segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O CÉU E O INFERNO EXISTEM

 O CÉU E O INFERNO EXISTEM

 

I   – Onde você vai passar a eternidade? O céu e inferno existem? Nesta postagem vamos discorrer sobre o tema “O céu e o inferno existem”? Quando ouvimos falar as palavras “céu e inferno”, acabamos por pensar inevitavelmente em  lugares descritos na Palavra de Deus, contudo não sabemos ao certo o que vêm a ser esses lugares. Muitos, senão quase todos, os pregadores e líderes hoje em dia não costumam pregar e ensinar sobre o inferno propriamente dito. Não sei a razão de evitar isso, mas creio que a mensagem sobre esse assunto de fato é muito pesada e amedronta a maioria das pessoas. Muito embora os cristãos não precisam amedrontar-se com esse lugar, afinal o resgate e Salvação tão grandiosa foi concedida e por graça real do Espírito Santo que nos livra da permanência eterna neste local, porque lutamos para estar eternamente com o Senhor Jesus na eternidade.

II - Não podemos deixar de mencionar que as inúmeras versões em português das Bíblias trazem diversas palavras para tradução de inferno, sabemos sobre as adulterações dos textos Bíblicos fieis aos originais desde a antiguidade, por essa razão, por exemplo, não vemos a verdade sendo ministrada nas novas versões da Bíblia para mantê-la menos agressiva a religiões pagas. O apóstolo Paulo esclarece sobre estes fatos e faz a aplicação do que verdadeiramente interessa aos cristãos que desejam morar nos céus. A declaração de Paulo aos Efésios 6.10 em diante é esclarecedor sobre o tema. Ele diz:   “A nossa luta não é contra carne e sangue” isso significa que não lutamos contra meros seres humanos. Nossa verdadeira batalha é contra um exército de seres malignos que fazem oposição à obra de Deus. Por isso o mesmo versículo explica que guerreamos “contra os principados e potestades; contra os dominadores deste mundo tenebroso; contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Efésios 6:12). (1) Foi o apóstolo Paulo quem fez essa exortação acerca da batalha espiritual que os crentes enfrentam. Escrevendo aos crentes efésios, ele exorta sobre a realidade do conflito que todo redimido está envolvido e ensina como o crente deve encarar essa guerra  (Efésios 6:10-20). Essa luta, que não é contra a carne e o sangue, perdurará até o final da presente era; até o dia do glorioso retorno de nosso Senhor Jesus Cristo. (2) A palavra “carne” aparece na Bíblia em diferentes contextos e por isso assume diferentes significados. Há um sentido muito usual no Novo Testamento em que a palavra “carne” significa a natureza humana corrompida pelo pecado. Mas quando o apóstolo Paulo diz “nossa luta não é contra carne e sangue” ele aplica a palavra “carne” como significando a própria constituição humana, com suas limitações e fragilidades sempre voltadas para o pecado. O apóstolo faz uso da combinação “carne e sangue” outras vezes em suas epístolas. (3) Escrevendo aos crentes da Galácia, ele diz que seu ministério não estava fundamentado no conselho de “carne e sangue”; ou seja, não estava fundamentado numa limitada e frágil aprovação humana, mas na escolha do próprio Deus (Gálatas 1:16), ou seja da guerra entre o céu e o inferno. Ele também explicou aos coríntios que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus. Com isso ele faz uma indicação da importância da doutrinada ressurreição, (1 Coríntios 15:50). (4) Em certa ocasião Jesus também usou a expressão “carne e sangue” nesse mesmo sentido; sua intenção era apontar as debilidades humanas, não apenas físicas, mas também mentais, (Mateus 16:17). Portanto, o ensino de que “nossa luta não é contra carne e sangue” enfatiza que de fato somos participantes de uma batalha que não é fácil. Não estamos lutando simplesmente contra a fraqueza da existência humana, mas contra inimigos muito mais perigosos.

III - Após dizer que “nossa luta não é contra carne e sangue”, Paulo imediatamente identifica quem são os nossos verdadeiros inimigos. Ele diz que lutamos contra os principados e potestades. Com isso ele apresenta muito claramente a realidade das hostes espirituais de seres malignos que governam este mundo tenebroso. (1) Isso significa que o reino das trevas não é composto por forças desorganizadas e sem propósitos; mas por seres que se organizam numa hierarquia bem definida e se empenham em fazer oposição à obra de Deus e ao seu povo. Em outras palavras, o texto bíblico está dizendo que “nossa luta não é contra carne e sangue” porque na realidade lutamos mesmo é contra o diabo e os demônios que estão sob seu controle. (2) Esses anjos caídos são autoridades que dominam este mundo de trevas. Aqui, porém, é necessário fazer uma observação acerca da soberania divina. O fato de esses principados e potestades serem governantes deste mundo tenebroso, não significa que eles agem à parte do poder e do controle de Deus. (3) Os principados e potestades das trevas não são autônomos; eles não são seres soberanos que fazem tudo o que desejam fazer. Satanás e seus anjos só podem atuar dentro dos limites estabelecidos por Deus, só agem pela vontade permissiva de Deus e nunca pela vontade diretiva de Deus. O governo desses seres malignos neste mundo dizendo que realizam tudo sob a providência permissiva de Deus, enganando o povo que sabe distinguir bem o que é a vontade diretiva de Deus. Esses seres malignos e infernais controlam tiranicamente o mundo da ignorância, do pecado e da tristeza. (4) Os principados e potestades contra os quais lutamos, são forças espirituais do mal nas regiões celestiais. A expressão “regiões celestiais” aqui deve ser entendida como sendo o reino extraterreno; isto é, a esfera acima da terra e abaixo do céu que é morada de Deus. Então não se pode confundir o significado de “regiões celestiais” neste texto com outras aplicações de expressões semelhantes que falam do lar dos redimidos com Deus, (Efésios 1:3,20; 2:6; 3:10).

