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segunda-feira, 28 de outubro de 2024
FUGINDO DAS IMORALIDADES SEXUAIS
FUGINDO DAS IMORALIDADES SEXUAIS
Por que Deus odeia a imoralidade sexual?
Porque de alguma forma o pecado sexual é mais grave do que outras formas de
rebelião. Em 1 Coríntios 6.18, lemos essas palavras surpreendentes: “Qualquer
outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a
imoralidade peca contra o próprio corpo.” Os estudiosos da Bíblia debatem o
significado das palavras, mas isso é muito claro: o pecado sexual debocha da
união física e espiritual presente no relacionamento sexual. Como a Bíblia aponta,
“no ensino de Paulo, a união física envolvida na imoralidade sexual tem
consequências especiais porque interfere na nossa identidade cristã como
pessoas que foram unidas a Cristo através do Espírito Santo”. Aqueles que estão
unidos a Cristo não podem estar unidos a uma prostituta ou qualquer outra
pessoa com a qual não estejam casados.
O pecado sexual degrada e abusa do corpo que
Deus utiliza como seu templo. “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário
do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não
sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai
a Deus no vosso corpo.” (1 Coríntios 6.19-20). É importante ressaltar a
linguagem similar que Paulo usa para descrever a idolatria e a imoralidade
sexual. Ambos são sinais de profunda rebelião contra Deus.
Julgamento de Deus sobre os devassos,
perversos e imorais.
Deus é perfeitamente claro em seu julgamento
sobre a imoralidade sexual. Grande parte do primeiro capítulo de Romanos 1 é
dedicado a provar que o julgamento de Deus cai sobre aqueles que cometem o
pecado sexual e que, ao longo do tempo, caem mais e mais nesse erro.
“Conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais
coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim
procedem.” (Romanos 1.32). Na verdade, Paulo chega a afirmar que o aumento do
pecado sexual é a própria forma de julgamento através da qual Deus deixa as
pessoas mais perdidas em seus pecados. 1 Coríntios 6.9 insiste que nem os
devassos, nem os homossexuais verão o céu, o que se repete em Gálatas 5.19-21,
Efésios 5.5 e Apocalipse 22.15. O autor da carta aos Hebreus demanda, “Digno de
honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus
julgará os impuros e adúlteros.” (Hebreus 13.4). Aqueles que cometem
imoralidade sexual enfrentarão o julgamento justo e eterno de Deus.
Existe esperança para os imorais sexuais?
No entanto, há esperança, mesmo para os
devassos. Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo discute o propósito da lei de
Deus e diz que a lei foi dada para “impuros, sodomitas, raptores de homens”,
(1.10). Deus provê libertação para todos os pecadores que se arrependerem dando
graciosamente o perdão para os que confessarem seus pecados, seus desejos pelo
pecado, e sua incapacidade de parar de pecar. Mas, é claro, a lei não era
suficiente, então Paulo muda imediatamente da completude da lei para a bondade
do evangelho, para o que ele se refere como “o evangelho da glória do Deus
bendito”. O evangelho insiste que nenhum de nós está além da redenção, nenhum
de nós está além da salvação, se nos voltarmos para Cristo e seu perdão. “Fiel
é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para
salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”, (1.15). Não há pecador
inalcançável à sua graça.
“Fugi da impureza”, diz Paulo (1 Coríntios
6.18). Devemos fugir desse pecado e, por meio do evangelho, nós podemos.
Qualquer que quiser ser amigo do mundo,
constitui-se inimigo de Deus. Tiago
4:4-7.
4. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que
a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser
amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
5. Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem
ciúmes?
6. Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém,
graça aos humildes.
7. Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.
Fuja do mal e da sua aparência.
O mal existe desde que o pecado entrou no
mundo. Ele foi introduzido pelo Diabo e até hoje subsiste, sob muitas
formas e, lamentavelmente os homens nem percebem a sua extensão e profundidade.
A Bíblia aconselha não só contra o envolvimento com o mal, mas a fuga da
sua aparência, pois o homem não foi criado para o mal e sim, para o bem.
Infelizmente a natureza humana é muito
inclinada para o mal e, quando não se quer obedecer a Deus, o mal encontra
oportunidade para atuar na vida de qualquer um ser humano desprovido da
presença de Deus. Tenho dito reiteradas vezes que o homem sem Deus é capaz de
praticar qualquer mal sem que ele perceba a sua gravidade. Há na Bíblia muitos
exemplos de homens e mulheres que se autodestruíram por não fugirem do mal, ou
seja, deliberadamente se deram, se entregaram ao pecado. Ora, Paulo com muita
convicção afirma veementemente que o salário do pecado é a morte, (Rm 6.23).
Então, entendemos perfeitamente que o mal destrói grandemente a vida, prejudica
ou rouba fatalmente a felicidade. A Bíblia aconselha a fugir da aparência do
pecado: “Fugi de toda a aparência do mal”. (1 ts.5.22).
Interessante, a recomendação não é só para
fugir do mal, mas de toda a aparência do mal. Tomando o mal como o próprio
diabo, a recomendação bíblica é que devemos resisti-lo firme na fé e ele fugirá
de vós. (Tg 4.7).
O mundo de hoje parece que virou de cabeça
para baixo, tudo o que era certo agora é considerado errado e tudo o que era
considerado errado agora é considerado certo.
Mas o cristão de verdade, que conhece a
Verdade, respeita e aceita os ensinamentos conservadores da Bíblia que é a
palavra de Deus.
Em todas as áreas da vida vamos encontrar coisas
comportamentais com limitações e outras sem limites, mas os nossos limites como
Cristãos e servos do Senhor Jesus, devemos atentar para os princípios e valores
Cristãos que norteiam a nossa fé. Quem faz assim sempre será vencedor em nome
de Jesus.
Vamos aos assuntos principais do tema da
postagem de hoje.
Existem muitas formas de imoralidades sexuais.
Sendo uma prática sexual fora do padrão estabelecido por Deus, a
imoralidade sexual é pecado.
Vejamos algumas formas de imoralidades sexuais
descritas na Bíblia:
Adultério: Relação sexual fora do casamento
ou com alguém casado.
Levíticos 18:20; Provérbios
6:32; Romanos 2:22.
Fornicação: Relação sexual antes do casamento.
Êxodo 22:16; 1 Tessalonicenses 4:3.
Prostituição: Relação sexual em troca de
benefício pessoal ou valor financeiro. Levíticos 19:29; 1 Coríntios
6:15; Hebreus 13:4.
Estupro: Relação sexual forçada sem o
consentimento da outra pessoa. Deuteronômio 22:25-29.
Homossexualidade: Relação sexual com uma
pessoa do mesmo sexo, aí está incluso também o lesbianismo.
Levíticos 18:22; Levíticos
20:13; Romanos 1:27; 16:9.
Incesto: Relação sexual com familiares
próximos: Levíticos 18:6-17; Levítico 20:19.
Bestialidade: É uma forma de pecados e relação
sexual com animais. Êxodo 22:19; Levíticos 18:23; Levítico
20:16; Deuteronômio 27:21.
Pornografia: Tome cuidado com a pornografia, Satanás
tem usado essa "ferramenta maligna" em nossos dias, para escravizar
as pessoas e conduzi-las a uma vida de imoralidades sem precedentes. A
recomendação bíblica é a vigilância.
A Bíblia tem passagens que abordam a vigilância dos
olhos e a importância de ter clareza para discernir o que alimenta a vida:
Mateus 6:22-23
"Quando os teus olhos forem bons, igualmente o
teu corpo estará cheio de luz. Porém, quando forem maus, o teu corpo estará em
trevas".
Provérbios 4:23-27
"Vigia acima de tudo o teu pensamento, porque
dele depende a tua vida. Evita dizer falsidades; afasta-te da mentira. Olha
sempre em frente, sem desviar os olhos do teu caminho".
Salmos 77:4
"Sustentaste os meus olhos vigilantes; estou
tão perturbado, que não posso falar".
Mateus 26.41
"Vigiai e orai, para que não entreis em
tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca".
Salmos 17:8
"Guarda-me como à menina do olho, esconde-me
debaixo da sombra das tuas asas".
Veja como deve ser o namoro cristão segundo a Bíblia.
O namoro cristão deve ser um relacionamento
de respeito e amizade, pensando na possibilidade de casamento. É o tempo
para o casal se conhecer melhor e descobrir se quer passar a vida toda junta. O
namoro cristão não é o mesmo que um casamento.
A Bíblia tem alguns princípios que ajudam a
guiar o namoro cristão:
Pensar no futuro: o namoro ajuda a decidir se
quer casar; não é uma brincadeira sem objetivos; se o casal acha que não vai
casar, então não deve namorar e muito menos “ficar".
Ter uma amizade sincera: um relacionamento
não sobrevive só de paixão, aliás a paixão é muito duvidosa para o casamento; o
namoro cristão é com amor que é a altura para aprofundar a amizade e se
conhecer melhor para um futuro casamento abençoado por Deus. Provérbios
17:17.
Muito respeito: você está namorando uma
pessoa criada à imagem de Deus, não um objeto para satisfazer seus prazeres; um
relacionamento sem respeito e dignidade não é de Deus
Honestidade em tudo: não é bom enganar
ninguém, muito menos a pessoa de quem você gosta; um relacionamento precisa de
honestidade para funcionar. Colossenses 3:9-10.
Sacrifício: a Bíblia nos ensina a cuidar uns
dos outros; o namoro é o tempo para aprender a não ser egoísta, para o
casamento funcionar no futuro. Filipenses 2:3-4.
Fugir da imoralidade: o casal precisa
aprender a estabelecer seus limites, para não cair na imoralidade sexual; se
entregar antes do casamento só vai causar problemas e poderá até estragar o
relacionamento. 1 Coríntios 6:18.
Deus em primeiro lugar: é muito bom ter
alguém especial, mas nada consegue tomar o lugar de Deus em sua vida; só Deus é
perfeito e lhe vai completar, nunca espere isso de uma pessoa que não é temente
a Deus.
Lembre-se de buscar a orientação de Deus para
sua felicidade em todos os seus relacionamentos, principalmente para o namoro
cristão. Orar e ler a Bíblia juntos é importante. Também é bom que o casal
procure orientação dos pais, de um pastor ou líder de confiança para a
caminhada no seu relacionamento, tanto no namoro quanto no casamento.
Deus odeia a imoralidade sexual. Abandone o
adultério, abandone a fornicação, abandone a pornografia, abandone o furto,
abandone a mentira, abandone a falsidade, abandone a lascívia, abandone as
roupas indecentes, abandone as más companhias, abandone os vícios (vício em
drogas, álcool e cigarro, dentre outros), abandone as músicas profanas,
abandone as festas pagãs (shows mundanos, carnaval, discotecas, boates, raves,
bailes funks, etc.), abandone os programas profanos de televisão, abandone as
conversas imorais, abandone os palavrões, abandone tudo aquilo que os espíritos
malignos tem te oferecido dia e noite para te levar rumo ao inferno.
Características do que é imoral: ser imoral é
quem não respeita a moral vigente, ausência de moralidade; despudor,
indecência. Maneira de agir da pessoa que não respeita regras morais (a
virtude, a moral, os bons costumes, a honestidade etc); cinismo. Comportamento
devasso ou libertino; devassidão, libertinagem. Tudo isso leva a pessoa ao
fracasso e à derrota.
O que a Bíblia diz sobre imoralidade está
descrito em 1 Coríntios 6:18-20 que diz:
18. Fugi da prostituição. Todo pecado que o
homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio
corpo.
19. Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em
vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
20. Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso
corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.
Nenhum outro pecado afeta tanto o ser humano em todo o seu corpo como esse
pecado, pois a imoralidade sexual é um pecado contra o próprio corpo. Vocês não
sabem que seu corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vocês e lhes
foi dado por Deus? Vocês não pertencem a si mesmos, pois foram comprados por
alto preço.
