segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O PECADO DA ADORAÇÃO DA CRUZ CONTINUA SENDO PECADO

O PECADO DA ADORAÇÃO DA CRUZ CONTINUA SENDO PECADO. 

A - Antes da conversão do crente era pecado adorar a cruz, durante a conversão do crente continuou sendo pecado adorar a cruz e depois do crente convertido e batizado nas águas, também continuou sendo pecado adorar a cruz. A Cruz de qualquer formato e feita de qualquer material, continua sendo pecado a sua adoração é uma afronta e uma abominação a Deus, devemos adorar única e exclusivamente a Deus. Recentemente houve uma ministração de um sacerdote católico em sua paróquia para os seus fiéis sobre a necessidade da elevação da cruz e da adoração pertinente a mesma. Nesta cerimônia tira-se a imagem do Senhor (Jesus) morto, da cruz e então é feita a tal elevação (adoração exclusiva) da cruz. A cerimônia de adoração da cruz é obrigatória para todos os católicos irem nas igrejas para beijar a cruz e adorar única e exclusivamente a cruz, sem a imagem do senhor morto pregado nela. Ou seja: é adoração exclusiva para o madeiro da cruz. Portanto a cruz tornou-se um ídolo que deve ser adorado como tal segundo a tradição da igreja católica. 

B – Trago aqui a transcrição na íntegra do original do sermão de um sacerdote católico sobre a celebração da missa de elevação (adoração, exaltação) da cruz: ((( Elevado na Cruz e no Altar. O mesmo Cristo que há dois mil anos foi erguido na Cruz é elevado todos os dias sobre o altar de nossas igrejas. Todas as Missas são, portanto, “exaltações” da Santa Cruz, pois renovam o perpétuo sacrifício de amor de Jesus. Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas. (Jo 3,13-17). Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele”. Neste domingo, Festa da Exaltação da Santa Cruz, meditamos sobre o Evangelho de São João, capítulo 3, versículos de 13 a 17. Trata-se do encontro de Jesus com Nicodemos, no qual Cristo pronuncia aquelas já tão conhecidas palavras: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16). Este versículo é a alma deste Evangelho, mas a razão para essa escolha desse texto está no verso 14: “Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim também será levantado o Filho do homem”. Temos aqui, portanto, esse erguer-se de Jesus na Cruz, que recordamos nesta Festa da Exaltação da Santa Cruz. Para entendermos melhor esse versículo 14 do capítulo 3, vale recordar que existe um paralelo com o versículo 32 do capítulo 12, onde Jesus diz que, quando for elevado na Cruz, atrairá todos para si. Se Ele estava tão desfigurado, “como alguém do qual desviamos o rosto” (Is 53, 3), como nos diz o Profeta Isaías, então como pode ser atraente? Ficamos perplexos com a profecia de Zacarias recordada por São João: “Olharão para aquele que transpassaram” (Jo 19,37). Aqui há um mistério de amor, que é a razão de ser da Exaltação da Santa Cruz. Nesta festa, não celebramos o crime do assassinato de Nosso Senhor, nem a sua dor. Aliás, muitas pessoas não aceitam a ideia de que, na Cruz, Jesus sofreu mais do que qualquer pessoa na história da humanidade, alegando, inclusive, provas científicas que diminuem a sua dor. Ora, se estudarmos mais profundamente essa questão, veremos que Santo Tomás de Aquino já resolveu o problema há séculos. O Doutor Angélico explica que o sofrimento de Cristo na Cruz foi o maior de todos, por causa da sua própria Pessoa, cuja compleição física, por exemplo, era tão perfeita que fazia de Jesus uma pessoa ultrassensível. O tato de Cristo lhe possibilitava sentir dor e prazer de uma forma que nenhum de nós seria capaz de sentir. Claro, sua sensibilidade não o fazia ser delicado como uma flor; Jesus tinha toda a fortaleza de um homem viril, o ponto é que sua compleição física era tão perfeita que Ele pôde sofrer mais do que qualquer outra pessoa. Mas a dor é só um detalhe. Na exaltação da Santa Cruz, não exaltamos a dor, mas a grande vitória do amor de Deus, esse amor sem precedentes do qual fala o Evangelho de São João (3, 16): “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna”. Hoje em dia, existe uma tendência de supervalorizar o abandono de Cristo na Cruz. É claro que essas espiritualidades que valorizam tal aspecto da humanidade de Jesus devem ser respeitadas, mas é importante jamais perdermos de vista que Jesus crucificado não é um homem abandonado por Deus, senão o próprio Deus abandonado pelo homem. Sim, quem foi crucificado foi a natureza humana, mas Jesus é também uma Pessoa divina. Ou seja: no Cristo, quem sofreu foi a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, “unus ex trinitate passus est pro nobis”, um da Trindade sofreu por nós. É por isso que Deus, que é impassível, que não sofre, esvaziou-se a si mesmo, como diz a Carta aos Filipenses, e veio para nos amar. Na sua natureza divina, Ele é incapaz de sofrer; mas por amor se fez homem para, desse modo, manifestar o seu amor por nós de forma inequívoca. Por isso, esse amor precisa ser exaltado. Esse é o amor que se renova sacramentalmente em cada sacrifício da Santa Missa. É o amor sacrificial que aconteceu de uma vez por todas no Calvário. E sobre isso, o Concílio de Trento é inequívoco: o sacerdote é também a vítima, embora o modo de oferecer o sacrifício seja diferente daquele de Cristo. O sacrifício é o mesmo, é idêntico ao do Calvário, que se torna presente em cada Santa Missa. E isso acontece não mais com o derramamento de sangue, pois Cristo no Céu não sofre mais. É por meio da consagração do Corpo e do Sangue que, de forma incruenta, isto é, sem derramamento de sangue, o Calvário é renovado sacramentalmente. Lembremos: quando o padre eleva a hóstia consagrada, já podemos render adoração, porque Jesus está presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. A presença do Cristo é real; a renovação do sacrifício, sacramental, diferente de real, é uma ação simbólica que representa aquele único sacrifício de dois mil anos atrás. Por quê, afinal, estamos dizendo tudo isso? Porque precisamos ter as ideias claras antes de refletirmos sobre elas. E a ideia principal sobre a qual refletimos é esta: em cada Missa, celebramos a Exaltação da Santa Cruz, não somente nas Missas dominicais. Particularmente, acho interessante aquela cena do filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson, quando a Cruz está sendo levantada no topo do Gólgota, o diretor corta e, num flashback, leva-nos até o Cenáculo, onde Jesus está dizendo: “Isto é o meu Corpo” (Mt 26, 26), elevando o pão que será repartido e entregue aos Apóstolos. No momento em que isso acontece, Gibson corta a cena novamente, trazendo-nos de volta para o Calvário, onde estão levantando a Cruz. Achei a cena bastante oportuna, porque é justamente o que o sacerdote faz durante a Santa Missa. Quando o padre eleva a hóstia, consagrando-a, lembramo-nos da profecia de Zacarias, recordada por São João: “Olharão para aquele que transpassaram” (Jo 19, 37). No momento em que o padre eleva a hóstia e o cálice, nós verdadeiramente nos vemos diante da realidade de que, “quando eu for elevado, atrairei todos a mim” (Jo 12, 32). Dentre todos os momentos sagrados da Missa, a Consagração é o mais importante, por isso deveríamos ter uma devoção especial por ela. Tanto é verdade que um ministro extraordinário, na ausência do sacerdote, pode fazer uma celebração, mas não pode consagrar, privilégio exclusivo do padre. A renovação do sacrifício de Cristo na Cruz só acontece por meio do sacerdote, que é a vítima. Nossa devoção à Consagração é importante porque ali existe um sacerdote invisível, que é o próprio Jesus. O padre pronuncia as palavras da Consagração, mas é o Cristo quem se oferece em sacrifício de amor. Ora, a morte, o crime da Cruz que aconteceu há dois mil anos, já cessou, Jesus já está ressuscitado no Céu, mas o seu ato de amor é perpétuo. Daí que, em cada Santa Missa, esse ato é renovado e representado sacramentalmente, tornando-se presente. Cristo não mais derrama o seu Sangue, mas aquele mesmo ato de amor se faz presente. Ele é o sacerdote invisível que nos ama. Por isso, devemos ter essa devoção pela Consagração, pois, com a ação eucarística feita pelo padre, estamos diante do ato de amor em ação. E devemos nos unir, oferecendo-nos também. Aliás, a alma da Missa é esse oferecimento, esse auto-sacrifício, essa auto-entrega do Cristo na Cruz. É por isso que, juntamente com o sacerdote e os celebrantes, todos nós devemos nos oferecer em sacrifício na Missa. Eis a nossa resposta de amor. Diante do amor de Cristo, diante da hóstia santa elevada pelas mãos ternas do sacerdote, podemos nos perguntar com Santo Agostinho: “Como não amar de volta um amor assim?”. Então, entregando-nos com sinceridade de coração, participamos dessa realidade profunda que é a Missa. Para nos ajudar a bem celebrá-la, vamos nos recordar uma oração de São Nicolau de Flüe, que inclusive consta no Catecismo da Igreja Católica, no número 226: Meu Senhor e meu Deus, arrancai de mim tudo o que me impede de ir a Vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo aquilo que me conduza a Vós. Meu Senhor e meu Deus, tirai-me de mim mesmo e entregai-me todo a Vós. Ou seja, essa oração sintetiza a ideia de participarmos realmente do sacrifício da Cruz. Deveríamos nos sentir atraídos pelo amor de Cristo na sua Cruz tanto quanto o povo de Israel, no deserto, sentiu-se atraído pela serpente de bronze elevada por Moisés, que podia curar e salvar o povo hebreu só de olharem para ela. Ao olharmos para a Cruz do Senhor, somos curados da nossa incapacidade de amar. No seu pontificado, Bento XVI restaurou uma tradição bastante piedosa: a de colocar um crucifixo no centro do altar. Muita gente acha que isso atrapalha a visão, mas como padre celebrante eu posso afirmar que é justamente o contrário. O crucifixo só ajuda e por uma simples razão: deixa claro para o sacerdote que durante a celebração ele não está se dirigindo ao povo, mas a Deus. A Missa é a renovação do sacrifício da Cruz. E o povo na assembleia também é recordado dessa centralidade de Cristo, ao ver que o padre não está olhando para os fiéis, mas para o crucifixo. É então que o sentido do sacrifício é completado quando o sacerdote eleva a hóstia diante da imagem da Cruz. “Na Cruz”, diz Santo Tomás de Aquino, “se esconde a divindade, e na Eucaristia se esconde a humanidade”. Então, ter a Santa Cruz no centro do altar nos recorda dessa humanidade que um dia, visível no Calvário, ofereceu-se e que hoje, invisível no Céu e também sobre os nossos altares, oferece-se num contínuo sacrifício de amor que não cessa, mas que permanece presente, sacramentalmente. Por isso, neste dia no qual celebramos a Festa da Exaltação da Santa Cruz, olhemos para as hóstias e os cálices que são erguidos em nossas igrejas, e enxerguemos a Exaltação da Cruz do Senhor, o seu sacrifício redentor. Vamos concluir esta homilia dominical renovando aquela belíssima oração de São Nicolau de Flüe. Que Deus conceda a cada um de nós, sacerdotes ou leigos, a graça de, na próxima Missa, renovarmos nossa entrega. Diante daquele amor que tanto nos amou, amemos de volta, entregando-nos a Ele. Meu Senhor e meu Deus, arrancai de mim tudo o que me impede de ir a Vós. Meu Senhor e meu Deus, dai-me tudo aquilo que me conduza a Vós. Meu Senhor e meu Deus, tirai-me de mim mesmo e entregai-me todo a Vós. ))). 

