UM TÚMULO VAZIO QUE ABALOU JERUSALÉM.
Jesus ressuscitou dentre os mortos e foi um susto gigantesco em Jerusalém. Mateus 28:3-15, Marcos 16:5-8, Lucas 24:4-12, João 20:2-18. As pessoas que vão a Israel visitar os locais históricos do cristianismo têm uma curiosidade de ir conhecer o túmulo vazio onde Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. Todos querem ir ao túmulo de Jesus e ao adentrar naquele lugar encontram ali escrito em vários idiomas, a seguinte frase: “Ele não está aqui, Jesus ressuscitou”, ou seja, o túmulo de Jesus está vazio porque Ele ressuscitou. O túmulo de Jesus estava aberto, algo tinha acontecido, Jesus ressuscitou.
A - Acontecimentos no túmulo de Jesus. Pela manhã bem cedo Jesus ressuscitou e o túmulo estava aberto, certas mulheres foram ao túmulo ver se tudo estava correto como no dia do sepultamento, mas algo tinha acontecido, o túmulo estava aberto, o corpo de Jesus não estava lá, havia acontecido um milagre, Jesus ressuscitou. Jesus aparece derrepente para várias mulheres. As mulheres ficam muito surpresas ao ver que o túmulo parece vazio. Maria Madalena corre até “Simão Pedro e o discípulo que Jesus amava”, o apóstolo João. (João 20:2) Mas as outras mulheres que foram ao túmulo vêem um anjo. E dentro do túmulo há outro anjo, que usa “uma veste comprida, branca”. Marcos 16:5. Um dos anjos diz a elas: “Não tenham medo, pois eu sei que vocês estão procurando Jesus, que foi morto naquela dura cruz. Ele não está aqui, pois foi levantado, assim como ele tinha dito. Venham, vejam o lugar onde ele estava deitado. Depois vão depressa e digam aos discípulos dele: “Ele foi levantado dentre os mortos e agora está indo adiante de vocês para a Galileia.” (Mateus 28:5-7). Assim, “tremendo e tomadas de emoção”, as mulheres vão depressa contar isso aos discípulos. Marcos 16:8. A essa altura, Maria já encontrou Pedro e João. Sem fôlego, ela diz: “Retiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. (João 20:2), Pedro e João saem correndo. João é mais rápido e chega ao túmulo primeiro. Ele olha para dentro do túmulo e vê as faixas, mas fica do lado de fora. Quando Pedro chega, vai logo entrando. Ele vê os panos de linho e o pano usado para enrolar a cabeça de Jesus. Agora João entra e acredita no que Maria disse. Apesar do que Jesus disse antes, nenhum deles entende que Ele tinha ressuscitado, (Mateus 16:21).
B - Confusos, voltam para casa. Mas Maria, que voltou ao túmulo, permanece ali. No entanto, as outras mulheres vão contar aos discípulos que Jesus foi ressuscitado. Enquanto estão correndo para fazer isso, Jesus as encontra e diz: Mateus 28:8-10 - 8. E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. 9. E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram. 10. Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galileia e lá me verão.
C - Antes, quando ocorreu o terremoto e os anjos apareceram, os soldados que vigiavam o túmulo “tremeram e ficaram como que mortos”. Ao se recuperar, entraram na cidade e “comunicaram aos principais sacerdotes tudo o que tinha acontecido”. Depois de os sacerdotes consultarem os anciãos dos judeus, decidiram esconder o assunto, subornando os soldados para dizerem: “Os discípulos dele vieram de noite e o furtaram enquanto estávamos dormindo”. Mateus 28:4, 11, 13. Visto que os soldados romanos podem ser mortos se dormirem no posto, os sacerdotes prometem: “Se isso, a mentira de que caíram no sono, chegar aos ouvidos do governador, nós lhe daremos explicações, e vocês não precisarão se preocupar”. (Mateus 28:14). Os soldados aceitaram o suborno e fizeram o que os sacerdotes disseram. O resultado disso foi a história falsa de que o corpo de Jesus foi roubado e se espalha amplamente entre os judeus. Maria Madalena ainda está chorando no túmulo. Inclinando-se para frente a fim de olhar o túmulo, ela vê dois anjos de branco. Estão sentados, um no lugar onde estava a cabeça de Jesus, e o outro onde estavam os pés. Eles perguntam: “Mulher, por que está chorando?” Maria responde: “Levaram embora o meu Senhor, e não sei onde o colocaram”. Virando-se, Maria vê mais alguém. Ele repete a pergunta dos anjos e acrescenta: “Quem você está procurando?” Pensando que é o jardineiro, ela diz: “Se o senhor o tirou daqui, diga-me onde o colocou, e eu o levarei embora”. João 20:13-15. Na verdade, Maria estava falando com o ressuscitado Jesus, mas ela não o reconhece imediatamente. No entanto, quando ele diz “Maria”, ela percebe que é Jesus pelo jeito como ele fala com ela. Maria diz cheia de alegria: “Rabôni”, (que significa: mestre”). Mas, com medo de que ele esteja para subir ao céu, ela segura Jesus. Por isso, ele lhe diz: “Pare de me segurar, porque ainda não subi para o Pai. Mas vá aos meus irmãos e diga-lhes: ‘Eu vou subir para o meu Pai e Pai de vocês, para o meu Deus e Deus de vocês”. João 20:16, 17.
