segunda-feira, 8 de junho de 2026

DEUS É SANTO MAS OUVE A ORAÇÃO DOS PECADORES

DEUS É SANTO MAS OUVE A ORAÇÃO DOS PECADORES

A - Deus ouve as orações dos pecadores, João capítulo 9.31 assegura que “a esse Ele ouve”. Um cego de nascença declara em João 9:31: “Sabemos que Deus não ouve pecadores, mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse Deus ouve”. Muitos versículos nas Escrituras indicam que Deus não ouve a oração de um pecador da mesma forma que ouve a oração de um crente. 
B - “Ouvir” é outra forma de dizer, de “escutar e de responder favoravelmente”. Existem algumas passagens nas Escrituras que mostram Deus ouvindo e respondendo à oração de um pecador. O objetivo deste texto é examinar com mais detalhes alguns exemplos bíblicos que corroboram com cada um desses pontos de vista. 
C - O primeiro ponto é que existem muitos versículos nas Escrituras que indicam que Deus não ouve a oração de um pecador da mesma forma que ouve a oração de um crente. Diversas passagens podem ser citadas para ilustrar isso: O Salmo 66:18 diz: Se eu tivesse acalentado a iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouviria. Em Isaías 1:15 diz: Quando estenderes as tuas mãos, esconderei de ti os meus olhos; ainda que multiplica as tuas orações, não as ouvirei, porque as tuas mãos estão cheias de sangue. 
1 - Em Isaías 59:1-2 está escrito: Eis que a mão do Senhor não está encurtada, para que não possa salvar; nem o seu som agravado, para que não possa ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o vosso rosto de vós, para que não vos ouçam. Em Provérbios 21:13 diz: Quem fecha os ouvidos ao clamor do pobre, também ele clamará e não será atendido. Em Provérbios 28:9 está escrito: Se alguém recusar ouvir a lei, até a sua oração será abominável. Tiago 1:6-7 ensina: Mas peça com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é impelida e agitada pelo vento. 7 Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor. 
2 - É inegavelmente difícil determinar, em algumas dessas passagens, se aquele que peca e cujas orações não são ouvidas é genuinamente um crente ou não. O que é claro é que o pecado prejudica a eficácia da nossa vida de oração. Ou, em termos opostos, a justiça pode aumentar a eficácia da nossa vida de oração, (Tiago 5:16). Todas essas passagens (assim como muitas outras na Bíblia) ilustram o efeito que o pecado tem sobre a eficácia da oração. Se o pecado é acalentado no coração de alguém, Deus não ouvirá a oração (Salmo 66:18). A violência do povo faz com que Deus não ouça o pecador, em Isaías 1:14 ressalta que não é que Deus não possa salvar ou ouvir, mas esse pecado cria uma separação entre o pecador e Deus. 
3 - Tiago diz que duvidar da capacidade de Deus de responder à oração também impede uma pessoa de receber uma resposta de Deus. As duas passagens de Provérbios ilustram algo semelhante. Ambas envolvem "fechar" ou "desviar" o ouvido (isto é, não ouvir): uma ignorando os pobres, a outra ignorando a Palavra de Deus. O efeito é que Deus não ouve uma oração dessa forma. Ajudar os pobres é um mandamento das Escrituras; portanto, as duas passagens estão, na verdade, abordando a mesma coisa: se você ignorar a Deus, Ele o ignorará. Assim, fica claro que, em certo sentido, Deus responde às orações dos justos com muito mais eficácia do que as orações dos pecadores. 
 4 - Mas esse ponto deve ser equilibrado com o terceiro: há passagens nas Escrituras que mostram Deus respondendo à oração de um pecador. Já mencionei várias vezes em minhas postagens a passagem de Cornélio em Atos 10. Lá, vemos que Cornélio era um homem devoto, temente a Deus, que orava regularmente. Mas é preciso enfatizar que Cornélio ainda não tinha ouvido o Evangelho. Ele não foi salvo antes de ouvir a pregação do evangelho através de Pedro. Deus respondeu às suas orações enviando Pedro até ele, que então compartilha o Evangelho. Se Deus não ouviu o pecador em um sentido absoluto, como seria possível que as orações de Cornélio fossem atendidas?
5 - Em 1 Reis 21, Elias encontra o ímpio rei Acabe para lhe dizer que uma calamidade estava prestes a atingi-lo, não somente ele mas a mensagem era pra ele e toda a sua família, todos da sua casa, exterminando completamente a linhagem real, (21:17-24). Acabe responde com humildade, luto e jejum (o que implica oração), ao que o Senhor responde perdoando a calamidade iminente sobre a família de Acabe, mesmo ele sendo um rei idólatra e que não dava ouvidos ao que os homens de Deus falava com ele. Certamente ninguém descreveu Acabe como um personagem piedoso, e há muitas evidências, mesmo no capítulo seguinte, de que Acabe está longe de ser um verdadeiro adorador. Contudo, Deus ouviu e respondeu às suas orações feitas num momento de sinceridade e de humildade. 
6 - Jonas 3 conta a história dos ímpios ninivitas. Jonas profetizou desastre sobre eles, mas quando clamaram a Deus, Ele se arrependeu e não os destruiu. Este poderia ser o caso de um grupo de pessoas que alcança a salvação, mas de qualquer forma a questão é a mesma: Deus ouve as orações dos pecadores e responde. Alguns dizem que Deus não ouve a oração do pecador até que haja arrependimento. Isso parece se encaixar com os exemplos acima, com exceção de Cornélio que a Bíblia diz que era um homem justo e que temia ao Senhor. 
7 - Como Deus só responde às orações de acordo com a Sua vontade (João 14:13, 1 João 5:14-15), pensamos dizer que Ele respondeu às orações de Cornélio porque Deus desejava que Cornélio alcançasse a salvação. Devemos também observar que muitas das passagens acima indicam que o pecado impede a eficácia da oração, mesmo para os crentes. Em vez de dizer: “Deus não ouve as orações dos incrédulos”, deveríamos dizer: “Deus não responde afirmativamente às orações que estão fora da Sua vontade”. Isso se aplica tanto a crentes quanto a incrédulos, assim como a declaração do cego em João 9:31. 
8 - Nesse contexto, o cego está argumentando que Jesus não poderia ter usado o poder de Deus para curá-lo se fosse um pecador. Em outras palavras, se Jesus não estivesse envolvido de acordo com a vontade de Deus, Deus Pai não teria respondido à oração de Jesus para curar o homem. 
9 - No mínimo esta breve palavra nos encoraja a examinar nossos corações e a nos aproximar de Deus com as mãos limpas, com um espírito puro e reto diante de Deus. Quanto mais justas forem nossas petições, mais eficazes serão nossas orações, pois serão em conformidade com a vontade Deus.
10 - A mensagem de que Deus nunca deixa um pecador arrependido sem respostas reflete o pilar de muitas tradições de fé, baseadas no princípio do acolhimento e da reconciliação, Jesus acolhe em seus braços o pecador arrependido. Encontramos essa visão em passagens bíblicas, como nas reflexões teológicas que destacam a importância de um coração humilde e contrito, como na parábola do filho pródigo. A Parábola do Filho Pródigo é uma das histórias mais famosas de Jesus, registrada no evangelho de Lucas 15:11-32. Ela ilustra o amor incondicional de Deus, o perdão e o poder do arrependimento. 
11 - A História do filho pródigo se resume em quatro partes da seguinte forma: (1) A partida do filho mais novo. O filho mais novo pede sua parte da herança antecipadamente e parte para uma terra distante. Lá, ele desperdiça toda a sua riqueza gastando tudo em coisas desnecessárias. O nome "pródigo" significa gastador, extravagante em uma vida de excessos, exageros, ele fez um mal muito grande para si mesmo, praticamente jogando tudo pelos ares. (2) A Crise financeira chegou. Agora o gastador e esbanjador ficou sem dinheiro e enfrentando uma grande fome na região, ele aceita o trabalho humilhante de ser um tratador ou alimentador de porcos. Com fome, ele decide retornar à casa do Pai, disposto a pedir para ser tratado apenas como um empregado; ele decidiu que iria pedir ao Pai para recebê-lo de volta e tratá-lo como um de seus jornaleiros. (3) O retorno foi difícil mas ele sabia que ao chegar e pedir perdão o pai o acolheria. E antes mesmo de o filho chegar, o Pai o avista de longe, corre ao seu encontro, o abraça e o beija. Ele é perdoado incondicionalmente e recebe vestes novas, um anel e sandálias, símbolos de sua identidade restaurada. (4) A festa pela volta do filho perdido causou inveja e estranheza do filho mais velho, mas o Pai tão alegre ficou e ordenou uma grande festa para celebrar a volta de quem "estava morto e reviveu", estava perdido e foi achado”. O filho mais velho, que sempre trabalhou obedientemente no campo, fica furioso com a celebração. O pai o lembra de que tudo o que ele tem também pertence ao mais velho, mas que o retorno do irmão caçula era motivo de alegria.  
12 – A demonstração do grande e incomparável amor incondicional do Pai (Deus), foi o foco principal da parábola que é a figura do Pai complacente e amoroso com o filho que O havia abandonado. Esta parte representa o valor do amor e da graça de Deus para com os perdidos pecadores que precisam voltar para a casa do Pai. Ele não exige explicações; em vez disso, corre para abraçar o filho arrependido. Deus dá valor ao nosso arrependimento, Deus ouve o mais perdido pecador que clamar por Ele. Isso mostra que não importa quão longe alguém tenha ido em sua jornada de perdição e se desviado da casa do Pai. O retorno à presença de Deus sempre é recebido com alegria e celebração. 
13 - A nossa auto justificação desagrada a Deus, porém não deixamos de ser considerados filhos de Deus. O irmão mais velho representa aqueles que julgam os outros. Ele demonstra ressentimento em vez de compaixão, lembrando que a auto justificação pode cegar o coração para a graça de Deus. O arrependimento verdadeiro é amplamente visto como um caminho de reaproximação em que a pessoa é recebida de braços abertos. 
14 - O arrependimento do pecador é a causa de grande alegria e de festa no céu por uma alma salva. Há festa no céu quando um pecador arrependido volta para a casa do Pai. Deus ouve o clamor de quem o busca pedindo socorro. A oração sincera nos momentos de dor, angústia ou medo não é ignorada, e buscar a Ele é um caminho seguro para encontrar refúgio e direção. A Bíblia está repleta de passagens que confirmam essa verdade. (1) Salmos 102:1-2: “SENHOR, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor. Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa. (2) Salmos 116:1-2: “Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz e as minhas orações. Porque ele se inclina para ouvir, orarei enquanto viver. (3) Ele conhece profundamente o seu interior, acolhe as suas lágrimas silenciosas e atende no momento e da maneira que trazem o melhor para a sua vida porque você volta a viver. 
15 - Se você estiver passando por um momento difícil agora, pode clamar a Deus que Ele te ouve, Ele ouve o perdido, Ele ouve o necessitado, o Salmo 112 diz que Deus levanta o caído, Deus levanta o abandonado e lhe coloca num lugar de honra. O monturo, espiritualmente, significa o mundo de pecado, o mundo de perdição. Devemos ler exemplos de orações e palavras de conforto através do Salmos 102 ou buscar alento no Salmos 86. 
16 – Em Apocalipse 22.14 diz: “Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras, no sangue do Cordeiro, para que tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas”. Então Jesus veio para salvar os pecadores e essa é uma das verdades mais fundamentais da fé cristã. Jesus veio ao mundo exatamente para resgatar aqueles que estão espiritualmente perdidos e necessitam de cura, de libertação, de perdão. A mensagem central da missão de Jesus pode ser encontrada em alguns pilares da Bíblia e são conhecidos. (1) Jesus é o propósito central de Deus para a humanidade. Como está escrito em 1 Timóteo 1:15, “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”. (2) Jesus é o médico da alma, Ele cura as feridas interiores. Ele mesmo afirmou que não veio para chamar os justos, mas sim os pecadores, comparando-se a um médico que veio para curar os doentes. (3) Jesus perdoa e nos enche da Sua infinita graça. A salvação não é uma conquista humana, mas um ato de misericórdia de Deus para perdoar os pecadores e oferecer vida nova aos perdidos que, se convertem, e voltam para a casa do Pai. 
17 – A parábola do filho pródigo nos mostra que Deus é justo e Santo mas está sempre à disposição para ouvir a oração de um pecador arrependido. Deus olha é para o coração quebrantado dos verdadeiros adoradores que O adoram em espírito e em verdade. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