C – Fui católico praticando e nossa intenção em publicar esta matéria acima é mostrar aos evangélicos mais uma vez que a adoração da cruz é feita na igreja católica romana normalmente como tradição da igreja e não tem coisa alguma pertinente com a liturgia dos cultos dos evangélicos pentecostais. O que é estranho é que muitas igrejas evangélicas pentecostais estão adotando a mesma adoração da cruz como parte do culto a Deus. Colocaram a cruz nos púlpitos e em outros lugares dos templos a colocaram em evidência. Já fazem vistas grossas quando um crente pentecostal está usando um crucifixo ou tem os símbolos da velha religião sem ser esclarecido aos mesmos que aquilo é pecado, que a idolatria é pecado, e que nós fomos libertos, lavados pelo sangue de Jesus para adorarmos somente a Deus porque Jesus Cristo é o autor e consumador da nossa fé. Mas agora fazem vistas grossas para deixar os crentes à vontade para o uso ou não de crucifixo e outros adereços de uso exclusivo dos idólatras e das idolatrias romanizadas. O primeiro mandamento de Deus nos ensina bem claro: “Amaras o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento”. O primeiro mandamento da Bíblia é "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento", (Marcos 12:30). Outra forma de apresentá-lo é como "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da escravidão ou da servidão. Não terás outros deuses além de mim", (Êxodo 20:2-3). A interpretação abrange tanto o amor exclusivo e a adoração exclusiva a Deus. Quanto à proibição de termos outros deuses e de criar imagens para idolatria, a Bíblia diz no Salmo 115 da versão evangélica ACF, que é pecado adorar imagens feitas pelas mãos dos homens. Bíblia ACF, Êxodo 20:1-7. Assim diz: 20:1 Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: 20:2 Eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 20:3 Não terás outros deuses diante de mim. 20:4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 20:5 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. 20:6 E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. 20:7 Não tomarás o nome do SENHOR teu Deus em vão; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 

1 - Diferenças do que era ou é a cruz e o sacrifício vicário de Jesus na cruz do calvário. Paulo deixou bem claro que Cristo não morreu meramente como um evento qualquer na história. Não foi mais um evento qualquer, houve uma mudança na história da humanidade; a igreja do Senhor Jesus passou a existir com um único objetivo de Lhe adorar em espírito e em verdade, porque Ele não é um ídolo, Jesus Cristo é o Filho amado de Deus, Ele não está morto, Ele ressuscitou e vive e reina para todo o sempre e eternamente e um dia voltará para buscar os remidos do Senhor e no arrebatamento da igreja os levará para sua glória para viver com Ele eternamente nas mansões celestiais. 

2 - Interessante que quando lemos os Evangelhos, os evangelhos nos comunicam que a Cruz em que Jesus foi pregado nela, ficou fora dos muros da cidade de Jerusalém, Ele foi morto fora da entrada da cidade. E o que foi escrito na cruz de Jesus e foi escrito em mais de um idioma, ou seja, quatro letras (INRI) abreviação em latim que significa “Jesus Nazareno, Rei dos Judeus". É interessante que todos estavam entrando à cidade para comemorar a páscoa, e na perspectiva dos torturadores era estratégico colocar a cruz de Jesus à entrada da cidade para que todos que passassem para comemorar a páscoa, pudessem ver o corpo de Jesus naquela Cruz e zombar dEle. Assim também faziam com os malfeitores, tinham que serem crucificados fora dos muros de Jerusalém. Porque a Cruz era sinônimo de maldição, de vergonha, de fracasso, de derrota. E eles arquitetaram bem ao ponto de colocar a expressão “Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus", num ar de deboche, porque, diziam eles, se és Rei não podes estar na Cruz, deveria estar no trono. Eles colocaram em vários idiomas para que todos que passassem tivessem condições de ler. Eles pensavam que estavam fazendo algo para denegrir Jesus. Porém na verdade eles estavam escrevendo o primeiro folheto evangelístico da história. Porque todos que passaram por aquele lugar não viram apenas um corpo, mais viram uma mensagem. Este que aqui está é “JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS”. 

3 - Na Cristologia de Paulo ou na perspectiva Cristológica de Paulo, na Cruz o Senhor da vida assumiu o nosso lugar, morreu por nós, na cruz o Senhor da vida se fez maldição por nós. Ele não apenas, de forma expiatória, foi dado como sacrifício, mais Ele também de forma Vicária suportou o peso da nossa vergonha, dos nossos delitos e pecados. Ele não apenas absorveu a consequência, a punição, a penalidade, mas Ele assumiu propriamente dito o lugar do castigo e por isso Isaías profetizou: “o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele e pelas suas pisaduras fomos sarados”, Is.53. O castigo era nosso, era para mim, era você, mas Jesus assumiu todo aquele castigo para nos salvar. A cruz de uma ponta a outra era exatamente do seu tamanho, do tamanho dos nossos braços abertos. 

4 - "A cruz tinha a nossa medida, pois era o nosso lugar. A cruz era nossa e não de Jesus, Jesus não cometeu nenhum pecado, nenhum crime. Mas, segundo o que Paulo escreveu, Jesus morreu por amor, mesmo que a cruz fosse nossa, mesmo que aquele lugar fosse para mim e para você, Ele, Jesus, decidiu tomar o nosso lugar, e se colocou em nosso lugar. A cruz não era dEle, a cruz nunca foi para Ele, porém ainda assim por livre e espontânea vontade, Ele decidiu carregar e suportar tudo por todos nós. 

5 – Ainda segundo a perspectiva de Paulo o sacrifício da cruz, foi expiatório, conforme a carta aos Efésios. Na perspectiva de Paulo o sacrifício de Jesus na cruz foi vicário, substitutivo, Jesus assumiu o nosso lugar. O sacrifício expiatório refere-se à entrega voluntária de Jesus Cristo na cruz, que teve o propósito de reconciliar a humanidade com Deus, remover a culpa do pecado e restaurar a comunhão do ser humano com Deus. O ponto central em Efésios é que o sacrifício de Cristo foi uma oferta e sacrifício a Deus em "cheiro suave", (Efésios 5:2). Isso significa que foi um ato totalmente agradável a Deus, cumprindo e superando os sacrifícios do Antigo Testamento, que eram rituais temporários de animais para cobrir (e não perdoar) pecados. 

6 - Os principais pontos sobre o sacrifício expiatório de Jesus em Efésios são: 1. O fundamento do Amor. 2. O sacrifício de Cristo é a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade. 3. Os crentes são exortados a "andar em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós", (Efésios 5:2). 4. O caráter Vicário/Substitutivo foi o termo exato para declarar que o sacrifício de Jesus foi "expiatório". 5. A ideia de substituição está implícita. Jesus se entregou em favor dos crentes para que não sofressem a condenação do pecado. 

7 – A Purificação e Santidade de Jesus nos foi demonstrada no sacrifício de Cristo que visa purificar a igreja, para que seja "santa e sem defeito e irrepreensível", (Efésios 5:27). A expiação, que significa purificar e pagar uma dívida, possibilita a santificação dos crentes. O castigo que nos trouxe a paz estava sobre Ele que nos recebeu de braços abertos para vivermos a reconciliação e Paz com Deus. O sacrifício de Jesus destruiu a inimizade entre Deus e a humanidade (e entre os próprios homens, como Judeus e gentios), trazendo paz e unidade, tornando-os um só corpo em Cristo, (Efésios 2:14-16). 

8 – O dia do sacrifício e da morte de Jesus foi o dia mais triste da nossa história, foi o dia que mataram a Jesus o unigênito filho de Deus. Naquele dia quando o céu se escureceu e houve trevas sobre a face da terra, alguns homens acharam que o filho de Deus havia sido derrotado. Naquele dia quando aquele que estava sendo crucificado disse: “Está consumado, em tuas mãos entrego o meu Espírito"”. Alguns torturados e soldados romanos acharam que tinham feito o serviço bem feito, que tinha acabado. O que eles não sabiam é que aquele que estava sendo crucificado, na verdade era o dono da vida, que após 3 dias a pedra do sepulcro seria removida e ele voltaria, e não apenas voltaria mas ele iria encher seus discípulos com o Espírito Santo conforme está escrito em Atos 2, para o que ele começou a fazer, agora os seus discípulos continuariam a fazer e eles fariam “obras ainda maiores do ele fez", a fim de que o domínio das trevas pudesse ser completamente dissipado, derrotado e o propósito divino pudesse ser completamente estabelecido. 

9 - O sacrifício da Cruz foi expiatório, foi vicário, mas o sacrifício da Cruz foi triunfante. Ou seja, a cruz não foi capaz de deter o Rei Jesus, porque Jesus venceu a cruz, venceu a morte naquela cruz horrenda e horripilante. Através do sacrifício redentor de Cristo na cruz a morte foi vencida. Então porquê adorar a cruz, temos que adorar é o Senhor Jesus que venceu a morte na cruz. É isso que o próprio apostolo Paulo vai dizer nesta mesma carta. Em 1 Coríntios 15.55–57 está escrito: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo”. Na Bíblia, um aguilhão é uma vara comprida com uma ponta de ferro afiada, usada para conduzir e picar bois, é uma espécie de ferrão. Jesus usa essa imagem para descrever a resistência do ser humano à vontade de Deus, comparando-a ao ato de um boi que, ao resistir, se machuca ao dar coices contra o instrumento, como é explicado na passagem de Atos 26:14. A frase "recalcitrar contra os aguilhões" significa lutar contra Deus. Jesus usa essa metáfora para mostrar a Paulo que resistir à sua chamada era doloroso e inútil, como um boi que se fere ao dar coices contra o aguilhão, conforme destacado em Atos 26:14. O aguilhão ainda pode ser visto como um estímulo divino para que as pessoas sigam o caminho certo, o que pode se manifestar de forma difícil como as provações da vida, perda de um conforto ou surgimento de uma dor, como explicado em Atos 26:14. Sobre o aguilhão da morte a Bíblia também menciona que este "aguilhão da morte" é para arrependimento, confissão e conversão, (1 Coríntios 15:56), referindo-se ao pecado que causa sofrimento e separação de Deus. 

10 - Na cruz Jesus sofreu a punição dos nossos pecados (expiatório), na cruz Jesus assumiu o nosso lugar (vicário), mais não podemos nos esquecer que na cruz também Jesus venceu a morte, (foi triunfante). Diante dessas coisas o que diremos nós? “Se Deus é por nós, quem será contra nós? E em Romanos 8.31–37 declara: Portanto, que poderemos dizer diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou nem o próprio Filho, mas, pelo contrário, o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas? Quem trará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica; quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou, pelo contrário, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou privação, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todos os dias; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas essas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. 

11 – E o apóstolo Paulo ainda continua dizendo: Romanos 8.38–39, Pois tenho certeza de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem autoridades celestiais, nem coisas do presente nem do futuro, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Porque ele está vivo, nós cremos. Porque ele está vivo nós celebramos. Porque ele está vivo podemos crer no amanhã. O apóstolo Paulo confirma sua convicção dizendo: Quando vocês se reunirem para repartir o pão, e tomar o cálice, que não seja apenas mais uma refeição entre vocês. Que haja propósito. Na verdade um pouco mais pra frente no texto, Paulo diz no versículo 27 ao 29: 1Coríntios 11.27–29, Por essa razão, quem comer do pão ou beber do cálice do Senhor de maneira indigna será culpado do corpo e o sangue do Senhor. Examine, pois, o homem a si mesmo, e dessa forma coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem ter consciência do corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. 

12 – Portanto, "morrer na cruz" era, na época romana, um método de punição humilhante e doloroso para escravos e criminosos. "Sacrifício vicário de Jesus" é a interpretação teológica cristã de que essa morte na cruz foi um ato voluntário e substitutivo, onde Jesus assumiu o lugar da humanidade para expiar seus pecados e reconciliá-la com Deus. Portanto, a morte na cruz era um evento histórico e o sacrifício vicário é o significado atribuído a esse evento na fé cristã. O que significava, no contexto histórico teológico, que morrer na cruz era o pior de todos os castigos aplicados aos piores criminosos daquela época. Era uma forma de punição romana reservada para escravos e pessoas sem cidadania. Era um método de execução pública, conhecido por sua lentidão e dor extrema. A crucificação era um sinal de desgraça e escândalo, o que torna a escolha de Jesus ainda mais significativa para os cristãos. 

13 – Portanto é melhor adorar a Jesus e não a cruz que foi o instrumento maligno usado por satanás para matar Jesus. Sob a lei, a expiação poderia ser usada para purificar objetos. Por exemplo, deve-se fazer a expiação por uma casa que foi limpa de mofo (Levítico 14:53). A ideia central da expiação diz respeito à purificação de uma pessoa que pecou ou se tornou contaminada de alguma forma: por uma mulher após o parto, (Levítico 12:8), um leproso que foi curado, (Levítico 14:18–19) ou um nazireu que quebrou seus votos, mesmo acidentalmente (Números 6:11). Os usos mais comuns da expiação, do perdão, têm a ver com sacrifícios por um pecador individualmente, (Números 5:7–9), e ou um grupo tal como os levitas antes de realizarem os serviços do templo, (Números 8:12), e até mesmo a nação como um todo. Levíticos 16 explica o Dia da Expiação em que os pecados de toda a nação são tratados por meio de um sacrifício. Jesus foi sacrificado para nos salvar da maldição do pecado. 

