O EVANGELHO É O VERDADEIRO PODER DE DEUS.
I - O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nEle cre. Romanos 1.16-17. “16. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. 17. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. Muitos pregadores modernistas seduzidos pelo pragmatismo das novidades teológicas inventadas e idolatradas teem sede de fabricar novidades bíblicas, abandonaram a sã doutrina e se capitularam a uma pregação mais palatável, ao gosto dos desejos e dos ouvidos dos seus membros. Pregam um outro evangelho irreconhecível, sem a unção do Espírito Santo, um evangelho híbrido, liberal, sincrético, sem boas novas de grande alegria que é a salvação. A maior necessidade da igreja brasileira hoje é voltar-se ao antigo Evangelho, o Evangelho da graça, o Evangelho da nossa salvação, o Evangelho de Cristo, proclamado pelo próprio Senhor Jesus e por seus santos apóstolos. É preciso voltar ao início de tudo. Precisamos pregar só o Evangelho e todo o Evangelho. Só o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus é que pode salvar o perdido pecador. O Evangelho de Jesus Cristo é simples, é o evangelho cheio da graça de Deus, é o evangelho do Pai, é o evangelho que transforma, é o evangelho que liberta, é o evangelho trás alegria, é o evangelho que transforma o pecador em um verdadeiro cidadão do céu.
II – A frase "o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" é uma citação bíblica fundamental, encontrada em Romanos 1:16, e significa que as Boas Novas de Jesus Cristo contêm a força divina para transformar vidas, perdoar pecados e trazer salvação completa, não só para os judeus, mas para todos os povos que depositam sua fé em Cristo, revelando a justiça de Deus de fé em fé. O Evangelho de Jesus Cristo é: (1) poder Transformador. O evangelho não é apenas uma mensagem, é o poder de Deus que capacita, leva o ser humano à mudança, cura, libertação e uma nova vida em Cristo. (2) A salvação Abrange a totalidade de nossas vidas e inclui perdão, cura, libertação, vitória e vida eterna, sendo acessível a todos que creem, independentemente de sua origem (judeu ou grego/gentio). (3) O Evangelho é a revelação da Justiça de Deus e através do evangelho, a justiça de Deus se manifesta, permitindo que o crente viva de fé em fé, sendo justificado por Deus. (4) O verdadeiro Evangelho é um chamado à coragem de abandonar o pecado e voltar-se para Deus. O apóstolo Paulo ao declarar isso diz que não se envergonha do evangelho porque o evangelho é o poder de Deus para salvar, e encoraja os crentes a viverem e compartilharem essa mensagem com ousadia, sem medo de críticas ou rejeição.
III - Em resumo, a afirmação central da fé cristã sobre a capacidade do evangelho de agir como a própria força de Deus para resgatar e restaurar as pessoas, é real e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes. Há uma grande necessidade universal da expansão da propagação do Evangelho. (Romanos 1:16-32) Todos, sejam judeus ou gentios, precisam crer no evangelho de Jesus Cristo. É a tese enunciada por Paulo em Romanos 1:16 e defendida nos capítulos seguintes. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”.
A - O Evangelho de Jesus Cristo é para todos, distinção de credo, raça, cor, religião ou nacionalidade. Nesse versículo encontramos vários pontos essenciais para compreender a carta aos Romanos e o propósito eterno de Deus para nossa salvação. Observe que a afirmação é única para o poder de Deus que salva o perdido pecador porque só o evangelho é quem contém o poder de Deus para transformar e salvar. A mensagem pregada por Paulo e outros, no primeiro século, não foi invenção do homem. Veio de Deus como o meio escolhido para salvar pecadores.
B - A salvação é para aqueles que crêem. Embora o evangelho inclua mandamentos para serem obedecidos (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17), ele não é um sistema de justificação por obras de lei. O contraste que Paulo introduz aqui e explicará nos próximos capítulos é entre lei e fé. Nenhuma lei jamais salvou um pecador. A salvação vem pela fé em Cristo Jesus.
