DECLÍNIO DAS FACULDADES MENTAIS
I - Mical
na Bíblia tem uma história de confronto direto com o desgaste emocional por não
ter gerado filhos a Davi. Há várias facetas da vida de Mical que fazem a gente
acreditar que ela tinha ou teve, no decorrer da sua vida, muitos momentos de
declínio das faculdades mentais ou pelo menos era muito difícil a convivência
das pessoas com ela. Os altos e baixos de sua convivência com Davi lhe causou
muitas fragilidades emocionais que ficaram expostas na bíblia. (1) Muitos perguntam
se Mical filha de Saul teve quantos filhos e com quem, mas Mical, filha de
Saul, não teve filhos biológicos com Davi, mas 2 Samuel 6:23 registra que ela
permaneceu estéril até o dia da sua morte. (2) Detalhes Bíblicos interessantes:
Ela era portadora de esterilidade, a Bíblia afirma claramente em 2 Samuel 6:23
que Mical não teve filhos após repreender o rei Davi por sua forma de adorar a
Deus. Mical realizou a criação de sobrinhos, o texto de 2 Samuel 21:8 menciona
que ela "criou" cinco filhos (como filhos adotivos) de sua irmã
Merabe (casada com Adriel), o que explica a menção a cinco filhos associados a
ela na criação, embora não fossem dela biologicamente, eram filhos de sua irmã
mais velha Merabe, que por algum motivo ela os adotou.
II -
Foi Deus quem amaldiçoou Mical com esterilidade, ou foi o Rei Davi quem a
deixou sem filhos? Existem três razões pelas quais ela nunca teve filhos. (1) Primeiro
motivo, parece que Mical não teve filhos enquanto era casada com Davi. Isso
parece estranho, pois as moças geralmente engravidavam logo após o casamento.
Não sabemos quanto tempo Davi e Mical ficaram juntos, mas provavelmente foram
alguns meses, o tempo suficiente para várias cruzadas militares contra os
filisteus e para que ela engravidasse quando ele voltava para casa para breves
visitas. (Veja a história em 1 Samuel, capítulos 18 e 19.)
Portanto, parece que ela pode ter sido estéril desde o início. Se
isso se deveu a algum pecado em sua vida, não sabemos; nem sempre era uma
maldição direta de Deus, como as pessoas supunham. A possibilidade de uma
mulher ser curada da esterilidade era conhecida por todos, pois Samuel era
filho de Ana, que havia sido estéril por muitos anos. Portanto, a esperança de
uma mulher estéril ser curada dessa condição vergonhosa (?) era típica das
mulheres que sofriam de infertilidade. (2) Segundo motivo, entregá-la a outro
homem como esposa foi uma violação da autoridade inerente às relações do casal.
Só pode haver uma figura de autoridade por vez. Como Davi ainda estava vivo,
ela não deveria ter sido dada a outro marido. Isso era uma violação da Lei
(veja Dt 24:1-4 para uma situação semelhante). Também parece que ela não teve
filhos enquanto era casada com Paltiel. Portanto, tudo indica que ela
continuou estéril durante seu casamento com o segundo marido. Não foi
culpa dela ter sido tirada de um homem e dada em casamento a outro; foi seu pai
quem fez isso, e não se diz "não" a um rei. Mesmo assim, ela estava
em um estado de impureza contínua, e era improvável que Deus a curasse da
esterilidade enquanto ela permanecesse nessa condição. (3) Terceiro motivo,
Mical foi devolvida a Davi enquanto ele era rei de Judá, mas ainda não rei de
toda a nação (2 Samuel 3:14-16). Depois disso, ele se tornou rei de todo o
Israel, derrotou mais filisteus e, então, a Arca da Aliança foi trazida para
Jerusalém. Foi nessa época que ele dançou apenas com roupas que não cobriam suas
partes íntimas, não usou a sua túnica de rei e Mical o repreendeu por isso.
III
- A declaração em 2 Samuel 6:23, indicando que ela nunca teve filhos até
morrer, pode sugerir que Davi não teve relações sexuais com ela porque ela
estava com outro homem, mas a maldição de Deus sobre ela fez com que ela
ficasse estéril. Com exceção daquele notável deslize com Bate-Seba, Davi tentou
seguir as leis de Deus e os princípios que elas ensinavam; geralmente, ele se
saía bem nisso. Nessa história, o rei Saul errou ao entregar Mical a outro
homem, e esse outro homem, Faltiel, não se sabe se teve relações sexuais com
ela. Davi também teria errado se tivesse tido relações íntimas com ela depois
de tê-la de volta, mas duvido que ele tenha chegado a esse ponto.
A - Então,
por que Davi a queria de volta? Naquela época, para alguém conseguir se casar
com uma das esposas ou uma das filha de um rei, significava que esse homem
também era uma figura importante. Era um símbolo de status. E era uma afronta
ao rei que um dia a tivera como esposa se não fosse por sua permissão. Tais
coisas jamais eram toleradas por qualquer rei, então essa era uma rara exceção,
possível apenas porque Saul era o rei na época, e não Davi. Esperava-se que
Davi exigisse Mical de volta assim que se tornasse rei. Isso não significava
que ele teria filhos com ela; significava apenas que o Rei Davi tiraria o
símbolo de status do homem que fingia ser importante e daria um passo para
restaurar sua honra nessa questão.