O PROFETA AMÓS CHAMOU AS MULHERES DE ISRAEL DE VACAS DE BASÂ

O PROFETA AMÓS CHAMOU AS MULHERES DE ISRAEL DE VACAS DE BAS 

I – Leia a postagem toda e você vai entender o porquê começamos com a história verdadeira do rei Davi. Davi foi um rei chamado de um “homem segundo o coração de Deus”, mas era um simples mortal e não vigiou o tanto quanto deveria vigiar. Vamos aqui no início desta postagem considerar o que aconteceu com o rei Davi quando, sentindo cansado de lutar e vencer todas as guerras, tirou um tempo de férias por conta própria para descansar, tempo este que foi como uma licença ou um tempo de férias para pecar. O principal pecado de Davi foi o adultério com Bate-Seba, esposa de Urias, um de seus soldados e além disso planejou e mandou matar Urias. Para esconder a gravidez dela, Davi tentou manipular Urias e, falhando, ordenou sua morte na batalha. Ele cometeu os pecados de adultério e homicídio, o que desagradou a Deus e trouxe graves consequências para sua família, seu reino e sua posteridade. 
II - Como isso aconteceu? Davi viu Bate-Seba tomando banho no terraço de sua casa, ele estava também num lugar privilegiado no alto do seu palácio de onde tinha uma visão panorâmica dos arredores e de onde poderia ver aquela mulher totalmente despida, desejou-a, mandou buscá-la e deitou-se com ela, mesmo sabendo que ela era casada. Ele deveria estar na guerra liderando seus comandados e acompanhando os sacerdotes, os levitas e a arca do Senhor. O rei em todas as guerras ia na frente dos seus soldados. Era o tempo dos reis saírem à guerra. Como ele dizia que estava “cansado” quis tirar um tempo para descansar, mas isso tornou-se “em um tempo para pecar”. Isso tudo aconteceu porque o rei Davi tinha conseguido muitas riquezas e muita prosperidade e tudo parecia que aquilo lhe dava o direito de fazer o que quisesse, inclusive o desejar, possuir e pecar com a mulher de um de seus mais fiéis soldados, chamado Urias. Quando vem a abundância e a prosperidade é a hora de ter mais vigilância porque o tentador vem e às vezes consegue derrubar qualquer um que não vigiar. 
III - Assim estava acontecendo no tempo do profeta Amós. O profeta Amós, que atuou por volta de 760-750 a.C. no Reino do Norte (Israel) durante o reinado de Jeroboão II, teve como principais contemporâneos os profetas Oséias, Jonas e Isaías. Eles compartilharam o contexto de denúncia da corrupção moral, idolatria e injustiça social antes da queda de Samaria. (1) Oséias: Profetizou no Reino do Norte, focando na apostasia espiritual (idolatria) e no amor de Deus, sendo contemporâneo próximo de Amós. (2) Jonas: Atuou pouco antes ou durante o mesmo período, com sua mensagem voltada para Nínive, mas inserido no mesmo cenário de expansão e de grandes vitórias de Israel. (3) Isaías: Iniciou seu ministério no Reino do Sul (Judá) no final da vida de Uzias, coincidindo com o final da atividade de Amós. (4) Miquéias: Também considerado contemporâneo na denúncia das iniquidades e opressão dos pobres na região. 
A - Amós, um pastor de Judá, cuja capital era Jerusalém, pregou contra a prosperidade material injusta no Reino do Norte, focando fortemente na justiça social, enquanto Oséias focava mais na aliança quebrada. O profeta Amós exerceu seu ministério por volta de 760-750 a.C., durante um período de grande prosperidade material e corrupção moral da nação. Seus reis contemporâneos principais foram o rei Jeroboão II (filho de Joás), que governava o Reino do Norte (Israel), cuja capital era Samaria, e o rei Uzias (também chamado Azarias), que governava o Reino do Sul (Judá) cuja capital era Jerusalém. 
B - Como foi o reinado desses principais governantes contemporâneos do profeta Amós. (1) Israel (Reino do Norte): Jeroboão II, teve um reinado de grande expansão territorial e prosperidade, mas com grande apostasia religiosa dominante. (2) Judá (Reino do Sul): Uzias/Azarias teve quase o mesmo comportamento de apostasia, mas teve um reinado longo e estável. 
C - Outros Contextos da Época do profeta Amós. (1) Profetas Contemporâneos: Amós foi contemporâneo dos profetas Oséias e, possivelmente no final de sua vida, de Isaías. (3) Ameaças Externas: A Assíria era a superpotência emergente da época, representando uma crescente ameaça militar na região. (4) O ministério de Amós foi marcado pela denúncia da injustiça social e da falsa adoração em Betel, sob o reinado de Jeroboão II. 
D – O termo “vacas de Basã” é considerado um termo pejorativo, uma referência negativa à sociedade elitizada dos tempos do profeta Amós. Quem foi Amós na Bíblia? A história deste “pequeno”, profeta considerado um dos menores dos profetas menores. Significado do Nome Amós: Amós significa “nascido”, “nascido pela graça de Deus”. Tem origem na palavra do hebraico “amos”, que quer dizer literalmente “nascido” e por extensão é atribuído o significado de “nascido pela graça de Deus”. Uma variante inglesa sem o acento agudo é utilizada desde a Reforma Protestante, principalmente entre os Puritanos. Perdeu sua popularidade por estar associado a uma essência rústica. Amós foi um profeta que denunciou a idolatria e a injustiça do povo de Israel. Ele profetizou a destruição do reino de Israel por causa dos muitos pecados do povo de Deus. Pouco se sabe sobre sua vida, mas ele escreveu um livro sobre suas visões. Amós era um pastor de ovelhas que também colhia figos silvestres. Ele era da cidade de Tecoa, que ficava a sul de Jerusalém. Amós não recebeu educação para ser profeta nem se considerava um, mas Deus o chamou para profetizar e lhe deu visões, (Amós 7:14-15). 
1 - Israel no tempo de Amós desfrutava de muitas bênçãos de Deus. Os israelitas desfrutavam de várias bênçãos, mas também enfrentavam grandes desafios. Algumas gerações antes de Amós, o reino de Israel tinha se dividido em dois: Israel, ao norte, e Judá ao sul, ainda governado pelos descendentes de Davi. Amós era de Judá, mas Deus o chamou para profetizar em Israel. Suas palavras proféticas declaravam que a destruição de Israel era iminente. Amós foi o profeta da retidão e do juízo de Deus no Antigo Testamento. 
2 - O profeta Amós é uma das figuras mais impressionantes do Antigo Testamento. Ele foi um homem simples, de origem humilde, mas com uma mensagem poderosa que ecoa até hoje. Deus o levantou para denunciar a injustiça social, a corrupção moral e a idolatria de Israel. Sua mensagem de juízo não se limitava apenas ao povo de Israel, mas se estendia a todas as nações, mostrando que Deus exige que o Seu povo seja justo uns com os outros e para com todos. O Contexto Histórico de Amós do livro do profeta Amós é enfático ao afirmar que a justiça de Deus ia acontecer com eles se não se arrependessem. A riqueza fez com que eles passassem a erguer altares e a adorar outros deuses e a luxúria, a vaidade e os usos e costumes fez com que eles perdessem o temor a Deus e já não achassem que o que a Bíblia condena como pecado já não era mais pecado pra eles. 
3 - Amós profetizou durante o reinado de Jeroboão II, em uma época de prosperidade e paz em Israel. O comércio estava florescendo, a riqueza era abundante, e as fronteiras de Israel estavam restauradas, como havia sido profetizado (2 Rs 14:25). No entanto, essa prosperidade econômica estava construída sobre a exploração dos pobres e a corrupção das elites. A desigualdade social era enorme. Os ricos viviam em luxo exagerado, enquanto os pobres eram oprimidos e explorados. Amós denunciou a venda de justos por prata e de pobres por um par de sandálias (Am 2:6-7), revelando a desumanidade escravizante da sociedade israelita. Essa crítica social tinha um forte caráter teológico: a injustiça social era uma violação direta da aliança de Israel com Deus. 
4 - A justiça e a retidão eram os pontos necessários e urgentes a serem obedecidos bem como eram o coração das mensagem de Amós. Amós trouxe uma mensagem clara dizendo, Deus não está interessado apenas em rituais e sacrifícios. Ele exige justiça e retidão de seu povo. Para Amós, a verdadeira adoração a Deus não poderia ser separada da prática da justiça e da retidão no servir a Deus. Ele deixa isso claro em sua advertência dizendo: “Afaste de mim o barulho das suas canções. Não quero ouvir a música de suas harpas. Em vez disso, corra à justiça como um rio, à retidão como um ribeiro perene!”, (Am 5:23-24). 
5 - Esse é um dos pontos centrais de sua profecia: o culto a Deus não é verdadeiro se não estiver acompanhado de um compromisso com a justiça social e com a retidão diante de Deus e dos homens. Amós critica fortemente o povo de Israel, que mantinha suas práticas religiosas enquanto explorava os pobres e se entregava à imoralidade. (1) O Juízo de Deus e o “Dia do Senhor” virá, profetizava ele para a nação de Israel no Velho Testamento. “Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau”. Eclesiastes 12:14. 
6 - "Uma das passagens mais marcantes do livro de Amós é a do “Dia do Senhor”. Enquanto muitos israelitas esperavam esse dia como um tempo de salvação e vitória sobre seus inimigos, Amós inverte essa expectativa, dizendo que o “Dia do Senhor” seria um dia de escuridão e juízo para Israel, (Am 5:18-20). O povo estava confiante de que suas práticas religiosas os salvariam, mas Amós revelou que a verdadeira fidelidade a Deus estava na justiça e na retidão. 
7 - Quando Amós começou seu ministério, o rei de Judá era Uzias (ou Azarias) e o rei de Israel era Jeroboão II. O povo de Israel estava sofrendo, por isso, Deus usou Jeroboão para libertar os israelitas dos povos opressores, (2 Reis 14:26-27). Jeroboão teve sucesso militar e Israel teve um tempo de paz. O reinado de Uzias também foi bastante pacífico. Mas Jeroboão não era temente a Deus. Ele e os israelitas eram idólatras; misturavam a adoração a Deus com a adoração a outros deuses falsos e práticas pagãs repugnantes. Também havia muita injustiça social. Os ricos oprimiam os pobres, valorizando mais seus prazeres que as vidas que destruíam, e não havia justiça nos tribunais, (Amós 2:6-8). 
8 - O ministério de Amós foi muito difícil porque ele tinha que denunciar a fraqueza e fragilidade de um rei e do seu povo. O trabalho que Deus deu a Amós foi denunciar tudo de errado que estava acontecendo em Israel, cuja capital era Samaria. Se os povos vizinhos, que eram pagãos, iriam ser castigados por seus pecados, quanto mais os israelitas, que se gloriavam de ser o povo de Deus. O profeta Amós avisou o povo de Israel sobre o perigo do pecado. Deus tinha sido paciente, mas o povo agora se sentia seguro, sem medo das consequências de seus pecados. Por isso, Deus iria trazer castigo sobre a nação, (Amós 6:3). 
9 - Os israelitas não quiseram ouvir a mensagem profética de Amós. Amazias, o sacerdote do santuário idólatra em Betel, acusou Amós de conspirar contra o rei e o mandou ir embora, (Amós 7:10-12). A Bíblia não conta o que aconteceu com Amós mais tarde, mas todas as suas profecias se cumpriram. Algumas décadas depois, Israel foi conquistado pelos assírios e o povo foi exilado. O povo não se arrependeu com as palavras de Amós, por isso recebeu castigo. O têrmo bíblico chamado de "Vacas de Basã" é uma expressão metafórica usada pelo profeta Amós (Amós 4:1-3) para descrever de forma dura e crítica as mulheres ricas e influentes da Samaria. O termo simboliza mulheres egoístas, gananciosas e fúteis que viviam no luxo, incitando seus maridos a oprimir os pobres e esmagar os necessitados para manter seu alto padrão de vida. 
10 - Entendendo o contexto Bíblico. (1) O que era a região de Basã: Era uma área a leste do rio Jordão conhecida por sua fertilidade, pastos ricos e, consequentemente, pela criação de gado robusto e gordo. (2) A metáfora de Amós era pertinente, Amós usa a imagem de vacas bem nutridas de Basã para retratar as damas da elite samaritana como insensíveis, indolentes e focadas apenas em seus próprios prazeres e no consumo de luxo que desfrutavam. (3) A opressão e a injustiça das mulheres eram brutais: Essas mulheres eram acusadas de pressionar seus maridos, que ocupavam posições de autoridade, a praticar injustiças sociais para satisfazer seus desejos e seus caprichos. (4) O Julgamento profetizado por Amós teria seus efeitos se o povo não se arrependesse: A profecia anuncia que essas mulheres seriam levadas ao cativeiro, lançadas "para fora, cada qual em frente de si", perdendo toda a sua riqueza e privilégios e aquilo que elas achavam era a beleza. (5) O termo também se referia à elite social (tanto os homens como mulheres e até a juventude) como um todo, indicando uma sociedade corrompida pela ganância e indiferente ao sofrimento alheio. 