Os pecados originários da área sexual são
considerados como idolatria.
A idolatria sexual é algo que atinge milhares
e milhões de pessoas. Na luta contra o pecado sexual muitos têm buscado
consertar seus hábitos pecaminosos simplesmente por abandoná-los, porém, isso
não é suficiente, ou seja, o pecado revelado através de atitudes ou
comportamentos só mostra o coração corrompido na busca de satisfazer a idolatria
sexual.
Vencer a idolatria sexual requer abandoar
tudo que envolve sexo fora dos padrões bíblicos, por exemplo, masturbação,
fornicação, adultério, exibicionismo, voyeurismo, zoofilia, pedofilia e etc.
Toda busca por satisfação sexual fora do padrão estabelecido por Deus nas
Escrituras para o casamento, é pecaminosa. E, algumas destas práticas sexuais,
além de serem pecaminosas são tratadas como criminosas pela sociedade e pela
lei.
Assim, se o abandonar tais atitudes não
resolve o meu/seu pecado, fica o questionamento: O que posso fazer? O que devo fazer? E como
fazer o que posso e o que devo? Para responder essas três perguntas iremos
buscar ajuda nas Escrituras Sagradas e
nas orientações bíblicas.
Além de aprofundar-se sobre o tema da idolatria
sexual, a palavra de Deus nos traz princípios bíblicos relevantes que podem ser
aplicados em diversas áreas da vida.
De acordo com a Bíblia, a idolatria sexual
pode ser combatida através da avaliação dos pensamentos e atitudes de cada
pessoa. Temos que reavaliar nossos pensamentos e nossas atitudes diariamente. A
Bíblia afirma que "Pois é da vontade de Deus; a vossa santificação,
que vos abstenhas da prostituição". (1Ts 4.3-4).
Imoralidade sexual na Bíblia e toda
prática sexual fora do casamento é considerada pecado.
Ou seja, Deus criou o sexo para a união entre
um homem e uma mulher, que devem se tratar com amor e respeito. (Gênesis 2:24).
Logo, qualquer ato que sai desse padrão é
imoralidade sexual.
O sexo e a imoralidade sexual.
O sexo é uma ação muito íntima feita pelo
casal dentro dos padrões bíblicos do casamento e quando feito sem compromisso
pode ter consequências negativas para o ser humano.
Para que o homem e a mulher sejam abençoados,
eles devem fugir de toda imoralidade sexual e da aparência delas para o mal.
Estas são outras formas de pecado sexual mais
frequentes: adultério; prostituição; cobiça; violência contra o seu cônjuge; sexo
fora do casamento; homossexualidade em todas as suas formas; incesto; bestialidade;
pornografia; pedofilia.
Quem comete esses tipos de pecados pode
sofrer transtornos mentais e emocionais, perder a confiança das pessoas, ser
infectado por doenças sexuais transmissíveis, gravidez indesejada, vícios,
sentimentos de culpa e falta de comunhão com Deus.
O perdão de Deus para a imoralidade sexual.
Deus perdoa quem comete imoralidade sexual e
também é poderoso para te livrar dos vícios sexuais e restaurar toda sua vida,
basta você crer e buscar em Deus a sua libertação.
Mas o que devo fazer? Em primeiro lugar é
preciso reconhecer o seu estado de pecado, se arrepender e então pedir perdão
para Deus. Qualquer cristão pode cometer o pecado da imoralidade sexual se não
estiver vigilante na sua vida espiritual.
Porém, caso isso aconteça Deus está sempre
disposto a te perdoar, pois ele conhece as falhas humanas. Todavia, isso não
significa que você deve continuar no pecado.
Como evitar a imoralidade sexual?
Se você tem dificuldades nessa área precisa
fugir das tentações. Isso mesmo, a Bíblia recomenda que devemos correr dessa
situação, é uma forma de evitarmos a tentação. (1 Coríntios 6:18).
Mas não para por aí, você também deve
resistir a qualquer tentação, focar em Deus e pedir ajuda, pois Ele vai te dar
forças para você continuar no caminho certo. Jesus disse: “Eu sou o Caminho e a
Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. João 8.32.
Ore mais e leia mais a Bíblia e você será um
vencedor em nome de Jesus.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza.
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
segunda-feira, 21 de outubro de 2024
O PECADO DA EXALTAÇÃO E DA ADORAÇÃO DA CRUZ
O PECADO DA EXALTAÇÃO E DA ADORAÇÃO DA CRUZ
Os verdadeiros cristãos obedientes à Palavra
Deus reconhecem que devem ser iconoclastas, ou seja, não admitem nenhum tipo de
adoração à imagens, quanto mais religiosas, eles adoram somente e unicamente a
Deus. A seguir algumas passagens bíblicas para reflexão e discernimento
espiritual referente ao assunto: Salmo 115, Isaías 44 e Romanos 1:20-32.
“Deus é Espírito, e importa que os que o
adoram o adorem em espírito e em verdade”. João 4:23-24.
Davi é o maior exemplo de um adorador na
Bíblia. É apresentado como o homem segundo o coração de Deus, também, por sua
disposição em adorar. É talvez o homem que mais se assemelha a nós, por
manifestações de sua humanidade, que buscava constantemente o Deus que amava;
compondo-lhe Salmos, poesias, chorando diante dEle, alegrando e dançando
para Ele, humilhando-se, e sofrendo por Ele. Davi teve um coração de
adorador.
Vamos aprender com Davi a adorar a Deus.
1. Para Davi a adoração era uma necessidade. Seu
primeiro ato como rei foi buscar a arca da aliança que representava a adoração
a Deus. 2 Sm 6.1-2; Sl 63.
2. Para
Davi a adoração era um ato de zelo. Preocupou-se em construir uma casa para a
arca. 2 Sm 7.1-2.
3. Para Davi a adoração era pessoal. Sua
adoração era sempre na primeira pessoa do singular: Sl.88,89 e 84.
4. Para Davi a adoração não era metódica e
nem melancólica. Ele adorava cantando, chorando, expressando adoração,
humilhando-se, com palmas. Sl 47, com a vida e com alegria em
quaisquer situações.
5 Para
Davi a adoração era incondicional. Davi não existiria sem a adoração, nada pode
calar um adorador. Sl 42; Sl 51.10.
Não é difícil entender o grande sucesso de
Davi, ele aprendeu muito cedo que fomos criados para adorar a Deus. Assim como
respirar é um privilégio dos vivos, adorar é, para os filhos
de Deus, a razão de viver.
Se fomos criados para adorar a Deus, porque
as pessoas insistem tanto em adorar ou venerar, imagens, pedaços de madeira,
objetos feitos de ouro, prata ou cobre, ou de gesso, de ferro ou de barro?
Satanás sempre insiste em convencer o ser humano a “desconfiar” de Deus. Foi
assim com Eva no Jardim do Édem ,Gênesis capítulo 3, e continua até os nossos
dias. Jesus Cristo veio para salvar o pecador da escravidão do pecado e liberta-lo
para ser salvo. João 3 16.
Vejamos alguns comentários de autoridades
eclesiásticas do catolicismo romano sobre a adoração da cruz.
Nada justifica a adoração da cruz, mas
insistem em adorar ou venerar a cruz, em detrimento da adoração plena de Jesus que
ressuscitou dentre os mortos e vive e reina para sempre e eternamente.
1. “Se
não tivéssemos cruz, seria motivo para nos surpreendermos. Uma cruz grande e
pesada é um privilégio especial, porque assemelha de modo singular a Cristo
crucificado”. (Pe. José Kentenich).
2. Ir.
Lucia Maria Menzel disse: Uma vida sem cruz não existe. A festa de hoje quer
nos ensinar a “carregar nossas cruzes”, enfrentar as dificuldades, os
sofrimentos, os desafios com o olhar glorioso da ressurreição.
3. Origem da adoração da cruz segundo o
catolicismo romano. Diz a tradição da igreja católica: Talvez muitos de nós,
católicos, não nos lembremos da existência desta festa. Passa, para muitos, desapercebida.
A origem da festa ( de adoção da cruz) baseia-se na tradição de que Santa
Helena de Constantinopla, mãe do Imperador Constantino, encontrou restos da
cruz de Jesus durante uma peregrinação. No local da descoberta foi construída a
Igreja do Santo Sepulcro. Em 13 de setembro de 335, a igreja foi dedicada para
a adoração da cruz e no dia 14 de setembro a cruz foi posta em exposição para
que os fiéis pudessem venerá-la, enfim, adorá-la. Enquanto a Liturgia da
Sexta-feira Santa colocava a atenção na paixão e morte de Jesus, na festa de
hoje, da adoração da cruz, olhando para
a cruz de Jesus, contemplamos a cruz como instrumento de salvação, fonte de
santidade e símbolo da vitória de Jesus sobre a morte e o pecado.
4. O Pe.
José Kentenich dizia em 1941: “Escolhemos a cruz, o sinal de graças
(referindo-se ao sinal da cruz) para a fonte de graças, para a força e o fruto
da graça. Indicam-se aqui os Sacramentos que brotaram do coração de Jesus. Mas
a cruz é também um sinal de campo, de luta, da luta do amor. Jesus não se
deixou pregar na cruz somente para fazer expiação, mas também para demonstrar
seu infinito amor. Enfim, a cruz quer ser também o grande sinal de vitória. Eis
o que ela ( a cruz) é para nós! Nossa vitória começa onde começamos a lutar”. E
assim nos exorta: “Devemos cuidar para que por todas as parte a cruz receba as
honras devidas”.
O Pe. Kentenich queria que as verdades
teológicas penetrassem em nossa vida. Assim, estimulou os jovens para, ao
levantarem-se, ajoelhar e fazer o sinal da cruz. Com o sinal da cruz
mentalizar: fui batizado (a), sou filho, filha de Deus, Deus me ama, Deus cuida
de mim, Jesus venceu a morte. Com este sentimento de vida, começar o dia e
enfrentar todas as situações.
Podemos cuidar que haja em nossa casa, além
do Santuário Lar, também uma cruz em nossos quartos. Assim aprendemos, olhando
para a cruz, confiar na força da fé em Jesus Cristo, concluiu o padre.
5. A
Igreja do Santo Sepulcro (ou Igreja da Ressurreição) é uma igreja e santuário
em Jerusalém que supostamente foi construído em torno do túmulo vazio de Jesus.
É possível que esta igreja tenha sido construída no local original do túmulo,
mas também é possível que o local do túmulo tenha sido perdido para nós e que
este santuário tenha sido desenvolvido da maneira que tantas outras relíquias
da igreja foram acumuladas, ou seja, fantasiosamente, se não fraudulentamente. Existem
outras tradições que identificam outro local como o túmulo vazio de Jesus.
6. Publicação
no Jornal Vaticano News em 14.09.2024.
Exaltação
da Santa Cruz: sinal de vida, redenção e esperança.
A
festa em honra à Santa Cruz é celebrada neste sábado (14/09/2024) para meditar
sobre o símbolo da nossa fé. O bispo diocesano de Juína - MT, dom Neri José
Tondello, assina artigo com reflexão sobre a esperança que nasce da cruz de
Jesus: o sinal feito pela manhã pede proteção pelo novo dia; à noite, é de
gratidão pela jornada. "Ao fazer o Sinal da Santa Cruz, o cristão sente-se
protegido por uma bênção traçada sobre seu corpo em forma orante: Em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.” Dom Neri José Tondello.
