segunda-feira, 13 de abril de 2026

NÃO EXISTE IGREJAS EVANGÉLICAS SEM DEFEITOS

NÃO EXISTE IGREJAS EVANGÉLICAS SEM DEFEITOS


I - Não existe igrejas evangélicas sem defeitos e nem santas demais. Cada uma a seu tempo demonstra o caráter do seu povo, mas principalmente das suas lideranças. A prova desta afirmação está no texto bíblico que registra as sete igrejas da Ásia, no livro de Apocalípse. As sete igrejas da Ásia registradas em Apocalípse capítulos 2 e 3 eram igrejas normais como todas as outras, umas com mais defeitos e outras com menos, mas todas tinham algum ou alguns defeitos. Igualmente as igrejas evangélicas conservadoras e até as pentecostais e neopentecostais dos nossos dias têm defeitos cujos defeitos podem ser considerados até alarmantes ou não pelo envolvimento mais ou menos com o pecado, lembrando que pecado é tudo aquilo que desagrada a Deus. 
II - Assim como as sete igrejas da Ásia tinham defeitos, as de hoje também os teem e dependendo da liderança e ou da administração, são, às vezes, igrejas que envergonham o evangelho. A igreja de hoje é definida não pelo edifício e construções ou pelo status social, mas como a comunidade dos fiéis ("ekklesia"), são consideradas como povo de Deus em plena comunhão com o Espírito Santo de Deus. Servindo como coluna da verdade em uma sociedade secularizada. Enfrentam desafios de relativismo e oposição cultural, precisando manter sua identidade Cristã, influência como sal e luz, e foco na adoração genuína à Deus, voltando à essência bíblica e à comunhão, em vez de focar literalmente e apenas no antropocentrismo. 
III – Os principais aspectos da igreja contemporânea são: (1) A igreja é formada pelas pessoas, o corpo de Cristo, não pela estrutura física. Ela é chamada a ser "coluna e baluarte da verdade" em um mundo de valores relativizados. (2) Enfrentando o secularismo e um ambiente social de hostilidades velada e inversão de valores, com o homem secular sendo valorizado no lugar de Deus, querendo ser Deus. (3) É incentivada pelo mundanismo à perda da Essência do Evangelho. Há um risco de focar no "Deus das bênçãos" em vez do próprio Deus, e em glorificar o homem em vez de exaltar única e exclusivamente a Deus. (4) Perderam a essência do Espírito Santo e as raízes do Cristianismo. A falha diante da falta do conhecimento de preceitos bíblicos sólidos gera cristãos frágeis diante das provações. Muitos estão mais propensos a cair do que preparados para permanecer de pé e se porventura, acidentalmente, cair, tem força para levantar. 
A – Há um esquecimento deliberado do papel e da identidade da igreja e do que a igreja deve ser. (1) Já não há tanta influência da simplicidade do Evangelho. Esquecem de agir como sal da terra e luz do mundo, influenciando a sociedade através da conduta ilibada e de uma conversão de fato, fazendo de seus membros luzeiros para brilhar nas densas trevas de um mundo totalmente perdido. (2) A igreja deve ser uma comunidade do perfume de Cristo e do Evangelho do Senhor Jesus que salva o mais vil pecador. A igreja moderna esqueceu de viver o amor de Deus em primeiro lugar. Viver uma verdadeira comunhão (koinonia), exemplificada na igreja primitiva, com estudo da palavra, nas orações e no "partir do pão".
B - Existe uma tal de identidade alternativa que é só enganação para desvirtualizar a verdadeira característica da verdadeira igreja. Na verdade é mais provocativa do que o ser uma comunidade que reflete a verdade do Senhor Jesus. Este movimento é um "novo mundo", pregam o reino de Deus, agindo até com aparente ética social e amor ao próximo, mas são liberais demais no quesito das doutrinas principais do que é uma igreja em que o Espírito Santo de Deus teria liberdade de operar porque os olhos altivos dos líderes desses movimentos são voltados somente para a ganância pessoal de enriquecimento ilícito. 
C – Há uma necessidades urgente de mudança de procedimentos de auto avaliação. A igreja precisa passar por um teste de rever seus conceitos do que é uma igreja de verdade, já que muitas estão mais para clubes sociais para não se perder na cultura contemporânea. Deveriam retomar os preceitos, princípios e valores bíblicos para serem uma comunidade que realmente faz a diferença como casa de oração. 
1 - Em suma, a igreja de hoje é chamada a ser uma comunidade fiel e relevante, que resiste à secularização através da vivência autêntica do evangelho e da oração. As Igrejas evangélicas conservadoras e pentecostais também teem muitos defeitos como todas as outras, porém teem também tantas virtudes as quais superam seus defeitos. Estas igrejas procuram corrigir suas falhas e seus líderes e membros exercem uma vigilância de uns para com os outros e quando se acumulam os problemas, geralmente há convenções e reuniões de ministérios e ministros para a solução de tais problemas. As igrejas evangélicas conservadoras e pentecostais no Brasil, apesar de possuírem distinções teológicas e litúrgicas, compartilham uma série de virtudes e características que contribuíram para o seu rápido crescimento e impacto social. 
2 – As virtudes das Igrejas Evangélicas conservadoras e pentecostais são muito forte e possuem uma identidade Bíblica e Doutrinária inconfundível. Ambas as vertentes enfatizam a autoridade suprema da Bíblia, a salvação pela graça através da fé, e o sacerdócio universal dos fiéis. Existe uma experiência comunitária de acolhimento para os menos favorecidos. As igrejas pentecostais, em particular, criam fortes laços comunitários através da adoração com conotação espiritual, orações fervorosas e um ambiente acolhedor que busca atender às necessidades espirituais e emocionais dos fiéis. 
3 – Há uma forte valorização da experiência espiritual pentecostal, e valorizam a busca pela vida cheia do Espírito Santo, os dons espirituais, como curas, profecias e dom de línguas, como algo presente e operante no dia a dia da igreja. Estão muito focadas na família e nos valores morais geralmente conservadoras. As igrejas conservadoras enfatizam a manutenção de tradições bíblicas ortodoxas, crenças sólidas e a defesa da família tradicional. 
4 – Trabalham muito a questão da ação social e assistencial também voltados ao evangelho pentecostal. Muitas igrejas pentecostais desempenham um papel relevante na prestação de assistência social, preenchendo lacunas sociais, especialmente em comunidades mais carentes. São igrejas acolhedoras e visam a mudança de vida das pessoas. A "mudança espiritual" é apontada como um dos principais impactos positivos, trazendo nova perspectiva de vida, disciplina e esperança para muitos fiéis. 
5 – No quesito do protagonismo político e social, o crescimento dessas igrejas trouxe maior representação política, com foco na defesa dos valores costumes cristãos e influência no cenário público. Muito embora haja comunhão espiritual entre estas igrejas, existem diferentes objetos a serem alcançados. (1) Os pentecostais enfatizam mais o batismo com o Espírito Santo, a batalha espiritual, a cura divina e dons espirituais. (2) Os conservadores focam mais na doutrina bíblica tradicional, estudo aprofundado e, muitas vezes, têm uma liturgia mais formal. (3) O pentecostalismo, em especial, tem uma capacidade notável de encantar o mundo, oferecendo uma experiência religiosa viva e tangível em face de tamanha secularização e distanciamento dos princípios e valores da igreja primitiva de Atos dos apóstolos.
6 – Há muitos exemplos de diferentes igrejas de acordo com a época e seus líderes e membros; cada época, cada tempo, cada momento da igreja elas foram molhadas para viver o mais próximo da realidade das doutrinas principais do Evangelho. (1) Éfeso (Apocalipse 2:1-7) tinha muitos defeitos. Mas o principal defeito daquela igreja era que havia abandonado o seu primeiro amor. (2:4). (2) Mas o que é abandonar o primeiro amor? A queixa que o Senhor faz é o fato de que esses crentes haviam abandonado o primeiro amor. A palavra grega “aphiemi”, é traduzida como “abandonar” neste texto bíblico, tem um significado bem abrangente. A Concordância de historiadores define esta palavra da seguinte maneira: “enviar para outro lugar; mandar ir embora ou partir; de um marido que divorcia sua esposa; enviar, deixar, expelir; deixar ir, abandonar, não interferir; negligenciar; deixar ir, deixar de lado uma dívida; desistir; não guardar mais; partir; deixar alguém a fim de ir para outro lugar; desertar sem razão; partir deixando algo para trás; deixar destituído”. Essas expressões refletem, não uma perda que possa ser denominada como sendo meramente acidental, mas um ato voluntário de abandono, de descaso. (3) O Senhor Jesus tampouco está exortando esta igreja por não O amarem mais! Não se tratava de uma ausência completa de amor, pois ainda havia amor. No entanto, o amor deles havia perdido a sua essência, a sua intensidade e não era mais o amor que Ele esperava encontrar neles. 
7 - Esmirna (Apocalipse 2:8-11) – Muito embora fosse uma igreja agradável, era a igreja que sofreria perseguição por haver se juntado ao estado, e quando isso acontece em qualquer época, a igreja fica subserviente ao estado e à política. O resultado era e é que quem manda ou quem mandava na igreja eram os líderes políticos travestidos de religiosos. (2:10). (1) O Cristianismo surgiu no contexto de uma relação tensa entre os Judeus e o Império Romano. Jesus ensinou claramente o princípio da separação entre os dois reinos com a célebre declaração de Mt 22:21: “Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. No seu nascimento e na sua morte, Jesus experimentou a ira dos poderes constituídos de (Mt 2:3,13; 27:2,11,37; Lc. 23:2,8-12), porém o seu maior conflito foi com o sistema religioso, não com o sistema político, mesmo que a liderança politizada era muito forte. Outras referências aos governantes nos evangelhos são encontradas em: Mt 20:25-26; Lc 2:1-2; 3:1-2,19; 13:32; Jo 18:36; 19:11. (2) A atitude predominante de Atos é simpática às autoridades romanas. Procura-se eximi-las da responsabilidade pela morte de Jesus (2:23; 3:13,17); quando as autoridades perseguem os cristãos, é por instigação dos judeus, segundo eles (13:50; 14:5; 17:5-9);porém os cristãos são pacíficos e cumpridores da lei: eles são perseguidos injustamente, (16:19-22, 35-39; 18:12-16); em várias ocasiões, as autoridades os defendem, (19:35-40; 21:31-36; 22:25-29; 23:21-24); Mas Paulo reconhece a autoridade de César para julgá-lo (25:10-12). (3) As epístolas recomendam uma atitude de obediência às autoridades e intercessão por elas: Rm 13:1-7; 1 Tm 2:1-2; Tt 3:1; 1 Pe 2:13-14. Porém, em Apocalipse 13 o Império Romano é identificado com a besta que persegue os cristãos. O compromisso maior dos cristãos é com Cristo, o Senhor (Fp 2:11); a sua verdadeira pátria está nos céus (3:20). Isso relativiza a importância do estado e de todas as instituições humanas. 
8 - Pérgamo (Apocalipse 2:12-17). A igreja que precisava se arrepender por vários motivos. (Ap.2:16). (1) Como nós somos capazes de professar uma coisa e praticar outra? Isso é um escândalo aos olhos dos incrédulos. O escândalo da igreja de Pérgamo ecoou pelos séculos e chegou forte até em nossos dias e estes péssimos exemplos estão destruindo vidas quando não, lançando-as no inferno. (2) Podemos dizer que Pérgamo era uma igreja que pregava uma coisa e, na maior parte do tempo, praticava outra bem diferente. O pecado da igreja de Éfeso era a intolerância sem amor e o de Pérgamo era a tolerância sem arrependimento e sem ressentimento de ver as pessoas caminhando com passos largos para a perdição. O desafio para a igreja de Pérgamo continua sendo o mesmo desafio para as igrejas de nosso tempo em como professar a verdade e não praticar ou tentar esconder o erro? (3) Como enfrentar o martírio e permanecer fiel diante do mundanismo? Como confessar a verdade e se comportar segundo a verdade? Como ser puro na doutrina e no dia-a-dia? Como ser fieis sem fraquejar? Continuamos em busca de respostas, mas Jesus Cristo é a resposta e através do Espírito Santo nos guiará no bom Caminho. (4) A postura recomendada por Deus para os seus fiéis é que Ele, Jesus é a Verdade que liberta o mais vil pecador. De uma coisa o povo de Deus precisa estar certo, Deus conhece todas as coisas. Deus conhece todas as nossas obras, (Éfeso Ap 2.2), Ele conhece o nosso sofrimento (Esmirna Ap 2.9) e conhece também toda a nossa trajetória de vida Cristã e o nosso contexto, (Pérgamo Ap 2.13). Ele conhece as nossas motivações, sabe das nossas aflições e reconhece as pressões que sofremos. Por isso que quando ele olha para a igreja de Pérgamo ele diz: Ap 2.13, “Sei onde você vive… Contudo, você permanece fiel". (5) Onde eles viviam? Pérgamo era uma cidade com um passado glorioso. Historicamente, era a mais importante cidade da Ásia. Segundo um conhecido historiador “era a mais famosa cidade da Ásia”. Começou a destacar-se depois da morte de Alexandre, o grande, em 333 a.C. Foi capital da Ásia por quase 400 anos. Antes, foi capital do reino Selêucida até 133 a.C. Átalo III, rei selêucida, o último de Pérgamo, passou o reino para Roma em seu testamento e Pérgamo tornou-se a capital da província romana da Ásia. (6) Outros destaques de Pérgamo é que era um destacado centro do paganismo religioso, Ap 2.13 diz: “Sei onde você vive, onde está o trono de Satanás”. Ou seja o trono de Satanás não estava num edifício nem em algum lugar, fisicamente falando como hoje sugerem os defensores do movimento de Batalha Espiritual. Satanás não habita em lugares, mas em pessoas que ditam sistemas e promovem “culturas satânicas” em nome do aprendizado secular. (7) O trono de Satanás é caracterizado pela pressão e pela sedução. Onde Satanás reina, predomina a cegueira espiritual, floresce o misticismo, propaga-se o paganismo, a mentira religiosa, bem como a perseguição e a sedução ao povo de Deus. Em Pérgamo existia um grande panteão que era um templo arredondado, onde eram colocadas um conjunto de “divindades”. Havia altares para vários deuses em Pérgamo. No topo da Acrópole, ficava o famoso templo dedicado a Zeus, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Todos os dias se levantava a fumaça dos sacrifícios prestados a Zeus. Ainda em Pérgamo havia o culto a Esculápio, o Esculápio ou Asclépio era o “deus salvador”, o deus da medicina e o deus da cura da mitologia greco-romana, a serpente das curas. Seu colégio de sacerdotes médicos era famoso. Naquela época mantinha-se 200 santuários no mundo inteiro. A sede era em Pérgamo. Lá estava a sede de uma famosa escola de medicina. Para lá peregrinavam e convergiam pessoas doentes do mundo inteiro em busca de saúde. A crendice misturava-se com a ciência para muitos. (8) Galeno, médico superado apenas por Hipócrates, era de Pérgamo, as curas, muitas vezes, eram atribuídas ao poder do deus serpente Esculápio. Esse deus serpente tinha o título famoso de salvador. A antiga serpente assassina, apresenta-se agora como sedutora. O enfermo era levado para o templo. Deitavam-no no chão e aguardavam, se durante a noite alguma das centenas de serpentes soltas pelo recinto passasse sobre ele, o indivíduo era tido como curado. Ainda em Pérgamo estava o centro asiático do culto ao Imperador, e esse culto ao imperador era o elemento unificador para a diversidade cultural e política do império. No ano 29 a.C., foi construído em Pérgamo um templo ao imperador Augusto. O anticristo era mais evidente em Pérgamo do que o próprio Cristo. Desde 195 a.C, havia templos à deusa Roma em Esmirna. O imperador encarnava o espírito da deusa Roma. Por isso, divinizou-se a pessoa do imperador e começou-se a levantar templos ao imperador. Uma vez por ano, os súditos deviam ir ao templo de César e queimar incenso dizendo: “César é o senhor”. Depois, podiam ter qualquer outra religião. Havia até um panteão para todos os deuses. Isso era símbolo de lealdade a Roma, uma cidade eclética, de espírito aberto, onde a liberdade religiosa reinava desde que observassem esse detalhe do culto ao imperador. 
