segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

MILAGRES E CURAS REGISTRADOS NA BÍBLIA

MILAGRES E CURAS REGISTRADOS NA BÍBLIA. 


“Os milagres não cessaram, não diminuíram, não acabaram, o que diminuiu ou acabou foi a fé do povo”. By.waldirpsouza. 

I - Os capítulos de milagres e de curas divina na Bíblia são vários, mas vamos ver o capítulo 5 da epístola universal de Tiago irmão do Senhor. Tiago 5.1-20. 1. Eia, pois, agora vós, ricos, chorai e pranteai por vossas misérias, que sobre vós hão de vir. 2. As vossas riquezas estão apodrecidas, e as vossas vestes estão comidas da traça. 3. O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram; e a sua ferrugem dará testemunho contra vós e comerá como fogo a vossa carne. Entesourastes para os últimos dias. 4. Eis que o salário dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras e que por vós foi diminuído clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos Exércitos. 5. Deliciosamente, vivestes sobre a terra, e vos deleitastes, e cevastes o vosso coração, como num dia de matança. 6. Condenastes e matastes o justo; ele não vos resistiu. 7. Sede, pois, irmãos, pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia. 8. Sede vós também pacientes, fortalecei o vosso coração, porque já a vinda do Senhor está próxima. 9. Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta. 10. Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. 11. Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso. 12. Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis nem pelo céu nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim e não, não, para que não caiais em condenação. 13. Está alguém entre vós aflito? Ore. Está alguém contente? Cante louvores. 14. Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; 15. e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados. 16. Confessai as vossas culpas uns aos outros e orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos. 17. Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. 18. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto. 19. Irmãos, se algum de entre vós se tem desviado da verdade, e alguém o converter, 20. saiba que aquele que fizer converter do erro do seu caminho um pecador salvará da morte uma alma e cobrirá uma multidão de pecados. 

II - Porque orar para receber a cura? A Bíblia nos ensina que: "Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades”, (Sl 103. 3). Aqui existe uma grande verdade: O SENHOR sara quaisquer enfermidades. Mas não podemos desprezar outras verdades, como: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no Céu". (Mt 6. 10). 

III - Por que orar? Orar não é somente clamar por alguma coisa que deseja receber de Deus. Orar é falar com Deus, sentir a presença de Deus durante uma conversa com Ele, é pedir perdão e posicionar-se em consagração. A Bíblia mostra que Deus tem o poder e o desejo de curar pessoas em nossos dias assim como em outros tempos. A cura divina está baseada nas Escrituras e corroborada nas palavras de nosso Senhor Jesus, que declarou que seus discípulos imporiam as mãos sobre os enfermos e que estes seriam curados.  

A - O Pentecostes de Atos dos Apóstolos deu prosseguimento às curas divinas e à operação de milagres por Jesus Cristo nos evangelhos, comprovando, assim, a atuação do Espírito Santo de Deus na igreja. E hoje, podemos contar com a mão de Deus para operar curas e milagres em nome de Jesus? Como pentecostais que somos, cremos que sim porque Jesus veio para salvar e libertar o perdido pecador da escravidão do pecado e dar as bênçãos decorrentes da obediência. 

B - Desde que o mundo é conhecido existem doenças e enfermidades conhecidas e até desconhecidas. Temos exemplos no Velho Testamento e no Novo Testamento de que Deus ouve, cura e liberdade e liberta a todo o que clama pelo nome do Senhor. Descobrir a origem dos males que afetam o corpo humano não é uma tarefa simples. As doenças existem, e isso é fato. A luta do homem pela cura mostra o quanto somos frágeis e o quanto necessitamos de que nosso corpo seja tratado continuamente. Na perspectiva bíblica e teológica, surge um desafio: De onde procedem as doenças? Para que possamos compreender a cura divina, é preciso entender que ela existe para tratar males que afetam o corpo e a alma. A cura não tem sentido se não houver um mal que venha assolar um corpo, e esse mal, por sua vez, pode ter origens diversas. 

C - As doenças são consequências do pecado de Adão e Eva e às vezes até dos nossos pecados mesmo. A cura pode ser vista como uma consequência de libertação do pecado original. Há pessoas doentes desde que Adão e Eva pecaram. O homem não foi criado doente. Deus criou o mundo com a característica original de ser bom. Desde o primeiro dia da criação até o sexto dia, nenhuma referência há que delimite a existência de um mundo infestado de pragas e males que assolariam a raça humana. Adão e Eva foram criados com saúde, sem qualquer característica de que tinham em seus corpos os elementos necessários para o desenvolvimento do processo de deterioração. Vivendo no estado de inocência e de perfeição no Éden, eles tinham não apenas a comunhão plena com Deus, o criador, mas também a saúde perfeita e um ambiente favorável à longevidade, ninguém sabe quantos anos que Adão e Eva viveram antes de pecar; este período e chamado de dispensação da inocência. A única referência à morte foi dada pelo próprio Deus ao advertir que não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles não eram eternos, pois foram criados, mas gozavam da imortalidade, até que decidiram priorizar aquilo que a serpente disse ser mais importante, descartando o que o Senhor havia ordenado. O pecado agora afetou a constituição física do primeiro casal, que passou a estar sujeito aos efeitos da morte, com a deterioração do corpo, e seus descendentes passaram a herdar igualmente a possibilidade de contrair doenças. Estas, como fruto do pecado, passaram a coexistir com a humanidade como um vetor de envelhecimento e morte. 

1 - A enfermidade pode ser entendida como uma consequência do pecado? Sim, pode perfeitamente, não que a pessoa seja condenado por algo que fez no passado ou no presente e que não se lembre, mas por causa da natureza do pecado desde nossos primeiros pais Adão e Eva. Quando Jesus curou um coxo no dia de sábado, recomendou a ele: “Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior”, (Jo 5.14). Considera-se que aquele homem certamente cometera um mal que o impedia de ter a saúde normalizada, e a recomendação de Jesus seria um alerta para ele andar com Deus e ficar livre de males mais complexos. Se esse caso é, de fato, fruto de um pecado cometido, veremos que as doenças possuem outras causas também. 

2 - Ação de Satanás é muito forte nesta área porque ele faz de tudo para a pessoa não receber a cura e a libertação da escravidão do pecado. Uma fonte de doenças apresentada na Bíblia é a ação de Satanás. Em algumas ocasiões, o inimigo é responsável pela existência de algumas doenças. A Bíblia fala que Jesus libertou uma mulher numa sinagoga, no sábado, que era prisioneira de Satanás. Lucas descreve que esta mulher “tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se”, (Lc 13.11). Este texto não parece ser uma referência a uma possessão maligna, mas, sim, a uma doença colocada naquela mulher por Satanás. Ele pode influenciar e atacar uma pessoa sem apossar-se integralmente de seu corpo e mente. Nessa passagem, a mulher curada glorificou a Deus pela sua cura, mas havia um líder naquela sinagoga que, apesar de ver a cura e a mulher glorificando a Deus, repreendeu a audiência por ser um dia de sábado. Tão ruim quanto ser oprimido por Satanás é não glorificar a Deus quando Ele traz a cura de uma pessoa na congregação, seja de qualquer dia e em qualquer hora. 

3 - Há casos, entretanto, em que o Diabo toma posse da mente e do corpo de uma pessoa, é o caso de possessão demoníaca, causando doenças também, sejam doenças físicas e ou espirituais. Marcos 9 fala de um jovem lunático, que foi atacado desde a infância por um espírito maligno, do qual Jesus libertou. Ao expulsar aquele demônio, Jesus restaurou a saúde física e mental daquele moço, sendo este um caso real de possessão demoníaca cujo efeito causava uma doença na pessoa. 

4 - Outro caso a ser analisado é o do gadareno que estava possesso por uma legião de demônios. Ele é descrito como um homem que tinha sua morada nos sepulcros, preso com grilhões e cadeias e que andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras, (Mc 5.1-5). Essa é uma descrição assustadora para um ser humano dominado por Satanás. Quando liberto por Jesus, causou surpresa na cidade, pois, além de os demônios entrarem em uma manada de porcos, que se precipitou no mar, o homem foi achado “vestido e em seu (pleno) juízo, assentado aos pés de Jesus”, (Lc 8.35). O gadareno, agora liberto, quis seguir o Mestre, mas foi orientado por Ele: “Vai para tua casa, para os teus, e anuncia-lhes quão grandes coisas o Senhor te fez e como teve misericórdia de ti”, (Mc 5.19). A cura desse homem causou uma impressão tão forte nos habitantes daquela região que eles pediram a Jesus que saísse daquela localidade. Ao invés de aproveitarem a ocasião para serem curados também, preferiram que Jesus ficasse afastado deles. 

5 - Outro exemplo a ser analisado, mesmo que de forma breve, é o caso do espinho na carne do apóstolo Paulo. O servo de Deus recebera revelações das quais não poderia contar. A experiência que ele teve foi tão sublime que era possível tornar-se uma pessoa soberba ante a tudo o que ele havia contemplado. Para que não ficasse soberbo com a experiência que teve, o Senhor permitiu que ele fosse atingido por um mensageiro de Satanás para esbofeteá-lo. O próprio Paulo relata essa declaração, e tal “espinho” é descrito como sendo um enviado de Satanás. Não é dito o que era especificamente; muitos estudiosos da Bíblia, porém, creem que se tratava de uma doença, possivelmente um problema nos olhos ou nas costas por causa dos vários acoites que recebeu. De forma alguma, vemos a possibilidade de uma possessão maligna nessa passagem, pois Paulo foi um homem cheio do Espírito de Deus. Pelo visto, em seus escritos, o Senhor não determinou a cura para o apóstolo, mas deu a ele a sua graça para suportar aquela situação. Deus sabia como lidar com seu servo, limitando-lhe uma possível arrogância. 

6 - A Fé é essencial para a Cura Divina acontecer. Sem fé é impossível agradar a Deus. A Palavra de Deus dá ênfase a uma palavra chamada fé, que pode ser traduzida como uma confiança, uma certeza atribuída ao que o Senhor falou sobre si mesmo e sobre o que Ele faria. A fé é tão importante que Deus, ao longo das Escrituras, mostra homens e mulheres de fé, que demonstraram o quanto confiavam em Deus e que foram recompensados por Ele. A fé foi importante na vida de Abraão, de Isaque e de Jacó. Foi a fé em Deus que manteve José íntegro quando escravo e prisioneiro e que o ajudou a manter-se como homem de Deus quando governador do Egito. Foi a fé que sustentou Moisés, Samuel, Davi, Elias e tantos outros personagens. 

7 - A Bíblia mostra que a fé também é importante para a cura divina. João Marcos narra que Jesus vinha de uma série de manifestações miraculosas, como, por exemplo, a libertação de um homem de Gadara, a cura de uma mulher que tinha um sangramento que não estancava, sem falar que, nesse mesmo dia, Ele ainda ressuscitou a filha de Jairo, um homem que era líder na sinagoga local (Mc 5). Jesus segue em direção à Nazaré, terra na qual foi criado, e foi ensinar na sinagoga. As pessoas daquela localidade ouviram Jesus falando e perguntaram sobre a procedência da sabedoria com que Jesus falava. Ao invés de valorizarem a sua presença ali, cientes dos milagres que Ele havia operado, eles desdenharam e desprezaram o Senhor. A incredulidade deles e a desonra com que trataram o Senhor foram tão grandes que Jesus, de acordo com Marcos, “não podia fazer ali obras maravilhosas; somente curou alguns poucos enfermos, impondo-lhes as mãos”, (Mc 6.5). 

8 - É interessante notar que a falta de fé parece ter um poder neutralizador de milagres e curas. A Bíblia não diz que Jesus não quis fazer obras maravilhosas, mas diz que Ele não podia fazer mais por causa da falta de fé. A incredulidade parece realmente ter um efeito impeditivo de milagres e curas em certas ocasiões. Se recorrermos ao mesmo evangelista (Marcos), no capítulo 2, vemos que um paralítico foi trazido por quatro amigos para ser curado por Jesus. Como o local em que Jesus estava foi cercado por uma multidão, aqueles homens fizeram um buraco no teto e baixaram por ele o paralítico. “E Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: Filho, perdoados estão os teus pecados”, (Mc 2.5). Nesses dois casos, há clara associação entre ter fé para ser curado e não ter. 

