segunda-feira, 20 de julho de 2026

O ESPÍRITO SANTO É O BOM CONSOLADOR

O ESPÍRITO SANTO É O BOM CONSOLADOR 


I - Guarda o contato com Teu salvador: Queres, neste mundo, ser um vencedor Queres tu cantar nas lutas e na dor Queres ser alegre, qual bom lutador Guarda o contato com teu Salvador. Guarda o contato com teu Salvador, E a nuvem do mal não te cobrirá, Pela senda alegre, tu caminharás Indo em contato com teu Salvador. O Espírito Santo é o bom consolador. “O bom consolador, o bom consolador, que Deus nos prometeu, ao mundo já desceu, Ó, ide proclamar que Deus quer derramar O bom consolador. O Apostolo Paulo disse aos Filipenses: “não me aborreço de falar-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós”. Filipenses 3:1-3. Os versículos abaixo destacam o Espírito Santo como o nosso Conselheiro, Consolador, enviado por Deus para nos guiar, trazer paz e morar dentro de nós. A palavra original para Consolador é “Paráclito” ou “Paracleto”, que também significa Ajudador e Advogado. Por isso devemos valorizar e estudar a matéria de Teologia chamada “Paracletologia”. As principais passagens incluem: (1) João 14:16-18: Jesus promete não nos deixar órfãos e roga ao Pai que nos envie outro Conselheiro (o Espírito da verdade), que habitará em nós para sempre. (2) João 14:26: O Conselheiro, o Espírito Santo, nos ensinará todas as coisas e nos fará lembrar de tudo o que Jesus nos disse. (3) João 16:7 nos garante a presença do Conselheiro em nossas vidas. Isso é tão fundamental que Jesus afirmou ser necessário partir para que Ele pudesse enviar o Consolador para vir habitar conosco. (4) Salmo 94:19 tem uma bela promessa de que, quando as ansiedades nos esmagam, o consolo e o amparo de Deus trazem calma à nossa alma. (5) Em Isaías 51:12, próprio Deus se revela como Aquele que nos consola, removendo o medo diante das dificuldades da vida. 
II - Em Mateus 24:4-13 o próprio Senhor Jesus disse: “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo“. 
III - Jesus faz uma analogia do tempo em que o bom Consolador agirá para proteger seu povo. Em Mateus 24:1-13, Jesus profetiza a destruição do Templo de Jerusalém e descreve o "princípio das dores" que antecede o fim dos tempos. Ele alerta os discípulos sobre falsos cristos, guerras, fomes e o esfriamento do amor, destacando que a perseverança na fé é essencial para a salvação. O texto divide-se em duas grandes direções proféticas: (1) Os eventos que antecederam a queda de Jerusalém (cumprida no ano 70 d.C.) e (2) os sinais da Sua Segunda Vinda. (3) Vs. 1-2: Ao saírem do Templo, os discípulos apontaram para a grandiosidade da construção. Jesus, contudo, profetizou que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada. Isso ocorreu literalmente no ano 70 d.C. quando os romanos invadiram e incendiaram Jerusalém. (4) Vs. 3: No Monte das Oliveiras, os discípulos fizeram três perguntas a Jesus: Quando o Templo seria destruído? Qual seria o sinal da Sua vinda? E qual seria o sinal do fim dos tempos?. (5) Vs. 4-5: O primeiro grande aviso é sobre o engano. Jesus alerta que muitos viriam usando o Seu nome, enganando a muitos. Isso adverte sobre a necessidade de conhecer a Palavra de Deus para não ser iludido por falsos mestres. (6) Vs. 6-8: Jesus fala sobre guerras, fomes, pestes e terremotos. Ele tranquiliza os discípulos dizendo que, embora essas coisas sejam assustadoras e causem aflição, são apenas o "princípio das dores" (como as contrações antes do parto) e não o fim em si. (7) Vs. 9-13: Ele detalha a perseguição e a apostasia. Os cristãos seriam odiados e mortos por causa do Evangelho. Esse clima de terror causaria escândalos (pessoas abandonando a fé), traições e, consequentemente, a iniquidade se multiplicaria, como já tem se multiplicado. O resultado direto do pecado generalizado seria o esfriamento do amor de muitos. (8) A esperança surge em meio ao Caos. O trecho pode parecer sombrio, mas a mensagem de Jesus é de encorajamento para a perseverança. Mesmo diante do ódio mundial e da frieza espiritual, a promessa de Jesus no versículo 13 é clara: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo". 
A - Gostaria de destacar, acima de tudo, os Dois últimos versículos que diz o seguinte: Mateus 24:12-13 diz: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”, e propor as seguintes perguntas: (1) Por que se tem multiplicado a iniquidade? (2) E Por que o amor de muitos ou quase todos já tem se esfriado? (3) Por que só aquele que perseverar até o fim será Salvo? Antes de pensarmos em responder estas perguntas, faço três considerações importante: (a) A primeira é a que brilhantemente diz: “Tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens de bem nada façam”, individualmente e ou coletivamente. (b) A segunda é corrigir, biblicamente falando, a noção do que é o amor. O amor não é um sentimento, mas atitudes geradas no coração e inspiradas pelo Espírito Santo de Deus. (c) A terceira, igualmente, é uma correção do sentido da palavra perseverar no versículo 13, do capítulo 24 de Mateus. Então biblicamente falando, perseverar não significa apenas que eu tenho que aguentar o sofrimento; mas, sobretudo viver a verdade do evangelho, persistir em fazer o bem e praticar o amor mesmo no tempo das agruras da vida. 
B - Muito bem, agora, para auxiliar nas respostas das perguntas anteriores, façamos outras perguntas, que nos servirão de comparação por analogia. (1) O que acontece quando uma pessoa perde a noção da realidade? (2) Qual é o efeito disto? (3) Alguém age como se nada tivesse acontecendo? (4) Não encara a realidade, e foge dela como o diabo foge da cruz? (5) Alguém vive criando um mundo de fantasias para si mesmo? (6) Isso é pura enganação de si mesmo, é problema quase que psiquiátrico e precisa de averiguações de suas decisões para não sofrer coisas piores no futuro. 
C - Porém, fugir da dura realidade não muda a verdade dos fatos. Por mais que queiramos ou tentemos, não dá pra fugir da realidade e verdade. O que acontece quando nos relacionamos mais com as máquinas do que com os seres humanos? (1) Perdemos a habilidade de nos Relacionar uns com os outros. (2) Fechamo-nos no “nosso” mundo como se fosse dentro de um quarto escuro. (3) Tornamo-nos insensíveis e indiferentes, justamente como as máquinas 
D - Sofreremos ou faremos outros sofrerem as consequências de nossos atos, decisões e escolhas, essa é a realidade de hoje. Não temos tanta dificuldade para responder estas últimas duas perguntas, no sentido físico e psicológico; mas, devemos aplicar o mesmo raciocínio nas coisas Espirituais. Afastar da comunhão e da graça de Deus é tudo que o inimigo quer e não podemos permitir isso. O mundo, os Cristãos e a Igreja perderam a noção da realidade e da verdade Espiritual e estão se envolvendo mais com as coisas deste mundo, com o sistema perverso, pervertido e pecaminoso, do que tendo contato com as pessoas de bem e com Deus. Há versículos na Bíblia sobre a continuidade familiar de sempre de envolver no pecado. (1) Há uma expressão da Bíblia Sagrada, especificamente no segundo mandamento registrado no livro de Êxodo 20:5-6, onde Deus se declara zeloso, “visitando a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que o aborrecem, mas também exercendo misericórdia por milhares de gerações”. (2) Quando se analisa esse texto, a tendência geral é destacar a afirmação de que Deus castiga os filhos, e até os netos e os bisnetos pelos pecados dos pais. Então surge a pergunta: Mas como Deus pode castigar filhos, netos e bisnetos que não têm culpa dos pecados cometidos pelos pais, avós e bisavós? É claro que esse texto está correto mas tem que ser explicado corretamente também. Temos que dar o destaque correto nesse texto. O que aqui se ensina verdadeiramente consiste nas seguintes três grandes verdades: (a) Deus castiga severamente o pecado; (b) Deus perdoa misericordiosamente o mal e o pecado; (c) Deus garante que a sua misericórdia dura milhares de gerações, enquanto que a sua ira, dura apenas três gerações. Entenda-se, portanto, isto: Se um filho, neto ou bisneto que continuam no pecado do pai e não se arrependem, eles sofrerão o castigo correspondente ao seu pecado. 
1 - Em Ezequiel 18:20, a Bíblia esclarece de forma direta: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai levará a iniquidade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele". O texto ensina que cada pessoa é responsável pelas próprias escolhas perante Deus. Se o filho, neto ou bisneto de um pecador que viveu sem se arrepender, se arrepende e confia em Deus, vale para este filho, neto ou bisneto a promessa de misericórdia e de perdão de Deus, pois estes não podem ser anulados. É, pois, a misericórdia eterna de Deus, e não o seu juízo, que está em destaque nesse texto. Se é verdade que Deus castiga o pecado de quem não se arrepende, é verdade também que a sua misericórdia interrompe o castigo, sempre que houver arrependimento. Por isso, é certo que o filho do pecador tem a promessa do perdão e da misericórdia de Deus, se ele viver na fé e no arrependimento, ainda que o pai tinha pecado, não cresse e não se arrependesse. 
2 - Por isto, a iniquidade e o mal tem se aumentado, tem se multiplicado tão rapidamente, tão velozmente e à medida em que, inversamente proporcional, o amor de muitos tem se esfriado é o tamanho das consequências que temos que enfrentar. Muito desta realidade se deve à passividade e ao abandono da genuína Fé, do compromisso e relacionamento com Deus, o Criador. 
3 - Vejamos alguns Alertas da Palavra de Deus: (1) Provérbios 4:23 nos ensina, “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida”. (2) Provérbios 7:1,2 nos ensina, “Filho meu, guarda as minhas palavras, e esconde dentro de ti os meus mandamentos. Guarda os meus mandamentos e vive; e a minha lei, como a menina dos teus olhos”. (3) Deuteronômio 4:9 nos ensina, “tão somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos”. (4) Deuteronômio 6:12 nos ensina, “Guarda-te, que não te esqueças do Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão”. (5) Josué 1:7,8 nos ensina, “tão somente esforça-te e tem mui bom animo, para teres o cuidado de fazeres conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita e nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares. Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido”. (6) João 17:14-18 nos ensina, “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo”. (7) 2 Coríntios 5:7 nos ensina, “Porque não andamos pelo que vemos, mas pela Fé”. (8) 2 Timóteo 1:13,14 nos ensina, “Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós”. (9) João 14:21 nos ensina, “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. 
4 - Não podemos perder a noção da realidade espiritual do mundo hoje, temos que viver diuturnamente vigilantes para não cairmos nas facilidades que o mundo é o diabo oferece. (1) Não podemos perder o contato, a comunhão com Deus em hipótese alguma. Temos que zelar da nossa vida espiritual com muito vigilância e com temor porque Jesus, o nosso Salvador nos libertou da lei do pecado e nos transportou para o Seu reino de luz. (2) Não podemos perder de vista, de modo algum, nossa identidade cristã, ou seja, onde estivermos as pessoas vão identificar quem somos, porque somos luz no meio das trevas. (3) Não podemos esquecer, um minuto sequer, de onde somos, vivemos num mundo tenebroso, e para onde vamos, vamos para a glória celestial que é o nosso objetivo a ser alcançado. (4) Não podemos deixar de pensar, um dia sequer, qual é o nosso alvo, que é ser salvo e por isso temos que ter o azeite em nossas lamparinas (vejam na parábola das dez virgens em Mateus 25), porque Jesus breve vem arrebatar a sua igreja querida, chamada de a noiva do Cordeiro. 
5 - É urgente que os Cristão e a Igreja voltem a encarar de frente a realidade e a verdade dos fatos para que verdadeiramente voltemos a ter vida com Deus, sejamos curados e salvemos os pecadores do inferno. É isto que nos fará continuar, persistir, perseverar, enfrentar, resistir, lutar, e chegar, alcançar, vencer, combater, terminar a carreira e guardar a Fé. 