9 - Tiatira (Apocalipse 2:18-29), a igreja que se gabava de que sua maior virtude era que tinha uma profetisa, mas na verdade era uma falsa profetiza. (Ap. 2:20). (1) Na carta à igreja de Tiatira o Senhor Jesus elogia a igreja por suas boas obras, porém Ele também repreende a igreja por sua negligência em combater certas práticas e costumes pagãos que estavam sendo introduzidos na comunidade cristã enquanto a importância da disciplina aos membros faltosos era negligenciada. (2) O principal problema da igreja de Tiatira era que tinha um nome bem definido, “Jezabel”. Não é possível afirmar com exatidão se Jezabel era o nome real da mulher que pertencia àquela comunidade ou era o seu pseudônimo, já que o nome Jezabel ,mulher do rei Acabe. Jezabel e Acabe, relatados em 1 Reis 16-22 e 2 Reis 9, formaram um casal real mais idólatra e cruel de Israel, na Bíblia o nome Jezabel é sinônimo de sedução à idolatria e à imoralidade. (3) Seja como for, tal como a personagem do Antigo Testamento que foi mulher do rei Acabe, a mulher de Tiatira denominada Jezabel também se ocupava de influenciar e seduzir as pessoas à idolatria e à imoralidade. E a verdade é que em Tiatira Jezabel encontrava um ambiente muito propício para propagar o seu engano. (4) O grande erro da igreja de Tiatira como foi dito foi o engano das luxurias, da vaidade mundana e da idolatria; toda a vida econômica da cidade era organizada em associações religiosas comerciais. Cada associação possuía o seu deus patrono. Então era praticamente impossível pertencer à vida social e comercial da cidade sem ter de abraçar o culto ao deus de determinada associação. E uma vez introduzido em uma dessas associações, era esperado que o indivíduo participasse das festas pagãs que traziam grandes banquetes oferecidos à deidade patronal, e ainda muita imoralidade através dos rituais de prostituição religiosa. (5) Portanto, o cristão da igreja de Tiatira não tinha vida fácil. Se não participasse de uma associação, o crente era basicamente excluído da sociedade e passava por necessidade, fome, repressão e perseguição. Mas se ele resolvesse participar de uma dessas associações, então ele teria demandas que inevitavelmente o colocariam numa posição de infidelidade ao Senhor. Ou o crente de Tiatira negava o mundo e enfrentava as privações decorrentes disso, ou negava ao Senhor. (6) Nesse contexto foi que surgiu a autodeclarada profetiza Jezabel. Ela estava seduzindo os crentes de Tiatira a comerem dos banquetes sacrificados aos ídolos e a praticarem a prostituição. Ela pregava que os crentes tinham que conhecer “as coisas profundas de Satanás”, através da abominação do hedonismo e da sodomia. (Apocalipse 2:24). (7) Talvez ela apoiasse seu ensino em alguma vertente do dualismo grego que enxergava a matéria (corpo) como algo ruim e o espírito como algo puro e bom. Então ela ensinava que o crente podia explorar as coisas profundas de Satanás em seu corpo, sem que com isso prejudicasse o seu espírito. Na prática, Jezabel induzia os crentes de Tiatira a participarem de todo o paganismo da cidade, com a desculpa de que com isso eles estavam sendo introduzidos ao conhecimento das coisas profundas de Satanás. Parece que a ideia dela era que para vencer Satanás, os crentes tinham de conhecê-lo profundamente, e para se tornarem um cristão melhor, os crentes de Tiatira tinham que experimentar o pecado. 
10 - Sardes (Apocalipse 3:1-6) – O defeito daquela igreja é que tinha adormecido espiritualmente. (3:2). Após sua saudação inicial, o Senhor Jesus identificou o grande problema da igreja de Sardes: “Conheço as tuas obras, que tens nome que vives e estás morto”, (Apocalipse 3:1). (1) A igreja de Sardes tinha uma boa reputação diante dos homens, e uma péssima reputação diante de Deus. Sardes era uma igreja que vivia de aparências. Enquanto as pessoas visualizavam na igreja de Sardes uma aparência externa de espiritualidade, Deus enxergava a apatia espiritual que era a verdadeira condição intima daquela igreja. (2) A igreja de Sardes tinha falhado em ser o candeeiro através do qual o Evangelho brilha para o mundo. Sardes era uma igreja que não incomodava o mundo. Ao invés de influenciar a cultura de sua época para o bem, a igreja de Sardes é que era influenciada pela cultura mundana. A verdade é que a igreja de Sardes tinha falhado em ser Igreja, parecia mais um clube social, uma empresa religiosa, uma Organização Não Governamental, somente para encher os bolsos de seus líderes de polpudas verbas governamentais, fortalecendo os seus objetivos que eram somente materiais. (3) A instrução à igreja de Sardes foi de uma dura repreensão. Graciosamente o Senhor deu mais uma oportunidade à igreja de Sardes, Cristo chamou os crentes de Sardes ao arrependimento. Aquela igreja tinha de mudar radicalmente; era preciso despertar e fortalecer o pouco que estava prestes a morrer. (4) A urgência disso ficou claro quando Cristo afirmou que não tinha achado íntegras as obras da igreja de Sardes na presença de Deus, (Apocalipse 3:2). Exteriormente, a igreja de Sardes contava com todos os costumes religiosos, as tradições e as formalidades temporárias e atemporais. Mas seu culto era vazio; sua adoração era superficial; seu comprometimento com a obra do Senhor Jesus não era real. Sardes era uma igreja de obras incompletas diante de Deus. 
11 - Filadélfia (Apocalipse 3:7-13, (1) O aparente defeito, se é que se pode dizer que era defeito, é que a igreja tinha sofrido pacientemente porque era uma igreja amorosa e resolvia as questões mais difíceis em oração. (3:10). Fez tudo certo e foi grandemente perseguida. Deveria ter reagido e não aceitar certas acusações, mesmo porque tem um ditado popular que diz que “quem cala, consente", mas preferiram confiar cem por cento em Jesus, porque Jesus daria vitória aos seus fiéis. Então não vamos considerar como defeito, mas sim uma omissão proposital para preservar os neófitos e mais fracos na fé. (2) Filadélfia quer dizer amor aos irmãos , ou amor de irmão. Só que a igreja de Filadélfia não tinha amor só no nome, ela amava a Deus, os irmãos e as pessoas perdidas. Eles tinham amor pelas almas perdidas. Tanto é que lá no versículo 8 Jesus diz que “colocou uma porta aberta, que ninguém pode fechar.” Esta porta aberta era a porta do evangelismo. Era a porta da palavra. E pra provar que esta porta em Filadélfia era a porta da palavra, deixo para nossa meditação Colossenses 4.3 onde Paulo pede a igreja dizendo assim: “Orem também por nós, para que Deus abra uma porta para a nossa mensagem, a fim de que possamos proclamar o mistério de Cristo…” (Cl 4:3-4). (3) Em Filadélfia, Deus abriu a porta porque a igreja tinha amor pelas almas perdidas. E quando há amor, também há portas abertas. Quando amamos o que Deus ama, ele envia meios e condições, ELE abre portas. Se você ama a Deus, o próximo e a obra, Deus enviará portas na sua direção. Deus não abre portas se o amor não vier na frente. E quando ele abre ninguém fecha. 
12 - Laodicéia (Apocalipse 3:14-22). (1) A igreja com a fé morna. (3:16). Era uma igreja fria e morna, estava morta espiritualmente. É muito fácil ser crente dentro de uma igreja que aceita tudo. Assim era a igreja de Laodicéia. Na carta à igreja de Laodiceia, é dito que aquela era uma igreja morna. Essa era uma descrição simbólica para falar do estado de apatia espiritual daquela igreja. Laodiceia era uma igreja espiritualmente indiferente. Em termos práticos, aquela igreja estava confortável e acomodada ao mundo. O Senhor Jesus apontou de forma direta o erro daquela igreja. Os crentes de Laodiceia tinham um espírito de autossuficiência. Eles diziam: “Estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma” (Apocalipse 3:17). Os crentes de Laodiceia eram orgulhosos e tinham sido influenciados pelo modo de vida daquela cidade. Os crentes de Laodiceia eram daquele tipo de pessoa que pensa não merecer nada menos que a bem-aventurança eterna. Em outras palavras, parece que os crentes de Laodiceia acreditavam que o Senhor não ousaria deixá-los fora do Paraíso. Eles não conseguiam enxergar o próprio pecado. Estavam acomodados em sua prepotência espiritual. Então, enquanto que aos olhos humanos aquela congregação se enxergava rica, abastada e tão realizada ao ponto de não precisar de nada, aos olhos do Senhor aquela igreja era vista como infeliz, miserável, cega e nu, despida, (Apocalipse 3:17). (2) A igreja de Laodiceia precisava comprar de Cristo algo que eles tinham desprezado á tempos. Há algo extraordinário na forma como o Senhor Jesus chamou aqueles crentes a comprarem dEle todas as coisas que precisavam. Se tudo isso realmente tinha a ver com a salvação, num primeiro momento parece até estranho que Cristo estivesse aconselhando alguém a “comprar a salvação”. Mas uma leitura um pouco mais atenta do texto bíblico revela o caráter desse conselho. A igreja de Laodiceia pensava ser rica, mas na realidade era miserável e pobre. Então, como alguém sendo pobre e miserável seria capaz de comprar ouro, vestes novas e remédio? A verdade é que por mais que alguém seja rico e abastado, ninguém é capaz de comprar as bençãos da salvação. Por isso, Deus convida os homens a comprar dele sem dinheiro, sem custo (Isaías 55:1). O nome disso é graça. (3) Na sequência, o Senhor Jesus falou àquela igreja que somente é disciplinado e corrigido aquele a quem Ele ama. Aquela igreja estava sendo suavemente convidada a se arrepender e a ser zelosa. Apesar de tudo, Cristo amava aquela igreja. Inclusive, o Senhor Jesus disse à igreja de Laodiceia que estava às portas, batendo repetidamente, e se alguém ouvisse a sua voz e abrisse a porta, Ele entraria na casa para juntos cearem (Apocalipse 3:19). Esse era um doce convite para a renovação de um relacionamento. (4) A igreja de Laodiceia recebeu a carta mais severa da parte de Cristo. Diferentemente das outras igrejas, em Laodiceia não havia nada elogiável. Porém, o Senhor Jesus Cristo buscava restaurar aquela igreja, e tinha um plano maravilhoso para ela. Tal como nas cartas direcionadas às outras igrejas, Cristo terminou a carta à igreja de Laodiceia com uma promessa, (Apocalipse 3:21). Aos vencedores, Ele prometeu uma eternidade de comunhão com Deus. Assim como Cristo participa do trono do Pai, Ele prometeu que os vencedores participarão do seu trono. Aquele que ouve a voz de Cristo e o recebe em sua casa, também será recebido por Ele na glória eterna. 
13 - As igrejas de hoje estão atualizando suas teologias e algumas até estão criando teologias próprias, com conceitos fascinantes e até encantadores, que são facilmente assimilados para endeusar seus líderes e fiéis religiosos daquela seita ou imitações de igrejas, porém estão concordando com todas as coisas que antigamente Deus já condenava como pecado dentro das 7 igrejas da Ásia tais como: (1) Prostituição, traição, incesto, pedofilia, poligamia, zoofilia, lesbianismo, homossexualismo; a Bíblia fala de efeminados em Apocalípse 21.8; adultério, fornicação, emburrecimento que é o ato ou efeito de emburrecer, tornar ou ficar burro ou estúpido, demente, praticando escárnio com Deus, zombarias, bebedices, glutonarias, vícios, falsidade intelectual e todo tipo de baixaria. Pessoas sem afeto natural, sem amor, sem compreensão, sem complacência, entenebrecidos por vontade própria; o ato de se tornar uma pessoa assim significa estar coberto de trevas, escurecido, obscurecido ou turvado. Isso revela um termo que descreve algo ou alguém que perdeu a clareza, a luz ou a transparência, tornando-se sombrio ou perdido na escuridão do pecado. Romanos 1:26-32. 
14 - O apóstolo Paulo já alertava na sua segunda carta a Timóteo 2 Tm. 3.1-13 da seguinte maneira: (1) Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfactuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, a eficácia dela. Foge também destes. Pois entre estes se encontram os que penetram sorrateiramente nas casas e conseguem cativar mulherinhas sobrecarregadas de pecados, conduzidas de várias paixões, que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade. E, do modo por que Janes e Jambres resistiram a Moisés, também estes resistem à verdade. São homens de todo corrompidos na mente, réprobos quanto à fé; eles, todavia, não irão avante; porque a sua insensatez será a todos evidente, como também aconteceu com a daqueles. Tu, porém, tens seguido, de perto, o meu ensino, procedimento, propósito, fé, longanimidade, amor, perseverança, as minhas perseguições e os meus sofrimentos, quais me aconteceram em Antioquia, Icônio e Listra, que variadas perseguições tenho suportado. De todas, entretanto, me livrou o Senhor. Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos. Mas os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 2 Timóteo 3: 1-13. 
15 - Podemos dizer que nos nossos dias de pós modernidade as igrejas não estão mais se importando com seus defeitos e não fazem nada para melhorar sua comunhão com Deus. O Deus deste século cegou grande parte das lideranças evangélicas, se não a maioria, para dar mais valor ao dinheiro e às propriedades que ele lhes garante, do que o valor de uma alma. Defeitos todas as igrejas teem. Defeitos todos os líderes evangélicos teem. Mas ainda tem poucos que mesmo tendo defeitos procuram adorar a Deus em espírito e em verdade. 
16 - Viver no primeiro século na região das sete igrejas da Ásia não seria nada fácil para os discípulos de Jesus e para os crentes em geral daquela época. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma ameaça mais organizada e mais poderosa que era o fracasso espiritual das lideranças das igrejas, com raríssimas exceções. A idolatria até parece que era oficial tanto quanto hoje. Estão juntando a religião à força do governo, ou seja das polpudas benesses governamentais, que prometiam e continuam fazendo uma perseguição perigosa aos verdadeiros cristãos daquelas cidades, tentando-os a “abandonarem” a sua fé deixando de valorizar em primeiro lugar o reino de Deus, Mateus 6.33 para melhorar as suas circunstâncias financeiras, patrimoniais e ou até para evitar a morte violenta dos distonantes das lideranças. Para vencer esta tentação, teriam que acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Tinham e teem que proceder como os Jovens amigos do profeta Daniel capítulo 3, que mesmo sendo lançados na fornalha de fogo ardente, aquecida sete vezes mais, não negaram sua fé em Deus, o Deus de Israel que os livrou da morte. Mesmo se morressem, as suas vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno Senhor como estavam firmados no Senhor. Jesus foi o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver, ressuscitou, para nos dar vida e vida com abundância. A religião não salva ninguém, mas Jesus salva, Jesus cura, Jesus liberta da escravidão do pecado, Jesus batiza com o Espírito Santo de Deus e em breve voltará para arrebatar a sua igreja. Fique sempre firmado no Senhor e lembre-se que igreja perfeita é só no céu. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