9 - Um centurião romano (Lc 7) pede a Jesus que cure o seu servo, e Jesus, mesmo a distância, curou aquele enfermo, acrescentando acerca daquele centurião: “Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé”, (Lc 7.9). Ainda analisando exemplos em que a fé foi importante para a operação da cura divina, vemos no livro de Atos que Lucas (o escritor de Atos dos apóstolos) registra que na cidade de Listra, um homem que jamais tinha andado: “Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou”, (At 14.9,10). Nesses casos, vemos que a Bíblia mostra que a fé é um elemento indispensável para a cura divina. 

10 - De forma direta temos que acreditar também que a cura divina é para os nossos dias. Ela não ficou limitada aos dias da Igreja Primitiva e não há um texto sequer na Bíblia que diga que o tempo de o Senhor operar curando enfermos e salvando pessoas acabou, ou que a cura divina foi necessária somente até a Igreja do Senhor Jesus ser estabelecida. A cura divina faz parte do projeto de Deus da mesma forma que a salvação, e Jesus não apenas curou enfermos, como também disse que os que cressem nEle também curariam enfermos em seu nome. 

11 - Em Cristo, há cura para as doenças do corpo e da alma, e Ele quer usar crentes cheios do Espírito Santo para que, em seu nome, orem por enfermos e vejam as curas sendo manifestadas. Por isso, creiamos em Deus, cuidemos de nossa saúde e oremos pelos doentes até que o Senhor retorne para buscar a sua Igreja. Qualquer que seja a doença, temos uma certeza: Jesus é maior. Quando Ele exerceu o seu ministério na terra, doenças como a lepra e tantas outras assolavam a sociedade. O salário do pecado é a morte, e as doenças são uma das consequências do pecado no mundo. Jesus combateu a morte e o pecado, curando os enfermos e nos dando a Salvação eterna 

12 - Quando aceitamos a Cristo, a doença e a morte já não são capazes de nos deter. Todo aquele que crê em Jesus e confessa que Ele é o Salvador, é liberto do pecado e da morte. Jesus ressuscitou, venceu a morte e continua curando nos dias de hoje. Quem ora em Seu Nome é capaz de realizar grandes coisas, (João 14:13-14). Na Bíblia, podemos ver quantos milagres Cristo realizou e aprender com os Seus ensinamentos. Aquele que crê em Jesus Cristo tem autoridade para levar a Palavra que liberta e cura. Disse Jesus: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum”, (Lucas 10.19). 

13 - Vale destacar que essa promessa de Cristo refere-se à sua igreja, e que inclui todos os cristãos e todo tempo em que a igreja permanecer no mundo. A promessa de Jesus: “estarei convosco até a consumação dos séculos”, (Mt 28:20), se estende a todos os membros da sua igreja na face da terra, assim como a ordem: “Ide por todo mundo”, (Mc 16:15). Considerando que a promessa e a ordem de Jesus referem-se a todos os cristãos em todos os tempos, obrigatoriamente devemos concordar que a promessa: “E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão”, (Mc 16:17 -18), não se restringe aos apóstolos e aos primeiros discípulos. 

14 - Quando Jesus pediu ao Pai que não tirasse os que eram d’Ele do mundo, seu pedido tinha por alvo os discípulos naquela época e todos quantos cressem em Cristo em todos os tempos vindouros, (Jo 17:16), portanto, as promessas e a ordem que foi testemunhada pelos apóstolos e alguns discípulos, abrange todos os cristãos em todos os tempos, (Mt 28:20). A oração que Jesus fez: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela Sua palavra hão de crer em mim”, (Jo 17:20), demonstra que as promessas de Deus não se restringiam apenas aos apóstolos e aos discípulos “Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar”, (At 2:39). 

15 - Devemos abrir a nossa mente e o nosso coração acerca desta promessa de Cristo: “Eis que vos dou poder”. Não é porque muitos fazem mau uso do texto sobre sinais que negaremos as promessas de Cristo para evitar que façam mau uso, pois seria o mesmo que tolher a verdade. Deveriam sim se encher do Espírito Santo, ou seja, do evangelho, pois deste modo jamais beberiam do vinho da contenda, ou, da doutrina dos judaizantes “E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito”, (Ef.5:18); “Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus?” (Mt 16:11). 

16 - É em função do alerta anterior que se chega à interpretação que acabamos de fazer. Quando o apostolo Paulo diz: “Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios”, está recomendando que os cristãos não andem como os judeus, os loucos, os néscios, que sempre erraram o caminho. Que não sejam insensatos, ( Gl 3:1 ), voltando a se aplicarem a elementos da lei, antes, que entendam qual é a vontade de Deus, ( Ef 5:15-17). Esta análise nos mostra que, algumas vezes, quando a Bíblia faz referência à serpente, não faz referência a Satanás, mas aos homens que, por anunciar uma doutrina de mentira, destilam veneno mortal como as víboras. Por destilarem peçonha, a figura da serpente é própria para descrevê-los. Daí o rótulo: raça de víboras! São pessoas que infelizmente vivem enganando a muitos com falsos milagres, falsas profecias, falso testemunho, etc, tudo para enganar os neófitos e neoconversos na fé. 

17 – A verdadeira igreja do Senhor Jesus é revestida de poder, de autoridade para realizar, sem segundas intenções, curas, milagres e maravilhas no nome de Jesus e para Sua glória. A igreja de Jesus Cristo possui autoridade para curar e realizar milagres, ( Mc 16:15-20), mas este não é o mote do evangelho. A proposta do evangelho é mais abrangente, pois por Cristo é possível o crente vencer reinos, praticar a justiça, alcançar as promessas, fechar as bocas dos leões, apagar a força do fogo, escapar do fio da espada, da fraqueza tirar forças, na batalha se esforçar, por em fuga os exércitos dos estranhos e receber pela ressurreição os seus mortos, porém, o mesmo Cristo torna possível ser torturado, não aceitar o seu livramento para alcançar uma melhor ressurreição, experimentar escárnios e açoites, e até cadeias e prisões, ser apedrejado, serrado ao meio, tentado, mortos ao fio da espada, andar vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparado, aflito e maltratado, (Hb 11:33–40), viver como se nada tendo, mas tendo a certeza de subir no Arrebatamento da igreja e morar nas moradas celestiais eternamente com Cristo. 

18 - É dado aos que creem poder de serem livres da peçonha, do veneno de uma serpente, mas também é dado poder para suportar afrontas e açoites, e passar uma vida na prisão por causa da verdade do evangelho, como foi o caso do apóstolo Paulo. Certamente Cristo estabeleceu que os seus servos realizarão maiores obras, trabalhos, ações, atos, pois a seara é muito grande, e há poucos ceifeiros. Quem opera sinais e maravilhas está inclusos nesta obra, porém, não é este o objetivo principal do evangelho. Não é esta a bem-aventurança que aguardamos. (Jo 20:29). Qualquer que ouve uma mensagem ou vê um milagre, deve ter o cuidado de primeiro provar o ‘espírito’, pois fenômenos “extraordinários”, muitas vezes, não são passíveis de análise, mas a mensagem sempre é passível de análise àqueles que tem o Espírito de Deus, (Dt 13:1-4 ; 2Ts 2:9 ; Mt 7:21 -23). 

19 - Um cristão verdadeiro deve estar consciente de que os falsos profetas operarão sinais e prodígios da mentira “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”, (2Ts 2:9). Um cristão jamais deve esquecer que os falsos profetas tem aparência de ovelha, e que só os seus frutos possibilita identificá-los, (Mt 7:20). É dado aos que creem, poder de serem livres do espírito de engano e da peçonha, do veneno, de uma serpente, mas também é dado poder para suportar afrontas e açoites, e passar uma vida na prisão por causa da verdade do evangelho, como foi o caso do apóstolo Paulo. Cristo estabeleceu que os seus servos realizarão maiores obras, trabalhos, ações, atos, pois a ceara é grande, e há poucos ceifeiros. Quem opera sinais e maravilhas está inclusos nesta obra, porém, não é este o objetivo do evangelho. Não é esta a bem-aventurança. (Jo 20:29). 

20 - Qualquer que ouve uma mensagem ou vê um milagre, deve ter o cuidado de primeiro provar o “espírito”, pois fenômenos “extraordinários”, muitas vezes, não são passíveis de análise, mas a mensagem sempre é passível de análise àqueles que tem o Espírito de Deus, (Dt 13:1-4 ; 2Ts 2:9; Mt 7:21-23). Um cristão deve estar cônscio de que os falsos profetas operarão sinais e prodígios da mentira “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”, ( 2Ts 2:9 ). Um cristão jamais deve esquecer que os falsos profetas tem aparência de ovelha, e que só os seus frutos possibilita identificá-los, (Mt 7:20). E quais são os frutos? O espírito e a mensagem que professam. 

21 - O cristão não deve ficar maravilhado, extasiado, perplexo frente a um milagre. Um cristão deve ter o discernimento que sinais são para os incrédulos, enquanto que a palavra, a profecia, o Espírito, o poder de Deus é para os fiéis “De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis”, (1 Co 14:22). Quem não se maravilhava diante de um sinal são os infiéis, e isso ao longo dos tempos não muda. Mas, os que creem, tem o mesmo discernimento que o apóstolo Pedro ao dizer que sempre apresentará ao povo o Cristo crucificado, e não os milagres “E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem? O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto”, (At 3:12-13). 

Deus abençoe você e sua família. 


 Pr. Waldir Pedro de Souza 

Bacharelem Teologia, Pastor e Escritor.


segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

COMO SER EXEMPLO DOS FIÉIS

COMO SER EXEMPLO DOS FIÉIS

 
I - O apóstolo Paulo, em pelo menos três vezes em suas cartas, coloca-se como exemplo de vida a ser seguido. Em uma delas diz assim: “Vivam de tal maneira que não prejudiquem os judeus, nem os não judeus, nem a Igreja de Deus. Façam como eu. Procuro agradar a todos em tudo o que faço, não pensando no meu próprio bem, mas no bem de todos, a fim de que eles possam ser salvos, (1 Coríntios 10:32-33 NTLH). Em seguida, continua com este desafio: “Tornem-se meus imitadores, como eu o sou de Cristo”, (1 Coríntios 11:1 NVI). É um desafio e tanto para o cristão, viver de tal maneira que não prejudique a ninguém, procurando agradar a todas as pessoas e, muitas vezes, renunciando o seu próprio bem para que pessoas aceitem a salvação em Cristo Jesus. Mas é importante que se diga que, ao tentar agradar a todos, ele nunca abriu mão da mensagem do evangelho fazendo modificações para isso, tanto é que chegou a dar esta orientação aos cristãos da região da Galácia: “Mas, se alguém, mesmo que sejamos nós ou um anjo do céu, anunciar a vocês um evangelho diferente daquele que temos anunciado, que seja amaldiçoado! (seja Anátema”), (Gálatas 1:8 NTLH). 
II – Ser exemplo dos fiéis é mais que um desafio, é uma missão de vida de levar pessoas a aceitarem a salvação em Cristo Jesus através de nossas palavras e atitudes e do nosso exemplo. Era assim que o apóstolo Paulo fazia ao se colocar como um exemplo para o seguirmos. Meu desejo e oração é que você possa ser um reflexo ou refletir Cristo em sua vida, em suas palavras e em suas atitudes, ainda mais nestes dias de tanta tensão provocada por tamanha apostasia, a fim de que pessoas possam alcançar a salvação em Jesus Cristo. 
III – Jesus é o nosso maior exemplo de fidelidade na fé. Em tudo Jesus foi fiel para com Deus o Pai. A fidelidade de Jesus a Deus é um tema central e fundamental na teologia cristã, sendo amplamente considerado pelos cristãos como o exemplo definitivo e supremo de obediência e lealdade a Deus Pai. Os postos-chaves que sustentam essa crença incluem: (1) Obediência Perfeita a Deus. Os evangelhos retratam Jesus vivendo uma vida sem pecado, em total conformidade com a vontade de Deus, mesmo diante de tentações e sofrimento. (2) O Cumprimento das Escrituras na vida de Jesus. Jesus cumpriu as profecias do Antigo Testamento relativas ao Messias, demonstrando a fidelidade de Deus às Suas promessas e a fidelidade de Jesus em cumprir Seu papel designado pelo Pai. (3) A Crucificação como ato máximo de fidelidade de Jesus ao Pai. A disposição de Jesus em suportar a crucificação e a morte, como sacrifício pelos pecados da humanidade e em obediência à vontade de Deus, é vista como o ato supremo de fidelidade e amor. (4) Os ensinamentos da vida de Jesus refletem toda a Sua fidelidade a Deus. Toda a vida e os ensinamentos de Jesus refletiram a natureza e a vontade de Deus, servindo de modelo para que os seguidores de Cristo também vivam em obediência e fidelidade. (5) Para a fé cristã, a vida e a morte de Jesus não são apenas um exemplo, mas a própria manifestação da fidelidade de Deus à Sua aliança com a humanidade. (6) Hebreus 3:1,2 nos diz: “ Portanto, irmãos santos, participantes da vocação celestial considerem Jesus, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão, o qual foi fiel que o constituiu, assim como Moisés também foi fiel em toda a casa de Deus . Pois Jesus foi considerado digno de maior glória do que Moisés, tanto maior glória quanto o construtor de uma casa tem mais honra do que a própria casa. (Porque toda casa é construída por alguém, mas o construtor de todas as coisas é Deus.) Ora, Moisés foi fiel em toda a casa de Deus como servo, para dar testemunho das coisas que mais tarde seriam ditas mas Cristo é fiel sobre a casa de Deus como Filho. (7) Portanto a fidelidade era uma característica única de Jesus. Ele era perfeitamente obediente à palavra de Deus. Isso o tornou capaz de nos salvar dos nossos pecados e de compreender o quão difícil é viver uma vida para Deus em um mundo pecaminoso. Ele decidiu, a cada dia, cumprir a vontade do Pai, e isso levou à fidelidade. Quando a vida nos apresenta desafios, devemos lembrar que pertencemos a Deus em primeiro lugar, e qualquer decisão que tomarmos deve estar de acordo com o que Jesus faria. Deus confiou a Jesus a missão de cumprir a Sua vontade porque Ele a cumpriu fielmente. E nos regozijamos nisso, pois foi por meio da Sua fidelidade que pudemos ser salvos do pecado. 
IV - Jesus não apenas nos ensinou a fidelidade, como a viveu plenamente. Em Lucas 16:10-12, lemos: " Quem é fiel no pouco também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco também é desonesto no muito. Portanto, se vocês não são fiéis na administração das riquezas injustas, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas? E se vocês não são leais no que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?" Podemos demonstrar fidelidade nas coisas que consideramos importantes, mas precisamos ter uma compreensão de Jesus sobre o que Ele considerou importante. Muitas vezes, damos importância às coisas menores e negligenciamos coisas maiores e vice-versa. Jesus nos mostrou o que era importante. Mateus 17:5 registra que Deus disse sobre Jesus : “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; ouçam-no”. Jesus agradou a Deus por causa de sua fidelidade. Ele foi fiel até a morte e morte de cruz, devido à unidade e à confiança de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm entre si. Eles são um em propósito. Jesus cumpriu fielmente a vontade do Pai. 
A - Como posso ser exemplo dos fiéis. O apóstolo Paulo disse a Timóteo seu filho na fé: Torna-te o modelo, (o padrão), seja um exemplo dos fiéis diante de Deus e da sociedade. 1 Timóteo 4.12. Escrevendo para Timóteo, um jovem pastor, seu filho na fé, o apóstolo Paulo coloca diante dele um grande desafio de tornar-se modelo para os crentes. Penso que, esse é o desafio que todo jovem crente tem diante de si, ainda mais considerando as desvantagens e obstáculos, que são próprios da juventude, mas também para os crentes em geral. Por isso, Paulo apresenta a Timóteo, em sua primeira carta, capítulo 4.12, uma dupla orientação: 1. Supere as expectativas dos crentes com respeito a sua conversão e intimidade com Deus; 2. Torna-te modelo nos diversos aspectos que envolvem a vida cristã diante de Deus e da sociedade. O que Paulo estava dizendo a Timóteo? Como isso se aplica à vida de todo crente, e de modo específico, àqueles que são jovens? Vejamos. 
B – Primeiro, Timóteo deveria superar as expectativas dos membros de sua igreja no que se refere a sua juventude: “Ninguém despreze a tua mocidade”. Ser jovem pode ser vantagem, no que se refere à força, vigor e disposição, próprias da idade. No entanto, a juventude possui desvantagens que são inerentes a esse período da vida, tais como timidez (1 Co 16:10, 11; 2 Tm 1:7), inexperiência, soberba (1 Tm 3.22) e paixões carnais (2 Tm 2.22). A expectativa natural dos membros da igreja de Timóteo, era vê-lo cometer deslizes, tomar decisões precipitadas, e demonstrar imaturidade. É isso o que se espera naturalmente encontrar em jovens. Como é próprio da idade, jovens são inexperientes; portam-se como sabichões; alguns são tímidos ou não possuem iniciativa e não conseguem muitas vezes controlar seus hormônios e por isso caem mais facilmente em pecados sexuais. Esta é a expectativa que se tem para com os jovens, mas, aqueles jovens que estão atentos e superam essas limitações, surpreendem os mais velhos e conquistam o respeito deles. Jovens, surpreendam os mais velhos demonstrando maturidade espiritual! 
C - Segundo, Timóteo deveria tornar-se padrão, ou seja, modelo a ser seguido naquelas práticas cristãs que ganham destaque e revelam as pessoas maduras espiritualmente. Em 4.15, Paulo reforça suas orientações, encorajando Timóteo a ser diligente na busca de uma vida exemplar, para que o progresso dele fosse conhecido de todos. Timóteo precisava ser modelo na palavra, ou seja, na sua conversação diária, precisava demonstrar uma conversação sadia, pura e santa. No procedimento, ou seja, na conduta geral de vida, Timóteo deveria demonstrar comprometimento com a verdade. No amor também, fosse para com Deus, ou para com os irmãos. A fé tratava-se de uma outra área em que deveria ser exemplo, ou seja, no que se refere a seu relacionamento com Deus, de confiança e fidelidade. Por último, na pureza. Timóteo precisava desenvolver uma vida casta, santa. Como jovem, precisava controlar seus impulsos sexuais, não pecando nessa área. Possivelmente, Timóteo era solteiro, mas, é claro que mesmo os jovens casados devem cuidar dessa área tão delicada da vida. Os escândalos sexuais atingem muitos jovens crentes, que, por não terem autocontrole, dão vazão a seus desejos. 
1 - O desafio era grande demais, mas, seguindo as orientações de Paulo, seu pai na fé, mesmo sendo ainda jovem, Timóteo poderia ter grande sucesso em sua caminhada cristã e em seu ministério pastoral. Este é o mesmo desafio que os jovens crentes têm diante deles, ou seja, tornar-se modelo e padrão para outros crentes. Para que isso ocorra é preciso conquistar a confiança dos mais velhos, superando suas expectativas e demonstrando maturidade espiritual. Faz-se necessário também buscar a excelência nas práticas cristãs, revelando comprometimento com nosso Senhor. Rogo ao Senhor que abençoe a todos e que o Senhor lhes conceda graça, para que se tornem modelo para todos os crentes. 
2 - O que é ser fiel a Deus ou ser exemplo dos fiéis. Na Bíblia, servos fiéis a Deus são aqueles que foram exemplo de fidelidade a Deus como Samuel. (1) O tema principal em toda a vida de Samuel é que somente Deus deve receber a glória e a honra. Depois de tornar seus filhos juízes, deve ter sido uma coisa muito triste para Samuel aprender que eram incapazes de liderar. Quando consultou a Deus sobre o pedido do povo por um rei, nada foi dito em defesa de seus filhos. Samuel foi obediente às instruções de Deus para dar às pessoas o que queriam. Um versículo-chave na vida de Samuel relata suas palavras ao rei Saul: "Porém Samuel disse: Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros", (1 Samuel 15:22). A obediência à Palavra de Deus deve sempre ser nossa principal prioridade. (2) E os exemplos das parábolas de Jesus em Mateus 24:45-47 e Lc.12:42, que nos demonstraram obediência, prudência, lealdade, e cumpriram a vontade de Deus com integridade e sinceridade mesmo em tempos de espera ou provação, sendo recompensados por sua perseverança e serviço sacrificial, tornando-se modelos de conduta para os cristãos. 
3 - Algumas características do Servo Fiel. (1) A prudência e a sensatez permeiam as nossas decisões. Gerenciam os bens e as pessoas que têm confiança e sabedoria, alimentam as esperanças dos outros para grandes realizações no tempo certo. (Mateus 24:45). (2) Obediência e Integridade fazem parte do processo de vitórias em nossas vidas. Buscamos agradar a Deus, transmitindo Sua Palavra e guiando o povo com retidão, como Samuel. (3) Tudo tem seu sacrifício. Temos que estar disposto a abrir mão de nossos planos e desejos para seguir a vontade do Espírito Santo, aceitando o custo para alcançar o nosso objetivo. (Mateus 24:45-51). (4) Temos que perseverança nas provações que se desenvolve através das dificuldades, aprendendo a depender de Deus, como José e Moisés. (5) Sem lealdade não se consegue alcançar o objetivo. Temos que agir com boa lealdade em tudo, sendo um ornamento a doutrina de Deus em nossas vidas. (Tito 2:9-10). 