C - A salvação é para judeus e gentios e todos os que crêem. Deus trabalhou por meio da nação judaica para cumprir suas promessas, e a pregação do evangelho começou entre os descendentes de Abraão. Mas, o evangelho e a salvação que ele oferece são acessível a todos, tanto Judeus gregos que representam aqui toda a humanidade.
1 - A Ira de Deus é contra o Pecado e não contra o pecador. O resto do primeiro capítulo de Romanos mostra o motivo de Deus em ficar irado com o pecado do homem. Note os pontos principais neste trecho: (1) Deus se revela. A vontade dele se revela na palavra das Escrituras, mas o caráter e o poder de Deus se revelam pelas obras da criação (17-20). (2) Este fato traz a responsabilidade sobre todos de buscar a Deus, e deixa os desobedientes sem desculpa.
2 - Um erro leva a outros. Uma vez que o homem nega a existência de Deus ou perverte a verdade sobre a natureza do Criador, outros pecados brotam dessas raízes (21-25). (1) Existem pessoas impressionadas com a sua própria inteligência e pela sua capacidade de raciocinar inventam deuses feitos à imagem de homens, ou até de animais. (2) Assim, negando a santidade e a perfeição do Deus justo, justificam todo tipo de perversidade, incluindo relações sexuais ilícitas. Esses versículos mostram que falsas doutrinas sobre Deus andam de mãos dadas com os pecados da carne.
3 - Deus deixa, permite, os pecadores caminharem para sua própria punição porque, pela liberdade de escolher e do livre arbítrio, Deus não autoriza o pecado mas deixa o homem praticá-lo, até piorando cada vez mais a sua própria situação já que o próprio homem decidiu não seguir aquilo que agrada a Deus. (1) A justiça nem sempre é imediata, mas os pecadores que não se voltam para Deus receberão a merecida punição (26-27).
4 - As Mentes corrompidas geralmente se entregam à morte e vão para a perdição eterna por vontade própria, não fazem nada para de salvarem da perdição eterna. (1) O primeiro passo foi desprezar o conhecimento de Deus e o destino, infelizmente, é a morte. (2) Os passos intermediários são vários. Nos versículos 29-31, Paulo cita vários exemplos das coisas inconvenientes que merecem a sentença de morte. Muitas pessoas consideram alguns desses pecados comuns e até aceitáveis, mas Deus disse que pessoas invejosas, avarentas ou desobedientes aos pais merecem a morte. (3) Devemos pensar bem sobre a nossa conduta diante do Criador antes que seja tarde demais. Por isso o Evangelho nos mostra a resposta de Deus às nossas necessidades de que todos nós precisamos urgentemente aceitar a Jesus ou pedir para Ele nos aceitar como o Evangelho de Jesus nos ensina, as orientações para isso se encontram nos quatro primeiros livros do Novo Testamento que são os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João.
5 - A semente da propagação da Salvação em Cristo Jesus é propagação do Evangelho. A semente da propagação da palavra de Deus é a própria palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Ela contém todas as orientações de Deus para o ser humano ser salvo. (1) A multidão curiosa que tinha ouvido a parábola do semeador não a entendeu. Mas, então, o que esperávamos? Nem os discípulos do Senhor entenderam. "Então, Jesus lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" (Marcos 4:13). (2) Jesus parece ter começado com a história do semeador porque ela abordava um conceito tão fundamental do reino do céu que a incapacidade de entendê-la prediria incapacidade de entender qualquer outra coisa.
6 - A salvação dos discípulos era que, ainda que verdadeiramente não percebessem seu ponto, eles queriam saber, e ficaram para perguntar mais sobre o que ele queria dizer e para ouvir a paciente explanação de Jesus. A parábola do semeador contém três elementos: o semeador, a semente, e os solos. O semeador e a semente são constantes. O semeador é habilidoso e espalha a semente por igual. A semente é, indiscutivelmente, boa. Mas o trabalho hábil do semeador e a capacidade de germinação da semente dependem para seu sucesso da natureza do solo, e aqui é focalizada a parábola.