B - O
nome Mical, (Michal no original), significa esposa amorosa. Mical foi a
primeira esposa de Davi. Foi “dada, foi prometida” de presente a Davi depois
que ele derrotou Golias Ela é conhecida
por nós, cristãos evangélicos (graças a inúmeros sermões), como a esposa que
foi "amaldiçoada por Deus e tornou-se estéril devido à sua desaprovação da
dança desenfreada de Davi", depois de sua dança na chegada da Arca em
Jerusalém. Quando a arca do Senhor entrou na cidade de Davi, Mical, filha de
Saul, olhou pela janela e viu o rei Davi saltando e dançando diante do Senhor;
e o desprezou em seu coração. Mas Mical, filha de Saul, saiu ao encontro
de Davi e disse: "Como o rei de Israel se honrou hoje, descobrindo-se
diante das servas de seus servos, como qualquer homem vulgar descobriria suas
vergonhas". E Mical, filha de Saul, não teve filhos até o dia de sua
morte. 2 Samuel 6:16, 20, 23. (1) Talvez você se lembre dessa mulher
supostamente arrogante? Ou, pelo menos, se lembre de sermões expressando sua
desaprovação depreciativa ao Rei Davi por dançar diante de Deus quase sem roupa
e isso era vergonhoso para um rei. (2) Um comentário descreve Mical desta
forma: “Mulher orgulhosa de sua linhagem real, ela repreendeu o marido por
diminuir a dignidade da coroa e agir mais como um animal do que como um rei”.
Mas seu sarcasmo zombeteiro foi repelido de uma maneira que não poderia ser
agradável aos seus sentimentos, ao mesmo tempo que indicava a sincera piedade e
gratidão de Davi.
C – Mical,
esposa de Davi, era crítica em relação à maneira como ele louvava a Deus. A
única pessoa que deveria ter reconhecido a pureza de seu coração decidiu
desprezá-lo. Tenha cuidado com quem você se relaciona. Se essas pessoas não
apoiam sua vida espiritual ou as coisas que você faz para Deus, você precisa se
afastar delas. (1) Mas para chegar ao cerne da verdadeira história de Mical, é
extremamente importante notar que ela já havia amado a Davi
profundamente. O que nos leva à seguinte pergunta: como Mical passou de
amar Davi a desprezá-lo? Seria porque Davi dançou com alegria desenfreada,
quase nu? Ou será que há algo mais nessa história (e mais nessa mulher) do
que mera ostentação superficial?
1 - Até
o encontro final entre Mical e Davi, em nenhum momento há qualquer diálogo
entre eles, uma evitação da troca verbal particularmente notável na Bíblia,
onde uma parte tão grande do peso da narrativa é assumida pelo diálogo. Quando
a troca finalmente acontece, é uma explosão. O que se percebe é que algo muito
desconfortável e especificamente não dito aconteceu entre esse marido
e essa esposa. E é no momento da dança alegre de Davi que toda a raiva
reprimida e não expressa de Mical chega ao ápice e explode. Mas o que aconteceu
entre esse casal? O que fez o coração de Mical mudar tão drasticamente? Nosso tema
desta postagem pode muito bem ser considerado aqui, porque houve desgaste
emocional de tamanha monta que desequilibrou a comunhão e o amor do casal.
2 - Bem,
podemos ter certeza de que Mical não "desprezou Davi em seu coração"
simplesmente porque não gostou de ver o rei menosprezando a monarquia dançando seminu.
Em outras palavras, não foi o status real de Mical que Davi manchou. Afinal,
uma mulher não passa de amar seu homem, seu marido a "desprezá-lo" e
a critica-lo simplesmente porque ele dança de uma maneira aparentemente vulgar
enquanto louva a Deus. Não há nada na história de Mical que sugira de
forma alguma que ela estivesse excessivamente preocupada com o status real. A
verdade é que a história de Mical e Davi é muito mais complexa do que uma dança
vulgar.
3 - Mical
tinha uma vida complicada, ao conhecer Mical, é importante prestar atenção à
sua família imediata, observe especialmente quem era sua mãe, pois essa
informação será útil mais tarde: Os filhos de Saul foram Jônatas, Isvi e
Malquisua; e os nomes de suas duas filhas foram estes: o nome da primogênita
era Merabe, e o nome da mais nova, Mical. O nome da mulher de Saul era Ainoã, 1
Samuel 14:49–50. Mical conhece Davi ainda jovem. Davi já havia se juntado a
Saul, primeiro como seu músico, depois como seu escudeiro e, eventualmente
(após matar Golias), foi colocado no comando do exército do rei Saul. O que
talvez não tenha sido a melhor ideia de Saul, pois logo todo o Israel se
apaixonou por Davi, porque ele era capaz, através do Espírito de Deus, de
derrotar os inimigos de Saul.
4 - À
medida que a popularidade de Davi crescia, o rei Saul decidiu se livrar dele
discretamente, oferecendo sua filha mais velha, Merabe, como um presente de
honra por seu trabalho contínuo lutando as batalhas do Senhor, tudo isso na
esperança de que Davi morresse em combate. Infelizmente para Saul, Davi não
morreu. Então, quando chegou a hora de o rei Saul entregar Merabe a Davi, Saul
fez uma manobra ardilosa e entregou Merabe a outro homem, prometendo sua
próxima filha a Davi, a nossa querida Mical. Notemos que Saul estava apenas se
agarrando à esperança de que Davi fosse morto em batalha e que nenhum casamento
de fato acontecesse. A diferença entre Merabe e Mical é que Mical
realmente amava Davi.
