e um senso poético apurado. Ele é considerado por muitos como o maior escritor hebreu. 
C – Destacamos aqui a mensagem de Isaías 41, que é um capítulo bíblico que transmite uma mensagem de fé, de esperança e de coragem, enfatizando a presença e o poder de Deus para fortalecer e proteger os seus servos. O texto ressalta que Deus está sempre presente, oferece ajuda e sustento, e que os crentes não devem temer as adversidades da vida, pois Deus está com eles em todas as dificuldades. Neste capítulo há promessas de ajuda e de fortalecimento na fé. Isaías 41:10 diz: "Não temas, porque eu estou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça". Esta promessa é um lembrete poderoso de que Deus está presente em nossas vidas e nos apoia em momentos de fraqueza e medo. O texto reforça a ideia de que Deus não nos abandona, mas permanece ao nosso lado, oferecendo conforto e segurança. Ele nos lembra de que, mesmo diante das dificuldades hodiernas da vida, podemos confiar na Sua presença e cuidado. 
D - Isaías 41:12 diz: "Porque eu te pus no caminho, eu te mostrei o caminho". Esta promessa significa que Deus nos guia e nos ajuda a vencer as adversidades que enfrentamos. O capítulo também fala da importância de Jesus como Redentor, que pagou o preço para libertar a humanidade do pecado e da morte. Analisando Isaías 41 vemos que ele é um convite à esperança e à coragem, lembrando que, mesmo em meio às dificuldades, podemos confiar na promessa de Deus de nos fortalecer e nos ajudar. 
1 - Um dos versículos mais conhecidos que fala sobre a esperança está em Romanos 15:13: “Ora, o Deus da esperança vos encha de todo o gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo”. Essa passagem nos mostra que a esperança vem de Deus e é por meio dela que somos preenchidos com alegria e paz. Ela nos lembra que a esperança não é apenas um sentimento vazio, mas sim uma confiança plena na fidelidade de Deus. A esperança também é retratada como uma âncora para a alma em Hebreus 6:19: “Temos esta esperança como âncora da alma, firme e segura”. Essa imagem nos mostra que, assim como uma âncora mantém um barco seguro em meio às tempestades, a esperança nos mantém firmes e seguros em Deus, mesmo diante das adversidades da vida. Ela nos dá a certeza de que, independentemente das circunstâncias, Deus está conosco e nos sustenta. 
2 - Outro versículo que nos ensina sobre a importância da esperança está em Jeremias 29:11: “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro”. Essa passagem nos mostra que Deus tem planos para nós, planos de esperança e um futuro promissor. Ela nos lembra que, mesmo quando tudo parece perdido, podemos confiar que Deus está trabalhando em nosso favor e que Ele tem o melhor para nós. A esperança também está ligada à ressurreição de Jesus Cristo. Em 1 Pedro 1:3, lemos: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. Essa passagem nos mostra que a esperança que temos em Deus é viva e poderosa, pois está fundamentada na ressurreição de Jesus. Ela nos lembra que, assim como Jesus venceu a morte, também podemos vencer as dificuldades da vida por meio da nossa fé e esperança em Deus. 
3 - A esperança não é apenas um sentimento passageiro, mas sim uma convicção profunda de que Deus está no controle de todas as coisas. Ela nos encoraja a perseverar, mesmo quando tudo parece impossível. Como está escrito em Romanos 12:12: “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração”. Essa passagem nos ensina que a esperança nos dá a capacidade de nos alegrar mesmo em meio às tribulações, nos torna pacientes e nos leva a buscar a Deus em oração. Portanto, a importância da esperança na Bíblia é imensurável. Ela nos sustenta, nos renova e nos fortalece em nossa caminhada de fé. Que possamos cultivar essa esperança em nossos corações, confiando plenamente na fidelidade de Deus e no seu plano perfeito para nossas vidas. Que a esperança seja a força que nos impulsiona a seguir em frente, mesmo diante dos desafios, pois sabemos que aquele que prometeu é fiel para cumprir. 