6 - Lucas 24:49-53 nos diz: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus”. A frase "eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai" (registrada em Lucas 24:49) é a instrução de Jesus aos discípulos para que aguardassem em Jerusalém. A "promessa" refere-se ao derramamento do Espírito Santo, essencial para revesti-los de poder e capacitá-los a testemunhar o Evangelho. O texto carrega ensinamentos profundos sobre a vida cristã e o agir de Deus. O texto traz a identidade da promessa, uma promessa especial a "promessa do Pai" que enviaria o próprio Espírito Santo, que habita no crente e o sela para a salvação. 
7 - A Necessidade de revestimento de poder descrita em Lucas 24:49, revela que o cristão não deve depender da própria força humana para realizar a obra de Deus. É preciso o revestimento de poder do alto. É preciso ser cheio do Espírito Santo; o principal objetivo desse revestimento é que sem poder o crente cai. Sem o poder do Espírito Santo em nossas vidas as coisas de tornam muito mais difíceis. Primeiro é a falta de coragem para realizar a obra de Deus, segundo são os obstáculos que normalmente aparecem, terceiro são as críticas que vem de todos os lugares dizendo que você não é capaz de realizar a obra missionária e em quarto lugar e o desânimo que toma conta da vida daqueles que não buscam ser revestido do poder de Deus. 
8 – Outro ponto importante é a busca constante dos dons espirituais. O propósito dos dons espirituais estão descritos em Atos 1:8. A descida do Espírito Santo capacita os discípulos com dons espirituais e ousadia para pregar a mensagem de Cristo. Vejam na sequência da leitura bíblica que logo depois dos discípulos serem revestidos de poder, Pedro criou coragem para falar do que estava acontecendo e na primeira pregação de converteram a Cristo quase três mil almas e na segunda pregação de converteram quase cinco mil almas ao Senhor Jesus. Jesus ordenou que eles aguardassem em Jerusalém. Isso ensina sobre o tempo de Deus, a perseverança em meio às adversidades e a necessidade de buscar essa presença em oração. Tudo tem que ser no tempo de Deus. Essa promessa já havia sido anunciada no Antigo Testamento pelos profetas Isaías (Isaías 44:3) e Joel (Joel 2:28-29), cumprindo-se plenamente no dia de Pentecostes. 
9 - Aconteceu um mergulho na efusão do Espírito Santo exatamente no dia de pentecostes, que completava cincoenta dias que Jesus havia ressuscitado. Os apóstolos e a multidão de pessoas que estavam no senáculo do templo ficaram vislumbrados ao ver tanto poder de Deus derramado através do Espírito Santo, e diz o texto bíblico que eram como “línguas repartidas entre eles línguas como que de fogo” e todos se maravilhavam com tantas maravilhas e com aqueles acontecimentos, e alguns incrédulos ainda diziam: “parece que estão cheios de mosto, que quer dizer: parece que estão embriagados”. 
10 - A Efusão do Espírito Santo não aconteceu por acaso. Efusão é o mesmo que derramamento do Espírito Santo ou mergulho no Espírito Santo. A palavra Batismo significa mergulho e é o derramamento ou renovação da graça de Deus e dos dons espirituais na vida dos crentes convertidos e que buscam esse batismo. Não é um novo sacramento, não é um novo mandamento, não é uma nova lei, era o anúncio de que o tempo da graça de Deus chegou, e chegou para ficar com a igreja até a consumação dos tempos. Não era mandamento novo para a igreja, Jesus cumpriu com todos os itens da lei e não precisava mais do sacrifício de animais porque Ele mesmo seria sacrificado na cruz do calvário para morrer em nosso lugar. Notem que não última Páscoa Jesus não mandou sacrificar animais para oferecer a Deus o sangue daqueles animais a Deus Ele mesmo era o Cordeiro mudo que foi levado ao matadouro e não abriu a sua boca. Naquela última Páscoa Jesus utilizou o “vinho, suco de uva in natura“ que não tinha alcoolizado para oferecer aos apóstolos representando Seu sangue, o sangue da nova aliança. Isso era uma experiência espiritual de avivamento que reacende a fé, a alegria do poder de Deus derramado sobre uma pessoa que busca com fé, este derramamento especial do poder de Deus em uma vida que busca com sinceridade e com alegria. 
11 – A fundamentação Bíblica do derramamento do Espírito Santo se cumpre a partir das profecia de Joel, em Joel 2:28-29 Deus promete derramar o Seu Espírito sobre toda a humanidade, sobre toda carne, jovens, velhos, servos e servas, trazendo sonhos, visões e profecias. O cumprimento desta profecia começou no dia de pentecostes registrado em Atos 2:1-4. O Espírito Santo é derramado de forma visível sobre os apóstolos, capacitando-os com intrepidez e com dons espirituais como falar em outras línguas conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. É o cumprimento da promessa do batismo com o Espírito Santo, Atos 1:5 e Atos 11:15-16. A experiência de ser "revestido de poder" para ser testemunha de Cristo, como Jesus orientou aos discípulos. 
12 - O objetivo principal da efusão, derramamento do Espírito Santo é fortalecer a alma e impulsionar a missão do Ide de Jesus de Marcos, Marcos 16:15-18 ARC que diz: [15] E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. [16] Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. [17] E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas; [18] pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão. 
13 - Os principais resultados na vida do cristão incluem: (1) Cura de feridas e transformação do coração. (2) Vida de oração e maior intimidade com Deus, chamando-O de Pai com mais convicção e vontade de ler a Bíblia. (3) Maior proximidade com os dons espirituais e um despertamento dons como profecia, cura divina, discernimento e línguas para um serviço eclesiástico mais cheio da unção de Deus.(1 Coríntios 12). 
14 - Como se recebe esse derramamento do Espírito Santo de Deus. Geralmente, essa graça é ministrada em retiros ou Seminários de busca de poder, reuniões de orações para receber o batismo com o Espírito Santo, essa intercessão é acompanhada pela imposição de mãos e por uma oração de fé, onde o crente se abre e pede conscientemente para ser "banhado", “mergulhado” no Espírito Santo. É bom lembrar que tudo isso acontece com as pessoas em estado consciente sabendo tudo o que está acontecendo e buscando uma alegria sobrenatural em sua vida, nunca vista antes, que faz com que ela transborde em línguas. 
15 - Assim nos relacionamos cada vez mais de forma estreita com o Santo Espírito, nos congressos de busca de poder sempre são ministradas palavras bíblicas pertinentes sobre o assunto para as pessoas viveram o momento de efusão do Espírito Santo, se colocando como dependente dos dons e se enchendo dos milagres de poder que o próprio Deus inspira. Em Atos dos Apóstolos, vemos o cumprimento de uma promessa feita por Jesus do envio do Espírito Santo. Foi a partir dessa experiência que, cheios de alegria e fervor, os apóstolos partiram para anunciar o evangelho. Essa é também a promessa do Pai para nós, Deus promete enviar o seu Espírito para recriar toda a nossa vida, nossa história, e nos dar a liberdade de filhos de Deus. “Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem”, (Atos 2,2-3). 
16 - Esse mesmo Espírito Santo que transformou os primeiros discípulos, continua sendo derramado sobre nós ainda hoje, e por meio dessa efusão do Espírito Santo a igreja do Senhor Jesus continua sua marcha vitoriosa na terra. Trata-se de uma experiência viva e concreta com Deus. É o cumprimento da promessa do Pai que diz: “Derramarei o meu Espírito sobre toda carne”, (Joel 3,1). (1) A efusão ou derramamento do Espírito Santo não é um novo sacramento, não é um novo mandamento, mas é um reavivamento dos dons espirituais recebidos no batismo com o Espírito Santo com a evidência de falar outras línguas (também chamada de línguas estranhas) e na comunhão dos santos, que muitas vezes se encontram adormecidos. (2) A efusão do Espírito Santo é uma experiência pessoal e transformadora de encontro pessoal com Deus, no qual o Espírito Santo é “derramado” sobre nós e renova os dons recebidos de uma maneira tão alegre e tão especial que você chega a chorar de alegria. 
17 - A mesma experiência que aconteceu com os apóstolos no dia de Pentecostes se renova na efusão, no derramamento especial do Espírito Santo quando a igreja busca de coração e com quebrantamento. As línguas repartidas como que de fogo descem sobre cada um de nós, santificando e purificando o nosso ser. O fogo, na Bíblia, indica a presença de Deus. “E pousou sobre cada um deles, e ficaram todos cheios do Espírito Santo. E começaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem”. (Atos 2,3-4). (2) Essa é a experiência que Deus quer nos dar. A promessa do Pai é para todos os que creem em seu Filho Jesus. É, portanto, para todos nós. Todos os que desejarem, que buscarem e que pedirem ao Pai, em nome de Jesus, receberão essa plenitude da graça do Espírito Santo. 
18 - Como funciona essa efusão? Como funciona a efusão do espírito Santo segundo os evangélicos? Entre os evangélicos a efusão (frequentemente chamada de batismo no Espírito Santo ou com o Espírito Santo) é compreendida como um revestimento especial de poder de Deus para o serviço cristão, e não como a conversão em si. Segundo a teologia evangélica pentecostal trata-se de uma experiência de capacitação, de determinação, de encorajamento para o serviço cristão. O processo e o entendimento dessa experiência variam de acordo com a vertente teológica. (1) A visão pentecostal e neopentecostal têm uma bem aproximada, mas a pentecostal é mais moderada. (2) Para as igrejas pentecostais como as Assembléias de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular e outras, a efusão é vista como uma segunda experiência distinta da conversão. (3) Segundo os pentecostais, o próprio Senhor Jesus Cristo é quem batiza o crente no Espírito Santo. E acredita-se que essa efusão é acompanhada por um sinal físico visível e audível que é o falar em outras línguas (glossolalia). (4) O foco principal não é a salvação porque esta já está confirmada na vida do crente convertido, mas sim ganhar ousadia para evangelizar, autoridade espiritual e poder para realizar a obra de Deus. 
19 – A visão tradicional reformada e dos batistas se resume no seguinte pensamento: (1) Nas denominações evangélicas tradicionais (como Presbiteriana, Metodista e Batista), a interpretação é diferente. Dizem eles que no novo nascimento ao aceitar Jesus, acontece o selo do Espírito Santo na vida do neoconverso; ainda defendem, esses teólogos reformados e tradicionais, que entendem que o batismo no Espírito Santo ocorre no exato momento em que a pessoa se converte e aceita a Jesus. Para eles é o Espírito Santo que habita no cristão significando o selo da salvação. 
20 - Em vez de uma segunda experiência com falar em línguas, eles creem que os cristãos podem experimentar múltiplos "enchimentos" do Espírito Santo ao longo da vida, que trazem renovação, alegria, paz e poder para testemunhar, mas não necessariamente uma nova etapa de batismo. A recomendação de Jesus é “ficai em Jerusalém até que do alto sejam revestidos de poder”. Então o crente pode buscar essa experiência para receber o batismo com o Espírito Santo quando quiser, e independentemente da denominação, os evangélicos que buscam o derramamento ou a plenitude do Espírito Santo geralmente o fazem através de cultos de oração intensa e busca coletiva em vigílias ou momentos especiais e exclusivos de busca de poder. São momentos de consagração e clamor, frequentemente em vigílias ou campanhas de oração. 
21 – Pela Fé e rendição total ao Senhor, as pessoas buscam com muita humildade serem cheios do Espírito Santo. Acredita-se, e é verdade, que é uma dádiva gratuita de Deus, que deve ser recebida pela fé, por um coração sedento, obediente e contrito ao Senhor. Estudando a Palavra de Deus, fazendo a leitura e meditação da Bíblia, as pessoas que estão sedentas por receber o batismo com o Espírito Santo logo são cheias da graça de Deus para serem batizadas com o Espírito Santo. A leitura dos textos bíblicos especialmente no livro de Atos dos Apóstolos, para compreender as promessas de Deus, são essenciais e necessárias para alcançar a vitória. 
22 – Daí vem a necessidade da intervenção das lideranças evangélicas para explicar com muita responsabilidade e temor a Deus, aos crentes que estão sedentos por receber o batismo com o Espírito Santo, como proceder para não cometer erros corriqueiros e meninices frequentes nessas reuniões. Nossa sugestão é que você ouça o hino 100 da harpa cristã com o título: “O bom Consolador”. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