11 - “Ouvi esta palavra, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres e esmagais os necessitados…” (Amós 4:1). Essa não era uma expressão somente sobre aparência física. É uma sentença contra a consciência endurecida. Basã era terra fértil, símbolo de fartura e conforto. Deus está falando com pessoas que viviam cercadas de privilégio enquanto outros eram esmagados. O problema nunca foi ter abundância foi usar a posição para ignorar quem sofre. Eram influentes, religiosas, respeitadas, mas sustentavam seu conforto numa estrutura injusta de opressão aos menos favorecidos. E aqui está o que dói: é possível ter fé e ainda assim viver insensível ao que acontece com seu semelhante? É possível cantar, orar, prosperar e continuar fechando os olhos para a dor alheia? “Vacas de Basã” é o retrato de quando o luxo silencia a compaixão, quando a prosperidade substitui a justiça e quando a religião vira cenário de que não existia transformação e mudança de viva daqueles que se diziam ser o povo de Deus. Deus não confronta riqueza; Ele confronta arrogância. Ele não ataca prosperidade; Ele expõe opressão. E essa palavra não morreu em Samaria. Ela ainda ecoa onde o conforto vale mais que a consciência. Onde a ganância vale mais do que a fé. Onde a mentira prospera mais que a verdade, onde a luxúria vale mais do que a santificação. Onde as riquezas materiais valem mais do que qualquer tesouro guardado nos céus. 
12 - A frase vacas de Basã tem também um significado profundo do materialismo e da decadência moral e espiritual da época do profeta, e isso nos faz pensar no quanto tempo faz e o quanto este têrmo tem a ver com a nossa realidade de hoje. Parece até que o profeta Amós está passando em todos os púlpitos das igrejas que se transformaram em palco de shows de todos os tipos e para todos os seus mentores e apresentadores que deixaram para trás a simplicidade do Evangelho do Senhor Jesus e das glórias do Espírito Santo de Deus. 
13 – Mas o texto bíblico alerta as igrejas e seus líderes dizendo: “Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantais os necessitados, que dizeis a seus senhores: dai cá, e bebamos”, (Am 4.1). A nação de Israel estava vivendo um período de grande prosperidade, de muita abundância de alimentos e do ponto de vista material nada lhes faltava.
14 - Temporariamente as guerras haviam cessado. Neste período o Crescente Fértil gozava de uma relativa paz. A historicidade do crescente fértil fora dos padrões normais da bíblia nos informa que “o Crescente Fértil foi a expressão criada por um arqueólogo norte-americano que chamou aquela terra de terra muito fértil que se estende dos atuais estados do Iraque, Irã, Kuwait, Síria, Turquia, Líbano, Chipre, Israel, Palestina, Jordânia e Egito. Região irrigada pelos rios Tigre, Eufrates, Jordão e Nilo, ela cobre uma superfície de cerca de 450 mil km2 onde surgiram as civilizações antigas do Oriente Próximo como a suméria, babilônica, assíria, fenícia, egípcia, hitita e hebreia e no Crescente Fértil, a agricultura em larga escala havia surgido pela primeira vez no mundo entre a milhares de anos atrás . Há indícios de que o cultivo de plantas tenha iniciado antes mesmo da domesticação de animais no Oriente Médio. A pecuária só generalizou na região depois de muitos anos a.C, também. Os vestígios de cultivo de plantas mais antigos conhecidos foram encontrados em Abu Hureya (vale do rio Eufrates, na Síria) e em Jericó (Israel). Nesses locais mais de 100 espécies de plantas alimentícias e medicinais foram cultivadas, tanto cereais como trigo, centeio, cevada e aveia que ainda representam cerca de 70% do cultivo de alimentos do mundo até hoje. Foram cultivados, também linho (para obter óleo e fibra para tecidos e cordas), cebola, cenoura, grão-de-bico, ervilha, lentilha, azeitona, tâmara, figo, pera, maçã, ameixa, cereja, etc”. 
15 - O Crescente Fértil foi, também, o habitat favorável para quatro das cinco espécies de animais domesticados mais importantes: o boi, a cabra, a ovelha e o porco. Provavelmente foi o centro de sua domesticação. A quinta espécie, o cavalo, vivia nas proximidades, mas foi domesticada posteriormente nas estepes da Eurásia. O Egito mostrava-se um tanto fraco e a Assíria procrastinava o seu ataque e preparava um projeto de conquista. Enquanto isto, o reino do Norte achava-se em seu apogeu no que tange a expansão territorial. Um surto de riqueza havia chegado e se instalado nas terras de Israel, o que, consequentemente trouxe certo conforto aos seus cidadãos. Foi um período conhecido como a “idade de ouro”. A sociedade daquela época esbanjava luxo e ostentava pompa. Os homens naquela época saturavam-se na busca do prazer pelo prazer. O hedonismo havia conquistado aquele povo. Tornou-se um império. Procuravam satisfazer todas as suas vontades sem temer as consequências. É neste cenário decadente e sorumbático que aparecem as vacas de Basã. 
16 -"Tudo parecia normal até que um profeta oriundo de Tecoa surge para perturbar a paz aparente de Israel. Seu semblante rústico chamava a atenção. Não havia estudado em uma escola de profeta. Não era formado. Era vocacionado. Não tinha graduação, mas estava forjado com brio, revestido de convicção e permanecia compenetrado no propósito de transmitir a mensagem de Deus para uma sociedade apóstata. Sua mensagem colide com o senso comum. Eles possuíam prosperidade, mas não tinham espiritualidade. Construíram templos que jamais testemunharam à presença de Deus. A liturgia, embora animada e dinâmica, era vazia e indigente. Os santuários estavam cheios de pessoas vazias de Deus e desprovidas de santidade e glória. Em Betel (Casa de Deus) o sistema de adoração ao bezerro de ouro já durava 170 anos. A casa de Deus tornou-se habitação do bezerro de ouro. A idolatria edificou suas tendas nas terras de Israel. O povo precisava urgentemente ouvir a voz de Deus. Em breve, experimentariam um colapso nacional. A paz, assim como a religião era aparente. Deus levanta Amós. O ex-capataz de gado e condutor de boi agora é profeta do Altíssimo. Embora fosse leigo e não possuía o status de profeta, Amós estava disposto a exercer o ministério sem temer as represálias. Profetizou com vivacidade. Desmascarou uma pseudo-espiritualidade alimentada pelo frenesi de um culto que funcionava como entretenimento. Profetizou para o Rei, para as nações vizinhas, para o sumo sacerdote Amazias. Profetizou para os homens e mulheres de Israel. Chamou as mulheres de vacas de Basã. Um apelido exótico, que traz no seu corolário um tom de reprovação e uma gama de reflexões. 
17 - Basã no hebraico significa fértil. Esta era a região que ficava a leste do mar da Galiléia, conhecida por suas ricas pastagens destituídas de pedras. As alusões às riquezas e á fertilidade dessa região são frequentes nas páginas do Antigo Testamento (Dt 32.14; Ez 39. 18; Is 2.13; Zc 11.2). As vacas que ficavam em Basã viviam muito bem, assim como as mulheres do reino do Norte. O profeta denuncia a vida fútil daquelas mulheres. O materialismo havia dominado-as. A nação de Israel estava experimentando uma apostasia e elas permaneciam indiferentes, porque estavam ocupadas demais satisfazendo os seus apetites e caprichos. Eram mulheres sem personalidades. Foram levadas pela correnteza, infeccionadas pelos pecados dos varões. A religião estava decadente, o sacerdócio corrompido, a sociedade dividida, mas elas não se atentavam para estas coisas. Voltavam a sua atenção exclusivamente para a cor do vestido e o trançado dos cabelos que usariam na próxima festa. Estavam ocupadas demais com os seus próprios interesses. Abriam o sorriso quando na verdade deveriam esconder a face no intuito de se quebrantarem diante de Deus. Pisavam em qualquer pessoa no intuito de manter o padrão de vida faustosa. Eram damas nem um pouco gentis. Mulheres fúteis. Jamais tinham trabalhado um único dia, mas tinham tempo de sobra para gastar em seus luxos e festas intermináveis. Eram destituídas de educação, embora se esforçassem no intuito de seguir as regras de etiqueta. Oprimiam os pobres. Ostentavam grandeza. Eram individualistas. A nação estava prestes a experimentar um colapso, mas elas só estavam interessadas em satisfazer os seus apetites. Mulher fútil não é novidade. Já vem desde os tempos de Amós. O profeta declara que Jeová atacaria aquelas mulheres como um pescador que apanha os peixes com os anzóis. Seriam abruptamente arrancadas do seu habitat. Elas seriam vistas como lixo. Seriam arrebatadas da zona de conforto. Trocariam o luxo pelo lixo. Experimentariam o juízo de Deus. 
18 - As mulheres no estilo de vacas de Basã existem até hoje, não perderam suas características, permanecem materialistas, egoístas, vaidosas, perfeccionista, amando mais os prazeres carnais e das riquezas do que a santificação para honrar o Espírito Santo de Deus. Estão mais preocupadas com a beleza artificial e artística da carne e exclusivamente com a aparência mundana e nada mais, qualquer coisa, eu disse qualquer coisa que elas acham que vai fazer elas ficarem “mais bonitas” elas correm o risco de serem produtos vencidos que já perderam a validade nos mercados, são fabricadas aos montes quase que por atacado, enriquecendo a indústria da beleza, que de beleza interior e brilho do Espírito Santo não têm nada. Algumas, apesar de viverem em um ambiente cristão, continuam com uma falsa beleza por fora e vazias e ocas por dentro. Fazem todos os tipos de cirurgias modernas para modificar a aparência em nome da beleza, mas viram verdadeiros (as) andróides manipulados por ditadores da beleza por uma beleza artificial quando todos são moldados para serem iguais e não o são. Ficam diferentes e horríveis perdendo a identidade única que Deus deu a cada ser humano. Essas pessoas assistem cultos e permanecem vazias, ouvem pregações e continuam vazias e ignorantes, sem entender o que o Espírito Santo está transmitindo para o coração quebrantado do verdadeiros servos e servas de Deus. A verdade lhes foi obscurecida pelo excesso de materialismo e vaidade exagerada. 
19 - Preocupam-se demasiadamente com o cabelo, com a aparência do corpo e etc e tal, mas não examinam o coração. Algumas parecem manequins robóticos desprovidos de sentimentos, nada ou tudo que é espiritual lhes toca na alma. Desejam bajulações. Buscam elogios. Querem ouvir palavras que massageiam o seu ego. Vivem para si e em torno de si. São essencialmente egoístas. O materialismo destrói tanto a nação quanto o ser humano. Já diziam alguns crentes antepassados: Deus tenha misericórdia das mulheres que cobrem o juízo para descobrir as vestes. Caminham errantes. Cegas, porém com saltos altos, (não referindo-se ao calçado propriamente, mas a vaidade e a falta de pudor) mostrando quase que o corpo inteiro despido imitando as “Bate-Sebas” do mundo moderno. Insensíveis no reino espiritual, detalhistas no que diz respeito às coisas materiais. Deus tenha piedade das mulheres cuja beleza se resume ao exterior, deixando a beleza espiritual em segundo plano. Deus tenha piedade das mulheres que fazem dos corredores da Igreja passarelas de desfiles. Basã, não é apenas a terra da fertilidade, especificamente nesta profecia, é o ambiente da futilidade. As mulheres virtuosas de Deus sempre se apresentam com a beleza da humildade, da simplicidade, e é claro, cuidando sem excessos e sem exageros da sua beleza natural dada por Deus. 
 20 - O Que Podemos Aprender com o livro do profeta Amós Hoje? A mensagem de Amós é um desafio direto para nossa sociedade moderna e que tem um enorme desafio de não se contaminar com o mundanismo dentro das igrejas e dos lares dos crentes. Vivemos em um mundo onde a desigualdade social, a injustiça e a exploração sexual e social continuam presentes. Amós nos lembra que a verdadeira adoração a Deus está intimamente ligada à forma como tratamos o próximo. Deus exige justiça, retidão e cuidado com os vulneráveis. Sua mensagem de juízo e restauração ecoa ainda hoje, nos chamando a viver uma fé viva que se manifesta em ações concretas de justiça que agrade a Deus. 
21 - Ao olhar para o mundo atual, somos convidados a refletir sobre como nossas práticas, tanto individuais quanto comunitárias ou coletivas do povo de Deus estão alinhadas com os valores do Reino de Deus. O profeta Amós nos lembra que a verdadeira fé não pode ser separada da justiça porque Deus é justo, e que Deus nos chama e na verdade nos chamou para vivermos de maneira que nos leve a refletir como um espelho o caráter e o amor de Jesus Cristo para toda a humanidade. 
22 – 2 Timóteo 3:1-9, já no tempo do Apóstolo Paulo, ele afirmava que o que estava acontecendo não agradava a Deus. “1. Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; 2. porque haverá homens (homens aqui está se referindo às mulheres também), amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, 3. sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, 4. traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, 5. tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. 6. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências, 7. que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. 8. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos (reprovados) quanto à fé. 9. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles”. Deixe a sua vida ser administrada pelo Espírito Santo e você será muito feliz da maneira que Deus te fez. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 25 de maio de 2026