7 - Quem é o semeador? Jesus não diz. Na parábola do trigo e do joio, Jesus diz que o semeador da boa semente é o "Filho do Homem" (Mateus 13:37), mas a preocupação naquela parábola são as origens contrastantes dos dois tipos de sementes. Aqui a identidade do semeador não é tão crítica. Quem quer que ele possa representar é essencialmente uma função do propósito da parábola. Se o seu intento foi ilustrar a resposta variável dos ouvintes à pregação pessoal de Jesus e forçá-los a um exame sério de si mesmos, então muito certamente o Senhor é o semeador. A aplicação, por Jesus, das palavras de Isaías a sua audiência, "Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos" (Mateus 13:14-15) parece sugerir essa interpretação.
8 - Mas se, por outro lado, o propósito desta parábola foi também fortalecer os corações incertos de seus discípulos, esperando, como estavam, o reino para levar cada alma diante dele, então certamente eles e aqueles que semeariam o mundo com o evangelho depois deles teriam que ser parte deste complexo plantador. O significado da semente é claramente demarcado para nós. "Este é o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus" (Lucas 8:11). Ainda que não seja a mensagem primária desta parábola, o fato que a palavra de Deus é o poder que constrói o reino de Deus precisa de ênfase.
9 - Não há nenhuma mágica aqui, nenhuma energia esotérica mistificadora. Até as palavras dos homens contêm um certo poder. Elas comunicam sentimentos e idéias, criam culturas inteiras, levam homens à paz ou à guerra, mudam o curso da história, produzem grande mal ou grande bem. Por que nos surpreenderíamos, então, que a palavra de Deus tenha poder inimaginável? Os mundos foram criados e são mantidos pela palavra de Deus (Hebreus 11:3; 1:3), e o sopro divino que está em suas palavras, (Salmo 33:6) é o sopro que nos deu a vida (Gênesis 2:7).
10 - A palavra do Todo Poderoso responde aos nossos espíritos como a luz responde aos nossos olhos. Sua poderosa verdade viva penetra em nossos corações e põe a nu nossos mais íntimos pensamentos (Hebreus 4:12). É a palavra do evangelho que nos salva (Romanos 1:18; 1 Coríntios 1:21), e a "palavra da sua graça" que nos edifica e garante nossa herança entre o povo de Deus (Atos 20:23).
11 - Esta parábola está nos dizendo, em linguagem simples, que a própria palavra de Deus é a semente germinante da vida (Filipenses 2:16), e não há palavras que revelam coisas tão misteriosa e maravilhosas das obras do Espírito Santo. É por esta própria palavra viva, que transmite energia, que o Espírito Santo não somente nos leva ao renascimento espiritual, (Efésios 1:13; 1 Pedro 1:23-25), mas nos transforma na imagem do Filho de Deus. E tudo isto é possível porque em suas palavras Deus nos abriu seu coração e derramou as profundezas de sua verdade e graça, (1 Coríntios 2:10-13). No evangelho, ele nos fez olhar na face de nosso Salvador crucificado e maltratado na cruz para nós perdoar e salvar, (2 Coríntios 3:18).
12 - É, portanto, pecado homens e mulheres falarem do evangelho como "mera palavra" e rirem da idéia que o evangelho por si só é capaz de produzir uma nova e inconquistável vida espiritual. Não é prudente falar tão levianamente de palavras que saem da boca de Deus ou insultar o céu tentando fortificar esta palavra "inadequada" com nossas vãs filosofias, (Colossenses 2:8-10; Provérbios 30:5-6). Até Satanás sabe onde está o poder. "A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo sejam salvos", (Lucas 8:12).
13 - Mas não faz Deus mais do que apenas falar conosco? Sim, ele está certamente ativo em responder nossas orações, (1 João 5:14:15), e providencialmente nos guiando através das provações e tribulações que limpam, fortalecem e purificam nossa fé (Romanos 8:28). Mas, enfim, é sua palavra que tem poder, e é para sua palavra que todo seu providente trabalho precisa nos trazer, em obediência compreensiva. É através dessa palavra que chegamos a conhecer Deus e Seu Filho, Jesus o unigênito Filho de Deus. E essa é vida eterna, (João 17:3) a semente do reino, é a palavra de Deus.