Segue
a matéria da publicação: A Igreja exalta a Santa Cruz, como "sinal do mais
terrível entre os suplícios, é para o cristão a árvore da vida, o tálamo, o
trono, o altar na nova aliança. De Cristo, novo Adão adormecido na cruz, jorrou
o admirável sacramento de toda a Igreja. A cruz é o sinal do senhorio de Cristo
sobre os que, no Batismo, são configurados a ele na morte e na glória (cf. Rm
6,5). Na tradição dos Padres, a cruz é o sinal do Filho do Homem que
comparecerá no fim dos tempos (cf. Mt 24,30). A festa da Exaltação da Cruz, que
no Oriente é comparada Àquela da Páscoa, relaciona-se com a dedicação das
basílicas constantinianas construídas no Gólgota e sobre o sepulcro de
Cristo", (Missal Romano, Festa da Exaltação da Santa Cruz).
Na
vida cristã, automaticamente ao levantarmos pela manhã, o nosso dia começa com
o Sinal da Santa Cruz, dizem e ensinam os católicos. Assim, pedimos que a Cruz
de Jesus nos proteja durante todo o novo dia e em todas as nossas atividades.
Ao dormir, da mesma forma, o cristão católico conclui a jornada de vida e labor
com a bênção do Sinal da Cruz como sinal de gratidão a Deus e à Trindade. Ao
fazer o Sinal da Santa Cruz, o cristão sente-se protegido por uma bênção
traçada sobre seu corpo em forma orante: Em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo, Amém. Se, a cruz é libertadora e redentora, também a cruz
representa os tantos crucificados que, como Jesus, esperam que os tiremos da
cruz do abandono, da indiferença, do descaso e da morte certa. "É preciso
tirar os crucificados da cruz", diz também John Sobrino.
O ensino
no periódico católico continua: Crucificados pelo pecado do mundo, pecado da
injustiça, falta de educação de qualidade para todos. Muitos não têm acesso à
saúde. Muitos morrem antes de chegar ao primeiro socorro. Muita cruz, também
pesa sobre os ameaçados pela ação de despejo da terra. A cruz sobre aqueles que
sofrem por não saberem onde vão dormir amanhã. "Onde vão dormir os
pobres" crucificados sem casa e sem trabalho? A Cruz de Jesus não pode
esquecer as vítimas do racismo e as vítimas da violência doméstica. Tamanha é a
cruz dos dependentes químicos. Mas, a cruz dos sem fé e sem religião pode ser
ainda maior. A cruz dos sem Cruz. A cruz pesada que carrega o Pantanal e a
Amazônia pelas chamas criminosas da destruição. A Casa de todos, Casa Comum,
está queimando. Os rios estão morrendo. A cruz do planeta todo sofre o pecado
do descaso. A natureza perdeu o caráter sagrado. A Tecnologia a domesticou e a
tem subordinado à mão humana a ação violenta contra a natureza, tirando a sua
espiritualidade para esgotar todo poder econômico possível. Aquilo que era, no
princípio, um Jardim para todos, está ladeira abaixo aumentando as
temperaturas, ameaçando cidades, desequilibrando a biodiversidade, pondo em
risco todo o tecido da vida no planeta. Contudo, e apesar de tudo, a esperança,
nasce da Cruz de Jesus, porque morreu nela para que fosse Cruz salvadora, não
mais a Cruz do sinal opróbrio da morte. Isto é, morreu nela, para dar-nos toda
a vida em nova árvore verdejante, oxigênio imprescindível, porque, "somos
filhos das folhas". Os povos originários ainda conservam em muito a
espiritualidade na sua relação de amizade e cuidado com a natureza. Sabem-se e
sentem-se natureza. Por outra parte, o divórcio de profanação da natureza
permitiu uma união adúltera sem escrúpulo. O Sinal da Santa Cruz, por si e em
si, é semáforo dos limites que se deve impor às forças ocultas e visíveis do
mal, do ódio e da raiva, contra Deus, contra o mundo e contra a pessoa humana.
Toda vez que avistamos uma cruz, damo-nos conta de que o mal e a morte foram
vencidos por Jesus, que diz: "Eu venci o mundo", que quer dizer:
vencer as forças malignas da destruição violenta e todas as causas e formas que
levam à morte, ou seja, impõe limites ao mal.
"Pusestes, no lenho da cruz, a salvação do gênero humano para que, onde a
morte teve origem, aí a vida ressurgisse; e o que venceu na árvore do paraíso,
na árvore da cruz fosse vencido, por Cristo, Senhor nosso" (Prefácio à
Vitória da Cruz Gloriosa).Bispo Diocesano de Juína - MT.
7. Segundo o historiador Eusébio, o imperador
romano Adriano mandou construir um templo dedicado a Vênus no local da tumba de
Jesus para obscurecer o local do sepultamento de Jesus. Após a sua conversão, o
imperador Constantino começou a construir igrejas e santuários em todo o
império e substituiu o templo de Vênus por uma igreja comemorativa do local. A
Igreja do Santo Sepulcro tornou-se um destino de peregrinações e ainda é até
hoje.
Ao longo dos anos, a Igreja do Santo Sepulcro foi danificada, reconstruída e
ampliada, de modo que agora a igreja também cobre o suposto local da
crucificação e até contém a mesa de pedra na qual se diz que o corpo de Jesus
foi ungido para o sepultamento. O controle do local é compartilhado por várias
autoridades religiosas e civis, mas é a sede do Patriarca Ortodoxo Grego de
Jerusalém.
Embora seria interessante conhecer o local
exato da crucificação e ressurreição de Jesus, tal conhecimento não é
necessário para a nossa fé. O mais importante é que Jesus morreu por nossos
pecados, ressuscitou para a nossa justificação (Romanos 4:25) e está presente
conosco hoje através do Espírito Santo (Gálatas 4:6). Não precisamos fazer uma
peregrinação a nenhum “lugar sagrado” para estar em Sua presença.
De forma geral, o significado da cruz fala de
morte. Durante todo período em que a cruz foi utilizada como forma de execução,
ela sempre foi identificada como um símbolo de condenação pela maior culpa que
deveria ser punida com a pena capital. Sob esse aspecto, o significado da cruz
também deixa claro a ideia de maldição.
Para os cristãos, a figura da cruz também
implica nessa mesma ideia, mas seu significado não se resume apenas a uma forma
antiga e cruel de execução. A cruz foi o instrumento pela qual o Filho de Deus
foi sacrificado para expiar o pecado de seu povo.
Na cruz, Jesus Cristo se fez
maldito ao tomar sobre si a iniquidade daqueles que mereciam a morte. Ele
recebeu o castigo da ira divina e morreu em lugar de pecadores. Por isto para
os seguidores de Cristo o significado da cruz fala principalmente de redenção.
A origem da cruz como forma mais cruel de
execução.
A cruz sem dúvida foi o instrumento de
execução mais cruel utilizado pelo homem de forma legalizada. Estudiosos
concordam que a execução por crucificação era a mais vergonhosa e terrível que
alguém poderia ser submetido. O costume de utilizar cruzes em execuções é
bastante antigo, e acredita-se que teve sua origem na Pérsia e foi emprestado
aos gregos e romanos.
Eram condenados à morte de cruz os escravos e
os piores criminosos da época, principalmente aqueles que eram culpados de
incitar a revolta contra o Estado. Em Roma, pelo menos oficialmente, era
proibido executar cidadãos romanos através da cruz.
Antes de ser crucificado, o condenado era
espancado ou violentamente açoitado. No caso dos açoites, isto era feito com um
chicote que geralmente possuía peças de chumbo e pedaços pontiagudos de ossos
em suas pontas. Depois de ser torturada, a vítima, despida de seus trajes
principais, era forçada a carregar sua própria cruz.
No local da execução, o condenado era lançado
ao chão e tinha seus braços esticados sobre a viga horizontal. Então os
carrascos pregavam suas mãos usando pregos suficientemente grandes para
atravessar o braço e a madeira. A maioria dos estudiosos acredita que esse
prego era fincado na altura do pulso da pessoa, rompendo o nervo mediano.
Os pés do condenado também eram pregados
sobre um tipo de degrau. Talvez o enorme prego fosse colocado numa posição
diagonal que transpassava do segundo metatarso até atingir o calcanhar. A morte
através da cruz era muito lenta e dolorosa, podendo chegar a dias, e acontecia
por asfixia. Durante a crucificação a pessoa sentia fortes dores de cabeça e
uma sede intensa.
No caso dos judeus, um condenado não poderia
atravessar o período de um dia para outro, crucificado, (Deuteronômio 21:23).
Então era solicitado que suas pernas fossem quebradas (Deuteronômio 21:23). Sem
a sustentação das pernas, a asfixia ocorria mais rapidamente. Jesus não
precisou passar por isto, pois ao fim do dia Ele já havia morrido.
Dizem muitos teólogos que exclusivamente como
um símbolo que identifica o cristianismo, não há um problema no uso da cruz.
Muitas igrejas e religiões usam a cruz dentro de seus templos e sugerem o uso
dela pelos seus fiéis. Mas é inegável o fato de que posteriormente foi
atribuído um significado à cruz que é estranho às Escrituras e que deve ser
rejeitado. Ela passou a ser vista e utilizada como um objeto sagrado de adoração
como tantos outros da tradição da igreja católica romana que supostamente teria
poderes místicos, e assim foi adotada como um tipo de relíquia sagrada que
realiza milagres na sua cerimônia de adoração na chamada sexta-feira da paixão,
quando se tira a imagem do senhor morto e deixa somente o madeiro da cruz para
os fiéis beija-la e fazer suas oferendas e rezas do missal instruído pelo papa.
Esse tipo de interpretação errada e
supersticiosa sobre o significado da cruz, fica claro no fato de que até
supostas lascas da cruz já foram vendidas a fieis. Esse tipo de coisa não
apenas é um erro, como também um desvio de seu verdadeiro significado. Temos
que ter discernimento do que verdadeiramente significa a adoração da cruz e o
que é verdadeiramente a mensagem da cruz.
Por este motivo os reformadores procuraram
evitar o uso da cruz. Eles não achavam que a cruz como um símbolo de
identificação tinha algo de errado, mas tinha sim e de muito errado:
Como se adorar um objeto de madeira que era o
mais cruel e horrendo e o que se praticava com ele que era o de executar um ser
humano pregado na cruz e torturado até derramar a última gota de sangue?
Ao passar a venerar, que é a mesma coisa de idolatrar,
a cruz, queriam apenas suprimir qualquer tipo de idolatria que pudesse surgir
da má interpretação desse símbolo?
A cruz em si não tem nada de especial ou
poderoso. Pessoas eram crucificadas pelos romanos frequentemente. O próprio
Senhor Jesus foi crucificado no meio de outras duas pessoas que também morreram
numa cruz. Isto significa que o ponto central não é exatamente a cruz, mas quem
estava nela. O significado da cruz ainda remete à idéia de maldição e morte, a
menos que Cristo seja reconhecido como Aquele que se fez maldito para, através
da cruz, prover redenção ao seu povo.
Os cristãos antigos utilizaram vários
símbolos para se identificarem, incluindo o Peixe.
O peixe (Ichthys) era um símbolo de
reconhecimento mútuo entre os primeiros cristãos. Era uma forma secreta de
dizer "Sou cristão" em momentos em que a declaração pública poderia
resultar em represálias. O peixe era desenhado com duas meia-luas, uma
curvada para baixo e outra para cima, formando o contorno do peixe.
Encerramos esta postagem com as sábias
palavras do Apóstolo Paulo em 1 Coríntios 1:18-31.
18. Porque a palavra (a mensagem) da cruz é
loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
19. Porque está escrito: Destruirei a
sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
20. Onde está o sábio? Onde está o escriba?
Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a
sabedoria deste mundo?
21. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo
não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela
loucura da pregação, (da mensagem).
22. Porque os judeus pedem sinal, e os gregos
buscam sabedoria;
23. mas nós pregamos a Cristo crucificado,
que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.