IV – Então como lutar a luta que não é contra a carne e o sangue? Ao mesmo tempo em que Paulo diz que nossa luta não é contra carne e sangue ele identifica nossos verdadeiros oponentes, ele ainda se preocupa em explicar como devemos lutar essa guerra. Se nossa luta não é contra carne e sangue, obviamente nossas armas nessa batalha também não devem ser humanas, carnais, mas espirituais. (1) É verdade que os principados e potestades já foram derrotados por Jesus Cristo na cruz do calvário, (Colossenses 2:15). Contudo, isso não significa que agora eles estão inoperantes. Eles são inimigos derrotados que estão destinados ao juízo eterno no lago de fogo, mas ainda tentam causar o maior estrago possível antes de sua ruína completa. (2) Então o apóstolo Paulo explica que a única maneira de resistir aos ataques do diabo é estando vestido da armadura completa de Deus, (Efésios 6:11). Se nossa luta não é contra carne e sangue, então não temos nenhuma chance de vitória se usarmos nossas próprias armas. Aqueles que tentam lutar contra os principados e potestades lançando mão de sua própria força, de sua própria capacidade e de seus próprios méritos, jamais terão sucesso nessa guerra. (3) Mas a armadura de Deus capacita o crente de forma suficiente a permanecer firme contra as investidas malignas. Paulo ainda enfatiza que o cristão deve vestir a armadura completa de Deus, (Efésios 6:13). Nenhuma de suas partes deve ser esquecida ou negligenciada. Nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra inimigos superiores aos homens em força e poder. Contudo, vestidos da armadura de Deus, podemos descansar na certeza que estamos habilitados a resistir no dia mau, (Efésios 6:13).

V - As palavras mais usadas nas Bíblias em português para designar a palavra inferno são: Sepultura, Além, Morte, Inferno. Contudo em nossa língua do português do Brasil, essas palavras nem sempre expressam a mesma coisa. (1) Sabemos  que sepultura significa o túmulo onde esta enterrado o corpo humano, além disso pode significar um lugar espiritual desconhecido, algo “além” de nossa compreensão e conhecimento, a morte pode significar a separação do corpo e seu espírito, portanto não podemos associar morte com lugar. E por fim o inferno que significa realmente um lugar, já pré-conhecido por local de tormento. (2) Todas essas palavras foram usadas na ocasião de tradução das palavras originais que significam o local de tormento, conhecido em nossa língua como “inferno”.

A - Mas será que a sua tradução da bíblia está correta? Para que possamos compreender melhor o significado de céu e do inferno precisamos primeiro dividir a explicação em duas partes, pois um local em nada tem de comum com o outro, absolutamente nada, palavras diferentes e mencionadas de forma diferentes. Tem pessoas que até brincam com as diferentes formas de tratamento com a palavra inferno usando-a no sentido figurado e dizendo por exemplo: “a minha vida é um inferno”, “meu casamento é um inferno”, “passei um dia infernal hoje” e assim vai. As pessoas que fazem essas brincadeiras e muitas outras não sabem como estão prejudicando a si mesmas e tornando-se tão frágeis diante do mal que estão “profetizando” coisas ruins para suas vidas. 

B - Vejamos então mais detalhes sobre o céu como já foi bem explicado pelo Apóstolo Paulo em Efésios capítulo 6 para que assim possamos  compreender melhor o significado Bíblico dessa palavra e possamos entender melhor o que é o céu e combater o mal enquanto é tempo. (1) A Bíblia nos ensina que o Céu é o lugar onde Deus habita com os anjos. É o destino final de todos que amam a Deus. É impossível imaginar como é o Céu, porque é tão maravilhoso. (2) O Céu é um lugar além do nosso mundo, onde Deus reina. Não é o céu azul acima de nossas cabeças nem o espaço, onde ficam as estrelas. É uma dimensão espiritual, onde o espírito reina. Lá teremos corpos espirituais, perfeitos e incorruptíveis, (1 Coríntios 15:42-44). 42. Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. 43. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. 44. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.

C – Sobre os céus pode-se questionar agora a razão do plural empregado, vemos isso na primeira menção da Palavra de Deus sobre o Céu, alias, ali foi registrado a existência de mais de um deles. Gênesis 1:1 diz explicitamente: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. (1) O que nos diz esse registro da Bíblia é o fato de haver mais de um céu? Sim, mas onde e como seriam esses outros céus? Primeiro precisamos entender que “No princípio Deus não criou o inferno”, a Palavra dEle claramente menciona que foram criados os céus no inicio, portanto inferno é algo mais recente que os céus, muito embora essa referência possa ser apenas dos céus inferior e intermediário e o inferno já estar preparado anteriormente já que o Senhor habitava no céu superior.

1 - A palavra original em hebraico usada no livro de Gênesis por Moisés para descrever os céus foi “shamayim” , essa palavra em hebraico tem o plural na terminação “im”, portanto indica claramente que há mais de um céu. Os céus são: inferior, intermediário e superior. Então vejamos quais sãos os céus existentes com maiores detalhes. (1) Céu inferior ou “Auronos”; esse céu é o local onde podemos claramente ver as nuvens, o ar atmosférico sendo o céu que envolve a terra e o ar, inclusive o azul celeste está aparente no céu “auronos”. (2) Céu intermediário ou “Mesoporanios”, já esse céu é o local imenso onde estão localizadas as estrelas e planetas, já não é azul, pois vemos que ao sair da atmosfera terrestre o espaço é escuro e preto, sendo um vácuo onde estão as estrelas.  Conhecido por céu astronômico, onde estão os planetas. (3) Céu superior ou “Eporanios”, esse céu é chamado de o céu dos céus , o lugar onde está o Senhor e os santos, onde os anjos circulam.