O EVANGELHO É O VERDADEIRO PODER DE DEUS

O EVANGELHO É O VERDADEIRO PODER DE DEUS 


"O Evangelho não reforma, o Evangelho transforma o ser humano em uma nova criatura em Cristo Jesus". By. Waldirpsouza.
I - O Evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que nEle crer. Romanos 1.16-17. “16. Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego. 17.Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé”. Muitos pregadores modernistas seduzidos pelo pragmatismo das novidades teológicas inventadas e idolatradas sede de fabricar novidades bíblicas, abandonaram a sã doutrina e se capitularam a uma pregação mais palatável, ao gosto dos desejos e dos ouvidos dos seus ouvintes. Pregam um outro evangelho irreconhecível, sem a unção do Espírito Santo, um evangelho híbrido, liberal, sincrético, sem boas novas de salvação. A maior necessidade da igreja brasileira hoje é voltar-se ao antigo Evangelho, o Evangelho da graça, o Evangelho da nossa salvação, o Evangelho de Cristo, proclamado pelo próprio Senhor Jesus e por seus santos apóstolos. Precisamos pregar só o Evangelho e todo o Evangelho. Só o verdadeiro evangelho do Senhor Jesus é que pode salvar o perdido pecador. O Evangelho de Jesus Cristo é simples, é o evangelho cheio da graça de Deus, é o evangelho do Pai, é o evangelho que transforma, é o evangelho que liberta, é o evangelho trás alegria, é o evangelho que transforma o pecador em um verdadeiro cidadão do céu. 
II - frase "o evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê" é uma citação bíblica fundamental, encontrada em Romanos 1:16, e significa que as Boas Novas de Jesus Cristo contêm a força divina para transformar vidas, perdoar pecados e trazer salvação completa, não só para os judeus, mas para todos os povos que depositam sua fé em Cristo, revelando a justiça de Deus de fé em fé. O Evangelho de Jesus Cristo é (1) poder Transformador. O evangelho não é apenas uma mensagem, mas uma energia divina ativa que capacita o ser humano à mudança, cura, libertação e uma nova vida em Cristo. (2) A salvação Abrangente a totalidade de nossas vidas e inclui perdão, cura, libertação, vitória e vida eterna, sendo acessível a todos que creem, independentemente de sua origem (judeu ou grego/gentio). (3) O Evangelho é a revelação da Justiça de Deus e através do evangelho, a justiça divina se manifesta, permitindo que o crente viva de fé em fé, sendo justificado por Deus. (4) O verdadeiro Evangelho é um chamado à Coragem. O apóstolo Paulo ao declarar isso diz que não se envergonha do evangelho e encoraja os crentes a viverem e compartilharem essa mensagem com ousadia, sem medo de críticas ou rejeição. 
III - Em resumo, a afirmação central da fé cristã sobre a capacidade do evangelho de agir como a própria força de Deus para resgatar e restaurar as pessoas, é real e mais penetrante do que espada de dois gumes. Há uma grande necessidade universal da expansão da propagação do Evangelho. (Romanos 1:16-32) Todos, sejam judeus ou gentios, precisam crer no evangelho de Jesus Cristo. É a tese enunciada por Paulo em Romanos 1:16 e defendida nos capítulos seguintes. “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego”. 
A - O Evangelho de Jesus Cristo é para todos, distinção de credo, raça, cor, religião ou nacionalidade. Nesse versículo encontramos vários pontos essenciais para compreender a carta aos Romanos e o propósito eterno de Deus para nossa salvação. Observe que a afirmação é única para o poder de Deus que salva o perdido pecador porque só o evangelho é quem contém o poder de Deus para transformar e salvar. A mensagem pregada por Paulo e outros, no primeiro século, não foi invenção do homem. Veio de Deus como o meio escolhido para salvar pecadores. 
B - A salvação é para aqueles que crêem. Embora o evangelho inclua mandamentos para serem obedecidos (2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17), ele não é um sistema de justificação por obras de lei. O contraste que Paulo introduz aqui e explicará nos próximos capítulos é entre lei e fé. Nenhuma lei jamais salvou um pecador. A salvação vem pela fé em Cristo Jesus. 
C - A salvação é para judeus e gentios e todos os que crêem. Deus trabalhou por meio da nação judaica para cumprir suas promessas, e a pregação do evangelho começou entre os descendentes de Abraão. Mas, o evangelho e a salvação que ele oferece são accessíveis a todos, tanto Judeus gregos que representam aqui toda a humanidade. 
1 - A Ira de Deus é contra o Pecado e não contra o pecador. O resto do primeiro capítulo de Romanos mostra o motivo de Deus em ficar irado com o pecado do homem. Note os pontos principais neste trecho: (1) Deus se revela. A vontade dele se revela na palavra das Escrituras, mas o caráter e o poder de Deus se revelam pelas obras da criação (17-20). (2) Este fato traz a responsabilidade sobre todos de buscar a Deus, e deixa os desobedientes sem desculpa. 
2 - Um erro leva a outros. Uma vez que o homem nega a existência de Deus ou perverte a verdade sobre a natureza do Criador, outros pecados brotam dessas raízes (21-25). (1) Existem pessoas impressionadas com a sua própria inteligência e pela sua capacidade de raciocinar inventam deuses feitos à imagem de homens, ou até de animais. (2) Assim, negando a santidade e a perfeição do Deus justo, justificam todo tipo de perversidade, incluindo relações sexuais ilícitas. Esses versículos mostram que falsas doutrinas sobre Deus andam de mãos dadas com os pecados da carne. 
3 - Deus deixa, permite, os pecadores caminharem para sua própria punição porque, pela liberdade de escolher e do livre arbítrio, Deus não autoriza o pecado mas deixa o homem praticá-lo, até piorando cada vez mais a sua própria situação já que o próprio homem decidiu não seguir aquilo que agrada a Deus. (1) A justiça nem sempre é imediata, mas os pecadores que não se voltam para Deus receberão a merecida punição (26-27). 
4 - As Mentes corrompidas geralmente se entregam à morte e vão para a perdição eterna por vontade própria, não fazem nada para de salvarem da perdição eterna. (1) O primeiro passo foi desprezar o conhecimento de Deus e o destino, infelizmente, é a morte. (2) Os passos intermediários são vários. Nos versículos 29-31, Paulo cita vários exemplos das coisas inconvenientes que merecem a sentença de morte. Muitas pessoas consideram alguns desses pecados comuns e até aceitáveis, mas Deus disse que pessoas invejosas, avarentas ou desobedientes aos pais merecem a morte. (3) Devemos pensar bem sobre a nossa conduta diante do Criador antes que seja tarde demais. Por isso o Evangelho nos mostra a resposta de Deus às nossas necessidades de que todos nós precisamos urgentemente aceitar a Jesus ou pedir para Ele nos aceitar como o Evangelho de Jesus nos ensina, as orientações para isso se encontram nos quatro primeiros livros do Novo Testamento que são os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João. 
5 - A semente da propagação da Salvação em Cristo Jesus é propagação do Evangelho. A semente da propagação da palavra de Deus é a própria palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. Ela contém todas as orientações de Deus para o ser humano ser salvo. (1) A multidão curiosa que tinha ouvido a parábola do semeador não a entendeu. Mas, então, o que esperávamos? Nem os discípulos do Senhor entenderam. "Então, Jesus lhes perguntou: Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?" (Marcos 4:13). (2) Jesus parece ter começado com a história do semeador porque ela abordava um conceito tão fundamental do reino do céu que a incapacidade de entendê-la prediria incapacidade de entender qualquer outra coisa. 
6 - A salvação dos discípulos era que, ainda que verdadeiramente não percebessem seu ponto, eles queriam saber, e ficaram para perguntar mais sobre o que ele queria dizer e para ouvir a paciente explanação de Jesus. A parábola do semeador contém três elementos: o semeador, a semente, e os solos. O semeador e a semente são constantes. O semeador é habilidoso e espalha a semente por igual. A semente é, indiscutivelmente, boa. Mas o trabalho hábil do semeador e a capacidade de germinação da semente dependem para seu sucesso da natureza do solo, e aqui é focalizada a parábola. 
7 - Quem é o semeador? Jesus não diz. Na parábola do trigo e do joio, Jesus diz que o semeador da boa semente é o "Filho do Homem" (Mateus 13:37), mas a preocupação naquela parábola são as origens contrastantes dos dois tipos de sementes. Aqui a identidade do semeador não é tão crítica. Quem quer que ele possa representar é essencialmente uma função do propósito da parábola. Se o seu intento foi ilustrar a resposta variável dos ouvintes à pregação pessoal de Jesus e forçá-los a um exame sério de si mesmos, então muito certamente o Senhor é o semeador. A aplicação, por Jesus, das palavras de Isaías a sua audiência, "Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos, e fecharam os olhos" (Mateus 13:14-15) parece sugerir essa interpretação. 
8 - Mas se, por outro lado, o propósito desta parábola foi também fortalecer os corações incertos de seus discípulos, esperando, como estavam, o reino para levar cada alma diante dele, então certamente eles e aqueles que semeariam o mundo com o evangelho depois deles teriam que ser parte deste complexo plantador. O significado da semente é claramente demarcado para nós. "Este é o sentido da parábola: A semente é a palavra de Deus" (Lucas 8:11). Ainda que não seja a mensagem primária desta parábola, o fato que a palavra de Deus é o poder que constrói o reino de Deus precisa de ênfase. 
9 - Não há nenhuma mágica aqui, nenhuma energia esotérica mistificadora. Até as palavras dos homens contêm um certo poder. Elas comunicam sentimentos e idéias, criam culturas inteiras, levam homens à paz ou à guerra, mudam o curso da história, produzem grande mal ou grande bem. Por que nos surpreenderíamos, então, que a palavra de Deus tenha poder inimaginável? Os mundos foram criados e são mantidos pela palavra de Deus (Hebreus 11:3; 1:3), e o sopro divino que está em suas palavras, (Salmo 33:6) é o sopro que nos deu a vida (Gênesis 2:7). 
10 - A palavra do Todo Poderoso responde aos nossos espíritos como a luz responde aos nossos olhos. Sua poderosa verdade viva penetra em nossos corações e põe a nu nossos mais íntimos pensamentos (Hebreus 4:12). É a palavra do evangelho que nos salva (Romanos 1:18; 1 Coríntios 1:21), e a "palavra da sua graça" que nos edifica e garante nossa herança entre o povo de Deus (Atos 20:23). 
11 - Esta parábola está nos dizendo, em linguagem simples, que a própria palavra de Deus é a semente germinante da vida (Filipenses 2:16), e não há palavras que revelam coisas tão misteriosa e maravilhosas das obras do Espírito Santo. É por esta própria palavra viva, que transmite energia, que o Espírito Santo não somente nos leva ao renascimento espiritual, (Efésios 1:13; 1 Pedro 1:23-25), mas nos transforma na imagem do Filho de Deus. E tudo isto é possível porque em suas palavras Deus nos abriu seu coração e derramou as profundezas de sua verdade e graça, (1 Coríntios 2:10-13). No evangelho, ele nos fez olhar na face de nosso Salvador crucificado e maltratado na cruz para nós perdoar e salvar, (2 Coríntios 3:18). 
12 - É, portanto, pecado homens e mulheres falarem do evangelho como "mera palavra" e rirem da idéia que o evangelho por si só é capaz de produzir uma nova e inconquistável vida espiritual. Não é prudente falar tão levianamente de palavras que saem da boca de Deus ou insultar o céu tentando fortificar esta palavra "inadequada" com nossas vãs filosofias, (Colossenses 2:8-10; Provérbios 30:5-6). Até Satanás sabe onde está o poder. "A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo sejam salvos", (Lucas 8:12). 
13 - Mas não faz Deus mais do que apenas falar conosco? Sim, ele está certamente ativo em responder nossas orações, (1 João 5:14:15), e providencialmente nos guiando através das provações e tribulações que limpam, fortalecem e purificam nossa fé (Romanos 8:28). Mas, em fim, é sua palavra que tem poder, e é para sua palavra que todo seu providente trabalho precisa nos trazer, em obediência compreensiva. É através dessa palavra que chegamos a conhecer Deus e Seu Filho. E essa é vida eterna, (João 17:3). A semente do reino é a palavra de Deus. 
14 - No O Evangelho não é apenas uma mensagem bonita, mas o próprio poder de Deus em ação. Ele tem a capacidade absoluta de transformar corações endurecidos, quebrar as correntes do pecado e salvar todo aquele que crê. É uma força viva e irresistível que traz esperança e vida nova. 
15 - O tema Principal diz que o evangelho é o Poder de Deus para a Salvação de todo aquele que n’Ele crer. 1. O Evangelho não é teoria, é Poder, (Romanos 1:16). 2. "Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que n’Ele crê...". 3. A palavra grega para evangelho é euaggelion, que significa "boas novas". Mais do que uma simples notícia, é um poder dinâmico (a palavra original lembra dinamite) capaz de romper qualquer impossibilidade na vida humana. 3. A quem se destina? É universal. Ele alcança o sábio e o ignorante, o rico e o pobre. A única exigência para que esse poder se manifeste é a fé. 
16 – O Evangelho tem poder de transformar vidas, (2 Coríntios 5:17). 1. "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2. Quebra o julgo do pecado: O evangelho liberta o viciado, restaura o casamento destruído, cura feridas emocionais e transforma o ódio em perdão. 
17 - Justificação pelo evangelho, não apenas somos perdoados, mas declarados justos diante de Deus, recebendo o dom da vida eterna através do sacrifício de Jesus na cruz. 1. O poder do evangelho não está na oratória do pregador, mas nos fatos históricos e espirituais em que se baseia. 2. Cristo morreu pelos nossos pecados segundo as Escrituras. 3. Ele ressuscitou ao terceiro dia segundo as Escrituras. A ressurreição é a prova definitiva de que Ele venceu a morte e nos garante a vitória. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pastor Waldir Pedro de Souza 
Bacharel teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