14 - A palavra expiação não é usada no Novo Testamento; no entanto, o conceito está lá, em 1 Coríntios 15:3 Paulo diz que uma verdade central do evangelho é que Cristo morreu "pelos nossos pecados". Da mesma forma, Gálatas 1:4 diz que Cristo deu-se a Si mesmo "pelos nossos pecados". Antes da morte de Cristo, nossos pecados nos separavam de Deus. Após a Sua morte pelos nossos pecados, podemos ser reconciliados com Deus. Assim como no Dia da Expiação os pecados da nação eram transferidos para o sacrifício, (Levíticos 16), nossos pecados foram transferidos para Cristo, e Ele "levou nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro", (1 Pedro 2:24), sobre a cruz. Por causa do sacrifício vicário (substitutivo) de Cristo, podemos ser salvos, justificados, perdoados e adotados na família de Deus. Não há uma só palavra que possa resumir adequadamente todas as bênçãos que temos em Cristo. Mesmo que a expiação não seja usada no Novo Testamento, é claro que a expiação no Antigo Testamento é o pano de fundo para o sacrifício de Jesus Cristo pelos pecadores, por isso toda a nossa adoração deve ser voltada para Jesus Cristo e não para a cruz da Sua morte sacrificial em nosso favor. 

15 - Segundo a Bíblia, por trás dos ídolos há engano, falsidade e forças demoníacas, e não um poder divino real. A idolatria desvia o foco do único Deus verdadeiro, levando à adoração de coisas que não têm poder e que, na verdade, nos prejudicam. Isso inclui não só objetos físicos, mas também qualquer coisa que ocupe o lugar de Deus em nossos corações, como dinheiro, fama ou desejos egoístas. A Bíblia trás vários ensinamentos sobre o que está por trás dos ídolos. a) Engano e falsidade: Ídolos são considerados mentiras, pois os objetos adorados não são deuses e não têm poder para salvar ou ajudar. A adoração a eles é uma forma de engano que afasta as pessoas de Deus. b) Forças demoníacas: O apóstolo Paulo aponta que, embora o ídolo em si seja nada, por trás da idolatria estão os demônios, que agem por meio da adoração a essas imagens. c) A idolatria no coração gera pecado : Além das imagens físicas, a Bíblia ensina que a idolatria pode ser uma adoração a coisas abstratas. Qualquer coisa que receba a adoração e o lugar central que só Deus deveria ocupar é um ídolo, como avareza, busca por fama, trabalho em excesso ou vícios. c) A Desobediência e a corrupção são frutos da idolatria plenamente condenada na Bíblia. A idolatria da cruz assim como tantos outros ídolos é uma forma de desobediência a Deus, que proíbe a adoração a qualquer outra coisa. Ela também corrompe o ser humano ao levar a adoração a objetos sem valor, o que degrada quem pratica a idolatria. 

16 - 1 Coríntios 10 nos trás o ensino de que devemos adorar somente a Deus, porque por trás dos ídolos estão os demônios. 1 Coríntios 10:14,19-21. “14. Portanto, meus amados, fugi da idolatria. 19. Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? 20. Antes, digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. 21. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. Observe que um dos pecados mais denunciados e combatidos na Bíblia é a idolatria. O homem caído cria "deuses" a sua imagem e semelhança, isto é, define "deus" e procura adequá-lo as suas conveniências. Não é sem razões que os dois primeiros mandamentos da Lei de Deus, entregue a Moisés, combatem diretamente a idolatria (veja Êxodo 20: 1-6). Isto é tão sério que, quando a igreja se desviou de Deus, logo mudou estes mandamentos ( compare o que diz o catecismo da igreja romana com o que diz a Bíblia e ficarás surpreso). A idolatria é fruto da queda do homem, e quando criamos, ou servimos aos ídolos, nos tornamos semelhantes a eles perante o Senhor ( Salmo 115: 1-8), isto é, sem vida. Além do mais, atraímos a maldição da Lei contra nossos descendentes. Em Gálatas 6.7 está escrito: “De Deus não se zomba, tudo o que o homem semear isso também ceifará”. 

17 - O ser humano gosta de criar coisas novas para seu deleite pessoal e uma das coisas que mais o ser humano cria para si são coisas e objetos que se tornam endeusáveis ou adoráveis. Mas paremos de "criar" deuses a sua imagem e semelhança. Pare de servi-los. Caso contrário, não terás a vida eterna (1 Coríntios 5:9-11; 1 Co 6:9-10; Apocalipse 21:8). Ou você serve a Deus que criou o homem ou aos deuses criados pelos homens. Não há como conciliar as duas coisas. Deus requer exclusividade, Deus não reparte a Sua glória com ninguém. Por trás de cada ídolo há no mínimo um demônio. 1 Coríntios 10:20, “diz que os sacrifícios pagãos eram oferecidos a demônios, e não a Deus”. Embora não mencione diretamente "demônio" em cada imagem, o versículo sugere que a prática da idolatria estava associada à adoração de entidades demoníacas. Outros versículos bíblicos que reforçam essa ideia são os de Deuteronômio 32:17 e Êxodo 20:4-5, que proíbem a criação e adoração de imagens. 1 Coríntios 10:20 diz também que: "O que os pagãos sacrificam é oferecido aos demônios e não a Deus, e não quero que vocês tenham comunhão com os demônios". Deuteronômio 32:17, menciona que os israelitas "sacrificaram aos demônios, não a Deus, aos deuses que não conheciam". Êxodo 20:4-5: Proíbe a criação de imagens de escultura e a adoração a elas. Deuteronômio 27:15 diz: “Amaldiçoa o homem que "sabe que o ídolo esculpido ou de fundição, é abominável ao Senhor, obra de artífice, e será maldição mesmo se a puser em lugar oculto". 

18 - Lembrando que a cruz é um ídolo consagrado mundialmente como tal em várias religiões, vejam o que diz o Apóstolo Paulo: “Que digo, pois? Que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o próprio ídolo tem algum valor? Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônios que as sacrificam e não a Deus; e eu não quero que vos torneis associados aos demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou provocaremos zelos no Senhor? Somos, acaso, mais fortes do que ele?” (1Co 10:19-22 RA). A idolatria foi e é uma das manifestações mais claras de decadência espiritual de pessoas e nações. O Senhor é espírito e é suficiente para aqueles que o conhecem pessoalmente. Além do mais, só Deus é onisciente, onipresente e onipotente logo, como um ídolo, ou o demônio a quem representa poderia ser alguma coisa ou fazer-se ser ouvido. 

19 - Colocar um ídolo em casa atrairá a ira de Deus. “As imagens de escultura de seus deuses queimarás; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois são abominação ao SENHOR, teu Deus. Não meterás, pois, coisa abominável em tua casa, para que não sejas amaldiçoado, semelhante a ela; de todo, a detestarás e, de todo, a abominarás, pois é amaldiçoada”. (Dt 7:25-26 ARA). “Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. (Êx:20:1-6 ARA).“Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos Amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”. (Js 24:15 ARA). 

20 - Temos que ficar maravilhados pelo sacrifício de Jesus e não pela cruz. Temos que adorar a Jesus e não a cruz. Jesus nos livrou da condenação do pecado e nos salvou das trevas e nos transportou para a luz.

Deus abençoe você e sua família. 


Pr. Waldir Pedro de Souza. 

Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

A NECESSIDADE DA OBEDIÊNCIA BÍBLICA

A NECESSIDADE DA OBEDIÊNCIA BÍBLICA 


Como está a sua disposição para obedecer a Deus? Medite nestas palavras do Apóstolo Paulo aos Efésios: "Bendito seja o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo”. (Efésios 1:3). Há grandes recompensas pela nossa obediência ao Senhor tanto aqui na terra como nas regiões celestiais. 

A - Quatro passos importantes para sermos obedientes a Deus e para alcançarmos a salvação. (Primeiro passo): é que Deus tem por agradável e bom a salvação de seus filhos, não agrada a Deus que o homem se perca nesse caminhar, o Todo-Poderoso não acha nada bom que alguém morra sem antes conhecer a verdade e seja salvo por ela. (Segundo passo): é que a vontade de Deus é que todos se salvem, mas, para isso é que Paulo acrescenta mais uma frase depois da virgula do versículo 4; …, e venham ao conhecimento da verdade. Em outra passagem do evangelho em João 8:32; ³² E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. Esta verdade que é o evangelho anunciado por Jesus e os profetas libertará do pecado e consequentemente garantirá a salvação da alma. (Terceiro passo): é que Deus só existe um, o criador dos céus e da terra e tudo que neles há. Fora disto são deuses estranhos que nada podem fazer em nosso favor e que não adianta ficarmos orando pedindo a intercessão para qualquer que seja se não for Jesus, à luz da palavra somente Jesus é que pode interceder por nós diante de Deus. Eu não tenho esse poder, Paulo também não, nem Moisés e muito menos Jose e Maria que eram os pais de Jesus, pois, estes estão mortos como qualquer outro mortal. (Quarto passo): e último ponto que destaco nesta passagem é que para dar testemunho eterno Jesus já se sacrificou por nós e Deus não se agrada mais de sacrifícios como no passado ele agradava. Todo e qualquer sacrifício que se arremete ao período anterior da cruz, período da lei, é como se declarássemos que esteamos invalidando este gesto de amor de Cristo como muito bem disse Paulo em sua carta aos Gálatas 2: 19-21; ¹⁹ Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. ²⁰ Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. ²¹ Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde (em vão). Gálatas 2:19-21. 

B – Quem obedece a Deus é feliz. Obedecer a Deus significa viver conforme Seus mandamentos. Esse ato reflete nossa reverência, amor e confiança em Sua sabedoria. Em João 14:15, Jesus ensinou: “Se vocês me amam, obedeçam os meus mandamentos”. Isso mostra que a obediência é, antes de tudo, uma expressão de amor a Deus. O valor da obediência é muito grande. Quando seguimos os mandamentos de Deus, fortalecemos nosso relacionamento com Ele e alinhamos nossa vida à Sua vontade. Obedecer é confiar que Deus sempre deseja o nosso bem e sabe o que é melhor para nós. 

C - Obedecer a Deus pode exigir nossa renúncia de algumas coisas. Muitas vezes, significa abrir mão dos próprios desejos e de caminhos aparentemente fáceis para seguir o que Ele nos pede. A história bíblica está repleta de exemplos de pessoas que enfrentaram desafios para obedecer a Deus, mas foram recompensadas por sua fé e sua fidelidade. A obediência também nos protege. Quando seguimos os ensinamentos divinos, evitamos erros que podem trazer dor e consequências negativas. Deus nos guia pelo melhor caminho, e confiar nEle nos livra de armadilhas. 

1 - Embora possa ser difícil, a obediência fortalece nossa fé e nos aproxima de Deus. Quando nos submetemos à Sua vontade, experimentamos paz e propósito, Deus exige exclusividade. Obedecer a Deus não é apenas cumprir regras, mas desenvolver um relacionamento sincero com Deus, baseado na confiança e no amor. A obediência a Deus é um caminho de crescimento espiritual, de proteção ininterrupta e de bênçãos inigualáveis. Que possamos sempre buscar seguir Sua vontade, confiando em Seu amor e sabedoria para nos guiar. 

2 - Obedecer a Deus significa viver conforme Seus mandamentos, Suas instruções e orientações. Esse ato reflete nossa reverência, amor e confiança em Sua sabedoria. Em João 14:15, Jesus ensinou: “Se vocês me amam, obedeçam aos meus mandamentos”. Isso mostra que a obediência é, antes de tudo, uma expressão de amor a Deus e de fé conforme Hebreus 11.1. O valor da obediência é muito grande. Quando seguimos os mandamentos de Deus, fortalecemos nosso relacionamento com Ele e alinhamos nossa vida à Sua vontade. Obedecer é confiar que Deus sempre deseja o nosso bem e sabe o que é melhor para nós. 

3 - Obedecer a Deus pode exigir nossa renúncia de muitas coisas. Muitas vezes, significa abrir mão dos próprios desejos e de caminhos aparentemente fáceis para seguir o que Ele nos pede. A história bíblica está repleta de exemplos de pessoas que enfrentaram desafios para obedecer, mas foram recompensadas por sua fé e fidelidade. Abraão foi fiel a Deus de tal forma que Deus lhe fez um pedido impossível de se cumprir, porém ele confiou no Deus que lhe chamou da sua terra e lhe deu através de sua posteridade a terra prometida. A obediência também nos protege dos mal pensamentos, das más ações, dos falsos profetas, dos falsos irmãos. Quando seguimos os ensinamentos de Deus evitamos erros que podem trazer dores e consequências negativas. Deus nos guia pelo melhor caminho, e ao confiar nEle temos livramentos das armadilhas de satanás. 