5 - As
Escrituras nos dizem: “Ora, Mical, filha de Saul, amava Davi. Saul foi
informado disso, e a idéia lhe agradou. Saul pensou: "Deixe-me dá-la a
ele, para que ela lhe sirva de armadilha e para que a mão dos filisteus se
volte contra ele”. 1 Samuel 18:20-21 (1) Então, Saul oferece Mical a Davi para
que Davi continue a ir à guerra por ele e, com sorte, seja morto (uma
tática que Saul usaria mais tarde). Davi, não querendo perder a oportunidade de
se tornar genro do rei novamente, ataca os filisteus, matando 100 deles e
entregando seus prepúcios a Saul como dote. Infelizmente para Saul (mais uma
vez), Davi sobreviveu. O rei Saul agora está encurralado e, relutantemente,
entrega Mical a Davi.
6 - Então
Saul disse: “Assim dirás a Davi: O rei não deseja dote algum, a não ser cem
prepúcios de filisteus, para vingar-se dos inimigos do rei”. Saul, porém,
planejou fazer com que Davi caísse pelas mãos dos filisteus. Quando seus servos
contaram isso a Davi, este aceitou de bom grado tornar-se genro do rei. Ora,
ainda não haviam se passado os dias; Davi se levantou e foi com seus homens, e
mataram duzentos filisteus. Davi trouxe os prepúcios deles, e eles os
entregaram integralmente ao rei, para que Davi se tornasse seu genro. Então
Saul lhe deu sua filha Mical por esposa. 1 Samuel 18:25-29. (1) Duas coisas
maravilhosas estavam se materializando para Davi naquele momento, e Saul,
imagino, podia sentir o poder disso. (2) O Senhor
estava definitivamente com Davi e (3) Davi havia encontrado uma
esposa que o amava. O que significava que a lealdade política da filha do
rei agora estava com Davi.
7 – A
partir desse momento, o rei Saul é dominado pelo medo de Davi. Tanto que ele
decide matar Davi pessoalmente. Felizmente para Davi, Jônatas intervém para
apaziguar a situação. Contudo, a boa vontade de Saul não dura muito, pois ele
decide matar Davi de qualquer maneira. Mas, por sorte, desta vez Mical intervém
para salvar a vida de Davi com suas ações prudentes: “Mical fez Davi descer
pela janela; ele fugiu e escapou”, (1 Samuel 19:12), dando vida a Provérbios
19:14: “A esposa prudente vem do Senhor”. (1) Agora é
evidente que Davi encontrou uma esposa amorosa, auxiliadora e protetora, uma verdadeira esposa com “E” maiúsculo. Contudo,
o afeto de Davi por Mical talvez não tenha sido tão forte como deveria. Davi
também demonstrou sua gratidão ao irmão dela, Jônatas, por ter lutado as
guerras de Saul e ajudado Davi em todas as suas vitórias. (2) Davi era muito firme
no seu propósito de vencer as guerras do Senhor e de Saul, mas proferiu estas
famosas palavras em seu leito de morte, e já velho, dedicada às suas esposas: “Você
me foi muito amada; o seu amor por mim foi maravilhoso, superior ao amor de
tantas mulheres”. (2 Samuel 1:26). (3) Davi pode ter esperado que o casamento
com Mical amolecesse o coração de Saul em relação a ele, mas isso
definitivamente não aconteceu. Após o noivado de Davi com Mical, a ira de Saul
aumentou e Davi acabou fugindo por muitos e muitos anos, aparentemente
esquecendo-se completamente de Mical.
8 - Mical
tornou-se a esposa esquecida, Davi não poderia aparecer, ele estava sendo
cassado pelos soldados do Exército de Saul. Durante seu período de afastamento,
Davi conhece Abigail, esposa de Nabal. Abigail também salva Davi, desta vez da
"culpa de sangue" (vingando-se; veja 1 Samuel 25:33). Abigail então,
prudentemente, pede a Davi que "se lembre dela", (1 Samuel 25:31), o
que sugere que ela deseja se casar com ele. Assim que Nabal é encontrado morto,
Davi manda chamar Abigail e se casa com ela. (1) Quando os servos de Davi
chegaram a Abigail em Carmelo, disseram-lhe: “Davi nos enviou para levá-la
a ele como sua esposa”. Davi também se casou com Ainoã de Jezreel; ambas
se tornaram suas esposas. Saul havia dado sua filha Mical, esposa de Davi,
a Palti, filho de Laís. 1 Samuel 25:40-42; 43-44. (2) Davi
casou-se com Abigail e Ainoã de Jezreel e sim, acredito que Ainoã
seja a mãe de Mical. Existem duas mulheres
chamadas Ainoã na Bíblia. (a) Ainoã, esposa de Saul, filha de Aimaás e esposa
do rei Saul. Ela é mencionada em 1 Samuel 14:50. (b) Ainoã, esposa de Davi, mulher
originária da cidade de Jezreel e mãe de Amnom, o primeiro filho de Davi. Ela é
citada em passagens como 2 Samuel 3:2. (3) Alguns estudiosos debatem se estas
duas mulheres poderiam ser a mesma pessoa, mas a maioria as trata como
personagens distintas. Tanto Ainoã quanto Abigail deram à luz os filhos do Rei
Davi (enquanto Davi começava a reinar em Hebrom): “Estes são os filhos de Davi
que lhe nasceram em Hebrom: o primogênito Amnon, de Ainoã , a
jezreelita; o segundo, Daniel, de Abigail, a carmelita”, (1 Crônicas 3:1).