GOGUE E MAGOGUE OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS

GOGUE E MAGOGUE OS INIMIGOS DO POVO DE DEUS


I - Na Bíblia, Gogue e Magogue representam os mais perversos e mais letais inimigos do povo de Deus. No fim dos tempos estes inimigos se reunirão, ou já estão em pleno vapor, para lutar contra o povo de Deus, principalmente quererão destruir a acabar com os Judeus em todo o mundo e seu país Israel, tentando destruí-lo de qualquer maneira. Mas, no fim, Deus trará vitória e destruirá todos os inimigos de Israel. Os nomes Gogue e Magogue ganharam destaque devido a uma profecia no livro de Ezequiel e uma referência no livro de Apocalipse. Nestas duas profecias, Gogue e Magogue lideram um exército que ataca Israel no fim dos tempos. 
II - Gênesis 10:1-2 identifica Magogue como um dos filhos de Jafé, filho mais velho de Noé. Os descendentes de Noé se espalharam pelo mundo e formaram vários povos, depois do Dilúvio. Assim, o homem Magogue provavelmente deu origem a um povo chamado Magogue. Ezequiel 38:2 explica que Gogue será um líder da terra de Magogue, que dominará sobre vários outros povos, (que também são descendentes de Jafé). Magogue fica em algum lugar ao norte de Israel e liderará o ataque final contra o povo de Deus: Ezequiel 38:15-16. 
III - Em algum tempo, quando Israel estiver vivendo em paz e segurança, Gogue juntará um grande exército formado por vários povos ao redor de Israel. Esse grande exército, vindo de todos os lados, mas com a frente de ataque principal vindo do norte, virá para destruir e saquear Israel, (Ezequiel 38:7-9). Nesse dia, Deus lutará por Seu povo, provocando um terremoto e enviando a peste e o fogo contra o exército inimigo. As tropas serão lançadas em confusão, matando uns aos outros e sua destruição será total (Ezequiel 38:21-23). O exército de Gogue será completamente exterminado e o povo de Deus viverá em segurança, sem o perigo de inimigos. A vitória final será dada por Deus. 
A - Gogue e Magogue é uma expressão que aparece no livro do Apocalipse como uma referência ao conflito final entre as forças satânicas e Cristo e Seu povo. Há muitas interpretações e teorias acerca desse evento, o que acaba gerando ainda mais curiosidade entre as pessoas acerca dessa expressão. Gogue e Magogue é citado na visão do Antigo Testamento e tem seu desdobramento em outras citações bíblicas, finalizando no Apocalípse. 
B - Gogue e Magogue são citados em passagens do Antigo Testamento. Começando no livro de Gênesis, Magogue é mencionado como um descendente de Jafé, (Gn 10:2; 1Cr 1:5). Já Gogue, é citado como um Rubenita, filho de Semaías, (1Cr 5:4). Apesar dessas referências iniciais, as passagem bíblicas mais importante sobre Gogue e Magogue encontram-se no livro do Profeta Ezequiel nos capítulos. 38 e 39. Gogue aparece como príncipe de Meseque e Tubal, e Magogue como sendo um povo, ou seja, da “Terra de Magogue”. Logo, a narrativa de Ezequiel apresenta Gogue da Terra de Magogue. 
C - Gogue e Magogue na visão do novo testamento, principalmente no contexto de Apocalipse. Como já dissemos, a expressão “Gogue e Magogue” aparece no livro do Apocalipse também e para descrever uma última batalha que precederá o Juízo Final, (Ap 20:7-10). O Apóstolo João, escritor do livro do Apocalípse, relata que acabado o Milênio, Satanás será solto por um pouco de tempo, “e saíra para enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, a fim de reuni-las para a batalha. Seu número é como a areia do mar”, (Ap 20:8). 
1 - João continua a narrativa dizendo que as nações, persuadidas por Satanás, cercarão “o acampamento dos santos, a cidade amada“, porém um fogo descerá do céu e as devorará, resultando ainda na condenação eterna de Satanás no “lago de fogo que arde como enxofre“. Depois disso, João começa a descrever em detalhes a cena do Juízo Final. 
2 - Gogue e Magogue e as diferentes correntes escatológicas. Sabemos que existem “diferentes correntes escatológicas”, e cada uma delas possui uma visão específica acerca desse assunto, vamos discorrer sobre as principais. (1) Existe aqueles que defendem um futuro reinado milenar e literal de Cristo na terra após a Sua segunda vinda, afirmam que essa batalha de Gogue e Magogue ocorrerá ao término desse período, quando Satanás for literalmente solto novamente para enganar as nações. Vale dizer também que alguns pré-milenistas defendem que essa batalha ocorrerá antes do Milênio, porém creio que essa afirmação seja uma contradição com o próprio pensamento que eles defendem. (2) Portanto, seguindo esse raciocínio mencionado acima haverá então duas grandes batalhas finais: (a) a batalha do Armagedom antes do Milênio e descrita no capítulo 19 do Apocalipse, e (b) a batalha de Gogue e Magogue após o Milênio e descrita no capítulo 20 do Apocalipse. 
3 - Entre os defensores dessa posição há muitas divergências acerca desse evento, de modo que seria impossível citar cada uma delas. As mais comuns entendem que essa batalha de Gogue e Magogue se refere ao ajuntamento de várias nações para atacarem Israel no futuro. As teorias sobre isso são tão específicas que até mesmo nomes de nações já foram sugeridos, entre elas: Rússia, Irã, China, Japão e Índia. 4 - Já quem não defende um futuro reinado literal de Cristo na terra no milênio, entendendo que o Milênio precede a segunda vinda de Cristo, geralmente afirma que essa batalha é a mesma já descrita no capítulo 19, isto é, o Armagedom de fato. Mas, como interpretar Gogue e Magogue e ter a certeza e a clareza dos fatos? Como vimos, a interpretação acerca dessa batalha dependerá da maneira com que interpretamos e entendemos o livro do Apocalipse e alguns eventos escatológicos descritos nele, sobretudo o Milênio. O milênio é um período de mil anos sob o governo de Jesus Cristo na terra com a igreja que fora arrebatada. Este período será instalado por Jesus no final da grande tribulação quando Jesus vencer o anticristo na batalha do Armagedom. 
5 - Antes de falarmos mais sobre o Apocalipse, precisamos voltar ao livro do Profeta Ezequiel. É necessário compreender que o livro de Ezequiel possui um intenso uso de elementos simbólicos em suas profecias, num tipo de linguagem apocalíptica. Os capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel, que nitidamente são proféticos, realmente apresentam algumas dificuldades de interpretação. Os estudiosos se dividem em diferentes opiniões. Como já mencionamos, muitos especulam até mesmo sobre nomes de nações contemporâneas dentro destes capítulos. Talvez uma das teorias mais conhecidas seja aquela que identifica Meseque e Tubal como sendo as cidades Russas de Moscou e Tobolsk, e o “príncipe de Rôs” citado no versículo 2, como o “príncipe da Rússia”, ou seja, Gogue seria o comandante Russo que atacará Israel no futuro. 
6 - Não precisamos nem dizer que esse tipo de interpretação não encontra qualquer fundamentação bíblica. Outros identificam Gogue com sendo Guigues, um rei da Líbia, conhecido nos textos acadianos do século 7 a.C. como um vassalo dos assírios. Uma boa interpretação sobre o assunto sugere que a profecia de Ezequiel se refere ao poder dos selêucidas, especialmente com Antíoco Epifanes, inimigo terrível do povo judeu, cujo centro do seu reino ficava localizado no norte da Síria. Ao norte, o domínio dos selêucidas incluía Meseque e Tubal, distritos da Ásia Menor. De acordo com essa interpretação, a perseguição imposta por Gogue de Magogue, refere-se, em Ezequiel, à dura perseguição imposta pelo governador da Síria, Antíoco Epifanes, sob o povo de Deus. Como disse, considero essa uma boa interpretação, entretanto não creio que a profecia de Ezequiel se esgote nesse período da História. Penso que Ezequiel também se refere, de forma geral, a batalha final contra o povo de Deus, de maneira que o ocorrido com Antíoco Epifanes tipifica uma perseguição futura ainda maior. 
7 - É interessante o uso específico de “Meseque e Tubal”. Sempre que as ameaças a Israel são descritas no Antigo Testamento, tais ameaças vêm do norte, geralmente referindo-se a Assíria, Babilônia e Pérsia. Quando Ezequiel fez referência a “Meseque e Tubal” ele utilizou tribos que viviam nos limites dos reinos do norte, no sentido de mostrar que haveria uma oposição ainda mais difundida contra o povo de Deus. Portanto, creio que a profecia de Ezequiel se cumpriu em Antíoco Epifanes, mas também se cumpre em todos os poderes orquestrados contra o povo de Deus. 
8 - Voltando agora ao Apocalipse, podemos compreender que João tinha em mente esse terrível período de dor e aflição quando usou a expressão “Gogue e Magogue”. A grande opressão que o povo de Deus suportou na antiga dispensação, serve de símbolo para a maior opressão que o povo de Deus precisará suportar na nova dispensação. Logo, a expressão Gogue e Magogue se refere ao ataque final das forças anticristãs lideradas por Satanás contra a Igreja de Cristo. João identifica Gogue e Magogue como “as nações que há nos quatro cantos da terra“, ou seja, não se trata de uma nação específica, mas a totalidade do mundo, isto é, a perseguição do mundo iníquo contra a Igreja. João ressalta que o exército dessa batalha é muito numeroso, tanto como a areia do mar. Nos dias do governo de Antíoco Epifanes, o povo de Israel parecia indefeso diante do poder do exército sírio. Da mesma forma, nos últimos dias que precedem a volta de Cristo no final da grande tribulação, quando Israel estará esmagado pela fúria satânica do Anticristo. A opressão será tão grande que a Igreja parecerá indefesa diante do poder perseguidor que virá do mundo inteiro. 