2 - Portanto, agora podemos verificar que os céus foram criados ao mesmo tempo, conforme diz a Palavra do Senhor. Pela Sua Palavra foram criados os céus e a terra. (1) O inferno não teve sua criação para receber os seres humanos, essa informação podemos verificar em Mateus 25:41 “Então dirá também aos que estiverem a sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos;” . Essa passagem mostra a razão pela qual o inferno existe e para quem foi designado. Se o homem está condenado ao inferno é porque o homem optou por isso, ninguém mais intervém nessa decisão senão o próprio homem. Veremos adiante o que significa esse lugar.

3 - Agora vamos analisar biblicamente a palavra inferno. Vamos analisar essa palavra, quando foi mencionada e o seu significado correto. (1) A palavra “inferno” aparece na Bíblia por aproximadamente 30 vezes, sendo apenas 10 vezes em todo o Velho Testamento e 20 vezes no Novo Testamento, porém não foi registrada a mesma palavra para inferno em todas as passagens. Em algumas o significado é literal em outras o significado é representativo. (2) A palavra hebraica Sheol está traduzida para inferno nas seguintes passagens bíblicas: Deuteronômio 32:22; Salmos 18:5, 55:15, 86:13,  116:3,  139:8; Provérbios 5:5, 7:27,  9:18,  15:11-24,  23:14, 27:20; e Isaias 5:14, 14:915, 28:15-18, 57:9. (3) A palavra grega Hades está traduzida para inferno nessas passagens: Mateus 11:23, 16:18; Lucas 16:23; Apocalipse  6:8, 20:13; (3) A palavra “Gehenna” está também traduzida para inferno nas seguintes passagens de: Mateus 5:22-29, 10:28,  18:9, 23:15-23; Marcos 9:43; Lucas 12:5; Tiago 3:6; (4) A palavra “Tartaroo” aparece somente uma vez na Bíblia e é traduzida para inferno também em: 2 Pedro 2:4;

4 – Agora vamos ver a explicação dos significados dessas palavras para entender o lugar chamado inferno e os demais lugares, uma vez que embora sejam palavras traduzidas igualmente, não significam o mesmo e exato local, à exceção de Sheol e Hades que são iguais porém em idiomas diferentes (Hebraico e Grego). (1) Não houve na realidade falha do tradutor quando menciona inferno no lugar delas, pois cada uma das palavras originais tem um significado próprio e complexo na sua descrição, vamos então procurar defini-las todas. Em primeiro lugar não podemos associar a palavra “inferno” a todos os lugares citados, sem dúvida seria incorreto. Em algumas traduções mais equivocadas ainda esta mencionado “sepultura” outras o “além”, nesses casos não houve nenhuma fidelidade na tradução da palavra. Sequer foi deixado claro que o lugar é de tormento terrível quando a tradução está dessa forma. 

5  – O que significa a palavra “Sheol”. Essa palavra usada no Antigo Testamento do idioma Hebraico expressou o local onde foram lançados os espíritos daqueles que mantiveram-se infiéis ao Senhor Deus, sem arrependimento e sem Seu Divino perdão. Sendo que o tal local é o conhecido inferno propriamente dito, um local onde a vida da pessoa, (afinal cada um de nós não somos apenas carne mas sim espírito primeiramente), segue seu curso em tormento eterno e também a caminho da eterna separação do Criador no dia do Juízo. Nesse local está acesa a ira de Deus pois desprezaram Seu infinito amor Redentor (Deuteronômio 32:22), um local onde existem apenas a essência da vida não carnal, as almas de cada individuo não remido (Salmos 86:13). Um local onde o Senhor ainda vê os que ali estão e tem conhecimento do que se passa lá (Salmos 139:8), um lugar que está abaixo dos céus (Provérbios 15:24), além de tudo é um local que nunca farta-se de receber almas (Provérbios 27:20).

6  – O que significa a palavra “Hades”. Uma palavra de mesmo significado que a anterior, porém em outro idioma, o Grego agora, foi usada no Novo Testamento em várias situações.  Primeiro verificamos que as portas do conhecido inferno não prevalecem contra a Igreja de Jesus (Mateus 16:18), agora não podemos deixar de comentar a passagem mais explicativa sobre para onde seguem as almas daqueles que não reconheceram seu estado de pecador e arrependeram-se com o perdão e aceitação do Filho de Deus, Jesus Cristo, e Seu sacrifício vicário pelos pecados da humanidade (Lucas 16:23), a morte sem salvação leva ao inferno na fase da tribulação o inferno receberá milhões de pessoas  (Apocalipse 6:8), já que vemos que a morte e o inferno serão lançados no lago de fogo então concluímos que inferno e lago de fogo não são o mesmo lugar (Apocalipse 20:13-15).

7 – O que significa a palavra “Gehenna”. Esta palavra Grega tem sua derivação de duas palavras sendo “GE” que significa um abismo, e “Hinnom” significando então um local conhecido como o vale ou abismo de “Hinnom”, situado ao lado sul e leste de Jerusalém e no tempo do Antigo Testamento era o lugar onde sacrificavam crianças recém nascidas no fogo ao falso deus Moloque, (2 Reis 16:3 e 21:6) e onde o ímpio rei Manassés queimou seus filhos (2 Crônicas 33:6), esse lugar era de aflição morte e fogo, um local de tormento muito grande. Mais tarde foi chamado de “Geena” o lugar onde em Jerusalém jogavam e queimavam o lixo, o depósito de lixo com mau cheiro, fumaça e odores de putrefação que encontra-se fora das cidades. Jesus mencionou tratar-se do lugar onde o fogo não se apaga e o verme e bicho nunca morrem (Marcos 9:43-44). Jesus indicou que esse lugar é diferente, Ele mostrou a grande diferença dos demais locais citados quando deixou claro que esse lugar onde há penalidade para almas e corpos (Mateus 10:28 e Mateus 18:9 e Lucas 12:5). O local de condenação para os que rejeitaram a Justiça de Jesus Cristo em Seu sacrifício (Mateus 23:33).