A GRANDEZA DE DEUS É INCOMENSURÁVEL

A GRANDEZA DE DEUS É INCOMENSURÁVEL 


I - A palavra incomensurável significa algo tão grande, tão vasto, tão intenso e tão profundo que não pode ser medido. É um adjetivo que costuma ser usado para descrever grandezas infinitas, sem limites físicos, sentimentos extremos ou importâncias que vão muito além de qualquer cálculo ou avaliação. Como diz o apóstolo Paulo “é muito além daquilo que pedimos ou pensamos”; A frase "fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos" refere-se à famosa passagem bíblica de Efésios 3:20. Ela destaca que a capacidade criativa de Deus vai muito além da nossa imaginação e compreensão.
II - No sentido literal refere-se a duas grandezas que não possuem uma unidade ou valor de medida em comum. E no sentido figurado, ela é utilizada para enfatizar algo imenso, infinito, ilimitado, incomensurável ou incomparável. É sinônimo de palavras como descomunal, desmedido e enorme, de tão grande que é não existe nada que possa medir. Um exemplo claro de algo incomensurável é a frase que diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, e outra frase do primeiro capítulo de Genesis capítulo 1 que diz: “a terra era sem forma e vazia” esta é a primeira declaração da Bíblia, e seu significado apresenta Deus como o Criador do universo e de tudo que nele há. Essa frase reprova qualquer tipo de teoria que diz que a matéria é eterna ou que o universo é fruto do acaso ou de algum evento aleatório e desordenado. Deus é o criador de tudo e de todos. 
III - Se alguém abre as Escrituras Sagradas buscando saber quem é Deus e qual a origem da vida, a declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra” é uma resposta muito apropriada. Deus é o Criador de todas as coisas. O restante das Escrituras ecoa essa verdade fundamental em todo o seu conteúdo, (Salmos 33:6; 148). Se o primeiro livro da Bíblia diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra”, o último livro da Bíblia diz: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criastes todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”, (Apocalipse 4:11). 
A - Também é muito significativo que o primeiro versículo, do primeiro capítulo, do primeiro livro da Bíblia Sagrada, traga essa informação. Todas as religiões antigas contavam suas próprias versões de como o universo foi criado. Em comum, todas elas falavam sobre algum tipo de tensão no panteão de suas divindades, onde deuses rivais combatiam uns aos outros. 
B - Mas a Bíblia simplesmente inicia dizendo que “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Não houve tensão; não houve qualquer disputa. Não há deuses rivais para contender com o verdadeiro Deus. Ele simplesmente criou o céu e a terra através de Sua Palavra. A expressão “no princípio” traduz o hebraico bere’sit, que inclusive é o título hebraico do livro de Gênesis. Essa expressão localiza a ocasião em que Deus criou o universo. Alguém pode perguntar: “Quando Deus criou o mundo?” A Bíblia responde esta pergunta dizendo que foi “no princípio”. 
C - Deus é eterno e antes de ter iniciado a criação Ele sempre existiu satisfeito em si mesmo. Mas para o louvor da Sua glória, no princípio Ele criou os céus e a terra. Nós não sabemos exatamente quando foi esse “princípio”. Na verdade essa é a primeira menção do tempo nas Escrituras. Isso também implica na verdade de que Deus é o criador do tempo. 
1 - Então o espaço e o tempo são dimensões da ordem criada, e Deus não está sujeito a eles. diz que a frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra” se refere a um passado indeterminado, no qual Deus fez com que o universo viesse a existir a partir do nada. 
2 - Essa informação também nos leva ao profundo significado da palavra hebraica “bara”, traduzida como “criou”. Essa palavra hebraica é reservada nas Escrituras somente para a atividade criadora de Deus. Ela indica que Deus criou o universo do nada; o que na teologia é chamado de ex nihilo. A Bíblia não usa uma palavra específica para classificar coisas irreais. Em vez disso, o texto destaca a soberania divina ao afirmar que Deus "chama à existência as coisas que não existem". Isso significa que Ele tem o poder de materializar o que não se vê. Esse conceito é mais famoso em Romanos 4:17, onde se lê sobre "o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência coisas que não existem, como se existissem". 
3 - Só Deus pode "chamar à existência as coisas que não existem", (Romanos 4:17). O contexto de Romanos 4 é a salvação pela fé. Paulo usa o exemplo do patriarca Abraão para mostrar como nosso relacionamento com Deus é baseado na fé e não nas obras da Lei. Romanos 4:17 afirma: "Como está escrito: Eu te constituí pai de muitas nações, perante aquele no qual ele creu, a saber, no Deus que dá vida aos mortos e chama à existência as coisas que não existem, como se já existissem”. 
4 - É possível entender a última parte de Romanos 4:17 como significando que Deus tem a capacidade de criar “ ex nihilo” . Essa ideia é evidenciada em traduções que dizem que Deus "chama as coisas que não são como se já fossem", (ACF) ou simplesmente "chama à existência as coisas que não existem" (ARA) ou "Deus que traz os mortos de volta à vida e cria coisas novas do nada". O "nada", nesse contexto, seria a morte do ventre de Sara (versículo 19), e as "coisas novas" que Deus cria seriam os descendentes de Abraão mencionados no versículo 18. Deus dá vida aos mortos e cria algo a partir do nada. 
5 - As outras traduções enfatizam o decreto de Deus, pelo fato de que Ele "chama" ou "convoca" à existência aquilo que não existe. Quando Deus fala, é como se estivesse feito. Ele mudou o nome de Abrão para Abraão ("pai de uma multidão ou pai de muitas nações"), enquanto Sara ainda não tinha filhos. Deus falou sobre os descendentes de Abraão quando ainda não havia nenhum. Deus realmente tem a capacidade de falar de coisas impossíveis e, ao falar, torná-las possíveis. 
6 - Abraão ouviu a promessa de Deus e creu nela. Essa fé foi creditada a Abraão como justiça (Gênesis 15:6) e é o exemplo de todos os que mais tarde exerceriam fé em Deus (Romanos 4:11). Olhando para o futuro, Deus pode falar de coisas que não existem como se existissem. Deus tem poder sobre a morte e a capacidade de criar vida. Abraão acreditou nisso, e nós também, se somos descendentes espirituais de Abraão (Gálatas 3:29). 
7 - Alguns grupos religiosos usam erroneamente Romanos 4:17 para ensinar heresias. Romanos 4:17 (ARA) diz: "como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí) perante aquele no qual creu, a saber, Deus, que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não são, como se já fossem”. O versículo destaca a fé inabalável de Abraão nas promessas de Deus, exaltando a onipotência divina sobre a morte e o impossível. 
8 - De acordo os hereges dessas falsas doutrinas, podemos falar a Palavra de Deus sobre nossas finanças, nossos corpos, nossos automóveis, etc., e ver resultados milagrosos em nosso benefício, ou seja usam erroneamente um texto bíblico para enganar muitas pessoas. Tudo o que precisamos é de uma "confissão" e fé suficiente, e Deus transformará o reino físico em um ambiente de bênção para nós. Podemos "falar das coisas que não são como se fossem", podemos sentar e apreciar o fruto de nossas palavras, daquilo que acreditamos que possa acontecer pela vontade de Deus. É claro que Romanos 4:17 não se refere remotamente ao poder de nossas palavras; trata-se do poder das promessas de Deus e de Sua fidelidade em cumprir essas promessas. Isaque, o filho da promessa, não nasceu porque Abraão "confessou" ou "declarou" certas palavras, mas porque Deus prometeu que ele nasceria do ventre de Sara que era uma mulher estéril e já estava com cerca de noventa anos, Abrahão já estava com quase cem anos, mas para Deus cumprir Suas promessas Ele as cumpre em qualquer tempo, no tempo de Deus as coisas acontecem segundo a vontade dele. 
9 - Isso significa que Deus não usou matéria pré-existente. No princípio Deus criou os céus e a terra quando nada mais havia além dele. Logo, somente Deus é eterno e transcendente. Definitivamente a matéria não é eterna. Na frase: “No princípio criou Deus” o substantivo “Deus” traduz o hebraico Elohim. Essa palavra hebraica está na forma plural para denotar a majestade e o poder divino. Muitos estudiosos também defendem que seu uso na declaração: “No princípio criou Deus” não se resume apenas a um “plural de majestade” comum no hebraico, mas talvez também seja a primeira referência bíblica à existência do único Deus em três Pessoas. Seja como for, a Bíblia claramente afirma que Pai, Filho e Espírito Santo atuaram juntos na obra da criação (Salmos 104:30; João 1:1-3; Atos 4:24; Colossenses 1:15,16). 
10 - Os céus e a terra declaram a glória de Deus e isso é tudo para provar a existência de Deus. Alguns teólogos acreditam que a declaração: “No princípio criou Deus os céus e a terra” diz respeito a uma base inicial da criação muito mais ampla, isto é, o primeiro ato criativo de Deus que antecede os seis dias da criação. Segundo essa interpretação, Deus teria criado inicialmente o céu e a terra; então somente depois de uma lacuna de tempo Ele teria dado sequência à criação; se Deus criou as coisas declarando o que criou em casa dia dos seis dias declarados, então podemos admitir que este espaço de tempo de um dia para o outro foi o tempo do dia de Deus e não o tempo dos seres humanos do dia de vinte e quatro horas por dia. 
11 - Apesar de teologicamente não representar um grande problema, gramaticalmente essa interpretação parece ser pouco provável. Por isso outros comentaristas bíblicos defendem que a frase que esta frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra” serve como um sumário de todo o relato da criação. Assim, a expressão “os céus e a terra” se referem ao universo organizado, enfatizando que no princípio Deus criou o cosmos; o que passa a ser explicado com mais detalhes na sequência de Gênesis, capítulo 1. 
12 - Mas de qualquer forma, o mais importante é jamais negar a doutrina claramente expressa na frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Isso testifica que Deus é o Criador do universo tornando-se em algo fundamental à fé Cristã. Inclusive, Ele não apenas é o Criador de todas as coisas, mas também é o Sustentador de todas as coisas. Isso significa que o universo não é autossustentado, (Atos 17:25-28; Colossenses 1:17). Apesar de toda criação depender do Criador para sua existência, o Criador não depende de nada além dele para existir. Isso significa que Deus tem uma relação voluntária com tudo o que criou, mas não tem uma relação necessária com coisa alguma além dele próprio. 
13 - “Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a Sua grandeza é insondável”, (Salmos 145.3), portanto servimos à um Deus grandioso, muitas vezes falamos e cantamos essa verdade, no entanto nem sempre entendemos a dimensão disso. De fato, com nossa mente limitada é impossível compreender a Sua imensidade, Ele é infinito e nós finitos. No entanto, a criação nos dá um vislumbre da grandeza que somente vamos compreender plenamente quando conhecermos Ele como também somos conhecidos, (1 Coríntios 13.12). 
14 - É possível ver a grandeza de Deus através da sua maravilhosa criação. Paulo diz em Romanos 1.20 que “os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas”. Deus deixou suas “digitais” por todos os cantos do universo. O universo nos revela desde o princípio algo incomensurável da grandeza de Deus. Em Salmos 19.1, diz que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos”. É impossível contemplar o céu noturno estrelado sem glorificar o Seu nome. A grandeza de Deus é manifesta nos céus. 
15 - Nos grandes centros urbanos não temos uma visão tão clara das estrelas, mas eu incentivo você a ir para um lugar onde as luzes da cidade não ofusquem o brilho delas, de lá você vai contemplar as belezas da natureza que Deus criou. Assim, você verá algo parecido como o que Davi viu quando escreveu o salmo 19 que diz no seu primeiro versículo: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anunciam as obras de suas mãos”. (1) Em condições ideais, é possível ver milhares de estrelas no céu noturno, perto de 3 mil ou até mais. No entanto, nossa galáxia, Via Láctea, possui aproximadamente 100 bilhões de estrelas, isso significa que quando muito conseguiremos ver insignificantes 0,000003% do total de estrelas da nossa galáxia. (2) Isso porque estamos falando apenas de nossa galáxia, no universo observável existem cerca de 170 bilhões de galáxias, cada uma com cerca de 100 bilhões de estrelas. Isso dá quantas estrelas no universo observável? Bem, com certeza é um número enorme, com vários zeros e casas decimais. De fato, cientistas afirmam que existem mais estrelas no universo do que grãos de areia nas praias da terra. 
16 – Levantai os vossos olhos para cima e vocês verão as belezas de Deus no firmamento. “Levantai ao alto os vossos olhos, e vede quem criou estas coisas; foi aquele que faz sair o exército delas segundo o seu número; ele as chama a todas pelos seus nomes; por causa da grandeza das suas forças, e porquanto é forte em poder, nenhuma delas faltará”, (Isaías 40.26). “Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes”, (Salmos 147.4). (1) Deus organizou as estrelas nos céus. Quando pensamos além da quantidade de estrelas existentes no universo, e ponderamos acerca do tamanho do universo, fica manifesto como nossa mente é limitada para compreender a grandeza de Deus. 
17 - Para termos uma ideia das distâncias no universo, vamos primeiramente analisar o que está mais perto da terra, partindo posteriormente para lugares cada vez mais distantes. (1) A estrela mais próxima da terra é o Sol, essa estrela está a uma distância de 149,6 milhões de quilômetros da terra. Dessa forma, se fosse possível ir de avião para o Sol, numa velocidade chamada na aviação de velocidade de cruzeiro de 800 km/h, demoraríamos aproximadamente 21 anos para chegar lá. (2) Depois do Sol, a estrela mais próxima é a Alpha Centauri, ela está 40,69 trilhões de quilômetros. Uma viagem de avião para a Alpha Centauri demoraria cerca de 5,8 milhões de anos. As distâncias no universo são tão grandes que não faz sentido utilizar quilômetros, mas anos-luz. Um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano. A luz viaja a cerca de 300 mil km/s, assim, em um ano a luz viaja 9,46 trilhões de quilômetros. (3) A distância entre a Terra e o Sol, que um avião percorre em 21 anos, a luz percorre em 8 minutos. Nada no universo viaja mais rápido que a luz. A Alpha Centauri está a 4,3 anos-luz da Terra, em outras palavras a luz dessa estrela demora 4,3 anos-luz para chegar até nós. E essa é apenas a estrela mais próxima. (4) A galáxia mais próxima, chamada Andrômeda, está a 2,54 milhões de anos-luz. Se viajássemos para Andrômeda a 300 mil km/s demoraríamos 2,54 milhões de anos-luz para chegar lá. E essa é apenas a galáxia mais próxima. A galáxia mais distante captada pelos telescópios até hoje, a fronteira do universo observável, está a aproximadamente 13 bilhões de anos-luz. 
18 - Definitivamente o universo é muito grande, mas Deus é maior ainda. Um dos atributos de Deus é a infinitude, ou seja, Deus é infinito tanto em relação ao tempo como em relação ao espaço. A infinitude de Deus em relação ao tempo é chamada de eternidade e em relação ao espaço é chamada de imensidade, ou seja Deus é incomensurável. (1) A imensidade, que é a qualidade ou característica do que é imenso, significa que Deus transcende o espaço, preenchendo-o e não sendo limitado por ele. Nenhuma parte do universo pode escapar da presença e influência de Deus, nem mesmo a galáxia mais longínqua. Que Deus grande, Deus é infinitamente grande. Quando Salomão construiu o templo ele reconheceu que nada poderia conter a presença de Deus, nem mesmo Sua “casa”. “Mas, de fato, habitaria Deus na terra? Eis que os céus e até o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei”, (1 Reis 8.27). 
19 - A grandeza de Deus é um atributo insondável. A Bíblia revela que Ele é o Criador e sustentador de tudo, transcendendo a lógica humana do tempo e do espaço. Sua magnitude exige nossa adoração, respeito e total confiança em Sua soberania sobre nossas vidas. (1) A Grandeza de Deus na Criação. A imensidão do universo e a complexidade da natureza são reflexos do poder de Deus. Ele tem o controle absoluto sobre a criação e a sustenta com Sua palavra. O versículo chave sobre este tema é: "Levantai os olhos ao alto e vede. Quem criou estas coisas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas todas bem contadas, as quais ele as chama por nomes; por ser ele grande em força e forte em poder, nenhuma delas vem a faltar”. (Isaías 40:26). (2) A Grandeza de Deus está muito além do nosso entendimento. A mente humana é limitada, mas a sabedoria e o poder de Deus não têm limites. A grandeza de Deus é tão profunda que é considerada insondável, infinita. "Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável”. (Salmos 145:3). (3) A Grandeza de Deus no controle da História. Deus é soberano sobre e sobre todos. Deus é soberano sobre os todos os reinos, nações, povos e sobre a história da humanidade. Ele cumpre Seus propósitos e tem o controle de todas as coisas. "Teus, ó Senhor, são a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade; porque tudo o que há nos céus e na terra é teu; teu, ó Senhor, é o reino, e tu te exaltaste como chefe sobre todos”. (1 Crônicas 29:11). 
20 - Reconhecer a grandeza de Deus muda a nossa perspectiva sobre os problemas da humanidade e sobre os problemas particulares. Quando entendemos o quão grande e poderoso Ele é, nossas preocupações diminuem, pois confiamos que servimos a um Deus capaz de intervir em qualquer situação. A grandeza de Deus não deve causar medo, mas sim nos levar a uma postura de humildade, louvor e obediência diária a Deus. É muito importante saber que no princípio de tudo Deus criou os céus e a terra, Deus criou tudo com perfeição e Deus criou o homem como obra prima da criação. 
21 - A Bíblia declara no primeiro capítulo da história da humanidade no livro de Genesis, e declara que “a terra era sem forma e vazia”. (1) “No princípio criou Deus os céus e a terra” é importante porque, como foi dito, ela apresenta Deus como o Criador eterno e transcendente. Logo, é dever do homem reconhecer e louvar a Deus como o Seu Criador, ( Salmo 104). Devemos declarar junto a Moisés: “Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus”. (Salmo 90:2). Quem negligência essa verdade se torna indesculpável e sofrerá todas as consequências de sua decisão, (Romanos 1:20,21). (2) Também é maravilhoso saber que mesmo antes do “princípio”, quando os céus e a terra foram criados, Deus planejou a redenção de um povo para si. O apóstolo Paulo escreve que “Deus nos escolheu nEle antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença”. (Efésios 1:4; Apocalipse 13:8; 17:8). (3) Por último, devemos reconhecer que somos incapazes de entender plenamente o significado da frase: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. Como seres limitados, não podemos explicar como o Deus eterno, transcendente e infinito, imutável, insondável e incomensurável criou todas as coisas do nada, simplesmente como um ato de sua vontade. Por isso nesse ponto nós dependemos da fé. O escritor de Hebreus diz que “pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não são, aparecerem”, (Hebreus 11:3). 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

