O GRANDE AMOR DE DEUS É IMENSURÁVEL
O
insondável, imensurável e implacável amor de Deus para nos salvar.
João
3.16 “ Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu filho Unigênito
para que todo aquele que nEle crê não pereça mas tenha a vida eterna”.
O
que significa implacável?. Significa que não foi e nunca será diminuído o amor
de Deus. Nem em intensidade, nem no empenho nem em concessões, indefectível,
imperecível, incapaz de ser mudado ou persuadido por quaisquer argumentos por
mais privilegiados que sejam. Ser implacável é estar fixado em um determinado curso
de vida e de atividades que não tem retorno. Assim Deus age conosco, somos pobres
e miseráveis pecadores, porém, Deus não olha para nossos defeitos mas sim para
os corações quebrantados que o adoram em espírito e em verdade.
Que
maravilhosa descrição do amor de Deus. O amor de nosso Senhor e Salvador Jesus
Cristo é absolutamente implacável, é incomparável. Nada pode impedir ou
diminuir sua amorosa perseguição em busca de tantos pobres e miseráveis pecadores
para torná-los filhos de Deus e participantes da família dos salvos.
O
salmista Davi expressa dessa maneira sobre implacável e insondável amor de Deus.
"Tu me cercas por trás e por diante. Para onde me ausentarei do teu
Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço a
minha cama no mais profundo abismo, lá estás também". (Salmo 139: 5,7-8).
Davi
está falando dos grandes altos e baixos que enfrentamos na vida. Está dizendo:
"Há épocas em que sou tão abençoado, que me sinto nas alturas com tanta
alegria. Outras vezes, parece que estou dentro do inferno, condenado e indigno.
Mas não importa onde eu esteja, ó Senhor, não importa o quão abençoado me
sinta, ou qual seja a minha situação, Tu lá estás. Eu não consigo fugir do Teu
implacável amor. Não consigo afastá-lo de mim e nem me afastar do meu Deus. Tu
nunca aceitas os meus argumentos relacionados à minha indignidade. Até mesmo
quando desobedeço pecando contra a tua verdade, assumindo que a tua graça já me
é garantida, Tu nunca cessas de me amar. Teu amor por mim não tem preço. O Teu
amor por mim é inexplicável, é inigualável".
Num
momento em que sentia-se derrubado, Davi ora assim: "Senhor, Tu
assentastes minha alma em lugares celestiais. Me destes luz para compreender a Tua
palavra. Tu a tornastes lâmpada para os meus pés. Mas caí tanto, que não vejo
como me recuperar. Fiz minha cama no inferno. E mereço a ira do Senhor, mereço
a punição do Senhor. És demasiadamente alto e santo para me amar na situação em
que eu estou".
Davi
havia pecado seriamente. Este é o mesmo homem que desfrutava da retaguarda
espiritual dada por conselheiros piedosos; era monitorado por homens justos da
parte de Deus; era ministrado pelo Espírito Santo. Ele recebia revelações da
palavra de Deus. Mesmo assim, a despeito de tantas bênçãos e de sua vida
consagrada, Davi desobedeceu completamente a lei de Deus.
Tenho certeza que você conhece a história do pecado de Davi. Ele cobiçou a
esposa de um homem, e a engravidou. A seguir tentou cobrir seu pecado
embriagando o esposo, na esperança de que este iria dormir com a esposa
grávida. Quando isso não deu certo, Davi assassinou o marido dela. Combinou
enviar este homem à uma batalha perdida, sabendo que este morreria no fronte da
guerra, lá foi o lugar onde Davi mandou colocá-lo e deixar que ele lutasse
quase sozinho sem os seus companheiros de luta na guerra. E assim Urias morreu.
Davi tinha outras esposas, mas foi cometer este terrível pecado de tomar Bate-Seba
de Urias, engravidá-la e depois matar o seu marido para ficar com ela.
As
escrituras dizem: "isto que Davi fizera foi mal aos olhos do Senhor".
(2 Samuel 11:27). Deus chamou os atos de Davi de "grande mal". E
enviou o profeta Natã para lhe dizer: "deste motivo a que blasfemassem os
inimigos do Senhor". (12:14).
O
Senhor então disciplinou Davi, dizendo que ele sofreria graves consequências.