4 - A mensagem forte do profeta Isaías. A mensagem do profeta Isaías mesclou repreensões e anúncios de maldições pela infidelidade do povo, com conforto e esperança pela restauração futura. Desse modo, o profeta Isaías pregou também sobre a importância da fidelidade ao Senhor. Além disso, sua mensagem escrita também focava os judeus exilados, conclamando-os ao arrependimento e os exortando a confiarem nas promessas de Deus. Após o período de cativeiro, o Senhor abençoaria o remanescente fiel, trazendo restauração e bênçãos sobre as nações de uma forma nunca antes experimentada. 
5 - O pecado de Israel e de Judá havia chegado a um nível tão abominável, que Deus usou o profeta para falar acerca de várias maldições que atingiriam os hebreus de forma geral. A maior delas, é claro, foi o exílio na Babilônia. Nesse contexto, Deus ordenou que o profeta Isaías profetizasse para que o coração daquele povo rebelde fosse endurecido, seus ouvidos e olhos fechados, a fim de que o juízo de Deus sobre eles não fosse evitado. 
6 - O profeta Isaías também falou sobre as bênçãos futuras que seguiriam após o exílio. Ele profetizou que um remanescente sobreviveria a esse período tão difícil, e retornaria à Terra Prometida. 6 - Isaías, o profeta messiânico trás a mensagem de esperança para Israel. Já na época dos pais da Igreja o profeta Isaías era conhecido como o “evangelista do Antigo Testamento”. Tal designação se dá pelo modo detalhado e completo com que ele descreveu a pessoa e obra do Messias. Muitos julgamentos profetizados por Isaías foram cumpridos no ministério de Jesus (Isaías 53:4-6; 2 Coríntios 1:15; Hebreus 9:26). Além disso, o profeta Isaías apresentou Jesus como “o Servo” que traria justiça as nações; que restabeleceria a aliança; que iluminaria os gentios (no sentido de prover salvação a eles); que expiaria o pecado de seu povo e, finalmente, ressuscitaria dos mortos, (Isaías 42:1-7; 49:1-7; 52:13-53:12). 
7 - É por isso que as profecias do profeta Isaías registradas em seu livro, são as mais referenciadas no Novo Testamento quando o objetivo é apontar sobre como a pessoa de Jesus cumpre com perfeição todas as promessas do Antigo Testamento em relação ao Messias prometido. A profecia de Isaías também alcança um cumprimento ainda futuro. Ele profetizou acerca da restauração após o exílio falando sobre as maravilhas que aconteceriam, e chamou essa nova realidade de vida de “os novos céus e a nova terra”, (Isaías 66:22; 65:17). Essa promessa que foi inaugurada no ministério terreno de Cristo, e que atravessa a História da Igreja, encontrará seu cumprimento pleno no maravilho retorno de nosso Senhor Jesus, (2 Coríntios 4:6; 5:17; Gálatas 6:15; Tiago 1:18; Apocalipse 21:1-3). 
8 - Um contexto histórico sobre o profeta Isaías podemos analisar o seguinte: que Isaías profetizou tanto antes quanto durante o cativeiro babilônico. A profecia de Isaías é dividida em diferentes partes, com algumas se concentrando no período anterior ao exílio e outras no período do exílio e pós-exílio. 
9 – Divisão do livro do profeta Isaías: Primeiro Isaías (capítulos 1-39): Focado principalmente no período anterior ao cativeiro babilônico, quando o reino de Judá enfrentava ameaças da Assíria. Segundo Isaías (capítulos 40-55): Escrito durante o exílio na Babilônia, com mensagens de esperança e consolação, anunciando a libertação e o retorno a Jerusalém. Terceiro Isaías (capítulos 56-66): Escrito no período pós-exílio, abordando questões da comunidade retornada do exílio e incentivando a reconstrução de Jerusalém e do Templo. 