A ORIGEM DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

A ORIGEM DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 


I - A inteligência artificial pode servir à fé desde que usada com sabedoria, discernimento e submissão à Palavra de Deus. A IA não substitui o estudo bíblico, mas pode organizá-lo, aprofundá-lo e torná-lo mais acessível. O segredo está em não se deixar dominar pela ferramenta, mas sim usá-la como um instrumento a serviço da Palavra de Deus que diz: “Examinai tudo. Retende o bem”, (1 Tessalonicenses 5:21). Com equilíbrio, conhecimento e fé, é possível viver e utilizar a tecnologia com propósito e fazer dela uma aliada no crescimento espiritual e no enriquecimento do conhecimento bíblico. 
II - Quais são os limites do uso da IA (Inteligência Artificial) no estudo da Bíblia? Apesar de todas essas possibilidades, é importante destacar que a inteligência artificial: (1) Não tem fé. Ela processa dados, mas não discerne o Espírito e nem o que é espiritual. (2) Não substitui o Espírito Santo, que é o verdadeiro Mestre e Consolador (João 14:26). (3) Pode apresentar interpretações incorretas ou enviesadas, dependendo da fonte usada, por isso todo cuidado é pouco quanto ao uso indiscriminado da IA com relação à Bíblia. (4) Não deve ser usada de forma passiva; o cristão continua responsável por examinar tudo à luz da Escritura, (1 Tessalonicenses 5:21). (5) Por último o uso da IA precisa estar sempre submetido à autoridade da Bíblia e ao discernimento espiritual. A ferramenta ajuda, mas quem interpreta é o servo de Deus, guiado pelo Espírito Santo. 
III - A Inteligência Artificial (IA) surgiu oficialmente como campo de estudo geral em 1956, durante a Conferência de Dartmouth. O termo foi cunhado pelo cientista John McCarthy. No entanto, a ideia de criar máquinas que simulassem o raciocínio humano começou a tomar forma durante a Segunda Guerra Mundial com os estudos pioneiros de Alan Turing. A evolução da Inteligência Artificial pode ser dividida nos seguintes momentos principais: (1) 1950 – O Teste de Turin, o matemático britânico Alan Turing publicou o artigo "Computing Machinery and Intelligence", propondo o famoso Teste de Turing. Ele lançou a pergunta: "As máquinas conseguem pensar?" e sugeriu que, se um computador conseguisse enganar um avaliador humano durante uma conversa, ele poderia ser considerado inteligente. (2) 1956 - O Nascimento Oficial foi da seguinte maneira, a Conferência de Verão de Dartmouth reuniu grandes mentes da matemática e da ciência da computação. Foi nesse evento que o termo Inteligência Artificial foi oficialmente estabelecido, definindo o objetivo de criar programas capazes de usar linguagem, resolver problemas e aprender. (3) Nós Anos 60 e 70 surgiu os Sistemas Especialistas com foco inicial na mudança para programas ligados em áreas restritas. Um exemplo notável foi o “ELIZA” (criado em 1966), um dos primeiros chatbots, e o MYCIN (anos 70), um sistema criado em Stanford para ajudar médicos a diagnosticar infecções no sangue. 
A – Nos Anos 1990 a 2010 a chamada de a “Era da Computação Poderosa”, as máquinas passaram a processar volumes massivos de dados. Um marco icônico ocorreu em 1997, quando o computador Deep Blue da IBM derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov, vencendo o jogo mais difícil de ser superado até nossos dias. 
B - De 2022 em diante chegamos na era da Revolução Generativa com o avanço do Aprendizado de Máquina (Machine Learning) e do Deep Learning, que surgiram e sugeriram modelos complexos de Processamento de Linguagem Natural (PLN). O lançamento do ChatGPT em 2022 popularizou a IA generativa, permitindo que as IAs criassem textos, imagens e códigos com autonomia. Isso mudou toda a engrenagem mundial das configurações terrestres, interplanetárias e estelares. A corrida armamentista tornou-se mundial até para guerras eletrônicas. Vence e domina quem tem as melhores e mais modernas tecnologias de IA. 
C - As guerras, já de nossos dias, e as futuras serão dominadas pela IA e com certeza cada dia se aperfeiçoam mais e mais. O crescimento da Inteligência Artificial (IA) tem sido impulsionado por investimentos maciços, bilionários e até certo ponto trilionário em infraestrutura e expansão para além das linguagens conhecidas, avançando para a compreensão de mundo, da robótica em todas as áreas conhecidas e automações complexa futuras. A tecnologia está mudando o mercado, gerando debates entre especialistas se isso representa uma nova revolução industrial ou uma euforia de mercado superestimada. 
1 - Panorama da adoção e mercado global com relação à adesão à IA por empresas e organizações mundiais de todas as áreas, inclusive e principalmente militares, ocorrem em ritmo acelerado. (1) Há uma alta adesão global com cerca de 72% das empresas globais que já adotaram soluções de inteligência artificial em suas rotinas. (2) É visível a transformação da Indústria brasileira com o uso de IA. Há nas indústrias no Brasil o registro de um salto significativo, chegando a um índice de 41,9% de adesão. (3) Os investimentos pesados apenas no setor de infraestrutura trouxe os aportes globais que superaram a casa dos bilhões, alcançando cifras como US$ 69 bilhões em períodos recentes. (4) Principais impactos e desafios da IA no Brasil. Embora o crescimento seja inegável, a sua implementação e consolidação no dia a dia esbarram em alguns obstáculos práticos, mas os benefícios são tão altos que superam os obstáculos. (5) Os benefícios para as empresas apontam o aumento da eficiência, melhoria no relacionamento com clientes e flexibilidade administrativa como os maiores ganhos. (6) Existem gargalos que precisam serem superados constantemente como os custos elevados das soluções tecnológicas e a escassez de pessoal qualificado são as maiores barreiras apontadas pelas indústrias. (7) O impacto no trabalho é intenso. Diferente de temores catastróficos, análises recentes do Banco Central Europeu mostram que o impacto da IA sobre empregos e salários tem se revelado limitado por enquanto. 
2 – Quais as perspectivas de futuro da Inteligência artificial, (IA). A capacidade das ferramentas tem dobrado em complexidade a cada intervalo de meses, permitindo que as máquinas executem tarefas cada vez mais longas, mais difíceis e mais sofisticadas sem intervenção humana, como por exemplo os carros sem motoristas. O foco do desenvolvimento atual caminha para a criação de "IAs cientistas e ou científicas" e modelos capazes de compreender visão e leis da física, abrindo portas para grandes descobertas e avanços na automação do trabalho, como por exemplo os robôs que operam pacientes nos hospitais com cem por cento de precisão. Os avanços das IA’s é muito grande na área militar, na astronomia, projetos lunares, nas estações espaciais, na aviação com aeronaves sem pilotos que fazem todo o trabalho de diversos funcionários como pousar, taxiar, tudo com as IA’s. Estou citando apenas um pouco daquilo que já está em pleno funcionamento e não podemos esquecer da indústria química e farmacêutica. Mas lembre-se tudo foi feito pelo homem com a inteligência natural e os conhecimentos dados por Deus. A ciência multiplicará diz o profeta Daniel. Se toda a ciência e todo o conhecimento que Deus deu ao ser humano fossem usados para o bem da humanidade, não teríamos tanta doença e tantos seres humanos passando fome. 
3 - Há uma frase na Bíblia que diz: "a ciência se multiplicará". Ela refere-se à famosa profecia registrada no livro de Daniel 12:4, que diz: "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará". Será que a Inteligência Artificial tem amparo bíblico? Acabamos de mostrar na bíblia no versículo acima. O crescimento da Inteligência Artificial (IA) tem sido impulsionado por investimentos bilionários ou até trilionário em infraestrutura e expansão para além da linguagem, avançando para a compreensão de mundo, da robótica e automação complexa onde um robô conversa com outro e até tomam decisões independentes. A tecnologia está mudando o mercado global, gerando debates entre especialistas se isso representa uma nova revolução industrial ou é uma euforia de mercado superestimada. (1) O panorama da adoção e de mercado dessas tecnologias têm tido um crescimento assustador. A adesão às IA’s por empresas e organizações ocorrem em ritmo acelerado. (2) A alta adesão global assusta até o mercado consumidor. Cerca de 72% das empresas globais já adotaram soluções de inteligência artificial em suas rotinas. Isso é muito bom, mas por outro lado é preocupante, porque quanto mais máquinas fazendo o serviço e substituindo o ser humano, menos vagas de empregos e de trabalho; a saída é o aperfeiçoamento do conhecimento e melhor mão de obra especializada. (3) A Indústria brasileira também entrou pesado a favor do uso de IA. Nas indústrias no Brasil registrou um salto significativo, chegando a um índice de 41,9%. (4) Os Investimentos são pesados, apenas no setor de infraestrutura, os aportes globais superaram a casa dos bilhões, alcançando cifras como US$ 69 bilhões em períodos recentes. 
4 - Os principais impactos e desafios da IA a serem superados, principalmente pela igreja evangélica, são muitos. Embora o crescimento seja inegável, a sua implementação e consolidação no dia a dia esbarram em alguns obstáculos práticos, mas os benefícios são visíveis. As empresas apontam o aumento da eficiência, melhoria no relacionamento com clientes e flexibilidade administrativa como maiores ganhos. Os gargalos principais são os custos elevados das soluções tecnológicas e a escassez de pessoal qualificado são as maiores barreiras apontadas pelas indústrias. Os impactos no trabalho são muito positivos. Diferentemente de temores catastróficos, análises recentes do Banco Central Europeu mostram que o impacto da IA sobre empregos e salários tem se revelado limitado por enquanto.
5 - Há esperança para um bom futuro da IA no âmbito mundial. A capacidade das ferramentas tem dobrado em complexidade a cada intervalo de meses, permitindo que as máquinas executem tarefas cada vez mais longas e sofisticadas sem intervenção humana. O foco do desenvolvimento atual caminha para a criação de "IA’s cientistas" e modelos capazes de compreender visão e leis da física, abrindo portas para grandes descobertas e avanços na automação do trabalho. 
6 - O mercado global de Inteligência Artificial está projetado para saltar de US$ 375,93 bilhões para US$ 2,48 trilhões até 2034. Esse crescimento, impulsionado por investimentos trilionários em infraestrutura de dados e chips modernizados, redefine a competitividade global e a expansão da produtividade em setores como finanças e saúde. A dinâmica de crescimento e domínio mundial das IA,s só traz esperança de renovação tecnológicas cada vez mais avançada. A corrida global pela liderança na era da IA tem transformado infraestruturas digitais e hardware (como semicondutores e data centers) em ativos estratégicos schumpeterianos. 
7 - A dinâmica atual se destaca pelas seguintes frentes: (1) Mudança de eixo geopolítico mundial a começar pela Ásia e o Oriente Médio que estão se consolidando rapidamente como os principais polos de tecnologia e inovação, superando posições antes dominadas apenas pela Europa e Estados Unidos. (2) A grande revolução científica começou. O desenvolvimento evolui para modelos cognitivos altamente complexos, as chamadas "IA’s com visão de mundo" e "IA’s cientistas", capazes de simular leis físicas e fazer descobertas com mínima interferência humana, está na fase crucial de validação de sua utilização crescente. (3) O departamento de divisão digital das empresas e grandes conglomerados tem tido atuação brilhante, correspondendo as expectativas. A adoção global atingiu cerca de 16,3% da população, mas a expansão no Norte Global tem ocorrido em velocidade quase o dobro superior à do Sul Global. (4) O cenário no Brasil não é diferente. Apesar da grande expansão no uso corporativo local, o país enfrenta desafios estruturais e atualmente ocupa posições secundárias em rankings globais de competitividade tecnológica. Contudo, o Brasil possui vantagens estratégicas valiosas para a infraestrutura de IA’s. (5) A nossa matriz energética está em grande expansão e possui uma das redes elétricas mais limpas do mundo. Além disso há uma diferenciação de outras regiões mundo afora porque há um grande investimento na geração de Energia Solar que ajuda a suprir alguma deficiência em nosso sistema. (6) Os recursos naturais são essenciais e a abundância de recursos hídricos para resfriamento de grandes data centers é um diferencial competitivo nessa corrida das IA’s, assim como os minerais críticos e as grandes reservas de terras raras essenciais para a indústria tecnológica. (7) O futuro do domínio da tecnologia dependerá da capacidade nacional de converter essas vantagens geográficas em políticas públicas de pesquisa, políticas públicas de desenvolvimento e de qualificação profissional. Quanto mais qualificação, mais sucesso vão alcançar num futuro bem próximo. 
8 - O que a Bíblia diz sobre a multiplicação da ciência nos fins dos tempos? A Bíblia associa a multiplicação da ciência ao fim dos tempos principalmente no livro do profeta Daniel 12:4, que diz: "Muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará". Isso está intrinsecamente ligado ao livro de Apocalipse que é o livro dos fins dos tempos. Este versículo é frequentemente debatido por teólogos e estudiosos das escrituras sob duas perspectivas principais: (1) O aumento do conhecimento Geral, como a interpretação mais comum sugere que haverá um avanço tecnológico, intelectual e informativo sem precedentes na história da humanidade, o que se alinha com a velocidade e a globalização observadas na sociedade moderna. (2) Haverá também uma melhor compreensão das Profecias; Alguns teólogos apontam que o termo original no hebraico (da'ath) também pode ser traduzido como "conhecimento" ou "discernimento". Sob essa ótica, o texto indicaria que as profecias seladas no livro de Daniel se tornariam mais claras e compreensíveis para as pessoas que viverem no período do fim dos tempos. ((3) Independentemente da linha teológica, o versículo é amplamente utilizado para descrever uma era de grande aceleração e expansão da informação terrena, como o conhecimento tecnológico e científico. Para examinar o contexto completo e os detalhes desta passagem, você pode ler o capítulo completo em Daniel 12 e seu contexto. 