14 - O Evangelho não é apenas uma mensagem bonita, mas o próprio poder de Deus em ação. Ele tem a capacidade absoluta de transformar corações endurecidos, quebrar as correntes do pecado e salvar todo aquele que crê. É uma força viva e irresistível que traz esperança e vida nova.
15 - O tema principal diz que o evangelho é o Poder de Deus para a Salvação de todo aquele que n’Ele crê. (1) O Evangelho não é teoria, é Poder, é o poder de Deus para todos o que nEle crer, (Romanos 1:16). (2) "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que n’Ele crê...". (3) A palavra grega para evangelho é “euaggelion”, que significa "boas novas". Mais do que uma simples notícia, é um poder dinâmico (a palavra original lembra dinamite) capaz de romper qualquer impossibilidade na vida humana. (4) A quem se destina? É universal, é mundial. Ele alcança o sábio e o ignorante, o rico e o pobre. A única exigência para que esse poder se manifeste é a fé.
16 – O Evangelho tem poder de transformar vidas, (2 Coríntios 5:17). (1) "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas (velhas) antigas já passaram; eis que tudo se fez novo”. (2) O Evangelho de Jesus quebra o julgo do pecado. O evangelho de Jesus liberta o viciado, restaura o casamento destruído, cura feridas emocionais e transforma o ódio em perdão.
17 – Quanto a justificação pelo evangelho, não apenas somos perdoados, mas declarados justos diante de Deus, recebendo o dom da vida eterna através do sacrifício vicário de Jesus na cruz do calvário. (1) O poder do evangelho não está na oratória do pregador, mas nos fatos históricos e espirituais em que se baseia. (2) Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras. (3)Ele ressuscitou ao terceiro dia segundo as Escrituras. A ressurreição de Jesus é a prova viva e definitiva de que Ele venceu a morte e nos garante a vitória. “Glórias a Deus porque o nosso Redentor vive, porque Jesus está vivo e em breve Ele voltará para arrebatar a Sua igreja”.
18 – O Evangelho de Marcos 10.17-31 nos explica quais são os efeitos da conversão. A conversão produz benefícios visíveis. A Bíblia nunca despreza a manifestação externa de coisas internas. Ela condena pegar a manifestação externa pela realidade interna. (1) E pensando nesses efeitos, precisamos ter em mente que quase não é só um detalhe. O jovem rico “quase” virou um discípulo. Estava ,”quase” na porta do céu, quase entrou por aquela porta, mas ficou só no “quase”, tinha uma coisa muito importante que ele não tinha abandonado ou não tinha feito para ser salvo. (2) Ele era “quase” honesto para com Deus. Estava na postura certa de aprender de Jesus e até ficou de joelhos para ser elogiado pela sua postura de fidelidade às leis de Deus. (3) O jovem elogiou a Jesus e afirmou que Jesus era um bom mestre e Jesus questiona o jovem se ele compreendeu o que dizia ao chamá-lo de bom, pois só Deus é bom. A pergunta dele foi “quase honesta”, ele queria saber como herdar a vida eterna, mas do jeito dele e não do jeito de Deus. (4) Então, Jesus testa o discipulado do jovem aprendiz de como ser salvo, e apresenta o que está escrito em Marcos, que é um evangelho que enfoca o discipulado. Jesus lista os mandamentos que lidam com a relação com os homens. O jovem afirma cumprir todos os mandamentos. Jesus não o questiona, porém mostra um exame mais profundo; questionando o que ele valorizava? o eterno ou o transitório? Jesus mostra que a maior prova de conversão é abrir mão do transitório em prol das coisas eternas. (5) É por isso que Jesus afirma que é difícil para alguém que confia nas riquezas ser salvo. Qualquer confiança que seja um substituto de Deus é idolatria, sejam riquezas, trabalho, prazer, etc. A prova tangível da conversão é o abandono dos ídolos e o retorno para Jesus. Isso é impossível ao homem, mas possível para Deus.
Deus abençoe você e sua família.
Pastor Waldir Pedro de Souza
Bacharel teologia, Pastor e Escritor.
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