Amnon é agora o primogênito do Rei Davi e, sim, este é o filho que mais tarde
estupra Tamar e a quem Davi se recusa a punir “porque o amava”, (2 Samuel
13:21).
9 - Mas
Mical era a esposa mais problemática de
Davi. Na confusão diária de tantas esposas de Davi, parece que ele não
observava os buracos que ele estava caindo devido às confusões formadas nos
seus relacionamentos. (1) Aqui temos o Rei Davi, cujo primogênito e herdeiro do
reino é Amnon. A esposa do rei é Ainoã, (aparentemente mãe de Mical). Mical aparentemente
não entra na história. Mas por que Davi escolheu Ainoã como
esposa? Parece que foi Deus quem determinou que Ainoã fosse dada a Davi,
provavelmente para provar a Saul que Davi era agora o rei escolhido por Ele.
Esta é, aliás, uma das razões pelas quais acredito que Ainoã seja a mãe de
Mical. “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e te
livrei das mãos de Saul; dei a casa do teu senhor e as mulheres do teu
senhor para ti no teu seio…). 2 Samuel 12:7-8.
10 -
Nessa época, “Saul havia dado sua filha Mical, esposa de Davi, a Palti, filho
de Laís, que era da Galiléia”, (1 Samuel 5:44). Mas Davi, depois de se tornar
rei, curiosamente, decide que quer Mical de volta. Como Mical já era casada (era
estéril e provavelmente não tinha filhos; as Escrituras não mencionem filhos de
Palti), ela teve que ser arrancada de seu marido a força, um marido que
aparentemente a amava muito. (1) Então Davi enviou mensageiros a Isbaal, filho
de Saul, dizendo: “Devolve-me Mical, minha mulher, com quem me casei em
casamento por cem prepúcios de filisteus”. Isbaal mandou buscá-la e a tomou de
seu marido Paltiel, filho de Laís. Mas seu marido a acompanhou, chorando
enquanto caminhava atrás dela até Baurim. Então Abner lhe disse: “Volta para
casa!” E ele voltou. 2 Samuel 3:13-16.
11 -
Por que Davi obrigou Mical a viver como sua esposa quando poderia simplesmente
ter se divorciado dela, talvez "dispensando-a discretamente", como o
justo José planejava fazer quando descobriu que Maria estava grávida enquanto
estava prometida a ele? (ver Mateus 1:19). Bem, Mical estava sujeita à lei do
Antigo Testamento e, por isso, era considerada "adúltera" aos olhos
de todos (especialmente agora que Davi era rei): "A mulher casada está
ligada pela lei ao marido enquanto ele vive; mas, se o marido morrer, ela fica
livre da lei que a ligava ao marido. Portanto, será considerada adúltera se
viver com outro homem enquanto o marido estiver vivo" diz o texto bíblico,
(Romanos 7:2-3).
12 -
Nesse ponto, Davi tinha três opções: a) deixar Mical em paz e permitir que se
dissesse que a esposa do rei Davi era adúltera, b) conceder o divórcio a Mical
ou c) obrigá-la a voltar para casa. Mas por que um rei permitiria que sua
esposa fosse chamada de adúltera? E por que um rei se divorciaria? A mulher era
dele por lei e ele pagou o dote. E Davi, a essa altura, começava a perceber
que ele sempre conseguia o que queria. (1) Mical então tornou-se uma
esposa legal para Davi, porém ilícita, e muito desconfortável. Por mais
estranho que pareça, Davi tomou para si tanto a mãe (?) quanto a
filha, apesar do ensinamento de Moisés: “Não descobrirás a nudez de uma mulher
e de sua filha, nem tomarás a filha de seu filho ou a filha de sua filha para
descobrir a sua nudez; elas são tuas carnes; é depravação moral”, (Levítico
18:17; veja também Levítico 20:14). Consequentemente (e esta é a principal
razão pela qual acredito que Ainoã seja a mãe de Mical), Davi (de acordo com a
lei) jamais poderia se deitar com Mical,
pois já havia tomado a mãe dela como esposa. Portanto, Mical não
podia ter filhos.
13 –
Tecnicamente e oficialmente Mical é a primeira esposa de Davi ; no
entanto, sua mãe lhe deu o primogênito. Mical agora está impossibilitada pelo
resto da vida de 1) ter filhos ou, 2) desfrutar do amor de um marido. Em outras
palavras, Deus certamente não amaldiçoou Mical sem motivo com a esterilidade,
mas Davi pode ter contribuído não fazendo com que ela engravidasse, porém quem
impôs a ela uma vida tão angustiante e solitária de esterilidade, (ventre seco,
como eles chamavam a mulher estéril) não foi Davi nem outro ou outros maridos
dela, foi um decreto de Deus.