Natã profetiza: "também o filho que te nasceu morrerá". (12:14). Davi
orou dia e noite pela saúde de seu bebê. Mas a criança morreu, e Davi sofreu
profundamente pelas terríveis coisas que havia causado.
No
entanto, a despeito do pecado de Davi, Deus manteve-se perseguindo-o em amor.
Enquanto o mundo zombava da fé deste homem caído, Deus deu a Davi um sinal de
Seu implacável amor. Bate-Seba agora era esposa de Davi, e ela deu à luz outra
criança. Davi "deu o nome de Salomão; e o Senhor o amou". (12:24). O
nascimento e a vida de Salomão foram uma bênção para Davi, algo totalmente
imerecido. Mas o amor de Deus por Davi jamais se reduziu, até mesmo na hora de
sua maior vergonha. Ele buscou Davi implacavelmente.
Consideremos
também o testemunho do apóstolo Paulo sobre o grande amor de Deus.
Quando
lemos a vida de Paulo, vemos um homem disposto a destruir a igreja de Deus.
Paulo era como um louco em seu ódio pelos cristãos. Ele respirava ameaças de
morte contra todos os que seguissem Jesus. Ele buscou autorização do sumo
sacerdote para caçar os crentes, poder atacar suas casas, e arrastá-los à
prisão.
Após
se converter, Paulo testifica que mesmo durante aqueles anos cheios de ódio
enquanto estava cheio de preconceitos, matando cegamente os discípulos de
Cristo, Deus o amava. O apóstolo registra: "Deus prova o seu próprio amor
para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda
pecadores". (Romanos 5:8). Ele diz basicamente: "Mesmo eu não tendo
consciência disso, Deus estava me buscando, me dando oportunidades para me
salvar. Ele continuou me perseguindo em amor, até o dia em que literalmente me
fez cair do cavalo. Esse é o implacável amor de Deus".
Ao longo dos anos, Paulo foi se tornando cada vez mais convencido de que Deus o
amaria fervorosamente até o fim, em meio a todos seus altos e baixos. Ele
declara: "Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os
anjos, nem os principados, nem as cousas do presente, nem do porvir, nem os
poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos
do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor". (8:38-39). Ele
estava declarando: "Agora que estou em Deus, nada pode me separar do Seu
amor. Nenhum diabo, nenhum demônio, nenhum principado, nenhum homem, nenhum
anjo - nada pode fazer Deus parar de me amar".
A
maioria dos crentes lê esta passagem vez após outra. Ouviram-na sendo pregada
há anos. Contudo acredito que a maioria dos cristãos acha que as palavras de
Paulo são impossíveis de serem cridas. Toda vez que a maioria de nós peca e
falha com Deus, perdemos todo o senso da verdade do Seu amor por nós. Então,
quando algo de mal nos acontece, pensamos: "Deus está me
chicoteando". Acabamos pondo a culpa em Deus por qualquer problema, luta,
doença e dificuldade.
Na realidade, estamos dizendo que "Deus parou de me amar, porque falhei
com Ele. Eu O desagradei, e Ele está zangado comigo". De repente nós
paramos de compreender o implacável amor de Deus por nós. Esquecemos que Ele
está continuamente indo em busca de nós o tempo todo, não importando qual seja
a nossa condição. Contudo, a verdade é que não podemos enfrentar a vida com
todos os seus terrores e sofrimentos, sem nos agarramos à essa verdade. Temos
de estar convencidos do amor de Deus por nós.
Conheço
muitos ministros que falam muito do amor de Deus, e livremente o oferecem aos
outros. Mas quando o inimigo chega bramindo como um leão contra esses líderes
evangélicos, é como uma inundação ou uma avalanche de pedras ou um terremoto
para dentro de suas próprias vidas e eles são levados pela correnteza do
desespero até caírem na desgraça, ficam sem saída, ficam no fim do túnel. Caem
numa poça de lama do desespero, são incapazes de confiar plenamente na palavra
de Deus. Eles não conseguem acreditar que Deus ainda os aceite por estarem
convencidos de que Ele desistiu deles, mas os que confiam no Senhor são como os montes de Sião, não se abalam, mas
permanecem firmes com Jesus para sempre.