24. Mas, para os que são chamados, tanto
judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, ( e não a cruz), poder de Deus e
sabedoria de Deus.
25. Porque a loucura de Deus é mais sábia do
que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
26. Porque vede, irmãos, a vossa vocação, que
não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos
os nobres que são chamados.
27. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste
mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo
para confundir as fortes.
28. E Deus escolheu as coisas vis deste
mundo, e as desprezíveis, e as que não são para aniquilar as que são;
29. para que nenhuma carne se glorie perante
ele.
30. Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o
qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e
redenção;
31. para que, como está escrito: Aquele que
se gloria, glorie-se no Senhor.
8. Fatos relevantes divulgados em um
periódico católico. “Na celebração da Sexta-Feira Santa, de fato, há um momento
litúrgico em que os fiéis vão “adorar” a cruz: ajoelham-se diante dela, com uma
simples inclinação de cabeça, ou a beijam. Este gesto simboliza a adoração à
cruz de Jesus, aquela na qual Ele foi pregado (Súmula Teológica III, 25, 4). O
que veneramos (o dicionário diz que venerar é o mesmo que adorar) não é o
objeto, mas a verdadeira cruz de Jesus, que o objeto representa. A cruz de
Jesus forma uma unidade com Ele, ao estar impregnada do seu sangue precioso.
Não podemos separar Cristo da sua cruz na redenção. É verdade que a cruz foi um
instrumento de tortura, mas também é verdade que, unida ao Corpo de Cristo, ela
adquire para nós uma conotação totalmente diferente. A cruz adquire um novo
significado pela presença de Jesus nela. Se não podemos separar Jesus da cruz e
da obra redentora, tampouco podemos separar o cristão da cruz. Jesus nos pede
que carreguemos nossa cruz, e é por isso que não se pode conceber um cristão
sem cruz. Quando a Igreja, (conforme a tradição católica romana) nos apresenta
a cruz para veneração, o que ela nos propõe é que adoremos Jesus sofredor em
sua cruz, esse mesmo Jesus no ato da sua imolação. Adorar a cruz de Jesus é um
gesto inclusive de gratidão, de agradecimento ao Senhor Jesus pelo seu amor
extremo, redentor e concreto, não só a favor da humanidade em termos coletivos,
mas por cada pessoa, individualmente”.
A imagem da cruz, ou até as relíquias da cruz
de Jesus não merecem culto por si mesmas, nem enquanto estão relacionadas a
Cristo e a adoração que somente Ele, Jesus, merece de maneira absoluta, mas
segundo eles, erroneamente admitem que merece sim.
Portanto, na concepção do periódico católico,
nenhum católico adora ou idolatra objetos. A idolatria significa que um ídolo
não é Deus porque, um ídolo é aquele que toma o lugar de Deus. Os católicos só
adoram o próprio Deus, segundo eles. A cruz remete a Deus, e é a Deus que
adoramos, não a cruz em si, dizem os teólogos católicos.
Afirmamos que o católico e outras religiões
que adoram ídolos sabem muito bem que a idolatria é um pecado grave, pois isso
significa negar o caráter único de Deus, para atribuí-lo a pessoas ou coisas
criadas. Os defensores da idolatria das imagens e das tradições do catolicismo
romano asseguram que os mesmos não fazem isso.
Na idolatria, a pessoa compara (dá o mesmo
peso e importância) a criatura com seu Criador, e esta comparação, sob qualquer
ponto de vista, é inaceitável, por isso não adianta querer justificar o
injustificável. Adorar, venerar, carregar sob qualquer pretexto a cruz ou usar
seus símbolos, gestos ou rezas e outros itens e adereços correlatos, é pecado.
9.
Refutação bíblica:
Gálatas 6.7 “De Deus não se zomba, tudo o que
o homem semear, isso também ceifará”.
No Velho Testamento e no Novo Testamento
encontramos alguns versículos que falam sobre a condenação da idolatria.
Levíticos 26.1 nos diz: 1.Não fareis para vós
ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura nem estátua, nem poreis figura
de pedra na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o Senhor, vosso
Deus.
Em Gálatas 5:20-21, 25-26: Os versículos dizem que quem pratica idolatria,
feitiçaria, hostilidade, discórdias, ciúmes, excessos de raiva, ambições
egoístas, dissensões, divisões, invejas, bebedeiras, festanças desregradas e
outros pecados semelhantes não herdarão o reino de Deus.
Em 1Coríntios 10:14-33: Os versículos dizem
que se alguém disser que algo foi sacrificado aos ídolos, não se deve comer,
por causa da consciência e daquele que advertiu. E recomenda: “Fugi da
idolatria”.
Em 1Coríntios 8:5-6: Os versículos dizem que
existe um só Deus.
5.
Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na
terra (como há muitos deuses e muitos senhores),
6. todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós
vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por
ele.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza.
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
segunda-feira, 14 de outubro de 2024
ARREPENDEI-VOS E CONVERTEI-VOS
ARREPENDEI-VOS E CONVERTEI-VOS
“Arrependei-vos e Convertei-vos: Atos 3:19”.
Atos 3:19 nos convida ao arrependimento
e à conversão, prometendo o perdão dos pecados. Este versículo poderoso
recorda-nos a importância de nos voltarmos para Deus e mudarmos os nossos
caminhos. Aprofunde a sua compreensão desta mensagem transformadora.
Ao se deparar com a passagem bíblica de Atos
3:19, muitas pessoas podem se questionar sobre seu verdadeiro significado.
Neste artigo, vamos explorar essa passagem e desvendar as mensagens que ela
carrega. Atos 3:19 diz: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para que sejam
apagados os vossos pecados, de sorte que venham os tempos de refrigério da
presença do Senhor.” Para compreender plenamente esse versículo, é essencial
mergulhar na sua essência. A palavra-chave aqui é “arrependimento”. O
arrependimento não é apenas reconhecer os erros, mas também mudar de direção,
abandonando o caminho do pecado e voltando-se para Deus. Portanto, Atos 3:19
nos chama a refletir sobre nossas ações, a reconhecer nossas falhas e a buscar
a transformação através do arrependimento sincero. Este versículo nos lembra
que, ao nos arrependermos e nos convertermos, nossos pecados serão perdoados e
encontraremos paz na presença do Senhor.
A Importância do Arrependimento e da Conversão.
No contexto bíblico, o arrependimento e a
conversão são aspectos fundamentais da fé cristã. O arrependimento não é apenas
um ato de contrição, mas uma mudança genuína de coração e mente. Converter-se
significa abandonar as práticas pecaminosas e seguir o caminho de Deus. É
crucial entender que o arrependimento não é um sinal de fraqueza, mas sim de
força e coragem para reconhecer nossos erros e buscar a reconciliação com Deus.
Ao nos arrependermos e nos convertermos, experimentamos a graça e o perdão
divinos, encontrando renovação e paz interior.
O Salmo 32 é um Salmo de arrependimento e
pedido de perdão.
1 Bem-aventurado aquele cuja
transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. 2 Bem-aventurado o homem a
quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. 3 Quando eu
guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.
O Salmo 51 é uma forte oração de
arrependimento.
Davi pôde orar da forma que orou, (Sl
51.1-2):
1Tem misericórdia de mim, ó Deus, por causa
do teu amor, (o Filho de Deus, enviado pelo Pai, Jo 3.16). Por causa da tua
grande compaixão, apaga as manchas de minha rebeldia, (transgressões).
2Lava-me de toda a minha culpa, (iniquidade),
purifica-me do meu pecado.
A respeito da apropriação diária do perdão
para o pecado, por causa da obra expiatória de Jesus em nosso favor, nos
identificamos nos primeiros versos deste salmo. Permitam-me, primeiro, apenas
duas palavras muito práticas de aplicação, baseando-nos no pecado de Davi com
Bate-Seba:
Se, conforme Tiago disse, (Tg 1.14-15), a
tentação vem de nossos próprios desejos, que nos seduzem e nos arrastam;
e se estes desejos dão à luz o pecado,
devemos:
1. não dar ocasião para o pecado, e
2. combater as promessas ilusórias do pecado
com as promessas de Deus; venceremos o poder do pecado sobre os nossos
desejos fugindo dele com fé nas promessas e na graça futura de Deus;
Quando pecar, não cubra o pecado com outro
pecado; corra logo para os braços de Jesus com arrependimento e com fé na graça
de Deus em Jesus Cristo; lembre-se: “se confessarmos nossos pecados, ele é
fiel e justo para perdoar nossos pecados e nos purificar de toda injustiça”. (1Jo
1.9).
“O arrependimento e a fé são as duas faces
inseparáveis da mesma moeda. Não se pode ter um sem o outro”.
Dessa forma, o ensino do arrependimento se
torna uma ferramenta poderosa no processo da nossa conversão, conduzindo as
pessoas para mais perto de Cristo e para uma maior compreensão da vida cristã.
O conceito de “arrependei-vos” é um elemento
essencial no âmago da fé cristã.
É um chamado para uma transformação genuína,
uma mudança de direção que afeta tanto o coração quanto as ações.
Para fazermos a exploração do
tema arrependei-vos, podemos começar lendo e refletindo estas passagens
bíblicas relevantes.
Atos 3:19 é um ponto de partida natural para
o arrependimento, mas outros versículos
também podem ser úteis para nos dar uma visão mais ampla.
Por exemplo, Lucas 13:3 diz: “Não,
vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”. Este
versículo reforça a necessidade do arrependimento.
O que o arrependimento significa para você?
Ou como você tem experimentado o arrependimento em sua vida?
O verdadeiro arrependimento é algo que produz
mudança de vida e crescimento. Os cristãos podem apoiar uns aos outros neste
processo de arrependimento, incentivando a honestidade, a reflexão e o
compromisso com a transformação que a salvação e a graça de Jesus realiza na
vida do novo convertido.
É importante enfatizar que Deus está sempre
pronto para perdoar quando nos arrependemos.
Como diz em 1 João 1:9: “Se confessarmos os
nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar
de toda injustiça”.
Arrepender-se não é apenas uma maneira de nos
sentirmos melhor conosco mesmos, mas também é uma parte crucial de nossa
relação com Deus. Ensinar o arrependimento às crianças, aos adolescentes e aos
jovens é um desafio, mas também uma oportunidade maravilhosa para moldar seu
caráter e seu relacionamento com Deus.
Com paciência, criatividade e amor, podemos
ajudá-las a entender esse conceito vital do Cristianismo.
Arrependei-vos é uma palavra que ressoa
não apenas em nossos corações individuais, mas também dentro do cerne de nossas
famílias.
A família é, afinal, um microcosmo da Igreja,
o primeiro lugar onde aprendemos o amor, a graça e, é claro, o
arrependimento. A família é a célula máter da sociedade.
A aplicação do arrependimento na
vida familiar é crucial para mantermos relacionamentos saudáveis e para o
crescimento espiritual de cada membro da família e da igreja.
No entanto, como podemos introduzir
efetivamente o conceito de arrependimento em nossas casas? Como podemos
praticar o arrependei-vos de Atos 3:19 em nossas interações diárias com
cônjuges, pais e filhos, etc?
É essencial entender o que falamos em
aplicação pessoal para nossa identidade em Cristo, de que o arrependimento não
é meramente uma ação isolada, mas um estilo de vida.
A palavra grega para arrependimento, “metanoia”,
implica uma mudança de mente, uma transformação do coração.
Dessa forma, o arrependimento, quando
aplicado no contexto familiar, implica em uma atitude contínua de humildade,
disposição para mudar e reconciliação.
O arrependimento se manifesta na nossa
capacidade de admitir nossos erros, pedir perdão e fazer as mudanças
necessárias.
Em Efésios 4:32, Paulo nos exorta:
“Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente,
assim como Deus os perdoou em Cristo”.