14 -
Portanto, agora podemos entender claramente a reação de Mical, Mical, uma
mulher complexa com coração e alma, ao se deparar com a dança de Davi em plena
alegria e, especificamente, com a liberdade no Espírito, contrastando
com sua própria dor pessoal e, principalmente, com sua falta de
liberdade (da qual o rei não se importava), isso se torna simplesmente
insuportável para ela, e por isso “ela o desprezou em seu coração”.
(Literalmente ela o odiou). Afinal, como diz o ditado: “Como vinagre em
uma ferida, assim é o que canta canções para um coração angustiado”,
(Provérbios 25:1-20). No fim, Mical aprende que não tem um marido que a ame; em
vez disso, ela tem um “mestre às avessas”, e que a abandonou no final de sua
vida. Tudo isso não foi por acaso, Davi conhecia muito bem a sua esposa
comprada com um dote estranho e desde o início já apresentava problemas
difíceis de convivência.
15 -
A Bíblia não utiliza termos médicos modernos como "faculdades
mentais" ou "saúde mental", mas aborda o estado da mente humana
por meio de conceitos como sabedoria, discernimento, domínio próprio e paz
espiritual. Segundo as Escrituras, a integridade da mente está profundamente
ligada às atitudes, comportamentos e frutos que a pessoa manifesta no dia a
dia. Aqui entra as questões principais dos critérios bíblicos para avaliar o
estado da mente de uma pessoa. (1) Domínio Próprio e Equilíbrio que é a capacidade
de controlar as próprias reações, emoções e impulsos. Isso é um dos sinais mais
claros de uma mente saudável na Bíblia como (a) Moderação, quando o domínio
próprio é listado como fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23). (b) Mente
sóbria que é quando a Bíblia contrasta a mente sã com o espírito de medo ou
descontrole, "Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, de
amor e de equilíbrio", (2 Timóteo 1:7). (2) A sabedoria desenvolve a prática
mentorial e o discernimento. Isso demonstra uma pessoa com as faculdades
mentais alinhadas aos princípios bíblicos e demonstra bom senso em suas
escolhas e compreende a realidade à sua volta. (a) Utiliza-se de ações
coerentes. O livro de Provérbios descreve o tolo como alguém que rejeita a
instrução e age de forma irracional, enquanto o sábio pondera seus caminhos.
(b) Sabe distinguir entre o bem e o mal. Possui maturidade mental e espiritual
que envolve ter as percepções treinadas para discernir o que é certo e o que é errado.
(Hebreus 5:14). (3) Tem coerência nas palavras e atitudes, Jesus ensinou que o
exterior reflete diretamente o estado do interior do ser humano. (a) O fruto
fala pela árvore: "A boca fala do que está cheio o coração", (Mateus
12:34). Uma mente confusa, destrutiva ou corrompida se manifestará em palavras
e atitudes caóticas ou maldosas. (4) A paz interna entra em contraste com a ansiedade
extrema. Embora a Bíblia reconheça momentos de profunda tristeza, como a
angústia de Elias.
16 -
A angústia de Elias na bíblia é descrita como um esgotamento total de suas
forças. A angústia e o esgotamento extremo do profeta Elias estão registrados
em 1 Reis 19, logo após o grande confronto no Monte Carmelo. O contexto da queda
emocional e porque o Profeta Elias quase entrou em pânico e depressão. (1)
Mesmo diante de uma grande vitória ele sentiu o peso tão grande da
responsabilidade e da iminente e grande vitória. Elias desafiou e derrotou os
profetas de Baal, demonstrando o poder de Deus de forma espetacular. (2) Sofreu
ameaça de morte, a rainha Jezabel enviou
um recado jurando matar Elias até o dia seguinte. (2) O esgotamento físico e
mental foi tão grande que ele foi tomado pelo medo, Elias fugiu para o deserto,
andou por quilômetros, sentou-se debaixo de um arbusto e pediu a morte,
dizendo: "Já basta, ó Senhor! Tira-me a vida; não sou melhor do que os
meus antepassados".
17 -
Como Deus tratou a aparente depressão e a angústia de Elias. (1) Deus entra com
cuidado físico primeiro. Deus não repreendeu Elias de imediato. Enviou um anjo
para lhe dar pão, água e o tempo necessário para dormir e recuperar as forças.
(2) Deus Escuta e acolhe Elias em sua fraqueza momentânea. No monte Horebe,
Deus perguntou o que ele fazia ali, ouvindo o lamento de solidão do profeta que
dizia ("só eu fiquei"). (3) A manifestação delicada de como Deus se
apresentou não em um vento forte, terremoto ou fogo, mas em uma "voz mansa
e delicada", mostrando que o socorro divino muitas vezes opera na calmaria
e na renovação da esperança. (4) Deus anuncia um novo propósito, uma nova
missão para o profeta. Deus deu a Elias direções claras para o futuro,
incluindo a unção de novos líderes e a revelação de que ainda havia sete mil
fiéis em Israel que não tinham se dobrado a Baal. Dali o profeta Elias levantou
renovado.