O
apóstolo Paulo chega com este assunto crucial a todos nós através de um único
versículo. Ele havia escrito duas cartas aos Coríntios. E escolheu terminar a
última com essa prece: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus,
e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós". (2 Coríntios 13:14). Talvez
você reconheça esse versículo. Ele é muitas vezes usado nos cultos da igreja
como a bênção apostólica. Geralmente é dito como hábito pelo pastor, e poucos
ouvintes alcançam o seu enorme significado. No entanto esse verso não é só uma
bênção. É o resumo de tudo que Paulo ensina aos Coríntios quanto ao amor de
Deus.
Este
versículo trata com três questões divinas: a graça de Cristo, o amor de Deus, e
a comunhão do Espírito Santo. Paulo estava orando para que os coríntios se
apossassem destas verdades. Creio que se nós também compreendermos estas três
questões, nunca mais duvidaremos do implacável amor de Deus por nós.
1. Em primeiro lugar o Apóstolo Paulo Considera a
Graça de Jesus Cristo.
O
quê exatamente é graça? Graça é favor imerecido. Quanto a isso sabemos o
seguinte: seja a graça o quê for, Paulo diz que ela nos educa para que,
"renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século,
sensata, justa e piedosamente". (Tito 2:12).
Como
chegar a esse ponto, onde, como e quando poderemos ser ensinados pela graça? E
qual o ensino que a graça nos oferece? De acordo com Paulo, a graça nos educa a
renegar da impiedade e das paixões mundanas, e a ter vidas puras e santas
diante de Deus. Se é assim, então necessitamos que o Espírito Santo faça
brilhar em nossas almas a verdade fundamental desta doutrina da graça de Deus
que nos foi dada gratuitamente.
Encontramos
o segredo da declaração de Paulo quanto à graça em 2 Coríntios 8:9. Ele afirma:
"Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se
fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis
ricos". Paulo não está falando de riqueza material aqui, mas de riquezas
espirituais. Inúmeras passagens provam isso. Em todas as suas cartas, Paulo
fala das riquezas da glória de Cristo, riquezas de sabedoria, riquezas de
graça, de ser rico em misericórdia, fé e boas obras. Igualmente, o Novo
Testamento se refere às riquezas espirituais como opostas à enganosa riqueza do
mundo.
Paulo
está nos dizendo: "Aqui está tudo o que você precisa saber quanto ao
significado da graça. Chega a nós através do exemplo do Senhor. Em termos
simples, Jesus veio abençoar e edificar os outros às Suas próprias custas. Essa
é a graça de Cristo. Apesar de ser rico, em nosso favor se tornou pobre, para
que através de Sua pobreza nós pudéssemos tornar a ser ricos".
Jesus
não veio para se mostrar grande ou para trazer glória para Si mesmo. Ele abriu
mão de todos os direitos em relação à palavra "eu", objetivando toda
ênfase sobre "os meus". Cristo deixou passar todas as oportunidades
para ser o maior dentre os homens do Seu tempo. Pense nisso: Ele nunca orou
pedindo bênçãos para Si próprio, para que fosse conhecido ou aceito pelos
outros. Ele não ficou mostrando o Seu peso divino para ganhar poder ou
reconhecimento. Ele não se exaltou às custas dos pobres, ou dos menos capazes.
E não se glorificou em Seu próprio poder, habilidade ou resultados. Não, Jesus
veio para edificar o corpo. E provou isso glorificando-se nas bênçãos de Deus
para com os outros.
Quando
Jesus Cristo andou pela terra, Ele não competia com ninguém. Certamente ouvia
Seus discípulos glorificando os Seus poderosos feitos. No entanto, em toda
humildade, Jesus respondia: "Vocês farão mais do que Eu. Acreditem: vocês
realizarão obras maiores do que as Minhas". Posteriormente, quando Lhe
chegaram notícias de que os discípulos estavam operando exatamente estas obras,
expulsando demônios e curando pessoas, Ele jubilou de alegria.