O arrependei-vos, neste contexto,
significa abraçar a graça que recebemos de Deus e estendê-la aos que estão ao
nosso alcance.
O arrependimento é uma lição vital que deve
ser ensinada e exemplificada. Os pais devem demonstrar o arrependimento em suas
ações erradas, mostrando aos filhos que todos nós erramos e precisamos da graça
e do perdão de Deus.
Em Provérbios 22:6, somos lembrados sobre a
necessidade de ensinar os filhos: “Ensina a criança no caminho em que deve
andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.
Ensinar o valor do “arrependei-vos” é
uma parte essencial deste “Caminho”, Jesus Cristo é o Caminho, a Verdade e a
Vida.
Portanto, aqui estão algumas práticas
familiares que podem enfatizar o arrependimento:
Oração em família: Dedique um tempo para
confessar pecados em oração e pedir a Deus um coração arrependido.
Estudar a Bíblia: Estude passagens
bíblicas sobre o arrependimento. Aprofundar-se em versículos como Lucas 13:3
“Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo
perecereis” podem reforçar o significado e a necessidade do arrependimento.
Comunicação aberta: Encoraje uma
atmosfera de honestidade e perdão na família, onde os membros se sintam seguros
para admitir erros e buscar reconciliação.
A aplicação do arrependimento na vida
familiar pode ser desafiadora, mas é extremamente gratificante.
Precisamos nos arrepender de maneira
eficiente como às vezes nos colocamos em julgamento e questionamentos sobre a
salutar doçura do Espírito Santo em nos dirigir e nos perdoar. Devemos aprender
a sentar humildemente sob o jugo da paz de Cristo em nossas vidas. Se viermos à
fonte do perdão, as Escrituras Sagradas entrarão em ação na nossa mente e nos
capacitarão a sermos perdoados. Isso nos dará consolo pois estaremos esperando
dela apenas um eco de nossos próprios pensamentos e nunca o trovão de Deus,
então de fato ele não falará conosco e seremos apenas confirmados em nossos
próprios preconceitos.
Devemos permitir que a Palavra de Deus nos
confronte, perturbe nossa segurança, mine nossa auto complacência e derrube
nossos padrões de pensamento e comportamento, para lembrarmos que só Deus tem
poder para nos garantir a vitória no nosso dia a dia.
Portanto, que o tema “arrependei-vos” seja
um lema para todas as famílias cristãs, para todas as vidas de nossas famílias,
conduzindo-as à verdadeira mudança de coração e transformação no amor de
Cristo.
Aplicação para evangelizar descrentes.
O evangelismo é uma das partes mais vitais da
fé cristã. É através dele que t00lransmitimos a mensagem
de arrependei-vos e, ao fazer isso, ajudamos a transformar vidas.
Mas como podemos apresentar o conceito de
arrependimento a descrentes de maneira eficaz?
Primeiro, é crucial entender que a mensagem
de arrependimento não é apenas sobre a condenação dos pecados.
Muitas vezes, as pessoas associam o
arrependimento à culpa, ao medo e à rejeição.
No entanto, o verdadeiro arrependimento, como
transmitido em Atos 3:19, é um convite para a transformação e para um novo
começo.
Ao evangelizar, lembre-se de que o
arrependimento é um passo necessário para a libertação.
Como disse o apóstolo Paulo em Romanos 6:23:
“Porque o salário do pecado é a morte, mas o
dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.
O Chamado à Transformação do nosso Interior.
Atos 3:19 nos convida a olhar para dentro de
nós mesmos, a examinar nossas motivações e ações, e a buscar a transformação
interior. O arrependimento e a conversão não são apenas rituais externos, mas
uma jornada espiritual de renovação e crescimento. Portanto, ao meditar sobre
Atos 3:19, somos desafiados a refletir sobre nossa vida espiritual, a avaliar
nossas escolhas e a buscar a reconciliação com Deus. Que este versículo nos
inspire a viver uma vida de integridade, humildade e amor, seguindo o caminho
que Ele traçou para nós. Em resumo, Atos 3:19 nos lembra da importância do
arrependimento e da conversão como elementos essenciais da nossa jornada de fé.
Que possamos acolher esse chamado à transformação interior e caminhar na luz da
graça e do perdão de Deus em nossas vidas.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza.
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
segunda-feira, 7 de outubro de 2024
O POVO DE MEROZ FOI AMALDIÇOADO POR NÃO LUTAR AO LADO DO POVO DE DEUS
O POVO DE MEROZ FOI AMALDIÇOADO POR NÃO LUTAR AO LADO DO POVO DE DEUS. Meroz era
um vilarejo ou uma cidade de pequeno porte que foi amaldiçoada pelo anjo do
Senhor. Meroz não quis ajudar Baraque a vencer um poderoso exército comandado
por Sísera que veio destruir Israel no tempo dos juízes. Logo a seguir da
história do capítulo 4 de Juízes temos a história da maldição de Meroz e os
motivos pelos quais Meroz foi amaldiçoado. Para você entender melhor este
assunto leia e analise dois capítulos do livro dos Juízes, os capítulos 4 e 5.
Meroz foi um lugar amaldiçoado por um anjo por não ter vindo “em auxílio de
Jeová”. (Jz 5:23) Talvez os habitantes de Meroz não tivessem ajudado Baraque, o
comandante designado por Deus, na própria luta contra os cananeus sob Sísera.
(Jz 5:5-16) Ou, se Meroz estava na rota de fuga do derrotado Sísera, talvez seus
habitantes tivessem deixado de detê-lo. (Jz 4:17) Relatar a Bíblia a seguir do
ato corajoso de Jael em matar Sísera dá algum apoio a este último conceito. (Jz
5:24-27) O anjo que proferiu a maldição foi possivelmente aquele que lutou por
Israel. Sísera tinha um exército invencível com novecentos carros de guerra e um
exército muito grande de soldados. Desconhece-se a localização exata de Meroz,
embora alguns provisoriamente a situem em Khirbet Marus, a uns 8 km ao Sul de
Quedes, em Naftali. Esta história bíblica nos traz uma advertência a respeito da
covardia moral na igreja em aceitar tanta profanação no templo e principalmente
no altar. O altar ou púlpito que conhecemos hoje deve ser respeitado, honrado e
ser um local de plena adoração para Deus e não para o homem. Alguém poderia
pesquisar nos livros e sermões dos últimos 50 anos, procurando uma referência à
pequena cidade de Meroz, sem encontrar nada. Mesmo se voltasse até o tempo de
Spurgeon (segunda metade do século 19), as referências a Meroz seriam poucas e
esparsas. Hoje, é duvidoso se um cristão em cada grupo de cem, talvez até mil,
possa dizer o que foi Meroz ou por que é tão importante a ponto de ser citado
nas páginas da Bíblia Sagrada. O apóstolo Paulo fala de uma mulher que deixou
seu marido e se casou com outro homem, (Romanos 7:1-3). Durante anos ela viveu
em pecado, como uma adúltera. Então, um dia, sem qualquer ação de sua parte, ela
deixou de ser adúltera. Ela não estava mais vivendo em pecado, embora seu
segundo marido ainda estivesse vivo. O que aconteceu para produzir essa mudança
drástica em sua condição espiritual? A resposta é simples: o primeiro marido
dela tinha morrido. Paulo estava usando o status conjugal mutável daquela mulher
para ilustrar o modo como a graça nos libertou do domínio da lei. Mas, ele
também estava mostrando como o pecado é uma condição duradoura e que precisa ser
tratada. No dia em que se casou com outro homem, a mulher entrou em um estado de
pecado. O ato propriamente ocorreu em somente um dia, porém o efeito do pecado
continuou sem interrupção por muitos anos dali para frente, até que o primeiro
marido dela morreu. A ruína produzida pelo pecado não confessado. Infelizmente,
os cristãos hoje se preocupam pouco com o pecado e com seus efeitos duradouros.
Se deixado sem ser confessado, o pecado continua a produzir um peso espiritual.
Não podemos nos dar ao luxo de ignorá-lo, pois, caso contrário, ele irá arruinar
nossas vidas de um modo que dificilmente compreendemos. A Palavra de Deus traz o
relato de uma fome que ocorreu em Israel durante o reinado de Davi. A fome
continuou durante três anos, até o ponto em que Davi finalmente compreendeu que
algum pecado não revelado deveria ter trazido aquela calamidade sobre Israel.
Quando ele consultou ao Senhor, foi-lhe dito o seguinte: "É por causa de Saul e
da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas”. 2 Samuel 21:1. Os
gibeonitas eram Amorreus que foram poupados por um acordo feito por Josué e os
príncipes de Israel, após terem sido enganados por eles. Os israelitas lhes
deram sua palavra. Entretanto, Saul, em um dos seus muitos ataques de fúria,
tentou exterminá-los. Ele provavelmente achou que os filhos de Israel não
estavam vinculados a um juramento feito com um povo gentio, especialmente um
acordo firmado por meio de um engodo. Mas, por meio da fome que veio sobre
Israel, o Senhor estava mostrando que aquele acordo era válido e tinha de ser
respeitado. Davi teve de entregar sete homens da família de Saul para serem
enforcados pelos gibeonitas, de modo a fazer retribuição pelo crime cometido por
Saul. Podemos ver neste exemplo como Davi teve de identificar e expor o pecado
antes de poder tratar o problema. Hoje, a igreja tem muitos problemas.
Infelizmente, ela tem também muitos pastores que não estão dispostos a
identificar e expor o pecado que está causando esses problemas. Houve um tempo
em que uma igreja era vista como um local frequentado por pecadores, uma
assembleia de pessoas que reconheciam a miséria de sua própria condição
espiritual e que vinham diante de Deus para desnudar suas almas e cantar os
louvores do maravilhoso Salvador, que os libertou. Onde, onde estão estas
igrejas hoje? Isto nos traz de volta a Meroz, uma localidade mencionada somente
em Juízes 5: "Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do SENHOR, Acremente (fortemente)
amaldiçoai aos seus moradores; porquanto não vieram ao socorro do SENHOR, ao
socorro do SENHOR com os valorosos”. Juízes 5:23. Os residentes de Meroz tinham
deixado de vir em auxílio do exército dos valorosos guerreiros do Senhor,
reunidos por Débora e Baraque, para derrotar as forças malignas reunidas por
Sísera. Situada perto do sítio junto ao rio Quisom, onde a grande batalha
ocorreu, Meroz recusou-se a fornecer assistência militar ao povo de Israel. Em
vez disso, seus cidadãos mantiveram-se neutros, esperando colher os benefícios
se Israel vencesse, ou evitar qualquer represália por parte de Sísera, se Israel
fosse derrotado. O Anjo do Senhor entrou em ação e amaldiçoou a Meroz. Embora
essas palavras fatídicas tenham sido citadas por Débora em seu cântico de
vitória, elas não são de origem humana. O anjo do Senhor é o Cristo
pré-encarnado. Ele pessoalmente amaldiçoou a localidade de Meroz e todos seus
habitantes pelo fato de não terem vindo em apoio a Israel. A maldição é repetida
e pronunciada "Acremente" por uma questão de ênfase. Existem alguns versos na
Bíblia que fazem esse tipo de repreensão humilhante. Uma maldição do céu
certamente precisa ser considerada o pior destino possível que pode vir a cair
sobre alguém. Ela é irreversível, final e devastadora. Aos olhos de Deus, os
habitantes de Meroz tinham cometido um crime terrível. Todavia, aos seus
próprios olhos, eles não tinham feito nada de errado. A localidade de Meroz não
é mencionada novamente na Bíblia, de modo que podemos concluir que a maldição
entrou em efeito pouco tempo depois. Se este fosse um incidente isolado,
poderíamos estar justificados em pensar que havia circunstâncias envolvendo o
caso e que não são mostradas no texto, que tornaram o crime muito pior do que
ele parecia. Talvez tenha sido por isto que o Senhor condenou aquela localidade
com tanta fúria? Entretanto, sabemos que deixar de dar apoio a causa de Israel
teve consequências fatais em outras ocasiões. Por exemplo, quando Gideão estava
perseguindo as forças dos dois príncipes do midianitas, Zeba e Salmuna, ele
buscou o suporte dos cidadãos de Sucote. Tudo o que ele pediu foi pão para
alimentar seus homens famintos. Mas, eles se recusaram a ajudar. Enfurecido pela
atitude deles, Gideão prometeu que, ao retornar depois de derrotar Zeba e
Salmuna ele os puniria severamente: "Então disse Gideão: Pois quando o SENHOR
der na minha mão a Zeba e a Salmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do
deserto, e com os abrolhos”. Juízes 8:7. Na próxima cidade pela qual ele passou,
recebeu a mesma rejeição. Os anciãos de Penuel responderam a Gideão com a mesma
repreensão que foi lançada em seu rosto em Sucote: "E dali subiu a Penuel, e
falou-lhes da mesma maneira; e os homens de Penuel lhe responderam como os
homens de Sucote lhe haviam respondido. Por isso também falou aos homens de
Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre”. Juízes 8:8-9.