4 - A Bíblia tem muitos exemplos de pessoas fiéis. (1) Samuel: Desde jovem, foi obediente e fiel, sendo um profeta e líder que se comunicava diretamente com Deus ("Fala, pois o teu servo está ouvindo"). (2) Moisés: Fiel em toda a casa de Deus, servindo como servo para testemunhar as coisas futuras, (Hebreus 3:2-6). (3) Davi: Perseguido, mas fiel em seu coração a Deus, sendo preparado para reinar. 
5 - Recompensas do servo fiel a Deus. O servo fiel e prudente que é encontrado fazendo a vontade de seu senhor é recompensado e terá mais responsabilidades. (Mateus 24:47). Ser fiel é um dom do Espírito Santo, e Deus promete que os que confiam n'Ele não serão condenados, (Gálatas 5:22; Salmo 34:22). O Servo Mau foi punido por sua maldade. Contrastando com o servo bom, o servo mau atrasa o trabalho, se entrega à violência e à indulgência, sendo severamente punido. (Mateus 24:48-51). 
6 - Paulo exortou Timóteo a se empenhar em progredir no falar, na conduta, no amor, na fé e na castidade, na esperança e na expectação das coisas, bem como no modo de cumprir seu ministério. Ele devia empenhar-se em ser exemplar no seu modo de vida. (1 Tim. 4:13-15) Quando Paulo escreveu este conselho, algum tempo entre 61 e 64 d.C, Timóteo já era um pastor experiente. Em 49 ou 50 d.C, quando Timóteo provavelmente tinha uns 20 anos de idade, “os irmãos em Listra e Icônio”, que haviam notado seu progresso espiritual, “davam dele um bom relato”. (Atos 16:1-5). Naquele tempo, Paulo levou Timóteo com ele numa viagem missionária. Depois de observar por alguns meses o contínuo progresso de Timóteo, Paulo o enviou a Tessalônica para consolar e fortalecer os cristãos naquela cidade, (1 Tes. 3:1-3, 6). Obviamente, o progresso de Timóteo tornou-se manifesto a outros enquanto ainda era jovem. 
7 - Nós todos podemos recordar certas vezes que arruinamos nosso testemunho na frente de outros crentes ou até mesmo não crentes, não porque falhamos em ser responsáveis ou obedientes, mas porque outras pessoas perceberam que a nossa atitude foi muito feia. A Palavra de Deus nos ensina, por outro lado, a fazermos tudo para a glória de Deus, (1 Co.10:31). O apóstolo Paulo nos diz, "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor, e não para homens", (Cl.3:23). É impossível para nós fazermos tudo para a glória de Deus e simultaneamente possuirmos uma atitude ruim. 
8 - Para ser um exemplo dos crentes em espírito significa que não somente fazemos tudo para a glória de Deus com uma atitude conveniente, mas significa que o nosso homem interior conforma-se com a vontade de Cristo. Devemos fazer a coisa certa pela razão certa. Temos que ser um exemplo para os outros na nossa fé. Devemos saber no que acreditamos e porque acreditamos. A palavra "fé" não significa simplesmente que acreditamos em algo, mas que estamos firmemente convictos do que acreditamos. Devemos estar persuadidos de que a Palavra de Deus é a autoridade máxima e final sobre todos os assuntos da vida. Devemos estudá-la e conhecê-la. 
9 - A única vez que a Bíblia diz como o povo de Deus pode ser derrotado está em Oséias 4:6 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento”. Mas o que Paulo fala sobre o exemplo de fé se refere a 1 Tm 4:1: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.” Ser um exemplo na fé é não se desviar. 
10 - Vejo aqui dois sentidos. Um deles fala sobre sermos santos. 1 Pedro 1:16 diz: “Sede santos, porque eu sou santo.” E Hebreus 12:14 diz: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor.” Sem santidade a benção não vai se manifestar. A pureza tem a ver com impureza, com poluição, contaminação. Então, sede um exemplo na pureza, significa, sede um exemplo na separação, ou na falta de contaminação; ou ainda quer dizer: não se contamine. 
11 - Vivemos em dias de total contaminação espiritual. Olhe em volta e julgue você mesmo. 2 Co 10:3-5 diz: “Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo”. 
12 - Lutamos as nossas lutas com armas espirituais e não carnais. Para estas armas o Apóstolo Paulo deu nomes de Armadura de Deus. Armadura de Deus é completa para vencermos nossas lutas do dia a dia. A armadura de Deus é tudo que precisamos para resistir aos ataques do diabo e manter-nos firmes com Deus. Quem veste a armadura de Deus não será abalado, (Efésios 6:13). Todo o crente está dentro de uma batalha espiritual e precisa de armadura espiritual para vencer. O diabo e suas forças estão organizados e equipados com “as armas da maldade nos ares celestiais”, por isso nós também precisamos nos preparar (Efésios 6:11-12). A armadura de Deus nos protege e nos ajuda a alcançar a vitória. 
13 - Como vestir a armadura de Deus e estar preparado para vencer. (1) Tendo o cinto da Verdade. O cinto da verdade é importante porque une a armadura. Conhecer a verdade é essencial para firmar a fé e garantir a vitória. Jesus é o Caminho e a Verdade e a Vida, João 8:32. Para vestir o cinturão da verdade é importante estudar a Bíblia e aceitar a verdade de Jesus Cristo para sua vida. Também é importante ser sincero, honesto e verdadeiro em tudo na sua vida, rejeitando a mentira, (Efésios 4:25). Todo o cristão deve falar a verdade em amor. 1 João 4:18 diz que No amor não existe medo; pelo contrário, o perfeito amor lança fora todo o medo. Porque o medo envolve castigo, e quem tem medo não é aperfeiçoado no amor. (2) A Couraça da Justiça envolve proteção. A couraça serve para proteger o coração. Em Jesus fomos justificados; agora estamos do lado da justiça. Um coração protegido pela couraça da justiça também não se deixará corromper pelo pecado, (Tiago 1:27). Para vestir a couraça da justiça é preciso lembrar que Jesus nos justificou, nos perdoou e nos salvou. Devemos tentar sempre fazer o que é justo e certo, rejeitando a corrupção e o egoísmo, e quando pecamos devemos pedir perdão. (3) Pés calçados na prontidão do Evangelho da Paz e não das guerras contra nossos semelhantes. Nossos sapatos protegem os pés, que nos levam para onde queremos ir. O evangelho da paz nos leva na direção certa para a vitória em nome de Jesus. Só com a paz e o amor de Deus podemos vencer o ódio e a violência, (Romanos 12:18-19). Para calçarmos os nossos pés na preparação do evangelho da paz, o crente precisa rejeitar a ira e a violência. Jesus veio para trazer reconciliação, unindo crentes em amor. Perdoar é muito importante para promover a paz. (4) Portando o escudo da fé. O escudo serve para se defender contra setas e outros ataques. O escudo protege de forma ativa, defendendo de vários ângulos. A fé em Jesus também é ativa, que nos protege em várias situações. Para usar o escudo da fé, é preciso decidir acreditar na verdade da Bíblia e agir de acordo com essa crença. A fé é firmada quando entramos em ação, obedecendo a Deus, (Romanos 1:17). (5) Portando também o Capacete da Salvação. O capacete guarda a cabeça. A confiança na salvação também guarda nossa mente e nossos pensamentos. Para colocar o capacete da salvação, o crente deve lembrar que Jesus o salvou e nada nem ninguém o pode separar dEle, (Romanos 8:38-39). Sabendo que Jesus o salvou, o crente pode rejeitar o pecado com confiança, porque sabe que está liberto. (6) Empunhando a Espada do Espírito. A espada é uma arma de defesa e de ataque. Com a espada do Espírito podemos derrotar o diabo e nos defender de seus ataques. A espada do Espírito é a palavra de Deus (Hebreus 4:12). Para usar a espada do Espírito, é necessário estar sempre meditando na palavra de Deus. Estudar a Bíblia, aplicá-la a sua vida, memorizar versículos, conversar sobre a Bíblia e ouvir pregações são algumas das formas que temos para aprender a usar essa espada. Uma forma de usar a espada do Espírito que a Bíblia destaca é orar. Devemos orar no Espírito em todas as situações. A oração de um justo tem poder e é essencial para alcançarmos a vitória, (Efésios 6:18). 
14 - Na Bíblia temos vários exemplos do que é ou do que venha a ser o conceito de verdadeiro "exemplo dos fiéis, Jesus é o nosso maior exemplo de fidelidade a Deus". Este exemplo é encontrado em 1 Timóteo 4:12, onde Paulo instrui Timóteo a ser um modelo (exemplo) em palavra, trato, amor, espírito, fé e pureza, inspirando outros a seguir a Deus através de sua conduta. 
15 - Pessoas como Abraão (que se tornou exemplo de fé e obediência); pessoas como Rute (que se tornou exemplo de lealdade e coragem); pessoas como Daniel (que tornou-se exemplo de fidelidade inabalável); pessoas como Cornélio (que se tornou-se exemplo de oração e generosidade); pessoas como a prostituta Raabe (que mesmo tendo uma vida de erros e pecados tornou-se exemplo de fé e coragem). Estes são alguns exemplos práticos de fiéis que demonstrando fé se manifestaram com ações práticas de fidelidade a Deus e mesmo diante de suas falhas e adversidades, não rejeitaram serem usadas por Deus para um propósito diferente e foram transformadas pela graça de Deus. 
16 – Pessoas na Bíblia que foram consideradas exemplo dos fiéis em seus feitos. (1) Abraão: O "pai da fé", que deixou tudo para obedecer a Deus e teve sua fé testada, sendo um exemplo de obediência e confiança. (2) Rute: Mostrou lealdade inabalável à sua sogra Noemi, escolhendo o Deus de Israel e tornando-se parte da linhagem de Jesus, exemplificando fé e trabalho duro. (3) Daniel: Permaneceu fiel aos princípios de Deus, recusando alimentos impuros e sendo encontrado em oração, mesmo sob ameaça de morte. (4) Cornélio: Um centurião, piedoso e temente a Deus, que orava e dava esmolas, tendo suas preces atendidas por Deus. (5) Raabe: Uma prostituta que, por sua fé e ato de coragem em esconder os espiões israelitas, teve sua família salva e ganhou um lugar entre o povo de Deus, sendo ancestral de Jesus. (6) Paulo: Ele mesmo tornou-se um exemplo, encorajando Timóteo a imitá-lo, sendo eleito por Deus para o ministério devido à sua fidelidade. 
17 – O apóstolo Paulo nos ensina como ser um exemplo dos fiéis em 1 Timóteo 4:12. (1) Exemplo dos fiéis na palavra usando uma linguagem sadia, edificante e verdadeira. (2) Exemplo dos fiéis no trato tendo um comportamento exemplar, cordial e em harmonia. (3) Exemplo dos fiéis no amor não fingido, sempre agindo com amor Cristão como o combustível de todas as suas ações. (4) Exemplo dos fiéis no espírito, tendo zelo e dedicação para com as coisas de Deus. (5) Exemplo dos fiéis na fé sendo fiel e perseverante nas adversidades confiando nas firmes promessas de Deus. ((6) Exemplo dos fiéis na pureza resguardando-se das contaminações do mundo e do pecado que tão de perto nos rodeiam. (7) Exemplo dos fiéis até a morte para receber a coroa da vida. Assim diz a Bíblia sobre ser amigo fiel e exemplo de fé: 1 Timóteo 4:12: "Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza" (Almeida Revista e Corrigida - ARC). Tiago 1:12: "Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam" (Almeida Revista e Atualizada - ARA). Apocalipse 2:10: "Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida". 