Quantos
de nós podemos declarar que recebemos tal tipo de graça imerecidamente? Segundo
percebemos, muitos até cantam que querem voltar ao primeiro amor, mas estão com
falta total de amor pelas almas e pela obra de Deus. Poucos cristãos
verdadeiramente se rejubilam quando vêem seus irmãos ou irmãs sendo abençoados
por Deus. Isso é especialmente verdadeiro quanto aos pastores e líderes evangélicos
que quando vêem um outro ministro ou ministério colhendo as bênçãos de Deus,
eles pensam unicamente na situação deles mesmos
ficam com inveja, desejando aquelas mesmas bênçãos sobre eles, mas não
querem pagar o preço da humildade, da fidelidade e da obediência a Deus. Eles
dizem: "Há anos que luto em oração mas agora esse pastor jovem chega na
cidade, e Deus começa a derramar muito mais bênçãos sobre ele do que em mim e
no meu ministério ou na minha igreja que estou trabalhando há muito mais tempo".
Devemos
estar felizes com o amor incondicional de Deus. A alegria do Senhor a nossa força é.
Devemos nos alegrar ao ver outros abençoados mais do que nós mesmos também.
Paulo escreve: "O amor seja sem hipocrisia, sem dissimulação, sem falsidade,
e sem qualquer tipo de traição. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor
fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". (Rm. 12: 9-10). A
graça de Deus é infinitamente maior do que imaginamos e Deus deseja que nos conservemos
em humildade até mesmo com as bênçãos dos outros.
Na primeira
carta de Paulo aos Coríntios, Ele descreve ter visto muito pouco da Graça de
Deus no meio dos crentes de Corinto.
Paulo
encontrou os cristãos coríntios em competição entre si. A igreja estava cheia
de auto-exaltação, autopromoção. Homens e mulheres se glorificavam em seus dons
espirituais, se chocando em busca de status e posições. Eles competiam ate à
mesa de comunhão. Crentes importantes desfilavam seus alimentos exóticos,
enquanto os pobres não tinham o que trazer nem o que comer. Outros eram tão
orgulhosos, que não achavam nada de mais processar judicialmente o seu irmão em
Cristo para resolver as disputas entre eles.
Tudo
isso era contrário à graça que Paulo pregava. Esses coríntios tinham um imenso
"Eu" carimbado sobre si. Com eles a coisa era ganhar e pegar, em vez
de dar. Ainda hoje a palavra "coríntio" traz a conotação da carnal
idade e do mundanismo deles.
Paulo
diz a estes crentes: "Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a
espirituais e sim como a carnais, como a crianças em Cristo, mas não é assim, porque
sois carnais e andais segundo o homem?" (1 Coríntios 3:1,3).
Pense
no que Paulo está dizendo. Crianças buscam satisfazer unicamente as suas
necessidades. Eles choram para se trocar as fraldas. E os coríntios eram
infantis exatamente assim. Eram pessoas tolerantes com o pecado, alguns se
entregando a fornicação e até ao incesto.
Ao
pensarmos nestes crentes, a palavra "santamente" não nos vem a mente.
Contudo, apesar de toda carnal idade, Deus direcionou Paulo a escrever à essas
pessoas como "igreja de Deus, aos santificados em Cristo Jesus, chamados
para ser santos, graças a vos outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do
Senhor Jesus Cristo". (1:2.3).
Isso
foi um erro? Será que Deus estava fazendo vistas grossas diante da
permissividade da igreja? Não. Deus sabia de tudo que se referia à situação dos
coríntios, e Ele nunca fingiu não ver esses pecados. Não, esse endereçamento
cheio de graça que Paulo traz à essas pessoas é um retrato do implacável amor
de Deus. Tente imaginar o quanto os coríntios ficaram atônitos ao ouvirem a
carta de Paulo sendo lida na igreja. Lá estavam os crentes cheios de si,
tentando ser o número um do grupo. Ainda assim, escrevendo sob inspiração
divina, Paulo se dirige a eles como "santos" e "santificados em
Cristo". Por que? Porque Deus estava protegendo essas pessoas.
Se
Deus nos julgasse segundo a nossa condição, seríamos salvos num minuto e
condenados no outro. Seríamos convertidos dez vezes no dia, e nos desviaríamos
dez vezes diariamente. Todo cristão honesto tem de admitir que a sua condição,
na melhor das hipóteses, é de luta. Todos nós ainda estamos lutando, ainda
tendo que depender da fé nas promessas de misericórdia de Deus. Isso porque
ainda temos fraquezas e fragilidades em nossa carne.