4 - Embora possa ser difícil, a obediência fortalece nossa fé e nos aproxima de Deus. Quando nos submetemos à Sua vontade, experimentamos paz duradoura e alegria sem fim. Obedecer não é apenas cumprir regras, mas desenvolver um relacionamento sincero e honesto com Deus, baseado na confiança e no amor. A obediência a Deus é um caminho de crescimento espiritual, proteção e bênçãos. Que possamos sempre buscar seguir Sua vontade, confiando em Seu amor e sabedoria. Deus nos ensina o que Ele exige de nós através da Bíblia Sagrada. O que é obediência segundo a Bíblia? Segundo a Bíblia, a obediência a Deus é uma maneira de demonstrar amor, respeito e confiança n'Ele. Mais do que simplesmente seguir regras, obedecer envolve entregar o coração a Deus e confiar plenamente em Sua direção para nossas vidas. A obediência é essencial para vivermos conforme os Seus propósitos. 

5 - A Bíblia nos ensina que a obediência traz proteção e bênçãos. Em Deuteronômio 5:33, lemos: “Andem sempre pelo caminho que o Senhor, o seu Deus, ordenou a vocês, para que tenham vida, tudo vá bem com vocês e os seus dias se prolonguem na terra da qual tomarão posse.” Esse versículo mostra como a obediência nos conduz a uma vida plena e abençoada diante de Deus. Em Deuteronômio 28:1-2, Deus promete ainda mais bênçãos para aqueles que O obedecem: “Se vocês obedecerem fielmente ao Senhor, o seu Deus, e seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos que hoje dou a vocês, o Senhor, o seu Deus, os colocará muito acima de todas as nações da terra. Todas estas bênçãos virão sobre vocês e os acompanharão se vocês obedecerem ao Senhor, o seu Deus”. Tiago 1:25 afirma que quem pratica a Palavra será bem-sucedido: “Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, será feliz naquilo que fizer”. 

6 - Jesus é o maior exemplo de obediência. Ele seguiu a vontade do Pai até a cruz (Filipenses 2:8), mostrando que a verdadeira obediência nos aproxima de Deus e nos conduz à vida eterna. Obedecer a Deus significa confiar n’Ele e seguir Seus caminhos, sabendo que Ele tem o melhor para nós. A obediência nos traz paz, proteção e um relacionamento profundo com o Senhor. Os frutos da obediência e as causas da desobediência sempre serão evidentes em nossa jornada e em nossa caminhada de fé. 

7 - Na Bíblia, a obediência a Deus é apresentada como uma chave para viver uma vida abençoada e cheia de paz, enquanto a desobediência traz consequências que afastam o ser humano da vontade divina. Quem obedece a Deus é feliz e produz os frutos da obediência. Virão: Bênçãos e prosperidade. A obediência a Deus é recompensada com bênçãos em todas as áreas da vida. Deus promete prosperidade, sucesso nos empreendimentos e proteção contra as adversidades. 

8 - Quem obedece a Deus tem Paz e tranquilidade. Aqueles que obedecem a Deus experimentam a paz que excede todo entendimento. A obediência resulta em um coração tranquilo, sabendo que a vida está conforme a vontade de Deus. Quem obedece a Deus tem crescimento espiritual. A sua obediência é um reflexo do amor por Deus àqueles que guardam os Seus mandamentos e desenvolvem um relacionamento mais profundo com Ele, o que promove um crescimento espiritual contínuo. 

9 – A obediência a Deus gera em nós a Proteção de Deus. Quando obedecemos a Deus, Ele nos guarda e protege contra os perigos, dando-nos segurança em meio ao caos e à insegurança do mundo. O valor da obediência é muito grande e nos ensina como obedecer a Deus em todo tempo e em tudo que podemos fazer para o Reino de Deus aqui na terra. Obedecer a Deus significa viver conforme Seus mandamentos. Esse ato reflete nossa reverência, amor e confiança em Sua sabedoria. Em João 14:15, Jesus ensinou: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”. Isso mostra que a obediência é, antes de tudo, uma expressão de amor a Deus ao verdadeiro Deus de amor. O valor da obediência é tão grande quando seguimos os mandamentos de Deus, que nos fortalecemos em nosso relacionamento com Ele e alinhamos nossa vida à Sua vontade. Obedecer é confiar que Deus sempre deseja o nosso bem e sabe o que é melhor para nós. 

10 - Obedecer a Deus pode exigir nossa renúncia de tudo para que prevaleça a vontade de Deus em nós. Muitas vezes, significa abrir mão dos nossos próprios desejos e de caminhos aparentemente fáceis para seguir o que Ele nos pede em caminhos difíceis e em vales áridos. A história bíblica está repleta de exemplos de pessoas que enfrentaram desafios para obedecer, mas foram recompensadas por sua fé e fidelidade. A obediência a Deus também nos protege de todo mal. Quando seguimos os ensinamentos de Jesus, evitamos erros que podem trazer dor e consequências negativas. Deus nos guia pelo melhor caminho, e confiar nEle nos livra de armadilhas emboscadas de satanás. 

11 - Embora possa ser difícil, a obediência fortalece nossa fé e nos aproxima de Deus. Quando nos submetemos à Sua vontade, experimentamos paz e felicidades. Obedecer não é apenas cumprir regras, mas desenvolver um relacionamento sincero com Deus, baseado na confiança e no amor. A obediência a Deus é um caminho de crescimento espiritual, proteção e bênçãos. Que possamos sempre buscar seguir Sua vontade, confiando em Seu amor e sabedoria. 

12 - O que é obediência segundo a Bíblia e o que ela nos traz de bom? Segundo a Bíblia, a obediência a Deus é uma maneira de demonstrar amor, respeito e confiança n'Ele. Mais do que simplesmente seguir regras e mandamentos, obedecer envolve entregar o coração a Deus e confiar plenamente em Sua direção para nossas vidas. A obediência é essencial para vivermos conforme os Seus propósitos. A Bíblia ensina que a obediência trás a unção do Espírito Santo em tudo. Em Deuteronômio 5:33, lemos: “Andem sempre pelo caminho que o Senhor, o seu Deus, ordenou a vocês, para que tenham vida, tudo vá bem com vocês e os seus dias se prolonguem na terra da qual tomarão posse, terra que o Senhor teu Deus te dá”. Esse versículo mostra como a obediência nos conduz a uma vida plena e abençoada. 

13 - Em Deuteronômio 28:1-2, Deus promete ainda mais bênçãos para aqueles que O obedecem: “Se vocês obedecerem fielmente ao Senhor, o seu Deus, e seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos que hoje dou a vocês, o Senhor, o seu Deus, os colocará muito acima de todas as nações da terra. Todas estas bênçãos virão sobre vocês e os acompanharão se vocês obedecerem ao Senhor, o seu Deus”. Além disso, Tiago 1:25 afirma que quem pratica a Palavra será bem-sucedido: “Mas o homem que observa atentamente a lei perfeita, que traz a liberdade, e persevera na prática dessa lei, será feliz naquilo que fizer”. 

14 - Jesus é o maior exemplo de obediência. Ele seguiu a vontade do Pai até a cruz (Filipenses 2:8), mostrando que a verdadeira obediência nos aproxima de Deus e nos conduz à vida eterna. Obedecer a Deus significa confiar n’Ele e seguir Seus caminhos, sabendo que Ele tem o melhor para nós não importando como será o final de nossa caminhada aqui na terra. A obediência nos traz paz, proteção e um relacionamento profundo com o Senhor. 

15 – A nossa obediência nos trás frutos da obediência e a nossa desobediência nos trás castigo pela desobediência. Na Bíblia, a obediência a Deus é apresentada como uma chave para viver uma vida abençoada e cheia de paz e alegria, enquanto que a desobediência traz consequências que afastam o ser humano da vontade de Deus. A obediência gera frutos grandes e saudáveis, enquanto a desobediência trás fruto raquíticos e fracos. 

16 – a.) A nossa obediência e perseverança gera bênçãos e prosperidade. A obediência a Deus é recompensada com bênçãos em todas as áreas da vida. Deus promete prosperidade, sucesso nos empreendimentos e proteção contra as adversidades. b.) Gera paz e tranquilidade. Aqueles que obedecem a Deus experimentam a paz que excede todo entendimento. A obediência resulta em um coração tranquilo, sabendo que a vida está conforme a vontade de Deus. c.) Gera crescimento espiritual. A obediência é um reflexo do amor por Deus. Aqueles que guardam os Seus mandamentos desenvolvem um relacionamento mais profundo com Ele, o que promove um crescimento espiritual contínuo. d.) Gera proteção de Deus. Quando obedecemos a Deus, Ele nos guarda e protege contra os perigos, dando-nos segurança em meio ao caos e à insegurança do mundo. 

17 – Os frutos da desobediência causam males sem número. a.) Causam sofrimentos indesejáveis. b.) A desobediência ao Senhor trazem sofrimentos inesperados. c.) O exemplo de Adão e Eva mostra que quando se desobedece, há consequências dolorosas, como o sofrimento, a dor e o trabalho árduo. d.) Trazem e causam a separação de Deus b.) A desobediência resulta em afastamento da comunhão com Deus, que não pode habitar com aqueles que vivem em rebeldia. c.) A desobediência cria uma barreira espiritual que impede o relacionamento íntimo com o Senhor. d.) Causam a cegueira espiritual e aqueles que vivem na desobediência se tornam espiritualmente cegos, incapazes de ver a verdade e a vontade de Deus para suas vidas. e.) Causam Destruição devastadora na alma. A desobediência leva à destruição, seja em relacionamentos, finanças ou até mesmo na saúde. Ao ignorar os ensinamentos da Bíblia, que é a palavra de Deus, colhemos consequências amargas. f.) A Bíblia nos ensina que a obediência a Deus nos traz vida e paz, enquanto a desobediência nos conduz ao sofrimento e à separação de Sua presença. Através da Palavra de Deus, somos instruídos sobre os frutos da obediência e os danos da desobediência, e como essas escolhas impactam nossas vidas. 

18 – Alguns exemplos de obediência a Deus registrados na Bíblia. a.) A obediência a Deus não é apenas um ato de submissão, mas uma demonstração de fé e confiança em Seu plano. Jesus, Abraão, Moisés, Noé e Daniel, ao obedecerem, não só agradaram a Deus, mas também inspiraram gerações a seguir Seus caminhos. b.) Jesus: Obedeceu ao Pai até a morte na cruz, cumprindo a Sua vontade. Jesus é o maior exemplo de obediência na Bíblia. c.) Abraão: Estava disposto a sacrificar seu filho Isaque por ordem de Deus, demonstrando fé absoluta. Sua obediência foi recompensada quando Deus providenciou um carneiro em seu lugar. d.) Moisés: Mesmo inseguro, aceitou a missão de libertar Israel do Egito. Confiou em Deus e seguiu Suas instruções, enfrentando desafios e conduzindo o povo à liberdade. e.) Noé: Construiu a arca conforme Deus ordenou, mesmo sem entender totalmente o propósito. Sua fé salvou sua família e garantiu a continuidade da humanidade. f.) Daniel: Recusou-se a parar de orar a Deus, mesmo sob ameaça de morte. Sua fidelidade foi recompensada quando Deus o livrou da cova dos leões, provando que a obediência traz proteção. g.) A obediência nos aproxima de Deus e nos permite experimentar Suas promessas em nossas vidas. Quando escolhemos obedecer, estamos firmando um compromisso com o Criador, confiando que Seus planos são sempre para o nosso bem, mesmo quando não conseguimos entender os caminhos que Ele escolhe para nós. 


Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

EU E A MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR

EU E A MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR  

Que bom servir ao Senhor. Disse Josué ao povo: “Eu e a minha casa servirmos ao Senhor”. Muitas igrejas começaram em casas dos crentes que sempre realizavam cultos em casa, o conhecido culto nos lares ou cultos domésticos. A frase "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" é uma declaração de fé e compromisso familiar de Josué e sua família com Deus, encontrada na Bíblia, em Josué 24:15. Esta passagem reflete a decisão de Josué de servir ao Senhor e a intenção de sua família seguir o mesmo caminho, demonstrando a importância da escolha individual e familiar por Deus.