8  – A palavra “Tartaroo”, foi usada apenas uma única vez no texto de 2 Pedro 2:4 um local de confinamento de anjos caídos (demônios), mas não todos eles, e sim apenas alguns deles, a razão disso não trataremos nesse estudo. Mas essa palavra foi usada na mitologia pagã grega para definir onde os deuses eram punidos e foi usada no livro apócrifo de Enoque (2:20) para referir aos anjos caídos também.

9  - O lago de fogo.  Mas temos uma definição especialmente para o Dia do Senhor, o dia do Juízo Final, onde sem dúvida haverá o destino final e cabal de todos aqueles que recuaram do Deus Criador, Santo e Justo, Misericordioso, esta recusa lançará todos os condenados no Lago de Fogo. (1)  A expressão Lago de Fogo aparece cinco vezes no Novo Testamento e todas elas em Apocalipse. Apocalipse 19:20; 20:14-15; 21:8; (2) Então, conforme indicam as Escrituras, esse local será a morada eterna de todos que já morreram sem Cristo, pois lemos que a morte e o inferno serão jogados no Lago de Fogo (Apocalipse 20:14), porém sabemos que segundo Apocalipse 19:20 o anticristo e seu falso profeta serão lançados vivos no Lago de Fogo, e aqui já podemos saber que trata-se de local final de morada dos ímpios, e que lá viverão com seus corpos e almas por toda a eternidade.

10  - A Palavra de Deus nos ensina que esse local é a segunda morte, isto é, aqui temos sem dúvida a separação eterna de Deus. Nesse lugar Deus não estará, e não terá conhecimento do que se passa, todos os que ali estiverem estarão na companhia de Satanás, todos os anjos caídos e todos os bilhões de pessoas que morreram sem redenção e vão sofrer a sua própria sorte por não confiarem em Deus. 

11 - Uma vida de tormento e sofrimento sem findar, essa eternidade é somente para os que rejeitaram Jesus e não o aceitaram como único e suficiente Salvador de suas almas. (1) Ninguém poderia seguir aos conselhos de Deus somente para não terminar a eternidade no Lago de Fogo,  tendo em vista que Ele nos deu o livre arbítrio para escolher entre segui-Lo ou não. Mas ainda que muitos críticos perguntem porque Deus nos dá a escolha e se não O escolher o destino é o sofrimento, é a perdição eterna? A resposta para essa pergunta está no fato de que para Ele o Lago de Fogo é sofrimento e tormento eterno, mas para quem não deseja o Criador e sim o serviço de Satanás, então nada resta senão o Lago de Fogo para passar a eternidade. A escolha é do homem.

12 - O inferno é mencionado na Bíblia, mas os termos originais variam e geram diferentes interpretações entre as correntes cristãs sobre a sua forma literal ou simbólica. As palavras originais em hebraico e grego foram traduzidas de maneiras distintas ao longo do tempo. O que Jesus falou sobre o inferno é de assustar a qualquer um. (1) Jesus falou sobre o inferno em cerca de 12 a 15 ocasiões nos Evangelhos do Novo Testamento. O número exato varia entre 12 e 15 vezes dependendo de quais termos originais do grego (como Geena ou Hades) a tradução da Bíblia escolhe traduzir diretamente como "inferno". Os termos no grego original; No texto bíblico original, Jesus usou palavras diferentes que hoje costumamos traduzir com a mesma palavra em português. (1): Geena (Gehenna) foi Usado por Jesus cerca de 11 a 12 vezes. E se refere ao Vale de Hinnom, fora de Jerusalém, e é a palavra mais forte usada por Ele para descrever o fogo e o castigo eterno. (2) O Hades é  usado cerca de 3 a 4 vezes por Jesus. Significa o reino dos mortos ou a sepultura, equivalente ao Sheol do Antigo Testamento.

13  - Exemplos de uso nos Evangelhos; Jesus fez esses alertas em vários momentos marcantes registrados pelos apóstolos. (1) No Sermão da Montanha Ele avisou sobre o perigo do fogo do inferno por causa da ira ou do pecado. (Mateus 5:22, 5:29 e 5:30). (2) Dando instruções aos discípulos, O conselho foi para temer Aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno, (Mateus 10:28 e Lucas 12:5). (3) Fazendo repreensão a cidades com alertas sobre Cafarnaum ser abatida até o inferno, (Mateus 11:23 e Lucas 10:15). (4) Nas parábolas e no juízo faz descrições sobre o destino dos ímpios e o fogo inextinguível, (Mateus 23:33 e Marcos 9:43).

14  - O que o Apóstolos Paulo falou sobre o inferno. O apóstolo Paulo não usou termos comuns como "inferno" ou "Geena" em suas cartas, mas ensinou claramente sobre o julgamento final e a perdição eterna para quem rejeita o evangelho. Ele descreveu esse castigo como uma separação irreversível de Deus e da sua glória. (1) O que Paulo escreveu sobre o juízo final fazendo a descrição da destruição eterna; em 2 Tessalonicenses 1:9, Paulo afirma que os desobedientes ao evangelho sofrerão a pena de "eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder". (2) A separação de Deus traz o maior peso da condenação; para Paulo é o banimento da presença e do poder sustentador de Deus.