10 - Isaías e o Cativeiro Babilônico: Isaías alertou o reino de Judá sobre os perigos do cativeiro babilônico, prevendo a queda de Jerusalém e o exílio do povo. No entanto, ele também profetizou a restauração e o retorno do povo à sua terra, com mensagens de esperança e consolação durante o período do exílio. Isaías não foi apenas um profeta do período anterior ao cativeiro, mas também profetizou sobre o próprio cativeiro e, em seguida, sobre a esperança de restauração. 
11 – A nossa viva esperança está em Jesus Cristo. 1 Pedro 1:3 diz: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. O apóstolo Pedro abre sua carta com palavras de louvor a Deus Pai e Seu Filho, Jesus Cristo, lembrando aos leitores que a salvação é um presente da misericórdia de Deus. Então Pedro declara que os crentes recebem "uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo". 
12 - O que exatamente Pedro quer dizer quando fala de "uma viva esperança"? Pedro declara que é a "regeneração" que fornece a nossa viva esperança afirmando que a salvação é um presente de Deus. Assim como uma criança não faz nada para nascer, experimentamos o renascimento, não por causa de quem somos ou de qualquer coisa que fizemos. Nós nascemos de Deus (João 1:13) através da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. A salvação muda quem somos (2 Coríntios 5:17), tornando-nos mortos para o pecado e vivos para a justiça de Deus em Jesus Cristo, (Efésios 2:5). Essa regeneração através do novo nascimento serve como nossa razão de vivermos esta viva esperança e a garantia da salvação gratuitamente em nome de Jesus. 
13 - Os comentaristas bíblicos costumam chamar Pedro de o apóstolo da esperança. Nesta passagem de 1 Pedro 1:3 ele vincula a nossa regeneração e a nossa salvação à ideia de "uma viva esperança". A esperança de que Pedro se refere não é o simples pensamento de desejo geralmente associado à palavra esperança hoje. Podemos dizer: "Espero que não chova" ou "Espero que passe no teste", mas não é este tipo de esperança que aguardamos, esse não é o tipo de esperança que Pedro está referindo, mas ele tinha em mente algo sobrenatural que transforma o ser humano e o conduz para a vida vindoura na glória celestial com Jesus Cristo o Unigênito filho de Deus. 
14 - O termo grego para "esperança" na passagem significa "uma expectativa ansiosa e confiante". Essa esperança do crente não é apenas "viva", mas "vívida". Ao contrário da esperança vazia e morta deste mundo, essa "viva esperança" é energizante, vivaz e ativa na alma do crente. É expectante e contínua. Nossa esperança viva se origina de um Salvador vivo e ressurreto. A esperança viva de Pedro é Jesus Cristo. Se você conhece o hino 300 da Harpa Cristã, veja o que diz a letra que nos alerta: “ Nossa esperança é Sua vinda, o Rei dos reis vem nos buscar...”. 
15 - O apóstolo Pedro ainda está falando aos cristãos que estavam sofrendo perseguição na Ásia Menor. Suas palavras tinham a intenção de encorajá-los em seus problemas. O futuro deles estava seguro por causa da ressurreição de Jesus Cristo. A esperança deles era a vitória de Cristo sobre a morte e Sua vida de ressurreição. O que quer que os crentes perseguidos enfrentassem neste mundo não poderia ser comparado às bênçãos da futura ressurreição e da vida que teremos na eternidade. A nossa esperança viva estava ancorada no passado, mas Jesus ressuscitou dos mortos trazendo consigo a viva esperança de salvação eterna para todos os que nEle crer. (Mateus 28:6). Esta viva esperança continua no presente, Jesus está vivo, o túmulo não o conteve, Ele ressuscitou dentre os mortos e nos garantiu a viva esperança de vida eterna com Ele na glória eterna, (Colossenses 3:1). Esta viva esperança perdura por todo o futuro. Jesus prometeu vida eterna e ressurreta aos que foram salvos no passado, para os que são salvos no presente e os que serão salvos até no arrebatamento da igreja. Nossa viva esperança é a Sua vinda. Breve Jesus voltará. (João 3:16; 4:14; 5:24; Romanos 6:22; 1 Coríntios 15:23). 