18 -
Como Deus tratou o aparente desgaste emocional de Davi. Nos Salmos Davi
descreveu a estabilidade e ou instabilidade mental prolongada que sofria
constantemente. Esse lado da vida ele associou à confiança em Deus para vencer.
(1) A Bíblia recomenda guardar a mente. A paz que protege os pensamentos é
fruto da entrega da ansiedade a Deus. "E a paz de Deus, que excede todo o
entendimento, guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus".
(Filipenses 4:7). (2) A angústia de Davi na bíblia é declarada no Salmo 32. A
angústia de Davi na Bíblia foi um momento de profundo sofrimento emocional e
espiritual que ele enfrentou em episódios como a traição de seus aliados em
Ziclague (1Samuel 30:6-8) e nos clamores registrados no Salmos 4,5,6. (3) Foram
momentos de grande angústia para Davi.
19 -
A crise em Ziclague aconteceu quando a cidade foi queimada e suas famílias
raptadas, o povo quis apedrejá-lo, mas Davi fortaleceu-se em Deus, (1Samuel
30:6). Mas o peso do pecado e da culpa pairavam sobre ele. Após o episódio com
Bate-Seba, expressou a dor da consciência quebrantada (Salmos 51). Davi sofreu
perseguição e o isolamento. Viveu muito tempo se escondendo nos desertos e nas cavernas,
como descrito no Salmos 142, ele sentiu-se sem refúgio humano, porém não quis
matar Saul que o perseguiu implacavelmente. (1) Como Davi lidou com a angústia,
ele fez um clamor sincero diante de Deus. Ele nunca escondeu sua dor de Deus,
derramando suas lágrimas em orações honestas. (2) Davi sempre buscava a direção
de Deus e Deus lhe mostrava a direção que ele devia seguir. Davi sempre
consulta a Deus por direção. Consultava o Senhor por meio de sacerdotes ou
profetas de Deus para saber o caminho a seguir. (3) Davi tinha plena confiança na misericórdia de
Deus e relembrava o caráter bondoso de Deus para com ele que sempre escolheu
confiar no Senhor mesmo em cenários de desespero e fraqueza, (Salmos 86).
20 -
Casos bíblicos de alteração mental que servem de exemplo para nós evitarmos
certas situações que levam qualquer pessoa ao fracasso mental. Para entender o
que a Bíblia considera uma quebra da integridade mental, vale observar dois
exemplos conhecidos: (1) O Rei Nabucodonosor é um exemplo de declínio mental
por sua arrogância e soberba, (Daniel 4). Devido ao seu orgulho, ele perdeu a
razão ("o coração de homem lhe foi tirado e foi-lhe dado coração de
animal") e viveu isolado até que sua lucidez retornou quando ele
reconheceu a soberania de Deus. (2) O Gadareno, (Marcos 5), apresentava um
comportamento irracional e totalmente autodestrutivo, desconexo da realidade
devido a uma opressão espiritual. Após ser liberto por Jesus, o texto diz que
as pessoas o viram "assentado, vestido e em perfeito juízo".
21 -
Na perspectiva bíblica, oscilações emocionais (como tristeza profunda ou medo)
fazem parte da experiência humana e não significam necessariamente
"loucura". No entanto, comportamentos persistentes de autodestruição,
perda do domínio próprio e desconexão com a verdade são vistos como sinais de
que a mente precisa de restauração, seja ela espiritual ou tratamento médico
específico. (1) Na Bíblia, não existem relatos de personagens que sofreram de
amnésia clínica ou perda de memória médica da forma como entendemos hoje, (como
a doença de Alzheimer ou após um traumatismo craniano, etc). No entanto, as
Escrituras trazem exemplos marcantes de esquecimento espiritual, psicológico ou
perdas temporárias de consciência e de memória, razões provocadas por
intervenção divina ou traumas severos, de acidentes ou de doenças de fraqueza
mental que geralmente estão vinculadas ao emocional da pessoa.
22 -
Os principais exemplos bíblicos relacionados ao tema dividem-se em três
categorias: (1) Perda temporária da sanidade mental e da razão. O Rei
Nabucodonosor (Daniel 4) passou por isso. O rei da Babilônia foi acometido por
um período de loucura (uma condição descrita por teólogos como licantropia
clínica). Ele perdeu a percepção de sua própria identidade humana, passando
sete anos vivendo nos campos e comendo grama como um boi, até que sua razão e
sua memória sobre quem Deus era lhe fossem devolvidas. Ele achava que era maior
que Deus. (2) Pessoas que foram "esquecidas" ou que esqueceram outros
do seu convívio como: (a.) O Copeiro-chefe de Faraó, (Gênesis 40:23), José
interpretou o sonho do copeiro na prisão e pediu para ser lembrado quando ele
fosse liberto. No entanto, o texto diz expressamente que o copeiro "não se
lembrou de José; pelo contrário, esqueceu-se dele" por dois anos inteiros,
ilustrando uma perda de memória seletiva por ingratidão. (b.) O povo de Israel
no deserto. Há dezenas de passagens onde Deus adverte que o povo "se
esqueceu" dos milagres do Egito. Não era uma amnésia física, mas um
esquecimento moral e espiritual de sua aliança com Deus. (3) O
"Esquecimento" voluntário como cura e recomeço, José e seu filho
Manassés (Gênesis 41:51), Ao ter seu primeiro filho no Egito, José deu-lhe o
nome de Manassés, que significa "Aquele que faz esquecer". José
declarou: "Deus me fez esquecer de todo o meu sofrimento e de toda a casa
de meu pai". Trata-se do esquecimento emocional: a superação de memórias
dolorosas de fatos que são doloridos na alma. (4( O apóstolo Paulo (Filipenses
3:13) descreve uma decisão intencional de memória ao dizer:
"...esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que
estão adiante.