A - Entendendo a declaração de Josué: 1. É um compromisso pessoal e familiar. A frase não se limita a um compromisso individual, mas se estende a toda a família, indicando a importância de um lar onde Deus é o assunto central. 2. É uma escolha deliberada: Josué não impõe sua decisão, mas a apresenta como uma opção, enfatizando a liberdade de escolha entre servir a Deus ou a outros deuses. 3. É uma liderança espiritual: A decisão de Josué demonstra a importância da liderança espiritual dentro do lar, onde os pais têm o papel de guiar seus filhos na fé. 4. É um exemplo familiar de fé em Deus. 5. A declaração serve como um exemplo de fé prática e compromisso com Deus, incentivando outros a fazerem a mesma escolha.
B - O contexto bíblico para aplicação destas normas regulares nos lares. 1. Josué, próximo do fim de sua vida, reúne o povo de Israel e os desafia a escolher a quem servir: aos deuses dos seus antepassados ou ao Senhor. Ele deixa claro que, para ele e sua família, a escolha é servir ao Senhor. Essa passagem é um convite à reflexão sobre a importância de escolher a Deus e viver de acordo com seus princípios, tanto individualmente quanto em família e igrejas. Js. 24:15. Josué: 24:15 Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. 
C - O culto doméstico, ou culto familiar, é uma prática bíblica e recomendada para as famílias cristãs fortalecerem sua fé e união, através da leitura da Bíblia, oração e louvor em casa. Apesar de não haver uma ordem explícita para o culto doméstico, a prática é vista como um meio de instruir os filhos nos caminhos do Senhor e de promover a vida espiritual da família. 
1 - Importância do culto doméstico: 1. É ótimo para o crescimento espiritual da família: 2. O culto doméstico ajuda a desenvolver uma rotina de oração e estudo bíblico, permitindo que a família cresça espiritualmente e busque a orientação de Deus em suas decisões. 3. É ótimo para o fortalecimento da fé. 4. Reunir-se para adorar a Deus em casa fortalece a fé individual e familiar, criando um ambiente propício para o aprendizado e a aplicação dos princípios bíblicos. 5. É um pilar para a união familiar. 6. O culto doméstico proporciona um momento de comunhão e união entre os membros da família, promovendo o amor, a reconciliação e o cuidado mútuo. 7. Trás instruções aos Filhos e é um momento crucial para os pais instruírem seus filhos nos caminhos do Senhor, ensinando-lhes os princípios bíblicos e preparando-os para enfrentar os desafios da vida. 8. É um exemplo para as Crianças que ao verem seus pais praticando a fé, as crianças aprendem a importância da adoração e da busca a Deus. 
2 - Como fazer o Culto Doméstico: 1. A escolha do momento pode ser fixo ou aleatório. 2. O ideal é que o culto seja realizado em um momento em que todos os membros da família possam participar, como antes do café da manhã, durante o jantar ou antes de dormir. 3. A leitura Bíblica é essencial. Escolha um trecho da Bíblia para ler e meditar juntos, podendo ser um livro inteiro, um capítulo ou um trecho específico ou apenas um versículo. 4. Na oração incluir todos os pedidos dos familiares. 5. Compartilhem suas necessidades, agradecimentos e intercessões em oração, envolvendo todos os membros da família. 6. O louvor deve ser com hinos mais conhecidos de todos para todos cantarem. 7. Cantar hinos ou canções de adoração, seja em voz alta ou utilizando um instrumento musical, o que melhor ensejar o momento. 8. Incentive a participação de todos, permitindo que cada um compartilhe suas reflexões e experiências, testemunhos e bençãos. 9. Ajuste o formato do culto à realidade da sua família, tornando-o um momento agradável e significativo. 
3 - Textos Bíblicos Relevantes para o culto doméstico: 1. Deuteronômio 6:6-7: "Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”. 2. Efésios 6:4: "E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”. 3. Atos 2:46-47 nos diz que: "Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Você pode escolher outros textos bíblicos de acordo com a ocasião. 
4 - O culto doméstico é uma prática valiosa para as famílias cristãs, oferecendo oportunidades para o crescimento espiritual, o fortalecimento da fé e a união familiar. A igreja se reunia nas casas dos crentes. Esse é o quadro claro de uma reunião caseira, isso não poderia ser feito em uma reunião com 3 ou 5 mil pessoas. Mas com um número de 5 mil convertidos seria muito difícil para 12 homens manterem a fidelidade à doutrinaria de Cristo, usando somente de grupos pequenos. Se falarmos de reuniões nas casas, com grupos de 10 pessoas, seriam 300 casas. Mesmo que o grupo fosse de 20 pessoas, seriam 150 casas. 
5 - A importância das grandes reuniões, além das reuniões nas casas, fica clara para mim em Atos 19. Paulo chegou a Éfeso e, entrando na sinagoga, ensinou ali por 3 meses. Quando Paulo percebeu a resistência dos judeus, ele juntou consigo aqueles que haviam crido e passou a ensinar em um outro lugar onde cabia um bom número de pessoas, a escola de Tirano. Ali ficou ensinando por 2 anos. Apesar de parecer ser um hábito de Paulo usar também as casas, (At 16:15, 16:40, 18:7, 21:16, 28:30), Paulo usou esses lugares maiores para ensinar. 
6 - A história demonstra que esse modelo continuou a ser praticado, tanto as reuniões nas casas, como as reuniões maiores. Com o tempo, alguns cristãos, que possuíam mais posses, começaram a ofertar algumas de suas casas, para que fossem usadas apenas para reuniões dos convertidos. Elas eram chamadas de casas-igreja. A mais antiga encontrada é a Dura Europos, atual terreno da Síria. Essa foi uma casa transformada em igreja, que segundo os historiadores, funcionou de 233 a 256 d.C., até a invasão dos persas. Isso, desmascara também, o falso argumento de alguns defensores das chamadas igrejas organizacionais com divisões e sub divisões de igrejas, sede e igrejas congregações, pontos de pregação e de evangelismo, que dizem que o modelo de ensino que é usado nas igrejas institucionais, ou nos templos, é um modelo romano católico, mas não o é. Tem grandes probabilidades de crescimento espiritual no mundo moderno com equipamentos eletrônicos modernos para a divulgação da palavra de Deus. 
7 - Este modelo das igrejas nos templos, onde apenas um fala e os outros só escutam serve para muitas pessoas que se adaptam mais com o estilo dos seus líderes. O modelo judaico Cristão não é esse, eles cultuavam a Deus nas sinagogas, mas todos podiam falar, compartilhar, perguntar, o que é mais apropriado para os nossos tempos também.. Esse modelo onde só um fala e os outros só ouvem, é um modelo criado pela igreja católica romana em suas missas e homilias. Não é preciso usar muito raciocínio lógico para chegar à conclusão de que nas duas pregações de Pedro depois do Pentecostes, nas quais haviam milhares de pessoas, se todos tivessem a liberdade de levantar a mão, fazer perguntas e participar falando, essas pregações provavelmente não teriam terminado até hoje, mas a ação do Espírito Santo no pentecoste fez com que todos ficassem maravilhados e saíram de lá falando e pregando o Evangelho de grande alegria que entrou em suas vidas. 
8 - Em Atos capítulo 20, Paulo vai à Trôade. Ele manda reunir os irmãos, pois ficaria com eles apenas uma noite e partiria no dia seguinte. Paulo, com certeza, queria otimizar ao máximo sua breve passagem pela cidade e o versículo 7 nos aponta que Paulo prolongou tanto o seu discurso, que um jovem chamado Êutico, que estava sentado em uma janela, entrou em um sono tão profundo que caiu do terceiro andar e morreu. Paulo desceu, ressuscitou o rapaz e voltou a falar até o romper da manhã. Tudo isso nos leva a crer que não temos diferenças dos cultos de nossos dias, as reuniões nas casas e nos grandes lugares tinham propósitos diferentes, assim como hoje a igreja do Senhor Jesus segue sua marcha aguardando aquele glorioso dia do arrebatamento quando Jesus virá para levar a Sua noiva querida, a igreja. 
9 - Igrejas fechadas recentemente mundo afora. Nunca se fecharam tantas igrejas nos EUA e na Europa, no Brasil ainda está equilibrado a quantidade das que fecham com as que abrem diariamente. Ao mesmo tempo em que em 21 séculos do Cristianismo, nunca se plantaram tantas igrejas e ministérios contextualizados e relevantes à sua comunidade ao redor. Sendo assim, aqui no Brasil, onde não vivemos a mesma realidade que igreja europeia e americana, a igreja brasileira precisa aprender com estes fatos e se antecipar, se modernizando, atualizando e se reestruturando e estabelecendo novas igrejas imediatamente e sem perder o maior tesouro que é a plena comunhão com Deus. Este é o tempo e esta é a hora. Estes fatos apenas confirmam que estamos na direção certa. Que nossas igrejas prossigam de forma alinhada ao Espírito Santo e a Palavra de Deus, sempre reavaliando suas estratégias e estruturas, porque elas devem nos servir de meio e não como um fim. 
10 - A igreja somos nós, pessoas, para glória de Deus, para trazer o céu à Terra, e não para virar um objetivo em si mesma, voltada para seus programas, tradições, calendários, estruturas, doutrinas e denominações. Temos que ser uma igreja livre e contextualizada, uma vibrante força em movimento. E quando nosso Senhor Jesus Cristo voltar para arrebanhar Seu povo, nossa igreja estará linda, vivendo os propósitos de Deus e cumprindo Seus planos no mundo, de forma local e global, ou seja, ganhando almas, discipulando, treinando e enviando discípulos e missionários por toda a Terra. 
11 - A visão de plantar novas igrejas acontece por um fato muito simples: igrejas antigas e muito tradicionais estão fechando em larga escala nos EUA, são 24 igrejas fechadas por dia, 750 por mês e o estarrecedor número de 9.000 igrejas ao ano. E se você for estudar este mesmo tema com relação à Europa, os números serão ainda mais tenebrosos. Mas que igrejas são estas? Igrejas cristãs católicas, episcopais, metodistas, presbiterianas, batistas, congregacionais, igrejas históricas que acabaram perdendo o foco da real adoração, do mover do Espírito Santo, da visão e da missão de ser uma igreja bíblica, missionária, apostólica, discipuladora, ganharia de almas pra Jesus e realizando algo relevante para comunidade que é solidariedade do socorro aos menos favorecidos. 
12 – Muitas das lideranças perderam o foco porque suas estruturas, dogmas e tradições se tornaram mais importantes do que as pessoas e o Senhor da igreja, de um movimento passaram apenas a um monumento. Contudo, porque vemos tantas novas igrejas e megaigrejas surgindo como nunca antes nos EUA e grandes cidades em todo mundo. Em quase 400 anos da igreja evangélica nos EUA, as maiores igrejas que já existiram ainda estão em pleno funcionamento hoje. O mesmo caso podemos dizer que ocorre no Brasil. Muitas denominações e muitas igreja que são as maiores igrejas em número de membros do Brasil, lutam com dificuldades para sustentar seus obreiros e às vezes um único pastor com uma prebenda ou salário com valores altíssimos. 
13 - Realmente creio que existe um movimento de Deus. Tantas outras grandes igrejas do mundo estão fazendo um trabalho brilhante que é o de estabelecer novas igrejas, com sólida base bíblica para um novo tempo. É tempo de estabelecer novas igrejas, para um novo tempo, para o tempo do fim. Infelizmente hoje existem igrejas, que se o século XX voltasse, elas estariam prontas. O problema é que o tempo não volta atrás. Não podemos ser igreja como antigamente, porque não existe mais necessidade de igrejas como antigamente. Precisamos de novas igrejas para novas realidades, mas com o mesmo testemunho de nossos antepassados que até deram suas vidas em favor da obra de. Deus. 
14 - Devemos servir ao Senhor com alegria e dedicação. Servir ao Senhor com alegria é a chamada para todos os que conhecem a Deus. Não devemos dar espaço para tristezas no coração por causa das dificuldades que surgem na caminhada, até mesmo dentro da Igreja. Claro que, como seres humanos, temos as nossas crises, mas não devemos deixar nada nos roubar o prazer e alegria de servir a Deus. Salmo 125:1. Nossa confiança está em Deus e devemos lembrar todos os dias que Deus esta nos capacitando e treinando para algo muito maior do que já alcançamos. A alegria de Deus é um legado na nossa alma. A alegria do Senhor é a força da nossa vida. Há uma conexão de alegria entre o Senhor que chama e o Servo que serve.
15 - A alegria é o combustível da persistência. Algumas pessoas murmuram em meio ao treinamento e desistem nas crises que enfrentam durante a chamada. Claro que não podemos subestimar as situações adversas, mas um poder do alto nos reveste de força para que a chamada seja consolidada. (João 15:11). 
16 - A alegria é uma promessa do Messias. As circunstâncias adversas tentam roubar nossa energia e paz, em muitos momentos. Porém, existe uma promessa da parte de Deus para nos restaurar para podermos avançar sem perder a alegria de servir no Reino de Deus. (João 16:22-24). A alegria que vem de Deus é um sentimento que flui de dentro para fora, uma sensação de prazer por estarmos no foco certo e cumprindo a chamada que Ele fez para nós. Servir com alegria não é uma ordem divina: é servir ao Senhor com alegria no coração e na alma. 
17 - Não é fácil executar essa ordem de servir ao Senhor com alegria em todo tempo, mas é possível se apossar dessa verdade e servir ao Senhor com alegria em quaisquer circunstâncias. A Alegria que vem de Deus é o antídoto contra os venenos das decepções que vai estar inundando nossa essência e, às vezes, amarguram nosso espírito e nossa alma”. (Filipenses 4:4). 
18 - O Senhor dará como presente a bênção da alegria para aqueles que O servem de coração e em qualquer lugar do mundo, Isaías 61:10,11. A igreja moderna precisa se renovar e se reinventar como instituição religiosa se adaptando nos tempos e sendo verdadeiramente Cristocêntrica em todas as épocas, e isto não será possível se for baseado em estrutura de prédios ou outras designações, mas sim se for baseado na Palavra de Deus e firmadas nos princípios e valores do Senhor Jesus, servindo ao Senhor com alegria em sua casa e em qualquer outro lugar. 