Deus abençoe você e sua família. 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

A GRANDE CORRUPÇÃO GENERALIZADA DOS ÚLTIMOS TEMPOS

A GRANDE CORRUPÇÃO GENERALIZADA DOS ÚLTIMOS TEMPOS 


I - De Gênesis a Apocalipse existem péssimos exemplos de corrupção, estão na Bíblia porque Deus não poupa ninguém que não respeita e honra a Sua palavra. A corrupção é um estado de decadência, contaminação ou equívoco ou às vezes engano. Na Bíblia, a corrupção é um dos efeitos do pecado que resultou da queda do homem. No princípio, Deus criou um paraíso perfeito, livre de doenças, dor e morte. No entanto, quando Adão e Eva desobedeceram a Deus ao comerem o fruto proibido, o pecado entrou no mundo e arruinou a sua perfeição. Esse pecado também trouxe a contaminação e a decadência a Adão e Eva e à natureza humana de cada pessoa que nasceu posteriormente (Romanos 5:12). Portanto, a corrupção na Bíblia é o estado de contaminação moral e decadência espiritual que se manifesta na desobediência a Deus. 
II - A corrupção está intimamente relacionada com a morte espiritual. Deus disse a Adão que se ele comesse da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele "certamente morreria", (Gênesis 2:17). Adão não teve uma morte física naquele dia, mas sim uma morte espiritual que envolvia a separação de Deus, (Efésios 2:1-3). Na época de Noé, a corrupção da humanidade havia aumentado: "A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Deus olhou para a terra, e eis que estava corrompida; porque todos os seres vivos haviam corrompido o seu caminho na terra". (Gênesis 6:11-12). 
III - Na Bíblia, a humanidade pecadora é descrita como corrupta: "Diz o insensato no seu coração: ‘Não há Deus.’ São corruptos e praticam abominação; já não há quem faça o bem. Do céu o Senhor olha para os filhos dos homens, para ver se há quem tenha entendimento, se há quem busque a Deus. Todos se desviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer" (Salmo 14:1-3; Salmo 53:1-3; Isaías 1:4). No Antigo Testamento, o termo corrupção pode se referir literalmente à decadência física, queda humana física e espiritualmente, (Jó 17:14; Salmo 16:10), mas a corrupção é mais frequentemente usada figurativamente para se referir à corrupção e depravação morais, (Êxodo 32:7; Oséias 9:9). Os profetas falaram corajosamente contra o declínio moral do povo de Deus: "A iniquidade da casa de Israel e de Judá é excessivamente grande, a terra se encheu de sangue, e a cidade, de injustiça". (Ezequiel 9:9). 
A - A Bíblia ensina que a consequência do pecado é a morte, (Romanos 6:23). Viver em um estado de corrupção moral leva à separação eterna de Deus: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; quem se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus", (João 3:6). Essa ira vai eventualmente resultar no julgamento de Deus sobre os pecadores e em uma separação irreversível e definitiva dEle, (Mateus 25:41; 2 Tessalonicenses 1:7-9; Apocalipse 20:11-15). 
B - O poder da corrupção foi quebrado pelo poder do evangelho de Jesus Cristo: "Que a graça e a paz lhes sejam multiplicadas, no pleno conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor. Pelo poder de Deus nos foram concedidas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. Por meio delas, ele nos concedeu as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vocês se tornem coparticipantes da natureza divina, tendo escapado da corrupção das paixões que há no mundo". (2 Pedro 1:2-4). 
C - Quando passamos a conhecer Jesus Cristo, entramos em um relacionamento pessoal com Ele. À medida que esse relacionamento cresce, entendemos melhor quem é Jesus e o que fez por nós. Começamos a entender o que o Seu poder divino realizou por nós. Uma das promessas de Jesus é o ministério de capacitação e purificação do Espírito Santo na vida de cada crente (João 14:15-17; 16:7; Atos 1:4-5, 8). O Espírito Santo nos capacita a obedecer a Deus, revertendo a maldição da corrupção e nos tornando participantes da natureza divina de Deus. 
1 - O livro de Gálatas compara o processo de desenvolvimento espiritual do filho de Deus com a semeadura e a colheita: “Quem semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna" (Gálatas 6:8). Quando o Espírito Santo anula os efeitos da corrupção e decadência, colhemos as recompensas da vida eterna. Em um dia futuro e glorioso, a maldição da corrupção e da decadência moral da humanidade será removida por toda a eternidade: "A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. Pois a criação está sujeita à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus". (Romanos 8:19-21; Apocalipse 22:3). 
2 - “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. 2 Timóteo 3.1. Enfrentamos muitas dificuldades em nossa trajetória, e essas marcas caracterizam os grandes desafios da vida. Mas para vencê-los depende muito da maneira como encará-los. A busca por soluções para essas dificuldades são constantes, e às vezes nos expomos percorrendo caminhos difíceis. Discorreremos neste simples comentário sobre a maldade no coração do homem, violência, desafios e o que fazer. 
3 - A maldade nos corações trás consequências desastrosas. A maldade entrou nos corações dos homens, e as consequências são as mais terríveis, maldade gera maldade, violência gera violência, e assim vão de mal a pior, o que Paulo classificou como dias trabalhosos. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos”. (2 Tm 3.1). Isso certamente se agravará a cada dia que passa, pelo simples fato: a multiplicação da iniquidade, (Mt 24.12). 
4 - A corrupção generalizada gera guerras e violências destruidoras. A quem atribuímos as mortes, os assassinatos, e todo tipo de violência? A resposta é dada pelo apóstolo Paulo: "...nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." (2 Co 4.4). O Diabo é homicida e mentiroso (Jo 8.44); todo pecado e miséria procedem dele, além de viver na prática do pecado (1 Jo 3.8); ele é o nosso maior adversário e devorador, por isso carecemos ser vigilantes (I Pe 5.8). A corrupção moral vai crescendo a cada dia, isso nada mais é do que o livre arbítrio que se tornou em libertinagem. Entretanto, por tudo isso há um preço a pagar, porque a lei da semeadura é uma realidade (Gl 6.7). 
5 - O maior desafio que temos é de vencermos está barreira e não aceitarmos nenhuma corrupção em qualquer coisa que temos ou teremos que fazer. Atualmente o nosso maior desafio é fazer o bem, porque vivemos no mundo de extrema corrupção, o entendimento dos homens está corrompido; no entanto, tudo se evolui e se aprimora, mas, o homem não consegue se aprimorar e nem controlar as suas emoções e desejos “...porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos e profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigo de Deus”, (2 Tm 3.2-4). 
6 - A coisa é tão séria que a gente acha que não tem mais conserto. Será que podemos ainda fazer alguma coisa? Acredito que só há uma maneira, se cada cidadão fizer a sua parte reconhecendo o seu estado pecaminoso e voltar-se para Deus. O povo de Deus quando pecava, logo lhe vinham as consequências. Em Is.13.11; 2.17, há uma profecia contra a Babilônia por causa das suas maldades. Hoje a situação é a mesma em relação ao pecado. “Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do santo de Israel, voltaram para trás. Porque haveis de ainda ser feridos, visto que continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo coração enfermo. Desde a planta do pé até à cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras são espremidas, nem atadas nem amolecidas com óleo. A vossa terra está assolada, as vossas cidades, consumidas pelo fogo; a vossa lavoura os estranhos devoram em vossa presença; e a terra se acha devastada como numa subversão de estranhos (Is 1.4-7). Deus fala a uma nação pecaminosa, e fazendo uma alusão, vivemos dias parecidos com os de Sodoma e Gomorra. Deus não precisa mudar, os homens é quem tem que mudar, para que Deus os ouça, (Is 1.15-17). 
7 - Os homens precisam rever alguns de seus conceitos e mudar, muitos persistem em lutar por um mundo melhor. Embora a humanidade assustada se pergunta: aonde vamos parar? Estamos realmente avançando? Ou estamos na contramão de todo avanço? Vejam bem: os homens fazem grandes descobertas para salvar o ser humano das doenças, viabilizam meios que, pelos quais, eles alcancem longevidade; em contrapartida, o próprio homem está se destruindo. Isso acontece em todas as áreas da vida; e quando ouvimos os relatos dados pela imprensa escrita e falada, nos meios de comunicação, ficamos sobremodo alarmados com tantos acontecimentos. 
8 - O mundo moderno em que vivemos leva a todos a pensar que não há mais jeito, que não há mais saída. A imoralidade tem permeado o mundo e poucos são os homens que lutam para mudar, a crise se instalou em todos os seguimentos da sociedade: na política, economia, e na área religiosa. Os homens perderam o rumo. Será que não é hora de pensarmos que é chegado o fim dos tempos? Porventura, as mensagens proféticas na conversa entre Jesus e os seus discípulos no sermão da montanha, parte delas não está em evidência? Mediante tudo isso, Jesus ainda disse que seria, apenas, o principio das dores (Mt 24.7-8). Por causa dessas coisas Paulo disse que a humanidade sofreria com dores de parto, (Rm 8.22). 
9 - Devemos ter uma vida incorruptível e temos que lutar para que isso aconteça em nossas vidas. “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo”. ( 1 Pedro 1:18-19). Aqui vemos que Ele indica que não fomos comprados por coisas que o mundo busca desenfreadamente (riquezas), mas que fomos comprados pelo valioso e precioso sangue de Jesus, que é incorruptível. 
10 - A palavra “Incorruptível”, no grego, significa não sujeito a corrupção, imperecível, eterno. No versículo 23, ainda do capítulo 1, Pedro fala: “tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece”. A palavra de Deus, incorruptível, nos fez renascer, nos fez novas criaturas, (2 Cor 5:17). Depois de mostrar que temos o incorruptível da parte de Deus, que é a sua Palavra, eu lhe pergunto: quantas vezes já ouvimos estes versículos? Jesus disse: “Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão”. Mateus 24:35. 
11 - As palavras de Deus não têm prazo de validade. E Ele nunca mudou, Ele não muda e Ele nunca mudará. Tiago 1.17, afirma “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”. O nosso maior problema em permanecer no “incorruptível” é o fato de que não o vemos, o que nos leva à incredulidade na Palavra, que é eterna, que nunca passou, não passa e nunca passará. Precisamos entender que cremos para ver, e não vemos para crer. Não andamos segundo o que vemos ou os acontecimentos, e sim por fé, (2 Co 5.7). 
12 - Tenho visto nesses últimos dias pessoas que receberam uma palavra específica da parte do Senhor. Pessoas que se expõem à palavra incorruptível, mas porque ela ainda não se concretizou, têm abandonado o evangelho. Uma das armas de satanás para esses últimos dias é lhes dar o corruptível, a fim de que você abandone o incorruptível; troque o sagrado pelo profano; o sobrenatural de Deus pelo natural do mundo. 
13 - Se Deus falou algo para você, Ele é fiel para cumprir. É só perseverar, e não desfalecer na sua fé. Pois no momento em que Deus falou, o céu já entrou em manifestação, e você precisa ter atitudes no falar e no agir de quem já recebeu pela Fé. Assim, no tempo determinado por Deus, o que Ele prometeu, irá se materializar no natural. 
14 - No tempo que antecede a chegada do Anticristo as coisas só vão de mal a pior. A frase "nos últimos dias os homens não terão afeição natural" vem da Bíblia, especificamente de 2 Timóteo 3:3, descrevendo um período de tempos difíceis marcado por egoísmo, desobediência, ingratidão, falta de amor e ausência de empatia, onde as pessoas serão mais amantes dos prazeres do que de Deus, tendo aparências de piedade, mas negando seu poder ou negando a eficácia dela, indicando uma deterioração moral e familiar nunca visto antes do retorno de Cristo. No contexto da passagem de 2 Timóteo 3:1-5, o apóstolo Paulo adverte Timóteo sobre tempos difíceis que virão nos últimos dias. (1) Ele lista uma série de características humanas que não existiam antes dos tempos do fim como: os homens (aqui se trata de homens e mulheres) se tornaram amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes, ingratos, profanos, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, inimigos do bem, traidores, orgulhosos e amantes dos prazeres. Além de abandonarem os preceitos e valores Cristãos de família, de adoração plena a Deus, dos valores da pátria, não se importando mais com a comunhão familiar principalmente no contexto de criação e educação cristã para seus filhos. (2) Esses indivíduos terão aparência de piedade, mas negam seu poder, negam a eficácia dela e devem ser evitados, porque o mal se alastra por todos os cantos, inclusive no seio da família para destruí-la. (3) O significado da frase "sem afeição natural": ela refere-se à falta de amor familiar, à ausência de sentimentos para com as pessoas mais próximas de si, falta de cuidado e empatia, e à desintegração dos laços naturais entre as pessoas. Isso indica uma dureza de coração e uma incapacidade de se relacionar com os outros de forma amorosa e compassiva. (4) Essa passagem é vista como uma profecia sobre os tempos atuais ou futuros, descrevendo uma sociedade onde os valores e as relações humanas se degradam, afastando-se do amor e da bondade, e se tornando mais focados no individualismo e nos prazeres. 
15 – Ainda em 2 Timóteo 3.1-17 o apóstolo Paulo afirma, Sabe, porém, isto, nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Porém Deus enviará Seu juízo e Sua justiça sobre os corruptos. 
16 - O juízo de Deus sobre os corruptos na Bíblia é de condenação, pois a corrupção (subornos, perversão da justiça, abuso de poder) é uma abominação para o Senhor, que julgará tanto justos quanto ímpios, fazendo com que os corruptos caiam por suas próprias iniquidades e que não haverá favoritismo, sendo a justiça divina a garantia de que os perversos serão punidos e os inocentes, protegidos, com os Salmos clamando por intervenção divina contra juízes desonestos e líderes tiranos. (1) Deus detesta a Corrupção, Deus odeia o suborno e a perversão do direito, pois isso cega os sábios e prejudica os justos, (Deuteronômio 16:19). (2) O Julgamento de Deus é Certo. Há um Deus que julga na terra, e os ímpios não escaparão; Ele intervirá para punir o pecado de cada um. (Salmos 94:20-23, Eclesiastes 3:16). (3) As consequências para os corruptos é iminente. Aqueles que praticam injustiça e formam tronos de maldade serão destruídos por seus próprios crimes e pecados, (Salmos 94:20-23). (4) A justiça final de Deus brotará sem demora. Deus fará cair sobre eles o mal que praticam; mesmo que pareça demorar, a punição virá, pois Ele não tem comunhão com os desonestos, (Salmos 94:19-23). (5) o coração do ser Humano é corrompível e corruptível. A corrupção surge do coração humano, e as pessoas são sujeitas a ela, precisando de vigilância e arrependimento, (Marcos 7:14-23). (6) Os que confiam no Senhor não perecerão. Sempre houve e sempre haverá a justiça de Deus para livrar o Seu povo. Haverá Reversão da Injustiça, porque “O Senhor é refúgio e torre forte para os justos, que se alegrarão quando a justiça triunfar e os corruptos forem punidos”, (Salmos 94:20-23). 
17 – Nos Salmos encontramos muitas passagens, como Salmos 94 e 109, que clamam a Deus para intervir contra juízes e líderes corruptos, pedindo que a maldade deles se volte contra si mesmos e seus descendentes, (Salmos 109:6-15). Também no livro dos Provérbios encontramos muitos versículos que nos mostram que quando governantes são corruptos, o povo também o é, mas os justos verão a queda deles. (Provérbios 29:16). Em resumo, a Bíblia deixa claro que a corrupção é um pecado grave, e Deus tem um plano de justiça para punir os corruptos e vindicar os justos, não havendo favoritismo para nenhum dos lados. No livro de Apocalípse encontramos a definição daquilo que a justiça de Deus fará para definir sua Justiça e Sua decisão de quem herdará o Reino dos céus. 
18 – Em Apocalípse 22.11-21 temos a confirmação de quem realmente herdará o Reino de Deus. 11. Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. 12. E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um segundo a sua obra. 13. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro. 14. Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na cidade pelas portas. 15. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. 16. Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã. 17. E o Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida. 18. Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; 19. e, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, que estão escritas neste livro. 20. Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente, cedo venho. Amém! Ora, vem, Senhor Jesus! 21. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém! 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