23 -
Existem personagens bíblicos que agiram como loucos para “preservar” a memória.
Vários personagens bíblicos agiram como loucos, mudaram seus comportamentos ou
fingiram insanidade mental por diferentes motivos, como estratégia de
sobrevivência, punição divina ou sinal profético. Abaixo estão alguns dos
exemplos mais marcantes divididos por suas motivações: Fingiram loucura por
sobrevivência (1) Davi é o caso mais famoso de fingimento. Para escapar do rei
Aquis de Gate (um líder filisteu que poderia matá-lo), Davi arranhou os portões
da cidade e deixou a saliva correr pela barba. O rei Aquis acabou o expulsando,
achando que ele realmente tinha enlouquecido, (1 Samuel 21:12-15). (2) O que Enlouqueceu
por punição divina foi o rei Nabucodonosor. O orgulhoso rei da Babilônia foi
punido por Deus com um surto de loucura (atribuído por teólogos à licantropia
clínica). Ele foi expulso do convívio humano, passou a viver como um animal nos
campos, comendo grama, e seus cabelos e unhas cresceram como os de aves (Daniel
4:33). Ele recuperou a sanidade após reconhecer a soberania de Deus. (3) Rei
Saul, após ser rejeitado por Deus, a Bíblia relata que um "espírito
maligno" o atormentava. Saul apresentava crises de fúria extrema, paranóia,
oscilações de humor severas e tentou assassinar Davi com uma lança em momentos
de aparente surto, por várias vezes, (1 Samuel 18:10-11). (4) Outros que agiram
de forma "louca" como sinal profético, é o caso de Ezequiel. Deus
ordenou que o profeta realizasse atos que pareciam loucura aos olhos do povo
para ilustrar o julgamento de Jerusalém. Ele teve que se deitar de um lado só
por 390 dias, cozinhar sua comida sobre fezes e raspar a cabeça e a barba com
uma espada, (Ezequiel 4 e 5). (5) Oseias recebeu a ordem divina de se casar com
uma prostituta sabendo que ela seria infiel, um ato considerado socialmente
insano, para ilustrar a infidelidade espiritual de Israel para com Deus (Oseias
1). (6) Foram falsamente acusados de loucura como: Jesus Cristo: Seus próprios
parentes e os mestres da lei chegaram a dizer que Ele estava "fora de
si" (enlouquecido) ou possuído por demônios devido à intensidade do Seu
ministério e Seus ensinamentos (Marcos 3:21-22). (7) O Apóstolo Paulo enquanto
se defendia diante do governador Festo, foi interrompido pelo magistrado que
gritou: "Você está louco, Paulo! O grande aprendizado o está levando à
loucura!" (Atos 26:24).
24 -
A expressão "fraqueza das faculdades mentais" não é um termo médico
atual, mas sim uma descrição genérica para a redução das capacidades
cognitivas, como a falta de memória, a falta de atenção, o raciocínio
conturbado e a falta de tomada de decisões ou de decisões erradas. Na medicina
moderna, essa condição é investigada sob diferentes diagnósticos, dependendo da
idade da pessoa, da velocidade com que os sintomas apareceram e do impacto na
rotina. A segui estão as principais categorias médicas que explicam o que pode
estar por trás dessa sensação. (1) Fadiga mental ou esgotamento cognitivo com causas
reversíveis. Frequentemente, têm a sensação de que a mente está
"fraca" ou lenta, deve-se a fatores do estilo de vida ou sobrecarga
emocional. Os principais causadores são o estresse crônico, noites de sono mal
dormidas (privação de sono), Burnout, transtornos de ansiedade e depressão. Como
se manifesta, dificuldade de concentração temporária, "brancos" de
memória recentes e irritabilidade. (2) Declínio cognitivo leve ou demências,
geralmente acontece por causa da idade avançada. Quando o enfraquecimento das
funções mentais é progressivo e ocorre em idosos, pode sinalizar uma alteração
neurológica, cujas principais causas são doença de Alzheimer, demência vascular
causada por pequenos AVC’s ou outras condições neurodegenerativas. Como se
manifesta, por esquecimento de fatos importantes, desorientação no tempo ou
espaço, alteração no comportamento e perda gradual da autonomia. (3)
Deficiência Intelectual Desde a Infância. No passado, termos antigos como
"debilidade" ou "retardo mental" eram usados. Hoje, o termo
médico correto é deficiência intelectual. As principais causas
são alterações genéticas (como a Síndrome de Down), infecções ou falta de
oxigenação durante o parto. Geralmente se manifesta com limitações no
desenvolvimento das funções intelectuais e adaptativas que surgem antes dos 18
anos. (4) Condições médicas gerais de algumas deficiências e doenças físicas
afetam diretamente o funcionamento dos neurônios. Os Principais causadores são
problemas na tireoide (hipotireoidismo), anemia profunda, falta de vitaminas
(especialmente a B12) ou efeitos colaterais de medicamentos, (como calmantes e
remédios para dormir).