NABUCODONOSOR E SUA LOUCURA PELO PODER

NABUCODONOSOR E SUA LOUCURA PELO PODER 


I - A Bíblia condena fortemente a soberba, a soberba pode ser comparada até com a loucura, mas a Bíblia já alertava que o orgulho cega o coração e leva à destruição. Ela, a Bíblia, nos ensina que a dependência de Deus e a mansidão são os caminhos para alcançar o favor divino. 
II – Existem versículos essenciais na Bíblia sobre o tema que incluem, (1) Provérbios 16:18 que diz: "A soberba precede a destruição, e a altivez do espírito precede a queda”. (2) Tiago 4:6 que diz: "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. (3) Provérbios 11:2 que diz: "Vindo a soberba, virá também a afronta; mas com os humildes está a sabedoria”. (4) Provérbios 29:23 que diz: "A soberba do homem o abaterá, mas o humilde de espírito obterá honra”. (5) Provérbios 13:10 que por fim também diz: "Da soberba só provém a contenda, mas com os que se aconselham se acha a sabedoria”. 
III - A expressão "a soberba precede a queda" significa que o orgulho excessivo e a arrogância inevitavelmente levam ao fracasso ou à destruição. Quem se sente superior ou invencível costuma ignorar erros e conselhos, criando as próprias armadilhas. Armadilhas essas que destroem tanto quem é soberbo quanto àqueles que os apoiam em suas loucuras. 
A – Essa máxima de que “a soberba precede a queda” tem origem na Bíblia, mais precisamente no livro de Provérbios (capítulo 16, versículo 18). Ela serve como um alerta atemporal de que a autoconfiança cega e o ego inflado afastam a pessoa da realidade e da humildade necessárias para lidar com os desafios da vida. Deus puniu Nabucodonosor por sua tamanha soberba; O livro do profeta Daniel capitulo 4 registra a história do rei Nabucodonosor e sua infâmia de querer ser maior do que Deus e mandou fazer uma estátua que todos os povos, tribos e nações do seu domínio tinham que se ajoelhar e adorar aquela imagem. 
B – Sabemos que o Profeta Daniel foi um israelita de linhagem nobre e real (Dn 1:3), levado cativo de Judá para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor, em aproximadamente 605 a.C., no terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, (Dn 1:1). Na Babilônia, juntamente com outros companheiros com qualidades semelhantes a ele, Daniel foi educado para o serviço no Império Babilônico, sendo instruído sobre a língua e a civilização dos caldeus, (Dn 1:4). Dentre os companheiros de Daniel na Babilônia, o relato bíblico destaca três nomes: Hananias, Misael e Azarias, também conhecidos por seus nomes babilônicos Sadraque, Mesaque e Abednego respectivamente. Conforme o costume babilônico que atribuía nomes que faziam referências as suas deidades, Daniel também recebeu outro nome, no caso Beltessazar. 
C - O rei da Babilônia determinou que fossem servidas aos jovens capturados as mesmas iguarias que eram servidas no banquete real da corte pagã. Porém, Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia, (Dn 1:8). Isso parece indicar que possivelmente o alimento real era conflitante as regras alimentícias estabelecida na Lei de Moisés. 
D - Daniel então conversou com o chefe dos eunucos, a qual Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia (Dn 1:8), para que ele não precisasse comer daquele banquete. Inicialmente, foi feito um acordo para que durante dez dias fosse servido a Daniel e seus três amigos apenas legumes e água. Ao final dos dez dias, eles seriam examinados e comparados com os demais jovens que estavam se banqueteando com as iguarias do palácio. Após dez dias, Daniel, Hananias, Mizael e Azarias estavam com aspecto mais saudável do que qualquer outro jovem. 
E - A Bíblia diz que Deus concedeu a estes quatro jovens, conhecimento e a inteligência em todas as letras e sabedoria, mas a Daniel, Deus também deu entendimento em toda a visão e sonhos, (Dn 1:17). Quando o período de treinamento determinado por Nabucodonosor terminou, os jovens foram conduzidos à presença do rei. Na ocasião, a Bíblia diz que não foram achados outros jovens tão capazes como Daniel, Hananias, Misael e Azarias, fazendo com eles ficassem assistindo diretamente diante do rei. O rei lhes fez várias perguntas sobre todos os assuntos nos quais se exigia conhecimento e sabedoria, e Daniel e seus três amigos se mostraram dez vezes mais sábios do que todos os magos e encantadores do Império Babilônico. 
F - Daniel foi uma pessoa integra e justa, temente a Deus acima de qualquer coisa. Ele nunca aceitou se corromper, por maior que fosse o tesouro que lhe oferecesse. Daniel era fiel a Deus mesmo que isso custasse sua vida. Ele também nos mostrou como é possível buscar a Deus mesmo em uma terra estranha e mergulhada no paganismo. Provavelmente o Profeta Daniel alcançou os 90 anos de idade, vivendo até aproximadamente 536 a.C., no terceiro ano do reinado de Ciro. Existe uma tradição rabínica que afirma que Daniel voltou para Jerusalém no final de sua vida, com a libertação dos exilados, e foi sepultado em Susa. Porém, não existe qualquer evidência maior para atestar tal tradição. 
1 – O profeta Daniel e seus companheiros vivenciaram os atos de soberba e arrogância de Nabucodonosor, tanto de sua loucura pelo poder fez o que muitas pessoas “poderosas” nunca deveriam fazer. O Livro do profeta Daniel capitulo 4 registra esta história verídica. Ele, Nabucodonosor precisou ficar louco pra reconhecer que Deus é Deus. Nabucodonosor rei da Babilônia (hoje região do Iraque) foi um rei muito poderoso. Construiu um império grandioso e edificou Babilônia, uma cidade portentosa com seus ricos palácios e seus jardins suspensos. O rei era maior do que as leis de seu reino. Esse homem envaideceu o seu coração e ficou arrogante. Edificou para si um monumento e queria que todos em seu reino se prostrassem diante da imagem construída em sua homenagem e a adorassem prostrados de joelhos. 
2 - Deus repreendeu sua soberba, mas Nabucodonosor continuou altivo e arrogante como se fosse um deus. Então o Deus verdadeiro, lançou-o fora do palácio e o fez habitar entre os animais irracionais no campo. Em seu corpo cresceram pelos. Em seu corpo cresceram pelos diferentes dos pelos dos humanos e suas unhas tornaram-se como cascos de animais. Esse homem orgulhoso teve seu corpo molhado pelo orvalho da noite e viveu como um irracional entre os animais do campo. Quando estava no fundo do poço Deus lhe permitiu recobrar um pouco de sua memória, então ele reconheceu sua loucura e confessou seu pecado. Deus o perdoou e lhe restaurou o trono. Precisou ficar louco para reconhecer que Deus é Deus. A Bíblia diz que Deus resiste aos soberbos, mas dá graças aos humildes. Deus exalta os humildes e abate os orgulhosos. A história de Nabucodonosor é um alerta para nós ainda hoje.
3 - A pergunta que todo mundo faz é a seguinte: Nabucodonosor virou mesmo um Animal? Como foi a loucura de Nabucodonosor Rei da Babilônia? Algumas pessoas tem dúvida se o Rei Nabucodonosor virou mesmo um animal feroz como os mais ferozes das matas. Muitos até se perguntam se ele tinha alguma consciência humana durante o período em que ficou nesse estado. Essa dúvida se dá, provavelmente, pelo fato de muitos pregadores em suas pregações, fazerem a seguinte afirmação: “Nabucodonosor virou um animal e ficou assim até que ele desse glória a Deus”. 
4 - Alguns enfatizam que, “Enquanto ele não aprendesse a dar glória a Deus, ele ficou como um animal irracional”. Mas será que foi isso mesmo? Será que isso aconteceu mesmo de verdade? Nabucodonosor virou animal realmente? Ele tinha consciência do que estava acontecendo com ele? Nesta breve postagem faremos o possível para entender o que a Bíblia de fato fala sobre isso. Também não vamos entrar em detalhes sobre a história de Nabucodonosor. Nós iremos apenas responder algumas dúvidas sobre o sonho de Nabucodonosor e sua sentença, tudo conforme o livro do profeta Daniel nos relata, (Daniel 4). 
5 - Nabucodonosor virou animal, a loucura de Nabucodonosor espantou todos os que o conheciam. Alguns acreditam que o rei Nabucodonosor precisava estar consciente durante o castigo para que esse castigo fosse justo da parte de Deus. Eles pensam que se o rei fosse castigado sem ter consciência, isso não serviria para nada. 
6 - Outros defendem que o fato de ele estar consciente em seu “estado animal”, tornaria o castigo ainda mais pesado. Mas na verdade é exatamente o contrário disso. Para aquele rei orgulhoso, agir como animal sem nenhum controle seria o pior castigo para seu ego. A resposta para nossa pergunta começa a ficar bem clara nos versículos 14 e 15 do capítulo 4. Esses versículos nos mostram um juízo, porém com esperança. Isso significa que Nabucodonosor seria sentenciado, mas aquele não seria o seu fim. O texto diz: “Mas o tronco, com as suas raízes deixai na terra e, com cadeias de ferro e de bronze […]”. 