Graças
a Deus, Ele não nos julga segundo a nossa situação. Em vez disso, Ele nos julga
segundo a nossa posição espiritual diante dEle. Veja, mesmo sendo fracos e
pecaminosos, demos os nossos corações a Jesus, e pela fé o Pai nos permitiu
estar com Cristo no celestial. Esta é a nossa posição. Portanto, quando Deus
olha para nós, Ele nos vê não segundo a nossa condição pecaminosa, mas segundo
nossa vida espiritual diante dEle em Cristo Jesus.
Por
favor não entenda mal. Quando digo que Deus dá segurança ou protege o Seu povo pela
Sua graça e pelo Seu grande amor, não estou falando de uma doutrina que permite
que os crentes continuem na promiscuidade pecaminosa. A Bíblia deixa claro que
é possível a qualquer crente se afastar de Deus e rejeitar o Seu amor. Tal
pessoa pode endurecer o coração tão repetidamente, e com tanta rigidez, que o
amor de Deus não penetrará mais nas muralhas que ela erigiu.
Neste
instante você pode estar numa condição como a dos Coríntios. Mas Deus vê a sua
posição como estando unicamente em Cristo. Foi assim que Ele tratou com os
coríntios. Quando Deus olhou para eles, Ele sabia que não tinham recursos para
mudar. Eles não tinham nenhum poder em si próprios para subitamente se tornarem
piedosos, amorosos uns com os outros. É por isso que Ele inspirou a se dirigir
a eles dizendo que eles são como santos e santificados. O Senhor desejava que
eles conhecessem a segurança da sua posição em Cristo.
Você
luta contra uma fraqueza espiritual ? Se é assim, saiba que Deus nunca será
impedido em Seu amor por você, porque Deus é amor. Ouça-O lhe chamando de "santo",
de "santificado" e dizendo que você e "aceito" como está e
Ele te estende a mão para te levantar.
O
apóstolo Paulo descreve toda a verdade sobre "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o
qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e
redenção". (1 Coríntios 1:30).
2.
Paulo a seguir continua falando do grande Amor de Deus.
Na
primeira epístola de Paulo ao coríntios, ele dirige-se à necessidade da graça
de Deus, isso devido às quedas constantes desse povo. Mas em sua segunda carta,
Paulo se concentra no amor de Deus. Ele sabia que o implacável amor de Deus era
o único poder capaz de transformar o coração de alguém. E a segunda carta de
Paulo prova que Deus escolhe usar o Seu grande amor como maneira de mostrar o Seu
poder para os Coríntios.
1Coríntios
13:4-8 nos dá uma poderosa verdade quanto ao implacável amor de Deus. Sem
dúvida, você ouviu essa passagem muitas vezes, tanto em sermões como em
casamentos: "A caridade (amor) é sofredora, é benigna; a caridade não é
invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta
com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo
espera, tudo suporta. A caridade (o amor de Deus) nunca falha".
A
maioria de nós pensa: "Esse é o tipo de amor que Deus espera também de
nós". É verdade, de certa maneira. Mas o fato é que ninguém pode
corresponder a essa definição de amor, senão somente Deus. Esta passagem é toda
relacionada ao grande e sublime amor de Deus. O verso 8 prova isso: "A
caridade, amor, nunca falha". O amor humano falha. Mas aqui está um amor
que é incondicional, que nunca desiste, nunca falha. Ele opõe-se e resiste à
qualquer falta, a qualquer desapontamento. Ele não exulta com os pecados dos
filhos de Deus; pelo contrário, sofre com estes pecados. E Ele resiste a todos
os argumentos de que somos mui pecadores e indignos para sermos amados. Em
resumo, esse tipo de amor é implacável, e nunca para em sua bondade em direção ao
amado. Isso só pode descrever o amor do Deus Todo-Poderoso.
Veja
como esse poderoso amor de Deus afetou a vida de Paulo. Em sua primeira carta
aos coríntios, o apóstolo tinha todas as razões para desistir da igreja. Ele
tinha vários motivos para estar zangado com eles. E ele poderia facilmente
tê-los excluído, no desespero devido à infantilidade e à pecaminosidade deles.
Ele poderia ter iniciado a carta desta maneira: "Lavo as mãos com vocês.
Vocês são totalmente incorrigíveis. Esse tempo todo eu me desmanchei em favor
de vocês; porém, quanto mais os amo, menos vocês me amam. Então é isso: eu os
deixo a vontade. Vão em frente e briguem entre si. O meu trabalho com vocês
está acabado".