No seu retorno da vitória sobre os midianitas, Gideão fez um morador de Sucote
identificar os anciãos da cidade, setenta e sete no total, e fez exatamente como
tinha prometido: "E tomou os anciãos daquela cidade, e os espinhos do deserto, e
os abrolhos; e com eles ensinou aos homens de Sucote”. Juízes 8:16. Os homens de
Penuel receberam um tratamento ainda pior. Após terem tentado evitar a punição,
refugiando-se na torre, Gideão derrubou a torre e matou a todos eles. A mensagem
é muito clara, não é? Deixar de tomar uma posição contra o mal, quando as
circunstâncias exigem que façamos isso, provoca a ira de Deus. Quando Gideão
destruiu um mal, que eram os midianitas, ele então se virou e destruiu outro, um
mal que até aquela hora estava oculto da vista de todos. A covardia Moral hoje e
gritante. Vivemos numa situação que qualquer coisa, qualquer palavra, qualquer
gesto que fazemos pode ser considerado como ofensa às outras pessoas, mas quanto
ao pecado não podemos ser omissos e nem covardes, porque se trata de pegarmos a
salvação com coragem, com toda a nossa força e essa tem que ser feita em tempo e
fora de tempo. Hoje, poderíamos descrever a omissão como uma falha de covardia
moral. Os cristãos precisam reconhecer isto por aquilo que é, pois isto, que é a
omissão, está se evidenciando como uma praga por toda a igreja moderna. De fato,
ela é tão flagrante em nossas igrejas hoje que, se continuar desimpedida, poderá
introduzir a Religião do Mundo Unificado, fornecendo um atributo amplo e
abrangente para unir todas as religiões. O tratamento dispensado por Gideão não
foi o trabalho de um homem, mas uma resposta compartilhada pelo povo de Israel
ao mal em seu meio. Por exemplo, quando as tribos de Israel se uniram para lidar
com o pecado de Gibeá, dando início a uma confrontação que quase erradicou a
tribo de Benjamim, eles mais tarde descobriram que uma cidade não tinha
participado do esforço militar. Não havia um único homem de Jabes-Gileade
presente nas fileiras do exército. Assim, eles enviaram uma grande força militar
para destruir completamente todos os homens, adultos e crianças, em
Jabes-Gileade, e todas as mulheres que não fossem virgens. (Juízes 21:11-12). A
Palavra de Deus não deixa dúvidas que a covardia moral é um pecado mortal.
Embora ela não envolva o cometimento de um ato ou obra, ou até uma blasfêmia por
palavras da boca, ela é repugnante aos olhos de um Deus justo e santo. Ela é uma
forma de traição, deixar de honrar o pai e a mãe, de apoiar a nação que nos
criou e defender os valores que nos sustentaram. A covardia moral também é uma
forma de blasfêmia, não por palavra da boca, mas pela negação do nosso papel
como sacerdotes de Deus e representantes aqui na Terra de Sua justiça e
misericórdia. A covardia moral dá ampla oportunidade para os inimigos da verdade
de blasfemarem do Senhor e zombarem da suficiência de Sua Palavra. A Punição de
Davi pelo seu pecado cometendo uma grande covardia com um dos seus melhores
soldados: Urias. Consideremos o caso de Davi. Ele planejou a morte de Urias de
uma forma traiçoeira para que pudesse tomar legitimamente a mulher dele para si.
A punição decretada pelo Senhor para essa obra ímpia incluiu a perda do filho
recém-nascido daquela união com Bate-Seba. Aqui está como a Palavra de Deus
explicou isto: "Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que
os inimigos do SENHOR blasfemem, também o filho que te nasceu certamente
morrerá”. 2 Samuel 12:14. Aqueles que são cristãos há muitos anos, presbíteros,
pastores e líderes evangélicos que deixam de tomar posição contra o pecado em
suas igrejas são culpados da mesma ofensa. Eles dão grande ocasião para os
inimigos do Senhor blasfemarem. Em seus próprios olhos, de forma muito parecida
como os moradores de Meroz, eles não acreditam que fizeram alguma coisa que
mereça condenação. No máximo, eles são fracos ou têm pouca convicção, mas
certamente não são culpados de pecado. Mas, não é assim que o Senhor vê as
coisas, da forma como Ele vê, a culpa deles é grande, zomba de Sua Palavra,
viola Seus mandamentos, Seus princípios morais, Sua ética e traz má reputação
sobre a igreja. A maioria dos pastores e obreiros em geral em nossas igrejas
hoje está imersa nesta deliberada indiferença ao pecado e convencida além de
toda dúvida que, embora a igreja deles não seja perfeita, ela certamente não
está contaminada aos olhos do Senhor. Bem, eles precisam pensar e novamente em
voltar ao primeiro amor. A Palavra de Deus é muito clara sobre tudo isto. Basta
estudar a avaliação que o próprio Senhor Jesus fez das sete igrejas da Ásia
feita no livro do Apocalipse capítulos 2 e 3 para compreender que Ele não
julgará a igreja da forma como ela está hoje segundo os padrões humanos
autoindulgentes. Ao contrário, Ele a julgará por Seu próprio padrão imutável,
aquele que é claramente apresentado em Sua Palavra. Ele não faz acepção de
pessoas. Ele não levará em conta as incontáveis desculpas que os pastores e
líderes evangélicos usam hoje, as amplas e liberais interpretações de Suas
palavras, que fazem com que elas não possuam efeito algum e fiquem destituídas
de seus significados. Uma Igreja Que Permanece Silenciosa, é uma igreja omissa.
Temos que pregar o Evangelho de Jesus Cristo que salva e liberta o pecador da
escravidão do pecado. Uma igreja que permanece silenciosa e deixa de condenar o
aborto por aquilo que é, o homicídio de crianças inocentes nascituras, é uma
igreja que poderia ser transplantada e levada para Meroz. Uma igreja que
permanece calada e deixa de condenar o comportamento ““homossexual”” e o
"casamento" entre pessoas do mesmo sexo, que é pecado diante de Deus, Apocalípse
21.8, é uma igreja que poderia ser transplantada para Sodoma e Gomorra também.
Além disso, uma igreja que permanece calada enquanto políticos ímpios promovem a
feitiçaria, o humanismo, as perversões dos gêneros, o relativismo moral e a Nova
Ordem Mundial é uma igreja que poderia facilmente ser transplantada para Sucote
ou para Penuel. Lembre-se das palavras do Cristo pré-encarnado que diz:
"Amaldiçoai a Meroz, amaldiçoai-a acremente..., “ou amaldiçoai fortemente".
Estas palavras também são ditas para nós hoje. Alguns chamados de líderes
cristãos evangélicos ficarão indignados com isto. Na Época da Graça, eles dizem:
a igreja não está presa a regras inflexíveis, em que aqueles que saem para fora
do caminho reto e estreito precisam prestar contas a Deus de seus atos e
decisões”. Realmente, mas quando foi que o pecado deixou de ser pecado? Quando
foi que os Dez Mandamentos tornaram-se, simplesmente em dez “modos” “jeito” de
comportamento amplamente aceitáveis por Deus? Quando foi que a palavra
"Amaldiçoai a Meroz" tornou-se "Agora, nós poderíamos fazer um pouco melhor do
que eles e não precisamos de ser amaldiçoados?" O próprio Senhor Jesus definiu o
tom, para a época em que estamos agora. Duas vezes Ele discursou com grande
veemência nas suas ministrações do Templo, protestando em alta voz contra o modo
como o Templo tinha sido profanado por interesses terrenos e profanos de Anás e
Caifás. Ele derrubou as mesas e causou grande comoção; o zelo dEle pela verdade
O consumiu. Você vê isto hoje? Você já ouviu um pastor pregar contra a
hipocrisia que existe na igreja hoje, de querer se mostrar como santa porém ela
está contaminada com todos os tipos de defeitos como idolatria, corrupção,
espírito de engano, enriquecimento ilícito? Já ouviu alguém que tenha chegado
remotamente perto de expressar em termos claros e simples, os horrendos efeitos
do pecado, o dano terrível que ele produz quando apodrece sem ser confrontado,
quando homens e mulheres, ditos como bem-intencionados, amorosos e gentis,
redefinem o pecado para que ele signifique alguma outra coisa, algo que de
alguma forma, Deus, em Sua misericórdia, seria capaz de tolerar? Não? Bem,
infelizmente, eu também não. Mas todos nós precisamos ouvir isto. Além disso,
precisamos ouvir "alta, prolongada e claramente", mesmo quando sabemos e
compreendemos muito bem que ainda assim precisamos dar atenção às aberrações
ministradas em nome de Deus. Infelizmente, poucos pastores e líderes parecem
saber ou compreender isto. Na melhor das hipóteses, isto é apenas um conceito
que aparece de tempos em tempos em seus sermões, mas o verdadeiro significado
está perdido, já não usam mais os confrontos diretos contra o pecado, porque se
não os pecadores fugirão e deixarão as igrejas com seus bancos vazios. As
pessoas cujos corações estão repletos com covardia moral nunca condenarão o
pecado por aquilo que ele é. Elas conhecem alguns homens elegantes que vivem
como um casal casado. Elas conhecem uma mulher amável, a pessoa mais gentil que
você poderia algum dia encontrar, que já fez um aborto. Como podemos nós
julgá-los e condenar o pecado deles? E asseguram com veemência que os corações
deles estão repletos de amor. Bem, temos notícias para você. Os corações deles
são enganosos, mais do que todas as coisas e profundamente perversos. Eles são
tão corruptos aos olhos de Deus quando o resto de nós! Eles estão tão
danificados pelo pecado quanto qualquer homem ou mulher que já caminhou sobre
esta Terra. O pecado é pecado e estamos falhando com eles — e ferindo-os
espiritualmente — quando fingimos que o pecado deles é, de algum modo,
aceitável, desculpável ou normal. Estamos falhando com eles quando deixamos de
chamar o pecado por seu nome apropriado e explicar, da melhor forma que
pudermos, a misericórdia purificadora do sangue de Cristo. Estamos falhando com
eles quando entramos dentro do véu deles de ilusão deliberada e fingimos que a
moralidade deles, de criação humana, é aceitável diante de Deus. Por que não é.