16 - A esperança viva também nos permite viver sem desespero ao encontrarmos sofrimento e provações na vida presente: "Por isso não desanimamos. Pelo contrário, mesmo que o nosso ser exterior se desgaste, o nosso ser interior se renova dia a dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um eterno peso de glória, acima de toda comparação, na medida em que não olhamos para as coisas que se veem, mas para as que não se veem. Porque as coisas que se veem são temporais, mas as que não se veem são eternas", (2 Coríntios 4:16–18). O objeto de nossa viva esperança é descrito em 1 Pedro 1:4 como "uma herança que não pode ser destruída, que não fica manchada, que não murcha e que está reservada nos céus para os fiéis". Temos uma herança que nunca será tocada pela morte, manchada pelo mal ou murcha com o tempo; é à prova da morte, à prova do pecado e à prova da idade. Essa herança também é à prova de falhas porque Deus a guarda e preserva no céu para nós. É totalmente segura. Absolutamente nada pode minar a certeza de nossa herança futura de uma viva esperança em Cristo Jesus nosso Salvador. 
17 - As pessoas não podem sobreviver por muito tempo sem esperança. Nunca perca a esperança, a esperança nos sustém quando passamos por experiências dolorosas e pelo medo do que o futuro nos reserva. Em um mundo caído, onde as pessoas enfrentam pobreza, doença, fome, injustiça, desastre, guerra e terrorismo, precisamos de uma esperança viva. A Bíblia nos diz em Efésios 2:12 que aqueles que não têm Jesus Cristo não têm esperança. Os crentes são abençoados com esperança real e substancial através da ressurreição de Jesus Cristo. Pelo poder da Palavra de Deus e pela habitação do Espírito Santo em nós, essa esperança viva estimula nossas mentes e almas com uma viva fé. (Hebreus11:1; 4:12). Ela muda nossos pensamentos, palavras e ações. Uma vez mortos em nossos delitos e pecados, agora vivemos com a viva esperança de nossa própria ressurreição em Cristo Jesus. A esperança viva do crente é sólida e segura: "Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre e eternamente, segundo a ordem de Melquisedeque", (Hebreus 6:19–20). Jesus Cristo é nosso Salvador, nossa salvação, nossa viva esperança. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

APRENDENDO A SERVIR A DEUS COM ALEGRIA

APRENDENDO A SERVIR A DEUS COM ALEGRIA. 


I - “Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico”. (Salmos 100.2). Essa deve ser a satisfação do nosso coração, esteja onde estivermos, no púlpito, na igreja, na rua, na escola, no trabalho ou em qualquer outro lugar. A oportunidade que temos de servir ao Senhor Jesus e à Sua obra deve ser feita com muita alegria, sem olhar para as pessoas ou para as circunstâncias, pois vale muito a pena servir a esse Deus maravilhoso. “Se alguém me serve, siga-me, e, onde eu estou, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará”. (João 12.16). 
II - Não devemos servir ao Senhor por causa dos benefícios que Ele nos proporciona, mas, sim, pelo que Ele é. O que seríamos cada um de nós sem essa tão grande salvação? Outro benefício é que crescemos quando também servimos às pessoas: amadurecemos e experimentamos do Seu poder e da Sua graça de forma individual, servindo com o coração motivado pelo Senhor. Quando servimos juntos, crescemos, somos forjados, lapidados, desenvolvendo a importância do nosso papel na obra de Deus. 