Deus abençoe você e sua família. 

 
Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 20 de outubro de 2025

O ENGANADOR OU HIPÓCRITA É RECONHECIDO EM QUALQUER LUGAR

O ENGANADOR OU HIPÓCRITA É RECONHECIDO EM QUALQUER LUGAR. 


O hipócrita é conhecido e reconhecido em qualquer lugar do mundo, tendo aparência e procedimentos de sábio e entendido em tudo, mas na verdade é chamado de louco pela Bíblia. 
I - Existem dois conceitos relacionados aos hipócritas que se declaram sábios mas não o são: a sabedoria do mundo que é loucura para Deus e a "loucura" da fé que confunde os sábios humanos. De acordo com 1 Coríntios 3:18-20, aqueles que se consideram sábios segundo os padrões mundanos devem se tornar "loucos" para alcançar a verdadeira sabedoria em Deus, pois a sabedoria terrena é considerada loucura para Ele. Por outro lado, a fé em Cristo crucificado é vista como loucura pelos que se perdem, mas é o poder de Deus para os salvos. A passagem de 1 Coríntios 3:18-20 enfatiza que a sabedoria humana, com suas lógicas e planos, é vista como loucura por Deus. Ele, por outro lado, usa o que é considerado "louco" e "fraco" pelo mundo para confundir os sábios, os fortes e entendidos. 
II - Definição do que é hipocrisia (moralidade distorcida): “O hipócrita nunca vai aceitar ser considerado como hipócrita mas todos os seus atos, ações, projetos e promessas vão ser recheados de hipocrisia”. A chamada hipocrisia, que é uma palavra derivada do latim hypocrisis e do grego hupokrisis, sendo que ambos os termos trazem a ideia da representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). 
A - Quem tem uma definição que acho mais perfeita para hipocrisia é um professor do conceituado MIT (Massachussets Institute of Technology), que afirma que a hipocrisia pode ser definida como “a recusa de aplicar a nós os mesmos valores que se aplicam aos outros”, conforme escreveu no texto “Distorted Morality”. Neste texto ele nos mostra a realidade do caráter de quem não honra sua existência se passando por uma pessoa conceituada não o sendo na verdade. O autor revela nesse texto dele que “Distorted Morality", ou seja, “moralidade distorcida”, é exatamente o espelho de todo hipócrita. 
B - Interessante notar que Jesus, enquanto esteve neste mundo, teceu diversas críticas aos fariseus e doutores da lei, como podemos ler em Lucas 11:37-54, Lucas 20:45-47, Mateus 23:1-39, Marcos 12:35-37. E se analisarmos com cuidado estas críticas trazidas por Jesus, o foco principal delas era exatamente a questão da hipocrisia. Por exemplo, Jesus criticou o fato deles pregarem sobre Deus, mas converterem pessoas para uma religião morta, fazendo assim dos prosélitos duas vezes mais filhos do geena (inferno) do que eles próprios (Mateus 23:15). 
C - Em outra crítica, Jesus mostra como eles se apresentavam como justos por serem escrupulosos seguidores da Lei, mas na verdade não eram justos: a máscara de justiça escondia um mundo obscuro de pensamentos e atos indignos, como vemos em Mateus 23:27-28, “eram semelhantes aos sepulcros caiados (branqueados com cal), que por fora parecem realmente vistosos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundície”. 
1 - Quando leio essas passagens, a visão que me vem é a seguinte: Os fariseus e doutores da lei eram pessoas extremamente estudiosas das 613 mitzvot, ou seja, os mandamentos da Lei mosaica encontrados na Torá e na lei rabínica. Porém, usavam toda essa erudição e conhecimento teológico, não para a edificação do povo em geral, mas, muitas vezes apenas para jogar fardo e sentimento de culpa em um povo já bastante oprimido pela invasão romana, com seus altíssimos impostos e cerceamento de liberdades que chegou ao ápice com a destruição do Templo de Jerusalém, em 70 d.C., e início da diáspora, a dispersão dos judeus pelo mundo. 
2 - Vejamos qual é o significado da hipocrisia à luz das Escrituras Sagradas. Hipocrisia é fingimento; é quando uma pessoa esconde sua verdadeira identidade atrás de uma máscara. A hipocrisia leva as pessoas a terem atitudes contraditórias, não praticando o que ensinam. Jesus condenou a hipocrisia. A pessoa hipócrita vive no engano. A vida do hipócrita está cheia de contradições entre aquilo que ensina, que valora e aquilo que faz. Suas ações exteriores e seu coração demonstram seu caráter de hipocrisia. 
3 – O julgamento de si mesmo e seu julgamento dos outros são conflitantes e intrigantes. Para si somente regras simples, para os outros a dureza de suas próprias regras e leis. Tudo em contraste com as leis de Deus. A "Hipocrisia", ou uma variante dessa palavra, é usada cerca de 40 vezes na Bíblia (KJV). Jesus tinha mais a dizer sobre esse pecado do que qualquer outra pessoa na Bíblia, e o alvo de Suas repreensões eram, na maioria das vezes, os Fariseus. No evangelho de Mateus capítulo 23 encontramos o Senhor Jesus repreendendo os tais de tal forma que o capítulo ficou conhecido como o capítulo dos “ais". Suas palavras a eles e a outros líderes religiosos nos dão Sua definição do que é ser hipócrita. a) Jesus os acusou de praticar atos de justiça (Mt 6:1-4), orar (Mt 6:5-6) e jejuar com o rosto triste (Mt 6:16-18) para, apenas, serem vistos pelos homens. b) Julgar os pecados dos outros quando eles eram culpados de cometer os mesmos pecados, (Mt 7:1-6). c) Honravam a Deus com os lábios, mas o coração estava longe dEle. (Mt 15:7-8). d) Não praticavam o que pregavam (Mt 23:3). d) Se mostravam parecendo bons por fora, mas eram impuros por dentro, (Mt 23:25-28). e) Eram praticantes da autojustiça, alegando que eram melhores do que seus ancestrais que mataram os profetas do Antigo Testamento, (Mt 23:29-36). f) Colocavam as necessidades de um animal antes das necessidades de um ser humano, (Lc 13:10-17). Por essas e outras coisas Jesus disse que aqueles que praticam esses pecados: "serão revelados e conhecidos", (Lc 12:1-3), "receberão maior condenação", (Mt 23:14) e serão enviados para o Inferno, (Mt 24:51). 
4 - As Leis de Deus tem suas próprias regras definidas pelo próprio Deus. Como Jesus tratou desse comportamento dos lideres religiosos de sua época: Jesus condenou os líderes religiosos de sua época, os fariseus e os mestres da lei, por serem hipócritas. Por fora, eles pareciam ser pessoas muito espirituais, porque seguiam todas as regras do judaísmo à risca mas, por dentro, eles não eram verdadeiramente dedicados a Deus (Mateus 23:27-28). Eles seguiam as regras mas não por amor a Deus. Por isso, sua religiosidade era oca. Os fariseus tinham criado várias regras desnecessárias ou que contradiziam a palavra de Deus. Ao seguirem essas regras, eles achavam que estavam obedecendo a Deus mas na verdade estavam ignorando Seus mandamentos. A religiosidade deles era apenas para aparecer diante da sociedade em que viviam, (Mateus 23:23-24). Eles enganavam a si mesmos. 
5 - Alguns fariseus se achavam superiores a outras pessoas, por seguirem todas as suas regras. Eles não reconheciam que eles também eram pecadores e que precisavam de perdão, tal como as pessoas que desprezavam. Eles exigiam que todos obedecessem a todas as regras do farisaísmo que julgavam ser humanas e divinas, quando eles próprios não conseguiam fazer isso ou só queriam se mostrar diante do povo, parecendo ser os mais religiosos de todos. Mateus 23:2-4. 
6 - Quem eram os Fariseus e quem eram os Saduceus? Ambos precisavam tirar as máscaras da hipocrisia do fundamentalismo religioso. 1. Os Fariseus já tinham demonstrado qual era a sua religião que era apenas de aparência. Os Fariseus eram um grupo de judeus devotos que surgiram no século II a.C., conhecidos por sua adesão rigorosa à Torá escrita e a uma lei oral, e por crerem na ressurreição dos mortos. Eles se consideravam "separados" por sua observância estrita da lei e suas purificações rituais, tornando-se precursores do judaísmo rabínico. Na Bíblia, são frequentemente retratados em conflito com Jesus, embora nem todos o tenham condenado, como Nicodemos. 2. Segundo a Bíblia, os Saduceus eram uma seita judaica aristocrática, composta principalmente por sacerdotes e a elite de Jerusalém. Eles eram politicamente dominantes no período do Segundo Templo, responsáveis por manter o Templo de Jerusalém e frequentar o Sinédrio. Sua teologia era conservadora, focada apenas na Torá (Lei de Moisés), e eles não acreditavam na ressurreição dos mortos, anjos ou vida após a morte, o que gerou oposição ao ministério de Jesus, que pregava a ressurreição. 
7 - É muito fácil cair na hipocrisia e no espírito de engano dos hipócritas. Quase todas as pessoas caem nesse erro de confiar, de acreditar em pessoas hipócritas e em alguma situação são até prejudicados pela malandragem desses psseudos líderes. Por isso, é importante reconhecer a hipocrisia e procurar mudar a sua situação espiritual para melhor e não ser enganado (a), pelos hipócritas. O primeiro passo para combater a hipocrisia é admitir suas próprias falhas, principalmente a de acreditar nesses enganadores. Estes hipócritas fazem as pessoas acreditarem neles como se eles fossem a solução de seus pontos fracos. Quando você tenta esconder seus erros, você entra na hipocrisia deles, e o que eles mais fazem é viver enganando a si mesmo e aos seus ouvintes ou seguidores com sua desonestidade, (1 João 1:8-9). A honestidade é o melhor remédio contra a soberba e a hipocrisia. 
8 - Sem arrependimento e confissão de pecados não há perdão, mesmo porque reconhecimento sem arrependimento é inútil. Procure mudar aquilo que está errado em sua vida. Para isso, peça a ajuda de Deus. Cultive uma atitude humilde. A arrogância, a altivez e o sentimento de superioridade são sinais de hipocrisia. Mas quem tem humildade tem uma visão equilibrada de si mesmo e dos outros. Lembre-se sempre do que o sábio Salomão escreveu: “a soberba precede a ruína”. Provérbios 16:18 diz: "A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda". Este versículo é frequentemente citado para lembrar que o orgulho excessivo e a arrogância levam à destruição e ao fracasso. Esta frase indica também que, antes de uma pessoa ou grupo sofrer um grande desastre, uma grande derrota, geralmente há um período de grande arrogância e autoconfiança exagerada. Provérbios 11:2 diz: "Em vindo a arrogância, chega logo também a desonra, mas com os humildes está a sabedoria". Provérbios 18:12 diz: "Pouco antes da sua queda, o coração do homem se enche de arrogância; a humildade, contudo, antecede a honra!". E Provérbios 29:23 diz: "O orgulhoso sempre acabará sendo grandemente humilhado; em contraste, chegará o dia em que o humilde receberá honra e glória". 
9 - Com a necessária humildade se vence a hipocrisia. Acima de tudo, tenha amor e deixe o amor de Deus transformar estas vidas. Com o seu testemunho pessoal de vida com Deus você será exemplo dos fiéis no meio destas pessoas. Muita hipocrisia vem por medo do que outras pessoas vão pensar se virem quem você realmente é. O amor afasta o medo, (1 João 4:18). Quem ama seus irmãos não os quer enganar nem sente necessidade de se mostrar superior. O amor é a cura para muitos males, incluindo a hipocrisia. 
10 - Referências bíblicas que nos trazem muitas reflexões sobre a hipocrisia. 1. A falsa cordialidade dos hipócritas, Sl 28.3. 2. A falsa humildade do hipócrita, Cl 2.18. 3. A hipocrisia de Faraó, Ex 9.27. 4. A hipocrisia de Herodes, Mt 2.7,8,13. 5. A idolatria do hipócrita, Ez 14.4. 6. A jactância do hipócrita, Os 12.8. 7. A oração do hipócrita, Sl 80.4; 109.7; Pv 28.9. 8. A piedade do hipócrita é apenas aparente, 2 Tm 3.5. 9. A religiosidade do hipócrita, Pv 27.14; Sf 1.5. 10. A súplica do hipócrita, Mt 7.21-23. 11. A verdadeira sabedoria não aceita hipocrisia, Tg 3.17. 12. Homens hipócritas, Mt 11.16,17. 13. Jó foi acusado de ser hipócrita mesmo não sendo, Jó 4.1-5; 11.4-6. 14. Líderes, sacerdotes e fariseus hipócritas, Mq 3.11; Mt 15.7-9; 21.31,32; 23.1-3; Lc 11.45-54; Mc 12.15,16. 15. O arrependimento do hipócrita, Ml 2.13. 16. O beijo do hipócrita, Pv 27.6. 17. O castigo do hipócrita, Ez 16.56,57. 18. O clamor do hipócrita, Is 58.1,2. 19. O coração do hipócrita, Dt 11.6. 20. O hipócrita anda em trevas, I Jo 1.5-7. 21. O hipócrita é condenado por sua própria boca, Jó 15.6; Ez 33.31. 22. O hipócrita é limpo por fora e imundo por dentro, Mt 23.35-38. 23. O hipócrita é semelhante ao assassino, Mt 23.29-32. 24. O hipócrita fala uma coisa e faz outra, Sl 55.21; 62.4. 25. O hipócrita não escapará da condenação do inferno, Mt 23.33. 26. O hipócrita se sente mais santo que as demais pessoas, Is 65.4,5. 27. O hipócrita tem bondade nos lábios e maldade no coração, Pv 26.24-26; 2 Cr 25.2. 28. O jejum do hipócrita, Is 58.4,5; Zc 7.1-6. 29. O juramento do hipócrita, Is 48.1,2; Jr 5.1,2. 30. O rosto do hipócrita, Mt 6.16-18. 31. Os lábios do hipócrita, Pv 26.23; Tg 1.26; Mc 7.6. 32. A hipocrisia dos lideres religiosos de hoje representados nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse. 
11 - A hipocrisia parece que é uma doença mental mas se não for é porque é um espírito de engano agindo na vida destas pessoas que têm um caráter deformado. Dá para entender o hipócrita? Claro que não. Só Jesus na causa e muito discernimento espiritual. O hipócrita sempre será hipócrita a não ser que aceite Jesus de verdade e mude suas atitudes, seus comportamentos, nasça de novo e viva em novidade de vida. Rm. 12.1-2. 
12 - A hipocrisia é perigosa porque é muito enganadora. Ela, frequentemente, usa boas coisas com propósitos maus e, assim, torna-se um dos instrumentos mais eficazes de Satanás para minar os alicerces do cristianismo. A ameaça da hipocrisia deveria nos levar a uma forte decisão por uma vida de plena integridade, de maneira que honre e glorifique a Deus. E como devemos vencer a hipocrisia? Filipenses 2:12-13 é uma refutação ao pensamento que sugere uma passividade do homem no crescimento e santificação e também ao pensamento que sugere o crescimento e santificação como resultado inteiramente dos nossos próprios esforços. 12. Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13. porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade. Paulo não traz nenhuma nova doutrina aqui. Em 1 Reis 8:56-61, na oração do rei Salomão na dedicação do templo, ele pede a Deus que não desampare Israel e que incline o coração do povo ao Senhor. E logo depois ele diz ao povo: “seja o vosso coração íntegro para com o Senhor nosso Deus”. 
13 – Há diversas maneiras de sabermos como proceder com honradez diante de Deus e da sociedade. Se queremos viver dignamente, sem hipocrisia e sem desvios de conduta diante de Deus e da sociedade, devemos atentar para o nosso testemunho para com os que são de fora da igreja. O descrente não lê a Bíblia, não conhece a Bíblia como deveria conhecer, ele lê a nossa vida o nosso testemunho diante de Deus e da sociedade. Quando Paulo fala sobre “desenvolver vossa salvação”, ele não está falando de salvação pelas obras mas salvação pela fé. A expressão grega fala a respeito de que os crentes devem cavar, explorar e extrair da sua vida as riquezas da salvação que Deus tão graciosamente depositou neles e mostrar para o incrédulo que há uma vida melhor, um caminho glorioso para trilhar nessa terra. Com esforço e diligência devemos desenvolver e aperfeiçoar, na conduta diária, as virtudes que Deus implantou em nós para moldar nosso caráter e que sirvamos a Deus de todo coração, sem hipocrisia, sem desvios e com firmeza para honrarmos o nome do Senhor Jesus. Se temos de ser obedientes ao Senhor devemos viver em santificação e Ele nos mostrará a direção certa para sermos testemunhas vivas da abundante graça do Senhor para conosco. Ao mesmo tempo, porém, devemos dispor o nosso coração e querer intensamente o que Deus quer para nós e não o que insistentemente queremos que Deus faça pra gente. Devemos buscar a piedade a cada dia com “temor e tremor”, tendo repúdio ao pecado para não pecar contra Deus. Devemos estar com o nosso coração com uma ansiedade para fazermos tudo o que agrada a Deus. Fazendo de tudo para não escandalizar a obra de Deus. Porque Deus procura e aprova aqueles que tremem e agitam-se diante da Sua Palavra, (Isaías 66:1-2). A possibilidade de falhamos em nossos propósitos diante de Deus nos acompanha todos os dias. Uma das formas de escapar dela é o temor a Deus, temer a Deus é respeitar a Deus como autor e consumador da nossa fé. 
14 - Não é um medo do inferno, um desespero diante das circunstâncias ou um pânico que nos torna paralisados. É uma reverência que nos motiva e nos coloca em vigilância para não tropeçarmos e perdermos nossa alegria da salvação. Para que não ofendamos ao Senhor e comprometamos nosso testemunho e integridade é necessário termos bom testemunho para com os que são de fora da família de Deus. O desenvolvimento de nossa salvação seria inútil se não fosse equilibrado pela verdade de que é Deus quem efetua em nós o querer e o realizar. Deus nos chama para obediência e efetua a obediência em nós. Nosso progresso na santificação requer tudo o que Deus é em nós. Jesus disse: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”, (João 15:5). Permanecer é ficar por perto de Cristo. É uma evidência de um redimido. O fruto ou evidência da salvação é a permanência em Cristo. A alegria de Jesus estava no fato dele obedecer em tudo ao Pai, essa também é a base de nossa alegria. 
15 - Quando produzimos qualquer fruto espiritual, temos a certeza de que é Deus quem está operando em nós. Não há glória humana nisto. É Ele quem opera tudo em todos, (1 Coríntios 12:6). O duplo trabalho de Deus em nós é ampliar nosso querer e nosso realizar. Ele quer que nossos desejos e ações sejam sem hipocrisia, sem farisaísmo, sem sodomia, sem idolatria, mas sim, tudo para Ele e para o bem dos que O amam de todo coração. 
16 - O poder de Deus age em nós para que queiramos ter uma vida piedosa, andemos em integridade com Deus e em novidade de vida. Ele nos dá uma aspiração santa, um desejo ardente pela glória celestial. Ansiamos mais pureza, santidade, justiça e autenticidade em nosso andar com Cristo, fugindo de toda hipocrisia e fingimento. Deus opera em nós a fim de nos habilitar para a produção de atos de justiça. E estamos certos de que “aquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós”. (Efésios 3:20). Um coração autêntico, sem hipocrisia, é tomado por um forte desejo de viver mais perto de Cristo. Uma chama ardente dentro de nós eleva nosso querer em direção à vontade do Espírito Santo de Deus. Deus pode e faz, por meio de nós, tudo muito mais além que nossas habilidades e sonhos. E, conforme Filipenses 2:13, Ele faz isto por causa de sua vontade, ou seja, para seu prazer. Deus tem prazer em nos abençoar. Em meio a essas gloriosas verdades, nossa diligência em buscar ao Senhor e Sua Palavra deve estar presente em nós de forma disciplinada. Devemos subordinar nossos interesses pessoais e egoístas aos interesses eternos de Deus. Devemos estar sob (debaixo) das asas do Altíssimo. Ninguém, senão o cristão disciplinado, pode verdadeiramente avaliar e desafiar a cultura do mundo moderno e seu sistema desvirtuado de princípios e valores à luz da Escritura Sagrada. Romanos 11:36: “Porque dEle e por Ele e para Ele são todas as coisas”. 