15 - A consequência das obras, começando pelo salário do pecado de Romanos 3.23 e a seguir em Gálatas 5:19-21 e 1 Coríntios 6:9-10, ele adverte que aqueles que praticam pecados persistentes e não se arrependem "não herdarão o Reino de Deus". (1) Porque o salário do pecado descrito em Romanos 6:23 é real, ele contrasta o destino humano, afirmando que "o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus". 

16 - O que os apóstolos falaram sobre o inferno? No Novo Testamento, os apóstolos descrevem o inferno como um lugar real de separação de Deus, castigo eterno e sofrimento, associando-o ao julgamento final dos que rejeitam a fé. Embora Jesus tenha sido quem mais falou sobre o tema, os apóstolos reforçaram esses alertas em suas cartas e visões. (1) O Apóstolo Paulo escreveu que os que não obedecem ao evangelho sofrerão a pena de ruína eterna, longe da presença do Senhor e da glória do seu poder, (2 Tessalonicenses 1:8-9). (2) Indicou que as más ações humanas têm consequências morais diretas no juízo final, (Romanos 2:8-9). (3) O Apóstolo João descreveu no livro de Apocalipse o inferno como um lago de fogo e enxofre; afirmou que os condenados são atormentados na presença do Cordeiro e dos santos anjos, sem descanso, (Apocalipse 14:10-11). (4) Relatou que a morte e o Hades foram lançados nesse mesmo lago de fogo, e foi considerado como a segunda morte, (Apocalipse 20:14-15). 

17   - Os Apóstolos Pedro e Judas descreveram o que é o inferno da seguinte maneira: (1) Pedro mencionou o Tártaro (uma palavra grega para um abismo de trevas) ao falar do cativeiro de anjos que pecaram, aguardando o juízo final, (2 Pedro 2:4). (2) Judas descreveu falsos mestres e anjos rebeldes guardados em prisões eternas sob trevas para o julgamento, citando o exemplo do fogo eterno que destruiu cidades antigas (Judas 6-7). 

18   - O que é a segunda morte? A segunda morte é um termo bíblico citado no livro de Apocalipse. Ela representa a separação eterna de Deus e o julgamento final no lago de fogo para aqueles que não alcançaram a salvação, em contraste com a primeira morte, que é o fim da vida física do corpo. (1) O Conceito na Bíblia sobre a segunda morte; Apocalipse 20:14-15  define claramente que a morte e o inferno são lançados no lago de fogo, o qual é chamado de segunda morte, que é o destino final, é o castigo eterno para quem não tem o nome escrito no Livro da Vida. (2) Em Apocalipse 2:11 Jesus promete que aquele que vencer na fé não sofrerá nenhum dano desta segunda morte.

19   - Onde está escrito na bíblia sobre a segunda morte? O que é a segunda morte? (1) A segunda morte é mencionada em várias ocasiões no livro do Apocalipse e é sinônimo do lago de fogo. É uma "morte" na medida em que é uma separação eterna de Deus, o Doador da vida. É chamada de "segunda" porque segue a morte física, é a condenação eterna e sofrimento eterno para aqueles que seus nomes não foram registrados no livro da vida. (2) Em Apocalipse 21:8 explica a segunda morte em detalhes, “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte”. (3) Em três outros lugares no Apocalipse também mencionam a segunda morte. (a) O primeiro está em Apocalipse 2:11: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.” Nesse versículo, Jesus promete que os crentes (“vencedores”; veja 1 João 5:4) não experimentarão o lago de fogo. (b) A segunda morte é exclusivamente para aqueles que rejeitaram a Cristo. Não é um lugar que os crentes em Cristo devam temer. Apocalipse 20:6 fala da segunda morte em relação a um período futuro chamado de o Juízo final. “Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele os mil anos.” Esse versículo menciona três fatos importantes. Primeiro, aqueles que morrem por sua fé em Jesus durante a Tribulação serão ressuscitados mais tarde para entrar no Milênio e viver com Ele. Em segundo lugar, esses mártires escaparão do lago de fogo ou da segunda morte. Terceiro, eles reinarão com Cristo. (c) A segunda morte também é mencionada em Apocalipse 20:14-15: “Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.” No final dos tempos, até a morte e a sepultura (Hades) serão lançadas no lago de fogo. Além disso, toda pessoa não encontrada no livro da vida será lançada no lago de fogo. Esta condição será final; o destino final e permanente dos incrédulos. 

20   - Em resumo, a segunda morte é uma referência ao lago de fogo onde aqueles que estão separados de Deus pelo seu pecado habitarão e sofrerão por toda a eternidade. Esse julgamento foi registrado nas Escrituras como uma advertência para os incrédulos buscarem a salvação que Jesus Cristo provê. O julgamento vindouro também deve desafiar os crentes a compartilhar a sua fé. Existe uma grande diferença entre o destino final daqueles que conhecem a Cristo e daqueles que não O conhecem. Então vamos pregar o evangelho de Jesus para todos enquanto é tempo.

21   – Como já vimos acima os termos originais sobre o inferno e seus significados são conhecidos como (1) Sheol (Hebraico) Hades (Grego), aparecem no Antigo e Novo Testamento para indicar a sepultura comum, o pó ou o "mundo dos mortos", um estado de inconsciência ou sombra, sem conotação direta de tormento de fogo inicial. (2) Geena (do Grego), usado por Jesus no Novo Testamento, faz referência ao Vale de Hinnom, um local de lixo e fogo nos arredores de Jerusalém. Tornou-se a imagem clássica para a perdição ou castigo final. (3) Lago de Fogo (aparece no Apocalipse). É Descrito no Apocalipse como o destino final de separação de Deus reservado para o mal e os que o rejeitam.