Ocasião para os inimigos do Senhor blasfemarem. Em seus próprios olhos, de forma
muito parecida como os moradores de Meroz, eles não acreditam que fizeram alguma
coisa que mereça condenação. No máximo, eles são fracos ou têm pouca convicção,
mas certamente não são culpados de pecado. Mas, não é assim que o Senhor vê as
coisas. Da forma como Ele vê, a culpa deles é grande, zomba de Sua Palavra,
viola Seus mandamentos e traz má reputação sobre a igreja. A maioria dos
pastores e obreiros em nossas igrejas hoje está imersa nesta deliberada
indiferença ao pecado e convencida além de toda dúvida que, embora a igreja
deles não seja perfeita, ela certamente não está contaminada, segundo a visão
deles, aos olhos do Senhor. Bem, eles precisam pensar novamente e reconsiderar a
situação espiritual precária das igrejas, das lideranças e dos seus membros. A
Palavra de Deus é muito clara sobre tudo isto. Basta estudar a avaliação que o
próprio Senhor Jesus fez das sete igrejas da Ásia no livro do Apocalipse para
compreender que Ele não julgará a igreja da forma como ela está hoje, segundo os
padrões humanos elas estão autoindulgentes, ou seja acham que Jesus vai salvar a
todos independentemente da situação espiritual que estiverem. Ao contrário, Ele,
Jesus, a julgará por Seu próprio padrão imutável, aquele que é claramente
apresentado em Sua Palavra, como santo, verdadeiro e imutável. Ele não faz
acepção de pessoas. Ele não levará em conta as incontáveis desculpas que os
pastores e líderes evangélicos usam hoje, como as amplas e liberais
interpretações de Suas palavras, que fazem com que elas não possuam efeito algum
e fiquem destituídas de seus significados. Uma igreja que permanece silenciosa
diante das iniquidades do povo no mínimo é omissa e está fora da comunhão com
Deus. Infelizmente, poucos pastores e líderes parecem saber ou compreender isto.
Na melhor das hipóteses, isto é apenas um conceito que aparece de tempos em
tempos em alguns de seus sermões, mas o verdadeiro significado da palavra de
Deus está perdido. As pessoas cujos corações estão repletos com covardia moral
nunca condenarão o pecado por aquilo que ele é. Elas conhecem alguns homens (?)
elegantes que vivem como um casal casado. Elas conhecem uma mulher amável, a
pessoa mais gentil que você poderia algum dia encontrar, que já fez um aborto e
não se importa com isso, mas, "Como podemos nós julgá-los e condenar os pecados
deles? Os corações deles estão repletos de amor”, mas os seus atos maldosos por
si só os condena. A igreja, através de seus líderes devem alerta-los e
incentiva-los a mudar de vida, a conversão é mudança de vida, a conversão e
arrependimento e remissão de pecados através do sacrifício vicário de Jesus na
cruz do calvário. Os corações dos seres humanos são enganosos mais do que todas
as coisas e profundamente perversos, mas Deus pode transformar a vida de cada
um. Eles são tão corruptos aos olhos de Deus quando o resto de nós Eles estão
tão danificados pelo pecado quanto qualquer homem ou mulher que já caminhou
sobre esta Terra. O pecado é pecado e estamos falhando com eles e ferindo-os
espiritualmente quando fingimos que o pecado deles é, de algum modo, aceitável,
desculpável ou normal. Estamos falhando com eles quando deixamos de chamar o
pecado por seu nome apropriado e explicar, da melhor forma que pudermos, a
misericórdia purificadora do sangue de Cristo. Estamos falhando com eles quando
entramos dentro do ponto fraco deles, cheios de ilusão deliberada e fingimos que
a moralidade deles, de criação humana, é aceitável diante de Deus, por que não
é. O que Deus não pode fazer. Existem algumas poucas coisas que Deus não pode
fazer. Ele não pode tolerar o pecado. Ele não pode voltar atrás em Sua Palavra.
Ele não pode deixar de cumprir Suas promessas. Ele não pode mentir. E Ele não
pode nos perdoar se não nos arrependermos. Felizmente, há outra coisa que Deus
não pode fazer: Ele não pode recusar Seu Filho quando Ele intercede por nós.
Quando confessamos nossos pecados, Ele é fiel para perdoar. Ele pode fazer isso
por que Jesus Cristo pagou o preço, a pena total, por nossos pecados. Ele pagou
tudo. Mas, para recebermos o perdão, precisamos nos arrepender. João Batista
trouxe a mensagem para o povo de Israel dizendo: “Arrependei-vos e convertei-vos
porque é chegado a vós o reino de Deus”. Arrependei-vos, pois, e convertei-vos,
para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do
refrigério pela presença do Senhor. Atos 3:19. Várias décadas atrás a igreja
parou de ensinar esta verdade fundamental. A igreja morna de Laodiceia virou as
costas para o sangue de Jesus e caiu de amores por sua própria imagem refletida
no espelho. Ou seja passaram a fazer a adoração plena do ser humano e não a
adoração plena do Deus que tudo criou. Devemos meditar nestas seguintes
palavras, pois elas são proferidas em voz muito alta para nós hoje e são o
reflexo de tudo o que as igrejas modernas estão merecendo, porque estão tão
envolvidos com a carnalidade e com o modernismo que só lhes resta estas palavras
proféticas: "Amaldiçoai a Meroz, amaldiçoai-a, amaldiçoai-a...", conforme o
versículo a seguir. “Amaldiçoai a Meroz, diz o anjo do Senhor, amaldiçoai,
amaldiçoai aos seus moradores: porquanto não vieram em socorro do Senhor, em
socorro do Senhor com os valorosos. Juízes 5:23. Na versão da Bíblia King James
Atualizada diz o seguinte: “Maldito seja Meroz, diz o Anjo do SENHOR,
amaldiçoai, amaldiçoai os seus habitantes: porquanto não vieram cooperar com
Deus, pelejar junto ao SENHOR contra os poderosos”. Na versão João Ferreira de
Almeida Atualizada temos a seguinte interpretação: Amaldiçoai a Meroz, diz o
anjo do Senhor, amaldiçoai, acremente aos seus habitantes; porquanto não vieram
em socorro do Senhor, em socorro do Senhor, entre os valentes. O significado de
“Acremente” diz que é um advérbio de tratamento indicando que o povo daquela
cidade ou vila tratava a todos de maneira áspera, rude; em que há grosseria,
sendo assim comportavam-se acremente, ou seja de modo acre; de sabor amargo,
ácido ou azedo. Sobre Meroz a Bíblia nos informa ainda o seguinte: Meroz era uma
planície no norte da Palestina, cujos habitantes foram severamente condenados
porque não vieram ajudar Baraque contra Sísera, (Juízes 5:23, 21:8-10; 1 Sm
11:7). Quem era Baraque e porque os habitantes de Meroz não foram lutar ao lado
dele para defender povo de Deus? A história de Baraque na Bíblia. Baraque foi um
líder militar da tribo de Naftali que viveu no período dos juízes em Israel.
Baraque foi conclamado por Débora para liderar as tribos do norte de Israel
contra a opressão estrangeira. Seu nome significa “relâmpago”, do original
baraq. Nos dias de Baraque, após a morte do juiz Eúde, os israelitas novamente
tinham tornado a fazer o que era mau perante o Senhor. Então por causa de sua
desobediência, Deus os entregou nas mãos de Jabim, um rei cananeu que reinava em
Hazor. Parece que Jabim possuía um poderoso exército para os padrões da época,
que contava com novecentas bigas de ferro (Juízes 4:3). Esse exército devia ser
um tipo de força militar da confederação cananeia. Sísera era o general
responsável por comandar todo esse exército (Juízes 4:13). A convocação de
Baraque. Depois de vinte anos sob a dura opressão de Jabim, os israelitas
clamaram ao Senhor. Naquele tempo a profetisa Débora julgava a causa dos
israelitas em Efraim. Débora mandou chamar a Baraque, filho de Abinoão, e lhe
disse que Deus o havia escolhido para derrotar o exército de Sísera. Segundo a
ordem do Senhor, Baraque deveria reunir um exército dentre os homens das tribos
de Naftali e Zebulom e levá-lo ao monte Tabor (Juízes 4:6). Dali eles partiriam
para o ribeiro Quisom, que ficava ao sopé do monte Tabor. Apesar do poder
militar do exército comandado por Sísera, Baraque não deveria temê-lo, pois o
próprio Deus entregaria Sísera e seu exército inimigo em sua mão. Baraque
concordou em fazer tudo aquilo, mas desde que Débora o acompanhasse. Ele
literalmente disse a Débora: “Se fores comigo, irei. Porém, se não fores comigo,
não irei”, (Juízes 6:8). Ao dizer isto, Baraque estava pedindo que Débora
arriscasse sua vida e fizesse aquilo que ele próprio deveria fazer. Talvez ele
pretendesse verificar a veracidade das palavras da profetisa. O que fica claro é
que Baraque acreditava que a missão para qual ele havia sido designado, era
suicida. Além de o exército liderado por Sísera ser muito poderoso, o monte
Tabor não parecia ser um local muito adequado para reunir uma força militar. Aos
olhos humanos, o exército dos filhos de Israel poderia ser facilmente cercado e
destruído ali. O castigo de Baraque. Baraque recebeu uma designação divina
através de Débora para ser o libertador de seu povo do jugo de Jabim. Mas ele
acabou duvidando da eficácia do plano a qual havia sido designado a executar.
Então Débora lhe avisou que o acompanharia na batalha, porém não seria dele a
honra de abater Sísera. Deus haveria de entregar a vida do comandante-chefe do
exército inimigo nas mãos de uma mulher (Juízes 4:9). Tudo o que o Senhor havia
falado por intermédio de Débora, aconteceu. O exército de Sísera acabou
massacrado devido a uma clara intervenção divina. O ribeiro Quisom passava boa
parte do ano com um volume de água bem pequeno. Mas naquele dia Deus enviou
chuvas violentas que provocaram uma súbita inundação no ribeiro. Os temidos
carros de ferro do exército adversário acabaram ficando atolados e tornaram-se
inúteis. Então sob o ataque israelita, os cananeus procuraram fugir
aterrorizados, mas todos foram mortos ao fio da espada. Sísera, o comandante do
exército, também se empenhou em fugir. Como seu carro estava imobilizado, ele
teve de escapar a pé. O próprio Baraque perseguiu os inimigos fugitivos, mas
dentre todos, Sísera foi justamente aquele que ele não conseguiu capturar. O
general cananeu buscou refúgio na tenda de uma mulher chamada Jael, esposa de
Héber. Como estava muito cansado, Sísera caiu em profundo sono. Então Jael pegou
uma estaca e um martelo e lhe cravou na cabeça (Juízes 4:21). Uma atitude assim
era extremamente incomum, e morrer pelas mãos de uma mulher era considerado
vergonhoso naquela época. Mas foi desta forma que a palavra do Senhor a Baraque
foi cumprida. Uma mulher teve sucesso naquilo que ele deveria fazer. Baraque e o
estimulo à fé. É verdade que em dado momento Baraque se mostrou vacilante na fé.
