segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O QUE ACONTECE COM QUEM USA DE ENGANO

O QUE ACONTECE COM QUEM USA DE ENGANO 


I - O espírito de engano na vida dos filhos do sumo sacerdote Eli é uma demonstração bíblica daquilo que nunca se deve fazer, (1 Samuel capítulos 3 a 4). Hofni e Finéias eram filhos do sumo sacerdote Eli e atuavam como sacerdotes em Israel no Tabernáculo de Siló (1 Samuel 1:3). A história deles está registrada principalmente nos capítulos 2 a 4 do livro de 1 Samuel na Bíblia. Na Bíblia, os filhos do sumo sacerdote e juiz Eli chamavam-se Hofni e Finéias. Eles atuavam como sacerdotes em Siló, mas ficaram conhecidos por suas grandes maldades e rebeldia contra Deus. Eles agiam com espírito de engano, enganavam até o próprio pai. Principais características e pecados dos filhos do sumo sacerdote Eli. (1) Foram chamados de "filhos de Belial". A Bib6 os descreve como homens perversos, ímpios, agiam com espírito de engano contra o povo, contra seu próprio pai, contra a ordem de Deus e não conheciam ao Senhor, porém agiam como sacerdotes de verdade, mas na verdade eram mentirosos e enganadores. (2) Os Abusos na administração das ofertas que o povo trazia para o sacrifício eram usurpados por eles, Hofni e Finéias, filhos do Sumo sacerdote Eli. Exigiam e roubavam a melhor parte da carne dos sacrifícios que o povo traziam para sacrificar a Deus, forçando a entrega antes mesmo que a gordura fosse queimada no altar. (3) Os dois filhos de Eli eram pessoas dados às imoralidades sexuais e deitavam-se com as mulheres que serviam à entrada da tenda da congregação no encontro no tabernáculo. (4) A falta de correção era costumeira. Eli chegou a repreendê-los de forma branda, mas não os afastou do cargo nem os puniu com firmeza, o que fez Deus acusar Eli de honrar os filhos mais do que a Ele. Eli tornou-se cumplice das vidas desregradas dos filhos sabendo das denúncias gravíssimas que recebia do povo contra seus filhos, não agiu e permitiu que eles continuassem nos seus cargos. (5) Mas veio o fim trágico permitido por Deus. Deus enviou a profecia de ruínas sobre eles. Deus enviou um profeta e depois falou por meio do menino Samuel, decretando o fim da linhagem sacerdotal de Eli. (6) O resultado da desobediência a Deus e do desrespeito para com as coisas consagradas ao Senhor foi a morte na batalha. Hofni e Finéias morreram no mesmo dia em uma guerra contra os filisteus, ocasião em que a Arca da Aliança foi capturada pelo inimigo. Quando seu pai, o sumo sacerdote Eli ouviu o que aconteceu com seus filhos, desequilibrou de sua cadeira e caiu para trás e morreu também. Vejam abaixo o texto bíblico destes acontecimentos.

II - 1Samuel 2:12-36 ARA. Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o SENHOR; pois o costume daqueles sacerdotes com o povo era que, oferecendo alguém sacrifício, vinha o moço do sacerdote, estando-se cozendo a carne, com um garfo de três dentes na mão; e metia-o na caldeira, ou na panela, ou no tacho, ou na marmita, e tudo quanto o garfo tirava o sacerdote tomava para si; assim se fazia a todo o Israel que ia ali, a Siló. Também, antes de se queimar a gordura, vinha o moço do sacerdote e dizia ao homem que sacrificava: Dá essa carne para assar ao sacerdote; porque não aceitará de ti carne cozida, senão crua. Se o ofertante lhe respondia: Queime-se primeiro a gordura, e, depois, tomarás quanto quiseres, então, ele lhe dizia: Não, porém hás de ma dar agora; se não, tomá-la-ei à força. Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o SENHOR, porquanto eles desprezavam a oferta do SENHOR. Samuel ministrava perante o SENHOR, sendo ainda menino, vestido de uma estola sacerdotal de linho. Sua mãe lhe fazia uma túnica pequena e, de ano em ano, lha trazia quando, com seu marido, subia a oferecer o sacrifício anual. Eli abençoava a Elcana e a sua mulher e dizia: O SENHOR te dê filhos desta mulher, em lugar do filho que devolveu ao SENHOR. E voltavam para a sua casa. Abençoou, pois, o SENHOR a Ana, e ela concebeu e teve três filhos e duas filhas; e o jovem Samuel crescia diante do SENHOR. Era, porém, Eli já muito velho e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo o Israel e de como se deitavam com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação. E disse-lhes: Por que fazeis tais coisas? Pois de todo este povo ouço constantemente falar do vosso mau procedimento. Não, filhos meus, porque não é boa fama esta que ouço; estais fazendo transgredir o povo do SENHOR. Pecando o homem contra o próximo, Deus lhe será o árbitro; pecando, porém, contra o SENHOR, quem intercederá por ele? Entretanto, não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar. Mas o jovem Samuel crescia em estatura e no favor do SENHOR e dos homens. Veio um homem de Deus a Eli e lhe disse: Assim diz o SENHOR: Não me manifestei, na verdade, à casa de teu pai, estando os israelitas ainda no Egito, na casa de Faraó? Eu o escolhi dentre todas as tribos de Israel para ser o meu sacerdote, para subir ao meu altar, para queimar o incenso e para trazer a estola sacerdotal perante mim; e dei à casa de teu pai todas as ofertas queimadas dos filhos de Israel. Por que pisais aos pés os meus sacrifícios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel? Portanto, diz o SENHOR, Deus de Israel: Na verdade, dissera eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém, agora, diz o SENHOR: Longe de mim tal coisa, porque aos que me honram, honrarei, porém os que me desprezam serão desmerecidos. Eis que vêm dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais velho nenhum em tua casa. E verás o aperto da morada de Deus, a um tempo com o bem que fará a Israel; e jamais haverá velho em tua casa. O homem, porém, da tua linhagem a quem eu não afastar do meu altar será para te consumir os olhos e para te entristecer a alma; e todos os descendentes da tua casa morrerão na flor da idade. Ser-te-á por sinal o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e Finéias: ambos morrerão no mesmo dia. Então, suscitarei para mim um sacerdote fiel, que procederá segundo o que tenho no coração e na mente; edificar-lhe-ei uma casa estável, e andará ele diante do meu ungido para sempre. Será que todo aquele que restar da tua casa virá a inclinar-se diante dele, para obter uma moeda de prata e um bocado de pão, e dirá: Rogo-te que me admitas a algum dos cargos sacerdotais, para ter um pedaço de pão, que coma.

III - O que significa a expressão “filhos de Belial” na bíblia? A Bíblia cita a expressão filhos de Belial para pessoas ímpias, perversas, vadias, inúteis e más. Esta expressão pode ser encontrada no Antigo Testamento com pequenas variações, mas todas apontam para pessoas que estão afastadas ou longe do caminho do Senhor. (1) Um exemplo de pessoas citadas como filhos de belial foram os filhos do sacerdote Eli. A Bíblia cita-os como filhos de belial devido à incredulidade e ao comportamento perverso com as coisas de Deus, (1 Samuel 2:12). (2) Ainda no livro de 1 Samuel, Ana quando estava no templo orando foi acusada por Eli de estar bêbada que se justificou dizendo não ser uma “filha de belial” (1 Samuel 1:16). Em outras passagens, a expressão “filhos de Belial” também é utilizada para se referir a homens idólatras, (Deuteronômio 13:13). (3) As consequências para a família do Sumo Sacerdote Eli foi terrível. Ao saber da morte dos filhos e da perda da Arca, Eli (que já tinha 98 anos) caiu da cadeira para trás, quebrou o pescoço e morreu. A esposa de Finéias entrou em trabalho de parto prematuro ao receber a notícia e faleceu, nomeando o bebê de Icabô, ("foi-se a glória de Israel").

A - O espírito de engano dentro da igreja hoje. (1) O espírito de engano dentro da igreja refere-se à influência de ensinamentos falsos, distrações sutis ou desvios doutrinários que afastam os fiéis da verdade bíblica e de Jesus Cristo. Hoje o entretenimento tem sido muito cultuado, as atrações artísticas são produzidas como as são no mundo secular, os mesmos acontecimentos do tempo do Sumo sacerdote Eli e de seus filhos Hofini e Finéias, se propaganda pelo mundo afora em total desrespeito as coisas de Deus concernentes às coisas consagradas ao Senhor. (2) Principais características e manifestações desvirtuadas da realidade do culto sagrado, do púlpito, dos objetos e instrumentos consagrados ao Senhor. (1) Distorções da Palavra de Deus no púlpito da igreja. Como uso de versículos fora de contexto, alteração de princípios morais ou pregações que agradam apenas aos desejos humanos em vez da verdade (como citado em 2 Timóteo 4:3). (2) Lembre-se que um texto bíblico sem o contexto virá um pretexto para heresias, para libertinagens, para confusão teológica, dentre outras coisas. (3) Geralmente quando falta o temor a Deus surgem falsos profetas e revelações fabricadas para seduzir o povo. (4) Há um aumento significativo da ocorrência de falsas profecias, mexendo com sentimentalismo das pessoas mais vulneráveis; há uma excessiva prática de vincular coisas e objetos baseadas em aparências e emoções, em vez de aplicação e fundamentação bíblica para cada situação. (5) Conforme abordado sobre Dos espíritos enganadores podemos dizer que são: (a) o sentimentalismo, (b) a vulnerabilidade que muitas vezes começa nas próprias emoções e na falta de vigilância das pessoas. (c) A aparência de piedade, que é o engano que raramente se apresenta de forma escancarada; ele costuma vir disfarçado de "luz" ou com pequenas alterações sutis na mensagem original. (d) O afastamento do discernimento, a  falta de intimidade com Deus, a falta de oração e de conhecimento aprofundado das Escrituras que facilita que pessoas sejam levadas por ilusões espirituais. É o tal de ilusionismo religioso.

B - O que dizem as Escrituras sobre o engano e sobre a mentira? (1)  Em 1 Reis 22:22: Descreve-se a atuação de um espírito mentiroso permitido em certos contextos de profecia falsa. (2) Em 1 Timóteo 4:1: temos um alerta que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios.

C - Geazi tenta enganar o seu senhor o profeta Elizeu. (1) A tentativa de Geazi de enganar o profeta Eliseu está registrada no capítulo 5 do livro bíblico de 2 Reis. Motivado pela ganância, o servo tentou lucrar secretamente após a cura milagrosa de Naamã, general do exército da Síria. (2) A história se desenrola através dos seguintes acontecimentos. (3) A recusa de Eliseu: Após ser curado de sua lepra nas águas do Rio Jordão, Naamã tentou presentear Eliseu com ouro, prata e vestes em sinal de gratidão. O profeta recusou categoricamente qualquer recompensa. (4) A mentira a Naamã: Inconformado com a decisão do seu senhor, Geazi correu secretamente atrás da comitiva de Naamã. Ele inventou a mentira de que dois jovens discípulos dos profetas haviam acabado de chegar e que Eliseu pedia para eles um talento de prata e duas mudas de roupa. Naamã, generoso, entregou o dobro da prata e as vestes. (5) A ocultação dos bens: Ao retornar, Geazi escondeu o tesouro em sua casa e dispensou os homens que o ajudaram a carregar os bens, fingindo que nada havia acontecido. (6) O confronto e o juízo: Ao se apresentar diante de Eliseu, o profeta perguntou de onde ele vinha. Geazi mentiu novamente, dizendo: "Teu servo não foi a lugar nenhum". Eliseu revelou que, em espírito, esteve presente no momento em que Naamã desceu da carruagem para falar com ele. Como consequência por sua mentira e cobiça, a lepra de Naamã foi transferida para Geazi e para toda a sua descendência.