III - Desde que você veio para Jesus até os dias de hoje, você não é mais o mesmo. “Porque Deus não é injusto para se esquecer do vosso trabalho e do amor que evidenciaste para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos”. (Hebreus 6.10). Talvez você esteja pensando assim: “Ah, esse negócio de servir a Deus não é para mim. Já me decepcionei com pessoas, com líderes evangélicos e coisas do tipo. Mas não devemos pensar assim. Quando servimos a Deus somos abençoados e tudo o que fazemos ou pensamos devemos fazê-lo para a glória de Deus e não dos homens. É inevitável que plantemos e que a colheita venha de Deus. O apóstolo Paulo nos ensina que aexpressão "de Deus não se zomba", originada na Bíblia em Gálatas 6:7, significa que as ações humanas têm consequências inevitáveis, e que ninguém pode enganar ou desrespeitar Deus impunemente. O versículo ensina o princípio da semeadura e colheita: aquilo que uma pessoa planta em suas ações e atitudes, sejam elas boas ou más, resultará naquilo que ela colherá no futuro. Não devemos focar em coisas que não agradem a Deus, pois o que Deus está fazendo em nossas vidas é muito maior, Jesus ressuscitou para nos salvar. Jesus não nos reformou, Ele nos transformou para vivermos em novidade de vida com Ele. Precisamos colocar nosso olhar no lugar certo, não nas falhas das pessoas porque todos temos falhas e defeitos, e é justamente por isso que Jesus veio ao mundo: para perdoar e salvar até o mais terrível pecador que se converter ao Senhor Jesus. Por que perder o entusiasmo de servir se servimos a Cristo? Já pensou se Jesus olhasse para as coisas que aconteciam com Ele? Ele passou por traições, por escárnio, por rejeição, veja Isaías 53, mas cumpriu Seu chamado com amor e por amor, porque Deus é amor. 
A - Com o Salmo 100 aprendemos a servir ao Senhor com alegria. Estudar o tema "Servir ao Senhor com alegria" implica entender que, conforme o Salmo 100:2, é um chamado para todos os crentes adorar a Deus com satisfação e prazer, mesmo em meio às dificuldades hodiernas. A alegria verdadeira não é resultado de circunstâncias, mas um presente divino que capacita o servo a cumprir a sua vocação com entusiasmo. 
B - A base Bíblica do Salmo 100:2 nos ajuda a entender sobre este assunto. O verso-chave é "Servi ao Senhor com alegria, e apresentai-vos diante dele com canto". Ele convida as pessoas a entrarem na presença de Deus com regozijo, demonstrando que o serviço a Ele deve ser uma expressão de gratidão e não de obrigação. A alegria de servir não é restrita a um grupo, mas é uma vocação para todos que conhecem a Deus. A alegria que vem de Deus é um sentimento de prazer em estar no lugar certo, cumprindo o propósito divino para as nossas vidas. 
C - A alegria do Senhor é uma fonte de força e graça contra as decepções e amarguras que podem afetar o espírito do ser humano e por isso temos manter o foco no Senhor Jesus e em Sua força, lembrando-se que Ele nos capacita e treina para algo muito maior do que pedimos ou pensamos. 
D - Para chegarmos à presença de Deus precisamos nos humilhar e com ações de graças e louvor reconhecer Sua bondade, misericórdia e fidelidade ao longo das gerações desde a criação. Temos que servir a Deus com alegria, com fidelidade, com amor. Servir a Deus é também servir aos irmãos, aos familiares e aos domésticos da fé, demonstrando amor e se desprendendo do egoísmo. A recompensa é um júbilo espiritual e a alegria de proporcionar bem-estar ao próximo, sem esperar nada em troca. Devemos Buscar a plenitude do amor através da entrega e do serviço, vibrando com o Coração de Cristo, leva à verdadeira realização. Devemos servir ao Senhor com alegria porque é um privilégio, porém exige um coração grato e confiante em Deus. Esta alegria flui de dentro para fora, transformando o crente e refletindo a glória de Deus, servindo como um testemunho poderoso no mundo. 