7 - Alguns pregadores ainda dizem que Nabucodonosor correu risco de morte. Outros, mais sensacionalistas, dizem que o rei poderia ter virado presa de algum animal. Mas o versículo 15 mostra que essa ideia não tem sentido algum. Durante o período de seu castigo, ele estaria com “cadeias de ferro e de bronze”. Em outras palavras, Deus o protegeria e conservaria o seu reino. O versículo 16 mostra o que aconteceria com Nabucodonosor. Seu coração seria mudado de coração de homem para coração de animal. É claro que isso não significa que aconteceu um transplante de órgãos. O texto está dizendo apenas que Nabucodonosor perderia a sua racionalidade humana e passaria a agir como um completo animal. Ele seria limitado à capacidade de raciocínio animal. 
8 - Basta lembrar que o coração é usado como símbolo ou séde das emoções e racionalidade. Mas isso não significa que necessariamente ele guarda emoções ou pensamentos. Ele apenas reage a estes como um órgão vital do nosso corpo. Nabucodonosor virou algum tipo de Lobisomem ou de algum outro bixo. Outra observação que também podemos fazer é que Nabucodonosor não se transformou em aparência de animal. Aquelas muitas diferenças e transformações cinematográficas de filmes sobre lobisomens não aconteceram com Nabucodonosor. Todos os seus comandantes e conselheiros o reconheciam e sabiam que de fato ele era o rei Nabucodonosor. 
9 - O que aconteceu com ele foi que cresceram pelos de em seu corpo juntamente com suas unhas, idêntico aos dos animais. O versículos 33 descreve de forma clara que isso aconteceu com o passar do tempo. Como Nabucodonosor perdeu o raciocínio humano, ele deixou de ter qualquer cuidado com o seu corpo. O que algumas pessoas acham é que ele virou realmente uma espécie de cachorro ou boi ou outro animal feroz e o pior, conservando uma mente humana que vacilava entre o certo e o errado. Mas esse tipo de interpretação ainda não está de acordo com o texto bíblico. 
10 – Será que Nabucodonosor tinha consciência do que estava acontecendo com ele durante seu “estado” de animal? Ele sabia que estava sendo castigado por Deus? Certamente que sim, mas depois de um tempo que a Bíblia afirma que ele reconheceu que Deus é Deus de verdade e aí ele tinha recobrado cem por cento da sua consciência. Mas esta é a pergunta principal do nosso texto. Os versículos 16, 23, 25 e 32 respondem de forma bem direta que ele não tinha consciência alguma, pelo menos em nível racional, durante esse período de castigo. A chave para entendermos isso é a expressão “até que se passem sete tempos”. Passaram cerca de sete anos e Nabucodonosor voltou a recobrar os sentidos e reconheceu que o que Deus tinha determinado que iria acontecer com ele, realmente aconteceu. 
11 - Essa expressão não deixa dúvida de que Nabucodonosor foi sentenciado a um período de castigo. Esse período já havia sido pré-determinado (sete tempos). Isso indica que o tempo que ele passou vivendo como animal não foi em função de um “tempo de arrependimento”, mas, sim, de um tempo determinado previamente de castigo de Deus sobre ele. Isso acaba com qualquer possibilidade de que ele poderia ter se arrependido antes e abreviado o castigo.
12 - O versículo 34 finalmente não deixa qualquer dúvida sobre isso: Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração. (Daniel 4:34).
13 - O texto estabelece uma ordem cronológica de fatos. Primeiro o período da sentença acaba, “ao fim daqueles dias”. Depois Nabucodonosor deixa de estar em posição de animal (como um quadrúpede olhando para o chão) e volta a ficar em pé como um homem. Então o entendimento racional dele volta, e é somente depois disto que ele exalta a Deus e compreende tudo o que aconteceu. 
14 - Perceba então que o rei Nabucodonosor não voltou a pensar como homem depois que exaltou a Deus, mas que ele exaltou a Deus depois que voltou a pensar como homem. O versículo 36 também nos mostra uma coisa interessante. Ele nos informa que em todo tempo, as pessoas sabiam onde Nabucodonosor estava. Quando ele foi curado, logo essas pessoas lhe buscaram. Então, quando algum dia você escutar que Nabucodonosor comeu capim pensando nos banquetes do palácio, você saberá que ele realmente comeu capim, até se fartar, mas em nenhum momento Nabucodonosor pensou na comida mais gostosa que ele teria direito como rei, até porque nem rei ele sabia que era. 
15 - Nabucodonosor voltou a reinar e fez daí por diante um reinado próspero e sem idolatria e de acordo com os relatos bíblicos (Livro de Daniel), após sete anos vivendo como um animal no campo devido ao seu orgulho, Nabucodonosor recuperou a razão e a saúde, retornando ao trono da Babilônia. Segundo alguns textos bíblicos e adaptações, após o período de exílio: (1) Houve restauração do seu reino. O rei reconheceu a soberania plena de Deus, sua sanidade foi restaurada, e seu reino e majestade foram devolvidos. (2) Houve o fim da maldição sobre ele. Numa dramatização recente abordando o assunto mostra sua família o encontrando na floresta e o trazendo de volta ao palácio, totalmente curado. (3) Houve, daí em diante, muita prosperidade no seu reinado. Ele voltou a governar de forma ainda mais majestosa e mais grandiosa, agora para a glória de Deus e até o fim de sua vida foi fiel a Deus, quando foi sucedido por seu filho, Evil-Merodaque. 
16 - Pela obediência de Nabucodonosor após passar o período do castigo de Deus sobre ele, seu reino prosperou muito. Após a morte do rei Nabucodonosor (II) em 562 a.C., o Império Neobabilônico entrou em um período de rápida instabilidade. O trono passou por uma série de sucessores de curta duração até a queda do império: (1) Evil-Merodaque (562–560 a.C.), Filho e sucessor imediato de Nabucodonosor, reinou em seu lugar. Ficou conhecido na Bíblia por libertar o rei Joaquim de Judá da prisão. Governou por apenas dois anos antes de ser assassinado. (2) Neriglissar (560–556 a.C.), cunhado de Evil-Merodaque, que assumiu o poder após o golpe, reinou por cerca de quatro anos. (3) Labasi-Marduque (556 a.C.), filho de Neriglissar, era apenas um menino e foi assassinado em uma conspiração após governar por apenas alguns meses. (4) Nabonido (556–539 a.C.), Um dos conspiradores que tomou o trono, governou até o império ser conquistado pelos persas. (5) Belsazar, filho de Nabonido, reinou como co-regente e ficou responsável pela administração da cidade da Babilônia nos últimos anos do império, enquanto seu pai estava em campanhas militares. (6) Em 539 a.C., o império caiu definitivamente nas mãos de Ciro, o Grande, do Império Persa. Você pode explorar mais detalhes sobre a cronologia desses governantes como Nabonido e Evil-Merodaque, nós livros da história mundial e também nas redes sociais. 
17 - Reino vai, reino vem, tudo tem seu tempo determinado, Deus é quem tem o controle de tudo. Eclesiastes capítulo 3 diz que tudo tem o seu tempo determinado para todo o propósito de Deus para nossas vidas. Eclesiastes 3 nos ensina que Deus é soberano sobre todas as coisas e que a vida é feita de ciclos, não de acasos. O famoso poema "há tempo para tudo" nos lembra que tanto as estações de alegria quanto as de dor possuem um propósito divino, exigindo confiança em meio às incertezas da vida e diante das intempéries do dia a dia. O capítulo citado do livro de Eclesiastes, pode ser dividido em três blocos principais, que trazem lições práticas para o nosso dia a dia. (1) Os Contrastes da Vida (v. 1-8), Salomão lista 14 pares de opostos, como tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de chorar e tempo de rir, tempo de guerra e tempo de paz, etc. (2) Isso significa que a vida é dinâmica e cheia de transições. As dificuldades e as perdas e ganhos são apenas fases, assim como as alegrias e as tristezas. O ser humano é dotado de sabedoria e conhecimentos naturais que fazer ele aceitar o ciclo natural das coisas evitando as frustrações desnecessárias. (3) A Soberania e o Propósito de Deus (v. 9-15) são a garantia da nossa segurança daquilo que vamos ou não fazer. O pregador, o escritor (Salomão) questiona o proveito do trabalho humano, mas conclui que Deus colocou o "anseio pela vida e o pela eternidade" no coração do homem, embora este não compreenda toda a obra divina. (4) O sentido da vida não está em tentar controlar o tempo, mas em reconhecer que todas as coisas feitas por Deus durarão o tempo de Deus para nós. A resposta para a angústia é desfrutar do presente e ver o trabalho como um presente diário de Deus para desfrutarmos das benesses do Criador. (5) A Justiça Divina e o Julgamento (v. 16-22), virão para casa um individualmente. Salomão reflete sobre a injustiça e a maldade que existem no mundo, mas conclui que Deus julgará tanto o justo quanto o ímpio no tempo certo. Embora os humanos e os animais tenham o mesmo fim físico, o destino da alma é diferente. A melhor atitude perante a vida é alegrar-se no trabalho de suas mãos e fazer o bem enquanto se tem oportunidade. 
18 - A mensagem central do livro de Eclesiastes especialmente o capítulo 3 é que não podemos controlar o tempo, mas podemos controlar como reagimos a cada estação da vida. Quando entregamos o controle de nossas vidas nas mãos de Deus encontramos paz para desfrutar as bênçãos do presente, sem nos desesperarmos nas fases de crise do passado e olhando firme para o futuro, ou seja, olhando pra Jesus, que é o autor e consumador da nossa fé. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