D - O que disseram as testemunhas oculares. As testemunhas oculares alegaram que viram Jesus vivo. Entre estas estavam discípulos que viram Jesus muitas vezes num período de 40 dias e puderam tocá-lo, falar com ele e até mesmo comer junto com ele. Como julgaríamos o depoimento destas testemunhas? Geralmente, avaliamos o testemunho por fatores tais como honestidade, competência e número de testemunhas. Honestidade: Os apóstolos nada ganhavam (dinheiro, popularidade, etc.) por terem pregado a ressurreição. De fato, foram frequentemente mortos por causa disso. Sua disposição em morrer por sua crença confirma sua total integridade propósitos de Deus. Isso significa competência; Os escritos destes homens demonstram competência mental, lucidez e atenção aos pormenores. O fato que muitos deles já conheciam bem Jesus e foram capazes de ter contato físico íntimo com ele certamente os coloca em posição de verificar a veracidade da ressurreição. Normalmente, duas ou três testemunhas seriam suficientes para estabelecer um fato histórico, mas neste caso, houve literalmente centenas (1 Coríntios 15:6). A relutância inicial das testemunhas oculares em crer reforça seu testemunho (Marcos 16:11, 13; João 20:19-29). Alguns a quem Jesus apareceu nem eram discípulos antes de terem visto Jesus ressuscitado: seu irmão Tiago, por exemplo (João 7:5; 1 Coríntios 15:7) e Saulo (Paulo). E - Diversas suposições têm sido propostas e levantadas para explicar os fatos do túmulo estar vazio e os aparecimentos alegados. Vamos examinar cuidadosamente também; 1. Havia suposições do desfalecimento do corpo em virtude de tanta tortura. Esta explicação sugere que Jesus não estava realmente morto quando o sepultaram. Ele só parecia estar morto, porém mais tarde reviveu no túmulo. Mas, mesmo que ele não estivesse morto quanto deixado no túmulo, ele estaria severamente enfraquecido pela flagelação, pelo espancamento e pelas horas passadas na cruz. No seu sepultamento, seu corpo tinha sido firmemente enrolado com ataduras engomadas. Realmente, nesta condição enfraquecida, sem atendimento médico, poderia Jesus de algum modo ter revivido, sem considerar que tivesse removido o embalsamento como um casulo? Mesmo que tivesse, mais dois obstáculos teriam bloqueado seu caminho à liberdade: A grande pedra que tinha sido rolada sobre a boca da cova e os guardas romanos armados que estavam de plantão do lado de fora. Para, de algum modo, remover a pedra e superar os guardas, seria exigida uma grande força. Mais ainda, a evidência sugere que Jesus estava, de fato, morto quando foi sepultado. Os romanos crucificavam homens frequentemente e estavam aptos a assegurarem-se da morte da vítima. A teoria do desfalecimento simplesmente não merece crédito. 2. Havia suposições da sepultura errada. Esta afirma que todos, tanto amigos como inimigos, tinham esquecido onde Jesus tinha sido sepultado e estavam, portanto, olhando para uma sepultura na qual nenhum corpo tinha sido colocado. Isto explicaria o túmulo vazio, mas e quanto aos aparecimentos de Jesus? E é possível que os amigos de Jesus, os soldados romanos e mesmo José, o proprietário da cova, todos terem esquecido sua localização apenas depois de dois dias? E por que as mortalhas de Jesus foram deixadas no túmulo? 