9 - Outro fato interessante é que, apesar de intenso e severo, o domínio de Antíoco Epifanes teve breve duração, tal como será o curto período de tempo de grande tribulação sobre a terra que será de sete anos sendo três anos e meio de aparente e os últimos três anos e meio de guerra total contra e para destruição total de Israel, conforme Jesus alertou em seu sermão escatológico Mc 13:20; Ap 11:11, mas principalmente em Mateus nos capítulos 24 e 25. Também vale ressaltar que a derrota das forças da Síria foi surpreendentemente inesperada, ou seja, foi uma interferência direta de Deus. Da mesma forma ocorrerá nos momentos finais da presente era com o retorno de Cristo à terra, primeiro para derrotar o Anticristo livrando Israel destruição total, implantação do Reino Milenial de Cristo e depois do milênio Satanás será solto por um pouco de tempo e vai seduzir as nações novamente para guerrear contra o próprio Deus que o esmagará com o sopro de Sua boca quando Satanás e seu exército serão lançados no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte. 
10 - Portanto, o capítulo 20 do Apocalipse não descreve um conflito entre nações, mas um conflito entre a Igreja e o mundo. Esse conflito de Gogue e Magogue é o mesmo já citado em outras partes do próprio Apocalipse, Ap 16:12ss; 19:19. Note que em Apocalipse 16:14 lemos a expressão “a fim de reuni-los para a batalha do grande dia do Deus todo-poderoso“. Já em Apocalipse 19:19, a expressão é a seguinte: “para batalharem contra aquele que estava assentado sobre o cavalo, e ao seu exército”. E finalmente em Apocalipse 20:8, somos informados de que Satanás sairá “a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha“. No original, lemos em todos estes casos a expressão “a peleja“. 
11 - A descrição que João faz no Apocalípse acerca da batalha do Armagedom (Ap 19:17-21) é uma clara evidencia de que se trata da mesma batalha do capítulo 20 do Apocalipse. Perceba que no capítulo 19, João também faz referência a mesma passagem do livro de Ezequiel (Ez 39:17-20). Em ambas as passagens as aves do céu se fartam da carne e do sangue dos poderosos da terra. Devemos nos lembrar de que o livro do Apocalipse está organizado em sete seções paralelas e progressivas, ou seja, a mesma história é contada e recontada com perspectivas diferentes, de modo que a narrativa vai se tornando mais intensa e detalhada conforme avançamos para o final do livro. 
12 - O detalhe particular do capítulo 20 acerca dessa mesma batalha já mencionada e que as outras referências ainda não haviam esclarecido, fica por conta da descrição do que acontece com Satanás, ou seja, nas outras referências João já havia descrito a queda dos ímpios e a queda dos aliados do dragão (a besta, o falso profeta e a grande Babilônia). Faltava apenas ele descrever a queda do dragão. Como Satanás é o maior oponente de Cristo, naturalmente sua queda é narrada por último. Isso é exatamente o que ocorre no capítulo 20. 
13 – Aqui no final da grande tribulação Gogue e Magogue é o Armagedom, a batalha final entre o bem o mal, é o pouco tempo de Satanás, é a grande tribulação, é o período mais terrível da História, onde o dragão, que é Satanás, e seus aliados perseguirão duramente o povo de Deus. Todavia, o livro do Apocalipse nos mostra que todos estes inimigos de Cristo e de Sua Igreja caem juntos, ao mesmo tempo, em um único evento, em uma única batalha. Todos são destruídos na segunda vinda de Cristo, onde o Cordeiro virá para livrar o Seu povo no final da grande tribulação, onde a cólera de Deus será derramada, onde o juízo de Deus estará completo. Esse dia será maravilhoso para uns e aterrorizante para outros. 
14 - Para concluir, quero dizer que embora existam diferentes opiniões sobre o assunto, o importante é que todas elas concordam que nessa batalha, Satanás será condenado e lançado eternamente no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte e de dia e de noite, juntamente com seus aliados, será atormentado eternamente. 
15 - O passo a passo do final dos tempos será assim: No final da grande tribulação o povo de Israel será liberto das mãos do Anticristo e Satanás será preso por mil anos. Satanás é preso, amarrado por mil anos, os fiéis reinam com Cristo no Milênio. Apocalípse 20:1-6. 1. E vi descer do céu um anjo que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. 2. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos. 3. E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois importa que seja solto por um pouco de tempo. 4. E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos. 5. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição. 6. Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele mil anos. 
16 - Um novo acontecimento semelhante de Gogue e Magogue do final da grande tribulação acontecerá, será a soltura de Satanás no final do Milênio. Satanás será solto por um pouco de tempo e sairá a ajuntar novamente as nações contra aquele que está assentado no trono, Apocalípse 20:7-10. 7. E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão 8. e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. 9. E subiram sobre a largura da terra e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; mas desceu fogo do céu e os devorou. 10. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. 
17 - O Juízo final, que também é conhecido como o Juízo do grande trono branco, será o julgamento final da besta, do falso profeta e do Anticristo que serão condenados a ser lançados no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte e serão atormentados eternamente, enquanto a igreja do Senhor Jesus lavada no sangue do Cordeiro irá para as mansões celestiais. Apocalípse 20:11-15. 11. E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. 12. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. 13. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. 14. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. 15. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. 
18- Os novos céus e nova terra estão previstos nos capítulos 21 e 22 de Apocalípse. A nova terra será a morada eterna dos crentes em Jesus Cristo. A nova terra e os novos céus são por vezes referidos como o “estado eterno”. As Escrituras nos dão alguns detalhes dos novos céus e da nova terra. Os atuais céus e terra estão há muito tempo sujeitos à maldição de Deus por causa do pecado da humanidade. Toda a criação “geme e suporta angústias até agora” (Romanos 8:22), enquanto aguarda o cumprimento do plano de Deus e “a revelação dos filhos de Deus”, (versículo 19). 
19 - O céu e a terra passarão (Marcos 13:31), e serão substituídos pelos novos céus e pela nova terra. Naquele momento, o Senhor, assentado em Seu trono, diz: “Eis que faço novas todas as coisas”, (Apocalipse 21:5). Na nova criação, o pecado será totalmente erradicado e “nunca mais haverá qualquer maldição”, (Apocalipse 22:3). O novo céu e a nova terra também são mencionados em Isaías 65:17, Isaías 66:22 e 2 Pedro 3:13. Pedro nos diz que o novo céu e a nova terra serão “nos quais habita justiça”. Isaías diz que “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”. As coisas serão completamente novas e a velha ordem das coisas, com a tristeza e a tragédia que as acompanham, desaparecerá. 
20 - A nova terra estará livre do pecado, do mal, da doença, do sofrimento e da morte. Será semelhante à nossa terra atual, mas sem a maldição do pecado. Será a terra como Deus originalmente planejou que fosse. Será o Éden restaurado. Uma característica importante da nova terra será a Nova Jerusalém. João a chama de “a cidade santa, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo”, (Apocalipse 21:2). Essa gloriosa cidade, com suas ruas de ouro e portões perolados, ou de cristais, está situada numa nova e gloriosa terra. A árvore da vida estará lá, (Apocalipse 22:2). Essa cidade representa o estado final da humanidade redimida, para sempre em comunhão com Deus: “Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles, os seus servos o servirão, contemplarão a sua face”, (Apocalipse 21:3; 22:3–4). 
21 - Nos novos céus e na nova terra, dizem as Escrituras, há sete coisas notáveis pela sua ausência, sete coisas que “não existirão mais”: (1) não haverá mais mar, (Apocalipse 21:1). (2) não haverá mais morte, (Apocalipse 21:4). (3) não haverá mais luto, (Apocalipse 21:4). (4) não haverá mais pranto, (Apocalipse 21:4). (5) não haverá mais dor, (Apocalipse 21:4). (6) não haverá mais maldição, (Apocalipse 22:3). (7) não haverá mais noite, (Apocalipse 22:5). 
22 - A criação dos novos céus e da nova terra traz a promessa de que Deus “enxugará dos olhos, (daqueles martirizados que morreram mas não negaram a fé) toda lágrima”, (Apocalipse 21:4). Esse evento especial de adoração a Deus pelos mártires da fé ocorrerá com Jesus assentado no trono à direita de Deus o Pai, depois da grande tribulação, depois da segunda vinda do Senhor, depois do reino Milenial de Cristo, depois da rebelião final, depois do julgamento final de Satanás e depois do Julgamento do juízo do grande trono Branco. A breve descrição dos novos céus e da nova terra é o último vislumbre da eternidade que a Bíblia nos oferece. Compensa, portanto, viver uma vida cheia do Espírito Santo de Deus aqui na terra, e quando formos chamados para a eternidade, estaremos gozando da glória celestial. 
Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 


Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 30 de março de 2026

UMA PEQUENA DEFINIÇÃO DO QUE É HUMILDADE

UMA PEQUENA DEFINIÇÃO DO QUE É HUMILDADE 


I - Uma pequena definição do que é humildade. A humildade não é um sentimento, é uma atitude de autocontrole e de tolerância diante da ofensa. O mundo nos ensina a buscar justiça e às vezes algumas pessoas buscam fazer justiça com as próprias mãos, mas o Evangelho nos chama a atenção para algo radicalmente diferente, para perdoarmos a quem nos ofende. 
II - A Bíblia não define humildade como "pensar menos de si mesmo", mas como "pensar menos em si mesmo" e mais no Reino de Deus, mesmo quando isso custar o nosso orgulho. Em João 13, Jesus se levanta, pega uma toalha e lava os pés dos discípulos, lembrando que o traidor Judas Iscariotes estava lá também. Jesus nos deixou o maior exemplo de humildade, muitas vezes esquecemos que Judas Iscariotes estava lá. Jesus sabia que Judas já havia negociado a traição, sabia que ele causaria a Sua morte dolorosa, mas mesmo assim lavou-lhe os pés. Ainda assim, o Rei dos Reis e Senhor dos senhores se abaixou e calmamente lavou os pés sujos do traidor. Mateus 5:45 diz o seguinte: "Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem...”. 
III – A Humildade e o significado da sua importância. A humildade tem um significado ímpar na vida do cristão. Seja ele de qualquer classe social, mas se for humilde terá as maiores bênçãos de Deus em sua vida. Há pessoas pobres que são arrogantes e há pessoas ricas que são humildes e vice-versa. Há muitas pessoas com um conceito errado sobre humildade. Humildade não significa ter um conceito negativo de si mesmo. Uma pessoa humilde não é aquela que se considera inferior aos outros, mas, também, não se considera superior aos outros. 
A - Humildade é o oposto de orgulho, soberba, arrogância, vaidade. O orgulhoso alimenta o seu coração com a soberba. A humildade tem a ver com uma visão modesta de si mesmo ou equilibrada. Reconhece suas limitações de espaço, de tempo, de saber. O humilde reconhece que tem mais coisas que ele não sabe do que as coisas que ele sabe. Por isso, o humilde está sempre pronto para aprender. Em termos gerais podemos dizer que uma pessoa humilde sabe de suas limitações em termos cognitivos, em termos de saber, reconhece que não é tão inteligente quanto os outros pensam. Esta consciência saudável de sua fragilidade é que o faz humilde. 
B - O orgulhoso, por outro lado, tem uma visão exagerada e errada de suas virtudes, riquezas, capacidades, possibilidades, potencialidades, força etc. Além disso, o orgulhoso ignora suas fraquezas, falhas, limitações etc. Assim sendo, o orgulhoso age como alguém que ele não é, trata-se de um fake self, um falso eu. Por causa disso, o orgulho pensa, sente, fala e ache de uma maneira errada. Não se nasce humilde. Humildade se aprende. Podemos e devemos aprender a sermos humildes e o melhor caminho é de dentro para fora. Aprender a ter pensamos humildes e sentimentos humildes; depois palavras humildes, ações humildes - nesta ordem. 
C - Quando a pessoa age humildemente, mas não tem humildade em sua mente e coração, ela, depois de agir com humildade, diz: vejam como eu sou humilde! Ação de humildade de alguém que não é humilde lhe custa muito caro; mas uma ação humilde de quem interiormente é humilde, é normal, natural, agradável. Na verdade, uma pessoa humilde de coração, quando não age com humildade, sofre. Mas, humildade não se aprende no mundo, nas universidades, nas escolas, infelizmente. Humildade não se compra na farmácia, nem no supermercado. 
1 - A Bíblia nos ensina sobre a humildade. Quando estudamos os textos bíblicos sobre esse tema podemos aprender sobre o seu significado e importância. A palavra humilde no texto do Novo Testamento grego é um adjetivo, masculino, singular e ocorre 8 vezes no Novo Testamento Grego (Mt. 11:29; Lc. 1:52; Rm. 12:16; II Co. 7:6; 10:1; Tg. 1:9; 4:6; I Pd. 5:5) e 46 vezes na LXX (Septuaginta). No hebraico é “ani”. 
2 - O substantivo humildade ocorre 8 vezes no testo Grego do Novo Testamento (At. 20:19; Ef. 4:2; Fp. 2:3; Cl. 2:18, 23; 3:12; I Pd. 3:8; 5:5) e não há ocorrência dessa palavra na forma substantiva no texto Grego da LXX, (Septuaginta). O verbo humilhar-se, ocorre 14 vezes no texto Grego do Novo Testamento, (Mt. 18:4; 23:12; Lc. 3:5; 14:11; 18:14 duas vezes; II Co, 11:7; 12:21; Fp.2:8; 4:12; Tg. 4:10; I Pd. 5:6) e 147 vezes no texto da LXX (Septuaginta). No hebraico é “anar”. 
3 - Vejamos, de forma breve, alguns textos bíblicos que apontam na direção dos temas: Deus e a humildade; Jesus e a humildade; nós e a humildade. Deus e humildade: Quando lemos a Palavra do Senhor, ficamos impressionados com o seu ensino a respeito daquilo que Deus faz na vida dos humildes. No Salmo 18:27, aprendemos que o Senhor salva os humildes. Em 2 Coríntios 7:6, aprendemos que o Senhor conforta os humildes. Em Lucas 1:52, no cântico de Maria, ela diz que o Senhor exalta os humildes. Em Tiago 4:6 e 1 Pedro 5:5, a Bíblia diz que Deus dá graças aos humildes ταπεινοῖς e rejeita aos soberbos ὑπερηφάνοις. Isto é, o Senhor acolhe os humildes com amor, perdão, salvação. 
4 - Os soberbos, oposto de humildes, são rejeitados porque eles querem ser o que não são. Deus rejeita a mentira, as sombras, as máscaras e as aparências. Os soberbos, oposto de humildes, são rejeitados porque eles não estão prontos para aprender e assim mudar, crescer, transformar. Os soberbos, oposto de humildes, são rejeitados porque eles desprezam a Deus e aos outros. Os humildes recebem a graça de Deus, isto é, as bênçãos do Senhor, a salvação, o conforto, a exaltação do Senhor, porque estão prontos para aprender, olham para baixo o bastante e lá encontram Deus na pessoa de Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, que foi pobre, manso e humilde. 
5 - Jesus e a humildade em espírito e em verdade. Jesus é o Deus que se humilhou sem perder sua real identidade, divindade (Fp. 2:8). Jesus é o Mestre humilde que tem autoridade, (Mt. 11:29). Jesus não apenas falou sobre a humildade, ele a revelou quando na última ceia com os seus discípulos, ele tirou a capa, o manto - ἱμάτιον e pega a toalha, o avental, o pano λέντιον para limpar os pés sujos de seus discípulos, inclusive os pés de Judas Iscariotes que estava entre eles. (Jo. 13:4). Jesus é a fonte de toda humildade. Jesus é exemplo de humildade para todos. Para reis, profetas, professores, magistrados, e alunos também; toda e qualquer pessoa. Há muitas pessoas, autoridades, professores, etc. arrogantes, orgulhosos e isso é uma pena, é um desastre. Jesus nos ensina que uma autoridade, qualquer que seja ela, pode e deve ser humilde; um bom líder é humilde. 
6 - O professor humilde, o líder humilde, a autoridade humilde, valoriza o outro, dá dignidade ao outro, seja o outro quem for: seu aluno, servo, empregado, subordinado, colega, homem ou mulher, rico ou pobre, letrado ou iletrado. Jesus, como líder e mestre, humilde, sabia ensinar um aluno ou mil, com a mesma qualidade, a mesma dedicação, a mesma humildade, simplicidade. Em sua parábola sobre duas pessoas que foram ao templo para a adorar ao Senhor, Jesus ensina que aquela pessoa que se exaltou, foi embora para a casa sem a bênção da justiça de Deus, da salvação; mas aquela pessoa que se humilhou, foi embora para casa com a bênção da justiça, da salvação e tudo o que ela traz: alegria e paz (Lc. 18:9-14). 
7 - Nós e a humildade. A humildade é uma chave que abre inúmeras portas. O humilde tem infinitas possibilidades porque ele está sempre aberto para aprender, ele está sempre aprendendo, crescendo, mudando, se transformando. Esta atitude de humildade é fundamental na hora de abrir portas para o crescimento interior e exterior, espiritual e social. A Bíblia diz que o orgulho, que é o oposto da humildade, precede a queda (Pv. 16:18). Isso porque o orgulhoso não ouve, não reconhece que tem coisas para aprender com os outros, é incapaz de ver os seus erros, falhas, limitações, fraquezas. O apóstolo Pedro pede aos crentes que se vistam interiormente com um espírito de humildade. A humildade se constrói de dentro para fora, (1 Pd. 3:8). 
8 - O apóstolo Paulo diz que serviu ao Senhor em Éfeso com humildade (At. 20:19). Precisamos aprender a sermos humildes e a agirmos com humildade, uma coisa não deve existir sem a outra. E a humildade interior deve preceder a exterior. A humildade dever ser uma razão motivadora para o serviço e não a soberba, a vanglória (Fp. 2:3). Em sua Carta aos Romanos 12:16, o apóstolo Paulo pede aos crentes que não sejam orgulhosos, mas que sejam bons com os humildes e não sejam sábios aos seus próprios olhos. Em síntese, o apóstolo Paulo está ensinando que os orgulhosos se consideram sábios demais, inteligentes notáveis; bem diferente dos humildes. 
9 - O orgulho do humilde é viver para Deus, o seu amor, a sua graça, a sua força, a sua sabedoria, tudo para a glória de Deus. O crente sabe que o Senhor se agrada de um coração humilde, (Mq. 6:8). Por isso, sua motivação para fazer o bem é a humildade. E assim, o humilde se gloria no Senhor e não em si mesmo; ele não se exalta; ele exalta o Senhor. O orgulhoso não consegue ver Deus nem o outro, o próximo, porque ele não enxerga baixo, ele não olha para baixo o suficiente. Ele não tem os pés no chão. A humildade nos permite viver próximos de Deus e dos homens. 
10 - A pessoa humilde não é arrogante porque tem uma visão inteira de si e não apenas parcial, isto é, não apenas de suas virtudes, mas, também de suas fraquezas, falhas. Para consertar as coisas, os relacionamentos, as pessoas, a família, é preciso humildade que é produto desta visão integral, total, verdadeira de si mesmo e dos outros. Cremos que quanto mais humilde, mais condições de êxito uma pessoa terá ao ensinar, ao empreender a obra de restauração, de conserto, de cura do próximo e de si mesmo; pois ele procura ter uma visão introspectiva de si e do próximo e é capaz de perceber que o seu próximo não tem apenas falhas, mas virtudes; não tem apenas coisas negativas, mas positivas. 
11 - As catástrofes bíblicas do dilúvio e da torre de Babel têm como pano de fundo a falta de humildade que gera cegueira para suas próprias fraquezas, falhas, limitações, vulnerabilidades. A Bíblia ensina que o orgulho, a soberba, precede a queda, a ruina (Pv. 16:18). Jesus é o maior exemplo de humildade. Ele reconhece que tem coisas que ele não sabe e que perfeito só existe um, (Mt. 19:17; Mc. 10:18; Lc. 18:19), o Eterno Deus e Pai criador de tudo e de todos, diante de quem ele busca viver humildemente, ele se humilha diante do Pai sem perder sua identidade, sua essência. Ele se engrandece ao se humilhar. É assim que o Senhor, o Eterno, exalta o humilde. Aquele que com o Senhor anda humildemente, também vive humildemente entre os homens. Este testemunho, este exemplo de humildade do servo do Senhor, faz com que as pessoas glorifiquem ao Senhor Jesus. 
12 - Exemplos de servos humildes e de humildade segundo a bíblia. A humildade é uma característica fundamental do servo de Deus. Em Mateus 20:26-28, Jesus ensina: “Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” A verdadeira grandeza no Reino de Deus é encontrada na disposição de servir aos outros com humildade. 
13 – Devemos sempre estar aprendendo sobre o significado bíblico de humildade. A Bíblia fala que humildade é ser manso, simples e não pensar só em si mesmo. A palavra usada em Colossenses 3:12 quer dizer “humildade de mente, de coração”, ou seja, é algo que vem do coração, não só de aparência. Alguém pode até parecer humilde por fora, mas ainda ser orgulhoso por dentro. Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3). Isso quer dizer que só quem reconhece que não tem valor espiritual por si mesmo pode ter a vida eterna. Por isso, a humildade é essencial para quem segue a fé cristã. Ao se aproximar de Cristo, deve-se reconhecer com humildade que é pecador sem nada para oferecer além da necessidade de salvação. Não há mérito nem poder para a raça humana se salvar sozinha. Por isso, quando se recebe a graça e a misericórdia de Deus, aceita-se com gratidão e se entrega a Ele, então Jesus Cristo passa a ser a nossa razão de viver. 
14 - Quando alguém mata seu egocentrismo e seu egolatrismo, a pessoa se torna uma nova criatura em Cristo. Ele trocou nosso pecado pela Sua justiça, nossa fraqueza por Seu valor. Agora deve se viver pela fé no Filho de Deus, que morreu pelos humanos. Isso é ser humilde segundo a Bíblia. A humildade, segundo a Bíblia, não é só importante para entrar no reino de Deus, mas também para servir ao próximo, e amar ao próximo como a si mesmo. “Mas entre vocês não será assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vocês, que se coloque a serviço dos outros”, (Mateus 20:26-27). 
15 - Jesus é o nosso maior exemplo: Ele veio para servir, não para ser servido, e nos ensina a colocar os outros acima de nós mesmos. Essa postura evita o egoísmo, a vaidade e a necessidade de se justificar. Jesus se humilhou como servo e foi obediente até a morte na cruz. Da mesma forma, o cristão humilde deve deixar o egoísmo de lado e obedecer a Deus. A humildade verdadeira traz vida piedosa, contentamento e segurança. “Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo”. (Filipenses 2:3). Deus dá graça aos humildes, mas resiste aos soberbos e orgulhosos, (Provérbios 3:34; 1 Pedro 5:5). Por isso, devemos reconhecer nosso orgulho e deixá-lo de lado. Se nos exaltarmos, Deus nos humilhará; mas se nos humilharmos, Ele nos dará mais graça e nos exaltará, (Lucas 14:11). 
16 - Além de Jesus, Paulo também é exemplo de humildade: mesmo com tantos dons, ele se via como “o principal dos pecadores” e “o menor dos apóstolos”. “Esta palavra é fiel e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal”, (1 Timóteo 1:15). “Porque eu sou o menor dos apóstolos, e nem mesmo sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus”. (1 Coríntios 15:9). Quem é realmente humilde confia na graça de Deus e não em si mesmo. 