VARIEDADE DE DONS NA IGREJA

VARIEDADE DE DONS NA IGREJA 


A - Onde foi parar os dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo para a igreja? Na Bíblia, a variedade de dons é mencionada em 1 Coríntios 12:4-11, que diz: "Há diferentes tipos de dons, mas um mesmo Espírito”. “Há diferentes tipos de serviço, mas o Senhor é o mesmo”. “Há diferentes tipos de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos". 
B - Alguns exemplos de dons espirituais mencionados na Bíblia são: 1. Dom da sabedoria; 2. Dom do conhecimento; 3. Dom do discernimento dos espíritos; 4. Dom da fé; 5. Dom da cura; 6. Dom de operação de milagres; 7. Dom de profecias; 8. Dom da variedade de línguas; 9. Dom de interpretação de línguas; 
C - A Bíblia diz que os dons espirituais são dados a cada pessoa pelo Espírito Santo, de acordo com o que Ele quer. O objetivo dos dons é que Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo. Os dons não são de propriedade de nenhum ser humano, mas são dados aos homens para a glória de Deus. Além disso podemos dividir os 9 dons espirituais em 3 grupos: 1. Dons da fala; 2. Dons de revelação e 3. Dons de poder. 
D - São 3 dons para cada um desses grupos: Primeiro grupo é o grupo de dons da fala: a. Dons de fala ou de elocução. b. Dom de Profecias. c. Dom de Variedade de línguas. Segundo grupo é o grupo dos dons de interpretação de línguas. Terceiro grupo é o grupo dos dons de revelação. a. Dom da Palavra de sabedoria, b. Dom da Palavra de conhecimento, c. Dom de discernir os espíritos. 
E - Os Dons de poder também são três: a. O Dom da Fé. b. O Dom de cura, c. O Dom de operação de maravilhas. 
F - Porém, é importante lembrar que essa divisão não é algo que encontramos na Bíblia. Isso é apenas uma forma de organizar os dons espirituais. Para assim podermos estudar e compreendermos melhor para o que eles servem. Vamos ver agora um pouco sobre cada dom e suas funções. Eu coloquei em uma ordem que seja mais fácil para entender como eles funcionam: 
1 - Palavra de conhecimento: É quando você tem uma revelação de alguma coisa que já aconteceu ou está acontecendo. Geralmente, é algo em que você precisa refletir sobre o significado do que foi revelado para você. Isso pode acontecer através de um testemunho interior, aquilo que você simplesmente sabe sem ninguém precisar ter falado para você, visões, sonhos, revelações, dentre outras coisas. Um bom exemplo disso é em Atos 11:1-18, quando Deus revela a Pedro por meio de uma visão que a salvação e o batismo nas águas e também no Espírito Santo não eram somente para o povo judeu, mas também para os gentios. 
2 - Palavra de sabedoria: Este dom é bem parecido com a palavra de conhecimento, mas está mais ligado ao futuro. Ele é a revelação de algo, seguido de um conselho. Muitas pessoas o confundem com o dom de profecia, pois eram os profetas do antigo testamento que exercitavam este dom. Porém, na verdade, é a palavra de sabedoria o dom que mais se aproxima daquilo que chamamos de “profecia” hoje em dia. Vemos muito ele na Bíblia, em qualquer situação que Deus revela algo para alguém para que esta pessoa possa aconselhar ou dar um aviso para outra pessoa. Vale ressaltar que esse dom não tem a ver com o conhecimento humano ou sobre ciência. O nome “sabedoria” se deve ao fato do conselho gerado após a revelação. 
3 - Discernimento de espíritos. É o terceiro dom de revelação que temos acesso. Ele nos dá a capacidade de perceber o mundo espiritual a nossa volta. Se você já ouviu a voz de Deus audivelmente, se já viu anjos ou demônios ou conseguiu identificar espíritos malignos em meio a batalhas espirituais, isso foi uma manifestação do dom de discernimento de espíritos. 
4 - Dom de cura. Ele é o dom de poder mais simples de explicar. Resumidamente é a manifestação de qualquer milagre que envolva cura. 
5 - Dom da Fé. A fé também é um dom de poder. Mas este dom não é igual a fé que temos normalmente. Podemos dizer que é uma fé “especial”. Este dom é quando ocorrem milagres cujo único propósito é exaltar o Reino de Deus e o nome de Jesus. Mas é algo que ocorre de forma passiva. Ou seja, o milagre acontece com a pessoa que recebe o dom. Talvez fique mais fácil de entender com um exemplo: Quando Daniel foi lançado na cova dos leões, ou quando seus amigos foram lançados na fornalha, nenhum deles sofreu dano algum. Isso foi uma manifestação do dom espiritual da fé. A diferença dele para os outros dons de poder é que ele coloca a pessoa em uma vitrine para que todos vejam o milagre e o Reino de Deus seja exaltado por conta disso. É exatamente o que aconteceu com os reis da Síria e da Babilônia quando viram Deus protegendo Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles publicaram decretos que exaltavam ao nosso Deus. 
6 - Dom de operação de milagres e maravilhas. Este dom é demonstrado quando se manifestam milagres e maravilhas que não sejam nem de cura e nem de fé. Ou seja, o dom é visto de forma ativa e quem o recebe nem percebe que recebeu algo extraordinário de Deus. O melhor exemplo disso são os milagres que Jesus realizava, como transformar a água em vinho ou andar sobre as águas, ou quando a cura chega e você só percebe que foi curado muitos dias depois. No caso dos dez leprosos, Jesus mandou que eles fossem se apresentar ao sacerdote, enquanto iam andando o milagre estava acontecendo.
7 - Dom de variedade de línguas. Este dom de fala é muito conhecido pelos pentecostais. Porém, ele não se resume somente a falar em línguas estranhas. O dom de variedade de línguas é, como o nome diz, para falar outras línguas. O fato de você não saber o que está sendo dito, não impede que este seja um idioma falado em outro local. Vemos isso claramente em Atos 2, no dia de Pentecostes, quando os discípulos foram batizados com o Espírito Santo e falaram em outras línguas. Embora a língua fosse estranha para eles que estavam dizendo, os outros judeus ali presentes que eram de países diferentes entenderam tudo o que eles falaram mesmo sem possuir o dom de interpretação. Ou seja, o dom de variedade de línguas serve para falar qualquer língua, qualquer idioma, seja ela o que muitos chamam de “língua estranha” ou “língua dos anjos”, ou uma outra língua de um outro idioma. 
8 - Dom de interpretação de línguas. Este dom, como o próprio nome já diz, é quando ocorre a interpretação daquilo que está sendo dito por outra pessoa que se manifesta no dom de variedade de línguas. O importante é que a Bíblia diz que, somados, os dons de variedade de línguas e o de interpretação de línguas são iguais ao dom de profecia como podemos ver em 1 Coríntios 14:5. 
9 - Dom de Profecias. E por último, a melhor forma de explicar este dom é: uma fala por meio de uma inspiração de Deus. Este dom geralmente funciona como confirmação ou como um alerta de Deus para algo que a gente já sabe ou que espera em Deus a confirmação. Deus usa profetas ainda hoje como no passado para avisar a igreja ou para alguém individualmente sobre qualquer assunto que seja da vontade dEle de falar. O dom de profecias também serve para três propósitos específicos: exortação, edificação, e consolação da igreja e às vezes das pessoas em grupos ou individualmente. O dom de profecias é um dos dons mais comuns, embora as pessoas não o valorizem tanto, já que ele não é tão chamativo quanto operar milagres ou falar outras línguas. O apóstolo Paulo dá o devido reconhecimento para esse dom quando fala aos coríntios em 1Coríntios 14. 
10 - Para que servem os dons espirituais? Os dons espirituais nos são dados visando o bem comum. Ou seja, os dons espirituais são para a edificação da igreja, seu crescimento e multiplicação com amadurecimento. Além disso, serve também como sinal para aqueles que ainda não acreditam em Deus, afinal quando vemos alguma manifestação dos dons de poder é bem difícil ignorar. 
11 - Quem distribui os dons espirituais? É Deus quem nos dá os dons através do Espírito Santo, os dons Espirituais são de Deus e não dos homens. Ele que separa os dons para as pessoas e nos ajuda a exercê-los, como podemos ver neste texto: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas (ou seja os Dons Espirituais) repartindo particularmente a cada um como Ele quer”. 1 Coríntios 12:11. 
12 - Então, fica claro que é o Espírito Santo quem reparte os dons entre os crentes. Por isso, muitas pessoas são usadas por Deus com algum dom e outros não. Porém, todos nós temos acesso a estes nove dons espirituais, só precisamos buscá-los. 
13 - Como receber os dons espirituais? A melhor forma de receber um dom espiritual é orando com fé para agradar a Deus e buscar como fé e amor os dons espirituais. Além disso, vemos claramente na Bíblia que ninguém nasce sabendo. Deus usa tanto uma criança, como um jovem, como também um idoso, os dons são de propriedade espiritual exclusiva de Deus e Ele usa a quem Ele quer e quando for necessário. “Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja”. 1 Coríntios 14:12; neste caso o apóstolo Paulo fala claramente que quem quer ministrar a palavra de Deus tem que estudar para ter conhecimento e unção de Deus na sua ministração. Se é possível crescer nos dons espirituais, temos que buscar com confiança um progresso, uma melhora que precisa ser buscada, e com oração, jejum e consagração. Só servindo ao Senhor com todo o empenho da parte de quem quer ser cheio da graça dos dons espirituais é que se poderá alcançar o objetivo de glorificar a Deus sendo usado (a) com os dons espirituais. Os dons existem e já temos acesso a eles, só falta a nossa dedicação em buscá-los e praticá-los. 
14 - Será que os dons espirituais cessaram? Os cessacionistas dizem que sim, mas o Espírito Santo diz que não. Os milagres continuam sendo operados por Deus na vida daqueles que creem. Diferentemente de algumas linhas de pensamento cristão, eu acredito que os dons espirituais existem e ainda são acessíveis para a igreja de hoje. Não há nenhuma menção na Bíblia de que os dons espirituais eram só para a igreja primitiva dos tempos dos apóstolos ou que eles acabaram ou acabariam em um determinado momento. Pelo contrário, vemos Paulo ensinando para toda a igreja de Corinto sobre os dons espirituais, falando no final para que toda a igreja busque por eles: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente”. 1 Coríntios 12:1;31. Além disso, olha o que ele fala no primeiro capítulo deste livro para toda a igreja: “de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado”. 1 Coríntios 1:7. A palavra que ele usa no original deste versículo é a mesma palavra usada para falar sobre os dons no capítulo 12: “charisma”. Ou seja, mesmo naquela época, os dons já eram acessíveis para toda a igreja, não só para os apóstolos como alguns defendem. Então, não há desculpas para não buscarmos os dons espirituais e ministrarmos na unção de Deus para o bem do nosso próximo e da igreja. Porque assim como os cinco dons ministeriais, estes dons espirituais nos são dados para que a igreja de Jesus cresça cada dia mais. 
15 - Como podemos perceber, os dons espirituais existem e estão à disposição da igreja do Senhor Jesus para serem usados. O Espírito Santo é o responsável por distribuir cada um deles conforme a Sua vontade, porque Ele sabe do que a Sua própria igreja precisa. Mas é nossa a responsabilidade de buscarmos os melhores dons e desenvolve-los, além de ficarmos cada dia mais sensíveis ao agir do Espírito Santo em nossas vidas e assim fazendo ficaremos mais sensíveis também ao fluir dos dons. Isso com certeza não é uma tarefa fácil, requer de nós um papel de renúncia e busca com jejuns e orações. Mas tudo valerá a pena quando pudermos ajudar com o crescimento e o fortalecimento da igreja até a volta de Jesus para arrebatar a Sua noiva querida, que é a igreja. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

QUEM ANDA CERTO ALCANÇARÁ A GLÓRIA DE DEUS

QUEM ANDA CERTO ALCANÇARÁ A GLÓRIA DE DEUS.