SOBRE PASTOR SER CEO DE EMPRESA EVANGÉLICA

SOBRE PASTOR SER CEO DE EMPRESA EVANGÉLICA 


Há um bom tempo atrás igreja era reconhecida oficialmente como organização religiosa sem fins lucrativos. Depois a legislação mudou para que estas organizações religiosas se adaptassem para serem associadas das ongs, organizações não governamentais associadas à um CNPJ e daí por diante criou-se o hábito de igrejas, associações religiosas, ONGs, se adaptassem aos sistema CNPJ, separadas por atividades ou reunidas num só CNPJ para alcançar as benesses dos benefícios sociais dos governos. (Exemplo das chamadas verbas de gabinetes, dentre outras, etc, dos políticos e que não precisam de comprovação de quem às recebeu e muito menos de comprovação de onde foi aplicada). Daí em diante as igrejas através de suas lideranças passaram a serem também administradas por pastores “CEO” presidentes e “donos” daquelas propriedades que eles assumiram junto aos órgãos governamentais como presidentes vitalícios e sua carreira sucessória tem que ser ou tem que contemplar seus familiares mais próximos e daí por diante. Só se reconhece que alguém é alguém da diretoria daquela organização se for indicado e empossado pelo “CEO" o presidente daquela organização ou o detentor absoluto daquele CNPJ. Não importando se o pastor está em atividade, se jubilou ou outra situação. Ele é o que comanda tudo daquele ou daqueles CNPJ’s. É a tal de "pejotização". 
I - "CEO" significa Chief Executive Officer, que em português se traduz como Diretor Executivo, Presidente, Diretor-Presidente, ou Diretor Geral, sendo a pessoa no mais alto nível de gestão de uma empresa, responsável pela liderança e estratégia geral do negócio. Embora existam traduções diretas, no Brasil é comum usar a sigla em inglês, pois ela denota o cargo máximo de decisão, como o presidente de uma organização. 
II - Principais traduções e significados: (1) Chief Executive Officer (CEO): A sigla em inglês. (2) Diretor Executivo: Tradução mais comum e direta. (3) Presidente/Diretor-Presidente: Frequentemente usado como sinônimo no contexto brasileiro. (4) Chefe Executivo e ou Diretor Geral e Outras variações possíveis. (5) A Função principal do CEO: O CEO está no topo da hierarquia, tomando decisões cruciais sobre a direção e o funcionamento de toda a empresa. 
III - Esta estratégia pode ser boa mas também abre muitas brechas para oficializar um erro grave de colocar o pastor da igreja como dono ou maior acionista da organização religiosa a que pertence. Trazemos aqui um alerta para os crentes que estão criando e financiando igrejas, templos e empresas para seus administradores e suas famílias. Esta situação beira ao que é conhecido no meio jurídico como cleptocracia. 
A - Observações necessárias que os crentes devem estar atentos para não caírem em um golpe em nome da religião. (1) Se seu pastor toma todas as decisões de compra e venda da igreja sem uma assembleia ordinária, não é igreja, é empresa. Chega a parecer uma empresa imobiliária. (2) Se seu pastor já anunciou que, se morrer, o filho, a esposa ou o genro assumirão, não é igreja, é herança familiar. (3) Se o pastor se auto intitula ‘presidente único para toda a vida’, e não presidente de honra depois de jubilado, não é servo, é CEO. (4) Se o conselho da igreja nunca contraria o pastor, não é presbitério e nem ministério, é plateia. (5) Se há mais títulos honoríficos do que dons espirituais e ministérios, sendo ministrados, não há mais serviço, há vaidade. (6) Se o púlpito é fechado ou é vedado a quem fala a verdade, não é proteção, é censura. (7) Se a membrezia é cobrada a pagar mensalidade obrigatória, não é contribuição, é taxa. Toda contribuição deve ser voluntária e com alegria. (8) Se o pastor é o único que pode interpretar a Bíblia, não é ensino bíblico, não é doutrinação bíblica, é ensino ideológico. O ensino Bíblico já é por si só a doutrina bíblica, fora disso é sensacionalismo religioso, heresia. Toda a Bíblia tem texto e contexto, fora disso é pretexto, é heresia, é enganação. (9) Se o púlpito serve para autopromoção, não é altar, não é púlpito, é palanque. (10) Se tudo gira em torno de metas de negócios materiais e lucros, não é igreja, é negócios empresariais. É campanhas e mais campanhas para arrecadar dinheiro para os projetos empresariais e não para os fins sociais. (11) Se o dízimo é tratado como investimento e não como adoração, não é culto, é contrato. A Bíblia deixa bem claro que as dádivas, dízimos e ofertas, são voluntárias e com alegria. (12) Se os líderes pensam em “crescimento de mercado”, se o crescimento imobiliário é maior do que o evangelismo e missões, não é levar a palavra de Deus aos quatro cantos da terra, é marketing promocional para venda de “bênçãos e milagres”. (13) Se os ministérios têm donos, não é serviço religioso, é franquia. (14) Se a igreja vende privilégios espirituais, não é graça, é comércio no varejo (oração individual) ou no atacado (oração coletiva), tudo tem seu preço. (15) Se há metas de arrecadação, mas não de santidade e santificação não é avivamento, é gestão financeira e comercial dolosa. (16) Se os eventos são planejados para gerar lucro, não é edificação não há conversão de almas, não há milagres, existe somente entretenimento para alegrar a carne e não o espírito. (17) Se a palavra “visão ministerial” substitui “chamado divino”, a fé virou plano de negócios. Deus não está lá. (18) Se quem doa mais manda mais, não há Reino, há hierarquia financeira. (19) Se a liderança é herdada, não é ministério, é dinastia. (20) Se a fidelidade é medida pelo quanto se contribui, não é amor, é contabilidade. Riquezas e honras da terra não geram salvação, o servo bom entrega o que é de Deus e Deus recebe de coração aquilo que é dado sem pressão mas de coração sem cobrar “quanto" e sim o amor da doação. (21) Se o povo é treinado para servir ao sistema e não a Cristo, não é corpo, não é igreja é estrutura empresarial que em alguns casos são particulares e não da igreja. (22) Se o Espírito Santo é substituído por estratégias humanas, não é dependência, é gerenciamento. Quem depende do Espírito Santo não tem surpresas desagradáveis e nem faz dívidas para Deus pagar. (23) Se o líder vive de bajulação e aplausos, não é servo de Deus, é ídolo do povo. (24) Se o pastor não prestar contas, não é autoridade espiritual, é autocrata, é mandatário. (25) Se o nome da igreja é maior que o nome de Cristo, o centro já mudou e Jesus não fax parte dela. (26) A Igreja não é propriedade do pastor. A igreja deve prestar atenção a este alerta teológico e contra a Usurpação do Corpo de Cristo por aqueles que estão lá para servir e não para serem servidos. 
B - Modelos de gestão e administração do povo Hebreu no Velho testamento. A gestão do povo Hebreu na Bíblia variou significativamente ao longo do tempo, passando de uma estrutura familiar e tribal para uma teocracia, e finalmente para uma monarquia unificada e, posteriormente, dividida através de períodos principais de gestão as quais nominamos a seguir. (1) Período dos Patriarcas: a. O modelo de gestão era de uma sociedade organizada em clãs e tribos seminômades. Nesta gestão patriarcal os líderes eram os patriarcas como Abrahão, Isaque e Jacó que exerciam autoridade absoluta. Eles acumulavam funções de chefe militar, sacerdote e juiz, e os bens pertenciam a todo o clã. (2) Período do Êxodo e da Teocracia (sob Moisés e Josué), o modelo de gestão após o Êxodo do Egito, sob a liderança de Moisés, o sistema evoluiu para uma teocracia, onde Deus era considerado o governante supremo, e a Lei Mosaica ( a Torá ) era a base de toda a administração e vida social. A liderança era exercida por Moisés foi o líder central, responsável por organizar o povo e transmitir as leis e orientações de Deus. Josué o sucedeu na conquista de Canaã. (3) A liderança no período dos Juízes o modelo de gestão após a morte de Josué e antes do estabelecimento do reino, Israel não tinha um governo centralizado. Tinha uma confederação de doze tribos, onde a liderança era exercida por "juízes". (4) Essas lideranças eram exercidas por Juízes como Gedeão, Sansão, Débora, Samuel; eram líderes carismáticos e militares que surgiam em momentos de crise, especialmente quando eram oprimidos por outros povos e nações estrangeiros, para libertar povo d zelar pelo cumprimento da lei e do culto ao Senhor Deus de Israel, ou Deus dos Hebreus. 
C – O período da Monarquia Unida e Dividida também tinha o seu modelo de gestão. (1) Devido à pressão externa e ao desejo do povo de ter uma monarquia e não mais uma Teocracia que era o governo de Deus, o povo pediu ao profeta Samuel que falasse com Deus para Deus lhes dar um rei como era nas outras nações. Dai em diante com a unção de Saul como rei como as outras nações o modelo de governo dos Hebreus passou a ser uma monarquia. (2) A liderança do reino unificado. Os primeiros reis desse tipo de liderança foram Saul, Davi e Salomão. O rei tinha o poder político, militar e religioso sob seu controle e centralizado. (3) O reino dividido começou no reinado de Roboão filho de Salomão após a sua morte. O reino se dividiu em reino de Israel no norte (cuja capital era Samaria e reino do sul cuja capital era Jerusalém. Cada um desses reinos com sua própria linhagem de reis. (4) Em resumo, a gestão do povo hebreu na Bíblia foi marcada por uma progressão de sistemas de liderança que refletiam as necessidades e os desafios de cada época, sempre com uma forte influência da religião e da lei divinamente ordenada pela inspiração das leis de Deus dadas ao povo Hebreu desde os tempos de Moisés. 
1 - No Novo Testamento, a gestão do povo de Deus (a Igreja) que começou com os apóstolos em Jerusalém, era caracterizada por uma liderança plural de serviços, focada na comunhão, no partir do pão, nas orações no ensino dos apóstolos e na dependência do Espírito Santo, conforme os primeiros capítulos do livro de Atos dos apóstolos. Diferentemente da estrutura hierárquica e centralizada do templo em Jerusalém e daquilo que se tinha de experiência no Antigo Testamento. 
2 - A gestão era orgânica e descentralizada em igrejas locais. As cartas paulinas deram um impulso sobre os princípios e gestão de lideranças com o exemplo do próprio apóstolo Paulo. (1) Era em cada igreja local uma liderança pluralizada. Cada igreja local era liderada por um grupo de presbíteros e outros obreiros que eram responsáveis pela gestão da igreja. Os obreiros diáconos, presbíteros e apóstolos, participavam intensamente dos debates ministeriais e todos os assuntos inerentes àquelas denominações eram decididos coletivamente em favor dos membros das igrejas como em Atos dos apóstolos capítulo 15 quando tiveram uma reunião ministerial com a liderança dos apóstolos Pedro e Paulo e não por uma única pessoa com autoridade absoluta. Essa liderança compartilhada visava o cuidado espiritual, o ensino e a orientação da igreja nascitura, agindo como cuidadores, e não como chefes ou donos como muitos são considerados ou são proclamados por si mesmos hoje em dia, quer queiram ou não, quer gostem ou não as decisões de tudo relacionado àquelas entidades religiosas eram acatadas por todos com muito respeito e pela igreja daquele tempo, tudo era supervisionado pelo Espírito Santo, vejam o que aconteceu em Atos dos apóstolos capítulo 5. Hoje as decisões são monocráticas, pelo CEO e ou presidente e não mais dos colegiados reunidos em ministérios ou presbitérios com raras exceções. 