17 - Quais são as características de alguém humilde? Segundo a Bíblia, as pessoas com a virtude da humildade compartilham características em comum. Conheça os principais aspectos de uma pessoa humilde. (1) Valoriza as pessoas e trata todos com respeito. Quem é humilde entende que ninguém é superior a ninguém diante de Deus. Por isso, trata todos com amor, inclusive aqueles de origem ou posição social diferentes da sua. Reconhece o valor de cada pessoa, pois Deus ama a todos igualmente (Romanos 12:16). (2) Reconhece suas falhas e limitações. A pessoa humilde sabe que não é perfeita. Ela não se compara aos outros nem finge ter tudo sob controle, mas admite seus erros com sinceridade e busca a ajuda de Deus para melhorar. (3) Não busca reconhecimento, nem elogios ou aplausos. O humilde faz o que é certo sem querer holofotes ou elogios. Ele serve em silêncio, com o coração voltado para Deus, e não para agradar os outros ou parecer mais espiritual. “Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem honrados pelos outros. Eu garanto que eles já receberam sua plena recompensa. Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita, de forma que você preste a sua ajuda em segredo. E seu Pai, que vê o que é feito em segredo, o recompensará, (Mateus 6:2-4). (4) Serve a Deus com sinceridade. Em vez de usar os outros para alcançar seus objetivos, o humilde coloca os interesses alheios à frente dos seus. Ele está disposto a obedecer a Deus e ajudar os outros, mesmo em tarefas simples, desprezadas ou desprezíveis. (5) Pede perdão quando erra, e quem nunca errou? Ao perceber que machucou alguém ou falhou, o humilde tem coragem de pedir desculpas, pedir perdão, tanto a Deus quanto às pessoas envolvidas. Ele coloca a restauração dos relacionamentos acima do próprio orgulho. “Humilhem-se diante do Senhor, e ele os exaltará”. (Tiago 4:8-10). (6) É grato a Deus por tudo que tem. O verdadeiro humilde reconhece que todos os dons, oportunidades e conquistas vêm de Deus. Mesmo se esforçando e trabalhando, ele não se esquece de que é Deus quem lhe dá a vida e tudo de bom. (7) Depende de Deus em todas as situações. A humildade leva a pessoa a confiar em Deus em cada passo da vida, e não só nos momentos de dificuldade. Ela entende que sem Deus nada pode fazer e que Ele é a fonte de todo sustento e direção. 
18 - Alguns dos maiores exemplos de humildade da Bíblia nos livros sagrados trazem nomes e histórias de homens e mulheres simples que se tornaram exemplos dos fiéis. Vejamos alguns dos maiores exemplos de humildade presentes na Bíblia. (1) A passagem do Publicano diz que "Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: 'Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”. (2) "Mas o publicano ficou a distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: 'Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”. (3) disse Jesus: "Eu digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lucas 18:10-14). 
19 - Essa passagem mostra dois homens: um fariseu orgulhoso que acredita ser superior a seus irmãos e um publicano envergonhado que se recusa a olhar para o céu por não acreditar ser merecedor de piedade. A lição está em compreender que no fim aqueles que reconhecem a necessidade do perdão divino são justificados por Jesus, os outros não são justificados porque não reconheceram a soberania de Deus e se apresentam sempre exaltados por si mesmos. 
20 - O sacrifício de Ester nos dá um exemplo de humildade e de fé em Deus. Ela fez o que lhe foi ensinado em casa e com o coração cheio de temor a Deus não se exaltou mas declarou a sua fé mesmo que isso lhe custasse a sua vida. (1) Ester era uma jovem judia que se tornou rainha da Pérsia (hoje Iram), casada com o rei Assuero (ou Xerxes), num tempo em que o povo judeu vivia espalhado pelo império persa. Mesmo sendo rainha, Ester manteve sua origem em segredo, pois os judeus eram vistos com desconfiança. (2) Um dia, um oficial do rei chamado Hamã elaborou um plano para exterminar todos os judeus do império. Mardoqueu, primo e tutor de Ester, pediu que ela usasse sua posição para interceder diante do rei e impedir esse massacre. Mas havia um problema: entrar na presença do rei sem ser chamada era proibido e poderia custar sua vida. Apesar do medo, Ester respondeu com fé e humildade: “Entrarei à presença do rei... e, se perecer, pereci”, (Ester 4:16). Ela jejuou, orou e se apresentou ao rei. Com sabedoria e coragem, conseguiu desmascarar Hamã e salvar seu povo. (3) Ester nos ensina que humildade não é fraqueza, mas coragem aliada à fé. Ela não buscou poder ou reconhecimento, mas colocou o bem dos outros acima de si mesma. Sua história mostra que, mesmo em silêncio e escondidos, Deus usa pessoas comuns para realizar grandes livramentos. A humildade de Ester salvou uma nação. 
21 - Rute e a lealdade invisível. Rute era uma mulher de um povo estrangeiro e muitas vezes desprezado pelos israelitas e pelos Moabitas. Ela se casou com um homem judeu, mas ficou viúva ainda jovem. Sua sogra, Noemi, também viúva e sem filhos, decidiu voltar para Israel, sua terra natal. Rute, mesmo sem ter nenhuma obrigação, escolheu ir com ela e cuidar dela, dizendo: “O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus”, (Rute 1:16). De volta a Belém, Rute humildemente passou a recolher sobras de trigo nos campos para sustentar a si mesma e a sogra, uma tarefa simples e cansativa. Foi nesse contexto que conheceu Boaz, um homem justo e respeitado, que notou sua fidelidade e generosidade. Com o tempo, Boaz se casou com Rute e eles tiveram um filho chamado Obede, avô do rei Davi e ancestral de Jesus Cristo. Rute nos ensina que a verdadeira humildade está em servir com amor e fidelidade, mesmo quando ninguém está vendo. Ela não buscou destaque, mas foi fiel nas pequenas coisas. Deus a exaltou grandemente. Rute, uma estrangeira simples, entrou para a história da salvação por causa de sua lealdade, obediência e humildade silenciosa. 
22 – Outro exemplo de humildade é Abigail que se curva diante de Davi, diante da ameaça de Davi de destruir toda a sua casa por causa de Nabal. Abigail era uma mulher sábia, sensata e humilde, casada com Nabal, um homem rico, porém tolo e grosseiro. Quando Davi, que ainda fugia de Saul, pediu provisões a Nabal em troca da proteção que havia dado aos seus pastores, Nabal respondeu com desprezo. Isso deixou Davi furioso, e ele decidiu atacar a casa de Nabal. Ao saber disso, Abigail agiu com rapidez e humildade. Sem contar ao marido, preparou comida e foi ao encontro de Davi. Quando o encontrou, curvou-se diante dele, pediu perdão pelo erro do marido e falou com sabedoria para evitar o derramamento de sangue (1 Samuel 25:23-31). Davi reconheceu a sabedoria dela, agradeceu e desistiu de atacar. Pouco tempo depois, Nabal morreu, e Abigail se tornou esposa de Davi. Abigail nos mostra que a humildade verdadeira sabe agir com sabedoria, coragem e paz, mesmo em situações tensas. Ela poderia ter ficado parada, mas preferiu interceder com humildade e salvar sua casa. Com respeito e discernimento, ela evitou um massacre e conquistou o respeito de um futuro rei. Sua história nos ensina que palavras humildes podem desarmar a ira e mudar o curso de grandes decisões. 
23 – Pedro chorou de arrependimento por haver negado a Jesus. Pedro, originalmente chamado Simão, era um pescador comum quando foi chamado por Jesus para ser Seu discípulo. Impulsivo, sincero e cheio de paixão, Pedro se destacou entre os doze. Foi ele quem declarou: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”, (Mateus 16:16), e Jesus respondeu que ele seria um dos exemplos de servo da futura igreja. Mas Pedro também teve quedas. Durante a prisão de Jesus, ele negou conhecê-lo três vezes, mesmo tendo prometido que nunca faria isso. “Então Pedro se lembrou da palavra que Jesus tinha dito: "Antes que o galo cante, você me negará três vezes". E, saindo dali, chorou amargamente”. (Mateus 26:75) Foi um momento de dor e humilhação, mas também o começo de uma profunda transformação. 
24 - Depois da ressurreição, Jesus restaurou Pedro, perguntando três vezes se ele O amava e encarregando-o de apascentar Suas ovelhas (João 21:15-17). Pedro se tornou um líder firme e corajoso da igreja primitiva, pregando com ousadia e servindo com humildade. Pedro nos ensina que a verdadeira humildade está em reconhecer os próprios erros, se arrepender de coração e deixar Deus transformar sua vida. Ele falhou, mas não ficou preso à culpa. Voltou para Jesus com humildade e foi usado poderosamente. A história de Pedro mostra que Deus não exige perfeição, mas um coração sincero, disposto a aprender, mudar e seguir com fé. 
25 – Moisés, o legislador do deserto e libertador dos Hebreus. Moisés foi escolhido por Deus para libertar o povo de Israel da escravidão no Egito e conduzi-lo até a terra prometida. No entanto, sua história de humildade começa bem antes disso. Criado no palácio do faraó, Moisés teve acesso à riqueza e educação, mas escolheu abrir mão de tudo para se identificar com seu povo. Após cometer um erro e matar um egípcio, fugiu para o deserto e passou 40 anos como simples pastor de ovelhas. Foi nesse lugar de anonimato que Deus o chamou, falando com ele através de uma sarça ardente (Êxodo 3). Mesmo diante do chamado divino, Moisés hesitou, dizendo que não era eloquente nem capaz. Ele disse: “Quem sou eu para ir ao faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (Êxodo 3:11). Deus respondeu: "Eu estarei com você”. Apesar das inseguranças, Moisés obedeceu. Confrontou o faraó, liderou o povo nas pragas do Egito, atravessou o Mar Vermelho e recebeu a Lei no Monte Sinai. Ainda assim, ele sempre deu glórias a Deus, intercedeu pelo povo mesmo quando eles murmuravam, e suportou críticas sem buscar exaltação. A própria Bíblia diz que: “Era o homem Moisés muito humilde, mais do que todos os homens que havia sobre a terra”, (Números 12:3). Moisés nos ensina que humildade não é ausência de força, mas consciência da dependência total de Deus. Ele foi um grande líder, mas nunca agiu com arrogância. Reconhecia suas limitações e confiava no poder de Deus. Sua vida mostra que os mais usados por Deus são os que sabem que não podem nada sem Ele. 
26 – José o exemplo de escravo que tornou-se o governador do Egito. José, filho de Jacó e Raquel, era o penúltimo de doze irmãos e o preferido do pai, o que causava inveja em seus irmãos. Quando tinha 17 anos, José contou dois sonhos proféticos em que sua família se curvava diante dele, algo que aumentou ainda mais o ódio dos irmãos. Eles o venderam como escravo e fingiram que ele havia morrido, (Gênesis 37). No Egito, José passou por muitas provações: foi vendido como escravo, acusado injustamente pela esposa de Potifar e jogado na prisão. Mesmo assim, permaneceu fiel e humilde diante de Deus. Por interpretar corretamente os sonhos de outros presos e, depois, os do próprio faraó, José foi tirado da prisão e elevado ao cargo de governador do Egito (Gênesis 41). Anos depois, durante um tempo de fome, seus irmãos vieram ao Egito buscar alimento. José, agora poderoso, poderia se vingar, mas escolheu perdoar. Chorou diante deles, revelou sua identidade e disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem”, (Gênesis 50:20). José nos ensina que a humildade verdadeira é confiar em Deus mesmo quando tudo parece injusto. Ele não se deixou levar pelo orgulho nem pelo desejo de vingança. Com fé, paciência e perdão, José foi usado por Deus para salvar muitas vidas. Sua história mostra que Deus exalta quem permanece fiel e humilde, mesmo nas maiores dificuldades. 
27 – José, o carpinteiro de Nazaré e a fé cega em Deus. José, o carpinteiro, foi o homem escolhido por Deus para ser o pai terreno de Jesus. Ele era um judeu justo, descendente do rei Davi, e estava noivo de Maria quando soube que ela estava grávida. Sabendo que não era o pai da criança, José pensou em deixá-la em segredo, para não envergonhá-la publicamente. Mas Deus interveio: “um anjo apareceu a José em sonho e disse que o filho de Maria tinha sido gerado pelo Espírito Santo, e que ele deveria dar ao menino o nome de Jesus”. (Mateus 1:20-21). José, com fé e humildade, obedeceu. Assumiu a responsabilidade de proteger e cuidar de Maria e do menino Jesus, mesmo sem entender tudo completamente. Ele guiou a família até o Egito para fugir de Herodes, voltou com eles depois e ensinou a Jesus seu ofício de carpinteiro. José não aparece muito nas Escrituras, mas sua fidelidade silenciosa teve um papel crucial no plano de Deus. José nos ensina que humildade é confiar e obedecer mesmo sem ter todas as respostas. Ele não buscou fama nem explicações, apenas confiou em Deus e fez o que era certo. Com coragem e simplicidade, José cuidou da maior missão que alguém poderia receber: ser o pai adotivo do Filho de Deus. Sua vida mostra que Deus valoriza os que servem com discrição, fidelidade e fé. 
28 - Maria, a mãe de Jesus, mulher exemplar que foi agraciada por Deus para ser mãe de Jesus. Maria era uma jovem simples de Nazaré quando recebeu uma visita inesperada: o anjo Gabriel apareceu a ela anunciando que ela seria a mãe do Messias, o Filho de Deus. Mesmo assustada e sem entender como aquilo seria possível, Maria respondeu com humildade e fé: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”. (Lucas 1:38). Ela sabia que poderia enfrentar julgamento, vergonha pública e até rejeição por estar grávida sem estar casada, mas confiou em Deus. Maria foi escolhida não por status ou riqueza, mas por seu coração obediente e humilde. Ela louvou a Deus dizendo: “O Senhor atentou para a humildade da sua serva”, (Lucas 1:48). Ao longo da vida de Jesus, Maria esteve ao seu lado: desde o nascimento em Belém até a crucificação. Em silêncio e fidelidade, ela suportou dores profundas, mas nunca deixou de confiar no plano de Deus. Maria nos ensina que a verdadeira humildade é se entregar totalmente à vontade de Deus, mesmo quando não se entende tudo ou quando o caminho parecer difícil. Ela não buscou destaque, mas foi exaltada por Deus por sua fé e obediência. Sua história mostra que Deus usa pessoas simples, de coração aberto, para realizar grandes propósitos. 
29 – O maior exemplo de humildade foi de Jesus o salvador. Jesus Cristo o Filho de Deus viveu e morreu como uma ovelha muda indo para o matadouro. Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o maior exemplo de humildade na história. Embora fosse divino, Ele deixou Sua glória para nascer como um ser humano simples, em uma manjedoura em Belém. Viveu como carpinteiro, entre os pobres, e não buscou fama ou poder terrenos. A Bíblia diz que Ele “esvaziou-se de si mesmo, assumindo a forma de servo”, (Filipenses 2:7) e “foi obediente até à morte, e morte de cruz”. (Filipenses 2:8). Mesmo sendo Senhor de tudo, Jesus lavou os pés de seus discípulos, (João 13:5), perdoou pecadores, andou com os rejeitados e entregou Sua vida para salvar a humanidade. Vocês me chamam 'Mestre' e 'Senhor', e com razão, pois eu o sou. Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei os seus pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz. (João 13:13-15). Jesus ensinou: “Quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva”, (Mateus 20:26). “Aprendam de mim, porque sou manso e humilde de coração”, (Mateus 11:29). 
30 - Nossas atitudes de humildade demonstram a nossa intimidade com o Espírito Santo de Deus. O fruto do Espírito contém todas as características necessárias para termos atitudes de humildade, Gl.5:22-23. O fruto do Espírito, descritos pelo apóstolo Paulo em Gálatas 5:22-23, representam nove virtudes que demonstram o caráter de Deus na vida de um cristão: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança e domínio próprio. Eles são o resultado de uma vida guiada pelo Espírito Santo de Deus e demonstra em nós o caráter que temos de humildade que são, paz interior, libertação do orgulho, união com Deus e maior capacidade de amar os outros. Quem se humilha será exaltado, não vive preso à opiniões alheias, não se ensoberbece, não se desgasta tentando provar o seu valor, mas vive buscando ser cheio do Espírito Santo. E encontra descanso para sua alma, porque confia totalmente em Deus. A promessa de Jesus para quem quer ser humilde de verdade é esta: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas”. (Mt 11,29). 