22   - As visões teológicas comuns das religiões descrevem o inferno como: (1)   Lugar de tormento real, muitas igrejas cristãs leem passagens do Novo Testamento como um alerta literal sobre um lugar de dor e separação eterna de Deus. (2) Linguagem metafórica, outros teólogos interpretam as imagens de fogo e trevas como símbolos da gravidade da perda ou da destruição total do ímpio, e não um espaço físico de tortura contínua. (3) Aniquilação ou sono profundo ou sono da alma, tema adotado por grupos como as Testemunhas de Jeová que ensinam que os mortos estão inconscientes e que o conceito de tormento eterno não tem respaldo bíblico, sendo a pena do pecado apenas a cessação da vida. Porém fiquemos com a realidade da Bíblia sobre este assunto.  

23   - "O que diz os dicionários bíblicos sobre o inferno? Os dicionários bíblicos explicam que a palavra "inferno" em português traduz quatro termos originais das línguas bíblicas (Xeol, Hades, Geena e Tártaro). Eles diferenciam a ideia de sepultura ou estado de morte da condenação final. Os termos originais nos textos Bíblicos são: (1) Xeol (Hebraico): Usado no Antigo Testamento, significa a cova, a sepultura ou o mundo dos mortos em sentido geral, onde iam tanto justos quanto ímpios (como a habitação comum dos mortos, sem foco inicial em tormento ativo). (2) Hades (Grego): O equivalente a cheol no Novo Testamento. Representa o reino dos mortos ou o submundo. (3) Geena (Aramaico/Grego): Derivado do "Vale de Hinom", um local perto de Jerusalém onde se queimava lixo comum e lixo orgânico. No Novo Testamento, Jesus usa essa palavra como uma metáfora viva para o fogo, o castigo e a perdição final dos rejeitam a Deus dos que rejeitam a Deus. (4) Tártaro (Grego),é citado brevemente (2 Pedro 2:4) como um lugar de reclusão, prisão ou abismo para anjos caídos que pecaram.  

24   – Outros significados e concepções teológicas do que é na verdade o inferno.  (1) É a separação de Deus. Os dicionários e teólogos apontam que o aspecto mais terrível do inferno nas Escrituras é a ausência total da graça, da comunhão e da presença benevolente de Deus. (2) Outros consideram apenas como uma linguagem simbólica e literal. Expressões como "fogo eterno", "trevas exteriores" e "o bicho que não morre" são debatidas por estudiosos para tentarem justificar a perdição. Muitos tratam o fogo como símbolo real da dor da ruína espiritual, enquanto outros defendem um estado de tormento consciente e literal. (3) Juízo Final já é definido como o fim de tudo. A Bíblia associa o inferno definitivo ou "lago de fogo" ao juízo final, destinado ao diabo, aos seus anjos e àqueles que recusaram a salvação.

25   – Como é a visão das religiões, o que dizem as religiões sobre o inferno? As religiões mais tradicionalmente conhecidas dizem o seguinte, que o inferno é entendido de formas diferentes pelas tradições religiosas. Algumas crenças veem o lugar como um fogo que dura para sempre, enquanto outras apontam que ele serve apenas por um tempo ou nem existe. (1) O Cristianismo considera que a Bíblia e as igrejas tradicionais (como a Católica e as Protestantes) ensinam que o inferno é um lugar real. Ele é visto como um castigo eterno ou como a separação total de Deus para quem rejeita o bem e a fé cristã.  (2) Algumas linhas cristãs (como os Adventistas do Sétimo Dia) acreditam no aniquilacionismo, quando os maus deixam de existir em vez de sofrer para sempre. (3) O Islamismo através do Alcorão chama o inferno de Jahannam; é um local descrito com fogo e sofrimento rigoroso para os infiéis e injustos. (4) Há correntes que entendem o castigo como eterno, mas visões teológicas também apontam que o local pode servir para purificar a alma daqueles que tiveram fé em Deus, permitindo que vão para o paraíso depois de pagar por seus erros. É o caso do catolicismo que chama esta situação de Purgatório. Isso é uma situação enganosa porque não existe vida após a morte e só tem dois caminhos, ou a pessoa vai para o céu ou vai para o inferno.  (5) No Judaísmo há correntes divergentes como: (a) O judaísmo tradicional não foca em um inferno de tormento eterno. (b) Existe o conceito de Gehinom, um lugar de purificação espiritual que dura no máximo doze meses, onde a alma se limpa das faltas cometidas antes de entrar no descanso eterno.

26   – Para as religiões “Dhármicas” existem pouca diferenciação dos vínculos religiosos conforme a seguir. (1) As religiões dármicas são um grupo de tradições espirituais que nasceram no subcontinente indiano e compartilham o conceito central de dharma (lei cósmica, dever ou ordem moral). (2) As quatro principais religiões dármicas são: (a) O Hinduísmo: A mais antiga das quatro, baseada em tradições védicas e em uma ampla gama de crenças e práticas. (b) Budismo: Fundado por Sidarta Gautama (Buda) no século VI a.C., focado no caminho do meio e na cessação do sofrimento. (c) Jainismo: Tradição que enfatiza a nãoviolência (ahimsa) extrema e a pureza espiritual. (d) Siquismo: Religião monoteísta fundada no Punjab no século XV por Guru Nanak. (3) Os conceitos comuns são assim definidos: (a) Dharma, a ordem natural do universo e o dever moral de cada pessoa. (b) Karma é  a lei de causa e efeito, onde as ações moldam o destino futuro. (c) Samsara é o ciclo contínuo de nascimento, morte e renascimento, (reencarnação). (essa crença é muito valorizada no espiritismo). (d) Moksha/Nirvana É a crença na libertação final do ciclo de sofrimento e renascimento.