9 - Como a igreja do Senhor Jesus tem que se comportar diante de tanta modernidade tecnológica? A igreja deve se comportar como uma presença evangelizadora e contra cultural. Em vez de rejeitar a modernidade, ela deve usar a tecnologia com sabedoria para propagar o Evangelho, mantendo o foco na autenticidade, no amor ao próximo e na centralidade do encontro comunitário. Até mesmo porque o Evangelho Cristocêntrico. O comportamento do cristão na era tecnológica baseia-se em pilares essenciais que são coniventes e convenientes para edificação da fé. (1) As ferramentas tecnológicas não são substitutas das anteriormente empregadas para a interpretação das escrituras. A tecnologia (redes sociais, inteligência artificial, etc) é um meio eficaz para alcançar os "confins da terra", mas o ambiente digital não substitui o valor da comunhão física, do acolhimento e da presença da igreja em união para a chamada “comunhão dos santos”. O objetivo é transformar visualizações em relacionamentos reais e num discipulado mais compreensivo e eficaz. (2) Isso dará mais discernimento dentro da devida ética cristã. A igreja tem o dever de orientar os fiéis a não se conformarem com a superficialidade, a polarização e a disseminação de informações falsas tão comuns na internet. O cristão é chamado a usar a tecnologia de forma justa, sensata e piedosa. O apóstolo Paulo alerta sobre isso em Romanos 12. (3) O verdadeiro Cristão deve zelar por ter um testemunho autêntico diante de Deus e da sociedade independentemente do nome de sua religião. O foco do mensageiro não deve ser a busca por validação ou números (likes), mas sim levar as pessoas a terem um encontro genuíno com Deus. (4) Trabalhar com segurança de ter uma reflexão teológica dentro dos padrões apostólicos conservadores das verdades bíblicas. Para navegar por estas águas, é importante que a comunidade cristã estude o impacto dessas ferramentas. São boas ferramentas se bem aplicadas dentro do padrão doutrinário conservador 
10 - A Bíblia e a Inteligência Artificial. A inteligência artificial (IA) tem sido amplamente utilizada para otimizar o estudo das escrituras, gerar reflexões, analisar manuscritos antigos e preparar sermões. Embora seja uma excelente ferramenta prática de consulta, teólogos e líderes religiosos destacam que a tecnologia não substitui a fé, a sensibilidade espiritual ou a interpretação humana. 
11 - Os principais usos da Inteligência Artificial são: (1) Quanto aos estudos e a teologia as IA’s generativas ajudam a analisar o contexto histórico, decifrar os significados originais das palavras em hebraico e grego e esclarecer passagens complexas até do Hebraico e Aramaico. (2) As pesquisas de manuscritos são constante e atualizados também na medida do melhoramento das informações. Os algoritmos são aplicados por pesquisadores para identificar diferentes padrões de escrita e entender melhor a autoria histórica dos livros bíblicos. (3) Há um maciço apoio pastoral para a expansão dos conhecimentos bíblicos para estudantes e interessados que utilizam a IA para sintetizar comentários bíblicos, criar resumos de capítulos e estruturar roteiros de estudos bíblicos e ou sermões. 
12 - Redes sociais de igrejas e religiosos em geral. Existem aplicativos e sites focados na frase "a ciência se multiplicará" e referem-se à famosa profecia registrada no livro de Daniel 12:4, que diz: "Tu, porém, Daniel, encerra as palavras e sela o livro, até ao tempo do fim; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará". dos em textos sagrados onde é possível interagir com uma IA para tirar dúvidas pontuais e receber conselhos baseados em passagens específicas. 
13 - Ferramentas e recursos recomendados aplicáveis aos temas religiosos de IA’s são oferecidos aos montes nas redes sociais, mas é importante que você saiba as origens destas informações. Hoje há muito espírito de engano e golpistas se passando por pastores e líderes religiosos mas não têm nenhuma informação segura de sua procedência. Tomem muito cuidado. Confirmem com o departamento de tecnologia de sua igreja se aquela informações são corretas e tem procedência. Não vá aceitando tudo que parece que é verdadeiro sem que você tenha certeza que as tais informações tenha vindo de uma fonte segura. 
14 - Existem muitas plataformas dedicadas. É possível usar aplicativos focados em estudos teológicos como a plataforma Bíblica da procedência de sua Bíblia. A IA é apenas mais um coadjuvante para gerar reflexões e tirar dúvidas. Para isso também tem softwares seguros de estudo bíblicos. Softwares bíblicos tradicionais já integram ferramentas de IA para analisar grandes bibliotecas teológicas de forma confiável. Pesquise no Site da Editora da sua Bíblia que vai te ajudar também em suas pesquisas. As IA’s gerais como Chats convencionais, como o ChatGPT ou o Microsoft Copilot, dentre outros, também são amplamente usados para explorar e buscar informações sobre qualquer tema bíblico desde que você faça perguntas específicas sobre o contexto bíblico desejado. 
15 - Sabe aqueles documentários que tentam explicar a profecia? Nem perca seu tempo. Geralmente são produzidos por incrédulos que não têm o Espírito Santo e por isso não podem entender a profecia. Para eles será sempre um livro selado, assim como toda a revelação de Deus. Paulo explica isso muito bem em sua carta aos Coríntios que diz: "Falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes (ou principados e potestades) deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou (a nós os apóstolos) pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós cristãos não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as (palavras) que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. A revelação textual não trás confusão. Ora, o homem natural, ou incrédulo, não compreende as coisas do Espírito Santo de Deus, porque lhes parecem loucura; e não podem entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. O cristão discerne tudo, mas o incrédulo não consegue discernir a razão de o cristão ser assim. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”. (1 Co 2:7-16). 
16 - Daniel está sendo informado de que as coisas que tinha visto, e as comunicações que tinha ouvido, embora fossem, sem dúvida, de Deus, não deveriam ser usadas para o presente. Tudo era para ser um livro selado até um dia distante, em suma, até a hora final. Em um versículo posterior, Daniel coloca a pergunta: "Qual será o fim dessas coisas”, (Dn 12:8). E a resposta é: "Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão”, (Dn 12:10). 
17 - Assim nos é claramente mostrado que a compreensão das palavras de Deus é algo espiritual, e não uma questão de mero intelecto ou da multiplicação da ciência e da sabedoria humana. Se assim fosse, então os ímpios poderiam entender tanto quanto os justos. É expressamente dito que "nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão". Ou seja, os sábios que já tinham sido mencionados, (Dn 12:3). 
18 - Veja a importância disso. No último capítulo do Apocalipse, vemos o que é dito ao apóstolo João no final de sua revelação. O contraste é notório. No último capítulo de Daniel, ele é informado de que tudo deve ser fechado e selado até o tempo do fim. No último capítulo do Apocalipse João é informado para não selar "as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo", (ou seja próximo está o fim), (Ap 22:10). Em outras palavras, existe um claro contraste entre a injunção dada aos dois profetas. Para o profeta judeu tudo é selado até o tempo do fim. Para o profeta cristão nada é selado, tudo está aberto. Qual a razão disto? A resposta é que a Igreja, o cristão, é sempre vista como estando no tempo do fim. O dom do Espírito Santo mudou tudo. Desde então, nada foi selado para o cristão. Toda vontade, afeições, conselhos de Deus, sim, e seus segredos sobre o mundo nas Escrituras da verdade, estão abertos a ele pelo poder de Deus. No século 20 ocorreu um grande avanço tecnológico em todas as áreas. Informática, Indústria, eletrônica, genética, clonagem, máquinas inteligentes, computadores mais avançados em tecnologia e quase que de ano em ano caduca a tecnologia e temos que trocar todos ou quase todos os equipamentos. 
19 - O homem passou a dominar tecnologicamente todas as áreas da ciência. E surgiu no século 21 a “Era da informação”, tudo passou a ser virtual, o dinheiro, por meio de cartões de créditos, do PIX, pode pagar tudo e fazer compras em qualquer lugar do mundo e pagar online. Quanto aos computadores, sem eles, não é mais possível gerenciar qualquer coisa na face da terra, tudo gera em torno deles, programas, documentos, informações, e-mails, cadastros, projetos e por aí vai. Com a ciência se multiplicando e as pessoas cada vez mais querendo viajar de um lado para o outro, demonstra mais um sinal dos últimos tempos. Há uma inquietação geral, as vinte e quatro horas do dia já não são suficientes para as negociações interplanetárias com as companhias aéreas modernizando seu aviões para atravessar os oceanos e voltar para casa antes do anoitecer. Então a bíblia acertou de novo e faz um alerta: “Prepara-te Igreja do Senhor. Maranata, ora vem Senhor Jesus”. 
20 - Por mais fraco e ignorante que seja, o cristão tem o Espírito Santo habitando em si. Por isso, ao escrever a bebês, João diz: "vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo" (1 Jo 2:20). Toda a aprendizagem do mundo nunca poderia fazer um homem compreender a Bíblia, no entanto alguém nascido de Deus é capaz de entender tudo o que Deus revela: ele só precisa ser conduzido e mais perfeitamente instruído. O apóstolo não está falando das verdadeiras necessidades de um bebê, que podem ser bem poucas. Em quem, então, poderíamos nos gloriar e nos gabar? Em Deus, que nos deu um privilégio tão incrível. Quem tem o Espírito de Deus, possui uma capacidade divina de entrar nas coisas de Deus. Ele só precisa estar em circunstâncias apropriadas, dependente de Deus, e valorizando Sua Palavra, e o que é de Deus será manifesto e provado ser divino. 
21 - Isso está relacionado com o fato de que o Espírito de Deus é dado à Igreja, em um sentido especial que nem mesmo os profetas conheciam. Pois, embora eles tivessem o Espírito para inspirá-los, algo que nós, é claro, não temos no mesmo sentido, ainda assim temos o Espírito Santo sempre habitando em nós, e uma consequência disso é que temos inteligência espiritual, "a mente de Cristo", (1 Co 2:16), que eles não tinham. Portanto, como você pode se lembrar, o Espírito de Deus em 1 Pedro 1 contrasta a condição do cristão agora com a dos santos, sim, dos próprios profetas do Antigo Testamento. Ele nos mostra que eles estavam "indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho." (1 Pedro 1:11-12). Ou seja, estamos hoje desfrutando do conhecimento e prazer de coisas com as quais a eles foi dito que não deviam se ocupar, mas eram para nós do Novo Testamento. Isto é muito importante. Eles tiveram a promessa, e isso foi salvação para eles. Mas temos muito mais: temos benção positiva e completa redenção não meramente prometida, mas realizada. E o cristão agora, aliviado pela graça de todas as questões sobre seus pecados, é livre para entrar nas coisas abençoadas de Deus. 
22 - Deus assim diz, agora você não deve selar o livro. O tempo do fim é aquele em que somos contemplados, com o fim moralmente chegado. E, portanto, estamos esperando que o Senhor venha a qualquer momento. Onde prevalecer um pensamento judaico as pessoas estarão sempre à espera de um tempo de grande tribulação para vir antes. Elas não vêem que Deus tem um propósito especial para Israel e outro para a Igreja; que, quando Deus nos tiver removido para o nosso próprio lugar na glória celestial, ele voltará a lidar com os judeus. E que serão eles, e não nós, que deverão passar pela grande tribulação e ver os sinais designados que anunciam a aproximação do Filho do homem à terra. Isso também serve para explicar como é que podemos entender essas profecias. 
23 - Mas Daniel não podia ir além, como ele mesmo diz aqui: "Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim." (Dn 12:8-9). Então entra em cena o cristianismo e nenhuma das palavras é selada — nenhuma é fechada. Todas estão abertas. Para nós, o fim está sempre próximo; nos é dito que estamos no fim do mundo, como está escrito em 1 Coríntios 10:11: "estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos”. E é sempre assim. "Mas agora na consumação dos séculos uma vez [Cristo] se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." (Hb 9:26). A Igreja deve viver sempre como se estivesse no fim e, pela virtude do Espírito Santo, viver como um remanescente piedoso e inteligente. Na verdade a Igreja começou com um remanescente de Judeus que tinham fé em seu Messias. Assim, o pentecostes começou com o que será verdadeiro novamente depois de sermos removidos para o céu. Pois quando Deus tiver arrebatado os santos, e o tempo do fim vier literalmente, haverá mais uma vez um remanescente de judeus fiéis. "Mas os sábios entenderão" que a Igreja sempre deve estar fundamentada nesses privilégios e essencialmente acima das meras descobertas ou progressos da era atual. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor Escritor.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