1 - Servir a Deus é totalmente diferente de servir a qualquer outra pessoa. Deus deseja fortemente que entendamos isso e que desfrutemos disso. Por exemplo, ele nos manda "Servi ao Senhor com alegria!" (Salmos 100:2). Existe uma razão para essa alegria que é dada em Atos 17:25, "Deus não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas." Nós servimos a Deus com alegria porque não possuímos a obrigação de satisfazer suas necessidades. Pelo contrário, nos alegramos no servir onde Deus vem de encontro às nossas necessidades. O salmista compara o servir com a dependência do servo a um mestre gracioso: "Assim como os olhos dos servos estão atentos à mão de seu senhor, e como os olhos das servas estão atentos à mão de sua senhora, também os nossos olhos estão atentos ao Senhor, ao nosso Deus, esperando que ele tenha misericórdia de nós" (Salmos 123:2). Servir a Deus sempre significa receber graça de Deus. 
2 - Para mostrar como Deus deseja que entendamos e nos alegremos nisso, existe uma história em 2 Crônicas 12. Roboão, filho de Salomão, que reinou sobre o reino do sul depois da revolta das dez tribos, "deixou a lei do Senhor" (12.1). Ele escolheu não servir ao Senhor, para servir a outros deuses e outros reinos. Como julgamento, Deus enviou Sisaque, o rei do Egito, contra Roboão com 1.200 carros de guerra e 60.000 cavaleiros (12.3). Por misericórdia, Deus enviou o profeta Semaías a Roboão com esta mensagem: "Assim diz o Senhor: Vós me deixastes a mim, por isso também eu vos deixei na mão de Sisaque", (12:5). A feliz conclusão dessa história é que Roboão e seus príncipes se humilharam em arrependimento e disseram, "O Senhor é justo", (12.6). 
3 - Quando o Senhor viu que eles se humilharam, Ele disse, "Visto que eles se humilharam, não os destruirei, mas em breve lhes darei livramento. Minha ira não será derramada sobre Jerusalém por meio de Sisaque", (12:7). Mas como disciplina a eles, disse, "Porém serão seus servos para que conheçam a diferença da minha servidão e da servidão dos reinos da terra". (12:8). 
4 - Aí está a diferença de um adorador. Deus deseja que saibamos a diferença entre servir a Ele e servir a qualquer outro deus das nações. A lição que eles tiveram que aprender foi que o servir a Deus é uma servidão feliz, ou como Jesus disse, "Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve" (Mateus 11:30). Através disso, podemos aprender que Deus ameaça coisas terríveis se nós não encontrarmos alegria no servir a Ele. É isso o que Moisés disse em Deuteronômio 28.47, ao povo rebelde que se revoltaram contra ele e contra o próprio Deus: "Porquanto não serviste ao Senhor teu Deus com alegria e bondade de coração… e assim servirás aos teus inimigos”, ou seja serão escravos de outras nações e de outros deuses. 
5 - A questão é muito clara, servir a Deus é algo fazemos de coração. Sempre que recebemos uma bênção, uma alegria e um benefício de Deus, nós temos a alegria de adora-lo. É por isso que estou tão desejoso por dizer que nas igrejas, evangélicas, conservadoras, o louvor é marcado pela obediência e pela adoração e não é de maneira nenhuma uma oferta feita a Deus como um peso, mas de singeleza de coração. 
6 - A verdadeira adoração a Deus é de coração e envolve espírito, alma e corpo. Adorar a Deus em espírito e em verdade significa adorá-Lo com um coração sincero e guiado pelo Espírito Santo, através de uma vida inteira dedicada a Ele, e não apenas através de rituais ou palavras sem sentido. A adoração "em espírito" envolve a ação do Espírito em nós, transformando-nos de dentro para fora, enquanto a adoração "em verdade" significa viver conforme a verdade das Escrituras, que glorificam a Deus. 