1 - O que é espírito de engano segundo a bíblia. Na Bíblia, o espírito de engano (ou espíritos enganadores) referem-se a influências demoníacas, falsas doutrinas ou impulsos espirituais contrários a Deus que têm o objetivo de afastar as pessoas da verdade, distorcer a Palavra de Deus e levá-las ao erro. As principais referências e conceitos bíblicos sobre o assunto são os seguintes: (1) 1 Timóteo 4:1-3: O apóstolo Paulo avisa que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a "espíritos enganadores e a doutrinas de demônios". (2) 1 Reis 22:22: Traz o relato simbólico/descritivo de um "espírito mentiroso" que se propõe a atuar na boca dos profetas do rei Acabe para induzi-lo ao erro, mostrando como a mentira pode se disfarçar de orientação espiritual. (3) 2 Coríntios 11:14: Alerta que o próprio Satanás se transfigura em "anjo de luz", indicando que o engano raramente se apresenta de forma grotesca, mas sim de maneira sutil e aparentemente boa.

2 – O enganador se manifesta sempre com distorções das Escrituras.  Uso de ensinamentos que alteram ou descontextualizam a Palavra de Deus para acomodar vontades humanas. (1) Falsos profetas e líderes, são pessoas que usam de hipocrisia, discursos sedutores ou falsos sinais para desviar o rebanho da fé genuína em Jesus Cristo. (2) O afastamento da verdade é notório nessas pessoas. Conduzem os indivíduos ao orgulho espiritual, ao abandono dos mandamentos e à aceitação do pecado sem remorso, como se pecado não fosse.

3 – A Bíblia nos ensina como identificar e se proteger. (1) Através do conhecimento da Palavra de Deus. Através da leitura e do estudo cuidadoso da Bíblia que servem de base para confrontar e testar qualquer ensinamento. (2) Buscar de Deus o dom de discernimento de espíritos. A Bíblia orienta a "provar os espíritos" para saber se procedem de Deus, avaliando se as mensagens glorificam a Cristo e produzem frutos de justiça. (3) Uma vida de oração e vigilância é necessária para  manter comunhão constante com Deus, para não ser levado por emoções, aparências ou modismos teológicos. A Bíblia nos traz estudos detalhados sobre o assunto em 1 Timóteo 4:1-3.

4 - O que acontece com quem usa de engano segundo a bíblia. Segundo a Bíblia, quem usa de engano enfrenta severas consequências espirituais, morais e relacionais, pois a falsidade se opõe diretamente ao caráter de Deus, que é a própria verdade. O que acontece com quem pratica o engano manifesta-se das seguintes formas nas Escrituras: (1) Afastamento e rejeição da presença de Deus. A consequência mais imediata do engano é a quebra de comunhão com o Criador. Deus não tolera a falsidade em sua presença. O Salmo 101:7 diz: "O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos”. Provérbios 12:22 diz: Os lábios mentirosos são considerados uma abominação para o Senhor, enquanto os que agem fielmente são o seu prazer. (2)  O autoengano gera o endurecimento do coração. Quem habitualmente engana os outros acaba caindo na armadilha de enganar a si mesmo. A Bíblia alerta que a prática contínua do erro anestesia a consciência (cauteriza), fazendo com que a pessoa perca a noção do que é certo e errado. A Bíblia diz em 2 Timóteo 3:1 que "os homens maus e enganadores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados". Em Gálatas 6:7 está escrito que a lei da semeadura espiritual deixa claro que de Deus não se zomba; o homem colherá exatamente aquilo que semear, aquilo que plantar. Gl.6.7, “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”.

5 - O alinhamento dos enganadores e mentirosos com as forças malignas. (1) A Bíblia associa a origem do engano diretamente a Satanás. Ao usar de fraudes e mentiras e enganos a pessoa reflete o caráter do inimigo em vez de refletir a imagem de Cristo. João 8:44 diz: Jesus declara explicitamente que o Diabo é "mentiroso e pai da mentira". Quem vive no engano age como filho de suas obras, como filhos do diabo.

6 – O enganador tem a perda da paz e a colheita de ruína na terra. (1) Os ganhos obtidos por meio de trapaças, seja em negócios como balanças enganosas e pesos falsificados ou  em relacionamentos e ou negócios puramente interesseiros, são ilusórios e temporários. (2) Na Bíblia, o resultado do engano e da mentira envolvem a destruição espiritual, a perda de comunhão com Deus e o julgamento divino para aqueles que rejeitam a verdade. (3) As principais consequências apontadas nas escrituras são de  condenação pela operação do erro. Em 2 Tessalonicenses 2:10-12, é descrito que aqueles que não acolheram o amor à verdade e se deleitaram na injustiça sofrem a consequência de acreditar na mentira e enfrentar o juízo.

7 – O enganador geralmente usa a mentira e a distorção ou ocultação da verdade, com intenção de enganar e ainda tirar proveito próprio. Na Bíblia, a mentira é vista como contrária a natureza de Deus, que é a Verdade (João 14:6). Está associada ao pecado e à influência do Maligno, (João 8:44). Quem mente manifesta uma natureza corrompida e afastada de Jesus, que necessita de transformação e perdão. As mentiras trazem consequências graves para a vida dos envolvidos. Os mentirosos, não somente falsificam fatos e relatos, mas rompem a confiança em relacionamentos e causam danos, muitas vezes, irreparáveis. As Escrituras não fazem diferenciação nem estabelecem níveis para a mentira. Quem mente, precisa de se arrepender e buscar a reparação com a verdade. (1) Provérbios 21:6 diz: "Trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é uma vaidade fugitiva daqueles que buscam a morte”.  (2) 1 Pedro 3:10 diz que para desfrutar de uma vida boa e ver dias felizes, o conselho bíblico é refrear a língua do mal e não falar engano.

8 – O enganador enfrentará o juízo final e exclusão do reino de Deus. Se não houver arrependimento sincero e confissão, o destino eterno daqueles que priorizam e praticam o engano é a separação eterna de Deus. Em Apocalipse 21:8 diz e aponta claramente que todos os mentirosos terão a sua parte no lago que arde com fogo e enxofre. Em Apocalipse 22:15 diz que ficarão de fora da cidade santa "todos os que amam e cometem a mentira". (1) O enganador e o mentiroso são amplamente rejeitados pela sociedade porque a confiança é a base de qualquer relação humana saudável. Quando alguém mente ou engana de forma sistemática, destrói os laços sociais, gerando isolamento e desconfiança. (2) A rejeição a esse tipo de comportamento acontece por alguns motivos principais tais como a quebra de confiança. A convivência social depende da expectativa de que as pessoas falem a verdade. Sem isso, contratos, amizades e casamentos desmoronam. (3) Geralmente a própria sociedade afasta o mentiroso para se proteger de possíveis prejuízos financeiros, emocionais ou morais. Uma vez que a fama de "enganador" se espalha, a pessoa perde credibilidade e dificilmente consegue recuperá-la.

9 - A mentira é a mãe da decepção e gera a infelicidade alheia, esfria e destrói qualquer relacionamento, seja entre casais, entre colegas de trabalho ou na vida comunitária. As relações em sociedade, principalmente na perspectivas da civilização do amor e da sociedade do bem viver, devem ser fundadas na verdade, na dignidade, na transparência e no respeito mútuo, só assim estaremos construindo relações sólidas, duradouras e benéficas para todos. (1) A mentira é a mãe da decepção e gera a infelicidade alheia, esfria e destrói qualquer relacionamento, seja entre casais, entre colegas de trabalho ou na vida comunitária. (2) A mentira é um tapa na cara de quem confia na pessoa que mente de forma corriqueira e que acaba enredada nas teias de sua própria simulação. Tem pessoas que mentem que estão doentes quando não estão; ou que estão em apuros quando isto não e verdade; mentem quando dizem que amam e estão traindo a confiança da outra pessoa. (3) A mentira é o oposto da verdade e da gratidão, por isso se diz que quem mente não reconhece quem ajuda, quem pratica a solidariedade. (4) A mentira é obra de Satanás, do demônio e deriva do espírito do mal, mesmo que quem costuma mentir possa até se dizer uma pessoa religiosa e temente a Deus. Por isso é um pecado e uma agressão contra a pessoa que o mentiroso ou a mentirosa deseja ludibriar.

10 – Mas, porém, contudo, todavia, existe ainda um  caminho para a restauração. Este Caminho é Jesus. Apesar das advertências rígidas contra a mentira e contra o espírito de engano, a mensagem central das Escrituras é de redenção. Se aquele que usou de engano se arrepender verdadeiramente, confessar o seu pecado e abandonar a prática delituosa, ele alcançará a misericórdia e o perdão por meio de Jesus Cristo, (1 João 1:9). O Novo Testamento ordena que o cristão abandone a "velha natureza" e passe a falar estritamente a verdade com o seu próximo, (Efésios 4:25). (1) O caminho para a restauração do mentiroso e para a reconstrução da confiança envolve um processo profundo de autoanálise, espiritualidade e mudança prática de comportamento. Seja sob uma perspectiva psicológica ou de fé, a mentira funciona como uma prisão emocional, e a restauração só acontece quando se escolhe viver na verdade. (1) Passos fundamentais para trilhar esse caminho. Assumir total responsabilidade com arrependimento e o primeiro passo fundamental é parar de criar desculpas ou culpar os outros pelas próprias atitudes erradas. O mentiroso em recuperação precisa admitir claramente o que fez, reconhecendo o erro sem meias verdades ou justificativas vazias. (2) Entender a raiz do comportamento fazendo uma autoanálise é indispensável. Também fazer um exercício de autoanálise para entender por que a mentira foi contada. Muitas vezes, ela surge do medo de encarar as consequências da realidade, da baixa autoestima que é a vontade de agradar ou impressionar os outros ou do orgulho. Também identificar os gatilhos de ajuda quebrando o ciclo vicioso. (3) Exercitar a transparência diária com a prática da verdade. A restauração não acontece com promessas, mas sim com ações consistentes ao longo do tempo. Realizando um planejamento diário de auto ajuda. (a) Ao acordar, reflita sobre as situações do dia em que você costuma mentir mais e assuma o compromisso de dizer a verdade, não importando o desconforto que isso cause. (b) Prestar contas de tudo, abrir mão de segredos e ser transparente sobre suas ações e rotinas ajudam a devolver a sensação de segurança para quem está ao seu redor. (4) Renovar a mente e buscar ajuda espiritual com pessoas fidedignas. Sob a perspectiva bíblica, a mentira deforma a identidade humana e afasta o indivíduo de Deus. O caminho exige a renovação da mente através da oração e do alinhamento com a verdade, (Romanos 12:2). Reconhecer a necessidade da graça de Deus ajuda a transformar os desejos internos e a cultivar hábitos virtuosos. (5) Respeitar o tempo dos outros. A pessoa que mentiu, que enganou os outros deve ter a humildade de entender que o perdão não apaga as marcas da decepção instantaneamente. É preciso dar tempo ao tempo para que as pessoas feridas se curem e comprovem a mudança por meio de pequenos e repetidos gestos de honestidade. Se a mentira tornou-se algo incontrolável ou compulsivo (mitomania), o caminho de restauração também deve incluir o acompanhamento de um(a) psicólogo(a) ou terapeuta profissional da área. Procure alguém do mesmo sexo para você ter a liberdade de abrir o coração para com o(a) profissional. Se você é crente procura alguém que o seja também, tudo isso para você ser liberto (a) desse mal indesejado que assola sua mente e a sua consciência. Faça tudo para a glória de Deus.