OS TEMPOS TRABALHOSOS CHEGARAM

OS TEMPOS TRABALHOSOS CHEGARAM

 

I - Filipenses 4:4-9 contém ótimas recomendações para estes tempos trabalhosos. 4. Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. 5. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. 6. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; 7. e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. 9. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.

II - Os líderes evangélicos, com as exceções devidas, dos tempos modernos não estão mais interessados em ganhar almas para o Senhor Jesus, estão mais preocupados com o que vai render para si e para o seu seleto grupo de membros de suas diretorias inclusive com muitos de seus familiares, nas suas igrejas e convenções nacionais e internacionais. Será que estas novas lideranças evangélicas são tão confiáveis e preferenciais de Deus para serem “donos” e de atuarem como tais diante de Deus e dos homens? Agora com novas tecnologias, novas técnicas de convencimento e muita, mas muita lábia, fazem um “grande” rebanho para arrecadar dinheiro e bens, (para si).

III - Geralmente aparentam e apresentam-se como pessoa muito cultas, muito sábias e ou muito “espirituais” mas na verdade estão, com raras exceções, fingindo ser muito amigos de Deus e escolhidos de Deus, porém são mais amigos dos deleites e prazeres mundanos do que amigos de Deus. A frase "mais amigos dos deleites do que amigos de Deus" é uma citação bíblica encontrada no livro de 2 Timóteo 3:4. Ela descreve pessoas que priorizam a busca por prazeres egoístas e mundanos em vez de cultivar um relacionamento de amor, obediência, paz e intimidade com Deus. (1) O “endeusamento” de meros homem, seres humanos como qualquer outro seu semelhante, transformaram a realidade em um verdadeiro hedonismo Espiritual. O texto aponta para uma postura egocêntrica onde o indivíduo eleva a própria satisfação e os vícios acima dos princípios divinos. O "deus" dessas pessoas passa a ser o seu próprio ventre ou os seus desejos. (2) Todas as suas prioridades são inversas, com flagrante inversão de valores. Priorizam até aquilo que desagrada a Deus, para suprir o seu egolatrismo e mais o seu egocentrismo. Diante da sociedade aparentam amorosos e que não significa necessariamente que quem faz isso odeie a Deus, mas que o afeto, o tempo e a dedicação são majoritariamente direcionados para os "deleites" (prazeres carnais, luxo ou conquistas mundanas) em vez da comunhão com o Criador. (3) O apóstolo Paulo desenhou bem claro o significado de suas palavras escritas ao de filho na fé Timóteo. Neste texto escrito pelo apóstolo Paulo, o versículo alerta sobre como as pessoas agiriam nos "últimos dias", marcados por um egoísmo extremo, ingratidão e uma aparência religiosa de fazer inveja a qualquer um porém sem intimidade com o Espírito Santo de Deus. São vidas cheios de elogios e de honrarias porém são pessoas vazias, são pessoas que vão à igreja, até estão nos púlpitos, mas negam o poder de Deus em suas ações diárias.

IV –São pessoas como disse o senhor Jesus, que parecem sepulcro caiado, por fora estão bonitos, mas por dentro imperam a hipocrisia, o sarcasmo, a ironia e isso têm tudo a ver com Mateus 23. Um verdadeiro farisaísmo moderno que ronda os púlpitos de muitas igrejas evangélicas de nossos tempos. Para ninguém achar que era apenas uma insinuação de terceiros, foi o próprio Senhor Jesus que proferiu todas as palavras, grifadas em vermelho em algumas versões bíblicas, dos capítulos 23, 24, 25, 26 do Evangelho de Mateus. Hipocrisia é ter dupla personalidade. É fingir que é uma coisa e ser outra coisa, é sentimentos distorcidos, é crenças, virtudes mascaradas como se verdadeiras fossem, mas que na realidade não possui nenhuma virtude de honestidade para com os fiéis servos de Deus. Hipocrisia deriva do latim e do grego e significava a representação no teatro, dos atores que usavam máscaras, de acordo com o papel que representavam em uma peça. Os hipócritas dos púlpitos são alguém que oculta a realidade através de uma máscara de aparência, aparentam ser pastor, têm diplomas de teologia, têm honrarias e anéis de formaturas nos dedos, têm seus escritórios ou gabinetes pastorais com muitos diplomas nas paredes e muitas fotos de autoridades terrenas. Mas falta-lhes o principal que e a unção e a intimidade com o Espírito Santo de Deus.

A -  A hipocrisia também é usada num duplo sentido, quando alguém acredita que cabe a aplicação de normas morais a um grupo de pessoas, porém, hipoteticamente, para outro grupo não, ou seja é o que acontece muito hoje em dia de pessoas com grande conceito e riquezas na igreja recebem um tratamento vip, podem até pecar que o pastor faz vista grossa, mas um outro grupo de pessoas e membros são consideradas fora da comunhão e da comunidade se não tiverem recursos para dar para a igreja. Caberiam outras normas morais diferentes para cada grupo de pessoas, segundo estes apóstatas da fé. É o tal de faça o que eu mando mas não olhe o que eu faço. Um hipócrita muitas vezes finge possuir boas qualidades para ocultar os seus erros, delitos e defeitos, e por isso é também conhecido como uma pessoa dissimulada. Há numa religião destes tempos modernos vários exemplos de hipocrisia; no Novo Testamento é frequente a menção sobre os hipócritas onde são lembrados em muitas passagens bíblicas. Há hipocrisia no mundo da música e até  um artista brasileiro famoso que descreve esta hipocrisia como coisa destes "tempos modernos", segundo ele, esta faceta é como um muro que insiste em nos rodear. Ainda a respeito da hipocrisia, outro artista afirmou: "O que mais odeio é gente complicada e preconceituosa, hipocrisia é como ser acordado fora de hora. Nenhuma outra coisa consegue ser pior do que isso, afirma ele.

 B - Em relação à ortografia desta palavra, muitas pessoas não sabem se a forma correta é hipocrisia ou “ hipocresia”. Escrever hipocresia é um erro, a forma correta é hipocrisia. Na religião há vários exemplos de hipocrisia, no Novo Testamento, onde os hipócritas são lembrados em muitas passagens bíblicas. No mundo da música, um outro artista brasileiro também descreve a hipocrisia em "Tempos Modernos" como um muro "que insiste em nos rodear para nos derrubar". Ainda a respeito à hipocrisia, outro famoso artista brasileiro afirmou: "O que mais odeio é gente complicada e preconceituosa. Nenhuma outra coisa consegue ser pior do que isso". A Bíblia traz diversos alertas claros contra a hipocrisia, ensinando que a fé verdadeira não deve se limitar a aparências, mas sim se refletir na sinceridade, nas intenções puras do coração e na prática do bem. (1) Um dos versículos mais diretos e conhecidos sobre o tema está registrado em Mateus 7:3-5: "Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está no seu próprio olho?..., Hipócrita, tire primeiro a trave do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão”.(Mateus 7:3-5). (2) Em Lucas 12:1-2 Jesus faz a seguinte advertência: Jesus adverte seus discípulos a ficarem atentos à hipocrisia, que é comparada ao fermento. Ele afirma que "não há nada escondido que não venha a ser descoberto, e oculto que não venha a ser conhecido". (3) Já em Mateus 23:27, Jesus compara os hipócritas a "sepulcros caiados", que por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de corrupção e impureza. (4) Em 1 João 4:20 a palavra de Deus destaca a incoerência entre o discurso e a prática, dizendo que "se alguém afirmar: 'Eu amo a Deus', mas odiar seu irmão, é mentiroso".

C- Em relação à ortografia desta palavra, muitas pessoas não sabem se a forma correta é “hipocrisia” ou “hipocresia”. Escrever hipocresia é um erro, a forma correta é hipocrisia. A hipocrisia está também relacionada com sarcasmo e ironia. O sarcasmo é uma figura de linguagem, de retórica utilizada para afrontar ou ofender alguém, ou um grupo de pessoas, se colocando como ser de uma classe superior. De uma maneira geral, o sarcasmo é utilizado para ridicularizar o outro, utilizando uma linguagem agressiva, geralmente utilizando formas negativas de ridicularizar alguém. Sarcasmo é uma palavra com origem grega “sarkasmós” e significa zombaria, gozação, deboche, menosprezo. Uma pessoa sarcástica costuma deixar claro a utilização de hostilidade em seu discurso, mesmo que de forma indireta.  Exemplo: “Estou procurando na minha agenda o dia em que pedi sua opinião sobre a minha vida”. Um indivíduo sarcástico utiliza uma forma específica de falar, com o objetivo de ofender ou ridicularizar a outra pessoa ou outras classes de pessoas ou segmentos. Muitas vezes, a pessoa sarcástica também diz frases que aparentemente são elogios, mas com uma entonação que transmite o sarcasmo e a ofensa. Exemplo: “Nossa, como você é inteligente”. Como figura de estilo, o uso do sarcasmo destaca-se na literatura e na arte de falar em público (oratória) e na religião. Na literatura, a sátira é uma composição poética rica em sarcasmos, com o objetivo de apontar e ridicularizar os defeitos de uma sociedade, incidindo em um tema em particular. Concluindo, o sarcasmo é um tipo de ironia mais amarga e provocatória, transformando-se quase num insulto e que causa náuseas emocionais nos que são atingidos por este problema.

1 - Quanto à ironia é uma inversão do real significado de algo em determinado contexto. Quando se diz o contrário do que se pensa, por exemplo. Apesar da função de criticar e censurar algo ou alguém, a ironia é uma reação mais moderada que o sarcasmo. Há uma diferença entre sarcasmo e ironia. O sarcasmo é caracterizado por ter o objetivo de desprezar, ofender ou zombar de algo ou alguém. Consiste num tipo de ironia insultuosa. Geralmente são pessoas farisaicas que se utilizam destes expedientes negativos. Já a ironia é mais moderada, não tendo como propósito o teor zombatório do sarcasmo. A ironia representa a expressão de uma ideia que é o oposto daquilo que a pessoa realmente pensa.

2 - O texto de Mateus 23 é muito interessante para nossa análise neste contexto. Como vemos nesta postagem, os pastores, líderes e religiosos hipócritas já existiam no tempo de Jesus. Vejamos os textos bíblicos que denunciam estes líderes amantes de si mesmo. (1) Mateus 23:2-39.  Mt.23:1,2. As sinagogas tinham um assento especial chamado de cadeira de Moisés (Lc 4-20). Os escribas eram os copistas oficiais do Antigo Testamento e também doutores da Lei (Mt 7.29; 8.19). (2) Mateus 23.3. Os escribas e fariseus levavam as Escrituras ao pé da letra para que todos fizessem o que eles diziam. Todavia, Jesus chamou a atenção dos fariseus por causa de seu legalismo, pois eles davam mais valor às suas próprias regras e determinações do que às Escrituras. Aparentemente eles seguiam suas leis com muito rigor e pareciam justos. Contudo, as pessoas não deveriam agir como eles, porque, embora parecessem justos, o coração deles era cheio de inveja, ódio e malícia. (3) Mateus 23.4. Compare as atitudes dos fariseus com o convite de Jesus às pessoas em Mateus 11.28-30. (4) Mateus 23.5. Uma característica peculiar da hipocrisia é fazer boas obras para receber o aplauso daqueles que as veem (Mt 6.1-18). Filactérios eram caixinhas que continham passagens bíblicas e eram amarradas com tiras de couro no braço e na testa. Esse costume tinha como base Êxodo 13.9,16 e Deuteronômio 6.8; 11.18. Mas, por meio de passagens como Provérbios 3.3; 6.21; 7.3, os escribas deveriam saber que o Senhor queria muito mais do que um simples adorno externo. Franjas, também traduzidas por orla, em Mateus 9.20, referem-se às franjas que eram usadas na borda das vestes para lembrar aos israelitas a Lei de Deus, (Nm 15.38; Dt 22.12). Para que fossem vistos como especialmente justos, alguns hipócritas usavam filactérios bem maiores e franjas mais longas que as comuns. (4) Mateus 23.6. Os primeiros lugares eram os lugares de honra nos banquetes. As primeiros cadeiras ou melhores assentos era uma fila de cadeiras que ficava na frente da sinagoga, de frente para a congregação. (5) Mateus 23:7. Saudações, aqui nesse contexto, significa mais do que um olá; era um cumprimento respeitoso a alguém superior. Rabi significa mestre. (6) Mateus 23.8-10. O princípio aqui exposto não pode ser aplicado de uma maneira geral, porque esse título é usado em outras passagens das Escrituras sem nenhuma restrição ou censura (Mt 15.4-6; 19.5,29; 2 Rs 2.12; 1 Co 4.15; G1 4.2; Hb 12.9). Os hipócritas buscavam esses títulos não com o propósito de usar sua posição para servir aos outros, mas, sim, porque eles traziam muito prestígio e poder. Mestres também pode significar líderes. (7) Mateus 23.11. As hierarquias deste mundo não acabarão, (1 Ts 5.12,13; 1 Tm 5.17; Hb 13.17); contudo, toda liderança deve ser exercida com humildade e espírito de serviço. (8) Mateus 23.12. Haverá exaltação no Reino futuro de Cristo (Rm 8.17; 2 Tm 2.12). (9) Mateus 23.13,14. Jesus proclamou esses ais para os escribas e fariseus por causa de sua nítida oposição à verdade. (10) Mateus 23.15. Percorreis o mar e a terra. Os escribas e fariseus jamais poderiam receber a acusação de ser preguiçosos, mas estavam seguindo por um caminho totalmente perigoso e contrário aos planos de Deus. (11) Mateus 23.16-22. As autoridades religiosas ensinavam a jurar pelo templo, pelo altar e pelo céu; no entanto, os juramentos feitos pelo ouro do templo, pela oferta do altar ou por Deus eram a mesma coisa. Jesus expôs o absurdo de seus ensinamentos e chamou os líderes religiosos de condutores cegos. (12) Mateus 23.23. Hortelã, endro e cominho são plantas usadas como temperos. Cominho é uma planta. Os escribas e fariseus eram muitos rigorosos em relação aos dízimos dos pequenos grãos, mas não se preocupavam com assuntos mais importantes, como se assegurar de que suas ações fossem pautadas conforme o juízo, a misericórdia e a fé (Mq 6.8). Jesus não estava dizendo que o dízimo não é importante; Ele só estava mostrando que os escribas e fariseus davam importância a uma área em detrimento da outra. Do mesmo modo, também podemos preocupar-nos demais com as regras e normas da igreja e esquecer os princípios que há por trás delas. (13) Mateus 23.24. Levíticos 11.41-43 contém uma proibição de comer tudo o que anda sobre o ventre, que anda sobre quatro pés ou que tem muitos pés. Os fariseus usavam um pano para coar com todo o cuidado tudo o que fossem beber, especialmente o vinho, para tirar até os menores insetos, que eram impuros. Mas Jesus disse que, apesar disso, eles engoliam facilmente um animal muito maior, como um camelo. Jesus usou uma ilustração bem exagerada para mostrar como os fariseus desprezavam o juízo, a misericórdia e a fé (Mt 23.23). Ele usou o mesmo recurso em Mateus 19.24 para mostrar a dificuldade do jovem rico de receber a salvação. (14) Mateus 23.25,26. O interior do copo representa o caráter da pessoa. As vezes, aqueles que mais acusam os pecados dos outros são culpados por ocultar os mesmos pecados, ou ainda piores, dentro de si. (15) Mateus 23.27-33. A geração dos escribas, fariseus e hipócritas do tempo de Jesus herdou toda a culpa de seus antepassados. (16) Mateus 23.34. Eu vos envio no presente do indicativo se refere aos profetas, sábios e escribas enviados por Deus à Igreja primitiva. O livro de Atos confirma essa profecia: os israelitas perseguiram os primeiros pregadores e mestres que anunciaram as boas-novas (At 7.51-60). (17) Mateus 23.35. Abel foi o primeiro homem assassinado no Antigo Testamento (Gn 4.8); Zacarias, o último. A morte de Zacarias é descrita em 2 Crónicas 24-20-22, o último livro do cânon hebraico. O que Jesus quer dizer aqui é que, do começo ao fim da Bíblia, os verdadeiros servos de Deus sempre foram tratados assim.