3. Havia suposições do roubo do corpo de Jesus pelos seus discípulos. Alguns pensam que os discípulos de Jesus roubaram o corpo e mais tarde declararam que ele tinha sido ressuscitado. Conquanto esta explicação seja a mais velha, é difícil levá-la a sério. Por que os discípulos teriam roubado o corpo? A proclamação de ressurreição por eles não lhes trouxe poder nem prestígio, mas perseguição e pobreza, jamais motivos para um roubo tão ousado. Eles morreram por seu testemunho da ressurreição; os homens morrem pelo que crêem ser verdade, não pelo que sabem ser mentira. Considere também os padrões morais dos discípulos. É razoável que seu caráter inatacável e ensinamento puro fossem baseados numa mentira premeditada e roubo? Mas, mesmo que o quisessem, os discípulos não poderiam ter roubado o corpo porque o túmulo estava guardado por soldados especialmente encarregados da responsabilidade de prevenir o roubo desse corpo. A falta de um motivo, a natureza moral dos discípulos e os soldados romanos todos permanecem como testemunhas silenciosas. O corpo não foi roubado. 4. Suposições de alucinações dos discípulos de Jesus. Esta noção implica em que os discípulos, perturbados emocionalmente depois da morte de Jesus, apenas pensaram tê-lo visto vivo. Mas os relatórios destas testemunhas oculares não têm as características de alucinações. Eles envolveram tempos, lugares e grupos de pessoas diferentes. Os aparecimentos terminaram subitamente. Mais de 500 pessoas viram Jesus vivo ao mesmo tempo (1 Coríntios 15:6), mas alucinações são bem individuais. Além disso, esta teoria não tenta explicar o túmulo vazio. 5. Jesus ressuscitou dentre os mortos, Ele está vivo e vive e reina para sempre. Esta é a única explicação que leva e conta, adequadamente, todos os fatos do caso. Mas, se Jesus foi ressuscitado, o que isto significa para nós hoje? Implica em termos a certeza de que os restos mortais de Jesus não estão lá, porque Ele ressuscitou. 6. O ato mais importante para a humanidade é que Jesus ressuscitou para nos dar vida e vida abundante com Ele aqui na terra e na eternidade com Deus. 7. A ressurreição de Jesus garante nossa ressurreição no dia que a trombeta soar, que será o do arrebatamento da igreja. Nós os que estivermos vivos seremos transformados num abrir e fechar de olhos, não procederemos os que dormem, porque eles ressuscitarão primeiro. (1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4:13-18), 8. A ressurreição de Jesus não é um assunto de mero interesse histórico, mas serve como o protótipo da ressurreição de todo ser humano. Sua ressurreição é a base para a esperança dos crentes de todas as gerações, de todas as épocas, que confiaram em suas palavras e se converteram ao Senhor Jesus. (1 Pedro 1:3). 9. A ressurreição de Jesus prova que ele julgará o mundo, (Atos 17:30-31). Ele ainda vive e todos os homens o enfrentarão como Juiz, um dia. Este fato deve provocar sóbria reflexão em nossa vida. 10. A ressurreição confirma as declarações de Jesus de ser o Filho de Deus (Romanos 1:4). Serve como fundamento de seu reinado (Efésios 1:19-23) e sacerdócio (Hebreus 7:23-28). 11. A ressurreição de Jesus é o modelo dos corpos ressurretos dos cristãos no arrebatamento da igreja. (Romanos 6:3-5) é a demonstração do poder de Deus, (1 Pedro 3:21) é representado pelo batismo nas águas pelos cristãos. Os pecadores precisam morrer para o pecado como Jesus morreu na cruz. Eles precisam ser sepultados com Jesus no batismo para que possam ser erguidos para caminhar numa nova vida, como Jesus foi erguido dentre os mortos. 12. A ressurreição de Jesus tem sido reportado através dos anos quando as autoridades eclesiásticas da época, que o mataram, teriam perguntado: "O que aconteceu com o corpo?" Diante dos acontecimentos dois discípulos de Jesus iam embora para casa no caminho de Emaús quando um “desconhecido” se aproximou e ouvia o que eles falavam, eles falavam a respeito de Jesus e o que tinha acontecido com ele, e assim foram até Emaús.