Deus abençoe você e sua família.
 
Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor. 

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

NOUTROS TEMPOS ÉRAMOS DAS TREVAS

NOUTROS TEMPOS ÉRAMOS DAS TREVAS. 

A - A Bíblia nos afirma em Efésios 5:8-21 que noutros tempos éramos trevas, agora somos luz e devemos olhar firmemente para o Senhor Jesus autor e consumador da nossa fé. Devemos vigiar em tempo e fora de tempo para não cairmos em tentação orando insistentemente para não tropeçar na fé e nos laços de satanás. 8. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz 9. (porque o fruto do Espírito está em toda bondade, e justiça, e verdade), 10. aprovando o que é agradável ao Senhor. 11. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas, antes, condenai-as. 12. Porque o que eles fazem em oculto, até dizê-lo é torpe. 13. Mas todas essas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta. 14. Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá. 15. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, 16. remindo o tempo, porquanto os dias são maus. 17. Pelo que não sejais insensatos, mas entendei qual seja a vontade do Senhor. 18. E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito, 19. falando entre vós com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração, 20. dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, 21. sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus. 

B - A vigilância é necessária em todas as situações de nossas vidas. Quando achamos que o tempo fechou e não temos mais saída, dai oramos com fé e Jesus nos atende trazendo de volta a paz que esperamos. Existe uma frase muito conhecida que diz: “Chegará o tempo que não haverá mais tempo”. A expressão "chegará o tempo que não haverá mais tempo" refere-se à passagem bíblica de Mateus 25:31-46, que descreve o Juízo Final, um momento no fim dos tempos em que Deus separará os justos dos injustos, estes últimos destinados ao castigo eterno e os primeiros à vida eterna. O contexto bíblico enfatiza a urgência de o ser humano viver de acordo com a vontade de Deus, pois não haverá oportunidade para arrependimento após o julgamento e não se sabe quando ocorrerá o fim do tempo. O Juízo Final em Mateus 25:31-46 e a vinda do Filho do Homem ocorrerão sem tardar. 

C - A passagem descreve a vinda de Jesus em glória, quando Ele se assentará no trono de sua glória para julgar todas as nações. Haverá a separação dos povos, tribos e nações Jesus separará os justos (denominados de as ovelhas), dos ímpios (denominados de os cabritos). a) Os justos são aqueles que praticaram atos de misericórdia, como alimentar quem tem fome, dar de beber a quem tem sede e visitar doentes e presos, os órfãos e as viúvas. Estes terão recompensas. Os justos receberão a vida eterna. b) Por outro lado os injustos denominados de cabritos serão condenados ao fogo eterno

D - O que significa o termo "não haverá mais tempo"? A frase sublinha a ideia de um ponto final para as oportunidades e a condição da vida humana, que será marcada pelo julgamento. A parábola serve como um alerta para que as pessoas se entreguem a Jesus e vivam uma vida de fé, amor e caridade, pois não se deve adiar a decisão de seguir a Jesus, já que "ninguém sabe o dia de sua morte". O trecho bíblico também é um convite à reflexão sobre a importância de viver o presente com um propósito divino, demonstrando amor ao próximo através de atos de compaixão e justiça social. 