Ele teve medo de enfrentar sozinho o perigo de uma batalha contra um exército
mais poderoso. Ao pedir a companhia de Débora, parece que ele estava buscando
algo palpável que lhe encorajasse na certeza daquilo que os olhos não veem. Ele
estava enfrentando uma crise de fé! Saiba mais sobre o que é a fé. Contudo, o
nome de Baraque é citado entre os heróis da fé em Hebreus 11. Isto é uma prova
de que os grandes homens de Deus do passado, que demonstraram ter uma fé
inabalável no Senhor, não eram perfeitos. Baraque foi punido justamente por
causa de sua falta de fé. Porém, evidentemente Baraque superou suas crises, e se
achou incluído entre os grandes personagens do passado (Samuel 12:11). Sem
dúvida a história de Baraque serve de estimulo a todos nós, e por isto ele foi
lembrado pelo escritor de Hebreus. Nosso objetivo é proporcionar uma compreensão
mais profunda e prática da palavra arrependei-vos, de modo a fortalecer sua fé e
seu compromisso com Cristo. Este é o nosso convite para você: arrependei-vos, e
venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor. O versículo de
Atos 3:19 diz: “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados
os vossos pecados, quando vier o tempo do refrigério da parte do Senhor”. Esse
versículo faz parte de uma passagem importante na história do cristianismo
primitivo. Esta passagem ocorre após Pedro ter curado um mendigo coxo no Templo,
em Jerusalém, o que atraiu uma grande multidão. Pedro então aproveitou a
oportunidade para pregar para as pessoas presentes, explicando que o poder que
havia curado o mendigo não era dele, mas de Jesus, que a multidão havia
rejeitado como seu Messias. Ele pediu que se arrependessem de seus pecados,
incluindo o pecado coletivo da crucificação de Jesus. O conceito de
arrependimento no cristianismo não se refere simplesmente a um pedido de
desculpas, mas sim de concerto com Deus. Vem da palavra grega transliterada para
metanoia (met-an’-oy-ah), significa reconhecer que o próprio caminho estava
errado e que o caminho de Deus está correto. Este é um tema importante na
mensagem de Jesus e, para ser salvo, é necessário aceitar que nossos pecados
estão errados e que Deus oferece o caminho que devemos seguir. Esse
reconhecimento deve ser mais do que um exercício intelectual; deve permitir que
a crença nos transforme por dentro e por fora. Não significa que nunca mais
pecaremos, mas que nosso objetivo é odiar o pecado tanto quanto Deus o faz. O
verdadeiro arrependimento está ligado a uma “tristeza divina” por termos nos
rebelado contra Deus, (2 Coríntios 7:9). Em harmonia com o restante do capítulo
3 de Atos, este versículo é uma parte crucial do sermão de Pedro, no qual ele
tenta convencer seus ouvintes a se arrependerem e aceitarem Jesus como o
Messias. O arrependimento é descrito como uma condição para que os pecados sejam
“apagados” e para que venha o “tempo do refrigério da parte do Senhor”. No tempo
de Pedro, muitas escritas eram feitas em papiro. Como o papiro não absorve
facilmente a tinta, que seca na superfície, um pano úmido pode apagar a tinta,
essas marcas podem literalmente ser “apagadas”. Isso ilustra a promessa de Deus
de perdoar completamente os pecados daqueles que se arrependem. Comparação com
Outras Passagens Bíblicas que Corroboram o Tema do Arrependimento, sem
arrependimento não conseguimos fazer nada na obra de Deus; sem arrependimento
não conseguimos ajudar outras pessoas em suas dificuldades. O povo de Meroz
distanciou tanto de Deus que não quiseram sair em socorro de seus irmãos de
Jerusalém. O tema do arrependimento é repetido em diversas outras passagens
bíblicas, reforçando a importância deste conceito no cristianismo. Por exemplo,
em 2 Crônicas 7:14, Deus diz: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se
humilhar e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos,
então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”.
Em 1 João 1:9, é dito: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. Este versículo
sugere que a confissão e o arrependimento dos pecados são uma parte essencial
para alcançar o perdão de Deus. No Livro de Provérbios 28:13, a Bíblia declara:
“Quem encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas quem as confessa e
deixa alcançará misericórdia”. Aqui novamente, a confissão e o abandono dos
pecados (ou seja, o arrependimento) são associados à misericórdia de Deus. A
paciência de Deus em relação ao arrependimento é destacada em 2 Pedro 3:9 que
diz: “O Senhor não retarda a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo
contrário, ele é longânime para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão
que todos cheguem ao arrependimento”. Jesus chama as pessoas ao arrependimento.
Por exemplo, em Mateus 4:17, é dito: “Desde então começou Jesus a pregar, e a
dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Esses versículos,
juntamente com muitos outros, reforçam a importância do arrependimento no
cristianismo e o papel que desempenha na obtenção do perdão dos pecados e na
salvação. Ao analisarmos a Bíblia encontramos a expressão arrependei-vos (grego
metanoia) em diversos momentos, uma palavra que, como mencionado, possui um
significado profundo e relevante para a vida cristã. No grego original, metanoia
significa uma mudança de mente ou de direção. Em outras palavras, arrependei-vos
não é apenas sentir pesar ou tristeza pelo pecado, mas mudar a mente e a direção
em relação a ele, um giro de 180 graus em direção contrária. Deste modo, o
arrependimento envolve um reconhecimento do pecado, um sentimento de tristeza
por tê-lo cometido, e uma decisão de mudar de comportamento. Em muitas ocasiões
na Bíblia, encontramos Deus chamando Seu povo para o arrependimento. Em Ezequiel
18:30, Deus diz: “Por isso, ó casa de Israel, cada um segundo os seus caminhos,
eu vos julgarei, diz o Senhor Deus. Arrependei-vos e desviai-vos de todas as
vossas transgressões, para que a iniquidade não seja a vossa ruína”. Esta
passagem deixa claro que arrependei-vos é uma condição necessária para a
salvação e para a restauração do relacionamento com Deus. Em um sentido mais
amplo, arrependei-vos também está ligado à ideia de conversão, que é a mudança
de direção de vida, é deixar o pecado e voltar-se para Deus. O arrependimento e
a fé em Jesus Cristo são os dois lados da mesma moeda da salvação. O
arrependimento significa voltar-se para Deus, e a fé significa confiar que Deus
nos aceitará e nos perdoará por causa da graça que alcançamos em Cristo Jesus.
Por isso, o ato de “arrependei-vos: é tão fundamental na vida cristã. É uma
mudança de direção que nos afasta do pecado e nos leva em direção a Deus. Ao
longo de toda a Bíblia, a mensagem é clara: Deus anseia que nos voltemos a Ele
em arrependimento e fé, para que possamos viver a plenitude da vida que Ele
planejou para nós. Contudo, o arrependimento não é algo que possamos fazer por
nós mesmos. É o Espírito Santo quem nos convence do pecado, da justiça e do
juízo e nos leva ao arrependimento. (João 16:8). E é somente através do
arrependimento que podemos experimentar o perdão e a misericórdia de Deus, e
entrar em um relacionamento transformador com Ele. Portanto, arrependei-vos é
uma parte essencial da mensagem do Evangelho. É um chamado ao reconhecimento do
nosso pecado, a sentir tristeza por ele, e a mudar de direção, voltando-se para
Deus. E é a resposta a este chamado que nos traz a vida, a liberdade e a alegria
que Deus deseja para todos nós. Nos permite refletir sobre nossas ações, crenças
e o propósito que Deus tem para nós. A meditação nos convida a um momento de
intimidade com o Pai, onde podemos questioná-lo e buscar sua sabedoria, sendo
uma das formas mais visíveis de invocar a Deus em nossas vidas. Para entender o
significado do arrependei-vos em Atos 3:19, aqui estão algumas perguntas que
você pode fazer a Deus durante sua meditação: Senhor, qual é o verdadeiro
significado de arrependei-vos para minha vida? Como posso saber quando eu
realmente me arrependi de algo? Em quais áreas específicas da minha vida eu
estou pecando contra Ti? Como posso aplicar o arrependimento nestas áreas
específicas da minha vida? Quais são as barreiras que estão me impedindo de me
arrepender completamente? Durante a meditação, é importante também refletir
sobre as promessas de Deus em relação ao arrependimento. Vejamos o que
encontramos ao meditar nesta passagem e sobre o “arrependei-vos”: A Promessa de
Perdão. A primeira promessa que encontramos em Atos 3:19 é a de perdão.
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos
pecados…”. (Atos 3:19). Quando nos arrependemos, Deus promete apagar nossos
pecados. Como diz em 1 João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel
e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”. A
promessa de Refrigério. Deus também promete tempos de refrigério. “…e venham
assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor”, (Atos 3:19). O
refrigério é uma promessa de alívio, descanso e renovação que vem quando nos
arrependemos e buscamos a Deus. A promessa da Presença de Deus quando nos
arrependemos. A presença de Deus é a promessa que encontramos ao meditar nesta
passagem. Deus está conosco quando nos arrependemos e buscamos a Sua face. Como
diz em Tiago 4:8: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos,
pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações”. Ao final, a meditação
sobre o arrependei-vos deve nos levar a uma atitude de humildade, sinceridade e
compromisso sincero com Deus. O arrependimento é uma ação para mudar nossas
vidas e alinhá-las com o propósito de Deus. O arrependimento é uma peça
fundamental na construção de nossa identidade em Cristo. Podemos afirmar, sem
sombra de dúvidas, que é impossível entender a identidade cristã sem entender a
importância central do arrependimento. Arrependei-vos. Essa é uma das primeiras
palavras que Jesus proclama em seu ministério público (Mateus 4:17). Este
mandamento de Cristo de arrependimento não é uma sugestão, mas uma exigência
para a entrada no Reino de Deus. Ele não é uma ação única, mas um chamado
contínuo à renovação e à transformação e à uma mudança radical de vida. A ideia
por trás disso é a de uma conversão completa, uma mudança total na direção de
nossa vida com Cristo. O arrependimento não é apenas sentir remorso por nossos
pecados, mas se afastar deles e voltar-se para Deus. O arrependimento é uma
parte intrínseca de nossa identidade em Cristo. Sem arrependimento, não há
progresso na santificação e nem remissão de pecados. Paulo expressa isso em suas
cartas às igrejas. Em 2 Coríntios 7:10, ele escreve: “Porque a tristeza segundo
Deus produz arrependimento para a salvação, que a ninguém traz pesar; mas a
tristeza do mundo produz morte.” Em nossa caminhada cristã, o arrependimento não
é um evento isolado, mas um padrão de vida. Conforme crescemos em nossa fé,
nosso arrependimento deve se aprofundar. Como afirma o reformador Martinho
Lutero em sua primeira das 95 teses: “Quando nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo
disse: ‘Arrependei-vos’, Ele quis dizer que toda a vida dos crentes seja de
arrependimento”. Em resumo, arrependei-vos é uma chamada à renovação constante e
à transformação contínua na nossa fé Cristã e no testemunho que devemos
demostrar de nossa conversão. É um convite para vermos nossos próprios pecados,
reconhecermos nossas necessidades e voltarmos nossos corações para Deus. Ao nos
arrependermos, não estamos apenas nos afastando do pecado, mas também estamos
nos voltando para Cristo, moldando nossa identidade n’Ele. Quando abordamos a
questão do arrependimento no contexto cristão, o conceito de arrependei-vos se
mostra fundamental. Conversão arrependimento, em sua essência, é um convite para
seguirmos a Cristo, fincar nossa identidade nEle, aceitar seus ensinamentos e
adotar seu caminho de vida. E o primeiro passo nesse caminho é, sem dúvida, o
arrependimento. Conforme Jesus diz em Marcos 1:15: “O tempo está cumprido, e o
reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho". Nesta
proclamação feita por Jesus no início de seu ministério, Ele estabeleceu o
arrependimento como pré-requisito para a entrada no Reino de Deus. É importante
ressaltar o que já falamos aqui: que o arrependimento não é uma ação isolada,
mas um processo contínuo. Em segundo lugar, como discipuladores, podemos
transmitir a importância do arrependimento de algumas maneiras, e algumas delas
incluem: Testemunho de nossas próprias histórias de arrependimento: Nada é mais
poderoso do que um testemunho pessoal. Compartilhar nossas experiências de
arrependimento pode ajudar outros a entenderem a sua importância e o impacto que
pode ter em suas vidas. Sobre o testemunho da graça de Deus em nossas vidas:
Devemos lembrar aos neoconversos que Deus é gracioso e misericordioso, pronto
para perdoar aqueles que se arrependem. Como diz o salmista em Salmos 51:17: “Os
sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração
quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezarás”. Deus abençoe você e sua
família. Pr. Waldir Pedro de Souza. Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
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