1 - Emaús é o nome de um lugar citado na bíblia, para onde seguiam alguns discípulos no momento em que Jesus se revelou a eles, após a ressurreição. Consta que no mesmo dia iam dois discípulos para uma aldeia, longe de Jerusalém, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido, da crucificação de Jesus. E aconteceu que, conversando sobre isso, e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou, e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, e não o conheceram. E Jesus perguntou a eles que palavras eram aquelas que, caminhando, trocavam entre eles com tanta tristeza. Um deles chamado Cléopas respondeu questionando se ele era peregrino em Jerusalém, e não sabia das coisas que estavam acontecendo e que haviam acontecido nos últimos dias. Jesus perguntou quais seriam. E eles disseram a respeito de Jesus Nazareno, que foi homem profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; falavam sobre como os principais sacerdotes e príncipes o entregaram à uma condenação de morte, e o crucificaram. Disseram ainda que esperavam que Jesus redimisse Israel, e agora, diante de tudo que aconteceu, e sendo aquele o terceiro dia desde que as coisas aconteceram, sabiam que algumas mulheres os contaram que de madrugada foram ao sepulcro e não acharam o corpo dele, voltaram, dizendo que também tinham visto anjos, que disseram que ele vive. Continuaram contando que alguns dos que estavam com eles (os discípulos) foram ao sepulcro, confiando no que haviam dito as mulheres e a ele também não o viram.
2 - Neste momento Jesus os advertiu: “Oh néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?” (Lc 24:25-27). E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. Quando chegaram à aldeia para onde iam, Jesus ainda sem ser reconhecido, fez como quem ia para mais longe. Os discípulos o convidaram para ficar com eles, porque já era tarde, e já era noite. Então entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. Nesta hora então abriram os olhos, chegou-lhes o entendimento de que era Jesus o Cristo que estava com eles o tempo todo. O conheceram, e ele desapareceu. Em seguida, comentaram entre si que ardia neles o coração quando, pelo caminho, ele os falava, e ainda posteriormente quando os abria as Escrituras. E na mesma hora, levantaram-se, e tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles, e diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que aconteceu no caminho, e como o reconheceram no partir do pão.
3 - A palavra “Emaús”, em hebraico חמת (Hammat) e em grego Ἐμμαούς, vem a significar “riacho quente” ou “banhos quentes”. Lucas apresenta Jesus interpretando as Escrituras junto aos dois discípulos a caminho de Emaús, indicando a maneira como os discípulos e cristãos neoconversos faziam uso da Bíblia daquela época. Na realidade (Lc 24,13-24) os dois amigos estão em situação de medo e desorientação. Estão se distanciando de Jerusalém, lugar onde a violência, a cruz, as forças da morte atingiram a esperança deles. Assim Jesus os encontra. Aproxima-se e caminha com eles, ouvindo-os em sua angústia, e os indaga: “O que ides conversando pelo caminho?” (24,17). A resposta parte do pensamento e sentimento de que tudo havia terminado. A forma como veem o acontecido os impede de entender: “Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas (…)” (24,21). O que acreditavam até então e esperavam é que Jesus, o Profeta de Deus, seria poderoso o suficiente e grande vitorioso sobre os inimigos do povo de Deus que era o Império Romano e os líderes religiosos, os Fariseus e Saduceus, que os perseguiram e mataram a Jesus. A cruz foi o fim de toda a esperança.
4 - No texto bíblico de Lucas 24,25-27, Jesus os ensina a se aprofundar na Palavra, que possibilita compreender sua pessoa e a sua missão. Mostrando tudo o que disseram os profetas, Ele ilumina o pensar e sentir dos dois amigos, fazendo-os superar a reduzida visão que os fazia sofrer tanto. Com o auxílio da Bíblia, Jesus faz com que compreendam e acolham o projeto do Senhor. Deus é o Deus da história. Diferentemente dos doutores da lei e escribas que pensavam tudo saber, Jesus partilha a Palavra como um peregrino-companheiro que ajuda os amigos a se lembrarem do que haviam esquecido, eles, os dois discípulos no caminho de Emaús lembravam de Moisés e os profetas, mas nada lembravam do Messias prometido nos livros dos profetas. Jesus mostrou aos dois discípulos no caminho de Emaús tudo o que se referia a Ele na Bíblia, e limpou de suas mentes o problema que os afligia e depois deu vida e nova esperança à situação que eles vivenciavam. Jesus colocou os dois discípulos no projeto de Deus e os fez ver que tudo está em suas mãos.