7 - O principal versículo bíblico que menciona corpo, alma e espírito em conjunto é 1 Tessalonicenses 5:23. A passagem pede a Deus para santificar completamente a pessoa inteira, espírito, alma e corpo, para que seja irrepreensível na vinda de Jesus Cristo. 1 Tessalonicenses 5:23 menciona corpo, alma e espírito e o objetivo da passagem não é necessariamente distinguir três partes separadas do ser humano, mas sim enfatizar a integridade e a completude de toda a pessoa que deve estar dedicada a Deus. A Bíblia ensina que o ser humano foi criado por Deus de forma completa, com corpo, alma e espírito, e que cada parte deve ser cuidada e santificada. Adorar em espírito e em verdade é adorar a Deus de todo coração, com a ajuda do Espírito Santo. A verdadeira adoração vem do coração, não de fatores externos como o lugar, a cerimônia ou palavras repetidas. Adorar em espírito e em verdade é adorar com sinceridade e fé, (João 4:23-24). 
8 - Adorar é mostrar amor, respeito e dedicação a Deus. Obrigações como ir à igreja e cantar louvores ajudam a expressar essa adoração mas só têm valor quando são fruto do desejo do coração de adorar a Deus. Deus não se agrada de cultos sem sinceridade, sem cumplicidade, (Salmos 51:16-17). Adorar em verdade é adorar por querer adorar a Deus, por tudo que Ele é e tudo que Ele faz. 
9 – Adorar a Deus em espírito e em verdade é adoração viva. O espírito é aquilo que nos liga a Deus e nos dá vida. A verdadeira adoração vem da comunhão com Deus. Podemos ter essa comunhão através do Espírito Santo, que mora dentro de cada pessoa salva, (Atos dos Apóstolos 2:38). Por que Jesus falou sobre adorar em espírito e em verdade? Sim, Jesus falou sobre adorar em espírito e em verdade porque uma mulher samaritana lhe tinha perguntado como se deve adorar a Deus. Os judeus e samaritanos brigavam sobre a forma correta de adorar a Deus. Os judeus adoravam no templo em Jerusalém mas os samaritanos achavam que a adoração deveria ser feita no monte que eles consideravam sagrado, (João 4:19-21). 
10 - No Velho Testamento Deus tinha escolhido o templo de Jerusalém como o único lugar de adoração, para impedir que os israelitas misturassem a adoração ao Deus verdadeiro com a adoração a deuses falsos. No templo, debaixo da instrução dos sacerdotes, os judeus aprendiam sobre Deus, o adoravam e ofereciam sacrifícios (Deuteronômio 12:4-7). A localização era importante mas não era o mais importante. O que contava era a atitude dos adoradores. Tanto os judeus quanto os samaritanos perderam esse foco. Muitos deles começaram a dar mais importância ao lugar e às cerimônias que ao estado do coração dos adoradores. No seu pensamento, quem cumprisse os rituais judaicos de maneira certa estava bem com Deus, mesmo se não fosse feito pelas razões certas nem com sinceridade. Adorar a Deus era apenas para eles era apenas um ritual, assim como acontece até hoje pelo mundo afora. 
11 - Jesus voltou ao cerne da questão voltando a atenção para aquilo que mais importava: “o coração” do ser humano. O grande mandamento é amar a Deus sobre todas as coisas e com tudo o que somos, (Mateus 22:37-38). Esta é a verdadeira adoração. 
12 - A alegria do Senhor é a nossa força: o que significa. Neemias 8:10. Em Deus encontramos uma alegria especial, que nos dá força. Outras alegrias passam e podem esgotar nossas forças, mas a alegria do Senhor nos renova e nos fortalece diuturnamente. E Neemias prosseguiu: "Vão e comemorem com um banquete de comidas saborosas e bebidas doces e repartam o alimento com aqueles do povo que não prepararam nada. Este é um dia consagrado ao nosso Deus. “Não fiquem tristes, pois a alegria do Senhor é sua força". Neemias 8:10. 