3 - Sobre o filho de Baraquias. Em 2 Crónicas 24.20, consta que Zacarias é filho de Jeoiada. O profeta Zacarias é chamado de filho de Baraquias em Zacarias 1.1. É provável que Jeoiada fosse avô do profeta Zacarias e Baraquias fosse seu pai. Algo pouco provável, mas também possível, é que o pai de Zacarias tivesse dois nomes: Jeoiada e Baraquias. (1) Mateus 23.36. Esse versículo é similar a Mateus 23.32 e prediz a destruição de Jerusalém em 70 d.C. (veja o comentário de dos versículos 24-34 de Mateus 23, em sua bíblia). (2) Mateus 23.37. Dizer um nome duas vezes, como Jerusalém, Jerusalém, indica uma grande emoção (Mt 27.46; 2 Sm 18.33; At 9.4). As palavras quis eu e tu não quiseste mostram a oposição de Israel à vontade de Cristo (para outra citação igual a essa, veja o Salmo 91.4). (3) Mateus 23.38. Casa pode estar referindo-se ao templo, porém é mais provável que seja uma referência à dinastia de Dav, (também chamada de casa de Davi). (2 Sm 7.16). Israel jamais deixou de ter um rei designado para reinar no trono de Davi, mas, com frequência, esse rei não se achava no trono por causa da desobediência do povo. Contudo, quando a nação se voltar para o Senhor, sua escravidão chegará ao fim, e Jesus reinará (Dt 30.1-6). Assim como o templo seria destruído, Israel também enfrentaria o juízo de Deus.

4 - Mateus 23.39. Todas as esperanças de Israel estavam no termo até que um dia, a nação irá arrepender-se (Zc 12.10-14), e Israel ocupará novamente um lugar de destaque e de bênçãos (Rm 11.26). A citação aqui é do Salmo 118.26, um salmo messiânico que predisse o dia em que a pedra seria rejeitada pelos edificadores (SI 118.22). Este é o dia que fez o Senhor (SI 118.24) remete a um tempo de grande júbilo. Daí deduzimos que o mal sempre quis predominar nas igrejas e no meio do povo de Deus.

5 - Atualmente poderíamos dizer: Ai daqueles que pensam que enviando uma certa quantia de dinheiro para a igreja de vez em quando e ou frequentemente é o suficiente para justificar-se diante de Deus. Ai dos sacerdotes que recebem os  sacrifícios de animais (dízimos, gordas ofertas, favores, propinas, etc) coxos e defeituosos só por interesse financeiro de sobrevivência, fazendo com isso concessões ao pecado. Ai daqueles que pagam profetas para orar por eles enquanto nas caladas da noite estes ofertantes vivem às escondidas nas prostituições, fornicações, deleites do pecado, da roubalheira, da maldade, das drogas, do alcoolismo, das traições e de outras coisas impróprias ao verdadeiro servo de Deus 

6 - Ai dos profetas que esquivando-se de falar a verdade lisonjeiam e massageiam os egos dos pecadores por interesses escusos. Ai de nós que fomos convocados pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores para prestarmos serviços espirituais e materiais ao nosso próximo e nós procrastinamos, adiamos, e mesmo sabendo que o tempo é chegado continuamos a tardar a obra.

7 - Ai de mim, que se escrever isso aqui estiver me achando melhor do que outros e me  julgar superior ao próximo me faço digno de severa punição, como os Fariseus e Saduceus que foram comparados aos sepulcros caiados. Ai de mim se eu julgar e condenar os outros só observando a aparência sem conhecer o coração.

8 - Ai de todos nós que se não retornarmos ao primeiro amor e praticarmos as primeiras obras seremos encontrados laborando em grande erro na mornidão e frieza espiritual. Sem dúvidas o Senhor Deus espera mais de mim e mais de você. Somos  servos inúteis porque só fazemos e fizemos o que deveríamos fazer.  Aliás, nem o que deveríamos fazer, o fizemos.

9 - Que a misericórdia e a graça infinita do Senhor Jesus estejam sobre nossas vidas. Ele, Jesus, estimula seus discípulos ao serviço, de forma que quem servir mais esse será o maior. Jesus adverte seus discípulos a cumprirem os ensinamentos dos fariseus, mas os aconselha a não viverem da mesma maneira que eles. Isto porque eles não vivem de acordo com o que ensinam. (Mateus 23.1–10).

10 - Os fariseus e mestres da lei sempre foram famintos por poder, autoridade e notoriedades terrenas. O Senhor Jesus é contrário a essa maneira de pensar e se comportar. Mateus 23 e a hipocrisia dos que dizem que são e que fazem a obra de Deus, mas o fazem somente por interesses próprios. Jesus separa uma longa seção do seu ensino para criticar a atitude hipócrita e diabólica dos mestres da lei e dos Fariseus. (Mateus 23.13 – 36). Jesus mostra sua indignação com quem quer transformar a religião em fonte de prazer pessoal e manipulação de pessoas. Os verdadeiros servos de Deus amam a sua Palavra e vivem de maneira dina do Evangelho.

11 - O Senhor Jesus Cristo em suas últimas semanas faz um lamento sobre a cidade de Jerusalém. Ele mostra como Deus tem tentado, há muito tempo reuni-la debaixo de suas asas mas ela tem rejeitado e assassinado seus mensageiros. Por fim, o Senhor anuncia profeticamente que isso lhes custará caro. Ao longo dos séculos Jerusalém tem sofrido com sua desobediência. Há uma seria advertência contra os líderes religiosos que são dominadores e aproveitadores da simplicidade do povo. Ao declarar aos mestres da Lei e os fariseus de sua destruição final, se continuassem em seu caminho atual, Jesus pronunciou sete denúncias, cada uma começando com “Ai” (Mateus 23.13-39).

12 - Esses “Ai” são um claro contraste com as bem-aventuranças, onde Jesus nos mostra qual a verdadeira religião. Em seis dos sete “Ai”, Jesus chamou os líderes de hipócritas. A primeira denúncia dizia respeito ao fato de os fariseus estarem impedindo outros de entrar no reino. Sua perseguição a Cristo fez com que muitos se afastassem dEle. A falha deles em crer em Jesus como o Messias havia colocado uma pedra de tropeço no caminho de seus compatriotas. Por isso eles foram condenados.

13 - Alguns fatos que jogam por terra qualquer argumento de que “grandes líderes" estão fazendo a lição de casa no quesito do evangelismo e missões. Porque as igrejas evangélicas e grandes ministérios que enviam tantos missionários para o exterior não viram ou finge que não estão vendo o que está acontecendo no Norte e no Nordeste do Brasil, onde impera o horror do crime e o comunismo travestido de socialismo, visto que existem hoje muitos estados e muitas prefeituras do Nordeste que são governados por comunistas travestidos de socialistas. Porque as igrejas evangélicas  e grandes ministérios gostam tanto de comprar lotes e construir prédios e templos luxuosos em grandes cidades e com grandes aglomerações de pessoas e não investem em evangelismo em massa e não promovem ações sociais constantes “in loco" em favor do povo Nordestino? Estou mencionando este fato exatamente porque muitas dessas cidades do Nordeste do Brasil e do Norte também não têm nenhuma igreja evangélica e ou nenhum missionário ou base missionária para exercer o ide de Jesus.

14 - Perguntem aos seus lideres de igrejas evangélicas quantos obreiros, missionários, do seu ministério tem no Norte e no Nordeste do Brasil e nas periferias das grandes cidades pregando a palavra de Deus e que são mantidos pela igreja ou ministério que você congrega? Talvez você não encontrará respostas convincentes para estas e outras perguntas do mesmo assunto, mas verá e ouvirá frequentemente seus líderes informando que abriu uma base missionária nos Estados Unidos, na Inglaterra ou em Portugal, ou em outros países ricos, além das informações de que a igreja ou ministério comprou lotes, muitos lotes, grandes áreas para expansão e crescimento do ministério e que está construindo templos, muitos templos em grandes cidades e capitais. Tudo isso é bom e necessário, mas o primeiro amor não para de clamar porque pessoas, bem perto de nós, no nosso país, estão morrendo e indo para o inferno e nunca ouviram falar do amor de Jesus. É sempre bom lembrar que uma alma vale mais que o mundo inteiro. Marcos 16:15-20, nos fala da grande missão da igreja, da grande e maior obrigação da igreja: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura, quem crer e for batizado...”. Mateus 28:18-20 confirma a mais urgente e nobre missão da igreja. “18. E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. 19. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20. ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos. Amém”!

15 - Os "tempos trabalhosos" (ou difíceis e perigosos) profetizados pelo apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3:1 já chegaram. A Bíblia alerta que o aumento do egoísmo, do egocentrismo, da adoração do corpo, da vaidade excessiva, a quebra de valores morais e o amor aos prazeres em detrimento de Deus marcariam estes últimos dias, exigindo vigilância e fortalecimento da fé antes que ela acabe. O texto sagrado descreve o comportamento humano nessa época de maneira muito clara, as pessoas estão mais focadas em si mesmo; (1) As pessoas tornaram-se  amantes de si mesmas, avarentas e orgulhosas. (2) Falta de princípios morais e éticos no seio da família tornaram-se desobedientes aos pais, ingratos, sem amor afetivo pela família e cruéis uns contra os outros. (3) Da fé sobrou somente a aparência. Como diz as Escrituras Sagradas “terão aparência de religiosidade, mas negarão o verdadeiro poder de Deus em suas vidas”.

16 - Para proteger sua fé e sua família nestes tempos de frieza espiritual, os ensinamentos bíblicos orientam a: (1) se proteger das ações malignas, proteger a sua mente e o seu espírito dos ataques e das influências das obras das trevas. Para Isso você deve selecionar as amizades e vigiar todo tipo de conteúdo que você consome diariamente. (2) Viver os fundamentos da fé cristã e priorizar a leitura da Palavra de Deus, o respeito, a reverência e a oração dentro do seu lar. (3) Reconhecer a soberania de Deus e ter a certeza de que, embora o mundo passe por crises e abalos de valores, o cristão que permanece firme tem o amparo espiritual necessário do Espírito Santo de Deus.

17 – A Palavra de Deus diz que nos últimos dias virão ou sobrevirão tempos difíceis, tempos trabalhosos, quando o amor de quase todos esfriará. Mateus  24 e 2 Timóteo 3:1-17 nos mostram como seriam os últimos dias. Estes textos bíblicos nos esclarecem o quão difíceis serão estes tempos de frieza e mornidão espiritual e nos incentivam a permanecermos fiéis a Deus. Diz que são tempos difíceis e trabalhosos, tempos nunca vistos na face da terra, 2 Timóteo 3:1-17. Ao preparar os apóstolos para pregar o Evangelho, Jesus nunca deixou de avisá-los das dificuldades e perigos que fariam parte deste trabalho Mt 10:16-23. Assim, Paulo também advertiu a Timóteo, a fim de prepará-lo para lidar com os tempos trabalhosos, dificílimos, que certamente chegariam, como diz em 2 Timóteo 3:1 diz, "Sabe, porém, isto que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos” e repetiu várias vezes esta frase no texto e no contexto do tema. Há uma fonte de conhecimentos que nós alertam das dificuldades do nosso tempo em 2 Timóteo 3:2-9.

18 - O cristão é cidadão do céu (veja Filipenses 3:20) mas vive no mundo, um território hostil governado pelo "deus deste século" (veja João 17:14-18; 2 Coríntios 4:3-4). Timóteo teria que lidar com homens que rejeitaram a verdade de Deus para seguirem os desejos deste mundo. Paulo faz uma lista de seus atributos, destacando seu egoísmo e seu "amor" para tudo aquilo que é contra a vontade de Deus, ( 2 Timóteo 3:2-4). Tais homens complicam a vida do servo fiel, pois não somente fazem o errado como também encorajam outros a rejeitarem a verdade. Até parecendo ser espirituais, eles levam sua falsidade às casas dos mais fracos e daqueles que não conseguem distinguir a verdade da mentira (2 Timóteo 3:5-7).

19 - As maneiras e métodos destes homens (e mulheres) que amam mais os prazeres deste mundo do que os de Deus, não são uma novidade, até mesmo Moisés foi desafiado em sua autoridade espiritual por homens que agiram assim, (2 Timóteo 3:8-9; veja também 2 Pedro 2:5-8; Judas 14-16). Num mundo que está em queda livre para a perdição ninguém sabe mais quem é crente e quem não é, com raras exceções, todos se parecem uns com os outros e aprovam todo tipo de coisas erradas no corpo uns dos outros como nos tempos de Sodoma e Gomorra. O mal caratismo e a falta de vergonha na cara faz com que muitas pessoas não liguem mais pela honra da família e da sua fé genuína em Cristo Jesus. Os usos e costumes do mundo pervertido entraram na vida, nos lares e nas igrejas dos crentes e estão fazendo muitos estrago nas famílias, causando muitas separações de casais.

20 - Os piedosos sempre serão perseguidos, mas nem por isso devem deixar de ser piedosos, (2 Timóteo 3:10-13). Em forte contraste com estes homens infiéis, há o exemplo do apóstolo Paulo. Desde o momento em que Timóteo se converteu, testemunhou a vida do apóstolo, vendo a maneira dele ensinar e viver em verdadeira piedade. Timóteo viu a firmeza de Paulo mesmo no meio de muitas tribulações. A vida de Paulo não era fácil, mas sua plena confiança no Senhor Jesus o livrou do desespero (2 Timóteo 3:10-11; veja também Atos 13:14;14:22). Paulo sabia que as aparências deste mundo tenebroso frequentemente enganam, pois o servo fiel sofrerá perseguição enquanto os ímpios parecem "prosperar", (2 Timóteo 3:12-13; veja também Salmos 73 e Salmos 94). Porém, a confiança do servo fiel deve ser no Senhor e não nas aparências deste mundo. Há um ditado popular que diz que “as aparências enganam”, e realmente muitos crentes estão vivendo só de aparências e não de uma vida de intimidade e comunhão com o Espírito Santo de Deus.