Deus abençoe você e sua família. 

 Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.

segunda-feira, 23 de março de 2026

ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA

ALGUNS GIGANTES DA FÉ REGISTRADOS NA BÍBLIA 


I – Os gigantes da fé registrados na Bíblia também são chamados de heróis da fé em Hebreus capítulo 11. Mas vamos ver primeiro um pouco do que eram os gigantes, fisicamente, do Velho Testamento que tinham um corpo muito maior do que a maioria das pessoas daquela época, depois vamos ver sobre os verdadeiros heróis da fé do Velho Testamento e do Novo Testamento que também venceram pela fé todas as batalhas em nome do Deus de Israel. A Bíblia registra muitos gigantes no Velho Testamento. Historiadores dizem que os gigantes mais antigos existiram antes de Noé. Os gigantes bíblicos eram povos de grande estatura, frequentemente descritos como guerreiros formidáveis, incluindo os Nefilins (pré-dilúvio), Anaquins, Refains, Emitas e Zomzomins. Figuras notáveis citadas incluem Golias e seus quatro irmãos, além do rei Ogue de Basã. Eles viviam principalmente em Canaã e arredores antes e durante a conquista israelita. 
II - Aqui estão os principais gigantes e grupos de gigantes mencionados na Bíblia: (1) Nefilins (ou Nephilim), surgiram antes do Dilúvio, mencionados em Gênesis 6:4 como filhos da união entre "filhos de Deus" (não confundir com Anjos, Anjos não se casam e nem se dão em casamento) e "filhas dos homens". Também mencionados em Números 13:33. (2) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã. (3) Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). A cama (ou leito) de Ogue, rei de Basã, media aproximadamente 4 metros de comprimento por 1,80 metro de largura. Feita de ferro, ela é descrita em Deuteronômio 3:11 como uma prova do tamanho colossal de Ogue, o último dos gigantes refains. (4) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel que foram vistoriar a terra prometida a mando de Moisés, (Números 13:33; Josué 11:21-22). (5) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura, (1 Samuel 17). (6) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pé, (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (6) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins, (Deuteronômio 2:10-11). (7) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. 
III - Existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas (Descendentes de Sete, filho de Adão e Eva), Sete, na Bíblia, foi o terceiro filho de Adão e Eva, nascido após a morte de Abel. Considerado uma "compensação" divina, ele continuou a linhagem fiel a Deus, sendo o ancestral direto de Noé e, consequentemente, da humanidade pós-diluviana. Nasceu quando Adão tinha 130 anos e viveu 912 anos, (3) e os mundanos cainitas, filhos de Caim); e (4) a visão das raças mistas sociologicamente (aristocratas despóticos e formosas plebeias). 
A - O ponto de vista mais antigo e conhecido e apócrifo é aquele segundo o qual os filhos de deus eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, deixando uma raça de “gigantes” (hebr. Nephilim). O livro apócrifo pseudoepígrafo do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do poderoso”). 
B - “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. Gênesis 6.2. Esse é um texto de difícil interpretação. Há basicamente três interpretações para os “filhos de Deus”: (1) anjos caídos, (2) filhos de Sete e (3) homens poderosos. Neste texto, Walter Kaiser Jr. resume as três posições, defendendo a última. 
C – Também existem três posicionamentos para explicar Gênesis 6.1-4. Podem ser designados da seguinte forma: (1) a visão das raças mistas cosmologicamente (a mistura de anjos e humanos, que é claro que nunca existiu); (2) a visão das raças mistas religiosamente (os piedosos setitas e os mundanos cainitas); e (3) a visão das raças mistas sociologicamente falando, (aristocratas despóticos e formosas plebéias). 
D - O ponto de vista mais antigo e conhecido nas religiões é aquele segundo o qual os filhos de deus ( ou dos deuses pagãos) eram “anjos” que abandonaram o céu, vieram para a terra e mantiveram relações sexuais “com as filhas dos homens”, (o que está em desacordo com a própria palavra de Deus de que os anjos não se casam e nem se dão em casamento, (A frase "os anjos não se casam nem se dão em casamento" baseia-se diretamente nas palavras do próprio Senhor Jesus em Mateus 22:30-33, Marcos 12:25 e Lucas 20:34-36. Jesus explica que, na ressurreição, os seres humanos serão como os anjos no céu, onde não há casamento ou procriação, pois a vida é imortal e espiritual, não carnal), deixando de ser uma raça de “gigantes”, (hebr. Nephilim). O livro pseudoepigráfico do Enoque (c. 200 a.C.), nos capítulos 6.1–7.6, apresenta essa teoria, assim como fizeram o historiador Josefo (Antiguidades 1.3.1) e a Septuaginta, a tradução grega do Antigo Testamento feita no século III a.C. (todavia, apenas o manuscrito Alexandrino o faz; a edição crítica da Septuaginta, por Alfred Rahlfs, não o faz). Todos eles explicam “filhos de Deus” como sendo anjos, mas esse emprego do termo ocorre apenas em Jó 1.6; 2.1 e 38.7 (com possível paralelo no Salmo 29.1 e 89.6 para “filhos do Poderoso”). 
1 - Em lugar algum das Escrituras, nem mesmo em Gênesis 6, é dito que anjos casaram-se com humanas. Na realidade, Marcos 12.25 declara que anjos não se casam. Mais sério ainda é o fato de que, se o problemas começou com a iniciativa dos “filhos de Deus”, nessa perspectiva, os anjos, por que Deus não inundou o céu em vez de trazer julgamento sobre a terra? Como fundamentação adicional para a teoria de anjos, alguns recorrem também a 1 Pedro 3.18-20; 2 Pedro 2.4 e Judas 6,7. Essas passagens, no entanto, não mencionam casamentos angelicais. 
2 - O ponto de vista das raças mistas religiosamente dá-se tão bem quanto a perspectiva das raças mistas cosmologicamente. Segundo essa visão, a linhagem apóstata de Sete cometeu o pecado de colocar-se em jugo desigual com as descrentes “filhas dos homens”, isto é, mulheres da linhagem de Caim. Porém, esse ponto de vista fracassa, pois emprega o termo “homens” no versículo 1 de maneira distinta daquela do versículo 2; no versículo 1, significa “humanidade” de maneira geral, mas, no versículo 2, significa a “linhagem de Caim” especificamente. Seguindo o raciocínio, por que será que uma raça mista religiosamente teria resultados físicos tão dramáticos como a concepção de “gigantes”, conforme se interpreta a expressão hebraica Nephilim gibborim? Até onde se sabe, a religião não afeta o DNA desse modo. 
3 - O melhor ponto de vista é das raças mistas sociologicamente. Os títulos de “filhos de Deus” era há muito atribuído a reis, nobres e aristocratas no Antigo Oriente Próximo. Esses déspotas sedentos pelo poder chegavam a ser “homens de renome” (Gn 6.4). Em sua busca por poder, eles usurpavam controle despoticamente. Pervertiam o conceito de governo entregue por Deus, fazendo o que bem entendessem. Não se preocupavam com a atribuição primária de Deus ao estabelecer os governos: trazer alívio por meio de melhorias e correções das injustiças e iniquidades terrenas. Além disso, eram polígamos, (6.2). 
4 - As evidências a favor dessa visão são as seguintes: (1) os targumins aramaicos antigos traduziam os “filhos de Deus” como “filhos de nobres”; (2) a tradução grega feita por Símaco trazia a mesma frase como “os filhos de reis ou senhores”; (3) a palavra hebraica para “Deus/deus” é ‘elohim, empregada nas Escrituras e traduzida em diversas versões como “magistrados” ou “juízes” (Ex 21.6; 22.8; Sl 82.1,6); e (4) descobertas do Antigo Oriente Próximo validam o emprego pagão de nomes de muitos deuses e deusas como forma de trazer mais prestígio e poder aos reis e governantes de seus dias, assim como na Grécia antiga dos tempos do Apóstolo Paulo. 
5 - Em relação aos chamados gigantes, a palavra Nephilim ocorre apenas em Gênesis 6.4 e Números 13.33 – neste último trecho, refere-se aos anaquins, pessoas de grande estatura. A raiz da palavra nephilim vem da naphal, “cair”. Ademais, em alguns contextos, a palavra nephilim está associada à palavra gibborim, que vem de gibbor – ou seja, “homem de valor, força, riqueza ou poder”. Por exemplo, Ninrode, em Gênesis 10.8, era um gibbor. Parece ter sido também um rei na terra de Sinar (i.e., provavelmente a Babilônia). Portanto, o significado de nephilim, nesse contexto, não parece ser “gigantes”, mas algo como “aristocratas”, “príncipes” ou “grandes homens” que governavam. 
6 - Dessa maneira, Gênesis 6.1-4 é melhor compreendido como um retrato de governantes ambiciosos, despóticos e autocráticos que se agarravam ao poder e a mulheres como lhes aprouvesse. Faziam isso na tentativa de construir sua própria notoriedade e reputação. Não é nada surpreendente que esse mesmo espírito fosse transmitido à prole deles. Como resultado, toda inclinação dos corações de homens e mulheres, de governantes ao populacho, ficava cada vez mais perverso. Foi por isso que adveio o dilúvio: a humanidade tinha de ser julgada por sua perversão daquilo que é certo, com e justo, enquanto também se lançava julgamento sobre a instituição do estado e do governo, que provocaram Deus até o limite. 
7 – (1) Refains (ou Refaítas): Um termo geral para raças de gigantes, habitavam a região de Basã, como Ogue, Rei de Basã: Um dos últimos refains. Sua cama de ferro media cerca de 4 metros de comprimento (Deuteronômio 3:11). (2) Anaquins (ou filhos de Anaque): Descendentes de gigantes que habitavam o sul de Canaã (Hebrom), temidos pelos espiões de Israel (Números 13:33; Josué 11:21-22). (3) Golias de Gate: Gigante filisteu derrotado por Davi, descrito com cerca de 3 metros de altura (1 Samuel 17). (4) Irmãos de Golias: Quatro gigantes de Gate, incluindo Isbi-Benobe, Sate, Lami e um guerreiro com seis dedos em cada mão e pés (2 Samuel 21:16-22; 1 Crônicas 20:4-8). (5) Emitas: Povo alto, descrito como forte e numeroso, semelhante aos anaquins (Deuteronômio 2:10-11). (6) Zomzomins (ou Zamzummins): Habitavam a região de Amom, descritos como um povo grande e alto, (Deuteronômio 2:20). 
8 - Esses grupos são descritos em diversos relatos do Antigo Testamento, principalmente durante a invasão de Canaã pelos israelitas e o reinado de Davi. Os gigantes na Bíblia (frequentemente chamado de Nefilim ou Anaquins) representavam a corrupção humana, a rebelião contra Deus e obstáculos formidáveis à fé. Eles simbolizam a violência e o mal antes do Dilúvio e, posteriormente, testam a confiança de Israel na conquista de Canaã, destacando a necessidade da intervenção divina para a vitória. 