25 - Se você ou alguém próximo está percebendo
essa alteração de forma persistente em alguma pessoa, o caminho recomendado é
buscar uma avaliação com um médico neurologista, psiquiatra ou geriatra (no
caso de idosos) para identificar a causa exata e traçar o tratamento adequado. (1)
O médico vai falar pra você: “para que eu possa te fornecer informações mais
específicas e úteis, você saberia me dizer: Qual é a idade aproximada da pessoa
que está apresentando esses sintomas?” e “esses sinais surgiram de forma rápida
ou vêm piorando lentamente ao longo dos meses ou anos?”. Há outros sintomas
associados, como tristeza constante, insônia ou alterações físicas?” então é só
aguardar o diagnóstico médico e seguir a risca o tratamento.
26 -
O que é lucidez? Lucidez significa a qualidade ou o estado de uma pessoa
lúcida, que possui clareza de idéias, raciocínio preciso e o uso perfeito de
suas faculdades mentais. (1) O que significa lucidez? Lucidez é uma clareza
mental elogiável. É a capacidade de entender, de pensar e de se expressar com
nitidez e bom senso. (2) É uma saúde e psiquiatria com momentos de sanidade
mental ou retorno ao pensamento normal após episódios de confusão mental ou
delírio. No sentido figurado é a sagacidade, a perspicácia e o discernimento
agudo diante de situações difíceis.
27 -
Deus é o autor da Paz, não da confusão e muito menos da confusão mental. A
verdade mais importante para guardar em mente no momento de incerteza está em 1
Coríntios 14:33 que diz: "Deus não é Deus de confusão, mas de paz".
Toda instabilidade mental ou falta de direção clara encontra alívio quando nos
voltamos à presença de Jesus Cristo. Ele remove o "véu" que impede a
visão espiritual e derrama refrigério sobre o cansaço mental. (1) Na Bíblia, a
falta de lucidez raramente é tratada como uma limitação mental clínica; ela é
abordada como uma condição espiritual e moral, frequentemente traduzida pelos
termos insensatez, cegueira espiritual, embotamento da mente ou embriaguez
espiritual. (2) Quando o ser humano perde a lucidez nas Escrituras, significa
que ele perdeu a capacidade de discernir a verdade, o tempo de Deus e as
consequências de seus próprios atos. (3) Nos livros de Provérbios e
Eclesiastes, o oposto do sábio não é o ignorante, mas o insensato (ou tolo). O
insensato é aquele que sabe o que é certo, mas age movido por impulsos, vaidade
ou teimosia. Um texto bíblico diz algo sobre o assunto. O perigo de confiar
apenas em si desqualifica o sábio: "Confia
no Senhor de todo o teu coração e não te apoies no teu próprio entendimento”. (Provérbios
3:5). A falta de lucidez começa quando o homem acha que sua inteligência é
autossuficiente e ou é melhor do que todos a sua volta. (4) A pressa e a ira
faz com que a falta de equilíbrio emocional escureça a mente. O insensato dá
vazão a toda a sua ira imediatamente, (Provérbios 29:11).
28 -
O Entendimento obscurecido é também
conhecido como cegueira espiritual. (1) O apóstolo Paulo explica que o pecado e
o distanciamento de Deus geram uma perda real de lucidez mental e de juízo
moral. (2) O diagnóstico em Efésios diz o seguinte, em Efésios 4:17-18, é dito
que aqueles que vivem longe de Deus andam na "futilidade dos seus
pensamentos, tendo o entendimento obscurecido, separados da vida de Deus por
causa da ignorância em que vivem, devido ao endurecimento do seu coração".
29 -
A ilusão do mundo registrada em 2 Coríntios 4:4, mostra que o "deus deste
século cegou o entendimento dos incrédulos", tirando-lhes a lucidez para
enxergar a verdade. Ou seja eles não verão a verdade, vão negar a verdade, não
querem nada com a verdade, não aceitam a verdade de Deus que é Jesus. Jesus
disse em João 14.6 “Eu sou o Caminho e a Verdade e a Vida e ninguém vem ao Pai
a não ser por mim”. (1) A "embriaguez" das preocupações às vezes
atrapalham as bênçãos de Deus chegar até nós. Muitas vezes, a falta de lucidez
não vem de um pecado oculto e terrível, mas do excesso de distrações
cotidianas. Jesus fez um alerta severo sobre como o coração pode perder a
sobriedade, dizendo, "Tenham cuidado, para que o coração de vocês não
fique sobrecarregado com a gula, a embriaguez e as preocupações da vida, e
aquele dia (o dia do Arrebatamento) venha sobre vocês inesperadamente”. (Lucas
21:34). (2) O perigo das distrações causam prejuízos psicossomáticos e destaca
que o coração pode ser "embriagado" e anestesiado até por coisas boas
como muito trabalho, muitas conquistas, excesso de entretenimento, quando elas
tiram o nosso foco de Deus e da vigilância espiritual, o prejuízo, às vezes é
fatal.
Deus
abençoe você e sua família.
Pr.
Waldir Pedro de Souza
Bacharel
em Teologia, Pastor e Escritor.
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