11 - O que é exagero sentimental na igreja? Aqui eu entro numa área que precisa de muita vigilância. Há líderes religiosos que, infelizmente, aproveitam da fragilidade dessas pessoas e tiram proveito próprio de tudo, arrancam tudo da pessoa, até os segredos inconfessáveis e depois ameaçam essas pessoas que são transformadas em vítimas dos falsários. Segredo é segredo, líderes evangélicos de verdade nunca revelam fatos negativos de seus membros para ninguém e mesmo que sejam fatos positivos, mas o líder sábio e inteligente e que temem a Deus nunca os revela. Uns até dizem que aquilo que entra num ouvido sai pelo outro. Mas na verdade o verdadeiro líder evangélico nunca revela nada dos outros, leva tudo o que as pessoas abriram o coração para pedir socorro, estes dignos líderes levam para o túmulo com eles. (2) O sentimentalismo na igreja é a tendência de transformar a fé cristã e a devoção a Deus em uma busca por emoções, arrepios, lágrimas ou consolações sensíveis, colocando o "sentir" acima da vontade, da razão e da obediência à Palavra de Deus. A razão é consciente, a razão é prudente, a razão é dominada pela fé. Por isso muitas pessoas só são tocadas na igreja pelo poder de Deus, através da unção do Espírito Santo; sem isso as pessoas ficam sem ação, ficam inertes na igreja, ficam sem entender nada, porque o púlpito às vezes foi transformado em palco de atrações carnais e outras atividades, quando deveria ser local de pleno temor a Deus para ministrar a Palavra de Deus bem como os devocionais de louvor com temor e gratidão a Deus.

12 - O sentimentalismo ou o exagero sentimental mais atrapalham do que ajuda. Nada na igreja e na vida do crente pode substituir a graça de Deus em nossas vidas. A graça de Jesus é um favor imerecido. Há uma inversão de valores em trocar a presença do Espírito Santo pela exaltação das emoções. Acreditar que a presença de Deus ou a validade de um culto só existem se houver um impacto emocional forte como choro, euforia ou "fogo no coração” etc às vezes não tem nada de ação da graça de Jesus na vida das pessoas. (1) A fé não e baseada em sensações e ou emoções, mas na vc graça de Jesus derramada em cada coração. Julgar a própria espiritualidade pelo estado de ânimo e sentir-se próximo de Deus nos dias bons e abandonado ou em sequidão espiritual nos dias difíceis não leva as nada. O crente de verdade vai ter com o oleiro como disse o profeta Jeremias. (2) De acordo com Jeremias 18:3, “Jeremias desceu à casa do oleiro e o encontrou trabalhando na roda”. Isso nos ensina a crer que Deus está trabalhando para aqueles que se refugiam nEle. O cristão verdadeiro não faz justiça com as próprias mãos e não toma a frente de nada sem antes consultar a Deus. Segundo Isaías 64:4, “Desde o começo do mundo, nenhum ouvido ouviu e nenhum olho viu um Deus semelhante a ti, que trabalha em favor dos que nele esperam.” Então, agora é só permanecer na posição, não tomar a frente do Senhor e observar o oleiro trabalhar.

13 - Muitos confundem o valor da graça salvadora de Jesus pela substituição do compromisso afetivo natural do ser humano. Confundir o sentimentalismo, que é uma afetação de amor ou compaixão natural do ser humano, com a verdadeira caridade, com o verdadeiro amor ensinado na bíblia em 1 Coríntios 13, este sim é o verdadeiro amor “ágape” que nos leva a prática concreta da justiça de Deus em nossas vidas. E garanto que a justiça de Deus é muito melhor do que a justiça dos homens. Confie seus segredos inconfessáveis a Deus e ninguém, eu disse ninguém te poderá acusar ou te fazer subserviente, porque o oleiro da obra de Deus é Jesus Cristo o filho de Deus.

14 - Por que a compaixão natural é criticada na teologia? Há um verdadeiro desequilíbrio de pensamentos já que alguém pode pensar ou dizer que ele tem que ter compaixão de si mesmo não importando o comportamento que ele ou ela tem. A teologia clássica tanto católica quanto protestante ensina que as emoções são um dom de Deus, mas não podem governar a fé. A verdadeira devoção baseia-se na vontade firme de obedecer a Deus, mesmo nos momentos de aridez em que não se sente nada; daí tem pessoas que por compaixão de si mesmo fazem até às coisas erradas em benefício próprio e isso não é certo. Não se deve fazer coisas erradas para satisfazer seu egoísmo. É puro desequilíbrio comportamental. A compaixão natural tem que obedecer os parâmetros bíblicos, fora disso é pecado.

15 - Alguns desequilibrados podem e às vezes fazem uma falsa devoção. Pessoas espirituais alertam que muitas pessoas choram ou se emocionam em campanhas ou em cultos mas continuam vivendo no vício porque a emoção foi superficial e não gerou uma conversão real do caráter. (1) Há uma certa dependência de estímulos para a mudança de caráter. Cultos, músicas melancólicas ou discursos muito dramáticos passam a ser usados para "produzir" um clima espiritual artificial, em vez de fundamentar a fé na doutrina e na aliança com Cristo; a fé é o firme fundamento da vida do Cristão, Hebreus 11:1. Só se consegue uma verdadeira mudança de caráter quando a pessoa se posicionar para nascer de novo. No evangelho de João capitulo 3 há uma clara demonstração do que é nascer de novo. (1) Jesus nos livra dos enganosos e mentirosos na igreja e fora dela. Jesus orienta os cristãos a vigiarem e a reconhecerem os falsos profetas e obreiros enganosos e enganadores por meio de seus frutos e atitudes. (2) A Bíblia ACF diz em “1 Timóteo 4:1 Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; 4:2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; 4:3 Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças”; (3) Portanto a bíblia traz ensinamentos sobre como reconhecer esses falsos crentes e falsos obreiros que estão de plantão para roubar até a fé dos mais humildes.

16 - Alertas bíblicos sobre vários tipos de enganadores na igreja. (1)  Lôbo em pele de ovelha, Em Mateus 7:15-23, Jesus avisa para termos cuidado com os falsos profetas, que parecem inofensivos por fora, mas agem com ganância por dentro. (2) São reconhecidos pelos frutos. A verdadeira identidade de um líder ou mestre é revelada pelas suas ações, pelo caráter e pelo compromisso com a verdade de Deus, e não apenas pelas palavras ou milagres aparentes. (3) Obreiros fraudulentos estão sempre de plantão para enganar os mais fracos na fé. 2 Coríntios 11:13 descreve aqueles que se disfarçam de apóstolos de Cristo, mas promovem engano e desviam a fé dos fiéis. (4) Faça o teste do discernimento. Em 1 João 4, a orientação é "provar os espíritos" para saber se procedem de Deus, examinando se há fidelidade à pessoa e à obra de Jesus Cristo. (5) O principal versículo bíblico sobre Deus honrar quem é fiel está em 1 Samuel 2:30: “Portanto, diz o Senhor, Deus de Israel: [...] aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão de pequena estima”. (6) Outros versículos sobre fidelidade e a honra de Deus estão em: (a) 1 Coríntios 4:2 diz o seguinte: “Além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel". (b) Mateus 25:21: “Disse-lhe o seu senhor: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor”. (c) Salmos 18:25 diz claramente: “Com o benigno te mostras benigno; e com o homem sincero te mostras sincero”. E (d) Apocalipse 2:10 nos traz aquilo que é a consequência das fidelidade para com Deus. “[...] Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”.

Deus abençoe você e sua família.


Pr. Waldir Pedro de Souza 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.






segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A MENTIRA É DO DIABO

 A MENTIRA É DO DIABO 


I - Colossenses 3:4-9 diz o que é a mentira. (3:4) Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. (3:5) Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; (3:6) Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; (3:7) Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas. (3:8) Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. (3:9) Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos. (1) O que é a mentira segundo a bíblia? Na Bíblia, a mentira é o ato de distorcer a verdade, é o ato de ocultar ou negar a verdade com a intenção de enganar o próximo, sendo vista como algo totalmente oposto à natureza de Deus, que é a própria Verdade. (João 14:6). Deus é fiel, verdadeiro e incapaz de mentir (Números 23:19). A mentira quebra a comunhão com Ele e fere os princípios de justiça e amor. (2) A Origem da mentira está no maligno. Jesus descreveu o Diabo como o "pai da mentira", (João 8:44), pois a primeira mentira registrada na Bíblia foi a tentação de Satanás a Eva no Jardim do Éden (Gênesis 3). Lá no Jardim do Éden começou toda a queda do ser humano por causa da mentira, do engano e da falta de caráter respeitoso a Deus o criador. (4) No Nono Mandamento, A Lei de Moisés proíbe expressamente a falsidade, o falso testemunho, (Êxodo 20:16) e ordena que as pessoas não usem de falsidade entre si (Levítico 19:11).(5) Há destruição de relações por causa da mentira. A mentira quebra a confiança, gera divisões e Provérbios afirma que Deus abomina a "língua mentirosa", (Provérbios 6:16-19; 12:22). (6) Quais são as consequências espirituais da mentira? No Apocalipse, a prática contumaz e o amor pela mentira colocam os incorrigíveis à parte do Reino de Deus, (Apocalipse 21:8 e 22:15), exigindo arrependimento, confissão e busca pela verdade, (Efésios 4:25), senão não herdarão o Reino de Deus.

II – Os principais pontos sobre a mentira estão nas Escrituras. (1) A oposição a Deus é um dos maiores pilares da mentia. Deus é fiel, verdadeiro e incapaz de mentir (Números 23:19). A mentira quebra a comunhão com Ele e fere os princípios de justiça e amor. (2) A Origem da mentira está no maligno. Jesus descreveu o Diabo como o "pai da mentira", (João 8:44), pois a primeira mentira registrada na Bíblia foi a tentação de Satanás a Eva no Jardim do Éden (Gênesis 3). Lá no Jardim do Éden começou toda a queda do ser humano por causa da mentira, do engano e da falta de caráter respeitoso a Deus o criador. (4) No Nono Mandamento, A Lei de Moisés proíbe expressamente a falsidade, o falso testemunho, (Êxodo 20:16) e ordena que as pessoas não usem de falsidade entre si (Levítico 19:11).(5) Há destruição de relações por causa da mentira. A mentira quebra a confiança, gera divisões e Provérbios afirma que Deus abomina a "língua mentirosa", (Provérbios 6:16-19; 12:22). (6) Quais são as consequências espirituais da mentira? No Apocalipse, a prática contumaz e o amor pela mentira colocam os incorrigíveis à parte do Reino de Deus, (Apocalipse 21:8 e 22:15), exigindo arrependimento, confissão e busca pela verdade, (Efésios 4:25), senão não herdarão o Reino de Deus.

III - A mentira na Bíblia é identificada sempre como um grave pecado, pois aqueles que mentem deliberadamente são filhos do diabo e não terão parte na bem-aventurança do Senhor. A mentira é uma declaração falsa. Mentir significa falsear a verdade transmitindo uma informação enganosa como se fosse verdadeira. (1) Infelizmente a mentira é algo muito comum na humanidade, pois ela faz parte da natureza decaída do homem. Tem muita gente que mente com tanta facilidade e até se orgulha de sua capacidade de mentir e enganar as pessoas através de narrativas mentirosas e acusações falsas. Há casos, inclusive, de mentirosos que mentem com tanta naturalidade que eles próprios acabam acreditando na mentira que contam. (2) Mas a Bíblia reprova seja qual for a mentira. Isso porque a mentira é uma afronta ao Deus cuja verdade infinita é um de seus atributos. O Deus que é inteiramente verdadeiro não pode mentir (Números 23:19; Tito 1:2). Tudo o que provém d’Ele é, necessariamente, verdadeiro, infalível e absolutamente confiável, (Hebreus 10:23). Então a mentira é oposta a Deus e à Sua santa Palavra que é, em si mesma, a verdade (João 17:17; 1 João 2:21,27). A Bíblia diz que Deus odeia tudo o que envolve a mentira, Deus abomina a mentira, (Provérbios 6:16-19; 12:22). (3) O povo de Deus também é chamado a não se envolver em mentiras, jamais se envolva com as mentiras e jamais se envolva com os mentirosos, (Apocalipse 21.8). Por isso entre os Dez Mandamentos há uma clara reprovação contra a mentira: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”, o falso testemunho é mentira, (Êxodo 20:16). O que significa que a mentira é um pecado contra Deus e contra o próximo. Por isso a exemplo do Senhor, os cristãos devem ser caracterizados pela verdade e por detestar a mentira, (Efésios 4:25).