3 – O modelo de liderança ensinado por Jesus foi o de servir com humildade. O modelo de liderança ensinado por Jesus e praticado pelos apóstolos era o do serviço em favor dos menos favorecidos, dos doentes e aflitos bem como dos órfãos e das viúvas, isso chama-se diaconia, que é exercido na igreja em total contraste com a autoridade mundana. Os líderes deveriam ser exemplos de vida cristã e humildade, focados no bem-estar do rebanho de Deus e não servirem-se a si mesmos. 
4 – Deus enviou o Espírito Santo no pentecostes e junto com estes os dons espirituais. (1) Dons Espirituais fez e faz toda a diferença na igreja em qualquer dia ou época. A gestão e os ministérios na igreja funcionavam com base nos diversos dons (carismas) concedidos pelo Espírito Santo a cada membro, para a edificação de todo o corpo de Cristo. Isso promovia a participação ativa de todos, e não apenas de uma classe de obreiros e serviçais da igreja. (2) Junto com os dons espirituais vieram também a comunhão e os cuidados mútuos aos crentes. A vida em comunhão era uma prioridade na igreja primitiva. Os primeiros cristãos partilhavam bens, oravam juntos e cuidavam das necessidades uns dos outros, o que demonstrava uma gestão voltada para a assistência social interna e a solidariedade. (3) A autoridade da Escritura e a valorização da doutrina. A base para a gestão e conduta da igreja era e deve continuar a ser a perseverança na doutrina dos apóstolos no partir do pão e na comunhão, que mais tarde se tornou o Novo Testamento. A pregação e o ensino da Palavra de Deus eram o centro de todas as suas atividades. (4) A missão e evangelização se tornaram prioritária. A gestão também tinha um foco missionário claro de fazer discípulos e pregar o Evangelho a todas as criaturas, com a orientação do Espírito Santo. Em suma, a gestão era baseada em princípios espirituais e relacionais, com ênfase na liderança servidora, no trabalho em equipe dos presbíteros e na dependência da direção do Espírito Santo. 
5 - O estilo de liderança e de gestão de Jesus. O estilo de liderança de Jesus é caracterizado por ser centrado nas pessoas, com um forte enfoque no serviço, compaixão e amor sacrificial. Ele se destacou por liderar pelo exemplo, delegar responsabilidades e formar colaboradores, em vez de focar apenas em metas ou em si mesmo. Outras características incluem a atenção aos mais necessitados, a defesa da dignidade humana, a honestidade, a sensibilidade e a capacidade de motivar e envolver seus liderados. (1) Jesus incentivou as características principais de liderança servidora. Jesus ensinou que o líder maior é aquele que serve, e seu próprio ministério foi um exemplo de serviço, não de domínio. (2) Sua liderança era focada nas pessoas e não nos templos e nas riquezas dos sacerdotes. Sua liderança era centrada nas pessoas e nas suas necessidades, com um cuidado genuíno por cada indivíduo, especialmente os mais vulneráveis. (3) Jesus ensinou que uma ótima gestão é aquela que tem compaixão dos necessitados. Ele femonstrava grande compaixão pelas situações humanas e permitia que essa compaixão guiasse suas ações. (4) Seu exemplo era a prática constante de tudo o que Ele ensinava. Ele não apenas ensinava, mas vivia o que pregava, sendo um modelo prático para seus seguidores. (5) Formação de um corpo de obreiros e colaboradores. Jesus convocou trabalhadores para Sua obra, delegou responsabilidades e os acompanhou de perto, capacitando-os para que se tornassem também líderes. (6) Jesus incentivou a unidade e a comunhão da igreja, promoveu a união entre seus seguidores, sendo um centro de convergência e ajudando a resolver conflitos. (7) Ele tinha sensibilidade e dignidade humana sensibilidade para a dignidade de cada pessoa e resistia às pressões para agir de forma diferente. (8) Transmitia honestidade com fidelidade e agia honestidade e com fidelidade à sua missão bem como com sinceridade e honestidade em suas palavras e ações. 
6 – Qual é a gestão bíblica que agrada a Deus. Para descobrir o que a Bíblia diz sobre a administração, começamos com o primeiro versículo: "No princípio, Deus criou os céus e a terra" (Gênesis 1:1). Como o Criador, Deus tem direitos absolutos de propriedade sobre todas as coisas, e deixar de iniciar aqui é como desalinhar o primeiro botão da nossa camisa ou blusa, nenhum outro botão se alinhará direito. Nada mais na Bíblia, inclusive a doutrina da administração, fará qualquer sentido ou terá alguma relevância verdadeira se deixarmos de salientar o fato de que Deus é o Criador e possui direitos de propriedade completos. É através da nossa capacidade de entender completamente isso e aceitá-la em nossos corações que a doutrina da administração pode ser devidamente entendida. 
7 - A doutrina bíblica da administração define o relacionamento do homem com Deus. Ela identifica Deus como o dono e o homem como gerente, mais apropriadamente servo. Deus faz do homem o seu colega de trabalho na administração de todos os aspectos da nossa vida. O apóstolo Paulo explica melhor quando diz: "Porque de Deus somos cooperadores; lavoura de Deus, edifício de Deus sois vós", (1 Coríntios 3:9). Começando com esse conceito, podemos então visualizar com precisão e valorar corretamente não apenas nossos bens, mas, mais importante ainda, a própria vida humana. Em essência, a administração define nosso propósito neste mundo como atribuído a nós pelo próprio Deus. É a nossa oportunidade divinamente dada de nos unir a Deus em Seu movimento redentor, mundial e eterno, (Mateus 28: 19-20). A administração não é Deus tirando algo de nós. Ao contrário disso, é o Seu método de conferir os Seus mais ricos presentes ao Seu povo. 
8 - No Novo Testamento, duas palavras gregas incorporam o significado da nossa palavra "administração". A primeira é “epitropos”, que significa "gerente, chefe ou mordomo". Do ponto de vista do governo, significa "governador ou procurador". Às vezes, foi usada no Novo Testamento como "guardião", como em Gálatas 4:1-2: “Digo porém que, enquanto o herdeiro é menor de idade, em nada difere de um escravo, embora seja dono de tudo. No entanto, ele está sujeito a guardiães e administradores até o tempo determinado por seu pai”. A segunda palavra é “oikonomos”. Também significa "administrador, gerente ou mordomo" e ocorre com mais frequência no Novo Testamento. Dependendo do contexto, muitas vezes é traduzida como "dispensa, gestão, gerenciamento, arranjo, administração, ordem, plano ou treinamento". Ela se refere principalmente à lei ou gerenciamento de uma família ou de assuntos domésticos. 
9 - Notavelmente, nos escritos de Paulo, a palavra “oikonomos” recebe o seu maior significado na medida em que Paulo vê a sua responsabilidade de pregar o evangelho como uma incumbência divina, uma obrigação imposta por Jesus desde a conversão de Saulo. (1 Coríntios 9:17). Paulo se refere ao seu chamado de Deus como a administração (gestão) da graça de Deus para um ministério do mistério divino revelado em Cristo, (Efésios 3:2). Neste contexto, Paulo está retratando Deus como o mestre, chefe, de uma grande família, sabiamente administrando-a através do próprio Paulo, como o obediente servo do Senhor Jesus Cristo. 
10 – Também é muito significativo o que Paulo está dizendo, é que, uma vez que somos chamados e colocados no corpo de Jesus Cristo, a administração que é requerida de nós não é resultado de nosso próprio poder ou habilidades nossas mas de Cristo. A força, inspiração e crescimento na gestão de nossas vidas devem vir de Deus através do Espírito Santo em nós. De outra forma, nosso trabalho é em vão e o crescimento da administração é um crescimento humano hipócrita. Portanto, devemos lembrar sempre da única fonte de nossa força em agradar a Deus: "tudo posso naquele que me fortalece", (Filipenses 4:13). Paulo também disse: "Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo", (1 Coríntios 15:10). 
11 - Na maioria das vezes, quando pensamos em uma boa administração, pensamos em como gerenciamos nossas finanças e nossa fidelidade na entrega dos dízimos, ofertas e dádivas para a obra de Deus. Entretanto, como estamos começando a ver, é muito mais do que isso. Na verdade, é mais do que apenas a gestão do nosso tempo, dos nossos bens, do nosso meio ambiente ou da nossa saúde. A administração é o nosso testemunho obediente da soberania de Deus em nossas vidas. A soberania de Deus é e sempre será a base de direcionamento de nossas decisões em nossa mordomia de servir a Deus com alegria. É o que motiva o seguidor de Cristo a agir, fazendo obras que manifestam a sua crença em Jesus. A administração de Paulo envolvia proclamar o que lhe foi confiado, a verdade do evangelho. 
12 - Essa gestão define a nossa obediência prática na administração de tudo sob nosso controle, tudo o que nos foi confiado. É a consagração do próprio eu e das nossas posses ao serviço de Deus. Essa administração reconhece, na prática, que não temos o direito de controle sobre nós mesmos ou sobre nossa propriedade. É Deus que possui esse controle. Isso significa que, como administradores de Deus, somos gerentes daquilo que pertence a Deus, e estamos sob a Sua soberana autoridade constante enquanto administramos os Seus negócios. A administração leal significa que reconhecemos plenamente que não somos nossos, mas pertencemos a Cristo, o Senhor, que Se entregou por nós. A questão final, então, é a seguinte: Quem é o Senhor da minha vida? Será que sou eu ou o próprio Cristo? Em essência, a administração eclesiástica assim como qualquer outra área de nossas vidas, devem expressar a nossa total obediência a Deus e ao nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 
13 - A administração eclesiástica moderna tem muitas inovações. A igreja também é uma organização religiosa sem fins lucrativos, e uma vez que, perante a lei dos homens tem que ser organizada em pessoa jurídica, com estatutos, sede, diretoria e outras exigências legais. Tem que pertencer a uma denominação, patrimônio, regimento interno e existência física. 
14 - Assim, na Igreja, Deus estabeleceu alguns primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro, mestres; em seguida, os que realizam milagres, os que têm dons de curar, os que têm dom de prestar ajuda, os que têm dons de administração e os que falam diversas línguas. 1 Cor. 12:28; O próprio Deus criou uma equipe do céu para efetuar uma gestão celestial na terra e, disse mais: Da mesma maneira Eu te digo que tu és Pedro, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mat. 16:18. 
15 - Também sujeitou tudo o que existe debaixo de seus pés e o designou cabeça sobre absolutamente tudo o que há, e o concedeu à Igreja, que é o seu Corpo, a plenitude daquele que satisfaz tudo quanto existe, em toda e qualquer circunstância. Em Ef. 1:22-23, Ele é a cabeça do Corpo, que é a Igreja; Ele é o princípio e o primogênito dentre os mortos, a fim de que em absolutamente tudo tenha a supremacia. Col. 1:18. 
16 - Como a organização é visível, local, humana, imperfeita, é temporária (pode vir a desaparecer). Mas a igreja também é uma organização, uma vez que, perante a lei dos homens tem que ser organizada em pessoa jurídica, com estatutos, sede, diretoria (s) e outras exigências legais. Tem que ter ou ser uma denominação local, Nacional ou mundial, tem que ter patrimônio, regimento interno e existência física, além de uma estrutura administrativa conforme as exigências das leis. 