5 - Os discípulos são chamados a superar a ideia de um Messias poderoso, triunfante, político de grande influência (24,19.21) e os fez crer no Messias que, aparentemente derrotado, vítima de injustos poderes políticos e religiosos, é o verdadeiro vencedor e está na glória, (24,26). Na cruz que era instrumento de tortura e morte,
6 - Jesus se entregou para nos dar vida e vida revelada a força da vida em Jesus que chega a todos. As primeiras comunidades, iluminadas pela Palavra, superaram momentos de crise descobrindo e renovando a fé em Jesus ressuscitado, que fortalece o caminhar. Celebrar em comunidade (24,28-32): “Fica conosco (…)”, (24,29). Após a iluminação, mediante a Palavra que faz arder o coração (24,32) e na partilha do pão, momento e gesto comunitário, os olhos se abrem e se reconhece a presença de Jesus. Nessa ceia, Jesus realiza os mesmos gestos que fizera na Última Ceia pascal (22,19): toma o pão, abençoa-o, parte-o e entrega-o. Nesse momento, os discípulos o reconhecem. Vivem em profundidade a experiência do Jesus Ressuscitado. Ele desaparece. Não está mais fisicamente com eles, porém, sua força e vida os animam. Renascidos, retomam o caminho de volta a Jerusalém, o mesmo caminho que antes os levava a se distanciarem. Sabem que não estão sozinhos. Jesus está vivo na comunidade orante, em que a fraternidade fortalece os laços. Com a força do Ressuscitado se tornam testemunhas e construtores do Reino (24,33-35). Algo novo acontece em meio àquela situação de caos. Desperta a consciência crítica que supera o fatalismo do poder que gera morte. Em lugar da notícia de morte, a Boa-Nova da ressurreição. Tanto ontem como hoje, o coração inquieto questiona: onde é possível encontrar Jesus? E a resposta é: na comunidade, sob a guia da Palavra e no partir do pão e nas orações. O que pode ser feito: aproximar-se das pessoas, ouvir suas realidades e dificuldades e fazer perguntas com o sentido de aprofundar a reflexão que ajuda a olhar a realidade com um olhar mais crítico e esperançoso, cheio de fé.
7 - Hoje somos desafiados a responder à mesma pergunta. O modo como respondermos mudará nossa vida e nossa história. “Nossa resposta sempre será “Jesus ressuscitou”, Ele está vivo e vive e reina para todo o sempre. Qual é o significado daqueles que foram ressuscitados logo após a morte de Jesus, Mateus 27:52-53 registra o seguinte: "E Jesus, clamando outra vez em alta voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes, de alto a baixo; a terra tremeu e as rochas se partiram; os túmulos se abriram, e muitos corpos de santos já falecidos ressuscitaram; e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos”. Este evento ocorreu como um testemunho do poder imortal atribuído apenas a Jesus Cristo (1 Timóteo 6:14-16). Somente Deus tem o poder da vida e da morte (1 Samuel 2:6; Deuteronômio 32:29). Portanto, a ressurreição é a pedra angular do Cristianismo. Todas as outras religiões e seus respectivos líderes não servem a um Senhor ressuscitado. Ao vencer a morte, Jesus Cristo imediatamente recebe precedência porque voltou à vida quando todos os outros não. A ressurreição nos deu uma razão para contar aos outros sobre Ele e confiar em Deus, (1 Coríntios 15:14). A ressurreição de Jesus nos deu garantia de que nossos pecados são perdoados, (1 Coríntios 15:17). Paulo diz claramente neste versículo que sem a ressurreição não há perdão dos nossos pecados. E, finalmente, a ressurreição nos deu uma razão para ter uma viva esperança hoje, (1 Coríntios 15:20-28). Se Jesus Cristo não tivesse ressuscitado dentre os mortos, a situação espiritual dos cristãos não seria melhor do que a dos descrentes. No entanto, o fato é que Deus ressuscitou "a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou para a nossa justificação", (Romanos 4:24-25).