A - Qual é o verdadeiro significado da mentira na Bíblia? A mentira na Bíblia é identificada sempre como um grave pecado, pois aqueles que mentem deliberadamente são filhos do diabo e não terão parte nas bem-aventuranças do Senhor Jesus. A mentira é uma declaração falsa. Mentir significa falsear a verdade transmitindo uma informação enganosa como se fosse verdadeira. (1) Infelizmente a mentira é algo muito comum na humanidade, pois ela faz parte da natureza decaída do homem. Tem muita gente que mente com toda e com tanta facilidade e até se orgulha de sua capacidade de mentir e enganar as pessoas. Há casos, inclusive, de mentirosos que mentem com tanta naturalidade que eles próprios acabam acreditando na mentira que contam. (2) Mas a Bíblia reprova seja qual for a mentira. Isso porque a mentira é uma afronta ao Deus cuja verdade infinita é um de seus atributos. O Deus que é inteiramente verdadeiro não pode mentir (Números 23:19; Tito 1:2) e não aceita nenhuma mentira. Tudo o que provém d’Ele é, necessariamente, verdadeiro, infalível e absolutamente confiável (Hebreus 10:23). Então a mentira é oposta a Deus e à Sua santa Palavra que é, em si mesma, a verdade (João 17:17; 1 João 2:21,27). A Bíblia diz que Deus odeia tudo o que envolve a mentira (Provérbios 6:16-19; 12:22). (3) O povo de Deus também é chamado a não se envolver em mentiras, jamais propagar e jamais concordar com a mentira. Por isso entre os Dez Mandamentos há uma clara reprovação contra a mentira: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo” (Êxodo 20:16). O que significa que a mentira é um pecado contra Deus e contra o próximo. Por isso a exemplo do Senhor, os cristãos devem ser caracterizados pela verdade e por detestar a mentira (Efésios 4:25).

B – A Bíblia traz uma explicação sobre a origem da mentira. (1) Um dos versículos mais lembrados sobre a mentira na Bíblia é aquele que diz que o Diabo é o pai da mentira. Ele jamais se firmou na verdade, porque não há qualquer verdade nele. Ele profere mentiras porque, como mentiroso, isso lhe é próprio (João 8:44). Então isso significa que Satanás foi o primeiro mentiroso. Foi através de uma mentira dele que o primeiro casal foi seduzido a transgredir a lei de Deus. (2) O primeiro caso de mentira registrado na Bíblia teve justamente Satanás como seu protagonista. Ele disse a Eva que se ela e Adão desobedecessem a Deus comendo do fruto da árvore do conhecimento, eles se tornariam como Deus e não sofreriam nenhuma punição, (Gênesis 3).

C - Depois de Adão e Eva terem sido lançados fora do Jardim do Éden, aumentou e muito a utilização da mentira. Quem mentiu na Bíblia e porquê? Vamos lembrar de alguns personagens bíblicos que se utilizaram da mentira por muitos ou poucos motivos ou até sem nenhum motivo. (1) Depois da Queda, tão logo o homem adotou a mentira como uma de suas características mais íntimas, Caim, a primeira pessoa nascida neste mundo, foi um mentiroso. Inclusive, isso mostra a loucura da mente perversa do pecador, pois Caim não hesitou em tentar mentir ao próprio Deus, (Gênesis 4:9). (2) Depois de Caim, o que não faltou no mundo foram pessoas mentirosas. Por isso a Bíblia realmente registra inúmeros casos de pessoas que mentiram. Isso explica por que o salmista escreve que os ímpios “andam errados desde que nasceram, falando mentiras” (Salmos 58:3). (3) O homem caído é tão depravado que ele faz da mentira o seu refúgio, e da falsidade o seu esconderijo (Isaías 28:15).

1 - A mentira é tão perigosa que até homens piedosos podem ser atraídos por ela. Foi assim que Abraão e Isaque mentiram quanto aos seus verdadeiros relacionamentos, ao dizerem que suas esposas eram suas irmãs, embora no caso de Abraão essa informação também fosse verdadeira, (Gênesis 20:1-12; 26:7). A boa notícia é que depois os dois patriarcas repararam os seus erros diante de Deus e dos homens.

2 - Jacó, antes de ter tido um encontro com Deus, também foi uma pessoa conhecida por seu engano, (Gênesis 27:19). Os filhos mais velhos de Jacó também usaram da mentira como arma para prejudicar José seu irmão mais novo, (Gênesis 37:31,32). O mesmo José também foi alvo da mentira da mulher de Potifar (Gênesis 39). Geazi o servo do profeta Eliseu, também caiu na mentira e acabou sendo terrivelmente castigado por isso, (2 Reis 5:20-27).

3 - Até mesmo o apóstolo Pedro acabou mentido quando não se importou de negar que era um seguidor do Senhor Jesus (Mateus 26:69-75). Mas Pedro se arrependeu amargamente e foi restaurado. Um caso clássico de mentira na Bíblia registrado no Novo Testamento é aquele envolvendo Ananias e Safira. Os dois tentaram mentir para os apóstolos e para a Igreja, mas acabaram mentindo ao próprio Espírito Santo de Deus. Ambos morreram imediatamente após mentir (Atos 5:1-11). (1) Será que quando que teremos o fim dos que praticam a mentira? Longe de Deus, os homens suprimem a verdade pela injustiça; preferem a mentira à verdade de Deus, (Romanos 1:18-25). Por causa da dureza de seus corações, Deus entrega os pecadores impenitentes aos seus próprios pecados, para que se afundem cada vez mais neles e caiam na operação do engano. (2) É assim que nos dias finais da presente Era, o mundo conhecerá o Anticristo que será um mentiroso-nato como foi desde o princípio. Ele será um especialista em mentir, capaz de protagonizar até mesmo simulacros de milagres dando ao mundo sinais e prodígios de mentira. As pessoas iníquas creram em seu engano e serão julgadas por terem rejeitado a verdade para sentirem prazer na iniquidade (2 Tessalonicenses 2:9-12).

4 - Todo os mentirosos são enganadores. Insistem em enganar os outros com a mentira. Bíblia ACF. 2 Timóteo 3:1-9,13 diz: (3:1) Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. (3:2) Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, (3:3) Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, (3:4) Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, (3:5), tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. (3:6) Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; (3:7) Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. (3:9) Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. (3:13) Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados. (1) Enquanto o Anticristo não se manifesta, os muitos falsos profetas têm atuado ao longo de toda a história da Igreja enganando as pessoas com mentiras contra a verdade de Deus. O apóstolo Paulo escreve que isso não é de se espantar, pois essas pessoas são agentes de Satanás, e o próprio Satanás pode se transfigurar em anjo de luz para espalhar a sua mentira, (2 Coríntios 2:14-13-15). (2) Mas o Deus que é perfeitamente santo, justo e verdadeiro, jamais tolerará a mentira. Por isso os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus. No grande Dia final, os mentirosos serão juntados e lançados para sempre no lago de fogo e enxofre que é a segunda morte. (Apocalips21:8,27;22:15). Contra a mentira, a arma eficaz é a Verdade que liberta, (João 8:32), “...e conhecereis a verdade e a verdade vós libertará”.

5 - Quando mentimos, ferimo-nos a nós mesmos. A Bíblia diz em Efésios 4:25: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros”. Quando mentimos, ferimo-nos a nós mesmos. A Bíblia diz em Efésios 4:25: “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo, pois somos membros uns dos outros”. O nono mandamento proíbe a mentira: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. (Êxodo 20:16). Falso testemunho é mentira. (1) Quando mentimos não estamos seguindo o exemplo de Jesus: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do homem velho com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Colossenses 3:9-10). Além disso, Deus detesta a mentira, conforme escreveu Salomão: “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite”. (Provérbios 12:22). (2) Segundo a Bíblia, o pai da mentira é o diabo, pois “Ele foi homicida desde o princípio, e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”, (João 8:44).Os que mentem são excluídos da presença de Deus: “O que usa de fraude não habitará em minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos” (Salmos 101:7). Portanto, podemos concluir que os desonestos não entrarão na cidade de Deus, conforme está escrito em Apocalipse 22:15: “Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira”.

6 - Se dizemos que somos cristãos mas não obedecemos a Deus, somos considerados mentirosos: “Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade”, (1 João 2:4). Segundo o ensino bíblico, os hipócritas são mentirosos: “Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade”, (Tiago 3:14). (1) Porém, se nos arrependermos genuinamente, pela graça de Deus, e confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel em nos perdoar todos os pecados. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1 João 1:9).

7 - A verdade das Escrituras explicadas em textos bíblicos que confrontam a mentira. Mais que um hábito condenável, a mentira é descrita na Bíblia como prática incompatível com a vida cristã. (1) Mentira significa faltar com a verdade. Na Bíblia, não há níveis para tal prática pecaminosa. Assim, Salomão adverte: “Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que agem fielmente são o seu prazer”. (Provérbios 12.22). (2) Há um destaque e muito propaganda falando sobre o dia da mentira no Brasil, mas não há explicação de que quem praticá-la gera a morte para si mesmo que é o salário do pecado, e às vezes as consequências da mentira geram morte até para outras pessoas. A Bíblia diz: “Aquele que escolhe viver na prática da mentira está escolhendo o pecado e produzindo morte espiritual (e também pode produzir morte física) para si próprio”, acrescentando que o ato de mentir também é citado em Êxodo 20.16: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”. 

8 - Lembramos que não mentir faz parte dos 10 mandamentos ordenados pelo Senhor, que não podem ser flexibilizados nem negociados. “Toda transgressão, toda desobediência a uma ordem dada por Deus é pecado. E a Bíblia declara claramente: porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor, (Rm 6.23)”.  

9 - Há mensagens que asseveram também que Jesus é a verdade, e todo aquele que pratica a mentira certamente não está em Cristo. “Quem pratica a mentira é: filho do diabo, vive na prática do pecado e está em iniquidade! Se dissermos que somos cristãos, mas não obedecemos a Deus, somos considerados mentirosos”, explica e complementa: “Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está à verdade” (1 João 2.4). No mundo espiritual não há meio termo: ou se está na verdade ou na mentira; ou se está na luz ou nas trevas”.

10 - A mentira preenche todo o interior de quem a pratica, transbordando aquilo de que o coração está cheio (Mateus 12.34b). “Falar mentira é revelar a sua verdadeira essência, é fazer com que reconheçam a sua origem maligna”. Ainda, que tal prática constrói cativeiros e escraviza, citamos Romanos 6.16: “Vocês não sabem que se tornam escravos daquilo a que escolhem obedecer? Podem ser escravos do pecado, que conduz à morte, ou podem escolher obedecer a Deus, que conduz à vida de justiça”.

11 – Somente a verdade, que é Jesus, pode libertar a pessoa do cativeiro da mentira e do engano. Quem conhece a verdade, de acordo com Patricia, tem poder de decisão e, ao decidir escolher obedecer a Deus e andar na verdade, romperá (na plenitude tricotômica) com todos os aprisionamentos impostos pela mentira, pelo pecado. É importante destacar que a verdade produz justiça, mas a mentira produz injustiça. “Não caia em desgraça, não fique preso no mal”, nos orienta 1 João 1.9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Por isso aconselhamos: “Se arrependa, confesse, abandone a mentira, peça perdão ao Senhor, em nome de Jesus, e você será purificado, perdoado e poderá viver uma vida de libertação, conhecendo e prosseguindo em conhecer a Deus, através de Cristo Jesus”.