Paulo
nunca poderia ter escrito isso. Por que? Porque ele havia sido cooptado pelo
amor de Deus. Em 1Coríntios, lemos de ele entregar um homem a Satanás, para a
destruição da carne desse homem. Isso soa áspero. Mas qual era o propósito de
Paulo? Era que a alma desse homem pudesse ser salva (1 Coríntios 5:5). Também
vemos Paulo reprovando, corrigindo e admoestando duramente. Mas ele fez tudo
isso em meio às lagrimas, com a ternura de uma ama de leite.
Como
os coríntios carnais reagiram à mensagem de Paulo que falava do amor triunfante
de Deus? Eles se derreteram diante de suas palavras.
Paulo
posteriormente lhes disse: "vós segundo Deus, fostes contristados! agora, me alegro não porque fostes
contristados, mas porque fostes contristados para arrependimento; pois fostes
contristados segundo Deus, para que, de nossa parte, nenhum dano sofrêsseis.
Porque a tristeza segundo Deus produz arrependimento para a salvação". (2 Coríntios
7:11,9-10). Paulo estava dizendo: "Vocês se purificaram, ficaram
indignados com seus pecados, e agora estão plenos do zelo e temor de Deus.
Vocês se mostraram puros e limpos".
Digo-lhes
o seguinte: esses coríntios foram transformados pelo poder do implacável amor
de Deus. O mérito não foi deles e nem do Apóstolo Paulo, mas o Apóstolo Paulo
foi um agente de Deus para que aquelas pessoas fossem transformadas. Ao lermos a segunda carta de Paulo para eles,
descobrimos que o grande "Eu" nessa igreja havia desaparecido. O poder
do pecado havia sido rompido, e o egoísmo tinha sido digerido pelo pesar
piedoso. As pessoas não estavam mais amarradas em dons, sinais e maravilhas. A
ênfase delas agora era dar em vez de receber. Elas juntaram ofertas para serem
enviadas a crentes que haviam sido atacados por uma grande fome. E a mudança
veio pela pregação do amor de Deus através do Apóstolo Paulo. Vejamos o que diz
o livro de Romanos capítulo 6 versículo 8 sobre o grande amor de Deus. Rm 6:8: “Deus
prova o seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo
nós ainda pecadores”.
Há
muito mais nesta palavra do que nós podemos perceber quando lemos; já sabemos
de cor mas não entendemos perfeitamente e nem claramente. Mas, em outras
palavras Deus me diz que apesar dos meus defeitos Ele me ama, me aceita, me
considera como seu filho. Jo 15:13. “Ninguém tem maior amor do que este: de dar
alguém a própria vida em favor dos seus amigos”. Jesus deu a vida por mim,
antes mesmo de eu haver nascido; se fez culpado por mim, morreu no meu lugar
para que eu recebesse a verdadeira vida.
Assim
como amo meus filhos independentemente do comportamento deles, Deus me amou a
ponto de dar o seu Único filho para morrer em meu e em seu lugar.
O
amor de Deus é algo impossível de ser compreendido em toda sua plenitude. A
Bíblia diz que o próprio Deus é amor. Na verdade, por mais que apresentemos
possíveis definições sobre o que é o amor de Deus, apenas aqueles que o
experimentam é qu exclusivos e entendem, mesmo que de forma limitada, o que
realmente ele é.
O
que mais a Bíblia diz sobre o amor de Deus?
A
Bíblia diz que o amor é um dos atributos de Deus. Aqui é importante entender
que quando falamos em “atributos” não estamos nos referindo a algum tipo de
qualidade que possa ser acrescentada ao ser de Deus. Ao contrário disto, os
atributos de Deus são àquelas características que descrevem a própria pessoa de
Deus. Portanto, é impossível separar o ser de Deus de seus atributos porque
Deus é amor.
É
justamente por isso que o apóstolo João escreve dizendo que “Deus é
amor” (1 João 4:8). Logo, o amor de Deus é parte integral de seu caráter,
e por isso ele é insondável, incomparável, eterno, infinito, imutável, soberano
e nos ama com amor incondicional, (Isaías 55:6,7; 62:10-12; 63:9; Jeremias
31;3,31-34; Oseias 11:8; Miqueias 7:18-20; João 3:16; 1 João 4:8,16,19).