8 - A ressurreição dos santos se encaixa nos dispositivos e estratégias retóricos gerais usados por Mateus em seu evangelho. O exame de Ezequiel 37 e dos ossos ressuscitados em conexão com esta história revela que uma profecia do Antigo Testamento foi cumprida na ressurreição desses santos. Além disso, a ressurreição dos santos se relaciona diretamente com o reino vindouro. A ressurreição de alguns e não de todos os santos mostra que Jesus tem poder para ressuscitar, mas também aponta para a Sua segunda vinda e julgamento, a qual incluirá todos aqueles cujos nomes estão escritos no Livro da Vida pela fé na graça de Deus. Saber que Jesus morreu e venceu a morte por meio da Sua ressurreição deve acelerar nosso desejo de nos arrepender e confiar apenas nEle para a salvação, para que também um dia possamos ressuscitar "num abrir e fechar de olhos" (1 Coríntios 15:52).
9 - Os sepultamentos dos tempos bíblicos eram realizados de formas diferentes, pois cada cultura, região e crença enxergava as práticas funerárias de maneira distinta. Há relatos nas Escrituras Sagradas que apresentam algumas informações sobre esses rituais e indicam como eram praticados. O sepultamento na cultura judaica era e é até hoje um ritual singular, único. O ritual de sepultamento tinha um passo a passo importante e que devia ser seguido. O corpo era lavado, perfumado, envolto em mortalhas (ataduras feitas de pano ou algum outro material similar) e deitavam a pessoa no túmulo. Aqui, por exemplo, é curioso lembrar de quando Lázaro ressuscitou e saiu do túmulo ele estava envolto por panos. “E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! Saiu aquele que estivera morto, tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou Jesus: Desatai-o e deixai-o ir”. João 11:43-44. Depois que o velório era feito, todos saíam e o corpo tinha que ficar separado no local por pelo menos um ano, até que era retirado novamente, já em ossos e com os restos de lenço, colocado em caixas de pedra e levados para o segundo sepultamento. Um segundo sepultamento era feito numa sala ao lado do túmulo, um local reservado para que as caixas de madeira com os restos mortais das pessoas permanecessem por muitos anos. Esse tipo de ritual passou a ser usado pelos judeus por volta do século 1 a.C. e foi até cerca de 70 d.C., durante o período do Império Romano. As tumbas e sepulturas que, normalmente, pareciam cavernas ou uma câmara sepulcral esculpida em rochas, tinham as entradas bloqueadas por pedras grandes e pesadas na entrada. Em casos de pessoas ricas e influentes, também eram usados caixões de pedra ou de madeira, além de túmulos construídos em locais melhores, com mais espaço e recursos. Esse é o caso de Jesus, que foi sepultado por José de Arimatéia e Nicodemos num túmulo novo que, inclusive, tinha um jardim, (João 19: 38-42).
10 – O sepultamento no Antigo Egito, que foi o caso de José, de Jacó ou Israel, e outros ancestrais dos Hebreus que estavam lá, mas eles seguiram os rituais dos seus antepassados e dos ensinamentos de Moisés. Em outras culturas, os rituais eram feitos de maneira diferente. No Antigo Egito, por exemplo, havia diversas superstições envolvidas e bastante elaboração do corpo, pois eles acreditavam na vida após a morte e na importância de preservar o corpo para este período. A mumificação era uma prática comum, principalmente no Egito. Para realizar esse processo, eram retirados os órgãos internos do indivíduo, e então feita a secagem e a preservação do corpo com o auxílio de produtos químicos, que seria posteriormente coberto com bandagens de linho para finalizar. Os mortos eram colocados em sarcófagos que tinham tamanhos variados e podiam contar com muita sofisticação, dependendo do nível social e relevância pública do falecido – quanto mais rico, mais elaborado e cheio de joias era a tumba.
11 - A História do Povo de Deus neste contexto. Vamos compreender o contexto bíblico sobre os Judeus; assim como a cultura de cada época e a trajetória de cada povo tem mudanças, cada detalhe de suas vidas nos traz informações ricas sobre o modo de ver a vida que eles possuíam; além de ampliar a nossa visão sobre os aspectos que são relevantes de usarmos na sociedade moderna e que serve apenas como parte da história do mundo antigo para enriquecer nosso conhecimento. Houve muitas pessoas que ressuscitaram no dia as morte de Jesus, quando Jesus deu o brado da vitória dizendo: “...tudo está consumado...”. Jesus expirou naquele momento. Quem são as pessoas que ressuscitaram no momento da morte de Jesus? Quão apropriado foi que Jesus trouxesse consigo do túmulo alguns dos prisioneiros a quem Satanás havia mantido no cárcere da morte por, talvez, centenas e milhares de anos . Mateus 27:50-53. “Quando Jesus ressuscitou após sua morte na cruz a Bíblia menciona que muitos “santos” ressuscitaram. Na Bíblia não existem muitos detalhes a respeito daqueles que ressuscitaram quando Jesus morreu. Vejamos o texto: “Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o espírito. Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos”. (Mateus 27:50-53).