12 - As Sagradas Escrituras relatam histórias, que envolvem a mentira e expõe a consequência nefasta. Uma delas é a de Jacó. Ele enganou o pai, Isaque, quando se passou pelo irmão, Esaú, para conseguir a bênção da primogenitura, (Gênesis 15). Ele teve que fugir, pois acabou jurado de morte. Já José, do Egito, foi vítima de uma mentira, (Gênesis 39). A mulher de Potifar o acusou de assédio, e o filho de Jacó acabou na prisão, injustamente.

13 - No Novo Testamento, após a ressurreição de Jesus, no tempo da Igreja Primitiva, Ananias e Safira morreram após mentir sobre a venda de uma propriedade (Atos 5). O apóstolo Pedro destacou que eles deram ouvidos a Satanás e mentiram ao Espírito Santo. Jesus ensinou em João 8.44, que “o diabo é o pai da mentira”. E Paulo alerta: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos”. (Colossenses 3.9). (1) “Não há nada que tenha sido dito às escondidas que não será propagado, revelado para todos, (Lucas 12.2,3). Não adianta criar tramas, conluios ou maracutaias, tudo será revelado”. “Será que existe mentira do bem?”, Claro que não, acrescentando que o único método do Senhor é a verdade. Alguém brincando com as pessoas dizem: “é só a mentirinha do gasto de todo dia”, mas mesmo assim, mentira é mentira em todo tempo. Não adianta querer enganar a Deus. (2) A Palavra de Deus afirma que Jesus é a verdade que liberta. Logo, a mentira leva à escravidão que destrói relacionamentos, cria inimizades e gera contendas. Deus é o Deus da verdade. Assim como a honestidade, transparência, justiça, integridade, autenticidade e o amor são também, são virtudes procedentes Dele, de Deus. Ocultar ou manipular a verdade  distancia o homem de Deus, como também uns dos outros.

14 - A Bíblia é cheia de referências bíblicas sobre a mentira. (1) “Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo” (Efésios 4.25). (2) “Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44). (3) “Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença” (Salmos 101.7). (4) “Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira”, (Apocalipse 22.15). (5) “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém” (Romanos 1.25). (6) “A testemunha sincera não engana, mas a falsa transborda em mentiras” (Provérbios 14.5) (7) “Não furtem. Não mintam. Não enganem uns aos outros” (Levítico 19.11) (8) “A fortuna obtida com língua mentirosa é ilusão fugidia e armadilha mortal” (Provérbios 21.6) (9) “Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende, pois não é homem para se arrepender” (1 Samuel 15.29) (10) “Não escrevo a vocês porque não conhecem a verdade, mas porque a conhecem e porque nenhuma mentira procede da verdade”,  (1 João 2.21).

15 - Assim como no livro de Genesis que é o primeiro livro da Bíblia e condena a mentira, também no decorrer da Bíblia toda e até o último livro da Bíblia que é o Apocalipse, nos fala sobre a condenação da mentira. (1) O livro do Apocalipse trata a mentira como uma prática incompatível com o Reino de Deus e coloca os mentirosos entre aqueles que ficam de fora da Nova Jerusalém. (2) As principais passagens bíblicas e pontos sobre a mentira no Apocalipse são destaques contundentes. (3) A exclusão da cidade celestial (Apocalipse 22:15), O texto afirma que "ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os que se prostituem, os homicidas, os idólatras e todo aquele que ama e comete a mentira". Isso significa que a prática contumaz e o afeto pela falsidade impedem a entrada na presença de Deus.

16 – A associação dos mentirosos com o juízo final, (Apocalipse 21:8); o livro também destaca que "a parte dos covardes, dos incrédulos, dos abomináveis, dos homicidas, dos que cometem imoralidade sexual, dos feiticeiros, dos idólatras e de todos os mentirosos será no lago que arde com fogo e enxofre", que é descrito como a segunda morte. (1) O contraste com a verdade é encontrado em todo o livro de Apocalipse. Jesus é apresentado como a verdade absoluta e a fidelidade, como “A Testemunha Fiel e Verdadeira" em Apocalipse 3:14), o que faz da mentira uma oposição direta ao caráter divino e à santidade exigida dos servos de Deus

17 - A Bíblia nos ensina que os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus. Isso significa que todo aquele que é amante da mentira não terá lugar na bem-aventurança eterna ao lado de Deus. Essa verdade bíblica também é um alerta importante sobre o perigo desse tipo de prática pecaminosa que é tão comum. (1) Muitas vezes a mentira é vista como algo natural, cultural e sem importância. Há até quem se sinta orgulhoso por ser um bom mentiroso. Contudo, muito seriamente a Palavra de Deus coloca a mentira como um grave pecado e reprova quem se envereda pelo caminho dela. Por isso os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus.

18 - Um contraste entre os que andam na Verdade e os mentirosos. É o próprio Cristo glorificado quem adverte que os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus. Essa advertência foi registrada pelo apóstolo João ao relatar no livro do Apocalipse as visões que teve da parte do Senhor, onde lemos: “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira” (Apocalipse 22:15). (2) Antes, o Senhor também já havia falado: “Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicarios, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, o que é a segunda morte” (Apocalipse 21:8). Em seguida, na descrição da Cidade Santa, lemos que “não entrará nela coisa alguma que contamine e cometa abominação e mentira, mas só os que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Apocalipse 21:27).

19 - Como fica claro nesses textos, a mentira é colocada ao lado de outros vícios que caracterizam a vida das pessoas sem Deus. Além disso, todos esses versículos trazem um contraste entre os redimidos e os ímpios. Os redimidos são os vencedores que foram feitos filhos de Deus e que herdarão as bênçãos eternas (Apocalipse 21:7). Eles têm seus nomes escritos no Livro da Vida e possuem suas vestes lavadas no sangue do Cordeiro. Por isso eles desfrutarão da árvore da vida e entrarão na Cidade Santa pelas portas (Apocalipse 21:27; 22:14). (1) Mas os pecadores impenitentes e inimigos de Deus, dentre os quais estão os mentirosos, serão excluídos da bem-aventurança eterna. Se no lar celestial não haverá espaço para méritos humanos, que dirá então para vícios pecaminosos da carne?

20 - Os mentirosos ficarão de fora do Reino dos Céus, é o que a bíblia afirma em Apocalipse 21.8. (1) Nos versículos em que aprendemos que os mentirosos não herdarão o Reino dos Céus, a palavra mentira traduz um termo grego de onde vem o nosso prefixo “pseudo” e significa literalmente “mentira” ou “falsidade”, num sentido consciente e intencional. Então os mentirosos que não herdarão o Reino dos Céus são aquelas pessoas ímpias, propagandistas de preceitos perversos que agem intencionalmente com engano para prejudicar o seu semelhante. (2) Num sentido mais amplo, essas pessoas não são o que parecem ser. Por isso a mentira é algo que caracteriza suas vidas. Também é interessante  notar a ênfase que Cristo coloca no tipo de relação entre essas pessoas e o pecado da mentira. Ele diz que essas pessoas “amam e praticam a mentira”. A expressão grega empregada nessa frase indica que essas pessoas não apenas preparam, fazem, produzem e constroem a mentira, mas também estão habituadas a ela de tal forma que a aceitam e a favorecem com carinho. (3) Em outras palavras, essas pessoas amam suas vidas de engano. Elas trocam a verdade pela mentira e sentem prazer nisso. Esse tipo de comportamento mostra o quão profundo pode ser o pecado do homem. Ele sente deleite em semear o engano e transgredir a vontade do Senhor. Por tudo isso os mentirosos não herdarão o Reino de Deus. Então que essa advertência bíblica seja um convite ao arrependimento enquanto há tempo para quem vive dessa maneira. A boa notícia é que Cristo é a Verdade que liberta o mais vil dos mentirosos, Jesus Cristo salva, Jesus Cristo cura, Jesus Cristo liberta, Jesus Cristo em breve voltará.

Deus abençoe você e sua família.


Pr. Waldir Pedro de Souza.

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.






segunda-feira, 5 de outubro de 2026

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E O DOMÍNIO PRÓPRIO

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E O DOMÍNIO PRÓPRIO 


I – A Bíblia nos ensina o que é a inteligência emocional e na Bíblia ela é demonstrada como deve ser usada e para quem deve ser aplicada. Todos os que seguem as diretrizes que ela prescreve para o bem estar social, espiritual e intelectual da pessoa humana, sabem o que e como a inteligência emocional, é apresentada também como o domínio próprio, que é a sabedoria para gerir emoções e a empatia, alinhando sentimentos com princípios e  valores Cristãos para a maioria das pessoas. A empatia é a capacidade psicológica de sentir o que sentiria outra pessoa, caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar o que sente outro indivíduo. A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo que é o amor e interesse pelo próximo e à capacidade de ajudar sem receber pelo bem que fez. 

II - Exemplos de como o autocontrole de Jesus e os conselhos de Provérbios de Salomão sobre paciência foram e são eficientes: (Provérbios 16:32)  e Salmo 40 nos mostram que lidar com as emoções de forma saudável traz paz e melhora relacionamentos. Principais princípios de Inteligência Emocional na Bíblia: (1) Autoconhecimento e Controle para buscar sabedoria divina para entender e controlar o próprio espírito, evitando reações impulsivas. (2) Autorregulação que é o manejo da ira e outras emoções intensas, como ensinado em Efésios 4:26-27, que incentiva a não pecar com a raiva, como diz na bíblia, “irai- vos e não pequeis’ (3) Empatia e relacionamentos controlados para agir com amor e compaixão, colocando-se no lugar do outro, refletindo o caráter de Cristo, sendo Cristocêntrico. (4) Gestão, administração severa da ansiedade para confiar plenamente em Deus e para manter a paz interior, conforme Filipenses 4:6-7. 

III - Exemplos Bíblicos de inteligência Emocional e controle das situações conflitantes exercendo o domínio próprio. (1) Jesus é o maior exemplo: Demonstrou empatia, chorou com os que choravam e retirou-se para orar, mostrando alto controle emocional quando seus inimigos o procuravam para mata-lo, e não foi só uma vez não, foram várias vezes. (2) Davi foi um grande exemplo no Velho Testamento de saber dominar as situações amargas da vida. Foi exemplo de autoconhecimento, expressando suas emoções honestamente nos Salmos que escreveu. Todos conhecemos o Salmo 23, mas se você ler o Salmo 124 você vai ficar surpreso com as palavras de inteligência emocional que este Salmo contém. (3) A inteligência emocional à luz da Bíblia não é anular sentimentos, mas é canalizá-los com sabedoria para superar aparentes fracassos ou feridas da alma. 

A - Domínio próprio na Bíblia, ou autocontrole, é a virtude de controlar desejos, emoções e impulsos, agindo com sabedoria segundo a vontade de Deus, e não pela carne. É uma das partes do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:23), capacitado por Ele para evitar excessos na fala, na ira, na alimentação e nos prazeres terrenos, protegendo o cristão como "os muros de uma cidade", que se tornam uma fortaleza ao seu redor.