21 – A nossa firmeza deve ser pautada pela palavra de Deus, (2 Timóteo 3:14-17). Mais importante ainda do que o bom exemplo de Paulo, Timóteo teve à sua disposição a coisa mais útil na luta contra a corrupção dos homens. Mesmo antes de conhecer o apóstolo, Timóteo havia aprendido a confiar nas "sagradas letras", na palavra de Deus, (3:14-15). A palavra inspirada do Senhor foi feita justamente para preparar os seus servos. Instruindo e corrigindo, ela dá ao homem tudo que ele precisa para fazer "toda boa obra" de Deus, só não faz quem não quer, (2 Timóteo 3:16-17). O servo fiel, inteirado e confiante na palavra do Senhor, terá toda a preparação necessária para lidar com qualquer dificuldade deste mundo. Tempos difíceis certamente sobrevirão e hoje homens como Paulo e Timóteo, que confiam plenamente na palavra, e que têm a coragem de ensinar em verdade, temendo mais a Deus do que aos homens, são mais que vencedores em toda boa obra, (Mateus 10:28).

22 - Como é possível destruir a carne e salvar o espírito? (1 Coríntios 5:5). As instruções de Paulo em 1 Coríntios 5 para entregar a Satanás um irmão que está em pecado apresenta alguns desafios especiais àqueles que servem o Senhor. O primeiro destes desafios é entender o que este capítulo, e especialmente o versículo 5, significa. Antes de ler o resto deste artigo, por favor, leia 1 Coríntios 5:1-13. (1) O problema é óbvio. A igreja de Corinto tinha a mente tão aberta e tolerante que não fazia nada para eliminar a imoralidade que tinha se infiltrado na congregação. O comportamento de um de seus irmãos era escandaloso, mas ninguém o tinha corrigido adequadamente, deixaram a coisa correr rumo ao abismo. Paulo explicou que tal impureza, deixada sem correção, pode destruir uma comunidade inteira de santos, de crentes pelo mundo afora. Ele mandou que expulsassem o pecador. (2) Mas a preservação da congregação não é a única meta. Este ato disciplinar é um ato de amor, buscando os melhores interesses do irmão disciplinado, pela lógica da correção aplicada, aquele que aceita a disciplina e corrige, e se arrepende do seu erro, pode ser aceito de novo na comunhão dos santos, mas tem alguns que são como este do versículo 5; em 1 Coríntios 5:5 diz: "... entregue a Satanás para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo no Dia do Senhor (Jesus)”. O homem pecador estava tentando manter um pé no reino de Deus enquanto o outro estava no mundo.

23 - Seus irmãos não podiam forçá-lo a tirar o pé do mundo, mas podiam tirar seu outro pé do meio do povo de Deus. Assim, entregaram-no a Satanás com um propósito: "a destruição da carne". Uma vez que ele se achasse só no mundo, o pecado não o satisfaria. Ele, como o filho pródigo, poderia cair em si e voltar ao Senhor (veja Lucas 15:17-18; 2 Timóteo 2:24-26). Deste modo os outros cristãos poderiam ajudá-lo a destruir as paixões carnais que o estavam roubando da comunhão com Deus, para que pudesse ser perdoado e salvo (veja Tiago 5:19-20). 2 Coríntios 2:5-11 pode indicar que este homem de fato voltou ao Senhor.

24 - O segundo, e maior, desafio que este capítulo apresenta está na sua aplicação prática. Muitas igrejas preferem paz a santidade, e continuam tolerando o pecado. Tais passagens como 1 Coríntios 5:1-13 e 2 Tessalonicenses 3:6-15 são mandamentos que Deus nos deu. O maior exemplo de tolerância para salvar as pessoas nos é ensinado em Apocalipse capítulos 2 e 3 com as 7 igrejas da Ásia. Ou rejeitaremos aqueles que retornam ao pecado, ou seremos rejeitados por Deus, pela nossa tolerância com o pecado e pela desobediência. Tenhamos amor e fé para fazer o que o Senhor exige para preservar a pureza de seu povo.

25 - A frase "o amor de quase todos se esfriará" é uma profecia de Jesus registrada em Mateus 24:12. O texto alerta que, devido ao aumento da iniquidade, que é a maldade e o desrespeito às leis divinas, o afeto e a empatia natural da maioria das pessoas esfriam. Parece que ninguém quer ter mais amigos e por outro lado muitas pessoas até têm medo de aumentar seus amigos de verdade; tem pessoas que a quantidade de amigos que conseguiram segurar não passa da contagem dos dedos das mãos, isso porque a iniquidade aumentou, multiplicou e ninguém confia mais em nós seus semelhantes.

26 - O que é a iniquidade? A palavra iniquidade refere-se ao aumento de comportamentos vulgares, litigiosos, extravagantes, egoístas, orgulhosos e contrários aos princípios de Deus. Quando a maldade se multiplica, as pessoas passam a priorizar os seus próprios interesses em vez de também cuidar do próximo com boas ações, com bons conselhos. Geralmente não se importam com as coisas de Deus. Isso gera frieza espiritual nas relações de comunhão de uns para com os outros, inclusive com familiares; a violência e a falta de comoção com a dor alheia se tornaram coisas comuns, e de tão comum que ficou, que quando alguém do seu mais íntimo convívio está em aperto, tristeza e sofrimentos, alguém ainda diz: “está assim porque merece” .

27 -  A causa e o efeito entram em ação quando: (1) A causa é a  multiplicação da iniquidade como o desamor, o desrespeito, o egoísmo, o egocentrismo e o isolamento premeditado para não contaminar-se com aquelas pessoas que você acha que são indesejáveis. (2) O efeito disse tudo é o esfriamento do amor que parece que dá até calafrios na maioria das pessoas, porém se esquecem de ler 1 Coríntios 13 que é chamado de o “capitulo do amor”. (3) O perigo real é a perca de muitas bênçãos decorrentes da comunhão com a igreja e com os irmãos. Esse esfriamento não ocorre apenas fora, mas também dentro de lares e até mesmo no convívio religioso, gerando traições e desinteresse pelo bem comum. (4) O crente tem que lutar para não perder a salvação. A Salvação e a perseverança são coisas espirituais e não podemos perder estas bençãos de Deus por nada. (5) Após dar esse forte alerta, Jesus faz uma promessa e uma exigência: "Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo", (Mateus24:13). Apesar da frieza generalizada, a Bíblia ensina que o amor não precisa se apagar no coração do cristão. É possível manter a fé, o cuidado e o amor ao próximo através da prática dos ensinamentos de Cristo e da constante busca por uma renovação espiritual.

28 - Quando a Bíblia diz que  “por se multiplicar a iniquidade o amor de muitos se esfriará”, isso significa que o esfriamento do amor está diretamente relacionado ao crescimento do pecado em suas mais variadas formas e a igreja, que deveria zelar pela doutrina sadia e pelos bons usos e costumes bem como pela vida espiritual voltada para a palavra de Deus, deixa tudo sem nenhuma interferência bíblica que é fundamental, e aceita tudo do mundo sem mostrar que a Bíblia aceita ou não determinadas situações que é pecado e já não é visto pela igreja como tal depois que as lideranças de muitas igrejas deixaram o mundo entrar na igreja. Isso demonstra a fragilidade que está a fé dos crentes e o púlpito contribuindo com a queda iminente dos crentes que vão andando no caminho largo para o inferno. As lideranças das igrejas vão ser responsabilizadas por esse fracasso espiritual; igrejas cheias não significa que as coisas estão indo bem, mas igrejas cheias do Espírito Santo, sim são igrejas que agradam a Deus, mesmo não sendo grandes e com muitos frequentadores. Eu coloquei o termo “frequentadores” de propósito, pra chamar sua atenção. Você é um frequentador ou um membro efetivo da igreja do Senhor Jesus aqui na terra? Os que são membros de verdade e fazem a vontade de Deus estão preparados para o arrebatamento esperando Jesus voltar a qualquer momento.

29 - Foi o Senhor Jesus quem falou que o amor de muitos se esfriará com o aumento da iniquidade, por isso a nossa vigilância tem que ser constante e redobrada, (Mateus 24:12). Ele fez essa exortação durante seu sermão profético que tratou de forma geral acerca dos eventos que haverão de ocorrer até o fim dos tempos. Jesus colocou o esfriamento do amor em decorrência da multiplicação da iniquidade entre os sinais que caracterizam um período que Ele chamou de “o princípio das dores”. Os sinais citados por Jesus foram: (1) O surgimento de falsos profetas e falsos cristos; guerras e rumores de guerras em conflitos nacionais e internacionais; miséria e fome; catástrofes naturais como terremotos, maremotos e outras coisas da manifestação da natureza; ferozes perseguições contra a Igreja; esfriamento do amor por causa da multiplicação da iniquidade; e a expansão mundial da pregação do Evangelho em meio às perseguições e até eliminação dos pregadores e missionários em alguns países, (Mateus 24:4-14). (2) Jesus disse que após essas coisas acontecerem o fim virá. (Mateus 24:14). Isso significa que esses sinais servem para apontar para a aproximação do fim dos tempos. Isso porque o principio das dores é o período que se estende desde Cristo até os nossos dias, e precede imediatamente a grande tribulação que já vem chegando conforme a parábola das 10 virgens. (Mateus 24:15-28 e Mateus 25).

30 - A iniquidade é a mãe da transgressão da Lei de Deus; é a rebelião e a impureza do homem contra Deus. Aqueles que têm uma vida caracterizada pela prática da iniquidade não têm nenhum relacionamento com Cristo; ainda que reivindiquem seus “dons” de profetizar, fazer milagres e fazer prodígios em Seu nome, mas ouvirão a triste palavra do trono de Deus dizendo, “apartai-vos” e sejam lançados no fogo eterno, (Mateus 7:22,23; Mateus 13:41-43). (1) O comportamento iníquo está presente na história da humanidade desde a Queda de Adão. Mas ele não está estático, ao contrário, vem crescendo e se intensificando. A multiplicação da iniquidade pode ser facilmente percebida por todos os lados; e nas palavras de Jesus isto é um sinal de que o fim se aproxima. Saiba quais são os sinais do fim dos tempos. Cada vez mais os valores e princípios cristãos estão sendo invertidos; cada vez mais a moralidade está sendo considerada inadequada; cada vez mais a mentira tem se tornado verdade nos ouvidos dos homens. O pecado já é visto como o novo padrão a ser exaltado e seguido, enquanto que a santidade já é identificada como algo a ser reprovado e combatido. A iniquidade está se multiplicando. Mas chegará o dia em que Deus dará um basta e responderá à medida do pecado da humanidade com o derramamento de Sua ira sem mais mistura de misericórdia. A frase “o homem da iniquidade” faz referência direta a uma passagem escatológica do apóstolo Paulo em 2 Tessalonicenses 2:8, que descreve a manifestação do "homem da iniquidade" (muitas vezes associado ao anticristo) antes do fim, e como ele será derrotado pelo sopro de Cristo em Sua vinda.

31 - Quando a Bíblia diz que “o amor de muitos esfriará” parece que ainda estava distante de tudo isso acontecer, mas na verdade os acontecimentos desses anos do século 21, já demonstrou que o tempo do fim está chegando ou já chegou. A multiplicação da iniquidade anda de mãos dadas com o esfriamento do amor. Então quanto mais iniquidade, menos amor. Alguns comentaristas preferem interpretar essa declaração de que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” como sendo um aviso de algo que aconteceria dentro da Igreja visível. Assim, o foco estaria justamente na questão da apostasia tão grande na crise de identidade entre a Cristo e a igreja. (1) Mas todo o contexto do sermão do qual essa declaração de Jesus faz parte parece indicar algo mais abrangente. Isso pode muito bem estar incluído nessa declaração a maldade dos perseguidores da Igreja, que cada dia são mais cruéis; bem como o ódio e a traição dos apóstatas; também as consequências dos erros e heresias dos falsos mestres; ou ainda a maldade que caracteriza as vidas e conversas de alguns que se dizem cristãos. (2) Então o resultado de tudo isso é o esfriamento do amor de muitos cristãos, tanto para com Deus quanto para com o próximo. O alerta de Jesus é muito grave: “o amor de muitos esfriará”, aqui eu entro num ponto crucial desta afirmação de Jesus, porque o esfriamento hoje está muito mais nos púlpitos das igrejas do que no meio do povo. Se o altar estiver ardendo em fogo, o fogo se alastra para o meio da multidão. Essa frase também pode ser literalmente traduzida como: “o amor se esfriará de quase todos”. Mas aqui há algo importante: definitivamente o amor não se esfriará de todos, alguém consertou ou está conservando suas lâmpadas acesas. (3) Isso significa que apesar de a iniquidade se multiplicar e o amor de muitos se esfriar, há ainda aqueles que em cuja vida arde o genuíno amor. A chama viva do Espírito Santo e do amor Deus ao Evangelho e ao próximo, continua queimando na vida dessas pessoas. Estes não são meros cristãos professos comprometidos com o mundo; mas são cristãos que verdadeiramente experimentaram uma conversão genuína a Cristo, vivem no mundo mas não se deixam contaminar com ele. E por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará, mas esfriará de muitos que não estão vigiando, quem vigia para não tropeçar, não tropeça, quem vigia para não cair, não cai. Mas há ainda os relativamente poucos que não são propagandistas do pecado e cujo amor não se esfria; os poucos que não se conformam com o padrão deste mundo. Estes são também aqueles que pelo poder de Deus perseveram até o fim, até que possam desfrutar da salvação em toda sua plenitude, (Mateus 24:13; 1 Coríntios 1:8).

Deus abençoe você e sua família.

 

Pastor Waldir Pedro de Souza

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.