Para
se referir ao amor de Deus, os escritores do Novo Testamento geralmente
utilizam o termo grego ágape, como em 1Corintios 13. Esse termo indica um
tipo de amor tão profundo que cuida, zela, corrige e não se baseia em
pré-condições. Isso significa que não há nada que possamos fazer para aumentar
ou diminuir o amor de Deus para conosco, porque a fonte desse amor está no
próprio Deus e não em nós.
A
manifestação do amor de Deus é perfeita para aqueles que nEle crê.
A
Bíblia fala do amor de Deus para com todos os homens, indicando sua preocupação
com as suas criaturas. Isso indica a bondade que o Criador sente para com suas
criaturas. Sob esse aspecto, Ele ama os povos, guarda os peregrinos e ampara os
órfãos e as viúvas (Deuteronômio 10:18; 33:3 Salmos 68:5; 146:9).
Esse
cuidado de Deus é comum a todas as pessoas. Isso significa que Ele é bom para
todos, por isso Ele faz com que o sol se levante sobre maus e bons, e a chuva
caia sobre justos e injustos. (Mateus 5:45; Salmos 145:9,15,16).
No
entanto, a Bíblia também enfatiza que Cristo é a manifestação especial e
particular do amor de Deus (João 3:16; Romanos 5:8; 8:31-39). O apóstolo Paulo escreve
que “Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos
amou, ainda quando estávamos mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente
com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com Ele e nos
fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus”. (Efésios 2:4-6).
Portanto,
ao mesmo tempo em que Deus ama todas as suas criaturas, Ele também ama de forma
especial aqueles que são justificados pelos méritos de Cristo, e adotados em
sua família como seus filhos. A estes, Ele se comunica de forma mais rica e
completa, revelando sua graça e misericórdia. (João 16:27; Romanos 5:8; 1 João
3:1).
Todavia,
é preciso entender ainda que o sacrifício de Cristo no Calvário não é
a causa do amor de Deus para conosco. Na verdade a cruz de Cristo é o efeito
desse amor. Lembre-se que a maior prova do amor de Deus para conosco é o fato
de Cristo ter morrido por nós, quando ainda estávamos sepultados em nossos
pecados. (Romanos 5:8).
Deus
não passou a amar os redimidos no momento em que Cristo foi crucificado, ao
contrário, Ele amou e ama o seu povo desde a eternidade. Dessa forma a obra
redentora de Cristo revela esse profundo e eterno amor. (Efésios
1). Também é importante entender que o amor de Deus, como parte essencial
do seu ser, não deve ser visto como sendo superior aos seus outros atributos.
Ele não é mais amor do que justiça, por exemplo.
Algumas
pessoas enfatizam apenas o amor de Deus e acabam diminuindo sua santidade, sua
justiça, sua santa ira, sua soberania etc. O resultado disso é uma visão
distorcida que de forma alguma representa o verdadeiro Deus conforme revelado
nas Escrituras.
O
amor de Deus em nós, nos faz mais que vencedores em nome de Jesus.
A
Bíblia diz que o amor de Deus está derramado amplamente em nossos corações pelo
Espírito Santo que nos foi dado (Romanos 5:5). Esse amor é tão forte, que o
apóstolo Paulo diz que nada poderá separar os redimidos do amor de Deus que
está em Cristo Jesus. (Romanos 8:39).
Este
profundo e intenso amor de Deus que nos é comunicado por sermos seu povo, nos
capacita a amá-lo. Por nossa própria natureza contaminada pelo pecado, somos
incapazes de amar a Deus e desejar aquilo que lhe agrada, mas o amor
incondicional de Deus em nós, nos faz pessoas amorosas também.
Além
disso, esse amor também nos leva a demonstrá-lo de forma prática em nossas
vidas. Desse modo somos instrumentos pelos quais o amor de Deus brilha para o
mundo, somos luz e sal da terra em nome de Jesus. Por esse motivo
o apóstolo João escreve que “aquele que não ama não conhece a
Deus”. (1 João 4:8).
Deus
abençoe você e sua família.
Pr.
Waldir Pedro de Souza
Bacharel
em Teologia, Pastor e Escritor.
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