B – Definição bíblica do que é Inteligência emocional. É a capacidade de autogoverno, física e emocionalmente, (do grego egkrateia, é "aquele que se sustenta a si mesmo") para submeter  sua vida à própria vontade a Deus. Não é apenas um esforço humano, mas um fruto gerado pelo Espírito Santo na vida do cristão como: (1) Controle da ira, evitando agir por impulso próprio para não ferir alguém por aquilo que te prejudicou.  (Efésios 4:26). (2) Controle da língua, evitando fofocas, mentiras e palavras destrutivas. (3) Controle dos apetites, tendo  moderação na alimentação e bebida, evitando a glutonaria e embriaguez, rejeitando quaisquer bebidas alcoólicas e evitando os produtos drogativos viciantes. (4) Controle Sexual: Mantendo a pureza e a fidelidade como ordena a Bíblia, resistindo à tentação até porque a palavra de Deus diz: “resisti ao diabo e ele fugirá de voz”. Tiago 4.7. (5) Você é especial e muito importante para Deus. A falta de domínio próprio torna a pessoa vulnerável a falhas morais, espirituais e relacionais, comparando-se a uma "cidade sem muros". Então porquê não buscar e constantemente cultivar o domínio próprio? É só falar com Deus e Deus te dará mais e mais do Espírito Santo para você ser um vencedor. (6) Mas nada disso acontece se você não cultivar a comunhão com Deus tendo a intimidade do Espírito Santo para se derramar na presença do Senhor Jesus. (7) Como cultivar e aplicar esta inteligência emocional no dia a dia? Através da comunhão com Deus, através da oração, através do estudo da Bíblia e tendo  dependência completa do Espírito Santo. 

C – Em 2 Timóteo 1:7 diz: "Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (ou domínio próprio)". Em Provérbios 25:28 diz: "Como cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio". Em Gálatas 5:22-23 temos uma lista completa do que é o domínio próprio como fruto do Espírito. (1) Quem na Bíblia teve domínio próprio? Na Bíblia, o maior exemplo perfeito de domínio próprio foi Jesus Cristo, especialmente ao resistir às tentações no deserto, Mateus capitulo 3, e manter o silêncio diante de seus acusadores. (2) Outros personagens também demonstraram grande autodomínio, autocontrole em momentos críticos de suas vidas como: (3) José (filho de Jacó); Demonstrou domínio próprio ao recusar as investidas da mulher de Potifar e fugir da tentação, (Gênesis 39:7-12). (4) Davi que teve a oportunidade de matar o rei Saul na caverna, mas conteve seus homens e poupou a vida do ungido do Senhor, (1 Samuel 24:6-7). (5) Jó que resistiu à revolta e manteve a integridade e a paciência mesmo diante de perdas extremas e provocações. (6) Daniel que rejeitou os manjares finos do rei da Babilônia para se manter fiel aos princípios de sua fé em Deus, (Daniel 1:8). (7) Abigail que conteve a ira do futuro rei Davi com sabedoria, cortesia e brandura, impedindo um banho de sangue, (1 Samuel 25:32-34). 

D - A Inteligência Emocional é materializada através de nossas palavras, gestos, ações e tomadas de decisões. A Bíblia diz que “A palavra de Deus é a materialização do próprio Deus, o Único Deus, Jesus Cristo,  João 1:1 e da vontade de Deus o Pai para nossas vidas. Deus quer tornar conhecida a nós a sua vontade. Por isso, nos deu a sua Palavra para lermos e sobre ela refletirmos”. João 1:1 diz que …no princípio era o verbo…e o verbo era Deus. 2 Tim. 3:16 nos ensina que toda a escritura  Bíblica é inspirada por Deus. Portanto alegremo-nos em Deus, pois Ele tem o controle de tudo, todas as coisas estão em suas mãos, inclusive a vida de cada um dos seus servos. Referências bíblicas sobre este assunto: 2 Pedro 1:20; Mateus: 22:29; Marcos 14:49; Tiago 1:22; Tiago 1:19; 2 Tim. 2:15; Hebreus 4:12; 1 João 2:14; Apocalipse 3:8; João 5:24; Lucas 21:33; João 6:68; Marcos 13:31. Romanos 8.28 nos diz o seguinte: “Todas as coisas contribuem (cooperam) para o bem daqueles que amam a Deus”, portanto Deus nos deu inteligência espiritual para desenvolvimento da nossa inteligência emocional e tudo no controle do Espírito Santo. A inteligência emocional nos é demonstrada em Provérbios capítulos 8 e 9 e nos capítulos 8:11 e capítulo 9:10.

E – A palavra inteligência segundo o dicionário é proveniente do latim “Intelligentia" e significa que o inteligente é aquele que tem a capacidade, o espírito de pensar, de conceber, de compreender, tem a capacidade de resolução de novos problemas e de adaptação às novas situações mesmo que sejam muito difíceis de interpretações. Então podemos dizer que também significa: discernimento, juízo, raciocínio, talento, compreensão fácil, nítida, perfeita, profunda de qualquer coisa. Além de ter apreensão, percepção e grande capacidade intelectual. No sentido figurado significa também conluio, ajustes, combinação, entendimentos secretos ou não e combinações de alto teor de confiabilidade.  

F - O quociente de inteligência emocional varia de acordo com cada pessoa. Ele atua da razão que uma pessoa acha que tem e entre a idade mental de uma pessoa e até a sua idade real, com valores normalmente expresso em percentagens, para evitar desgastes emocionais contraproducentes. Estas informações são acumuladas e processadas de acordo com a formação intelectual e interesse pessoal em adquirir conhecimento de cada indivíduo, cujos interesses vão influenciar na maneira e na agilidade das respostas do nosso cérebro. A habilidade artificial também nos ajuda na capacidade de respostas como uma máquina que, através de sistemas e programas informáticos, imitar o comportamento humano e desempenhar funções normalmente associadas à inteligência humana, como a aprendizagem, a adaptação, a auto correção e o poder de decisão. Normalmente a inteligência emocional nos dá respostas mais lentas, porém mais precisas, do que a inteligência artificial.

1 - A Psiquê, a Psicanálise, a Psicologia analisadas à Luz das Escrituras Sagradas. Para falarmos de inteligência emocional, precisamos falar de emoções, sentimentos e do centro de todas as nossas decisões, enfim, precisamos falar do “coração”. A este importantíssimo órgão é atribuída analogicamente a função de conter todas as saídas da vida, (Provérbios 4:23). Por toda a bíblia o coração é comparado ao cérebro, onde realmente começa todo o processo mental e decisório, “pois dele procedem as saídas da vida”. O coração tem a função vital de bombear o sangue por todo o corpo, levando vida a cada parte dele. Exemplo disso são pessoas que precisam tratar problemas cardíacos. Ou quando parte do corpo fica necrosado por uma deficiência circulatória que se não for tratada pode se desdobrar em infecção generalizada.

2 - Quando pensamos em tomar alguma atitude, devemos ter consciência de que consequências virão, quer sejam boas ou más. Para isso, precisamos tomar atitudes, decisões certas. (Provérbios capítulos 08 e 09). Ou seja, é no nosso cérebro que decidimos o que vamos fazer e isto ocorre antes de tomarmos efetivamente alguma atitude. É o cérebro o mais complexo computador da face da terra que Deus nos deu para tomarmos decisões certas ou erradas. A palavra de Deus quando fala sobre o coração, é para fazer uma comparação com a alma, com a mente humana. Ou seja, é na mente que tomamos decisões, nela também somos habilitados ter a capacidade de absorver as informações do meio externo através de todos os nossos sentidos, como: a visão, a audição, o paladar, o olfato e o tato. Através destes cinco sentidos é que conseguimos nos adaptar ao meio em que vivemos tirando conclusões e transformando o mundo ao nosso redor.

3 - A ciência, especificamente, a Psicologia e a Psiquiatria, através das pesquisas de muitos estudiosos e filósofos, tiveram uma grande preocupação em definir o que nos diferencia dos vegetais e dos animais e também que a psiquê é o princípio ativo da vida, pois tudo o que cresce, se alimenta ou se reproduz possui psiquê ou alma. Eles classificaram três tipos de alma. A alma vegetativa, a alma sensitiva e a alma racional. (1) A Alma Vegetativa é a própria dos vegetais, tem a função de reprodução e alimentação. (2) A Alma Sensitiva e própria dos animais, tem a função de percepção e movimento e até de sentimentos, como dor, afetividade com seu tutor. (3) A Alma racional é própria dos seres humanos que diferentemente das duas anteriores, tem a capacidade de  ainda saber o que é certo e o que é errado, tem ainda o livre arbítrio para escolher o que fazer da sua vida, dos seus negócios, cuidar da família, ter filhos ou não, se formar e especializar em alguma área das ciências, etc.

4 – Na área das ciências humanas, por exemplo, já se compreendeu o que a palavra de Deus define sobre a criação no princípio. Jeremias 17:10 nos diz que Deus, o criador, conhece até as nossas intenções. 10. Eu, o Senhor, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações. Quando Deus criou o homem, Ele o abençoou para dominar sobre toda a criação, pois lhe deu a capacidade de interagir e mudar o mundo ao seu redor, Deus lhe deu capacidade intelectual, raciocínio para sobreviver, mesmo depois de haver pecado. Deus lhe deu condições de prover seu próprio sustento e de sua família. De saber o que é certo e o que é errado, Deus dotou o ser humano de uma capacidade de saber o que é inocência, do que e imoralidade, do que é pecado, do que não é pecado, de como ser perdoado se tiver errado, e muito mais coisas que não precisamos enumerar. Com a capacidade de raciocinar, Deus também lhe dá oportunidade de escolher ser salvo ou não, de entrar pela porta estreita que leva o ser humano para o céu ou pelo caminho largo e espaçoso que leva à perdição eterna. 

5 – Deus deu responsabilidades ao homem, portanto, podemos concluir que não somos simples “marionetes” como muitos insensatos dizem por ai, pois o Senhor nos deu condições de tomar a decisão de pecar ou não, recebendo assim as consequências das nossas decisões. Está descrito em Gênesis: 1:26 em diante e em Gênesis: 2:16 em diante sobre as consequências das nossas decisões. 

6 - As cinco Habilidades da inteligência emocional e os sentimentos que devem dominar o coração do servo de Deus são: (1) A Psicologia definiu inteligência emocional como uma série de capacidades, habilidades e competências não cognitivas que influenciam na capacidade de uma pessoa em lidar com as demandas e pressões do seu ambiente. (2) As habilidades principais da inteligência emocional são definidas assim: (a) A autoconsciência que é  a capacidade de ter consciência dos próprios sentimentos. (b) O Autogerenciamento que é a capacidade de administrar as próprias emoções e impulsos. (c) A automotivação que é persistir diante de fracassos e dificuldades. (d) A empatia que é a percepção do que os outros estão sentindo. (e) As habilidades sociais que lidam com as emoções das outras pessoas.

7 -  Os fortes efeitos causados por fortes emoções trazem desconfortos emocionais nas partes dos neurônios responsáveis pela amargura de alma, do coração e de outras partes sensoriais do nosso organismo.  Diante de uma situação de pressão é importante respirarmos oxigenando o cérebro para que possamos ativar os neurônios específicos que barram os neurônios emocionais mantendo o controle das emoções. Ou seja, os neurônios são as principais células do tecido nervoso e são capazes de transmitir o impulso nervoso para outras células. O tecido nervoso é formado por dois grupos principais de células: os neurônios e as células da glia ou células da neuróglia. Os neurônios, também chamados de células nervosas, são os tipos mais conhecidos e possuem como função principal a transmissão dos impulsos nervosos. Os neurônios são formados por prolongamentos e um corpo celular, conhecido também como pericário. É no corpo celular que estão localizadas as informações genéticas em um grande núcleo e de onde partem os prolongamentos. No Sistema Nervoso Central (SNC), essa parte do neurônio é localizada na substância cinzenta, enquanto no Sistema Nervoso Periférico (SNP) está localizada nos gânglios e em órgãos dos sentidos. Os neurônios teem tudo a ver com nossa Inteligência Emocional. 