12 - “Apenas Mateus registra este relato relacionado com a crucifixão e ressurreição de Jesus. (Salmos 68:18; Efésios 4:8). Deve-se notar que, embora os túmulos tenham sido abertos no momento da morte de Cristo, os santos não ressuscitaram até o momento de Sua ressurreição (Mateus 27:53). Jesus Cristo trouxe consigo do túmulo alguns dos prisioneiros a quem Satanás havia mantido no cárcere da morte. Esses mártires saíram com Jesus imortalizados, e, depois, subiram com ele para o Céu”. Não sabemos o nome de nenhuma dessas pessoas. Mas o relato é claro. Após a ressurreição de Jesus estas pessoas, trazidas de volta à vida, entraram em Jerusalém e espalharam a notícia de que Jesus havia realmente ressuscitado. A respeito deste evento existem muitos relatos de escritores da época. “Quando Jesus, naquele momento crucial e ainda suspenso na cruz, exclamou: “Está consumado”, (João 19:30), as pedras se partiram, a terra tremeu e algumas das sepulturas se abriram. Quando Ele surgiu ressurreto, vitorioso sobre a morte e o túmulo, enquanto a terra vacilava e a glória do Céu resplandecia em redor do local sagrado, muitos dos justos mortos, obedientes à Sua chamada, saíram como testemunhas, agora vivos e ressuscitados dos mortos; testemunhas de que Ele ressurgira, de que Jesus ressuscitou. Aqueles favorecidos, santos, ressurgidos saíram glorificados. Eram escolhidos e santos de todos os tempos, desde a criação até os dias de Cristo. Assim, enquanto os líderes judeus procuravam esconder o fato da ressurreição de Cristo Jesus, Deus preferiu suscitar do túmulo um grupo a fim de testificar que Jesus ressuscitara e declarar Sua glória, declarar a vitória de Jesus sobre a morte. Aqueles que saíram após a ressurreição de Jesus, apareceram a muitos, contando-lhes que o sacrifício pelo homem estava completo, e que Jesus, a quem os judeus crucificaram, ressuscitara dos mortos; e, em prova de suas palavras, declaravam: “Ressuscitamos com Ele”. Davam testemunho de que fora pelo Seu grande poder que tinham sido chamados de suas sepulturas.
13 - Apesar dos boatos mentirosos que circularam, a ressurreição de Jesus não pôde ser escondida por Satanás, seus anjos, ou pelos principais dos sacerdotes; pois aquele grupo santo, retirado de seus túmulos, espalhou a maravilhosa e alegre nova; Jesus também Se mostrou aos discípulos que estavam tristes e com coração despedaçado, afugentando-lhes os temores e dando-lhes satisfação e alegria. Depois que Jesus abençoou os discípulos na ascensão, separou-Se deles e foi recebido em cima nos céus, na Glória celestial. E, ao subir, a multidão de cativos que ressuscitara por ocasião de Sua ressurreição, seguiu-O. Uma multidão do exército celestial estava no cortejo, enquanto no Céu uma inumerável multidão de anjos aguardava a Sua chegada”; certamente houve uma grande festa no céu.
14 - É interessante notar que a Bíblia não entra em detalhes quanto a alguns eventos. Contudo podemos confiar em seus relatos pois a Palavra de Deus é imparcial e verdadeira. Quer tenha sido dada com mais ou menos detalhes, a palavra dos profetas de Deus é sempre verdadeira. “As palavras do SENHOR são verdadeiras; tudo o que ele faz merece confiança. O SENHOR Deus ama tudo o que é certo e justo; a terra está cheia do seu amor”. (Salmos 33:4-5 – NTLH). Salmos 33:4-5, Versão ARC: 4. Porque a palavra do Senhor é reta, e todas as suas obras são fiéis. 5. Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do Senhor.
Deus abençoe você e sua família.
Pr. Waldir Pedro de Souza.
Bacharel em Teologia, Pastor e Escritor.
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