17 - Seu patrimônio físico consistente em Construções, móveis, imóveis, moventes e semoventes, instrumentos, veículos, telefones, etc. (1) Os seus símbolos e sua bandeira, brasão, papel timbrado, cartões de membros e credenciais de lideranças, identificam a entidade. (2) Seus estatutos e regimentos internos que expressam seus padrões de doutrinas e cultura. (3) Acrescenta-se ainda seu capital social e, capital intelectual, seus bens tangíveis e contas bancárias e cartões de credito corporativo e outras coisas que são naturais do convívio social da igreja. 
18 - Não se esquecendo do seu patrimônio móvel e imóvel que deverão ser registrado em cartório em nome da entidade. O que parece que as organizações se entendem mutuamente e internamente com a mesma cultura organizacional, visão, missão e valor obedecendo uma estrutura já verticalizada e hierarquizada com distribuições de cargos e atribuições segundo ao interesse desta gerencia eclesiástica. 
19 – A administração eclesiástica tem como objetivo principal prover os subsídios para uma gestão moderna e embasada na Legislação nacional, sem, contudo, perder o foco da atividade principal da Igreja: a expansão do Reino de Deus por meio da pregação do Evangelho. O administrador (CEO) engajado com o corpo e a presidência na busca do bem servir, entendendo o que diz e quem quiser ser o primeiro deverá ser servo, como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Mateus 20:27,28. 
20 - Até alguns anos atrás, essa função nas igrejas era exercida de forma voluntária por algum membro, na maioria das vezes sem a qualificação profissional exigida em lei, mas com disposição, interesse e boa vontade. Isso bastava e viviam-se todos felizes dessa forma. Quando não podia organizar pessoalmente as igrejas, Paulo delegava essa tarefa, dando instruções claras quanto aos requisitos espirituais necessários para se ocupar os cargos. O administrador alinhado com a liderança cristã, ou seja, bispos, pastores e apóstolos, proporcionam a organização visível religiosa um caminho transparente e seguro para o exercício de suas atividades laborais eclesiásticas e pastorais. 
21 - Uma igreja forte na área espiritual, digo, seus dons e ministérios operando livre sem embaraço e na área administrativa por meio do seu planejamento estratégico dinâmico e atualizado, colhendo resultados de acordo com a visão e missão antes proposta por esta comunidade, é uma igreja vencedora. Como organização a igreja expressa o seu lado social, pois a mesma é estabelecida em espaço geográfico e seus integrantes como cidadãos possuem deveres, obrigações e direitos. As escrituras nos instruem sobre essa relação com a sociedade como, por exemplo: Estar sujeitos às autoridades “todo homem esteja sujeito às autoridades superiores porque não há autoridade que não proceda de Deus: e as autoridades que existem foram por ele constituídas”. Rm.13.1. Pagar impostos “É lícito pagar tributo a César? Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. Mt. 22.17-21. 
22 - Modelos administrativos eclesiásticos e a visão bíblica. (1) Modelo Episcopal: na forma episcopal, a autoridade reside no bispo. Há vários graus de episcopado, ou seja, há variações quanto ao número de níveis de bispos. A forma mais simples de governo episcopal é encontrada na igreja Metodista, que só possui um nível de bispos. (2) Modelo Presbiteriano: O sistema presbiteriano de governo é o presbitério da igreja, também coloca a autoridade em determinado ofício, principalmente o reverendo exerce a função plena da ministração eclesiástica doutrinária, evangelística, dentre outras atividades. Esta autoridade é exercida numa série de concílios. No âmbito da Igreja local, o conselho ou o consistório é o grupo responsável pelas decisões. (3) Modelo Congregacional: Esta forma destaca o papel do cristão como indivíduo e tem a Igreja local como centro de autoridade. cada Igreja Local chama seu próprio pastor e determina seu próprio orçamento. A organização humana e visível é por vezes imprudente em colocar pessoas com ótimas ideias e bem intencionada ocupando cargo/função de competência profissional regulamentada como no caso em pauta, o administrador, sem estar devidamente registrado no seu conselho de classe. 
23 - Entendemos que a administração é um dom de Deus, e enxergamos que esse dom está entre aqueles que são indispensáveis para o bom funcionamento de qualquer equipe de ministério e principalmente de toda uma igreja e ou convenção. O ministério de todo pastor será muito mais frutífero e bem sucedido se ele puder dedicar-se integralmente ao ministério da palavra em lugar da administração. A única maneira de um pastor evitar as muitas distrações da vida e permanecer firme durante toda a sua vida e ministério, é saber o que Deus realmente chamou o pastor a fazer. Pastor deve pastorear as ovelhas. Administração deve ser exercida por alguém da área, mesmo que seja colocado pelo pastor da igreja, assim como os cargos referentes às finanças da igreja. “Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. (1 Pedro 5.2-4)”. 
24 - Por isso, necessitamos que na equipe pastoral tenha uma pessoa (ou mais) com esse dom de administrar e que possa tirar toda sobrecarga do pastor no que diz respeito às responsabilidades administrativas. Paulo demonstra na carta a Tito, que não era apenas pregador, ensinador e doutor dos gentios, mas, também, um administrador eclesiástico de larga visão ministerial. 
25 – Um grande líder de uma denominação eclesiástica disse que o homem que se opuser a toda organização na igreja ignora completamente os fatos da vida. A arte é a beleza organizada; a música é o som organizado; a filosofia, é o pensamento organizado; a ciência é o conhecimento organizado; o governo não passa de sociedade organizada, e assim, também, a igreja se expressa por meio do ministério organizado. 
26 - O ofício de administrador é administrar em toda a essência da palavra. Administrar é um cargo de responsabilidade e seus deveres devem ser tomados seriamente. Se o contrato de trabalho identificar o profissional como Administrador, a igreja se sujeita a ser autuada numa eventual fiscalização do Ministério do Trabalho, caso o profissional não possua registro profissional. Logo, habilitado para tal desenvoltura profissional que além de conhecer a ciência da profissão desenvolve as etapas e as estratégias com eficácia e eficiência no manuseio das ferramentas própria da sua profissão e, por este possa legalmente representar a igreja em questão na qualidade de um gerente científico. 
27 - A Palavra de Deus nos orienta e exorta: “Os olhos dos que veem não se ofuscarão, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos”. (Isaías 32:3); “Certo, como estou, da tua obediência, eu te escrevo, sabendo que farás mais do que estou pedindo. (Filemom 1:21). É importante salientar que a luz desta palavra que uma lacuna perigosa que algumas igrejas por desconhecimento, ou por que não dizer por falta de um administrador profissional, comete flagrante erro. Infelizmente, temos constantemente presenciado o mau testemunho que muitas Igrejas têm dado em relação à forma como gerenciam os trabalhos imprescindíveis para o caminhar do Corpo de Cristo, agindo muitas vezes de forma errônea, sem a devida orientação profissional, com displicência e até mesmo em desobediência as Lei, podendo esta ter em seus quadros um “responsável técnico”. RT. De acordo com o Artigo 3º, da CLT: Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.‖ Inadequado seria esquecer que o contrato de trabalho deve obrigatoriamente ser registrado em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, sendo anotado especificamente a data de admissão, a função e a remuneração, conforme determina o Artigo 29°, da CLT. Só não se configura empregados aqueles que exercem unicamente as funções eclesiásticas religiosas. 
28 - Isto serve para o administrador e demais pessoas contratadas na forma da lei e, para os voluntários, digo, pessoas piedosas, com disponibilidade de tempo e apaixonadas pela obra, contrato de voluntário. Ao se analisar o conteúdo da Lei no 9.608/98, ao longo dos seus 5 (cinco) artigos, verifica-se que o legislador se preocupou, basicamente, em perfilar o trabalho voluntário a fim de distingui-lo do trabalho assalariado. O voluntariado é muito usado nas igrejas, quase que todo o serviço beneficente é feito por voluntários. 
29 – A necessidade do planejamento estratégico para o crescimento. Há o embasamento bíblico nas instruções de Moisés quando este teve o aconselhamento do seu sogro Jetro no ato de delegar tarefas usando princípios da administração como a divisão das tarefas com isto sendo liberado Moisés para tarefas mais complexas. Atitudes Administrativas que uma Igreja deve conhecer, ajudam a perceber o quanto que essa atividade é importante na vida de uma igreja. O planejamento estratégico consiste em que igrejas bem administradas sabem para onde estão indo. Elas possuem uma declaração de visão e missão, têm estratégias e valores centrais claramente definidos, um cronograma que norteia suas atividades com objetivos e alvos a curto, médio e longo prazo, e um organograma que permite a todos visualizarem como a igreja está estruturada dentro da administração. Também uma liderança descentralizada trás para a igreja bem administrada tempo para investir seu potencial no crescimento de sua membrezia, tempo e recurso no treinamento de liderança e formação de equipes, para que os diversos serviços (ministérios) sejam realizados de forma eficiente, sem haver sobrecarga para uma minoria e principalmente para o pastor. Uma formação de Administradores é essencial para cada congregação. Igrejas e ministérios devem realizar cursos para dar orientações aos seus obreiros nesta e em outras áreas. Igrejas bem administradas tem a preocupação de descobrir pessoas com o dom de administração, para serem capacitadas e distribuídas nas mais diferentes equipes de ministérios da igreja. As Igrejas devem ter um orçamento Financeiro bem definido para não entrar em dívidas. Igrejas bem administradas trabalham dentro de um orçamento financeiro anual compatível com seu potencial. Sua receita não é gasta de forma improvisada, momentânea e irresponsável, mas abaixo daquilo que é suportável. 
30 - As Igrejas tem por obrigação prestar contas aos seus membros, suas diretorias e ou seus obreiros designados para esta função. A prestação de relatórios deve ter em mente que os membros são merecedores desta atenção até porque quanto mais eles confiam na administração, mais vai aumentar a contribuição. Igrejas bem administradas desenvolvem uma cultura de prestação de contas através de relatórios simples e fáceis de serem preenchidos. Há uma necessidade de reuniões para diversos fins. As Igrejas bem administradas ensinam suas lideranças e seus obreiros a fazer reuniões objetivas, bem elaboradas com princípios, técnicas e dinâmicas facilitadoras e bem compreensíveis. As Igrejas que mais crescem geralmente teem uma contabilidade centralizada. É impossível obter boa e legal administração sem uma contadoria bem elaborada. Sejam abençoados em seu ministério pastoral e que Deus coloque ao lado dos homens Deus homens capazes de exercer funções diversas na administração das igrejas com um caráter cristão de verdade para honrar o nome daquele que merece toda honra, toda glória para todo o sempre, Jesus Cristo nosso Salvador. “Cada um tem que mostrar o seu caráter de verdadeiro Cristão diante da sociedade e principalmente diante de Deus. Sendo fiel vai ter o seu nome no livro da vida”. “O vencedor será assim vestido de branco, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida. Pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”. Apocalipse 3:5. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.