I - Muitas pessoas, inclusive crentes, não estão mais se importando em ser ou não ser honesto em tudo aqui na terra. Mas Deus galardoará àqueles que andarem corretamente e procederem honestamente aqui na terra, porque o certo continua sendo certo e o errado continua sendo errado. Apocalipse 22:10-11 nos ensina: 10. E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro, porque próximo está o tempo. 11. Quem é injusto faça injustiça ainda; e quem está sujo suje-se ainda; e quem é justo faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda. 
II - A Bíblia nos ensina a importância de Discernirmos corretamente o que é certo e o que é errado. A Bíblia alerta sobre a inversão de valores, onde o mal é chamado de bem e vice-versa, alertando que os justos devem manter sua fé e integridade inabaláveis, guiados pelo Espírito Santo. O objetivo do "certo" bíblico é a vida, enquanto o "errado" leva à morte espiritual e a dificuldades incalculáveis. A Bíblia define o certo e o errado baseando-se na vontade, caráter e nas leis de Deus, e não em opiniões humanas ou sentimentos, que são descritos como "traiçoeiros". O certo envolve obediência, justiça, amor e integridade, enquanto o errado é a desobediência (pecado), injustiça, orgulho e desonestidade. 
III - O Certo (Segundo a Bíblia) é inconfundível. (1) O certo é seguir a vontade de Deus e agir de acordo com o que Deus estabeleceu, buscando ser guiado por Sua sabedoria e não pelo próprio entendimento, (Provérbios 3:5). (2) O certo é praticar a justiça e a misericórdia. Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo, praticando a justiça e andando humildemente. (Miqueias 6:8). (3) O certo é ter integridade e honradêz e viver com sinceridade, honestidade, fidelidade e pureza de coração, seguindo o exemplo de Jesus Cristo. (4) O certo é confiar plenamente no Senhor Jesus e acreditar que Deus direciona a vida e recompensa os fiéis, mesmo em tempos difíceis. 
IV - O Errado (Segundo a Bíblia) é desastroso. (1) A desobediência a Deus é o seu foco. O errado não se importa de rejeitar as leis de Deus e se recusa a servi-lo, o que é definido como pecado. (2) O errado, na maioria das vezes, é orgulho e Arrogante. O SENHOR detesta os orgulhosos e os que agem com soberba (Provérbios 16:5). (3) Deus abomina a mentira e a injustiça. Mentir, ser desonesto, egoísta e amar o mal, leva a pessoa a perdição. (4) O errado geralmente gosta de seguir o próprio coração e confiar apenas nos próprios desejos carnais e preferenciais em vez de seguir os mandamentos de Deus. (Jeremias 17:9). 
1 – As Consequências do erro são fatais. (1) Davi cometeu um erro (pecado) gravíssimo e quis consertar um erro e cometeu um crime grave que gerou sérias consequências para sua posteridade. Esse erro gravíssimo de Davi envolveu Urias e sua esposa Bate-Seba. (2) Quem era Urias na Bíblia? Urias entra na narrativa bíblica sem voz ativa e sai dela sem direito de defesa. Ele está onde deveria estar quando o rei decide não estar. “Na primavera do ano, quando os reis saem para guerrear, Davi ficou em Jerusalém”, (2Sm 11:1). Essa frase define todo o cenário. Enquanto o governo se acomoda, a fidelidade permanece exposta no campo. 
2 - Quando Urias é chamado ao palácio, a tentativa de Davi é simples: normalizar o erro por meio do conforto. Mas Urias recusa. Disse Urias: “A arca, Israel e Judá ficam em tendas, como iria eu à minha casa para comer, beber e me deitar?” (2Sm 11:11). Essa não é uma fala emocional, é uma consciência alinhada com suas responsabilidades diante de Deus, do rei e de seus companheiros no front da guerra. Urias não viveu pelo que era permitido, viveu pelo que era coerente, pelo que era correto, o correto era ele estar na guerra lutando ao lado dos valentes soldados do rei Davi. 
3 - É nesse ponto que a integridade se torna incômoda. A fidelidade que não se ajusta precisa ser removida. Então Davi escreve uma carta para seu general de guerra comandante do exército do rei que dizia: “Ponde Urias na frente da maior força da peleja e retirai-vos dele”, ou seja, deixa ele lutar sozinho até ser morto pelos inimigos de Israel. (2Sm 11:15). O detalhe mais duro do texto é que Urias carregou a própria sentença. Ele confiava na autoridade que deveria protegê-lo. Deus não intervém. Não há profeta, não há livramento, não há sinal. Urias morre “pelejando contra a cidade” com os olhares frios de seus colegas, (2Sm 11:17), enquanto o erro tenta se esconder no silêncio. E aqui o texto confronta qualquer teologia rasa: fazer o certo não impediu a morte, e obedecer não garantiu proteção. 
4 - Mas o céu não ignorou o ocorrido, Deus viu tudo. “Porém isto que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor”, (2 Sm 11:27). O nome de Urias permanece registrado. O erro do rei é exposto. A justiça não vem no tempo do soldado, mas vem no tempo da história vem no tempo de Deus. Urias não viveu para ver reparação, mas não perdeu sua identidade de honestidade de homem fiel e temente a Deus. Ele morre íntegro em um ambiente que já havia negociado valores. O texto não glorifica sua morte, revela o custo de permanecer inteiro quando outros escolhem preservar aparências. 
5 - Nem toda fidelidade é recompensada com livramento imediato. Algumas são preservadas como testemunho da verdade. Urias não perdeu honra. Quem perdeu foram os que precisaram silenciar um homem justo para sustentar um erro, um governo e um rei. O texto mostra que o reino permanecia em pé, forte e organizado. A crise não era do governo era do governo do rei Davi, a crise era moral e pessoal do rei. O erro nasce de uma paixão desgovernada, não de um colapso institucional. Davi se apaixonou tresloucadamente por Bate Seba e essa foi a causa de muitas derrotas no seu reinado dali pra frente e na sua família. 
6 - Sempre vemos pessoas começarem certo e terminarem errado. Segundo a Bíblia, quando alguém faz tudo errado (peca ou desobedece a palavra de Deus), a principal consequência é colher o que semeou, o que plantou, (Gálatas 6.7), enfrentando consequências naturais e espirituais, como separação de Deus, sofrimento e, por vezes, aflição. No entanto, há esperança através do arrependimento, confissão e busca por ajuda divina. 
7 – Existem consequências e ensinamentos Bíblicos sobre o que o ser humano planta. (1) A lei da semeadura existe e diz: "De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear, isso também ceifará", (Gálatas 6:7), indicando que ações erradas trazem os resultados negativos correspondentes. (2) O castigo é a aflição vem como correção. A aflição pode surgir para redirecionar a pessoa ao caminho correto, como no Salmo 119:67 que diz, "Antes de ser afligido, andava errado; mas agora guardo a tua palavra". (3) As consequências de erros graves como adultério, mentira, desobediências conscientes e orgulho podem atrair, segundo a Bíblia, separação, perda de paz e afastamento de Deus. (4) As influências espirituais malignas causam práticas erradas contínuas e podem atrair influências negativas malignas em duplicidade, sendo essencial abandonar tais hábitos para não cair na tentação de acumular pecados diante de Deus. 
8 - As influências malignas no contexto teológico e espiritual cristão, são descritas como forças imateriais, frequentemente chamadas de demônios ou possessões de espíritos malignos que buscam causar sofrimento, infelicidade e distanciamento de Deus. Eles agem de maneira dissimulada, atacando através de tentações e manipulações mentais no dia a dia. Aqui estão algumas das principais formas de ação dessas influências: (1) Perturbação mental e emocional. Ação na mente semeando dúvidas, inseguranças, medo e tentações. (2) Raiva e disputas inglórias que é o uso negativo de emoções intensas, como a raiva, para causar conflitos, agressividade e destruição de relacionamentos. (3) Dissimulação e mentiras que incentivam os comportamentos enganosos, onde ações más são mascaradas para que a verdade seja ocultada. (4) Desespero e negatividade ou disseminação de informações e notícias malignas que trazem desesperança e infelicidade, manipulando situações para causar perturbação. (5) Rebelião e desobediência que influenciam em comportamentos rebeldes e ante sociais, especialmente em crianças ou em ambientes familiares, causando desunião, brigas e revanche, até vinganças. 
9 - Portas de entrada e atuação espiritual malignas que atuam na contramão daquilo que é certo. (1) O ocultismo e a adivinhação são práticas muito comuns como o horóscopo, leitura de cartas, leitura da sorte nas mãos e busca por adivinhação são consideradas iscas para atrair essas influências. (2) Falta de Vigilância e pecados que a maioria das pessoas acham que Deus não está vendo. A negligência espiritual, raiva acumulada e falta de perdão (mágoa) abrem brechas para opressão. (3) A incredulidade é a causa de muitas derrotas. A descrença ou o afastamento da fé genuína facilita a atuação maligna na vida de uma pessoa, principalmente dos desviados da fé. 
10 – Em Jesus encontramos proteção e resistência para perseverarmos naquilo que é certo. Segundo a nossa tradição Cristã e para resistir a essas influências a Bíblia nos ensina e recomenda que devemos estar em: (1) Constante vigilância espiritual. Devemos manter a sobriedade e estarmos bem alerta, reconhecendo que os conflitos reais são de ordem espiritual. A frase "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" é um versículo bíblico encontrado em Tiago 4:7, que incentiva a submissão a Deus como base para enfrentarmos as tentações e influências malignas, resultando na fuga do diabo. (2) A oração e a Palavra de Deus nos dão a direção certa para o uso da fé e do conhecimento bíblico como escudo. (3) A renúncia ao Oculto e ao ocultismo nós capacitam a evitar qualquer envolvimento com práticas ocultistas ou esotéricas, nossa vida tem e deve ter mesmo a transparência na nossa intimidade com o Espírito Santo de Deus. (4) "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Efésios 6:10) é um chamado à dependência total de Deus para batalhas espirituais, reconhecendo a fraqueza humana. Significa também buscar coragem e força na fé, revestindo-se da "armadura de Deus" para resistir às "ciladas do diabo". Essa força vem da oração, comunhão e ação de Deus no nosso dia a dia. 
11 – Os pontos chave do estudo de Efésios 6:10-16 são: (1) A nossa fonte de poder não é interna e nem externa, mas do alto, vem de Deus. A força cristã advém de estarmos em comunhão plena com o Senhor, admitindo que sozinhos somos fracos. (2) O contexto da batalha não é do corpo humano. A nossa luta não é física ("carne e sangue"), mas espiritual, contra "principados e potestades". (3) A Armadura de Deus (Efésios 6:11, 14-16) nós capacita para suportarmos a batalha com coragem. (4) (a.) É necessário vestirmos o Cinto da Verdade com integridade e conhecimento da Palavra. (b.) É necessário vestirmos a couraça da justiça que é a proteção moral e santidade. (c.) É necessário estarmos calçados com a preparação do Evangelho da paz e termos prontidão para levarmos a mensagem da palavra de Deus até aos Confins da terra. (e.) É necessário estarmos cobertos com o escudo da fé e com confiança para extinguirmos os dardos inflamados de Satanás. (5) Nossa ação de Revestir-nos com a couraça da justiça, que é uma responsabilidade pessoal buscar esse poder e colocar a armadura de Deus diariamente, deve ser incessante. 
12 – Nossa prioridade deve ser a de sempre "estar na obra do Senhor”, como nos ensina o Apóstolo Paulo em Coríntios 15:57-58 que diz: “57. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo. 58. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”. A palavra de Deus exige de nós que sejamos” firmes e constantes e sempre abundantes" na obra do Senhor. No dia mau temos que resistir às ciladas do diabo e ser mais que vencedor em nome de Jesus. Fortalecer-se no Senhor e na força do Seu poder é um ato de entrega e confiança total no poder do Espírito Santo de Deus. 
Deus abençoe você e sua família 

Pastor Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.