8 – Comparação do “Q.I” Quociente de Inteligência, versus  “I.E” Inteligência Emocional. Nem sempre Q.I. (que significa quociente de inteligência) é o mais apreciado pelas organizações de pesquisas funcionais. O funcionário precisa ter conhecimentos técnicos e suas habilidades técnicas, mas o mais apreciado é a I.E. (Inteligência Emocional), que é a capacidade de lidar com os próprios sentimentos e emoções para num dado momento de pressão, saber controlá-los. Ou seja o item mais observado nas contratações de pessoas para tarefas que geram fortes emoções, é Emocional. Para as agências de pesquisas funcionais e contratações de mão de obra especializada existe um quadro do que representa instrução secular. (1) O Q.I. Representa 10 % com 20% de êxito para as nossas tarefas. (2)  A I.E. Representa 80% com 90% de êxito para a execução das tarefas.

9 - A Bíblia nos mostra como devemos agir para termos êxito em nossas tarefas diárias. Provérbios 15:1;11-14 e Salmo 139, são excelentes para meditação sobre nossas atitudes diariamente. Como nós temos consciência dos nossos atos, Deus julga primeiro o nosso coração, ele tudo conhece. Sabe os nossos pensamentos e esquadrinha os nossos rins. Exemplos bíblicos de pessoas mal e bem sucedidas no controle das suas emoções e desejos diante de situações de pressão. (1) Moisés números 20:10. (2) Davi 2 Samuel 11 e 12. (3) José do Egito Gênesis 39. (4) Jesus diante da tentação de satanás Mateus 4:1-11.

10 - Devemos além de tudo isso usar a palavra de Deus para que o Espírito Santo de Deus aja em nossas vidas. Gálatas 5:17 nos ensina que o Fruto do Espírito é o modelo de caráter do Cristão. O Cristão deve se permitir ser moldado pelo Espírito de Deus para agir de acordo com os padrões bíblicos. Conforme a palavra de Deus, nós somos servos do Senhor e precisamos buscar de Deus aquilo que a ciência ou o saber humano ainda não descobriu. Devemos buscar ser cheios da comunhão e da intimidade com o Espírito Santo de Deus, que é considerado o mais importante para a nossa vida passageira aqui na terra. 

11 - Vamos ver apenas dois exemplos bíblicos de controle emocional começando por Davi que fingiu-se de louco, (1 Samuel 21:12-15) para escapar da morte ao ser reconhecido em Gate, território dos filisteus inimigos, enquanto fugia de Saul. Ele riscou as portas, babou na barba e agiu como demente, enganando o rei Aquis, que o considerou um louco e o expulsou, salvando sua vida. (1) Davi estava assustado e fugindo de Saul, buscando refúgio no território inimigo de Gate. (2) Para parecer insano, ou doido, Davi rabiscava as portas da cidade e deixava a saliva escorrer pela barba. (3) O rei Aquis de Gate, ao ver a cena, questionou por que trouxeram "mais um louco" para sua presença, ordenando sua saída. (4) A estratégia funcionou e Davi conseguiu escapar com vida, relatando o livramento no Salmo 34. (5) Essa ação é vista como um exemplo de uso da estratégia de controle emocional e da sabedoria para preservar a própria vida em situações extremas. Foi Deus que abençoou Davi com aplicação da inteligência Emocional funcionando, para dar livramento para Davi naquele momento. 

12 – Outro caso de grande controle e de aplicação da Inteligência Emocional foi o caso de Abigail e o seu Controle Emocional (1 Samuel 25). Em contraste, a história de Abigail é citada como um exemplo de alta inteligência emocional, agindo com sabedoria e calma para reverter uma situação de descontrole do marido Nabal, que geraria uma tragédia. O descontrole de Nabal foi tanto que ele maltratou os servos de Davi que estavam em busca por alimentos para levar para os soldados de Davi que estavam quase morrendo de fome. Em uma outra situação desagradável Davi acudiu a Nabal quando este estava também numa situação crítica, mas Nabal despediu os servos de Davi de mãos limpas e sem lhes prestar o socorro solicitado por Davi. Davi ficou muito furioso e partiu para se encontrar com Nabal pois a raiva foi tanta que ele mandou avisar a Nabal que estava indo ao seu encontro e que mataria a todos os seus, inclusive todos da sua casa. Ai entra a Inteligência Emocional de Abigail que usada por Deus, preparou um plano para matar o seu marido, o sanguinário Nabal, e assim fez. Depois foi ao encontro de Davi e se humilhou diante de Davi que a perdoou, vindo mais tarde a tomar a viúva desamparada de Nabal, Abigail, como sua esposa. 

13 - O Equilíbrio Emocional na Vida Cristã foi o diferencial para que Jesus se apresentasse como o modelo máximo de controle emocional, demonstrando controle mesmo diante de situações extremas. Jesus ensinou seus discípulos a ter uma vida equilibrada. Jesus foi o maior exemplo de Inteligência Emocional para a humanidade. Jesus é nosso grande exemplo de alguém que tinha um grande equilíbrio emocional. Jesus detinha o domínio de sua sensibilidade, das suas palavras e atitudes, demonstrou isso em todas as situações narradas na Bíblia, mesmo diante de Judas Iscariotes, aquele que seria seu traidor. Mesmo nessa situação, Ele não mudou sua maneira de ser. Jesus dizia verdades aos Fariseus, convivia com pecadores e pessoas consideradas indignas pela sociedade, e até passou no meio de uma multidão que estava revoltada com Ele, mas sem tomar nenhuma atitude de resposta ou represália.

14 - “Então se levantaram, arrastaram Jesus para fora da cidade e o levaram até o alto do monte onde a cidade estava construída, para o jogar dali abaixo. Mas ele passou pelo meio da multidão e foi embora”. (Lucas 4:29-30). Além disso, foi levado pela via dolorosa, caminho de dor e sofrimento, até a cruz e, apesar de toda humilhação e injúrias sofridas, disse ao Pai: “perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. 

15 - Como disse em textos anteriores, suas emoções serão a chave para o equilíbrio, para sua Inteligência Emocional estar no controle de sua vida através do Espírito Santo. Diante de qualquer situação, olhe de uma forma diferente para os acontecimentos que alteram seu emocional, esqueça os sentimentos ruins, tire uma nova lição de vida. Entendemos que isso pode ser extremamente complicado, mas esse é o caminho para encontrar um equilíbrio dentro de você. 

16 - Até chegar ao equilíbrio, há um processo, um caminho longo, haverá momentos difíceis, mas entenda que isso vai ajudar você a se tornar melhor. O importante é que esteja bem em qualquer situação, e em tudo que enfrentar possa ver o Senhor Jesus conduzindo sua vida, seu lar, sua família. Observe a atitude de Paulo perante as dificuldades, Paulo disse: “Eu me alegro também com as fraquezas, os insultos, os sofrimentos, as perseguições e as dificuldades pelos quais passo por causa de Cristo. Porque, quando perco toda a minha força, então tenho a força de Cristo em mim”, (2Coríntios 12:10). O equilíbrio emocional é motivado pela Inteligência Emocional na vida cristã que tem o Espírito Santo de Deus na direção de tudo e passa todas as situações tresloucadas da vida para a orientação do Espírito Santo. Uma boa atitude perante Deus e as pessoas que nos rodeiam, é estar procurando sempre crescer pelo entendimento da palavra de  Deus e tendo o controle dos sentimentos emocionais. Viva a vida que Deus preparou para você, com alegria espiritual e com o Espírito Santo dominando todo o seu ser.

Deus abençoe você e sua família. 


Pr. Waldir Pedro de Souza. 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor. 



segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O EVANGELHO DE JESUS É O VERDADEIRO PODER DE DEUS

O EVANGELHO DE JESUS É O VERDADEIRO PODER DE DEUS.


I - O Evangelho de Jesus é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nEle cre. Romanos 1.16-17. “16. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.  17. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. Muitos pregadores modernistas seduzidos pelo pragmatismo das novidades teológicas inventadas e idolatradas teem sede de fabricar novidades bíblicas, abandonaram a sã doutrina e se capitularam a uma pregação mais palatável, ao gosto dos desejos e  dos ouvidos dos seus membros. Pregam um outro evangelho irreconhecível, sem a unção do Espírito Santo, um evangelho híbrido, liberal, sincrético, sem boas novas de grande alegria que é a salvação. A maior necessidade da igreja brasileira hoje é voltar-se ao antigo Evangelho, o Evangelho da graça, o Evangelho da nossa salvação, o Evangelho de Cristo, proclamado pelo próprio Senhor Jesus e por seus santos apóstolos. É preciso voltar ao início de tudo. Precisamos pregar só o Evangelho e todo o Evangelho. Só o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus é que pode salvar o perdido pecador. O Evangelho de Jesus Cristo é simples, é o evangelho cheio da graça de Deus, é o evangelho do Pai, é o evangelho que transforma, é o evangelho que liberta, é o evangelho trás alegria, é o evangelho que transforma o pecador em um verdadeiro cidadão do céu. 

II – A frase "o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" é uma citação bíblica fundamental, encontrada em Romanos 1:16, e significa que as Boas Novas de Jesus Cristo contêm a força divina para transformar vidas, perdoar pecados e trazer salvação completa, não só para os judeus, mas para todos os povos que depositam sua fé em Cristo, revelando a justiça de Deus de fé em fé. O Evangelho de Jesus Cristo é: (1) poder Transformador. O evangelho não é apenas uma mensagem, é o poder de Deus que capacita, leva o ser humano à mudança, cura, libertação e uma nova vida em Cristo. (2) A salvação Abrange a totalidade de nossas vidas e inclui perdão, cura, libertação, vitória e vida eterna, sendo acessível a todos que creem, independentemente de sua origem (judeu ou grego/gentio). (3) O Evangelho é a revelação da Justiça de Deus e através do evangelho, a justiça de Deus se manifesta, permitindo que o crente viva de fé em fé, sendo justificado por Deus. (4) O verdadeiro Evangelho é um chamado à coragem de abandonar o pecado e voltar-se para Deus. O apóstolo Paulo ao declarar isso diz que não se envergonha do evangelho porque o evangelho é o poder de Deus para salvar, e encoraja os crentes a viverem e compartilharem essa mensagem com ousadia, sem medo de críticas ou rejeição. 

III - Em resumo, a afirmação central da fé cristã sobre a capacidade do evangelho de agir como a própria força de Deus para resgatar e restaurar as pessoas, é real e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes. Há uma grande necessidade universal da expansão da propagação do Evangelho. (Romanos 1:16-32) Todos, sejam judeus ou gentios, precisam crer no evangelho de Jesus Cristo. É a tese enunciada por Paulo em Romanos 1:16 e defendida nos capítulos seguintes. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”.

A - O Evangelho de Jesus Cristo é para todos, distinção de credo, raça, cor, religião ou nacionalidade. Nesse versículo encontramos vários pontos essenciais para compreender a carta aos Romanos e o propósito eterno de Deus para nossa salvação. Observe que a afirmação é única para o poder de Deus que salva o perdido pecador porque só o evangelho é quem contém o poder de Deus para transformar e salvar. A mensagem pregada por Paulo e outros, no primeiro século, não foi invenção do homem. Veio de Deus como o meio escolhido para salvar pecadores.

B - A salvação é para aqueles que crêem. Embora o evangelho inclua mandamentos para serem obedecidos (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17), ele não é um sistema de justificação por obras de lei. O contraste que Paulo introduz aqui e explicará nos próximos capítulos é entre lei e fé. Nenhuma lei jamais salvou um pecador. A salvação vem pela fé em Cristo Jesus.

C - A salvação é para judeus e gentios e todos os que crêem. Deus trabalhou por meio da nação judaica para cumprir suas promessas, e a pregação do evangelho começou entre os descendentes de Abraão. Mas, o evangelho e a salvação que ele oferece são acessível a todos, tanto Judeus gregos que representam aqui toda a humanidade.