9 - Principais Aspectos da Importância dos Gigantes: (1) Símbolo de Perversidade (Pré-Dilúvio): Em Gênesis 6, os Nefilim resultam da união antinatural entre os chamados "filhos de Deus" (anjos) e as "filhas dos homens". Sua existência está associada ao aumento da violência na terra, o que justifica o Dilúvio como juízo divino. (2) Obstáculos à Fé (Conquista de Canaã): Os espias enviados por Moisés descreveram os habitantes de Canaã (Anaquins) como gigantes, fazendo com que o povo se sentisse como "gafanhotos". Eles representam o medo e a falta de fé, evidenciando que a força humana não é suficiente, mas sim a confiança em Deus. (3) Poder e Renome: Descritos como "heróis da antiguidade" e "homens de renome", representam o auge da força física e da soberba humana. (4) Inimigos Derrotados por Davi: A vitória de Davi sobre Golias simboliza o triunfo de Deus sobre os maiores inimigos físicos, mostrando que tamanho não determina a vitória. 
10 - Os gigantes, portanto, funcionaram no texto bíblico veterotestamentário para destacar a distinção entre a fragilidade humana e o poder de Deus, servindo como marcadores de períodos de grande crise espiritual e física. Portanto os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja são citados pelo escritor da Carta aos Hebreus. Antes, o autor bíblico já havia feito uma grande exposição acerca da superioridade de Cristo e seu ministério sacerdotal em relação aos anjos, a Moisés, a Josué e ao sacerdócio levítico (Hebreus 1-10). Ele também indicou a excelência da Nova Aliança mediada pelo Senhor Jesus em contraste com a primeira (Hebreus 9; 10). Agora, no capítulo 11, o mesmo escritor conduz a sua exposição a uma conclusão prática acerca da fé para seus leitores. 
11 - É justamente para cumprir esse objetivo que ele lança mão das histórias dos gigantes da fé do passado a fim de revelar o seu legado para a Igreja de Cristo. Sua lista de gigantes da fé, conhecidos e desconhecidos, ficou conhecida como a galeria dos heróis da fé. Essas pessoas viveram em períodos diferentes da História da humanidade. Elas enfrentaram problemas e circunstâncias diferentes, mas tinham em comum a fé inabalável em Deus. Antes de falar sobre os gigantes da fé e seu legado para a Igreja, o autor neotestamentário faz uma introdução sobre a fé apresentando uma breve definição sobre o que é a fé verdadeira. Ele fala de forma bastante objetiva sobre as características e qualidades da fé. Inclusive, ele ressalta que as respostas para as grandes questões da origem e existência do mundo só podem ser obtidas pela fé. (Hebreus 11:1-3). 
12 - Os gigantes da fé tiveram e viveram em plena comunhão com Deus. O escritor de Hebreus começa citando os exemplos práticos de fé na vida de homens que viveram no início da História humana. Abel, Enoque e Noé são os exemplos de gigantes da fé no período entre a criação e o Dilúvio. Pela fé, estes três homens puderam experimentar uma íntima comunhão com Deus. Abel aparece como o primeiro gigante da fé. Apesar de seus pais terem sido aqueles que abriram as portas do mundo para o pecado, e seu irmão ter sido um exemplo de impiedade, Abel foi um pioneiro na fé. Depois dele, Enoque e Noé aparecem como sendo pessoas que andaram com Deus. 
13 - Note que coisa interessante sobre os primeiros gigantes da fé: (1) Por sua fé Abel foi levado à morte. (2) Por sua fé Enoque nunca provou a morte. (3) Por sua fé, Noé salvou a vida de toda sua família da morte e ainda garantiu a continuidade da criação. Os gigantes da fé enxergaram o invisível Depois de citar os primeiros gigantes da fé, o escritor bíblico avança sua narrativa para o período patriarcal. Neste período ele seleciona a família de Abraão, o patriarca da nação de Israel, para destacar alguns outros gigantes da fé. O escritor fala sobre como Abraão foi obediente à ordem do Senhor ao partir para fora de sua terra, e a fé que demonstrou juntamente com sua esposa, acerca do nascimento de um filho. A grande prova desse gigante da fé foi quando ele não questionou o pedido do Senhor para sacrificar Isaque. 
14 - Na sequência do texto, o próprio Isaque, seguido de Jacó e José, são mencionados como gigantes da fé que olharam para o futuro através da plena convicção nas promessas do Senhor. Embora eles tenham morrido sem ver essas promessas cumpridas, através de sua fé eles esperavam uma pátria celestial. Os gigantes da fé avançaram porque creram nas promessas de Deus O escritor bíblico que escreveu o livro aos Hebreus continua sua exposição falando de alguns gigantes da fé que viveram desde o período do êxodo do Egito até o período dos juízes, dos reis e dos profetas de Israel. Moisés é o primeiro nome mencionado nesse período. Ele começa falando sobre seu nascimento e considera eventos de sua infância, educação, juventude e fuga do Egito. Ele também explica sobre como os pais de Moisés foram gigantes da fé ao desafiarem o decreto de Faraó para protegê-lo, apesar de não mencioná-los pelo nome. 
15 - Depois, lemos sobre como a fé esteve presente entre os israelitas que atravessaram o Mar Vermelho até chegarem a Canaã. Nesse período ele também destaca a queda das muralhas de Jerico e a história de Raabe como exemplos de fé verdadeira. Mesmo não tendo seu nome sido citado especificamente, Josué é uma figura notável em conexão com esses eventos. A partir do período dos juízes, o autor lista alguns nomes representativos e diz que não é possível citar todos os gigantes da fé. Além disso, ele ainda apresenta uma síntese dos sofrimentos e triunfos desses gigantes da fé, sejam eles conhecidos ou anônimos. Alguns nomes citados nessa seção são: Gideão, Sansão, Davi, Samuel, etc. 
16 - O legado dos gigantes da fé para a Igreja. Em Hebreus 11 realmente lemos uma maravilhosa exposição sobre os gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Para ele, os gigantes da fé do passado e os crentes da Nova Aliança compartilham de uma mesma fé comum. Juntos eles recebem as bênçãos do cumprimento da promessa do Senhor. Em outras palavras, ele diz que as figuras notáveis do Antigo Testamento são irmãos e irmãs na fé de seus leitores. O legado dos gigantes da fé para a Igreja não está relacionado às suas próprias forças. Eles se tornaram exemplos para nós porque dependiam exclusivamente do auxílio divino em suas vidas. Eles buscaram a Deus e colocaram sua fé em prática. Evidentemente isto serve de exemplo para todos nós. 
17 - O autor bíblico também revela a vantagem que os crentes do Novo Testamento possuem em relação aos gigantes da fé do Antigo Testamento. Os gigantes da fé do passado tiveram acesso apenas a uma parte da revelação de Deus. Nós vivemos num estágio mais avançado da revelação de Deus sobre a aliança da graça. Por isto temos uma aliança superior, uma esperança superior e promessas e possessões superiores, (Hebreus 7-10). Os gigantes da fé do Velho Testamento viveram crendo no Messias que haveria de vir. Nós, no entanto, vivemos crendo no Messias que já veio. Através de pequenos fragmentos da revelação de Deus, os gigantes do passado perseveram na fé. Sem dúvida este é um grande legado para nós que hoje desfrutamos da completa revelação de Deus em Cristo. João Calvino resume muito bem a vida dos gigantes da fé e o seu legado para a Igreja. Ele diz que uma tênue faísca de luz os conduziu ao céu. Agora, porém, o Sol da Justiça resplandece sobre nós. Então que justificativa apresentaremos se ainda estivermos apegados à terra? Só Jesus Cristo salva, Ele é a nossa viva esperança. 
18 – curiosidades sobre pessoas gigantes que ainda existem e porque são tão grandes. (1) O homem mais alto da história registrada foi o americano Robert Wadlow (1918–1940), que media 2,72 m. Conhecido como o "Gigante de Alton", ele sofria de hiperplasia na glândula pituitária e não parou de crescer até sua morte prematura aos 22 anos. (2) O homem vivo mais alto conhecido até agora (2018) conforme o Guiness World Records é o turco Sultan Kösen, com 2,51 m. 
19 - Detalhes sobre os Gigantes: (1) Robert Wadlow (Histórico): Com 2,72m, ele superou todas as medições documentadas na história. Aos 13 anos, ele já era o escoteiro mais alto do mundo com 2,24m. Ele faleceu em 1940 devido a uma infecção provocada por uma bolha no pé, agravada pelo seu tamanho. (2) Sultan Kösen (Vivo em 2018): Medido em 2018 com 2,51m de altura, o turco Sultan Kösen é reconhecido pelo Guinness World Records. Ele também manteve o recorde de maiores mãos de uma pessoa viva (28,5cm). 
20 - Outros recordes relacionados ao assunto: (1) Quem teve as maiores mãos: Atualmente pertencem ao egípcio Mohamed Shehata. (31,3cm). (2) Maiores pés: O venezuelano Jeison Orlando Rodríguez Hernández detém o recorde com 41,1 cm de pé direito. (3) Quem fou considerado o homem mais alto do Brasil: O paraibano "Ninão" (Joelison Fernandes da Silva), que mediu mais de 2,30m. 
21 – A Bíblia registra um homem que era de grande estatura, portanto era um gigante, que em 1 Crônicas 20:6 relata uma batalha em Gate, onde um gigante filisteu de grande estatura, descendente de Rafa, desafiou Israel. Esse homem possuía características físicas anômalas, totalizando 24 dedos, sendo seis em cada mão e seis em cada pé. Ele foi morto por Jônatas, filho de Simeia, irmão de Davi. O contexto bíblico traz os detalhes de 1 Crônicas 20.6: (1) O Gigante: Era um guerreiro de grande porte e de uma linhagem de gigantes (descendentes de Rafa). (2) A Anomalia: A Bíblia destaca explicitamente a polidactilia: 6 dedos nas mãos e 6 nos pés. (3) O Conflito era pra ele vencer: A batalha ocorreu em Gate, um dos principais centros filisteus. (4) Mas o Vencedor foi Jônatas, sobrinho de Davi; foi ele quem derrotou o gigante, conforme registros bíblicos. (5) Este relato faz parte de um conjunto de batalhas travadas contra os gigantes filisteus, mencionando também Sibecai e Elanã, que derrotaram outros gigantes (Sipai e Lami, irmãos de Golias). 
22 – Deus quer te fazer mais que vencedor e pode, pela fé te abençoar além daquilo que você merece. Em Juízes 6:15-16 está escrito: “E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu o menor na casa de meu pai. E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás aos midianitas como se fossem um só homem”. Juízes 6:15 e 16. Deus não deixa duvidas, antes, Ele acredita em tudo o que pode fazer através de você. Creia você também e não temas, Deus é contigo para te livrar. Geralmente somos nós mesmo que não acreditamos em nosso potencial quando buscamos a direção de Deus. Sabemos de nossas limitações, ou pelo menos, pensamos que sabemos, ate enfrentarmos desafios que consideramos maiores do que podemos, segundo nossas forças. A Bíblia diz que Deus conhece os segredos do nosso coração. “Porventura não esquadrinhará Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração”. Salmos 44:21. 
23 - Os aflitos e necessitados buscam águas, e não há, e a sua língua se seca de sede; eu o Senhor os ouvirei, eu, o Deus de Israel não os desampararei. Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água”. Isaías 41: 17 e 18. “Porque eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo”. Isaías 41:13 O Senhor te livrará de todas as circunstâncias desagradáveis em sua vida, mas não se prostre ante aos desafios, o Senhor irá contigo para lhe dar a vitória. Enfrente o medo com fé, fortalecido na Palavra de Deus pelo poder do Espírito Santo de Deus e vença pela fé os gigantes do dia a dia. 

Deus abençoe você e sua família. 

Pr. Waldir Pedro de Souza. 
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.