13 - Josué disse ao povo que a alegria do Senhor fortalece. O povo de Israel estava chorando, triste, porque tinham ouvido os mandamentos de Deus e estavam arrependidos de seus pecados. Mas esse era um dia de perdão e restauração, porque Deus os tinha trazido de volta do exílio e os tinha ajudado a reconstruir o muro de Jerusalém, em tempo recorde. Era um dia de vitória e alegria, não de tristeza e amargura. Por isso, os israelitas pararam de chorar e celebraram a bondade de Deus com alegria. Neemias 8:11-12. Eles tinham vencido, não por suas próprias forças, mas porque confiaram em Deus e obedecerem a Sua palavra. 
14 – No momento de aflição chega a alegria da salvação. Deus faz o mesmo em nossas vidas. O pecado causa sofrimento, dor e tristeza. Quando reconhecemos nossos erros e nos arrependemos, ficamos tristes. Mas depois Deus nos oferece perdão, por meio de Jesus Cristo, e nos consola. Quando Deus nos salva do pecado, nossa tristeza é transformada em alegria. Salmos 30:11-12. A salvação é uma alegria eterna, que ninguém nos pode tirar. Todos passamos por tempos de tristeza, mas depois temos a promessa que a tristeza vai passar e a alegria de Deus nos vai renovar. E, um dia, não haverá mais tristeza. A alegria vai durar para sempre. 
15 - Em Romanos 8.28 o apóstolo Paulo trás uma excelente explicação sobre o que acontece com aqueles que confiam plenamente na direção e na graça de Deus manifestada em nós. O versículo diz: “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus”. 1. "Sabemos” o quê? Os que creem em Deus sabem que Ele está no controle de tudo e que age em seu favor, mesmo que as circunstâncias aparentemente digam o contrário. 2. “que todas as coisas cooperam”. Deus atua sobre tudo e todos. Até mesmo nas aflições que enfrentamos, Ele move sobre todas as coisas, pois tem soberania e poder sobre todos os acontecimentos e todas as pessoas. As decisões de Deus são imutáveis. 3. “para o bem”, Deus não deseja o mal para ninguém. Pelo contrário, mais do que nós mesmos, Ele quer efetivamente o que é melhor para cada um dos seus filhos. O "bem" maior é sermos mais semelhantes a Jesus Cristo. Romanos 8:29. E devemos olhar firmemente para o Senhor Jesus que é o autor e consumador da nossa fé. 4. “daqueles que amam a Deus” implica em que devemos Amar, adorar única e exclusivamente a Deus e a Jesus Cristo, que é, repito, o autor e consumador da nossa fé, bem como também é diferente de simplesmente simpatizar-se por Ele ou pela sua causa. Amar a Deus sobre todas as coisas envolve admiração, auto entrega, obediência, afinidade e renúncia. 5. A vitória “daqueles que são chamados”. Estes que amam a Deus sobre todas as coisas foram chamados por Ele. Não são melhores ou mais especiais que os outros, apenas receberam um convite para mergulhar na Graça de Deus. Quem assim procede é capaz de amar somente a Deus porque foram amados primeiramente por Deus. Amam por causa do Amor de Deus revelado em Jesus Cristo. 6. “segundo o seu propósito”, amam a Deus sobre tudo e sobre todos porque foram convidados para um propósito excelente de viverem conduzidos pelo Espírito Santo, e mais ainda, são considerados templo do Espírito Santo. Os que amam ao Senhor fazem parte do plano supremo de Deus. 
16 - Todas as coisas são controladas por Deus para o cumprimento do Seu propósito maior. Precisamos entender que a vontade de Deus não é simplesmente nos livrar do sofrimento, mas livrar-nos do que nos causa o sofrimento. Ele quer nos livrar da escravidão do pecado e das suas consequências eternas. O gozo da eternidade já se manifesta na vida daqueles que foram transformados para amar e adorar somente e exclusivamente a Deus, porque a glória celestial é a nossa morada eterna com Ele, com Jesus Cristo o Filho Unigênito de Deus. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.