27   – Para o Budismo e o Hinduísmo, o inferno é descrito da seguinte forma: (1) O hinduísmo não possui um inferno definitivo, pois a alma, assim como no espiritismo, passa pela reencarnação até atingir a evolução e a libertação (Moksha). (2) O budismo tem os Narakas (mundos infernais), que são locais de grande sofrimento, mas também temporários. Quando o karma negativo se esgota, a alma renasce em outro plano.

28   - Já o Espiritismo descreve inferno da seguinte maneira: (1) O espiritismo não enxerga o inferno como um local físico de fogo ou tortura eterna criado por Deus. (2) O sofrimento após a morte é compreendido como um estado mental e moral de angústia, remorso e desequilíbrio que a própria pessoa cria para si mesma devido aos erros cometidos na terra, sendo sempre passível de melhora e nova chance de aprendizado numa renovação reencarnação.

29   - Então como é o inferno? (o que diz a Bíblia). O inferno é o lugar de tormento eterno criado por Deus para punir satanás e os seus seguidores, e destruir o pecado. Quem morre no pecado vai para o inferno. Deus não quer que ninguém vá para o inferno, por isso enviou Seu filho Jesus para morrer por nós e nos salvar, nos libertando da escravidão de nossos pecados. Se você aceitar Jesus como seu salvador, você vai ter vida eterna com Deus, não será condenado a ir para o inferno. (1) A Bíblia não descreve com detalhes onde e como será o inferno, mas relata com clareza que será um lugar de grande sofrimento e muito distante do céu, é um lugar muito  distante de Deus. Veja algumas características relacionadas ao inferno, de acordo com o texto bíblico: (a) É um lugar de castigo e ausência de Deus, (2 Tessalonicenses 1:9). (b) É um lugar preparado para o Diabo e seus anjos, (Mateus 25:41). (c) É um lugar de completa escuridão e trevas, (2 Pedro 2:17). (d) É um lugar onde haverá choro e ranger de dentes, (Mateus 8:12). (e) É um lugar onde haverá sofrimento comparado ao fogo que nunca se apaga, (Marcos 9:43). (f) É um lugar onde haverá destruição da alma (Mateus 10:28). (g) É um lugar com lago de fogo e enxofre para atormentar eternamente, (Apocalipse 21:8).

30   - A Bíblia fala que o inferno é real, assim como o Céu também é real; não é uma metáfora. O inferno é o lugar onde os pecadores são punido pelos seus pecados. Quando pecamos, ficamos separados de Deus (Romanos 3:23). Isso causa a morte, tanto física como espiritual. O inferno é o lugar de separação total de Deus. Como tudo de bom vem de Deus, quem fica totalmente separado de Deus só vai ter tristeza e tormento. É por isso que o inferno é um lugar tão ruim, sem esperança e que devemos lutar pela nossa salvação.No Antigo e no Novo Testamento existem menções acerca da existência do inferno. Ora aparecem as palavras sheol, ora hades, ora aparece a palavra gehenna (geena) ou tártaro (estas 3 últimas palavras gregas ocorrem apenas no NT) para designar o inferno como lugar de punição e separação eterna de Deus. (1) A Bíblia relata as características do inferno. “Pois um fogo foi aceso pela minha ira, fogo que queimará até as profundezas do Sheol. Ele devorará a terra e as suas colheitas e consumirá os alicerces dos montes”. Deuteronômio 32:22. (2) “E você, Cafarnaum, será elevada até ao céu? Não, você descerá até o Hades! Se os milagres que em você foram realizados tivessem sido realizados em Sodoma, ela teria permanecido até hoje”. Mateus 11:23. (3) “Mas eu digo a vocês que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: 'Racá, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: 'Louco!', corre o risco de ir para o fogo do inferno. (tradução de 'gehenna')”. Mateus 5:22. (4) “Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos a fim de serem reservados para o juízo. (tradução de 'tártaro')”. 2 Pedro 2:4.

31   - Algumas pessoas perguntam como que um Deus amoroso pode permitir o sofrimento eterno? Deus permite a existência do inferno porque Ele é Justo. O inferno é a punição justa pelo pecado. Todos os pecados cometidos sobre a terra serão punidos no juízo de Deus. Se aceitarmos que Jesus levou a punição em nosso lugar, não teremos que pagar pelos nossos próprios pecados. Mas se O rejeitarmos, teremos que enfrentar a punição digna dos nossos pecados. (1) Deus não pode conviver com o pecado, porque Ele é Santo. Daí, quando pecamos ficamos separados de Deus. O inferno é a morte completa, sem nenhuma ligação com Deus. Isso causa um sofrimento eterno, porque quando morrermos já não estaremos limitados às regras do tempo e espaço material, estaremos na eternidade. (2) Deus é amor, (1 João 4:8) e enviou Jesus para nos salvar do inferno e restaurar nosso relacionamento com Ele, (João 3:16). Mas Deus não obriga ninguém a estar com Ele contra sua vontade. Deus nos ama e nos deu liberdade para escolher ama-Lo ou rejeitá-Lo. Se decidirmos não estar com Ele, pagaremos pelas consequências da nossa escolha (João 12:48). (3) Se Ele não nos desse essa escolha, não seria amor, seria uma prisão. Ele não obriga ninguém a segui-Lo, mas aqueles que o aceitam pela fé, gozarão a eternidade na Sua presença. (4) Então quem é que vai para o inferno? Só vai para o inferno quem não quer estar com Deus. A escolha é de cada um. Se alguém não quer mesmo passar a eternidade com Deus, então não passará. Mas Deus já avisou como isso será, o sofrimento do inferno, separado d'Ele, (Apocalipse 21:8). Deus não esconde a verdade de ninguém. (5) Não se engane nem perca a oportunidade de escolher ficar com Deus. Há consequências para qualquer que seja a nossa escolha: Vida eterna ou morte eterna, qual delas você vai aceitar? (Mateus 25:46). Não há opção para indecisão ou abstenção. Se estiver indeciso, decida-se por Deus enquanto há tempo e viva conforme Jesus ensinou. Deus não quer que ninguém vá para o inferno, mas Ele respeita a escolha de cada um.