1 – Portanto Jesus nos ensina que devemos olhar para o Seu sacrifício vicário na cruz do calvário se quisermos vencer na vida. A vigilância constante nos dá segurança de que estamos no caminho certo e em oração incessante para que tudo vá bem no nosso dia a dia, sob a orientação e direção do Espírito Santo. Um dos ensinamentos de Jesus no Novo Testamento (Marcos 13:33, Mateus 26:41), nos revela os cuidados e a atenção de Jesus para conosco. Este é alerta espiritual contra as tentações e a vinda inesperada do fim dos tempos ou de Jesus no arrebatamento. A oração, a observação atenta aos acontecimentos e vigilância constante são recomendadas para mantermos a fé, a esperança e a força para resistir às adversidades e os desvios espirituais que satanás põe na nossa frente todos os dias. 

2 - O significado dos termos é muito amplo e seu entendimento deve conter a observância da essência de cada palavra. a) Olhar é prestar atenção, é observar atentamente o mundo e os acontecimentos. b) Vigiando para não cair em tentação. Isso significa que devemos manter acordado, alerta, estar de prontidão e ser sóbrio, como quem guarda um lugar ou uma pessoa. c) Sem oração não alcançaremos o nosso objetivo, por isso devemos orar e elevar os nossos pensamentos a Deus para nos conectar com Ele e fortalecer o nosso ânimo espiritual. 

3 - Jesus, na passagem de Marcos, usa a parábola do homem que sai de casa e deixa seus servos para vigiar a sua casa até a sua volta. Ele enfatiza que não se sabe a hora, e por isso a vigilância é necessária para que ninguém seja pego desprevenido, dormindo. Em Mateus 26:41, o chamado é para "vigiar e orar, para que não entreis em tentação", pois, apesar do espírito estar pronto, a carne é fraca. A vigilância e a oração são ferramentas para fortalecer a capacidade de resistir às tentações. 

4 - Oração constante e vigilância mantêm a esperança ativa na volta de Cristo. São ferramentas essenciais na vida do cristão que aguarda ansiosamente a volta de Jesus. Esses hábitos fortalecem o espírito e preparam o indivíduo para enfrentar as dificuldades da vida e os desafios do mundo. A oração e a vigilância são formas de se conectar com Deus e de receber força e orientação. 

5 - Você tem perdido algo, você tem sido roubado por satanás, (pois essa é a função dele, roubar, matar e destruir), é porque você não tem vigiado, e quem não vigia se torna presa fácil diante do inimigo. Se você já está cansado de tantas derrotas e fracassos, dê um basta nisso nesta hora e se levante em vigilância, com autoridade e não permita mais que satanás roube os teus planos e sonhos. 

6 - Gideão usou uma estratégia fantástica para vencer o medo do fracasso e vencer a si mesmo para obedecer à ordem de Deus. Ele foi malhar o trigo no lagar, onde jamais os inimigos iam achar, pois o lagar era o lugar de pisar uvas, e não trigo. Jamais os midianitas achariam que o trigo estivesse no lagar. Se você guardar a Palavra de Deus em seu espírito, jamais o inimigo a roubará de você. Observe que vigiemos e guardemos o que tem valor para nós. Gideão estava guardando o trigo (símbolo da Palavra), seu alimento diário, pois se os inimigos o roubassem ele iria passar fome. Se para você a Palavra de Deus tem importância, você vai vigiar para que a ave de rapina (satanás) não a roube de você. 

7 - Use a Palavra de Deus, a oração e a vigilância como os únicos pontos de estratégia que te fará vencer, e fará com que o inimigo fuja derrotado e envergonhado. Pois Deus quer te levantar como fez com Gideão, para dar vitória ao Seu povo, mas é necessário que você esteja na posição de vigilância, como Gideão estava. Se Gideão tivesse malhando o trigo no lugar de sempre, com certeza os inimigos o roubaria. Isso nos mostra que se tivermos cometendo os mesmos erros, com certeza satanás virá e nos arrasará. 

8 - Mude de atitude agora. Crie estratégias de defesa e veja qual é o lugar em que você está dando espaço para satanás agir e mude isso agora em nome de Jesus. Tente abrir o teu entendimento de uma maneira tal, que você possa a partir de hoje, dar mais valor, não somente a oração, mais também à vigilância. Pois o céu nos espera e somente se tivermos olhando, vigiando, e orando chegaremos lá.

9 - Quem olha, vigia, ora, lê a Palavra de Deus e a pratica, o seu rumo é o céu, o seu rumo é a vitória em nome de Jesus. Pois quem cumpre esses mandamentos está de pé, e alcança a vitória. “Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas”, (Ap 16.15). 

10 - A Bíblia nos ensina em Apocalipse 3.11 da seguinte forma: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”. Estamos vivendo num mundo de transformações constantes e preocupantes em que muitos Cristãos estão deixando o habito de vigiar conforme a recomendação do versículo citado e estão partindo para todo e qualquer tipo de situações com a seguinte desculpa: bateu, levou. Guardar ou conservar o que temos é muito importante. Se pudermos guardar uma grande quantia em dinheiro, vamos ter o cuidado de guardá-lo. Se pudermos ter bens e riquezas ou patrimônio seja ele pequeno ou grande porte, vamos lutar para guardá-lo, para protegê-lo com todas as nossas forças. Assim também devemos proceder com nossa vida espiritual. O Senhor Jesus está nos alertando que a vinda d'Ele é sem demora. Ele está dizendo que virá para buscar seu povo, sua igreja amada, a noiva do Cordeiro, e por isso Ele disse: Venho sem demora. Ele está dando a garantia de que virá, Ele não tardará, Ele virá no tempo de Deus, no tempo que Deus o Pai determinou para esta dispensação, a dispensação da graça. Somente Deus o Pai sabe o dia e a hora em que Jesus há de voltar para arrebatar a sua igreja. A Bíblia, especialmente no capítulo 24 de Mateus, afirma que somente Deus o Pai sabe o dia e a hora da volta de Jesus. O texto sagrado ressalta que nem mesmo os anjos ou o próprio Filho conhecem esse momento, o que serve de alerta para que os fiéis vivam em vigilância constante e preparados, e não se acomodem à espera de um prazo. 

11 - Em Mateus 24:36-39, Jesus diz: "Contudo, ninguém sabe o dia nem a hora em que essas coisas acontecerão, nem mesmo os anjos no céu, nem o Filho. Somente o Pai sabe". O desconhecimento do dia e da hora visa a manter as pessoas em um estado de prontidão espiritual, para que não sejam pegas de surpresa, como nos dias de Noé. Então a verdadeira preparação não está em tentar prever datas, mas em viver com fé, amor e propósito, refletindo a esperança de Jesus e cumprindo a missão do “ide" de Jesus em Mateus 28 que enviou seus discípulos e apóstolos para pregar o Evangelho por todo o mundo até que Ele volte. A segunda epístola de Pedro (3:8-10) menciona também que o Senhor Jesus tem paciência, desejando que todos se arrependam, mas alerta que o dia do Senhor virá inesperadamente. 

12 - Muitas pessoas já não esperam mais a volta de Jesus. O mundo hoje gira em torno do conhecimento, em torno da busca pela performance perfeita do corpo, em busca de sucesso não importando em como consegui-lo, em busca de atrações físicas e carnais que satisfaçam a egolatria e o egocentrismo, em busca de enriquecimento financeiro a qualquer custo vendendo sua consciência, seu corpo, seu caráter, sua fidelidade a Deus trocando por qualquer migalha deste mundo. 

13 – Devemos é estar firme e constante e sempre abundante na obra do Senhor como recomendou o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15.58,58. Deus tem prazer em abençoar aqueles que suportam todas as adversidades da vida e permanecem fiéis. A coroa é um objeto de grande valor colocado na cabeça daqueles que merecem estar ou se assentar no trono; ela é de muitíssimo valor, não deve ser trocada por nada, quem alcança este status de ter uma coroa em sua cabeça deverá ser capaz de cuidar dela muito bem para que ninguém a tome. Deverá ser muito bem cuidada, limpa e estar brilhando em sua cabeça como sinal de autoridade. 

14 - A vigilância é isso, é você estar pronto para vencer os embates da vida, de cabeça erguida e sem perder o foco daquilo que é mais valioso que o Senhor Jesus colocou em sua (nossas) cabeça, a coroa da vitória. Nunca deixe que alguém te tome a sua coroa. Nunca troque a sua coroa por nada deste mundo. Sua coroa é mais valiosa do que todas as joias e as riquezas deste mundo. Foi o Senhor Jesus quem te deu, vigie e continue com ela em sua cabeça, não deixe satanás roubá-la de você porque sua salvação custou o alto preço do sangue precioso de Jesus Cristo derramado na cruz do calvário para salvar a todos os que nEle crer.

15 - A nossa perseverança na fé dá testemunho daquilo que mais desejamos que é a nossa salvação. Para isso temos que estar firmes na fé e compromissados com tudo o que o Espírito Santo de Deus exige de nós no nosso cotidiano. Existem inúmeras referências na Bíblia que abordam sobre o compromisso do cristão em vários aspectos da vida como nossas famílias, vizinhos, igreja, nossa saúde e em todas as coisas que fazemos e dizemos (Efésios 6:5; Hebreus 10:25; 1 Coríntios 6:19, 31). Mas a Bíblia também ensina que o principal compromisso de nossas vidas é com o próprio Deus. Jesus disse: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento”, (Mateus 22:37-38). 

16 - Jesus está nos dizendo que cada partícula, cada célula de nosso ser, cada faceta de nossa vida deve estar comprometida em amar e servir a Deus. Isso significa que não devemos reter nada dEle porque Deus não retém nada de nós, (João 3:16). Tudo o que recebemos de Deus é de graça e de graça devemos repartir com os outros, a Bíblia diz “De graça recebestes, de graça dai". Além disso, Jesus nos diz que o nosso compromisso com Ele deve ultrapassar o nosso compromisso até com as nossas obrigações, famílias e particularidades: “Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo”, (Lucas 14:26-27). Tal compromisso significa que nossos relacionamentos familiares podem ser rompidos. Isso significa que nosso compromisso com Cristo exige que, se for dada uma situação em que tenhamos que fazer uma escolha, devemos nos afastar deles e continuamos com Jesus, (Lucas 12:51-53). O ponto principal é que aqueles que não podem fazer esse tipo de compromisso não podem ser Seus discípulos.

17 - A razão para termos uma vigilância severa é porque nosso principal compromisso de lealdade é com Jesus. As provações que talvez tenhamos de suportar serão bastante exigentes, mas nunca devemos ceder às tentações de nos afastar da nossa fidelidade a Ele. Às vezes nossas atitudes nos causam complicações para nós mesmos, (João 15:18). Jesus alertou Seus discípulos: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa”, (João 15:20). O apóstolo Paulo repetiu Sua advertência: “E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições”, (2 Timóteo 3:12). 

18 - Jesus deixou claro o custo do discipulado: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará” (Lucas 9:23-24). Em essência, o verdadeiro custo do compromisso com Cristo é a total abnegação, carregar a cruz e segui-lo continuamente. Esses imperativos retratam para nós sacrifício, abnegação e serviço. Uma cruz simbolizava o castigo e a humilhação supremos (Gálatas 3:13). Mais do que isso, demonstrou plenamente o amor de Deus, (Romanos 5:8), altruísta e sacrificial ao dar a Sua vida pelo mundo, (Mateus 20:28).

19 - Paulo seguiu o exemplo do Senhor Jesus de compromisso em sacrifício e serviço. Paulo disse: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”, (Gálatas 2:20). 

20 - O compromisso total com Deus significa que Jesus é nossa única autoridade, nossa única esperança, nossa luz orientadora e nossa bússola infalível. Estar comprometido com Cristo significa ser frutífero; significa ser um servo. Nosso axioma é simples e sucinto: “Porque para mim o viver é Cristo”, (Filipenses 1:21). 


Deus abençoe você e sua família. 

 Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.