1 - A Ira de Deus é contra o Pecado e não contra o pecador. O resto do primeiro capítulo de Romanos mostra o motivo de Deus em ficar irado com o pecado do homem. Note os pontos principais neste trecho: (1) Deus se revela. A vontade dele se revela na palavra das Escrituras, mas o caráter e o poder de Deus se revelam pelas obras da criação (17-20). (2) Este fato traz a responsabilidade sobre todos de buscar a Deus, e deixa os desobedientes sem desculpa.

2 -  Um erro leva a outros. Uma vez que o homem nega a existência de Deus ou perverte a verdade sobre a natureza do Criador, outros pecados brotam dessas raízes (21-25). (1) Existem pessoas impressionadas com a sua própria inteligência e pela sua capacidade de raciocinar inventam deuses feitos à imagem de homens, ou até de animais. (2) Assim, negando a santidade e a perfeição do Deus justo, justificam todo tipo de perversidade, incluindo relações sexuais ilícitas. Esses versículos mostram que falsas doutrinas sobre Deus andam de mãos dadas com os pecados da carne.

3 - Deus deixa, permite, os pecadores caminharem para sua própria punição porque, pela liberdade de escolher e do livre arbítrio, Deus não autoriza o pecado mas deixa o homem praticá-lo, até piorando cada vez mais a sua própria situação já que o próprio homem decidiu não seguir aquilo que agrada a Deus. (1) A justiça nem sempre é imediata, mas os pecadores que não se voltam para Deus receberão a merecida punição (26-27).

4 - As Mentes corrompidas geralmente se entregam à morte e vão para a perdição eterna por vontade própria, não fazem nada para de salvarem da perdição eterna. (1) O primeiro passo foi desprezar o conhecimento de Deus e o destino, infelizmente, é a morte. (2) Os passos intermediários são vários. Nos versículos 29-31, Paulo cita vários exemplos das coisas inconvenientes que merecem a sentença de morte. Muitas pessoas consideram alguns desses pecados comuns e até aceitáveis, mas Deus disse que pessoas invejosas, avarentas ou desobedientes aos pais merecem a morte. (3) Devemos pensar bem sobre a nossa conduta diante do Criador antes que seja tarde demais. Por isso o Evangelho nos mostra a resposta de Deus às nossas necessidades de que todos nós precisamos urgentemente aceitar a Jesus ou pedir para Ele nos aceitar como o Evangelho de Jesus nos ensina, as orientações para isso se encontram nos quatro primeiros livros do Novo Testamento que são os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João.

5 - A semente da propagação da Salvação em Cristo Jesus é propagação do Evangelho. A semente da propagação da palavra de Deus é a própria palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Ela contém todas as orientações de Deus para o ser humano ser salvo. (1) A multidão curiosa que tinha ouvido a parábola do semeador não a  entendeu. Mas, então, o que esperávamos? Nem os discípulos do   Senhor entenderam. "Então, Jesus lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" (Marcos 4:13). (2) Jesus parece ter começado com a história do semeador porque ela abordava um conceito tão fundamental do reino do céu que a incapacidade de entendê-la prediria incapacidade de entender qualquer outra coisa.

6 - A salvação dos discípulos era que, ainda que verdadeiramente não percebessem seu ponto, eles queriam saber, e ficaram para perguntar mais sobre o que ele queria dizer e para ouvir a paciente explanação de Jesus. A parábola do semeador contém três elementos: o semeador, a semente, e os solos. O semeador e a semente são constantes. O semeador é habilidoso e espalha a semente por igual. A semente é, indiscutivelmente, boa. Mas o trabalho hábil do semeador e a capacidade de germinação da semente dependem para seu sucesso da natureza do solo, e aqui é focalizada a parábola.

7 - Quem é o semeador? Jesus não diz. Na parábola do trigo e do joio, Jesus diz que o semeador da boa semente é o "Filho do Homem" (Mateus 13:37), mas a preocupação naquela parábola são as origens contrastantes dos dois tipos de sementes. Aqui a identidade do semeador não é tão crítica. Quem quer que ele possa representar é essencialmente uma função do propósito da parábola. Se o seu intento foi ilustrar a resposta variável dos ouvintes à pregação pessoal de Jesus e forçá-los a um exame sério de si mesmos, então muito certamente o Senhor é o semeador. A aplicação, por Jesus, das palavras de Isaías a sua audiência, "Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos" (Mateus 13:14-15) parece sugerir essa interpretação.

8 - Mas se, por outro lado, o propósito desta parábola foi também fortalecer os corações incertos de seus discípulos, esperando, como estavam, o reino para levar cada alma diante dele, então certamente eles e aqueles que semeariam o mundo com o evangelho depois deles teriam que ser parte deste complexo plantador. O significado da semente é claramente demarcado para nós. "Este é o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus" (Lucas 8:11). Ainda que não seja a mensagem primária desta parábola, o fato que a palavra de Deus é o poder que constrói o reino de Deus precisa de ênfase.

9 - Não há nenhuma mágica aqui, nenhuma energia esotérica mistificadora. Até as palavras dos homens contêm um certo poder. Elas comunicam sentimentos e idéias, criam culturas inteiras, levam homens à paz ou à guerra, mudam o curso da história, produzem grande mal ou grande bem. Por que nos surpreenderíamos, então, que a palavra de Deus tenha poder inimaginável? Os mundos foram criados e são mantidos pela palavra de Deus (Hebreus 11:3; 1:3), e o sopro divino que está em suas palavras, (Salmo 33:6) é o sopro que nos deu a vida (Gênesis 2:7). 

10 - A palavra do Todo Poderoso responde aos nossos espíritos como a luz responde aos nossos olhos. Sua poderosa verdade viva penetra em nossos corações e põe a nu nossos mais íntimos pensamentos (Hebreus 4:12). É a palavra do evangelho que nos salva (Romanos 1:18; 1 Coríntios 1:21), e a "palavra da sua graça" que nos edifica e garante nossa herança entre o povo de Deus (Atos 20:23).

11 - Esta parábola está nos dizendo, em linguagem simples, que a própria palavra de Deus é a semente germinante da vida (Filipenses 2:16), e não há palavras que revelam coisas tão misteriosa e maravilhosas das obras do Espírito Santo. É por esta própria palavra viva, que transmite energia, que o Espírito Santo não somente nos leva ao renascimento espiritual, (Efésios 1:13; 1 Pedro 1:23-25), mas nos transforma na imagem do Filho de Deus. E tudo isto é possível porque em suas palavras Deus nos abriu seu coração e derramou as profundezas de sua verdade e graça, (1 Coríntios 2:10-13). No evangelho, ele nos fez olhar na face de nosso Salvador crucificado e maltratado na cruz para nós perdoar e salvar, (2 Coríntios 3:18).

12 - É, portanto, pecado homens e mulheres falarem do evangelho como "mera palavra" e rirem da idéia que o evangelho por si só é capaz de produzir uma nova e inconquistável vida espiritual. Não é prudente falar tão levianamente de palavras que saem da boca de Deus ou insultar o céu tentando fortificar esta palavra "inadequada" com nossas vãs filosofias, (Colossenses 2:8-10; Provérbios 30:5-6). Até Satanás sabe onde está o poder. "A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo sejam salvos", (Lucas 8:12).

13 - Mas não faz Deus mais do que apenas falar conosco? Sim, ele está certamente ativo em responder nossas orações, (1 João 5:14:15), e providencialmente nos guiando através das provações e tribulações que limpam, fortalecem e purificam nossa fé (Romanos 8:28). Mas, enfim, é sua palavra que tem poder, e é para sua palavra que todo seu providente trabalho precisa nos trazer, em obediência compreensiva. É através dessa palavra que chegamos a conhecer Deus e Seu Filho, Jesus o unigênito Filho de Deus. E essa é vida eterna, (João 17:3) a semente do reino, é a palavra de Deus.

14 - O Evangelho não é apenas uma mensagem bonita, mas o próprio poder de Deus em ação. Ele tem a capacidade absoluta de transformar corações endurecidos, quebrar as correntes do pecado e salvar todo aquele que crê. É uma força viva e irresistível que traz esperança e vida nova.

15 - O tema principal diz que o evangelho é o Poder de Deus para a Salvação de todo aquele que n’Ele crê. (1) O Evangelho não é teoria, é Poder, é o poder de Deus para todos o que nEle crer, (Romanos 1:16). (2) "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que n’Ele crê...". (3) A palavra grega para evangelho é “euaggelion”, que significa "boas novas". Mais do que uma simples notícia, é um poder dinâmico (a palavra original lembra dinamite) capaz de romper qualquer impossibilidade na vida humana. (4) A quem se destina? É universal, é mundial. Ele alcança o sábio e o ignorante, o rico e o pobre. A única exigência para que esse poder se manifeste é a fé.

16 – O Evangelho tem poder de transformar vidas, (2 Coríntios 5:17). (1) "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas (velhas) antigas já passaram; eis que tudo se fez novo”. (2) O Evangelho de Jesus quebra o julgo do pecado. O evangelho de Jesus liberta o viciado, restaura o casamento destruído, cura feridas emocionais e transforma o ódio em perdão.

17 – Quanto a justificação pelo evangelho, não apenas somos perdoados, mas declarados justos diante de Deus, recebendo o dom da vida eterna através do sacrifício vicário de Jesus na cruz do calvário. (1) O poder do evangelho não está na oratória do pregador, mas nos fatos históricos e espirituais em que se baseia. (2) Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras. (3)Ele ressuscitou ao terceiro dia segundo as Escrituras. A ressurreição de Jesus é a prova viva e definitiva de que Ele venceu a morte e nos garante a vitória. “Glórias a Deus porque o nosso Redentor vive, porque Jesus está vivo e em breve Ele voltará para arrebatar a Sua igreja”.

18 – O Evangelho de Marcos 10.17-31 nos explica quais são os efeitos da conversão. A conversão produz benefícios visíveis. A Bíblia nunca despreza a manifestação externa de coisas internas. Ela condena pegar a manifestação externa pela realidade interna. (1) E pensando nesses efeitos, precisamos ter em mente que quase não é só um detalhe. O jovem rico “quase” virou um discípulo. Estava ,”quase” na porta do céu, quase entrou por aquela porta, mas ficou só no “quase”, tinha uma coisa muito importante que ele não tinha abandonado ou não tinha feito para ser salvo. (2) Ele era “quase” honesto para com Deus. Estava na postura certa de aprender de Jesus e até ficou de joelhos para ser elogiado pela sua postura de fidelidade às leis de Deus. (3) O jovem elogiou a Jesus e afirmou que Jesus era um bom mestre e Jesus questiona o jovem se ele compreendeu o que dizia ao chamá-lo de bom, pois só Deus é bom. A pergunta dele foi “quase honesta”, ele queria saber como herdar a vida eterna, mas do jeito dele e não do jeito de Deus. (4) Então, Jesus testa o discipulado do jovem aprendiz de como ser salvo, e apresenta o que está escrito em Marcos, que é um evangelho que enfoca o discipulado. Jesus lista os mandamentos que lidam com a relação com os homens. O jovem afirma cumprir todos os mandamentos. Jesus não o questiona, porém mostra um exame mais profundo; questionando o que ele valorizava? o eterno ou o transitório? Jesus mostra que a maior prova de conversão é abrir mão do transitório em prol das coisas eternas.  (5) É por isso que Jesus afirma que é difícil para alguém que confia nas riquezas ser salvo. Qualquer confiança que seja um substituto de Deus é idolatria, sejam riquezas, trabalho, prazer, etc. A prova tangível da conversão é o abandono dos ídolos e o retorno para Jesus. Isso é impossível ao homem, mas possível para Deus.

Deus abençoe você e sua família.


Pastor Waldir Pedro de Souza 

Bacharel teologia, Pastor e Escritor.