32   -  Em contraste com o inferno que é só condenação eterna, podemos ver a grandeza da glória indizível do céu. A expressão "glória indizível do céu" une conceitos fundamentais da Bíblia sobre a grandeza incomensurável do paraíso e a alegria que ela produz na alma do cristão. Ela se relaciona diretamente com passagens bíblicas como a descrição do gozo celestial em 1 Pedro 1:8 ("alegria indizível e cheia de glória") e com o imaginário clássico do hino 625 da Harpa Cristã ("Glória Indizível"), que retrata a beleza eterna do Reino de Deus. (1) O Contexto Bíblico de "Alegria Indizível e Cheia de Glória" é explicado no Novo Testamento, o apóstolo Pedro escreve para crentes que sofriam duras perseguições e perdas materiais. Mesmo em meio a lágrimas e provações na terra, ele afirma que os salvos possuem um motivo superior para exultar. (1) Origem Celestial, essa alegria não depende de bens ou de uma vida sem problemas na terra; ela emana diretamente do céu e do Espírito Santo. (2) Uma fé é sem vista,  o cristão ama a Jesus Cristo e confia na eternidade sem precisar vê-lo fisicamente no presente. (3) Indizível (Inefável) que significa que é uma alegria  tão profunda e grandiosa que faltam palavras humanas para conseguir descrevê-la por completo.

33   - O significado da glória do Céu é infinitamente grande. Quando se estuda a glória do céu sob uma ótica bíblica (com base em livros como Apocalipse e as promessas de Cristo), destacam-se pontos essenciais: (1) Transcende a Mente Humana. Como diz o famoso hino sacro, "jamais se contou ao mortal a metade da glória celeste". A beleza do lar celestial está além da nossa imaginação atual.  (2) Fim do Sofrimento terreno. No céu há a ausência definitiva de dor, pranto, tristeza, velhice e morte. (3) Comunhão com Deus que é essência da fé cristã. A essência da glória do céu não é apenas o ouro ou o mar de vidro, mas a habitação eterna na presença santa e direta de Deus e de Jesus, que preparou moradas para os fiéis, (João 14:2).

34   – Há lições práticas para a vida cristã. Há a esperança de vencer a dor: As crises passageiras da vida terrena perdem o peso quando comparadas ao peso eterno da glória que há de ser revelada. Há um testemunho Vivo. Uma alegria que vem do céu e resiste às tempestades da terra, serve como uma forte evidência da veracidade do Evangelho para o mundo ao a vida ao redor de qualquer ser humano. (1)  O que é a glória indizível do céu? A expressão "glória indizível do céu" une conceitos fundamentais da Bíblia sobre a grandeza incomensurável do paraíso e a alegria que ela produz na alma do cristão. Ela se relaciona diretamente com passagens bíblicas como a descrição do gozo celestial em 1 Pedro 1:8, ("alegria indizível e cheia de glória") e com o imaginário clássico do hino 625 da Harpa Cristã ("Glória Indizível"), que retrata a beleza eterna do Reino de Deus.

35   - O Contexto Bíblico de "alegria indizível e alegria de glória". (1) No Novo Testamento, o apóstolo Pedro escreve para crentes que sofriam duras perseguições e perdas materiais. Mesmo em meio a lágrimas e provações na terra, ele afirma que os salvos possuem um motivo superior para exultar. Suas bênçãos teem origem celestial. Essa alegria não depende de bens ou de uma vida sem problemas na terra; ela emana diretamente do céu e do Espírito Santo. (1) Fé inabalável. O cristão ama a Jesus Cristo e confia na eternidade sem precisar vê-lo fisicamente no presente. É uma fé indizível e significa que é uma alegria tão profunda e grandiosa que faltam palavras humanas para conseguir descrevê-la por completo. (2) O significado da glória do céu nos é mostrado quando se estuda a glória do céu sob uma ótica bíblica, (com base em livros como o de Apocalipse e as promessas de Cristo), destacam-se pontos essenciais que transcendem a mente humana. Como diz o famoso hino sacro, "jamais se contou ao mortal a metade da glória celeste". A beleza do lar celestial está além da nossa imaginação atual. (3) Será o fim do Sofrimento. No céu há a ausência definitiva de dor, pranto, tristeza, velhice e morte. (4) A gloria celeste será de total e plena comunhão com Deus. A essência da glória do céu não é apenas o ouro ou o mar de vidro, mas a habitação eterna na presença santa e direta de Deus e de Jesus, que preparou moradas eternas para os fiéis, (João 14:2).

36   – Nessa perspectiva temos muitas lições práticas aplicáveis para a vida Cristã. (1) Temos a certeza de que a esperança vence a Dor. As crises passageiras da vida terrena perdem o peso quando comparadas ao peso eterno da glória que há de ser revelada. (2) O testemunho vivo da vida do cristão tem uma alegria que vem do céu e resiste às tempestades da terra. Servem como testemunho de uma forte evidência da veracidade do Evangelho para o mundo ao nosso redor. Causam um grande impacto para consolidação da fé cristã e da certeza da salvação. 

37   - Jesus disse em João 14.6 “Eu sou o Caminho é a Verdade é a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. (1) O céu e o inferno existem, são dois caminhos, faça a escolha de andar com o Senhor Jesus e você terá a oportunidade de morar nas mansões celestiais eternamente com Jesus. 

Deus abençoe você e sua família. 

 

Pr. Waldir Pedro Souza. 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor. 

 

 

 



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